BUSCA PELA CATEGORIA "Mundo"

Obama diz que ETs existem e comenta sobre vídeo racista publicado por Trump: “Espetáculo de palhaços”

  • Bahia Notícias
  • 16 Fev 2026
  • 14:18h

Foto: Reprodução / Casa Branca

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou sobre as teorias sobre a existência de extraterrestres e afirmou que os ETs existem, mas que o país estadunidense não estaria os mantendo na “Área 51”. Em entrevista publicada pelo podcaster Brian Tyler Cohen neste sábado (14), Obama também comentou pela primeira vez em relação ao um vídeo racista publicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e classificou a situação como um “espetáculo de palhaços”.

 

Sobre a vida fora do planeta Terra, Obama disse que, apesar de considerar os aliens “reais”, nunca viu evidências concretas da existência deles. O ex-presidente também disse que não há nenhuma instalação subterrânea escondendo extraterrestres no local, a menos que exista “uma enorme conspiração” capaz de esconder a informação até mesmo do presidente dos Estados Unidos.

 

“Eles são reais, mas eu não os vi. E eles não estão sendo mantidos na Área 51.”

 

O VÍDEO
Sobre vídeo publicado por Trump, Obama disse que a maioria dos americanos considera esse tipo de comportamento “profundamente perturbador”. O clipe em questão mostrava ele e a ex-primeira-dama Michelle Obama com rostos sobrepostos a corpos de macacos.

 

O vídeo, publicado em 5 de fevereiro, ficou no ar por cerca de 12 horas antes de ser apagado. Trump disse que não assistiu ao conteúdo completo antes da publicação e que não iria se desculpar, por não considerar que cometeu um erro.

Obama sugeriu que os posts de Trump nas redes sociais servem como distração, mas defendeu que ainda há no país uma crença em valores como “decência, cortesia e respeito”.

 

“Há uma espécie de espetáculo de palhaços acontecendo nas redes sociais e na televisão”, disse.

Atingido por tempestades, Portugal vai às urnas e deve rejeitar ultradireita

  • Por João Gabriel de Lima | Folhapress
  • 08 Fev 2026
  • 10:16h

Foto: Reprodução / Pixabay

Kristin, Ingrid, Leonardo, Marta. Os nomes mais repetidos em Portugal nos dias que antecederam o segundo turno das eleições presidenciais, que acontecem neste domingo (8), não foram os dos candidatos António José Seguro e André Ventura, mas das tempestades que castigaram o país e levaram vários municípios a decretar estado de calamidade pública.
 

Ventura, o candidato do Chega -partido que representa a ultradireita em Portugal- pediu ao atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, o adiamento do pleito em função das chuvas. Recebeu um "não" como resposta. Alguns municípios castigados por enchentes, como Alcácer do Sal, próximo a Setúbal, decidiram postergar a votação para o domingo seguinte, 15 de fevereiro. Outros pretendem seguir o mesmo caminho.
 

O adiamento em algumas poucas cidades, no entanto, não impede que o pleito ocorra nem que os votos sejam apurados no resto do país, com a declaração de um vencedor, especialmente se a margem for alta. A julgar pelas pesquisas de intenção de voto, é bem provável que isso aconteça -em favor de António José Seguro.
 

Em levantamento feito nesta semana pela Universidade Católica de Lisboa, o socialista liderava as intenções de voto com 56% contra 25% do ultradireitista. Em votos válidos, 67% a 33%. De cada três portugueses decididos a endossar algum candidato, dois pretendiam votar em Seguro.
 

Um dado relevante da pesquisa é a escolaridade dos entrevistados. Cerca de 70% dos que preferiram Seguro têm curso superior completo, contra 12% de Ventura. "A ultradireita vem crescendo entre a população mais humilde, que se sente desatendida pelo Estado", diz André Santos Pereira, professor de comunicação política na faculdade ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa) e diretor-associado da consultoria Political Intelligence.
 

Os números confirmam o que é narrado no livro "Por dentro do Chega", best-seller do jornalista Miguel Carvalho sobre a ultradireita portuguesa -a obra, lançada no ano passado, está na oitava edição. "Eu tenho relatos de freguesias [bairros] ao norte de Portugal, um local tradicionalmente operário, que chegaram a dar três mandatos ao Partido Comunista e agora votam majoritariamente no Chega", diz Carvalho à Folha.
 

O livro mapeia a trajetória do Chega desde antes de sua fundação, em 2019, e rastreia, na gestação da sigla, uma influência decisiva do bolsonarismo brasileiro. "Uma das fundadoras do Chega, Lucinda Ribeiro, foi a principal responsável pela difusão do partido nas redes sociais. Ela mantinha contato com setores bolsonaristas que lhe ensinaram técnicas no sentido de propagar mais a mensagem", afirma Carvalho.
 

Logo após o primeiro turno das eleições deste ano, em janeiro, Eduardo Bolsonaro postou nas redes sociais uma foto em que aparece ao lado do presidente do Chega e de Santiago Abascal, líder do Vox, da ultradireita da Espanha. O apoio retribui um vídeo postado por Ventura na campanha brasileira de 2022, em que o líder do Chega endossava Jair Bolsonaro (PL) contra Lula (PT).
 

A relação entre Ventura e Bolsonaro, no entanto, é marcada por idas e vindas. Quando quer atrair um eleitorado moderado, o líder do Chega tenta se afastar do ex-presidente brasileiro. Na campanha presidencial de 2021, quando também foi candidato, Ventura disse: "Não aprecio muito o estilo do presidente Bolsonaro, embora lhe reconheça algum valor político, mas eu não gostaria de ver esse estilo acontecer em Portugal." O episódio é narrado no livro de Miguel Carvalho.
 

Para Santos Pereira, do ISCTE, a admiração de Ventura por Bolsonaro vem de uma aspiração antiga do presidente do Chega: liderar a direita em Portugal a partir da ultradireita. "É algo que muitos tentaram e poucos conseguiram. Os principais casos são Jair Bolsonaro no Brasil e Giorgia Meloni na Itália", afirma.
 

Na noite de 18 de janeiro, após a divulgação dos resultados do primeiro turno, Ventura conclamou os eleitores de outros candidatos de direita a votarem nele. A estratégia não funcionou. Vários políticos da direita tradicional, entre eles o ex-premiê Aníbal Cavaco Silva, preferiram declarar apoio a Seguro, um socialista moderado.
 

"Não é impossível, no entanto, que Ventura saia dessa eleição com algum ganho", diz Santos Pereira. "Se ele atingir os 33% que aparecem nas pesquisas, poderá dizer que teve mais votos que o primeiro-ministro Luís Montenegro, que contabilizou 31,2% nas eleições parlamentares. E reivindicará novamente a primazia no campo das direitas".
 

O premiê Montenegro lidera a Aliança Democrática, de centro-direita. No sistema político português é o primeiro-ministro quem governa. O presidente exerce uma espécie de poder moderador, que não é pequeno -pode vetar leis ou dissolver o parlamento em casos de impasse político.

Israel reabre passagem de Rafah apenas parcialmente e veta presença de Médicos Sem Fronteiras

  • Por Folhapress
  • 02 Fev 2026
  • 16:45h

Fotos ilustrativas: Reprodução / Agência Brasil / Médico Sem Fronteiras

Israel anunciou neste domingo (1º) a reabertura da fronteira da cidade de Rafah, na Faixa de Gaza, com o Egito, apenas para moradores do território palestino. A reabertura da passagem, fundamental para a entrada de ajuda humanitária, estava prevista no plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aprovado por Tel Aviv e pelo grupo terrorista Hamas em outubro.
 

O anúncio foi feito pelo Cogat, braço do Ministério da Defesa israelense que supervisiona assuntos civis em Gaza. "Uma fase piloto começou em coordenação com a missão [de assistência de fronteiras] da União Europeia (Eubam) e as autoridades competentes", afirmou o órgão. Não houve menção à passagem de ajuda humanitária.
 

O trânsito de pessoas pelo local, em ambas as direções, deve ser autorizado a partir de segunda-feira (2). Os líderes do Egito e da Jordânia, no entanto, reagiram ao anúncio condenando o que classificaram de tentativas de deslocar a população palestina.
 

Durante um encontro na capital do Egito, Cairo, o ditador do país, Abdul Fatah Al-Sisi, e o rei Abdullah 2º, da Jordânia, "renovaram sua afirmação da posição firme do Egito e da Jordânia rejeitando quaisquer tentativas de deslocar o povo palestino de sua terra", de acordo com um comunicado do regime egípcio.
 

Segundo um representante do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, cerca de 20 mil pessoas esperam pela reabertura para deixar Gaza e receber tratamento no Egito. A fronteira estava fechada desde maio de 2024, quando o Exército israelense assumiu o controle da passagem.
 

"A cada dia que passa, meu estado piora e minha vida me escapa", disse Mohammed Shamiya, 33, à agência de notícias AFP. Ele sofre de uma doença renal que requer tratamento de diálise e espera conseguir sair de Gaza para receber atendimento médico.
 

Também neste domingo, Israel anunciou que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) deverá interromper suas atividades na Faixa de Gaza por ter se recusado a fornecer uma lista de seus funcionários palestinos —algo "aplicável a todas as instituições humanitárias que operam na região", segundo o Ministério da Diáspora israelense, responsável pelo registro das ONGs.
 

Em dezembro, a pasta afirmou que proibiria a atuação de 37 organizações humanitárias, incluindo a Médicos Sem Fronteiras, em Gaza a partir do dia 1º de março por não apresentarem informações detalhadas sobre os colaboradores palestinos. Segundo o ministério, dois funcionários da MSF teriam vínculos com o Hamas e com o Jihad Islâmico, o que a ONG nega.
 

A Médicos Sem Fronteiras afirmou neste domingo que a decisão de proibir suas atividades em Gaza é um "pretexto para impedir a ajuda".
 

Na sexta-feira, a ONG havia divulgado um comunicado afirmando ter aceitado neste mês, como medida excepcional, compartilhar uma lista parcial de seus colaboradores palestinos e estrangeiros, desde que houvesse compromissos claros do governo israelense a respeito de sua segurança.
 

"Apesar dos esforços reiterados, nos últimos dias ficou claro que não era possível qualquer diálogo com as autoridades israelenses para obter as garantias necessárias", disse a ONG, que decidiu, então, não compartilhar a relação de funcionários palestinos e estrangeiros com as autoridades de Tel Aviv.
 

Apesar do cessar-fogo, Israel lançou no sábado (31) um de seus ataques aéreos mais violentos da última semana contra a Faixa de Gaza, atingindo uma delegacia administrada pelo Hamas e áreas com tendas e apartamentos que abrigavam palestinos que precisaram se deslocar. Ao menos 32 pessoas morreram, incluindo três crianças, segundo autoridades de saúde do território.
 

Na sexta-feira (30), Israel admitiu pela primeira vez que os bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza mataram pelo menos 25 mil civis ao longo da guerra. O conflito começou em 7 de outubro de 2023, com um ataque terrorista do Hamas, e teve uma trégua, ainda que frágil, acordada no ano passado.
 

As próximas fases do plano de Trump para Gaza preveem que a administração seja entregue a tecnocratas palestinos, que o Hamas se desarme e que as tropas israelenses se retirem do território, enquanto uma força internacional mantém a paz e Gaza é reconstruída. O Hamas até agora rejeitou o desarmamento e Israel indicou repetidamente que usará força se o grupo não ceder pacificamente.

Roteirista de filme indicado ao Oscar é preso no Irã após criticar o líder do país

  • Por Folhapress
  • 02 Fev 2026
  • 10:23h

Foto: Divulgação / Les Films Pelleas

Mehdi Mahmoudian, um dos três corroteirista do filme "Foi Apenas um Acidente" ao lado do diretor Jafar Panahi, foi preso no Irã, neste sábado, ao lado de outros dois signatários de uma carta com críticas ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
 

O governante é acusado de cometer crimes contra a humanidade, em meio aos recentes protestos contra os líderes religiosos, no poder há quase quatro décadas.
 

O próprio Panahi também assinou a carta, ao lado do cineasta Mohammad Rasoulof, de "A Semente do Fruto Sagrado", além da ativista e Nobel da Paz Narges Mohammadi. Os ativistas Abdollah Momeni e Vida Rabbani também foram detidos.
 

As informações foram divulgadas pela Neon, distribuidora do filme de Panahi nos Estados Unidos, após a vitória da Palma de Our, no ano passado, dessa que é uma coprodução francesa. No Oscar, o trabalho concorre aos prêmios de melhor roteiro original e melhor filme internacional, ao lado de "O Agente Secreto" e "Valor Sentimental".
 

O próprio Panahi tem um longo histórico de ameaças e prisões por suas críticas ao governo, e teve de rodar "Foi Apenas um Acidente" de forma clandestina.
 

Em nota, o cineasta afirma que conheceu Mahmoudian na prisão, também motivada por manifestações políticas, e lá ficaram juntos por sete meses, e que ele foi muito presente na concepção do roteiro e nas filmagens de sua última produção."
 

"Mahmoudian não é apenas um ativista de direitos humanos e um prisioneiro de consciência", escreveu, "ele é uma testemunha, um ouvinte e uma rara presença moral --uma presença cuja ausência é imediatamente sentida, tanto dentro quanto fora dos muros da prisão."

 

Em meio a política anti-imigratória de Trump, rejeição de visto dos EUA para brasileiros cai em 2025

  • Bahia Notícias
  • 01 Fev 2026
  • 12:16h

Foto: Micah & Sammie Chaffin / Unsplash

Brasileiros tiveram seus vistos menos rejeitados durante tentativas de viajar aos Estados Unidos em 2025. O percentual de vistos de turismo e negócios para brasileiros aprovados pelos Estados Unidos em 2025 foi maior do que no ano anterior, apesar das políticas de restrição do governo de Donald Trump, que atingiram diversos países.

 

Segundo informações divulgadas pelo G1, neste domingo (1°), o Departamento de Estado dos EUA registrou negativas para apenas 14,8% das solicitações de visto B1/B2 (turismo e negócios) feitas por brasileiros. A queda é de cerca de 0,6% em comparação ao ano de 2024, ainda no governo de Joe Biden, quando a taxa de rejeição foi de 15,4%.

 

O recorde nos últimos dez anos foi em 2020, durante o início da pandemia, quando a taxa de rejeição de vistos brasileiros chegou a 23,1%. O menor índice, por sua vez, foi em 2023, no governo Biden, quando os EUA negaram 11,9% das solicitações de visto a brasileiros.

 

RESTRIÇÕES 
Uma medida que impactou o processo para obter o visto de turista, por exemplo, foi que menores de 14 anos e maiores de 79 voltaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial, para obtenção do documento, a partir de outubro de 2025.

 

Já a suspensão temporária para a emissão de vistos para 75 países foi anunciada em 2026 e, apesar de incluir o Brasil, não afeta vistos de turismo e nem os demais da categoria de "não imigrantes". 

 

Trump também emitiu uma ordem em abril de 2025 exigindo que turistas de 38 países, principalmente da África, Oceania e parte da Ásia, paguem um caução de até US$ 15 mil para que o documento seja emitido. O Brasil, no entanto, não faz parte da lista.

 

Além disso, desde junho de 2025, candidatos a vistos de estudante dos EUA passaram a ser obrigados a manter seus perfis em redes sociais abertos ao público para análise das autoridades americanas.

 

A verificação busca identificar “qualquer indício de hostilidade” contra cidadãos, instituições ou princípios dos EUA. No último mês de outubro, menores de 14 anos e maiores de 79 passaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial para obtenção de visto, com algumas exceções.

 

A mudança vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo brasileiros.

Trump culpa democratas pelas mortes de americanos em ações do ICE

  • Por Constança Rezende | Folhapress
  • 26 Jan 2026
  • 12:28h

Foto: Divulgação / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou as lideranças democratas em cidades e estados do país pelas mortes de dois americanos em abordagens do ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos, em Minneapolis, em mensagem publicada em suas redes sociais neste domingo (25).
 

A publicação reflete a estratégia da Casa Branca de seguir defendendo a abordagem dos agentes de migração apesar das mortes durante as ações e de não recuar desses posicionamentos --imagens dos momentos dos assassinatos de Renée Good e Alex Pretti neste mês, mortos a tiros por agentes federais, contradizem as versões oficiais do governo, que descreveu Pretti como um "terrorista doméstico".
 

Trump disse que estes locais, "que se dizem santuários para imigrantes ilegais", em suas palavras, "estão se recusando a cooperar com o ICE e incentivando agitadores de esquerda a obstruir ilegalmente suas operações para prender os piores criminosos".
 

"Ao fazer isso, os democratas estão colocando criminosos imigrantes ilegais acima de cidadãos que pagam impostos e cumprem a lei, criando circunstâncias perigosas para todos os envolvidos. Tragicamente, dois cidadãos americanos perderam suas vidas como resultado desse caos provocado pelos democratas", escreveu.
 

Trump ainda instou o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ambos democratas que o republicano tinha acusado de insurreição, a cooperar com o governo.
 

Ambos, segundo o presidente, devem fazer cumprir as leis de nação, "em vez de resistirem e alimentarem as chamas da divisão, do caos e da violência" e listou medidas para isso.
 

Ele disse que os governantes devem entregar "todos os imigrantes ilegais criminosos que estão atualmente encarcerados em suas prisões e cadeias estaduais às autoridades federais, juntamente com todos os criminosos ilegais com mandado de prisão em aberto ou antecedentes criminais conhecidos, para deportação imediata".
 

"As forças policiais estaduais e locais devem concordar em entregar todos os imigrantes ilegais presos pela polícia local. A polícia local deve auxiliar as forças policiais federais na captura e detenção de imigrantes ilegais procurados por crimes", acrescentou.
 

Ele também afirmou que os políticos democratas "devem se unir ao governo federal para proteger os cidadãos americanos na rápida remoção de todos os imigrantes ilegais criminosos do nosso país".
 

Além disso, apelou para que o Congresso americano aprove imediatamente uma legislação para acabar com as chamadas cidades santuários --que protegem imigrantes da deportação, ao passar leis para que suas polícias locais não sejam obrigadas a cooperar com ações imigratórias federais.
 

Em entrevista ao Wall Street Journal publicada neste domingo, Trump disse que o seu governo está "revisando tudo e chegará a uma conclusão" sobre a morte de Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos, em Minneapolis.
 

O governo Trump afirmou que Pretti agrediu os agentes, obrigando-os a atirar em legítima defesa, mas gravações de vídeo mostram que Pretti foi atingido por vários tiros enquanto estava imobilizado no chão por um grupo de agentes.
 

O republicano também sinalizou a disposição de eventualmente retirar os agentes de imigração da região de Minneapolis, segundo a reportagem. "Em algum momento, nós iremos embora. Eles fizeram um trabalho fenomenal", disse Trump ao jornal, mas não ofereceu um prazo para a possível saída dos agentes. "Deixaremos um grupo diferente de pessoas lá para lidar com a fraude financeira."
 

Na mensagem publicada em suas redes sociais, o presidente americano também falou que, durante os quatro anos da gestão de Joe Biden e da liderança dos Democratas, dezenas de milhões de imigrantes ilegais criminosos entraram em seu país, "incluindo centenas de milhares de assassinos, estupradores, sequestradores, traficantes de drogas e terroristas condenados".
 

"Venci a eleição com uma vitória histórica esmagadora, e os Republicanos conquistaram a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, em grande parte porque prometemos fechar a fronteira, o que fizemos, e lançar a maior deportação em massa de imigrantes ilegais criminosos da história americana", acrescentou.
 

Ele também afirmou que, em cidades e estados governados por Republicanos, essas operações estão ocorrendo "de forma pacífica e tranquila, porque os policiais locais têm permissão para trabalhar com seus colegas federais".

Homem é morto por agente do serviço de imigração dos Estados Unidos

  • Bahia Notícias
  • 25 Jan 2026
  • 12:29h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um homem baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) morreu neste sábado (24) no estado de Minnesota, após ser levado ao hospital. Segundo autoridades locais, a vítima tinha 37 anos, morava na cidade e seria cidadão norte-americano. O caso ocorre em meio a protestos contra operações federais de imigração no estado de Minnesota.

 

O governador Tim Walz classificou o episódio como “atroz” e afirmou ter cobrado da Casa Branca o fim imediato das ações federais no estado.

 

“Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, escreveu o governador nas redes sociais.

 

De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o homem estava armado com uma pistola semiautomática e dois carregadores e teria reagido de forma violenta durante uma “operação direcionada” para localizar um imigrante em situação irregular. Segundo o órgão, um agente atirou após temer pela própria vida.

 

Conforme a Agência Brasil, vídeos não confirmados que circulam nas redes sociais mostram agentes com coletes identificados como “Polícia” imobilizando uma pessoa no chão antes dos disparos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que o caso foi comunicado à corporação por volta das 9h (horário local) e que a vítima possuía, ao que tudo indica, porte legal de arma, permitido pela legislação do estado.

 

Autoridades democratas e o prefeito da cidade, Jacob Frey, criticaram duramente a operação federal. Minneapolis vive clima de tensão desde o início do mês, quando outra ação do ICE resultou na morte de Renee Good, cidadã estadunidense de 37 anos, episódio que também provocou protestos e investigações em andamento.

 

Em postagens nas redes sociais, o presidente Donald Trump responsabilizou os policiais locais pelo tiroteio, elogiou agentes do ICE como “patriotas” e acusou o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis de provocarem uma “insurreição”. Trump também compartilhou uma foto de uma arma atribuída ao homem morto e, em seguida, alegou que as autoridades estaduais estariam encobrindo os fatos para enganar o governo federal.

 

ONU
O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que o governo do presidente Donald Trump seja investigado por possíveis violações de direitos humanos no tratamento dado a imigrantes e refugiados. Segundo ele, políticas migratórias recentes têm resultado em “abusos rotineiros”, prisões arbitrárias e práticas que estariam “destruindo famílias”.

 

Em comunicado emitido na sexta-feira (23), Türk afirmou estar “estarrecido” com o que classificou como detenções violentas e ilegais realizadas por autoridades norte-americanas, muitas vezes baseadas apenas na suspeita de que indivíduos sejam imigrantes sem documentação. De acordo com o alto comissário, operações de fiscalização têm ocorrido em locais sensíveis, como hospitais, igrejas, escolas, tribunais e residências.

 

“Indivíduos estão sendo vigiados e detidos, às vezes de forma violenta, frequentemente apenas sob a mera suspeita de serem migrantes indocumentados”, declarou.

 

Ele também criticou o que chamou de representação “desumanizante” de migrantes e refugiados que, segundo a ONU, aumenta a exposição desse grupo à hostilidade xenofóbica e a abusos.

 

Um dos casos citados ocorreu na terça-feira (20), em Minneapolis, quando um menino de cinco anos foi detido junto com o pai por agentes de imigração. Segundo autoridades educacionais locais, a criança teria sido usada como “isca” para tentar localizar outros imigrantes em uma residência. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas, de acordo com o advogado da família.

Lula inicia semana de olho na crise em torno da Groenlândia e avaliando convite de Trump para Conselho de Paz em Gaza

  • Bahia Notícias
  • 19 Jan 2026
  • 10:04h

Foto: Reprodução Youtube

Com o Congresso Nacional ainda em período de recesso e o Supremo Tribunal Federal (STF) funcionando em regime de plantão, o governo federal é o único poder em atividade, e os assuntos externos estão entre os principais focos de preocupações no Palácio do Planalto. De olho nessa agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a sua semana, nesta segunda-feira (19), em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

 

As atenções do Brasil estão voltadas para dois movimentos que envolvem o governo dos Estados Unidos e geram tensão e discussões em todo o mundo. O primeiro deles é a ameaça de algum tipo de ação norte-americana para tomar o controle da Groenlândia. 

 

No último sábado (17), Donald Trump anunciou tarifas extras a oito países da União Europeia que se opõem aos planos dos EUA de comprar e anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca. A União Europeia convocou uma reunião de emergência para esta segunda a fim de avaliar como irá lidar com as investidas dos Estados Unidos. 

 

Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia divulgaram uma declaração conjunta em que afirmam que permanecerão unidos e comprometidos com a segurança da Groenlândia. Os países também informaram que irão reforçar a segurança na região.

 

O segundo tema na mesa é o convite feito por Donald Trump para que o presidente Lula integre o Conselho de Paz para Gaza. A proposta, recebida na última sexta (16) pela embaixada brasileira em Washington, daria a Lula a chance de participar dessa importante negociação para a paz no Oriente Médio.

 

O convite de Trump, entretanto, tem um alto custo. Segundo informou a Bloomberg News neste final de semana, o presidente norte-americano quer que os países convidados paguem US$ 1 bilhão para permanecer no chamado “Conselho da Paz”.

 

De acordo com a reportagem, Trump atuaria como o presidente inaugural do conselho, e cada país-membro teria mandato de até três anos a partir da entrada em vigor do estatuto do Conselho, com possibilidade de renovação a critério do presidente do órgão.

 

Além dos temas internacionais, o presidente Lula também tem diversos compromissos internos nesta segunda (19). Na parte da tarde, Lula terá reuniões com o secretário para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, além de um encontro com dirigentes de instituições comunitárias de educação superior.

 

Nesta semana o presidente Lula também fará viagens para outros estados. Na terça (20), Lula participa da cerimônia de assinatura de contratos da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros da Transpetro no Estaleiro de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Ainda no estado, o presidente comandará uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida. 

 

Já na sexta (23), o presidente Lula seguirá para Maceió, capital de Alagoas. No estado, Lula também promoverá a entrega de de novas unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida do governo federal.

 

Na área econômica, o destaque é a reunião, na próxima quinta (22), do Conselho Monetário Nacional (CMN). Esta pode ser a última reunião do CMN com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

 

O ministro já comunicou que deve deixar a pasta até o final do mês de janeiro, e no seu lugar provavelmente deve entrar o atual secretário executivo Dario Durigan. Além de Haddad, são membros do Conselho a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No encontro deve ser definida a meta da inflação para 2026. 

 

No Judiciário, que ainda está de recesso, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que a Polícia Federal interrogue nesta semana os investigados no caso do Banco Master. Alguns investigados já foram ouvidos pela Polícia Federal em 30 de dezembro, como, por exemplo, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.

María Corina Machado entrega Nobel da Paz à Trump

  • Bahia Notícias
  • 17 Jan 2026
  • 16:45h

Foto: Reprodução / X

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, presenteou Donald Trump com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz nesta quinta-feira (15). A entrega aconteceu durante uma reunião na Casa Branca após declarações do presidente norte-americano de que ela não tinha apoio para comandar Venezuela.


Em uma publicação nas redes sociais, Trump escreveu: "María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que tenho feito. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!"

 

Corina descreveu a reunião como "excelente" e disse que o presente foi um reconhecimento do que ela chamou de compromisso de Trump com a liberdade do povo venezuelano.

Países da União Europeia aprovam acordo com o Mercosul

  • Bahia Notícias
  • 09 Jan 2026
  • 14:50h

Foto: Agência Senado

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi parcialmente aprovado pelos países europeus nesta sexta-feira (9). A informação foi divulgada pelas agências France Presse e Reuters. Para formalizar os votos, ainda é preciso enviar as confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas.

 

Depois de 25 anos de negociações, o tratado pode ser assinado na próxima segunda-feira (12) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Paraguai. O acordo pode criar a maior área de livre comércio do mundo.

 

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado garante o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores. Mesmo diante da oposição de países como a França, gigante do agronegócio europeu, a expectativa é de que a Comissão Europeia consiga reunir o apoio da maioria entre os 27 Estados-membros.

Tiroteio é registrado nas proximidades do Palácio Presidencial da Venezuela

  • Bahia Notícias
  • 06 Jan 2026
  • 12:38h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um tiroteio foi registrado nas proximidades do edifício da sede oficial da Presidência da Venezuela, o Palácio de Miraflores, em Caracas, na noite desta segunda-feira (5). 

 

O episódio ocorre dois dias após os Estados Unidos conduzirem uma operação na capital venezuelana para capturar o líder Nicolás Maduro. No último sábado (3), Caracas foi alvo de diversas explosões durante a incursão militar.

 

Até a última atualização da reportagem, não havia informações confirmadas sobre o que teria provocado o tiroteio. Nas redes sociais, usuários publicaram vídeos nos quais é possível ouvir nitidamente o som dos disparos.

 

Segundo a agência AFP, uma fonte do governo informou que a situação já está sob controle, embora não tenha especificado a natureza ou a origem do incidente.

Semana em Brasília tem governo de olho na situação de Maduro, atos sobre 8 de janeiro e divulgação da inflação

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 05 Jan 2026
  • 12:07h

Foto: Reprodução Redes Sociais

A primeira semana do ano de 2026 começa em Brasília sob o impacto da operação militar do governo dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo brasileiro, que emitiu nota no fim de semana considerando a ação norte-americana uma “afronta gravíssima à soberania de outro país”, deve seguir nos próximos dias na mesma linha, de alertar para a violação de tratados internacionais, mas sem maior veemência em criticar diretamente o presidente Donald Trump.

 

Nesta segunda-feira (5), o Brasil deve participar da reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e provavelmente deve apresentar a mesma linha de argumentação, de que a ação militar na Venezuela “ultrapassou uma linha inaceitável”. 

 

Em meio à crise política que ameaça também a Colômbia, outro aliado do governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar nesta semana um ato no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos acontecimentos no dia 8 de janeiro de 2023, com o vandalismo nas sedes dos três poderes. Além desse evento, o restante da agenda de Lula para essa semana ainda não foi divulgado.

 

Para o ato, na próxima quinta (8), Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de parlamentares, ministros, autoridades públicas e membros dos tribunais superiores. As presenças de Motta e Alcolumbre ainda não foram confirmadas.

 

No mesmo dia 8 de janeiro, o STF realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. 

 

O STF segue de recesso, embora alguns ministros estejam trabalhando normalmente, como Alexandre de Moraes e André Mendonça. O Congresso também segue em recesso parlamentar até o início de fevereiro. 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o IBGE divulgará na próxima quinta (8) a Pesquisa Industrial Mensal. O estudo apresentará os resultados do setor industrial brasileiro no mês de novembro de 2025. 

 

O destaque da semana, entretanto, será a divulgação, na sexta (9), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador representa a inflação oficial brasileira, e os números apresentados se referem à alta de preços no mês de dezembro. 

EUA realizam ataques na Venezuela; Trump diz que Nicolás Maduro foi capturado após ofensiva

  • Bahia Notícias
  • 03 Jan 2026
  • 10:02h

Foto: Luis Jaimes/AFP

O governo dos Estados Unidos realizou ataques contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3), segundo informou o próprio governo venezuelano. Em declaração publicada no mesmo dia, o ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido capturados após a ofensiva. Até o momento, não há confirmação independente sobre a informação.

 

Segundo a Folha, mais cedo, autoridades venezuelanas declararam que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos, após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões durante a madrugada. Diante dos acontecimentos, o governo decretou estado de emergência nacional e determinou a mobilização das forças de defesa.

 

Em comunicado oficial, o governo da Venezuela informou que os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo as autoridades, a medida de emergência foi adotada para responder aos danos e garantir a segurança da população.

 

Trump afirmou ainda que mais detalhes sobre a operação seriam apresentados em uma entrevista coletiva marcada para as 13h, no horário de Brasília.

 

De acordo com testemunhas ouvidas pela agência Reuters e com imagens divulgadas nas redes sociais, explosões, aeronaves e colunas de fumaça preta foram observadas em diferentes pontos de Caracas a partir de cerca das 2h no horário local (6h em Brasília). Moradores relataram queda de energia na região sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar.

 

Os Estados Unidos haviam enviado uma flotilha militar ao Caribe em agosto e, desde então, realizaram bombardeios contra quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes, segundo informações divulgadas por Caracas. O governo venezuelano afirma que essas ações têm como objetivo derrubar o regime no país.

 

Na terça-feira (30), Washington informou ter realizado ataques contra mais três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais. Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável por operações que abrangem do Caribe ao sul da Argentina, os navios viajavam em comboio.

 

Em novembro, Trump havia declarado que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e que havia autorizado operações da CIA no país sul-americano.

 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) um comunicado oficial no qual afirmou que seu governo acompanha com “profunda preocupação” os relatos de explosões e de atividades aéreas incomuns registradas na Venezuela.

Rússia divulga vídeo de drone usado em suposto ataque da Ucrânia contra residência de Putin

  • Por Folhapress
  • 01 Jan 2026
  • 16:54h

Foto: Ministério da Defesa da Rússia

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou nesta quarta-feira (31) um vídeo do que seria um drone abatido, supostamente lançado pela Ucrânia contra a residência do presidente Vladimir Putin, no noroeste da Rússia, nesta semana —o que Kiev e a União Europeia classificaram de mentira.
 

Moscou fez a acusação pouco depois de o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, ter se reunido com Donald Trump na Flórida. Segundo a Ucrânia, o suposto ataque foi uma "fabricação" para sabotar o processo de paz.
 

O vídeo mostra o major-general Alexander Romanenkov, vestido com equipamento antibombas, detalhando as características do drone, que Moscou afirma teria o objetivo de atacar a residência de Putin em Dolgie Borodi, às margens do lago Valdai, na província de Novgorod. Segundo Romanenkov, o drone não teve a carga explosiva detonada, apesar de ter sido derrubado pelas defesas aéreas russas.
 

O vídeo não dá detalhes de como as Forças Armadas da Rússia sabiam que o objetivo do ataque era a residência de Putin em Dolgie Borodi. A chefe da diplomacia da União Europeia, a estoniana Kaja Kallas, afirmou nesta quarta que ninguém deveria acreditar no que diz "o país agressor que ataca de maneira indiscriminada a infraestrutura e civis ucranianos desde o início da guerra".
 

Segundo Moscou, o ataque envolveu 91 drones, que teriam sido abatidos sem deixar feridos.
 

A Ucrânia minimizou o vídeo. "Isso é risível, tanto o fato de que eles demoraram dois dias para produzir [as imagens] quando o fato de que as coisas que tentam apresentar como provas mostram que eles nem estão se esforçando na fraude", disse um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Kiev à agência Reuters. "Temos certeza de que não houve ataque."
 

A residência supostamente atacada é um antigo complexo com três datchas, as famosas casas de campo que quase toda família russa mais abastadas tem. É uma das regiões favoritas de Putin, natural de São Petersburgo, com vegetação bastante densa. O complexo é usado principalmente como casa de férias de verão e tem espaço para 320 hóspedes.
 

Putin passa boa parte do tempo nos arredores da capital, em sua residência principal, mas tem diversos palácios à sua disposição pelo país. Segundo imagens do Kremlin, o presidente estava em Moscou durante o ataque, comandando uma reunião com seus generais principais, que lhe pintaram um quadro positivo acerca dos ganhos da guerra neste ano.

Trump pressiona Hamas e ameaça Irã em encontro com Netanyahu

  • Por Folhapress
  • 30 Dez 2025
  • 14:26h

Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil

Donald Trump voltou a ameaçar o Irã e cobrou o desarmamento do Hamas ao se reunir nesta segunda-feira (29) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Mar-a-Lago, na Flórida, para discutir a segunda fase do cessar-fogo em Gaza.
 

Reunião teve como foco a segunda fase do plano de paz para Gaza. A nova etapa prevê a retirada gradual das forças israelenses do território e a criação de uma nova administração provisória, sem a presença do Hamas. Trump afirmou que pretende iniciar o processo "o mais rápido possível".
 

Netanyahu disse que Israel está comprometido com o plano. Premiê agradeceu Trump e afirmou que a parceria com os EUA é fundamental para garantir a segurança de Israel e impedir o fortalecimento de grupos armados na região.
 

Esta foi a quinta visita de Netanyahu ao presidente americano em 2025. Ontem, Trump se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no mesmo local.
 

'É NECESSÁRIO QUE O HAMAS SE DESARME', DIZ TRUMP
 

Antes e depois da reunião, Trump afirmou a jornalistas que o Hamas terá um prazo curto para se desarmar. Segundo ele, a continuidade do grupo armado inviabiliza qualquer solução duradoura para o conflito.
 

Trump também afirmou que não vê motivos para preocupação com a atuação de Israel na condução do acordo. "Não estou preocupado com nada que Israel esteja fazendo. Eles cumpriram o plano", declarou.
 

IRÃ VOLTA AO CENTRO DO DISCURSO
 

Trump voltou a ameaçar o Irã caso o país tente retomar seu programa nuclear. O presidente afirmou que os EUA e Israel não permitirão qualquer avanço que represente risco à segurança regional, mas não detalhou eventuais ações.
 

"Ouvi dizer que o Irã está tentando desenvolver isso novamente. Se estiver, nós vamos derrubar. Vamos acabar com eles", disse Trump a jornalistas.
 

PRÊMIO E RELAÇÃO POLÍTICA
 

Durante a coletiva, Netanyahu anunciou que Trump receberá o Prêmio Israel da Paz, concedida a um cidadão não israelense. Segundo o primeiro-ministro, a mais alta honraria civil do país representa o "sentimento do povo pelo que ele fez conta o terrorismo".
 

Trump, por sua vez, agradeceu e afirmou que ficou "realmente surpreso" com a homenagem. O encontro reforça a aliança entre Trump e Netanyahu em um momento decisivo para o futuro do cessar-fogo em Gaza e para o equilíbrio de forças no Oriente Médio.