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Avião cargueiro da UPS cai nos Estados Unidos e deixa sete pessoas mortas

  • Bahia Notícias
  • 05 Nov 2025
  • 16:20h

Foto: Reprodução / WUSA

Um avião de carga da empresa UPS caiu nesta terça-feira (4) nas proximidades do Aeroporto Internacional Muhammad Ali, em Louisville, no estado de Kentucky, nos Estados Unidos. Segundo informações do governador Andy Beshear, sete pessoas morreram, incluindo três tripulantes, e outras 11 ficaram feridas

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que a aeronave, um McDonnell Douglas MD-11, apresenta chamas na asa esquerda e uma densa trilha de fumaça durante a decolagem. O avião chegou a se elevar levemente antes de cair e explodir.

Uma grande coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância, e o impacto gerou um incêndio de grandes proporções, alimentado pelo combustível a bordo. De acordo com as autoridades locais, o fogo se estendeu por uma faixa de centenas de metros.

O governador do Kentucky afirmou que o número de vítimas pode aumentar. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) informou que a aeronave decolava de Louisville com destino a Honolulu, no Havaí, quando sofreu a queda.

O aeroporto Muhammad Ali abriga o Worldport, centro global de operações aéreas da UPS e a maior instalação de triagem de encomendas da companhia no mundo. As autoridades pediram que a população evite circular em um raio de 7,5 quilômetros do local do acidente.

Avalanche na Itália mata cinco alpinistas alemães, incluindo jovem de 17 anos

  • Bahia Notícias
  • 02 Nov 2025
  • 10:05h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Cinco alpinistas alemães, entre eles uma jovem de 17 anos, morreram após serem atingidos por uma avalanche no norte da Itália, neste sábado (1), segundo informações dos serviços locais de resgate alpino.

 

O acidente ocorreu perto do cume do Cima Vertana, no maciço de Ortles, região de Trentino-Alto Ádige, próxima à fronteira com a Suíça.

 

De acordo com os socorristas, dois grupos de alpinistas alemães escalavam a montanha quando foram surpreendidos pela avalanche, registrada no início da tarde.

 

O primeiro grupo, com três integrantes, foi completamente soterrado, todos morreram. No segundo grupo, composto por quatro pessoas, dois conseguiram se salvar.

 

Na manhã deste domingo (2), as equipes localizaram os corpos das duas últimas vítimas desaparecidas, um pai e sua filha de 17 anos. As buscas foram dificultadas pelas condições meteorológicas adversas, informaram as autoridades italianas.

 

Segundo os serviços de resgate, as duas vítimas foram arrastadas até o fundo do desfiladeiro onde a avalanche ocorreu.

Milei vence eleições legislativas na Argentina e amplia presença do Libertad Avanza no Congresso

  • Bahia Notícias
  • 27 Out 2025
  • 14:40h

Foto: Reprodução / TV Record

O presidente da Argentina, Javier Milei, saiu vitorioso das eleições legislativas realizadas neste domingo (26). Com 97,3% das urnas apuradas até as 23h, o partido Libertad Avanza obteve 40,76% dos votos em todo o país, superando a coalizão peronista Fuerza Patria.

 

O resultado garante ao partido do atual mandatário 64 cadeiras na Câmara dos Deputados — o equivalente a cerca de um terço do total. Embora o número não assegure maioria no Legislativo, permite a Milei maior capacidade de bloquear pautas da oposição e fortalecer sua base de sustentação política.

 

A Fuerza Patria, principal força oposicionista de orientação peronista, alcançou 31,65% dos votos e conquistou 44 assentos na Câmara.

 

O pleito foi marcado pela baixa participação do eleitorado argentino. Segundo dados oficiais, o comparecimento às urnas foi de 67,92% dos eleitores habilitados.

 

Milei enfrenta um momento de instabilidade em seu governo, marcado pela desvalorização do peso argentino e por controvérsias envolvendo integrantes de sua família.

Polícia encontra capacete e luvas usados em roubo de joias no Louvre

  • Bahia Notícias
  • 21 Out 2025
  • 14:01h

Foto: Reprodução / Redes Sociais @MuseeLouvre

Investigadores da Brigada de Repressão ao Banditismo da França e do Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais localizaram um capacete de moto e luvas utilizados pelos criminosos que roubaram nove joias históricas do século XIX do Museu do Louvre, em Paris. O crime ocorreu no domingo (19) e durou apenas sete minutos.

 

As evidências encontradas serão submetidas a análises de DNA para identificação dos suspeitos, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (21). De acordo com o jornal Le Parisien, os policiais também encontraram as chaves do caminhão equipado com elevador que foi utilizado pelos assaltantes para acessar a sacada e as janelas da Galeria Apollon. Um colete e outros equipamentos abandonados no local já estão sendo analisados pelos investigadores.

 

O ministro francês da Justiça, Gérald Darmanin, admitiu que o crime ocorreu por falhas na segurança do museu. Segundo ele, o incidente transmite uma imagem negativa da França para o mundo.

 

O assalto aconteceu em plena luz do dia, enquanto o Louvre estava aberto ao público. Os criminosos agiram por volta das 9h30 no horário local, quando cortaram uma janela utilizando uma serra elétrica para invadir a famosa Galeria de Apolo.

 

Quatro homens foram os responsáveis pelo crime que a imprensa francesa tem chamado de "roubo do século". Eles chegaram em scooters e fugiram nas mesmas motocicletas após o roubo.

 

Entre as peças roubadas está o colar da rainha consorte Maria Amélia, que contém 631 diamantes. Uma das peças, a coroa da Imperatriz Eugénie, foi abandonada pelos criminosos durante a fuga.

 

A polícia francesa continua as buscas pelo grupo que realizou o assalto. O paradeiro dos criminosos e das joias roubadas ainda é desconhecido.

 

O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, indicou nesta segunda-feira (20) que determinará o reforço dos esquemas de segurança em torno dos estabelecimentos culturais da França. O Museu do Louvre deve reabrir apenas na quarta-feira, considerando que o local fecha normalmente às terças para manutenção.

 

Chris Marinello, CEO de uma empresa especializada na localização de artes roubadas, alerta sobre o curto prazo para recuperação das peças. "[As autoridades] sabem que nas próximas 24 ou 48 horas, se esses ladrões não forem pegos, essas peças provavelmente já terão desaparecido", conta.

 

Elaine Sciolino, autora do livro sobre o Louvre, também demonstra pessimismo quanto à recuperação das joias. "É improvável que todas as peças sejam recuperadas no estado em que se encontram atualmente", diz.

Trump concede mais alta honraria dos Estados Unidos a Charlie Kirk

  • Por Folhapress
  • 15 Out 2025
  • 18:21h

Foto: The Official State Department

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta terça-feira (14) a Medalha Presidencial da Liberdade de maneira póstuma ao influenciador Charlie Kirk, morto no dia 10 de setembro por um atirador no estado de Utah.
 

Trata-se da mais alta honraria civil do país, e sua outorga é prerrogativa única do presidente americano. Kirk se junta agora a uma lista que contém personalidades como o astronauta Neil Armstrong, o músico Bob Dylan, a ativista de direitos civis Rosa Parks e oito presidentes.
 

Em cerimônia na Casa Branca realizada nesta terça, dia em que Kirk completaria 32 anos, Trump disse que o influenciador -seu aliado político- era "um guerreiro destemido pela liberdade" e um "patriota da mais alta qualidade".
 

Kirk fundou a organização Turning Point USA, que se tornou a mais influente entidade política de direita entre a juventude dos EUA dos últimos anos. Sua morte causou forte comoção no país e motivou o governo Trump a escalar sua retórica contra "inimigos internos" e estrangeiros que fizeram pouco caso do assassinato.
 

Nesta terça, por exemplo, o Departamento de Estado anunciou ter revogado o visto de seis pessoas, incluindo um brasileiro, que teriam atacado Kirk e seus apoiadores. Segundo a diplomacia americana, o brasileiro, que não foi identificado, teria escrito: "Charlie Kirk motivou uma manifestação nazista onde marcharam em sua homenagem. Morreu tarde".
 

Na esteira da morte de Kirk, Trump chegou a assinar um decreto classificando o movimento Antifa de um grupo terrorista, apesar do fato de que a organização é descentralizada e mais próxima de um conjunto de ideias e métodos, como protestos de rua, do que de uma entidade política estruturada.
 

Em mais uma demonstração da proximidade de Kirk ao trumpismo, o influenciador se tornou a primeira pessoa a receber a medalha no segundo mandato de Trump. Na primeira gestão, o republicano concedeu a honraria a nomes como o cantor Elvis Presley, o jogador de beisebol Babe Ruth, o jornalista de direita Rush Limbaugh, e três jogadores profissionais de golfe, esporte praticado pelo próprio Trump.
 

O presidente disse na cerimônia desta terça que Kirk "foi assassinado no auge de sua vida por ousar falar a verdade, viver sua fé e lutar incansavelmente por uma América melhor e mais forte". Também estavam presentes no evento a viúva de Kirk, Erika, que é a nova presidente da Turning Point USA, e o líder argentino Javier Milei, em Washington para reunião bilateral com Trump.
 

Criada em 1963 pelo presidente John F. Kennedy, a Medalha Presidencial da Liberdade tem o objetivo de reconhecer "indivíduos que fizeram contribuições excepcionais para a segurança e interesses nacionais dos Estados Unidos ou para a paz mundial, ou são responsáveis por esforços culturais significativos e iniciativas públicas e privadas".

 

Hamas liberta últimos 20 reféns israelenses após mais de dois anos em cativeiro

  • Bahia Notícias
  • 13 Out 2025
  • 10:39h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O grupo Hamas libertou, na madrugada desta segunda-feira (13), os últimos 20 reféns israelenses ainda vivos que eram mantidos em cativeiro desde o ataque de 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, episódio que deu início à guerra em Gaza. A libertação encerra dois anos de conflito armado, marcado por bombardeios, operações militares e intensas negociações internacionais.

 

A ação faz parte de um acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas, que prevê também a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos pelas autoridades israelenses.

 

O processo começou por volta das 2h (horário de Brasília), quando sete reféns foram entregues. Pouco depois, às 4h20min, outros 13 foram transferidos para a Cruz Vermelha, responsável pela mediação da operação humanitária.

 

Segundo o governo israelense, os reféns fazem parte de um grupo de 251 pessoas sequestradas durante o ataque do Hamas em 2023. Os corpos de 28 reféns mortos em cativeiro ainda não foram devolvidos.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Israel por volta das 3h30min (horário de Brasília) para acompanhar a conclusão da operação e se reunir com familiares dos libertados. Recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo presidente Isaac Herzog, Trump afirmou que o conflito chega ao fim após dois anos de escalada militar.

 

“A guerra acabou”, declarou o mandatário americano a jornalistas a bordo do Air Force One.

 

O cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira (10), às 6h, e permitiu que cerca de 200 mil palestinos retornassem ao norte da Faixa de Gaza, área severamente destruída por bombardeios israelenses. No mesmo dia, o Exército de Israel anunciou a retirada de tropas da Cidade de Gaza, encerrando formalmente as operações terrestres no enclave.

 

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas realizou um ataque sem precedentes a Israel, invadindo o país por terra, ar e mar. Milhares de civis foram mortos, e centenas, sequestradas. Um dos locais atacados foi o festival de música eletrônica Universo Paralello, que reunia cerca de 3 mil pessoas no deserto do Neguev.

 

O ataque motivou a declaração de guerra por parte de Israel, que iniciou uma ampla ofensiva na Faixa de Gaza, resultando em dezenas de milhares de mortos, segundo estimativas de organizações humanitárias.

 

Conheça os sete primeiros reféns libertos:

  • Matan Angrest (22 anos), militar, foi capturado enquanto tentava conter uma invasão do Hamas próximo à base de Nahal Oz.
  • Gali e Ziv Berman (28 anos), irmãos gêmeos e produtores musicais, foram sequestrados no kibutz Kfar Aza, incendiado durante o ataque.
  • Elkana Bohbot (36 anos), produtor do festival Nova, foi filmado algemado e ferido enquanto era levado por milicianos.
  • Evyatar David (24 anos) e Guy Gilboa Dalal (24 anos) foram raptados no festival e apareceram em vídeos divulgados pelo Hamas, visivelmente debilitados.
  • David e Ariel Cunio, irmãos israelenses-argentinos, foram sequestrados com familiares em Nir Oz; parte da família foi libertada em 2023.
  • Omri Miran (48 anos), terapeuta, foi um dos últimos a aparecer em vídeos divulgados pelo grupo, pedindo o fim dos bombardeios.
  • Matan Zangauker (25 anos), trabalhador de uma fazenda de cannabis medicinal, se tornou símbolo do movimento de famílias que pressionaram o governo israelense por negociações.

Zelensky diz que indicará Trump ao Nobel da Paz se ele intermediar cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia

  • Bahia Notícias
  • 10 Out 2025
  • 18:30h

Foto: Reprodução/Instagram

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (9) que pretende indicar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Prêmio Nobel da Paz, caso ele consiga ajudar a estabelecer um cessar-fogo no conflito entre Ucrânia e Rússia.

 

“Se Trump der ao mundo, e, acima de tudo, ao povo ucraniano, a chance de tal cessar-fogo, então, sim, ele deve ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz”, disse Zelensky, divulgada pela Reuters.

 

O anúncio do vencedor do Nobel da Paz de 2025 está previsto para sexta-feira (10), mas a possível indicação de Trump seria válida apenas para a premiação do próximo ciclo.

 

Além de Zelensky, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te (do Partido Democrático Progressista, de centro-esquerda), também declarou que Trump mereceria o Nobel caso conseguisse convencer a China a recuar de suas ações militares contra a ilha.

Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

  • Bahia Notícias
  • 10 Out 2025
  • 12:08h

Foto:Foreign and Commonwealth Office / Reprodução

O governo de Israel aprovou o acordo assinado com o grupo terrorista Hamas para encerra a guerra na Faixa de Gaza. O acordo sugerido pelos Estados Unidos pode colocar um fim no conflito após dois anos e dois dias, a partir desta quinta-feira (9). Em Gaza, Hamas afirmou ter recebido garantias dos Estados Unidos e dos mediadores Turquia, Qatar e Egito de que o conflito oficialmente acabou.

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está prestes a conseguir o retorno dos reféns ainda em poder do Hamas. "Lutamos por dois anos para atingir nossos objetivos de guerra", afirmou o premiê, em inglês, em reunião de gabinete ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente Donald Trump que participaram da reunião. "Um desses objetivos era a volta dos reféns, todos eles, vivos e mortos. E estamos prestes a atingir esse objetivo."

 

Com a aprovação do acordo, um cessar-fogo no território palestino entrou imediatamente em vigor. Nesta quinta, relatos de bombardeios israelenses contra Gaza foram registrados pelas agências de notícias e por palestinos no território, mas a expectativa é de que Exército de Israel inicie sua retirada de Gaza nas primeiras 24 horas após o anúncio, possibilitando que o Hamas reúna todos os reféns.

 

De 48 horas a 72 horas depois do anúncio, provavelmente entre sábado e domingo, todos os sequestrados ainda vivos devem ser libertos pelo Hamas. Não há clareza se os corpos dos reféns mortos também serão recuperados. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a facção e Tel Aviv precisam ainda negociar a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados por Israel —o Hamas diz que todas as mulheres e crianças presas serão soltas.

 

O Exército israelense afirmou, em comunicado, que já iniciou "preparações operacionais" para a primeira fase do acordo. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, instruiu as tropas a permanecerem em suas posições enquanto o pacto era discutido. A segunda fase, ainda a ser debatida a partir das diretrizes do plano anunciado por Trump, prevê o recuo para uma segunda linha de retirada ainda dentro de Gaza apenas após o estabelecimento de uma força internacional transitória de estabilização do território palestino.

 

Com o acordo eventualmente concluído, Israel ainda manterá uma zona-tampão por todo o perímetro de Gaza. Ou seja, na prática, a previsão é de que Tel Aviv mantenha o controle da fronteira de Gaza com o Egito, ainda que o plano do presidente americano proponha a entrada de ajuda humanitária no território palestino sem interferências.

 

Outro ponto ainda sem resolução, e que ameaça derrubar o acordo em próximas fases, é o desarmamento do Hamas. O grupo disse que não aceitará entregar suas armas e por isso, especialistas israelenses ouvidos pela Folha apontam que Tel Aviv pode ter que aceitar um desarmamento parcial, assim como o Hamas terá que aceitar uma retirada parcial de tropas israelenses de Gaza.

Trump anuncia que Israel e Hamas aceitaram primeira fase de seu plano de paz

  • Bahia Notícias
  • 09 Out 2025
  • 14:47h

Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e o Hamas aprovaram a primeira fase do acordo de paz proposto por Washington para o conflito em curso na Faixa de Gaza. Em pronunciamento na noite desta quarta (8), o presidente americano diz que o entendimento prevê a libertação de todos os reféns israelenses pelo grupo terrorista e a retirada das tropas de Tel Aviv para uma linha previamente acordada.

 

"Estou muito orgulhoso em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz", escreveu Trump na rede social Truth Social. "Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve, e que Israel retirará suas tropas até uma linha combinada como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e permanente".

 

Após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu ao anúncio. "Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa", disse em uma breve declaração. O Hamas também publicou um comunicado em que confirma o acordo e apela a Trump e outros Estados para que garantam que Tel Aviv cumpra os termos negociados. As informações são da Folha de S. Paulo. 

 

Em seu anúncio, Trump ainda agradeceu "aos mediadores do Qatar, Egito e Turquia", que trabalharam "para que este evento histórico e sem precedentes acontecesse". Mais cedo nesta quarta, o Hamas havia entregado uma lista de reféns e prisioneiros palestinos que poderiam ser trocados em uma permuta e disse estar otimista quanto às conversas em Sharm el-Sheikh, no Egito, para uma trégua.

 

A expectativa nesta quarta girava em torno dos pontos de discórdia: Israel exige que o Hamas entregue as armas para encerrar a guerra. Nos próximos dias, autoridades das outras partes envolvidas nas conversas devem começar a chegar à cidade turística egípcia. 

Guerra em Gaza completa dois anos com melhor chance para paz até aqui

  • Por Renan Marra e Victor Lacombe | Folhapress
  • 07 Out 2025
  • 14:18h

Foto: Unicef/Dar Al Mussawir

Apesar das acusações de genocídio, de dezenas de milhares de mortes e de uma crise humanitária sem precedentes, a guerra na Faixa de Gaza completa dois anos nesta terça-feira (7) com o quadro mais promissor para a implementação de uma trégua duradoura desde o início do conflito, em outubro de 2023.
 

Pressionados por Donald Trump e por países árabes e muçulmanos, representantes de Israel e do grupo terrorista Hamas iniciaram nesta segunda-feira (6), no Egito, uma nova tentativa para discutir os detalhes do plano de paz proposto pelos Estados Unidos. O texto prevê, entre outros pontos, a libertação dos reféns ainda mantidos sob o poder da facção e a retirada gradual das tropas israelenses do território palestino.
 

Após meses de impasse e sem perspectivas de cessar-fogo, diplomatas afirmam que a exaustão militar, o colapso das condições de vida e a crescente pressão internacional criaram um ambiente em que a paz voltou a ser uma possibilidade real.
 

"Sim, Israel está [diplomaticamente] mais isolado hoje", afirma à Folha a coronel da reserva Pnina Baruch, israelense que fez parte de equipes de negociação com palestinos. "Mas, se houver um acordo e a guerra terminar, isso pode mudar."
 

Baruch, que também integra o Instituto de Estudos de Segurança Nacional, da Universidade de Tel Aviv, diz que o distanciamento internacional é resultado de um processo que mistura uma campanha de deslegitimação de Israel, a ascensão de um discurso simplificador nas redes sociais e uma gestão política que falhou em explicar essa complexidade ao mundo. "Há uma tendência de enxergar tudo em preto e branco, vítima e agressor, bons e maus."
 

Ao mesmo tempo, ela diz que o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, o mais à direita da história do país, agrava a situação ao adotar durante o conflito uma retórica "combativa e racista", nas palavras dela. "Temos ministros que falam em ‘apagar Gaza’ e ‘expulsar palestinos’. Isso dá munição a quem nos acusa de genocídio", diz.
 

Baruch se refere, sobretudo, aos ministros extremistas Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, que sustentam a coalizão de Netanyahu e que, ao longo do conflito, manifestaram-se várias vezes de forma contrária ao fim da guerra. Em relação à proposta de Trump, eles afirmaram que aceitar o plano seria como assinar um acordo de rendição e reconhecer a derrota de Israel no campo de batalha.
 

Netanyahu, por sua vez, equilibra-se entre a ameaça de colapso de sua coalizão e os protestos diários que exigem o fim dos ataques em Gaza e a assinatura de um acordo para a libertação dos reféns.
 

As denúncias de genocídio também se intensificaram, impulsionadas pela conclusão de uma comissão de inquérito das Nações Unidas que apontou o crime em Gaza. O governo israelense rejeitou o relatório, chamando as informações de "falsas e politizadas".
 

Para analistas, o contexto internacional ajuda a explicar o novo impulso por uma trégua. O isolamento de Tel Aviv, diz Ralph Wilde, professor de direito internacional do University College London, reflete uma mudança gradual na disposição de governos ocidentais em tolerar o que ele descreve como um padrão persistente de ilegalidades.
 

Para o professor, muitos países apenas agora começam a reconhecer a extensão dessas violações. "O que vemos é uma reação tardia e parcial. Há uma preocupação crescente com o bloqueio de Gaza e com a violência dos colonos na Cisjordânia."
 

Endossar o plano de Trump, nesse contexto, é um passo na direção certa, afirma Baruch, a militar da reserva israelense. O Hamas aceitou na sexta-feira (3) partes da proposta e, no mesmo dia, o gabinete de Netanyahu afirmou que "Israel está preparado" para a implementação imediata da primeira fase de um eventual acordo.
 

Várias questões, no entanto, continuam sem solução, incluindo se o Hamas aceitará se desarmar, uma das principais exigências de Israel.
 

Não à toa, o biólogo e ativista palestino Mazin Qumsiyeh, da Universidade de Belém, na Cisjordânia, manifesta ceticismo sobre a eficácia do plano, que ainda prevê a criação de um governo tecnocrático palestino. "É um plano de farsantes. Trump é um criminoso de guerra, e Netanyahu quer transformar Gaza em negócio imobiliário."
 

Para ele, a paz só será possível com o que chama de "descolonização real". "Você não pode acabar com uma guerra enquanto um sistema racista permanece no poder", diz. Ele rejeita também a solução de dois Estados, defendida há décadas pela ONU. "Essa ideia é uma miragem. Não quero um Estado palestino fictício; quero que o mundo boicote Israel, como fez com o apartheid na África do Sul."
 

A guerra começou após o mega-ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, quando terroristas invadiram o sul de Israel, mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram mais de 250. Desde então, a ofensiva israelense devastou Gaza, provocando uma catástrofe humanitária. Segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, mais de 67 mil palestinos morreram, e a maioria da população vive hoje em abrigos improvisados, sem acesso regular a água potável, energia ou medicamentos.

Polícia investiga incêndio na casa de juíza que bloqueou ação de Trump na Carolina do Sul

  • Por Folhapress
  • 07 Out 2025
  • 10:13h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A polícia da Carolina do Sul investiga um incêndio que atingiu a casa de praia de uma juíza estadual e de um ex-senador democrata em Edisto, no sábado (4). A casa pertence à juíza Diane Goodstein e ao marido, Arnold Goodstein.

Um porta-voz da Divisão de Polícia da Carolina do Sul disse à NBC News que investiga o caso e, até o momento, não há evidências de incêndio criminoso.

Os investigadores pediram também que não sejam compartilhadas informações não verificadas.

Goodstein e familiares pularam de janelas da casa para escapar do fogo e receberam atendimento em um hospital.

Políticos democratas lembraram que Goodstein emitiu recentemente uma decisão temporária bloqueando a tentativa do governo Trump de apreender registros de votação estaduais.

O deputado democrata Daniel Goldman, de Nova York, afirmou no domingo (5) que Donald Trump e seus apoiadores estavam "divulgando informações falsas e ameaçando juízes que decidem contra Trump, incluindo o juiz Goodstein". Ele culpa a extrema direita pelo incêndio.

O vice-chefe de gabinete de Trump, Stephen Miller, disse que Goldman espalha "mentiras desprezíveis".

Na véspera de se reunir com Netanyahu, Trump fala em 'algo especial' nas negociações de paz em Gaza

  • Por Folhapress
  • 29 Set 2025
  • 16:15h

Foto: Joyce N. Boghosian / Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (28) que existe "uma chance real de grandeza no Oriente Médio", sem dar detalhes ou estipular um prazo, poucos dias depois de afirmar que estava perto de fechar um acordo para encerrar a guerra em Gaza.
 

"Temos uma chance real de grandeza no Oriente Médio. Todos estão engajados em algo especial, pela primeira vez. Vamos conseguir", escreveu ele em uma publicação na Truth Social.
 

Segundo autoridades do governo, Trump se reunirá nesta segunda-feira (29), na Casa Branca, com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, com o objetivo de avançar em um esboço de acordo.
 

Na última sexta-feira, Trump disse que as negociações sobre Gaza com países do Oriente Médio estavam intensas e que tanto Israel quanto os militantes do Hamas tinham ciência das conversas, que, segundo ele, continuariam pelo tempo necessário.
 

O rei Abdullah da Jordânia também afirmou neste domingo que muitos detalhes do plano do presidente dos Estados Unidos para encerrar a guerra em Gaza "estão em linha com o que já foi acordado", informou a agência estatal jordaniana.
 

Ele não deu mais detalhes sobre o próprio plano nem explicou o que ele envolve.
 

Em paralelo a visita do primeiro-ministro israelense, um porta-voz da Embaixada dos EUA em Israel disse que o embaixador Mike Huckabee viajará ao Egito para encontros com autoridades do país como parte das consultas diplomáticas regulares realizadas entre embaixadas dos EUA na região.
 

O Egito está entre os países que atuam como mediadores entre Israel e o Hamas.
 

No sábado, o Hamas afirmou que ainda não recebeu nova proposta de mediadores internacionais. A declaração veio após o jornal israelense Haaretz citar fontes segundo as quais o Hamas havia concordado, em princípio, em libertar todos os reféns israelenses que mantém em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinos e da retirada gradual das tropas israelenses, conforme o plano de Trump.
 

Segundo o Haaretz, a proposta também incluía o fim do governo do Hamas em Gaza e o compromisso de Israel em não anexar o território nem expulsar os palestinos que ali vivem.
 

"Não foi apresentado nenhum plano ao Hamas", disse à agência de notícias Reuters um dirigente do grupo que pediu para não ser identificado.

Milei deve se reunir com Trump e Netanyahu em Nova York

  • Bahia Notícias
  • 22 Set 2025
  • 14:40h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente da Argentina, Javier Milei, se reunirá com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump na terça-feira (23), em Nova York. O anúncio foi feito pela assessoria de imprensa da Presidência argentina no último sábado (20). A agenda do mandatário argentino também inclui um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à margem da 78ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em linha com sua política externa de alinhamento com Estados Unidos e Israel, o governo argentino reafirmou nesta semana o plano de transferir a embaixada do país para Jerusalém no próximo ano. Sobre Trump, Milei já declarou publicamente seu apoio e manteve encontros com o ex-presidente norte-americano desde que assumiu o cargo, em dezembro de 2023.

A viagem ocorre em um contexto de busca de apoio internacional para a política econômica argentina. O país mantém um acordo de ajuste com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e enfrenta tensões nos mercados financeiros após a derrota do partido governista nas eleições legislativas na província de Buenos Aires. As informações são da CNN.

Como parte da agenda econômica, Milei, acompanhado do chanceler Gerardo Werthein e do ministro da Economia, Luis Caputo, entre outros, se reunirá com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, na segunda-feira (22).

Maduro rejeita acusações de tráfico de drogas e convida Trump para diálogo

  • Por Folhapress
  • 22 Set 2025
  • 08:49h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou neste domingo (21) as acusações de envolvimento com o narcotráfico feitas pelos Estados Unidos e defendeu a abertura de um canal de diálogo direto com Washington.
 

Em carta dirigida ao presidente americano, Donald Trump, e divulgada pelo regime venezuelano, Maduro disse que as denúncias de vínculos com "máfias e quadrilhas do narcotráfico" são "absolutamente falsas" e classificou a as ações americanas na região como tentativa de justificar uma escalada militar.
 

Segundo a vice-líder do regime, Delcy Rodríguez, a carta foi entregue no dia 6 de setembro a um "intermediário sul-americano", poucos dias após o primeiro ataque dos EUA contra uma embarcação que, de acordo com o Pentágono, havia saído da Venezuela transportando drogas. A ação deixou 11 mortos.
 

Washington acusa Maduro de manter relações com o narcotráfico e ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por sua captura. Além disso, deslocou oito navios para o Caribe como parte de uma operação de combate às drogas. Desde então, os EUA fizeram pelo menos três ataques contra embarcações na região, que resultaram em 14 mortes.
 

Na carta, Maduro afirma que a Venezuela é um território "livre de produção de drogas" e que apenas 5% da cocaína produzida na vizinha Colômbia tenta passar por território venezuelano. Ele destacou ainda que, somente neste ano, mais de 70% desse percentual foi neutralizado pelas forças de segurança do país ao longo da fronteira de 2.200 quilômetros com os colombianos.
 

O ditador venezuelano também disse esperar que ele e Trump possam "juntos derrotar essas fake news que enchem de ruído uma relação que deve ser histórica e pacífica". Para isso, se mostrou disposto a manter um canal direto com o enviado especial americano Rick Grenell, a fim de "superar os ruídos midiáticos" e evitar um confronto que, segundo ele, traria "um dano catastrófico a todo o continente".

Ataque cibernético afeta operação de aeroportos europeus e causa atrasos em voos

  • Bahia Notícias
  • 20 Set 2025
  • 08:26h

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Um ciberataque a um provedor de sistemas de check-in e embarque afetou as operações em vários aeroportos europeus importantes, incluindo Heathrow de Londres, o mais movimentado do continente, causando atrasos e cancelamentos de voos neste sábado (20).
 

A Collins Aerospace, que fornece sistemas para várias companhias aéreas, está enfrentando um problema técnico que pode causar atrasos para passageiros na hora do embarque, disse o aeroporto de Heathrow.
 

Os aeroportos de Berlim e Bruxelas também foram afetados pelo ataque. Este último informou que 10 voos foram cancelados até o momento, com um atraso médio de uma hora para todas as partidas dos aviões —as empresas foram forçadas a inserir manualmente os dados dos passageiros que fizeram check-in no aeroporto ou tinham bagagem despachada.
 

A Collins, uma empresa de tecnologia de aviação e defesa com sede em Iowa (EUA), disse que o problema foi detectado em um software chamado Muse, usado para processamento de passageiros. O sistema atende cerca de 300 companhias aéreas em cerca aeroportos, segundo o site da empresa site.
 

"O impacto está limitado ao check-in eletrônico de clientes e despacho de bagagens e pode ser mitigado com operações de check-in manual", disse a RTX, controladora da companhia, em comunicado.
 

Essa parece ser ao menos o segundo problema de segurança cibernética enfrentado pela empresa. Em 2023, os nomes, endereços e detalhes de contato de pilotos e outros funcionários afiliados às empresas parceiras da Collins foram supostamente vazados após um ataque reivindicado por um grupo de "ransomware" (bloqueio de informações mediante resgate).
 

Passageiros com voos programados para este sábado foram aconselhados pelos aeroportos afetados a confirmar suas viagens com as companhias aéreas antes de se dirigir ao aeroporto.
 

A British Airways, a maior companhia aérea em Heathrow, disse que não foi afetada porque tinha um sistema de backup que permitia continuar atendendo aos clientes.
 

A Delta Air Lines disse esperar impacto mínimo nos voos partindo dos três aeroportos afetados, acrescentando que havia implementado uma solução alternativa para minimizar o problema.
 

O aeroporto de Berlim disse em seu site que havia tempos de espera mais longos no check-in e estava trabalhando em uma solução rápida. O aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha, não foi afetado, disse um porta-voz.
 

A EasyJet, que sestá entre as maiores companhias aéreas da Europa, disse estar operando normalmente no momento e não esperava que o problema impactasse seus voos pelo resto do dia.