Justiça aceita denúncia e Deolane vira ré sob acusação de lavar dinheiro do PCC

  • Por Rogério Gentile e Bárbara Sá | Folhapress
  • 19 Jun 2026
  • 12:32h

Foto: Reprodução / Record

A Justiça paulista aceitou a denúncia contra a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra sob acusação de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

Com isso, Deolane, que está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, passa a ser ré no processo e terá dez dias para apresentar resposta à acusação.
 

Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, principal chefe da facção criminosa, o irmão dele, Alejandro Herbas Camacho Júnior, e Everton de Souza, apontado como operador financeiro do esquema, também passaram a ser réus na ação, de acordo com a decisão judicial da 3ª Vara de Presidente Venceslau.
 

A denúncia é desdobramento da Operação Vérnix, realizada a partir de suspeitas de que uma transportadora de fachada era usada para lavar dinheiro do PCC. A operação resultou na prisão de Deolane e de Everton de Souza.
 

Também foram denunciados Leonardo Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches, sobrinhos de Marcola, que estão foragidos.
 

A defesa de Deolane Bezerra afirmou nesta quinta-feira (18) que o recebimento da denúncia não representa qualquer conclusão sobre os fatos investigados. Em nota, os advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes disseram que a medida é apenas uma etapa inicial do processo e que a influenciadora irá se defender das acusações na Justiça.
 

Os advogados sustentam que Deolane é inocente e não possui qualquer vínculo com organizações criminosas. Também afirmam que os rendimentos da influenciadora possuem origem lícita e foram regularmente declarados aos órgãos competentes.
 

O advogado Bruno Ferullo -que defende Marcola, seu irmão e os dois sobrinhos- afirmou, também em nota em nota divulgada nesta quinta, que contestará as acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro atribuídas aos denunciados.
 

Segundo o advogado, Marcola e Alejandro Camacho estão custodiados em presídios federais de segurança máxima desde fevereiro de 2019 e submetidos a rígidas restrições de contato e comunicação. A defesa sustenta que essa condição "torna inviável qualquer participação nos fatos investigados" e demonstraria um equívoco da acusação.
 

A nota também nega as acusações formuladas contra Leonardo e Paloma Camacho. De acordo com Ferullo, o simples vínculo familiar entre os denunciados não pode ser interpretado como prova de envolvimento em atividades criminosas. A defesa afirma ser "inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude".
 

Após a prisão de Deolane, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, responsável pela denúncia, disse à reportagem que há uma relação direta e íntima entre Deolane e a família de Marcola.
 

Segundo ele, Deolane teria fornecido contas para a lavagem de dinheiro do grupo criminoso, o que é negado por sua defesa. Um dos indícios de atividade criminosa, segundo ele, seria um aumento repentino do patrimônio dela, com ganhos superiores a R$ 140 milhões de 2020 a 2022.
 

"Ela tem relação direta com a família Camacho, além de relação de amizade íntima com integrantes, como Paloma e Alexandro, filhos de Marcolinha [Alejandro Juvenal Herbas Camacho, irmão de Marcola] também indiciados", diz.
 

O promotor disse considerar que está praticamente comprovada a incompatibilidade entre as atividades profissionais de Deolane e seus ganhos financeiros.
 

Após ser presa, Deolane chorou durante a audiência de custódia ao afirmar que foi presa no exercício da advocacia.
 

"Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos, eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando, por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o meu acompanhamento ao cliente", afirmou.
 

Ela não informou na audiência quem seria o seu cliente.

Copa do Mundo: com Brasil x Haiti, saiba onde assistir aos jogos desta sexta-feira

  • Bahia Notícias
  • 19 Jun 2026
  • 10:30h

Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF

Após o México se consagrar como o primeiro país classificado para a fase de 16 avos de final do Mundial de 2026, a Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19). O Brasil enfrenta o Haiti às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C.

 

A rodada do dia promete ser decisiva para os donos da casa. No Grupo D, os Estados Unidos buscam sua primeira vitória no torneio diante da Austrália. Ainda no Grupo C, Escócia e Marrocos fazem um confronto direto pela liderança. 

 

Na virada para o sábado, Turquia e Paraguai fecham os compromissos da noite.

 

CONFIRA OS HORÁRIOS E ONDE ASSISTIR AOS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (19)

16h - Estados Unidos x Austrália
Local:
Lumen Field, Seattle (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

19h - Escócia x Marrocos
Local:
Gillette Stadium, Foxborough (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

21h30 - Brasil x Haiti
Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)
Transmissão: TV Globo, Globoplay, SporTV, ge TV, SBT, NSports e CazéTV

 

0h (sábado, 20) - Turquia x Paraguai
Local:
Levi's Stadium, Santa Clara (EUA)
Transmissão: TV Globo, Globoplay, SporTV e CazéTV

 

RESULTADOS DOS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (18)

Tchéquia 1 x 1 África do Sul
Dando início à segunda rodada da fase de grupos, tchecos e sul-africanos continuam sem vencer no Mundial. A partida realizada em Atlanta terminou empatada em 1 a 1. Sadílek abriu o placar para a Tchéquia aos 6 minutos do primeiro tempo, mas Mokoena garantiu a igualdade para a África do Sul aos 38 da etapa final.

 

Suíça 4 x 1 Bósnia e Herzegovina
A Suíça pressionou intensamente até superar o bloqueio defensivo da Bósnia, mas só encontraram o caminho das redes após a entrada dos reservas no segundo tempo. Johan Manzambi, duas vezes, Rúben Vargas e Granit Xhaka marcaram para os suíços, enquanto Ermin Mahmic descontou para os bósnios nos acréscimos.

 

Canadá 6 x 0 Catar
Jogando em Vancouver, o Canadá aplicou uma goleada histórica de 6 a 0 sobre o Catar, registrando o placar mais elástico de uma seleção da Concacaf na história do torneio. O confronto foi marcado por uma atuação inspirada de Jonathan David (que marcou três gols), além de tentos de Cyle Larin, Nathan-Dylan Saliba e um gol contra de Almanai. A nota triste do jogo foi a grave lesão na perna do meio-campista canadense Ismaël Koné.

 

México 1 x 0 Coreia do Sul
O primeiro classificado para o mata-mata está confirmado. Atuando em Guadalajara, o México venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 com gol de Luis Romo logo no início do segundo tempo. Com o resultado, os donos da casa chegaram aos 6 pontos e carimbaram antecipadamente a vaga na próxima fase.

MPDFT faz operação no BRB, GDF e PicPay por fraude contra servidores

  • Bahia Notícias
  • 19 Jun 2026
  • 08:26h

Foto: Reprodução / Metrópoles

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Juros Zero para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A investigação envolve operações relacionadas a descontos realizados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF).

 

Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao caso. As medidas também alcançam atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas, entre eles Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

 

A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Por determinação do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba, no Paraná, e em São Paulo, onde está localizada a sede do PicPay.

 

Segundo as investigações, o caso envolve possíveis irregularidades em operações vinculadas à folha de pagamento dos servidores distritais. De acordo com inspeção realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), o PicPay estaria efetuando descontos referentes a empréstimos consignados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do GDF de forma irregular.

 

Os valores estariam relacionados ao serviço de antecipação salarial oferecido ao funcionalismo público por meio de contrato firmado entre o PicPay e a Secretaria de Economia do Distrito Federal em setembro de 2024.

 

O relatório do TCDF apontou um “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento, referente à amortização do serviço contratado com a instituição financeira. Conforme os dados da Corte de Contas, os descontos consignados somaram R$ 11,7 milhões em 2024. Entre janeiro e agosto de 2025, o montante chegou a R$ 70 milhões.

 

Ainda segundo o relatório, o PicPay descontou R$ 81,7 milhões dos salários de servidores do GDF entre 2024 e 2025. Em fevereiro, o TCDF determinou a suspensão de novos descontos diretamente em folha vinculados ao banco digital após identificar irregularidades relacionadas à cobrança de taxa sobre a antecipação salarial.

 

De acordo com a investigação, o PicPay é a única instituição habilitada, desde 2024, a realizar desconto compulsório na folha de pagamento do GDF. A operação é executada pela BRB Serviços, subsidiária do Banco de Brasília.

Planalto e PT esperam que Wagner faça gesto de entregar liderança do governo para blindar campanha de Lula

  • Bahia Notícias
  • 18 Jun 2026
  • 14:09h

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Integrantes do Palácio do Planalto e do PT esperam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) entregue o cargo de líder do governo no Senado depois da operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (18), que mirou a relação dele com o ex-banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do banco Master.

 

As informações são da GloboNews.
 

Interlocutores do presidente Lula ainda aguardam uma reunião para avaliar a repercussão política do episódio envolvendo Wagner. O petista chegou essa madrugada em Brasília, depois de participar da reunião de cúpula do G7 na França.

 

A avaliação interna é de que será preciso blindar a campanha de Lula do episódio. O tom do Planalto é de se afastar ao máximo do escândalo, deixando a responsabilidade da explicação com o próprio Wagner.

 

Tanto no Planalto como no PT, a avaliação é que Jaques fará um gesto de entregar o cargo de líder, no governo, o ambiente é de surpresa. A avaliação é que Jaques deveria ter se antecipado e deixado a liderança sabendo do que poderia surgir na investigação. Há o reconhecimento de que a investigação da PF revela fatos graves envolvendo Wagner.

 

Além disso, que a resposta política precisa ser firme para se diferenciar dos casos do senador Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro para Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro; e do senador Ciro Nogueira que recebeu mesada do ex-banqueiro de acordo com a PF.

 

A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro.

 

Entre as medidas citadas estão a chamada "Emenda Master" e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor onde o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta.

PF aponta pagamentos a enteada e imóvel de R$2,5 mi no Horto Florestal como propina à Jaques Wagner

  • Bahia Notícias
  • 18 Jun 2026
  • 12:48h

Foto: Reprodução/mouradubeux

A Polícia Federal realiza uma ação de busca e apreensão na residência do senador Jaques Wagner, na manhã desta quinta-feira (18), no Corredor da Vitória, em Salvador. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, do O Globo, as buscas visam aprofundar a investigação sobre indícios de que o líder do PT no Senado tenha recebido pagamentos do Banco Master. 

 

Entre as formas de pagamento estariam os valores pagos durante anos pela empresa da enteada, viagens em jatinhos particulares de Daniel Vorcaro e ainda um apartamento avaliado em R$2,5 milhões de reais no Horto Florestal, bairro de luxo em Salvador.

 

Entre esses indícios desses pagamentos estão mensagens trocadas por Wagner e o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, além de documentos que mostram os pagamentos feitos à enteada do senador, Bonnie Bonilha, que recebeu cerca de R$11 milhões do Master por meio de um contrato de consultoria. 

 

O marido de Bonnie Bonilha, Eduardo Sodré, que é secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia, também foi um dos alvos da operação. A operação de hoje também coloca no centro das investigações o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, que segundo as apurações era quem manejava boa parte das relações com políticos, em especial com o Congresso Nacional.

 

A suspeita da PF ainda inclui informações de que o senador petista teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Master pelo BRB e no Senado pela aprovação da “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PI-PP). A emenda em questão propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.

 

A emenda interessava diretamente ao Master porque seus negócios eram largamente lastreados em CDBs que rendiam acima das taxas médias do mercado.

Aposentados do INSS têm até sexta para pedir ressarcimento de descontos nos Correios

  • Por Cristiane Gercina | Folhapress
  • 18 Jun 2026
  • 09:40h

Foto: Reprodução

O prazo para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pedirem a devolução de descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios previdenciários termina nesta sexta-feira (19) no caso de quem pretende buscar atendimento nos Correios.
 

Para quem vai fazer a contestação dos valores no aplicativo ou site Meu INSS a data final é sábado (20). O governo federal já pagou, por meio do acordo administrativo, R$ 3,2 bilhões a mais de 4,7 milhões de segurados que contestaram os descontos.
 

Os Correios afirmam que atenderam, desde 30 de maio, mais de 8 milhões de segurados em cerca de 5.000 unidades no país. O horário de funcionamento varia conforme a unidade. Nas capitais, em geral, é das 8h às 18h.
 

A Previdência Social não informou se há possibilidade de adiar o prazo. Esse adiamento já ocorreu em outras ocasiões, a última delas em março deste ano. Segundo o INSS, dia 20 é a data-limite para fazer a contestação do desconto e tentar o ressarcimento. Há ainda outras etapas até que seja feito o depósito.
 

No Meu INSS, o pedido poderá ser feito até o fim do sábado. No caso da contestação por meio da Central Telefônia 135, haverá limitação de atendimento nesta sexta-feira (19), por conta do jogo do Brasil contra o Haiti, às 21h30. Neste caso, o atendimento humano será feito até 20h30. Depois desse horário, os segurados conseguem ser atendidos apenas por meio dos serviços automáticos.
 

O ressarcimento vale para descontos feitos entre março de 2020 e março de 2025. Para ter direito à devolução, o segurado deve verificar se houve cobrança de mensalidade associativa no benefício e informar ao INSS se autorizou ou não o desconto.
 

COMO PEDIR O VALOR DE VOLTA NOS CORREIOS?
 

Aposentados e pensionistas devem procurar agências dos Correios para buscar ajuda com a consulta e o pedido de devolução de descontos indevidos. É preciso levar um documento de identificação oficial com foto. O beneficiário não precisa levar extrato do INSS ou número do benefício.
 

COMO FAZER O PEDIDO DE RESSARCIMENTO NO MEU INSS?
 

Entre no site ou aplicativo Meu INSS Informe seu CPF e a senha cadastrada Siga para "Do que você precisa?" Digite: "Consultar descontos de entidades associativas" Na página seguinte, clique em "Consultar descontos - Meus benefícios" Caso tenha descontos, marque se foram ou não autorizados Informe email e telefone para contato Declare se os dados são verdadeiros Confirme as informações no botão "Enviar Declarações"
 

COMO FUNCIONA A DEVOLUÇÃO?
 

O primeiro passo é registrar a contestação do desconto. Depois disso, a entidade responsável pela cobrança tem até 15 dias úteis para responder. Caso não haja resposta ou se a documentação apresentada for considerada irregular -como assinaturas que o segurado não reconhece ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos- o sistema libera automaticamente a opção para o beneficiário aderir ao acordo de ressarcimento.
 

Após a adesão, o pagamento é feito diretamente na conta em que o benefício é depositado, em até três dias úteis. Em entrevista ao programa "Bom dia, Ministro", em 20 de maio, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz reforçou que a prorrogação do prazo em março e disse que o governo federal pretende pagar a todos até junho. Ele não informou se haverá nova prorrogação, mas por ser ano eleitoral, poderá haver limitações.
 

"Até 20 de junho, a gente está devolvendo a todo mundo que tiver direito e que nos procurar." Os descontos devem ser contestados por meio do Meu INSS, pela Central Telefônica 135 ou nos Correios.
 

O pedido de "busca ativa", segundo Wolney, foi feito pelo próprio presidente Lula (PT). "O presidente Lula, quando me escalou para ocupar o cargo no auge da maior crise do INSS e da Previdência Social, fez uma recomendação clara: cuidar dos aposentados, não deixar ninguém no prejuízo, não deixar ninguém para trás."
 

O QUE ACONTECE SE O SEGURADO NÃO ADERIR AO ACORDO?
 

O INSS informou que a adesão ao acordo é uma opção de segurado. Se ele não quiser aderir, é um direito. Neste caso, segundo especialistas, será preciso buscar o Judiciário para conseguir o valor de outra forma. O aposentado ou pensionistas precisará provar que teve descontos indevidos em seu benefício e não autorizou a entidade associativa a realizá-los. O pagamento, nestes casos, costuma demorar.
 

POR QUE O INSS ESTÁ PAGANDO VALORES A APOSENTADOS E PENSIONISTAS?
 

O pagamento dos valores descontados de segurados está sendo feito após o instituto fechar acordo no STF (Supremo Tribunal Federal) por conta da investigação envolvendo descontos ilegais em aposentadorias em pensões por sindicatos e associações.
 

O acordo judicial foi fechado em julho de 2025. Os descontos teriam sido realizados por meio de atos fraudulentos e destinados a entidades associativas. O ressarcimento deverá ser feito diretamente na conta em que o segurado recebe a aposentadoria ou pensão.

Justiça determina que SBT conceda direito de resposta a Erika Hilton após falas de Ratinho

  • Bahia Notícias
  • 18 Jun 2026
  • 08:40h

Foto: SBT

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), ganhou na Justiça o direito de resposta no SBT após falas transfóbicas do apresentador Ratinho. 

 

Na decisão da última quarta-feira (17), o juiz André Della Latta Cartaxo, da 2ª Vara Cível do Foro Central do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deferiu o pedido de Hilton, ponderando que as falas do apresentador não se limitaram a criticar o ato de nomeação da deputada para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

 

O juiz ainda destacou que Ratinho excedeu o espaço de crítica sobre ato político e sustentou um discurso que ridicularizou e desqualificou a deputada.

 

“Não houve uma crítica aos seus projetos de lei, ao desempenho da autora como parlamentar ou ao seu preparo formal para assumir a presidência de uma comissão, mas, sim, uma desqualificação pessoal, expondo condições mais íntimas de sua identidade e atingindo-a não mais como autoridade, mas como pessoa”, afirmou.

 

Com isso, Hilton ganhou direito ao espaço na emissora com tempo de tela igual ao da fala original de Ratinho e no mesmo horário em que a declaração do apresentador foi exibida. Nas redes sociais, a deputada comemorou a decisão. “Defenderei a minha dignidade e a dignidade de toda a nossa comunidade”, escreveu. 

 

Além do pedido de Erika Hilton, o Ministério Público Federal processou Ratinho e o SBT e pediu indenização de R$ 10 milhões por danos coletivos, retirada do conteúdo e retratação pública. O Ministério das Comunicações encaminhou o episódio para análise técnica da área responsável pela fiscalização da emissora.

Datafolha está nas ruas para nova pesquisa que pode consolidar cenário de liderança de Lula sobre Flávio Bolsonaro

  • Por Edu Mota, de Brasília
  • 17 Jun 2026
  • 18:12h

Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Depois da divulgação das pesquisas de intenção de voto da Genial/Quaest, da BTG/Nexus e da CNT/MDA, nesta quarta-feira (17) os pesquisadores do Datafolha estão nas ruas de todo o país para apurar a opinião dos brasileiros a respeito da corrida presidencial. O levantamento registrado pelo Datafolha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que as entrevistas seguem até a próxima sexta (19), data da provável divulgação dos resultados. 

 

Além das intenções de voto para a presidência da República, o Datafolha vai avaliar a aprovação do governo Lula, a percepção dos eleitores sobre temas como economia e segurança pública, além da avaliação dos principais pré-candidatos, os índices de rejeição eleitoral e cenários de primeiro e de segundo turno. 

 

O questionário do Datafolha também inclui perguntas sobre o impacto de um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a candidatos brasileiros. Os entrevistados responderão ainda se concordam ou discordam  que facções do crime organizado como PCC e CV devem ser classificadas como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

 

Sobre esse tema relacionado ao governo Trump, o Datafolha vai indagar da população se a influência do senador Flávio Bolsonaro na decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas foi positiva ou negativa para o Brasil. 

 

Em relação aos cenários de primeiro e segundo turno das eleições presidenciais, a perspectiva é para saber se o Datafolha alcançará resultados parecidos com as últimas pesquisas divulgadas. A Genial/Quaest, por exemplo, apurou que no primeiro turno, o presidente Lula abriu uma distância de dez pontos sobre Flávio Bolsonaro, e de seis pontos na simulação de segundo turno.

 

Números próximos foram apurados pela mais recente pesquisa BTG/Nexus. Segundo o instituto, Lula abriu vantagem de nove pontos sobre Flávio no cenário de primeiro turno e de seis pontos no segundo.

 

Já a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça (16) apresentou números ainda melhores para a candidatura de Lula. De acordo com o levantamento, o candidato à reeleição abriu 13,6% de vantagem sobre o senador do PL na simulação de primeiro turno, e 12,5% no cenário de segundo turno. 

Ex-diretor do BC disse a Vorcaro que mercado responsabilizaria Campos Neto pela “emenda Master”

  • Bahia Notícias
  • 17 Jun 2026
  • 16:09h

Foto: Divulgação - Banco Master / Raphael Ribeiro - BCB

O ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, alertou ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro que o mercado financeiro responsabilizaria o dono do conglomerado e do então presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, pela “emenda Master”. A emenda foi uma proposta apresentada em 2024 pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar de R$250 mil para R$1 milhão a cobertura de investimentos garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). 

 

A proposta foi rejeitada no Senado. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o texto da emenda foi produzido pelo Banco Master e reproduzido na íntegra pelo parlamentar. A proposição foi chamada de “emenda master” pois a instituição de Daniel Vorcaro tinha como estratégia vender CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com alta remuneração, usando a cobertura do FGC como atrativo. 

 

O objetivo era aumentar a captação de dinheiro por meio desse instrumento, o que poderia dar uma sobrevida à instituição. Segundo análise do material apreendido pela Polícia Federal, um trecho de conversa via WhatsApp no dia 13 de agosto de 2024, mostra uma conversa de Vorcaro com ex-diretor jurídico do banco Luiz Rennó, que disse: "Vc [sic] sextuplica seu negócio. Bora".

 

O material também traz trechos de uma conversa entre Paulo Sérgio e Vorcaro via WhatsApp em 14 de agosto de 2024, após a apresentação da emenda no Senado. "Mercado colocando a conta dessa MP em você [Vorcaro]", disse o ex-diretor do BC, que também questionou sobre repercussão ainda maior após o episódio.

 

O dono do Master, por sua vez, afirmou tratar-se de uma emenda e que tinha "muita gente achando positivo", à exceção dos grandes bancos. Ele achava difícil que o caso reverberasse ainda mais.

 

Adiante, Vorcaro afirmou: "Não fui eu quem pedi". Em resposta, Paulo Sérgio continuou: "Estão jogando também no Roberto. É amigo do senador e esteve com ele numa festa recente", em provável referência a Roberto Campos Neto, então presidente do BC.

 

Em nota, a assessoria de Campos Neto disse que o Banco Central atuou institucionalmente contra a emenda por determinação do próprio presidente. "Roberto Campos Neto somente tomou conhecimento da existência da tal emenda por meio do diretor Renato Gomes e, imediatamente, determinou que houvesse uma força-tarefa de diversas áreas do banco para que fundamentassem uma manifestação técnica contra a proposta, na mesma linha do que havia sido defendido pela Febraban [Federação Brasileira de Bancos]", disse.

 

Ainda de acordo com a assessoria, a atuação do BC para a elaboração de fundamentos técnicos contra a proposta foi alinhada à do FGC, que chegou a trabalhar de forma emergencial.

 

As investigações indicam que Paulo Sérgio prestava consultoria estratégica a Vorcaro, orientando sobre a atuação do BC em processos administrativos, sugerindo argumentos para reuniões e revisando relatórios que seriam enviados à autarquia. Procurada, a defesa de Paulo Sérgio ainda não se manifestou formalmente sobre o caso.

Vorcaro pagou R$ 400 mil ao mês e bônus a agentes da PF por informações sigilosas

  • Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
  • 17 Jun 2026
  • 14:46h

Foto: Reprodução

Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, repassava mensalmente R$ 400 mil ao agente aposentado Marilson Roseno da Silva para obter informações de investigações sigilosas, segundo relatório da Polícia Federal. Roseno é apontado como o responsável por criar um mecanismo de vazamento interno na corporação.

 

Segundo as investigações, Roseno ofereceu pagamentos via Pix, presentes e uma gratificação de fim de ano —descrita como "oferenda" de Vorcaro— para recrutar servidores da ativa da PF. Assim, ele cooptou o agente Anderson Wander da Silva e a delegada Valéria Vieira.
 

Também integrariam o esquema os policiais federais aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva, além de um terceiro agente da ativa não identificado.
 

A infiltração garantia a Henrique e Daniel Vorcaro acesso a dados mantidos em sistemas internos, como o e-Pol, onde são registrados os inquéritos em curso. Foi por meio desse esquema que o ex-banqueiro obteve um mandado de prisão contra si e o repassou a um site jornalístico com o objetivo de antecipar a informação e utilizá-la em sua defesa.
 

A reportagem procurou a defesa de Henrique Vorcaro, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Também tentou contato com Marilson Roseno da Silva, hoje em prisão preventiva, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem não localizou a defesa do policial aposentado, que atuava em causa própria em litígios anteriores. A defesa de Daniel Vorcaro disse que não comentaria.
 

Por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), os policiais federais aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva, o Chicão, além do agente da ativa Anderson Wander da Silva, foram alvos de mandados de prisão preventiva. Na mesma operação, a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada de suas funções no cargo público.
 

COMO ROSENO RECEBIA DINHEIRO
 

Segundo a PF, os pagamentos a Roseno eram mascarados como prestação de serviços da própria empresa, a Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial Ltda. Parte dos valores passava pela King Participações, de Luiz Phillipi Mourão, funcionário de Daniel Vorcaro mencionado no relatório como "sicário". Os repasses a Mourão eram feitos pelo cunhado de Daniel, Fabiano Zettel, de acordo com as investigações.
 

Mensagens obtidas pela corporação mostram que Roseno cobrou Henrique Vorcaro no dia 6 de janeiro, após atrasos nos repasses. "Estou segurando uma manda de búfalo [sic]. Não me deixe a deriva, por favor [sic]", escreveu.
 

Vorcaro respondeu que enviaria "imediatamente 400" a Roseno. O policial aposentado replicou que o ideal seria o envio de R$ 800 mil, argumentando que Mourão repassava apenas metade do valor combinado.
 

No dia 9 de janeiro, Vorcaro disse a Roseno: "No momento que estou é que preciso de vocês". "Nos ajude para podermos lhe ajudar, mestre", respondeu o policial aposentado. "Recurso já chegou aí, tá faltando boa vontade [sic]", emendou o agente de segurança.
 

Ainda segundo a PF, o contador de Roseno dava orientações sobre como ocultar a origem dos depósitos da família Vorcaro. Havia sugestões para o uso de CPFs de terceiros para fracionar os valores e evitar alertas das autoridades. A investigação cita Erlene Nonato Lacerda como suposta laranja de Roseno. Nos autos constam notas fiscais de dois pagamentos de R$ 50 mil da empresa de Vorcaro a Erlene.
 

Ela também era responsável por pagar despesas particulares do policial aposentado, que mantinha padrão de vida elevado em Belo Horizonte, onde tinha um apartamento em bairro nobre e uma caminhonete Hilux.
 

REPASSES A WANDER
 

A PF afirma que as ações de Roseno nos sistemas corporativos dependiam do agente da ativa Anderson Wander da Silva, qualificado no relatório como "longa manus" (expressão em latim para executor de ordens de outrem).
 

Wander acessou no e-Pol, ao menos em 2023, dados de investigações contra Vorcaro, segundo o relatório. Ele também recorreu a um colega para consultar informações de um passaporte a pedido de Roseno.
 

Além dos repasses mensais, Roseno acertou gratificações adicionais com o agente da ativa. "Mandar um presente pra filhota que passou no vestibular [sic]. Qual o Pix?", diz uma das mensagens.
 

O relatório não especifica o montante, mas identificou um repasse via Pix enviado a Wander em 31 de dezembro de 2025. Em áudio, o agente agradeceu o valor. "O pagamento é compatível com o bônus de final de ano pago por Daniel Vorcaro e repassado ao núcleo ‘a Turma’", aponta o documento da PF.
 

Mandar um presente pra filhota que passou no vestibular [sic]. Qual o Pix?
 

policial federal aposentado a Anderson Wander da Silva, em repasse de dinheiro de Henrique Vorcaro para obter informações sigilosas na PF
 

ATUAÇÃO DE VALÉRIA E FRANCISCO
 

A delegada Valéria Vieira Pereira da Silva também realizou consultas de interesse da família Vorcaro, diz a corporação. Em fevereiro de 2024, ela acessou um inquérito do qual Henrique Vorcaro havia sido alvo no ano anterior. Os documentos foram repassados a Roseno pelo marido da delegada, o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva.
 

Mensagens indicam que, após não conseguir documentos sigilosos com Wander, que tinha acesso restrito, Roseno avisou ao agente da ativa que procuraria "um colega". Menos de uma hora depois, a delegada Valéria acessou as peças do inquérito contra Henrique. No mesmo dia, 23 de fevereiro de 2024, as informações foram encaminhadas a Daniel Vorcaro.
 

O relatório, contudo, não identificou pagamentos feitos a Valéria e Francisco. Os investigadores constataram que muitas das mensagens enviadas ao casal foram apagadas.
 

SEBASTIÃO MONTEIRO JÚNIOR
 

A investigação também relata encontros entre Roseno e o também policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior, acusado de recrutar agentes da ativa para "a Turma". Em áudios interceptados pela PF, os dois combinam de falar sobre "uma ideia" em um local discreto.
 

"Você sobe, mas a gente conversa lá, porque aqui tô com uma turma que pode atrapalhar (sic)", disse Roseno a Monteiro Júnior. Imagens de câmeras de segurança comprovam o encontro.

STF retoma julgamento que pode limitar gratuidade na Justiça do Trabalho

  • Por Cristiane Gercina e Guilherme W. Almeida | Folhapress
  • 17 Jun 2026
  • 12:50h

Foto: Gustavo Moreno / STF

O STF (Supremo Tribunal Federal) volta a julgar nesta quarta-feira (17) a ADC (Ação Declaratória de Constitucionalidade) 80, sobre gratuidade na Justiça do Trabalho. O processo está na pauta da corte e a tendência é que os ministros aprovem proposta que pode limitar o acesso a quem tem renda de até R$ 5.000.

 

A ação discute se a autodeclaração de hipossuficiência —chamada de declaração de pobreza— é documento válido para garantir o direito. Os ministros devem, no entanto, definir qual é o documento e quem deve apresentá-lo: se todos os trabalhadores ou apenas quem ganhar além dos R$ 5.000, que é o limite de isenção do Imposto de Renda hoje.
 

O caso começou a ser debatido em 21 de maio, quando os advogados apresentaram argumentos a favor e contra a tese. Antes, porém, o julgamento no plenário virtual do STF já tinha maioria em favor da limitação. O julgamento virtual foi interrompido por pedido de destaque do ministro Edson Fachin, relator da ação, que levou para o plenário físico.
 

O processo chegou ao Supremo por causa das mudanças da reforma trabalhista de 2017, que limitou o acesso à Justiça do Trabalho. Na nova CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), ficou definido que apenas quem ganha até 40% do teto da Previdência Social tem esse direito.
 

O ministro Edson Fachin, relator da ADC 80, defende o direito à gratuidade atrelado aos 40% do teto da Previdência, conforme aprovado na reforma trabalhista de 2017. Assim, quem ganha até R$ 3.390 hoje pode ter acesso à justiça gratuita.
 

Quanto à comprovação, o presidente do Supremo entende que a declaração de pobreza deve ser aceita, e cabe à parte contrária comprovar a invalidade da prova. Essa presunção de verdade vale, segundo ele, para os que ganham abaixo ou acima do teto proposto.
 

No julgamento em plenário virtual, a divergência foi apresentada por Gilmar Mendes. O ministro propõe que a justiça gratuita esteja atrelada aos critérios atuais de isenção do IR. Caso o Supremo siga a proposta, quem tem renda de até R$ 5.000 teria acesso à gratuidade, bastando a autodeclaração de renda.
 

A atualização deste valor, segundo o voto do ministro, deve seguir a tabela do IR. Se ela não for atualizada, como ocorreu durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) — inflação oficial do país — deve ser usado.
 

O ministro Cristiano Zanin concorda em parte com Gilmar Mendes. Ele é a favor do limite de R$ 5.000, mas defende que a comprovação de insuficiência de renda deve valer para todos, ou seja, todos que buscam a Justiça gratuita deveriam apresentar provas desse direito.
 

Para a advogada Leticia Ribeiro, sócia da área trabalhista do escritório Trench Rossi Watanabe, a decisão do STF não irá restringir o acesso à Justiça, mas definir critérios sobre quem tem esse direito.
 

"Muitas pessoas pensam que, a depender do resultado, as empresas seriam as mais beneficiadas. Na minha visão, a definição de parâmetros claros, seja qual for o resultado, traz mais segurança jurídica para os trabalhadores, para os advogados e para os próprios magistrados", diz.
 

O desafio do Supremo, segundo Letícia, é equilibrar dois valores constitucionais: o acesso à Justiça e a destinação adequada da assistência judiciária. Ela diz que a declaração de hipossuficiência —chamada de declaração de pobreza— sem comprovação pode beneficiar quem não tem necessidade econômica efetiva.
 

A advogada Analis Bifulco, coordenadora da área trabalhista do Colleta Rodrigues advogados, afirma que a limitação pode elevar a qualidade das reclamações trabalhistas. "Com a possibilidade de acesso irrestrito, há muitos aventureiros. E com isso, o que se vê são reclamações mal escritas, infundadas. O reclamante acaba entrando com ação porque, no pior dos casos, ele só não ganha nada", diz.
 

Para Analis, além de definir o teto da gratuidade e os critérios de concessão, é importante que o STF discuta parâmetros para a comprovação da hipossuficiência por quem recebe acima do limite. A ideia, segundo ela, é evitar distorções na concessão de gratuidade.
 

"Seria muito bom se o STF desse critérios objetivos para diferentes faixas salariais. Exatamente para evitar discussões, que com certeza vão se gerar no futuro, de pessoas que não ganham tão mais de 5.000 e por pouco terão o acesso limitado", afirma.
 

*
 

O QUE O STF VAI DECIDIR SOBRE JUSTIÇA DO TRABALHO GRATUITA?
 

O STF discute se a autodeclaração de hipossuficiência feita pelo trabalhador é prova que dá direito à Justiça do Trabalho. Esse é o motivo de a ADC 80 ter chegado ao Supremo. No entanto, os ministros ampliaram o debate e devem mudar a regra de limitação de acesso à Justiça gratuita.
 

Pode ser mantido que diz a nova CLT, que limita a Justiça gratuita a quem recebe até 40% do teto da Previdência Social, o que dá R$ 3.390 hoje, ou estabelecido novo limite, atrelado à tabela do Imposto de Renda. Nesse caso, quem ganha até R$ 5.000 teria direito ao benefício. Há maioria em julgamento anterior em favor desta última regra.
 

O Supremo também irá delimitar como deve ser a comprovação de renda para ter acesso ao benefício. Fachin propõe que seja mantida a validade da autodeclaração de pobreza para quem ganha mais ou menos do que o teto.
 

Já Gilmar Mendes diz que o trabalhador que tiver renda abaixo do valor estabelecido não precisaria de nenhum documento para comprovar a hipossuficiência. No entanto, para os que ganham acima do teto, haveria necessidade de comprovação por meio de documentos.
 


 

O QUE PODE MUDAR NA REGRA QUE JÁ EXISTE HOJE?
 

A regra atual é a definida na CLT após a reforma trabalhista. Têm direito à gratuidade os trabalhadores que recebem salário igual ou inferior a 40% do teto da Previdência. Os juízes do Trabalho podem, a qualquer momento, conceder a gratuidade a quem se enquadra nesse critério, mesmo sem que haja pedido.
 

A súmula 463 do TST (Tribunal Superior do Trabalho) definiu que, para quem ganha acima deste valor, basta a apresentação da declaração de pobreza para ter direito à Justiça gratuita.
 

O principal questionamento da Consif, autora da ADC 80, é às concessões de Justiça gratuita a trabalhadores cujo salário supera o limite legal. A CLT exige comprovação, mas o histórico de decisões trabalhistas aceita apenas a declaração de hipossuficiência.
 


 

O QUE OS MINISTROS DEFENDEM?
 

Para o relator e presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, deve-se seguir a regra estabelecida na CLT, de que o acesso à gratuidade é garantido a quem tem renda igual a, no máximo, 40% do teto da Previdência Social. O presidente da corte propõe ainda que seja mantida a validade da autodeclaração de pobreza para quem ganha mais ou menos do que o teto.
 

Já o ministro Gilmar Mendes quer atrelar o limite da gratuidade à tabela do Imposto de Renda. Ou seja, quem ganha até R$ 5.000 não paga as custas de ações trabalhistas.
 

Na visão de Mendes, o trabalhador que tiver renda abaixo do valor estabelecido não precisaria comprovar a hipossuficiência. No entanto, para os que ganham acima do teto, ele defende a necessidade de comprovação com outros documentos.
 

O ministro Cristiano Zanin também votou por limitar o acesso à Justiça gratuita a quem ganha R$ 5.000 e para que seja apresentada documentação comprovando a renda. No julgamento atual, no entanto, ainda não há nenhum voto, porque a análise do caso foi reiniciada no plenário físico após passar pelo plenário virtual.
 


 

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A AUTODECLARAÇÃO DE POBREZA E OUTRO TIPO DE COMPROVAÇÃO?
 

A declaração de pobreza, ou de hipossuficiência, é um documento enviado ao juiz trabalhista —em geral escrito à mão pelo próprio trabalhador ou assinado por ele— alegando que não consegue arcar com os custos do processo. A advogada Analis Bifulco explica que os escritórios, em muitos casos, têm padrões de petições, e que o TST permite ao advogado fazer a declaração, caso tenha procuração em nome do cliente.
 

Outros tipos de comprovação, que são chamadas na Justiça de comprovação objetiva, exigiriam a apresentação de documentos mostrando os motivos do pedido de hipossuficiência. Trabalhadores que recebem abaixo do teto, por exemplo, podem enviar holerites e até mesmo o informe de rendimento para a declaração do Imposto de Renda, assim como a própria declaração do IR.
 

Os que recebem acima poderiam juntar provas de que a renda está comprometida. Faturas de cartão de crédito, pagamentos em atraso, comprovantes de empréstimos e de financiamentos são algumas provas possíveis, segundo a advogada Letícia Ribeiro. Ela cita ainda pessoas que possam ter despesas médicas elevadas. Podem ser despesas próprias ou relacionadas a algum dependente.
 

Esses documentos, no entanto, ainda não foram citados pelos ministros como possíveis provas de hipossuficiência.
 


 

O QUE DIZ QUEM É CONTRA A JUSTIÇA GRATUITA?
 

A Consif, autora da ação no STF, que defende o setor financeiro, apresentou dados do setor bancário para sustentar a tese de "concessão indiscriminada" da gratuidade. Segundo a entidade, em 2025, 98,7% das ações trabalhistas contra bancos tiveram pedido de justiça gratuita, deferido em 99,9% dos casos, embora a remuneração média da categoria esteja em torno de R$ 12,5 mil.
 

Foram mencionados casos de ex-empregados com salários entre R$ 26 mil e R$ 84 mil beneficiados apenas com autodeclaração de "concessão indiscriminada" da gratuidade. Segundo a entidade, em 2025, 98,7% das ações trabalhistas contra bancos tiveram pedido de justiça gratuita, deferido em 99,9% dos casos, embora a remuneração média da categoria esteja em torno de R$ 12,5 mil.
 

Foram mencionados casos de ex-empregados com salários entre R$ 26 mil e R$ 84 mil beneficiados apenas com autodeclaração.
 


 

O QUE DIZ QUEM É A FAVOR DA JUSTIÇA GRATUITA?
 

Segundo, Ricardo Quintas Carneiro, advogado da CUT (Central Única do Trabalhador) que participou como amicus curiae —amigo da corte—, a Constituição não autoriza tratar o trabalhador como potencial fraudador. Ele defendeu a autodeclaração como meio legítimo para pessoas físicas terem acesso ao Judiciário de forma gratuita, mas disse que ela pode ser impugnada caso o juiz assim entenda e até levar o autor à condenação por litigância de má-fé.
 

Segundo Carneiro, o debate não pode ignorar que as principais demandas trabalhistas envolvem verbas rescisórias, adicional de insalubridade, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e danos morais.
 

Mauro de Azevedo Menezes, representante da federação dos trabalhadores em telecomunicações, contestou os números apresentados pelos autores da ação e afirmou que a Justiça do Trabalho indefere parcela relevante dos pedidos de gratuidade.
 

Ele também disse que desempregados e superendividados precisam de proteção. Para Menezes, a Constituição já prevê a comprovação da insuficiência, mas isso não elimina a possibilidade de "presunção relativa baseada na autodeclaração".

Itamaraty vai readmitir concursada que teve autodeclaração racial contestada

  • Por Isadora Albernaz / Folhapress
  • 17 Jun 2026
  • 10:09h

Foto: Agência Brasil

A AGU (Advocacia-Geral da União) firmou na segunda-feira (15) um acordo de conciliação com a internacionalista Flávia Medeiros, 29, que permitirá a posse dela no cargo de oficial de chancelaria do Itamaraty. Ela havia sido exonerada por ter sua autodeclaração como mulher parda contestada.

 

O acordo irá encerrar um processo judicial na Justiça Federal movido por Medeiros em que ela questionava a decisão da banca de heteroidentificação de excluí-la da lista de candidatos negros. A concursada também aceitou renunciar a eventuais pedidos de indenização financeiras ou funcionais.
 

A internacionalista chegou a exercer o cargo no Itamaraty. O Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos), banca organizadora do concurso, no entanto, afirmou que ela foi rejeitada por ter "pele clara, cabelos lisos e traços finos".
 

O ministro da AGU, Jorge Messias, disse que o caso de Flávia Medeiros ficará como legado para que "injustiças não ocorram mais" e defendeu que o governo deve fazer uma "profunda reflexão" para a reformulação do processo de heteroidentificação.
 

"Esta conciliação preserva a legalidade, preserva a constitucionalidade e corrige uma rota que estava indo pela direção equivocada", disse Messias durante a cerimônia de assinatura do acordo. A ministra em exercício das Relações Exteriores, a embaixadora Maria Laura da Rocha, também esteve presente.
 

O acordo ainda precisará ser homologado pela Justiça e, confirmada essa etapa, o governo encaminhará a nomeação e a posse de Medeiros. "A composição estabelece que a posse produzirá efeitos exclusivamente a partir de sua efetivação, sem efeitos retroativos", diz a nota da AGU.
 

Flávia Medeiros afirma se identificar como negra desde sempre e que a banca avaliadora não poderia definir quais pessoas podem ter, ou não, vivências racistas no Brasil. A candidata também argumentava que o próprio Itamaraty a reconheceu etnicamente ao elegê-la para integrar o Comitê Étnico-Racial da instituição como secretária-adjunta.
 

Esgotados os recursos administrativos, ela buscou a Justiça Federal.
 

A primeira instância reconheceu inconsistências na decisão da comissão de avaliação e permitiu que a candidata fosse empossada no cargo. A segunda instância, porém, argumentou que a determinação anterior era inconsistente e que devia apenas garantir a continuidade de Medeiros no certame público, anulando a ordem. Com a nulidade, ela foi exonerada.
 

A internacionalista invocou a decisão do Supremo Tribunal Federal na ADC (Ação Declaratória de Constitucionalidade) 41, que reconheceu a legalidade de cotas raciais em concursos públicos. A corte entendeu em 2017 que as comissões de heteroidentificação devem coibir fraudes, mas, em casos de dúvida, deve prevalecer a autodeclaração do concorrente ao certame.

Senado votará projeto de Leo Prates que transfere a sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 17 Jun 2026
  • 08:38h

Foto: Reprodução Redes Sociais

O Senado deve votar, na sessão plenária desta terça-feira (16), o PL 5672/2025, que transfere simbolicamente a sede do governo federal para a cidade de Salvador, no dia 2 de julho de cada ano. O projeto, de autoria do deputado Leo Prates (Republicanos-PB), já foi aprovado pela Câmara no mês de março.

 

No Senado, o PL 5.672/2025 é relatado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), que em seu parecer manteve o texto da Câmara. O projeto determina que a mudança simbólica inclua atividades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União durante as celebrações da Independência da Bahia, considerada o marco da consolidação da Independência do Brasil. 

 

Segundo a proposta apresentada pelo deputado Léo Prates, a transferência da capital ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários durante o 2 de julho em Salvador. Pelo texto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.

 

O deputado Léo Prates justificou a medida como forma de reconhecer e valorizar a importância histórica da Bahia e do seu povo na luta pela independência e formação do estado-nação brasileiro. 

 

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates. 

 

No seu parecer, o senador Jaques Wagner destaca que essa não é a primeira vez que a sede do governo federal é transferida temporariamente ou que Salvador recebe essa estrutura. A medida já foi adotada pela Lei 8.675, de 1993, que transferiu a sede para a capital baiana em julho de 1993, durante as reuniões da 3ª Conferência Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo. 

 

Outro exemplo citado pelo senador baiano é a Lei 15.251, de 2025, que transferiu a sede federal para Belém, no Pará, em novembro do ano passado, durante a 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP-30).

 

Ao defender a aprovação da proposta, Wagner destacou que a escolha da data homenageia a Independência da Bahia, que consolidou a soberania nacional ao expulsar as forças portuguesas. 

 

"Salvador, que foi a primeira capital e berço histórico da formação política do Brasil, simboliza o lugar em que nosso país deixou de ser apenas uma declaração formal às margens do Ipiranga para se tornar, de fato, uma nação livre", disse Wagner.

Alcolumbre nega que teria recebido US$ 30 milhões de Vorcaro e pergunta:

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 16 Jun 2026
  • 18:45h

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em discurso no plenário, na abertura da sessão deliberativa desta terça-feira (16), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou que tivesse recebido cerca de US$ 30 milhões em um depósito no exterior feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi publicada pela revista Veja na edição que foi às bancas na última sexta (12).

 

Demonstrando indignação com a menção ao seu nome feito pela revista, Alcolumbre disse repudiar “com veemência” o conteúdo da matéria publicada pela revista Veja. 

 

"Jamais recebi aqueles valores, ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja. São alegações inteiramente falsas, com a única e aparente intenção de arrastar para a lama meu nome, minha honra, minha reputação. Vou repetir: jamais recebi quaisquer valores em contas no Brasil ou no exterior. Isso nunca aconteceu”, afirmou o presidente do Senado.  

 

De acordo com a matéria assinada pelo jornalista Robson Bonin, a operação do suposto envio de US$ 30 milhões a Alcolumbre em uma conta no exterior teria sido conduzida por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, como pagamento pelo apoio a uma demanda de interesse do Master. O valor equivale a aproximadamente R$ 153 milhões e, segundo a reportagem, foi depositado em uma conta secreta no exterior, conforme teria sido revelado por Daniel Vorcaro em sua proposta de delação premiada. 

 

No seu pronunciamento no plenário, Davi Alcolumbre disse considerar “espantoso” e “revoltante” que uma acusação dessa gravidade seja publicada pela imprensa sem provas ou evidências que a comprovem.  

 

“O mal já está feito. Nos resta, agora, investigar a fundo os fundamentos dessas alegações. Se elas de fato constarem do acordo de colaboração, se elas de fato partiram do colaborador e de sua defesa, tomaremos todas as medidas cabíveis para nos defendermos dessas acusações”, garantiu o senador amapaense.

 

Em outro ponto do seu pronunciamento, o presidente do Senado expressou sua preocupação com vazamentos seletivos feitos para atingir a imagem de um chefe de poder, e falou também sobre a possibilidade de a informação ter sido veiculada de forma leviana para prejudicá-lo.

 

“Se esse fato sequer constar de um acordo de colaboração, se não tiver sido dito pelo colaborador, por sua defesa ou pela autoridade responsável pela condução desse procedimento, então estaremos diante de uma situação muito mais grave. Porque não estaremos diante apenas de uma acusação falsa contra o Presidente do Senado Federal. Estaremos diante da invenção de um fato inexistente e da tentativa de atribuir esse fato a um procedimento oficial para lhe conferir aparência de verdade”, afirmou Alcolumbre. 

 

“A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo? Descobriremos as respostas a todas essas perguntas”, concluiu o senador Davi Alcolumbre, ao questionar os motivos da inclusão de seu nome como um dos beneficiários de pagamentos feitos pelo dono do banco Master. 

 

Após seu pronunciamento, Davi Alcolumbre recebeu a solidariedade de diversos senadores, entre eles o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). 

Ator que irá viver Gilberto Gil em espetáculo musical conhece artista e se emociona:

  • Bahia Notícias
  • 16 Jun 2026
  • 16:48h

Foto: Robert Schwenck

Gilberto Gil viveu um encontro especial nos palcos. O baiano, que terá a vida e a obra transformada em um espetáculo musical por Miguel Falabella, conheceu o ator que irá protagonizar 'Gil - Andar Com Fé' nos teatros a partir de agosto, o mineiro Gui Ventura.

 

O momento aconteceu no Teatro Fernanda Montenegro, do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

 

Gui foi escolhido entre maisde 800 artistas que fizeram o teste para viver o Imortal nos palcos, e não conteve as lágrimas ao encontrar com o ídolo. Durante o encontro, o jovem apresentou para o baiano a música 'Orixá de Palavra', uma composição dele em homenagem ao artsita.

 

“Vivi um misto de emoção e catarse. Eu estava diante não só de um dos grandes mestres da nossa música, mas do artista que tanto me influenciou a ponto de ter sonhado um dia interpretá-lo no cinema. Ele abrandou minha ansiedade e pude sentir a força que tem essa missão”, revela Gui.

 

No próximo dia 26 de junho, data de aniversário de Gil, será revelado o restante do elenco do espetáculo, que contará com 48 artistas, entre músicos e atores. A grande estreia acontecerá no Teatro Santander, em São Paulo, no dia 20 de agosto, como parte da comemoração dos dez anos da casa.