BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
- Bahia Notícias
- 17 Out 2026
- 14:06h
Foto: Divulgação / Globo
Sabrina Sato se manifestou publicamente, demonstrando indignação pela forma como Daniel Vorcaro e o então executivo do Grupo Globo, Frederic Kachar, falaram sobre ela e outras famosas em recentes conversas obtidas pela Polícia Federal. A artista classificou as falas em relação a ela e outras colegas como “irresponsáveis”.
Frederic Kachar, conhecido como Fred Kachar, era responsável por liderar operações dos jornais O Globo, Extra e Valor, além das revistas da editora do grupo, como Vogue e Marie Claire, assim como o Sistema Globo de Rádio, incluindo a rádio CBN. O Grupo Globo demitiu o ex-executivo nesta quinta-feira (15).
Em nota enviada à coluna Outro Canal, Sabrina Sato afirmou, por meio da sua assessoria, que nunca conheceu o ex-controlador do Banco Master e disse ainda que não possui qualquer relação com ele. “É inadmissível expor a imagem e a reputação de uma mulher com base em uma narrativa alheia à sua realidade. Manifestações desse tipo ferem a dignidade feminina e não devem ser naturalizadas nem servir de combustível para especulações”, diz o comunicado.
“Qualquer tentativa de envolver Sabrina nesses acontecimentos é repudiada. Sua trajetória, construída ao longo de anos de trabalho, merece ser tratada com responsabilidade e respeito”, concluiu a nota.
Nas mensagens apreendidas pela Polícia Federal, estão comentários feitos por Kachar em relação a atrizes da emissora e de convidados da edição de 2024 do Baile da Vogue, evento anual promovido pelo grupo.
O executivo, nas mensagens obtidas, mencionava Sabrina Sato, Deborah Secco e Monique Alfradique. Tanto Kachar quanto Vorcaro mantiveram relações com Alfradique no passado. “Elas estavam para jogo”, disse Kachar, enquanto Vorcaro afirmou que Deborah Secco “estava feia”.
- Bahia Notícias
- 17 Out 2026
- 12:04h
Foto: Ricardo Stuckert/Campanha | Charles Vieira/Campanha
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta sexta-feira (16), para que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem de Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão havia sido tomada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze e foi seguida por Floriano de Azevedo Marques, André Mendonça e Estela Aranha.
A decisão foi dada em ação protocolada pela campanha do presidente Lula à reeleição, após a coligação dizer que a empresa, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”.
- Bahia Notícias
- 17 Out 2026
- 10:28h
Foto: Reprodução / Instagram @nelsonwilians
A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) determinou a suspensão preventiva do registro profissional do advogado Nelson Wilians pelo prazo de 90 dias. A sanção disciplinar ocorre no meio de múltiplas investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP), que apontam o criminalista como suposto operador financeiro em esquemas ilícitos. Com a decisão, Wilians fica impedido de praticar qualquer ato relativo à advocacia, como assinar petições ou participar de audiências.
“Recebi com indignação a decisão da OAB que determinou a suspensão do meu exercício profissional”, disse o advogado à revista Piauí. O principal estopim para a medida foi a Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal da Paraíba em agosto de 2026. A apuração mira uma organização suspeita de operar empresas de fachada no exterior para ocultar e lavar dinheiro gerado por apostas esportivas online, as bets. Segundo os investigadores, o escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV) teria recebido mais de R$ 200 mi da casa de apostas Pixbet. Durante o cumprimento de mandados na residência do advogado em São Paulo, agentes apreenderam bens de alto padrão, incluindo uma Ferrari SF90 Stradale, obras de arte, esculturas de bronze, relógios de luxo e bebidas raras. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 1,1 bi dos investigados, fase em que sua esposa e sócia, Anne Wilians, também passou a ser um dos alvos.
Nelson Wilians já havia anunciado, em agosto de 2026, o seu afastamento por tempo indeterminado da gestão do NWADV, transferindo a administração integral do escritório a um Comitê Executivo. Com a suspensão decretada pela OAB, a banca advocatícia prossegue suas atividades normais sob a condução desse comitê.
Até o momento, a Justiça determinou apenas retenções e bloqueios patrimoniais, sem a expedição de mandados de prisão contra o investigado.
- Por Bruno Ribeiro | Folhapress
- 17 Out 2026
- 08:33h
Foto: Agência Brasil
Alvo de acusações do PT, de pesquisadores e de entidades civis de favorecer a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), a Facebook Serviços Online do Brasil, da Meta, dona também do Instagram e do WhatsApp, é a empresa que mais recebeu dinheiro de campanhas nas eleições brasileiras deste ano.
Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), do início da campanha, em agosto, até a quarta-feira (14), a empresa havia recebido R$ 282,4 milhões das contas das candidaturas.
O valor pode ser ainda maior. A segunda colocada, a DLocal, uma empresa de pagamentos, recebeu outros R$ 99 milhões para impulsionamento de conteúdo, que também é feito nas redes sociais da Meta. A terceira, com R$ 31 milhões, é a Delta3 Comunicação, empresa de Raul Rabelo, que trabalha para Lula (PT) e é sócio do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
Flávio, que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula, lidera os repasses ao Facebook. Ele declarou 13 pagamentos à empresa, entre 8 e 30 de setembro, que somaram R$ 7,5 milhões. Lula vem em segundo, com R$ 2,6 milhões. As despesas ainda são parciais.
O impulsionamento é o serviço pelo qual a Meta cobra dos candidatos para exibir suas publicações a mais usuários das redes sociais. Os candidatos podem direcionar essas mensagens a públicos específicos, e a empresa mantém uma página, a Biblioteca de Anúncios, com algumas informações sobre os impulsionamentos, mas sem dados exatos.
Flávio, por exemplo, pagou "entre R$ 60 mil e R$ 70 mil", segundo a Biblioteca de Anúncios, para impulsionar um vídeo em que o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pede votos para ele e o elogia, no domingo (11). A mensagem continua a ser impulsionada.
A página informa que 26% do público que viu a propaganda eram homens de 25 a 44 anos, faixa em que o senador concentra parte relevante de seu eleitorado, mas que 11% eram mulheres acima de 65 anos, segmento em que, segundo o Datafolha, Lula vai melhor.
Já o petista pagou "entre R$ 15 mil e R$ 20 mil" para impulsionar, nesta semana, um vídeo em que compara imagens de uma criança com uma arma na mão comemorando a vitória de Flávio no primeiro turno — caso que repercutiu nas redes sociais — com imagens de outra criança segurando uma Constituição.
No caso de Lula, 26% do público que recebeu a mensagem também eram homens de 25 a 44 anos, eleitorado em que Flávio vai melhor.
A análise das dez candidaturas que mais pagaram diretamente à Meta mostra que essa despesa não garante vitória. Flávio e Lula estão no segundo turno; dos outros oito, três foram eleitos e cinco, derrotados.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), derrotado no primeiro turno em São Paulo por Tarcísio, gastou quase o mesmo que Lula — R$ 2,5 milhões — e terminou a disputa com 36,4% dos votos válidos no estado. Ele é o terceiro que mais repassou diretamente à Meta, segundo o TSE. Tarcísio, contudo, gastou valor equivalente para impulsionamento de conteúdos, declarados à DLocal.
Ciro Gomes (PSDB), que tentou o Governo do Ceará, obteve 46,2% dos votos, insuficientes para derrotar Elmano de Freitas (PT), que também venceu no primeiro turno.
Aécio Neves (PSDB) e Alexandre Curi (Republicanos), candidatos ao Senado por Minas Gerais e pelo Paraná, respectivamente, também estão no ranking e não foram eleitos. Aécio gastou R$ 2 milhões com impulsionamento; Curi, R$ 1,4 milhão. Wellington Fagundes (PL) repassou R$ 1,5 milhão à Meta para sua campanha em Mato Grosso, mas foi superado por Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno.
O deputado federal reeleito Célio Studart (PSD-CE) declarou pagamentos de R$ 2,4 milhões ao Facebook e foi o 13º parlamentar mais votado no estado. Lindbergh Farias (PT-RJ), terceiro mais votado no Rio para a Câmara, declarou R$ 1,6 milhão. Carolina de Toni (PL), eleita para uma das cadeiras de Santa Catarina no Senado, também gastou R$ 1,6 milhão.
Os algoritmos da Meta são fechados, e não há transparência sobre como conteúdos não impulsionados são distribuídos. Como a Folha mostrou, a campanha do PT acusa a empresa de ter favorecido Flávio ao retirar do ar, sem explicação, conteúdos petistas. A empresa negou as acusações na ocasião. O Ministério Público Federal abriu uma apuração sobre o caso.
Outra suspeita de irregularidade, apontada pelo NetLab (Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é que a empresa tenha veiculado anúncios políticos pagos no exterior, prática proibida pela legislação eleitoral. A empresa afirmou que os anúncios foram identificados e regularizados ou apagados.
Um relatório publicado pela ONG Sleeping Giants Brasil identificou indícios de que o algoritmo da Meta favoreceu, na aba de reels, perfis bolsonaristas, como o do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), que obteve mais visualizações do que celebridades internacionais como Selena Gomez, Ariana Grande, Kim Kardashian e Beyoncé.
Nesta sexta-feira (16), reportagem da Folha, baseada em relatórios internos da Meta, mostrou que funcionários da empresa sabiam que o sistema havia adotado restrições que limitaram a campanha de Lula.
A Folha de S. Paulo procurou a empresa para comentar a receita com impulsionamento nas eleições e as suspeitas de práticas que teriam favorecido Flávio e prejudicado Lula. A empresa disse que não comentaria.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Meta afirmou que não está interferindo nas eleições brasileiras e disse que os episódios relatados em reportagem foram "incidentes técnicos".
"O incidente afetou milhares de anunciantes em diferentes países e terminou depois que a atualização de código foi revertida, nas primeiras horas de 10 de outubro."
- Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
- 16 Out 2026
- 18:07h
Foto: Ricardo Stuckert
Em mensagens internas da Meta obtidas pela reportagem, funcionários da empresa admitem restrições que prejudicaram as contas do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram e recomendação algorítmica do perfil de Flávio Bolsonaro (PL) na plataforma e no canal do candidato no WhatsApp, prática vedada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em uma das mensagens, o funcionário da Meta A. G. afirma que a conta de Lula estava "limitada" em comparação à de Flávio, e que isso seria negativo pela "alta chance" de haver ação jurídica.
A frase se refere a episódio do dia 9 de outubro, quando o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens feitas no feed do Instagram por quase 24 horas.
A campanha conseguia impulsionar novos conteúdos nos chamados dark posts, bem como os impulsionamentos antigos continuavam no ar. Estava impedida, porém, de pagar para aumentar o alcance de postagens que estavam no feed, que é a forma mais usada de impulsionamento e de maior eficiência para o treinamento do algoritmo.
Segundo a estimativa da campanha de Lula, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver os anúncios por causa da restrição.
Como o TSE proíbe a recomendação algorítmica de contas de candidatos, o impulsionamento é a única possibilidade de políticos aumentarem o alcance de suas postagens e fazerem propaganda eleitoral em ambiente digital. A Meta detém virtual monopólio em propaganda eleitoral pela internet na eleição de 2026, já que o Google deixou de vender anúncios políticos em 2024 e o Kwai oferece de forma muito restrita.
O problema com o impulsionamento foi reportado à Meta e registrado nas mensagens internas. A versão oficial é que havia um "problema técnico" no gerenciador de anúncios.
Engenheiros nos Estados Unidos foram contatados, mas passaram-se horas até uma resolução. Os próprios funcionários reclamaram da demora, dizendo que os engenheiros estavam tranquilos e talvez não tivessem entendido a urgência do assunto, ainda que se tratasse da conta de anúncios do presidente da República no meio da campanha eleitoral. Disseram, segundo as mensagens, ter alertado para a importância do caso e pedido que fosse classificado como SEV2, quando um problema é grave e demanda resolução com urgência.
Em mensagem, a funcionária M. A. disse que, quando houvesse solução para o problema, ainda seria preciso combinar como iriam se explicar para membros da campanha de Lula que estavam reclamando. O funcionário M. V. relatou que deputados que haviam passado a atuar na campanha de Lula estavam pedindo satisfações sobre o caso.
A justificativa inicial da empresa foi que o problema tratava de um "data outage" (interrupção de dados) global, que havia atingido mais de 3.000 contas no dia 7 de outubro. Várias contas estavam impossibilitadas de ver a contagem de visualizações dos posts. Um dos exemplos teria sido um impulsionamento do dia 7 de outubro que a campanha de Flávio Bolsonaro não conseguiu fazer e, na sequência, desistiu e partiu para outras maneiras de impulsionar.
Mas esse problema global, segundo mensagens internas, ocorreu no dia 7 e durou 5 horas. No caso de Lula, foram quase 24 horas no dia 9 sem conseguir impulsionar posts do feed.
Outro episódio foi a recomendação do canal de Flávio Bolsonaro nas buscas de canal de apoio a Lula no WhatsApp.
Segundo a regra do TSE, perfis e canais de candidatos não podem ter recomendação algorítmica. Eles só podem aparecer nas buscas caso o usuário insira o nome exato do canal ou perfil.
No entanto, conversas internas da Meta indicaram que os usuários, ao buscar pelo termo Exército do Lula no WhatsApp, recebiam como resultados o Canal do Lula, Tropa do Flávio (de apoio a Flávio Bolsonaro) e Partido dos Trabalhadores. O canal Exército do Lula é administrado pelo deputado André Janones e foi derrubado nesta semana pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e depois voltou ao ar.
No início de outubro, o perfil de Flávio aparecia recomendado em buscas no Instagram, enquanto os dos outros candidatos, não. Nas mensagens, funcionários admitem que o perfil de Flávio aparecia nas buscas e não deveria, enquanto a conta de Lula não aparecia nem quando era feita a busca pelo nome exato, como deveria acontecer. Eles afirmam que a recomendação indevida de Flávio foi um furo.
A justificativa técnica foi que o nome de Lula era muito longo, mas a falha tinha sido resolvida. Ressalvaram, porém, que ainda havia variações nas sugestões de busca quando se procuravam os dois candidatos.
Problemas técnicos não são incomuns nos provedores. Segundo as mensagens internas, em 23 de setembro, as contas de Flávio e de Lula ficaram impossibilitadas de subir anúncios por cerca de uma hora por "atividade suspeita", devido a um erro.
Em 1º de outubro, ainda de acordo com mensagens internas da Meta, a campanha de Flávio teve vários anúncios bloqueados porque foi detectado uso de inteligência artificial dentro do período em que o uso da tecnologia é proibido pelo TSE. A campanha afirmou que não havia uso de IA.
As conversas internas indicam que, dentro da Meta, há a percepção de que uma narrativa sobre suposta interferência da empresa na eleição no Brasil estaria ganhando força. E que seria bom mostrar que também houve casos afetando Flávio.
Procurada, a Meta afirmou que "as alegações de que atua para interferir no processo eleitoral ou favorecer uma candidatura são falsas e não encontram respaldo nos fatos." Segundo a empresa, "os episódios citados pela reportagem tiveram causas distintas: falhas técnicas globais, um erro específico prontamente corrigido e a aplicação de normas eleitorais brasileiras que valem igualmente para todas as candidaturas."
"Alguns desses episódios tiveram alcance amplo e afetaram diferentes contas e anunciantes em diferentes países. Não damos tratamento preferencial a candidato, partido ou posição política, e nossos sistemas não são projetados ou operados para fazê-lo", disse a empresa.
Em nenhuma das conversas acessadas pela reportagem há admissão de interferência e só se discute a alta gravidade e a demora dos times de engenharia de resolver os problemas técnicos.
As mensagens internas registram também a reação dos funcionários à ordem de Kassio para bloquear o canal de WhatsApp de Janones. Em mensagem, o funcionário M. V. afirma que havia sido contatado por vários políticos de esquerda com reclamações. Mas M.V. diz ver "o copo meio cheio", uma vez que, segundo ele, se isso tivesse ocorrido com o candidato Renan Santos, ele estaria acampado na frente do escritório da Meta queimando pneus.
A campanha de Flávio Bolsonaro foi indagada sobre o bloqueio da conta em 23 de setembro e os anúncios rejeitados em 1º de outubro relatados nas mensagens internas da Meta, mas disse não ter havido nenhum problema que afetasse os perfis e canais do candidato.
"As informações apresentadas pela reportagem não procedem. A campanha cumpre todas as regras da plataforma e do TSE e, por isso, não registrou nenhum problema com a conta de anúncio do candidato, que segue operando de maneira adequada e sem interrupção."
A reportagem perguntou à campanha de Flávio como o candidato vê a atuação da Meta nas eleições brasileiras.
"A campanha entende que a plataforma está sujeita às regras da eleição brasileira e que, em função disso, o alcance e outras métricas do candidato podem ser afetados, o que tem sido compensado com estudos mais profundos e com o altíssimo rigor técnico da equipe."
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 16 Out 2026
- 16:05h
Foto: Reprodução das redes sociais dos candidatos
A mais nova pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA, divulgada nesta sexta-feira (16/10), mostra um quadro de empate técnico na disputa presidencial em segundo turno. De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro (PL) tem 50,5% dos votos válidos e o presidente Lula estaria com 49,5%.
Nas intenções de votos totais, o senador Flávio Bolsonaro tem 46,8% das intenções de voto contra 45,9% de Lula. Brancos e nulos somam 4,9%, e 2,4% se disseram indecisos.
A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é de um ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos. Por isso, os dois candidatos estão empatados tecnicamente.
Esta foi a primeira vez que o senador do PL aparece à frente do líder petista na série de pesquisas da CNT/MDA, desde o primeiro turno. Na rodada anterior, divulgada em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, Lula tinha 47,3% na simulação de segundo turno, e Flávio, 43,1%.
No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos). Lula teve 45,16% (53,9 milhões).
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Flávio Bolsonaro aparece com 45,6% e Lula, com 44,1%. Brancos e nulos somam 5,2% e indecisos, 5%.
As entrevistas foram feitas presencialmente entre terça-feira (13/10) e quinta-feira (15/10). Foram ouvidos 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da Federação, em cerca de 140 municípios.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela própria CNT, custou R$ 222.453 e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00652/2026.
- Bahia Notícias
- 16 Out 2026
- 14:03h
Foto: Reprodução
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro comemorou a publicação da reportagem que revelou a existência de um contrato da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master.
A afirmação de Vorcaro sobre o caso ocorreu em abril de 2025 em uma conversa com Augusto Lima, que deixou oficialmente a sociedade do Master em maio de 2024, mas que mantinha contato frequente com o antigo parceiro de negócios.
O diálogo entre os dois extraídos do celular de Vorcaro pela Polícia Federal e obtido pela CNN mostra que, em abril de 2025, Lima encaminhou a ele um link do jornal O Globo com o título “Banco Master contratou mulher de Alexandre de Moraes”.
Vorcaro, então, respondeu: “Melhor matéria que fizeram nossa na semana”. O texto revelou a relação contratual entre o escritório da mulher e dos dois filhos do magistrado, mas ainda não se tinha informação sobre o valor do acordo, que depois a PF encontrou um contrato que indicava ser de R$ 131 milhões.
As quebras de sigilo da CPI do Crime Organizado apontaram o repasse de R$ 80 milhões à banca de advocacia entre 2024 e 2025 – o restante não foi depositado devido à interrupção do contrato após a prisão de Vorcaro.
A conversa mostra que ambos se telefonavam com frequência e lamentavam movimentações do mercado. Lima costumava enviar reportagens a Vorcaro. A primeira sobre Moraes dizia respeito à decisão de março de 2025, quando o magistrado determinou o arquivamento da investigação contra o então governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) pelos atos de 8 de janeiro, que foi respondida com um telefonema de Vorcaro seis minutos depois.
Um mês depois, Lima encaminha o link sobre a relação contratual do Master com Moraes e Vorcaro classifica a reportagem como a “melhora” que tinha sido feita naquela semana.
Recentemente, relatório da PF sobre a relação de Moraes e Vorcaro apontou que o contrato de Viviane com o Master foi editado pelo ministro do STF.
A corporação afirma que os metadados do documento em formato digital, enviado via aplicativo de mensagens por Viviane Barci de Moraes a Vorcaro e extraído do celular do ex-banqueiro pela PF, apontam o nome e o usuário vinculado ao magistrado como o autor da última modificação do arquivo contratual.
Por meio de nota divulgada à época, a advogada afirmou que solicitou informações a Moraes “na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente”.
- Por Pedro S. Teixeira, Iran Alves e João Gabriel de Lima | Folhapress
- 16 Out 2026
- 08:08h
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Uma empresa do ramo de apostas online de propriedade do advogado Willer Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para o candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, de acordo com uma investigação da Polícia Federal.
Willer é investigado sob a acusação de fazer repasses financeiros de dinheiro obtido em fraudes contra a Previdência no escândalo do INSS. Junto com Jorge Barbosa Dias, Willer é dono da Rede Loto, a primeira bet a conseguir uma licença de operação no país ainda em maio de 2023, emitida pelo governo fluminense.
Segundo a investigação, ao menos três trechos de viagem em jato executivo foram contratados para Flávio e Willer por meio da Cathedral, uma empresa registrada na Ilha da Madeira. Única acionista da Rede Loto, a Cathedral tem como sócios Willer e Dias.
Os documentos mostram uma viagem de Willer e Flávio de Lisboa a Nice, na França, em 11 de abril de 2025, contratação feita com a empresa de táxi aéreo NetJets. Em 23 de maio, acompanhados de mais familiares, eles viajaram de Cascais, a 30 quilômetros da capital portuguesa, novamente para Nice, antes de embarcar em novo voo para Paris.
Em nota, o advogado da bet diz que os pagamentos das viagens foram feitos por Willer, não pela empresa. "Os deslocamentos foram passeios de lazer entre amigos e suas famílias, custeados por Willer e sem contrapartida de qualquer natureza."
No comunicado, o advogado diz que repudia a tentativa de associar o nome de Willer a práticas ilícitas. "A única sócia da Rede Loto é a Cathedral, e não tem participação de ninguém investigado por jogo ilegal."
Questionado pela reportagem sobre as viagens custeadas pela Cathedral, o senador Flávio Bolsonaro diz que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade. "Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos", afirma.
O relatório da PF mostra canhotos de passagens, encontrados no computador de Willer, comprados pela Cathedral Holdings S.A., uma sociedade anônima aberta em Portugal em 16 de janeiro apenas com sócios brasileiros. São acionistas da empresa offshore Willer, sua esposa (Flávia Oliveira Corrêa), sua irmã e Dias, processado por jogo ilegal e lavagem de dinheiro em 2022 e absolvido em 2023, depois de já ter recebido a primeira licença de aposta esportiva do governo fluminense. Também está no negócio outro parente de Dias, Igor Mateus Barbosa Moura.
Em 17 de fevereiro de 2023, um procurador da Cathedral registrou na Junta Comercial de São Paulo a sua única empresa brasileira, a Rede Loto. Em 27 de abril do mesmo ano, no dia em que a Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) divulgou a publicação de edital de licenciamento de bets em um jornal de grande circulação pela primeira vez, a Rede Loto entregou uma pasta com 132 páginas de documentos, às 9h09.
Como a Loterj não exigia a informação dos beneficiários finais nos moldes da legislação federal, a documentação não informava os acionistas da Cathedral, Willer e Dias.
A Loterj autorizou a operação da Rede Loto, com o nome BestBet, em 25 de maio de 2023, em publicação no diário oficial de 30 de maio daquele ano, em despacho assinado por Hazenclever Cançado, então presidente da autarquia fluminense nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro. A indicação de Cançado foi feita por Flávio, segundo pessoas a par dos ritos da Loterj. O contrato fez da Rede Loto a primeira empresa de apostas autorizada a atuar no Brasil.
Procurado por WhatsApp e ligação desde as 15h12 desta quarta (14), Cançado não comentou. A velocidade do procedimento também motivou um pedido de impugnação enviado pela empresa Modelo Informática, que nunca foi avaliado.
A Loterj diz que a Rede Loto apresentou todos os documentos exigidos pelo edital. "Do ponto de vista da regulamentação, é o que é exigido legalmente. E nenhum dos integrantes apresentou qualquer impedimento."
Por meio de sua assessoria, Willer, que é advogado de Dias, afirma que seu cliente foi absolvido e o processo já transitou em julgado.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, Willer também é o beneficiário final de uma empresa contratada pela Loterj, que faturou R$ 188 milhões entre junho de 2023 e agosto de 2026, de acordo com dados da autarquia fluminense.
- Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 16:16h
Foto: Edu Mota, de Brasília / Bahia Notícias
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), o projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento no Microempreendedor Individual (MEI) e perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. O placar foi de 461 deputados favoráveis e quatro contrários.
Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, e o perdão das dívidas do MEI foi a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana, numa tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno.
O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028. Atualmente, o valor de faturamento está em R$ 80 mil.
Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 08:00h
Foto: Reprodução Redes Sociais e Ricardo Stuckert
O instituto Palver divulgou na manhã desta quinta-feira (15) a sua primeira pesquisa no segundo turno das eleições 2026. Os números da Palver mostram os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados dentro da margem de erro do levantamento.
De acordo com a Palver, Flávio Bolsonaro teria 50% dos votos totais, enquanto o presidente Lula aparece com 49% das intenções de voto. Votos brancos e nulos estariam em 1%.
Entre todas as 11 pesquisas divulgadas na véspera da realização do primeiro turno, em 4 de outubro, a Palver foi a pesquisa que mais se aproximou do resultado das urnas em votos válidos. O levantamento do instituto marcou 47% para Flávio Bolsonaro e 43% para Lula (o resultado final foi de 47% a 45% a favor do senador do PL).
A Palver foi o único instituto a prever um percentual de 47% para Flávio Bolsonaro. O segundo instituto que mais acertou no primeiro turno foi o Gerp, que deu 46% para Flávio e 44% para Lula.
A margem de erro da nova pesquisa da Palver é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento entrevistou 5.000 eleitores por questionário online entre os dias 10 e 13 de outubro. O nível de confiança é de 95% e o número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-08028/2026.
- Por Augusto Tenório e Raphael Di Cunto | Folhapress
- 14 Out 2026
- 18:09h
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / PL
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), procurou lideranças de partidos do centrão, seu grupo político, e de esquerda para garantir a permanência no cargo a partir de fevereiro de 2027. Trata-se de uma reação ao PL, que terá a maior bancada de deputados e busca eleger um nome alinhado ao bolsonarismo para comandar a Casa.
- Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno das eleições
O PDT declarou apoio à candidatura nesta quarta-feira (14), após ele encontrar o presidente do partido, Carlos Lupi. "Ele é um presidente que mantém um bom diálogo com os parlamentares, tem respeitabilidade na Câmara dos Deputados e cumpre os compromissos legislativos assumidos. Por isso decidimos apoiar a reeleição do Hugo", disse à Folha o líder da bancada pedetista na Câmara, André Figueiredo (CE).
A declaração de apoio do PDT deve se seguir a adesão de outros partidos de esquerda, enquanto o centrão prepara um relançamento do bloco parlamentar que une Republicanos, União Brasil, PP, PSD, MDB e outras siglas menores nesta quarta (14) para mostrar unidade em torno de Motta. O bloco funciona para atuação no Legislativo desde a eleição dele para comandar a Casa.
Motta aproveitou a retomada dos trabalhos da Câmara nesta semana, com a presença de líderes em Brasília, e intensificou as articulações em busca de apoio. Ele recebeu formalmente a adesão do PSD nesta terça-feira (13). O líder da sigla, Antônio Brito (BA), era visto como possível rival do atual presidente. O gesto deve destravar o apoio das demais siglas do grupo.
O atual presidente convocou lideranças na noite desta terça e recebeu outros representantes de partidos na manhã desta quarta (14). Seis deles relataram à reportagem que conversaram ou conversariam com Motta sobre o futuro da presidência da Câmara. Aliados afirmam que a Residência Oficial do presidente virou uma espécie de QG de campanha antecipada.
Os novos deputados e senadores eleitos tomarão posse somente em fevereiro de 2027, quando elegerão os presidentes do Legislativo. Tanto Motta quanto o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), podem tentar a reeleição. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial ameaça o atual comando de ambas as Casas.
Segundo interlocutores que acompanham as conversas, Motta obteve sinalizações de alas do PP e do União Brasil. Os partidos, que estão federados, são vistos como mais suscetíveis ao assédio do PL. O partido de Flávio obteve 121 das 513 cadeiras da Casa, tem forte resistência ao atual chefe da Câmara e defende uma troca no comando.
Uma ala da federação União Brasil-PP entende que a reeleição de Motta seria importante para contrapor a força de um eventual governo Flávio Bolsonaro. O grupo avalia que, se eleito, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro precisa enfrentar algum tipo de resistência na Câmara, principalmente diante da perspectiva de o PL eleger o presidente do Senado.
Um entrave é o desejo do União Brasil de reeleger Alcolumbre na presidência do Senado. Por isso, o partido tem feito movimentos duplos, sinalizando apoio a Motta, mas também tentando construir com o PL um acordo para manter o atual presidente do Senado –a bancada do PL somará 28 dos 81 senadores na próxima legislatura, dificultando essa negociação.
Parlamentares da federação citam o deputado reeleito Doutor Luizinho (PP-RJ) como cotado, mas apontam que ele não tem se movimentado para angariar apoios contra Motta. A inércia facilitou o contato do atual presidente da Câmara com os parlamentares dos partidos, sob discurso de união do centro. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é um dos padrinhos políticos de Motta.
Após receber o apoio do PSD, Motta afirmou que o centro precisa entender como sobreviver na "selva política" após onda de direita. O crescimento do bolsonarismo na Câmara se deu, majoritariamente, sobre partidos que formam o centrão.
Ainda extraoficialmente, Motta também conta com apoio do MDB, liderado por Isnaldo Bulhões (AL). O atual chefe da Casa tem uma relação próxima com o emedebista, que vai liderar uma bancada de 36 deputados a partir de 2027.
O PT também sinalizou apoio à reeleição do parlamentar. Deputados do partido indicaram adesão em reunião da bancada nesta terça, mas o tema ainda será discutido novamente antes de ser oficializado. O apoio deve ser seguido pelos demais partidos da federação governista, o PCdoB e o PV.
Juntas, as siglas que formam o núcleo duro da base contam com 88 deputados. É de interesse do Planalto, segundo congressistas da base, garantir que o próximo presidente da Câmara não seja eleito na esteira do bolsonarismo, para assegurar resistência a um eventual governo Flávio Bolsonaro ou governabilidade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reeleito.
Interlocutores indicam que Motta conseguiu contornar divergências no próprio Republicanos, que tem uma ala bolsonarista, incomodada com a proximidade do presidente da Câmara com o presidente Lula. O PL chegou a sinalizar apoio ao presidente nacional do partido, o deputado reeleito Marcos Pereira (SP), mas o gesto não foi bem recebido na sigla e acabou gerando unidade em torno do paraibano.
Dessa forma, Motta deve contar com o apoio do Republicanos, MDB, PSD e, possivelmente, da federação União Brasil-PP. Além disso, o presidente da Casa caminha para assegurar o apoio da base do governo, composta pelo PT, PCdoB, PV e PSB. Segundo aliados, ele ainda mantém conversas com o Solidariedade, Podemos e PSDB.
Motta foi eleito com o apoio do PL, mas enfrentou sucessivos desgastes com a sigla. O principal foi não pautar a anistia aos envolvidos com o 8 de Janeiro, o que poderia dar liberdade ao ex-presidente Bolsonaro. Os deputados votaram um projeto paralelo, com redução de penas, suspenso por decisão de Moraes.
Além disso, Motta atendeu ao governo em diversas pautas, como o fim da escala 6x1, aprovada na Câmara em maio. A gota d'água para os bolsonaristas foi a campanha eleitoral. Ele apoiou efusivamente Lula na Paraíba, estado tradicionalmente petista. Até mesmo lideranças de centro viram o uso de um boné com o nome do petista como inadequado, pelo posto de presidente da Câmara.
- Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 14:57h
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, está produzindo um relatório com todas as menções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram encontradas na investigação do caso Master e deve encaminhar a Edson Fachin, presidente da Corte, no mês de novembro.
Após a entrega das informações, o plenário da Corte se manifestará sobre a possível abertura de investigações contra os ministros mencionados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá fornecer um parecer preliminar antes da deliberação pelo plenário.
Essa ação foi motivada por pedidos de membros da Corte ao presidente do STF para que sejam analisadas as referências a todos os ministros presentes nas mensagens.
Fachin e Rodrigues reuniram-se nesta terça-feira (13) para discutir o andamento dos inquéritos relacionados ao Banco Master e ao INSS. O magistrado explicou que a eventual abertura de investigação contra membros do STF depende de autorização direta do Plenário da Corte, observadas as disposições constitucionais, legais e regimentais aplicáveis.
- Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 13:06h
Foto: Reprodução / Eltrece TV
O advogado Mario Baudry, representante de Diego Fernando Maradona, filho mais novo de Diego Armando Maradona, solicitou penas de até 16 anos de prisão para profissionais de saúde acusados de envolvimento na morte do ex-jogador argentino. O pedido foi apresentado na última terça-feira (13), durante as alegações finais do julgamento realizado em San Isidro, na Argentina.
De acordo com informações da agência AFP, o advogado pediu 16 anos de prisão para o neurocirurgião Leopoldo Luque, que acompanhava Maradona, e para Nancy Forlini, coordenadora da assistência médica. Para a psiquiatra Agustina Cosachov, a pena solicitada foi de 14 anos, enquanto o psicólogo Carlos Díaz poderá receber 12 anos, caso o pedido seja acolhido pela Justiça.
As solicitações são superiores às apresentadas anteriormente pelo Ministério Público argentino, que havia pedido 12 anos para Luque, dez para Forlini e oito para Cosachov. Baudry também requereu a prisão imediata dos quatro profissionais em caso de condenação.
Durante sua manifestação, o advogado sustentou que os responsáveis pelo atendimento domiciliar tinham conhecimento dos riscos enfrentados pelo ex-jogador e que a morte poderia ter sido evitada. A acusação foi apresentada sob a classificação de homicídio com dolo eventual, quando há consciência do risco de provocar a morte.
Além dos quatro profissionais, Baudry solicitou quatro anos de prisão para integrantes da equipe de enfermagem. O advogado também pediu a abertura de uma investigação sobre a atuação de Matías Morla, ex-representante de Maradona, e de pessoas ligadas a ele, por suspeita de abandono de pessoa seguido de morte.
Maradona morreu no dia 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória e um edema pulmonar. Na ocasião, o ex-jogador estava em recuperação domiciliar de uma cirurgia realizada no início daquele mês para tratar um hematoma na cabeça.
O julgamento envolve sete profissionais de saúde que participaram do atendimento prestado ao ex-camisa 10 da seleção argentina. Os acusados negam responsabilidade criminal pela morte. O processo segue na fase de alegações finais, antes da decisão judicial.
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- Por Malu Fontes I Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 10:49h
Foto: Reprodução/ Redes sociais
Depois de Lula declarar em sua primeira fala pública após o primeiro turno que estava convencido de que iria vencer as eleições, o que parece é que seu eleitorado e parte dos indecisos ou ausentes, mas nem tão anti assim, compreenderam o contrário, projetado para o futuro: a direita bolsonarista vai vencer se não se fizer alguma coisa. Algo perto dessa percepção explica o que vem acontecendo do final de semana para cá nas ruas de várias metrópoles brasileiras.
As imagens da Avenida Paulista, da Praia de Copacabana, da Barra, de Recife ou da UnB, em Brasília, não são apenas a ilustração de uma campanha do segundo turno bem diferente da primeira, na rua. O telejornalismo, os feeds das redes, a imprensa estrangeira mostram uma reação que estremeceu e trincou o tom de vitória visto nos discursos da campanha de Flávio Bolsonaro. Antes deste final de semana Flávio se comportava como o quase eleito, falando de medidas, mudanças e nomes para seu governo, não como o candidato com votos a serem conquistados.
Como em tempos de redes todo mundo precisa de uma imagem do dia, da semana ou do fenômeno descrito, os movimentos de rua deram à campanha de Lula no domingo uma imagem e tanto para chamar de sua: o homem sem camisa e com uma calça de moletom sobre marquise de metrô na Avenida Paulista. De “muita massa magra” a “gostoso da campanha” e “meu homem, minha vida”, Israel Augusto (segundo informações que circulam nas redes esse é o seu nome) foi chamado de tudo e catapultado para o posto de dono da imagem indiscutível da campanha do segundo turno nas ruas. Além de muso indiscutível dos memes.
Ponte sobre rio Capiberibe, em Recife, tomada por apoiadores de Lula no último domingo (11) | Foto: Paullo Almeida / Folha de Pernambuco
Até ontem nada se sabia, além deste nome, do personagem anônimo mais reproduzido da campanha eleitoral no segundo turno nacional. Mas em seu perfil nas redes, com raras publicações, já estava lá o @ da assessoria. De campanhas de marcas de moletom a sites gays e academias, o que não deve estar faltando são convites de todos os tipos econômicos e morais para o moço. Nem os recém-saídos do BBB durante o Carnaval, disputados por currais vips Brasil afora, jamais foram içados de modo tão rápido à fama nacional.
DE BARRIGA A VERBO
Mas como não só de barriga de tanquinho pode viver a crônica eleitoral, começamos a semana com um verbo disputado a tapa entre esquerda e direita: prosperar. Quando há algum tempo se falava em teologia da prosperidade em algumas denominações evangélicas, esse pacto com a fé que substituía o futuro bem-aventurado no reino dos céus pelo aqui e agora, não imaginaríamos que prosperar e prosperidade fossem alçados ao vocabulário dos palanques como hashtags valiosas.
Após tomar uma surra de votos dos pobres empreendedores que foram ridicularizados com a pecha de “CEO de MEI”, a esquerda fez muito rápido o contorcionismo no vocabulário. Agora, assume o comprometimento com a prosperidade de quem não quer estudar e passar o resto da vida numa sala de telemarketing ou sem chances de sair do emprego no comércio do bairro periférico onde vive.
Do seu até então conforto sobre os milhões de votos de vantagem no primeiro turno, Flávio também tem se contorcido e adotado novos pontos de vista, forçado pelas circunstâncias e pelo crescimento do engajamento de Lula nos últimos dias. Após defender a flexibilidade de as pessoas trabalharem e serem remuneradas por horas trabalhadas, foi atingido pela reação negativa e anunciou que vai votar a favor do fim da escala 6x1. Gente na rua e queda de engajamento produzem efeitos colaterais muito rápido quando se tem pouco mais de uma semana para ganhar ou perder uma eleição.
Seja por conta de um moletom sem camisa numa marquise, seja pela adoção forçada do tema da prosperidade ou da ideia de introduzir a remuneração por horas trabalhadas, o fato é que o embate Lula versus Flávio passou por uma transformação inesperada e desfavorável para a campanha bolsonarista. O engajamento da campanha de Lula quadruplicou em uma semana e o candidato ganhou duas vezes mais seguidores que seu concorrente no mesmo período. Até o dia 25, ninguém vai ter vida fácil. Nem nas ruas nem nas redes.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora do Curso de Jornalismo da UFBA
@maluzes [email protected]
- Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 08:05h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O Senado pode votar nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta terça-feira (13) que o requerimento para acelerar a tramitação já reúne assinaturas suficientes para ser analisado em plenário.
"Vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial. Já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã", disse Alcolumbre.
A medida busca dispensar o intervalo regimental entre as duas votações. Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno. Caso passe sem alterações, seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional. O texto prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
A mudança substituiria o modelo atual, em que o trabalhador cumpre seis dias de atividade para ter um de folga. Pela proposta, 60 dias após a promulgação, as empresas deverão adotar a escala 5x2 e limitar a jornada a 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, o teto cairá para 40 horas semanais.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O texto também prevê regras específicas para determinadas categorias e permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam condições diferenciadas de trabalho.