WhatsApp Web terá ligações de video e compartilhamento de tela a partir desta terça

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 28 Jul 2026
  • 16:13h

Foto: Reprodução / Freepik

O WhatsApp anunciou nesta terça-feira (28) a habilitação de chamadas de vídeo pelo WhatsApp Web --modalidade do aplicativo de mensagem usada em computadores e navegadores. Segundo a empresa, a nova funcionalidade inclui compartilhamento de tela, reações e histórico de chamadas.

 

Assim como na versão para celular, as ligações pelo navegador são criptografadas de ponta a ponta, sem limite de tempo e não geram custo aos usuários. Recursos técnicos, como a disponibilidade de alta definição para video e supressão de ruído para áudio fazem parte da atualização. As novas ferramentas serão disponibilizadas de forma gradual.
 

Conforme a publicação no site do WhatsApp, é possível começar uma chamada em um dispositivo móvel e transferi-la para o computador sem que haja desconexão. Iniciar a chamada no computador e transferir para o celular ou tablet também é uma opção.
 

Também está entre as novidades a possibilidade de restringir a entrada de pessoas em uma chamada, ou condicioná-la à aprovação do administrador da ligação, presente em plataformas como Zoom, Google Meet e Microsoft Teams.
 

Em 22 de julho, o aplicativo anunciou o fim da exigência de conexão com o celular para uso do WhatsApp via iPad. Agora, os usuários podem criar contas diretamente no tablet da Apple.
 

As versões do app usadas em sistemas automotivos, como Android Auto e CarPlay (compatível com iPhone), também foram atualizadas. Motoristas podem ver e responder mensagens; acessar contatos e gerir ligações por comandos de voz.

Governo Lula vai à OMC contra tarifaço imposto pelos EUA

  • Por Isadora Albernaz | Folhapress via Bahia Notícias
  • 28 Jul 2026
  • 14:41h

Tomaz Silva / Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a acionar nesta segunda-feira (27) a OMC (Organização Mundial do Comércio) após a administração Donald Trump confirmar um tarifaço que pode chegar a até 37,5% sobre alguns produtos brasileiros.

 

A decisão de apresentar um pedido de consulta aos Estados Unidos foi comunicada em nota pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro. Trata-se da primeira etapa do processo na organização.
 

A gestão petista contesta tanto a taxa de 25%, aplicada com base em uma investigação por práticas do Brasil consideradas desleais no comércio com os Estados Unidos, anunciada em 15 de julho, como também à tarifa de 12,5%, com base em apuração sobre falhas no combate à importação de produtos feitos com o uso de trabalho forçado. Essa última foi anunciada na quinta (23).
 

A disputa na OMC, porém, não deve ter efeitos práticos. Desde 2019, a implementação de decisões não é obrigatória pelos países-membros.
 

"O Brasil considera que as medidas norte-americanas são injustificadas e incompatíveis com obrigações dos EUA no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e do Entendimento Relativo às Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias da OMC", diz a nota do Itamaraty.
 

As duas taxas entraram em vigor neste mês. O governo brasileiro estima que 16,5% das exportações brasileiras aos EUA são alcançadas simultaneamente por elas. É o caso de produtos como máquinas e equipamentos, madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.
 

Como mostrou a Folha, já era esperada a abertura de uma nova disputa com os EUA na OMC por parte do governo Lula.
 

Segundo apurou a reportagem, membros da gestão petista avaliam que o procedimento aberto em agosto do ano passado, quando o Brasil foi atingido por uma sobretaxa de 50%, não poderia ser reaproveitado porque os objetos das consultas são diferentes.
 

Na época, os americanos chegaram a aceitar o pedido de consultas feito pelo Brasil, mas afirmaram que as queixas eram temas de segurança nacional e, portanto, não estavam sujeitas à revisão da entidade.
 

Agora, com a nova medida, as autoridades brasileiras buscam evitar qualquer questionamento jurídico que invalide a ação.
 

Na última semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o governo Lula não pretende retaliar os Estados Unidos pelo tarifaço, apesar das críticas à decisão.
 

"A ideia não é retaliação. Não é. Dizem que [no] olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos. A reciprocidade é [dizer] ‘estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso’. Temos instrumentos para fazê-los, no momento oportuno, da forma adequada", disse.
 

Em comunicados oficiais, a gestão petista disse que iria "imediatamente" iniciar os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade contra os EUA
 

Apesar disso, a equipe econômica de Lula adotou um tom diferente em relação à possibilidade de acionar os mecanismos da lei aprovada pelo Congresso Nacional, após setores da economia afetados pedirem ao governo negociações que tentassem reverter as taxas sem recorrer a medidas de reciprocidade.
 

Caso fosse acionada a lei, que permite que um país adote medidas recíprocas (sejam elas econômicas, diplomáticas e outras), alguns produtos e setores importantes para o comércio brasileiro poderiam acabar prejudicados.
 

ENTENDA O PASSO A PASSO NA OMC
 

Se as consultas não resolverem a disputa, o demandante –no caso o Brasil– pode pedir a instauração de uma segunda etapa: um painel.
 

As partes formam os painéis com três membros, escolhidos em comum acordo. Os dois países apresentam petições escritas e participam de audiências. O painel emite um relatório sobre as medidas em contestação e sua compatibilidade com acordos da OMC.
 

O prazo teórico para a apresentação desse relatório é de até seis meses, prorrogáveis por mais três. Na prática, a fase de painel tem durado cerca de 12 meses —a não ser em casos de maior complexidade, que podem se arrastar por até cinco anos.
 

O país derrotado pode entrar com recurso, dando início a uma terceira e última etapa: uma contestação no Órgão de Apelação. O colegiado pode manter, modificar ou reverter as conclusões de um painel, e a decisão é de implementação obrigatória pelos países-membros. O problema é que essa última instância está paralisada desde 2019.

Família de advogada morta na Bahia foi vítima de extorsão antes do homicídio em Itororó

  • Bahia Notícias
  • 28 Jul 2026
  • 12:12h

Foto: Reprodução / Arquivo

A família da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, foi alvo de extorsão antes de ela ser assassinada a tiros dentro de sua casa em Itororó, no Médio Sudoeste da Bahia. O crime ocorreu na madrugada deste domingo (25). Os suspeitos chegaram a obrigar a família a transferir dois veículos como forma de pagamento.

 

De acordo com a apuração da TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia, as investigações indicaram que um grupo de pessoas ameaçava os familiares da vítima para cobrar uma dívida atribuída a um parente dela. Antes do assassinato, os familiares registraram boletim de ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial (DT) de Itabuna.

 

A dimensão do monitoramento prévio ao crime também foi revelada pelas investigações. Imagens de câmeras de segurança comprovaram que os criminosos vigiaram a residência da advogada nos dias anteriores ao assassinato, segundo informações repassadas pela delegacia local.

 

RELEMBRE O CASO
Ainda durante a madrugada deste domingo (25), pouco antes de os suspeitos invadirem o imóvel, Cláudia ligou para a Polícia Militar. Homens armados entraram na casa e efetuaram diversos disparos contra ela. A advogada morreu no local. Após o ataque, os suspeitos fugiram. Equipes das polícias Militar e Civil estiveram na residência.

 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito. O corpo foi sepultado na manhã de segunda-feira (26) no Cemitério Municipal Recanto da Saudade, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga.

 

A Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Itapetinga classificaram o caso como um "bárbaro homicídio" e informaram que acompanhariam as investigações. A entidade solicitou ainda celeridade na apuração junto à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Governo Lula teme interferência externa nas redes após ofensiva de Trump e Milei a favor de Flávio

  • Por Caio Spechoto, Catia Seabra e Mariana Brasil | Folhapress
  • 28 Jul 2026
  • 10:06h

Foto: Agência Brasil / The White House

Integrantes do governo e da coordenação da pré-campanha do presidente Lula (PT) interpretaram a recente ofensiva dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) como tentativas de interferência estrangeira na eleição brasileira e temem que as investidas se tornem mais intensas às vésperas da votação.

 

A preocupação é principalmente com os três ou quatro dias anteriores à eleição, marcada para 4 de outubro, e com as redes sociais, devido à pressão de Trump sobre grandes empresas de tecnologia —o X (ex-Twitter) de Elon Musk e a plataforma Rumble já tiveram atuação questionada nos últimos anos.
 

Aliados de Lula dizem apostar em uma iniciativa preventiva do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para coibir ferramentas de inteligência artificial na campanha, mas a avaliação desse grupo político é de que não haveria como evitar uma ação articulada.
 

Em conversas reservadas com aliados nas últimas semanas, Lula relatou avaliar o atual contexto eleitoral como diferente de outros que já enfrentou por causa das possibilidades de intervenção estrangeira.
 

Os embates foram acirrados desde a atuação do argentino na convenção do PL no último sábado (25) que escolheu Flávio como candidato à Presidência.
 

Nesta segunda (27), questionado por jornalistas, Lula evitou embate direto, mas ironizou Milei. "Quem é esse cara?", respondeu. O presidente da Argentina, por sua vez, compartilhou uma série de posts nas redes sociais com críticas ao petista.
 

Ainda nesta segunda, o governo chinês afirmou que apoia os esforços do Brasil para preservar soberania e independência e se opor a "interferência externa". A manifestação veio depois de um telefonema entre Lula e o presidente chinês, Xi Jinping.
 

No sábado, Milei manifestou apoio a Flávio, que, segundo ele, pode "parar Lula". Em seu discurso, também chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de "lixo careca". O magistrado não permitiu que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar cumprindo pena por tentativa de golpe.
 

As falas de Milei geraram uma crise entre os países. Em uma frente, Lula chamou de volta o embaixador brasileiro na Argentina, uma atitude considerada radical na diplomacia. Em outra, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) reuniu-se com o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, e expressou "repulsa" ao que classificou de "impropérios" de Milei.
 

Também na convenção, o PL exibiu um vídeo feito por ferramentas de inteligência artificial de Jair Bolsonaro. Na peça, o ex-presidente em formato de IA disse que Flávio é seu sucessor.
 

A exibição do material foi vista por aliados de Lula como um sinal de que a campanha bolsonarista testa os limites das regras eleitorais, uma vez que Jair Bolsonaro não pode aparecer em redes sociais por decisão judicial.
 

No dia anterior, sexta-feira (24), o jornal americano The Washington Post revelou que Donald Trump planejava enviar auxiliares ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral do país. O Itamaraty negou vistos aos dois funcionários do governo Trump.
 

O governo petista monitora a proximidade de integrantes da família Bolsonaro com o governo Trump. O presidente dos Estados Unidos recebeu Flávio Bolsonaro para uma reunião na Casa Branca. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende os interesses de seu grupo político principalmente junto ao Departamento de Estado americano.
 

No início de junho, o governo Trump classificou as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas, em uma ideia que mobiliza a base política bolsonarista.
 

Na época, o Planalto ainda minimizava possibilidades de intervenção de Donald Trump nas eleições brasileiras. Apesar disso, as autoridades não descartavam a chance de que isso ocorresse devido à imprevisibilidade do governo americano e à sequência de ataques num período de um ano.
 

Além disso, no ano passado, o governo americano citou o julgamento que condenaria Jair Bolsonaro por tentativa de golpe como um dos motivos para a aplicação de sanções econômicas ao Brasil, o primeiro tarifaço. A medida animou forças políticas de direita na época, mas depois passou a causar desgaste ao grupo político de Bolsonaro.

Brasileiros com mais de 60 anos são os mais engajados nas eleições, aponta pesquisa

  • Bahia Notícias
  • 28 Jul 2026
  • 08:11h

Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

A maior taxa de engajamento nas eleições é registrada entre os brasileiros com mais de 60 anos, faixa em que 60% afirmam ter muito interesse na eleição presidencial de outubro. O percentual está nove pontos acima da média nacional, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27). No conjunto do eleitorado, 51% dizem ter muito interesse no pleito, enquanto 25% declaram ter um interesse razoável. Os 24% restantes somam os que declaram ter pouco ou nenhum interesse, ou não souberam responder.

 

O menor índice de engajamento intenso foi registrado entre os eleitores de 25 a 40 anos, faixa em que 43% afirmam ter muito interesse nas eleições. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, o percentual é ligeiramente maior, de 45%. Embora o interesse máximo seja inferior ao observado entre os eleitores mais velhos, os jovens apresentaram o menor índice de desinteresse, apenas 7% afirmam não ter nenhum interesse nas eleições para presidente.

 

"Os dados indicam que o engajamento político consolidado cresce com a maturidade do eleitor, atingindo seu ápice entre a população idosa. Por outro lado, o eleitorado jovem não se mostra indiferente às eleições, mas sim cauteloso. Embora registre um interesse mais moderado neste momento, com 35% classificando seu interesse como razoável, é a faixa etária que apresenta a menor taxa de desinteresse absoluto, o que aponta para uma margem expressiva de mobilização ao longo da campanha eleitoral", analisou o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

 

A pesquisa, realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, entrevistou por telefone 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Lula e Xi Jinping discutem zona de livre comércio e buscam acelerar acordo Mercosul-China

  • Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 18:19h

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, discutiram a criação de uma zona livre de comércio entre os dois países em ligação telefônica realizada neste domingo (26). A conversa durou mais de uma hora. Entre os temas centrais, os líderes trataram da possibilidade de formalizar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China.

 

Segundo informações da Agência Brasil, a conversa foi confirmada por nota da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Os presidentes "coincidiram a respeito da importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades", conforme o comunicado oficial.

 

A pauta bilateral abrangeu ainda a cooperação em setores estratégicos e de alta tecnologia. Inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes foram áreas destacadas como prioritárias pelos dois líderes.

 

Lula e Xi Jinping também avaliaram positivamente iniciativas já em vigor entre os dois países. A isenção de vistos para visitas de curta duração, vigente nos dois países desde maio de 2026, foi citada como exemplo de ação concreta. As atividades promovidas pelas celebrações do Ano Cultural Brasil-China 2026, voltadas à ampliação do conhecimento mútuo entre os dois povos, receberam avaliação favorável dos presidentes.

 

O balanço do comércio bilateral também foi considerado positivo na conversa entre os dois chefes de Estado.

 

Na agenda internacional, os presidentes abordaram os impactos dos conflitos globais sobre a segurança alimentar e energética. Lula e Xi Jinping manifestaram preocupação com as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, apontando que essas limitações produzem efeitos negativos sobre a economia mundial.

 

A situação em Gaza também foi tema do diálogo. "Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza", informa o comunicado da Secom.

 

Os dois líderes destacaram o Grupo de Amigos da Paz, iniciativa diplomática conduzida por Brasil e China na Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de buscar solução pacífica para os conflitos por meio do diálogo entre países do Sul Global, como instrumento relevante para o encerramento da Guerra na Ucrânia.

 

Apesar de reconhecerem a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU de responder de forma adequada às crises em curso, Lula e Xi Jinping reiteraram o compromisso com o multilateralismo e a disposição de atuar de maneira coordenada nos fóruns internacionais.

Partido Novo oficializa candidatura presidencial de Romeu Zema e tenta acordo com Joaquim Barbosa para vice

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 16:16h

Foto: Reprodução CNN

Em convenção nacional realizada em Brasília nesta segunda-feira (27), o partido Novo oficializou a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à presidência da República. Zema, com 61 anos, será candidato a presidente pela primeira vez em sua carreira política. 

 

A convenção contou com a participação de algumas das principais lideranças nacionais do partido, como o senador Eduardo Girão, candidato ao governo do Ceará, e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, que concorrerá ao Senado pelo Paraná. Com a definição do Novo, já são quatro os candidatos a presidente oficializados em convenção: Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). 

 

“O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula. Se tem alguém que sabe como derrotar o PT, sou eu. Sou o mais qualificado para fazer o Brasil prosperar novamente, assim como fiz em Minas”, afirmou Zema no evento.

 

Zema destacou sua trajetória no setor privado como empresário e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o "Brasil real".

 

"No Brasil o setor público de carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que tem acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT", prosseguiu Zema.

 

O partido Novo ainda não definiu quem será o candidato a vice-presidente. No último sábado (25), Romeu Zema afirmou que gostaria de contar com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, em sua chapa, mas a definição depende de novas conversas. Barbosa era pré-candidato a presidente pelo DC, mas desistiu da postulação. 

 

Empresário e administrador de empresas, Romeu Zema iniciou sua carreira política em 2018, quando foi eleito governador de Minas Gerais. Em 2022 o então governador ganhou a disputa para um segundo mandato pelo estado. 

 

Na campanha deste ano, Zema busca se apresentar como uma alternativa dentro do campo da direita em meio à polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda (27), o candidato do Novo aparece com 3% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula (40%), Flávio (32%), Ronaldo Caiado (6%) e Renan Santos (5%). 

Cortes no orçamento do BC ameaçam segurança e inovação do Pix

  • Por Adriana Fernandes | Folhapress
  • 27 Jul 2026
  • 14:15h

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A redução das verbas para investimento e os constantes cortes do Orçamento do governo federal para o BC (Banco Central) têm adiado projetos de atualização tecnológica e inovações do Pix, sistema de pagamentos instantâneos por onde passam cerca de R$ 3 trilhões em transações por mês.

 

Servidores e especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a limitação de recursos dificulta o fortalecimento da complexa infraestrutura do Pix e traz alto risco operacional, além de representar uma ameaça para a segurança contra ataques de hackers.
 

Procurado desde a sexta-feira (24), o ministério do Planejamento não respondeu ao pedido de informações da reportagem. Já o BC afirmou que seus sistemas são projetados com altos padrões de segurança e solidez. "O aprimoramento dos mecanismos de segurança do Pix é uma das ações permanentes da agenda do BC", disse a autoridade.
 

Um episódio recente ilustra a instabilidade orçamentária do Pix. Em junho, após o corte de R$ 92 milhões no orçamento do BC feito pelo governo Lula, a renovação de um conjunto de contratos de serviços de tecnologia que sustentam o funcionamento do sistema de pagamentos, usado por 80% da população, ficou em risco.
 

O congelamento ocorreu mesmo depois de a autarquia ter feito um alerta de que precisaria de mais R$ 30 milhões em relação à dotação aprovada pelo Congresso. Diante do risco do cancelamento de contratos, o governo federal fez, sem alarde, uma operação de emergência e liberou R$ 45 milhões por meio de crédito suplementar orçamentário.

Até o momento, porém, não houve a liberação do bloqueio de recursos feito em maio, e a necessidade é hoje de R$ 75 milhões para evitar corte de investimentos.
 

O orçamento geral do BC para despesas discricionárias neste ano, que inclui a verba para o Pix, está em R$ 444 milhões, segundo a posição de julho. Técnicos ouvidos pela Folha alertam que valores inferiores a R$ 500 milhões elevam significativamente o risco de falhas do sistema.
 

A expectativa é que, com o desbloqueio geral de R$ 5,7 bilhões nas despesas do Orçamento deste ano, anunciado na sexta (24), o BC receba um alívio financeiro.
 

Um integrante da equipe econômica do governo disse à reportagem que o BC será beneficiado pela liberação dos recursos e que o problema orçamentário da autarquia para o Pix será resolvido no PLOA (Projeto de Lei Orçamentário) de 2027, a ser enviado no final de agosto ao Congresso.
 

A ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, em entrevista recente à Folha disse que não faltarão recursos para o Pix.
 

Galípolo já falou publicamente sobre a falta de recursos e de pessoal e sobre os riscos para a fiscalização do BC, ao defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira. Em carta, servidores do BC disseram em junho que a PEC é necessária para preservar e fortalecer o Pix.
 

O governo Lula é contra a PEC, que aguarda para ser votada em agosto pelo Senado.
 

O ano de 2024, quando o BC teve de adiar muitos investimentos previstos para o Pix, foi especialmente complicado, segundo relatos feitos à Folha. Para 2026, está prevista uma ampliação do data center e a compra de máquinas de armazenamento de dados, que, na configuração atual, estão chegando no limite da capacidade, trazendo riscos para a recuperação dos dados em caso de parada do sistema.
 

RISCO DE ATAQUES HACKERS
 

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos recebeu atenção do FMI (Fundo Monetário Internacional), que defende a autonomia financeira do BC.
 

Em relatório publicado na quinta-feira (23), o fundo elogiou o Pix por acelerar a inclusão financeira, mas recomendou que a supervisão do sistema seja fortalecida para evitar ataques cibernéticos e fraudes. O fundo também sugere que o gerenciamento de risco do Pix e a supervisão englobem as maiores instituições financeiras e os provedores de serviços.
 

A segurança cibernética virou prioridade após o ataque registrado em junho de 2025 contra a C&M Software, conectada ao Sistema de Pagamentos Instantâneos do BC,, a base tecnológica e a infraestrutura que processa o Pix. Os hackers desviaram cerca de R$ 1 bilhão.
 

Embora o sistema do BC que roda o Pix nunca tenha sido invadido pelos hackers, o episódio do ano passado marcou o orgão regulador e todo o setor bancário brasileiro.
 

Segundo pessoas que acompanham o assunto, o abalo com a invasão foi tão forte dentro do BC que recentemente, quando cinco novos servidores aprovados em concurso chegaram para integrar a equipe do Pix, representantes do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), responsável pelo SPI, trataram de contar no primeiro dia de trabalho os dois marcos fundamentais para o sistema.
 

O primeiro é a criação do Sistema de Pagamentos Brasileiro em 2001, e o segundo, o ataque hacker do ano passado.
 

Pela importância do Pix nos pagamentos, poucos no BC e no sistema financeiro falam publicamente sobre os riscos de falhas paralisarem o sistema ou da possibilidade de novas invasões.
 

Nos bastidores, porém, vários representantes do setor bancário e especialistas relembram o apagão de energia que ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que levou ao racionamento de energia, de junho de 2001 a março de 2002. A falta de investimentos no sistema elétrico colaborou para o apagão.
 

O vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores do BC, Guilherme Solino, diz que o sistema central do Pix não está livre de uma invasão por hackers com a precarização da infraestrutura.
 

"Não precisa acontecer um ataque no sistema para virar um problema. Hoje, a gente já está em estado de alerta e estamos trabalhando com os recursos disponíveis cada vez mais escassos e falta de servidores", diz Solino, que trabalha no departamento de sistema de pagamentos.
 

Após os ataques hackers, as instituições financeiras também estão reforçando os sistemas de proteção e apoiado o BC para que o orçamento da autarquia reforçado. De acordo com um executivo de um grande banco brasileiro, a prioridade neste momento é a segurança cibernética e fiscalização para evitar invasão de hackers e fraudes.
 

Para Ivo Mósca, diretor de produtos, serviços e segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a restrição orçamentária e a redução da capacidade de servidores têm prejudicado a evolução do Pix. "Dá para a gente lembrar que o BC já teve ambições em termos de agenda e evolução do Pix com uma velocidade muito maior do que ela vem acontecendo."

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Toy Story 5" ultrapassa US$ 1 bilhão e é o maior sucesso de bilheteria de 2026

  • Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 12:12h

Foto: Reprodução

 

"Toy Story 5" ultrapassou a marca de US$ 1,02 bilhão em bilheteria mundial e se tornou o filme de maior arrecadação de 2026. O novo capítulo da franquia da Pixar alcançou o resultado poucas semanas após a estreia, superando "Michael" e "Super Mario Galaxy: O Filme" no ranking anual, e passou a integrar o seleto grupo de produções que ultrapassaram a marca do bilhão de dólares nos cinemas ao redor do mundo.

 

A animação chegou a esse patamar após seis fins de semana em cartaz, somando cerca de US$ 448,5 milhões em bilheteria nos Estados Unidos e Canadá e US$ 573,5 milhões nos mercados internacionais. O resultado consolida mais um sucesso para a Disney, que tem no filme um dos principais responsáveis por sua arrecadação global em 2026.

 

O desempenho reforça a força comercial da franquia iniciada em 1995. Desde o lançamento do primeiro filme, "Toy Story" se tornou uma das marcas mais importantes da Pixar, acumulando bilhões de dólares em bilheteria ao longo de suas cinco produções, além de sucesso em produtos licenciados e parques temáticos. Com esse resultado, a franquia passa a ter três filmes que superaram a casa do bilhão de dólares, "Toy Story 3", "Toy Story 4" e agora "Toy Story 5".

 

O quinto filme reúne novamente personagens como Woody, Buzz Lightyear, Jessie e os demais brinquedos, apresentando uma nova aventura para o grupo. A produção chegou aos cinemas cercada de expectativa e teve forte desempenho desde o fim de semana de estreia, mantendo a liderança das bilheterias em diversos mercados internacionais. Segundo analistas do setor, o longa deve encerrar sua trajetória nos cinemas entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,2 bilhão em arrecadação mundial.

 

Petróleo cai após EUA suspenderem ataques contra o Irã e reduzir riscos de oferta global

  • Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 10:12h

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O petróleo iniciou a semana em forte queda depois que os Estados Unidos suspenderam os ataques contra o Irã, reduzindo os riscos de interrupção da oferta global, mesmo após os houthis afirmarem ter atacado alvos na Arábia Saudita.

 

O Brent, referência global para os preços do petróleo, caiu mais de 7% nos primeiros minutos de negociação, chegando a ser cotado abaixo de US$ 90 por barril, antes de se estabilizar próximo de US$ 92. O preço do gás natural na Europa também recuou.

 

Após cerca de duas semanas de ataques contra a República Islâmica, os Estados Unidos suspenderam as ofensivas desde o fim da sexta-feira, levantando dúvidas sobre qual será o próximo passo do presidente Donald Trump. O Exército iraniano afirmou que Teerã também interrompeu suas ações.

 

Ainda assim, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, disseram ter atacado, no sábado, instalações ligadas à Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, às margens do Mar Vermelho. Nem o governo saudita nem a Aramco confirmaram a informação de imediato.

Homem é preso por violência doméstica após agredir a mãe e brigar com irmão em Guanambi

  • Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 08:08h

Foto: Reprodução I Bahia Notícias

Uma discussão familiar por pouco não terminou em tragédia no início da noite deste sábado (25), no bairro Alto Caiçara, em Guanambi. Um homem de 44 anos foi preso em flagrante por violência doméstica após agredir a própria mãe, uma idosa de 67 anos, com ofensas, e entrar em uma briga física generalizada com o irmão dentro de casa.

 

A Polícia Militar foi acionada por meio do Centro Integrado de Comunicações para conter a confusão na Rua 01. Ao chegar ao endereço, a guarnição do 17º Batalhão encontrou o irmão do suspeito, de 34 anos, que relatou que a briga começou quando o homem passou a atacar a idosa com xingamentos e palavras de baixo calão. Para defender a mãe, o irmão interveio, dando início a uma luta corporal entre os dois.

 

O confronto deixou um rastro de destruição no imóvel, com diversos móveis e objetos quebrados. O agressor sofreu escoriações na região da cabeça, provocadas pelos socos trocados com o irmão. Todos os envolvidos no tumulto foram encaminhados à Delegacia Territorial de Guanambi para o registro da ocorrência e adoção das medidas cabíveis.

TSE diz que foi procurado por governo Trump, mas que tema da agenda não foi informado

  • Por José Marques | Folhapress via Bahia Notícias
  • 26 Jul 2026
  • 18:21h

Foto: Reprodução

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou em nota neste sábado (25) que foi procurado pela embaixada dos Estados Unidos para tratar da visita dos funcionários do Departamento de Estado que viajariam ao Brasil nos próximos dias e tiveram o visto negado pelo Itamaraty.
 

Segundo o TSE, embaixada fez a consulta à área internacional do tribunal e não informou da temática da agenda. Nenhuma reunião foi marcada devido ao recesso de julho do Judiciário.
 

Em junho, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, se reuniu com 25 embaixadores para explicar como funciona o sistema eletrônico de votação do Brasil. O órgão afirma que ele defendeu as urnas eletrônicas aos representantes estrangeiros.
 

"No próximo dia 17 agosto, um novo encontro com embaixadores será promovido dentro do próprio TSE, e a diplomacia dos EUA será convidada, além de todos os países com representação no Brasil. Na ocasião, novamente o presidente falará sobre o funcionamento da urna eletrônica, patrimônio do povo brasileiro", diz a nota do TSE.
 

O tribunal lista que já aceitaram compor a missão de observadores eleitorais nas eleições de outubro a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center, o Uniore e a Rojae-CPLP. "A União Africana e a Liga Árabe também receberam convites", diz.
 

Segundo revelou o The Washington Post nesta sexta-feira (24), o presidente americano, Donald Trump, planejava mandar os auxiliares para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro, segundo quatro funcionários americanos e brasileiros ouvidos pelo jornal.
 

Integrantes do corpo diplomático brasileiro afirmaram que a decisão de negar o visto foi tomada após detectarem uma possível ligação entre o ataque às urnas promovido pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o governo Donald Trump.
 

Os vistos foram solicitados no dia 20 de julho pelo secretário-assistente Riley M. Barnes e pelo subsecretário-assistente Samuel Samson. A divulgação de informação falsa sobre as urnas por Flávio ocorreu no dia 21, e a negativa do Itamaraty foi na sexta-feira (24).
 

A intenção dos funcionários do governo americano era chegar ao Brasil semanas antes do primeiro turno, que acontecerá no dia 4 de outubro. O governo Lula e o Itamaraty ligaram o alerta temendo a instrumentalização da viagem.

Condenada pelo STF, Carla Zambelli reaparece nas redes sociais para prestar apoio à mãe em disputa por vaga na Câmara

  • Bahia Notícias
  • 26 Jul 2026
  • 16:19h

Foto: Mário Agra / Câmara dos Deputados

A ex-deputada federal, Carla Zambelli (PL), voltou a se manifestar nas redes sociais neste sábado (25), anunciando a pré-candidatura de sua mãe, Rita Zambelli (PL), na disputa pela vaga de deputada federal pelo partido em São Paulo. Foragida da Justiça no Brasil, Carla também afirmou que permanecerá na Itália, onde se encontra desde junho de 2025.

 

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zambelli agradeceu o apoio recebido desde que deixou o Brasil e disse que a mãe representará suas posições políticas durante sua ausência. “Minha mãe foi nosso esteio nessa luta, uma verdadeira matriarca. Agora ela estará na linha de frente e será a minha voz, minha pré-candidata a deputada federal pelo nosso amado Estado de São Paulo, pelo nosso PL”, afirmou a ex-deputada.

 

A ex-deputada ainda agradeceu o apoio de seu eleitorado a ela e à família. Ao encerrar a mensagem, a deputada ainda fez questão de declarar que seus familiares “venceram uma batalha” e convidou seus apoiadores a continuarem mobilizados. “Agora temos que vencer juntos a maior das batalhas, a de libertarmos o nosso país”, completou Zambelli.

 

Carla Zambelli deixou o país em junho de 2025, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal por participação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Ela chegou a ser presa na Itália ainda em 2025, mas foi solta em maio deste ano, após a Justiça italiana anular a decisão que autorizava sua extradição ao Brasil.

Dia dos Avós: Bahia é 3º estado em número de avós que dividem teto com netos

  • Por Eduarda Moitinho I Bahia Notícias
  • 26 Jul 2026
  • 14:23h

Foto: Reprodução / Magnific

Dados do Censo de 2022 do IBGE revelam que 8,1 milhões de avós moram no mesmo domicílio que seus netos. Neste contexto, os números confirmam um consenso: avós são vistos como figuras importantes no cotidiano de netas e netos. O Dia dos Avós, celebrado neste domingo (26), tem origem no catolicismo, motivada pela celebração de Santa Ana  (ou Sant’Ana) e São Joaquim, mãe e pai de Maria, os avós de Jesus.

 

As mulheres chefiam cerca de 70% dessas residências em que os avós dividem espaços com a segunda geração de descendentes. Em 2022, a Bahia tinha o 3º maior número absoluto de avós que moravam com netos e a 11ª maior participação deles no total da população, entre as 27 unidades da Federação. 

 

Para além dos números, essa presença simboliza não apenas suporte emocional e financeiro, como também, em muitos casos, mediação de crises na vida dos netos. Luisy Franca, de 21 anos, é Técnica em Eletromecânica formada pelo IFBA do município de Irecê, no Centro-Norte da Bahia. Hoje, ela é casada e tem sua própria casa. Mas, por 18 anos, o cenário foi outro. Ela morou em Presidente Dutra, a 20 km de Irecê, com a avó Elisia Franca, de 58 anos, por um motivo curioso. 

 

Em relatos, Luisy relembra que até os 2 meses de vida, morou em Presidente Dutra com sua mãe Thaiane Franca e sua avó. Depois desse período, mudou-se para Irecê apenas com Thaiane, o que ocasionou, por meses, um mal-estar enorme. Ainda com poucos meses de vida, ela ficava muito doente, sentia muitas cólicas e chorava incessantemente.

 

Após passar por muitos médicos, o diagnóstico: saudade. Um profissional levantou a possibilidade do motivo do choro ser mais emocional do que físico. Luisy estava sentindo saudade de alguém que já havia passado um tempo com ela e havia sido tirada de sua rotina, a avó.

 

Ao retornar para Presidente Dutra, todo o mal-estar cessou quase instantaneamente. E a partir disso, viveu a infância e a adolescência com Elisia. A mãe também participou da sua criação, mas a maior parte de seu cotidiano foi vivido ao lado da avó, com quem aprendeu tarefas domésticas que carregou até a sua independência:

 

“Tudo o que eu sei hoje, como cozinhar, eu aprendi porque ela me ensinava, éramos só nós duas dentro de casa, então a dinâmica era assim", recorda. 

 

Em outros casos, porém, a figura da avó representa a única alternativa clara de criação. O multiartista Gabriel Silva, de 21 anos, saiu de Canarana, um município do semiárido baiano, para morar em Salvador. No interior, deixou a irmã de 17 anos, Gabrielly Silva, e a avó, Ivete Oliveira, de 69. 

 

Gabriel passou a morar com a avó aos nove anos quando perdeu a mãe, vítima de um acidente de carro. O processo de luto foi vivido por ambos os lados: “A gente perdeu a mãe e ela perdeu a filha também. Então foi uma ajuda mútua”, diz. Em meio à perda, vieram também dificuldades financeiras vencidas ao decorrer dos anos a partir do papel da avó aposentada, antes professora pelo Estado:

 

“Ela continuou esse processo de ser a provedora dentro de casa, sempre tinha alguma linha pra tudo, organizando os gastos”, relembra Gabriel.

 

Neste Dia dos Avós, os indicadores do Censo 2022 unidos aos relatos de netos mostram que a configuração das famílias brasileiras contemporâneas, com destaque para o cenário baiano, reforça a centralidade dos avós como pilares de milhões de moradias.

Carro avança contra pessoas durante parada LGBT+ na Alemanha e deixa pelo menos 1 morto

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 26 Jul 2026
  • 12:16h

Foto: REUTERS / Christian Mang

Um carro atropelou uma multidão próxima a celebrações do orgulho LGBTQIA+ em Berlim, neste sábado (25). Ao menos uma pessoa morreu e cerca de 15 ficaram feridas, informou a polícia da capital alemã.

 

A organização publicou na rede social X que atende a uma ocorrência no parque Tiergarten, no centro da cidade, próximo ao Portão de Brandemburgo, onde um veículo atingiu diversas pessoas por volta das 22 horas, horário local (17 horas pelo horário de Brasília).
 

A polícia informou à AFP que encontrou abandonado o carro que acreditam ter sido usado no ataque. O veículo foi abandonado no parque Tiergarten, zona florestal da capital onde terminava o desfile.
 

"Estamos em busca intensa por suspeitos", afirmou um porta-voz da polícia de Berlim.
 

O tabloide Bild citou uma testemunha segundo a qual uma van branca avançou sobre a multidão em alta velocidade, e um homem saiu do veículo e fugiu a pé em seguida. Um grande número de veículos de emergência estava presente no local.
 

Centenas de milhares de pessoas se reuniam pacificamente na capital alemã para as celebrações anuais do Christopher Street Day (CSD), um dos maiores eventos do orgulho LGBTQ+ da Europa.
 

O evento foi interrompido, e a polícia pediu aos participantes que fossem para casa. A área onde as pessoas ficaram feridas foi isolada.
 

O porta-voz da polícia, Florian Nath, disse que alguns dos sobreviventes ficaram feridos "gravemente". Eles são atendidos pelos serviços de emergência.
 

Um jornalista da AFP no local observou a área em plena desocupação. Através de alto-falantes, as autoridades pediam que os presentes fossem para o norte da cidade.
 

Ao menos uma dezena de caminhões de emergência eram visíveis e uma tenda foi erguida no meio da rua.
 

O encerramento dos festejos foi cancelado e a polícia pediu aos participantes que "não cruzem" o parque pelo bosque, mas que usem exclusivamente as ruas.
 

No X, o prefeito de Berlim Kai Wegner afirmou que trata-se de um "ataque à nossa sociedade livre e cosmopolita após um CSD pacífico e colorido." Ele lamentou o caso e disse confiar na polícia e nas autoridades de segurança para investigarem o caso com o máximo empenho.
 

"Berlim é a cidade da liberdade —e nossa liberdade foi atacada hoje de forma terrível. Meus pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e amigos", diz publicação.
 

O Christopher Street Day atrai centenas de milhares de pessoas à capital alemã todos os anos. O evento celebra a revolta de Stonewall de 1969, em Nova York, e combina uma parada com reivindicações políticas por igualdade, inclusão e proteção contra discriminação.
 

Realizado pela primeira vez em Berlim Ocidental em 1979, o CSD cresceu de uma pequena manifestação para um dos principais eventos do calendário cultural e político da cidade. A parada é o ponto central do CSD, mas é acompanhada por uma ampla variedade de eventos políticos, culturais e festas realizados por toda a cidade.