Novo sistema da Receita leva 257 mil declarações do Imposto de Renda à malha fina

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 30 Abr 2026
  • 18:28h

Foto: Reprodução / Internet

O número de declarações do Imposto de Renda retidas na malha fina cresceu em 2026. O principal motivo é a mudança de sistemas para fontes pagadoras —como empresas, planos de saúde e outras— informarecem os dados à Receita Federal.
 

Segundo o Fisco, até o último dia 23 foram entregues pouco mais de 15,1 milhões de declarações, das quais 1,05 milhão (6,96%) ficaram retidas na malha, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando era de 5,22%. Desse total, 257,8 mil declarações estão retidas por causa de inconsistências geradas pelo novo modelo de cruzamento de dados.
 

A mudança ocorre após o fim da Dirf (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte), substituída por dois sistemas, o eSocial e a EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), que passaram a fornecer dados mais detalhados e mensais sobre rendimentos, pagamentos efetuados e IR descontado.
 

"A Receita Federal identificou, neste ano, um aumento pontual no número de declarações do Imposto de Renda retidas em malha fiscal, especialmente entre trabalhadores assalariados", diz o fisco.
 

Segundo José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Imposto de Renda, a mudança deveria ter ocorrido desde 2024, mas foi adiada por dois anos seguidos. Um deles porque os sistemas ainda não estavam adaptados e no outro, porque algumas empresas ainda não haviam se adaptado.
 

A alteração, neste ano, ocorre a pedido, segundo ele. "Muita gente reclamava que já envia os dados pelo eSocial e tinha de fazer a Dirf, então neste ano, fizemos a mudança", diz.
 

A nova estrutura, no entanto, expôs erros no envio e na classificação de informações por parte das fontes pagadoras, especialmente pequenas e médias empresas ainda em adaptação ao sistema, diz a Receita, o que seria algo normal, está em monitoramento e em fase de tirar dúvidas das companhias.
 

No início do prazo de entrega, 19,3% das declarações haviam caído na malha fina, cerca de dois em cada dez contribuintes. Esse índice recuou para 10,6% após a Receita identificar a origem do problema, concentrada principalmente em dados incorretos na declaração pré-preenchida.
 

Entre os erros mais frequentes estão classificações erradas de rendimentos como salário, 13º e férias, códigos incorretos referentes aos dados da folha de pagamento, valores informados em duplicidade e divergências envolvendo rendimentos isentos ou despesas médicas, como planos de saúde declarados duas vezes.
 

Esses problemas decorrem, em grande parte, de falhas técnicas na parametrização das chamadas "rubricas" salariais no eSocial, o que afeta o enquadramento correto do que é tributável e do que é isento.
 

Em nota, a Receita diz que "esses erros são esperados quando ocorre a transição de um sistema para outro", e orienta o contribuinte a seguir o informe de rendimentos enviado a ele pelo empregador, e não confirmar sem checar dados que estejam na declaração pré-preenchida.
 

O fisco diz ter verificado que as empresas estão se adequando à nova metodologia e enviando retificações de suas informações. "Estas retificações são processadas em um prazo de sete dias, e o efeito delas é retirar as declarações dos contribuintes que haviam caído na malha fiscal por estas divergências", afirma, lembrando que, na maioria dos casos, o contribuinte é retirado da malha fina automaticamente.
 

"É importante esclarecer que a malha fiscal não é punição, mas uma etapa normal de conferência. Todos os anos, milhões de declarações passam por esse processo, especialmente no início da campanha, quando informações ainda estão sendo ajustadas, confirmadas ou retificadas por contribuintes e fontes pagadoras. Historicamente, cerca de 80% das declarações retidas inicialmente são liberadas automaticamente até o final do ano, após a correção das informações", diz a nota.

Brumadense Rogério Miranda morre em trágico acidente numa colisão entre van e carro de passeio na BR-116

  • Brumado Urgente
  • 30 Abr 2026
  • 16:07h

Foto: Arquivo Familiar

Morreu num trágico acidente de trânsito na manhã desta quinta-feira (30), na rodovia BR-116, próximo a Feira de Santana, Rogério dos Santos Miranda, carinhosamente conhecido por “Roger ou Rogerinho”.

Conforme informações colhidas pela Redação do BU, Rogério, estava vindo para Brumado num Fiat Fiorino para na sequência ir passar o feriado do dia do trabalhador em Vitória da Conquista na companhia da esposa e do filho que é universitário e que reside lá.

Não há até o momento informações precisas do que realmente ocorreu na hora do acidente, apenas que o brumadense morreu no local.

Rogério era uma pessoa muita conhecida e carismática na cidade, pois, há muitos anos construía e vendia equipamentos para musculação a diversas academias de Brumado e região, tendo vasta experiência neste setor, inclusive, passando por empresas do ramo em São Paulo, Rio Grande do Sul, e, mais recentemente, há cerca de um ano, desenvolvia suas atividades na cidade de Castro Alves, próximo a Salvador.

No próximo dia 20 de maio, Miranda completaria 53 anos de idade, o que deixa a todos um sentimento ainda mais profundo de pesar. Conforme informações de amigos e familiares, “Rogerinho” era um pai zeloso, um marido amoroso, e um amigo fiel aos seus princípios.

Fica aqui os nossos sentimentos de pesar aos familiares e amigos de “Rogerinho”, pois, por diversos momentos, e por oportuno e também importante, o relato deste humilde redator que escreve estas breves linhas, e que por muitas vezes precisou dos serviços de solda de “Rogerinho”, e que o mesmo por muitas vezes sem hesitar nos serviu, e quando iríamos colocar a mão no bolso para pagar-lhes; -ele dizia, “deixa pra lá”, e, diante disso, fica aqui o nosso mais profundo muito obrigado a Rogério dos Santos Miranda, “Rogerinho”.

O Corpo será velado em horário a marcar pelos familiares no Memorial da Paz em Brumado.

Governo Lula mapeia traições em votação sobre Messias, vê rasteira do MDB e prevê exonerações

  • Por Catia Seabra e Mariana Brasil | Folhapress
  • 30 Abr 2026
  • 14:50h

Foto: Reprodução internet

Horas depois da derrota no Senado, o presidente Lula (PT) e aliados mapearam traições na votação que culminou na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quarta-feira (29).
 

Em reunião na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada, logo após o fim da votação, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um conluio conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
 

Além da atuação de Alcolumbre, colaboradores do presidente apontam a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um pacto para impedir a nomeação de Messias.
 

Pacheco era o escolhido de Alcolumbre para pleitear a vaga no Supremo, enquanto Lula reiterava a intenção de ter o senador como seu candidato ao Governo de Minas Gerais, em busca de um palanque forte no estado. Lula acabou por indicar Messias após conversas com os envolvidos, mas ainda a contragosto do chefe do Senado.
 

O acordo, segundo interlocutores de Lula, teria sido selado durante um jantar na noite de terça-feira (28), na residência oficial do presidente do Senado, com intuito de evitar nova correlação de forças na corte. Messias teria contrariado ministros ao manifestar simpatia pela adoção de um código de ética no tribunal.
 

Entre aliados de Lula, suspeitas recaem sobre o ex-ministro dos Transportes Renan Filho e seu pai, o senador Renan Calheiros, ambos do MDB de Alagoas. A desconfiança é que teriam votado contra a indicação de Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) que cobiçava a vaga do tribunal.
 

Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Segundo participantes da reunião, Lula mostrava serenidade, enquanto buscava confortar Messias.
 

O AGU teve 34 votos a favor da indicação (sete a menos que o necessário) e 42 votos contrários. Essa foi a primeira rejeição a um indicado do presidente da República ao STF desde 1894.
 

Entre o fim da votação no Senado e convocação da reunião entre os membros do governo, Lula e Messias se falaram por telefone. Além da preocupação com o estado emocional de Messias, aliados do presidente contam que ele costuma repetir que "não se deve tomar decisões a 39 graus de febre".
 

Por conta disso, qualquer reação é esperada para a semana que vem, após o feriado e a identificação dos responsáveis pela derrota.
 

Ainda durante o encontro, a agenda do presidente com a programação para esta quinta-feira (30) foi publicada informando uma reunião com o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, como primeiro compromisso do dia. Embora aliado de Hugo Motta (Republicanos-PB), Feliciano é um indicado do partido de Alcolumbre, o União Brasil.
 

Na saída do Congresso, a caminho do Alvorada, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que o momento é de agir com inteligência, não com fígado. Ainda durante a sabatina, Guimarães esteve no Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. No Congresso, chegou a dar como certa a aprovação do AGU com mais de 41 votos, o mínimo necessário.
 

Com a rejeição de Messias, Guimarães enfrenta uma derrota em uma de suas principais missões desde que assumiu a chefia da articulação política do governo no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).
 

Durante a sabatina, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também visitou Lula. O presidente teria questionado ao senador como estaria o clima para a sabatina e para a aprovação, ao que Wagner informou que tudo corria bem.

Copom reduz Selic para 14,5% ao ano e cita guerra no Oriente Médio como fator de incerteza

  • Bahia Notícias
  • 30 Abr 2026
  • 11:46h

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano.

 

A decisão ocorre em um cenário de aumento das incertezas no ambiente internacional, especialmente em razão da guerra no Oriente Médio, apontada pelo colegiado como um dos fatores com potencial de pressionar a inflação global.

 

Em comunicado, o Copom destacou a necessidade de cautela na condução da política monetária diante do contexto externo.

 

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, informou.

 

A elevação nos preços internacionais do petróleo já impacta os combustíveis no Brasil, o que pode influenciar a inflação. Diante desse cenário, parte dos analistas avalia a possibilidade de interrupção no ciclo de cortes da taxa básica de juros.

Bahiagás alcança marca de 100 mil clientes e detalha plano de investimento de R$ 1,8 bilhão até 2031

  • Por Gabriel Lopes via Bahia Notícias
  • 30 Abr 2026
  • 10:07h

Foto: Reprodução / Google Street View

Um relatório divulgado pela Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) no início de abril aponta que a concessionária superou a marca de 100 mil usuários interligados à sua rede de distribuição. O número representa um crescimento de aproximadamente 12% em comparação ao exercício anterior, sendo que mais de 95% dessa base é composta por clientes do segmento residencial. No mesmo período, a malha de gasodutos da empresa ultrapassou 1.350 km de extensão construída, com atendimento em diversos municípios baianos.

 

Segundo o documento, publicado pelo Governo da Bahia e acessado pela reportagem, a consolidação da presença da companhia no mercado urbano incluiu a conexão dos primeiros usuários residenciais no município de Camaçari em 2025. Além da capital, a rede distribui o energético para segmentos em cidades como Lauro de Freitas, Alagoinhas, Eunápolis, Feira de Santana, Itabuna e Santo Amaro. Para o ano de 2026, a meta estabelecida é atingir 109 mil clientes por meio da ligação de mais de 9 mil novas unidades consumidoras.

 

Ainda conforme o documento, a companhia sinalizou o avanço do Gás Sudoeste, que será o maior duto de distribuição da região Nordeste. Em 2025, a companhia concluiu a construção da rede estruturada de Jequié e atingiu a fase final de testes de tubulação nos dois primeiros trechos do empreendimento, que ligará cidades entre Itagibá e Brumado. O projeto recebeu aportes de R$ 72,1 milhões no último ano e tem previsão de conclusão das obras da Estação de Distribuição de Brumado e dos ramais para mineradoras no primeiro semestre de 2026.

 

O fornecimento de gás para a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia foi retomado após assinatura de contrato com a Petrobras, com previsão de movimentação de 1,2 milhão de m³/dia de gás por cinco anos. A interiorização do GNV também foi ampliada com lançamentos de programas de incentivo em Itabuna e Ilhéus, além da liderança no Programa GNV do Nordeste para infraestrutura em rodovias federais. No suprimento, a empresa expandiu seu portfólio para 12 supridores e 15 contratos ativos, atuando também no mercado spot para otimizar custos.

 

A receita bruta operacional da concessionária totalizou R$ 3,68 bilhões em 2025, valor que indica uma redução de 4,5% frente aos R$ 3,85 bilhões de 2024. O lucro líquido do exercício foi de R$ 182,3 milhões, uma retração de 8% em relação ao ano anterior, influenciada pelo aumento de despesas operacionais e custos financeiros de novas dívidas para investimentos. Contudo, o EBITDA cresceu 4%, chegando a R$ 233,3 milhões, o que a administração atribui a ganhos de eficiência e ao desempenho de outras receitas operacionais.

 

Inovações como o sistema HuBGás, para gestão estratégica de volumes, e a Plataforma Eletrônica de Gás, para negociação de excedentes, foram implementadas para modernizar os processos internos. Na área de sustentabilidade, o uso de um trio elétrico movido a gás natural liquefeito no Carnaval de Salvador serviu como demonstração de soluções para a transição energética.

 

O relatório também menciona o investimento de R$ 18,5 milhões em patrocínios socioambientais e culturais, além de programas como o Cresce com a Gente, que impactou mais de mil pessoas em comunidades vizinhas aos gasodutos.

 

PROJEÇÕES
O Plano Plurianual de Investimentos para o período entre 2026 e 2031 projeta a aplicação de R$ 1,86 bilhão na expansão da infraestrutura estadual. A estimativa é implantar 830 km de nova rede nos próximos cinco anos, visando alcançar um total de 2.189 km de dutos construídos até 2031. Para 2026, o orçamento previsto é de R$ 259,62 milhões, com foco na massificação do uso do gás, estudos para novas redes urbanas e atendimento a áreas industriais e de mineração.

Alcolumbre deve enterrar CPI do Master em acordo com oposição por redução de pena de Bolsonaro

  • Por Raphael Di Cunto | Folhapress
  • 30 Abr 2026
  • 07:55h

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve enterrar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Master e ignorar o requerimento da oposição para investigar os desvios no banco.
 

Para a CPI sair do papel, a leitura é obrigatória na sessão do Congresso marcada para esta quinta-feira (30), a primeira desde o protocolo do requerimento. Alcolumbre, no entanto, quer evitar o tema e fez um acordo com a oposição para não haver contestações a essa decisão, segundo congressistas ouvidos pela Folha de S.Paulo.
 

Em troca, Alcolumbre pautou o veto ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A tendência é que o veto seja derrubado pelo Congresso.
 

Como a Folha de S.Paulo mostrou, Alcolumbre e o relator do projeto da dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), empreenderam uma negociação com a oposição para que a votação do veto não implicasse na leitura do requerimento da CPI do Master.
 

A cúpula do Congresso quer evitar a repercussão do caso Master, que pode expor a classe política ainda mais -parte dos líderes de partidos, deputados e senadores tinha relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, que se tornou uma figura pública altamente impopular.
 

O acordo para analisar o veto da dosimetria sem a leitura da CPI foi selado quando Alcolumbre anunciou a sessão do Congresso há cerca de três semanas, junto com a sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que acabou rejeitada nesta quarta (29) pelo Senado.
 

O governo Lula não deve fazer esforço para que a CPI do Master seja instalada, por entender que é uma pauta negativa, que mantém o tema da corrupção em debate e ofusca as entregas do governo -como a proposta de redução da jornada de trabalho e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
 

O requerimento do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) para abertura de uma CPI mista, composta por deputados e senadores, foi protocolado em 3 de fevereiro com apoio de 281 parlamentares. O foco são as relações de ministros do STF com Daniel Vorcaro.
 

Há também um pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) na Câmara dos Deputados, que mira nos desvios do Master com o BRB (Banco de Brasília). Na Câmara, o requerimento está engavetado por enfrentar uma fila de pedidos de CPI protocolados anteriormente.
 

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também propôs uma CPI sobre o Master exclusiva no Senado ainda no ano passado, mas Alcolumbre tampouco fez a leitura desse requerimento. O parlamentar recorreu ao STF, e o caso está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, ainda sem decisão.
 

Sem o andamento dessas CPIs específicas sobre o Master, parlamentares da base aliada e da oposição utilizaram outras duas comissões que estavam instaladas para acessar documentos, quebras de sigilo e relatórios de inteligência financeira envolvendo o banco de Vorcaro.
 

No entanto, as CPIs dos desvios no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) e do Crime Organizado foram encerradas sem prorrogação do prazo pelo presidente do Senado. Nos dois casos, não houve votação de um relatório final para a tomada de demais providências.

Estudo liga estresse causado pelo racismo a maior risco de morte no parto entre mulheres negras

  • Bahia Notícias
  • 29 Abr 2026
  • 18:34h

Foto: Reprodução Governo Federal

Um estudo da Universidade de Cambridge, publicado na revista Trends in Endocrinology and Metabolism, mostrou que fatores de estresse socioambientais, a exemplo do racismo sistêmico e a desvantagens socioeconômicas, podem impactar a saúde de mulheres negras durante a gravidez. 

 

 

De acordo com O GLOBO, foram avaliados 44 estudos existentes que analisaram três vias fisiológicas associadas a piores resultados na gravidez, relacionados a estresse oxidativo, inflamação e resistência vascular uteroplacentária.

 

"A gravidez e o parto impõem um grande estresse ao corpo da mulher. Mulheres negras podem sofrer um estresse adicional devido a fatores como racismo sistêmico, desvantagem socioeconômica e estressores ambientais”, explicou a principal autora do estudo, Grace Amedor.

 

A autora explicou ainda que esses fatores podem afetar processos biológicos essenciais, aumentando o risco de condições como a pré-eclâmpsia.

 

“Fiquei surpresa ao descobrir que, embora essa disparidade fosse conhecida há muito tempo, havia pouca pesquisa sobre as possíveis razões fisiológicas subjacentes”, disse Amedor.

 

O levantamento indicou também que o aumento da resistência vascular uteroplacentária está relacionado com o estreitamento dos vasos sanguíneos, podendo diminuir o fluxo sanguíneo para a placenta. A pesquisa observou que altos níveis de inflamação também estão associados a piores desfechos da gravidez.

 

“É importante que não paremos de tentar combater as causas profundas que levam a piores resultados na gravidez de mulheres negras, que são as disparidades socioeconômicas e o racismo sistêmico que elas podem sofrer ao longo de suas vidas”, apontou a pesquisadora.

 

Em estudo de casos, no Reino Unido, as mulheres negras registraram 2,7 vezes mais probabilidade de morrer durante o parto em comparação com as mulheres brancas. Elas estão mais propensas a sofrer complicações graves no parto e doenças mentais perinatais.

 

“A significativa disparidade nas complicações da gravidez entre mulheres negras e brancas é bem conhecida e frequentemente explicada em termos de diferenças no atendimento médico, juntamente com desigualdades sociais e ambientais mais amplas. Descobrimos que essas exposições podem afetar desproporcionalmente o corpo das mulheres negras, tornando-as menos capazes de funcionar de forma saudável durante a gravidez”, disse outro autor do estudo, o professor Dino Giussani da Universidade de Cambridge.

Erika Hilton comemora comissão da PEC do fim da escala 6x1 e diz que período eleitoral vai “constranger” parlamentares

  • Por Edu Mota / Liz Barretto I Bahia Notícias
  • 29 Abr 2026
  • 16:30h

Foto: Edu Mota / Bahia Notícias

A autora de uma das propostas de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) comemorou nesta quarta-feira (29) a instalação da comissão especial que julgará o mérito do projeto. Com relatoria do baiano Leo Prates (Republicanos) e presidência de Alencar Santana (PT-SP), o grupo vai debater com diversos setores da sociedade o impacto da mudança de regime de trabalho dos brasileiros.

 

Para Erika, a tramitação deve continuar avançando no Congresso e o texto não demorará a chegar ao plenário da Câmara. “As pessoas desacreditaram da nossa capacidade de avançar com essa matéria, diante de um setor produtivo tão egoísta e que luta o tempo todo contra a dignidade da classe trabalhadora. Hoje nós estamos diante da instalação da Comissão Especial, que vai analisar o método da proposta e que, muito em breve, permitirá que a proposta chegue ao plenário”, afirmou a parlamentar.

 

A deputada ressaltou que o período eleitoral deve facilitar a aprovação do projeto. Nos bastidores, a expectativa de parlamentares da direita é adiar a votação para evitar desgaste na popularidade de deputados contrários a proposta. No entanto, Erika acredita que a pauta seja discutida antes do pleito de outubro. A expectativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto seja votado na comissão e no plenário ainda em maio.

 

“Nós estamos num período muito propício para a votação desse texto, porque vai constranger deputados e senadores que, porventura, possam querer atender aos interesses do patrão, negando a dignidade e tempo de descanso, mas as eleições vão nos fortalecer e nos ajudar a levar essa matéria e vamos conseguir tirar o Brasil desse lugar obsoleto e páreo diante de outros países do mundo, criando uma nova jornada de trabalho à classe trabalhadora”, concluiu Erika Hilton.

Pesquisadores recuperam mais de 40 páginas perdidas do Novo Testamento

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 29 Abr 2026
  • 14:41h

Foto: Universidade de Glasgow

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Glasgow recuperou 42 páginas perdidas de um dos manuscritos mais importantes do Novo Testamento.
 

As páginas pertencem ao Codex H, uma cópia em grego datada do século 6 das cartas atribuídas a São Paulo, um dos principais apóstolos de Cristo e autor de 13 cartas do Novo Testamento. A descoberta foi divulgada pela Universidade de Glasgow em seu site oficial.
 

O manuscrito, originalmente um volume completo, foi desmontado no século 13 no Mosteiro Great Lavra, no Monte Athos, na Grécia. Devido ao alto custo do pergaminho, suas páginas foram raspadas e reutilizadas pelos monges como material de encadernação e folhas de apoio para outros manuscritos. Com o tempo, as peças sobreviventes espalharam-se por bibliotecas na Itália, Grécia, Rússia, Ucrânia e França.
 

Para recuperar as páginas, a equipe liderada pelo professor Garrick Allen utilizou uma técnica avançada de imagem. Conhecida como "tecnologia de imagem multiespectral", ela é capaz de detectar vestígios de tinta invisíveis a olho nu e recuperar "textos fantasmas" que não existem mais fisicamente.
 

"O avanço veio de um ponto de partida importante: sabíamos que, em algum momento, o manuscrito foi reescrito. Os componentes químicos da nova tinta causaram um dano de 'decalque' nas páginas opostas, criando essencialmente uma imagem espelhada do texto na folha contrária, às vezes deixando traços em várias páginas de profundidade, quase invisíveis a olho nu, mas muito claros com as mais recentes técnicas de imagem", disse o professor Garrick Allen, da Universidade de Glasgow.
 

O texto recuperado contém trechos conhecidos das Cartas de Paulo, mas oferece uma nova visão sobre como o Novo Testamento foi compreendido ao longo dos séculos. "Ela lança uma nova luz sobre as pessoas que produziram e utilizaram o manuscrito, a maneira como interagiam com seus textos sagrados e as formas como os livros eram reutilizados quando se degradavam", segundo o texto da universidade.
 

Listas de capítulos antigos: As páginas contêm os exemplos mais antigos conhecidos de listas de capítulos para as Cartas de Paulo, que diferem drasticamente de como dividimos essas cartas hoje.
 

Visão dos escribas: Os fragmentos mostram como os escribas do século 6 corrigiam, anotavam e interagiam com os textos sagrados.
 

Reciclagem medieval: O estado físico do manuscrito revela como obras sagradas eram reutilizadas e adaptadas para novos fins quando sofriam danos ou desgaste.
 

"Dado que o Codex H é um testemunho tão importante para a nossa compreensão das escrituras cristãs, ter descoberto qualquer nova evidência -quanto mais nesta quantidade- de como ele era originalmente, é nada menos que monumental", disse o professor Garrick Allen, da Universidade de Glasgow.

Bahia está entre os estados que mais gastam com presos em 2026, e custo supera dois salários mínimos por mês

  • Por Mauricio Leiro I Bahia Notícias
  • 29 Abr 2026
  • 12:41h

Foto: Reprodução / Seap BA

A Bahia aparece entre os estados que mais gastam com a população carcerária no Brasil. Em 2026, o custo mensal médio por preso no estado chegou a R$ 3.449,56, valor que supera dois salários mínimos mensais e coloca o estado entre os mais caros do país nesse tipo de despesa.

 

Os dados constam no painel Custo do Preso, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo federal. Os números ganham ainda mais destaque quando se observa o recorte mais recente. Apenas no mês de fevereiro de 2026, a Bahia registrou um custo de R$ 4.403,35 por preso, ultrapassando inclusive estados como Santa Catarina, que possui um dos maiores custos médios do ano, com R$ 3.549,53.

 

O cenário reforça o peso das despesas com o sistema prisional baiano, que fica acima de estados como São Paulo, onde o custo médio é de R$ 1.959,55, e do Distrito Federal, com R$ 2.476,39. Em nível nacional, apenas alguns estados, como Amapá e Maranhão, apresentam médias próximas ou superiores em determinados períodos.

 

CRISE NO SETOR
O Bahia Notícias detalhou na última semana a delação premiada da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres. A fuga de 16 detentos no Conjunto Penitenciário de Eunápolis, no Extremo Sul da Bahia, foi organizada em 40 dias, por meio de visitas privilegiadas, escavação em celas e operação institucional e armada. As informações foram apuradas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O conteúdo foi, inclusive, matéria do Jornal Nacional divulgou as imagens da delação premiada da ex-diretora

 

Em trecho da delação, uma troca de mensagens entre a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, e o ex-deputado federal Uldurico Júnior revela que, após a fuga dos 16 detentos da unidade, ambos passaram a adotar um discurso convergente de críticas à atuação da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), ao mesmo tempo em que tentavam reagir ao avanço das investigações.

 

Uma das principais lideranças do MDB na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima também foi citado no depoimento da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, como um possível beneficiário da propina de R$ 2 milhões pela facilitação na fuga de 16 detentos da unidade prisional, ocorrida em dezembro de 2024. Conforme delação premiada, Geddel teria acordado com o ex-deputado federal Uldurico Júnior, à época filiado ao MDB, o recebimento de metade da quantia, ou seja, R$ 1 milhão.

 

Em um diálogo registrado no dia 18 de dezembro de 2024, um dia após ser afastada do cargo por decisão judicial, Joneuma afirmou de forma direta: “Sim, mas quando a Seap quer ela abafa”. A mensagem foi enviada após Uldurico comentar que o caso já havia chegado ao conhecimento de lideranças políticas, mas ganhava repercussão. Nas mensagens consultadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), a resposta da ex-diretora sugere a percepção de que a secretaria teria, quando conveniente, minimizado ou contido a repercussão de episódios semelhantes.

Lula cobra resultados para Desenrola 2 após primeira versão abaixo do esperado

  • Por Adriana Fernandes | Folhapress
  • 29 Abr 2026
  • 10:38h

Foto: Divulgação / PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou da equipe de ministros e dirigentes de bancos públicos que o pacote de combate ao alto endividamento, o Desenrola 2, tenha resultados efetivos.
 

Em reunião nesta terça-feira (28), o presidente foi informado do desenho técnico do programa e não fez objeções aos parâmetros fechados na véspera pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, com os CEOs de sete instituições financeiras, de acordo com auxiliares do presidente.
 

Lula não contestou o desenho, mas reforçou na apresentação do modelo que quer efetividade. Entre os parâmetros apresentados estão um teto de juros de 1,99% para as dívidas novas refinanciadas e prazo de até quatro anos para pagar.
 

O primeiro programa de renegociação de dívidas, lançado em 2023, beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas, com a regularização de mais de R$ 53 bilhões de dívidas. Mas ficou com resultado abaixo do esperado, de acordo com relatório de avaliação feito pelo próprio Ministério do Planejamento e Orçamento durante a gestão de Simone Tebet.
 

O diagnóstico foi o de que o programa poderia ter beneficiado um público maior, diante do contingente então existente de pessoas de baixa renda com dívidas negativadas e do tamanho do aparato regulatório que foi implantado, além dos recursos destinados à medida. Em ano eleitoral, o governo não quer repetir os problemas do programa anterior.
 

Uma medida provisória está em elaboração para permitir a implementação das regras de renegociação e o aporte de recursos no FGO (Fundo de Garantia de Operações) de maneira imediata. Uma pessoa que participou da reunião informou que o aporte deverá ficar entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões com recursos do dinheiro esquecido em contas bancárias.
 

Depois, se necessário, o governo pode fazer uma capitalização adicional.
 

Um auxiliar do presidente disse que haverá uma forte comunicação do novo programa pelos bancos públicos e privados. No caso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, a estratégia de comunicação será feita em parceria com a Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência da República.

Câmara aprova projeto que regulamenta a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil em 2027

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 29 Abr 2026
  • 08:14h

Foto: Divulgação CBF

Em votação simbólica, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na noite desta terça-feira (28), o projeto de autoria do governo federal que regulamenta direitos e deveres da União e da Federação Internacional de Futebol (Fifa) em relação à Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será realizada em 2027 no Brasil. O projeto segue agora para o Senado. 

 

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho. Oito estádios brasileiros receberão jogos da competição: Maracanã (Rio de Janeiro), Arena Fonte Nova (Salvador), Arena Itaquera (São Paulo), Mineirão (Belo Horizonte), Estádio Nacional (Brasília), Arena Castelão (Fortaleza), Estádio Beira-Rio (Porto Alegre), Arena Pernambuco (Recife).

 

O Mundial sediado pelo Brasil será a décima edição do torneio. Antes de chegar à Austrália e à Nova Zelândia, em 2023, a competição já havia sido sediada por China, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá e França.

 

Na Câmara, o projeto foi relatado pela deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR). Segundo o texto, será permitida a propaganda de bebidas alcoólicas nas transmissões dos eventos oficiais do torneio (jogos, treinos, sorteio, etc.) e em emissoras de rádio e TV fora do horário restrito das 22 horas de um dia às 6 horas do dia seguinte.

 

Quanto à venda de bebida alcoólica nos estádios onde serão realizadas as partidas, o projeto permite a comercialização. Entretanto, a proteção aos direitos comerciais e de marketing não implica autorização, dispensa ou flexibilização de normas sanitárias.

 

O projeto também disciplina uma regra para a liberação de imagens a outras emissoras não autorizadas a transmitir integralmente as partidas, cerimônias de abertura e encerramento ou sorteio da competição. Essas imagens liberadas após o fim do evento oficial, classificadas como flagrantes, poderão ser usadas apenas para fins jornalísticos com uso nas 24 horas após o evento, proibida sua associação a qualquer forma de patrocínio, promoção, publicidade ou marketing.

 

O texto elaborado pela deputada Gleisi Hoffmann estabelece regras de exclusividade para a Fifa e seus parceiros econômicos para a realização da Copa no Brasil, envolvendo a titularidade de todos os direitos de exploração comercial relacionados às imagens, sons, símbolos, marcas, slogans, marketing e demais propriedades intelectuais de todos os eventos relacionados à Copa, desde as partidas oficiais até treinos, festas, entrevistas, etc.

 

Uma das novidades em relação às normas da Copa de 2014 é o resguardo dos direitos do governo federal pelo uso de seus próprios slogans, mascotes, denominações, campanhas, personagens, símbolos oficiais e outros existentes ou criados especificamente para uso em publicidade institucional.

 

O texto permite ainda ao Ministério do Esporte pagar um prêmio de R$ 500 mil a cada jogadora da seleção brasileira de futebol feminino participante do Torneio Experimental Fifa realizado na China em 1988.

 

Nesse torneio, o Brasil ficou na terceira colocação e participaram, a convite, 12 seleções das confederações de futebol para avaliar o potencial econômico e de inserção no calendário de um torneio mundial da Fifa em caráter permanente. A relatora incluiu como beneficiárias da premiação as jogadoras participantes da 1º Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino, igualmente realizada na China em 1991. Com isso, o total de jogadoras que podem receber as premiações passa de 18 para 30.

 

A estimativa inicial de impacto orçamentário do governo é de R$ 9 milhões. Caso alguma jogadora já tenha falecido, os sucessores indicados pela Justiça poderão receber o prêmio proporcionalmente à sua cota-parte na sucessão da herança.

 

A premiação não tem data definida para pagamento, mas a vigência desse trecho do projeto ocorrerá a partir de 24 de junho, um ano antes do início da Copa.

Após 20 anos foragido, homem é preso por chacina de familiares em Dias d’Ávila

  • Bahia Notícias
  • 28 Abr 2026
  • 18:53h

Foto: Reprodução / Mais Região

Um homem acusado de envolvimento em uma chacina que vitimou quatro pessoas da mesma família foi preso na tarde desta segunda-feira (27) em Pojuca, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O caso ocorreu em 2007, em Dias d’Ávila.

 

Segundo o Mais Região, parceiro do Bahia Notícias, o suspeito estava com mandado de prisão em aberto e era considerado foragido desde o ano do crime. A prisão foi realizada por equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), vinculado ao Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV). Após a captura, o homem foi encaminhado à Polinter, onde permanece custodiado e à disposição da Justiça.

 

Ainda segundo informações, o suspeito foi identificado como Pedro Augusto Bastos de Souza. Ele é apontado como responsável pelas mortes de quatro familiares: a companheira, Maria da Conceição da Cruz Rangel, de 34 anos; a sogra, Maria José da Cruz Rangel, de 60; a avó da companheira, Maria Celeste da Cruz, de 92; e a filha do casal, Ana Bárbara, de 11 meses.

 

Uma criança de 4 anos, também da família, sobreviveu ao ataque após ser agredida. O crime ocorreu em 25 de janeiro de 2007 e ganhou ampla repercussão na Bahia. O caso começou a ser investigado após a criança sobrevivente ser encontrada sozinha e ferida em via pública, o que levou à descoberta das demais vítimas.

 

Conforme as apurações realizadas à época, os assassinatos teriam ocorrido após uma discussão entre o acusado e a companheira. As vítimas foram mortas com uso de objetos como faca. Parte dos corpos foi encontrada carbonizada em um lixão.

 

Ainda segundo a investigação, o suspeito apresentou versões contraditórias após o crime, o que levantou suspeitas. Ele permaneceu foragido por quase duas décadas, até ser localizado nesta semana. Com o cumprimento do mandado de prisão, o acusado seguirá à disposição da Justiça.

Show histórico de Tom Jobim, Vinícius e Miúcha rende indenização de R$ 110 milhões após 15 anos de DVD; entenda

  • Bahia Notícias
  • 28 Abr 2026
  • 16:47h

Foto: Divulgação

O show histórico de Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Miúcha, gravado em 1978, renderá mais de R$ 100 milhões de indenização por venda sem autorização de um DVD do evento, 48 anos depois da sua realização.

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), confirmou a indenização contra a gravadora Solutions2Go, antiga Sony.

 

De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', o processo também envolve o selo ECRA Realizações Artísticas, conhecido como Coqueiro Verde, e trata da edição e comercialização da gravação lançada em 2008, durante as comemorações dos 50 anos da Bossa Nova.

 

O registro que foi vendido é considerado a única apresentação ao vivo de Tom e Vinicius juntos.

 

Segundo a publicação, o STJ manteve o cálculo da indenização com base no total de DVDs vendidos, rejeitando o modelo de pagamento por royalties. Também foi preservada a incidência de juros desde 1º de junho de 2007.

 

A Corte confirmou as decisões das instâncias anteriores da Justiça do Rio

Adolfo Viana assina pedido para que Câmara vote com urgência projeto que acaba com a "taxa das blusinhas"

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 28 Abr 2026
  • 14:43h

Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), líder do maior bloco partidário da Câmara, que reúne um total de 271 parlamentares, assinou requerimento para levar ao plenário, com urgência, um projeto que zera a tributação sobre importados de até US$ 50. O projeto, o PL 6526/205, na prática acaba com a “taxa das blusinhas”, implantada no país a partir da sanção da lei 14.902, em 1º de agosto de 2024.

 

Com o requerimento, assinado também pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), as lideranças de oposição buscam se adiantar ao governo federal para acabar com a “taxa das blusinhas”. A lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional, impôs uma alíquota de 20% de imposto de importação para compras até US$ 50. Já para compras de importados acima de US$ 50, com a inclusão do ICMS, as alíquotas podem chegar a 60%. 

 

A bancada liderada por Adolfo Viana, majoritária na Câmara, é formada por Federação PSDB-Cidadania, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB e Podemos. Junto com PL, o requerimento soma mais de 360 parlamentares em favor da urgência. A inclusão do requerimento na pauta de votações do plenário nesta semana será discutida na reunião de líderes marcada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para a tarde desta terça-feira (28). 

 

O texto do requerimento de urgência, assinado também pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), líder da Minoria, afirma que a implantação da taxa causou impactos diretos sobre o poder de compra da população, especialmente das camadas de baixa e média renda. 

 

“A recente imposição de tributação sobre remessas internacionais de pequeno valor — popularmente conhecida como taxa das blusinhas — representa medida de caráter regressivo, que penaliza justamente os consumidores mais vulneráveis. Trata-se de um modelo de tributação que incide sobre compras de baixo valor, muitas vezes essenciais, realizadas por cidadãos que não possuem acesso a alternativas equivalentes no mercado nacional a preços competitivos”, afirma o requerimento.

 

Os deputados que assinam o pedido de votação urgente do PL 6526/25, de autoria do deputado André Fernandes (PL-CE), explicam que, ao contrário do argumento oficial de isonomia tributária, o que se observou no país após o aumento da alíquota teria sido uma distorção: enquanto consumidores de maior renda continuaram usufruindo de amplas cotas de isenção em viagens internacionais, o cidadão comum passou a ser onerado por aquisições modestas, criando-se um sistema que tributa mais intensamente quem menos pode pagar. 

 

“Além disso, a medida possui efeitos inflacionários indiretos, ao reduzir a concorrência e permitir a elevação artificial de preços no mercado interno. Soma-se a isso o evidente desperdício de recursos públicos, uma vez que o custo operacional da fiscalização de remessas de baixo valor tende a superar a arrecadação obtida”, alegam os autores do pedido de urgência.

 

Enquanto a oposição tenta apressar a aprovação do projeto que restabelece a isenção do Imposto de Importação para remessas de até US$ 50,00 destinadas a pessoas físicas, a equipe econômica do governo debate internamente adotar medida imediata para barrar a cobrança. Há a possibilidade de o governo editar uma medida provisória para extinguir a taxa, o que, por um lado, causaria efeitos imediatos à população, e, por outro, tiraria da oposição o mérito de derrubar o imposto pela via da aprovação do PL 6526/25.