Lula quer usar aproximação com Motta para impulsionar escala 6x1 como bandeira eleitoral
- Por Augusto Tenório, Caio Spechoto e Mariana Brasil | Folhapress
- 16 Jan 2026
- 14:35h

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo Lula (PT) tenta aproveitar a reaproximação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para convencê-lo a impulsionar projeto de lei que acaba com a escala de trabalho 6x1. O Planalto acredita que a proposta tem forte apelo popular e pode fortalecer a campanha de reeleição do petista em outubro.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, Motta se aproximará cada vez mais de Lula em 2026 para garantir sua sobrevivência na presidência da Câmara e expandir sua influência eleitoral na Paraíba. Nesse sentido, ele retomou o diálogo com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), com quem havia rompido relações no ápice da crise da Casa com o governo, no fim de 2025.
É Lindbergh que tem capitaneado as conversas com Motta sobre o fim da escala 6x1, segundo pessoas a par das movimentações. O líder do PT tem argumentado que a pauta tem apoio popular e que o presidente da Câmara, se pautar e ajudar o governo a aprová-la, sairá como protagonista. Ainda no fim do ano passado, o parlamentar sinalizou disponibilidade para discutir o tema, mas sem garantias.
Integrantes do núcleo do governo não têm certeza se o presidente da Câmara está disposto a enfrentar a pressão que empresários do setor de serviços, principalmente, farão contra a aprovação da proposta.
Também avaliam que mesmo se Motta aderir à pauta não há garantia de que ela será aprovada. O atual presidente da Câmara tem menos controle do plenário da Casa do que seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), por exemplo.
Para setores do governo, pautar a proposta já é uma vitória. Esses grupos consideram que é uma pauta natural para a esquerda, com capacidade de emparedar a direita e o próprio centrão perante a opinião pública. Seria uma chance o PT divulgar nas redes os nomes e fotos dos parlamentares que votaram contra ou não apoiaram a votação do fim desse regime de trabalho.
Para diminuir a resistência de parlamentares e do empresariado à proposta, o governo Lula quer discutir um período de transição até a escala 6x1 ser, de fato, proibida. O Planalto sente um clima favorável perante a opinião pública neste momento e teme perder o timing caso deixe a discussão para 2027, mesmo num cenário de eventual reeleição de Lula.
A discussão sobre a redução da escala de trabalho começou com uma PEC (proposta de emenda à Constituição) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), mas o Planalto decidiu apoiar a proposição que tivesse maior possibilidade de um andamento rápido no Congresso –neste caso, um projeto de lei. PECs precisam de dois terços dos votos na Câmara e no Senado, enquanto projetos de lei só necessitam da maioria dos votantes de cada Casa.
A proposta abraçada pelo governo é capitaneada pelo deputado Léo Prates (PDT-BA), que assumiu a relatoria do projeto. O texto elaborado por Prates determina que a jornada de trabalho semanal seja reduzida de até 44 horas para até 40 horas, com dois dias consecutivos de descanso remunerado.
O projeto veda redução de salários associada à diminuição da jornada. Além disso, estipula uma transição de dois anos para a redução de jornada. Se o texto fosse aprovado hoje, em 2027 seriam 42 horas semanais de trabalho, e 40 horas a partir de 2028.
O projeto do fim da escala 6x1 faz parte do pacote de prioridades do governo Lula no Congresso. Integram essa cesta de propostas a MP (Medida Provisória) do Programa Gás do Povo e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. O Planalto tem até meados de junho para tentar aprovar seus temas de interesse por causa das eleições de outubro.
STF proíbe emendas parlamentares para ONGs com parentes de políticos em decisão contra nepotismo
- Bahia Notícias
- 16 Jan 2026
- 12:34h

Foto: Gustavo Moreno / STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição da destinação de emendas parlamentares a organizações não governamentais e outras entidades do terceiro setor que tenham parentes dos parlamentares indicadores em seus quadros diretivos ou administrativos.
A medida, parte da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, também veda repasses quando houver contratação ou subcontratação de parentes para prestação de serviços ou fornecimento de bens.
A decisão, publicada na quinta-feira (15), abrange cônjuges, companheiros e parentes até o terceiro grau dos parlamentares responsáveis pelas indicações, assim como de assessores a eles vinculados, incluindo contratações indiretas. O ministro fundamentou a ordem na Súmula Vinculante 13, que veda o nepotismo, e em dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992), que caracterizam o favorecimento pessoal como ato de improbidade.
Em seu despacho, o relator citou que reportagens da imprensa “apontam indícios graves de mau uso de verbas públicas na destinação de recursos a entidades dessa natureza, prática que equivale à apropriação privada do Orçamento Público, em desvio dos critérios objetivos e impessoais que devem reger a atuação estatal”. Ele acrescentou que esses fatos se somam a problemas identificados em auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), que constataram incapacidade técnica e operacional de várias ONGs e déficits de transparência.
O ministro afirmou que, apesar de avanços normativos após o julgamento que declarou inconstitucional o chamado “orçamento secreto” em 2023, os episódios recentes mostram a necessidade de aperfeiçoamento.
“Não se revela compatível com o regime republicano que parlamentar possa destinar emendas a entidades vinculadas a familiares, direta ou indiretamente, transformando recursos públicos em moeda de afeto, conveniência ou lealdade pessoal”, enfatizou.
Dino também alertou que tentativas de burlar a proibição por meio de “interpostas pessoas, vínculos indiretos ou estruturas artificiais de autonomia afrontam o núcleo das normas constitucionais e legais que regem a matéria”. E concluiu: “É proibido qualquer mecanismo que permita a submissão do interesse público a interesses privados, mediada por agentes políticos investidos de poder decisório sobre a destinação de recursos”.
Paralelamente, o ministro determinou um prazo de 60 dias para que o Ministério do Desenvolvimento Regional, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e a CGU preparem uma nota técnica conjunta avaliando a execução das emendas parlamentares pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e pela Codevasf.
A exigência foi motivada pelo contexto de “problemas crônicos de gestão, falhas de fiscalização e recorrência de obras de baixa qualidade” ligadas a emendas destinadas a esses órgãos, conforme apontado por operações policiais, auditorias e reportagens.
A decisão ocorre após o STF, em 2023, ter estabelecido parâmetros de transparência para as emendas parlamentares, parte dos quais foi posteriormente incorporada pela Lei Complementar 210/2024.
Resultado do Enem 2025 fica disponível e estudantes podem acessar nota através do Inep
- Bahia Notícias
- 16 Jan 2026
- 10:23h

Foto: Angelo Miguel / MEC
O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já está disponível para consulta na Página do Participante. A informação foi divulgada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, na madrugada desta sexta-feira (16). Para acessar as notas, é preciso usar o login gov.br, com CPF e senha do candidato.
Vale lembrar que os treineiros (alunos que ainda não concluíram o ensino médio e fizeram a prova apenas para testar seus conhecimentos) devem ter suas notas divulgadas em até 60 dias.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. O exame permite aos participantes concorrer a vagas em universidades públicas e privadas, e até a financiamento e bolsas privadas. Além disso, também é aceito em dezenas de instituições internacionais.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas, começa na segunda-feira (19) e vai até a sexta (23).
As provas foram aplicadas em 9 e 16 de novembro na versão regular do exame.
Como acessar o resultado do Enem 2025
Acesse a Página do Participante em enem.inep.gov.br/participante/ e clique em "Página do Participante - entrar com gov.br".
Insira seu CPF, clique em "Continuar", coloque sua senha e selecione "Entrar".
Clique na aba "Resultado" e selecione a opção correspondente a 2025.
Chico Buarque entra na Justiça contra Ratinho e pede indenização de R$ 50 mil por declaração sobre Lei Rouanet
- Bahia Notícias
- 16 Jan 2026
- 08:19h

Foto: YouTube/ SBT
O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, está prestes a enfrentar o cantor Chico Buarque em uma ação judicial. Basta o comunicador, contratado do SBT, ser encontrado no endereço para ser citado no processo movido pelo intérprete de 'Cálice'.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', a 41ª Vara Cível do Rio determinou que o apresentador seja citado na ação movida por Chico para cumprir a decisão de se retratar pelos comentários mencionados na rádio Massa FM.
Na ocasião, Ratinho afirmou, após a participação de Chico no protesto contra a 'PEC da Blindagem', que o cantor estava envolvido na manifestação como uma forma de retribuição por favorecimento com recursos da Lei Rouanet.
A informação foi informação negada por Chico, e o artista pede uma retratação ou uma demonstração em juízo a veracidade de que o artista teria recebido recursos públicos da Lei Rouanet ou das gestões do Partido dos Trabalhadores.
Ratinho não é o único comunicador citado na ação. O jornalista Thiago Asmar e a vereadora de Teresina Samantha Cavalca também foram incluídos como réus.
Segundo a publicação, esta não é a primeira vez que a Justiça tenta citar Ratinho e não obtém sucesso. Na primeira tentativa, o apresentador foi procurado em endereço no Paraná. Desta vez, a busca será feita em São Paulo.
Além da retratação, o cantor também pleiteia o pagamento de indenização por danos morais de cada réu no valor de R$ 50 mil.
Lula pede a ministro da Justiça foco em segurança e condiciona nova pasta a recurso
- Por Catia Seabra e Raquel Lopes | Folhapress
- 15 Jan 2026
- 14:36h

Foto: Ricardo Stuckert/ PR
O presidente Lula (PT) determinou ao novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, dar ênfase na segurança pública. Na conversa que antecedeu o anúncio do advogado para o cargo, Lula também condicionou a criação de um novo ministério dedicado à área à existência de estrutura legal e financeira.
Segundo relatos, o presidente afirmou que o desmembramento do Ministério da Justiça não depende apenas da aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que viabilize a recriação da pasta, mas também de recursos financeiros para seu funcionamento.
Um eventual Ministério da Segurança não poderia ser para inglês ver, afirmou o presidente. A orientação é para que Lima e Silva lance mão de medidas legais à disposição para otimizar recursos, inclusive para a compra de mais equipamentos, destinados ao possível novo órgão.
Uma ideia à mesa seria excluir do teto de gastos parte do orçamento da Segurança, a exemplo do que já aconteceu com a Defesa.
Em novembro, o Congresso aprovou um projeto que autoriza que gastos do governo federal com projetos estratégicos em defesa nacional não sejam contados no teto de gastos e na meta de resultado primário (a diferença entre receitas e despesas, antes do pagamento dos juros da dívida).
O limite desse extrateto é de R$ 5 bilhões. No governo, há quem proponha a mesma negociação para obtenção de recursos para segurança pública.
A posse do novo ministro deve ocorrer até sexta-feira (16). A transição, porém, já está em curso. Segundo integrantes do governo, Lima e Silva tem buscado informações sobre a pasta.
Nesta quarta-feira (14), ele esteve no ministério para dar início ao processo e se reuniu com o secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto.
O novo ministro também se encontrou com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Oliveira.
Pessoas que participaram das reuniões relataram que os encontros tiveram caráter de alinhamento, diante da expectativa de que ambos os diretores permaneçam à frente das corporações.
A programação prevê ainda que, nesta quinta-feira (15), ele se reúna com outros secretários da pasta. Está previsto que o novo ministro receba relatórios detalhados de cada secretaria do Ministério da Justiça.
Pessoas próximas a Lima e Silva disseram que ele recebeu carta-branca do presidente para montar a equipe. Ainda assim, a tendência é a manutenção de parte do quadro atual, com mudanças pontuais em cargos estratégicos, entre eles o de secretário-executivo.
Para o cargo de secretário-executivo, a ideia é buscar um formulador com visibilidade pública.
Enquanto procurador-geral de Justiça da Bahia de 2010 a 2014, Lima e Silva apontou a necessidade de uma atuação articulada e estratégica na segurança pública. Para ele, a coordenação entre os Poderes, com uma governança equilibrada, é a "pedra de toque" na luta contra a criminalidade.
Na época, ele também destacou a necessidade de aparelhar o Estado para enfrentar os crimes cibernéticos, afirmando que o ambiente tecnológico é uma realidade irreversível que exige ferramentas precisas. Sobre os crimes tributários, defendeu o treinamento específico e a união de especialistas para um enfrentamento eficiente.
Lima e Silva também já expressou sua opinião sobre a chamada "polícia judiciária", que abrange a Polícia Federal, em uma entrevista concedida em 2013, ao falar sobre a PEC 37, que iria retirar poderes de investigação do Ministério Público.
Na ocasião, ele afirmou que a polícia deve ter atribuição de investigar, mas que precisa do apoio de outras instituições, como a Promotoria, e que não pode haver uma "plena hegemonia" de uma delas.
O novo ministro enfrentará diversos desafios à frente da pasta, entre eles o avanço da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança e do PL (Projeto de Lei) Antifacção na Câmara dos Deputados. O ministério também deverá permanecer sob forte visibilidade, já que a segurança pública tende a ser um dos principais temas das eleições deste ano.
Lima e Silva chefiava o departamento jurídico da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo próprio presidente.
Lima e Silva teve também uma breve passagem no comando da pasta. Em 2016, em meio ao processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, permaneceu no cargo por apenas 14 dias. A posse acabou anulada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sob o entendimento de que integrantes do Ministério Público não podem exercer funções no Poder Executivo.
BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master
- Por Nathalia Garcia | Folhapress
- 15 Jan 2026
- 12:35h

Foto: Reprodução/ Linkedin
O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação da Reag, instituição investigada por participar de suposta ciranda financeira que inflava artificialmente ativos no caso Master.
A liquidação foi decretada um dia depois de a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que apura a atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Master.
Essa nova etapa da investigação teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a parentes dele e a empresários, incluindo Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag –gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com crime organizado.
O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi preso quando se preparava para deixar o país, de jatinho, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi solto horas depois.
No ato em que determinou a liquidação, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, nomeou como liquidante a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo, tendo como responsável técnico Antonio Pereira de Souza.
A instituição hoje é denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e se enquadrada no segmento S4 (porte inferior a 0,1% do PIB), representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro nacional.
Em nota, o BC disse que a liquidação foi motivada "por graves violações às normas" que regem as atividades das instituições que integram o sistema financeiro.
"O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis", disse.
Michelle Bolsonaro rebate críticas, chama Allan dos Santos de "boneco de ventríloquo" e manda ele "se enxergar"
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 15 Jan 2026
- 10:32h

Foto: Reprodução Redes Sociais
Em uma postagem nas suas redes sociais, nesta quarta-feira (14), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgou uma carta em que rebate críticas feitas a ela pelo influenciador Allan dos Santos, que vive como foragido nos Estados Unidos. Na carta, Michelle chama Allan dos Santos de “Allan do demônios”, de “boneco de ventríloquo”, além de dizer que ele estaria promovendo “ataques injustos” a ela.
Allan criticou um vídeo compartilhado por Michelle em que a esposa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falou sobre a disputa pela Presidência. Cristiane Freitas, primeira-dama de São Paulo, pediu um “novo CEO” para o Brasil, que seria o marido dela, e Michelle curtiu o comentário.
“A mulher de Tarcísio deixou escapar, ´sem querer´, que o plano dela e do marido é a faixa presidencial. Sabe quem curtiu o comentário? A mesma pessoa que publicou o vídeo nos stories do Instagram”, disse o influenciador, em referência a Michelle.
O influenciador Allan dos Santos já vinha fazendo outras críticas a Michelle desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O influenciador fez postagens e falou em programas nas redes sociais sobre uma suposta “alegria” de Michelle Bolsonaro em eventos organizados pelo PL, dando a entender que a ex-primeira dama estaria contente com a prisão do marido.
Em resposta, Michelle afirmou que Allan dos Santos atua em nome de outras pessoas e disse que suas atitudes “se parecem mais com levar Lúcifer do que luz”.
“Esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses”, afirmou.
A ex-primeira-dama também disse que o jornalista é uma “pessoa amarga” e ressaltou que ele não tem conhecimento sobre o que ela conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Nem o meu galego dos olhos azuis tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?! Querendo julgar o que eu devo ou não postar?! Se enxerga!”, disse Michelle.
Leia abaixo a íntegra da carta da ex-primeira dama e atual presidente do PL Mulher:
Minha resposta ao tal Allan dos Santos (ou seria…dos demônios?!)
Esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses umbilicais.
Ele diz que aponta os erros das pessoas e quer ser luz, mas se esquece de que quando ele aponta um dedo contra alguém, existem quatro dedos apontados para ele mesmo. Ele diz querer “levar a luz” para os outros, mas o que ele faz se parece mais com levar Lúcifer do que luz.
Esse tal de Allan não sabe o que eu e o meu marido conversamos, ignora os nossos planos de vida e tampouco me conhece, mas se apressa em me julgar e a outras pessoas como se seus achismos fossem verdade.
Eu estou no PL Mulher e viajo a pedido do meu marido para manter o legado dele vivo por onde passo; para denunciar o que fazem contra ele e para manter o povo com esperança. Tudo à pedido dele!
Mas, pessoas amargas como esse ser, apressam-se em julgar, em apontar (como ele diz) o que ele ACHA que é verdade ou, por conveniência, repete o que lhe mandam repetir: é um boneco de ventríloquo.
Exerço a liberdade que ele diz defender, mas que – na prática – ele só quer que valha pra ele.
Ontem, assim como faço com várias pessoas que postam conteúdos relevantes, repostei um vídeo contendo uma mensagem sobre economia com a qual eu concordo totalmente e que foi publicada pelo governador Tarcísio. O vídeo trata de assunto relevante para o povo e não há como discordar daquilo que é falado.
Nem o meu galego dos olhos azuis tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?! Querendo julgar o que eu devo ou não postar?! Se enxerga!
Novamente: esse tal de Allan não sabe o que eu e meu marido conversamos, não vive a nossa intimidade, não imagina o que estamos passando e, portanto, tudo o que ele fala sobre nós, não passa de bravata, achismos e maledicências (na maioria das vezes, servindo como boneco de ventríloquo de canalhas) e, portanto, não merece a credibilidade das pessoas de direita.
Esse tal de Allan, em sua contumaz maledicência e, novamente, servindo de ventríloquo, buscou logo usar esse fato para tentar “se limpar” dos ataques injustos que fez contra mim. Repito, ataques injustos contra uma esposa que está ao lado de seu marido e, quando precisa (fisicamente) se afastar, o faz porque está atendendo aos pedidos dele!
Por último, esse homem descarrega o seu achismo a respeito de uma curtida que fiz no comentário de minha amiga pessoal, a esposa do governador Tarcísio. Não interpretei o seu comentário como se ela estivesse apontando seu marido como o tal CEO, mas sim como se ela estivesse dizendo ao marido que o Brasil precisa de um novo CEO, de um novo governante… e todos sabemos que precisa mesmo! Preferencialmente, Jair Bolsonaro.
Continuo orando por ele e por sua família, porque a esposa e os filhos dele não merecem o que tiveram que passar devido à perseguição implacável de um sistema injusto. Mas isso não dá o direito a ele de fazer comigo essas injustiças, porque eu também sou uma esposa que ama o marido e, junto com ele estamos enfrentando uma perseguição implacável.
Michelle Bolsonaro
Trump mostra dedo do meio e xinga funcionário de fábrica que o chamou de 'defensor de pedófilo'
- Por Folhapress
- 15 Jan 2026
- 08:26h

Foto: White House
Donald Trump mostrou o dedo do meio e xingou um homem que o teria chamado de "defensor de pedófilo", durante uma visita à fábrica da montadora Ford, em Dearborn, no Michigan, nesta terça-feira (13).
No vídeo, o presidente dos Estados Unidos aparece em uma plataforma elevada e, ao fundo, é possível ouvir um suposto funcionário gritando "protetor de pedófilo". Em seguida, Trump aponta o dedo para alguém e parece dizer "fuck you" (o equivalente a "vá se foder").
"Um lunático estava gritando palavrões descontroladamente em um acesso completo de fúria, e o presidente deu uma resposta apropriada e inequívoca", disse um porta-voz da Casa Branca à agência Reuters.
O presidente executivo da Ford, Bill Ford, falou com a imprensa depois de receber Trump. Ele classificou o incidente de lamentável e disse estar envergonhado com a situação. "Foram seis segundos em uma visita de uma hora. E a visita foi ótima", afirmou. "Acho que ele gostou muito e nós também."
Trump tem enfrentado críticas sobre a maneira com que seu governo lida com o caso de abuso e exploração sexual do financista Jeffrey Epstein, morto em 2019.
O Departamento de Justiça divulgou, em dezembro, uma parte dos arquivos do caso Epstein. Figura da alta sociedade nova-iorquina, o financista é acusado de ter explorado sexualmente mais de mil jovens, incluindo menores de idade.
Após a divulgação, Trump instou departamento a "envergonhar" qualquer democrata que tenha trabalhado com Epstein. As últimas revelações de documentos contêm inúmeras referências a Trump, incluindo documentos que detalham os voos que ele fez no jato particular do financista. O republicano era seu amigo, mas diz ter se distanciado dele quando seus crimes vieram à tona.
Trump também se mostrou relutante em falar sobre o caso, apesar do forte apoio do Partido Republicano a uma maior transparência sobre os parceiros do falecido.
"Agora foram encontradas mais um milhão de páginas sobre Epstein. O Departamento de Justiça é obrigado a dedicar todo o seu tempo a esse embuste inspirado pelos democratas", escreveu Trump em dezembro.
"Foram os democratas que trabalharam com Epstein, não os republicanos. Divulguem todos os seus nomes, envergonhem-nos e voltem a ajudar nosso país!", disse ele. "A esquerda radical não quer que se fale do SUCESSO DE TRUMP E DOS REPUBLICANOS, apenas do falecido Jeffrey Epstein, que morreu há muito tempo. É apenas mais uma caça às bruxas!!!", acrescentou.
Trump não disse quais democratas poderiam aparecer nos arquivos. O Departamento de Justiça não cumpriu o prazo de 19 de dezembro para publicar os arquivos na íntegra, apesar de uma lei que o obrigava a fazê-lo.
O vice-secretário de Justiça, Todd Blanche, atribuiu anteriormente o atraso na publicação à necessidade de ocultar cuidadosamente as identidades das vítimas de Epstein.
No momento da divulgação parcial de arquivos, o departamento ainda defendeu Trump e disse que os arquivos contêm "afirmações falsas e sensacionalistas" contra ele, apresentadas ao FBI antes das eleições de 2020, que o republicano perdeu para o democrata Joe Biden.
O órgão não especificou quais acusações são falsas. "Se tivessem um pingo de credibilidade, sem dúvida já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump", acrescentou.
Defesa de Bolsonaro pede novamente prisão domiciliar a Moraes com base em relatório médico após queda
- Bahia Notícias
- 14 Jan 2026
- 18:25h

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ingressou com novo pedido de prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando motivos de saúde. De acordo com O Globo, os advogados também solicitaram uma "avaliação médica independente" para verificar a compatibilidade do estado clínico do ex-presidente com o regime prisional atual.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, decretada pelo STF, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, por condenação relacionada a tentativa de golpe de Estado. Moraes já havia negado dois pedidos anteriores de conversão para o regime domiciliar.
O novo requerimento fundamenta-se em um episódio ocorrido na semana passada, quando Bolsonaro caiu e bateu a cabeça. Em documento apresentado na terça-feira, a defesa anexou um relatório médico que descreve que o ex-presidente "não consegue se firmar sozinho, encontrando-se em risco elevado de quedas, inclusive durante deslocamentos simples, como no trajeto noturno ao banheiro".
"No caso concreto, a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado", argumentam os advogados.
A petição faz uma analogia com o caso do também ex-presidente Fernando Collor, que no ano passado obteve transferência para o regime domiciliar para cumprir pena de oito anos e dez meses por corrupção. A decisão, naquela ocasião, considerou o estado de saúde de Collor, que tem Parkinson, e citou seu "histórico de quedas recentes".
A defesa de Bolsonaro sustenta que "o que se espera da jurisdição constitucional, sobretudo quando chamada a decidir casos de alta exposição pública, é a reafirmação de que a lei e os precedentes se aplicam com a mesma consistência a todos".
Em sua última decisão sobre o tema, datada de 1º de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido ao destacar que Bolsonaro tem direito a plantão médico 24 horas no local de prisão e que seus médicos particulares possuem autorização para acesso integral às dependências da Superintendência da PF.
Filho de Lula se hospeda em mansão utilizada por sócia do Careca do INSS, diz coluna
- Bahia Notícias
- 14 Jan 2026
- 16:27h

Foto: Reprodução Redes Sociais
O filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teria se hospedado numa mansão no Lago Sul alugada pela lobista Roberta Luchsinger. O endereço é considerado um dos pontos onde Lulinha se encontra todas as vezes que vem ao Brasil. O local é classificado como “QG” dele na capital federal.
Segundo a coluna Andreza Matais, do Metrópoles, o espaço também já foi utilizado pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. Anteriormente, o aluguel do espaço era de R$ 25 mil mensais. De acordo com a coluna, uma pessoa que se apresenta como “secretário” do filho do presidente, continua utilizando a residência durante a morada de Lulinha na Europa.
A responsável pelo aluguel, Luchsinger, teria, segundo a coluna, relação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Em abril do ano passado, foram encontrados uma ordem dela, para que ele jogasse fora aparelhos de celular. “Antônio, some com esses telefones. Joga fora”, diz ela ao Careca em 29 de abril passado.
De acordo com a coluna, em 5 de maio, Luchsinger menciona Lulinha em outra mensagem ao Careca. “Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa, o (sic) maior… igual agora com você”, disse ela.
Luchsinger e Careca estiveram juntos no Ministério da Saúde por diferentes momentos representando uma empresa de serviços de telemedicina, a DuoSystem. Conforme a publicação, a proximidade de Luchsinger com o filho de Lula é publicada pela própria lobista nas redes sociais. Em março de 2024, ela mostrou uma tatuagem de “melhores amigas” com Renata Abreu Moreira, esposa de Lulinha.
“Minha BFF e eu eternizadas na pele e no coração!”, escreveu. Rooberta é considerada pessoa-chave e intermediadora na possível aproximação entre o filho do presidente e o “Careca”.
PF realiza buscas em endereços de Daniel Vorcaro na Bahia e outros quatro estados
- Bahia Notícias
- 14 Jan 2026
- 14:22h

Foto: Divulgação / Banco Master
A Polícia Federal realiza buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no começo da manhã desta quarta-feira (14). A ação ocorre em residências ligadas ao empresário e a seus familiares na Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Segundo a PF, a segunda fase da operação Compliance Zero tem como alvo a investigação de um suposto esquema de fraudes financeiras no banco. Nesta quarta, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
São cumpridos também medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro do ano passado, Na época, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
Lula reage ao Congresso, decide vetar R$ 400 milhões em emendas e remaneja R$ 7 bi do Orçamento
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 14 Jan 2026
- 12:18h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente Lula (PT) decidiu vetar cerca de R$ 400 milhões carimbados pelo Congresso Nacional para inflar emendas no Orçamento de 2026 sem acordo prévio com o governo.
Além disso, pouco mais de R$ 7 bilhões em emendas serão remanejados por meio de atos do Executivo, sem necessidade de aprovação do Legislativo. Outros R$ 3 bilhões, aproximadamente, também ficarão travados à espera do envio de um projeto de lei ao Congresso para recompor as ações desidratadas. Nesse caso, será necessário negociar a mudança com os parlamentares.
O objetivo do governo Lula é repor a verba de políticas sociais que foram alvo de uma tesourada dos parlamentares, que redirecionaram os recursos para ações de seu interesse em ano eleitoral. Ao todo, o valor movimentado pelos congressistas chegou a R$ 11,5 bilhões.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, o corte atingiu benefícios como Pé-de-Meia e Auxílio Gás, entre outras políticas prioritárias para o governo. Na época, a avaliação foi a de que as programações indicadas pelo Executivo foram "depenadas".
O prazo para sanção do Orçamento de 2026 se encerra nesta quarta-feira (14), daí a necessidade de decidir manter ou não os recursos carimbados.
Segundo um integrante da equipe econômica, a estratégia de recomposição dos valores foi traçada de forma a tentar evitar que um veto puro e simples seja futuramente derrubado pelos parlamentares, dificultando ou até inviabilizando a reposição das verbas.
Para colocá-la em prática, o governo vai lançar mão do dispositivo da própria LOA (Lei Orçamentária Anual) que autoriza a anulação de até 30% dos valores de despesas discricionárias para suplementar outras ações.
Durante a tramitação, o relator da proposta, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), chegou a cogitar um percentual menor, de 10%, o que limitaria a ação da equipe econômica. Mas o governo acabou assegurando a aprovação do dispositivo, o que agora lhe dá maior margem de manobra sem necessidade de aval do Legislativo.
O veto de cerca de R$ 400 milhões, por sua vez, terá como fundamento a lei complementar 210, que formalizou o acordo entre governo, Congresso e STF (Supremo Tribunal Federal) em torno da execução de emendas parlamentares, após questionamentos sobre a falta de transparência na aplicação dos recursos.
A norma disciplina um limite máximo de verbas carimbadas para os deputados e senadores. Também proíbe o cancelamento de despesas discricionárias do Executivo -usadas para financiar contratos de custeio e investimentos, chamadas de "RP2" no jargão orçamentário- para redirecionar a verba a outras ações com localização ou destinatário específico.
Pela lei, o limite em 2026 será de R$ 26,6 bilhões para emendas individuais, R$ 15,2 bilhões para as de bancada (dos quais R$ 4 bilhões foram remanejados para o fundo eleitoral) e R$ 12,1 bilhões para as emendas de comissão.
Os R$ 11,5 bilhões foram remanejados para além desses valores. Dentro desse montante, o governo identificou cerca de R$ 400 milhões inseridos com destinatário ou localização específica, infringindo a legislação. Daí a necessidade de veto.
A possibilidade de o governo vetar ou bloquear os recursos carimbados pelos parlamentares já havia sido antecipada pela Folha de S.Paulo em dezembro.
A decisão ocorre após o relator do Orçamento reduzir R$ 436 milhões do programa Pé-de-Meia, que paga bolsas de incentivo à permanência de alunos no ensino médio. A ação já havia perdido outros R$ 105,5 milhões durante a tramitação das contas de 2026 na CMO (Comissão Mista de Orçamento). Assim, os recursos reservados caíram de R$ 12 bilhões para R$ 11,46 bilhões.
Isnaldo tirou outros R$ 300,7 milhões do programa Auxílio Gás dos Brasileiros, que paga a famílias de baixa renda o valor equivalente a um botijão de gás de cozinha de 13 kg.
Essa política também já havia perdido recursos nos relatórios setoriais da CMO. No saldo final, o valor reservado caiu de R$ 5,1 bilhões para R$ 4,73 bilhões.
Também houve cortes de R$ 391,2 milhões no seguro-desemprego, R$ 262 milhões em bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), R$ 207 milhões no abono salarial e R$ 72 milhões em bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Na Previdência, o relator fez um corte de R$ 6,2 bilhões no valor destinado aos benefícios. Com a mudança, os recursos reservados caíram de R$ 1,134 trilhão para R$ 1,128 trilhão.
Segundo técnicos do governo, essa redução se deu porque o governo reviu a projeção do INPC, indicador de inflação que é referência na correção do salário mínimo. O problema é que o Executivo indicou as ações para as quais os recursos deveriam ser remanejados, o que não foi seguido pelos parlamentares.
Empresário baiano, Nelson Tanure também é alvo da PF em operação que mira Banco Master
- Bahia Notícias
- 14 Jan 2026
- 10:15h

Foto: Divulgação / Alerj
Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal (PF) faz buscas em endereços ligados ao empresário baiano Nelson Tanure e a João Carlos Mansur nesta quarta-feira (14). Ambos são alvos da segunda fase da operação Compliance Zero.
Agentes da PF cumprem, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os bens e valores bloqueados superam R$ 5,7 bilhões.
Conhecido por investir e comandar projetos de reestruturação de empresas em crise, Tanure atua em setores diversos da economia. Dentre seus investimentos, estão desde empresas de mídia a área de infraestrutura e até empresas de petróleo.
Já Mansur tem passagens por grandes empresas, como PwC, Monsanto, Trump Realty Brazil e Wtorre, além de ser fundador da Reag Investimentos, criada em 2012.
Canetas emagrecedoras podem atrasar ação de anticoncepcionais e outros remédios
- Por Laiz Menezes | Folhapress
- 14 Jan 2026
- 08:13h

Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
O uso de medicamentos agonistas do GLP-1, como semaglutida (Ozempic, Wegovy), liraglutida (Saxenda) e tirzepatida (Mounjaro), pode interferir na absorção de remédios administrados por via oral, como anticoncepcionais, analgésicos e anticoagulantes. O efeito não está relacionado à perda da eficácia total dessas medicações, mas a um atraso no início da ação, causado pela redução da velocidade de esvaziamento do estômago.
O tema ganhou repercussão nas redes sociais após a ex-BBB Laís Caldas anunciar, em dezembro, que engravidou durante o uso combinado de Mounjaro e anticoncepcional oral. O episódio chamou atenção para um ponto pouco discutido: a possível interação entre as canetas emagrecedoras e diversos medicamentos tomados em comprimidos, não apenas os contraceptivos.
Um dos principais efeitos dos agonistas do GLP-1 é a redução do esvaziamento gástrico. Ao usar liraglutida, semaglutida ou tirzepatida, o organismo reage como se a pessoa tivesse acabado de se alimentar. A sensação de saciedade aumenta, a fome diminui e o estômago passa a esvaziar mais lentamente, mantendo o conteúdo —o que inclui os comprimidos— por mais tempo no trato gastrointestinal.
"Como o esvaziamento gástrico fica mais lento, isso pode interferir na absorção de comprimidos administrados por via oral", explica Eduardo Lima, professor colaborador da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e cardiologista do Hospital Nove de Julho.
Segundo ele, o que muda não é a quantidade total do medicamento absorvida, mas a velocidade com que ele começa a agir.
Para drogas que precisam de efeito rápido, esse atraso pode ser relevante, porque pode criar uma janela em que o paciente fica temporariamente sem a proteção ou o efeito esperado do remédio. Já para medicamentos de uso contínuo, como antidepressivos ou remédios para pressão arterial, o impacto tende a ser menor, já que o paciente ainda está sob o efeito da dose do dia anterior.
Os dados mais consistentes sobre essa interferência vêm de estudos com a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Uma pesquisa publicada na revista Diabetes, Obesity and Metabolism utilizou o paracetamol como medicamento-modelo para avaliar a absorção. Os resultados mostraram que a concentração máxima do analgésico foi reduzida em cerca de 50% e que o início da ação foi retardado em aproximadamente uma hora.
"Isso não significa que o medicamento tenha perdido metade do seu efeito total, mas que o pico de concentração foi mais baixo e ocorreu mais tardiamente", afirma Lima.
De acordo com o cardiologista, ainda não há evidências robustas de que a semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, produza o mesmo efeito de forma clinicamente relevante. Segundo o endocrinologista André Camara de Oliveira, da Sbem-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em São Paulo), apesar de teoricamente possível, estudos clínicos até agora não demonstraram uma relação.
No caso dos anticoncepcionais orais, embora o tempo total de exposição ao hormônio não pareça se alterar de forma significativa, esse intervalo inicial sem ação pode ser suficiente, dependendo do grau de fertilidade da mulher, para reduzir a segurança do método. Esse risco tende a ser maior, segundo Oliveira, nas primeiras semanas de uso da tirzepatida e durante os períodos de ajuste de dose.
A Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) recomenda que mulheres que usam anticoncepcionais orais e fazem uso de tirzepatida optem por outros métodos contraceptivos, como os subcutâneos, transdérmicos, o DIU ou métodos de barreira, como a camisinha.
Já no caso da semaglutida, a orientação é que o anticoncepcional oral possa ser mantido. Ainda assim, a federação faz uma recomendação mais ampla para que, sempre que possível, mulheres em uso de agonistas do GLP-1 optem por métodos que não dependam da absorção intestinal.
Ilza Maria Monteiro, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Febrasgo, afirma que uma revisão com seis estudos envolvendo usuárias de contraceptivos hormonais orais e drogas agonistas do GLP-1 não encontrou interação entre semaglutida ou liraglutida e os contraceptivos. Entre as usuárias de tirzepatida, porém, observou-se uma redução clinicamente relevante nas concentrações dos hormônios contraceptivos.
Outro ponto de atenção é que usuárias de agonistas do GLP-1 podem apresentar efeitos adversos como vômitos e diarreia, especialmente no início do tratamento, o que também pode comprometer a eficácia das pílulas anticoncepcionais e, eventualmente, de outros medicamentos orais.
Além da possível interferência na absorção dos anticoncepcionais, a perda de peso associada ao uso dessas medicações pode melhorar indiretamente a fertilidade, sobretudo em mulheres com obesidade ou síndrome dos ovários policísticos. A redução da resistência à insulina, da inflamação sistêmica e da concentração de testosterona no corpo tende a favorecer ciclos mais regulares e a ovulação, o que pode facilitar uma gestação não planejada.
"A Febrasgo recomenda o uso de métodos altamente efetivos, porque ainda não se conhecem plenamente os efeitos dessas drogas em uma possível gravidez. Por essa razão, recomenda-se a suspensão antes de engravidar", afirma Ilza.
Lima acrescenta que estudos em modelos animais indicam que esses medicamentos podem afetar o crescimento do feto. Por isso, a orientação é suspender o uso imediatamente em caso de gravidez. Para gestações planejadas, a recomendação é interromper o tratamento de um a dois meses antes, sempre com acompanhamento médico.
Anitta vence processo contra farmacêutica que produz vermífugo e proíbe uso do nome em produtos; entenda
- Por Bianca Andrade/Bahia Notícias
- 13 Jan 2026
- 12:42h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Anitta, a partir de agora, só para se referir a funkeira. A cantora venceu uma disputa administrativa contra a empresa Farmoquímica, que produz o vermífugo 'Annita'.
O processo iniciado pela equipe da cantora em 2022, e revelado pela coluna Daniel Nascimento, do jornal O Dia, chegou ao fim após quase 4 anos de imbróglio com vitória da Poderosa, que conseguiu impedir o uso da marca "Anitta", com a exata grafia da funkeira, pela farmacêutica.
O Bahia Notícias chegou a fazer uma pesquisa no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e em 2023, a RODAMOINHO PRODUTORA DE EVENTOS LTDA, empresa da cantora, apresentou uma oposição ao pedido feito pela FARMOQUÍMICA, que tentava utilizar a marca para ampliar os negócios para a área de cosméticos.
Na época, a empresa que representa Anitta alegou que o uso da marca com o nome dela poderia gerar confusão entre os consumidores e prejudicar ambas as "empresas".
Desde o início da carreira de Anitta, a Rodamoinho deu entrada em 110 pedidos de registro de marca. Entre as marcas registradas pela funkeira estão o próprio nome, Anitta, Anitta Made in Honório, Bloco da Anittinha, Ensaios da Anitta, Bloco da Anitta, Carnaval da Anitta, Anittinha, Clube da Anittinha, Bloco das Poderosas, Checkmate, Anira, Show das Poderosas, Boompop, e MC Anitta.








