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- Bahia Notícias
- 20 Jul 2026
- 12:18h
Foto: Instagram
O cantor Gusttavo Lima teve uma vitória importante na Justiça do Rio de Janeiro em um processo movido por um fã que alega ter sido agredido em um show do sertanejo em 2022.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', a juíza da 5ª Vara Cível da Comarca de Duque de Caxias deu razão à defesa do sertanejo, na ação movida por Wallace de Sousa Beserra, que pedia uma indenização por danos morais pelo episódio ocorrido em uma casa de shows em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo o relato do fã, após o término da apresentação, ao tentar ultrapassar as grades de proteção na tentativa de tirar uma foto com o cantor, um segurança o abordou com violência e a agressão chegou a fazer com que ele perdesse a consciência.
Em sua defesa, Gusttavo Lima argumentou que não teve qualquer responsabilidade pelo episódio, esclarecendo que a contratação da equipe de segurança geral do evento não era de sua incumbência.
Na sentença, a magistrada destacou que não foram apresentadas provas suficientes para ligar os supostos agressores à equipe pessoal de Gusttavo Lima. Um ponto crucial mencionado na decisão foi o depoimento da própria esposa do autor que, em audiência, admitiu não ter presenciado as agressões.
“A segurança externa e interna de grandes recintos de espetáculos cinge-se à responsabilidade da empresa organizadora do evento e dos proprietários do espaço locado, e não do artista contratado para a estrita execução da prestação musical, salvo se demonstrada a participação direta da segurança pessoal deste, o que não ocorreu”, determinou.
Desta forma, o processo contra o cantor foi integralmente extinto.
- Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia | Folhapress
- 20 Jul 2026
- 08:23h
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu que entrou em vigor de forma provisória, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à Folha. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, em relação ao mesmo período de 2025.
O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há "muitos indícios" de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.
Para ele, seria "muita coincidência" que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio.
Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários.
Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada.
A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas.
No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada.
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- Bahia Notícias
- 18 Jul 2026
- 12:03h
Foto: Imagem gerada por IA
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou o pedido de habeas corpus de um detento do sistema prisional de Minas Gerais que pediu sua transferência imediata para uma unidade prisional no Estado da Bahia. O preso, que redigiu e enviou o pedido de próprio punho (em causa própria), alega estar sofrendo graves episódios de violência e tortura na prisão mineira.
No pedido de socorro enviado à Suprema Corte, o homem argumentou que sua permanência em Minas Gerais prolonga uma situação de constrangimento ilegal e o expõe a risco iminente de morte. Ele sustentou que já existem autorizações judiciais anteriores para a sua mudança de estado e que a Bahia possui estabelecimentos compatíveis com o seu perfil.
Além do risco de vida, o detento apelou para fatores humanitários e laços familiares em solo baiano. Segundo a petição, sua mãe, que tem deficiência visual, e seus filhos menores de três anos moram na Bahia. Um dos filhos possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte, grau que exige maior nível de assistência e dependência.
Apesar do forte apelo do caso, a decisão do ministro Edson Fachin foi fundamentada por critérios técnicos de competência jurídica. Por ter sido enviado diretamente ao STF, sem passar antes pelas instâncias inferiores da Justiça de Minas Gerais, o processo foi extinto sem que o mérito da tortura ou da transferência fosse julgado.
"Verifico que o impetrante não aponta ato coator concreto imputável à autoridade diretamente sujeita à jurisdição do STF", explicou o ministro na decisão, apontando que o caso descumpre os requisitos do artigo 102 da Constituição Federal para atuação originária do Supremo.
ALERTA A DEFENSORIA PÚBLICA
Sensível à gravidade das denúncias de violação dos direitos humanos e ao fato de o preso não contar com a assistência de um advogado, o ministro Fachin adotou uma medida de salvaguarda antes de arquivar o caso.
O presidente do STF determinou a comunicação imediata do teor do processo à Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) para que o órgão tome as medidas urgentes cabíveis na fiscalização do estabelecimento prisional e na proteção da integridade física e psicológica do detento.
- Por Tamara Nassif | Folhapress
- 18 Jul 2026
- 10:01h
Foto: Ricardo Moraes/REUTERS
O tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos poderá ser respondido pelo governo Lula (PT) com a implementação da Lei da Reciprocidade Econômica, conforme aventado por membros do Executivo e pelo próprio presidente nesta semana.
O dispositivo permite que o país responda com celeridade caso seja submetido a medidas protecionistas que gerem impacto no comércio internacional.
Entenda em cinco pontos o que é a Lei da Reciprocidade e as possíveis consequências de sua implementação.
ENTENDA A LEI DE RECIPROCIDADE ECONÔMICA EM CINCO PONTOS
COMO SURGIU A LEI DE RECIPROCIDADE?
Proposta no começo do ano passado, a Lei da Reciprocidade inicialmente surgiu como um dispositivo que tratava de questões ambientais. O objetivo, segundo o texto original do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), era criar mecanismos para responder às restrições impostas pela União Europeia a produtos brasileiros, no contexto das negociações UE-Mercosul.
O que surgiu em reação à lei europeia antidesmatamento ganhou mais contornos comerciais ainda em fevereiro, quando medidas preliminares anunciadas pelo presidente Donald Trump geraram incerteza no comércio global.
Até aquele ponto, Trump ameaçava colocar barreiras a produtos de países que, segundo ele, adotavam práticas comerciais injustas em relação aos EUA. Os parceiros mais visados eram México, Canadá e China, mas, quando o republicano citou os Brics como possível alvo, o governo brasileiro se viu instado a criar instrumentos que permitissem celeridade em uma eventual retaliação.
Como mostrou a Folha à época, o Brasil tinha um conjunto limitado de normas jurídicas para responder a medidas do tipo. Diante da incerteza, uma versão turbinada do projeto de Zequinha Marinho foi apresentada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), ampliando o escopo do texto para retaliações comerciais em geral.
O texto teve uma tramitação acelerada no Congresso Nacional, com apoio de ruralistas e governistas. Em julho, na mesma semana em que Trump anunciou sobretaxas de 50% a produtos brasileiros, o presidente Lula sancionou o decreto que regulamentava a Lei de Reciprocidade, abrindo uma janela jurídica de resposta a um eventual tarifaço, confirmado na noite de quarta-feira (15).
O QUE DIZ A LEI DE RECIPROCIDADE?
A Lei da Reciprocidade permite ao Brasil adotar contramedidas comerciais e diplomáticas proporcionais quando países ou blocos econômicos impuserem barreiras injustificadas aos produtos brasileiros.
Os mecanismos previstos só poderão ser adotados quando houver impacto à competitividade internacional brasileira ou interferência direta na soberania.
Para cada caso, será criado um Conselho Estratégico na Camex (Câmara de Comércio Exterior) –órgão vinculado à Presidência e ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que passa a ter papel central na aplicação de medidas. Isso, segundo o governo, garante uma abordagem mais técnica e menos suscetível a distorções políticas.
Em vez de barreiras automáticas, o texto também prevê consultas diplomáticas coordenadas pelo Ministério das Relações Exteriores, possibilitando a resolução de conflitos de forma negociada antes da aplicação de contramedidas. O governo também pode recorrer a organismos multilaterais, como a OMC (Organização Mundial do Comércio), para evitar a aplicação da lei.
COMO É A APLICAÇÃO DA LEI DE RECIPROCIDADE?
O texto prevê que a reciprocidade ocorra por meio da limitação de importações de bens e serviços, pela retaliação direta por meio de tarifas, pela reavaliação de obrigações em acordos de propriedade intelectual e pela suspensão de concessões comerciais e de investimentos.
A lei estabelece que essas contramedidas devem, na medida do possível, ser proporcionais ao impacto econômico causado pela medida estrangeira. Além disso, a aplicação deve buscar minimizar danos à atividade econômica interna e evitar custos administrativos excessivos.
Segundo o decreto do presidente Lula no momento da regulamentação, estão previstos dois ritos distintos para a aplicação da lei.
No rito ordinário, para situações que não são urgentes, os casos serão remetidos à Camex. Esses processos serão mais longos e incluirão a realização de consultas públicas junto a associações e partes interessadas.
Haverá também um rito expresso, que poderá ser acionado em casos excepcionais para a aplicação de medidas consideradas mais urgentes. Os processos serão avaliados por um comitê interministerial presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, com a participação de Fazenda, Itamaraty e Casa Civil.
QUAIS SÃO AS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA APLICAÇÃO DA LEI DE RECIPROCIDADE?
Especialistas têm alertado que, embora a Lei de Reciprocidade seja um instrumento legítimo de defesa da soberania nacional, ela pode desencadear uma escalada de sanções e um "efeito bumerangue" para a economia.
"O ano que se passou desde o anúncio do tarifaço sobre o Brasil ilustra bem o estilo do governo de tentar ao máximo uma solução negociada. Mas, ao insistir em pontos que não são negociáveis, como decisões do STF no ano passado ou o Pix, o governo americano vai reduzindo o espaço para negociação", diz Adriana Dupita, economista-chefe para mercados emergentes na Bloomberg Economics.
"Como ceder nestes temas não é uma opção, o governo terá que escolher entre aceitar as novas tarifas sem uma maior reação ou enfrentar os custos para o próprio país de uma retaliação. Retaliar pode fazer sentido como resposta, mas pode encarecer produtos americanos no Brasil em um momento de inflação já pressionada, como também pode levar a uma escalada indesejável do outro lado."
O Brasil importa dos Estados Unidos, majoritariamente, máquinas, equipamentos eletrônicos, insumos, químicos e combustíveis. Aumentar a tarifa sobre esses produtos encarece a produção doméstica e pressiona o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do país.
A pressão sobre a inflação, já sob efeito do conflito no Oriente Médio e do El Niño, pode levar o Banco Central a mater a taxa Selic em patamares elevados.
"Uma retaliação que empurre preços de importados para cima trabalha exatamente contra o afrouxamento monetário. Pode adiar cortes de Selic, encarecer crédito e, no limite, ampliar o próprio dano ao PIB", afirma Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.
Ele ressalta que a reciprocidade faz sentido como "instrumento de barganha e sinalização de soberania, não como retaliação tarifária ampla e espelhada".
"O desenho inteligente é mirar itens em que o Brasil tenha fornecedor alternativo barato, para não importar inflação, e produtos onde a dor seja sentida por setores politicamente sensíveis nos EUA, preservando insumos críticos. Retaliação bem desenhada é cirúrgica. Retaliação simétrica é autogol inflacionário."
O QUE DIZEM AUTORIDADES DO GOVERNO LULA?
O ministro Dario Durigan (Fazenda) afirmou que o governo não fala em retaliação aos EUA por meio de tarifas, mas de "avaliar os mecanismos de reciprocidades" e a situação dos setores afetados antes de adotar medidas.
"Tem uma preocupação de algumas pessoas do mercado, em especial no momento que o país vive pré-eleitoral e com medidas de aumento de despesa. Já garanto que vamos fazer tudo com muita cautela, de modo a não prejudicar a trajetória fiscal, que segue bem", afirmou.
"A gente vai garantir o cumprimento das metas e um bom resultado macroeconômico no país como um todo, em que pese a gente sabe que alguns setores específicos precisam de atenção", completou.
Já o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o governo saberá como implementar no momento adequado a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas, e terá um programa de apoio aos setores afetados do país.
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- Bahia Notícias
- 17 Jul 2026
- 12:28h
Foto: Divulgação / Fifa
Além da taça e das medalhas de ouro, os campeões da Copa do Mundo de 2026 receberão uma premiação inédita na história do torneio. A Fifa entregará anéis comemorativos exclusivos aos vencedores da final entre Argentina e Espanha, marcada para este domingo (19), no Estádio de Nova Iorque.
A novidade segue uma tradição comum no esporte dos Estados Unidos, especialmente em ligas como NFL, NBA e MLB, nas quais os campeões recebem anéis personalizados para marcar a conquista. Agora, o modelo será incorporado pela primeira vez ao protocolo de premiação da Copa do Mundo.
Os anéis fazem parte de uma edição limitada de 2026 peças, todas numeradas individualmente em referência ao ano do torneio. Desse total, 30 serão destinadas aos integrantes da seleção campeã.
As outras 1.996 unidades serão comercializadas como produto oficial licenciado da Copa do Mundo da Fifa de 2026, ficando disponíveis para torcedores de diferentes países.
Cada peça terá o Troféu da Copa do Mundo da Fifa em um dos lados. O outro lado será personalizado de acordo com a identidade da seleção campeã, que será definida após a decisão entre Argentina e Espanha.
Os anéis também serão confeccionados sob medida, numerados individualmente e acompanhados de certificado de autenticidade.
No momento da premiação, o capitão e o técnico da seleção campeã receberão anéis provisórios, apenas para marcar simbolicamente a conquista logo após a final. As 30 peças definitivas, personalizadas para os vencedores, serão entregues em uma data posterior.
A iniciativa amplia a presença de elementos ligados à cultura esportiva norte-americana na Copa de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A criação dos anéis, no entanto, também gerou críticas entre torcedores, que apontaram uma aproximação do Mundial com modelos tradicionais de premiação dos esportes dos Estados Unidos.
Antes da nova entrega, o protocolo da Fifa para a final seguirá com a cerimônia tradicional. Jogadores da Argentina ou da Espanha receberão as medalhas de ouro e levantarão a Taça Fifa após a decisão.
- Por Marcos Hermanson e Nathalia Garcia | Folhapress
- 17 Jul 2026
- 10:15h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descreveu nesta quinta-feira (16) o tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos como medida "injusta e descabida" e disse que o governo saberá usar a Lei de Reciprocidade, que permite retaliar barreiras comerciais injustas, no momento adequado.
"Os argumentos levantados na Seção 301 partem de uma base totalmente falsa, não tem a menor justificativa", disse Alckmin a jornalistas, citando os argumentos mobilizados pela Casa Branca para justificar mais uma tarifa de 25% contra o Brasil.
"Nós temos a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, que o governo, no momento adequado, saberá como implementar", afirmou o pessebista. Como adiantou a Folha de S. Paulo, o governo já estudava aplicar as medidas previstas na lei na véspera do anúncio americano.
Alckmin também aproveitou a oportunidade para espetar a oposição, fazendo uma referência indireta à família Bolsonaro. "Contra os que sabotam o Brasil lá fora, o presidente, o governo do presidente Lula, trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro, quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia", disse.
Também presente na entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, descreveu a nova rodada de tarifas como um ato de "interferência externa indevida" utilizado pela oposição como muleta eleitoral. Ele prometeu que o governo vai reforçar o plano Brasil Soberano, que oferece crédito a exportadores afetados pelo tarifaço, após ouvir os setores prejudicados pelas medidas.
O governo calcula que a medida anunciada pelo governo Trump vá afetar 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos e colocar em risco cerca de US$ 7,4 bilhões (R$ 38 bilhões) em mercadorias exportadas, considerando dados de 2024.
- Por Isadora Albernaz | Folhapress
- 16 Jul 2026
- 18:04h
Fotos: Reprodução / Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes assumirá na sexta-feira (17) a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) e ficará à frente da corte até o fim do recesso, em 31 de julho. Ele decidirá sobre questões urgentes durante o período, como determina o regime interno.
Moraes é atualmente vice-presidente do Supremo. O tribunal é chefiado pelo ministro Edson Fachin, que comanda o plantão judicial desde 2 de julho até esta quinta (16). Os dois tomaram posse nos postos em setembro de 2025, reeditando a dobradinha do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de 2022.
Tradicionalmente, o STF tem dois períodos de recesso: entre o fim e o início do ano, de dezembro a janeiro, com a abertura oficial do ano judiciário em fevereiro, e na metade do ano, em julho. As sessões plenárias e os prazos processuais são suspensos, mas há um regime de plantão para decidir medidas urgentes.
A diretora-geral do STF, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, suspendeu os prazos processuais de 2 a 31 de julho de 2026, prorrogando as datas para 3 de agosto.
Durante a pausa de janeiro, Moraes determinou a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de dados fiscais de ao menos dois ministros. O objetivo era apurar se houve quebra de sigilo na Receita Federal ou no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de integrantes da corte e familiares.
A decisão se deu, segundo apurou a reportagem, após a divulgação de informações no âmbito do caso Banco Master envolvendo Moraes e o colega Dias Toffoli, então relator do processo sobre o banco na corte e depois afastado por sua ligação com a instituição de Daniel Vorcaro.
Segundo documentos da Receita, o Master declarou pagamentos ao escritório da mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de R$ 80,2 milhões em dois anos.
É comum durante o recesso que alguns ministros decidam não interromper o trabalho em ações de sua relatoria. André Mendonça, que está à frente dos casos do Master e das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilmar Mendes, Flávio Dino e Kassio Nunes Marques, trabalham normalmente.
Já Dias Toffoli decide apenas em processos que sejam reclamações, petições, inquéritos e mandados de segurança, enquanto Cristiano Zanin responde em inquéritos, ações penais e naquelas que, por prevenção, estejam a eles vinculados.
Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux estão de férias.
Moraes já tomou decisões durante este recesso judicial. Na segunda (13), o relator da trama golpista proibiu Jair Bolsonaro (PL) de receber por 90 dias visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, durante a prisão domiciliar.
Dino, que é relator da ação no Supremo que trata da transparência de emendas parlamentares, também deu decisões para determinar o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG) por suspeita de que eles atuaram para direcionar emendas mesmo sem mandato no Congresso Nacional.
O magistrado ainda mandou os presidentes de 21 partidos explicarem se têm cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo que permita que decidam sobre o destino de emendas parlamentares de senadores e deputados.
- Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
- 16 Jul 2026
- 14:33h
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O cassino online Blaze destinou R$ 330 milhões à propaganda de caça-níqueis digitais e apostas esportivas entre janeiro e novembro de 2025, mostra balancete da empresa obtido pela reportagem. O documento mostra pagamentos a empresas dos influenciadores Virginia Fonseca, Jon Vlogs e Renato Garcia —todos com milhões de seguidores na internet.
Blaze e Virginia são alvos de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por práticas abusivas e publicidade enganosa. O MPDFT estimou que a receita bruta da empresa fosse de R$ 600 milhões para calcular uma multa de R$ 120 milhões, mas o balanço da bet mostra um faturamento antes da dedução de impostos de R$ 1,9 bilhão, obtido a partir de depósitos na casa dos R$ 11 bilhões.
A Blaze é a sexta maior plataforma de apostas do Brasil, de acordo com levantamento feito pela consultoria H2 Gambling Capital. A companhia também esteve no alvo da CPI das Bets por causa de anúncios de caça-níqueis online como o Aviator e o Fortune Tiger, chamado popularmente de jogo do tigrinho.
A Blaze disse que ainda não foi intimada por causa da ação do MPDFT. "A empresa reitera que suas parcerias com influenciadores são pautadas pela estrita conformidade com a legislação e as regulamentações vigentes no país", afirmou a companhia em nota. A bet acrescenta que não comenta cláusulas contratuais nem valores por questões de confidencialidade comercial.
O balanço da empresa aponta que gastos com publicidade e programas de fidelidade (oferecimento de bônus e rodadas grátis) são os principais custos da plataforma. A Blaze desembolsou R$ 89 milhões em bônus, R$ 388 milhões em programas de fidelidade —enviados em newsletters e "textos-foguetes" aos jogadores cadastrados— e R$ 330 milhões com publicidade externa —o que inclui contratos com influenciadores, pagamentos para impulsionar publicações e peças publicitárias na mídia tradicional.
A acusação da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) é de que a empresa utiliza padrões enganosos e técnicas de gamificação para induzir consumidores vulneráveis ao risco. Os autos reúnem publicações de Virginia e peças de marketing interno distribuídas aos jogadores cadastrados, que os promotores obtiveram ao se infiltrarem nas plataformas de apostas.
O balancete também mostra obrigações contratuais de R$ 6,4 milhões da bet com uma das empresas de Virginia, a VF Digital, sediada em Goiânia. Segundo o documento, a Blaze já havia pago R$ 2,77 milhões à influenciadora e precisava quitar R$ 3,6 milhões.
O documento não detalha a relação contratual. A Prodecon pediu acesso aos contratos celebrados entre a casa de apostas e Virgínia, mas ainda não obteve a documentação. A assessoria da influenciadora pediu que a Folha formalizasse o pedido por email, mas não respondeu à mensagem enviada às 14h desta terça —o contato foi reforçado na tarde desta quarta (15).
Uma publicação feita por Virginia durante a Copa do Mundo 2026 foi o gatilho da ACP, disse à Folha o promotor Paulo Roberto Binicheski. A influenciadora compartilhou nos stories do Instagram uma aposta na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina sem identificar de forma clara que se tratava de publicidade.
"Ela induziu as pessoas a apostarem em Cabo Verde, isso precisa respeitar um limite legal", afirmou Binicheski. "Independentemente do Ministério da Fazenda, as empresas precisam respeitar o Código de Defesa do Consumidor, um texto derivado diretamente da Constituição."
"A conduta da Blaze, em coautoria com Virginia Fonseca e demais agentes de seu ecossistema empresarial, não se limita a ilícitos pontuais, mas estrutura uma engenharia predatória de exploração de vulnerabilidades cognitivas em escala massiva", afirma um trecho da ação.
A Blaze também pagou R$ 952 mil de indenização por rescisão de contrato ao cantor Zé Felipe, filho do sertanejo Leonardo e ex-marido de Virginia, conforme os registros contábeis.
O balancete também mostra obrigações contratuais com o influenciador Jon Vlogs (R$ 2,8 milhões) e com o youtuber Renato Garcia (R$ 5,3 milhões). Este último mantém um canal em que promove sorteios de carros e motos esportivos. Contatados por meio de suas redes sociais na terça, eles não responderam.
A Prodecon pediu acesso ao contrato entre o jogador Neymar Jr. e a Blaze, celebrado em 2022 com o braço internacional da empresa. A assessoria do atleta disse que não comentaria por respeito a cláusulas de confidencialidade.
O balancete mostra ainda gastos na casa dos milhões de reais com instituições de pagamentos e provedores de internet.
O documento também aponta a destinação de R$ 320 milhões a impostos, R$ 171 milhões à alíquota social cobrada pela Fazenda e R$ 2,3 milhões à taxa de fiscalização da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), subordinada ao ministério.
Descontando impostos e gastos para reter jogadores, a empresa declarou uma receita líquida de R$ 1,1 bilhão. Após cumprir obrigações com despesas operacionais e fornecedores, a Blaze teve uma margem de lucro de 33%, chegando a um resultado de R$ 361 milhões nos primeiros 11 meses do ano passado. Desse total, R$ 350 milhões foram enviados como dividendos para a sede da empresa no exterior.
RAIO-X - BLAZE
- Criação: 2019
- Receita bruta no Brasil: R$ 1,9 bilhão (janeiro a novembro de 2025)
- Receita líquida no país: R$ 1,1 bilhão
- Lucro: R$ 361 milhões
- Depósitos dos jogadores: R$ 11 bilhões
- Gasto com salários: R$ 8,6 milhões
- Sede da matriz: Ilha de Man
- Bahia Notícias
- 16 Jul 2026
- 12:17h
Foto: TV Globo
O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, teve a morte confirmada nesta quinta-feira (16), aos 83 anos.
De acordo com a Globo, o jornalista estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A emissora não deu detalhes da causa da morte do jornalista.
Machado, que é reconhecido como um dos principais profissionais do telejornalismo nacional, trabalhou por 40 anos na TV Globo. Ao longo de sua trajetória da nemissora, o jornalista apresentou Dia Brasil, o Jornal da Globo e o RJTV, além de integrar a bancada do Jornal Nacional.
O jornalista também atuou como correspondente internacional e repórter especial em coberturas de grande relevância, a exemplo dos atentados terroristas em Paris, em 1986, e o desastre nuclear de Chernobyl. De volta ao Brasil, em 1988.
Renato Machado estava aposentado desde 2021, mas aparecia de forma esporádica em projetos da Globo. Em depoimento ao Memória Globo, o comunicador definiu o telejornalismo como um aprendizado permanente.
"Para ser telejornalista é necessário um acúmulo de conhecimento. É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra", disse.
Longe da TV, Renato continuou compartilhando com o público um pouco de seus interesses, por exemplo, a paixão pelo universo dos vinhos.
- Bahia Notícias
- 16 Jul 2026
- 08:00h
Foto: X / @updatecultura
A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo de 2026 pode render problemas. Após a vitória de virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra, os jogadores argentinos celebraram diante da torcida exibindo uma faixa com a frase "Las Malvinas son argentinas" ("As Malvinas são argentinas"), tema considerado político pela Fifa.
A mensagem foi estendida no gramado logo após o apito final e rapidamente ganhou repercussão internacional por fazer referência à disputa histórica entre Argentina e Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas, conhecidas pelos britânicos como Falklands.
O gesto, porém, contraria o Código Disciplinar da Fifa, que proíbe manifestações de cunho político, ideológico ou religioso em competições organizadas pela entidade. O regulamento estabelece que federações e clubes podem ser responsabilizados por mensagens consideradas incompatíveis com o ambiente esportivo.
Entre as punições previstas estão advertências, multas, devolução de premiações e, em situações mais graves, até a retirada de títulos conquistados em competições oficiais.
Além da faixa exibida após a partida, a seleção argentina também pode ser analisada por outro episódio ocorrido antes da bola rolar. Durante a execução do hino inglês, torcedores argentinos presentes no estádio cantaram músicas para abafar a cerimônia, incluindo o tradicional coro "quem não pula é inglês".
De acordo com o regulamento disciplinar da Fifa, comportamentos que interfiram na execução dos hinos nacionais também podem resultar em sanções financeiras para as associações envolvidas.
A possível investigação acontece justamente às vésperas da decisão do Mundial. A Argentina enfrenta a Espanha no próximo domingo, às 18h, no Estádio Nova York/Nova Jersey, em busca do tetracampeonato mundial.
Caso conquiste o título, a equipe comandada por Lionel Scaloni poderá alcançar um feito que não acontece há mais de seis décadas: vencer duas Copas do Mundo consecutivas.
ENTENDA A HISTÓRIA
A frase exibida pelos jogadores remete à disputa territorial entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas. O arquipélago está sob controle britânico desde 1833, mas continua sendo reivindicado pelo governo argentino.
A tensão atingiu seu ponto máximo em 1982, quando os dois países entraram em guerra pelo território. O conflito durou 74 dias e terminou com a vitória britânica. Ao todo, morreram 907 pessoas, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis que viviam nas ilhas.
Mais de quatro décadas depois, a soberania das Malvinas segue sendo um dos temas mais sensíveis da política externa argentina, motivo pelo qual manifestações relacionadas ao assunto costumam ser tratadas pela Fifa como mensagens de caráter político.
- Por Lucas Marchesini, Mateus Vargas e Raquel Lopes | Folhapress
- 15 Jul 2026
- 18:42h
Foto: Polícia Federal / Divulgação
A PF (Polícia Federal) recomendou a abertura de um inquérito para apurar a possível prática de advocacia administrativa pelo deputado federal Fausto Pinato (União Brasil-SP) em favor da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), uma das entidades investigadas por suspeita de fraudes nos descontos associativos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A Conafer foi a segunda entidade que recebeu mais descontos em aposentadorias no INSS, cerca de R$ 484 milhões entre 2019 e 2024, segundo levantamento da CGU (Controladoria-Geral da União).
Na investigação, a PF encontrou mensagens trocadas entre Carlos Lopes, presidente da Conafer, atualmente foragido, e Cícero Santos, operador financeiro da entidade, que citavam o deputado. Tanto Cícero quanto Carlos foram indiciados na investigação nesta terça-feira (14) pela PF.
Nas mensagens, os dois discutiam um bloqueio judicial de valores da confederação. Para resolver a situação, Carlos disse que iria a São Paulo falar com o "assessor nosso lá", o deputado Pinato. Mais tarde, Carlos diz em mensagem de áudio que "nosso deputado conseguiu acionar lá a presidência e vão desbloquear excepcionalmente".
Como revelou a Folha de S.Paulo em junho de 2025, Pinato presidia a Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo Rural, que era bancada pela Conafer. A entidade pagava o aluguel da sede da frente, entre outros.
Procurado para se posicionar sobre a recomendação da PF, o deputado disse que não há uma prova da acusação contra ele. "Como presidente da frente, eu atendia todas as entidades sobre temas relacionados aos setores e debatia inclusive projetos de lei protocolados por sugestão da entidade que até então não tinha nada que desabilitasse a sua lisura e credibilidade", disse.
"Eu não sou juiz para dar ordem de desbloqueio e nem tenho competência para isso. Isso não passa de ilações e suposições para fazer barulho e dar notícias mentirosas à mídia em época eleitoral", acrescentou.
"Como prova da minha alegação é que até a presente data nenhum inquérito policial foi instaurado contra minha pessoa", concluiu.
Em nota, a Conafer disse que respeita o trabalho da PF, mas que é "indispensável esclarecer, contudo, que o indiciamento constitui uma manifestação produzida na fase investigativa", não representando denúncia oferecida pelo Ministério Público tampouco julgamento ou condenação judicial.
"As conclusões apresentadas pela autoridade policial ainda serão submetidas à análise das instituições competentes e poderão ser examinadas e contestadas pelos investigados e por suas defesas técnicas", afirmou a entidade.
Na mesma recomendação de novo inquérito, a PF cita o ITT (Instituto Terra e Trabalho), que é ligado à Conafer, como revelou a Folha em setembro de 2025. A Conafer recebia dinheiro de emendas parlamentares por meio do ITT.
- Bahia Notícias
- 15 Jul 2026
- 16:40h
Foto: Record TV
A Bahia terá representante na grande final do reality show 'Casa do Patrão'. O programa, que marcou a estreia do diretor Boninho na Record, chega a final nesta quinta-feira (16) e será disputado por Bianca Becker, Matheus Pantaneiro e pela capitã da PM-BA, Sheila Barbosa.
Natural de Salvador, Sheilla Barbosa, de 51 anos, entrou no programa como uma das grandes promessas da atração. Ativa nas redes sociais, Sheilla iniciou a participação no reality com cerca de 72 mil seguidores no Instagram, e atualmente marca 114 mil.
Do lado de fora do jogo, a policial é assessorada por um nome conhecido por quem acompanha os realities brasileiros, Fabiana Reggo, irmã de Mani Reggo, ex-namorada de Davi Brito.
"Sua presença na reta final representa não apenas uma disputa pelo prêmio milionário, mas também o reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação à educação, à segurança pública e às causas sociais", afirmou a assessoria da PM.
O prêmio da atração depende diretamente do desempenho dos participantes ao longo da temporada, no entanto, o valor final é de R$ 2 milhões. A grande final será transmitida pela Record a partir das 22h30. Será possível assistir de forma simultânea pela Disney+.
- Bahia Notícias
- 15 Jul 2026
- 14:06h
Foto: Victor Piemonte/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional dêem mais informações sobre como funciona o direcionamento de emendas parlamentares para municípios. A solicitação foi enviada a dirigentes de 21 partidos nesta quarta-feira (15).
Conforme o ofício, os partidos têm um prazo de até 10 dias úteis para enviar as informações adicionais requisitadas pelo ministro.
Na decisão, Dino cita uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao programa Estúdio i, da GloboNews, em que o parlamentar, ao ser questionado se dirigentes partidários interferem na destinação de emendas, "respondeu afirmativamente".
"Na ocasião, afirmou, ainda, que outros presidentes de partido também indicam emendas parlamentares", destaca o ministro. Flávio Dino é relator da investigação que apura suspeitas de desvios de emendas no STF.
Desde a última semana, ele tem determinado bloqueio da execução de emendas em meio a suspeitas de que ex-parlamentares tenham direcionado recursos, prerrogativa que é exclusiva de deputados e senadores com mandato.
O ex-deputado e presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-parlamentar Eduardo Cunha foram alvos de decisões do ministro após suspeitas de que, mesmo sem terem mandato, eles atuariam para decidir o destino do dinheiro público.
Os partidos citados no ofício do ministro são: Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PL, Podemos (Pode), PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSol, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.
Em sua decisão, Dino destacou os principais pontos que precisaram ser esclarecidos.
São eles:
- se o presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares;
- em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência;
- a quem compete autorizar e deliberar sobre sua utilização;
- o fundamento jurídico-normativo que embasa a prática;
- o instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares);
- o procedimento efetivamente adotado para a definição e destinação dos respectivos recursos, por parte dos Presidentes dos partidos.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 15 Jul 2026
- 12:37h
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
O percentual de brasileiros que defendem a aprovação do projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1 no país subiu de 68% em maio para 69% em julho. É o que aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).
De acordo com o levantamento, o percentual de entrevistados que se declaram contrários ao projeto se manteve em 22%, o mesmo patamar verificado na pesquisa anterior, em maio. Aqueles que se posicionaram "Nem contra e nem a favor" somam 5%, percentual idêntico aos que não souberam responder.
A Genial/Quaest também questionou seus entrevistados se acreditavam que uma eventual aprovação do projeto faria com que eles pudessem trabalhar menos. Um total de 50% disse que sim, que haveria menos horas trabalhadas, contra 45% que não acreditam em redução da jornada mesmo com o projeto aprovado.
Outro questionamento feito aos brasileiros de todas as regiões do país foi sobre o que gostariam de fazer com um eventual maior tempo livre caso haja redução da jornada de trabalho no país. Confira abaixo os resultados:
Descansar e passar mais tempo com a família - 53%
Buscar outro trabalho ou fazer hora extra - 13%
Fazer cursos/estudar - 12%
Ir a igrejas ou cerimônias religiosas - 9%
Passear/ir a bares e restaurantes/fazer festas - 6%
Viajar - 4%
Não sabe/não respondeu - 3%
A pesquisa foi realizada pela Genial/Quaest entre os dias 10 e 13 de julho. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-07181/2026.
Apesar de praticamente dois em cada três brasileiros serem favoráveis à aprovação do projeto que muda a jornada de trabalho 6x1, o Senado não votará o projeto antes do início do recesso parlamentar. Não há sequer perspectiva de votação do projeto antes das eleições de outubro.
Nesta semana, a última antes do início do recesso de julho, a PEC 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, segue parada na Mesa Diretora do Senado. O presidente Davi Alcolumbre (União-AP) sequer despachou a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Mesmo que Alcolumbre tivesse enviado o projeto à CCJ, não teria acontecido a votação. O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), não realizou sessão da CCJ nesta semana.
Senadores governistas ainda tentam convencer Davi Alcolumbre a liberar o projeto para votação no mês de agosto. O presidente do Senado, entretanto, já disse a interlocutores que pretende despachar o projeto à CCJ somente após as eleições, e no mês de agosto, haverá apenas uma semana de esforço concentrado, de 11 a 15, que deve ser dedicada principalmente à votação de autoridades e medidas provisórias.
- Bahia Notícias
- 15 Jul 2026
- 10:03h
Fotos: Reprodução/Instagram/@judebellingham/@afaseleccion
Inglaterra e Argentina voltam a se encontrar em um mata-mata de Copa do Mundo nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, pela semifinal do Mundial de 2026. Com a Espanha confirmada do outro lado do chaveamento, a seleção sul-americana busca conquistar a sua quarta estrela, além de defender o título de atual campeã, enquanto os ingleses tentam voltar à decisão após baterem na trave em 1990 e 2018.
A partida terá transmissão da TV Globo, SporTV, ge, Globoplay, SBT, NSports e CazéTV. Como citado anteriormente, o vencedor do confronto enfrenta a Espanha, que chega a uma final de Copa após 16 anos, depois de mandar a favorita ao título, a França, de volta para casa.
Vindo de uma classificação iluminada por Jude Bellingham contra os noruegueses nas quartas, os ingleses, sob o comando de Thomas Tuchel, buscam manter a sequência de superação frente aos adversários, como fizeram ao longo da competição, a exemplo da classificação para cima do México com um jogador a menos. Apesar das ressalvas feitas sobre o desempenho da equipe no último jogo, o técnico dos Three Lions afirmou que os jogadores chegarão “famintos” para a semifinal.
Do outro lado, os alvicelestes, que se mostraram muito dependentes de seu camisa 10, Lionel Messi, esperam manter o espírito resiliente que garantiu as classificações contra Cabo Verde e Suíça, nas oitavas e quartas de final, respectivamente. Lionel Scaloni, técnico da Argentina, sabe que sua equipe vai precisar jogar mais futebol do que apresentou nesta Copa do Mundo. Após a vitória contra a Suíça, o craque argentino chegou a afirmar que eles “contaram com a sorte” na classificação.
Ainda dentro das quatro linhas, o confronto carrega uma das maiores histórias das Copas, remetendo a 1986, quando Diego Maradona marcou o “Gol do Século” e o gol da “Mão de Deus” contra os ingleses. Desde então, os encontros entre as seleções ficaram marcados por muita tensão, como em 1998, com a expulsão de David Beckham, e em 2002, quando o próprio Beckham decidiu o duelo na fase de grupos.
FICHA DO JOGO
Inglaterra x Argentina — Semifinal da Copa do Mundo de 2026
Data: 15/07/2026
Horário: 16h (horário de Brasília)
Local: Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA)
Transmissão: TV Globo, SporTV, ge, Globoplay, SBT, NSports e CazéTV
Arbitragem: Ismail Elfath (EUA)
Assistentes: Corey Parker (EUA) e Kyle Atkins (EUA)
VAR: Marco Di Bello (Itália)
Provável Argentina: Emiliano Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, Enzo Fernández, De Paul, Mac Allister e Messi; Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.
Provável Inglaterra: Pickford; O'Reilly, Guéhi, Stones e Konsa; Anderson, Rice e Bellingham; Gordon, Saka e Kane. Técnico: Thomas Tuchel.
FRANÇA 0 X 2 ESPANHA
Diante de pouco mais de 70 mil torcedores, a Espanha venceu a França por 2 a 0. Os gols foram marcados por Mikel Oyarzabal, que converteu uma cobrança de pênalti na primeira etapa, e Pedro Porro, que definiu o placar no segundo tempo. Lamine Yamal chegou a balançar as redes, mas o lance foi anulado devido ao impedimento. Esta é a segunda vez que os espanhóis chegam a uma final, buscando repetir o feito de 2010, quando conquistaram o único título mundial de sua história com o gol histórico de Andrés Iniesta na prorrogação contra a Holanda.