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(Foto: Reprodução)
“Muito sofrido”, disse o agricultor Cleony Dias Lagasso, depois de desembarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na noite desta sexta-feira (7), junto com a esposa Joyce Lagasso e a filha de três anos do casal. A família – que ficou presa nos Estados Unidos durante 18 dias – faz parte do grupo de 130 brasileiros deportados que chegou ao Brasil no voo fretado pelo governo norte-americano. Eles são da cidade de União Bandeirante, em Rondônia, e ainda teriam que conseguir um voo até lá. "Nós passamos pelo México, todo mundo faz, né? Para tentar a vida lá. Graças a Deus estamos bem de saúde", afirmou Cleony. “Foi horrível”, completou Joyce. Homens, mulheres e crianças, de vários estados do país, chegaram apenas com a roupa do corpo, documentos e o que sobrou do dinheiro que levaram. Muitos esconderam o rosto no momento do desembarque. “Humilhação que eu passei, 15 dias longe da família, sem poder falar com ninguém. Presa em uma cela fria, sem falar com ninguém”, disse uma das mulheres deportadas, que não quis ser identificada. Outra pessoa relatou que a filha e o marido chegaram a desmaiar de fome. O voo fretado pelos EUA e autorizado pelo governo brasileiro, saiu do Texas, parou para reabastecer em Guayaquil, no Equador, e chegou à capital mineira às 23h40. Todos os brasileiros passaram pela fiscalização da Polícia Federal (PF) antes de serem liberados. Desde outubro do ano passado, esse é o terceiro avião com brasileiros extraditados dos EUA que pousa em Confins. Somando os três voos, são cerca de 250 pessoas detidas quando tentavam atravessar a fronteira pelo México. A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que este "é o segundo episódio neste ano, e voos com essas características podem se tornar frequentes". A PF disse ainda que realizou "os procedimentos de controle migratório, uma de suas competências definidas pela Constituição da República" e que "não constatou nenhuma ilegalidade conexa à migração dos deportados e segue investigando casos suspeitos". Livres e de volta ao país, os extraditados não pensam em se arriscar novamente para tentar entrar nos Estados Unidos. “Não, não faria de novo”, disse a desempregada Edinalva Lopes.
(Foto: Reprodução/EPTV)
O pente-fino nas obras literárias das escolas de Rondônia começou após a denúncia de que havia um palavrão no contos "Amálgama" (Ediouro), do escritor Rubem Fonseca, de 94 anos, um dos maiores escritores brasileiros vivos. A revelação foi feita pelo secretário Estadual de Educação do estado (Seduc-RO), Suamy Vivecananda Lacerda de Abreu, em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (7).Abreu, no entanto, não citou a origem da denúncia. O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar a atuação da Seduc em relação ao memorando da pasta. Divulgado nesta quinta-feira (6), o documento ordenava a retirada de 43 livros das escolas.Só de Rubem Fonseca, havia 19 obras na relação. Outros clássicos da literatura como "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, "Macunaíma", de Mário de Andrade, e "Os sertões", de Euclides da Cunha, compunham a lista (veja abaixo). O ofício trazia também uma observação: "Todos os livros de Rubem Alves devem ser recolhidos".O secretário negou que os livros serão recolhidos e reforçou que o Estado apura o caso. "Os livros estão na escola. Já chegaram. É para serem usados. Não existe nenhum tipo de interesse nosso em censurar uma obra clássica que nós adquirimos. O governo está apurando", disse.O secretário alegou ainda que não assinou o documento que autorizava o recolhimento dos títulos e negou que estava ciente da lista de livros. "O documento não está concluso, não passou pela assessoria técnica que vai deixá-lo apto para que eu assine", explicou.Publicado em 2013, "Amálgama" é uma coletânea de contos que tem, segundo o material de divulgação da editora, "todos os elementos" que caracterizam a obra de Rubem Fonseca ("o erotismo, a violência, a velocidade narrativa, o clima noir"). O volume é o 17º na lista da Seduc.A lista com os 43 livros e o memorando 4/2020 determinando o recolhimento imediato das obras foram divulgadas em redes sociais na quinta-feira (6).No ofício, a Seduc afirmava ser necessário tal recolhimento porque estes apresentavam "conteúdos inadequados às crianças e adolescentes".O documento, que seguia no sistema interno da Secretaria de Educação de Rondônia, passou a ser listado como sigiloso.
( Foto: Força Aérea Brasileira/Divulgação)
Os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) enviados à China para resgatar brasileiros na área mais afetada pela epidemia de coronavírus decolaram de Wuhan por volta das 17h desta sexta-feira (7).Segundo o Ministério da Defesa, a previsão de voo é de 26 horas, descontadas as escalas. Com isso, as aeronaves devem aterrissar em Anápolis (GO) na madrugada de sábado (8) para domingo (9).Os cidadãos repatriados, assim como a equipe médica e a tripulação dos voos, devem cumprir quarentena de 18 dias na cidade goiana, a 150 km do Distrito Federal e 60 km de Goiânia. Se algum dos confinados apresentar sintomas de infecção, o governo prevê transferência para o Hospital das Forças Armadas em Brasília. Até as 15h30 desta sexta, o Brasil continuava sem nenhum caso confirmado de coronavírus. Segundo o balanço do Ministério da Saúde, equipes ainda investigam 8 casos suspeitos. Outros 26 já foram descartados.
( Foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro reavalia a nomeação do publicitário bolsonarista Luiz Galeazzo para o comando da Diretoria de Conteúdo e Gestão de Canais Digitais da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República). A polêmica criada com a divulgação de fotos íntimas do publicitário pelo deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) causou mal-estar no Palácio do Planalto, que congelou a indicação e passou a buscar outros nomes para o cargo. Galeazzo foi convidado para a função pelo chefe da Secom, o secretário Fabio Wajngarten, investigado pela Polícia Federal por supostas práticas de corrupção passiva. O publicitário já teria entregue seus documentos ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) para que a pasta ministerial faça a análise de seus posts. Para evitar que uma nomeação crie um desgaste com o segmento religioso, considerado um dos pilares de apoio da atual gestão, uma opção avaliada pela equipe do presidente é que, em vez de assumir o posto no governo, o influenciador digital seja contratado por uma das empresas que prestam serviço para a comunicação institucional. Em seu perfil no Instagram, Galeazzo afirmou na quinta-feira (6) que se trata de uma foto antiga. Segundo ele, foi um ataque covarde e criminoso do deputado federal. "Tive minha vida íntima exposta numa foto antiga usada e repercutida por um político e parte da imprensa para me atacar por conta de minha posição política", afirmou. Além da foto íntima, Frota publicou nas redes sociais diversas postagens atribuídas à conta do publicitário no Twitter. Como a conta de Galeazzo nesta rede social foi deletada, a Folha não pode aferir a veracidade dos posts.
- Metrópoles
- 07 Fev 2020
- 16:11h
( Foto: Reprodução)
A quantidade de pessoas recebendo benefícios do Bolsa Família diminuiu em 590 mil no primeiro ano de Jair Bolsonaro (sem partido) na Presidência da República. Em janeiro de 2019, havia 13,760 milhões nomes na folha de pagamento do programa e em dezembro o valor caiu para 13,170 milhões. A queda corresponde a 4,3% do total de usuários. Para chegar ao valor, o (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, calculou a quantidade de Números de Identificação Social (NIS) únicos nas folhas de pagamento do Bolsa Família, disponibilizados no Portal da Transparência. Quase meio milhão de pessoas, em média, esperaram na fila do programa no ano passado. Mas de acordo com o Ministério da Cidadania, a lista se encontrava perto de zero no fim do governo de Michel Temer. Ou seja, a quantidade de beneficiários caiu, enquanto aumentou o número de brasileiros que precisam do auxílio e esperam o sinal verde para receber o dinheiro. “É importante ressaltar que o Bolsa Família apresentou, durante todo o governo do PT, fila de espera para entrada no programa”, respondeu a pasta por meio de nota.
( Foto: Reprodução)
O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou funcionários públicos a "parasitas" ao comentar, nesta sexta-feira (7), as reformas administrativas pretendidas pelo governo federal. Segundo ele, as propostas referentes ao tema serão enviadas ao Congresso na próxima semana. Guedes criticou o reajuste anual dos salários dos servidores que, segundo ele, já têm como privilégio a estabilidade no emprego e "aposentadoria generosa". O ministro argumentou que a máquina pública, nas três esferas de governo, não se sustenta financeiramente por questões fiscais e, por isso, a carreira do funcionalismo precisa ser revista. "O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático", disse declarou. A declaração foi dada pelo ministro em palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE) no encerramento de um seminário sobre o Pacto Federativo. Segundo o ministro, sua crítica é compartilhada pelos brasileiros. "A população não quer isso [reajuste automático do funcionalismo público]. 88% da população brasileira é a favor, inclusive, de demissão no funcionalismo público", disse. Paulo Guedes se referiu a uma pesquisa Datafolha, divulgada em janeiro, que apontava que, para 88% dos entrevistados, o funcionário público que não faz um bom serviço deve ser demitido. "Nos Estados Unidos ficam quatro, cinco anos sem dar reajuste e quando dá todo mundo fica 'oh, muito obrigado'. Aqui o cara é obrigado a dar [reajuste] porque está carimbado e ainda leva xingamento, ovo, não pode andar de avião", continuou o ministro. Guedes afirmou que o texto da reforma administrativa será apresentado na próxima semana à Câmara dos Deputados. Segundo ele, é grande a expectativa do governo de rápida tramitação. "O clima no Congresso é extremamente favorável [à reforma administrativa], ao contrário do nosso clima no ano passado quando nós chegamos com a Reforma da Previdência", disse. Já a reforma tributária, que está sendo desenhada pelo Executivo, "é um pouco mais complexa", segundo o ministro. Ele destacou que ela deverá ser apresentada a um comitê conjunto, formado entre Câmara e Senado.
- Metrópoles
- 07 Fev 2020
- 13:03h
Eram por volta das 11h30 do sábado, 1º de fevereiro, quando Baltazar Augusto de Menezes, 58 anos, ligou para o amigo Elias Pereira de Melo, 46. Ele informava que iria até a casa dele, pois precisava falar com a ex-namorada. Karina Souto Rocha, 29 anos, já estava por lá. Elias era amigo do casal de longa data e sabia da separação, que já durava um mês. Mas aceitou a visita do amigo sem saber que sua casa, no Bairro Santa Mônica, em Nova Xavantina (650 km de Cuiabá), seria o palco de uma tragédia. O encontro levou a uma briga do casal e ao menos cinco tiros foram disparados: três em Karina, um no chão e um de Baltazar em si mesmo. Mas o que seria mais um caso de feminicídio – dentro dos índices já alarmantes de Mato Grosso – se transformou em uma história de recomeço. De uma forma inexplicável, após ter a morte cerebral declarada, Karina reagiu exatamente no momento em que os aparelhos que a mantinham viva seriam desligadas.
(Foto: Reprodução/EPTV)
Um documento da Secretaria de Educação de Rondônia (Seduc) determinou nesta quinta-feira (6) o recolhimento nas escolas estaduais de 43 livros, entre os quais clássicos como "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, "Macunaíma", de Mário de Andrade, e "Os sertões", de Euclides da Cunha. A ordem não chegou a ser efetivada, diz o governo.O memorando 4/2020, assinado pelo secretário de Educação, Suamy Vivecananda Lacerda de Abreu, foi endereçado às coordenadorias regionais de educação de Rondônia. O argumento, no documento, era que os livros apresentavam "conteúdos inadequados às crianças e adolescentes". Ao G1, o secretário confirmou a existência do documento – revelou que tratar-se de um "rascunho" feito por "técnicos" que não chegou a ser expedido. Afirmou ainda não concordar com o teor do memorando e que os livros listados não serão recolhidos. O trabalho dos técnicos, segundo o secretário, começou porque havia uma denúncia de que os livros continham palavrões: "[O departamento técnico] Fez uma checagem que não é conclusiva, porque a conclusão vai encerrar quando eles [técnicos] me apresentarem alguma coisa, e, pelo que eu estou vendo, já não querem mais apresentar. Mas, assim, são clássicos da literatura. ‘Macunaíma’ é filme e o escambau, entendeu? Não seria a Seduc de Rondônia que iria se invocar com um livro desse", afirmou. O ofício lista ainda 19 obras de Rubem Fonseca, oito de Carlos Heitor Cony e três de Nelson Rodrigues. Há ainda uma observação: "Todos os livros de Rubem Alves devem ser recolhidos". Dois clássicos da literatura internacional também aparecem: Franz Kafka, com "O castelo", e Edgar Allan Poe, com "Contos de terror, de mistério e de morte". O documento e a relação de obras (veja abaixo) repercutiram em redes sociais, com a divulgação de imagens dos ofícios. O documento, que está em sistema interno da Secretaria de Educação de Rondônia, passou a ser listado como sigiloso. O G1 procurou a assessoria do governador Marcos Rocha (PSL), mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
(Foto: Reprodução)
A Secretaria-Geral da Presidência informou nesta quinta-feira (6) que o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que prevê regras para quarentena e medidas de enfrentamento ao coronavírus.De acordo com a secretaria, a lei será publicada na edição desta sexta (7) do "Diário Oficial da União". O órgão não informou, contudo, se Bolsonaro sancionou algum trecho do texto aprovado pelo Congresso Nacional. A proposta foi enviada pelo governo ao Legislativo na terça (4). No mesmo dia, os deputados aprovaram o projeto com algumas modificações na redação. Um dia depois, na quarta (5), o Senado aprovou o texto enviado pela Câmara. "O presente projeto de lei visa regulamentar o atual quadro de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus no Brasil, articulando a proteção aos direitos humanos à adequação dos instrumentos de vigilância e atenção à saúde e aos requisitos do mundo atual, mostrando-se, portanto, fundamental a atuação do Estado no seu dever constitucional de garantir do direito à saúde", afirmou a Secretaria-Geral em texto enviado à imprensa. Desde que os brasileiros em Wuhan (China) pediram ajuda para retornar ao país, o governo argumentou que precisava criar uma nova lei para trazer as pessoas e submetê-las a um período de quarentena. Conforme o Ministério da Defesa, o grupo chegará ao Brasil neste fim de semana e ficará de quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO).
(Foto: Reprodução)
Um laudo de perícia feito pela Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que o professor Odailton Charles Albuquerque Silva, de 50 anos, morreu após ser envenenado com raticida. Segundo o delegado Laércio Rossetto, da 2ª Delegacia de Polícia, foi encontrada no sangue e no vômito dele a substância aldicarb, que está presente no veneno de rato conhecido como chumbinho.O professor foi internado no dia 30 de janeiro no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Ele teria passado mal após tomar um suco de uva supostamente oferecido por uma colega no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 da Asa Norte, onde Odailton trabalhava há oito anos.Na última terça-feira (4), o professor morreu, após cinco dias internado. Segundo a polícia, está descartada a hipótese de morte natural. No entanto, os investigadores afirmam que "o quebra-cabeças ainda está sendo montado"."As pessoas que nós ouvimos disseram que tinha um suco de uva na geladeira, mas esse suco não estava lá no dia do fato, segundo provas testemunhais. Um dos vigilantes que esteve o maior tempo com a vítima não relata o suco de uva. Estamos montando o quebra-cabeças", afirma o delegado.Segundo o delegado, a vítima cita o suco de uva em áudios enviados a amigos (veja mais abaixo). No entanto, a colega que teria oferecido o líquido nega, assim como um vigilante, que disse ter visto o professor tomar dois comprimidos.
(Foto: Reprodução)
A filha do casal assassinado junto com o filho no ABC Paulista e a companheira dela confessaram nesta quarta-feira (5) participação em parte do crime. De acordo com o advogado de defesa de Anaflávia Gonçalves e Carina Ramos, elas admitiram, em novo depoimento à polícia, participação no roubo à casa da família, mas negaram envolvimento nas mortes. Os empresários Flaviana e Romuyuki Gonçalves e o filho adolescente deles, Juan Victor, foram torturados e mortos em 28 de janeiro. Os corpos foram encontrados carbonizados em um carro em chamas na área rural de São Bernardo do Campo. Nesta quarta-feira, Anaflávia Gonçalves e Carina Ramos chegaram ao Deic do município do ABC às 16h e saíram às 21h40. Desde o início das investigações elas vinham negando participação no crime. A Polícia Civil tenta identificar e prender o sexto suspeito de participar do assassinato da família. Ele seria um homem que teria resgatado o grupo de carro na estrada de terra onde o veículo da família foi encontrado carbonizado. O nome e a foto dele não foram divulgados. No depoimento de segunda-feira (4), um dos envolvidos no crime contou à polícia como a ação foi planejada. Juliano Ramos Júnior, primo de Carina disse que, dois dias antes dos assassinatos, ele, os dois comparsas, Carina e Ana Flávia fizeram uma reunião para combinar o roubo à casa da família porque ali teria cerca de R$ 85 mil guardados. No final da tarde desta quarta (5), a PM encontrou parte dos objetos levados da casa, após receber uma denúncia anônima. Relógios e bijuterias estavam em uma casa em Santo André com uma adolescente. Ela foi levada para a delegacia acompanhada da mãe para prestar depoimentos.A polícia ainda ouviu o depoimento de um homem que estava com um carro que tinha as mesmas características de um dos veículos usados no crime. O carro foi apreendido.
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Um homem suspeito de roubo conseguiu um alvará de soltura, mas segue preso na unidade prisional de Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo confirmou a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), um preso suspeito de homicídio foi solto no lugar dele, no último dia 27 de janeiro.A DGAP informou que “o fato está sendo apurado internamente para a aplicação das sanções aos responsáveis pelo ocorrido”. Segundo a Polícia Civil, Bryan Sousa Silva foi preso suspeito de roubar uma bicicleta e uma corrente de prata no dia 27 de setembro de 2019. A defesa dele informou que foi estipulada fiança inicial de R$ 20 mil para que ele respondesse em liberdade, mas que o preso não tinha esse dinheiro. Em janeiro deste ano, o advogado conseguiu que a Justiça dispensasse o pagamento da fiança e emitisse o alvará de soltura do cliente. No entanto, outro preso havia saído no lugar de Bryan. Segundo a DGAP, esse preso que foi solto de forma equivocada é Jhonatan Wesley Lima Ferraz. Segundo informações do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ele é investigado por homicídio. O delegado Cristiomário Medeiros, responsável pelo caso, disse que foi registrado na Polícia Civil que Bryan teria facilitado a situação, sendo investigado por suspeita de falsidade ideológica. Renato Brandão, que representa Bryan, disse que não teve oportunidade de falar de forma privada com o cliente, portanto suspeita que ele possa ter sido acuado de alguma forma. O defensor informou que foi estipulada fiança de R$ 10 mil para que o preso responda em liberdade, mas que já pediu despensa desse pagamento. "Segundo Bryan, foi ele mesmo quem respondeu às perguntas do Oficial e assinou, mas não sai imediatamente, vai para central ver se tem outros processos e quando voltou, no final do dia quando fizeram a chamada, quem respondeu foi o outro. Não pude ter conversa confidencial, meu cliente, ele não estava confiante. Os agentes e os outros presos estavam sempre muito perto", disse. O G1 não conseguiu localizar a defesa de Jhonatan para pedir um posicionamento sobre o caso. A Polícia Civil informou que o homem é considerado foragido da Justiça e que recebe denúncias sobre onde ele possa estar.
( Foto: Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão)
Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, fez a matrícula para cursar Gestão de Turismo pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo em Campos do Jordão (SP). As aulas começam nesta quarta-feira (5).A detenta foi aprovada para o curso pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Ela tinha até esta terça-feira (4) para concluir a matrícula, mas segundo a instituição a formalização foi feita na segunda-feira por meio de procuração.Em nota, o Instituto Federal informou que aguarda a decisão da Justiça sobre as condições para que ela possa participar das aulas. O processo está em segredo de Justiça. O G1 acionou o Tribunal de Justiça e aguardava retorno até a publicação da reportagem.Suzane foi aprovada em oitavo lugar para a graduação, com nota 608,42. De acordo com o IFSP, o curso que ela escolheu tinha concorrência de cinco candidatos por vaga.O curso é noturno, na modalidade presencial, e ofertado em Campos do Jordão. As aulas acontecem das 19h às 22h40 na cidade que fica a cerca de 40 quilômetros da Tremembé, onde cumpre pena. A duração é de dois anos e meio.Suzane tem autorização para cursar a graduação desde 2016, quando tentou pela primeira vez se inscrever na universidade - à época em administração. Com essa autorização, ela teria apenas que formalizar a inscrição e avisar à Justiça do horário das aulas.No regime semiaberto, em que Suzane está, os presos têm direito a atividades fora da penitenciária. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Suzane teria de bancar o transporte com recursos próprios.
( Foto: Reprodução/TV Globo)
O terceiro suspeito preso pelo assassinato de uma família encontrada carbonizada em 28 de janeiro no ABC Paulista confessou envolvimento nas mortes e acusou de participação no crime a filha do casal e a namorada dela. Isso é o que aponta o depoimento que Juliano de Oliveira Ramos Júnior deu à Polícia Civil após ter sido preso nesta segunda-feira (3) e ao qual a TV Globo e o G1 tiveram acesso.. Outros dois suspeitos foram presos. A investigação ainda tenta identificar um sexto suspeito. Juliano é primo de Carina Ramos, que é namorada de Ana Flávia Gonçalves. Ana Flávia por sua vez é filha do casal de empresários Romuyuki e Flaviana Gonçalves e irmã do filho deles, Juan Victor, de 15 anos. Romuyuki, Flaviana e Juan foram encontrados mortos e queimados dentro do carro da família na Estrada do Montanhão, em São Bernardo do Campo. Ana e Carina estão presas temporariamente desde 29 de janeiro no 7º Distrito Policial (DP) de São Bernardo por suspeita de participação no crime, o que elas negam.Juliano disse à investigação da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de São Bernardo que ele, dois comparsas, Ana Flávia e Carina se reuniram dois dias antes do crime (ocorrido no dia 27 de janeiro) para planejar o roubo à casa da família, num condomínio fechado em Santo André, cidade vizinha a São Bernardo. O grupo, segundo ele, sabia que havia no imóvel R$ 85 mil. Como não acharam o dinheiro no cofre da residência, torturaram a família. Carina e Flávia teriam concordado com o grupo em matar as vítimas. Juliano teve a prisão temporária por 30 dias decretada pela Justiça ainda nesta segunda e foi transferido para uma cadeia de presos provisórios em São Caetano do Sul, também no ABC. Os cinco presos são investigados por suspeita no envolvimento nas mortes do casal de empresários e do filho deles. Além de Juliano e de Ana e Carina, os outros dois presos são Guilherme Ramos da Silva e Michael Robert dos Santos. A polícia pediu a prisão temporária deles, mas a Justiça só autorizou a de um. O outro, porém, permanece detido em flagrante porque com ele foi encontrada uma arma ilegal, um revólver calibre 22. A imagem de Juliano e dos outros dois suspeitos detidos não foram divulgadas. A investigação ainda procura identificar um sexto integrante do grupo criminoso, um homem que, segundo Juliano, deu carona para os demais após o Jeep Compass da família ter sido queimado em São Bernardo. Na sexta-feira (31), policiais disseram que Ana Flávia e Carina haviam sido indiciadas pelo triplo homicídio da família. Entretanto, no sábado (1°) eles voltaram atrás e informaram que as duas mulheres ainda não foram responsabilizadas criminalmente pelos assassinatos.A Polícia Civil chamou Ana Flávia e Carina para prestar novo depoimento nesta segunda-feira (3). No entanto, elas não responderam às perguntas da investigação. Na saída da delegacia, a defesa das suspeitas disse que elas só vão falar em juízo e que alegam inocência.
(Foto: Arquivo Pessoal
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um policial militar agredindo uma grávida durante uma abordagem nesta terça-feira (4), no bairro Santo Antônio, em São José do Rio Preto (SP).Segundo o boletim de ocorrência, registrado pelos PMs, a mulher de 23 anos foi rendida após intervir em uma abordagem que flagrou um adolescente com porções de maconha. Após ser detida, ela foi levada para o hospital. Os dois policiais que estavam na ocorrência foram afastados das ruas para a investigação do caso, segundo a PM.Nas imagens, é possível ver o policial rendendo a mulher, que está deitada no chão. Ele pressiona a barriga dela com um dos joelhos e a agride com tapas no rosto.Ainda é possível ver que moradores que presenciam a agressão pedem para o policial parar, dizendo que a mulher está grávida. Em seguida, ele diz que ela está presa e as testemunhas voltam a pedir para ele parar de pisar na barriga dela.Em outro trecho do vídeo, é possível escutar a mulher gritando para as pessoas chamarem a avó, pois o policial estava causando ferimentos a ela e a filha.A mulher ainda tenta argumentar dizendo que não está resistindo à prisão e, sim, às agressões cometidas pelo policial.