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- Bahia Notícias
- 13 Out 2025
- 10:39h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O grupo Hamas libertou, na madrugada desta segunda-feira (13), os últimos 20 reféns israelenses ainda vivos que eram mantidos em cativeiro desde o ataque de 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, episódio que deu início à guerra em Gaza. A libertação encerra dois anos de conflito armado, marcado por bombardeios, operações militares e intensas negociações internacionais.
A ação faz parte de um acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas, que prevê também a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos pelas autoridades israelenses.
O processo começou por volta das 2h (horário de Brasília), quando sete reféns foram entregues. Pouco depois, às 4h20min, outros 13 foram transferidos para a Cruz Vermelha, responsável pela mediação da operação humanitária.
Segundo o governo israelense, os reféns fazem parte de um grupo de 251 pessoas sequestradas durante o ataque do Hamas em 2023. Os corpos de 28 reféns mortos em cativeiro ainda não foram devolvidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Israel por volta das 3h30min (horário de Brasília) para acompanhar a conclusão da operação e se reunir com familiares dos libertados. Recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo presidente Isaac Herzog, Trump afirmou que o conflito chega ao fim após dois anos de escalada militar.
“A guerra acabou”, declarou o mandatário americano a jornalistas a bordo do Air Force One.
O cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira (10), às 6h, e permitiu que cerca de 200 mil palestinos retornassem ao norte da Faixa de Gaza, área severamente destruída por bombardeios israelenses. No mesmo dia, o Exército de Israel anunciou a retirada de tropas da Cidade de Gaza, encerrando formalmente as operações terrestres no enclave.
Em 7 de outubro de 2023, o Hamas realizou um ataque sem precedentes a Israel, invadindo o país por terra, ar e mar. Milhares de civis foram mortos, e centenas, sequestradas. Um dos locais atacados foi o festival de música eletrônica Universo Paralello, que reunia cerca de 3 mil pessoas no deserto do Neguev.
O ataque motivou a declaração de guerra por parte de Israel, que iniciou uma ampla ofensiva na Faixa de Gaza, resultando em dezenas de milhares de mortos, segundo estimativas de organizações humanitárias.
Conheça os sete primeiros reféns libertos:
- Matan Angrest (22 anos), militar, foi capturado enquanto tentava conter uma invasão do Hamas próximo à base de Nahal Oz.
- Gali e Ziv Berman (28 anos), irmãos gêmeos e produtores musicais, foram sequestrados no kibutz Kfar Aza, incendiado durante o ataque.
- Elkana Bohbot (36 anos), produtor do festival Nova, foi filmado algemado e ferido enquanto era levado por milicianos.
- Evyatar David (24 anos) e Guy Gilboa Dalal (24 anos) foram raptados no festival e apareceram em vídeos divulgados pelo Hamas, visivelmente debilitados.
- David e Ariel Cunio, irmãos israelenses-argentinos, foram sequestrados com familiares em Nir Oz; parte da família foi libertada em 2023.
- Omri Miran (48 anos), terapeuta, foi um dos últimos a aparecer em vídeos divulgados pelo grupo, pedindo o fim dos bombardeios.
- Matan Zangauker (25 anos), trabalhador de uma fazenda de cannabis medicinal, se tornou símbolo do movimento de famílias que pressionaram o governo israelense por negociações.
- Bahia Notícias
- 10 Out 2025
- 18:30h
Foto: Reprodução/Instagram
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (9) que pretende indicar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Prêmio Nobel da Paz, caso ele consiga ajudar a estabelecer um cessar-fogo no conflito entre Ucrânia e Rússia.
“Se Trump der ao mundo, e, acima de tudo, ao povo ucraniano, a chance de tal cessar-fogo, então, sim, ele deve ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz”, disse Zelensky, divulgada pela Reuters.
O anúncio do vencedor do Nobel da Paz de 2025 está previsto para sexta-feira (10), mas a possível indicação de Trump seria válida apenas para a premiação do próximo ciclo.
Além de Zelensky, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te (do Partido Democrático Progressista, de centro-esquerda), também declarou que Trump mereceria o Nobel caso conseguisse convencer a China a recuar de suas ações militares contra a ilha.
- Bahia Notícias
- 10 Out 2025
- 12:08h
Foto:Foreign and Commonwealth Office / Reprodução
O governo de Israel aprovou o acordo assinado com o grupo terrorista Hamas para encerra a guerra na Faixa de Gaza. O acordo sugerido pelos Estados Unidos pode colocar um fim no conflito após dois anos e dois dias, a partir desta quinta-feira (9). Em Gaza, Hamas afirmou ter recebido garantias dos Estados Unidos e dos mediadores Turquia, Qatar e Egito de que o conflito oficialmente acabou.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está prestes a conseguir o retorno dos reféns ainda em poder do Hamas. "Lutamos por dois anos para atingir nossos objetivos de guerra", afirmou o premiê, em inglês, em reunião de gabinete ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente Donald Trump que participaram da reunião. "Um desses objetivos era a volta dos reféns, todos eles, vivos e mortos. E estamos prestes a atingir esse objetivo."
Com a aprovação do acordo, um cessar-fogo no território palestino entrou imediatamente em vigor. Nesta quinta, relatos de bombardeios israelenses contra Gaza foram registrados pelas agências de notícias e por palestinos no território, mas a expectativa é de que Exército de Israel inicie sua retirada de Gaza nas primeiras 24 horas após o anúncio, possibilitando que o Hamas reúna todos os reféns.
De 48 horas a 72 horas depois do anúncio, provavelmente entre sábado e domingo, todos os sequestrados ainda vivos devem ser libertos pelo Hamas. Não há clareza se os corpos dos reféns mortos também serão recuperados. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a facção e Tel Aviv precisam ainda negociar a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados por Israel —o Hamas diz que todas as mulheres e crianças presas serão soltas.
O Exército israelense afirmou, em comunicado, que já iniciou "preparações operacionais" para a primeira fase do acordo. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, instruiu as tropas a permanecerem em suas posições enquanto o pacto era discutido. A segunda fase, ainda a ser debatida a partir das diretrizes do plano anunciado por Trump, prevê o recuo para uma segunda linha de retirada ainda dentro de Gaza apenas após o estabelecimento de uma força internacional transitória de estabilização do território palestino.
Com o acordo eventualmente concluído, Israel ainda manterá uma zona-tampão por todo o perímetro de Gaza. Ou seja, na prática, a previsão é de que Tel Aviv mantenha o controle da fronteira de Gaza com o Egito, ainda que o plano do presidente americano proponha a entrada de ajuda humanitária no território palestino sem interferências.
Outro ponto ainda sem resolução, e que ameaça derrubar o acordo em próximas fases, é o desarmamento do Hamas. O grupo disse que não aceitará entregar suas armas e por isso, especialistas israelenses ouvidos pela Folha apontam que Tel Aviv pode ter que aceitar um desarmamento parcial, assim como o Hamas terá que aceitar uma retirada parcial de tropas israelenses de Gaza.
- Bahia Notícias
- 09 Out 2025
- 14:47h
Foto: The Official White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e o Hamas aprovaram a primeira fase do acordo de paz proposto por Washington para o conflito em curso na Faixa de Gaza. Em pronunciamento na noite desta quarta (8), o presidente americano diz que o entendimento prevê a libertação de todos os reféns israelenses pelo grupo terrorista e a retirada das tropas de Tel Aviv para uma linha previamente acordada.
"Estou muito orgulhoso em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz", escreveu Trump na rede social Truth Social. "Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve, e que Israel retirará suas tropas até uma linha combinada como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e permanente".
Após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu ao anúncio. "Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa", disse em uma breve declaração. O Hamas também publicou um comunicado em que confirma o acordo e apela a Trump e outros Estados para que garantam que Tel Aviv cumpra os termos negociados. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em seu anúncio, Trump ainda agradeceu "aos mediadores do Qatar, Egito e Turquia", que trabalharam "para que este evento histórico e sem precedentes acontecesse". Mais cedo nesta quarta, o Hamas havia entregado uma lista de reféns e prisioneiros palestinos que poderiam ser trocados em uma permuta e disse estar otimista quanto às conversas em Sharm el-Sheikh, no Egito, para uma trégua.
A expectativa nesta quarta girava em torno dos pontos de discórdia: Israel exige que o Hamas entregue as armas para encerrar a guerra. Nos próximos dias, autoridades das outras partes envolvidas nas conversas devem começar a chegar à cidade turística egípcia.
- Por Renan Marra e Victor Lacombe | Folhapress
- 07 Out 2025
- 14:18h
Foto: Unicef/Dar Al Mussawir
Apesar das acusações de genocídio, de dezenas de milhares de mortes e de uma crise humanitária sem precedentes, a guerra na Faixa de Gaza completa dois anos nesta terça-feira (7) com o quadro mais promissor para a implementação de uma trégua duradoura desde o início do conflito, em outubro de 2023.
Pressionados por Donald Trump e por países árabes e muçulmanos, representantes de Israel e do grupo terrorista Hamas iniciaram nesta segunda-feira (6), no Egito, uma nova tentativa para discutir os detalhes do plano de paz proposto pelos Estados Unidos. O texto prevê, entre outros pontos, a libertação dos reféns ainda mantidos sob o poder da facção e a retirada gradual das tropas israelenses do território palestino.
Após meses de impasse e sem perspectivas de cessar-fogo, diplomatas afirmam que a exaustão militar, o colapso das condições de vida e a crescente pressão internacional criaram um ambiente em que a paz voltou a ser uma possibilidade real.
"Sim, Israel está [diplomaticamente] mais isolado hoje", afirma à Folha a coronel da reserva Pnina Baruch, israelense que fez parte de equipes de negociação com palestinos. "Mas, se houver um acordo e a guerra terminar, isso pode mudar."
Baruch, que também integra o Instituto de Estudos de Segurança Nacional, da Universidade de Tel Aviv, diz que o distanciamento internacional é resultado de um processo que mistura uma campanha de deslegitimação de Israel, a ascensão de um discurso simplificador nas redes sociais e uma gestão política que falhou em explicar essa complexidade ao mundo. "Há uma tendência de enxergar tudo em preto e branco, vítima e agressor, bons e maus."
Ao mesmo tempo, ela diz que o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, o mais à direita da história do país, agrava a situação ao adotar durante o conflito uma retórica "combativa e racista", nas palavras dela. "Temos ministros que falam em ‘apagar Gaza’ e ‘expulsar palestinos’. Isso dá munição a quem nos acusa de genocídio", diz.
Baruch se refere, sobretudo, aos ministros extremistas Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, que sustentam a coalizão de Netanyahu e que, ao longo do conflito, manifestaram-se várias vezes de forma contrária ao fim da guerra. Em relação à proposta de Trump, eles afirmaram que aceitar o plano seria como assinar um acordo de rendição e reconhecer a derrota de Israel no campo de batalha.
Netanyahu, por sua vez, equilibra-se entre a ameaça de colapso de sua coalizão e os protestos diários que exigem o fim dos ataques em Gaza e a assinatura de um acordo para a libertação dos reféns.
As denúncias de genocídio também se intensificaram, impulsionadas pela conclusão de uma comissão de inquérito das Nações Unidas que apontou o crime em Gaza. O governo israelense rejeitou o relatório, chamando as informações de "falsas e politizadas".
Para analistas, o contexto internacional ajuda a explicar o novo impulso por uma trégua. O isolamento de Tel Aviv, diz Ralph Wilde, professor de direito internacional do University College London, reflete uma mudança gradual na disposição de governos ocidentais em tolerar o que ele descreve como um padrão persistente de ilegalidades.
Para o professor, muitos países apenas agora começam a reconhecer a extensão dessas violações. "O que vemos é uma reação tardia e parcial. Há uma preocupação crescente com o bloqueio de Gaza e com a violência dos colonos na Cisjordânia."
Endossar o plano de Trump, nesse contexto, é um passo na direção certa, afirma Baruch, a militar da reserva israelense. O Hamas aceitou na sexta-feira (3) partes da proposta e, no mesmo dia, o gabinete de Netanyahu afirmou que "Israel está preparado" para a implementação imediata da primeira fase de um eventual acordo.
Várias questões, no entanto, continuam sem solução, incluindo se o Hamas aceitará se desarmar, uma das principais exigências de Israel.
Não à toa, o biólogo e ativista palestino Mazin Qumsiyeh, da Universidade de Belém, na Cisjordânia, manifesta ceticismo sobre a eficácia do plano, que ainda prevê a criação de um governo tecnocrático palestino. "É um plano de farsantes. Trump é um criminoso de guerra, e Netanyahu quer transformar Gaza em negócio imobiliário."
Para ele, a paz só será possível com o que chama de "descolonização real". "Você não pode acabar com uma guerra enquanto um sistema racista permanece no poder", diz. Ele rejeita também a solução de dois Estados, defendida há décadas pela ONU. "Essa ideia é uma miragem. Não quero um Estado palestino fictício; quero que o mundo boicote Israel, como fez com o apartheid na África do Sul."
A guerra começou após o mega-ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, quando terroristas invadiram o sul de Israel, mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram mais de 250. Desde então, a ofensiva israelense devastou Gaza, provocando uma catástrofe humanitária. Segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, mais de 67 mil palestinos morreram, e a maioria da população vive hoje em abrigos improvisados, sem acesso regular a água potável, energia ou medicamentos.
- Por Folhapress
- 07 Out 2025
- 10:13h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A polícia da Carolina do Sul investiga um incêndio que atingiu a casa de praia de uma juíza estadual e de um ex-senador democrata em Edisto, no sábado (4). A casa pertence à juíza Diane Goodstein e ao marido, Arnold Goodstein.
Um porta-voz da Divisão de Polícia da Carolina do Sul disse à NBC News que investiga o caso e, até o momento, não há evidências de incêndio criminoso.
Os investigadores pediram também que não sejam compartilhadas informações não verificadas.
Goodstein e familiares pularam de janelas da casa para escapar do fogo e receberam atendimento em um hospital.
Políticos democratas lembraram que Goodstein emitiu recentemente uma decisão temporária bloqueando a tentativa do governo Trump de apreender registros de votação estaduais.
O deputado democrata Daniel Goldman, de Nova York, afirmou no domingo (5) que Donald Trump e seus apoiadores estavam "divulgando informações falsas e ameaçando juízes que decidem contra Trump, incluindo o juiz Goodstein". Ele culpa a extrema direita pelo incêndio.
O vice-chefe de gabinete de Trump, Stephen Miller, disse que Goldman espalha "mentiras desprezíveis".
- Por Folhapress
- 29 Set 2025
- 16:15h
Foto: Joyce N. Boghosian / Official White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (28) que existe "uma chance real de grandeza no Oriente Médio", sem dar detalhes ou estipular um prazo, poucos dias depois de afirmar que estava perto de fechar um acordo para encerrar a guerra em Gaza.
"Temos uma chance real de grandeza no Oriente Médio. Todos estão engajados em algo especial, pela primeira vez. Vamos conseguir", escreveu ele em uma publicação na Truth Social.
Segundo autoridades do governo, Trump se reunirá nesta segunda-feira (29), na Casa Branca, com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, com o objetivo de avançar em um esboço de acordo.
Na última sexta-feira, Trump disse que as negociações sobre Gaza com países do Oriente Médio estavam intensas e que tanto Israel quanto os militantes do Hamas tinham ciência das conversas, que, segundo ele, continuariam pelo tempo necessário.
O rei Abdullah da Jordânia também afirmou neste domingo que muitos detalhes do plano do presidente dos Estados Unidos para encerrar a guerra em Gaza "estão em linha com o que já foi acordado", informou a agência estatal jordaniana.
Ele não deu mais detalhes sobre o próprio plano nem explicou o que ele envolve.
Em paralelo a visita do primeiro-ministro israelense, um porta-voz da Embaixada dos EUA em Israel disse que o embaixador Mike Huckabee viajará ao Egito para encontros com autoridades do país como parte das consultas diplomáticas regulares realizadas entre embaixadas dos EUA na região.
O Egito está entre os países que atuam como mediadores entre Israel e o Hamas.
No sábado, o Hamas afirmou que ainda não recebeu nova proposta de mediadores internacionais. A declaração veio após o jornal israelense Haaretz citar fontes segundo as quais o Hamas havia concordado, em princípio, em libertar todos os reféns israelenses que mantém em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinos e da retirada gradual das tropas israelenses, conforme o plano de Trump.
Segundo o Haaretz, a proposta também incluía o fim do governo do Hamas em Gaza e o compromisso de Israel em não anexar o território nem expulsar os palestinos que ali vivem.
"Não foi apresentado nenhum plano ao Hamas", disse à agência de notícias Reuters um dirigente do grupo que pediu para não ser identificado.
- Bahia Notícias
- 22 Set 2025
- 14:40h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O presidente da Argentina, Javier Milei, se reunirá com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump na terça-feira (23), em Nova York. O anúncio foi feito pela assessoria de imprensa da Presidência argentina no último sábado (20). A agenda do mandatário argentino também inclui um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à margem da 78ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Em linha com sua política externa de alinhamento com Estados Unidos e Israel, o governo argentino reafirmou nesta semana o plano de transferir a embaixada do país para Jerusalém no próximo ano. Sobre Trump, Milei já declarou publicamente seu apoio e manteve encontros com o ex-presidente norte-americano desde que assumiu o cargo, em dezembro de 2023.
A viagem ocorre em um contexto de busca de apoio internacional para a política econômica argentina. O país mantém um acordo de ajuste com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e enfrenta tensões nos mercados financeiros após a derrota do partido governista nas eleições legislativas na província de Buenos Aires. As informações são da CNN.
Como parte da agenda econômica, Milei, acompanhado do chanceler Gerardo Werthein e do ministro da Economia, Luis Caputo, entre outros, se reunirá com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, na segunda-feira (22).
- Por Folhapress
- 22 Set 2025
- 08:49h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou neste domingo (21) as acusações de envolvimento com o narcotráfico feitas pelos Estados Unidos e defendeu a abertura de um canal de diálogo direto com Washington.
Em carta dirigida ao presidente americano, Donald Trump, e divulgada pelo regime venezuelano, Maduro disse que as denúncias de vínculos com "máfias e quadrilhas do narcotráfico" são "absolutamente falsas" e classificou a as ações americanas na região como tentativa de justificar uma escalada militar.
Segundo a vice-líder do regime, Delcy Rodríguez, a carta foi entregue no dia 6 de setembro a um "intermediário sul-americano", poucos dias após o primeiro ataque dos EUA contra uma embarcação que, de acordo com o Pentágono, havia saído da Venezuela transportando drogas. A ação deixou 11 mortos.
Washington acusa Maduro de manter relações com o narcotráfico e ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por sua captura. Além disso, deslocou oito navios para o Caribe como parte de uma operação de combate às drogas. Desde então, os EUA fizeram pelo menos três ataques contra embarcações na região, que resultaram em 14 mortes.
Na carta, Maduro afirma que a Venezuela é um território "livre de produção de drogas" e que apenas 5% da cocaína produzida na vizinha Colômbia tenta passar por território venezuelano. Ele destacou ainda que, somente neste ano, mais de 70% desse percentual foi neutralizado pelas forças de segurança do país ao longo da fronteira de 2.200 quilômetros com os colombianos.
O ditador venezuelano também disse esperar que ele e Trump possam "juntos derrotar essas fake news que enchem de ruído uma relação que deve ser histórica e pacífica". Para isso, se mostrou disposto a manter um canal direto com o enviado especial americano Rick Grenell, a fim de "superar os ruídos midiáticos" e evitar um confronto que, segundo ele, traria "um dano catastrófico a todo o continente".
- Bahia Notícias
- 20 Set 2025
- 08:26h
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Um ciberataque a um provedor de sistemas de check-in e embarque afetou as operações em vários aeroportos europeus importantes, incluindo Heathrow de Londres, o mais movimentado do continente, causando atrasos e cancelamentos de voos neste sábado (20).
A Collins Aerospace, que fornece sistemas para várias companhias aéreas, está enfrentando um problema técnico que pode causar atrasos para passageiros na hora do embarque, disse o aeroporto de Heathrow.
Os aeroportos de Berlim e Bruxelas também foram afetados pelo ataque. Este último informou que 10 voos foram cancelados até o momento, com um atraso médio de uma hora para todas as partidas dos aviões —as empresas foram forçadas a inserir manualmente os dados dos passageiros que fizeram check-in no aeroporto ou tinham bagagem despachada.
A Collins, uma empresa de tecnologia de aviação e defesa com sede em Iowa (EUA), disse que o problema foi detectado em um software chamado Muse, usado para processamento de passageiros. O sistema atende cerca de 300 companhias aéreas em cerca aeroportos, segundo o site da empresa site.
"O impacto está limitado ao check-in eletrônico de clientes e despacho de bagagens e pode ser mitigado com operações de check-in manual", disse a RTX, controladora da companhia, em comunicado.
Essa parece ser ao menos o segundo problema de segurança cibernética enfrentado pela empresa. Em 2023, os nomes, endereços e detalhes de contato de pilotos e outros funcionários afiliados às empresas parceiras da Collins foram supostamente vazados após um ataque reivindicado por um grupo de "ransomware" (bloqueio de informações mediante resgate).
Passageiros com voos programados para este sábado foram aconselhados pelos aeroportos afetados a confirmar suas viagens com as companhias aéreas antes de se dirigir ao aeroporto.
A British Airways, a maior companhia aérea em Heathrow, disse que não foi afetada porque tinha um sistema de backup que permitia continuar atendendo aos clientes.
A Delta Air Lines disse esperar impacto mínimo nos voos partindo dos três aeroportos afetados, acrescentando que havia implementado uma solução alternativa para minimizar o problema.
O aeroporto de Berlim disse em seu site que havia tempos de espera mais longos no check-in e estava trabalhando em uma solução rápida. O aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha, não foi afetado, disse um porta-voz.
A EasyJet, que sestá entre as maiores companhias aéreas da Europa, disse estar operando normalmente no momento e não esperava que o problema impactasse seus voos pelo resto do dia.
- Bahia Notícias
- 18 Set 2025
- 14:50h
Foto: The Official State Department
O subsecretário do Departamento de Estado americano, Christopher Landau, afirmou em suas redes sociais, nesta quarta-feira (17), que "Estados Unidos continuam a esperar que o Brasil contenha o descontrolado ministro do STF [Alexandre de] Moraes’, sob a narrativa de que o ministro estaria atrapalhando as relações diplomáticas entre os países.
O comentário no X, antigo Twitter, diz: "Estados Unidos continuam a esperar que o Brasil contenha o descontrolado ministro do STF [Alexandre de] Moraes antes que ele destrua completamente a relação que nossos grandes países desfrutam há mais de dois séculos". A resposta é relacionada a uma postagem que tratava de um pedido de prisão emitido por Alexandre de Moraes contra Flávia Magalhães, uma brasileira que vive na Flórida e também tem cidadania americana.
"Em vez de buscar uma solução para resolver a crise, o Brasil está permitindo que esse violador de direitos humanos, já sancionado, dobre a aposta em seu abuso do processo judicial para perseguir uma agenda descaradamente política. Os Estados Unidos não permitirão que Moraes estenda seu regime de censura ao nosso território", afirmou Landau.
Moraes e o STF não se pronunciaram sobre a postagem. A postagem do subsecretário de Estado americano se soma a uma série de críticas e ameaças do governo dos EUA contra o Brasil e Moraes.
- Bahia Notícias
- 15 Set 2025
- 18:24h
Foto: The Official State Department
O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou que pediu a revogação do visto de um brasileiro por elogiar nas redes sociais o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.
“Falei pessoalmente com o chefe do departamento consular para revogar seu visto americano, caso ele tenha, e emitir um alerta para que ele nunca consiga um”, afirmou Landau.
Foto: Reprodução
O perfil e o comentário citados na postagem de Landau não estão mais disponíveis. “Estrangeiros que glorificam a violência e o ódio não são visitantes bem-vindos em nosso país”, afirmou o vice secretário. Segundo informações da revista Veja, o perfil pertenceria ao médico neurocirurgião Ricardo Barbosa, que teria publicado o seguinte comentário: “Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical”.
Na sexta-feira (12), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco publicou uma nota oficial, dizendo que recebeu uma denúncia, “motivada por ampla repercussão nas redes sociais” e que abriu uma apuração do caso. A medida do vice-secretário reforça a medida estadunidense de monitorar a ação de estrangeiros nas redes sociais na tentativa de coibir a emissão de vistos.
Charlie Kirk, um influenciador republicano de 31 anos aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, morreu na quarta-feira (10) após ser baleado no pescoço enquanto falava em um evento na Universidade Utah Valley. As buscas mobilizaram o FBI e policiais locais, mas foram amigos e a própria família do suspeito, identificado como Tyler Robinson, de 22 anos, que o entregaram.
- Bahia Notícias
- 11 Set 2025
- 14:28h
Foto: Oracle via oracle.com
O fundador da multinacional Oracle Corporation, Larry Ellison, se tornou a pessoa mais rica do mundo ao ultrapassar Elon Musk nesta quarta-feira (10). A fortuna do empresário registrou um salto após as ações da ações da Oracle dispararem mais de um terço, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial. A participação de Ellison na empresa de software, cerca de 41%, disparou para um valor de mais de US$ 397 bilhões (R$ 2,14 trilhões).
Isso superou o patrimônio líquido total de Musk de aproximadamente US$ 384 bilhões (R$ 2,07 trilhões), de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg.
A CEO da Oracle, Safra Catz, celebrou um "trimestre surpreendente" nos resultados trimestrais divulgados na terça-feira (9) à noite, que incluíram o grupo assinando "quatro contratos de vários bilhões de dólares com três clientes diferentes" nos três meses até o final de agosto.
Segundo a Folha de São Paulo, esses acordos ajudaram a elevar as reservas da Oracle, que se refletirão em receitas futuras, para US$ 455 bilhões no trimestre (R$ 2,46 trilhões), superando as expectativas dos analistas e acima dos US$ 138 bilhões do período anterior (R$ 746 bilhões).
O salto na riqueza de Ellison ocorre enquanto o negócio mais valioso de Musk, a Tesla, está enfrentando dificuldades em meio a uma reação negativa dos consumidores sobre o envolvimento do bilionário com a administração Trump e preocupações dos investidores sobre o cancelamento de iniciativas de veículos elétricos pelo presidente.
O preço das ações da Tesla caiu um quarto desde dezembro. A participação de 16% de Musk na empresa vale atualmente cerca de US$ 187 bilhões (R$ 1 trilhão).
A Oracle, que demorou a direcionar seu negócio para serviços de computação em nuvem, beneficiou-se de um aumento na demanda por infraestrutura de data center de startups de IA e outros grandes grupos de tecnologia.
Antes do aumento de 42% na quarta-feira para US$ 344 (R$ 1.861), o preço das ações da Oracle já havia subido mais de 40% este ano. Seu valor de mercado aumentou de US$ 678 bilhões (R$ 3,66 trilhões) para US$ 967 bilhões (R$ 5,2 trilhões) no início das negociações na quarta-feira.
Em uma teleconferência com investidores na terça-feira, Catz disse que a Oracle havia assinado "contratos significativos de nuvem com um quem é quem da IA, incluindo OpenAI, xAI, Meta, Nvidia, AMD e muitos outros".
A receita de seu negócio de infraestrutura saltaria de US$ 18 bilhões (R$ 97,3 bilhões) neste ano para US$ 144 bilhões (R$ 779 bilhões) em cinco anos, ela previu. A previsão foi quase 60% superior aos US$ 91 bilhões (R$ 492,3 bilhões) esperados por Wall Street.
Em comparação, a receita da Amazon Web Services, a maior empresa de nuvem, ultrapassou US$ 107 bilhões (R$ 579 bilhões) em seu último ano completo.
- Bahia Notícias
- 10 Set 2025
- 12:17h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O assassinato de Iryna Zarutska, 23, refugiada ucraniana morta a facadas em Charlotte, na Carolina do Norte, ganhou repercussão nacional após a divulgação, na sexta-feira (5), das imagens do ataque. O caso rapidamente se transformou em combustível para Donald Trump e seus aliados, que passaram a usá-lo como exemplo da "carnificina americana" -expressão adotada pelo republicano para descrever a situação da segurança pública no país, apesar de os índices de criminalidade estarem em queda.
O vídeo de segurança mostra Zarutska, com o uniforma da pizzaria em que trabalhava, sentada em um trem no fim de agosto. Ela está olhando para o celular quando, de repente, um homem sentado atrás dela se levanta, segurando uma faca na mão direita. Naquele momento, segundo a polícia, ele esfaqueou e matou Zarutska, no que pareceu ser um ataque aleatório e sem motivo aparente.
A polícia prendeu Decarlos Brown Jr. logo depois, acusando-o de homicídio doloso. O Departamento de Justiça americano formalizou nesta terça (9) acusações contra ele. O homem de 34 anos agora enfrenta uma acusação federal, após já ter sido preso sob a acusação estadual de homicídio em primeiro grau. Embora as acusações estaduais e federais possam resultar em penas de morte, o estado da Carolina do Norte não executa um detento desde 2006, enquanto o governo federal realizou execuções até 2021.
Embora Charlotte registre queda de 8% na criminalidade geral e de 25% nos crimes violentos no primeiro semestre deste ano, o caso se encaixa no padrão em que conservadores destacam crimes brutais para reforçar a narrativa de que o país vive uma onda de violência e que as grandes cidades e a mídia falham em enfrentá-la.
No sábado, o deputado Mark Harris, republicano que representa partes de Charlotte, chamou o ataque de "um microcosmo de uma epidemia nacional". Nesta segunda (8), a Casa Branca chamou Brown, que segundo as autoridades é sem-teto e tem problemas mentais, de "monstro perturbado" com uma "longa ficha criminal", culpando os democratas locais pelo assassinato e acusando-os de serem brandos com o crime.
"É o culminar dos políticos, promotores e juízes democratas da Carolina do Norte priorizando agendas woke que falham em proteger seus cidadãos quando eles mais precisam", disse o comunicado da Casa Branca.
Trump condenou o esfaqueamento e estabeleceu uma conexão entre o assassinato e suas ameaças de enviar agentes federais e tropas da Guarda Nacional para Chicago e outras cidades governadas pelos democratas. "Quando você tem assassinatos horríveis, você tem que tomar ações horríveis", disse o presidente republicano, antes de se referir especificamente a Chicago, que ele tem atacado em discursos e nas redes sociais há semanas.
No ano passado, os conservadores usaram o assassinato de uma estudante de enfermagem na Geórgia, Laken Riley, por um imigrante venezuelano que havia entrado ilegalmente no país para alimentar o medo sobre o crime cometido por imigrantes. Enquanto alguns na esquerda apontam dados que mostram que os imigrantes são menos propensos a cometer crimes do que os americanos nativos, alguns conservadores argumentam que qualquer crime cometido por alguém que está ilegalmente no país poderia ter sido evitado com uma aplicação rigorosa das leis de imigração.
Trump destacou repetidamente o assassinato de Riley ao argumentar que as políticas de fronteira de seu antecessor, Joe Biden, tornaram o país menos seguro. Após o assassinato desta sexta, os críticos de Trump temem que ele use a morte de Zarutska para justificar o envio de tropas federais às cidades dos EUA, como fez em Washington, apesar de as estatísticas mostrarem uma queda nos crimes violentos em todo o país.
"Os aliados Maga de Trump estão tentando usar o trágico assassinato de uma funcionária em Charlotte, Carolina do Norte, para justificar sua ocupação ilegal das cidades dos EUA", escreveu o reverendo William Barber, o mais proeminente líder afro-americano dos direitos civis do estado, em uma mensagem de texto.
Brown, 34, tem um histórico conturbado: ele foi preso 14 vezes nos últimos 12 anos, de acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Mecklenberg, onde fica Charlotte, incluindo acusações de assalto à mão armada, furto em lojas e danos à propriedade privada.
Em agosto de 2014, ele foi preso após apontar uma arma contra um homem e roubar-lhe US$ 450, um celular e moeda hondurenha, segundo documentos judiciais. Ele se declarou culpado de roubo com arma perigosa e cumpriu a pena mínima de seis anos e um mês.
Após sua libertação em setembro de 2020, Brown ficou um ano sob supervisão. Um porta-voz do Departamento de Correção de Adultos da Carolina do Norte se recusou a comentar mais sobre o caso, citando registros confidenciais da prisão.
A moradia e o estado mental de Brown parecem ter se tornado cada vez mais instáveis nos últimos meses. Em janeiro, quando a polícia realizou uma verificação de bem-estar, ele disse aos policiais que alguém lhe havia dado "um material artificial que controlava quando ele comia, andava, falava", de acordo com registros judiciais. Brown ficou chateado quando os policiais lhe disseram que não podiam fazer nada a respeito e ligou para o 911 [serviço de emergência americano].
Ele foi então acusado de uso indevido do 911. Brown foi libertado dias depois, com a magistrada Teresa Stokes concordando em libertá-lo sob a condição de que ele assinasse uma promessa por escrito de comparecer a futuras audiências. Nos documentos, "natureza e circunstâncias da ofensa" estão marcadas como um fato que apoiou as condições de libertação.
As tentativas de entrar em contato com Stokes não tiveram sucesso. A mãe de Brown, Michelle Ann Dewitt, disse em uma breve entrevista nesta segunda que, pouco depois de seu filho ser libertado da prisão em 2020, ele foi diagnosticado com esquizofrenia e começou a agir de forma "agressiva em casa". Ela acrescentou que acreditava que seu filho, que ela deixou em um abrigo para sem-teto dias antes do assassinato, não deveria ter sido deixado na comunidade após sua prisão em janeiro.
Agora acusado de homicídio doloso, Brown está novamente sob custódia. Um juiz ordenou uma avaliação de acuidade mental, de acordo com um documento judicial.
As tentativas da reportagem de entrar em contato com a família de Zarutska não tiveram sucesso.
Em sua declaração nesta segunda, a Casa Branca concentrou a crítica nos democratas da Carolina do Norte, citando vários deles pelo nome por promoverem o que chamou de "agendas woke" em vez de combater o crime. Seus alvos incluíram o ex-governador Roy Cooper, que está concorrendo ao Senado dos Estados Unidos em uma eleição em 2026 que pode ajudar a determinar o controle da Câmara.
A Casa Branca observou que, como governador, Cooper havia estabelecido uma "Força-Tarefa para a Equidade Racial na Justiça Criminal" que recomendou programas de diversão, eliminando a fiança em dinheiro para muitos delitos menores e outras reformas após o assassinato de George Floyd em Minneapolis em 2020.
Em um comunicado emitido também na segunda, o gabinete de Cooper chamou o assassinato de "um ato desprezível de maldade" e defendeu suas políticas enquanto estava no cargo. "Roy Cooper sabe que os habitantes da Carolina do Norte precisam estar seguros em suas comunidades; ele passou sua carreira processando criminosos violentos e traficantes de drogas, aumentando as penas para violência contra as forças da lei e mantendo milhares de criminosos fora das ruas e atrás das grades", disse o comunicado.
A prefeita de Charlotte, Vi Lyles, tem enfrentado críticas de seus oponentes pelo que eles descreveram como uma resposta inadequada ao assassinato e às preocupações com a segurança em Charlotte.
Dias após o incidente, Lyles divulgou um comunicado oferecendo condolências à família de Zarutska e chamando-o de "uma situação trágica que lança luz sobre os problemas com as redes de segurança social relacionadas aos cuidados de saúde mental". Na segunda, em uma carta publicada nas redes sociais, a prefeita culpou "uma falha trágica dos tribunais e magistrados" e prometeu aumentar a segurança em torno do sistema de transporte público da cidade.
- Por Luciana Alvarez | Folhapress
- 01 Set 2025
- 16:42h
Foto Ilustrativa: Marcello Casal / Agência Brasil
Com o governo de Donald Trump levando a cabo políticas anti-imigrantes nos Estados Unidos, aumentando exigências para visto e retirando financiamento de universidades, jovens brasileiros de classe alta em idade de começar faculdade, que antes sonhavam em entrar para instituições americanas, passaram a ponderar sobre alternativas. Muitos se voltam à Europa, mas universidades de elite do Brasil também começam a sentir um aumento de procura em seus processos seletivos.
Giselle Castro, 17, aluna do 3º ano do ensino médio na escola bilíngue Carolina Patrício, no Rio de Janeiro, diz que seu grande sonho era estudar negócios nos Estados Unidos, mas atualmente sua primeira opção é uma faculdade europeia. "A situação nos EUA me deixa um pouco insegura, sim, mas na verdade meus pais estão preferindo que eu vá para a Europa por causa dos custos", conta ela. Os preços das mensalidades na Europa estão, em geral, mais baixos.
Como já tem uma irmã morando na Califórnia e um irmão na Holanda, vai tentar vagas em ambos os destinos. Porém, não descarta a possibilidade de cursar uma universidade brasileira. "Quero muito fazer faculdade fora, estou me dedicando para isso, mas vou prestar Enem e vestibular na PUC-Rio. Fazer faculdade no Brasil e ir para o exterior numa pós-graduação fica como um plano B", diz Giselle.
O contexto político tem provocado um aumento de concorrência para as instituições dos EUA. "Faculdades de outras regiões estão vendo uma oportunidade de se fazerem conhecer, de atrair nossos talentos", diz Rafael Pereira, conselheiro da escola, citando a feira de faculdades organizada pelo Carolina Patrício, que vai dobrar o número de instituições representadas este ano em comparação a 2024, de 45 para 90. Além das americanas e europeias, há faculdades do Canadá, Nova Zelândia, América Latina e 22 brasileiras que acertaram participação.
Mas ainda que tenham obstáculos extras na atualidade, os EUA continuam sendo um destino de grande interesse dos jovens no final da escolaridade obrigatória, garante Pereira. "Até porque eles começaram a planejar fazer faculdade fora quando estavam no 9º ano do fundamental, bem antes da eleição de Trump. E as instituições americanas têm uma reputação tão boa que os estudantes querem ir de qualquer forma", diz.
Para Claudia Tricate, diretora do colégio Magno, de São Paulo, é natural que os objetivos dos jovens se ajustem "incontáveis vezes" --e ter dúvidas em relação a ir aos EUA pode acabar levando à descoberta de novas possibilidades, cursos e profissões. "Independentemente do destino, eles seguem se dedicando para construir um currículo robusto, potencialmente bem avaliado nas universidades estrangeiras, e que também é considerado por muitas universidades brasileiras", diz.
A imprevisibilidade das políticas migratórias para os EUA faz com que os jovens repensem ainda sua exposição pública e tenham receio de "criticar" abertamente as políticas educacionais e migratórias americanas. Um estudante de 17 anos do Magno, que pediu para não ser identificado, disse que o pai lhe mostrou uma notícia do New York Times sobre como as medidas de Trump são uma forma de impedir a entrada de estudantes internacionais.
Embora ele esteja dando preferência para instituições na Europa, deve tentar ao menos uma universidade nos EUA e teme que declarações públicas possam ser usadas para negar seu visto. O jovem afirma que sua prioridade até o ano passado eram os EUA, mas atualmente sonha ir para a Itália, após ter gostado de fazer uma "summer camp" em Milão. Em todo caso, também vai prestar o Enem e fazer o processo seletivo da ESPM para manter abertas mais possibilidades.
O diretor-executivo de marketing da ESPM, Fernando Cesário, destaca que a instituição já é bastante procurada por estudantes de escolas bilíngues ou internacionais e, no cenário atual, a demanda deve aumentar. "Acredito que esse interesse deve crescer ainda mais no próximo ano, uma vez que muitos jovens que planejavam estudar no exterior --sobretudo nos Estados Unidos-- podem repensar seus planos diante das recentes restrições impostas pelo governo Trump para a concessão de vistos a estrangeiros", afirma.
A FGV (Fundação Getulio Vargas) é outra instituição brasileira que já sente o impacto, com um aumento "expressivo" de demanda em seu vestibular integrado, segundo o pró-reitor Antonio Freitas. "Universidades brasileiras de excelência oferecem cursos comparáveis aos americanos, considerando a qualificação de seus docentes e o acesso ao conhecimento. Para o Brasil, essas mudanças representaram um aspecto positivo, pois contribuíram para evitar a chamada fuga de cérebros", diz.
Para além da política, o aspecto financeiro contribui para que mais jovens desistam de tentar o ensino superior americano. "As universidades dos EUA passaram a oferecer menos bolsas de estudo, tanto para americanos quanto, especialmente, para estrangeiros. O custo de manutenção de um estudante em universidades americanas aumentou significativamente", ressalta Freitas.
Na hora da escolha, os jovens estudantes levam em conta ainda seus projetos de vida de longo prazo. Carolina La Motta, 17, aluna da escola bilíngue Pueri Domus, em São Paulo, planeja cursar uma faculdade de psicologia na Europa e seguir fazendo pesquisa na área. Ela vai tentar uma instituição americana "como uma segunda opção". O Brasil entra na lista de desejos apenas na terceira posição: "Apesar de estar muito focada em sair do país, decidi prestar a faculdade do Einstein. Não tenho dúvidas que é uma faculdade ótima, mas é que meu desejo é morar no exterior", conta, sobre a faculdade israelita de ciências da saúde.
Como parte de uma geração que cresceu em meio a mudanças repentinas, a jovem prefere deixar várias portas abertas, seguindo uma recomendação que Fernanda Cardoso, conselheira para admissões no exterior do Pueri Domus nas unidades Perdizes e Aclimação, costuma dar a quem pretende estudar fora.
"Digo sempre que é preciso se precaver, sugiro que tenham sempre vários caminhos abertos, porque a gente não tem controle de tudo. Dou o exemplo da pandemia, quando muitos alunos foram aprovados e não puderam viajar", recorda.