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Assessor de Trump sugere que Brasil contenha o 'descontrolado Moraes' para preservar relação com EUA

  • Bahia Notícias
  • 18 Set 2025
  • 14:50h

Foto: The Official State Department

O subsecretário do Departamento de Estado americano, Christopher Landau, afirmou em suas redes sociais, nesta quarta-feira (17), que "Estados Unidos continuam a esperar que o Brasil contenha o descontrolado ministro do STF [Alexandre de] Moraes’, sob a narrativa de que o ministro estaria atrapalhando as relações diplomáticas entre os países. 

 

O comentário no X, antigo Twitter, diz: "Estados Unidos continuam a esperar que o Brasil contenha o descontrolado ministro do STF [Alexandre de] Moraes antes que ele destrua completamente a relação que nossos grandes países desfrutam há mais de dois séculos". A resposta é relacionada a uma postagem que tratava de um pedido de prisão emitido por Alexandre de Moraes contra Flávia Magalhães, uma brasileira que vive na Flórida e também tem cidadania americana.

 

"Em vez de buscar uma solução para resolver a crise, o Brasil está permitindo que esse violador de direitos humanos, já sancionado, dobre a aposta em seu abuso do processo judicial para perseguir uma agenda descaradamente política. Os Estados Unidos não permitirão que Moraes estenda seu regime de censura ao nosso território", afirmou Landau.

 

Moraes e o STF não se pronunciaram sobre a postagem. A postagem do subsecretário de Estado americano se soma a uma série de críticas e ameaças do governo dos EUA contra o Brasil e Moraes.

Vice-secretário dos EUA diz ter proibido visto para brasileiro por elogiar assassino de Charlie Kirk nas redes sociais

  • Bahia Notícias
  • 15 Set 2025
  • 18:24h

Foto: The Official State Department

O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou que pediu a revogação do visto de um brasileiro por elogiar nas redes sociais o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.

 

“Falei pessoalmente com o chefe do departamento consular para revogar seu visto americano, caso ele tenha, e emitir um alerta para que ele nunca consiga um”, afirmou Landau. 

Foto: Reprodução

O perfil e o comentário citados na postagem de Landau não estão mais disponíveis. “Estrangeiros que glorificam a violência e o ódio não são visitantes bem-vindos em nosso país”, afirmou o vice secretário. Segundo informações da revista Veja, o perfil pertenceria ao médico neurocirurgião Ricardo Barbosa, que teria publicado o seguinte comentário: “Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical”.

 

Na sexta-feira (12), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco publicou uma nota oficial, dizendo que recebeu uma denúncia, “motivada por ampla repercussão nas redes sociais” e que abriu uma apuração do caso. A medida do vice-secretário reforça a medida estadunidense de monitorar a ação de estrangeiros nas redes sociais na tentativa de coibir a emissão de vistos. 

 

Charlie Kirk, um influenciador republicano de 31 anos aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, morreu na quarta-feira (10) após ser baleado no pescoço enquanto falava em um evento na Universidade Utah Valley. As buscas mobilizaram o FBI e policiais locais, mas foram amigos e a própria família do suspeito, identificado como Tyler Robinson, de 22 anos, que o entregaram.

Fundador da Oracle, Larry Ellison se torna pessoa mais rica do mundo e ultrapassa Elon Musk após ações dispararem

  • Bahia Notícias
  • 11 Set 2025
  • 14:28h

Foto: Oracle via oracle.com

O fundador da multinacional Oracle Corporation, Larry Ellison, se tornou a pessoa mais rica do mundo ao ultrapassar Elon Musk nesta quarta-feira (10). A fortuna do empresário registrou um salto após as ações da ações da Oracle dispararem mais de um terço, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial. A participação de Ellison na empresa de software, cerca de 41%, disparou para um valor de mais de US$ 397 bilhões (R$ 2,14 trilhões).

 

Isso superou o patrimônio líquido total de Musk de aproximadamente US$ 384 bilhões (R$ 2,07 trilhões), de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg.

 

A CEO da Oracle, Safra Catz, celebrou um "trimestre surpreendente" nos resultados trimestrais divulgados na terça-feira (9) à noite, que incluíram o grupo assinando "quatro contratos de vários bilhões de dólares com três clientes diferentes" nos três meses até o final de agosto.

 

Segundo a Folha de São Paulo, esses acordos ajudaram a elevar as reservas da Oracle, que se refletirão em receitas futuras, para US$ 455 bilhões no trimestre (R$ 2,46 trilhões), superando as expectativas dos analistas e acima dos US$ 138 bilhões do período anterior (R$ 746 bilhões).

 

O salto na riqueza de Ellison ocorre enquanto o negócio mais valioso de Musk, a Tesla, está enfrentando dificuldades em meio a uma reação negativa dos consumidores sobre o envolvimento do bilionário com a administração Trump e preocupações dos investidores sobre o cancelamento de iniciativas de veículos elétricos pelo presidente.

 

O preço das ações da Tesla caiu um quarto desde dezembro. A participação de 16% de Musk na empresa vale atualmente cerca de US$ 187 bilhões (R$ 1 trilhão).

 

A Oracle, que demorou a direcionar seu negócio para serviços de computação em nuvem, beneficiou-se de um aumento na demanda por infraestrutura de data center de startups de IA e outros grandes grupos de tecnologia.

 

Antes do aumento de 42% na quarta-feira para US$ 344 (R$ 1.861), o preço das ações da Oracle já havia subido mais de 40% este ano. Seu valor de mercado aumentou de US$ 678 bilhões (R$ 3,66 trilhões) para US$ 967 bilhões (R$ 5,2 trilhões) no início das negociações na quarta-feira.

 

Em uma teleconferência com investidores na terça-feira, Catz disse que a Oracle havia assinado "contratos significativos de nuvem com um quem é quem da IA, incluindo OpenAI, xAI, Meta, Nvidia, AMD e muitos outros".

 

A receita de seu negócio de infraestrutura saltaria de US$ 18 bilhões (R$ 97,3 bilhões) neste ano para US$ 144 bilhões (R$ 779 bilhões) em cinco anos, ela previu. A previsão foi quase 60% superior aos US$ 91 bilhões (R$ 492,3 bilhões) esperados por Wall Street.

 

Em comparação, a receita da Amazon Web Services, a maior empresa de nuvem, ultrapassou US$ 107 bilhões (R$ 579 bilhões) em seu último ano completo.

Assassinato brutal de ucraniana nos EUA vira munição política para Trump

  • Bahia Notícias
  • 10 Set 2025
  • 12:17h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O assassinato de Iryna Zarutska, 23, refugiada ucraniana morta a facadas em Charlotte, na Carolina do Norte, ganhou repercussão nacional após a divulgação, na sexta-feira (5), das imagens do ataque. O caso rapidamente se transformou em combustível para Donald Trump e seus aliados, que passaram a usá-lo como exemplo da "carnificina americana" -expressão adotada pelo republicano para descrever a situação da segurança pública no país, apesar de os índices de criminalidade estarem em queda.
 

O vídeo de segurança mostra Zarutska, com o uniforma da pizzaria em que trabalhava, sentada em um trem no fim de agosto. Ela está olhando para o celular quando, de repente, um homem sentado atrás dela se levanta, segurando uma faca na mão direita. Naquele momento, segundo a polícia, ele esfaqueou e matou Zarutska, no que pareceu ser um ataque aleatório e sem motivo aparente.
 

A polícia prendeu Decarlos Brown Jr. logo depois, acusando-o de homicídio doloso. O Departamento de Justiça americano formalizou nesta terça (9) acusações contra ele. O homem de 34 anos agora enfrenta uma acusação federal, após já ter sido preso sob a acusação estadual de homicídio em primeiro grau. Embora as acusações estaduais e federais possam resultar em penas de morte, o estado da Carolina do Norte não executa um detento desde 2006, enquanto o governo federal realizou execuções até 2021.
 

Embora Charlotte registre queda de 8% na criminalidade geral e de 25% nos crimes violentos no primeiro semestre deste ano, o caso se encaixa no padrão em que conservadores destacam crimes brutais para reforçar a narrativa de que o país vive uma onda de violência e que as grandes cidades e a mídia falham em enfrentá-la.
 

No sábado, o deputado Mark Harris, republicano que representa partes de Charlotte, chamou o ataque de "um microcosmo de uma epidemia nacional". Nesta segunda (8), a Casa Branca chamou Brown, que segundo as autoridades é sem-teto e tem problemas mentais, de "monstro perturbado" com uma "longa ficha criminal", culpando os democratas locais pelo assassinato e acusando-os de serem brandos com o crime.
 

"É o culminar dos políticos, promotores e juízes democratas da Carolina do Norte priorizando agendas woke que falham em proteger seus cidadãos quando eles mais precisam", disse o comunicado da Casa Branca.
 

Trump condenou o esfaqueamento e estabeleceu uma conexão entre o assassinato e suas ameaças de enviar agentes federais e tropas da Guarda Nacional para Chicago e outras cidades governadas pelos democratas. "Quando você tem assassinatos horríveis, você tem que tomar ações horríveis", disse o presidente republicano, antes de se referir especificamente a Chicago, que ele tem atacado em discursos e nas redes sociais há semanas.
 

No ano passado, os conservadores usaram o assassinato de uma estudante de enfermagem na Geórgia, Laken Riley, por um imigrante venezuelano que havia entrado ilegalmente no país para alimentar o medo sobre o crime cometido por imigrantes. Enquanto alguns na esquerda apontam dados que mostram que os imigrantes são menos propensos a cometer crimes do que os americanos nativos, alguns conservadores argumentam que qualquer crime cometido por alguém que está ilegalmente no país poderia ter sido evitado com uma aplicação rigorosa das leis de imigração.
 

Trump destacou repetidamente o assassinato de Riley ao argumentar que as políticas de fronteira de seu antecessor, Joe Biden, tornaram o país menos seguro. Após o assassinato desta sexta, os críticos de Trump temem que ele use a morte de Zarutska para justificar o envio de tropas federais às cidades dos EUA, como fez em Washington, apesar de as estatísticas mostrarem uma queda nos crimes violentos em todo o país.
 

"Os aliados Maga de Trump estão tentando usar o trágico assassinato de uma funcionária em Charlotte, Carolina do Norte, para justificar sua ocupação ilegal das cidades dos EUA", escreveu o reverendo William Barber, o mais proeminente líder afro-americano dos direitos civis do estado, em uma mensagem de texto.
 

Brown, 34, tem um histórico conturbado: ele foi preso 14 vezes nos últimos 12 anos, de acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Mecklenberg, onde fica Charlotte, incluindo acusações de assalto à mão armada, furto em lojas e danos à propriedade privada.
 

Em agosto de 2014, ele foi preso após apontar uma arma contra um homem e roubar-lhe US$ 450, um celular e moeda hondurenha, segundo documentos judiciais. Ele se declarou culpado de roubo com arma perigosa e cumpriu a pena mínima de seis anos e um mês.
 

Após sua libertação em setembro de 2020, Brown ficou um ano sob supervisão. Um porta-voz do Departamento de Correção de Adultos da Carolina do Norte se recusou a comentar mais sobre o caso, citando registros confidenciais da prisão.
 

A moradia e o estado mental de Brown parecem ter se tornado cada vez mais instáveis nos últimos meses. Em janeiro, quando a polícia realizou uma verificação de bem-estar, ele disse aos policiais que alguém lhe havia dado "um material artificial que controlava quando ele comia, andava, falava", de acordo com registros judiciais. Brown ficou chateado quando os policiais lhe disseram que não podiam fazer nada a respeito e ligou para o 911 [serviço de emergência americano].
 

Ele foi então acusado de uso indevido do 911. Brown foi libertado dias depois, com a magistrada Teresa Stokes concordando em libertá-lo sob a condição de que ele assinasse uma promessa por escrito de comparecer a futuras audiências. Nos documentos, "natureza e circunstâncias da ofensa" estão marcadas como um fato que apoiou as condições de libertação.
 

As tentativas de entrar em contato com Stokes não tiveram sucesso. A mãe de Brown, Michelle Ann Dewitt, disse em uma breve entrevista nesta segunda que, pouco depois de seu filho ser libertado da prisão em 2020, ele foi diagnosticado com esquizofrenia e começou a agir de forma "agressiva em casa". Ela acrescentou que acreditava que seu filho, que ela deixou em um abrigo para sem-teto dias antes do assassinato, não deveria ter sido deixado na comunidade após sua prisão em janeiro.
 

Agora acusado de homicídio doloso, Brown está novamente sob custódia. Um juiz ordenou uma avaliação de acuidade mental, de acordo com um documento judicial.
 

As tentativas da reportagem de entrar em contato com a família de Zarutska não tiveram sucesso.
 

Em sua declaração nesta segunda, a Casa Branca concentrou a crítica nos democratas da Carolina do Norte, citando vários deles pelo nome por promoverem o que chamou de "agendas woke" em vez de combater o crime. Seus alvos incluíram o ex-governador Roy Cooper, que está concorrendo ao Senado dos Estados Unidos em uma eleição em 2026 que pode ajudar a determinar o controle da Câmara.
 

A Casa Branca observou que, como governador, Cooper havia estabelecido uma "Força-Tarefa para a Equidade Racial na Justiça Criminal" que recomendou programas de diversão, eliminando a fiança em dinheiro para muitos delitos menores e outras reformas após o assassinato de George Floyd em Minneapolis em 2020.
 

Em um comunicado emitido também na segunda, o gabinete de Cooper chamou o assassinato de "um ato desprezível de maldade" e defendeu suas políticas enquanto estava no cargo. "Roy Cooper sabe que os habitantes da Carolina do Norte precisam estar seguros em suas comunidades; ele passou sua carreira processando criminosos violentos e traficantes de drogas, aumentando as penas para violência contra as forças da lei e mantendo milhares de criminosos fora das ruas e atrás das grades", disse o comunicado.
 

A prefeita de Charlotte, Vi Lyles, tem enfrentado críticas de seus oponentes pelo que eles descreveram como uma resposta inadequada ao assassinato e às preocupações com a segurança em Charlotte.
 

Dias após o incidente, Lyles divulgou um comunicado oferecendo condolências à família de Zarutska e chamando-o de "uma situação trágica que lança luz sobre os problemas com as redes de segurança social relacionadas aos cuidados de saúde mental". Na segunda, em uma carta publicada nas redes sociais, a prefeita culpou "uma falha trágica dos tribunais e magistrados" e prometeu aumentar a segurança em torno do sistema de transporte público da cidade.

Efeito Trump faz estudantes colocarem faculdade privada no Brasil como alternativa aos EUA

  • Por Luciana Alvarez | Folhapress
  • 01 Set 2025
  • 16:42h

Foto Ilustrativa: Marcello Casal / Agência Brasil

Com o governo de Donald Trump levando a cabo políticas anti-imigrantes nos Estados Unidos, aumentando exigências para visto e retirando financiamento de universidades, jovens brasileiros de classe alta em idade de começar faculdade, que antes sonhavam em entrar para instituições americanas, passaram a ponderar sobre alternativas. Muitos se voltam à Europa, mas universidades de elite do Brasil também começam a sentir um aumento de procura em seus processos seletivos.
 

Giselle Castro, 17, aluna do 3º ano do ensino médio na escola bilíngue Carolina Patrício, no Rio de Janeiro, diz que seu grande sonho era estudar negócios nos Estados Unidos, mas atualmente sua primeira opção é uma faculdade europeia. "A situação nos EUA me deixa um pouco insegura, sim, mas na verdade meus pais estão preferindo que eu vá para a Europa por causa dos custos", conta ela. Os preços das mensalidades na Europa estão, em geral, mais baixos.
 

Como já tem uma irmã morando na Califórnia e um irmão na Holanda, vai tentar vagas em ambos os destinos. Porém, não descarta a possibilidade de cursar uma universidade brasileira. "Quero muito fazer faculdade fora, estou me dedicando para isso, mas vou prestar Enem e vestibular na PUC-Rio. Fazer faculdade no Brasil e ir para o exterior numa pós-graduação fica como um plano B", diz Giselle.
 

O contexto político tem provocado um aumento de concorrência para as instituições dos EUA. "Faculdades de outras regiões estão vendo uma oportunidade de se fazerem conhecer, de atrair nossos talentos", diz Rafael Pereira, conselheiro da escola, citando a feira de faculdades organizada pelo Carolina Patrício, que vai dobrar o número de instituições representadas este ano em comparação a 2024, de 45 para 90. Além das americanas e europeias, há faculdades do Canadá, Nova Zelândia, América Latina e 22 brasileiras que acertaram participação.
 

Mas ainda que tenham obstáculos extras na atualidade, os EUA continuam sendo um destino de grande interesse dos jovens no final da escolaridade obrigatória, garante Pereira. "Até porque eles começaram a planejar fazer faculdade fora quando estavam no 9º ano do fundamental, bem antes da eleição de Trump. E as instituições americanas têm uma reputação tão boa que os estudantes querem ir de qualquer forma", diz.
 

Para Claudia Tricate, diretora do colégio Magno, de São Paulo, é natural que os objetivos dos jovens se ajustem "incontáveis vezes" --e ter dúvidas em relação a ir aos EUA pode acabar levando à descoberta de novas possibilidades, cursos e profissões. "Independentemente do destino, eles seguem se dedicando para construir um currículo robusto, potencialmente bem avaliado nas universidades estrangeiras, e que também é considerado por muitas universidades brasileiras", diz.
 

A imprevisibilidade das políticas migratórias para os EUA faz com que os jovens repensem ainda sua exposição pública e tenham receio de "criticar" abertamente as políticas educacionais e migratórias americanas. Um estudante de 17 anos do Magno, que pediu para não ser identificado, disse que o pai lhe mostrou uma notícia do New York Times sobre como as medidas de Trump são uma forma de impedir a entrada de estudantes internacionais.
 

Embora ele esteja dando preferência para instituições na Europa, deve tentar ao menos uma universidade nos EUA e teme que declarações públicas possam ser usadas para negar seu visto. O jovem afirma que sua prioridade até o ano passado eram os EUA, mas atualmente sonha ir para a Itália, após ter gostado de fazer uma "summer camp" em Milão. Em todo caso, também vai prestar o Enem e fazer o processo seletivo da ESPM para manter abertas mais possibilidades.
 

O diretor-executivo de marketing da ESPM, Fernando Cesário, destaca que a instituição já é bastante procurada por estudantes de escolas bilíngues ou internacionais e, no cenário atual, a demanda deve aumentar. "Acredito que esse interesse deve crescer ainda mais no próximo ano, uma vez que muitos jovens que planejavam estudar no exterior --sobretudo nos Estados Unidos-- podem repensar seus planos diante das recentes restrições impostas pelo governo Trump para a concessão de vistos a estrangeiros", afirma.
 

A FGV (Fundação Getulio Vargas) é outra instituição brasileira que já sente o impacto, com um aumento "expressivo" de demanda em seu vestibular integrado, segundo o pró-reitor Antonio Freitas. "Universidades brasileiras de excelência oferecem cursos comparáveis aos americanos, considerando a qualificação de seus docentes e o acesso ao conhecimento. Para o Brasil, essas mudanças representaram um aspecto positivo, pois contribuíram para evitar a chamada fuga de cérebros", diz.
 

Para além da política, o aspecto financeiro contribui para que mais jovens desistam de tentar o ensino superior americano. "As universidades dos EUA passaram a oferecer menos bolsas de estudo, tanto para americanos quanto, especialmente, para estrangeiros. O custo de manutenção de um estudante em universidades americanas aumentou significativamente", ressalta Freitas.
 

Na hora da escolha, os jovens estudantes levam em conta ainda seus projetos de vida de longo prazo. Carolina La Motta, 17, aluna da escola bilíngue Pueri Domus, em São Paulo, planeja cursar uma faculdade de psicologia na Europa e seguir fazendo pesquisa na área. Ela vai tentar uma instituição americana "como uma segunda opção". O Brasil entra na lista de desejos apenas na terceira posição: "Apesar de estar muito focada em sair do país, decidi prestar a faculdade do Einstein. Não tenho dúvidas que é uma faculdade ótima, mas é que meu desejo é morar no exterior", conta, sobre a faculdade israelita de ciências da saúde.
 

Como parte de uma geração que cresceu em meio a mudanças repentinas, a jovem prefere deixar várias portas abertas, seguindo uma recomendação que Fernanda Cardoso, conselheira para admissões no exterior do Pueri Domus nas unidades Perdizes e Aclimação, costuma dar a quem pretende estudar fora.
 

"Digo sempre que é preciso se precaver, sugiro que tenham sempre vários caminhos abertos, porque a gente não tem controle de tudo. Dou o exemplo da pandemia, quando muitos alunos foram aprovados e não puderam viajar", recorda.

Brasileiros deportados por governo Trump em programa voluntário dizem ter sido expulsos à força

  • Por Alexandre Rezende e Renan Marra | Folhapress
  • 31 Ago 2025
  • 08:07h

Foto: Shealah Craighead / Casa Branca

Brasileiros que desembarcaram nesta semana no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), vindos dos Estados Unidos, afirmam que deixaram o país depois de serem coagidos a aderir a um programa de deportação voluntária lançado este ano pelo governo de Donald Trump. A medida, dizem, buscou acelerar a saída do grupo do território americano.
 

Os brasileiros também reclamam das condições de transporte e relatam maus-tratos durante o processo de deportação. O voo partiu do estado da Louisiana e chegou ao Brasil às 18h13 da quarta-feira (27), após escala na República Dominicana. O desembarque, testemunhado pela reportagem da Folha, foi rápido. O grupo atravessou o portão em menos de 30 minutos. Eles vestiam uniformes usados em centros de detenções e traziam apenas uma sacola com alguns pertences. Nem todos portavam documentos.
 

Na saída, foram recebidos por funcionários da ONU e do Ministério dos Direitos Humanos, que se surpreenderam com as condições em que o grupo se encontrava.
 

O governo dos EUA contratou a Gol para trazer deportados ao Brasil. À coluna Painel S.A. a companhia aérea informou que só fretou o Boeing 737 MAX-8 para o transporte de deportados voluntários. No entanto, brasileiros que estavam na aeronave disseram que a maior parte do grupo estava presa havia meses no país e que nenhum deles optou pela saída do território americano.
 

Ainda segundo relatos, eles teriam sido coagidos a assinar o documento de autodeportação já na entrada da aeronave, após a soltura das algemas pelos oficiais do ICE (Agência Federal de Imigração e Alfândega, o serviço de imigração americano).
 

Procurada, a embaixada dos EUA em Brasília afirmou que o país deporta pessoas que violaram as leis de imigração locais. Disse ainda que os voos de deportação são feitos de forma segura, respeitosa e frequente. A representação não respondeu, contudo, aos questionamentos sobre relatos de maus-tratos.
 

"Estrangeiros em situação ilegal que solicitarem a saída pelo aplicativo podem ter direito a viagem gratuita para seus países, um bônus de US$ 1.000 e reencontro com a família durante a partida. Além disso, podem manter a elegibilidade para retornar legalmente aos EUA", escreveu a representação diplomática em nota.
 

Um dos deportados foi Erivelton Natalino da Silva, que morava com a esposa nos EUA havia mais de 20 anos --ela continua no país com duas filhas do casal. Silva diz que os dois tinham o número social, necessário para residentes permanentes ou para trabalhadores temporários, e uma vida estável. Em janeiro, segundo ele, receberam a aprovação de mais cinco anos de permanência enquanto aguardavam a cidadania americana.
 

Tudo mudou em 6 de junho, de acordo com seu relato, quando foi abordado e preso. O advogado da família que cuidava do processo de residência definitiva entrou com uma petição para impedir a deportação, mas não adiantou.
 

Segundo a esposa, Erivelton já tinha sido submetido a três tentativas de deportação, mas, por ter um processo de permanência tramitando na Justiça, era impedido de embarcar. Então, a saída encontrada pelos agentes do serviço de imigração foi colocar o homem no voo de deportação voluntária, supostamente de forma clandestina. Na quarta (27), sem documentos, ele desembarcou em Minas Gerais para surpresa da família, que não sabia do seu paradeiro e ainda tinha esperanças de que a situação fosse revertida.
 

Carlos Fagundes é outro brasileiro que estava no voo. Ele já havia passado por oito penitenciárias diferentes durante os três meses em que ficou detido. Enquanto aguardava a deportação, disse que fez os trajetos entre penitenciárias sempre algemado, em ônibus e sem alimentação ou água.
 

"Chegamos a ficar até 20 horas sem comer nem beber nada. A gente via a comida, a garrafa de água, mas eles não queriam nos dar. No voo de volta saímos às 6h e só fomos comer à meia-noite", disse. "Nos EUA não existe mais lei, nem de imigração."
 

Nos centros de detenção, afirmou, os brasileiros ficavam amontoados. "Era impossível ficar de pé. Se a gente ficasse, pisava nos outros. Foram muitos dias sem tomar banho e sem escovar os dentes."
 

Sem dinheiro nem passaporte, Carlos aguardava a esposa no saguão do aeroporto para voltar para sua casa no Espírito Santo.
 

Imigrantes relatam também que, assim como a higiene pessoal, a alimentação era restrita. Um colega de Carlos que não quis se identificar disse que as refeições do grupo consistiam em três sanduíches para todo o dia.
 

Alguns dos passageiros mostraram à reportagem uma cópia de um documento que dizem ter sido obrigados a assinar com instruções para a retirada do auxílio de US$ 1.000. No papel, consta o endereço de email do Project Homecoming, o nome em inglês do programa para a saída voluntária.
 

Ainda no Aeroporto de Confins, em frente a uma casa de câmbio, alguns tentavam descobrir onde poderiam sacar o valor da ajuda. Enquanto outros, que ainda levavam alguma quantia em dólares, tentavam fazer a conversão para terminar a viagem.
 

Assim como Carlos Fagundes, Erivelton deverá ter dificuldades para receber o auxílio prometido pelo governo americano. Para conseguir acessar a quantia, a pessoa precisa enviar uma comprovação de que já está no país de origem, além de uma foto do passaporte, documento que eles não possuem mais.

Roger Federer entra para o seleto grupo de atletas bilionários, segundo a Forbes

  • Bahia Notícias
  • 23 Ago 2025
  • 18:50h

Foto: @ici_officiel

O suíço Roger Federer, que se aposentou das quadras em 2022, se tornou oficialmente bilionário, de acordo com levantamento publicado pela revista especializada Forbes. O ex-tenista tem fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões), impulsionada principalmente por investimentos e patrocínios fora das quadras.

 

Federer disputou sua última partida profissional na Laver Cup de 2022, ao lado do amigo Rafael Nadal, e conquistou seu último título em 2019, em Basileia, sua cidade natal. Dentro de quadra, ele colecionou 103 títulos e passou 310 semanas como número 1 do mundo, acumulando quase US$ 131 milhões em prêmios — marca que só fica atrás de Novak Djokovic (US$ 189 milhões) e Rafael Nadal (US$ 135 milhões).

 

Apesar dos números expressivos no circuito, o maior diferencial de Federer está no campo comercial: durante a carreira, ele faturou cerca de US$ 1 bilhão em patrocínios e empreendimentos, mais que o dobro de Djokovic ou Nadal. Ele foi o tenista mais bem pago do mundo por 16 anos consecutivos e, em 2020, chegou a liderar todos os esportes, com ganhos de US$ 106,3 milhões antes de impostos.

 

Clube dos bilionários

Federer agora integra um seleto grupo de atletas que superaram a marca de US$ 1 bilhão em renda. Entre eles estão LeBron James, Tiger Woods, Phil Mickelson, Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Floyd Mayweather. O primeiro atleta a entrar nesse clube foi o romeno Ion Tiriac, em 2007, hoje com fortuna avaliada em US$ 2,3 bilhões.

 

Outros nomes de destaque incluem Michael Jordan (US$ 3,8 bilhões), Magic Johnson (US$ 1,5 bilhão) e Junior Bridgeman (US$ 1,4 bilhão). Entre os ainda ativos em seus esportes, apenas LeBron James e Tiger Woods atingiram a marca.

 

Estratégia de negócios

O suíço soube explorar sua imagem de atleta carismático e sofisticado, firmando contratos com marcas de peso como Rolex, Lindt, Mercedes-Benz e Moët & Chandon. Em 2018, surpreendeu ao trocar a Nike pela japonesa Uniqlo, em acordo estimado em US$ 300 milhões por 10 anos.

 

No mesmo período, aproveitou a liberdade contratual e investiu na marca suíça de calçados On, adquirindo cerca de 3% da empresa. Hoje, a companhia tem valor de mercado próximo a US$ 15 bilhões, com as ações em alta de 86% desde o IPO em 2021 — o que rendeu a Federer mais de US$ 375 milhões.

 

Além disso, Federer é cofundador da Team8 e da Laver Cup, que se tornou um evento oficial da ATP e altamente lucrativo. Também investiu em startups, como a chilena NotCo, focada em alimentos à base de plantas, avaliada em US$ 1,5 bilhão.

 

Popularidade imbatível

Mesmo aposentado, Federer segue como um dos atletas mais influentes do mundo. Ele mantém 43,5 milhões de seguidores somando Facebook, Instagram e X (antigo Twitter), ficando atrás apenas de Rafael Nadal no tênis. Seu índice de engajamento nas redes sociais (2,3%) supera com folga os de Djokovic (1,2%) e Nadal (0,5%).

 

Carismático, elegante e estratégico nos negócios, Roger Federer continua a expandir seu legado muito além das quadras de tênis — agora como um dos poucos atletas bilionários da história.

Surto de chikungunya e outras doenças transmitidas por mosquitos é registrada na Europa

  • Bahia Notícias
  • 21 Ago 2025
  • 08:12h

Foto: Shammiknr/Pixabay

O Continente Europeu registrou surto de doenças causadas por mosquitos nas últimas temporadas. O Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, sigla em inglês), emitiu alerta sobre a disseminação das enfermidades de uma forma mais longa e mais intensa, especialmente nos casos dos vírus do Nilo Ocidental e de chikungunya.

 

O ECDC revelou que o mosquito transmissor do vírus Chikungunya, o Aedes albopictus, foi identificado em 16 países da Europa e em 369 regiões do continente. Dez anos atrás, foram notificados episódios do tipo em apenas 114 regiões europeias. 

 

Segundo a entidade, via Agência Brasil, questões climáticas e ambientais, a exemplo do aumento das temperaturas, verões mais longos, invernos mais amenos e alterações nos padrões de precipitação, estão influenciando o surto das doenças.  

 

A diretora do ECDC, Pamela Rendi-Wagner explicou que a combinação desses fatores impacta na proliferação das doenças. De acordo com a especialista, este seria o novo normal desse problema de saúde. 

 

“A Europa está entrando em uma nova fase — em que a transmissão mais longa, disseminada e intensa de doenças transmitidas por mosquitos está se tornando o novo normal”, afirmou Rendi-Wagner.

Trump e Putin se reúnem no Alasca e planejam encontro com Zelensky para negociar fim da guerra

  • Bahia Notícias
  • 16 Ago 2025
  • 10:31h

Foto: Reprodução / Casa Branca

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, se reuniram nesta sexta-feira (15) em Anchorage, no Alasca, para tratar da guerra na Ucrânia. O encontro, que durou quase três horas, terminou com o compromisso de organizar uma nova reunião, desta vez com a presença do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo a agência Reuters.

 

Trump participou da cúpula acompanhado do secretário de Estado, Marco Rubio, e do enviado especial, Steve Witkoff. Do lado russo, estiveram presentes o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e o assessor de política externa, Yuri Ushakov.

 

Após a reunião, o ministro da Defesa da Rússia, Andrey Belousov, afirmou que o clima entre as partes era “excelente”. O enviado especial russo Kirill Dmitriev classificou as conversas como “notavelmente boas”, de acordo com a agência Interfax.

 

O encontro ocorreu em uma sala de uma base da Força Aérea dos EUA. Trump havia antecipado que seu objetivo era obter de Putin um compromisso em favor de um cessar-fogo e de um diálogo direto com Zelensky para encerrar o conflito, iniciado em fevereiro de 2022.

 

Na chegada a Anchorage, Putin foi recebido por Trump com tapete vermelho na pista da base aérea. Os dois líderes se cumprimentaram, mas não deram declarações à imprensa. Em seguida, seguiram juntos na limusine presidencial americana até o local da reunião.

Rapper Sean Kingston é condenado a 3 anos e meio de prisão por fraude

  • Por Folhapress via BahiaNotícias
  • 16 Ago 2025
  • 08:28h

Foto: Divulgação

O rapper Sean Kingston, dono do hit "Beautiful Girls", foi condenado a 3 anos e meio de prisão por fraude eletrônica, em um processo que também envolve sua mãe.
 

As informações são da CBS News. A fraude que condenou o cantor foi de cerca de R$ 5,4 milhões (US$ 1 milhão).
 

O artista de 35 anos foi considerado culpado do processo em março, assim como sua mãe, Janice Turner. A dupla foi condenada por conspiração para cometer fraude eletrônica e quatro acusações de fraude eletrônica.
 

Em julho, Janice foi sentenciada a 5 anos de prisão. O anúncio da pena de Sean havia sido adiado.
 

De acordo com promotores federais, Kingston e Turner orquestraram um esquema para obter itens de luxo sem pagar por eles. Entre os itens, há um SUV de luxo, joias, relógios caros e uma TV do tamanho de uma parede.
 

Turner e Kingston alegaram falsamente ter feito pagamentos eletrônicos pela mercadoria, mas os investigadores confirmaram posteriormente que os pagamentos nunca foram concluídos. As autoridades apresentaram evidências de que a dupla usou recibos falsos de transferência eletrônica como comprovante de pagamento.
 

Sean Kingston e sua mãe já tinham sido presos em maio de 2024.

Campeã de fisiculturismo morre aos 37 anos nos Estados Unidos

  • Bahia Notícias
  • 15 Ago 2025
  • 08:53h

Foto: Reprodução/X/@hayleysmash

O fisiculturismo perdeu mais um nome importante em 2024. Hayley McNeff, campeã americana e figura conhecida nas competições da modalidade nos anos 2000, morreu no último dia 8 de agosto, aos 37 anos. Natural de Concord, Massachusetts, ela teve a morte descrita em seu obituário como "inesperada, porém pacífica". A causa não foi divulgada e o funeral será realizado neste sábado (16).

 

McNeff conquistou destaque ao vencer títulos como o East Coast Classic de 2009 e também marcou presença no documentário "Raising The Bar", lançado em 2016, no qual falou sobre sua trajetória no esporte. "A busca por ficar enorme nunca vai acabar. Não há limite. Espero que chegue o dia em que eu possa me olhar no espelho 100% do tempo e dizer 'é isso, cara, estou enorme'", declarou na produção.

 

Além das competições, a atleta se dedicava a outras paixões, como o mergulho e o esqui. Após deixar os palcos, voltou aos estudos e cursou psicologia.

 

O falecimento de Hayley se soma a uma série de perdas recentes no fisiculturismo. Em junho, Zunila Hoyos Mendez, de 43 anos, foi morta em um ataque com martelo. No mês anterior, Gui Bull faleceu aos 30 anos. Também morreram neste ano Vito Pirbazari, ator e fisiculturista que participou da série “Dogs in Berlin”, após passar mal em uma esteira, e Jodi Vance, de 20 anos, vítima de um ataque cardíaco em março.

Ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe é sentenciado a 12 anos de prisão domiciliar

  • Por Douglas Gavras | Folhapress
  • 02 Ago 2025
  • 10:22h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

A Justiça da Colômbia sentenciou nesta sexta-feira (1º) o ex-presidente Álvaro Uribe a uma pena de 12 anos de prisão domiciliar, que deve começar a ser cumprida imediatamente. Uribe, que governou o país de 2002 a 2010 e foi condenado no início da semana por suborno e fraude processual, agora deve recorrer da decisão.
 

Na segunda-feira (28), ele foi considerado culpado pela juíza Sandra Heredia, por obstrução da justiça e suborno de testemunhas, incluindo paramilitares durante o conflito armado no país.
 

O documento, de mais de 1.000 páginas, vazou pouco antes da leitura no tribunal, que ocorreu às 16h de Brasília. Além da pena, a sentença deixa o ex-presidente inelegível.
 

"O estabelecimento prisional responsável pela vigilância deverá proceder à sua imediata transferência para o seu domicílio, onde cumprirá prisão domiciliar, sendo-lhe efetuados os controles correspondentes", diz a sentença.
 

O Ministério Público havia pedido uma pena de prisão de nove anos.
 

Uribe, o primeiro ex-presidente condenado na Colômbia, disse nos últimos dias que estava preparando seus argumentos para o recurso.
 

"Você tem que pensar muito mais na solução do que no problema. Por isso estou na preparação da argumentação para sustentar o recurso da minha defesa material", escreveu o ex-presidente de 73 anos na rede X, no início da semana, em sua primeira reação à condenação.
 

Após a condenação, os advogados dele entrarão com um recurso que será analisado pelo Tribunal Superior de Bogotá. O tribunal terá até 16 de outubro para decidir se mantém a condenação ou anula a decisão.
 

O caso pelo qual o político foi condenado começou em 2012, quando ele processou o senador Iván Cepeda. Em 2018, o tribunal reverteu a decisão e começou a investigar Uribe por adulteração de testemunhas.
 

Uribe chegou a receber ordem de prisão domiciliar em 2020, quando a máxima instância da Justiça colombiana avaliou que sua liberdade poderia atrapalhar o curso da investigação. À época senador, ele renunciou ao cargo em uma estratégia que transferiu o caso para a Justiça comum, que suspendeu a ordem de prisão e reiniciou o processo.
 

Ele, que sempre defendeu sua inocência, diz que as acusações são uma "vingança da esquerda" e de antigos aliados que se tornaram inimigos. O político afirmou que está sendo alvo de uma perseguição política e que sua condenação poderá impactar negativamente a direita conservadora nas eleições presidenciais de 2026.
 

O processo culminou no que foi chamado de "julgamento do século" pela imprensa local, resultando na condenação do ex-presidente, que ouviu o veredito de casa.
 

"Estamos interessados na verdade, não em vingança", disse Cepeda em uma entrevista. "A independência da segunda instância deve ser respeitada e Uribe não pode, neste momento, usar sua influência e seu poder para tentar pressionar os juízes novamente."
 

Durante a sessão, Uribe chegou a se exaltar com a juíza, após ela dizer que os filhos do ex-presidente seriam os responsáveis pelo vazamento da sentença antes do horário de leitura. O partido de Uribe, Centro Democrático, reagiu.
 

"O ex-presidente Uribe expressa seu firme e enérgico protesto contra esta mais recente violação, que viola não apenas seus direitos, mas também os de seus filhos. O advogado de defesa, Dr. Jaime Granados, foi claro e categórico em resposta à alegação infundada do juiz: nem os filhos do ex-presidente nem sua equipe jurídica vazaram a decisão para a mídia", disseram em nota. O partido marcou uma manifestação em apoio a ele para o dia 7 de agosto.
 

"São 1.114 páginas para condenar um inocente. 'O Processo', de Kafka, é brincadeira perto da imaginação dos que odeiam Uribe", escreveu a senadora María Fernanda Cabal. "Enquanto um guerrilheiro indultado está no poder, o melhor presidente da história da Colômbia ficará preso por crimes que não cometeu."
 

Sem mencionar o caso, a conta oficial da Presidência da Colômbia, no X, publicou que "o presidente Gustavo Petro reitera que este governo defende a independência da Justiça e não exerce pressão sobre as suas decisões".
 

À imprensa colombiana, um dos filhos de Uribe, Jerónimo, disse que a prisão do ex-presidente é parte de uma estratégia de Petro e se trata de um "lawfare [perseguição judicial] da extrema esquerda".
 

"Isso, com todo o respeito ao senhor Jerónimo, é uma calúnia. Minha estratégia não é condenar Uribe, é libertá-lo. Quem construiu a estratégia para a condenação do ex-presidente Álvaro Uribe foi o próprio ex-presidente, que iniciou o processo denunciando Iván Cepeda e, depois, ao renunciar ao Senado, se colocou nas mãos da juíza", respondeu Petro em sua conta no X.
 

O ex-presidente Iván Duque publicou nesta sexta-feira um vídeo no qual afirma que um grupo de apoiadores vai solicitar a tribunais internacionais que se manifestem a respeito da condenação. "Tratados de direitos humanos foram violados e não há uma única prova que justifique uma condenação. Uribe é inocente", afirmou.

México desbanca EUA e já é segundo maior comprador de carne brasileira

  • Por André Borges | Folhapress
  • 02 Ago 2025
  • 08:19h

Foto: Reprodução / Freepik

As exportações brasileiras de carne bovina dão sinais de que, em meio à queda acentuada registrada nas vendas para os Estados Unidos, puxada pela sobretaxa imposta pelo presidente Donald Trump, já estão migrando para outros destinos. A principal evidência desse movimento vem do México.
 

A Folha de S.Paulo reuniu informações sobre as vendas de carnes ao exterior registradas até 28 de julho. Os dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) apontam que o setor, enquanto registra um volume histórico de exportação global, vê a queda das vendas aos norte-americanos e a entrada de novos países no topo da lista dos principais compradores.
 

O México, que até o ano passado sequer figurava na lista dos dez maiores importadores da carne brasileira, acaba de ultrapassar as compras feitas pelos Estados Unidos, ficando em segundo lugar do ranking, só atrás da China, que também segue em expansão.
 

Em abril, quando o presidente Donald Trump impôs uma taxa global de 10% sobre produtos que entram nos EUA, o país tinha chegado ao recorde de importação da carne brasileira. Foram gastos US$ 229 milhões naquele mês, para comprar 44,2 mil toneladas da proteína. Em junho, esse volume despencou para 13,5 mil toneladas e US$ 75,4 milhões, refletindo não apenas a tarifa já em vigor, mas também a ameaça de que o índice poderia subir para 50%.
 

No mês passado, o problema se acentuou. Os EUA gastaram, entre 1º e 28 de julho, US$ 68,7 milhões, para adquirir 12,3 mil toneladas da carne brasileira. Trata-se de uma queda abrupta de 70% em relação a abril.
 

Em linha diametralmente oposta, o México despontou como um dos maiores destinos da produção brasileira. O país, que em janeiro deste ano havia comprado apenas 3,1 mil toneladas de carne, saltou para 11 mil toneladas em abril e fechou junho com o volume histórico de 16,2 mil toneladas, um aumento de 423% em apenas seis meses.
 

Entre 1º e 28 de julho, o resultado seguiu acelerado, com o México já tendo gastado US$ 69 milhões com carne brasileira, superando ligeiramente os EUA (US$ 68,7 milhões). Em volume, a quantidade ficou equivalente, com 12,3 mil toneladas pelo importador americano e 12,1 mil toneladas pelo lado mexicano.
 

A reviravolta no mercado também é puxada pelo Chile, que saiu de US$ 45 milhões em importação de carne brasileira em janeiro para chegar a US$ 47 milhões em abril e, em julho, atingir mais de US$ 66,5 milhões, muito próximo, portanto, de México e Estados Unidos.
 

A China, que importa mais da metade da carne brasileira vendida ao exterior, segue expandindo a sua participação. Em junho, os chineses desembolsaram US$ 740 milhões. Entre 1º e 28 de julho, o saldo já chega a mais de US$ 732 milhões, para comprar 132 mil toneladas da proteína. Trata-se do segundo maior volume de compras mensais da história.
 

Os resultados globais da exportação de carne bovina pelo Brasil, que é o maior exportador da proteína em todo o planeta, reforçam o entendimento de que tem havido, de fato, uma mudança no destino dos negócios.
 

O mês de julho, ainda que considerados apenas os dados obtidos até o dia 28, já é o mês de recorde de exportação de carne, com movimentação de US$ 1,352 bilhão no período. Essa cifra mensal, que já superou o resultado de junho (US$ 1,313 bilhão), é a maior da última década. O resultado de julho, se comparado ao mesmo mês do ano passado, é de ao menos 30% de alta.
 

A partir de 6 de agosto, a carne brasileira será sobretaxada em 50%, conforme anunciado pelo governo americano. A tendência, portanto, é de que essa movimentação de mercado cresça ainda mais, agora que a decisão foi tomada.
 

O governo federal e os produtores brasileiros seguem mobilizados junto às autoridades e à indústria importadora dos EUA, na tentativa de renegociar a sobretaxa e demonstrar que, na realidade, é um cenário que também não interessa ao consumidor americano.
 

O Brasil é hoje o maior exportador de carne bovina para os EUA, seguido por Austrália, Nova Zelândia e Uruguai.
 

O governo também tenta ampliar a lista de exceções para poupar mais empresas do tarifaço do republicano. Os negociadores esperam que as tratativas se arrastem por um longo período. Uma das apostas é na abertura de um canal de diálogo do ministro Fernando Haddad (PT), da Fazenda, com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
 

A posição no governo Lula é que as discussões sobre os assuntos econômicos devem se manter e até se intensificar, independentemente das sanções financeiras impostas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

O diagnóstico de auxiliares de Lula é que Bessent é um conselheiro de Trump que foi acionado por outros países que fecharam acordos comerciais com os EUA. Ele é visto como alguém com maior influência do que o secretário de Comércio, Howard Lutnik -que tem mantido conversas com o vice-presidente Geraldo Alckmin.

P. Diddy pede que condenação seja anulada ou que ele passe por um novo julgamento

  • Por Folhapress
  • 01 Ago 2025
  • 12:08h

Foto: YouTube

O rapper e empresário Sean "P. Diddy" Combs, condenado no início de julho por transporte para fins de prostituição, agora tenta anular a condenação, ou, como alternativa, que passe por um novo julgamento.
 

Diddy foi condenado com base na Lei Mann, dedicada a combater o tráfico sexual e aplicada em casos de transporte para fins sexuais entre estados. A defesa do artista argumenta, nos documentos apresentados ao juiz Arun Subramanian, nesta quarta-feira, que ele não lucrou com a prostituição, não teve relações sexuais com os profissionais envolvidos nem organizou a logística dos encontros.
 

Durante o julgamento, testemunhas –entre elas, duas ex-namoradas do rapper, a cantora Cassie Ventura e uma mulher que usava o pseudônimo "Jane"– afirmaram que Diddy não teve relações sexuais com os profissionais, apenas observava ou gravava os encontros. Ventura e Jane geralmente organizavam as viagens, os hotéis e os pagamentos para os trabalhadores sexuais.
 

Segundo a defesa, Diddy era apenas um voyeur. "Vários tribunais estaduais determinaram que pagar por voyeurismo —isto é, ver outras pessoas fazendo sexo— não é prostituição", afirmam os advogados.
 

Afirmam ainda que os tais encontros, gravados por ele, estariam protegidos pela primeira emenda da Constituição Americana, que garante a liberdade de expressão, religião, imprensa e de reunião. Diddy estaria, segundo a defesa, produzindo pornografia amadora para seu próprio consumo.
 

Diddy foi considerado culpado de dois casos de transporte para fins de prostituição, mas declarado inocente de tráfico sexual e associação criminosa. Caso sua condenação não seja anulada, ele pede um novo julgamento, onde apenas evidências relacionadas a essas acusações sejam admitidas.
 

O artista aguarda sua sentença, prevista para 3 de outubro, sob custódia em um centro de detenção em Brooklyn, no estado de Nova York. A pena pelos dois crimes pode chegar a até 20 anos de prisão.

Após ser atingido por tsunami, distrito russo declara estado de emergência

  • Bahia Notícias
  • 30 Jul 2025
  • 18:01h

Foto: Reprodução / CNN Newsource

O distrito de Severo-Kurilsk, localizado no extremo sul da Península de Kamchatka, no leste da Rússia, decretou estado de emergência após ser atingido por ondas provocadas por um tsunami. A informação foi divulgada pela agência estatal russa TASS.

O tsunami ocorreu após um terremoto de magnitude 8,8 atingir a costa da península. De acordo com relatos da agência e imagens divulgadas nas redes sociais, as ondas arrastaram contêineres e deslocaram embarcações que estavam atracadas no porto local.

Segundo os serviços regionais de emergência, quase 300 pessoas foram retiradas da área portuária de forma preventiva. As informações foram repassadas à agência estatal RIA News.