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- Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 12:12h
Foto: Reprodução / @EmmanuelMacron
O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou, neste domingo (18), que "nada justifica" a violência "desenfreada" registrada em manifestações ocorridas em todo o país. Os atos, iniciados com pautas ligadas à educação, ganharam adesão como um movimento de contestação ao aumento do custo de vida na Europa, resultando em mais de 1,8 mil prisões.
Segundo informações da AFP e divulgadas pelo g1, o chefe de Estado dirigiu-se aos cidadãos em pronunciamento na televisão após realizar reuniões de emergência com integrantes do governo. "Esta noite, todos sentimos raiva e vergonha", afirmou Macron, destacando a necessidade de diferenciar manifestantes com "reivindicações legítimas" daqueles "que destruíram, quebraram e saquearam".
O líder francês prometeu "total transparência" na avaliação da conduta policial e informou ter determinado ao ministro do Interior, Laurent Nunez, que "extraia todas as lições necessárias" sobre a atuação das forças de segurança e capacidade de antecipação a novos atos.
No discurso, Macron adjetivou os episódios de vandalismo como ações promovidas por "elementos insurrecionais de grupos radicais de extrema esquerda, acompanhados por numerosos criminosos", ressaltando que "quem saqueou terá de pagar pelos danos, e aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados". O governo também autorizou prefeituras regionais a restringir ou proibir novos protestos para conter saques e ataques a edifícios públicos, como o incêndio registrado na prefeitura do século 19 na cidade de Limoges.
Apesar da forte presença policial e do uso de gás lacrimogêneo em locais como a Place de la République, em Paris, novas aglomerações foram registradas. Em publicação na rede social X, o ministro Laurent Nunez defendeu a liberdade de expressão, mas condenou a depredação: "O direito de protestar é um direito fundamental. Semear deliberada e coletivamente a desordem por meio da violência, não".
A polícia da capital francesa confirmou ainda que uma pessoa morreu após sofrer um ataque cardíaco durante as ocorrências, caso que é alvo de apuração do Ministério Público local.
- Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 14:12h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A presidente do Peru, Keiko Fujimori, anunciou um conjunto de medidas de conduta e disciplina para a rede pública de ensino do país. Conforme o comunicado oficial na última segunda-feira (12), o pacote prevê o combate ao bullying e ao assédio sexual, restrições à aparência dos estudantes e a possibilidade de expulsão em casos graves de violência, sob a justificativa de restabelecer a ordem no ambiente escolar.
Segundo informações do jornal Metrópoles, o regulamento estabelece restrições estritas como a proibição de maquiagem, unhas pintadas, cabelos tingidos ou compridos, além de vetar o uso de telefones celulares durante as aulas sem autorização do docente. “A ordem não é apenas nas ruas, ela também precisa retornar às nossas escolas, às nossas salas de aula”, afirmou a presidente ao apresentar as medidas.
O governo informou que o texto ainda passará por uma consulta pública com a sociedade civil antes de sua implementação oficial.
O endurecimento das normas ocorre após a forte repercussão de um caso de violência sexual envolvendo estudantes do Liceo Naval Almirante Guise, instituição administrada pela Marinha de Guerra do Peru, durante uma viagem escolar. O episódio gerou comoção nacional, motivou a internação preventiva de seis adolescentes e trouxe a público uma série de novas denúncias de agressões, racismo e intimidação na comunidade escolar do país.
“Temos que entender que há limites, que existem direitos, mas também obrigações”, declarou Fujimori. A presidente afirmou ainda que o governo não tolerará casos de bullying, violência ou assédio sexual nas escolas. Fujimori pediu que os estudantes denunciem episódios desse tipo às autoridades educacionais e disse que os suspeitos serão encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Nacional.
- Por Igor Gielow | Folhapress
- 15 Out 2026
- 12:09h
Foto: Reprodução / EFE / EPA / State Emergency / Service of Ukraine
Um dia após denunciar a falta de alerta antecipado dos Estados Unidos sobre ataques com mísseis balísticos da Rússia, a Ucrânia afirmou nesta quarta-feira (14) que operações militares em toda a linha de frente da guerra foram afetadas por restrições no uso do Starlink.
A operação da rede de satélite do empresário Elon Musk foi limitada, com terminais falhando se transportados a mais de 160 km/h —algo comum para movê-los de forma rápida pela frente de batalha, coordenando o trabalho de drones e da artilharia de Kiev.
"Nossas Forças Armadas não receberam nenhum aviso dessas restrições, e isso levou ao fracasso de uma série de missões", afirmou Serhii Beskrestnov, assessor do presidente Volodimir Zelenski para tecnologia militar.
"Está claro que essa ação não é uma coincidência e está conectada à situação política atual", afirmou o assessor, que é um popular blogueiro conhecido como Flash.
Ele se refere à pressão renovada do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre Zelenski. O americano quer que o colega suspenda ataques a refinarias russas, campanha que levou a uma crise de abastecimento no vizinho e que Trump credita como responsável pelo aumento do preço do diesel em seu país.
Na realidade, a inflação é atribuída por especialistas mais à guerra que o próprio Trump não consegue encerrar com o Irã, que travou o comércio de petróleo com efeito-cascata na economia mundial. Mas o republicano já escolheu sua desculpa.
O republicano corre o risco de ver seu partido perder o controle do Congresso nas eleições de novembro, e busca um remendo rápido para a crise inflacionária. Na sexta (9), causou ultraje na Europa ao anunciar um acordo para voltar a comprar diesel da Rússia, algo que está vetado por sanções desde o fim de 2022, primeiro ano da guerra lançada por Vladimir Putin.
"É doloroso quando Trump escolhe um lado que não é o nosso", afirmou Zelenski em uma entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan. Questionado se se sentia traído pelo acordo do diesel, disse: "Sim, mas é complicado".
O arranjo ainda precisa ser detalhado e sofre oposição até entre aliados domésticos de Trump. Para piorar, após pedir a renúncia de Zelenski, no domingo (11) o presidente anunciou o cessar-fogo de ataques à infraestrutura energética por Kiev e Moscou, que disseram ignorar a trégua.
Putin seguiu bombardeando os ucranianos, e vice-versa. Na esteira de diversas reportagens relatando a ameaça de Trump de cortar o acesso de Kiev a informações de inteligência que ajudam a prever ataques russos, temor que se materializou em duas ações com mísseis contra a Ucrânia na terça (13).
Trump veio a público dizer que não havia suspendido a colaboração, que inclui o envio de dados coletados por satélites e sensores diversos, em terra e no ar. Nesta quarta, o secretário-geral da aliança militar Otan, Mark Rutte, afirmou acreditar no americano.
Em público, Zelenski preferiu não fazê-lo e queixou-se da falta de ajuda. Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de uma pessoa próxima do Kremlin, a pressão de Trump é vista com cautela pelo governo russo, que de todo modo celebra o acordo do diesel.
Esse observador lembra que Trump já foi agressivo e carinhoso com Zelenski, e que cortou a ajuda militar direta a Kiev, mas não a venda de suas armas por meio de europeus. Assim, há a visão de que a renovada posição pró-Rússia de Trump só dure até as eleições.
Houve novos bombardeios russos nesta noite e madrugada, com três mortes registradas em Kiev. Apenas 4 de 39 mísseis balísticos foram derrubados. Cerca de 30 instalações energéticas foram atingidas, e 600 mil pessoas ficaram sem luz. Outras seis pessoas morreram já à tarde em Lutsk (oeste).
Eventuais cortes de informações são graves para os ucranianos, que dependem deles para emitir alertas de ataques à população e posicionar suas defesas antiaéreas e caças. No caso do Starlink, a limitação afeta mais as linhas de frente, dado que não há registro de perda de sinal de terminais estáticos.
Se isso ocorrer, há risco de colapso para Zelenski. A Ucrânia foi salva por Musk no começo da guerra, quando perdeu de saída boa parte de sua capacidade de coordenar tropas. O americano posicionou satélites de sua rede para garantir internet de alta velocidade e transmissão segura de dados a Kiev.
Musk foi criticado quando restringiu a cobertura, evitando ataques de precisão da Ucrânia contra a Crimeia ocupada, por temer uma escalada nuclear do conflito. A Rússia chegou a dizer que iria atacar satélites da constelação, mas, na prática, fez uso do sinal deles, roubado por terminais adquiridos por contrabando.
No começo deste ano, contudo, Musk mandou a SpaceX, sua empresa que opera o Starlink, cortar o sinal para antenas não credenciadas junto às Forças Armadas da Ucrânia na região.
Isso gerou uma crise que afetou por meses as comunicações russas na linha de frente, levando Putin a acelerar a criação de uma rede própria de microssatélites de órbita baixa para servir a seus militares.
A SpaceX e Musk não comentaram o episódio. O chanceler polonês, Radoslaw Sikorski, postou no X uma provocação: "Ei, @elonmusk, grande homem, você está fazendo política com seus produtos de novo".
Em 2025, Musk havia chamado Sikorski de "pequeno homem" numa discussão pública. A Polônia é o país que paga o serviço do Starlink à Ucrânia, como parte do pacote de apoio a Kiev na guerra.
De seu lado, Zelenski promoveu um mega-ataque com drones contra a Rússia nesta madrugada. Segundo os militares de Moscou, 902 aviões-robôs foram abatidos, 180 deles lançados contra a capital. Um número incerto atingiu alvos.
O principal foi o prédio do maior data center em construção na Europa, que pertence ao principal banco russo, o Sberbank. Houve danos à estrutura, que deverá começar a operar no próximo ano. Na semana passada, a Ucrânia havia alvejado três data centers da Iandex, gigante digital do país.
O ataque provocou cerca de 500 desvios e atrasos de voos nos quatro aeroportos de Moscou. Ao longo do dia, os russos acusaram os ucranianos de terem alvejado duas refinarias do país, o que Zelenski negou —ele sustenta que respeita a trégua parcial proposta por Trump e que Putin "zomba" do americano.
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- Por Victor Lacombe | Folhapress
- 13 Out 2026
- 12:19h
Foto: Divulgação
A Rússia bombardeou nesta segunda-feira (12) uma usina termelétrica na cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, ferindo 12 pessoas e destruindo infraestrutura de produção de gás natural, de acordo com autoridades ucranianas e a empresa estatal Naftogaz.
O ataque acontece no dia seguinte ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a Rússia e a Ucrânia haviam concordado com um cessar-fogo energético. O presidente ucraniano Volodimir Zelenski disse na ocasião desconhecer o acordo, mas afirmou que cumpriria seus termos se Moscou fizesse o mesmo. O Kremlin não comentou o assunto.
Nesta segunda, falando no Fórum de Segurança de Varsóvia, na Polônia, Zelenski reafirmou ter tomado conhecimento do cessar-fogo energético por meio da imprensa. Ao mesmo tempo, acusou a Rússia de violar o acordo e pediu que os EUA pressionassem o governo de Vladimir Putin a cumprir a moratória de ataques à infraestrutura de produção de energia.
"Estamos esperando detalhes do que foi conversado entre os americanos e os russos e aguardando as medidas que serão tomadas por Washington", disse Zelenski, discursando por videoconferência no evento. "Esse cessar-fogo energético pode funcionar e se tornar um passo importante para encerrar a guerra se os americanos agirem e garantirem que a Rússia o respeite."
Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, não comentou a proposta, mas disse nesta segunda que seu país rejeita outra oferta, feita pela Ucrânia, de um cessar-fogo de 60 dias para que eleições sejam realizadas por Kiev. Zelenski foi eleito para um mandato de cinco anos que terminou em maio de 2024, mas permanece no cargo graças à imposição de lei marcial na Ucrânia.
Em novo sinal da deterioração das relações bilaterais, Trump disse no sábado (10) que os ucranianos deveriam substituir Zelenski em um novo pleito, culpando o presidente pelo aumento de preços de óleo diesel no mundo.
Na nova fase da guerra, que já dura mais de quatro anos, a Ucrânia tem utilizado drones de longo alcance para atingir o setor energético russo, atacando refinarias de petróleo em todo o país e afetando a capacidade de Moscou de exportar combustíveis.
Em resposta à acusação de Trump, o governo em Kiev disse que realizaria novas eleições se a Rússia concordasse com um cessar-fogo de 60 dias. Peskov anunciou que Moscou rejeita a oferta, oferecendo uma trégua de apenas um dia para a realização de um pleito no país invadido.
Os altos preços de combustíveis nos mercados globais, causados em grande parte pela decisão de Trump de iniciar uma guerra contra o Irã, colocam o republicano sob pressão semanas antes das midterms, eleições de meio de mandato nos EUA.
Os eleitores americanos vão às urnas renovar toda a Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Pesquisas apontam que o Partido Republicano pode perder o controle do Legislativo para o Partido Democrata graças à alta taxa de reprovação de Trump.
Em outra medida para tentar conter o aumento dos preços, Trump fechou um acordo com Putin para que a Rússia disponibilize até 4,8 milhões de toneladas de diesel no mercado global. O americano afirmou que outras três milhões de toneladas seriam entregues por Moscou "em um curto período, dependendo das condições de suas refinarias de diesel".
Também nesta segunda, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, disse que a Alemanha prendeu dois cidadãos turcos suspeitos de sabotar uma central da Starlink, a empresa de internet por satélite cuja cobertura tem auxiliado o esforço de guerra ucraniano.
- Bahia Notícias
- 12 Out 2026
- 16:18h
Foto: White House
Em um discurso para apoiadores em Clarksville, no estado do Tennessee, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu renomear o Oceano Atlântico ou o Oceano Pacífico para "Oceano Trump" ou "Oceano das Américas". O republicano afirmou aos presentes que gostaria de ver a alteração concretizada antes de deixar o cargo.
A declaração ocorre no contexto de outras propostas de alteração na nomenclatura de marcos geográficos defendidas pela sua gestão. Anteriormente, Trump determinou que os órgãos oficiais do governo norte-americano adotassem o termo "Golfo da América" em substituição a Golfo do México, além de assinar um decreto para alterar o nome do Lago Ontário para "Lago América". Embora o governo dos EUA tenha prerrogativa para definir como suas próprias agências se referem a esses locais, essas decisões não possuem efeito vinculante para outras nações, tendo sido rejeitadas pelo México e pelo Canadá.
No mesmo evento, Trump voltou a prometer pagamentos de US$ 5.000 para cada adulto americano, condicionando o repasse à manutenção do controle do Congresso (Câmara dos Representantes e o Senado) pelo Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, as Midterms.
- Por Fernando Canzian | Folhapress
- 07 Out 2026
- 08:07h
Foto: Reprodução / Nathan Laine / Bloomberg
Sob centenas de protestos por todo o país, a França caminha para um cenário de grave crise fiscal. O país, que por décadas se posicionou como pilar de estabilidade no coração da Europa, paga hoje mais caro para tomar dinheiro emprestado no mercado do que antigos epicentros de crise do continente, como Grécia e Itália.
Com uma dívida pública de EUR 3,5 trilhões (aproximadamente US$ 4 trilhões), o equivalente a 119% do seu Produto Interno Bruto (PIB), o modelo do Estado de bem-estar social francês dá sinais inequívocos de exaustão.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta que essa fatura pode alcançar alarmantes 200% do PIB em 2050 caso nenhuma trava estrutural seja acionada nos gastos públicos.
Nas ruas, o cenário é de profunda conflagração social. Barricadas montadas por estudantes em centenas de colégios, portos e terminais petrolíferos paralisados por pescadores e violentos confrontos com as forças policiais -que já resultaram em mais de 5.000 prisões- traduzem a resistência de uma sociedade habituada à proteção irrestrita do Estado.
Para tentar estancar um déficit orçamentário projetado em 5,4% do PIB para este ano (e com risco real de escalar a 6,8% até 2030), o governo tenta emplacar um pacote de contenção de custos de EUR 43 bilhões. As propostas preveem o congelamento parcial de salários do funcionalismo público, reajustes contidos nas aposentadorias e cortes diretos em auxílios sociais.
A resposta popular veio em fumaça de pneus queimados e gás lacrimogêneo: "Escolas sem dinheiro, país sem futuro", estampavam os cartazes que lideravam as marchas em Paris.
O grande entrave é que o mercado financeiro global perdeu a paciência com o desequilíbrio persistente das contas francesas -o país não registra um orçamento equilibrado desde 1974.
Investidores exigem rendimento nos títulos públicos de 10 anos do governo francês de quase 5% ao ano, maior nível desde 2002. Em apenas um mês, o spread de risco em relação aos Bunds alemães deu um salto de quase 60%, fixando-se em cerca de 1,4 ponto percentual.
De acordo com estudos comissionados pelo Ministério das Finanças, o custo para honrar o serviço da dívida subirá 59% até 2030, exigindo cerca de US$ 100 bilhões anuais já em 2027.
O pagamento de juros passou a ser uma das maiores despesas do orçamento nacional, superando os investimentos estatais em Defesa e Educação.
A matemática financeira do Tesouro francês é implacável. A França precisa refinanciar mais de US$ 1 trilhão em dívidas que vencem até 2030, além de emitir o valor recorde de US$ 380 bilhões em novos títulos no próximo ano.
O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da França encerraram as compras líquidas, e o vácuo foi ocupado por fundos especulativos e hedge funds. Se o estrangulamento da dívida persistir, a intervenção de emergência do BCE pode voltar ao radar, mas a Alemanha e o norte da Europa resistem a resgates sem reformas draconianas.
Autoridades do próprio país já não escondem a gravidade da situação. "Na França, nós dizemos 'fin de règne'", afirmou Jean-Yves Camus, cientista político da Fundação Jean Jaurès, ao diagnosticar o ocaso político do governo Macron diante do impasse fiscal.
No banco central, o tom é de urgência: "Se não agirmos, há de fato o risco de sermos gradualmente estrangulados pelo aumento das taxas de juros", advertiu Emmanuel Moulin, governador do Banco da França.
Já Pierre Moscovici, ex-ministro das Finanças, resumiu o alerta de forma contundente: "A França é provavelmente grande demais para quebrar, mas não é grande demais para ser punida pelos mercados".
- Bahia Notícias
- 03 Out 2026
- 10:11h
Foto: Reprodução / Google Street View
Uma moradora de Ohio, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra o Selby General Hospital após ser vítima de um erro médico grave. Sharon Jacks, de 74 anos, foi submetida à amputação de sua perna esquerda durante uma cirurgia programada na qual apenas a perna direita estava autorizada para remoção.
De acordo com o processo, a intervenção cirúrgica original estava agendada para setembro de 2025 e previa a amputação da parte inferior da perna direita, abaixo do joelho. O procedimento havia sido recomendado como parte do tratamento de um carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele. Contudo, a equipe cirúrgica realizou a amputação no membro errado.
Em decorrência do erro, 4 meses após a cirurgia inicial, a paciente precisou passar por um novo procedimento em outro hospital para remover a perna correta. Segundo o advogado da vítima, Brad Layne, a segunda cirurgia foi necessária "para completar o tratamento previsto".
FALHAS NO PROCEDIMENTO
A queixa detalha múltiplos danos físicos e emocionais sofridos pela vítima, incluindo lesão física, incapacidade permanente, dor e sofrimento, sofrimento emocional, humilhação, perda do prazer de viver e despesas médicas. A ação classifica a atuação do hospital e das equipes médica e cirúrgica como negligência grave e conduta imprudente, sustentando que os réus "agiram de forma intencional, irresponsável, imprudente, maliciosa e com desprezo consciente pela certeza substancial de uma lesão catastrófica".
O documento aponta ainda que as falhas ocorreram a despeito da realização de checagens prévias de segurança. O texto cita que a equipe cumpriu 2 "time-outs", pausas obrigatórias para confirmação da identidade do paciente, do procedimento e do local correto, mas, ainda assim, prosseguiu com a cirurgia no membro incorreto.
Em pronunciamento enviado à emissora WBNS-TV, o Selby General Hospital reconheceu a falha e declarou que o episódio deixou a instituição "triste e abalada". O hospital admitiu que "foi um evento evitável e que nossos procedimentos esperados de sala de cirurgia não foram seguidos".
A instituição informou também que adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos. "Os envolvidos foram responsabilizados por suas ações e não estão mais em seus cargos", diz o hospital em nota. As informações foram confirmadas pelo portal Uol.
- Por José Henrique Mariante | Folhapress
- 20 Set 2026
- 14:12h
Foto ilustrativa feita com I.A: Reprodução / Gemini
Pesquisas de boca de urna mostram que a AfD, partido de extrema direita da Alemanha, voltou a obter fortes resultados eleitorais no país neste domingo (20). Em momento de extrema fragilidade de seu governo, Friedrich Merz classificou o fato como um desastre. Em pronunciamento logo após o fechamento das urnas, afirmou que seu programa de reformas "é antídoto para o veneno autoritário".
No estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD (Alternativa para a Alemanha, em português) alcançou a maior votação, 37%, à frente do SPD de Manuela Schwesig, que teria atingido 35,5%. O resultado, no entanto, deve permitir a manutenção da atual governadora no cargo, a despeito de a AfD ter dobrado de tamanho no Parlamento estadual.
Em Berlim, a legenda populista deve atingir a terceira maior bancada, com 16% dos votos, atrás de A Esquerda (24,5%) e a CDU (20%), do atual primeiro-ministro.
Os pleitos estaduais se transformaram em uma espécie de plebiscito de sua administração. O premiê convocou uma reunião do comitê executivo de seu partido durante o domingo eleitoral, surpreendendo analistas e imprensa.
"O que precisa ser feito agora exige firmeza, perseverança e paciência. Invocarei essas qualidades como presidente da CDU e, sobretudo, como chanceler [primeiro-ministro] do nosso país", declarou Merz, confrontando as especulações sobre seu futuro.
Há duas semanas, em Saxônia-Anhalt, a AfD alcançou quase 44% dos votos e ficou muito próxima de formar seu primeiro governo. Se consumado, será um marco para a Alemanha, que construiu um sistema político e garantias constitucionais para evitar um novo partido nazista após o Holocausto e a derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A ascensão da extrema direita no país ocorre em um momento de impopularidade crescente de Merz, que alcançou novo recorde negativo na última semana, com 88% de insatisfeitos e apenas 10% de aprovação. Eleito em 2025, o conservador pena para emplacar reformas complexas em um país há anos com a economia estagnada.
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, um dos estados mais pobres do país, os democratas-cristãos experimentam um dos piores resultados nos 81 anos de história do partido. A sigla teria superado por pouco a cláusula de barreira de 5%. Para integrantes da CDU local, a culpa é de Merz e de suas políticas insensíveis às demandas da população.
Schwesig, cujo SPD faz parte da coalizão de governo montada por Merz no Bundestag, o Parlamento Federal, não poupou críticas ao primeiro-ministro. Além de se opor a itens da reforma da Previdência, acordados com os sociais-democratas, a governadora passou os últimos dias cobrando um teto para o preço dos combustíveis, que disparou com o recrudescimento do conflito no estreito de Hormuz.
Em Berlim, em outro revés da CDU, a legenda deve perder a prefeitura para A Esquerda, que pela primeira vez indicará um mandatário para o cargo de governador da cidade-estado. Elif Eralp deve alcançar o poder propondo uma coalizão com o SPD e os Verdes.
- Por Isabela Menon | Folhapress
- 19 Set 2026
- 08:36h
Foto: Alex Brandon/AP
"Você é péssima." "Sua rede e você são os piores." "Ela é uma perseguidora." "Uma pessoa pouco atraente por dentro e por fora." "Você alguma vez sorri? Sorria."
As frases, disparadas por Donald Trump contra diferentes jornalistas, fazem parte de uma série de ataques públicos do presidente americano a profissionais da imprensa. Em sua maioria, mulheres.
Os episódios são acompanhados pela International Women’s Media Foundation (IWMF), organização baseada em Washington que documenta, por meio do monitor On The Record, o que classifica como ataques misóginos de Trump e integrantes de seu governo contra mulheres jornalistas.
Desde 2015, a entidade contabilizou 33 ocorrências, 17 delas apenas em 2026. Em metade dos casos registrados pelo monitor, os alvos eram mulheres não brancas. A lista reúne desde respostas ríspidas durante entrevistas até publicações em redes sociais com referências à aparência, à inteligência ou ao comportamento das jornalistas.
Em um dos episódios deste ano, Trump chamou a repórter Maggie Haberman, do New York Times, de "pouco atraente por dentro e por fora" e "perseguidora"; perguntou repetidamente à jornalista Kaitlan Collins, da CNN, por que ela não sorria; e afirmou que Kristen Welker, da NBC News, deveria ser denunciada à Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) para ser "repreendida ou punida".
Nesta sexta-feira (18), o presidente anunciou que CNN, MS NOW e Politico estariam proibidos de acessar a Casa Branca, medida dirigida aos veículos e que atingiria jornalistas homens e mulheres. Trump justificou a decisão acusando sem provas as organizações de publicar notícias falsas e disse depois que outros veículos também poderiam ser barrados.
Questionado por uma repórter se tentava intimidar a imprensa, Trump negou. "Não, não, não", respondeu, antes de atacar a próprio jornalista: "Eu não gosto de imprensa desonesta como você. Acho você péssima." O presidente afirmou ainda que acredita ter o direito de manter determinados veículos afastados caso considere que publiquem informações falsas repetidamente.
Para Elisa Lees Muñoz, presidente da IWMF, porém, há uma diferença entre a forma como Trump reage a jornalistas homens e mulheres quando é confrontado com perguntas de que não gosta. Segundo Muñoz, ao analisar os episódios envolvendo homens, a organização encontrou apenas "um punhado" de ocasiões em que Trump recorreu a ataques pessoais como "você é idiota" ou "você é burro". "Esse tipo de linguagem pessoal é muito raro", afirmou ela à reportagem.
Muñoz diz que a IWMF começou a acompanhar os episódios porque percebeu, ainda no primeiro mandato de Trump, que muitos dos ataques contra mulheres não se limitavam ao conteúdo de suas reportagens ou perguntas, mas também à aparência delas e com questionamentos a sua inteligência.
Na avaliação da presidente da entidade, os insultos funcionam também como uma maneira de tirar o foco da pergunta feita ao presidente. "Eu acho que é uma estratégia, e a maneira como ele a executa é usando esses estereótipos misóginos", afirmou.
Foi justamente esse padrão, segundo Muñoz, que levou a organização a criar o monitor. Ela afirma que episódios desse tipo costumavam ser noticiados isoladamente, sem que se observasse o conjunto.
"Para nós, a história é muito mais profunda. Queríamos mostrar esse padrão", disse. A IWMF também passou a registrar qual pergunta havia sido feita imediatamente antes de cada ataque. "No fim das contas, essas mulheres estão fazendo o trabalho delas."
A organização pretende agora avançar para uma segunda etapa do projeto, dedicada a estudar o que acontece com as jornalistas depois que são citadas ou atacadas publicamente. Muñoz diz que pesquisas anteriores da IWMF mostram aumento do assédio online após mulheres jornalistas se tornarem alvo de ataques públicos.
Ela também aponta consequências para o trabalho das próprias jornalistas. Segundo Muñoz, estudos analisados pela organização encontraram casos de autocensura, redução da presença nas redes sociais e adoção de medidas adicionais de segurança após episódios de assédio. "Há implicações sérias não apenas para as próprias jornalistas, mas também para a representação na imprensa e para quem acaba reportando as notícias."
Para Muñoz, a repetição dos episódios cria ainda o risco de que eles passem a ser vistos apenas como parte do estilo político de Trump. "Esse comportamento está se normalizando e sendo descartado como: ‘Ah, é só o Trump sendo Trump’", afirmou. "Parte da razão pela qual estamos fazendo isso é justamente para não normalizar esse comportamento e mostrar o quanto ele pode ser prejudicial."
- Bahia Notícias
- 18 Set 2026
- 14:25h
Foto: Departamento de Justiça dos EUA
Duas mulheres que se apresentam como sobreviventes de crimes sexuais cometidos por Jeffrey Epstein entraram com uma ação judicial em Nova York pedindo pelo menos US$ 6 milhões, cerca de R$ 32 milhões, em indenizações. O processo foi protocolado na terça-feira (15) contra os responsáveis pela herança do ex-financista.
Identificadas pelos pseudônimos “Jane Doe” e “Amy”, as autoras também pedem que a Justiça determine a criação de um programa para localizar e notificar outras possíveis vítimas retratadas em imagens de abuso sexual infantil encontradas no acervo de Epstein.
A ação tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York e tem como réus Darren K. Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard D. Kahn, ex-contador do financista. Os dois são processados na condição de co-executores do espólio.
Segundo a petição, Jane Doe tinha cerca de 12 anos quando Epstein teria obtido fotos parcialmente nuas dela. As imagens, feitas originalmente para um estudo artístico, estariam guardadas em local trancado. Ela afirma que só descobriu posteriormente que o material havia sido mantido pelo financista para fins sexuais.
Já “Amy” afirma aparecer em imagens de abuso sexual infantil conhecidas como “Misty”, que circulam desde o fim dos anos 1990. De acordo com o processo, parte desse material foi encontrada entre os arquivos apreendidos de Epstein. A petição afirma que 38.934 imagens foram analisadas, mas que o processamento pelo programa de identificação de vítimas do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC) ainda não havia sido concluído.
Além dos US$ 6 milhões, as autoras pedem uma indenização estatutária de US$ 150 mil para cada pessoa que venha a ser reconhecida pela Justiça como integrante da possível classe, além de danos compensatórios e punitivos. Jeffrey Epstein foi investigado por exploração sexual de menores e tráfico sexual. Ele morreu em 2019, enquanto estava sob custódia em Nova York, após ter sido preso naquele ano por acusações federais de tráfico sexual.
- Por Folhapress
- 17 Set 2026
- 18:06h
Foto: Reprodução / Getty Images
Semanas após as enchentes devastadoras que atingiram a região do Himalaia, as autoridades do Nepal disseram nesta quarta-feira (16) que apenas cerca de 7% dos corpos recuperados foram identificados. O dado evidencia a dimensão do trabalho para ajudar milhares de famílias a descobrir o destino de seus entes.
A avalanche de lama, rochas e água foi desencadeada pelo colapso de uma geleira, e deixou um rastro de destruição. Familiares continuam cobrando respostas das autoridades, à medida que diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes.
A autoridade de gestão de desastres que elevou para 6.150 o número de pessoas desaparecidas, em uma importante revisão para cima do balanço de vítimas. O boletim anterior, divulgado na terça (15), contabilizada 5.179 desaparecidos.
"Estamos coletando informações sobre as pessoas desaparecidas junto aos escritórios distritais e revisamos os dados após a verificação", declarou à AFP a porta-voz Shanti Mahat.
O número de corpos recuperados chegou a 1.403, segundo a agência de desastres. Há ao menos 636 estrangeiros entre os desaparecidos, após o desastre atingir comunidades montanhosas e instalações de usinas hidrelétricas
O órgão afirmou ter coletado amostras de DNA de 1.206 corpos e 1.889 amostras de familiares dos desaparecidos. Apesar disso, apenas 105 corpos foram identificados e entregues às famílias, acrescentou.
Do outro lado da fronteira, na China, o balanço é de 43 mortos e 519 desaparecidos, de acordo com a imprensa estatal. O balanço nos dois países é agora de 1.446 mortos e pelo menos 6.669 desaparecidos.
As autoridades utilizaram drones térmicos e helicópteros nas buscas e trouxeram especialistas para resgatar trabalhadores presos em túneis. As buscas resultaram em alguns resgates extraordinários de pessoas que ficaram presas em túneis de usinas hidrelétricas do Nepal.
Familiares de cidadãos estrangeiros, no entanto, afirmam que o fluxo de informações sobre as operações de resgate, antes regular, diminuiu.
"O espaço aéreo restrito, o relevo montanhoso de difícil acesso e o volume de detritos acumulados são os principais desafios para localizar os desaparecidos", informou o órgão de desastres.
A autoridade acrescentou que continua fornecendo atualizações regulares a embaixadas e famílias por canais diretos e indiretos.
- Por Bahia Notícias, da Índia
- 15 Set 2026
- 10:46h
Fotos: Bahia Notícias
A cidade de Mumbai, maior cidade da Índia e capital do estado de Maharashtra, impressiona pela dimensão, diversidade e força econômica. Com aproximadamente 12,5 milhões de habitantes em seu núcleo urbano e mais de 23 milhões em sua região metropolitana, a cidade possui uma das maiores concentrações populacionais do planeta.
Conhecida como a capital financeira da Índia, Mumbai abriga instituições estratégicas, como o Banco Central indiano, a Bolsa de Valores de Bombaim — uma das mais antigas da Ásia — e a Bolsa Nacional da Índia. Além disso, a cidade concentra grandes bancos, multinacionais e importantes grupos empresariais.
O desenvolvimento da cidade, entretanto, vai muito além do mercado financeiro. Mumbai se destaca nos setores de tecnologia, indústria, comércio exterior, construção civil, logística, saúde, comunicação, entretenimento e produção audiovisual. A cidade também é o berço de Bollywood, uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo.
A modernização da infraestrutura urbana, com investimentos em metrô, estradas, pontes, ferrovias, aeroportos e centros empresariais, demonstra a preparação de Mumbai para acompanhar o acelerado crescimento da Índia. O país registrou expansão econômica de 6,5% no ano fiscal de 2024–2025, mantendo-se entre as grandes economias que mais crescem no mundo.
Durante a programação, o grupo foi recebido na sede da Prefeitura de Mumbai, onde conheceu o espaço destinado ao Legislativo municipal e parte da estrutura administrativa responsável pela gestão da cidade. A visita permitiu compreender melhor o funcionamento da administração pública de uma metrópole com milhões de habitantes, os processos de tomada de decisão e os desafios enfrentados pelo poder público na prestação de serviços essenciais.
Também foi possível conhecer os gestores do Departamento de Gestão de Desastres de Mumbai. Eles apresentaram as ações desenvolvidas para prevenir e enfrentar situações de emergência, incluindo monitoramento meteorológico, preparação para enchentes, sistemas de alerta, treinamento de equipes e coordenação entre diferentes órgãos públicos. O trabalho envolve um centro de operações responsável pelo acompanhamento permanente dos riscos e pela rápida mobilização dos serviços de emergência.
Após a 18ª Cúpula do BRICS, realizada em Nova Délhi, o governo indiano levou a Mumbai o grupo de jornalistas internacionais convidados para acompanhar o encontro. A visita tem como objetivo apresentar de perto o desenvolvimento econômico da cidade, seu potencial empresarial e a importância de Mumbai para a economia indiana e mundial.
O Bahia Notícias foi até a Índia nessa missão internacional, a convite do governo indiano. O CEO do Bahia Notícias, Ricardo Luzbel, representa, durante a viagem, o BP Money e a Associação Comercial da Bahia (ACB). A passagem por Mumbai amplia a oportunidade de conhecer novos projetos, estabelecer contatos e identificar possibilidades de cooperação e negócios entre a Bahia, o Brasil e a Índia.
- Por Folhapress
- 31 Ago 2026
- 12:29h
Foto: Reprodução / Youtube
Taylor Swift, 36, doou US$ 50 mil (cerca de R$ 260 mil) para ajudar na recuperação de Ashley Taunton, 42, auxiliar de enfermagem e mãe de três filhos, que ficou ferida ao tentar socorrer adolescentes envolvidos em um acidente de trânsito.
O caso ocorreu em julho, na I-95 Sul, em Rhode Island, no nordeste dos Estados Unidos. Taunton dirigia pela rodovia, acompanhada da filha mais nova, quando viu um veículo com adolescentes derrapar durante um dia de chuva. Ela parou para prestar socorro, mas acabou atingida por outro carro.
Após o acidente, familiares e amigos criaram uma campanha no GoFundMe para arrecadar dinheiro para o tratamento da mulher e ajudar nas despesas da família durante sua recuperação. A campanha chamou a atenção de Taylor Swift, que acabou fazendo uma doação.
Além do dinheiro, a cantora enviou uma mensagem diretamente à família. "Desejo a você a melhor recuperação possível e envio todo o meu carinho para sua família! Taylor", escreveu.
Taunton publicou a mensagem nos Stories do Instagram e reagiu à doação. "Como isso pode ser real? Obrigada! Estou sem palavras. Taylor Swift, você é um ser humano incrível", afirmou.
- Bahia Notícias
- 17 Ago 2026
- 12:35h
Foto ilustrativa: Reprodução / The White House [A Casa Branca]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (16) uma redução substancial na participação das forças americanas nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social Truth Social, na qual o líder norte-americano expressou insatisfação com a realização das manobras e orientou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a diminuir o alcance do treinamento agendado para começar nesta segunda-feira (17).
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Trump destacou o histórico de contato com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e questionou os custos e o impacto diplomático do treinamento. "Com base no meu excelente relacionamento com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou feliz com o fato de que os Estados Unidos tenham concordado, há muito tempo, em participar de Exercícios Militares Conjuntos com a Coreia do Sul", afirma o presidente.
Ele acrescentou que as atividades, além de dispendiosas para os cofres americanos, transmitem um sinal inadequado e hostil a Pyongyang. O exercício em questão, denominado Ulchi Freedom Shield, tem duração prevista de 11 dias e ocorre anualmente no período do verão.
A atividade é realizada de forma conjunta pelas Forças Armadas sul-coreanas e pelo contingente americano no país, com a finalidade de reforçar a preparação defensiva contra a Coreia do Norte.
- Por Igor Gielow | Folhapress
- 11 Ago 2026
- 16:28h
Foto: Divulgação / Labloko
A Suprema Corte da Rússia decidiu banir nesta segunda-feira (10) o último partido legal no país com uma agenda abertamente contrária à Guerra da Ucrânia do pleito parlamentar de 20 de setembro.
O Iabloko, cujo nome é um acrônimo com as iniciais de seus três fundadores e significa maçã em russo, respondia a acusações feitas pela pequena sigla nacionalista Rodina (pátria) de que seus candidatos eram traidores que recebiam dinheiro do exterior.
O chefe do partido, Nikolai Ribakov, afirmou em nota que irá recorrer da decisão dentro do prazo de cinco dias estipulado pelo tribunal. Ele negou o financiamento externo e disse que seguirá apoiando a paz com a Ucrânia, invadida por Vladimir Putin em fevereiro de 2022.
No esquema do poder russo, o Iabloko integrava a oposição consentida pelo Kremlin, com liberdade teórica de criticar e se opor a política de Putin, mas cujos limites agora ficam evidentes. Esta será a primeira eleição legislativa federal desde a eclosão do conflito.
O Partido Comunista, por exemplo, se diz de oposição, mas defende a guerra e usualmente apoia em votações o governo, liderado na Duma (Câmara baixa do Parlamento) pela sigla Rússia Unida.
A ação contra o Iabloko, fundado em 1993 e mais antigo partido liberal da Rússia pós-soviética, foi protocolada após a Comissão Eleitoral Central surpreender o mundo político russo aprovando 404 candidatos da sigla para disputar uma cadeira na Duma.
Com o apoio à guerra em seu nível mais baixo nos quase quatro anos e meio de conflito, ainda que em altos 66% segundo o independente Centro Levada, analistas políticos começaram a especular se o Iabloko teria a chance de emplacar alguns nomes no plenário de 450 deputados.
A tarefa em si seria árdua, dada a ossificação do sistema político russo em torno do Rússia Unida, maior partido da Casa com 315 parlamentares. O Iabloko chegou a ter 45 representantes eleitos no pleito de 1995, mas definhou desde então.
Já não tinha nenhum deputado havia quatro eleições, desde 2007. Hoje, tem meros 5 de 3.928 deputados em Legislativos de regiões russas. Ainda assim, segue tendo alguma influência entre parte da classe média intelectualizada de Moscou, e politicamente causava incômodo por sua posição pacifista.
Se o enterro eleitoral gerou um raríssimo protesto em frente à Suprema Corte, com mais de 500 jovens segurando maçãs, símbolo da sigla. Eles queriam entrar no prédio, cujo plenário só comporta 150 pessoas.
Gritando "Vergonha", foram dispersados pela polícia, mas não houve violência. Segundo uma testemunha ouvida pelo site RusMedia, eles foram ameaçados de alistamento forçado para lutar na Ucrânia se permanecessem no local.
O movimento consolida o engessamento progressivo da política russa, sob o comando de Putin desde 1999. Se é fato que ele tem 74% de aprovação segundo o Levada, desde 2011 o país vem apertando a legislação para dificultar o registro de partidos ou candidatos independentes contrários ao Kremlin.
O ápice dessa confrontação foi na emergência de protestos nacionais contra corrupção liderados pelo ativista Alexei Navali, em 2017. Figura polêmica, ele passou a entrar em conflito políticos pró-Kremlin e, ao fim, com Putin.
Sem nunca ter densidade eleitoral nacional, ele criou um sistema descentralizado para apoiar candidatos locais contra nomes chancelados pelo governo.
Ao fim, obteve apenas sucessos pontuais, e sua história acabou em tragédia. Ele foi envenenado durante uma campanha local em 2020, acusando o FSB (Serviço Federal de Segurança) e o próprio Putin pela ação, algo que eles negam.
Ao voltar de tratamento médico no exterior para a Rússia, foi preso e acabou condenado a 30 anos de cadeia, morrendo em circunstâncias não esclarecidas numa prisão no Ártico em 2024. Ainda que nunca tivesse atraído eleitorado em pesquisas independentes, virou um símbolo da opressão à vida política sob Putin.
Antes da guerra, isso já estava em curso também pela criação de leis criminalizando progressivamente entidades e pessoas com contatos no exterior. Com o conflito, uma crítica às Forças Armadas pode render até 15 anos de cadeia a depender da interpretação da Justiça. Focando ONGs e jornalistas, as leis também atingiram os partidos.