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Petróleo abre semana em alta com incertezas sobre reabertura do estreito de Hormuz

  • Por Folhapress
  • 10 Ago 2026
  • 14:55h

Foto: Reprodução / Folha de S.Paulo

Os preços do petróleo subiram neste domingo (9), em meio à continuidade das incertezas sobre a reabertura do estreito de Hormuz, seguindo a tendência das últimas sessões.
 

O Irã afirmou que um acordo com Omã para estabelecer novas rotas de navegação está em fase final, mas ressaltou que os Estados Unidos ainda precisam cumprir outras condições.
 

Os preços futuros do barril Brent, referência internacional, subia 2,66% nas primeiras horas das negociações, cotado a US$ 84,50. A commodity encerrou a semana anterior cotada em US$ 83,55.
 

Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, era negociado a US$ 78,80, em perdas de 2,22%.
 

Neste domingo, os houthis, alinhados a Teerã no Iêmen, disseram ter atacado a refinaria de Jazan, da Saudi Aramco, na costa do mar Vermelho. A ofensiva ocorreu dois dias depois de Riad assinar um pacto de defesa com Turquia e Paquistão em resposta à crescente instabilidade regional provocada pelo conflito.
 

Enquanto Irã e Estados Unidos ainda discutem os parâmetros para um possível acordo de paz, os houthis declararam no mês passado um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no mar Vermelho. O Irã e grupos armados xiitas aliados passaram a intensificar ataques contra outros países do Golfo, além de ações contra carregamentos de energia, desde o início do conflito.
 

No sábado (8), um funcionário iraniano de alto escalão da área de segurança nacional apresentou uma lista de exigências que, segundo ele, os EUA terão de cumprir antes que o estreito de Hormuz possa ser reaberto ao tráfego marítimo. A iniciativa lança dúvidas sobre o destino dessa rota comercial.
 

Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, divulgou um comunicado veiculado pela mídia estatal no qual enumera várias condições para a reabertura da via marítima.
 

Ele exigiu que os EUA suspendam o bloqueio naval e as sanções contra o Irã, retirem as forças militares americanas das proximidades do país, paguem reparações devido à guerra e liberem ativos iranianos congelados, além de encerrarem os ataques aos aliados do Irã na região e as ameaças contra o país.
 

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que impedirá o Irã de obter armas nucleares, independentemente do rumo das negociações diplomáticas com Washington e os países do Golfo.
 

Os futuros do petróleo haviam fechado com alta de mais de US$ 3 por barril na quinta-feira (6), enquanto o Irã analisava um projeto de lei para proibir a passagem de embarcações dos Estados Unidos e de Israel pelo estreito, por onde normalmente passava cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes do início da guerra, no final de fevereiro.
 

Os preços do petróleo caíram no início da semana passada, à medida que uma possível solução para o conflito parecia mais provável. As cotações, no entanto, voltaram a subir no final da semana, com o aumento das incertezas.
 

"O mercado está tentando avaliar se um acordo entre o Irã e Omã permitiria que um navio com bandeira dos EUA transitasse pelo estreito de Hormuz", disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. "Será que permitiria a passagem de um navio de propriedade dos EUA? Será que permitiria a passagem de um navio com destino a um porto dos EUA?".
 

O mercado de petróleo também está tentando determinar quanto tempo pode levar para encerrar a guerra que já dura cinco meses entre os EUA, Israel e o Irã, disse Lipow.
 

"Quanto mais tempo durar a interrupção no abastecimento, mais as reservas comerciais mundiais serão esgotadas", disse ele.

Lula conversa com Putin e discute fornecimento de diesel e fertilizantes

  • Por Mariana Brasil | Folhapress
  • 05 Ago 2026
  • 16:10h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone nesta terça-feira (4) com o líder da Rússia, Vladimir Putin, sobre o comércio entre os dois países, com destaque para as exportações de diesel e fertilizantes.
 

Por cerca de uma hora, os presidentes também trataram da situação geopolítica atual e da intenção de ampliar o comércio entre os dois países nas áreas de energia, naval e ciência e tecnologia. O presidente brasileiro tem reforçado laços comerciais com outras nações após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
 

A nota do governo brasileiro não especifica sobre quais conflitos os dois líderes trataram. Já o comunicado emitido pela Rússia horas antes diz que Putin teria agradecido a Lula pelo suporte nas tratativas de acordos pela paz com a Ucrânia.
 

Com críticas às dificuldades do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em encaminhar uma solução para os conflitos mundiais, Lula voltou a defender o apoio à candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.
 

"Nesse contexto, o presidente Lula ressaltou os aspectos humanitários dos conflitos, lamentando a perda de vidas humanas, inclusive civis", diz trecho.
 

Os dois ainda repassaram os principais temas da agenda bilateral, destacando as reuniões que ocorreram neste ano, em Brasília, no âmbito da Comissão de Alto Nível (CAN) e da Comissão Intergovernamental de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica (CIC).
 

Ambos também expressaram determinação de continuar trabalhando conjuntamente nos foros internacionais, especialmente no Brics, cujo papel no atual cenário internacional foi enfatizado.
 

Lula e Putin já haviam se falado por telefone em janeiro deste ano. Na época, o tema foi a operação dos EUA contra a Venezuela. A conversa destacou uma convergência das "abordagens de princípio da Rússia e do Brasil" no que diz respeito à "garantia da soberania estatal" e dos interesses nacionais da Venezuela.

Carro avança contra pessoas durante parada LGBT+ na Alemanha e deixa pelo menos 1 morto

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 26 Jul 2026
  • 12:16h

Foto: REUTERS / Christian Mang

Um carro atropelou uma multidão próxima a celebrações do orgulho LGBTQIA+ em Berlim, neste sábado (25). Ao menos uma pessoa morreu e cerca de 15 ficaram feridas, informou a polícia da capital alemã.

 

A organização publicou na rede social X que atende a uma ocorrência no parque Tiergarten, no centro da cidade, próximo ao Portão de Brandemburgo, onde um veículo atingiu diversas pessoas por volta das 22 horas, horário local (17 horas pelo horário de Brasília).
 

A polícia informou à AFP que encontrou abandonado o carro que acreditam ter sido usado no ataque. O veículo foi abandonado no parque Tiergarten, zona florestal da capital onde terminava o desfile.
 

"Estamos em busca intensa por suspeitos", afirmou um porta-voz da polícia de Berlim.
 

O tabloide Bild citou uma testemunha segundo a qual uma van branca avançou sobre a multidão em alta velocidade, e um homem saiu do veículo e fugiu a pé em seguida. Um grande número de veículos de emergência estava presente no local.
 

Centenas de milhares de pessoas se reuniam pacificamente na capital alemã para as celebrações anuais do Christopher Street Day (CSD), um dos maiores eventos do orgulho LGBTQ+ da Europa.
 

O evento foi interrompido, e a polícia pediu aos participantes que fossem para casa. A área onde as pessoas ficaram feridas foi isolada.
 

O porta-voz da polícia, Florian Nath, disse que alguns dos sobreviventes ficaram feridos "gravemente". Eles são atendidos pelos serviços de emergência.
 

Um jornalista da AFP no local observou a área em plena desocupação. Através de alto-falantes, as autoridades pediam que os presentes fossem para o norte da cidade.
 

Ao menos uma dezena de caminhões de emergência eram visíveis e uma tenda foi erguida no meio da rua.
 

O encerramento dos festejos foi cancelado e a polícia pediu aos participantes que "não cruzem" o parque pelo bosque, mas que usem exclusivamente as ruas.
 

No X, o prefeito de Berlim Kai Wegner afirmou que trata-se de um "ataque à nossa sociedade livre e cosmopolita após um CSD pacífico e colorido." Ele lamentou o caso e disse confiar na polícia e nas autoridades de segurança para investigarem o caso com o máximo empenho.
 

"Berlim é a cidade da liberdade —e nossa liberdade foi atacada hoje de forma terrível. Meus pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e amigos", diz publicação.
 

O Christopher Street Day atrai centenas de milhares de pessoas à capital alemã todos os anos. O evento celebra a revolta de Stonewall de 1969, em Nova York, e combina uma parada com reivindicações políticas por igualdade, inclusão e proteção contra discriminação.
 

Realizado pela primeira vez em Berlim Ocidental em 1979, o CSD cresceu de uma pequena manifestação para um dos principais eventos do calendário cultural e político da cidade. A parada é o ponto central do CSD, mas é acompanhada por uma ampla variedade de eventos políticos, culturais e festas realizados por toda a cidade.

Governo americano nega intenção de 'minar' eleições no Brasil

  • Por Isabela Menon e Ana Bottallo | Folhapress
  • 26 Jul 2026
  • 08:27h

Foto: Daniel Torok / White House

O Departamento de Estado dos EUA divulgou uma nota, no começo da noite de sábado (25), negando qualquer intenção de influenciar a eleição brasileira.

 

Segundo o governo Trump, tratava-se uma visita programada a Brasília entre os dias 27 e 30 de julho para se reunir com autoridades do governo, líderes religiosos e representantes da sociedade civil "a fim de discutir integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão".
 

"Qualquer insinuação de que essa viagem seria uma 'manobra' para minar a eleição de uma nação democrática é uma mentira sem qualquer fundamento."
 

O Itamaraty negou os vistos ao secretário-assistente Riley M. Barnes e ao subsecretário-assistente Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado. A intenção da viagem foi revelada pelo jornal americano The Washington Times.
 

Segundo quatro funcionários americanos e brasileiros ouvidos pelo jornal, o objetivo era lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro.
 

Em nota divulgada neste sábado (25), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que sua área internacional foi procurada pela embaixada dos Estados Unidos para tratar da visita dos representantes do governo Trump, mas o tema da reunião não havia sido informado.
 

A agenda não foi marcada, disse o TSE, em razão do recesso do Judiciário.
 

Antes, o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, se reuniu em junho com embaixadores para explicar como funciona o sistema eletrônico de votação do Brasil. Segundo o TSE, ele defendeu as urnas na ocasião.
 

"No próximo dia 17 de agosto, um novo encontro com embaixadores será promovido dentro do próprio TSE, e a diplomacia dos EUA será convidada", diz o órgão.
 

Por que os EUA caíram do 1º ao 10º lugar no ranking de passaportes fortes

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 24 Jul 2026
  • 14:28h

Foto: Reprodução / Magnific

Em vinte anos, os Estados Unidos caíram dez posições no ranking dos passaportes mais poderosos do mundo. O país já dividiu a liderança com Dinamarca e Finlândia, mas perdeu espaço ao longo das últimas duas décadas, segundo levantamento da consultoria Henley& Partners.

 

Um passaporte é considerado mais "poderoso" quanto maior for o número de países e territórios que seu titular pode visitar sem precisar solicitar um visto antes da viagem. Lançado em 2006, o Henley Passport Index acompanha há duas décadas a evolução da liberdade de viagem ao redor do mundo. Com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o estudo mostra quantos destinos podem ser visitados sem a necessidade de visto prévio e é considerado um dos principais indicadores de mobilidade internacional.
 

Segundo a consultoria, a força de um passaporte depende principalmente de acordos de isenção de visto e da reciprocidade entre os países. Nos últimos anos, os Estados Unidos avançaram pouco nesse aspecto, o que explica a queda.
 

Em paralelo, outras nações ampliaram seus acordos internacionais e ganharam posições no ranking. De acordo com o presidente da Henley & Partners, Christian H. Kaelin, a mudança vai além de uma simples alteração na classificação.
 

"O declínio da força do passaporte norte-americano na última década é mais do que uma simples mudança de ranking. Sinaliza uma mudança fundamental na mobilidade global e na dinâmica do soft power", disse Christian H. Kaelin, em comunicado divulgado pela Henley.
 

Na prática, isso significa que diversos países firmaram mais acordos de isenção de vistos e ampliaram a liberdade de circulação de seus cidadãos. Já o conceito de soft power refere-se à capacidade de um país exercer influência por meio da diplomacia, do prestígio internacional, da confiança em suas instituições, entre outros fatores.
 

Para a Henley, a perda de posições dos Estados Unidos reflete justamente essa mudança no equilíbrio geopolítico. Enquanto novas potências ampliam sua presença diplomática e fecham mais acordos de mobilidade, os EUA vêm perdendo protagonismo nesse aspecto.
 

A avaliação é compartilhada por Annie Pforzheimer, pesquisadora sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), em Washington. Segundo ela, o país já vinha adotando uma postura mais voltada para dentro nos últimos anos e está "colhendo os frutos" atualmente. "Essa mentalidade isolacionista agora se reflete na perda de poder dos passaportes norte-americanos", afirmou, em comunicado divulgado pela Henley.
 

Embora ocupe a décima posição, os Estados Unidos ganharam duas colocações em relação à lista divulgada em outubro de 2025. Ainda assim, perderam o posto de passaporte mais forte das Américas para o Canadá, que aparece em sétimo lugar.
 

A Henley também destaca a falta de reciprocidade adotada pelos EUA. Um dos exemplos é o Brasil, que encerrou a isenção unilateral de vistos para cidadãos norte-americanos em abril de 2025.
 

Em contrapartida, países da Ásia e da Europa registraram um avanço significativo no ranking. "Os passaportes mais fortes do mundo pertencem a nações que outros países desejam como parceiras, seja para comércio, investimento, segurança ou cooperação", destaca Kaelin.
 

COMO ESTÁ O RANKING ATUALIZADO?
 

A edição de julho de 2026 coloca Singapura na liderança. Os cidadãos do país podem viajar para 192 destinos sem necessidade de visto prévio, o maior número do mundo.
 

Na segunda posição aparecem Japão, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul, com acesso a 188 destinos. Segundo a Henley, há uma forte relação entre paz e liberdade de viagem.
 

A tendência se repete ao longo do ranking. A Suécia ocupa o terceiro lugar, com acesso a 187 destinos. Em seguida, um grupo de países europeus divide a quarta posição, com 186 destinos: Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega e Espanha.
 

E O BRASIL?
 

Na América do Sul, o Chile lidera o ranking regional, com acesso a 174 destinos. Brasil e Argentina aparecem logo em seguida, empatados na 16ª posição mundial, com acesso a 169 destinos sem necessidade de visto prévio.
 

O passaporte brasileiro é considerado um dos mais fortes da América Latina. Na prática, brasileiros podem viajar sem visto prévio para todos os países da América do Sul, grande parte da Europa em viagens de turismo e por tempo limitado, além de diversos destinos na Ásia.
 

RANKING DOS PASSAPORTES MAIS PODEROSOS DO MUNDO

 

1. Singapura - 192 destinos
 

2. Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos - 188
 

3. Suécia - 187
 

4. Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega e Espanha - 186
 

5. Áustria, Grécia, Malta, Portugal e Suíça - 185
 

6. Hungria, Polônia e Reino Unido - 184
 

7. Austrália, Canadá, República Tcheca, Letônia, Malásia, Nova Zelândia, Eslováquia e Eslovênia - 183
 

8. Croácia e Estônia - 182
 

9. Liechtenstein e Lituânia - 181
 

10. Islândia e Estados Unidos - 180
 

11. Bulgária e Romênia - 178
 

12. Mônaco - 177
 

13. Chipre - 175
 

14. Chile e Hong Kong - 174
 

15. Andorra - 170
 

16. Brasil e Argentina - 169

Canadá cancela inauguração conjunta de ponte após tarifas de Trump

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 23 Jul 2026
  • 14:25h

Foto: AP / Paul Sancya

O governo do Canadá cancelou a cerimônia conjunta de inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que liga Windsor, no Canadá, a Detroit, nos Estados Unidos. O evento estava previsto para esta sexta-feira (24). A informação foi divulgada pela Associated Press.

 

A decisão foi tomada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa adicional de 50% sobre a maior parte dos produtos canadenses exportados ao mercado norte-americano. A cerimônia reuniria autoridades dos dois países.
 

Em comunicado, o governo canadense afirmou que, diante das medidas comerciais anunciadas pelos EUA, seria "inadequado" realizar uma celebração conjunta. O Canadá fará um evento próprio na mesma data, de acordo com informações da Associated Press.
 

Até o momento, não há confirmação de uma cerimônia separada pelo lado norte-americano. A abertura da ponte para o tráfego, porém, continua prevista para 27 de julho.
 

Este não é o primeiro impasse envolvendo a nova ligação entre os dois países. Em fevereiro, Trump ameaçou adiar a abertura da ponte e defendeu que os Estados Unidos recebessem participação de pelo menos 50% no empreendimento, além de serem "totalmente compensados" pelo investimento feito pelo Canadá.
 

Trump anunciou nesta terça-feira (21) uma tarifa adicional de 50% sobre a maior parte dos produtos canadenses importados pelos Estados Unidos. Em resposta, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, classificou a medida como mais um episódio de uma série de "ações comerciais unilaterais" adotadas por Washington.
 

Segundo o anúncio, as novas tarifas entram em vigor em 19 de agosto. Entre os produtos atingidos estão vinhos, tacos de hóquei, cimento, laticínios, piscinas, móveis, varas de pesca, sementes, roupas e perucas. As tarifas também se aplicam a mercadorias cobertas pelo acordo de livre comércio entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA), embora importações do setor de energia e bens já sujeitos a tarifas setoriais permaneçam isentas.

Filhos de Michael Jackson travam disputa judicial por fortuna bilionária do cantor, diz site

  • Por Leonardo Volpato | Folhapress
  • 19 Jul 2026
  • 14:18h

Foto: Kevin Mazur/WireImage/Getty

A disputa pela herança de Michael Jackson, morto em 2009, ganhou novos capítulos e teria abalado de vez a relação entre seus três filhos. Segundo informações publicadas pelo site Radar Online, Paris Jackson, Prince Jackson e Bigi Jackson estão em uma batalha judicial envolvendo o controle do espólio do cantor, estimado em cerca de US$ 789 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões).
 

De acordo com a publicação, o estopim da crise foi a autorização para o pagamento de um bônus de US$ 625 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) a Paris Jackson, após uma decisão judicial relacionada aos honorários de advogados que atuam em nome do espólio.
 

Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que Prince e Bigi passaram a enxergar a disputa como uma tentativa de controle sobre o patrimônio deixado pelo pai.
 

Ainda segundo o Radar Online, a relação entre os irmãos se deteriorou a ponto de eles praticamente não conversarem mais. Quando precisam tratar de assuntos ligados à herança, toda a comunicação acontece por meio de advogados, consultores e representantes.
 

O desgaste também teria sido intensificado durante a produção da cinebiografia "Michael". Prince participou do projeto como coprodutor ao lado dos executores do espólio, enquanto Paris fez críticas públicas ao roteiro. Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou que leu versões iniciais do texto e apontou trechos que considerava desonestos ou imprecisos.
 

No centro da disputa também está o advogado John Branca, responsável pela administração do espólio desde a morte do cantor. Representantes de Paris afirmaram que a artista está "lutando com unhas e dentes" para proteger o legado do pai e criticaram a forma como os recursos vêm sendo administrados. A equipe do advogado, por sua vez, nega qualquer irregularidade.
 

Documentos citados no processo mostram ainda que, em 2022, Paris recebeu cerca de US$ 3,2 milhões do espólio, Prince teve repasses de aproximadamente US$ 3,1 milhões e Bigi recebeu quase US$ 1 milhão. Até o momento, nenhum dos três herdeiros comentou publicamente as informações sobre o suposto rompimento familiar.

Estados Unidos lançam novos ataques aéreos contra o Irã após morte de militares americanos

  • Bahia Notícias
  • 19 Jul 2026
  • 10:07h

Foto ilustrativa: Reprodução / Getty Images

O comando militar dos Estados Unidos informou, neste sábado (18), que realizou novos ataques aéreos contra o Irã. De acordo com Washington, a ação tem o objetivo de punir a Guarda Revolucionária Islâmica após um ataque com drones e mísseis na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17), que causou a morte de dois militares americanos, deixou um desaparecido e outros quatro hospitalizados.

 

Segundo o Comando Central dos EUA, os bombardeios foram projetados para reduzir a capacidade do Irã de obstruir o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O local é uma das principais rotas de escoamento de combustíveis do planeta e respondia por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo antes do início do conflito.

 

Enquanto o Irã reivindica o controle da rota marítima, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou recentemente cobrar pedágio para a passagem de embarcações pelo estreito.

Mortes por terremotos na Venezuela ultrapassam 5 mil após novo balanço

  • Bahia Notícias
  • 18 Jul 2026
  • 14:06h

Foto: Prensa Presidencial

O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho ultrapassou a marca de 5 mil. De acordo com o novo balanço divulgado nesta sexta-feira (17), já são 5.069 vítimas fatais, um aumento de 139 mortes em comparação com o levantamento de quinta-feira (16), quando haviam sido confirmados 4.930 óbitos.

 

Segundo as autoridades venezuelanas, 16.740 pessoas ficaram feridas, enquanto 17,9 mil permanecem desabrigadas em consequência dos tremores. Desde o início das operações, 6.462 sobreviventes foram resgatados com vida. As equipes de emergência, no entanto, não localizam novos sobreviventes desde o dia 2 de julho.

 

O governo informou ainda que 856 edifícios sofreram danos, dos quais 190 desabaram completamente, principalmente no estado de La Guaira. Apesar da atualização dos números de mortos, feridos e desalojados, as autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial sobre desaparecidos. Organizações da sociedade civil estimam que mais de 29 mil pessoas seguem sem paradeiro conhecido.

Trump diz que China interferiu na eleição de 2020 dos EUA em discurso repleto de teorias da conspiração

  • Por Isabella Menon e Gabriel Barnabé | Folhapress
  • 17 Jul 2026
  • 08:50h

Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

A poucos meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, consideradas cruciais para a capacidade de Donald Trump de manter a sua agenda no Congresso, o presidente fez um discurso à nação na noite desta quinta-feira (16) repleto de teorias da conspiração em que ataca o sistema eleitoral do país e, sem apresentar provas, acusa a China de ter interferido no pleito de 2020, quando ele foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

 

Trump acusou Pequim pelo que chamou de "a maior violação de dados eleitorais da história" e afirmou que o país teria obtido, de forma ilegal, informações de cerca de 220 milhões de eleitores americanos. O republicano também pediu que o FBI abra uma investigação sobre o caso.
 

"Os EUA estão de volta e indo muito bem, mas ainda temos desafios que precisam ser resolvidos porque nenhum país pode ser correto sem eleições justas", disse ele. Sem apresentar quaiquer evidências, voltou a dizer que o sistema eleitoral americano é vulnerável e que pode ser "fraudado e roubado".
 

O presidente afirmou que suas declarações estão respaldadas em documentos que foram divulgados no site da Casa Branca durante a exibição do pronunciamento.
 

A página reúne arquivos que, segundo a Casa Branca, tratam de "áreas-chave da integridade eleitoral" nos EUA. O material está dividido em quatro temas: supostas vulnerabilidades dos sistemas de votação, exploração de dados eleitorais pela China, uma investigação sobre registros de eleitores no estado de Michigan e a presença de "não cidadãos" americanos em cadastros eleitorais.
 

Na seção dedicada aos sistemas de votação, o governo diz publicar documentos que revelariam "uma ameaça cibernética direcionada ao próprio cerne da democracia americana". Nem os textos publicados nem o discurso de Trump, porém, apresentam evidências de que votos tenham sido alterados ou manipulados em eleições nos EUA.
 

Em paralelo, o material sustenta que a eleição presidencial de 2020 na Venezuela foi fraudada. Já na área dedicada à China, o governo afirma que o país obteve de forma ilegal informações de milhões de eleitores americanos.
 

O site classifica o episódio de um "pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral". A pasta sobre o tema reúne 22 documentos, entre eles trocas de emails e relatórios da CIA contendo informações sensíveis, além de diversos trechos e nomes ocultados.
 

Trump afirmou que pretende adotar medidas para reforçar a segurança das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. Segundo ele, o governo federal ajudará autoridades locais a fortalecer seus sistemas eleitorais.
 

A promessa, entretanto, contrasta com ações recentes de seu próprio governo. Nos últimos meses, o governo esvaziou a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, órgão federal responsável por auxiliar os estados na proteção de suas eleições contra ataques cibernéticos e tentativas de interferência.
 

O governo Trump também desmontou, na prática, a Comissão de Assistência Eleitoral, órgão independente e bipartidário que atuava como braço federal de apoio à organização das eleições --cuja condução cabe aos estados, conforme estabelece a Constituição americana. O presidente demitiu os três últimos integrantes da comissão, eliminando a capacidade operacional do órgão.
 

Trump aproveitou o pronunciamento para renovar a pressão sobre o Congresso em favor da aprovação da Save America Act. Entre outras medidas, o projeto exige a apresentação de documento de identificação para votar e comprovação de cidadania americana para o registro eleitoral. Críticos da proposta dizem que restrições desse tipo podem dificultar a participação de minorias e outros grupos de eleitores no pleito.
 

Segundo o presidente, não haveria razão para que os parlamentares rejeitassem a proposta "a não ser que queiram roubar".
 

Trump afirmou que a divulgação das supostas irregularidades não tem como objetivo minar a confiança no sistema eleitoral, mas justamente fortalecê-la. Segundo ele, a iniciativa busca "conquistar essa confiança enfrentando as vulnerabilidades e corrigindo-as muito, muito rapidamente" --algo que, de acordo com o presidente, seu governo já estaria fazendo.
 

Em mais um momento de tom conspiratório, o republicano também disse que o regime chinês teria tentado identificar jornalistas americanos responsáveis por reportagens críticas à sua gestão e que teria oferecido dinheiro a esses profissionais para que publicassem ainda mais conteúdos negativos sobre ele.
 

"Eles não se importavam com o que seria dito", afirmou Trump. O presidente, no entanto, não apresentou evidências para sustentar as acusações nem especificou quais jornalistas ou veículos de comunicação estariam envolvidos.
 

"O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a eleição seguinte. E a razão pela qual queriam que eu perdesse era porque sabiam que eu conhecia seus métodos, impus bilhões e bilhões de dólares em tarifas contra eles e construí as Forças Armadas mais fortes do mundo", disse.
 

Trump ameaçou veículos de comunicação que optaram por não transmitir o discurso ao vivo. De acordo com a Reuters, redes como CNN, NBC e ABC não exibiram o pronunciamento em suas principais plataformas. Durante a fala, o republicano afirmou que as emissoras que se recusaram a transmitir seu discurso deveriam ter suas licenças revogadas.
 

O presidente também retomou temas frequentes de sua agenda política, fazendo críticas a políticas relacionadas à população trans e à imigração. Trump afirmou ainda que, antes de seu retorno à Casa Branca, os EUA eram alvo de piadas.
 

"Tínhamos a pior fronteira da história do mundo e agora temos a melhor", disse, em referência às políticas migratórias de seu governo. Também sem apresentar provas, disse nenhum imigrante em situação irregular entrou no país nos últimos meses.
 

Ao abordar a política externa, Trump afirmou que a Venezuela está trabalhando em conjunto com os EUA para fornecer "milhões e milhões" de barris de petróleo. Ele também mencionou a guerra envolvendo o Irã, conflito que prometeu encerrar, mas que continua em andamento. Segundo o presidente, porém, os EUA "estão vencendo".

Governo Trump intima jornalistas do New York Times após reportagem sobre avião doado pelo Qatar

  • Por Júlia Moura | Folhapress via Bahia Notícias
  • 12 Jul 2026
  • 12:45h

Foto: Daniel Torok / White House

O governo de Donald Trump intimou jornalistas do The New York Times após a publicação de uma reportagem que levantou dúvidas sobre a segurança da nova aeronave presidencial doada pelo Qatar. De acordo com o jornal, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos convocou os repórteres para prestar depoimento em Nova York na próxima quarta-feira (15), no âmbito de uma investigação sobre suposta violação da legislação criminal federal.

 

Algumas das intimações, ainda segundo o veículo americano, foram entregues por agentes nas residências dos repórteres. "Nossos jornalistas apuram os fatos e defendem o direito do público americano de saber como o governo está funcionando e como o dinheiro dos contribuintes está sendo gasto", escreveu David McCraw, advogado do New York Times, em comunicado.
 

"Esse ato descarado deve ser visto como uma tentativa de impedir que a população saiba o que está acontecendo no país, intimidando jornalistas para que deixem de fazer seu trabalho", acrescentou.
 

As intimações foram emitidas pelo procurador federal Jay Clayton, indicado recentemente por Trump para o cargo de diretor de Inteligência Nacional. Entre os convocados para prestar depoimento estão os quatro jornalistas que assinaram a reportagem sobre a aeronave publicada na última quarta (8): Julian E. Barnes, Eric Lipton, Tyler Pager e Eric Schmitt.
 

Segundo o texto, Trump deixou a Turquia a bordo de sua antiga aeronave presidencial em vez do novo Boeing 747-8 doado pelo Qatar, por motivos de segurança. Ainda de acordo com a reportagem, a escolha foi feita após recomendação do Serviço Secreto.
 

Autoridades disseram, sob a condição de anonimato, que o novo avião não tem alguns recursos de segurança presentes na aeronave mais antiga, incluindo sistemas avançados antimísseis.
 

Antes de a reportagem ir ao ar, na própria quarta, um funcionário de alto escalão do FBI, a polícia federal americana, contatou o jornal e pediu que o texto não fosse publicado, pois seria uma questão de segurança nacional.
 

Ainda segundo o New York Times, o representante do FBI se recusou a explicar qual seria o problema de segurança e solicitou que o jornal revelasse as pessoas ouvidas pela reportagem, o que o veículo afirmou ter recusado.
 

A Casa Branca não se pronunciou sobre a intimação. Neste sábado (11), porém, uma representante do Departamento de Justiça dos EUA escreveu em comunicado que "os repórteres não são os alvos". "Os alvos são aqueles que vazam informações sigilosas", disse Emily Covington.
 

"Nós valorizamos e reconhecemos o importante papel que a imprensa desempenha neste país, mas o Departamento de Justiça também tem um papel fundamental em garantir que as pessoas encarregadas dos segredos da nossa nação façam o que devem fazer com essas informações. Reconhecemos que sempre poderá haver uma tensão natural entre essas funções, mas não vamos ignorar a lei", completou.
 

Nos últimos meses, Trump intensificou os ataques contra repórteres e veículos de comunicação, reforçando uma estratégia que transforma a imprensa em inimiga preferencial e ajuda a mobilizar sua base de apoiadores, de modo a combater a queda de popularidade.
 

Em junho, o republicano atacou repórteres de diferentes veículos e interrompeu uma entrevista de forma abrupta. Também no mês passado, comentaristas que se apresentam como independentes encontraram seus nomes em uma seção intitulada "Influenciadores de Esquerda" dentro da página "Infratores da Mídia", hospedada no site da Casa Branca, o que motivou novas críticas relacionadas à liberdade de expressão.
 

Os processos contra profissionais e veículos da imprensa também não são novidade. Em 2025, Trump moveu uma ação contra o The New York Times sob o argumento de difamação.
 

O jornal também já entrou na Justiça contra o presidente. Em dezembro, o veículo processou o Departamento de Defesa americano após a imposição de restrições a repórteres responsáveis pela cobertura das Forças Armadas.

Copa do Mundo: Espanha e Bélgica se enfrentam pelas quartas de final nesta sexta-feira

  • Bahia Notícias
  • 10 Jul 2026
  • 14:49h

Fotos: Divulgação/SEFutbol | Reprodução/X/@BelRedDevils

As quartas de final da Copa do Mundo de 2026 seguem a todo vapor nesta sexta-feira (10). Com apenas um jogo na agenda do dia, Espanha e Bélgica se enfrentam às 16h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Inglewood, na região metropolitana de Los Angeles, Califórnia (EUA). Quem avançar decide contra a França uma das vagas para a grande final do torneio.

 

Espanha e Bélgica já protagonizaram confrontos diretos cruciais na história dos Mundiais. O primeiro grande duelo ocorreu justamente nas quartas de final de 1986, quando a Bélgica eliminou a Espanha nos pênaltis. Quatro anos depois, na fase de grupos de 1990, os espanhóis devolveram o resultado ao vencerem por 2 a 1.

 

A Espanha conquistou seu primeiro título em 2010 e sonha com o bicampeonato, enquanto a seleção belga ainda busca levantar a taça do torneio pela primeira vez em sua história.

 

CONFIRA ONDE ASSISTIR A ESPANHA X BÉLGICA
Horário: 16h (horário de Brasília)
Local: SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia (EUA)
Transmissão: TV Globo, SporTV, Globoplay, geTV e CazéTV

 

CONFIRA OS OUTROS CONFRONTOS DAS QUARTAS DE FINAL
Sábado (11)
18h – Noruega x Inglaterra
22h – Argentina x Suíça

Justiça confisca casa de Higuita por ligação com cartel de Pablo Escobar; ex-goleiro nega envolvimento

  • Bahia Notícias
  • 10 Jul 2026
  • 08:40h

Foto: Gareth Cattermole / FIFA

Uma determinação da Justiça da Colômbia confiscou uma casa registrada em nome de René Higuita, ex-goleiro e ídolo da Seleção Colombiana. A investigação apontou que o imóvel teria sido comprado originalmente com dinheiro ligado à organização comandada por Pablo Escobar.

 

A propriedade fica em um bairro nobre de Medellín, cidade onde Higuita nasceu. O imóvel chegou ao nome do ex-jogador em 1992, um ano antes da morte de Escobar, depois de uma série de transferências que, segundo o Ministério Público colombiano, teriam servido para esconder a origem real da casa.

 

A investigação durou 12 anos e apurou o caminho percorrido pelo imóvel antes de ele ser adquirido por Higuita. De acordo com informações repassadas pelas autoridades à AFP, a residência teria sido comprada inicialmente por um laranja ligado aos irmãos William e Gerardo Moncada, integrantes do cartel de Medellín.

 

Os irmãos Moncada foram assassinados em 1992 por ordem de Pablo Escobar. A partir daí, segundo a apuração, a casa passou por movimentações sucessivas, com suspeitas de assinaturas falsas e outras manobras para dificultar a identificação da procedência dos recursos usados na compra.

 

Higuita nega ter conhecimento sobre qualquer irregularidade. Em entrevista à Blu Radio, nesta quinta-feira (9), o ex-goleiro afirmou que adquiriu o imóvel com dinheiro próprio e disse que também foi prejudicado pela situação.

 

"É pura e mera coincidência. Eu me considero uma vítima destes acontecimentos", declarou.

 

O ex-jogador também afirmou que, no início dos anos 1990, não havia as mesmas ferramentas disponíveis atualmente para verificar o histórico de uma propriedade antes da compra.

 

"Naquela época, nos anos noventa, não havia a tecnologia que existe hoje, em que a gente entra na internet e pode verificar qual é a procedência da casa", afirmou.

 

A defesa de Higuita pretende recorrer da decisão. Até que o recurso seja analisado, o ex-goleiro poderá continuar com a posse do imóvel.

 

René Higuita marcou época no Atlético Nacional e na seleção colombiana. Conhecido pelo estilo arriscado com os pés e pela defesa do "escorpião", o ex-goleiro também atuou no Real Valladolid, da Espanha. Atualmente, trabalha como treinador de goleiros.

Copa do Mundo: França e Marrocos abrem quartas de final nesta quinta-feira

  • Bahia Notícias
  • 09 Jul 2026
  • 09:18h

Foto: Reprodução/Instagram/@fifaworldcup

Após um dia de pausa, a Copa do Mundo de 2026 retorna nesta quinta-feira (9) com a primeira partida das quartas de final. França e Marrocos protagonizam o duelo de abertura desta fase, às 17h (horário de Brasília), no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts, nos Estados Unidos.

 

Esta não é a primeira vez que as equipes se encontram em um mata-mata de Mundial. As seleções europeia e africana foram as responsáveis por disputar uma das semifinais da competição em 2022, no Catar, oportunidade em que a França saiu vencedora por 2 a 0, com gols de Theo Hernández e Randal Kolo Muani.

 

Os holofotes também se voltam para o reencontro entre Kylian Mbappé, atacante e capitão francês, e Achraf Hakimi, lateral-direito e capitão marroquino. Os dois cultivam uma forte amizade desde 2021, ano em que o lateral chegou ao Paris Saint-Germain, clube onde fizeram história juntos antes de o atacante se transferir para o Real Madrid.

 

A França chega para o confronto como uma das grandes favoritas ao título, impulsionada por um elenco estrelado e vice-campeão do mundo. Do outro lado, Marrocos, que foi a grande surpresa da Copa de 2022 ao chegar entre os quatro melhores, entra em campo agora sob uma nova prateleira, a de uma seleção que se consolidou no cenário do futebol mundial.

 

SAIBA ONDE ASSISTIR A FRANÇA X MARROCOS
Horário: 17h (de Brasília)
Local: Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts (EUA)
Transmissão: TV Globo, SporTV, Globoplay, geTV e CazéTV

 

CONFIRA OS OUTROS CONFRONTOS DAS QUARTAS DE FINAL
Sexta-feira (10)
16h – Espanha x Bélgica
Sábado (11)
18h – Noruega x Inglaterra
22h – Argentina x Suíça

Trump critica Otan e manda cortar relação comercial com a Espanha

  • Por Igor Gielow | Folhapress
  • 08 Jul 2026
  • 16:58h

Foto: Daniel Torok / Official White House Photo

 

O presidente Donald Trump voltou a criticar nesta quarta-feira (8) seus aliados da Otan durante a cúpula da aliança militar criada pelos EUA há 77 anos para conter Moscou na Europa. Dedicou irritação particular à Espanha, dizendo que ordenou o corte de laços comerciais com Madri, algo incerto na prática.
 

"Eu não estou feliz com a Otan", disse o americano ao lado do holandês Mark Rutte, o secretário-geral do clube de 32 nações. Ele voltou a citar a Groenlândia, ilha da aliada Dinamarca que quer ver sob controle dos EUA, e a falta de apoio à sua guerra contra o Irã.
 

"A Espanha é um terrível parceiro na Otan. Eles não participam, não pagam. Eu não quero saber da Espanha. Cortar todo o comércio com a Espanha, inclusive visitas. Nós não queremos nada. Veja eles correndo atrás de nós", disse.
 

A bravata havia sido feita em março, quando o governo do socialista Pedro Sánchez negou permissão do uso de suas estratégicas bases aéreas no Mediterrâneo para apoiar os ataques americanos contra a teocracia.
 

Na ocasião, contudo, nada aconteceu, restando saber se algo é para valer agora. Se o for, é mau negócio para os EUA: nos últimos quatro anos, Washington registrou superávit na balança comercial com Madri, que em 2025 foi de US$ 4,8 bilhões.
 

Em nota, o governo espanhol minimizou a ameaça, dizendo que os negócios entre os países são definidos por suas empresas, não seus governos, e enaltecendo os "laços econômicos e culturais" que pretende ver mantidos com os americanos.
 

O azedume de Trump com os europeus ficou nítido na hora da fotografia oficial do encontro. Ele não se dirigiu à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que passou da condição de aliada para alvo de memes do americano devido à sua falta de apoio no Irã. A política permaneceu sorridente, de rosto virado, enquanto o americano chegava a seu posto.
 

Antes da cúpula em Ancara, o republicano chegou a postar uma foto ao lado dela pedindo uma ordem restritiva. Além disso, a seu lado na fotografia estava Keir Starmer, o premiê britânico demissionário que foi alvo de diversas críticas de Trump pela relutância em liberar suas bases para os EUA na guerra.
 

Nem a Copa do Mundo e a intervenção de Trump para cancelar a suspensão de um jogador americano, inócua pois o time foi derrotado nas oitavas pela Bélgica por 4 a 1, escapou.
 

O premiê do país europeu, Bart de Wever, disse que a decisão da Otan de manter apoio militar a Kiev contra a invasão russa era "um cartão vemelho muito forte para Vladimir Putin". "Você não pode retirar um cartão vermelho. Você sabe disso", disse, ironizando Trump.
 

O conflito no Oriente Médio tomou o centro do palco que em tese deveria ser dedicado à tentativa de Rutte de convencer Trump acerca do esforço de rearmamento dos seus sócios europeus e à ajuda para a Ucrânia contra a invasão russa.
 

Em 2014, quando Putin anexou a Crimeia e disparou alarmes no continente, apenas 3 dos então 28 membros da aliança cumpriam a meta de gastar 2% do PIB com defesa. Trump sempre foi um crítico, e buscou afastar-se de compromissos com a Otan, inclusive passando a conta da defesa de Kiev aos aliados.
 

O novo contexto teve impacto. Apenas 3 de 32 não o fizeram em 2025, quando foi adotada nova diretriz de 3,5% com equipamento e pessoal e 1,5% com infraestrutura militar até 2035. A Espanha, que sempre hesitou em elevar o gasto e não se comprometeu com a nova meta, atingiu os 2% no ano passado.
 

Segundo a Otan, neste ano os maiores investidores em defesa proporcionalmente ao tamanho de sua economia serão os vulneráveis Estados Bálticos e a Polônia, todos já em torno dos 5%. Lituânia e Estônia já passaram a marca, e seus líderes se gabaram disso na cúpula, usando um broche escrito "Clube dos 5%".
 

Com a renovada troca de fogo entre EUA e o Irã ocupou boa parte das questões e conversas nesta quarta na Turquia. O anfitrião, Recep Tayyip Erdogan, de todo modo parecia satisfeito com a promessa de Trump de rever a expulsão de seu país do programa do caça de quinta geração F-35, medida tomada há sete anos pelo próprio americano.
 

Já a questão da Groenlândia, que havia sido ressuscitada por Trump na véspera, provocou críticas da primeira-ministra dinamarquesa. Mette Frederiksen disse que seu país "irá defender cada centímetro do território" da ilha.
 

O tema da guerra na Europa deverá surgir na reunião ora em curso entre os chefes de Estado presentes. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, está em Ancara e deverá se encontrar com Trump ainda nesta quarta.