Vai à sanção presidencial o projeto que cria a Universidade Federal Indígena, com futura sede em Brasília
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 06 Mai 2026
- 16:55h

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Foi aprovado, na sessão deliberativa desta terça-feira (5) do Senado Federal, o projeto de lei, de autoria do governo federal, que cria a Universidade Federal Indígena (Unind). Como também já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto segue agora para a sanção presidencial.
No Senado, o projeto foi relatado por Eduardo Braga (MDB-AM), que manteve o texto da Câmara. Na defesa do projeto, o senador Braga lembrou que seu estado tem a maior população indígena do Brasil, além de salientar que há uma grande demanda no país pelo estudo dos conhecimentos dos povos originários.
“Não é uma universidade simplesmente para ensinar novas práticas, mas para aprofundar no conhecimento de uma cultura milenar, de um povo que estava aqui antes de nós sermos descobertos, e que tem uma relação homem-natureza absolutamente diferenciada”, disse o relator.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a aprovação, destacou a importância do projeto e o esforço de Eduardo Braga para garantir a urgência da deliberação da matéria em Plenário.
“Foi a solicitação de Vossa Excelência, em várias ocasiões, que fez com que a Mesa Diretora ficasse atenta a uma matéria tão relevante para os povos originários brasileiros”, afirmou Alcolumbre.
O projeto foi elaborado pelo governo Lula como forma de responder “às desigualdades históricas de acesso à educação superior”. Pelo texto aprovado nas duas casas do Congresso, a Universidade Federal Indígena (Unind) terá sede em Brasília, como uma estrutura multicampi dedicada à formação superior de povos indígenas de todas as regiões do país.
A iniciativa, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), envolveu um processo de escuta e consulta a lideranças, educadores, jovens, anciãos e organizações indígenas, em 20 seminários regionais, em 2024.
A Unind tem como pilares a autonomia dos povos indígenas, com a promoção de ensino, pesquisa e extensão sob uma perspectiva intercultural; a valorização de seus saberes, línguas e tradições; a produção de conhecimento científico em diálogo com práticas ancestrais; o fortalecimento da sustentabilidade socioambiental; e a formação de quadros técnicos capazes de atuar em áreas estratégicas para o desenvolvimento dos territórios indígenas.
De acordo com o projeto que segue para sanção, a nova universidade terá processos seletivos próprios, com o objetivo de ampliar o ingresso de candidatos indígenas conforme a diversidade linguística e cultural. Com a oferta inicial de 10 cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2,8 mil estudantes indígenas nos primeiros quatro anos de implantação.
Os cursos de graduação e de pós-graduação a serem ofertados serão voltados às áreas de interesse dos povos indígenas, com ênfase em gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias e formação de professores.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), estão inclusos, ainda, cursos em áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas, para a atuação profissional nos territórios e a inserção profissional indígena em diferentes setores do mercado de trabalho.
Dólar cai a R$ 4,91 e Bolsa sobe com ata do Copom e queda do petróleo
- Por Folhapress
- 06 Mai 2026
- 14:25h

Foto: Freepik
O dólar registra firme queda nesta terça-feira (5), em meio ao maior apetite global por risco, impulsionado pela queda dos preços internacionais do petróleo.
Analistas também repercutem a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta manhã, que indica uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das incertezas relacionadas à guerra no Irã.
Às 13h12, a moeda norte-americana caía 1,11%, cotada a R$ 4,911 (na mínima, o dólar chegou a R$ 4,909). Caso se confirme, seria a menor cotação desde 26 de janeiro de 2024, quando fechou a R$ 4,910.
No mesmo horário, a Bolsa avançava 0,46%, a 186.455 pontos, impulsionada pela alta da Ambev —cujos resultados de 1º trimestre vieram mais fortes do que o projetado.
O comportamento de apetite por risco é global. Nos EUA, as Bolsas S&P 500, Dow Jones e Nasdaq sobem entre 0,54% e 0,98% durante o pregão.
No câmbio, o dólar se desvaloriza frente a moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano, o que indica uma busca por ativos de mercados alternativos.
Investidores continuam acompanhando o cenário de tensão no Oriente Médio nos mercados doméstico e internacional. Relatos de passagens de embarcações, contudo, têm animado analistas.
O conflito no Oriente Médio tem sido responsável pelo bloqueio do fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem.
As cotações da commodity subiram mais de 5% na segunda-feira (4), mas registram queda durante o pregão desta terça. Por volta das 13h, o Brent, referência mundial, era negociado a US$ 110,50, em queda de 3,43%.
O ânimo surge de relatos de passagem pela importante via global. Segundo a empresa Maersk, uma das principais do transporte marítimo, um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar o estreito sem incidentes.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta terça-feira (5) a capacidade militar do Irã e disse que o país deveria "hastear a bandeira branca". Teerã, por sua vez, aumentou o tom das ameaças.
"Sabemos perfeitamente que a continuidade da situação atual é insustentável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", disse Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento e o principal negociador do Irã, em uma mensagem na rede social X.
Na segunda-feira, EUA e Irã travaram uma disputa de versões. Os norte-americanos informaram que dois navios dos EUA atravessaram o estreito de Hormuz.
Já o Irã disse ter bombardeado um navio da Marinha dos EUA, o que foi negado pelos norte-americanos. Por fim, os EUA relataram que impediram seis embarcações do Irã na região, o que foi desmentido pelos iranianos.
No ambiente doméstico, ata do Copom é o destaque. Na ata divulgada nesta terça-feira, o comitê disse ver impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e piora nas expectativas no longo prazo.
Apesar do cenário mais desafiador, o comitê avaliou que os eventos recentes não impedem a continuação do ciclo de queda de juros, julgando a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica como a mais adequada.
"As últimas divulgações de inflação, tanto ao consumidor quanto ao produtor, mostraram sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, situando-se em valores significativamente acima dos inicialmente esperados", afirmou.
O colegiado do Banco Central optou por um ajuste conservador depois de ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3% e não sinalizou abertamente o rumo de seus próximos movimentos.
O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).
No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para a inflação oficial do país, mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos.
Analistas concordam que a ata não trouxe sinais sobre os próximos passos do Copom, mas indica uma postura dependente de dados.
Para Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, a ata do Copom deve ser lida como uma peça-chave para calibrar as apostas sobre a Selic, "especialmente depois da alta recente do petróleo e da elevação das incertezas geopolíticas no Oriente Médio".
Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, reforça que a ata não sinaliza corte em junho, mas, sob o cenário de arrefecimento da atividade e perda de fôlego nos núcleos de inflação, destaca que este deve ser o cenário-base. "Avaliamos que a ata de hoje segue consistente com a nossa expectativa de que o comitê cortará a Selic", diz
Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirma que o comunicado reforça que a taxa está sendo reprecificada para cima. "Para o investidor, a leitura prática é que juro real alto veio para ficar mais tempo. A renda fixa indexada à inflação segue como o lugar mais óbvio da carteira. Bolsa exige seletividade —o cenário não favorece nomes muito alavancados nem teses dependentes de queda rápida de juros".
A ata também sinaliza que o diferencial de juros do Brasil e EUA deve se manter em alta. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, destaca uma combinação de dólar global mais fraco e fluxo favorável para ativos de risco de maneira geral.
"Há uma percepção de descompressão no Irã, apesar de o cessar-fogo continuar frágil. Ao mesmo tempo, o mercado local ainda se beneficia do diferencial de juros".
Para Márcio Rialba, head da mesa de operações da StoneX, o dólar opera em queda em um ambiente de maior apetite ao risco, com o diferencial de juros doméstico voltando a pesar. "A combinação de dólar global mais comportado, entrada de recursos para renda fixa local e performance favorável das commodities sustenta o real. Além disso, a leitura de política monetária ainda contracionista no Brasil reforçam o carry trade".
No carry trade, investidores captam recursos em economias com juros mais baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em ativos de países com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganhos com o diferencial de juros. O comportamento é citado como um dos principais responsáveis pela alta recente da Bolsa e do real.
Falta de quórum da base barra votação de empréstimo bilionário para a Embasa na Alba
- Bahia Notícias
- 06 Mai 2026
- 12:51h

Reprodução/TV Alba via Youtube
A votação do pedido de urgência para o projeto que autoriza a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A (Embasa) a contratar um empréstimo de cerca de R$ 5,5 bilhões foi suspensa nesta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa da Bahia, por falta de quórum.
A proposta, enviada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), não chegou a ser analisada após duas verificações de presença solicitadas pela oposição. Ao final, apenas 31 deputados registraram presença, número abaixo do mínimo de 32 exigido para votação.
A presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), atribuiu o impasse à falta de compromisso de parlamentares. Segundo ela, a base governista tinha número suficiente para aprovar a urgência, mas a ausência de um parlamentar foi decisiva para travar a sessão.
O líder do governo na Alba, Rosemberg Pinto (PT), disse que pretende apurar os motivos da ausência, inclusive de deputados que estavam na Casa, mas não participaram da votação.
“Vou conversar com os parlamentares que não puderam estar presentes hoje. Alguns estavam na Casa e não desceram para votar. Precisamos entender o que aconteceu e buscar uma solução”, declarou.
Esse é o 24º empréstimo apresentado pelo Governo do Estado, que junto com os anteriores perfaz um total de R$ 32 bilhões. O deputado Tiago Correia (PSDB), líder da bancada de Oposição na Alba afirmou que "isso mostra que o governo não tem conseguido mobilizar nem convencer seus próprios aliados. Esse esvaziamento é muito simbólico".
O texto prevê a captação de recursos para investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário em diversas regiões do estado. A expectativa da base governista é retomar a votação na próxima semana.
Marcel van Hattem, Zé Trovão e Pollon são punidos com suspensão de 60 dias por ocupação da Mesa Diretora
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 06 Mai 2026
- 10:48h

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Em uma reunião tensa e tumultuada, que teve mais de nove horas de duração, o Conselho de Ética da Câmara aprovou, na noite desta terça-feira (5), a suspensão do mandato dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS). Os três parlamentares ficarão afastados da Câmara por um total de 60 dias.
No processo movido contra o deputado Zé Trovão, foram 15 votos pela suspensão e quatro contrários. Já nos casos de Marcel van Hattem e Pollon, a votação foi de 13 votos a favor e quatro contra.
Os deputados van Hattem e Marcos Pollon receberam a punição por terem ocupado a Mesa Diretora no plenário da Câmara, no início do mês de agosto do ano passado, com isso impedindo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de sentar em sua cadeira. Já o deputado Zé Trovão foi punido por ter impedido, com seu corpo, que o presidente da Câmara chegasse à Mesa Diretora.
A análise dos processos no Conselho de Ética foi marcada por intensa discussão entre deputados governistas e de oposição, além de diversas manobras regimentais para tentar adiar a votação. O presidente da Câmara, Hugo Motta, não abriu a Ordem do Dia no plenário e com isso garantiu a realização da reunião até o fim. Caso a Ordem do Dia fosse iniciada no plenário, a reunião do Conselho teria que ser interrompida.
Hugo Motta foi alvo de diversas críticas durante a reunião, em especial por sua atitude de não realizar a sessão deliberativa no plenário, programada para esta terça. O gesto foi interpretado pela oposição como uma tentativa de pressionar pela votação no Conselho de Ética.
No último discurso antes dos votos, Zé Trovão e Van Hattem afirmaram que repetiriam a ocupação, enquanto Pollon disse que a sanção seria uma “medalha” a eles. “Se for preciso tomar a Mesa novamente em algum momento da história para defender quem me elegeu assim o farei”, declarou Zé Trovão. “Se for preciso, faremos quantas vezes for necessário”, completou Marcel van Hattem, que é candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Os três parlamentares punidos afirmaram que irão apresentar recurso à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) contra a suspensão. Se a medida for rejeitada, eles também poderão recorrer ao plenário.
Projeto de lei propõe eleição direta e fim da lista tríplice em universidades estaduais da Bahia
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 06 Mai 2026
- 08:06h

Foto: Feijão Almeida / GovBA
Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) visa alterar as regras de escolha para as reitorias das universidades estaduais. A proposição tem como objetivo alterar uma lei estadual (nº 8.352) de 2002 para instituir eleições diretas e extinguir o mecanismo da lista tríplice para os cargos de reitor e vice-reitor.
De acordo com o texto da proposta, os dirigentes das universidades passariam a ser nomeados pelo governador do estado após eleição direta realizada pela comunidade acadêmica, que inclui docentes, servidores técnico-administrativos e discentes com matrícula ativa. O projeto estabelece que a nomeação deve respeitar integralmente a vontade majoritária expressa nas urnas, alterando a prática atual em que o chefe do Executivo pode escolher qualquer um dos três nomes enviados pela instituição.
Os critérios de elegibilidade definidos no projeto estipulam que os candidatos devem ser docentes das três classes mais elevadas da carreira ou possuir título de mestre ou doutor, além de integrarem o quadro da universidade há mais de cinco anos. O mandato proposto é de quatro anos, sendo permitida uma recondução ao cargo.
A regulamentação do processo eleitoral, incluindo a definição do peso do voto de cada segmento acadêmico, ficaria sob responsabilidade dos Conselhos Superiores (CONSU) de cada universidade, em conformidade com seus estatutos e regimentos. Após o pleito, caberia a esses mesmos conselhos a homologação da regularidade da eleição antes do encaminhamento do nome escolhido para a nomeação oficial pelo governador.
Na justificativa, o autor do projeto, deputado Hilton Coelho (PSOL), argumenta que a extinção da lista tríplice busca reafirmar o princípio constitucional da autonomia universitária.
O texto menciona que o mecanismo da lista tríplice pode comprometer a gestão democrática ao permitir interferências políticas externas. Além disso, o projeto cita como precedente a Lei Federal 15.367, de 30 de março de 2026, que encerrou a utilização da lista tríplice nas universidades federais brasileiras.
O projeto de lei também propõe alterações nos mandatos dos diretores de departamento, que passariam a ser de dois anos, com direito a uma recondução. Em situações de vacância dos cargos de reitor ou vice-reitor sem condições de provimento imediato, o texto prevê que o governador designará substitutos temporários obrigatoriamente indicados pelo Conselho Superior da respectiva universidade.
A proposta legislativa, protocolada em 30 de abril, agora segue para análise nas comissões temáticas da AL-BA.
Atualmente a Bahia possui quatro universidades estaduais: Uneb (Universidade do Estado da Bahia); Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana); Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) e Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).
Preso na Bahia, suspeito de participar do estupro coletivo de duas crianças é transferido para São Paulo
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 18:53h

Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP
O suspeito de participar do estupro coletivo de duas crianças em São Paulo foi transferido nesta terça-feira (5) para a capital paulista. O avião saiu no final da manhã do Aeroporto de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado e chegará ao Aeroporto de Guarulhos no início da tarde.
O homem foi identificado como Alessandro Martins Santos, de 21 anos. Ele foi detido na última sexta (1º) no distrito de Serrana, no município baiano de Brejões, no Vale do Jiquiriçá. Além do adulto, outros quatro adolescentes, com idade entre 14 e 16 anos, foram apreendidos. Os suspeitos vão responder por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores.
O crime ocorreu no último dia 21 de abril, na Zona Leste de São Paulo. As vítimas têm 7 e 10 anos de idade. A polícia obteve conhecimento do caso três dias depois, após a irmã de um dos meninos ver imagens dos abusos circulando na internet. Ela procurou a delegacia para registrar a denúncia e os suspeitos foram identificados em cinco dias.
Segundo o g1, Alessandro confessou ter participado do crime e afirmou que deixou a capital paulista após ser ameaçado por criminosos. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram atraídas ao local do crime com um convite para jogar pipa. Os suspeitos conheciam as crianças e se aproveitaram da confiança para cometer os abusos.
A investigação do caso é feita pelo 63º Distrito Policial (DP), na Vila Jacuí, em São Paulo.
TRE-BA nega recurso a vereador que fez vídeo por IA para associar governador à criminalidade
- Por Francis Juliano I Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 16:09h

Foto: Reprodução / Aqui só Política
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) negou, por unanimidade, um recurso de um vereador de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), por propaganda antecipada e uso criminoso de um vídeo contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A decisão foi tomada em sessão desta terça-feira (5). O tribunal também manteve duas multas, ambas de R$ 20 mil, contra o edil Gabriel Bandarra Joffily de Souza, conhecido como Tenóbio (PL).
O fato se refere a um vídeo feito por inteligência artificial, já retirado pela Justiça, em que o edil apresenta a Bahia como um lugar onde o tráfico de drogas é recompensado.
Nas imagens, o gestor estadual aparece entregando bombons a uma pessoa com capuz. No vídeo, o vereador ainda afirmava que seria candidato a deputado.
Bancos começam a abrir cadastro para renegociação de dívida pelo novo Desenrola
- Por Maria Clara Matos e Júlia Galvão | Folhapress
- 05 Mai 2026
- 14:46h

Foto: Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os bancos iniciam nesta terça-feira (5) a abertura de cadastros para o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal. O fechamento dos acordos, porém, ainda depende da liberação de garantias pelo FGO (Fundo Garantidor de Operações), mecanismo que cobre parte das perdas das instituições em caso de inadimplência. Sem essa etapa, as renegociações não começam.
Bancos como Itaú Unibanco, Bradesco e C6 Bank divulgaram seus canais de renegociação.
Pelo desenho do programa, débitos contraídos até 31 de janeiro de 2026 poderão ser renegociados com descontos entre 30% a 90%, a uma taxa de juros máxima de 1,99% ao mês.
O programa é para dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), que devem estar em atraso entre 90 dias e dois anos. Os cidadãos que aderirem terão até 35 dias para pagar a primeira parcela.
A nova edição do programa terá quatro linhas: uma para Famílias (para pessoas com renda de até cinco salários mínimos), o Fies (estudantes inadimplentes), Empresas (micro e pequenos negócios) e Rural (agricultores familiares).
Para a principal frente do governo, o "Desenrola Família", voltado para pessoas, podem participar brasileiros com renda até 5 salários-mínimos, ou seja, que ganhem até R$ 8.105 mensais.
Os bancos, por sua vez, terão a responsabilidade de destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor garantido pelo FGO (Fundo Garantidor de Operações), além de lidar com a proibição de envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito, crédito parcelado, Pix crédito e Pix parcelado.
Segundo o governo, quanto maior o tempo de atraso, maior tende a ser o desconto aplicado. Após descontos, o valor total renegociado é de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira. Os bancos participantes também podem limpar dívidas de até R$ 100 e bloquear CPFs em apostas online por 12 meses.
ITAÚ
A adesão poderá ser feita diretamente nos canais oficiais do banco. O Itaú Unibanco informou que vai ter a renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais — aplicativo, WhatsApp (11) 4004-1144, site e parceiros credenciados de renegociação.
C6 BANK
A adesão dos clientes pode ser feita no aplicativo do banco ou pelos telefones (3003-6116 para capitais e regiões metropolitanas e 0800-6606116 para demais localidades).
BRADESCO
O Bradesco abriu um formulário online para pré-cadastro de interessados e prepara um programa paralelo, com condições próprias, para clientes que não se enquadrem nas regras do governo, seja por atraso menor ou maior do que o previsto ou por renda superior ao estabelecido como elegível, também será lançado pelo banco.
Os clientes podem fazer a adesão pelo site https://renegocie.bradesco.com.br.
A rede de agências do banco e os canais de atendimento telefônico, como (11) 2357-8080 no Whatsapp e SAC 0800-7048383, também irão oferecer suporte ao programa.
SANTANDER
O Banco está realizando os testes necessários para iniciar a oferta do serviço aos clientes o mais brevemente possível, dentro das condições definidas pelo governo.
"A instituição coloca seus canais à disposição dos clientes para atendimento e esclarecimento de eventuais dúvidas", afirma o Santander, em nota.
Outras instituições, como Nubank, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BTG Pactual/Pan, ainda não detalharam cronograma nem canais de adesão.
Piloto que morreu após avião bater em prédio morava na Bahia
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 12:11h

Foto: Reprodução / Redes Sociais
O piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, que morreu após a queda de um avião monomotor de pequeno porte em Belo Horizonte, tinha endereço registrado em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Natural de Colorado, no norte do Paraná, ele conduzia a aeronave que colidiu contra um prédio residencial no início da tarde desta segunda-feira (4).
De acordo com informações disponíveis, Wellington estudou entre 2022 e 2023 em um aeroclube que funcionava em Maringá. Até o momento, não há informações sobre o sepultamento do piloto.
Além de Wellington, outras quatro pessoas estavam a bordo da aeronave, que seguia para São Paulo após uma parada na capital mineira. Entre os passageiros estava Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito da cidade de Jequitinhonha (MG). Ele ocupava o banco do copiloto e também morreu no local.
Leonardo Berganholi, empresário de 50 anos, chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no fim da tarde desta segunda-feira.
Outros dois ocupantes sobreviveram ao acidente, mas foram levados em estado grave ao Hospital João XXIII. São eles Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos.
Banco Master: Empresário baiano processa Vorcaro e Augusto Lima após perder R$ 485 mil em CDBs
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 10:05h

Foto: Reprodução
O empresário baiano Francisco Leal Salles Neto, conhecido como Chico Salles entrou na Justiça contra executivos ligados ao Banco Master após registrar prejuízo financeiro decorrente de investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) da instituição. A ação busca responsabilizar diretamente Daniel Vorcaro, o também baiano Augusto Lima e Maurício Quadrado.
De acordo com as informações do processo, o empresário investiu R$ 710,4 mil em CDBs do banco entre janeiro de 2022 e abril de 2024, com rentabilidade de até 128% do CDI. Com a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, parte significativa do valor aplicado não foi recuperada, resultando em perda de R$ 485,4 mil.
Chico Salles foi ressarcido em R$ 250 mil por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre aplicações financeiras dentro do limite estabelecido. O valor restante é objeto da ação judicial.
O processo tramita na 3ª Vara de Relações de Consumo de Salvador e tem como objetivo alcançar o patrimônio pessoal dos executivos citados, com a finalidade de responsabilizá-los diretamente pelo prejuízo alegado.
Procurado, o advogado Ermiro Neto, responsável pela defesa do empresário, informou que não comenta ações em andamento. Francisco Leal Salles Neto é fundador da Faculdade Baiana de Direito e da Editora JusPodivm. Em perfil profissional, também se apresenta como empreendedor e investidor anjo.
Todas as informações são do Metrópoles.
Bahia registra menor taxa de desemprego da série histórica, aponta levantamento
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 08:02h

Foto: Thuane MariaGOVBA
A Bahia encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. A informação foi divulgada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa anual de desocupação caiu para 8,7%, recuo em relação aos 10,8% registrados em 2024 e o quarto ano consecutivo de queda, sequência inédita no estado.
O resultado reflete a expansão do número de pessoas ocupadas, que atingiu 6.511 milhões em 2025, o maior contingente já registrado. O crescimento de 3,4% superou o desempenho nacional e regional, enquanto o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas, também o menor da série histórica. Houve ainda redução no desalento, que chegou a 500 mil pessoas, menor nível desde 2015.
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, atribuiu o desempenho a uma combinação de políticas públicas e atração de investimentos.
“Esse resultado é esforço de um trabalho em equipe liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tem buscado atrair investimentos com a instalação de novas empresas, fortalecendo as já existentes, além de um amplo programa de qualificação profissional que já certificou mais de 25 mil pessoas em todos os setores da economia. Também modernizamos a Rede SineBahia, que alcançou 125 unidades, e inauguramos a primeira Casa do Trabalhador no Brasil no Metrô de Pituaçu. Vale destacar também nosso programa Credibahia e as grandes obras de infraestrutura que impulsionam o desenvolvimento”, afirmou.
No campo da renda, os dados também apontam crescimento. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 2.284, maior valor desde 2020, enquanto a massa de rendimento atingiu R$ 14,587 bilhões, recorde da série. De acordo com o diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, o cenário evidencia a consolidação da recuperação econômica. “A Bahia alcançou em 2025 a menor taxa de desocupação de sua história, com recorde de 6,5 milhões de pessoas ocupadas e crescimento superior à média nacional. O avanço simultâneo do emprego e da massa salarial reflete a consolidação da recuperação econômica no estado”, destacou.
Apesar dos avanços, a informalidade ainda é um desafio. A taxa chegou a 52,8% da população ocupada em 2025, acima do registrado no ano anterior, embora ainda figure como a terceira menor da série histórica. Para 2026, a SEI projeta um cenário mais desafiador, com expectativa de desaceleração econômica, mas manutenção da geração de empregos e renda, ainda que em ritmo mais moderado.
PM recupera carreta e carga de 45 mil litros de combustível roubados em Candeias
- Bahia Notícias
- 04 Mai 2026
- 18:02h

Foto: Divulgação / PM
Policiais militares do Esquadrão de Motociclistas Fênix do 12º Batalhão recuperaram uma carreta com carga roubada no município de Candeias e prenderam um suspeito. A ação foi realizada na noite deste sábado (2), resultando na recuperação de 45 mil litros de combustível.
Os militares receberam a denúncia de que uma carreta de combustíveis roubada no município de Candeias, teria seguido para a cidade de Camaçari. Rondas foram realizadas, objetivando a localização do veículo e, após informações, o veículo foi interceptado e apreendido na Rua Beta do Polo Industrial.
Na verificação veicular, foi constatado que o caminhão trator que arrastava a carga ostentava placa divergente das características do veículo, pertencendo a outro veículo roubado.
Na ação, foram apreendidos dois semirreboques, dois caminhões tratores e duas placas frias.
O condutor do veículo foi detido e juntamente com a carga e o automóvel foram apresentados à delegacia para registro do fato e adoção das medidas cabíveis.

Lista de rejeitados ao STF antes de Messias inclui general espírita, médico e chefe dos Correios
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 04 Mai 2026
- 16:59h

Foto: Arquivo histórico do Itamaraty
O adjetivo "histórico" acompanhou os relatos sobre a derrota do presidente Lula (PT) na quarta (29). Como se sabe, 42 senadores votaram contra a escolha de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto 34 se manifestaram a favor do advogado-geral da União.
O Senado não se contrapunha à indicação de um presidente da República para uma vaga no tribunal desde 1894, quando Floriano Peixoto comandava o país.
Floriano e Lula saíram chamuscados com o veto dos senadores, mas há uma diferença de grau entre esses dois momentos.
O "não" para o Marechal de Ferro, como o militar alagoano era chamado, soou mais veemente do que o recebido pelo líder petista, afinal cinco nomes da confiança de Floriano foram barrados no Senado em um intervalo de apenas três meses, de setembro a novembro de 1894.
Naquela década final do século 19, o Brasil enfrentava um período de transições, lembra Carlos Ari Sundfeld, professor titular da FGV Direito. Não apenas vivia ainda a passagem da monarquia para a república, proclamada em 1889; estava em meio à mudança de um cenário de poderes regionais consolidados para um quadro de forte centralização.
"Ao buscar essa centralização, Floriano vai se chocar com o Senado, que representava esses núcleos regionais", afirma Sundfeld.
Além disso, o estilo abertamente autoritário do segundo presidente do país provocava insatisfações crescentes entre os parlamentares.
Mas esse mal-estar entre o Executivo e o Senado não explica por completo as decisões tomadas 132 anos atrás. O Marechal de Ferro não se importava com o alcance do repertório jurídico dos seus escolhidos e foi castigado pela soberba.
Conheça os cinco indicados de Floriano, que foram rechaçados pelos senadores em três momentos.
UM MÉDICO, O PRIMEIRO REJEITADO
A Constituição de 1891 era pouco específica em relação aos atributos necessários para um ministro do STF, uma brecha usada por Floriano para indicar alguns nomes para o tribunal. A Carta apontava apenas "notável saber e reputação"; os textos seguintes, inclusive a Constituição atual, passaram a contemplar o notável saber jurídico.
Em outubro de 1893, o presidente escolheu para uma das vagas abertas o médico Cândido Barata Ribeiro, que assumiu a função no mês seguinte. Naquela época, como lembra a jurista Maria Ângela de Santa Cruz Oliveira, era possível ocupar o cargo provisoriamente, antes que o Senado avaliasse a nomeação.
Baiano formado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (hoje integrada à UFRJ), Barata Ribeiro havia dirigido instituições de saúde e se envolvido em campanhas pela abolição da escravatura e pelo fim da monarquia. Também tinha sido nomeado por Floriano prefeito do Distrito Federal, cargo que exerceu por seis meses.
Em setembro de 1894, quando Barata Ribeiro já completava 11 meses no cargo, o Senado colocou o nome dele em votação e o rejeitou por larga margem. A recusa se deu porque "era médico e não tinha formação acadêmica jurídica", registra Oliveira em seu estudo sobre o tema.
MAIS DOIS NOMES RECUSADOS PELO SENADO
Em decretos publicados em setembro de 1894, Floriano indicou outros aliados para cargos de juízes do STF. Dos seis nomes escolhidos por ele, dois saíram derrotados em votações no Senado no mês seguinte: o general Inocêncio Galvão de Queiroz e o subprocurador da República Antônio Sève Navarro.
A reprovação do baiano Galvão de Queiroz não foi uma surpresa. Engenheiro, havia sido condecorado pela atuação na Guerra do Paraguai e percorrido diversos estados ocupando funções militares estratégicas até se tornar general. Depois, foi eleito senador.
Era um expoente nas searas militar e política, mas nunca uma referência nas letras jurídicas. Para vetar o nome de Galvão de Queiroz, os senadores apontaram a mesma razão apresentada semanas antes para reprovar Barata Ribeiro.
O caso do pernambucano Sève Navarro parece menos óbvio. Bacharel em direito, ocupou cargos como promotor público e juiz em cidades do interior gaúcho. Atuou como advogado em Pelotas —na ilustração acima, lê-se, sob o nome dele, a frase "uma das glórias do foro pelotense".
Da carreira jurídica, saltou para a esfera política. Foi deputado provincial no Rio Grande do Sul e, mais tarde, federal. Sob a presidência de Deodoro da Fonseca, chegou a subprocurador da República.
Ao contrário de Galvão de Queiroz, Sève Navarro havia trilhado um caminho bem-sucedido no campo do direito. Ainda assim, sua indicação foi rejeitada. É provável que, neste caso, a decisão tenha sido motivada menos pelo currículo do advogado e mais pelos atritos entre Floriano e os senadores.
NÃO A GENERAL E A DIRETOR DOS CORREIOS
Em outubro de 1894, o Marechal de Ferro apresentou suas últimas indicações para o STF –ele deixou a presidência em meados do mês seguinte. Dos cinco nomes de Floriano, dois não receberam votação suficiente do Senado.
A recusa em relação ao general Ewerton Quadros seguiu as razões apontadas nos casos de Barata Ribeiro e Galvão de Queiroz. Formado em engenharia, o maranhense foi um dos comandantes militares com atuação decisiva durante a Revolta da Armada e a Revolução Federalista, conflitos que ocorreram durante o governo Floriano.
Era definitivamente um homem das armas, não da Constituição.
Uma curiosidade em relação a Quadros é que, paralelamente à carreira militar, foi um defensor enfático da doutrina espírita. Escrevia regularmente na imprensa ligada à religião e foi um dos nomes-chave na fundação da Federação Espírita Brasileira, da qual se tornou o primeiro presidente.
Há menos clareza sobre os motivos que levaram o Senado a recusar a indicação para o STF de Demosthenes da Silveira Lobo, então diretor-geral dos Correios. O prestigiado senador Campos Salles, eleito presidente quatro anos depois, defendeu a escolha de Silveira Lobo, mas o apoio resultou insuficiente.
Para a jurista Maria Ângela de Santa Cruz Oliveira, é possível que tenham pesado contra ele as acusações feitas na tribuna por dois outros senadores, Coelho Rodrigues e Coelho e Campos.
O que esses parlamentares disseram contra Silveira Lobo? As respostas estariam nas atas das sessões secretas dessa época, mas elas nunca foram encontradas.
Inteligência artificial pode ajudar no treino de redação para vestibular; saiba dicas e cuidados
- Por Lucas Leite | Folhapress
- 04 Mai 2026
- 14:23h

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
Com a popularização da inteligência artificial, os estudantes buscam maneiras práticas de aliar as plataformas à rotina de estudos para os vestibulares e para o Enem. A presença dessas tecnologias também já entrou no modo como os candidatos encaram o planejamento e a escrita de uma redação.
O uso correto das IAs garante o equilíbrio entre a facilidade digital e o esforço intelectual exigido no dia da prova, o que afasta o risco de dependência passiva da ferramenta.
"O uso da inteligência artificial precisa ser encarado da mesma forma que se aprende a usar outras ferramentas ou oportunidades", explica Cláudio Hasen, professor e gerente pedagógico da plataforma Descomplica.
"IA de forma alguma pode escrever por você. Assim como quando um aluno cola na prova e não aprende nada do que colocou ali, por mais que a resposta esteja certa, pedir um texto pronto para a ferramenta é um erro idêntico", afirma Hasen.
A importância da escrita à mão no aprendizado
A facilidade da IA traz um ponto de atenção para o desempenho final do estudante. O candidato não deve abandonar a prática e o uso do lápis e do papel. O educador Sandro Bonás, CEO da Conexia Educação, empresa do Grupo SEB, compara o processo de aprendizado a um treino de alta intensidade.
"Já temos robôs humanoides, mas não os levamos à academia para fazer ginástica em nosso lugar. Se a IA fizer a redação, não é o seu cérebro que vai se desenvolver. O desenvolvimento cognitivo pressupõe estresse, desconforto e tensão", afirma Bonás.
Os especialistas ressaltam que o aluno não consolida o aprendizado caso peça à IA para escrever um parágrafo, por exemplo. Amanda Rassi, coordenadora pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, também alerta para o risco do bloqueio criativo no instante em que o estudante se depara com a folha de prova.
"O aluno não vai aprender a escrever só lendo. Lendo você aprende a ler. Escrevendo você aprende a escrever", afirma a coordenadora, que defende a prática no formato físico.
O uso da IA é para preparação e na correção da redação.
A tecnologia ajuda a potencializar os estudos quando o estudante adota a ferramenta nas fases que antecedem e sucedem a escrita.
Na etapa de estruturação, por exemplo, o uso da IA ajuda o estudante a organizar as ideias principais ao solicitar repertórios socioculturais pertinentes, como referências históricas e recomendações de livros e filmes.
Após a conclusão da escrita manual, o estudante tem a chance de buscar ajustes de vocabulário, correção de erros gramaticais e de ortografia.
"Vamos supor que o tema seja violência e o aluno acabe repetindo muitas vezes essa palavra. Ele pode, depois do texto pronto, enviar o material para uma IA e pedir sugestões de sinônimos", explica Rassi.
A variação das notas e a busca por erros
Apesar dos benefícios na revisão textual, a coordenadora adverte sobre uma possível "ilusão" das notas que plataformas abertas, não específicas para essa correção, atribuem. Um estudo interno do Redação Nota 1000 submeteu um mesmo texto cinco vezes à mesma inteligência artificial, como o ChatGPT, e o resultado revelou uma variação aleatória na pontuação.
"Enviamos a mesma redação com o mesmo comando e repetimos esse processo cinco vezes. Há modelos de linguagem que variam a nota nas cinco tentativas. O ponto central é que não dá para confiar", alerta Rassi.
A especialista reforça que depender dessa avaliação pode gerar falsas expectativas aos estudantes. "Sempre é preciso ter um pé atrás, principalmente quando falamos de nota."
Para contornar essa limitação técnica, Cláudio Hasen propõe uma mudança de foco na hora de avaliar os resultados. "Mais importante do que a nota final é perceber um padrão. A nota pode mudar, mas o candidato perde pontos nos mesmos critérios. Isso é uma informação valiosíssima.".
A identificação de uma falha recorrente em uma competência gramatical, por exemplo, possibilita ao estudante direcionar os estudos exatamente para aquela deficiência.
O papel dos pais no processo de estudo com a IA
O equilíbrio na adoção dessa rotina digital de estudos também demanda uma participação familiar. Sandro Bonás afirma que a IA de acesso livre atua como "batata frita" para o cérebro, enquanto o estudo tradicional representaria o "brócolis".
O educador sugere um modelo de estudo em conjunto entre pais e filhos para diminuir os riscos. "A recomendação é a do uso compartilhado. Costumo dizer que o adulto funciona como um córtex pré-frontal auxiliar --enquanto o do aluno ainda não se formou totalmente--, ajudando a atuar como um freio para esse estudante."
Os especialistas reforçam os cuidados ao lembrar que as ferramentas reproduzem vieses e preconceitos, como os raciais, de gênero e de classe presentes na rede. "A IA também traz preconceitos embutidos na linguagem. Por isso, mais uma vez, é necessária a capacidade de raciocínio crítico sobre as informações que ele está recebendo", explica a coordenadora.
O educador compara o acesso irrestrito ao ambiente virtual com o abandono de uma criança em uma grande capital. "Eu estou liberando meu filho numa metrópole, numa cidade livre, sem um adulto por perto. Eu não faria isso no mundo físico, não vou fazer isso numa IA", afirma Bonás.
Elefante ataca veículo e mata cuidador em templo na Índia
- Bahia Notícias
- 04 Mai 2026
- 12:21h

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um elefante causou destruição em um templo hindu no estado de Kerala, no sul da Índia, na última sexta-feira (1º). O animal matou seu tratador e, em seguida, utilizou as presas para investir contra um carro que estava estacionado nas proximidades. O elefante havia sido levado ao local para integrar uma cerimônia religiosa, mas tornou-se agressivo por motivos ainda sob investigação.
O incidente gerou mais de duas horas de caos no complexo do templo, assustando fiéis e moradores da região. Para interromper o ataque e garantir a segurança dos presentes, equipes especializadas foram acionadas. O animal só foi finalmente contido após ser atingido por dardos tranquilizantes disparados por veterinários e autoridades locais.
O caso levanta novamente o debate sobre o uso de animais de grande porte em eventos tradicionais e as condições de segurança oferecidas tanto para os tratadores quanto para o público.








