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- Por Folhapress
- 31 Ago 2026
- 12:29h
Foto: Reprodução / Youtube
Taylor Swift, 36, doou US$ 50 mil (cerca de R$ 260 mil) para ajudar na recuperação de Ashley Taunton, 42, auxiliar de enfermagem e mãe de três filhos, que ficou ferida ao tentar socorrer adolescentes envolvidos em um acidente de trânsito.
O caso ocorreu em julho, na I-95 Sul, em Rhode Island, no nordeste dos Estados Unidos. Taunton dirigia pela rodovia, acompanhada da filha mais nova, quando viu um veículo com adolescentes derrapar durante um dia de chuva. Ela parou para prestar socorro, mas acabou atingida por outro carro.
Após o acidente, familiares e amigos criaram uma campanha no GoFundMe para arrecadar dinheiro para o tratamento da mulher e ajudar nas despesas da família durante sua recuperação. A campanha chamou a atenção de Taylor Swift, que acabou fazendo uma doação.
Além do dinheiro, a cantora enviou uma mensagem diretamente à família. "Desejo a você a melhor recuperação possível e envio todo o meu carinho para sua família! Taylor", escreveu.
Taunton publicou a mensagem nos Stories do Instagram e reagiu à doação. "Como isso pode ser real? Obrigada! Estou sem palavras. Taylor Swift, você é um ser humano incrível", afirmou.
- Bahia Notícias
- 17 Ago 2026
- 12:35h
Foto ilustrativa: Reprodução / The White House [A Casa Branca]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (16) uma redução substancial na participação das forças americanas nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social Truth Social, na qual o líder norte-americano expressou insatisfação com a realização das manobras e orientou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a diminuir o alcance do treinamento agendado para começar nesta segunda-feira (17).
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Trump destacou o histórico de contato com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e questionou os custos e o impacto diplomático do treinamento. "Com base no meu excelente relacionamento com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou feliz com o fato de que os Estados Unidos tenham concordado, há muito tempo, em participar de Exercícios Militares Conjuntos com a Coreia do Sul", afirma o presidente.
Ele acrescentou que as atividades, além de dispendiosas para os cofres americanos, transmitem um sinal inadequado e hostil a Pyongyang. O exercício em questão, denominado Ulchi Freedom Shield, tem duração prevista de 11 dias e ocorre anualmente no período do verão.
A atividade é realizada de forma conjunta pelas Forças Armadas sul-coreanas e pelo contingente americano no país, com a finalidade de reforçar a preparação defensiva contra a Coreia do Norte.
- Por Igor Gielow | Folhapress
- 11 Ago 2026
- 16:28h
Foto: Divulgação / Labloko
A Suprema Corte da Rússia decidiu banir nesta segunda-feira (10) o último partido legal no país com uma agenda abertamente contrária à Guerra da Ucrânia do pleito parlamentar de 20 de setembro.
O Iabloko, cujo nome é um acrônimo com as iniciais de seus três fundadores e significa maçã em russo, respondia a acusações feitas pela pequena sigla nacionalista Rodina (pátria) de que seus candidatos eram traidores que recebiam dinheiro do exterior.
O chefe do partido, Nikolai Ribakov, afirmou em nota que irá recorrer da decisão dentro do prazo de cinco dias estipulado pelo tribunal. Ele negou o financiamento externo e disse que seguirá apoiando a paz com a Ucrânia, invadida por Vladimir Putin em fevereiro de 2022.
No esquema do poder russo, o Iabloko integrava a oposição consentida pelo Kremlin, com liberdade teórica de criticar e se opor a política de Putin, mas cujos limites agora ficam evidentes. Esta será a primeira eleição legislativa federal desde a eclosão do conflito.
O Partido Comunista, por exemplo, se diz de oposição, mas defende a guerra e usualmente apoia em votações o governo, liderado na Duma (Câmara baixa do Parlamento) pela sigla Rússia Unida.
A ação contra o Iabloko, fundado em 1993 e mais antigo partido liberal da Rússia pós-soviética, foi protocolada após a Comissão Eleitoral Central surpreender o mundo político russo aprovando 404 candidatos da sigla para disputar uma cadeira na Duma.
Com o apoio à guerra em seu nível mais baixo nos quase quatro anos e meio de conflito, ainda que em altos 66% segundo o independente Centro Levada, analistas políticos começaram a especular se o Iabloko teria a chance de emplacar alguns nomes no plenário de 450 deputados.
A tarefa em si seria árdua, dada a ossificação do sistema político russo em torno do Rússia Unida, maior partido da Casa com 315 parlamentares. O Iabloko chegou a ter 45 representantes eleitos no pleito de 1995, mas definhou desde então.
Já não tinha nenhum deputado havia quatro eleições, desde 2007. Hoje, tem meros 5 de 3.928 deputados em Legislativos de regiões russas. Ainda assim, segue tendo alguma influência entre parte da classe média intelectualizada de Moscou, e politicamente causava incômodo por sua posição pacifista.
Se o enterro eleitoral gerou um raríssimo protesto em frente à Suprema Corte, com mais de 500 jovens segurando maçãs, símbolo da sigla. Eles queriam entrar no prédio, cujo plenário só comporta 150 pessoas.
Gritando "Vergonha", foram dispersados pela polícia, mas não houve violência. Segundo uma testemunha ouvida pelo site RusMedia, eles foram ameaçados de alistamento forçado para lutar na Ucrânia se permanecessem no local.
O movimento consolida o engessamento progressivo da política russa, sob o comando de Putin desde 1999. Se é fato que ele tem 74% de aprovação segundo o Levada, desde 2011 o país vem apertando a legislação para dificultar o registro de partidos ou candidatos independentes contrários ao Kremlin.
O ápice dessa confrontação foi na emergência de protestos nacionais contra corrupção liderados pelo ativista Alexei Navali, em 2017. Figura polêmica, ele passou a entrar em conflito políticos pró-Kremlin e, ao fim, com Putin.
Sem nunca ter densidade eleitoral nacional, ele criou um sistema descentralizado para apoiar candidatos locais contra nomes chancelados pelo governo.
Ao fim, obteve apenas sucessos pontuais, e sua história acabou em tragédia. Ele foi envenenado durante uma campanha local em 2020, acusando o FSB (Serviço Federal de Segurança) e o próprio Putin pela ação, algo que eles negam.
Ao voltar de tratamento médico no exterior para a Rússia, foi preso e acabou condenado a 30 anos de cadeia, morrendo em circunstâncias não esclarecidas numa prisão no Ártico em 2024. Ainda que nunca tivesse atraído eleitorado em pesquisas independentes, virou um símbolo da opressão à vida política sob Putin.
Antes da guerra, isso já estava em curso também pela criação de leis criminalizando progressivamente entidades e pessoas com contatos no exterior. Com o conflito, uma crítica às Forças Armadas pode render até 15 anos de cadeia a depender da interpretação da Justiça. Focando ONGs e jornalistas, as leis também atingiram os partidos.
- Por Folhapress
- 10 Ago 2026
- 14:55h
Foto: Reprodução / Folha de S.Paulo
Os preços do petróleo subiram neste domingo (9), em meio à continuidade das incertezas sobre a reabertura do estreito de Hormuz, seguindo a tendência das últimas sessões.
O Irã afirmou que um acordo com Omã para estabelecer novas rotas de navegação está em fase final, mas ressaltou que os Estados Unidos ainda precisam cumprir outras condições.
Os preços futuros do barril Brent, referência internacional, subia 2,66% nas primeiras horas das negociações, cotado a US$ 84,50. A commodity encerrou a semana anterior cotada em US$ 83,55.
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, era negociado a US$ 78,80, em perdas de 2,22%.
Neste domingo, os houthis, alinhados a Teerã no Iêmen, disseram ter atacado a refinaria de Jazan, da Saudi Aramco, na costa do mar Vermelho. A ofensiva ocorreu dois dias depois de Riad assinar um pacto de defesa com Turquia e Paquistão em resposta à crescente instabilidade regional provocada pelo conflito.
Enquanto Irã e Estados Unidos ainda discutem os parâmetros para um possível acordo de paz, os houthis declararam no mês passado um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no mar Vermelho. O Irã e grupos armados xiitas aliados passaram a intensificar ataques contra outros países do Golfo, além de ações contra carregamentos de energia, desde o início do conflito.
No sábado (8), um funcionário iraniano de alto escalão da área de segurança nacional apresentou uma lista de exigências que, segundo ele, os EUA terão de cumprir antes que o estreito de Hormuz possa ser reaberto ao tráfego marítimo. A iniciativa lança dúvidas sobre o destino dessa rota comercial.
Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, divulgou um comunicado veiculado pela mídia estatal no qual enumera várias condições para a reabertura da via marítima.
Ele exigiu que os EUA suspendam o bloqueio naval e as sanções contra o Irã, retirem as forças militares americanas das proximidades do país, paguem reparações devido à guerra e liberem ativos iranianos congelados, além de encerrarem os ataques aos aliados do Irã na região e as ameaças contra o país.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que impedirá o Irã de obter armas nucleares, independentemente do rumo das negociações diplomáticas com Washington e os países do Golfo.
Os futuros do petróleo haviam fechado com alta de mais de US$ 3 por barril na quinta-feira (6), enquanto o Irã analisava um projeto de lei para proibir a passagem de embarcações dos Estados Unidos e de Israel pelo estreito, por onde normalmente passava cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes do início da guerra, no final de fevereiro.
Os preços do petróleo caíram no início da semana passada, à medida que uma possível solução para o conflito parecia mais provável. As cotações, no entanto, voltaram a subir no final da semana, com o aumento das incertezas.
"O mercado está tentando avaliar se um acordo entre o Irã e Omã permitiria que um navio com bandeira dos EUA transitasse pelo estreito de Hormuz", disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. "Será que permitiria a passagem de um navio de propriedade dos EUA? Será que permitiria a passagem de um navio com destino a um porto dos EUA?".
O mercado de petróleo também está tentando determinar quanto tempo pode levar para encerrar a guerra que já dura cinco meses entre os EUA, Israel e o Irã, disse Lipow.
"Quanto mais tempo durar a interrupção no abastecimento, mais as reservas comerciais mundiais serão esgotadas", disse ele.
- Por Mariana Brasil | Folhapress
- 05 Ago 2026
- 16:10h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone nesta terça-feira (4) com o líder da Rússia, Vladimir Putin, sobre o comércio entre os dois países, com destaque para as exportações de diesel e fertilizantes.
Por cerca de uma hora, os presidentes também trataram da situação geopolítica atual e da intenção de ampliar o comércio entre os dois países nas áreas de energia, naval e ciência e tecnologia. O presidente brasileiro tem reforçado laços comerciais com outras nações após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
A nota do governo brasileiro não especifica sobre quais conflitos os dois líderes trataram. Já o comunicado emitido pela Rússia horas antes diz que Putin teria agradecido a Lula pelo suporte nas tratativas de acordos pela paz com a Ucrânia.
Com críticas às dificuldades do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em encaminhar uma solução para os conflitos mundiais, Lula voltou a defender o apoio à candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.
"Nesse contexto, o presidente Lula ressaltou os aspectos humanitários dos conflitos, lamentando a perda de vidas humanas, inclusive civis", diz trecho.
Os dois ainda repassaram os principais temas da agenda bilateral, destacando as reuniões que ocorreram neste ano, em Brasília, no âmbito da Comissão de Alto Nível (CAN) e da Comissão Intergovernamental de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica (CIC).
Ambos também expressaram determinação de continuar trabalhando conjuntamente nos foros internacionais, especialmente no Brics, cujo papel no atual cenário internacional foi enfatizado.
Lula e Putin já haviam se falado por telefone em janeiro deste ano. Na época, o tema foi a operação dos EUA contra a Venezuela. A conversa destacou uma convergência das "abordagens de princípio da Rússia e do Brasil" no que diz respeito à "garantia da soberania estatal" e dos interesses nacionais da Venezuela.
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 26 Jul 2026
- 12:16h
Foto: REUTERS / Christian Mang
Um carro atropelou uma multidão próxima a celebrações do orgulho LGBTQIA+ em Berlim, neste sábado (25). Ao menos uma pessoa morreu e cerca de 15 ficaram feridas, informou a polícia da capital alemã.
A organização publicou na rede social X que atende a uma ocorrência no parque Tiergarten, no centro da cidade, próximo ao Portão de Brandemburgo, onde um veículo atingiu diversas pessoas por volta das 22 horas, horário local (17 horas pelo horário de Brasília).
A polícia informou à AFP que encontrou abandonado o carro que acreditam ter sido usado no ataque. O veículo foi abandonado no parque Tiergarten, zona florestal da capital onde terminava o desfile.
"Estamos em busca intensa por suspeitos", afirmou um porta-voz da polícia de Berlim.
O tabloide Bild citou uma testemunha segundo a qual uma van branca avançou sobre a multidão em alta velocidade, e um homem saiu do veículo e fugiu a pé em seguida. Um grande número de veículos de emergência estava presente no local.
Centenas de milhares de pessoas se reuniam pacificamente na capital alemã para as celebrações anuais do Christopher Street Day (CSD), um dos maiores eventos do orgulho LGBTQ+ da Europa.
O evento foi interrompido, e a polícia pediu aos participantes que fossem para casa. A área onde as pessoas ficaram feridas foi isolada.
O porta-voz da polícia, Florian Nath, disse que alguns dos sobreviventes ficaram feridos "gravemente". Eles são atendidos pelos serviços de emergência.
Um jornalista da AFP no local observou a área em plena desocupação. Através de alto-falantes, as autoridades pediam que os presentes fossem para o norte da cidade.
Ao menos uma dezena de caminhões de emergência eram visíveis e uma tenda foi erguida no meio da rua.
O encerramento dos festejos foi cancelado e a polícia pediu aos participantes que "não cruzem" o parque pelo bosque, mas que usem exclusivamente as ruas.
No X, o prefeito de Berlim Kai Wegner afirmou que trata-se de um "ataque à nossa sociedade livre e cosmopolita após um CSD pacífico e colorido." Ele lamentou o caso e disse confiar na polícia e nas autoridades de segurança para investigarem o caso com o máximo empenho.
"Berlim é a cidade da liberdade —e nossa liberdade foi atacada hoje de forma terrível. Meus pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e amigos", diz publicação.
O Christopher Street Day atrai centenas de milhares de pessoas à capital alemã todos os anos. O evento celebra a revolta de Stonewall de 1969, em Nova York, e combina uma parada com reivindicações políticas por igualdade, inclusão e proteção contra discriminação.
Realizado pela primeira vez em Berlim Ocidental em 1979, o CSD cresceu de uma pequena manifestação para um dos principais eventos do calendário cultural e político da cidade. A parada é o ponto central do CSD, mas é acompanhada por uma ampla variedade de eventos políticos, culturais e festas realizados por toda a cidade.
- Por Isabela Menon e Ana Bottallo | Folhapress
- 26 Jul 2026
- 08:27h
Foto: Daniel Torok / White House
O Departamento de Estado dos EUA divulgou uma nota, no começo da noite de sábado (25), negando qualquer intenção de influenciar a eleição brasileira.
Segundo o governo Trump, tratava-se uma visita programada a Brasília entre os dias 27 e 30 de julho para se reunir com autoridades do governo, líderes religiosos e representantes da sociedade civil "a fim de discutir integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão".
"Qualquer insinuação de que essa viagem seria uma 'manobra' para minar a eleição de uma nação democrática é uma mentira sem qualquer fundamento."
O Itamaraty negou os vistos ao secretário-assistente Riley M. Barnes e ao subsecretário-assistente Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado. A intenção da viagem foi revelada pelo jornal americano The Washington Times.
Segundo quatro funcionários americanos e brasileiros ouvidos pelo jornal, o objetivo era lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro.
Em nota divulgada neste sábado (25), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que sua área internacional foi procurada pela embaixada dos Estados Unidos para tratar da visita dos representantes do governo Trump, mas o tema da reunião não havia sido informado.
A agenda não foi marcada, disse o TSE, em razão do recesso do Judiciário.
Antes, o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, se reuniu em junho com embaixadores para explicar como funciona o sistema eletrônico de votação do Brasil. Segundo o TSE, ele defendeu as urnas na ocasião.
"No próximo dia 17 de agosto, um novo encontro com embaixadores será promovido dentro do próprio TSE, e a diplomacia dos EUA será convidada", diz o órgão.
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 24 Jul 2026
- 14:28h
Foto: Reprodução / Magnific
Em vinte anos, os Estados Unidos caíram dez posições no ranking dos passaportes mais poderosos do mundo. O país já dividiu a liderança com Dinamarca e Finlândia, mas perdeu espaço ao longo das últimas duas décadas, segundo levantamento da consultoria Henley& Partners.
Um passaporte é considerado mais "poderoso" quanto maior for o número de países e territórios que seu titular pode visitar sem precisar solicitar um visto antes da viagem. Lançado em 2006, o Henley Passport Index acompanha há duas décadas a evolução da liberdade de viagem ao redor do mundo. Com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o estudo mostra quantos destinos podem ser visitados sem a necessidade de visto prévio e é considerado um dos principais indicadores de mobilidade internacional.
Segundo a consultoria, a força de um passaporte depende principalmente de acordos de isenção de visto e da reciprocidade entre os países. Nos últimos anos, os Estados Unidos avançaram pouco nesse aspecto, o que explica a queda.
Em paralelo, outras nações ampliaram seus acordos internacionais e ganharam posições no ranking. De acordo com o presidente da Henley & Partners, Christian H. Kaelin, a mudança vai além de uma simples alteração na classificação.
"O declínio da força do passaporte norte-americano na última década é mais do que uma simples mudança de ranking. Sinaliza uma mudança fundamental na mobilidade global e na dinâmica do soft power", disse Christian H. Kaelin, em comunicado divulgado pela Henley.
Na prática, isso significa que diversos países firmaram mais acordos de isenção de vistos e ampliaram a liberdade de circulação de seus cidadãos. Já o conceito de soft power refere-se à capacidade de um país exercer influência por meio da diplomacia, do prestígio internacional, da confiança em suas instituições, entre outros fatores.
Para a Henley, a perda de posições dos Estados Unidos reflete justamente essa mudança no equilíbrio geopolítico. Enquanto novas potências ampliam sua presença diplomática e fecham mais acordos de mobilidade, os EUA vêm perdendo protagonismo nesse aspecto.
A avaliação é compartilhada por Annie Pforzheimer, pesquisadora sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), em Washington. Segundo ela, o país já vinha adotando uma postura mais voltada para dentro nos últimos anos e está "colhendo os frutos" atualmente. "Essa mentalidade isolacionista agora se reflete na perda de poder dos passaportes norte-americanos", afirmou, em comunicado divulgado pela Henley.
Embora ocupe a décima posição, os Estados Unidos ganharam duas colocações em relação à lista divulgada em outubro de 2025. Ainda assim, perderam o posto de passaporte mais forte das Américas para o Canadá, que aparece em sétimo lugar.
A Henley também destaca a falta de reciprocidade adotada pelos EUA. Um dos exemplos é o Brasil, que encerrou a isenção unilateral de vistos para cidadãos norte-americanos em abril de 2025.
Em contrapartida, países da Ásia e da Europa registraram um avanço significativo no ranking. "Os passaportes mais fortes do mundo pertencem a nações que outros países desejam como parceiras, seja para comércio, investimento, segurança ou cooperação", destaca Kaelin.
COMO ESTÁ O RANKING ATUALIZADO?
A edição de julho de 2026 coloca Singapura na liderança. Os cidadãos do país podem viajar para 192 destinos sem necessidade de visto prévio, o maior número do mundo.
Na segunda posição aparecem Japão, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul, com acesso a 188 destinos. Segundo a Henley, há uma forte relação entre paz e liberdade de viagem.
A tendência se repete ao longo do ranking. A Suécia ocupa o terceiro lugar, com acesso a 187 destinos. Em seguida, um grupo de países europeus divide a quarta posição, com 186 destinos: Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega e Espanha.
E O BRASIL?
Na América do Sul, o Chile lidera o ranking regional, com acesso a 174 destinos. Brasil e Argentina aparecem logo em seguida, empatados na 16ª posição mundial, com acesso a 169 destinos sem necessidade de visto prévio.
O passaporte brasileiro é considerado um dos mais fortes da América Latina. Na prática, brasileiros podem viajar sem visto prévio para todos os países da América do Sul, grande parte da Europa em viagens de turismo e por tempo limitado, além de diversos destinos na Ásia.
RANKING DOS PASSAPORTES MAIS PODEROSOS DO MUNDO
1. Singapura - 192 destinos
2. Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos - 188
3. Suécia - 187
4. Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega e Espanha - 186
5. Áustria, Grécia, Malta, Portugal e Suíça - 185
6. Hungria, Polônia e Reino Unido - 184
7. Austrália, Canadá, República Tcheca, Letônia, Malásia, Nova Zelândia, Eslováquia e Eslovênia - 183
8. Croácia e Estônia - 182
9. Liechtenstein e Lituânia - 181
10. Islândia e Estados Unidos - 180
11. Bulgária e Romênia - 178
12. Mônaco - 177
13. Chipre - 175
14. Chile e Hong Kong - 174
15. Andorra - 170
16. Brasil e Argentina - 169
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 23 Jul 2026
- 14:25h
Foto: AP / Paul Sancya
O governo do Canadá cancelou a cerimônia conjunta de inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que liga Windsor, no Canadá, a Detroit, nos Estados Unidos. O evento estava previsto para esta sexta-feira (24). A informação foi divulgada pela Associated Press.
A decisão foi tomada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa adicional de 50% sobre a maior parte dos produtos canadenses exportados ao mercado norte-americano. A cerimônia reuniria autoridades dos dois países.
Em comunicado, o governo canadense afirmou que, diante das medidas comerciais anunciadas pelos EUA, seria "inadequado" realizar uma celebração conjunta. O Canadá fará um evento próprio na mesma data, de acordo com informações da Associated Press.
Até o momento, não há confirmação de uma cerimônia separada pelo lado norte-americano. A abertura da ponte para o tráfego, porém, continua prevista para 27 de julho.
Este não é o primeiro impasse envolvendo a nova ligação entre os dois países. Em fevereiro, Trump ameaçou adiar a abertura da ponte e defendeu que os Estados Unidos recebessem participação de pelo menos 50% no empreendimento, além de serem "totalmente compensados" pelo investimento feito pelo Canadá.
Trump anunciou nesta terça-feira (21) uma tarifa adicional de 50% sobre a maior parte dos produtos canadenses importados pelos Estados Unidos. Em resposta, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, classificou a medida como mais um episódio de uma série de "ações comerciais unilaterais" adotadas por Washington.
Segundo o anúncio, as novas tarifas entram em vigor em 19 de agosto. Entre os produtos atingidos estão vinhos, tacos de hóquei, cimento, laticínios, piscinas, móveis, varas de pesca, sementes, roupas e perucas. As tarifas também se aplicam a mercadorias cobertas pelo acordo de livre comércio entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA), embora importações do setor de energia e bens já sujeitos a tarifas setoriais permaneçam isentas.
- Por Leonardo Volpato | Folhapress
- 19 Jul 2026
- 14:18h
Foto: Kevin Mazur/WireImage/Getty
A disputa pela herança de Michael Jackson, morto em 2009, ganhou novos capítulos e teria abalado de vez a relação entre seus três filhos. Segundo informações publicadas pelo site Radar Online, Paris Jackson, Prince Jackson e Bigi Jackson estão em uma batalha judicial envolvendo o controle do espólio do cantor, estimado em cerca de US$ 789 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões).
De acordo com a publicação, o estopim da crise foi a autorização para o pagamento de um bônus de US$ 625 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) a Paris Jackson, após uma decisão judicial relacionada aos honorários de advogados que atuam em nome do espólio.
Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que Prince e Bigi passaram a enxergar a disputa como uma tentativa de controle sobre o patrimônio deixado pelo pai.
Ainda segundo o Radar Online, a relação entre os irmãos se deteriorou a ponto de eles praticamente não conversarem mais. Quando precisam tratar de assuntos ligados à herança, toda a comunicação acontece por meio de advogados, consultores e representantes.
O desgaste também teria sido intensificado durante a produção da cinebiografia "Michael". Prince participou do projeto como coprodutor ao lado dos executores do espólio, enquanto Paris fez críticas públicas ao roteiro. Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou que leu versões iniciais do texto e apontou trechos que considerava desonestos ou imprecisos.
No centro da disputa também está o advogado John Branca, responsável pela administração do espólio desde a morte do cantor. Representantes de Paris afirmaram que a artista está "lutando com unhas e dentes" para proteger o legado do pai e criticaram a forma como os recursos vêm sendo administrados. A equipe do advogado, por sua vez, nega qualquer irregularidade.
Documentos citados no processo mostram ainda que, em 2022, Paris recebeu cerca de US$ 3,2 milhões do espólio, Prince teve repasses de aproximadamente US$ 3,1 milhões e Bigi recebeu quase US$ 1 milhão. Até o momento, nenhum dos três herdeiros comentou publicamente as informações sobre o suposto rompimento familiar.
- Bahia Notícias
- 19 Jul 2026
- 10:07h
Foto ilustrativa: Reprodução / Getty Images
O comando militar dos Estados Unidos informou, neste sábado (18), que realizou novos ataques aéreos contra o Irã. De acordo com Washington, a ação tem o objetivo de punir a Guarda Revolucionária Islâmica após um ataque com drones e mísseis na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17), que causou a morte de dois militares americanos, deixou um desaparecido e outros quatro hospitalizados.
Segundo o Comando Central dos EUA, os bombardeios foram projetados para reduzir a capacidade do Irã de obstruir o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O local é uma das principais rotas de escoamento de combustíveis do planeta e respondia por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo antes do início do conflito.
Enquanto o Irã reivindica o controle da rota marítima, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou recentemente cobrar pedágio para a passagem de embarcações pelo estreito.
- Bahia Notícias
- 18 Jul 2026
- 14:06h
Foto: Prensa Presidencial
O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho ultrapassou a marca de 5 mil. De acordo com o novo balanço divulgado nesta sexta-feira (17), já são 5.069 vítimas fatais, um aumento de 139 mortes em comparação com o levantamento de quinta-feira (16), quando haviam sido confirmados 4.930 óbitos.
Segundo as autoridades venezuelanas, 16.740 pessoas ficaram feridas, enquanto 17,9 mil permanecem desabrigadas em consequência dos tremores. Desde o início das operações, 6.462 sobreviventes foram resgatados com vida. As equipes de emergência, no entanto, não localizam novos sobreviventes desde o dia 2 de julho.
O governo informou ainda que 856 edifícios sofreram danos, dos quais 190 desabaram completamente, principalmente no estado de La Guaira. Apesar da atualização dos números de mortos, feridos e desalojados, as autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial sobre desaparecidos. Organizações da sociedade civil estimam que mais de 29 mil pessoas seguem sem paradeiro conhecido.
- Por Isabella Menon e Gabriel Barnabé | Folhapress
- 17 Jul 2026
- 08:50h
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House
A poucos meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, consideradas cruciais para a capacidade de Donald Trump de manter a sua agenda no Congresso, o presidente fez um discurso à nação na noite desta quinta-feira (16) repleto de teorias da conspiração em que ataca o sistema eleitoral do país e, sem apresentar provas, acusa a China de ter interferido no pleito de 2020, quando ele foi derrotado pelo democrata Joe Biden.
Trump acusou Pequim pelo que chamou de "a maior violação de dados eleitorais da história" e afirmou que o país teria obtido, de forma ilegal, informações de cerca de 220 milhões de eleitores americanos. O republicano também pediu que o FBI abra uma investigação sobre o caso.
"Os EUA estão de volta e indo muito bem, mas ainda temos desafios que precisam ser resolvidos porque nenhum país pode ser correto sem eleições justas", disse ele. Sem apresentar quaiquer evidências, voltou a dizer que o sistema eleitoral americano é vulnerável e que pode ser "fraudado e roubado".
O presidente afirmou que suas declarações estão respaldadas em documentos que foram divulgados no site da Casa Branca durante a exibição do pronunciamento.
A página reúne arquivos que, segundo a Casa Branca, tratam de "áreas-chave da integridade eleitoral" nos EUA. O material está dividido em quatro temas: supostas vulnerabilidades dos sistemas de votação, exploração de dados eleitorais pela China, uma investigação sobre registros de eleitores no estado de Michigan e a presença de "não cidadãos" americanos em cadastros eleitorais.
Na seção dedicada aos sistemas de votação, o governo diz publicar documentos que revelariam "uma ameaça cibernética direcionada ao próprio cerne da democracia americana". Nem os textos publicados nem o discurso de Trump, porém, apresentam evidências de que votos tenham sido alterados ou manipulados em eleições nos EUA.
Em paralelo, o material sustenta que a eleição presidencial de 2020 na Venezuela foi fraudada. Já na área dedicada à China, o governo afirma que o país obteve de forma ilegal informações de milhões de eleitores americanos.
O site classifica o episódio de um "pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral". A pasta sobre o tema reúne 22 documentos, entre eles trocas de emails e relatórios da CIA contendo informações sensíveis, além de diversos trechos e nomes ocultados.
Trump afirmou que pretende adotar medidas para reforçar a segurança das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. Segundo ele, o governo federal ajudará autoridades locais a fortalecer seus sistemas eleitorais.
A promessa, entretanto, contrasta com ações recentes de seu próprio governo. Nos últimos meses, o governo esvaziou a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, órgão federal responsável por auxiliar os estados na proteção de suas eleições contra ataques cibernéticos e tentativas de interferência.
O governo Trump também desmontou, na prática, a Comissão de Assistência Eleitoral, órgão independente e bipartidário que atuava como braço federal de apoio à organização das eleições --cuja condução cabe aos estados, conforme estabelece a Constituição americana. O presidente demitiu os três últimos integrantes da comissão, eliminando a capacidade operacional do órgão.
Trump aproveitou o pronunciamento para renovar a pressão sobre o Congresso em favor da aprovação da Save America Act. Entre outras medidas, o projeto exige a apresentação de documento de identificação para votar e comprovação de cidadania americana para o registro eleitoral. Críticos da proposta dizem que restrições desse tipo podem dificultar a participação de minorias e outros grupos de eleitores no pleito.
Segundo o presidente, não haveria razão para que os parlamentares rejeitassem a proposta "a não ser que queiram roubar".
Trump afirmou que a divulgação das supostas irregularidades não tem como objetivo minar a confiança no sistema eleitoral, mas justamente fortalecê-la. Segundo ele, a iniciativa busca "conquistar essa confiança enfrentando as vulnerabilidades e corrigindo-as muito, muito rapidamente" --algo que, de acordo com o presidente, seu governo já estaria fazendo.
Em mais um momento de tom conspiratório, o republicano também disse que o regime chinês teria tentado identificar jornalistas americanos responsáveis por reportagens críticas à sua gestão e que teria oferecido dinheiro a esses profissionais para que publicassem ainda mais conteúdos negativos sobre ele.
"Eles não se importavam com o que seria dito", afirmou Trump. O presidente, no entanto, não apresentou evidências para sustentar as acusações nem especificou quais jornalistas ou veículos de comunicação estariam envolvidos.
"O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a eleição seguinte. E a razão pela qual queriam que eu perdesse era porque sabiam que eu conhecia seus métodos, impus bilhões e bilhões de dólares em tarifas contra eles e construí as Forças Armadas mais fortes do mundo", disse.
Trump ameaçou veículos de comunicação que optaram por não transmitir o discurso ao vivo. De acordo com a Reuters, redes como CNN, NBC e ABC não exibiram o pronunciamento em suas principais plataformas. Durante a fala, o republicano afirmou que as emissoras que se recusaram a transmitir seu discurso deveriam ter suas licenças revogadas.
O presidente também retomou temas frequentes de sua agenda política, fazendo críticas a políticas relacionadas à população trans e à imigração. Trump afirmou ainda que, antes de seu retorno à Casa Branca, os EUA eram alvo de piadas.
"Tínhamos a pior fronteira da história do mundo e agora temos a melhor", disse, em referência às políticas migratórias de seu governo. Também sem apresentar provas, disse nenhum imigrante em situação irregular entrou no país nos últimos meses.
Ao abordar a política externa, Trump afirmou que a Venezuela está trabalhando em conjunto com os EUA para fornecer "milhões e milhões" de barris de petróleo. Ele também mencionou a guerra envolvendo o Irã, conflito que prometeu encerrar, mas que continua em andamento. Segundo o presidente, porém, os EUA "estão vencendo".
- Por Júlia Moura | Folhapress via Bahia Notícias
- 12 Jul 2026
- 12:45h
Foto: Daniel Torok / White House
O governo de Donald Trump intimou jornalistas do The New York Times após a publicação de uma reportagem que levantou dúvidas sobre a segurança da nova aeronave presidencial doada pelo Qatar. De acordo com o jornal, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos convocou os repórteres para prestar depoimento em Nova York na próxima quarta-feira (15), no âmbito de uma investigação sobre suposta violação da legislação criminal federal.
Algumas das intimações, ainda segundo o veículo americano, foram entregues por agentes nas residências dos repórteres. "Nossos jornalistas apuram os fatos e defendem o direito do público americano de saber como o governo está funcionando e como o dinheiro dos contribuintes está sendo gasto", escreveu David McCraw, advogado do New York Times, em comunicado.
"Esse ato descarado deve ser visto como uma tentativa de impedir que a população saiba o que está acontecendo no país, intimidando jornalistas para que deixem de fazer seu trabalho", acrescentou.
As intimações foram emitidas pelo procurador federal Jay Clayton, indicado recentemente por Trump para o cargo de diretor de Inteligência Nacional. Entre os convocados para prestar depoimento estão os quatro jornalistas que assinaram a reportagem sobre a aeronave publicada na última quarta (8): Julian E. Barnes, Eric Lipton, Tyler Pager e Eric Schmitt.
Segundo o texto, Trump deixou a Turquia a bordo de sua antiga aeronave presidencial em vez do novo Boeing 747-8 doado pelo Qatar, por motivos de segurança. Ainda de acordo com a reportagem, a escolha foi feita após recomendação do Serviço Secreto.
Autoridades disseram, sob a condição de anonimato, que o novo avião não tem alguns recursos de segurança presentes na aeronave mais antiga, incluindo sistemas avançados antimísseis.
Antes de a reportagem ir ao ar, na própria quarta, um funcionário de alto escalão do FBI, a polícia federal americana, contatou o jornal e pediu que o texto não fosse publicado, pois seria uma questão de segurança nacional.
Ainda segundo o New York Times, o representante do FBI se recusou a explicar qual seria o problema de segurança e solicitou que o jornal revelasse as pessoas ouvidas pela reportagem, o que o veículo afirmou ter recusado.
A Casa Branca não se pronunciou sobre a intimação. Neste sábado (11), porém, uma representante do Departamento de Justiça dos EUA escreveu em comunicado que "os repórteres não são os alvos". "Os alvos são aqueles que vazam informações sigilosas", disse Emily Covington.
"Nós valorizamos e reconhecemos o importante papel que a imprensa desempenha neste país, mas o Departamento de Justiça também tem um papel fundamental em garantir que as pessoas encarregadas dos segredos da nossa nação façam o que devem fazer com essas informações. Reconhecemos que sempre poderá haver uma tensão natural entre essas funções, mas não vamos ignorar a lei", completou.
Nos últimos meses, Trump intensificou os ataques contra repórteres e veículos de comunicação, reforçando uma estratégia que transforma a imprensa em inimiga preferencial e ajuda a mobilizar sua base de apoiadores, de modo a combater a queda de popularidade.
Em junho, o republicano atacou repórteres de diferentes veículos e interrompeu uma entrevista de forma abrupta. Também no mês passado, comentaristas que se apresentam como independentes encontraram seus nomes em uma seção intitulada "Influenciadores de Esquerda" dentro da página "Infratores da Mídia", hospedada no site da Casa Branca, o que motivou novas críticas relacionadas à liberdade de expressão.
Os processos contra profissionais e veículos da imprensa também não são novidade. Em 2025, Trump moveu uma ação contra o The New York Times sob o argumento de difamação.
O jornal também já entrou na Justiça contra o presidente. Em dezembro, o veículo processou o Departamento de Defesa americano após a imposição de restrições a repórteres responsáveis pela cobertura das Forças Armadas.
- Bahia Notícias
- 10 Jul 2026
- 14:49h
Fotos: Divulgação/SEFutbol | Reprodução/X/@BelRedDevils
As quartas de final da Copa do Mundo de 2026 seguem a todo vapor nesta sexta-feira (10). Com apenas um jogo na agenda do dia, Espanha e Bélgica se enfrentam às 16h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Inglewood, na região metropolitana de Los Angeles, Califórnia (EUA). Quem avançar decide contra a França uma das vagas para a grande final do torneio.
Espanha e Bélgica já protagonizaram confrontos diretos cruciais na história dos Mundiais. O primeiro grande duelo ocorreu justamente nas quartas de final de 1986, quando a Bélgica eliminou a Espanha nos pênaltis. Quatro anos depois, na fase de grupos de 1990, os espanhóis devolveram o resultado ao vencerem por 2 a 1.
A Espanha conquistou seu primeiro título em 2010 e sonha com o bicampeonato, enquanto a seleção belga ainda busca levantar a taça do torneio pela primeira vez em sua história.
CONFIRA ONDE ASSISTIR A ESPANHA X BÉLGICA
Horário: 16h (horário de Brasília)
Local: SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia (EUA)
Transmissão: TV Globo, SporTV, Globoplay, geTV e CazéTV
CONFIRA OS OUTROS CONFRONTOS DAS QUARTAS DE FINAL
Sábado (11)
18h – Noruega x Inglaterra
22h – Argentina x Suíça