BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
- Por Eduarda Moitinho/Bahia Notícias
- 25 Ago 2026
- 08:36h
Fotos: Reprodução / Redes Sociais
Os principais candidatos ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL), cumprem mais compromissos de suas agendas de campanha, nesta terça-feira (24), a fim da promoção na corrida eleitoral de 2026.
Desde domingo (16), primeiro dia oficial da campanha, o portal Bahia Notícias (BN) realiza uma coletânea das agendas. Até 4 de outubro, data prevista para acontecer o primeiro turno, o BN acompanha os compromissos diários dos três candidatos.
ACM NETO - União Brasil
Durante a manhã, ACM realiza atendimentos a candidatos e lideranças políticas de diferentes regiões da Bahia.
Seu turno vespertino é marcado por uma gravação de programa eleitoral, além de uma reunião com a coordenação de campanha e equipe de comunicação.
Por fim, às 19h, comparece à inauguração de um comitê no município de Cruz das Almas, no Recôncavo Sul da Bahia.
JERÔNIMO RODRIGUES - PT
A agenda do petista tem como foco entrevistas para veículos de comunicação de Salvador.
Pela tarde, participa do Balanço Geral, programa da TV Record.
No turno noturno, comparece à TVE para uma entrevista na Rádio Educadora, às 18h.
RONALDO MANSUR - PSOL
O candidato do PSOL visita o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs) durante a manhã.
Às 12h15, é entrevistado na Rádio JornaL 660 AM, em Itapetinga, na região sudoeste baiana.
Ele finaliza a agenda do dia com uma gravação de programa eleitoral.
- Bahia Notícias
- 24 Ago 2026
- 18:04h
Foto: Reprodução / Instagram e Polícia Militar de Goiás
Mantida em cárcere privado por cinco dias pelo ex-companheiro, Ailton Rodrigues de Souza, a técnica de enfermagem Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, relatou os momentos que passou sequestrada e lembrou que o homem já havia dado sinais de comportamento abusivo durante o relacionamento. Ela foi resgatada em 21 de agosto, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, presa com algemas, cordas e uma corrente de ferro. "O que eu posso dizer para as mulheres, hoje em dia, é: não aceite o inegociável. No primeiro sinal, sai fora. Porque eu tive vários sinais", afirmou.
Seu relato, dado durante entrevista ao Correio Braziliense, detalha o período em que ficou sob o domínio do ex-companheiro, com quem tem dois filhos. Segundo ela, o sequestro começou após um encontro que havia sido marcado para tratar de questões relacionadas às crianças.
Emiliane desapareceu em 17 de agosto, depois de sair de casa para fazer um depósito e ir a uma consulta em uma clínica de estética na Barragem 1, em Águas Lindas. De acordo com o relato dado ao jornal, ela havia combinado com Ailton que os dois conversariam sobre uma audiência marcada para o dia seguinte, relacionada à pensão alimentícia dos filhos.
Depois de sair da clínica, Emiliane foi até uma distribuidora administrada pelo ex-companheiro. Segundo ela, Ailton não quis tratar das questões relacionadas às crianças e insistiu para que os dois retomassem o relacionamento.
O encontro, de acordo com a vítima, terminou em violência. Emiliane relatou que os dois foram para uma área nos fundos do estabelecimento, onde havia uma cama e uma televisão. Ela afirma que recusou uma tentativa de aproximação física. Ailton teria dado a ela uma substância que a deixou desnorteada. Emiliane afirma que permaneceu consciente durante parte das agressões, mas perdeu a capacidade de reagir. Ela também relatou ter sofrido violência sexual.
— Infelizmente era uma armadilha, lá já estava com tudo preparado, eu não tinha percebido — afirmou ao Correio Braziliense.
Após as agressões, segundo Emiliane, ela foi levada para um imóvel no bairro América III, onde permaneceu presa durante cinco dias. A vítima contou que ficava amarrada e que tinha as mãos liberadas apenas em alguns momentos para se alimentar.
Segundo seu relato, antes de deixar o imóvel pela última vez, Ailton também a manteve sedada com medicamentos.
RESGATE
A vítima foi localizada em 21 de agosto por policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste. Segundo a corporação, as buscas se iniciaram depois que a família da jovem relatou seu desaparecimento. Após surgirem indícios de envolvimento do ex-namorado, como mudanças na sua rotina, foi identificado um imóvel alugado pelo suspeito dias antes no Setor Jardim América 3, bairro residencial do município.
O local estava fechado com tapumes e protegido externamente. Os policiais ouviram ruídos no interior da residência e decidiram entrar na casa. Foi quando encontraram a jovem em um dos quartos acorrentada à cama.
"No interior de um dos quartos, a vítima foi localizada amordaçada e com os membros inferiores e superiores, além do pescoço, restringidos por cordas, algemas e corrente. Ela também apresentava dificuldades respiratórias e sinais de falta de oxigenação", diz, em nota, a Polícia Militar.
A vítima estava ainda com uma máscara de gás para evitar que os vizinhos ouvissem os gritos. Segundo a corporação, ela sofreu estupros recorrentes durante o período em que estava sequestrada, e a casa estava abastecida com uma quantidade de comida e água que indicava planos do suspeito de mantê-la em cárcere por mais dias.
Ailton foi preso em flagrante. No sábado, a Justiça de Goiás decretou a prisão preventiva do suspeito, em decisão que cita ameaças reiteradas, constrangimento físico e restrição da liberdade da vítima. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás.
No local, também foi apreendida uma pistola calibre 9 mm. A Polícia Civil e a perícia técnica foram acionadas para os procedimentos legais e periciais. O ex-namorado da jovem foi localizado pelos policiais dirigindo um veículo e desobedeceu à ordem de parada, fugindo em alta velocidade.
"Após acompanhamento, foi abordado no Setor Jardim Querência, onde ofereceu resistência e precisou ser contido. O suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foram adotadas as providências cabíveis. Ele responderá, em tese, pelos crimes de sequestro, estupro e cárcere privado", diz a Polícia Militar.
Emiliane contou ao Correio Braziliense que o comportamento explosivo e possessivo do ex-companheiro já havia aparecido nos primeiros anos do relacionamento. Os dois começaram a namorar em 2020 e estavam separados desde dezembro de 2025.
Segundo ela, Ailton controlava suas amizades, horários e até o local onde ela fazia exercícios. A técnica de enfermagem também relatou um episódio em que ele teria destruído objetos de seu apartamento durante uma comemoração com colegas de trabalho.
Para Emiliane, a dependência emocional construída durante o relacionamento dificultou a percepção dos sinais de violência.
— Não sei se era amor, se era dependência, era dependência emocional, porque eu casei com ele com 18 anos. O amor é cego, a gente não vê — afirmou.
- Bahia Notícias
- 24 Ago 2026
- 16:41h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O governo publicou nesta segunda-feira uma resolução que define a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e por outros episódios de instabilidade internacional. Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano e serão destinados também a setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
A maior parte, em torno de R$ 5 bilhões, será reservada a exportadores e fornecedores atingidos pelo aumento das tarifas comerciais impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. Outros R$ 3,5 bilhões atenderão empresas que vendem para países do Golfo Pérsico e sofreram os efeitos do conflito no Oriente Médio.
Os R$ 5 bilhões restantes serão destinados a áreas consideradas estratégicas pelo governo. Desse total, R$ 2 bilhões irão para a produção de fertilizantes e insumos utilizados pelo setor, outros R$ 2 bilhões financiarão atividades ligadas a minerais críticos e estratégicos, e R$ 1 bilhão atenderá setores industriais relevantes para o comércio exterior.
No caso dos minerais, os recursos poderão financiar desde a extração, contanto que associada ao beneficiamento, ao refino ou à transformação da matéria-prima. O objetivo é apoiar etapas industriais e tecnológicas da cadeia, e não apenas a retirada do minério.
Poderão solicitar os financiamentos empresas, cooperativas e associações exportadoras, além de fornecedores ligados a essas atividades. A medida contempla exportações de bens industriais, produtos agropecuários, recursos minerais, pesca, aquicultura e florestas plantadas.
- Bahia Notícias
- 24 Ago 2026
- 12:22h
Foto: Polícia Militar de Presidente Prudente
Uma ação da Polícia Militar resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas na manhã do último sábado (22), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Os suspeitos foram detidos sob a acusação de invadir e assaltar uma residência no município.
Segundo informações do G1, o grupo armado acessou o imóvel escalando o muro perimetral e rendeu inicialmente um funcionário que retornava do mercado. Na sequência, os assaltantes imobilizaram outros trabalhadores e integrantes da família no interior do imóvel. Durante o assalto, foram subtraídos dinheiro em espécie, joias, bolsas de luxo e relógios de alto valor.
A movimentação suspeita acionou o sistema de alarme da propriedade, o que motivou o deslocamento imediato de equipes da Polícia Militar. Os suspeitos tentaram empreender fuga pelas vias públicas da região, mas foram alcançados e detidos após perseguição policial.
O local passou por perícia técnica da Polícia Civil, e a ocorrência foi registrada na delegacia local. Após a verificação de que os detidos já apresentavam histórico criminal por crimes contra o patrimônio, a autoridade policial determinou a conversão da prisão para a modalidade preventiva.
- Bahia Notícias
- 24 Ago 2026
- 10:19h
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Metade dos eleitores brasileiros acreditam que há chance de outros países interferirem na eleição brasileira. Isso é o que mostra a nova rodada da pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (23). Os 50% que acreditam nessa possibilidade estão divididos em 32% que acham que isso é um problema, e 18%, que acreditam não ser.
Já 43% acham que não há chance de interferência estrangeira. Outros 8% não souberam ou não responderam. O Datafolha ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026.
A pesquisa, encomendada pela pela Folha e pela Globo, ainda avaliou os resultados a partir das preferências políticas dos eleitores. Entre os eleitores do presidente Lula (PT), apenas 9% afirmam que não haveria problema numa interferência do tipo nas eleições do Brasil. Já entre os que planejam votar em Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 32%.
Ainda entre o eleitorado do petista, 36% consideram que há risco de intervenção estrangeira e que isso seria problemático, ante 24% dos que declaram voto no bolsonarista. Os que não creem na possibilidade de interferência são 46% entre eleitores de Lula e 39% entre os de Flávio.
- Por Luísa Martins, Ana Pompeu e José Marques | Folhapress
- 24 Ago 2026
- 08:17h
Foto: Emerson Leal / STJ
O ministro Luis Felipe Salomão assume a presidência do STJ (Superior Tribunal de Justiça) em meio a uma crise de confiança pública no Judiciário, agravada por suspeitas de venda de decisões dentro da corte e de uma denúncia de assédio sexual contra o magistrado Marco Buzzi, afastado do cargo pelos próprios colegas.
Em entrevista à Folha, ele defendeu uma reforma do sistema de Justiça, mas disse que a solução para os gargalos passa ao largo da criação de normas sobre a participação de juízes e ministros em eventos e palestras. "Essa está longe de ser a questão que vai fazer com que haja mais produtividade e eficiência dentro do Judiciário."
Segundo ele, a Loman (Lei Orgânica da Magistratura) já prevê regras sobre a postura a ser adotada por juízes, tanto na vida pública quanto na privada, para coibir e punir situações de conflito de interesse. "Precisamos atualizá-las? Talvez. Mas isso vai fazer com que a Justiça funcione melhor, com menos burocracia e sem custo excessivo? Não", opinou.
Como mostrou a Folha, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministro Edson Fachin, apresentou uma proposta de resolução com regras para a participação de juízes em eventos, para o recebimento de presentes e para o exercício de atividades privadas. Ele também defende um código de ética para ministros.
Salomão afirma que a magistratura costuma frequentar eventos para "trocar experiências" e superar "o encastelamento da profissão", mas que isso não significaria um comprometimento da imparcialidade em processos. "Qual é o juiz que vai se vender por uma passagem? Ele ouve ponderações de todos os lados e decide. Não vai ser influenciado."
Na mesma linha, o ministro diz que discussões sobre impeachment de ministros são mera "retórica" e não resolvem questões relevantes, como a morosidade da Justiça. "Temos que evitar esses extremismos que não adiantam nada, que não mudam o fato de uma família ter de esperar às vezes oito ou nove anos para solucionar uma demanda simples."
Com mais uma campanha eleitoral polarizada nas ruas, o presidente do STJ lamentou o Judiciário ter virado mote de candidatos. O ministro atribuiu isso a uma hiperexposição principalmente do STF --que, segundo ele, teve um "boom" de visibilidade com a intensa judicialização de temas políticos, econômicos e sociais.
"[Os candidatos] jogam o Judiciário como uma projeção da frustração que se tem com o Estado, e isso é misturar alhos com bugalhos", definiu. "Usar o Judiciário como plataforma eleitoral é ruim, porque você deforma a realidade para atender a um discurso de campanha."
Para o ministro, o STJ agiu com rapidez para apurar as denúncias de assédio sexual contra Buzzi. "Nós fizemos a nossa parte. Atuamos com o cuidado que o caso requeria, com garantia do direito de defesa. Quanto mais tempo isso ficasse em aberto, pior seria para o tribunal, para as denunciantes, para o próprio ministro e para a sua família".
Salomão descartou qualquer relação entre a celeridade imprimida ao caso e o fato de a mãe da primeira vítima ser uma advogada atuante em Brasília. "Tomou-se a decisão sem olhar para quem estava denunciando. Não acho que possa ter havido qualquer tipo de influência. Nós entendemos que ficou provado o fato, e a decisão foi unânime", lembrou.
Da mesma forma, em relação às investigações sobre suspeitas de vendas de decisões no STJ (com inquéritos ainda abertos sobre o ministro Moura Ribeiro e também sobre Buzzi), o presidente disse não ver desgastes para a imagem da corte.
"O tribunal não empurrou para debaixo do tapete. Servidores foram colocados para fora, terceirizados foram demitidos, um foi preso em flagrante, mas até agora nada aponta para o envolvimento de ministros", afirmou.
De acordo com o novo presidente do STJ, os inquéritos trouxeram um ponto positivo: chamar a atenção para possíveis vulnerabilidades dos sistemas internos. Salomão afirmou que, diante disso, o tribunal aprimorou os mecanismos de auditoria e de rastreabilidade dos servidores que têm acesso às minutas de votos e decisões.
Diante do universo de mais de 18 mil juízes no Brasil, o ministro disse ser "ínfima" a parcela dos que cometem irregularidades. "Não é uma coisa generalizada, é pontual. Quando acontece, as penalidades são duríssimas. A grande maioria trabalha muito, sábado, domingo, para dar conta dos seus processos, e não estou falando por corporativismo."
Para Salomão, há deformações na discussão sobre os penduricalhos na remuneração dos magistrados, que levam aos chamados supersalários. "É inegável que havia um abuso muito grande, e o Supremo foi cirúrgico. O juiz não pode ter um salário exorbitante. Porém, tentar comparar o salário de um juiz ou de um promotor com o salário mínimo também não é um debate correto."
O presidente do STJ também vê a necessidade de interlocução mais próxima com o Supremo, uma vez que existem "pontos de conflito" entre as duas cortes em questões criminais, como os limites para buscas em ambiente domiciliar e questões relacionadas ao cumprimento das penas.
A reforma do Judiciário defendida por Salomão vai exigir, de acordo com ele, um debate conjunto com o Palácio do Planalto e com a nova composição do Congresso Nacional após a posse dos eleitos. Para o ministro, o foco é a eficiência: "Uma briga sobre a posse de um imóvel, sobre uma herança, consegue-se resolver em tempo razoável?", exemplificou.
Sancionada pelo presidente Lula (PT) e com previsão de entrar em vigor em 3 de setembro, a implementação de um "filtro de relevância" no STJ é a aposta de Salomão para "conter a avalanche de processos" e diminuir o acervo --no último ano, chegaram ao tribunal 700 mil casos, e a média foi de uma decisão a cada sete minutos.
O filtro prevê que recursos especiais só sejam julgados pelo STJ se o interesse pela matéria for além das partes do processo e tiver impacto para um número amplo de cidadãos. Caso contrário, a última palavra será dada pelos tribunais de segunda instância --consequentemente, o encerramento definitivo de uma ação judicial será antecipado.
Questionado sobre a falta de diversidade no tribunal, Salomão disse que pretende fazer um apelo aos colegas para que critérios de gênero e raça sejam levados em consideração quando o tribunal for elaborar as listas a serem encaminhadas ao presidente da República para preenchimento de vagas em aberto.
Dos 31 ministros em atuação no STJ, apenas seis são mulheres. O percentual de magistrados negros no tribunal é de apenas 3%, segundo dados do CNJ. "A nossa parte vamos procurar cumprir, mas isso também depende do Executivo [que indica] e do Parlamento [que, após sabatina, aprova ou rejeita o indicado]".
Salomão também pretende contratar especialistas para compor uma espécie de diretoria de compliance que, junto a uma comissão de ministros, ficaria responsável por analisar e fiscalizar a transparência dos sistemas internos de IA (inteligência artificial). Segundo ele, a supervisão humana é indispensável. "História de 'ministro-robô' não vai existir aqui."
- Bahia Notícias
- 21 Ago 2026
- 16:52h
Fotos: Reprodução / Ascom PC-BA
Um homem de 46 anos investigado pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência, ameaça, incêndio e dano qualificado, foi preso durante uma ação policial nas proximidades de um ferro-velho, às margens da Avenida Gal Costa, em Salvador, nesta quarta-feira (19).
Segundo a investigação, em maio deste ano, o suspeito tentou desferir golpes de faca contra a companheira e cortar a mangueira do botijão de gás, a fim de provocar uma explosão na residência do casal.
Ele também foi preso em flagrante na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam/Casa da Mulher Brasileira), em julho, após agredir fisicamente a vítima.
Em agosto, o homem foi até a residência da mulher, descumprindo uma medida protetiva de urgência. Como não a encontrou no local, ele incendiou o imóvel. As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM). O pai da vítima, de 64 anos, foi até a casa após tomar conhecimento do incêndio e também foi agredido fisicamente pelo suspeito.
Durante a ação policial, o investigado tentou fugir ao avistar as equipes da 10ª Delegacia Territorial (DT/Pau da Lima), mas foi interceptado e preso. Ele foi conduzido à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido. O suspeito permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
- Por Fernanda Brigatti | Folhapress
- 21 Ago 2026
- 14:36h
Fotos: Reprodução / Freepik
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu aumentar o teto de preço dos veículos que podem ser financiados por motoristas de aplicativos e táxis. Dos atuais R$ 150 mil, o valor passa a R$ 200 mil e inclui também veículos híbridos elétricos.
A mudança busca aumentar a abrangência do programa, em um aceno de Lula em meio à campanha eleitoral. A portaria dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) com as alterações nas regras foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta quarta (19).
Como mostrou a Folha de S. Paulo, até agora apenas 11% dos R$ 30 bilhões disponível para o Move Aplicativos foi liberado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o que levou o governo a criticar os grandes bancos, que estariam superdimensionando o risco de crédito dos motoristas de aplicativo.
O anúncio do crédito para a categirua é parte de uma série de ações de Lula para aumentar sua popularidade em ano eleitoral. Desde o início de seu terceiro mandato, o petista vem tentando atrair esses profissionais, que são vistos como mais afeitos ao campo bolsonarista, para sua base de apoio.
As mudanças no programa devem ampliar de 63% para 88% o alcance no mercado. Internamente, o Mdic considerou que a elevação do teto aumentará a ofertas de modelos, a concorrência e as opções disponíveis.
Com isso, espera chegar a categorias, dentro dos aplicativos, de padrão superior, como Uber Comfort, Uber Black e 99Plus.
Podem buscar financiamento por meio do Move taxistas e motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos um ano e, no mínimo, cem corridas no período na plataforma.
O veículo a ser financiado precisa ser de montadora habilitada no programa Mover (Volks, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM). Ele também ser enquadrado como sustentável, ser flex, híbrido ou híbrido a etanol.
Além da elevação do teto para R$ 200 mil, o goveno também mudou redação da norma para o conceito de veículo híbrido, o que deve garantir também a inclusão de carros que usem eletricidade e algum outro combustível, como gasolina ou etanol.
A medida provisória que criou o programa foi publicada em junho e vale até 15 de setembro.
Um dos pontos de resistência pelo setor bancário ao programa foi a fixação de uma taxa de juros abaixo da praticada no mercado em financiamentos automotivos.
O Move Brasil tem taxa fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres. No mercado, a taxa média para financiamento de automóveis é de 28% ao ano, segundo informações monitoradas pelo próprio governo.
Desde que o programa foi lançado, o presidente Lula vinha cobrando que bancos públicos federais destravassem a concessão de crédito no âmbito do Move.
Motoristas de plataformas como Uber e 99 enfrentam dificuldade para acessar o programa. Eles relatam negativas na concessão do crédito e redução na pontuação do Serasa após múltiplas consultas em diferentes bancos.
- Por Paulo Dourado / Lucas Vieira/Bahia Notícias
- 21 Ago 2026
- 08:42h
Foto: Reprodução / Redes sociais
A federação formada por PT, PV e PCdoB projeta manter na Bahia, nas eleições deste ano, o mesmo tamanho de bancada que tem hoje na Assembleia Legislativa (AL-BA), mas enfrenta uma disputa interna acirrada por cadeiras, tanto no plano estadual quanto na Câmara dos Deputados. É o que aponta um levantamento do Bahia Notícias junto a aliados dos três partidos.
Na Assembleia, a expectativa do grupo é eleger 18 deputados, com margem de 17 a 19, número igual ao atual. Hoje, a federação tem 10 nomes do PT, quatro do PV e quatro do PCdoB, mas essa divisão por partido pode mudar, mesmo que o total se mantenha. Segundo aliados, 12 candidatos devem se eleger sem dificuldade, 11 deles em busca de reeleição.
Entre os nomes dados como praticamente certos na Assembleia estão, pelo PT, o líder do governo, Rosemberg Pinto, além de Zé Raimundo, Osni Cardoso, Robinson Almeida, Junior Muniz, Angelo Almeida e a ex-secretária de Educação Rowenna Brito. Pelo PCdoB, aparecem os três que buscam reeleição, Bobô, Zó e Fabrício. Pelo PV, são tidos como certos Eduardo Salles e Marquinho Viana. A deputada Olívia Santana (PCdoB), que hoje tem cadeira na Assembleia, vai tentar uma vaga na Câmara.
As outras cerca de sete cadeiras estaduais seriam disputadas internamente por vários nomes. Pelo PT, estão nessa briga Juvenilson, Júlio Pinheiro, Neusa Cadore, Euclides Fernandes, Fátima Nunes, Radiovaldo Costa e Jacó. Pelo PCdoB, Rui Oliveira. E pelo PV, Roberto Carlos, Antônio Henrique Jr. e Fabíola Mansur.
Para a Câmara dos Deputados, a leitura dos aliados é mais cautelosa. A expectativa é de 10 cadeiras, embora haja o receio de fazer apenas nove. O grupo tem 12 nomes fortes disputando essas vagas. Quatro são apontados como favoritos: Lucas Reis, ex-chefe de gabinete do senador Jaques Wagner e estreante em disputa por uma cadeira federal, além de Jorge Solla, Zé Neto e Ivoneide Caetano, todos em busca de reeleição.
Os demais brigam pelas seis vagas restantes. São eles Olívia Santana (PCdoB), que sai da Assembleia para tentar o federal, os deputados federais Alice Portugal e Daniel Almeida (PCdoB), ambos candidatos à reeleição, e os petistas Waldenor Pereira, Afonso Florence, Valmir Assunção e Joseildo Ramos, também na reeleição, além de Bacelar, do PV.
Ao serem consultados sobre quais nomes correriam mais risco de ficar de fora, os aliados não chegam a um consenso. Nos bastidores, houve quem apontasse uma disputa de votos entre Alice Portugal e Olívia Santana, que teriam reduto eleitoral comum em Salvador, o que poderia prejudicar as duas. Outros nomes do grupo petista também foram citados como incertos, sempre em avaliações de bastidor e sem convergência entre os interlocutores.
- Bahia Notícias
- 20 Ago 2026
- 16:25h
Foto: Divulgação/ PC-BA
Um homem de 46 anos foi preso por agentes da Polícia Civil da Bahia (PC-BA) após ser condenado pelo crime de estupro de vulnerável cometido em 2010, no município de Camaçari, situado na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O crime teve como vítima uma criança de 10 anos, filha de amigos de familiares. A ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (19), no município de Nova Soure, situado no Semiárido Nordeste II.
De acordo com as investigações realizadas pelos policiais civis, o crime ocorreu na casa da vítima, quando o criminoso teria passado uma temporada na residência de um amigo e familiar da criança, situada no município da RMS. A sentença expedida pela comarca de Camaçari prevê uma pena de 16 anos em regime fechado.
A incursão foi realizada pela Polícia Civil de Nova Soure. Após a prisão, o custodiado foi encaminhado à unidade policial, onde foi registrado o cumprimento da ordem judicial e realizado exame de lesões corporais.
- Bahia Notícias
- 20 Ago 2026
- 14:25h
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil e Chat GPT (Gerada por IA)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, deram um novo passo na cooperação para enfrentar a circulação de conteúdos enganosos durante o processo eleitoral. O acordo foi formalizado nesta quarta-feira (19), em Brasília, segundo o colunista Lauro Jardim, do portal O Globo.
A parceria coloca no centro da discussão o avanço das ferramentas de inteligência artificial e os desafios provocados pela produção de imagens, áudios e outros materiais digitais que podem ser utilizados para manipular informações. A empresa já fazia parte do programa permanente do TSE voltado ao combate à desinformação.
Com o memorando, a colaboração passa a incluir o compartilhamento de conhecimentos sobre IA generativa, integridade da informação e tecnologias digitais aplicadas às eleições. Um dos pontos previstos é a utilização de recursos capazes de verificar sinais de procedência em arquivos produzidos ou modificados por ferramentas da OpenAI.
A tecnologia poderá identificar credenciais digitais presentes em imagens e áudios, incluindo padrões como C2PA e SynthID. A iniciativa também prevê uma agenda técnica entre representantes da Corte e da empresa. Além disso, TSE e OpenAI deverão manter um canal direto para consultas e alinhamento de medidas relacionadas ao ambiente eleitoral.
- Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 20 Ago 2026
- 10:31h
Foto: Imagem Ilustrativa. Divulgação CTB
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um inquérito civil para investigar possíveis falhas no Governo do Estado, no âmbito da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB). As principais irregularidades investigadas referem-se a supostas falhas nos processos de licitação conduzidos pela empresa durante a atual gestão estadual.
De acordo com a portaria de instauração do inquérito, o foco da investigação é a predominância da realização de licitações na modalidade presencial em detrimento da forma eletrônica. Segundo o documento, as licitações presenciais têm ocorrido com maior frequência sem que tenha sido apresentada justificativa pertinente para a escolha dessa modalidade.
Conforme a portaria, a realização de licitações presenciais, neste caso específico, pode caracterizar uma suposta irregularidade administrativa. Diante disso, a Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa instaurou o inquérito para apurar os motivos pelos quais a CTB tem preterido a modalidade eletrônica.
A investigação concentra-se justamente na ausência de motivação para a não utilização do meio eletrônico, o que, juridicamente, pode ser interpretado como afronta ao artigo 51, § 2º, da referida lei.
Em nota enviada , a CTB afirma que a realização de licitações na forma presencial não configura ilegalidade, esclarecendo que a opção foi adotada com base nas características específicas dos objetos licitados e nas necessidades técnicas e operacionais de cada certame, em conformidade com a legislação.
Segundo a companhia, o formato presencial permitiu o acompanhamento direto e simultâneo de todas as etapas, do credenciamento à habilitação dos licitantes, sem afastar os princípios da publicidade, transparência, competitividade, isonomia e julgamento objetivo que regem as contratações públicas.
- Por Eduarda Pinto/Bahia Notícias
- 20 Ago 2026
- 08:25h
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Mais de 400 mulheres devem concorrer a cargos eletivos pela Bahia nas eleições de 2026. O número coloca o estado na quarta posição do ranking de participação feminina, considerando os números absolutos. O que acontece, no entanto, é que a inclusão prática de mulheres na política baiana segue a passos curtos e, em quatro anos, o índice de candidaturas femininas subiu apenas cerca de 1%, de 33,10% em 2022 para 34,72% para 2026.
No Brasil, não é diferente, os números estão disponíveis no Portal da Transparência do Tribunal Superior Eleitoral. Em todos os estados, a porcentagem de mulheres candidatas flutua em cerca de 33% e nunca chega a um pico de 40%.
Entre os estados do Brasil que se destacam pelo número de mulheres candidatas estão São Paulo (844), Rio de Janeiro (670) e Minas Gerais (636), quando consideramos os números absolutos, e Sergipe (39,1%), Amapá (38,1%) e Goiás (38%) quando consideradas as porcentagens de inserção feminina.
O número não é aleatório, as mulheres representam um terço das candidaturas, exatamente o número mínimo definido pela cota de gênero da Lei de Eleições (Lei nº 9.504/1997).
O modelo atual das cotas funciona com base na Lei nº 12.034/2009, conhecida como Minirreforma Eleitoral, que fixa o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas para cada gênero. A mesma porcentagem é considerada para a divisão de recursos e tempo de televisão em horário eleitoral.
Acontece que o que era um incentivo à participação feminina se tornou quase um padrão limite para o preenchimento de vagas femininas nos partidos.
Na Bahia, cinco partidos formaram uma exceção a essa tendência. Considerando os 26 partidos com filiados registrados nas eleições pelo estado, apenas superaram a marca de 40% das candidaturas femininas. São eles: União Popular (UP), Podemos, Cidadania, Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido da Causa Operária (PCO).
No caso do UP, ele é o único partido com maioria feminina, sendo cinco mulheres que formam 55% das candidaturas totais. O Podemos registrou 8 candidaturas femininas que forma 47,1% do total do partido. Já o PCO registrou duas candidatas que são 40% do total de candidaturas da sigla na Bahia.
O caso do Cidadania e do PCdoB se enquadra em um cenário ligeiramente distinto. De forma isolada, os partidos registraram sete e seis candidatas, respectivamente, que compõem cerca de 46% de suas chapas proporcionais.
Acontece que ambos os partidos fazem parte de federações partidárias. Nas federações, os votos dos partidos que integram a federação são somados e aplicados os quocientes eleitoral e partidário, ou seja, eles são interpretados pela Justiça Eleitoral como uma chapa conjunta.
Nesse caso, o Cidadania forma uma federação com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que por sua vez, registrou 34 candidatas femininas, formando um índice de 37,8% de mulheres na chapa proporcional. Na federação os partidos reuniram então 41 mulheres candidatas, o equivalente a 39,05% do total.
Já o PCdoB está em uma federação com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com o Partido Verde (PV). O PT registrou 16 nomes femininos à chapa proporcional, que representam 29,6% do total de candidaturas – menos que o necessário considerando a cota eleitoral, caso o partido não estivesse na federação –, e o PV registrou 8 candidaturas de mulheres, que representam 38,1% do seu total de candidatos. Considerando a Federação, são 30 candidatas femininas que formam 34,09% da chapa.
Entre os demais partidos – ainda considerando essencialmente suas candidaturas individuais –, 18 ficam entre 30 e 38% e três ficam abaixo dos 30% de candidaturas femininas. Estes últimos são o próprio PT, o Progressistas (PP) e o Democracia Cristã (DC).
No caso do Progressistas, ele também se encontra em uma federação com o União Brasil. Sozinho, o PP registrou oito candidatas na Bahia, que representam 29,6% do total. No entanto, o União Brasil formalizou, por sua vez, 23 candidaturas femininas, que representam 31,1% de todas as candidaturas da sigla. Juntos, os partidos chegam a 31 candidaturas de mulheres, o que corresponde a 30,69% do total – no limite mínimo das cotas.
Veja no gráfico onde cada uma das 418 baianas está acomodada por partidos nas Eleições 2026:
O retrato das candidaturas se torna ainda mais complexo quando observamos os registros de representantes eleitas e do perfil do eleitoral. Considerando as eleições de 2022, 569 foram candidatas, formando pouco mais de 33% das candidaturas, no entanto, apenas 14 foram eleitas para cargos eletivos, ou seja, apenas 2,46% das candidaturas femininas foram bem sucedidas. Considerando um total de 105 cargos eletivos “disponíveis”, as 14 mulheres eleitas no último pleito foram 13,33% do total de candidatos eleitos na Bahia.
Ser a minoria representativa é justamente o oposto do que se espera das mulheres quando analisamos o perfil dos eleitores baianos. Na eleição deste ano, as mulheres baianas representam 53% do eleitorado apto a votar, formando um total de 5,9 milhões de mulheres, sendo que 5,1 milhões ainda são obrigadas por lei a votar e 832 mil se enquadram na faixa etária do voto facultativo.
Assim, o que encontramos é uma realidade onde as mulheres são maioria entre quem vota e, ainda assim, ocupam espaços limitantes nas chapas e acabam se tornando minorias na representação política. Para avaliar esse cenário, o Bahia Notícias conversou com a professora e investigadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Vanessa Cavalcanti.
Em entrevista, a pesquisadora destacou que esse é um dos maiores “dilemas” da democracia brasileira. “A análise da composição eleitoral na Bahia revela um dilema contemporâneo da democracia representativa brasileira: a coexistência entre o avanço dos indicadores formais e a persistência do estrangulamento prático da representação de grupos minoritários”, afirma.
Segundo Vanessa, o apelo à inclusão e igualdade de gênero precisa sair do discurso para a prática. “Se o lugar de mulheres, em sua pluralidade, é na arena política, nas últimas eleições não adianta somente quantidade de candidaturas. Elas precisam chegar aos mandatos, efetivação de projetos e acompanhamento ao longo do percurso”, defende.
Considerando que as cotas de gênero são lidas, hoje, como mais uma obrigação a ser cumprida, o primeiro passo é superar o “funil” dos 30%. “Essa postura institucional transforma a promoção de equidade em funil burocrático e de 'tolerância' conservadora. Formação, financiamento de campanha, mandatos, expressões da pluralidade e diversidade etária, racial-étnica, territórios, identidades de gêneros, experiências e saberes não estão representados em proporcionalidade ainda”, destaca a professora da Ufba.
A historiadora, que é autora do estudo “Voces femeninas: História y organizaciones representativas en Brasil”, pela Universidade de Léon na Espanha, tem como um dos focos de estudos a investigação acerca das lutas feministas ao longo das décadas. Considerando o cenário atual, ela destaca que as principais limitações enfrentadas pelas mulheres são a falta de controle do financiamento das campanhas e acesso restrito aos espaços de decisão.
“Apesar dos avanços legislativos no repasse do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do tempo de propaganda gratuita em mass media, os repasses destinados a candidaturas de grupos sub-representados costumam ocorrer nas etapas finais do calendário eleitoral, comprometendo a viabilidade logística e competitiva das campanhas”, ressalta.
Para enfrentar a questão, Vanessa Cavalcanti frisa que as organizações e coletivos feministas já têm se comprometido a questionar e buscar soluções sobre esse processo.
“Coletivos feministas têm se empenhado em formar, compor, auxiliar candidaturas e darem atenção nas pós-eleições, como é o caso do Instituto Alziras e Tenda das Candidatas. Não podemos só observar e apoiar 'produtos', mas sim o processo. Valorizar, ouvir propostas, escolher pela diversidade e 'fichas limpas' pode fortalecer a inserção e integração de mulheres nesse campo”, completa.
- Bahia Notícias
- 19 Ago 2026
- 16:45h
Fotos: Reprodução / Redes Sociais via @elmanofreitas
A Justiça Eleitoral do Ceará determinou que o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e o senador Camilo Santana (PT) prestem esclarecimentos sobre o eventual uso de inteligência artificial em um vídeo publicado por ambos, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com dez dedos.
Essa notificação também alcança o ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT), primeiro suplente na chapa de Luizianne Lins (Rede) ao Senado, que igualmente compartilhou o conteúdo.
De acordo com informações veiculadas pela revista Veja, a publicação foi realizada em julho como material de apoio à reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). A peça publicitária exibe Elmano em diversas cenas com transições visuais, incluindo um instante em que o governador se "transforma" na figura de Lula.
É nessa transição que o presidente surge com a mão completa, "recuperando" o dedo mínimo perdido em um acidente de trabalho ocorrido na década de 1960. A ação que pedia a retirada imediata do vídeo do ar foi movida pelo PL, mas teve o pedido liminar negado pelo desembargador Francisco Luís Rios Alves.
Em sua decisão inicial, o magistrado considerou que o material utilizava apenas "técnicas convencionais de edição audiovisual" e ressaltou que a acusação não apresentou "qualquer elemento técnico mínimo que ampare a alegação de manipulação sintética".
O PL recorreu da decisão, destacando o detalhe da mão com dez dedos e outro trecho em que a imagem do governador Elmano surge duplicada. Diante dos argumentos do recurso, o desembargador optou por solicitar esclarecimentos formais antes de emitir um novo parecer.
Os políticos citados deverão informar à Justiça se utilizaram inteligência artificial "na elaboração ou edição do conteúdo" ou, caso contrário, detalhar qual foi o método técnico adotado na montagem do vídeo.
- Por Cristiane Gercina | Folhapress
- 19 Ago 2026
- 14:30h
Foto: Reprodução / Freepik
As denúncias de assédio eleitoral no trabalho chegaram a 4.273 nas duas últimas eleições, segundo dados do MPT (Ministério Público do Trabalho). O pico foi registrado em 2022, quando o órgão recebeu 3.371 queixas. Em 2024, o número de denúncias caiu para 902, recuo de 73,2%, mas o fenômeno ainda preocupa o Judiciário.
MPT, TST (Tribunal Superior do Trabalho), TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lançaram, no início de agosto, a campanha "No meu voto mando eu", para as eleições de 2026. Cartilha do TST também foi publicada, orientando trabalhadores, empresas e demais órgãos sobre o que é assédio eleitoral, quais as principais formas identificadas nas últimas eleições e como denunciar.
Segundo a cartilha do TST, assédio eleitoral é toda forma de pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício para influenciar o voto, a posição política ou a participação eleitoral no ambiente de trabalho.
O documento aponta pressão presencial ou eletrônica, por WhatsApp e email, de promessas de promoção a ameaças de demissão, como as principais ameaças. A advogada Marília Nascimento Minicucci, do escritório Chiode Minicucci Littler, afirma que a Justiça do Trabalho ampliou a definição de assédio eleitoral neste ano, antes restrita à coação.
A resolução 452 do CSJT, publicada em julho, passou a prever distinção, exclusão ou preferência por convicção ou opinião política no trabalho, diz ela. "Normalmente as pessoas só pensam em discriminações, mas no documento temos muito claro o conceito da preferência sobre um empregado em relação aos outros", afirma Marília.
Segundo ela, o empregador pode ter suas convicções políticas e o funcionário pode manifestá-las, mas a liberdade termina quando a posição política passa a interferir na relação profissional.
Há assédio pela assimetria de poder: o empregador pode punir, promover ou demitir, enquanto o trabalhador depende do emprego, mas o assédio também pode ocorrer entre os trabalhadores e de baixo para cima. Marília orienta empresas a fixar regras antes que a disputa política contamine o ambiente.
A orientação vale para reações a resultados eleitorais, desde que não gerem retaliação, favorecimento ou pressão sobre colegas. Promoção, bonificação ou privilégio por posição política pode ser assédio, se houver provas.
As orientações valem nas redes sociais. Ela recomenda políticas e treinamento para funcionários que representam a companhia com clientes e fornecedores. A situação muda quando uma manifestação política extrapola a esfera pessoal e passa a afetar a atividade profissional ou a relação com terceiros, e pode se voltar ao funcionário, diz ela.
8 EM CADA 10 PROCESSOS TÊM ASSÉDIO PSICOLÓGICO
Apesar da queda de 73,2% nas denúncias entre 2022 e 2024, os processos na Justiça do Trabalho vêm crescendo. Levantamento do TST de maio de 2025 até agora identificou 738 processos relacionados ao tema no período. O cadastro específico para assédio eleitoral no sistema eletrônico de Justiça começou a ser usado em 2023, por isso os dados são a partir desta data.
Em 8 em cada 10 (81,9%) processos, há assédio psicológico, com narrativas catastróficas sobre empresa ou empregos se determinado candidato vencer. Ameaças de demissão aparecem em 48,6%.
O assédio digital está em quase 70% dos casos do TST, em todos os TRTs (Tribunais Regionais do Trabalho). Ameaças por WhatsApp foram citadas em 37%.
A Justiça se preocupa com o uso de IA (inteligência artificial) por empregadores para personalizar mensagens e produzir ou reproduzir notícias falsas.
O assédio econômico apareceu em 6 de cada 10 processos (61,6%), com ameaças de demissão ou perda de cargo e exploração da dependência financeira. O assédio comportamental (47,8%) inclui convocação, cobrança política e uso de cores de candidato na empresa.
Um dos casos em destaque, segundo o MPT, envolve ação contra uma empresa agroflorestal do Pará, que foi condenada a pagar R$ 4 milhões por dano moral coletivo. Entre as provas estava uma mensagem enviada pela coordenadora de recursos humanos a um grupo oficial de WhatsApp de jovens aprendizes na qual ela dizia que, se determinado candidato perdesse e o outro ganhasse, haveria corte de vagas.
Em outro caso, envolvendo associações empresariais de Santa Catarina (SC), houve condenação de R$ 600 mil. Segundo a decisão, a diretoria das entidades estimulou empresários a usar discursos de medo dentro das empresas para influenciar o voto dos trabalhadores.
Segundo o MPT, nem toda ação resulta em multa. Em 2022, o órgão expediu 1.481 recomendações, firmou 539 TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) e ajuizou 75 ações civis públicas após receber 3.371 denúncias.
Em 2024, houve 417 recomendações, 80 TACs e 40 ações civis públicas para 902 denúncias. A Havan foi condenada a pagar R$ 85 milhões por assédio nas eleições de 2018, decisão que foi recorrida. Em 2024, o TST condenou a rede a indenizar um funcionário em 8.000 pelo mesmo caso.
Segundo o MPT, as condenações variam conforme gravidade, alcance, repercussão e capacidade econômica da empresa, de R$ 150 mil a R$ 4 milhões.
O QUE É ASSÉDIO ELEITORAL?
É pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício para influenciar voto, posição política ou participação eleitoral no trabalho. Pode ocorrer entre chefias, trabalhadores e colegas, presencialmente ou por mensagens, reuniões, WhatsApp, emails e redes corporativas.
Veja exemplos:
- Ameaçar de demissão devido ao voto
- Prometer benefício em troca de apoio político do trabalhador ao candidato do empregador
- Exigir comprovação de voto
- Obrigar participação em atos ou manifestações políticas
- Pressionar colegas ou subordinados a apoiar candidaturas
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS FORMAS DE ASSÉDIO ELEITORAL NO TRABALHO?
Assédio psicológico ou terror psicológico:
É a mais comum, em 81,9% dos processos, e cria narrativas catastróficas sobre efeitos eleitorais para empresa ou emprego.
Assédio digital ou virtual:
Presente em 67,4% das ações, usa WhatsApp (37% da amostra), redes sociais e IA em vídeos que podem gerar desinformação e interferir no voto.
Assédio econômico
Em 61,6% dos casos, usa a dependência financeira como coerção, com ameaças de demissão (48,6%), perda de gerência ou demissões políticas.
Assédio comportamental
Envolve convocação a ações ou apoio a candidatos e pode constranger ou ferir a liberdade política. Aparece em 47,8% dos processos.
Assédio documental e verbal
Usa materiais escritos (61,6%) ou comunicação direta (40,6%) para pressionar o voto no candidato do empregador.
O QUE ACONTECE SE EU SOFRER ASSÉDIO ELEITORAL?
O trabalhador deve denunciar ao Ministério Público do Trabalho, à Justiça Eleitoral ou às ouvidorias dos Tribunais Regionais do Trabalho, inclusive pela internet. No TST, há este formulário.
O QUE EU FAÇO SE ME SENTIR PRESSIONADO A VOTAR EM ALGUM CANDIDATO?
É preciso denunciar ao MPT, ao TST ou aos tribunais regionais do trabalho. Na empresa, ninguém pode ameaçar ou pressionar o funcionário por seu voto.
O QUE PODE ACONTECER COM A EMPRESA QUE PRATICA ASSÉDIO ELEITORAL?
O empregador que praticar assédio ou permitir a prática pode ter as seguintes punições:
- Multa
- Rescisão indireta, ação do empregado contra o empregador amparada pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)
- Indenização por danos morais
- Sanções penais, inclusive prisão, por crime eleitoral