Bolsonaro apresenta soluços 'acima da média', mostra relatório médico

  • Por Augusto Tenório | Folhapress
  • 07 Jun 2026
  • 12:07h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a apresentar soluços acima da média nesta semana, mostra boletim médico. Ele segue em prisão domiciliar por causa do quadro de saúde, com acompanhamento após realizar uma cirurgia no ombro direito há pouco mais de um mês.
 

De acordo com o boletim enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, no âmbito da ação sobre a trama golpista, Bolsonaro apresentou o quadro de soluços nos últimos sete dias.
 

Uma pessoa que acompanha a rotina de Bolsonaro na prisão domiciliar afirmou, em reserva, que o ex-presidente tem sentido dores e descreveu o quadro como preocupante.
 

O médico Brasil Ramos Caiado diz estar mantendo "doses elevadas" de medicações específicas, além de "rigorosa dieta com baixo teor de acidez".
 

De acordo com o médico, Bolsonaro apresenta estabilidade do ponto de vista cardiológico, mas se queixa "de cansaço leve e fadiga" ao fazer esforços médios. O ex-presidente também reclama de "desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito".
 

A ausculta pulmonar, método de avaliação para ouvir a passagem do ar pelas vias aéreas, apontou que a alteração residual "na base do pulmão esquerdo" segue inalterada. Em março, Bolsonaro foi internado com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral.
 

O fisioterapeuta Kleber Antonio Caiado de Freitas também visitou Bolsonaro e enviou seu boletim a Moraes. No documento, ele descreve que o ex-presidente segue utilizando uma tipoia e relata desconforto ao tentar movimentar o braço, continuando com limitação de movimentação.
 

"Diante desse quadro, a fisioterapia permanece direcionada à liberação da cicatriz cirúrgica, ao relaxamento muscular e à manutenção das condições teciduais da musculatura da cintura escapular e da região cervical", descreve Freitas.
 

O fisioterapeuta também relatou que, durante sessão na última quinta-feira (4), Bolsonaro "apresentava episódio de soluços persistentes". Esse quadro "interferiu diretamente em sua condição física e no aproveitamento do atendimento fisioterapêutico", afirmou o profissional.
 

Freitas ainda relatou não ter sido possível a realização de exercícios ativos e passivos para o ombro "em razão do cansaço e da fadiga apresentados no momento da sessão". O fisioterapeuta recomendou apenas a continuidade dos atendimentos.
 

Bolsonaro foi condenado pelo STF, em setembro do ano passado, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. Ele foi preso em novembro ao tentar violar sua tornozeleira eletrônica.
 

Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias ao ex-presidente. Na ocasião, Bolsonaro estava internado com broncopneumonia. Ele enfrenta sequelas da facada recebida em 2018.

União Europeia formaliza veto a compra de carne brasileira; medida passa a valer em setembro

  • Bahia Notícias
  • 07 Jun 2026
  • 10:05h

Foto: Abiec/Divulgação

A União Europeia (UE) publicou, na sexta-feira (5), um documento que oficializa o veto do bloco à importação de carne brasileira. O grupo decidiu excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para o bloco a partir de 3 de setembro deste ano.

 

Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

 

Segundo o documento publicado na sexta, o país não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que garantem que a carne e outros produtos de origem animal do Brasil cumprem os requisitos da UE sobre o uso das substâncias.

 

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.

 

Quando o bloco anunciou a sua decisão, no início de maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil pode voltar à lista assim que comprovar os requisitos exigidos.

 

O governo brasileiro, por sua vez, disse, na época, que estava surpreso com a decisão e que iria negociar. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

 

Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

 

A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos, segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado, atrás da China.

Revisão da Ficha Limpa gera incertezas travam cenário eleitoral em estados e no DF

  • Por João Pedro Pitombo | Folhapress
  • 07 Jun 2026
  • 08:00h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A largada da disputa eleitoral nos estados acontece sob a sombra dos tribunais, que podem redefinir o tabuleiro político para as eleições de outubro em ao menos cinco estados e no Distrito Federal.
 

Enquanto o STF (Supremo Tribunal Federal) discute a validade das mudanças promovidas pelo Congresso Nacional na Lei da Ficha Limpa, políticos com pendências judiciais lançam pré-candidaturas ao governo e ao Senado em um cenário de insegurança frente à Justiça Eleitoral.
 

O Congresso aprovou em setembro de 2025 um projeto que reduz os efeitos da inelegibilidade ao permitir que o prazo de oito anos passe a ser contado a partir da condenação, e não após o cumprimento da pena. A mudança foi contestada no STF pelo partido Rede Sustentabilidade.
 

Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux votaram pela derrubada das mudanças apontando retrocessos na Lei da Ficha Limpa, mas a votação foi interrompida na última semana de maio com um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
 

Entre políticos ouvidos pela reportagem, a avaliação é que o pedido de vista indica uma posição contrária à derrubada da flexibilização da Ficha Limpa. Para eles, a mudança na lei seria casuísmo, por alterar as regras a menos de um ano da eleição.
 

Enquanto o STF não conclui o julgamento da ação, permanece incerta a situação das candidaturas de políticos como José Roberto Arruda (PSD-DF).
 

Governador do Distrito Federal entre 2007 e 2010 e pivô do mensalão do DEM, Arruda foi preso e condenado em processos derivados da Operação Caixa de Pandora, de 2009, quando foi filmado recebendo um maço de dinheiro.
 

Depois de mais de 15 anos, decidiu voltar à política e se lançou candidato para desafiar a governadora Celina Leão (PP), mas enfrenta um cenário de dúvidas no campo jurídico: como tem um recurso sem julgamento há anos, a pena de inelegibilidade não começou a ser cumprida ainda.
 

"É uma situação que causa algum grau de incerteza e o grupo que está no poder em Brasília insiste muito em lançar essa dúvida no eleitor. Mas no momento em que eu registrar a candidatura essa dúvida acaba. Estou muito confiante de que desta vez vão me deixar concorrer", diz Arruda.
 

Ele afirma que consultou advogados antes de lançar sua candidatura e destacou que, pelo cenário atual após as mudanças na Lei da Ficha Limpa, está elegível. Também diz não acreditar que o STF vai derrubar as mudanças na lei e alterar as regras nas vésperas das eleições: "Acredito na Justiça".
 

No Rio de Janeiro, três ex-governadores que planejavam ser candidatos enfrentaram pendências judiciais ou foram alvo de investigações, como mostram os casos de Cláudio Castro, Anthony Garotinho e Wilson Witzel.
 

Cláudio Castro (PL), que chegou a se lançar pré-candidato ao Senado, desistiu da disputa após tornar-se alvo de investigações da Polícia Federal. O movimento alterou o cenário local e cálculos políticos de aliados e adversários no estado.
 

Dentre os candidatos ao governo, Anthony Garotinho (Republicanos) se lançou pré-candidato em meio a um cenário de dúvidas. Mas o STF anulou condenações decorrentes da Operação Chequinho em maio, em decisão que lhe devolveu a elegibilidade.
 

Wilson Witzel se filiou ao Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira, para concorrer novamente ao governo do Rio, mas o processo de impeachment o declarou inelegível por cinco anos em 2021.
 

Procurado, o ex-governador diz estar apto a disputar as eleições de 2026, já que a condenação do processo de impeachment tem mais de cinco anos a contar da decisão, seguindo o previsto na lei aprovada pelo Congresso.
 

Ao menos dois estados do Norte vivem situações de incerteza. No Acre, Gladson Cameli (PP) renunciou ao governo para concorrer ao Senado, mas foi condenado no STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
 

A condenação, para a qual ainda cabe recursos, lançou dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de uma das principais lideranças políticas do estado.
 

Em Roraima, a sucessão estadual sofreu uma reviravolta após a cassação da chapa eleita em 2022. Com isso, a decisão abriu caminho para uma eleição indireta para escolher um governador-tampão em 21 de junho e alterou o tabuleiro político local às vésperas da campanha.
 

Edilson Damião (União Brasil), vice que assumiu o governo em abril e planejava disputar a reeleição, agora enfrenta incertezas sobre sua participação na eleição deste ano. A situação é semelhante para Antonio Denarium (Republicanos), que governou o estado entre 2019 e 2026 e planejava concorrer ao Senado.
 

Até o cenário da eleição indireta está embaralhado porque Arthur Henrique (PL), que renunciou à prefeitura de Boa Vista em abril para concorrer ao governo em outubro, teve sua participação na eleição de junho vetada pelo STF. Arthur Henrique (PL), que renunciou à prefeitura de Boa Vista em abril para concorrer ao governo em outubro, teve a participação na eleição de junho vetada pelo STF.
 

O ministro Flávio Dino decidiu que só podem concorrer em junho os candidatos que respeitaram um prazo de desincompatibilização de seis meses antes da eleição, o que não foi o caso de Arthur Henrique, que poderia concorrer apenas na eleição de outubro.
 

Dentre os estados do Nordeste, Sergipe enfrenta um cenário de indefinição. Principal nome da oposição na disputa pelo governo, Valmir de Francisquinho (Republicanos) está elegível graças a uma decisão liminar. Seu futuro político, contudo, segue condicionado ao desfecho dos processos na Justiça Eleitoral.
 

Em 2022, Valmir foi o candidato ao governo que teve mais votos no primeiro turno, mas a Justiça Eleitoral o declarou inelegível e ele não disputou a segunda etapa da disputa, vencida pelo hoje governador Fábio Mitidieri (PSD).
 

No Paraná, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) segue em um cenário indefinido. Cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023, ele busca reverter os efeitos da decisão para concorrer ao Senado na chapa liderada pelo ex-juiz e senador Sérgio Moro (PL), com quem atuou na operação Lava Jato.
 

Valmir de Francisquinho, Gladson Cameli, Deltan Dallagnol, Edilson Damião e Antonio Denarium foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram.

Matheus Buente é condenado por chamar advogado de "burro do satanás"

  • Bahia Notícias
  • 06 Jun 2026
  • 12:14h

Matheus Buente / Foto: Divulgação

A Justiça condenou o comediante e professor de história Matheus Buente por danos morais e o humorista deverá pagar uma indenização de R$ 4 mil ao advogado Mateus Nogueira da Silva. A sentença veio em decorrência da publicação nas redes sociais de Matheus em que chamava o profissional de "burro do satanás". A decisão foi proferida pela 4ª Vara do Sistema dos Juizados Especiais de Causas Comuns de Salvador na quarta-feira (3).

 

O advogado alegou ter sido alvo de publicações ofensivas e ataques à sua imagem e reputação profissional. Segundo informações obtidas pelo portal bahia.ba, se o valor não for quitado em até 15 dias, será aplicada multa de 10% sobre o montante da condenação. Além da indenização, o comediante deve retirar o conteúdo que foi considerado ofensivo e conceder o direito de resposta.

 

Vídeos, capturas de tela e registros das publicações nas plataformas digitais fizeram parte do acervo de provas apresentadas ao processo, que teve origem em abril em uma ação movida pelo advogado.

 

As publicações feitas por Buente também passaram a integrar o roteiro de suas apresentações de stand-up comedy. Na sentença, foi destacado que as manifestações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão que foi a principal linha de defesa do humorista.

Inep prorroga prazo de inscrição do Enem 2026 até 12 de junho

  • Bahia Notícias
  • 06 Jun 2026
  • 10:02h

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), prorrogou o prazo de inscrição do Enem 2026. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (5).

 

Com a mudança, estudantes poderão se inscrever até o dia 12 de junho por meio da Página do Participante. Antes da mudança, as inscrições iriam até as 23h59 desta sexta-feira. A extensão do período de inscrição modificou o cronograma do Exame, a exemplo da a data limite para o pagamento da taxa.

 

As provas seguem marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, em todo o país. Todos os interessados devem acessar a Página do Participante, seja estudante ou egresso do ensino médio, ou mesmo concluintes da etapa matriculados na rede pública que têm pré-inscrição automática. 

 

TAXA E ISENÇÕES 
O valor da taxa de inscrição o Enem 2026 será de R$ 85, como nos anos anteriores. Os candidatos que não possuem direito à isenção devem efetuar o pagamento obrigatoriamente entre os dias 25 de maio e 12 de junho. O valor pode ser quitado em bancos, casas lotéricas ou aplicativos bancários, aceitando modalidades como Pix (via QR Code) e cartão de crédito, dependendo da instituição financeira.

 

Têm direito à isenção da taxa os estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas da rede pública no ano de 2026. Além disso, o benefício se estende a participantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que pretendam utilizar o resultado para certificação de conclusão do ensino médio.

 

Também estão isentos aqueles que já tiveram a solicitação de isenção aprovada previamente em abril, conforme as regras do edital de isenção.

Família reconhece corpo encontrado em picape como o do empresário desaparecido em Ipiaú

  • Bahia Notícias
  • 06 Jun 2026
  • 08:11h

Foto: Reprodução Redes Sociais

A família e amigos do empresário Valdiney Fernandes Santos, de 51 anos, reconheceram o corpo encontrado nesta sexta-feira (5) dentro de uma picape Fiat Strada em uma roça de cacau na região das Sete Voltas, zona rural de Ibirapitanga, como sendo dele. A confirmação foi obtida junto a fontes oficiais e pessoas próximas aos familiares.

 

As características físicas e outros elementos observados no local apontam para a identificação de Valdiney, desaparecido desde a manhã de terça-feira (2). A confirmação definitiva, no entanto, depende dos exames periciais do Departamento de Polícia Técnica (DPT), devido ao estado de decomposição em que o corpo foi encontrado.

 

Valdiney saiu de casa na terça-feira informando que iria até uma fazenda de sua propriedade na região da Jaguarana, zona rural de Itagi, no Sul da Bahia. Ele não chegou ao destino e não deu mais notícias.

Ancelotti antecipa Paquetá e Igor Thiago como titulares contra o Egito: “Último jogo para testes”

  • Bahia Notícias
  • 05 Jun 2026
  • 18:22h

Foto: Reprodução/TV Globo

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, concedeu entrevista nesta sexta-feira (5), na véspera do amistoso contra o Egito, marcado para este sábado, às 19h (de Brasília), em Cleveland. O treinador indicou mudanças na equipe, mas evitou divulgar a escalação titular.

 

 

Segundo Ancelotti, a partida será a última oportunidade para observar alternativas antes da Copa do Mundo. O italiano destacou que ainda não definiu um time ideal para a competição.

 

“É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testá-lo e testar o Igor Thiago no jogo de amanhã. Acho que o sistema com os quatro na frente está bastante consolidado. Quero testar uma nova alternativa no último teste”, afirmou.

 

O treinador também comentou a situação do zagueiro Gabriel Magalhães, que deve ser preservado do amistoso. De acordo com Ancelotti, o defensor do Arsenal apresentou desgaste físico após a final da Liga dos Campeões.

 

“Voltou da final da Champions um pouco cansado. Não queremos assumir riscos com ele. Creio que amanhã não vai jogar, vai ser preparado para o primeiro jogo”, explicou.

 

Ancelotti ainda confirmou que pretende utilizar todos os jogadores disponíveis durante a partida. A ideia é promover mudanças completas na equipe ao longo do amistoso.

 

“Amanhã temos 11 mudanças, vou aproveitar as 11 mudanças na segunda parte. Pode ser alguns jogadores que precisem jogar mais, que tenham saído de lesão anteriores, como Raphinha, Bruno, pode ser que eu dê um pouco mais de minutos a eles, mas todos vão jogar”, destacou.

Advogado aciona STF com tese de "clonagem humana" envolvendo Lula, Bolsonaro e o Papa

  • Bahia Notícias
  • 05 Jun 2026
  • 16:19h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Um advogado acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Polícia Federal (PF) investigue uma suposta organização internacional voltada à clonagem de DNA, controle mental e substituição de pessoas por clones. A petição aponta como supostos integrantes do esquema o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o papa Leão XIV e o ator norte-americano Leonardo DiCaprio.

 

O caso foi protocolado na Suprema Corte e ainda aguarda a distribuição para a definição de um ministro relator. Apesar do teor das acusações, a petição não apresenta quaisquer evidências científicas, documentos ou elementos mínimos de prova que sustentem as alegações e foi revelada pelo portal Metrópoles. 

 

AS ALEGAÇÕES
Na ação judicial, o advogado Kelmo Martins Bandeira afirma que a suposta organização (classificada por ele como "666" ou "Babilônia") que também contaria com a participação da Igreja Católica, de Hunter Biden (filho do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden) e de familiares de DiCaprio.

 

O autor da petição sustenta que o mapeamento do genoma humano deu início a práticas de manipulação física e de gênero. Segundo a tese apresentada, as vítimas teriam sua genética clonada de forma violenta para que robôs ou outras pessoas assumissem suas identidades.

 

Entre os alvos e afetados pela suposta rede, o advogado lista diversas personalidades públicas, políticos e artistas brasileiros, tais como Neymar, Ronaldo Fenômeno, William Bonner, Hamilton Mourão, Claudia Leitte, Samuel Rosa e Wesley Safadão.

 

A petição também traz alegações de que o empresário Joesley Batista teria aparecido grávido no Maranhão e que a cantora Marília Mendonça estaria viva, sugerindo que a vítima do acidente aéreo ocorrido em 2021 teria sido um clone da artista.

 

O advogado autor da ação, não foi localizado para comentar as declarações ou explicar os fundamentos para acionar o STF, que atua como Corte Constitucional do país.

 

Especialistas e praxes do meio jurídico apontam que o Poder Judiciário dispõe de mecanismos para rejeitar sumariamente ações consideradas ineptas, abusivas ou absurdas. Nesses casos, os magistrados costumam extinguir o processo logo no início, sem analisar o mérito da questão.

 

Além disso, a legislação prevê a aplicação de multas e o pagamento de custas processuais por litigância de má-fé, caso fique caracterizado o abuso do direito de acionar a Justiça de maneira puramente infundada.

PM prende dois homens por violência doméstica em ocorrências distintas em Serrinha

  • Bahia Notícias
  • 05 Jun 2026
  • 14:17h

Foto: Reprodução / 16º BPM

Agentes do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM) capturaram dois homens na Delegacia de Polícia de Serrinha após ocorrências distintas de violência doméstica. As prisões ocorreram entre a tarde de quinta-feira (4) e a madrugada desta sexta-feira (5 de junho), na sede e na zona rural de Serrinha, no território do Sisal.

 

As ações foram realizadas por diferentes equipes do batalhão em resposta a chamados de emergência das vítimas. A primeira ocorrência foi registrada na tarde de quinta-feira (4), por volta das 16h40, no bairro Bomba. Uma guarnição da 1ª Companhia da PM foi acionada para averiguar uma denúncia de descumprimento de medida protetiva de urgência.

 

No local, a vítima relatou aos policiais que seu ex-companheiro havia invadido a sua residência. Ainda segundo o depoimento, o homem a agrediu verbal e fisicamente, violando diretamente a determinação judicial que o impedia de se aproximar dela.

O segundo caso ocorreu na madrugada de sexta-feira (5), por volta de 1h44, no povoado Regalo II, situado na zona rural de Serrinha . Equipes da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO) foram deslocadas para conter um homem que ameaçava a ex-companheira.

 

De acordo com a polícia, o suspeito não aceitava o término do relacionamento e tentou arrombar a porta da casa da vítima para invadir o imóvel. Em ambos os casos, as equipes policiais contiveram os suspeitos e os conduziram à Delegacia de Polícia Civil de Serrinha.

 

As vítimas também compareceram à unidade policial para prestar depoimento e formalizar o registro das ocorrências. Os homens permanecem à disposição da Justiça para a adoção das medidas legais cabíveis.

Caso da venda de decisões no STJ é esvaziado, mas fica no STF por suspeita sobre autoridades

  • Por José Marques | Folhapress via Bahia Notícias
  • 05 Jun 2026
  • 12:13h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Polícia Federal e a PGR (Procuradoria-Geral da República) descartaram nos últimos meses suspeitas sobre autoridades com foro especial no STF (Supremo Tribunal Federal) em alguns dos principais inquéritos que tratam de vendas de decisões judiciais no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e em outras cortes do país.

 

O caso, porém, foi mantido no Supremo porque há apurações paralelas que podem envolver essas autoridades —como ministros de tribunais superiores e parlamentares—, embora os inquéritos mais avançados rejeitem essa possibilidade.
 

Uma parte dos inquéritos foi enviada pelo ministro Cristiano Zanin, relator do caso, a outros tribunais. Outra parte continua no Supremo, mas esvaziada e sem avançar em novas frentes.
 

No dia 27 de maio, a PGR denunciou nove pessoas sob acusação de participarem de um esquema de acesso indevido e comercialização de decisões do STJ. Entre os acusados estão um lobista, um ex-chefe de gabinete e um ex-servidor da corte. Nenhum deles tem foro especial.
 

Essa é a primeira denúncia na investigação da Operação Sisamnes, iniciada em 2024 e que trata de suspeitas relacionadas ao segundo tribunal mais importante do país.
 

Essa organização, afirmou a Procuradoria, era "voltada a pagamento e obtenção de vantagens pecuniárias ilícitas, em troca de interferências no resultado de decisões judiciais proferidas no bojo de processos com tramitação no Superior Tribunal de Justiça, mediante o concurso de funcionário público, valendo-se a organização criminosa dessa condição para a prática de infração penal".
 

A denúncia do procurador-geral Paulo Gonet destaca que não há sinais de envolvimentos em irregularidades de duas ministras cujos gabinetes são investigados, Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.
 

"O desenvolvimento das apurações afastou qualquer elemento de vinculação subjetiva das referidas autoridades aos fatos examinados", diz Gonet em manifestação que acompanha a denúncia. "Não há referência a seus nomes nos registros telemáticos coligidos nem indício de participação na dinâmica financeira relacionada à circulação de valores ilícitos", acrescenta.
 

Apesar dessa consideração, Gonet pede a Zanin que o caso continue no Supremo por "persistência do vínculo de conexão com investigações que envolvem autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função".
 

Zanin acatou a solicitação e mantém o caso no STF. Inquéritos mais específicos sobre vendas de decisões em tribunais de Justiça foram enviados para análise de outras instâncias. Eles tratavam de eventuais irregularidades nas cortes estaduais de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul e do Tocantins.

As investigações foram remetidas para o STJ, onde desembargadores têm foro especial, e estão com diferentes relatores. A última delas, do Tocantins, foi enviada por Zanin em março.
 

Essa investigação havia chegado ao Supremo por dois motivos: 1) havia suspeitas de vazamento de informações sigilosas em gabinetes do STJ, mas não foram encontradas provas; 2) as investigações encontraram referências a senadores e a uma ex-ministra do governo Jair Bolsonaro (PL), embora não haja indícios de crimes ou de irregularidades nessas menções.
 

As outras duas investigações foram enviadas para o STJ há mais tempo. Elas estavam com Zanin por suspeita de conexões com o inquérito principal, mas o ministro entendeu que eles tratam de outros possíveis episódios de irregularidades.
 

A investigação sobre o TJ-MT foi enviada em julho do ano passado para o STJ. Elas envolviam trocas de mensagens entre os magistrados e o advogado Roberto Zampieri, assassinado no fim do ano de 2023, que levantaram suspeitas de que houve pagamentos em troca de decisões judiciais favoráveis.
 

O ministro entendeu que, no momento, não há indícios de que suspeitas sobre os desembargadores sejam as mesmas do esquema que envolveu decisões do STJ. Já o caso de MS foi enviado para o STJ em setembro do ano passado.
 

Ainda não há denúncias ou pedidos de arquivamento do Ministério Público Federal sobre esses inquéritos.
 

O caso que envolve o assassinato de Zampieri, que também estava com Zanin, foi enviado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Em maio, o Ministério Público de MT apresentou denúncia contra suspeitos de serem mandantes e executores do crime.
 

*
 

ENTENDA O CASO EM 4 PONTOS
 

1. OPERAÇÃO SIAMNES
 

Deflagrada em 2024, é uma investigação da Polícia Federal, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, do STF, para apurar um esquema de venda de sentenças, envolvendo o STJ. Essa operação, que já teve ao menos nove fases, se iniciou em Cuiabá (MT), a partir do assassinato do advogado Roberto Zampieri, em 2023, por uma disputa de terras. A perícia de seu celular gerou suspeitas sobre a existência do esquema.
 


 

2. PRINCIPAIS ENVOLVIDOS
 

As diferentes fases da operação resultaram em dezenas de mandados de busca e apreensão e diversas prisões. Entre os principais envolvidos estão Andreson de Oliveira Gonçalves, conhecido como lobista dos tribunais, e sua mulher, Mirian Gonçalves. Andreson foi apontado pela PF como intermediário na venda de sentenças. Também integram o núcleo das investigações Márcio José Toledo Pinto, ex-servidor do STJ que trabalhou em diversos gabinetes, e Daimler Campos, ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti.
 


 

3. DENÚNCIA DA PGR
 

São quatro das nove pessoas que foram denunciadas, em maio, pela PGR. Gonçalves chegou a ser um dos presos na operação, mas, no momento, cumpre prisão domiciliar. Campos está afastado de suas funções e foi alvo de mandados de busca e apreensão. Em março, Pinto foi preso preventivamente pela PF. Em sua denúncia, Paulo Gonet destacou não haver indícios de envolvimento de ministras, cujos gabinetes são investigados, Isabel Galotti e Nancy Andrighi. Gonet pediu que o caso ficasse no STF.
 


 

4. ESVAZIAMENTO DO CASO
 

Zanin acatou o pedido de Gonet e manteve o caso no STF. Contudo, enviou inquéritos mais específicos para análise de outras instâncias. Uma outra parte continua Supremo, mas esvaziada e sem avançar em novas frentes. Ainda não há denúncias ou pedidos de arquivamentos do Ministério Público sobre esses inquéritos.

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EUA oficializam classificação do PCC e CV como terroristas

  • Por Isabella Menon | Folhapress
  • 05 Jun 2026
  • 10:06h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos oficializou, nesta sexta-feira (5), a classificação das facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas. A decisão foi divulgada pelo Federal Register, o Diário Oficial dos EUA.
 

O documento foi assinado por Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado. Pelas redes sociais, Rubio já tinha anunciado a decisão na semana passada e afirmado que as organizações criminosas "são as mais perigosas do Brasil".
 

"Seu alcance se estende por toda a nossa região e ao nosso país. A administração Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar o financiamento e recursos narcoterroristas."
 

"Determino que as organizações conhecidas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho são estrangeiras que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer ou participaram de treinamento para cometer atos terroristas que ameaçam a segurança de cidadãos dos EUA ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos", diz o documento assinado por Rubio.
 

A designação de um grupo como terrorista passa por um processo no Departamento do Estado no ano passado, mas aconteceu na mesma semana da visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Washington, onde se encontrou com o presidente Donald Trump, além de Rubio e o vice-presidente Donald Trump.
 

O governo Lula tentava evitar que esta designação fosse imposta pelos EUA, pelo receio de influenciar nas eleições e interferência americana no Brasil. Lula afirmou que, durante a conversa de mais de três horas que teve com Trump há cerca de 20 dias, o assunto não foi tratado, mas foi entregue a proposta de uma cooperação entre os dois países.
 

Após a decisão, o governo publicou uma nota em que diz que PCC e CV são tratados pelo Estado como organizações criminosas responsáveis por espalhar terror em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, armas e atuação de milícias.
 

Sem citar nome, a gestão chamou de "deplorável" a intervenção da família Bolsonaro nos temas internacionais.
 

"A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros", diz o comunicado.
 

A partir dessa designação, é criminalizado qualquer tipo de apoio, bloqueio de recursos e isolamento destas organizações. De acordo com o departamento, integrantes destas organizações não podem entrar nos EUA e podem ser expulsos se já estiverem no país.
 

Além disso, bancos americanos com contas destes membros devem bloquear fundos ligados ao grupo e reportar ao governo. O Brasil, porém, discorda da denominação, uma vez que no território brasileiro a designação de terrorismo é aplicada para atos violentos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito para provocar terror social generalizado.
 

À reportagem a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirma que a decisão foi tomada por Trump e afirmou que, apesar do presidente ouvir pessoas do seu entorno, políticos e personalidade, toma decisões com base no que julga no que é melhor para os EUA.
 

Ela também afirma que as facções PCC e CV estão presentes em 12 estados nos EUA. Segundo Roberson, há um cálculo da presença de integrantes dos grupos em um em cada 4 estados americanos. Porém, nem todos foram divulgados, apenas Nova York, Nova Jersey, Massaschussets, Flórida e Tennessee.

Câmara dos Deputados analisa projeto de lei que prevê isenção de impostos para idosos na compra de veículos

  • Bahia Notícias
  • 05 Jun 2026
  • 08:50h

Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

Uma proposta de lei que prevê a compra de automóveis com isenção de impostos para idosos tramita na Câmara dos Deputados. O projeto de lei, que iniciou sua jornada legislativa em 2020, propõe conceder a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para pessoas com 60 anos ou mais na aquisição de veículos novos de fabricação nacional.

 

Atualmente, a legislação brasileira não prevê qualquer benefício tributário para a compra de carros com base exclusiva no critério de idade. Na configuração jurídica vigente, as isenções fiscais para aquisição de veículos são restritas a pessoas com deficiência (PCD) e a indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA).


Apresentada originalmente pelo deputado Alexandre Frota (PSDB), a matéria recebeu modificações importantes durante sua passagem pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. Na ocasião, foi aprovado um substitutivo elaborado pelo relator do colegiado, o deputado Vilson da Fetaemg (PSB).

 

O substitutivo aprovado estabelece critérios mais restritos para que o idoso tenha direito ao benefício. De acordo com o texto, a isenção fiscal será aplicável apenas a automóveis que cumpram os seguintes requisitos:

  • Preço máximo: Até R$ 70 mil, com tributos já embutidos;
  • Motorização: Até 2.000 cilindradas (2.0);
  • Propulsão: Veículos movidos a combustível de origem renovável, modelos híbridos ou elétricos;
  • Periodicidade: O benefício fiscal só poderá ser utilizado uma única vez a cada cinco anos.

 

O tributo a ser dispensado é o IPI, imposto de competência federal que incide sobre produtos industrializados. A alíquota do IPI na categoria de veículos varia entre 11% e 25%, a depender da motorização e de suas especificações técnicas.

 

Com a eventual aprovação do projeto, a retirada desse imposto poderá acarretar uma redução substancial no preço final cobrado do consumidor idoso.

Alok é nomeado embaixador da boa vontade da ONU para causas ambientais

  • Por Victoria Borges | Folhapress
  • 03 Jun 2026
  • 18:27h

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

O DJ Alok foi nomeado embaixador global da boa vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta terça-feira (2).

 

O anúncio reconhece a atuação do artista em projetos socioambientais e sua participação em iniciativas ligadas ao combate às mudança climática, e foi divulgado junto ao lançamento da campanha do Pnuma para o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2026.
 

A ação usará o hit "Deep Down" como trilha sonora de uma mobilização global que pretende incentivar a conscientização ambiental por meio da música e das redes sociais.
 

Nos últimos anos, o artista tem ampliado a atuação em causas ambientais por meio do Instituto Alok, criado em 2020. Segundo dados divulgados pela organização, projetos apoiados em diferentes regiões do Brasil beneficiaram mais de 1,7 milhão de pessoas, incluindo iniciativas de reflorestamento, saúde e valorização de povos indígenas.
 

Em nota, o produtor afirmou que a natureza e os povos originários influenciaram diretamente sua trajetória pessoal e musical. "Ser nomeado embaixador da boa vontade do Pnuma é uma responsabilidade que carrego com profundidade", declarou.
 

Essa não é a primeira vez que Alok se envolve em agendas ambientais internacionais. O DJ já atuou como embaixador da COP30 e integrou a lista TIME100 Climate, que reúne personalidades consideradas influentes no enfrentamento da crise climática.

Lula diz não aceitar tratamento dos EUA com tarifaço e chama Rubio de 'latino-americano frustrado'

  • Por Caio Spechoto, Marcos Hermanson e Mariana Brasil via Bahia Notícias
  • 03 Jun 2026
  • 16:23h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (3) que o Brasil não pode aceitar o tratamento dispensado pelos Estados Unidos. Ele deu a declaração na abertura de uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, após autoridades americanas proporem um novo tarifaço contra produtos brasileiros.

 

O petista também afirmou que enviará uma carta ao presidente americano, Donald Trump. E disse que o secretário de Estado do país, o descendente de cubanos Marco Rubio, é um "latino-americano frustrado".
 

"Nós somos muito grandes, temos muita história. E nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deu ao Brasil nesta semana", declarou o presidente brasileiro em reunião ministerial. "Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos", disse ele.
 

Após a conclusão da investigação da seção 301 que prevê um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) divulgou na madrugada desta quarta uma nova análise que também inclui o Brasil.
 

Trata-se do caso investigado sobre o suposto uso de trabalho forçado por 59 países e a União Europeia. A tarifa aplicada nesse caso será de 12,5%.
 

Lula fez um movimento de aproximação com Donald Trump nos últimos meses. No início de maio, ele visitou o presidente americano. O petista relata ter conversado sobre tarifas com Trump, e que as novas propostas de tarifas o surpreenderam porque ainda havia negociações em andamento.
 

O presidente brasileiro afirmou que soube do tarifaço por meio de redes sociais, não por uma comunicação oficial.
 

Lula fez críticas a Marco Rubio, integrante da ala mais idológica do governo Trump e chefe do Departamento de Estado, um dos setores da gestão americana com maior influência do movimeto Maga –como ficou conhecido o grupo que adota o slogan "make America great again", ou "Faça os Estados Unidos grandes novamente", em português.
 

"Esse Marco Rúbio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil, é um latino-americano frustrado", declarou Lula. Na terça-feira, Rubio disse que o Brasil não é um país amigável aos interesses americanos.
 

O Departamento de Estado é um dos principais focos do lobby da família Bolsonaro contra o governo Lula. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro tem interlocução com funcionários do órgão. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato a presidente da República, se encontrou com Marco Rubio quando viajou aos Estados Unidos, visita que também incluiu uma conversa com Trump.
 

O alinhamento da família Bolsonaro a Trump tem sido usado por Lula e seus aliados para causar desgaste a Flávio na pré-campanha eleitoral. No ano passado, quando os Estados Unidos anunciaram o primeiro tarifaço, a gestão Trump associou a medida ao julgamento que, meses depois, condenaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a prisão.
 

"Estão querendo trair o Brasil com interesses mesquinhos de uma disputa eleitoral. E não há disputa eleitoral em qualquer país do mundo que possa dar valor a alguém que trai a pátria", disse Lula.
 

O presidente da República também mencionou o golpe militar de 1964, que tinha apoio americano e jogou o Brasil na ditadura encerrada em 1985.
 

"Nós já sabemos, que antes dessa jogada deles [Estados Unidos], esse país foi vítima de golpe em 1964 e naquele tempo articulado por embaixadores americanos no Brasil. É importante que eles saibam que nós conhecemos a história, que não queremos guerra, que nós queremos construir a narrativa verdadeira de uma relação que já dura 201 anos, e queremos fortalecer nossa relação institucional com os Estados Unidos", declarou o petista.

TSE rejeita recursos e mantém Cláudio Castro inelegível até 2030

  • Por Victoria Bechara | Folhapress via Bahia Notícias
  • 03 Jun 2026
  • 14:21h

Foto: Agência Brasil

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou hoje os recursos apresentados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e manteve sua inelegibilidade até 2030.

 

O relator, Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela rejeição dos recursos. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Os ministros também negaram os embargos de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
 

Castro recorreu da decisão que o tornou inelegível em março. Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico devido a um esquema de cargos secretos. Reportagens publicadas pelo UOL em 2022 mostraram que milhares de pessoas foram contratadas no Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) e na Uerj (Universidade do Estado do Rio) sem transparência.
 

Funcionários retiravam dinheiro na "boca do caixa". A investigação revelou que os contratados em cargos secretos da Ceperj sacaram ao menos R$ 248,4 milhões em dinheiro vivo entre setembro de 2021 e julho de 2022.
 

Relator também rejeitou recurso do Ministério Público. O órgão pedia que o TSE reconhecesse a cassação do diploma de Castro. O relator, no entanto, considerou a discussão prejudicada, já que o ex-governador renunciou ao mandato um dia antes do julgamento. Os ministros Floriano Marques de Azevedo e Estela Aranha divergiram e entenderam que o TSE deveria acolher o recurso do MP, mas foram voto vencido.
 

O MP argumenta que a cassação do diploma é diferente da cassação do mandato. O diploma é o documento que atesta que o candidato foi eleito e está apto a tomar posse no cargo. Conforme o Código Eleitoral, se houver cassação do diploma a mais de seis meses do final do mandato, a eleição para o mandato-tampão deve ser direta.
 

Com a conclusão do julgamento no TSE, o STF deve retomar o julgamento sobre as eleições no RJ. O Supremo vai definir se o estado vai escolher o novo governador por eleições diretas ou indiretas. Enquanto isso, o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, governa o RJ de forma interina.