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Musk diz ainda estar comprometido com compra do Twitter após anunciar suspensão do acordo

  • G1
  • 13 Mai 2022
  • 12:07h

Foto: Reuters

Depois de afirmar no início da manhã desta sexta (13) que havia temporariamente suspendido a compra do Twitter, o bilionário Elon Musk afirmou que "ainda está comprometido com a compra" da rede social.

As duas afirmações foram feitas no próprio Twitter.

Primeiro, Musk afirmou que detalhes sobre contas falsas ainda estão em discussão.

"O acordo (para a compra) do Twitter está temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários", afirmou, em um post na rede social.

Duas horas depois, ele publicou:

"Ainda comprometido com a compra".

Depois da mensagem, as ações do Twitter caíram em torno de 20% nas negociações pré-mercado da bolsa dos EUA, segundo a France Presse. Na abertura das negociações, a queda no valor das cotas da empresa era de 10,98%.

No final de abril, o homem mais rico do mundo anunciou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões).

Aplicativo feito por professores oferece reforço escolar online na palma da mão

  • G1
  • 09 Mai 2022
  • 11:32h

Prykhodov/iStock

Milhões de alunos em todo o país sofreram para acompanhar as matérias ensinadas à distância durante a pandemia. De olho no problema, um aplicativo lançado no final de 2021 serve para complementar e reforçar o que se ensina em sala de aula.

Ele é voltado para os alunos do sexto ao nono ano, do ensino médio e para quem vai prestar Enem ou vestibular. Todo o conteúdo do aplicativo é alinhado com a Base Nacional Comum Curricular.

O app foi desenvolvido por uma equipe de vinte professores, que atualizam os materiais no início de cada ano letivo. Tudo foi organizado em três pilares: recuperar, consolidar e aprofundar o conhecimento.

O app já tem mais de 70 mil usuários ativos, e a previsão de faturamento para este ano é de R$ 15 milhões.

WhatsApp começa a liberar reações com emojis para usuários

  • G1
  • 06 Mai 2022
  • 20:07h

(Foto: Divulgação)

Uma novidade do WhatsApp animou os usuários nas redes sociais nesta sexta-feira (6): a empresa começou a liberar reações a mensagens com emojis. A chegada do recurso foi anunciada nesta quinta, mas está sendo distribuída aos poucos para os sistemas Android e iOS (saiba como atualizar).

Com a atualização, o WhatsApp liberou seis opções de reações para as mensagens: ??????????????????????. A ideia, segundo o aplicativo, é que os usuários economizem tempo e tornem as conversas mais divertidas.

De acordo com o WhatsApp, o recurso deve estar disponível a partir das versões: 2.22.9 para iOS (iPhone) e 2.22.8 para Android. A empresa não dá um prazo para que todos possam usar as reações, mas diz que isso será possível "em breve".

Alguns "sortudos" já conseguiram atualizar o aplicativo e postaram sobre a novidade no Twitter:

A atualização também deve trazer outras novidades, como o envio de arquivos de mais de 2GB e ampliou de 256 para 512 o limite de participantes de grupos, exceto no Brasil. Por aqui, essa última mudança será liberada somente depois das eleições.

O recurso de reações usando emojis nas mensagens de usuários já está presente no aplicativo rival Telegram.

WhatsApp aumenta limite de grupos para até 512 pessoas após eleições

  • CNN
  • 06 Mai 2022
  • 11:39h

Foto: REUTERS/Thomas White

O WhastApp, de propriedade da Meta, anunciou, nesta quinta-feira (5), que aumentará o limite dos grupos para até 512 pessoas. Entretanto, a mudança no Brasil só ocorrerá após as eleições, em outubro deste ano.

“Conforme já informado, com base exclusivamente em nossa estratégia de longo prazo para o Brasil, esta funcionalidade só será implementada após ser testada em outros mercados, de acordo com o calendário já divulgado para as Comunidades no WhatsApp”, afirma a empresa.

A nova funcionalidade reunirá vários grupos em um mesmo espaço. O usuário poderá ver quais temas estão sendo abordados nas diferentes salas de bate-papo e escolher em qual quer ingressar.

Pela plataforma continuar privada, não será possível procurar ou descobrir novas comunidades, como é feito em outras mídias sociais, como o Facebook, que pertence a mesma companhia.

Estão sendo desenvolvidas mecanismos para os administradores, que poderão apagar mensagens ou arquivos de mídia abusivos ou inadequados para todos os membros do grupo — o que não é permitido na versão atual.

Dona do Snapchat lança câmera voadora e anuncia novidades em realidade aumentada

  • Reuters
  • 28 Abr 2022
  • 20:02h

(Foto: Divulgação)

A Snap, empresa dona da rede social Snapchat, anunciou nesta quinta-feira (28) uma câmera voadora chamada Pixy. O acessório pode voar alguns metros para tirar fotos e vídeos antes de pousar na mão dos usuários.

O drone em miniatura custará US$ 230 (cerca de R$ 1.100) e será vendido nos Estados Unidos e na França. A novidade foi anunciada em um evento da empresa para parceiros.

Os vídeos e imagens capturadas pela câmera são salvos diretamente na rede social.

Essa é a segunda vez que a empresa anuncia um gadget relacionado com sua rede social. Há cinco anos, a companhia lançou um óculos inteligente, chamado Spectacles.

A empresa também prepara novos recursos para facilitar a criação da experiências de compras de realidade aumentada pelas marcas em seu aplicativo Snapchat.

O principal desses recursos é o "Dress Up" no Snapchat. Nele, os usuários podem navegar pelos filtros de compras de realidade aumentada que os permitem experimentar virtualmente roupas e acessórios.

Acreditamos que há uma tremenda oportunidade de construir ferramentas... que estão conectadas ao que vemos à nossa frente", disse Bobby Murphy, cofundador e diretor de tecnologia da Snap, em entrevista.

O Snapchat agora tem mais de 600 milhões de usuários mensais em todo o mundo, contra 500 milhões no ano passado.

Orkut de volta? Fundador reativa site e diz que está construindo algo novo

  • G1
  • 28 Abr 2022
  • 10:07h

(Foto: Divulgação)

O site oficial do Orkut foi reativado nesta quarta-feira (27) com uma mensagem do seu fundador, o engenheiro turco Orkut Buyukkokten.

No anúncio, ele afirma que está construindo algo novo, o que deixa a entender sobre uma possível reativação da extinta rede social do Google, que foi criada em 2004 e durou 10 anos.

"Eu sou um otimista. Acredito no poder da conexão para mudar o mundo. Acredito que o mundo é um lugar melhor quando nos conhecemos um pouco mais. É por isso que criei a primeira rede social do mundo quando era estudante de pós-graduação em Stanford. É por isso que eu trouxe o orkut.com para tantos de vocês ao redor do mundo. E é por isso que estou construindo algo novo. Vejo você em breve!".

O anúncio, em inglês e português, foi feito dois dias depois que Elon Musk fechou um acordo para comprar o Twitter por US$ 44 bilhões. A compra dividiu a opinião dos usuários e muito deles passaram a pedir a volta do Orkut.

Após a reativação do site, o possível retorno da rede social se tornou um dos assuntos mais comentados. "Se o Orkut voltar serei a pessoa mais feliz", escreveu um perfil no Twitter.

Elon Musk, homem mais rico do mundo, compra Twitter por US$ 44 bilhões

  • G1
  • 25 Abr 2022
  • 17:55h

Foto: REUTERS/Dado Ruvic

O Twitter anunciou nesta segunda-feira (25) que fechou um acordo definitivo para ser comprado pelo bilionário Elon Musk numa transação estimada em US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões).

Com a compra, segundo o Twitter, a companhia passa a ser uma companhia de capital fechado.

Pelo acordo, os acionistas vão receber US$ 54,20 em dinheiro por cada ação comum, o que significa um prêmio de 38% sobre o preço dos papéis em 1º de abril.

    "A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento e o Twitter é a praça da cidade digital onde assuntos vitais para o futuro da humanidade são debatidos", afirmou Musk em comunicado sobre a aquisição.

Parag Agrawal, CEO atual a rede social, também adotou tom otimista para falar do momento. "O Twitter tem um propósito e relevância que impacta todo o mundo. Estou profundamente orgulhoso de nossas equipes e inspirado por um trabalho que nunca foi tão importante", afirmou Agrawal.

Fundador da SpaceX e Tesla, Musk prometeu melhorias à rede social após a aquisição. "Quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando bots de spam e autenticando todos os humanos", afirma.

Segundo o bilionário, a rede social tem um "potencial tremendo".

Elon Musk oferece R$ 200 bilhões para comprar o Twitter

  • G1
  • 14 Abr 2022
  • 20:15h

Foto: Reuters via BBC Brasil

O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (14) uma nova ferramenta de comunidades. A novidade permite agregar diferentes grupos em um espaço compartilhado, com potencial de enviar avisos para milhares de pessoas ao mesmo tempo. O WhatsApp comunidades será testado globalmente, mas só deve chegar ao Brasil depois eleições de 2022, segundo a companhia.

O bilionário Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, fez uma proposta para adquirir o Twitter por mais de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 197 bilhões), segundo um documento regulatório da rede social.

Musk, o homem mais rico do mundo, ofereceu ao Twitter US$ 54,20 (R$ 255) por ação do grupo. O valor é 38% mais alto que o preço da ação da rede social até 1º de abril. A empresa informou que fará uma reunião com todos os seus funcionários nesta tarde para debater a proposta.

O magnata havia informado no início de abril que comprou uma participação de 9,2% da rede social em uma operação efetivada em março. Após a compra, no entanto, ele rejeitou fazer parte do conselho de administração do Twitter.

Na rede social, Elon Musk publicou: "Eu fiz uma oferta". Junto à publicação, há um link para a carta que enviou à companhia. No documento, ele afirmou que, caso a oferta não seja aceita, "reconsiderará" sua posição de acionista.

"Desde que fiz meu investimento, me dei conta de que a companhia não vai nem prosperar nem atender a esse imperativo social em sua forma atual. O Twitter precisa ser transformado em uma empresa privada", escreveu em carta endereçada ao presidente do conselho da rede, Bret Taylor. "Esta é minha melhor oferta e a oferta final".

O Twitter, segundo revelou uma fonte à agência de notícias Reuters, será aconselhado pelos bancos de investimentos Goldman Sachs & Co e pelo escritório de advocacia dos Estados Unidos Wilson Sonsini Goodrich & Rosati para tomar uma decisão sobre a proposta.

Logo após o anúncio da intenção de compra da rede social por Elon Musk, as ações da companhia subiram 12%. Já as da Tesla caíram 1%.

Na terça-feira (12), ex-acionistas do Twitter processaram Elon Musk por ter demorado a divulgar oficialmente a compra de ações na rede social. Eles alegam que foram prejudicados com o atraso porque venderam ações antes da valorização causada pelo anúncio da participação de Musk.

WhatsApp terá grupos com milhares de pessoas, mas só depois da eleição

  • G1
  • 14 Abr 2022
  • 18:52h

Foto: Reuters

Em fevereiro, o aplicativo fechou um acordo com o Tribunal Superior Eleitoral(TSE) para combater a desinformação durante o processo eleitoral de 2022. Na ocasião, o CEO do WhatsApp, Will Carhcart, se comprometeu a não implementar nenhuma mudança significativa de produto no Brasil antes das eleições.

Dario Durigan, gerente de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, acredita que decisão de adiar a estreia do recurso no país reforça essa aliança do app com o TSE.

    “É uma medida de cautela para não haver nenhum ruído em um ano de eleição, um ano complicado”, explica Durigan.

Atualmente, um grupo no WhatsApp pode ter até 256 membros — diferentemente do Telegram, principal concorrente do aplicativo, que permite grupos com milhares de usuários.

O WhatsApp explica que o foco da ferramenta de comunidades é atender pequenos grupos com o mesmo interesse, como escolas, membros de congregações religiosa, moradores de um mesmo condomínio ou até mesmo empresas.

O aplicativo também vai dar mais poder para os administradores, que poderão enviar avisos a todos os participantes da comunidade e controlar quais grupos e usuários podem ser adicionados.

Nova versão do WhatsApp Web irrita usuários; entenda o que mudou

  • G1
  • 13 Abr 2022
  • 17:02h

Foto: REUTERS/Thomas White

A nova versão do WhatsApp Web permite que os usuários acessem mensagens mesmo quando não estão com o celular por perto. Mas a ferramenta nem sempre funciona da forma esperada, o que tem causado relatos furiosos na internet.

As reclamações fizeram o aplicativo se tornar um dos assuntos mais comentados do Twitter no início de abril. Os usuários dizem que a página está demorando demais para carregar e, mesmo após as mensagens aparecerem, o histórico do que foi enviado antes no celular nem sempre aparece.

O WhatsApp vem liberando a atualização de forma gradual desde julho do ano passado, quando ela começou a ser testada.

Na nova versão, é possível acessar as mensagens em até quatro dispositivos diferentes ao mesmo tempo. Como eles funcionam de forma independente, é possível abrir as conversas no computador mesmo se o celular ficar sem bateria, por exemplo.

Usuários reclamam de mudanças do WhatsApp Web

  • 04 Abr 2022
  • 16:32h

Foto: Divulgação

Usuários do WhatsApp estão insatisfeitos com a nova atualização da versão web do aplicativo. Lentidão da página, sumiço de histórico de conversas e erro ao enviar mensagens estão entre as principais reclamações feitas no Twitter, onde o aplicativo se tornou um dos assuntos mais comentados nesta segunda-feira (04).

O WhatsApp vem liberando aos poucos o recurso que dispensa a necessidade de celular para acessar a versão web do mensageiro. A função é testada desde julho do ano passado.

Com a mudança, os usuários podem enviar e receber mensagens mesmo que o celular esteja desconectado. A plataforma poderá ser acessada em até quatro computadores e funcionará de forma "independente" em cada um deles.

Ao g1, o WhatsApp disse que está ciente dos problemas enfrentados pelos usuários e que está trabalhando em melhorias.

A empresa também disse que "a manutenção do suporte para visualização de links no WhatsApp Web, de localização em tempo real em dispositivos vinculados e melhor sincronização de chats excluídos entre dispositivos também está em curso".

Mas alguns recursos foram retirados, por não serem mais possíveis com a atualização, "incluindo listas de transmissão, envio e recebimento de mensagens para seu próprio número e pacotes de figurinhas sincronizadas do telefone para o dispositivo vinculado". Segundo os usuários, a ferramenta não tem sido muito funcional na prática.

Alexandre de Moraes manda bloquear o Telegram em todo o Brasil

  • Jéssica Sant'Ana, Márcio Falcão e Fernanda Vivas, g1 e TV Globo
  • 18 Mar 2022
  • 18:01h

(Foto: Reprodução/Flickr)

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do aplicativo de mensagens Telegram no país.

A ordem atende a um pedido da Polícia Federal e foi encaminhada a plataformas digitais e provedores de internet, que devem adotar os mecanismos para inviabilizar a utilização do aplicativo Telegram no país.

A TV Globo apurou que a ordem para o bloqueio do aplicativo de mensagens ainda está em fase de cumprimento. As empresas estão sendo notificadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

No último domingo (13), uma reportagem do Fantástico mostrou que o Telegram é usado para propagar discursos de ódio, tráfico de drogas, comércio de dinheiro de falso, propaganda nazista e vendas de certificados de vacinação.

Moraes estabeleceu ainda multa diária de R$ 100 mil para as empresas que não cumprirem a determinação de bloqueio do aplicativo.

Pacientes paraplégicos recuperam movimentos após tratamento com estimulação nervosa

  • Bahia Notícias
  • 08 Fev 2022
  • 18:33h

Foto: Reprodução / Instagram - Gregoire Courtine

Três pacientes conseguiram andar usando um dispositivo de estimulação nervosa controlado por um tablet. Eles foram capazes de dar os seus passos iniciais dentro de uma hora depois que os neurocirurgiões implantaram os primeiros protótipos controlados remotamente por um software. 

Depois de seis meses do procedimento, os pacientes recuperam a capacidade de se envolver em atividades mais avançadas, como caminhar, andar de bicicleta e nadar em ambientes comunitários fora da clínica, controlando os próprios dispositivos de estimulação nervosa.

Segundo a Reuters, Grégoire Courtine e Jocelyne Blochdo, Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne, estão a frente do estudo publicado na revista Nature Medicine. os estudiosos ajudaram a estabelecer uma empresa de tecnologia com sede na Holanda chama Onward Medical, que está trabalhando para comercializar o sistema. 

A companhia planeja lançar um teste em cerca de um ano envolvendo entre 70 a 100 pacientes, principalmente nos Estados Unidos. 

Não há um tratamento para permitir que a medula espinhal se cure, mas os pesquisadores buscam formas de ajudar as pessoas paralisadas a recuperar a mobilidade através da tecnologia. 

Cultura do cancelamento pode ser considerada um linchamento virtual

  • Redação
  • 06 Set 2021
  • 11:36h

Especialista em Crimes Digitais orienta como evitar o comportamento danoso e apresenta quais as medidas cabíveis | (ilustração correio)

Eleito termo do ano pelo Dicionário Macquarie, responsável por selecionar anualmente as palavras e expressões que mais marcaram o comportamento do ser humano, a “cultura do cancelamento” está cada mais presente nos discursos das redes sociais.

No Brasil, por exemplo, o termo ganhou ainda mais força com o programa Big Brother Brasil 2021, que ficou famoso como o “BBB do cancelamento”, principalmente por causa das estratégias adotadas pelos competidores, artistas e influenciadores digitais. Nesse caso, o impacto foi sentido na reputação dos brothers, cuja imagem foi desestabilizada perante a opinião pública nas redes sociais, o que também influenciou negativamente em suas carreiras profissionais.

A situação gerada pelo programa e potencializada por causa do alcance, é um exemplo do que ocorre no dia a dia das plataformas digitais. Nesse contexto, desconhecidos ou famosos que emitem opiniões, controversas, que destoam da ideologia de um determinado grupo social, ou aqueles que praticam atos racistas, xenófobos, entre outros, recebem enxurradas de mensagens, forçando-os a muitas vezes a desativarem seus perfis nas redes sociais.

Apesar de se confundir com a ideia de justiça, o advogado especialista em Crimes Virtuais e Cibernéticos, Leonardo Britto, alerta que o cancelamento nas redes sociais pode ganhar forma de ofensa e afirma que, o exagero dessas ofensas, juntamente à sua frequência, pode ser caracterizado como crime.

O especialista destaca que qualquer ato praticado no ambiente virtual e que venha atingir a honra, a moral ou a imagem de outrem, está sujeito às sanções legais e recorda que de acordo com a Constituição Federal, tais demandas cabem aplicação dos dispositivos legais. “O artigo 5ª, por exemplo, assegura à parte lesada o direito de indenização pelo dano moral ou material em caso de violação a qualquer dos direitos da personalidade”, afirma.

O advogado enfatiza os artigos 186, 187 e 927, do Código Penal, os quais disciplinam a respeito do dano moral. “No caso do artigo 186, do referido diploma legal, diz que aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”, explica.

Leonardo cita o Código Penal Brasileiro e destaca os artigos 138, 139 e 140, os quais tratam acerca da prática e penalidade daqueles que praticam crimes contra a honra, seja em ambiente físico ou virtual.

O especialista afirma que a cultura do cancelamento, neste contexto, pode ser comparada a um linchamento virtual, por entender que este é um ato de mobilidade social no qual as pessoas, inconformadas com determinadas posturas de outras, buscam fazer justiça com a própria mão, como se não bastasse o poder punitivo do Estado.

“A grande questão nesta situação é que, o linchamento virtual toma proporções imensuráveis. Muitas vezes adentrando em crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria), ameaças, agressões, além do potencial desencadeador de problemas psicoemocionais nas pessoas “canceladas”, frisa.

Para exemplificar, o advogado fala que em redes sociais como o Twitter, onde é o maior foco dessas situações, a própria plataforma deveria desenvolver políticas de combate a diversas modalidades de crimes virtuais perpetrados na utilização da rede.

O advogado fala que desse modo a plataforma poderia criar ferramentas que facilitassem a identificação dos usuários, para assim aplicar as sanções, desde advertência à exclusão do perfil, com direcionamento à Autoridade Policial na hipótese de identificação de prática delituosa.

“Desta forma, se tornam mais eficazes os mecanismos de combate aos crimes na rede social, onde poderíamos chegar a um ambiente virtual mais saudável, justo e equilibrado nas relações interpessoais”, finaliza.

Mau uso da internet pode potencializar questões emocionais, alerta psicóloga

  • Redação
  • 03 Set 2021
  • 12:30h

Jovens estão cada vez mais doentes por não saber lidar com as repercussões geradas na web | Foto: Reprodução, Mídias Sociais

No mês em que é realizada a campanha “Setembro Amarelo”, dedicada à prevenção ao suicídio, especialistas alertam sobre o mau uso da internet e das redes sociais como forma de potencializar questões emocionais.

Diversos casos são divulgados na mídia sobre jovens que pensam em tirar a própria vida ou acabam cometendo o ato por não saber lidar com as repercussões geradas na web.

Segundo a psicóloga e professora do curso de psicologia da Faculdade Santa Casa, Cristiana Kaipper, a internet é um lugar que promove muita visibilidade, por isso, é importante que os pais estejam atentos ao comportamento dos filhos e tenham vigilância para evitar que eles se coloquem em situações difíceis de serem contornadas.

“Se pessoalmente a pessoa lidava com o julgamento de um grupo pequeno de amigos ou colegas, na internet, o número de pessoas em que se interage se torna exponencial. Para um adulto essas reações já podem ser difíceis de sustentar, imagine para um adolescente que ainda está se estruturando emocionalmente e formando a identidade”, compara.

De acordo com a psicóloga, existem alguns sinais que podem ser observados em pessoas que apresentam o risco para o suicídio.

“Se a pessoa tem sinais depressivos ou o próprio diagnóstico, pode ser um indicativo. É comum que a tendência ao suicídio seja acompanhada de rigidez do pensamento, comportamentos impulsivos e ambivalência. Frequentemente a pessoa comunica que pensa sobre o assunto ou chega a ter comportamentos autodestrutivos, como se machucar, se cortar ou se envolver em atividades que ponham a vida em risco”, pontua.

Segundo Cristiana, algumas doenças como depressão, transtorno bipolar ou transtorno borderline também são indicativos que é preciso ligar o sinal de alerta.

“Estes transtornos em níveis mais graves comumente levam a pessoa a pensar em suicídio ou mesmo a cometê-lo como forma de se livrar da dor emocional”, avisa.

A psicóloga também cita como fator de risco algum problema familiar. “O suicídio também pode refletir uma questão sistêmica familiar. Um trauma que é experimentado transgeracionalmente e não é resolvido pode criar uma tensão no sistema e trazer uma grande carga emocional em um dos membros da família, capaz de gerar algum transtorno ou mesmo levá-la ao suicídio, mesmo que ela, pessoalmente, não tenha experimentado um grande trauma”, observa.

Busca por ajuda

A psicóloga explica que familiares e amigos podem ajudar o indivíduo que apresenta pensamentos suicidas ficando atendo aos sinais e oferecendo ajuda através da escuta e empatia.

“É importante estar atento às necessidades da pessoa e levar em consideração quando ela falar sobre suas dificuldades em lidar com questões da vida ou comunicar pensamentos suicidas. Geralmente a família tem muita dificuldade em lidar com sofrimentos desse tipo, ou desconsidera os pedidos de socorro por interpretar como drama ou tentativa de chamar atenção”, diz.

Buscar auxílio terapêutico também é importante, caso a família perceba que há algum tipo de sofrimento emocional acontecendo ou algum comportamento disfuncional. “Frequentemente as pessoas banalizam o sofrimento emocional que, às vezes, com ajuda profissional poderiam ser resolvidos, manejados ou amenizados”, conclui.