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- Bahia Notícias
- 10 Set 2026
- 08:25h
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil (PC-BA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Reino Oculto para desarticular um esquema interestadual de tráfico de armas e drogas e lavagem de capitais. A força tarefa cumpre mandados judiciais são cumpridos em 23 bairros de Salvador e Região Metropolitana, além de dois municípios do interior baiano e seis cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
As ações, que contam com apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), são baseadas em investigações iniciadas em março deste ano nas quais foi identificado que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4 milhões e dividia as tarefas em núcleos de comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda das drogas, além do fornecimento de armas de fogo.
O grupo é suspeito de atuar nas práticas de tráfico de drogas e associação, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.
Os criminosos enviavam as drogas para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe, além de negociar armas de fogo e munições calibre 5,56, cujo transporte era realizado por meio de uma empresa de fachada.
As investigações são realizadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e as ações contam com a atuação da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), dos Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil (PC-BA), além do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e das polícias civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
- Bahia Notícias
- 09 Set 2026
- 18:00h
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Pisa é aplicado a cada três anos pela entidade e avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.
Nesta edição, o Brasil registrou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nesta mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.
A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em Matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em Ciências (36 pontos).
O estudo do ano passado envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025.
Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados. Foi em ciências, aliás, que a nota do Brasil mais evoluiu na comparação com o ciclo anterior de avaliação (2022), saltando de 403 para 409 pontos.
Apesar dos avanços, o cenário ainda é crítico. Entre os alunos brasileiros, 7 em cada 10 não conseguem fazer contas simples de matemática, como fazer uma multiplicação para converter moedas ou comparar as distâncias percorridas por um carro em dois caminhos diferentes.
No Brasil, a avaliação é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
COMPUTADORES E CELULARES
O ano de 2025 marca o nono ciclo da avaliação do Pisa desde seu lançamento, em 2000, ano em que o Brasil aderiu ao programa, participando de todas as avaliações desde então. Nesta edição, o Pisa introduziu um novo domínio. A dimensão escolhida foi "Aprendizagem no Mundo Digital", que envolveu dois atributos: a Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada.
Na divulgação do primeiro volume de resultados, a OCDE disponibilizou as médias e os níveis de proficiência no atributo de RPFC. Já os resultados sobre o construto de Processos de Aprendizagem Autorregulada serão disponibilizados em 2027.
Em RPFC, o Brasil ficou com 406 pontos, abaixo da média da OCDE (500). Entre os 19 países selecionados, a Coreia do Sul apresentou a maior média (538), enquanto o Paraguai apresentou a menor (352).
Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo sobre o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%).
Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais. "O resultado também reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares na educação básica em todo o país", observou a pasta, em nota.
No relatório anterior, de 2022, a OCDE havia apontado que o uso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos em todos os países analisados.
O QUE É O PISA?
Coordenado pela OCDE, o Pisa é uma avaliação internacional aplicada a cada três anos a estudantes de 15 anos. É considerado o maior estudo sobre educação no mundo e avalia até que ponto os estudantes dessa idade, próximos ao que se considera o final da escolaridade obrigatória na maioria dos países (equivalente ao Ensino Médio), adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica.
O exame é amostral e não corresponde a uma prova aplicada a todos os estudantes de 15 anos. O ciclo mais recente foi realizado em 2025, depois de o calendário ter sido alterado pela pandemia de covid-19: a edição prevista para 2021 foi realizada em 2022, e a que estava prevista para 2024 foi transferida para 2025.
A OCDE é uma organização internacional que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social.
O Brasil, embora não seja membro, participa de programas da entidade, como o Pisa. Em 2022, o país recebeu o convite formal para iniciar o processo de adesão, mas a entrada depende do cumprimento de uma série de requisitos e da aprovação dos países membros.
- Bahia Notícias
- 09 Set 2026
- 16:25h
Foto: Alejandro Zambrana / STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu prazo de 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A solicitação foi apresentada nesta terça-feira (8) pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.
A AGU sustenta que a decisão individual de Mendonça provoca “grave lesão à ordem pública e administrativa”. O órgão também argumenta que o afastamento interfere em uma atribuição exclusiva do presidente da República: a escolha, nomeação e exoneração do diretor-geral da PF. Segundo o orgão, a interrupção repentina da gestão pode comprometer as atividades de polícia judiciária e provocar “risco de desorganização institucional”.
O órgão pediu uma liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes da corporação e, posteriormente, confirmar a medida até que o caso seja analisado de forma definitiva pelo órgão competente. O afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, foi determinado por Mendonça em meio à investigação sobre a produção de relatórios de inteligência que teriam monitorado o próprio ministro e Jorge Messias.
A decisão também determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativos na Corregedoria da PF para apurar a produção desses documentos, além da suspensão de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou da polícia judiciária.
O caso está sob análise da Segunda Turma do STF. O colegiado havia iniciado o julgamento da decisão de Mendonça, mas a análise foi interrompida após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto o julgamento não é concluído, a decisão individual de Mendonça permanece em vigor e mantém Rodrigues afastado.
A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) defendeu que o tema seja levado ao Plenário do Supremo. Diretores da PF também manifestaram “total apoio” a Rodrigues e colocaram os cargos à disposição de William Marcel Murad, que assumiu interinamente a direção da corporação.
- Bahia Notícias
- 09 Set 2026
- 12:55h
Foto: Reprodução / Agência Brasil
A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo) e outras 25 entidades lançaram um manifesto em defesa de uma reforma do Judiciário. O documento defende a apuração transparente dos episódios recentes envolvendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As entidades pedem pela criação de um código de conduta para magistrados, mandato para ministros e limites para decisões monocráticas e julgamentos virtuais com o argumento que os recentes episódios "em especial no Supremo Tribunal Federal", colocam as instituições em risco.
O manifesto, intitulado "Em Defesa da Justiça e pela Reforma do Judiciário", afirma que cabe ao plenário do STF, em uma discussão "livre, pública e presencial", examinar suspeitas e acusações existentes. Também defende que autoridades suspeitas, acusadas ou diretamente interessadas sejam afastadas do processo decisório.
"Fortalecer o Supremo significa preservar sua autoridade por meio da transparência e da confiança pública. É disso que o Brasil precisa agora", diz o manifesto.
CONFIRA A LISTA DOS SIGNATÁRIOS:
- Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB SP)
- Ordem dos Advogados do Brasil Seção Rio de Janeiro (OAB RJ)
- Ordem dos Advogados do Brasil Seção Paraná (OAB PR)
- União Nacional dos Estudantes (UNE)
- Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD)
- Comissão Arns
- Transparência Brasil
- Educafro
- Associação dos Advogados de São Paulo (AASP)
- Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP)
- Sindicato das Sociedades de Advogados de São Paulo e Rio de Janeiro (SINSA)
- Movimento de Defesa da Advocacia (MDA)
- Federação Nacional dos Institutos dos Advogados do Brasil (FENIA)
- Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA)
- Movimento Ninguém Acima da Lei
- Associação Brasileira de Direito Financeiro (ABDF)
- Academia Brasileira de Educação
- Academia Carioca de Letras
- Centro Acadêmico XVI de Abril – Direito PUC-Campinas
- Centro Acadêmico João Mendes Júnior - Mackenzie
- Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT)
- Centro Acadêmico 22 de Agosto - PUC-SP
- Associação Comercial de São Paulo (ACSP)
- Confederação Nacional de Serviços (CNS)
- Sindicato do Comércio Varejista de Autopeças do Estado de São Paulo (Sincopeças-SP)
- Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB)
- Por Lizzy Maria /Bahia Notícias
- 09 Set 2026
- 10:25h
Foto: Reprodução / TJ-BA
O Supremo Tribunal Federal julgou como improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7904, ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade contra a Assembleia Legislativa (AL-BA) e o Governador do Estado da Bahia.
O objeto da controvérsia era a Lei Estadual nº 14.958/2025, que criou o cargo em comissão (de livre nomeação e exoneração) de Assistente Técnico de Juiz no âmbito do Poder Judiciário do Estado da Bahia (TJ-BA).
De acordo com o partido, o cargo desempenharia funções meramente burocráticas e técnicas, sem necessidade do vínculo de confiança exigido para cargos comissionados, e que permitir comissionados na elaboração de minutas feriria a independência e a imparcialidade do Judiciário.
Contudo, o STF adotou o entendimento de que a lei baiana cumpre os quatro requisitos exigidos pela Corte para criação de cargos comissionados:
- As funções são de assessoramento direto ao magistrado (pesquisa jurídica, minuta de decisões, acompanhamento de metas);
- Há necessidade de vínculo de confiança entre o juiz e o assistente;
- As atribuições estão claras e objetivas na lei instituidora;
- Existe proporcionalidade entre o número de cargos criados e o total de servidores efetivos do TJ-BA.
Por fim, a Suprema Corte concluiu que, como a minuta elaborada pelo assistente é mero rascunho, a decisão final é ato exclusivo do juiz, que a assina e assume a responsabilidade. Ademais, a independência judicial é garantida pelas prerrogativas do magistrado (vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio), e não pela estabilidade funcional dos seus auxiliares.
CONTROVÉRSIAS
O cargo comissionado de Assistente Técnico de Juiz foi instituído em 14 de julho de 2025 com o intuito de auxiliar os magistrados de 1º grau quanto aos aspectos técnico-jurídicos, desenvolvendo as seguintes atividades:
I - elaboração de pesquisas de legislação, doutrina e jurisprudência sobre os temas que envolvam processos sob responsabilidade do magistrado;
II - apoio aos magistrados na utilização das ferramentas e dos sistemas de informação e dados;
III - auxílio ao Magistrado no monitoramento e no acompanhamento dos parâmetros e das metas de gestão processual dos órgãos administrativos e de correição do Poder Judiciário;
IV - verificação da regularidade dos atos preparatórios para a realização da audiência e demais atos processuais;
V - execução de atividades não analíticas de apoio direto à atividade jurisdicional e demais atividades correlatas, inclusive sob o monitoramento do assessor do magistrado.
Atualmente, o TJ conta com 446 registros ativos de servidores designados para essa função, que deve ser ocupada por bacharéis em Direito, indicados pelo respectivo juiz e nomeados por ato do presidente do Tribunal de Justiça. A remuneração média prevista é de R$ 6.899,22, distribuída da seguinte forma: vencimento básico de R$ 1.547,61; gratificação por condição especial de trabalho (CET) de R$ 1.547,61; auxílio-alimentação de R$ 2.200,00; e auxílio-saúde, que pode alcançar até R$ 1.604,00.
No entanto, desde antes da aprovação, o projeto de lei já era motivo de críticas e questionamentos nos bastidores do Judiciário. Em maio de 2025, o Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares (Sintaj) denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a inconstitucionalidade da medida, alegando que os custos poderiam atingir R$ 60,7 milhões anuais, considerando salários e benefícios.
Além disso, a Associação dos Servidores e Servidoras do Judiciário (ASJB) também questionou a criação dos cargos, argumentando que a norma violava a Constituição ao permitir a criação de cargos comissionados para funções técnicas e burocráticas, o que contraria a regra que limita esses cargos a funções de direção e assessoramento.
- Por Folhapress
- 08 Set 2026
- 12:29h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A reabertura da Cripta Imperial, que reúne os restos mortais de três figuras centrais do Brasil Império, atraiu uma fila de curiosos ao Parque da Independência, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, na tarde deste feriado do Dia da Independência.
O mausoléu subterrâneo estava fechado para reformas havia quatro anos. Ele abriga os restos mortais do imperador Dom Pedro I. Também estão ali os despojos da imperatriz Maria Leopoldina, primeira esposa do imperador, e da imperatriz Dona Amélia, segunda esposa dele.
"Realmente a cripta estava necessitando de uma reforma", diz o orientador socioeducativo Rodrigo Machado, 32, estudante de História, um dos curiosos presentes na longa fila que se formou na entrada da cripta.
"Foi muito positivo eles terem colocado os vidros [de proteção] nas escadas, porque ali, infelizmente, acabava sendo local de consumo de drogas. As pessoas urinavam ali", diz.
A costureira Tânia Santana, 62, foi uma das primeiras da fila. "Frequento esse parque diariamente e estou muito curiosa para saber como ficou. Estava um pouco abandonado, mas acho que agora pode atrair muita gente."
O local permaneceu fechado desde o final de 2022, enquanto passou por reformas estruturais e restauro que custaram R$ 5,3 milhões, segundo a Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O investimento também foi aplicado na recuperação de itens e estruturas do acervo do Museu da Cidade de São Paulo.
A reforma construiu novos banheiros, sistema de ar-condicionado e acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
Equipes especializadas restauraram o bronze dos sarcófagos imperiais e concluíram o fechamento do teto com mármore amarelo. Houve limpeza da área externa do monumento e também pintura e reparo de trincas na Casa do Grito.
A construção de taipa de mão próxima ao monumento é associada ao 7 de Setembro devido à semelhança com uma casa retratada no quadro "Independência ou Morte" de Pedro Américo (1843-1905).
No túmulo de Dom Pedro (1798-1834) foi mantida a inscrição: "Pedro 1º, fundador do Império constitucional e defensor perpétuo do Brasil."
Os corpos do imperador e suas duas esposas chegaram ao local em épocas distintas. A imperatriz Maria Leopoldina, sepultada antes no Rio de Janeiro, foi a primeira ocupante da cripta. Sua transferência ocorreu em meio às celebrações do quarto centenário de São Paulo.
Os despojos de Dom Pedro I chegaram em 1972, no Sesquicentenário da Independência, após acordo com o governo português. O corpo cruzou o Atlântico a bordo de um navio e percorreu várias capitais estaduais brasileiras antes de chegar à cripta, embora seu coração permaneça na cidade portuguesa do Porto.
Por fim, os restos mortais da imperatriz Dona Amélia, segunda esposa do imperador, foram trazidos de Lisboa em 1982 para repousar ao lado da família. Ela estava sepultada no Panteão dos Braganças, onde permaneceu desde 1972 sem o marido.
A partir de terça-feira (8), o local funcionará em horário regular, de terça a domingo, das 9h às 17h. Esse também será o período de visitação para a exposição inaugural "Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial", sob curadoria da historiadora Marly Rodrigues.
Composta por painéis resultantes de concurso internacional promovido pela prefeitura, a mostra detalha a idealização do monumento e da cripta, revelando o papel dessas estruturas no reforço de marcos cívicos.
"Todos os países do mundo que nós estamos sempre têm um local importante de visitação, onde guardam-se corpos de pessoas que tiveram algo a ver com a história. Finalmente temos esse espaço de volta e podemos receber as pessoas que têm curiosidade sobre a história do Brasil", disse o arquiteto e escritor Paulo Rezzutti, que escreveu o texto de abertura da exposição.
- Por Maurício Leiro / Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 04 Set 2026
- 12:25h
Fotos: Reprodução Redes Sociais
O empresário identificado como Uryel Victor Lima de Santana é acusado de tentar aplicar golpes ao apresentar um suposto documento falso do Governo Federal à Prefeitura de Cipó, no Nordeste da Bahia, e solicitar pagamentos para que o município recebesse recursos provenientes da União.
A situação teria ocorrido quando o homem procurou a gestão municipal apresentando um suposto ofício que informava a destinação de recursos federais para a realização de obras de pavimentação asfáltica na cidade.
Durante a negociação, segundo a prefeitura, ele teria solicitado o pagamento antecipado de 20% do valor, sob a justificativa de que a quantia seria necessária para “agilizar” a liberação dos recursos. O episódio, no entanto, levantou suspeitas e levou o município a procurar diretamente o Ministério das Cidades para verificar a autenticidade da documentação.
Conforme relato do prefeito de Cipó, Marquinhos (PSD), o órgão confirmou que o documento não era verdadeiro e que a suposta destinação de mais de R$ 7 milhões não existia. O caso motivou um alerta aos prefeitos e gestores públicos de toda a Bahia. O Bahia Notícias procurou a Polícia Civil da Bahia (PC-BA) para saber se existe boletim de ocorrência registrado contra Uryel Victor Lima de Santana e se há investigação relacionada ao episódio. Até o momento, não houve retorno.
MODUS OPERANDI
A suposta atuação do homem utilizava diferentes formas. Ele teria utilizado de uma abordagem convincente para cooptar prefeitos, em municípios para os quais viajava presencialmente. Em uma cidade do interior baiano, ele teria desembarcado inclusive, utilizando um avião para entregar em mãos documentos com timbragens, que seriam adulteradas do Governo Federal.
Para dar credibilidade na ação, o administrador alegava ter "conchavos" e trânsito livre nos bastidores de Brasília, em uma tentativa de pressionar os gestores a efetuarem pagamentos adiantados antes que a falsidade dos papéis fosse checada nos órgãos oficiais.
A estratégia se baseava em criar uma falsa ilusão de burocracia concluída para cobrar valores ou vantagens antecipadas dos municípios sob o pretexto de viabilizar o repasse final dos recursos.
A estrutura da ação seria efetuada em três formas:
- Uso de Documentação Adulterada: Criação de ofícios falsos atribuídos ao Ministério das Cidades para simular aportes financeiros;
- Abordagem Direta: Contato com prefeitos (presencialmente ou por meio de intermediários) apresentando a falsa oportunidade de verbas;
- Mediação com Ministério: Alegação de articulação política interna para passar ar de legitimidade às negociações;
- Objetivo Financeiro: Tentativa de obter valores antecipadamente para suposta "liberação burocrática" do recurso.
Ao Bahia Notícias, o prefeito de Cipó confirmou o mecanismo utilizado por Uryel e deu detalhes a respeito do modus operandi que o homem utilizava no estado. Segundo ele, o suspeito utilizava documentos falsos, alegando serem do Ministério das Cidades, com a promessa de liberar recursos e verbas federais para os municípios.
Ele procurava os gestores municipais utilizando contatos ou intermediários ("conchavo"). No entanto, em algumas cidades, a exemplo de Cipó, não conseguia liberar os valores. Segundo o administrador municipal, os órgãos federais confirmaram que os documentos eram falsificados, montados pelo próprio suspeito e não possuíam qualquer registro oficial.
“Ele começou desde o ano passado e ele vem insistindo. Depois que fiz as denúncias, ele não me ligou mais. No entanto, isso está sendo frequente. Ele forjou um documento dizendo que era do Ministério das Cidades disponibilizando recursos. Só que fui a Brasília e verifiquei com a equipe da pasta. Eles disseram que esse documento não tinha nada a ver com o ministério não, que seria dele [Uryel], ele que fez, não tinha nada a ver”, afirmou ao BN.
O caso foi encaminhado para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil local.
“Eu liguei para o delegado pra registrar o Boletim, mas ainda falta ir na delegacia para preencher lá os dados”, explicou.
O mesmo caso teria ocorrido também na cidade de Nova Soure, no Nordeste baiano. Ao site, o prefeito Alan de Cassinho (PSD) revelou que o contato inicial ocorreu entre três e quatro meses antes atrás.
O gestor reforçou a versão e apontou que o empresário teria oferecido a intermediação para verbas do Ministério das Cidades, prometendo recursos para pavimentação asfáltica. Além disso, ele ainda teria ofertado outras demandas municipais em nome da pasta.
Para viabilizar a suposta liberação dos recursos, o indivíduo exigiu o adiantamento de valores financeiros. O suspeito também encaminhou um ofício com teor semelhante ao enviado para Cipó para formalizar a proposta. Uma segunda pessoa, que alegava ser do Ministério das Cidades, também entrou em contato com o prefeito.
Porém, o gestor desconfiou das propostas e não efetuou nenhum pagamento ou avanço nas negociações. Ele disse que aguardava o desfecho das tratativas de Cipó antes de tomar qualquer medida.
“Foi essa mesma pessoa. Ele chegou a enviar um ofício também na mesma situação da cidade de Cipó. Mas eu não avancei porque aguardava ver se a situação lá iria se desenvolver. Mas ele chegou a fazer outras propostas também, não só asfalto, mas outras demandas”, contou.
“Foi algo para o Ministério das Cidades também. Até uma outra pessoa entrou em contato dizendo ser do Ministério das Cidade. Mas aí eu sou um pouco desconfiado, não avancei não".
OUTROS EPISÓDIOS
A apuração da reportagem também teve acesso a uma decisão judicial proferida pela Vara Criminal de Retirolândia, na região do Sisal, referente a um inquérito policial envolvendo Uryel Victor Lima de Santana. Ele foi investigado por suspeita de cometer o crime de estelionato contra uma mulher.
O suposto crime teria ocorrido em fevereiro de 2024. Além disso, Uryel também foi investigado em outro processo relacionado a uma denúncia de fraude financeira envolvendo empréstimos de alto valor contra o companheiro de sua avó.
Segundo os autos, ele teria se aproveitado do fato de ser neto da esposa da vítima e de ela ser analfabeta e possuir sequelas neurológicas decorrentes de um acidente. Ainda conforme o processo, Uryel teria induzido a mulher a assinar uma procuração e entregar documentos pessoais.
Com esses documentos, segundo a acusação apresentada no processo, teriam sido realizados empréstimos e gastos em cartões de crédito que totalizaram uma dívida de aproximadamente R$ 819 mil. Em setembro de 2025, ocorreu uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas no processo. Na ocasião, Uryel não compareceu à audiência. A divergência entre os advogados da vítima também permaneceu.
Na época, um segundo advogado protocolou um pedido para o arquivamento do processo por perda de objeto, enquanto o advogado que havia iniciado a ação defendia a continuidade do caso. O magistrado determinou o desbloqueio de bens de Uryel, mas também ordenou que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) apurasse possíveis irregularidades e eventual falsidade documental na conduta de um dos advogados envolvidos.
Nos dois casos envolvendo Uryel, os inquéritos acabaram arquivados após as vítimas desistirem de dar continuidade às acusações. Apesar do arquivamento, os episódios fazem parte do histórico de processos e investigações envolvendo o administrador, conforme documentos judiciais consultados pela reportagem. As acusações e investigações mencionadas nesta reportagem não representam, por si só, uma condenação criminal. Uryel Victor Lima de Santana tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência. Ele foi procurado, porém não se manifestou sobre o conteúdo da matéria até a publicação.
- Bahia Notícias
- 04 Set 2026
- 10:25h
Foto: Nelson Jr./SCO/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, pediu ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes das funções de ministro. A informação foi confirmada pela jornalista Natura Nery, do Globonews, nesta quinta-feira (3).
O pedido foi feito em meio aos novos desdobramentos do caso Master. Na terça-feira (1°), Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF), feito por sua determinação, que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Já nesta quinta, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.
No momento, ambos os pedidos estariam “na mesa” da presidência da Suprema Corte que, até o momento, pediu que os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues se expliquem em 5 dias sobre investigações relacionadas ao Banco Master.
- Bahia Notícias
- 04 Set 2026
- 08:49h
Foto: Reprodução / Alô Juca
Homens armados e encapuzados integrando o Comando Vermelho (CV) invadiram a cidade de Gandu, no Baixo Sul da Bahia, área sob responsabilidade da 60ª Companhia Independente de Polícia Militar (PM-BA) (CIPM). Imagens que circulam em redes sociais mostram os suspeitos exibindo armas e fazendo ameaças a integrantes do Bonde do Maluco (BDM), grupo rival que atua na região.
Segundo informações do Alô Juca, um dos homens identificados nas imagens pertence à "Tropa do Atlético Mineiro", facção atuante no Nordeste de Amaralina, em Salvador. Os relatos indicam que o grupo teria migrado para o interior do estado após a intensificação do policiamento e a ocupação da Polícia Militar (PM-BA) no complexo de bairros da capital.
A Polícia Militar (PM-BA) acompanha a situação para conter os avanços das facções e reforçar a segurança no município.
- Por Ronne Oliveira/Bahia Notícias
- 03 Set 2026
- 16:25h
Foto montagem: Arquivo Pessoal / André Carvalho
Ao longo dos últimos meses, o historiador baiano André Carvalho tem realizado expedições por diversas propriedades rurais de Tucano, no território do Sisal, em busca de vestígios do passado da região. O trabalho revela oito locais com pinturas e gravuras rupestres, além da confirmação, por arqueólogos, pesquisadores e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da relevância arqueológica do município.
Apesar da relevância dos achados, a Prefeitura de Tucano e o Governo da Bahia não informaram ao Bahia Notícias (BN) se existem estudos, investimentos ou projetos voltados à preservação e aproveitamento desse patrimônio. Em entrevista ao BN, o historiador revelou com exclusividade detalhes das descobertas.
Segundo ele, seis dos locais já passaram por avaliação técnica, enquanto dois ainda aguardam análise minuciosa. A descoberta mais recente ocorreu no último domingo (30). Mesmo assim, grande parte dos achados já teve a existência de registros arqueológicos confirmada por especialistas vinculados ao Iphan, primeiro passo fundamental para a mobilização em torno da preservação e do estudo histórico desses locais.
Ao BN, o órgão confirmou que enviou um técnico qualificado e que, juntamente com o historiador tucanense, realizou uma visita técnica ao distrito de Tracupá, em julho deste ano, ampliando a identificação de seis sítios arqueológicos e reforçando a relevância histórica e cultural da região.
Todo esse processo ocorreu após uma mobilização local em busca de melhor atendimento e catalogação das descobertas. “É aquela coisa, eu sou professor e faço isso no meu tempo livre. Fico 40 horas [por semana] em sala de aula e gosto de fazer trilhas. Sempre consulto os proprietários e os órgãos locais para cobrar atenção às descobertas”, relata o historiador.
Vale destacar que a grande maioria dos registros está localizada em propriedades privadas, o historiador tem feito um trabalho de instrução com os donos de fazendas locais. “Sempre entro com a anuência do proprietário. No caso da Fazenda Caldeirão, por exemplo, foi o próprio dono quem me levou até o local. Em Poções [povoado local], um funcionário do povoado me acompanhou. Nunca entro sem o conhecimento e a autorização dos proprietários", argumenta.
O BN entrou em contato com parte dos proprietários dos terrenos onde foram identificados os registros arqueológicos. De maneira geral, os entrevistados demonstraram apoio às pesquisas e defenderam a preservação dos sítios, mas temem a falta de comunicação e projeto do poder público local.
Segundo os relatos, muitos dos murais rupestres eram conhecidos apenas por moradores mais antigos das terras, mas não possuíam qualquer tipo de conhecimento ou estudo aprofundado para entender a dimensão dos achados. Como no caso do produtor rural Gilmar Amorim, que afirma ao BN conhecer a região desde a sua infância.
“Eu encontrei essas marcas e gravuras quando tinha cerca de sete anos. Vi no paredão enquanto observava os animais. Fiquei curioso com as gravuras, mas nunca tive interesse em comunicar ninguém. Somente agora convidei as pessoas para conhecerem o local", conta.
O produtor rural herdou parte da propriedade e ampliou suas terras ao longo dos anos. Há mais de quatro décadas vivendo na região, ele defende que a Prefeitura de Tucano amplie ações de estruturação das trilhas e de valorização do patrimônio arqueológico local como uma parceria no turismo baiano.
“Não, o poder público local não teve nenhuma manifestação comigo. Quanto às gravuras rupestres, eu permitiria a entrada para fins turísticos, com um caminho por dentro da propriedade. Quem me orientou foi Alex, técnico do Iphan. Não tenho problemas com isso. Agora, a prefeitura não tem agilidade para desenvolver projetos em parceria. Acho que falta incentivo ao turismo rural em Tucano", desabafa em entrevista.
Segundo André Carvalho, a recepção inicial da população foi marcada por desconfiança e muito desrespeito aos registros mais acessíveis, com pessoas vandalizando os murais. “No começo, as pessoas ficaram incrédulas com as descobertas, achando que eram apenas atos de vandalismo e escreviam nas paredes Depois que professores e o Iphan confirmaram os registros, a opinião das pessoas mudou”, relata.
Não é a primeira vez que o interior da Bahia chama atenção por novos achados arqueológicos. Em diferentes municípios do estado, estudantes e pesquisadores independentes têm contribuído para ampliar o conhecimento sobre a ocupação humana pré-histórica da região.
Casos recentes registrados em cidades como Xique-Xique demonstram que ainda existe um vasto patrimônio arqueológico pouco estudado no território baiano. Especialistas apontam que a combinação entre o conhecimento dos moradores locais e o trabalho de pesquisadores tem sido fundamental para localizar novos sítios e preservar áreas de interesse histórico.
CIENTISTAS IGNORADOS
A avaliação é compartilhada por pesquisadores que acompanham os estudos na região. O BN também ouviu o pesquisador Carlos Alberto Costa, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que relatou já ter apresentado um plano de atividades e relatórios à administração municipal.
“Fizemos um pequeno plano de ação e apresentamos na Prefeitura, mas nunca tivemos retorno. Seria uma oportunidade singular, considerando que Tucano já possui vocação turística por causa das águas termais. Com apoio da prefeitura, seria possível desenvolver ações no local", desabafa.
Segundo ele, existe potencial para a criação futura de projetos permanentes de pesquisa, educação patrimonial e turismo ancorado pelo conhecimento científico. No entanto, isso depende de um mapeamento detalhado dos sítios arqueológicos e da participação de estudantes em levantamentos de campo.
“Com esse plano de atividade, poderíamos reunir informações históricas e arqueológicas para, posteriormente, preparar uma visitação turística responsável. Ficamos aguardando esse retorno, que nunca ocorreu”, lamenta.
O BN teve acesso aos dois documentos, tanto o plano de atividades quanto o relatório apresentados à Prefeitura de Tucano. Nesses papéis, os doutores Henry Fernandes e Carlos Costa fazem uma proposta prévia à disponibilização de um veículo e ao apoio a quatro estudantes locais para realizar o mapeamento dos sítios, formando um grupo orientado por um arqueólogo da UFRB.
“A ideia é reunir pessoas interessadas no local. A arqueologia é uma área interdisciplinar. Se conseguirmos estudantes de graduação de qualquer área, será positivo. Pode ser Pedagogia, Agronomia, História ou qualquer outro curso. O mais importante é o interesse pelo debate patrimonial”, argumenta.
Questionado sobre o papel das universidades no aprofundamento dos estudos, o pesquisador destacou que as instituições de ensino superior podem colaborar com pesquisas futuras, mas ressaltou que o primeiro passo é a documentação sistemática dos sítios já identificados.
“Sempre é melhor trabalhar com pessoas da própria localidade para que possamos treiná-las e fomentar o interesse em médio e longo prazo. Isso gera conhecimento e fortalece a formação local. A ideia era criar um potencial de pesquisa permanente em Tucano”, explica.
De fato, o projeto não surgiu inicialmente dentro da universidade, foi necessário um morador de Tucano curioso para alertar os setores do estado. “Não estava em nosso horizonte trabalhar em Tucano, mas apareceu um parceiro muito solícito, que foi André. Trata-se de uma iniciativa genuína de alguém interessado em preservar a história local, e decidimos ajudar", afirma Costa.
POTÊNCIA ARQUEOLÓGICA
Tanto os pesquisadores da UFRB quanto o da Universidade Federal da Bahia (Ufba) ouvidos pelo BN alertam que os dados arqueológicos da região seguem escassos. Há potencial para estudos sobre ocupações anteriores à colonização portuguesa e também sobre períodos posteriores.
“O trabalho que André tem realizado é de altíssima relevância, e talvez o município ainda não tenha percebido isso. Tucano é conhecido pelas águas termais, mas não pode ser apenas isso. Existe uma oportunidade importante de valorizar outros patrimônios. A ideia de que o progresso só vem por meio da exploração econômica é ultrapassada", alerta o especialista.
Apesar das discussões sobre investimentos e políticas públicas, todos os entrevistados elogiaram o trabalho realizado por André Carvalho. Moradores, proprietários rurais e pesquisadores destacaram sua dedicação na localização, catalogação e divulgação dos registros arqueológicos encontrados em Tucano.
“Eu só quero facilitar o acesso para quem quiser estudar. Quem pretende desenvolver pesquisas ou até um doutorado na área de arqueologia pode contar com minha colaboração. Não sou especialista, mas valorizo a educação acima de tudo”, responde o historiador.
AÇÕES E COBRANÇAS
As primeiras descobertas são resultado de visitas de campo iniciadas em agosto de 2024, aliadas ao levantamento de informações junto à população local. A partir de novembro do mesmo ano, os registros de pinturas e gravuras rupestres passaram a receber acompanhamento técnico dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio.
Apesar dos avanços na identificação e documentação dos sítios, pesquisadores e moradores avaliam que, após quase dois anos, poucas ações efetivas foram implementadas para a valorização, preservação e estudo desses espaços.
“Eu acho que a prefeitura tem uma postura muito distante desse debate. Isso movimenta o turismo do município. Se não houver apoio, todos perdem. André tem uma grande visão e os professores precisam de apoio. Acho que a Secretaria de Turismo carece de estrutura e recursos para desenvolver esse trabalho", acrescenta Gilmar Amorim.
O potencial turístico apontado pelos pesquisadores também encontra respaldo em documentos oficiais do próprio Governo da Bahia. Na publicação "Estratégia Turística da Bahia 4.0", divulgada em 2022, o Estado classifica Caldas do Jorro como uma “reconhecida estância hidromineral” e identifica Tucano como um destino prioritário para os segmentos de bem-estar, cultura, gastronomia e eventos.
Após a repercussão dos achados revelados por este portal, a Prefeitura de Tucano lançou em novembro de 2024 a campanha de proteção intitulada "Preservar nossa história é proteger quem somos", pedindo conscientização sobre a importância da preservação dos sítios arqueológicos e os riscos provocados por atos de vandalismo.
Segundo André Carvalho, a gestão municipal tem demonstrado preocupação com a preservação do patrimônio arqueológico local, todavia não tem tido atualizações após a campanha. “Quero construir um caminho para valorizar essas descobertas, seja por meio de editais ou de outras iniciativas. Mas ainda vejo pouca produção voltada para a história da Bahia”, reafirma.
Segundo o Iphan, os registros ampliam significativamente o conhecimento sobre o patrimônio arqueológico do município. Mesmo assim, André afirma que ainda aguarda novas visitas técnicas para análise dos locais recentemente identificados. A questão é a falta de apoio, que segue evidente. Todo o trabalho ignorado foi feito por cientistas de modo voluntário.
“Os professores da UFRB realizam esse trabalho por boa vontade. Ainda esperamos o retorno do Iphan sobre os novos locais, afinal o órgão atende toda a Bahia. Da mesma forma, os professores têm suas atividades acadêmicas e não posso cobrar algo que não é remunerado”, diz André.
Para esta reportagem, o Bahia Notícias procurou as secretarias municipais de Turismo, Educação e Planejamento da prefeitura de Tucano, além da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), para saber se existem projetos, estudos ou investimentos previstos em razão das novas descobertas arqueológicas no município. Até o fechamento desta matéria, nenhuma das pastas havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
Já o Iphan reconhece a relevância dos achados e já realizou visitas técnicas na região para avaliar os registros identificados por André Carvalho. Em nota enviada ao BN, o órgão confirmou a parceria com o pesquisador e destacou a importância das descobertas para a arqueologia baiana.
A autarquia federal informou que a identificação dos novos sítios arqueológicos é resultado de um trabalho colaborativo entre o historiador e a equipe técnica do instituto. Confira abaixo uma nota na íntegra do Iphan:
“O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informa que a descoberta do sítio arqueológico, em Tucano (BA), em janeiro deste ano, decorreu de parceria com o professor, historiador e servidor público estadual André Silva Carvalho,
O novo registro eleva para seis o número de sítios arqueológicos conhecidos no município. Desse total, quatro já foram cadastrados pelo Iphan.
O trabalho funciona de forma colaborativa: o professor realiza expedições de campo e coleta relatos de moradores locais sobre possíveis vestígios históricos, os quais são comunicados ao Iphan.
Em julho deste ano, a equipe técnica do Instituto realizou visita técnica no distrito de Tracupá, ampliando a descoberta de sítios arqueológicos já identificados e reforçando a relevância histórica e cultural da região.
Além do resgate histórico, a parceria desenvolve ações educativas nas escolas do município. Durante as visitas de reconhecimento, técnicos do Iphan ministram palestras sobre o Patrimônio Cultural Brasileiro e a importância da preservação arqueológica, estimulando o interesse da comunidade e o sentimento de cidadania.
A descoberta de bens arqueológicos deve ser comunicada imediatamente ao Iphan, órgão responsável pelo reconhecimento e registro do patrimônio arqueológico brasileiro.
O cadastramento de um local como sítio arqueológico ocorre a partir do atendimento aos critérios estabelecidos na Portaria Iphan nº 316/2019 e é formalizado por meio da homologação do cadastro no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão (SICG), sob responsabilidade do Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan).
O cadastro é realizado mediante o envio da Ficha de Cadastro de Sítio Arqueológico (FCSA), que pode ser apresentada por arqueólogos, outros profissionais autorizados ou por qualquer cidadão que identifique bens arqueológicos, devendo informar sua descrição e localização à superintendência do Iphan no estado", termina em nota.
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- Por Paulo Dourado / Lucas Vieira/Bahia Notícias
- 03 Set 2026
- 14:00h
Foto: Divulgação / PSD
O PSD da Bahia trabalha com a expectativa de ampliar sua presença nas eleições de outubro de 2026. Em conversas com parlamentares e lideranças da legenda, o Bahia Notícias apurou que a sigla projeta eleger entre 10 e 11 deputados estaduais e chegar a sete representantes na Câmara dos Deputados.
Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o partido atualmente ocupa dez cadeiras. Integram a bancada Adolfo Menezes, Alex da Piatã, Cláudia Oliveira, Eduardo Alencar, Ivana Bastos, Jusmari Oliveira, Ludmilla Fiscina, Niltinho, Marcone Amaral e Ricardo Rodrigues. A composição, no entanto, deve sofrer uma baixa após o pleito. Adolfo irá ocupar uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) e indicou que pretende assumir o cargo depois das eleições.
Entre os nomes apontados internamente como mais consolidados para a disputa estão a presidente da Casa Ivana Bastos, o líder da bancada Alex da Piatã, e os parlamentares Niltinho, Ricardo Rodrigues e Eduardo Alencar. Outro forte nome é o Denise Menezes, esposa de Adolfo, que aparece na projeção como uma das apostas do partido para manter a representação do grupo.
Nas contas internas, as demais cadeiras devem ser definidas em uma disputa mais acirrada. As deputadas Ludmilla Fiscina, Jusmari Oliveira e Cláudia Oliveira, a primeira-dama de Itabuna Andreia Castro, o vereador de Salvador Felipe Santana, o ex-prefeito de Belo Campo Quinho e a advogada Doutora Elaine aparecem entre os nomes citados nessa faixa da corrida. Também são mencionados o ex-deputado Marcone Amaral e o ex-prefeito de Castro Alves Thiancle Araújo.
Na Câmara dos Deputados, a legenda conta atualmente com seis representantes: Antonio Brito, Charles Fernandes, Gabriel Nunes, Paulo Magalhães, Raimundo Costa e Sérgio Brito. A expectativa da cúpula é conquistar sete cadeiras em outubro. A projeção inclui os atuais deputados e Daniel Alencar, filho do Senador Otto Alencar, apontado entre os principais nomes para alcançar uma vaga, "herdando" a vaga de Otto Filho, que renunciou à cadeira para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA).
Além dele, a disputa reúne nomes como o ex-prefeito de Serrinha Adriano Lima, o ex-deputado Federal Bebeto Galvão, o jornalista Uziel Bueno, a ex-vereadora de Salvador Ana Rita Tavares, ex-vice-prefeita de Jacobina Katia da Saúde, o ex-vereador de Simões Filho Alfredinho e ex-vereador e vice-prefeito de Juazeiro Joseph Leonardo Bandeira.
- Por Eduarda Pinto/Bahia Notícias
- 03 Set 2026
- 12:36h
Foto: Paulo Fróes / GOV-BA
Restando cerca de um mês para as eleições estaduais, marcadas para o dia 4 de outubro, os postulantes ao Palácio de Ondina cumprem agendas diárias nos municípios baianos, se reúnem com aliados e apresentam seus discursos em inserções de televisão e rádio. Tudo isso para conquistar o voto dos cerca de 11 milhões de eleitores aptos da Bahia nas urnas. A decisão, no entanto, passa pelo que cada grupo político propõe para o seu possível governo.
Pensando nisso, o Bahia Notícias avaliou os programas de governo dos três principais candidatos ao governo da Bahia nas eleições de 2026. Nesta reportagem, que inaugura a série, serão destacadas as principais propostas das chapas majoritárias para a educação pública estadual.
Vale destacar que, segundo dados do Ministério da Educação (MEC) divulgados este ano, com relação ao ano de 2025, o desempenho da Bahia na educação permanece abaixo das médias nacional e regional. O estado obteve 4,0 pontos no indicador geral do Ensino Médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, enquanto a média do Brasil foi de 4,5 e a do Nordeste, de 4,3.
Considerando apenas a rede privada baiana, a mesma etapa de ensino alcançou 5,5 pontos. Já o ensino médio da rede estadual de ensino registrou uma pequena melhora no índice em relação aos anos anteriores, alcançando a nota 3,8.
Confira as propostas de Jerônimo Rodrigues (PT), Ronaldo Mansur (PSOL) e ACM Neto (União) acerca do tema:
JERÔNIMO RODRIGUES (PT)
A começar pelo candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), a educação foi colocada como segundo tema do terceiro capítulo do plano de governo da coligação “Mais Bahia, Mais Brasil”, intitulado de “Desenvolvimento Social e Garantias de Direitos”, que ainda inclui tópicos como saúde, assistência social e esportes.
No início do capítulo, o governador cita as ações realizadas no primeiro mandato, entre 2023 e 2026, e cita que “a atuação integrada entre Governo do Estado e Governo Federal ampliou investimentos, fortaleceu redes de atendimento e levou políticas públicas aos diferentes territórios, reduzindo desigualdades e ampliando a cidadania”.
As propostas foram divididas em quatro grandes blocos e 21 propostas específicas. A maior parte delas envolve o fortalecimento de medidas e políticas de gestão já existentes como a Bolsa Permanência e a cooperação entre a gestão estadual e nacional.
Entre as principais propostas estão:
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Universalizar, em todas as escolas estaduais, o ensino de tempo integral;
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Ampliar a cooperação entre universidades, escolas e comunidades para o desenvolvimento de projetos de extensão voltados à alfabetização, cultura, ciência, tecnologia, meio ambiente, direitos humanos, saúde escolar e valorização dos conhecimentos locais;
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Implantar política estadual transversal de promoção da convivência democrática e da cultura de paz, fortalecendo a mediação de conflitos, a justiça restaurativa, o enfrentamento ao racismo e à LGBTfobia, o combate à violência de gênero, ao bullying, ao cyberbullying e ao capacitismo no ambiente escolar.
O candidato não detalhou as etapas de realização ou o funcionamento das propostas.
RONALDO MANSUR (PSOL)
A educação é o terceiro eixo temático do programa de governo da Federação PSOL-Rede. Em sua introdução ao tema, o candidato Ronaldo Mansur (PSOL) destacou que a garantia de uma educação de qualidade é parte da construção democrática dos cidadãos e afirmou que “é preciso superar a lógica da destinação apenas de recursos possíveis para a educação, orientando os orçamentos pelos recursos necessários para a garantia de uma educação de qualidade.”
Nesse sentido, o candidato cita nominalmente os opositores, Jerônimo Rodrigues e Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, ao dizer que “não há dúvida que o PT falhou” e “o que ACM Neto implementou na educação da capital não deu certo”.
Em suas propostas, o candidato destaca oito ações, todas voltadas à universalização do serviço. Entre elas se destacam os tópicos:
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Universalizar o atendimento na pré-escola, no ensino fundamental e no ensino médio, com atenção especial às escolas do campo, às escolas quilombolas e às escolas diferenciadas indígenas;
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Aumentar as vagas no ensino superior, tanto na graduação, quanto na pós-graduação;
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Instalar instâncias colegiadas, escolhidas através de consultas às comunidades escolares, que terão a função de definição das políticas de cada unidade escolar.
O candidato não deu mais detalhes sobre o funcionamento das ações.
ACM NETO (UNIÃO)
O principal candidato da oposição ao governo petista, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), colocou a educação como um dos pilares da categoria “Vida Digna” de seu plano de governo, que inclui segurança, saúde e educação.
No tópico “Educação: de vergonha nacional à referência do Brasil”, o representante da Federação União Progressista faz uma referência indireta ao governo petista e ressalta que “a Bahia tem uma crise educacional construída ao longo de vinte anos". "Vinte anos em que a educação foi tratada como instrumento de controle eleitoral, não como investimento no futuro de cada criança”, sugere. ACM Neto cita os dados do IDEB de 2025 como referência.
Já nas propostas, elas foram divididas em oito grandes blocos e cerca de 22 propostas. Entre estas, as principais envolvem o uso de tecnologia e conectividade nas escolas e ampliação da infraestrutura. Confira as três principais:
O programa de governo do candidato ACM Neto propõe, como ação prioritária, a revogação da Portaria nº 190/2024, responsável pela “aprovação automática”, e a implantação do Programa Estadual de Recomposição das Aprendizagens, com foco principalmente na proficiência em português e matemática.
A medida propõe a criação de um sistema de vestibular seriado da rede pública estadual, com vínculo com as universidades estaduais, chamado Provão Bahia, com provas anuais gratuitas ao longo dos três anos do Ensino Médio.
Segundo a descrição do plano de governo, a medida funcionaria como uma plataforma digital de monitoramento que “cruzará frequência, desempenho e situação socioeconômica para identificar risco de evasão antes que o aluno saia”.
O candidato não detalhou o cronograma de aplicação das propostas.
- Bahia Notícias
- 03 Set 2026
- 10:25h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O desembargador Danilo Costa Luiz, que atua desde 2024 como desembargador titular do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), foi reconduzido ao cargo. A medida foi oficializada por meio de decreto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, publicado nesta quarta-feira (2).
Com a medida, Danilo Costa Luiz segue como juiz titular da Corte Eleitoral baiana. A cerca de um mês o desembargador foi homenageado com a Medalha do Mérito Eleitoral com Palma, uma das maiores honrarias da Justiça Eleitoral. A honraria é concedida a personalidades que prestam relevantes serviços à Justiça Eleitoral.
Danilo Costa Luiz é mestre em Segurança, Justiça e Direito pela Universidade de Girona, na Espanha; pós-graduado em Direito Eleitoral e em Direito Administrativo pela Pontifícia Universidade (PUC); pós-graduado em Direito Público pela Faculdade Baiana de Direito; e pós-graduado em Direito Civil e em Direito Processual Civil pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
- Bahia Notícias
- 03 Set 2026
- 08:53h
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil (PC-BA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a Operação Doutor, que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes em municípios do Sul da Bahia. A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na Bahia e em São Paulo.
O grupo é investigado por crimes como tráfico de drogas, homicídios, roubos de veículos e cargas, extorsão, lavagem de dinheiro, adulteração e desmanche de veículos. Foram identificados elementos que indicam uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação em ao menos cinco municípios da região sul da Bahia.
Foi identificada a presença do grupo especificamente nos distritos de Banco Central, em Ilhéus, e Laje do Banco, em Aurelino Leal, além dos municípios de Ubaitaba, Gongogi e Maraú.
A ação é coordenada pela Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sul) e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin/Ilhéus), com a participação dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Sul, Costa do Cacau, Descobrimento, Costa do Dendê, Central e Pedra Branca). A ação conta ainda com a atuação integrada da Polícia Civil (PC-BA) de São Paulo (PC-SP) e segue em curso.
- Bahia Notícias
- 02 Set 2026
- 12:01h
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta terça-feira (1º) que não deve prosseguir com os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após senadores do grupo de oposição ao Governo Federal iniciarem uma ofensiva da oposição para afastar Alexandre de Moraes.
Alcolumbre avaliou que é necessário aguardar os desdobramentos do caso dentro do próprio Supremo antes de bater o martelo sobre o pedido de impeachment.
“A minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal. 109 solicitações no Congresso dos 10 ministros do Supremo de pedido de impeachment de ministro do Supremo”, disse o presidente do Senado ao responder à imprensa sobre o motivo de não seguir com o processo.
O número citado por Alcolumbre é de representações apresentadas contra os 10 atuais ministros do STF. Entre esses, Moraes tem a maior quantidade de parcelas. O 54º pedido de impeachment contra o magistrado foi protocolado nesta terça-feira pelo senador Carlos Viana (PSD-MG).
O novo pedido chega após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As conversas mostram Vorcaro pedindo a Moraes ajuda diante das investigações sobre o Banco Master e mencionando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.