Projeto Pequeno Cidadão facilita emissão de identidade para crianças e adolescentes na Bahia
- Bahia Notícias
- 18 Out 2026
- 16:20h

Foto: Feijão Almeida / GOV-BA
O Projeto Pequeno Cidadão proporcionou atendimento exclusivo para crianças e adolescentes neste sábado (17), nos postos fixos do SAC localizados fora de shopping centers (conhecidos como postos de rua), que funcionaram das 8h às 12h. As unidades instaladas em shoppings atenderam até as 13h, para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Essa iniciativa da Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) abrange postos do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) em Salvador, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e no interior do estado, além do SAC Móvel, que está presente no município de Ibiquera.
A primeira via da CIN é gratuita e utiliza o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação. O documento também permite a inclusão de informações complementares, como condições de saúde, deficiências e tipo sanguíneo, além de contar com um QR Code para verificação de autenticidade e uma versão digital disponível na plataforma GOV.BR.
Para crianças de até 12 anos incompletos, a validade da carteira é de cinco anos. A inclusão de informações adicionais depende da apresentação da documentação correspondente. No caso do tipo sanguíneo, por exemplo, é necessário apresentar exame laboratorial realizado há, no máximo, três meses.
Moradora de Alto do Coqueirinho, a publicitária Caroline dos Santos levou a filha Alice, de 7 anos, para emitir a nova Carteira de Identidade Nacional. Ela ressaltou a facilidade do agendamento e a importância da oferta do serviço aos sábados, especialmente para famílias que trabalham durante a semana. “É maravilhoso a criança começar a exercer a cidadania desde pequena. Ter informações importantes no registro pode facilitar um socorro ou atendimento médico, caso ela passe mal e não consiga entrar em contato com os pais”, declarou.
A inclusão de informações de saúde motivou Joicilene Silva a emitir a identdade dos filhos, Levi Miguel, de 9 anos, e Ian Gabriel, de 7. Mãe de uma criança autista, ela ressaltou que o documento contribui para a identificação e facilita o atendimento adequado. “É importante que tenham sua identidade e exerçam a cidadania. Um dos meus filhos é autista, por isso, é fundamental incluir essas informações no documento”, afirmou.
Atendimento exige agendamento nos postos do SAC
O atendimento nos postos fixos do SAC deve ser agendado previamente. Já no SAC Móvel, o serviço é realizado por ordem de chegada. Crianças de até 15 anos precisam comparecer acompanhadas dos pais ou responsáveis, enquanto adolescentes de 16 e 17 anos podem realizar o atendimento desacompanhados.
Gerente do SAC Pituaçu, Virgínia Silva destacou a importância da iniciativa para garantir que crianças e adolescentes tenham acesso à documentação civil. “É uma ação linda, porque a gente quer as crianças, os cidadãozinhos, com as suas devidas identidades. O público-alvo hoje é de 0 a 17 anos. Para criança, só precisa da certidão de nascimento original”, afirmou.
Mutirão de audiências do DPVAT começa nesta segunda e segue até 28 de outubro
- Bahia Notícias
- 18 Out 2026
- 14:18h

Foto: Nei Pinto / TJ-BA
Começa nesta segunda-feira (19) o Mutirão de Audiências do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), com o objetivo de acelerar a tramitação de processos relacionados ao Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT). A ação, que segue até o dia 28 de outubro, será realizada no Fórum Ruy Barbosa.
Juízes e juízas atuarão em cinco salas de audiência, com sessões realizadas simultaneamente nos dois turnos. A estrutura contará, ainda, com quatro salas destinadas à realização de perícias, permitindo que os processos sejam sentenciados no mesmo dia, desde que estejam reunidas as condições necessárias para o julgamento.
Para garantir o sucesso do mutirão, oficiais de justiça cumpriram previamente cerca de 500 mandados, medida que contribui para assegurar a participação das partes e das testemunhas nas audiências e, consequentemente, favorecer o andamento dos processos. Além disso, toda a equipe jurídica participou de treinamentos voltados à qualificação dos serviços prestados aos envolvidos.
O DPVAT é um seguro destinado à cobertura de danos pessoais decorrentes de acidentes de trânsito. A judicialização dos casos ocorre, entre outras situações, quando há negativa do pagamento na via administrativa ou quando o beneficiário discorda do valor da indenização. Nos processos que dependem de avaliação técnica, um perito é nomeado pelo juiz ou pela juíza para analisar as condições da vítima e fornecer elementos para a decisão judicial.
Barreiras registra terceiro homicídio em menos de 24 horas; vítima foi morta a golpes de faca
- Bahia Notícias
- 18 Out 2026
- 12:15h

Foto: Reprodução
Um homem de 40 anos, identificado como Paulo Alves, foi morto a golpes de arma branca no início da manhã deste sábado (17), no bairro Residencial Solar, em Barreiras, no oeste da Bahia. Este é o terceiro homicídio registrado no município em um intervalo de menos de 24 horas.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada para prestar socorro, mas constatou o óbito no local.
A área do crime foi isolada pela Polícia Militar até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Após os procedimentos periciais, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Barreiras.
A onda de violência teve início no fim da manhã de sexta-feira (16), quando Bernardo Lopes, de 38 anos, foi morto na Rua Ucrânia, no bairro Jardim Europa. Já na noite de sexta-feira, o segundo crime ocorreu na Rua Porto Alegre, no bairro Barreirinhas, onde um homem foi morto a tiros.
Até o momento, não há informações sobre a autoria ou a motivação do crime ocorrido neste sábado. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Barreiras.
Moraes ignorou aviso da PF sobre risco de quebrar sigilo da fonte em caso de blogueiro do Maranhão
- Por Fábio Victor | Folhapress
- 18 Out 2026
- 10:06h

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ignorou um alerta da PF (Polícia Federal) de que a quebra do sigilo da fonte de um jornalista investigado iria ferir uma garantia constitucional. Em um inquérito sob sua relatoria, o ministro determinou que informações resguardadas por tal proteção fossem juntadas aos autos.
Trata-se da investigação sobre suposta perseguição contra o também ministro do STF Flávio Dino. Moraes determinou a apreensão de celulares e notebook do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou em seu blog reportagens sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Dino.
Em agosto, cinco meses após a PF apreender os equipamentos de Luís Pablo, Moraes determinou operação de busca e apreensão contra informantes do jornalista. Ou seja, permitiu que fosse quebrado o sigilo da fonte, cláusula pétrea da Constituição Federal.
As decisões motivaram críticas de entidades do jornalismo e do direito, além de preocupações e dúvidas entre estudiosos do assunto.
Depois da apreensão do material do jornalista --mas antes da busca e apreensão sobre seus informantes--, o delegado Antônio Carlos Knoll de Carvalho, da Polícia Federal, enviou, em 8 de abril, um ofício a Moraes informando que não havia juntado aos autos diálogos que revelariam as fontes do jornalista.
"Da análise das mensagens pode-se identificar o provável fornecedor de informações para o investigado, tendo sido tal pessoa responsável por encaminhar ao jornalista as fotografias, filmagens e os dados dos veículos que foram publicadas por Luís Pablo nas reportagens em seu blog", escreveu o delegado.
"Tendo em vista o disposto no Art. 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, que resguarda o sigilo da fonte, e havendo a possibilidade, em tese, de as conversas acima mencionadas estarem resguardadas por tal preceito, a IPJ [Informação de Polícia Judiciária] nº 1466253/2006 não foi, neste momento, juntada aos autos."
Em um despacho no mesmo dia, Moraes não compartilhou da preocupação do delegado. O ministro reconheceu que a "Constituição Federal, ao proclamar a inviolabilidade do sigilo da fonte, tem por finalidade garantir a toda a sociedade a ampla e total divulgação dos fatos e notícias de interesse público".
Mas considerou que aquela situação configurava uma exceção. "No caso dos autos, entretanto, há indícios relevantes de que o investigado Luís Pablo Conceição Almeida incorreu na prática de crime previsto no Art. 147-A do Código Penal [crime de perseguição] sem prejuízo de outras condutas eventualmente relacionadas, a partir de publicações realizadas na internet e em redes sociais, atentando contra ministro do Supremo Tribunal Federal", escreveu o magistrado.
"Desse modo", acrescentou Moraes, "é indispensável a juntada das provas aos autos, de modo que seja regularmente analisada a sua licitude pelo Poder Judiciário no contexto da existência de indícios de crimes."
Diante disso, o ministro determinou que a PF juntasse as provas nos autos no prazo de 48 horas.
Um dos alvos de busca e apreensão da operação determinada em agosto por Moraes foi o delegado da PF aposentado Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão e que era secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do governo Carlos Brandão (MDB). Ele ocupou o cargo até ser afastado e ter prisão domiciliar decretada por uma decisão de julho do ministro Flávio Dino em outro inquérito que corre no STF, sobre os desdobramentos de um assassinato à luz do dia num centro comercial de São Luís.
Segundo a PF, Cutrim conseguiu informações sobre o uso do carro oficial por familiares de Dino em sistemas de acesso restrito e as repassou para Luís Pablo.
Com base em dados obtidos na operação de março contra o jornalista, a PF concluiu que Cutrim era informante dele, a partir de conversas entre os dois pelo WhatsApp.
Três meses após o ministro determinar a juntada dos diálogos aos autos, em 15 de julho, o mesmo delegado Antonio Knoll solicitou a Moraes a expedição do mandado de busca e apreensão contra Cutrim.
Nessa mesma busca, Moraes autorizou medidas contra o advogado Diogo Diniz Lima, também apontado como informante e que, segundo a investigação, fez pagamentos de R$ 100 mil a Luís Pablo para a quitação de um imóvel. A PF, porém, informou a Moraes não ser possível afirmar que o jornalista recebeu pagamento para fazer reportagens contra Dino
Luís Pablo, que é réu num processo de 2017 acusado de integrar uma rede de extorsão a políticos e empresários do estado, nega ter monitorado Dino e seus familiares.
O advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite Filho, chamou de "aberração jurídica, que contraria entendimento do próprio STF" a quebra de sigilo da fonte do jornalista que permitiu a busca e apreensão contra seu cliente. Também disse que Moraes cometeu um "erro grotesco" ao quebrar uma cláusula pétrea da Constituição por meio de um despacho.
Quando o caso veio à tona, Moraes, acossado por críticas, afirmou que defende a liberdade de imprensa, mas que o sigilo da fonte para jornalistas não deve servir como escudo para práticas criminosas.
"Sigilo de fonte é uma garantia constitucional consagrada por essa Suprema Corte, mas que nunca se confundiu e nunca jamais se confundirá com escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas. Sigilo da fonte é uma garantia essencial para a defesa da democracia, e não um instrumento oculto para associações criminosas praticarem impunemente diversas infrações penais."
Procurado pela Folha, Moraes não se manifestou. A assessoria do ministro disse que ele já havia tratado do tema.
A assessoria de Dino negou irregularidades no uso dos veículos do TJ-MA, afirmando que o STF solicitou ao tribunal maranhense aparato de segurança para o ministro e seus familiares quando estivessem no estado. Afirmou que Dino é alvo de agressões e ameaças, que ele e parentes foram monitorados e seguidos e que a investigação mostrou o "acesso ilegal, por funcionário público, a informações sigilosas de segurança, que foram utilizadas em um monitoramento clandestino e ilegal".
Os inquéritos envolvendo Luís Pablo e Raimundo Cutrim tiveram desdobramentos importantes em meio à campanha eleitoral e à guerra entre o grupo do governador Carlos Brandão (de quem Cutrim é aliado) e os chamados "dinistas", que trabalharam no governo Dino (do qual Brandão foi vice) e depois romperam com a atual gestão.
Algumas das ações relativas ao Maranhão no STF estão sob a relatoria de Dino e têm entre os investigados Brandão e aliados. O governador se queixa de não ter tido acesso aos autos de um dos casos e acusa Dino de usar a toga para perseguir adversários.
Dino afirmou, via sua assessoria, que está afastado da política desde que tomou posse no STF e que não tem motivos para se declarar impedido de julgar os processos.
Vox Brasil mostra Lula com 51% dos votos válidos contra 49% de Flávio, empate técnico no 2º turno
- Bahia Notícias
- 18 Out 2026
- 08:33h

Fotos: Charles Vieira / Ricardo Stuckert / Divulgação
Pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo (18) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o petista registra 51% dos votos válidos, o congressista tem 49%. Os dois candidatos estão empatados dentro da margem de erro da pesquisa.
O levantamento entrevistou 2.100 eleitores de todo o Brasil de 15 a 17 de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04332/2026.
Sabrina Sato classifica falas de ex-executivo da Globo e Daniel Vorcaro como irresponsáveis e inadmissíveis
- Bahia Notícias
- 17 Out 2026
- 14:06h

Foto: Divulgação / Globo
Sabrina Sato se manifestou publicamente, demonstrando indignação pela forma como Daniel Vorcaro e o então executivo do Grupo Globo, Frederic Kachar, falaram sobre ela e outras famosas em recentes conversas obtidas pela Polícia Federal. A artista classificou as falas em relação a ela e outras colegas como “irresponsáveis”.
Frederic Kachar, conhecido como Fred Kachar, era responsável por liderar operações dos jornais O Globo, Extra e Valor, além das revistas da editora do grupo, como Vogue e Marie Claire, assim como o Sistema Globo de Rádio, incluindo a rádio CBN. O Grupo Globo demitiu o ex-executivo nesta quinta-feira (15).
Em nota enviada à coluna Outro Canal, Sabrina Sato afirmou, por meio da sua assessoria, que nunca conheceu o ex-controlador do Banco Master e disse ainda que não possui qualquer relação com ele. “É inadmissível expor a imagem e a reputação de uma mulher com base em uma narrativa alheia à sua realidade. Manifestações desse tipo ferem a dignidade feminina e não devem ser naturalizadas nem servir de combustível para especulações”, diz o comunicado.
“Qualquer tentativa de envolver Sabrina nesses acontecimentos é repudiada. Sua trajetória, construída ao longo de anos de trabalho, merece ser tratada com responsabilidade e respeito”, concluiu a nota.
Nas mensagens apreendidas pela Polícia Federal, estão comentários feitos por Kachar em relação a atrizes da emissora e de convidados da edição de 2024 do Baile da Vogue, evento anual promovido pelo grupo.
O executivo, nas mensagens obtidas, mencionava Sabrina Sato, Deborah Secco e Monique Alfradique. Tanto Kachar quanto Vorcaro mantiveram relações com Alfradique no passado. “Elas estavam para jogo”, disse Kachar, enquanto Vorcaro afirmou que Deborah Secco “estava feia”.
TSE forma maioria para impedir que Meta interfira em conteúdo eleitoral de Lula e Flávio Bolsonaro
- Bahia Notícias
- 17 Out 2026
- 12:04h

Foto: Ricardo Stuckert/Campanha | Charles Vieira/Campanha
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta sexta-feira (16), para que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem de Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão havia sido tomada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze e foi seguida por Floriano de Azevedo Marques, André Mendonça e Estela Aranha.
A decisão foi dada em ação protocolada pela campanha do presidente Lula à reeleição, após a coligação dizer que a empresa, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”.
OAB-SP suspende registro de Nelson Wilians por 90 dias após investigações da PF e do MP
- Bahia Notícias
- 17 Out 2026
- 10:28h

Foto: Reprodução / Instagram @nelsonwilians
A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) determinou a suspensão preventiva do registro profissional do advogado Nelson Wilians pelo prazo de 90 dias. A sanção disciplinar ocorre no meio de múltiplas investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP), que apontam o criminalista como suposto operador financeiro em esquemas ilícitos. Com a decisão, Wilians fica impedido de praticar qualquer ato relativo à advocacia, como assinar petições ou participar de audiências.
“Recebi com indignação a decisão da OAB que determinou a suspensão do meu exercício profissional”, disse o advogado à revista Piauí. O principal estopim para a medida foi a Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal da Paraíba em agosto de 2026. A apuração mira uma organização suspeita de operar empresas de fachada no exterior para ocultar e lavar dinheiro gerado por apostas esportivas online, as bets. Segundo os investigadores, o escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV) teria recebido mais de R$ 200 mi da casa de apostas Pixbet. Durante o cumprimento de mandados na residência do advogado em São Paulo, agentes apreenderam bens de alto padrão, incluindo uma Ferrari SF90 Stradale, obras de arte, esculturas de bronze, relógios de luxo e bebidas raras. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 1,1 bi dos investigados, fase em que sua esposa e sócia, Anne Wilians, também passou a ser um dos alvos.
Nelson Wilians já havia anunciado, em agosto de 2026, o seu afastamento por tempo indeterminado da gestão do NWADV, transferindo a administração integral do escritório a um Comitê Executivo. Com a suspensão decretada pela OAB, a banca advocatícia prossegue suas atividades normais sob a condução desse comitê.
Até o momento, a Justiça determinou apenas retenções e bloqueios patrimoniais, sem a expedição de mandados de prisão contra o investigado.
Alvo de polêmica, Meta é a empresa que mais arrecadou na eleição do Brasil
- Por Bruno Ribeiro | Folhapress
- 17 Out 2026
- 08:33h

Foto: Agência Brasil
Alvo de acusações do PT, de pesquisadores e de entidades civis de favorecer a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), a Facebook Serviços Online do Brasil, da Meta, dona também do Instagram e do WhatsApp, é a empresa que mais recebeu dinheiro de campanhas nas eleições brasileiras deste ano.
Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), do início da campanha, em agosto, até a quarta-feira (14), a empresa havia recebido R$ 282,4 milhões das contas das candidaturas.
O valor pode ser ainda maior. A segunda colocada, a DLocal, uma empresa de pagamentos, recebeu outros R$ 99 milhões para impulsionamento de conteúdo, que também é feito nas redes sociais da Meta. A terceira, com R$ 31 milhões, é a Delta3 Comunicação, empresa de Raul Rabelo, que trabalha para Lula (PT) e é sócio do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
Flávio, que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula, lidera os repasses ao Facebook. Ele declarou 13 pagamentos à empresa, entre 8 e 30 de setembro, que somaram R$ 7,5 milhões. Lula vem em segundo, com R$ 2,6 milhões. As despesas ainda são parciais.
O impulsionamento é o serviço pelo qual a Meta cobra dos candidatos para exibir suas publicações a mais usuários das redes sociais. Os candidatos podem direcionar essas mensagens a públicos específicos, e a empresa mantém uma página, a Biblioteca de Anúncios, com algumas informações sobre os impulsionamentos, mas sem dados exatos.
Flávio, por exemplo, pagou "entre R$ 60 mil e R$ 70 mil", segundo a Biblioteca de Anúncios, para impulsionar um vídeo em que o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pede votos para ele e o elogia, no domingo (11). A mensagem continua a ser impulsionada.
A página informa que 26% do público que viu a propaganda eram homens de 25 a 44 anos, faixa em que o senador concentra parte relevante de seu eleitorado, mas que 11% eram mulheres acima de 65 anos, segmento em que, segundo o Datafolha, Lula vai melhor.
Já o petista pagou "entre R$ 15 mil e R$ 20 mil" para impulsionar, nesta semana, um vídeo em que compara imagens de uma criança com uma arma na mão comemorando a vitória de Flávio no primeiro turno — caso que repercutiu nas redes sociais — com imagens de outra criança segurando uma Constituição.
No caso de Lula, 26% do público que recebeu a mensagem também eram homens de 25 a 44 anos, eleitorado em que Flávio vai melhor.
A análise das dez candidaturas que mais pagaram diretamente à Meta mostra que essa despesa não garante vitória. Flávio e Lula estão no segundo turno; dos outros oito, três foram eleitos e cinco, derrotados.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), derrotado no primeiro turno em São Paulo por Tarcísio, gastou quase o mesmo que Lula — R$ 2,5 milhões — e terminou a disputa com 36,4% dos votos válidos no estado. Ele é o terceiro que mais repassou diretamente à Meta, segundo o TSE. Tarcísio, contudo, gastou valor equivalente para impulsionamento de conteúdos, declarados à DLocal.
Ciro Gomes (PSDB), que tentou o Governo do Ceará, obteve 46,2% dos votos, insuficientes para derrotar Elmano de Freitas (PT), que também venceu no primeiro turno.
Aécio Neves (PSDB) e Alexandre Curi (Republicanos), candidatos ao Senado por Minas Gerais e pelo Paraná, respectivamente, também estão no ranking e não foram eleitos. Aécio gastou R$ 2 milhões com impulsionamento; Curi, R$ 1,4 milhão. Wellington Fagundes (PL) repassou R$ 1,5 milhão à Meta para sua campanha em Mato Grosso, mas foi superado por Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno.
O deputado federal reeleito Célio Studart (PSD-CE) declarou pagamentos de R$ 2,4 milhões ao Facebook e foi o 13º parlamentar mais votado no estado. Lindbergh Farias (PT-RJ), terceiro mais votado no Rio para a Câmara, declarou R$ 1,6 milhão. Carolina de Toni (PL), eleita para uma das cadeiras de Santa Catarina no Senado, também gastou R$ 1,6 milhão.
Os algoritmos da Meta são fechados, e não há transparência sobre como conteúdos não impulsionados são distribuídos. Como a Folha mostrou, a campanha do PT acusa a empresa de ter favorecido Flávio ao retirar do ar, sem explicação, conteúdos petistas. A empresa negou as acusações na ocasião. O Ministério Público Federal abriu uma apuração sobre o caso.
Outra suspeita de irregularidade, apontada pelo NetLab (Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é que a empresa tenha veiculado anúncios políticos pagos no exterior, prática proibida pela legislação eleitoral. A empresa afirmou que os anúncios foram identificados e regularizados ou apagados.
Um relatório publicado pela ONG Sleeping Giants Brasil identificou indícios de que o algoritmo da Meta favoreceu, na aba de reels, perfis bolsonaristas, como o do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), que obteve mais visualizações do que celebridades internacionais como Selena Gomez, Ariana Grande, Kim Kardashian e Beyoncé.
Nesta sexta-feira (16), reportagem da Folha, baseada em relatórios internos da Meta, mostrou que funcionários da empresa sabiam que o sistema havia adotado restrições que limitaram a campanha de Lula.
A Folha de S. Paulo procurou a empresa para comentar a receita com impulsionamento nas eleições e as suspeitas de práticas que teriam favorecido Flávio e prejudicado Lula. A empresa disse que não comentaria.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Meta afirmou que não está interferindo nas eleições brasileiras e disse que os episódios relatados em reportagem foram "incidentes técnicos".
"O incidente afetou milhares de anunciantes em diferentes países e terminou depois que a atualização de código foi revertida, nas primeiras horas de 10 de outubro."
Em mensagens internas, Meta admite que contas de Lula foram prejudicadas por restrições; engenheiros falam em falhas técnicas
- Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
- 16 Out 2026
- 18:07h

Foto: Ricardo Stuckert
Em mensagens internas da Meta obtidas pela reportagem, funcionários da empresa admitem restrições que prejudicaram as contas do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram e recomendação algorítmica do perfil de Flávio Bolsonaro (PL) na plataforma e no canal do candidato no WhatsApp, prática vedada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em uma das mensagens, o funcionário da Meta A. G. afirma que a conta de Lula estava "limitada" em comparação à de Flávio, e que isso seria negativo pela "alta chance" de haver ação jurídica.
A frase se refere a episódio do dia 9 de outubro, quando o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens feitas no feed do Instagram por quase 24 horas.
A campanha conseguia impulsionar novos conteúdos nos chamados dark posts, bem como os impulsionamentos antigos continuavam no ar. Estava impedida, porém, de pagar para aumentar o alcance de postagens que estavam no feed, que é a forma mais usada de impulsionamento e de maior eficiência para o treinamento do algoritmo.
Segundo a estimativa da campanha de Lula, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver os anúncios por causa da restrição.
Como o TSE proíbe a recomendação algorítmica de contas de candidatos, o impulsionamento é a única possibilidade de políticos aumentarem o alcance de suas postagens e fazerem propaganda eleitoral em ambiente digital. A Meta detém virtual monopólio em propaganda eleitoral pela internet na eleição de 2026, já que o Google deixou de vender anúncios políticos em 2024 e o Kwai oferece de forma muito restrita.
O problema com o impulsionamento foi reportado à Meta e registrado nas mensagens internas. A versão oficial é que havia um "problema técnico" no gerenciador de anúncios.
Engenheiros nos Estados Unidos foram contatados, mas passaram-se horas até uma resolução. Os próprios funcionários reclamaram da demora, dizendo que os engenheiros estavam tranquilos e talvez não tivessem entendido a urgência do assunto, ainda que se tratasse da conta de anúncios do presidente da República no meio da campanha eleitoral. Disseram, segundo as mensagens, ter alertado para a importância do caso e pedido que fosse classificado como SEV2, quando um problema é grave e demanda resolução com urgência.
Em mensagem, a funcionária M. A. disse que, quando houvesse solução para o problema, ainda seria preciso combinar como iriam se explicar para membros da campanha de Lula que estavam reclamando. O funcionário M. V. relatou que deputados que haviam passado a atuar na campanha de Lula estavam pedindo satisfações sobre o caso.
A justificativa inicial da empresa foi que o problema tratava de um "data outage" (interrupção de dados) global, que havia atingido mais de 3.000 contas no dia 7 de outubro. Várias contas estavam impossibilitadas de ver a contagem de visualizações dos posts. Um dos exemplos teria sido um impulsionamento do dia 7 de outubro que a campanha de Flávio Bolsonaro não conseguiu fazer e, na sequência, desistiu e partiu para outras maneiras de impulsionar.
Mas esse problema global, segundo mensagens internas, ocorreu no dia 7 e durou 5 horas. No caso de Lula, foram quase 24 horas no dia 9 sem conseguir impulsionar posts do feed.
Outro episódio foi a recomendação do canal de Flávio Bolsonaro nas buscas de canal de apoio a Lula no WhatsApp.
Segundo a regra do TSE, perfis e canais de candidatos não podem ter recomendação algorítmica. Eles só podem aparecer nas buscas caso o usuário insira o nome exato do canal ou perfil.
No entanto, conversas internas da Meta indicaram que os usuários, ao buscar pelo termo Exército do Lula no WhatsApp, recebiam como resultados o Canal do Lula, Tropa do Flávio (de apoio a Flávio Bolsonaro) e Partido dos Trabalhadores. O canal Exército do Lula é administrado pelo deputado André Janones e foi derrubado nesta semana pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e depois voltou ao ar.
No início de outubro, o perfil de Flávio aparecia recomendado em buscas no Instagram, enquanto os dos outros candidatos, não. Nas mensagens, funcionários admitem que o perfil de Flávio aparecia nas buscas e não deveria, enquanto a conta de Lula não aparecia nem quando era feita a busca pelo nome exato, como deveria acontecer. Eles afirmam que a recomendação indevida de Flávio foi um furo.
A justificativa técnica foi que o nome de Lula era muito longo, mas a falha tinha sido resolvida. Ressalvaram, porém, que ainda havia variações nas sugestões de busca quando se procuravam os dois candidatos.
Problemas técnicos não são incomuns nos provedores. Segundo as mensagens internas, em 23 de setembro, as contas de Flávio e de Lula ficaram impossibilitadas de subir anúncios por cerca de uma hora por "atividade suspeita", devido a um erro.
Em 1º de outubro, ainda de acordo com mensagens internas da Meta, a campanha de Flávio teve vários anúncios bloqueados porque foi detectado uso de inteligência artificial dentro do período em que o uso da tecnologia é proibido pelo TSE. A campanha afirmou que não havia uso de IA.
As conversas internas indicam que, dentro da Meta, há a percepção de que uma narrativa sobre suposta interferência da empresa na eleição no Brasil estaria ganhando força. E que seria bom mostrar que também houve casos afetando Flávio.
Procurada, a Meta afirmou que "as alegações de que atua para interferir no processo eleitoral ou favorecer uma candidatura são falsas e não encontram respaldo nos fatos." Segundo a empresa, "os episódios citados pela reportagem tiveram causas distintas: falhas técnicas globais, um erro específico prontamente corrigido e a aplicação de normas eleitorais brasileiras que valem igualmente para todas as candidaturas."
"Alguns desses episódios tiveram alcance amplo e afetaram diferentes contas e anunciantes em diferentes países. Não damos tratamento preferencial a candidato, partido ou posição política, e nossos sistemas não são projetados ou operados para fazê-lo", disse a empresa.
Em nenhuma das conversas acessadas pela reportagem há admissão de interferência e só se discute a alta gravidade e a demora dos times de engenharia de resolver os problemas técnicos.
As mensagens internas registram também a reação dos funcionários à ordem de Kassio para bloquear o canal de WhatsApp de Janones. Em mensagem, o funcionário M. V. afirma que havia sido contatado por vários políticos de esquerda com reclamações. Mas M.V. diz ver "o copo meio cheio", uma vez que, segundo ele, se isso tivesse ocorrido com o candidato Renan Santos, ele estaria acampado na frente do escritório da Meta queimando pneus.
A campanha de Flávio Bolsonaro foi indagada sobre o bloqueio da conta em 23 de setembro e os anúncios rejeitados em 1º de outubro relatados nas mensagens internas da Meta, mas disse não ter havido nenhum problema que afetasse os perfis e canais do candidato.
"As informações apresentadas pela reportagem não procedem. A campanha cumpre todas as regras da plataforma e do TSE e, por isso, não registrou nenhum problema com a conta de anúncio do candidato, que segue operando de maneira adequada e sem interrupção."
A reportagem perguntou à campanha de Flávio como o candidato vê a atuação da Meta nas eleições brasileiras.
"A campanha entende que a plataforma está sujeita às regras da eleição brasileira e que, em função disso, o alcance e outras métricas do candidato podem ser afetados, o que tem sido compensado com estudos mais profundos e com o altíssimo rigor técnico da equipe."
Flávio tem 50,5% e Lula 49,5% em votos válidos na pesquisa CNT/MDA, situação de empate técnico
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 16 Out 2026
- 16:05h

Foto: Reprodução das redes sociais dos candidatos
A mais nova pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA, divulgada nesta sexta-feira (16/10), mostra um quadro de empate técnico na disputa presidencial em segundo turno. De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro (PL) tem 50,5% dos votos válidos e o presidente Lula estaria com 49,5%.
Nas intenções de votos totais, o senador Flávio Bolsonaro tem 46,8% das intenções de voto contra 45,9% de Lula. Brancos e nulos somam 4,9%, e 2,4% se disseram indecisos.
A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é de um ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos. Por isso, os dois candidatos estão empatados tecnicamente.
Esta foi a primeira vez que o senador do PL aparece à frente do líder petista na série de pesquisas da CNT/MDA, desde o primeiro turno. Na rodada anterior, divulgada em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, Lula tinha 47,3% na simulação de segundo turno, e Flávio, 43,1%.
No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos). Lula teve 45,16% (53,9 milhões).
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Flávio Bolsonaro aparece com 45,6% e Lula, com 44,1%. Brancos e nulos somam 5,2% e indecisos, 5%.
As entrevistas foram feitas presencialmente entre terça-feira (13/10) e quinta-feira (15/10). Foram ouvidos 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da Federação, em cerca de 140 municípios.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela própria CNT, custou R$ 222.453 e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00652/2026.
Vorcaro celebrou revelação de acordo com mulher de Moraes: “Melhor matéria”
- Bahia Notícias
- 16 Out 2026
- 14:03h

Foto: Reprodução
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro comemorou a publicação da reportagem que revelou a existência de um contrato da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master.
A afirmação de Vorcaro sobre o caso ocorreu em abril de 2025 em uma conversa com Augusto Lima, que deixou oficialmente a sociedade do Master em maio de 2024, mas que mantinha contato frequente com o antigo parceiro de negócios.
O diálogo entre os dois extraídos do celular de Vorcaro pela Polícia Federal e obtido pela CNN mostra que, em abril de 2025, Lima encaminhou a ele um link do jornal O Globo com o título “Banco Master contratou mulher de Alexandre de Moraes”.
Vorcaro, então, respondeu: “Melhor matéria que fizeram nossa na semana”. O texto revelou a relação contratual entre o escritório da mulher e dos dois filhos do magistrado, mas ainda não se tinha informação sobre o valor do acordo, que depois a PF encontrou um contrato que indicava ser de R$ 131 milhões.
As quebras de sigilo da CPI do Crime Organizado apontaram o repasse de R$ 80 milhões à banca de advocacia entre 2024 e 2025 – o restante não foi depositado devido à interrupção do contrato após a prisão de Vorcaro.
A conversa mostra que ambos se telefonavam com frequência e lamentavam movimentações do mercado. Lima costumava enviar reportagens a Vorcaro. A primeira sobre Moraes dizia respeito à decisão de março de 2025, quando o magistrado determinou o arquivamento da investigação contra o então governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) pelos atos de 8 de janeiro, que foi respondida com um telefonema de Vorcaro seis minutos depois.
Um mês depois, Lima encaminha o link sobre a relação contratual do Master com Moraes e Vorcaro classifica a reportagem como a “melhora” que tinha sido feita naquela semana.
Recentemente, relatório da PF sobre a relação de Moraes e Vorcaro apontou que o contrato de Viviane com o Master foi editado pelo ministro do STF.
A corporação afirma que os metadados do documento em formato digital, enviado via aplicativo de mensagens por Viviane Barci de Moraes a Vorcaro e extraído do celular do ex-banqueiro pela PF, apontam o nome e o usuário vinculado ao magistrado como o autor da última modificação do arquivo contratual.
Por meio de nota divulgada à época, a advogada afirmou que solicitou informações a Moraes “na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente”.
Brumado: Escola Nossa Senhora de Fátima celebra Dia dos Professores com noite de homenagens e emoção no La Land
- Brumado Urgente
- 16 Out 2026
- 12:39h

Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
Uma noite marcada por música, confraternização, homenagens e momentos de emoção. Assim foi a celebração do Dia dos Professores promovida pela Escola Nossa Senhora de Fátima (ENSF), na noite desta quinta-feira (15), no Restaurante e Pizzaria La Land, em Brumado. O encontro reuniu professores e membros da direção da instituição em um ambiente de alegria, reconhecimento e gratidão.
A programação teve início com a apresentação musical do cantor Sandro Júnior, que interpretou sucessos conhecidos e animou os convidados, proporcionando um clima descontraído e festivo.
Um dos momentos marcantes da noite foi protagonizado pela diretora da ENSF, professora Maria José Ramalho de Meirelhes, que emocionou os presentes ao interpretar a canção “O Que É, O Que É?”, de Gonzaguinha, carinhosamente chamada por ela de “hino da ENSF”.
A escolha da música não foi por acaso. Sua mensagem traduz princípios que norteiam a trajetória educacional da escola, construída sobre valores cristãos, acolhimento, respeito, carinho e atenção às particularidades de cada estudante. A instituição, que acumula mais de meio século de história, tem como um de seus pilares o reconhecimento da individualidade de cada aluno, valorizando sua essência, seus sonhos e sua maneira singular de enxergar o mundo.
Nesse contexto, a composição de Gonzaguinha ganha um significado especial ao celebrar a vida sob a perspectiva da pureza e da espontaneidade das crianças, reafirmando a beleza de viver e a importância de cultivar a esperança, o amor e a alegria.
A confraternização também foi uma oportunidade para reconhecer a importância dos educadores na formação humana e intelectual de gerações. Para a ENSF, os professores representam muito mais do que transmissores de conhecimento: são protagonistas de uma história construída diariamente com dedicação, compromisso e sensibilidade.
Durante a tradicional “Noite da Pizza da ENSF”, os convidados puderam desfrutar das especialidades do Restaurante e Pizzaria La Land, em um ambiente acolhedor, preparado para proporcionar momentos de integração e convivência entre os profissionais da instituição.
Entretanto, um dos instantes mais emocionantes da celebração ainda estava por vir. Após o jantar, a diretora Maria José convidou todos os presentes a se reunirem de mãos dadas no salão do restaurante para um momento de oração e agradecimento a Deus.
Com palavras carregadas de fé, sensibilidade e poesia, a educadora expressou sua gratidão por mais um ano de conquistas, pela vida dos professores e pela oportunidade de celebrar uma data tão significativa. A profundidade da mensagem sensibilizou os participantes, levando muitos às lágrimas e transformando a oração em um dos momentos mais especiais da noite.
Ao término da programação, os professores foram presenteados com brindes personalizados, preparados especialmente em homenagem a cada profissional, encerrando a celebração com mais uma demonstração de carinho e reconhecimento.
Mais do que uma confraternização, a noite reafirmou os laços de união, fé e pertencimento que fazem parte da identidade da Escola Nossa Senhora de Fátima. Uma instituição que, ao longo de mais de cinco décadas, construiu sua história valorizando não apenas a excelência no ensino, mas, sobretudo, as pessoas que tornam possível a missão de educar e transformar vidas.

Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
MP-BA investiga mortes após desativação de UTI no Martagão
- Bahia Notícias
- 16 Out 2026
- 10:32h

Foto: Divulgação
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento administrativo para apurar os possíveis impactos da desativação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica no Hospital Martagão Gesteira, no bairro do Tororó, Salvador. Entre os pontos investigados estão informações sobre pacientes que morreram e que teriam sido “supostamente impactados pela desativação” dos leitos.
A medida foi identificada pelo Bahia Notícias (BN) em documentos do procedimento instaurado pelo órgão. A apuração foi formalizada pela 8ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Salvador, por meio da Portaria nº 278/2026, publicada no Edital nº 568/2026.
O documento prevê a análise de registros e informações referentes a pacientes que estavam internados nos leitos de UTI pediátrica da unidade hospitalar, incluindo aqueles que foram a óbito. Até o momento, o procedimento não informa quantos pacientes morreram, as circunstâncias dos óbitos ou se existe comprovação de vínculo entre as mortes e a desativação dos leitos. A investigação busca reunir informações para esclarecer os possíveis impactos da medida.
A apuração, inserida na área da saúde, tem prazo de conclusão de um ano. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) também pretende analisar as estratégias dos gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) para recompor o quantitativo de leitos considerado necessário.
Além da instauração do procedimento administrativo, o órgão anunciou a prorrogação de um Procedimento Administrativo de acompanhamento de Políticas Públicas relacionado ao tema.
REABERTURA DOS LEITOS
Nos anos de 2024 e 2025, o Hospital Martagão Gesteira anunciou o fechamento de 20 dos 40 leitos pediátricos disponíveis. A entidade filantrópica, responsável pela realização de cirurgias cardíacas, informou, na época, que passava por um déficit mensal que tornou necessária a readequação do rol de serviços.
Um ano após o fechamento, o Martagão Gesteira anunciou, no último dia 31 de agosto, a abertura de 10 leitos de UTI e a ampliação da capacidade para cirurgias cardíacas pediátricas. Inicialmente, 30% dos leitos serão destinados a pacientes submetidos a cirurgias cardíacas pediátricas e 70% à Rede de Urgência, conforme anunciou a entidade.
Em nota enviada ao BN, a unidade hospitalar afirmou que mantém 30 dos 40 leitos de UTI em funcionamento e que busca viabilizar a reabertura dos 10 leitos restantes, condicionada à disponibilidade de recursos financeiros. Confira a nota na íntegra:
"O Hospital Martagão Gesteira é uma instituição filantrópica que, há mais de 60 anos, dedica-se ao cuidado da saúde de crianças e adolescentes, mantendo-se à disposição das famílias baianas e desempenhando um papel fundamental na assistência pediátrica na Bahia. Essa trajetória de compromisso com a população faz do Martagão um patrimônio dos baianos.
Dos 40 leitos de UTI, 30 estão atualmente em funcionamento. Após a suspensão temporária de parte dos leitos por questões de viabilidade financeira ocorrida em 2024, 10 foram reabertos em setembro de 2026, após assinatura de contrato com a Secretaria de Saúde do Estado (SESAB), para repasse de recursos do Ministério da Saúde. O hospital permanece empenhado em viabilizar a reabertura dos 10 leitos restantes, assim que houver condições financeiras para isso, reafirmando seu compromisso com a assistência às crianças e aos adolescentes baianos", diz em nota.
Bet de investigado por fraude do INSS pagou voos de Flávio Bolsonaro na Europa
- Por Pedro S. Teixeira, Iran Alves e João Gabriel de Lima | Folhapress
- 16 Out 2026
- 08:08h

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Uma empresa do ramo de apostas online de propriedade do advogado Willer Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para o candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, de acordo com uma investigação da Polícia Federal.
Willer é investigado sob a acusação de fazer repasses financeiros de dinheiro obtido em fraudes contra a Previdência no escândalo do INSS. Junto com Jorge Barbosa Dias, Willer é dono da Rede Loto, a primeira bet a conseguir uma licença de operação no país ainda em maio de 2023, emitida pelo governo fluminense.
Segundo a investigação, ao menos três trechos de viagem em jato executivo foram contratados para Flávio e Willer por meio da Cathedral, uma empresa registrada na Ilha da Madeira. Única acionista da Rede Loto, a Cathedral tem como sócios Willer e Dias.
Os documentos mostram uma viagem de Willer e Flávio de Lisboa a Nice, na França, em 11 de abril de 2025, contratação feita com a empresa de táxi aéreo NetJets. Em 23 de maio, acompanhados de mais familiares, eles viajaram de Cascais, a 30 quilômetros da capital portuguesa, novamente para Nice, antes de embarcar em novo voo para Paris.
Em nota, o advogado da bet diz que os pagamentos das viagens foram feitos por Willer, não pela empresa. "Os deslocamentos foram passeios de lazer entre amigos e suas famílias, custeados por Willer e sem contrapartida de qualquer natureza."
No comunicado, o advogado diz que repudia a tentativa de associar o nome de Willer a práticas ilícitas. "A única sócia da Rede Loto é a Cathedral, e não tem participação de ninguém investigado por jogo ilegal."
Questionado pela reportagem sobre as viagens custeadas pela Cathedral, o senador Flávio Bolsonaro diz que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade. "Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos", afirma.
O relatório da PF mostra canhotos de passagens, encontrados no computador de Willer, comprados pela Cathedral Holdings S.A., uma sociedade anônima aberta em Portugal em 16 de janeiro apenas com sócios brasileiros. São acionistas da empresa offshore Willer, sua esposa (Flávia Oliveira Corrêa), sua irmã e Dias, processado por jogo ilegal e lavagem de dinheiro em 2022 e absolvido em 2023, depois de já ter recebido a primeira licença de aposta esportiva do governo fluminense. Também está no negócio outro parente de Dias, Igor Mateus Barbosa Moura.
Em 17 de fevereiro de 2023, um procurador da Cathedral registrou na Junta Comercial de São Paulo a sua única empresa brasileira, a Rede Loto. Em 27 de abril do mesmo ano, no dia em que a Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) divulgou a publicação de edital de licenciamento de bets em um jornal de grande circulação pela primeira vez, a Rede Loto entregou uma pasta com 132 páginas de documentos, às 9h09.
Como a Loterj não exigia a informação dos beneficiários finais nos moldes da legislação federal, a documentação não informava os acionistas da Cathedral, Willer e Dias.
A Loterj autorizou a operação da Rede Loto, com o nome BestBet, em 25 de maio de 2023, em publicação no diário oficial de 30 de maio daquele ano, em despacho assinado por Hazenclever Cançado, então presidente da autarquia fluminense nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro. A indicação de Cançado foi feita por Flávio, segundo pessoas a par dos ritos da Loterj. O contrato fez da Rede Loto a primeira empresa de apostas autorizada a atuar no Brasil.
Procurado por WhatsApp e ligação desde as 15h12 desta quarta (14), Cançado não comentou. A velocidade do procedimento também motivou um pedido de impugnação enviado pela empresa Modelo Informática, que nunca foi avaliado.
A Loterj diz que a Rede Loto apresentou todos os documentos exigidos pelo edital. "Do ponto de vista da regulamentação, é o que é exigido legalmente. E nenhum dos integrantes apresentou qualquer impedimento."
Por meio de sua assessoria, Willer, que é advogado de Dias, afirma que seu cliente foi absolvido e o processo já transitou em julgado.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, Willer também é o beneficiário final de uma empresa contratada pela Loterj, que faturou R$ 188 milhões entre junho de 2023 e agosto de 2026, de acordo com dados da autarquia fluminense.









