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- Por Igor Gielow e Vitória de Góes | Folhapress
- 01 Mar 2026
- 08:13h
Foto: Reprodução TV Globo
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reapareceu, segundo a mídia estatal do país. Ele foi um dos alvos do ataque dos EUA e Israel que matou o líder supremo Ali Khamenei e boa parte da cúpula militar da teocracia no sábado (28). A ação foi, segundo ele, "uma declaração de guerra contra os muçulmanos", e a vingança, "um direito legítimo e um dever".
O presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, e um dos juristas do Conselho dos Guardiões vão assumir, de forma temporária, a liderança do Irã durante o período de transição, afirmaram as mídias estatais do Irã na manhã deste domingo (1°).
Em um post no X, a Fars informou que o trio deve permanecer no comando apenas até a definição do sucessor após "o martírio do Líder Revolucionário". A mídia afirmou ainda que a informação foi atribuída a Mohammad Mokhber, descrito como um dos conselheiros de Khamenei.
CONSELHO
Neste domingo (1º), o governo tenta dar ares de continuidade e organização. O colegiado de 12 membros Conselho dos Guardiões indicou seu representante na junta que irá governar até que a Assembleia dos Peritos, com 88 membros, escolha um novo líder.
O aiatolá Alireza Arafi comporá o conselho com Pezeshkian e com o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei. A poderosa Guarda Revolucionária, cujo comandante foi morto no sábado, tem um novo chefe, Ahmed Vahidi, que tem um mandado de prisão emitido pela Interpol por suspeita de organizar o maior atentado da história da América do Sul, a explosão de uma entidade judaica em Buenos Aires que matou 85 pessoas em 1994.
Cúpula militar iraniana morreu reunida
Segundo a mídia estatal do Irã, a cúpula militar do país foi morta durante uma reunião presencial para avaliar o ataque dos EUA e de Israel contra o país, em Teerã. Morreram no bombardeio o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o poderoso conselheiro de Defesa Ali Shamkhani, o ministrro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, além de outros oficiais
Com isso e a morte do líder supremo, Ali Khamenei, o caráter de tentativa de decapitação do regime da ação fica cristalizado, restando saber se as sinalizações de resistência ao longo desta manhã terão fôlego ante a continuidade do conflito.
- Bahia Notícias
- 28 Fev 2026
- 08:17h
Foto: X
O governo brasileiro manifestou, neste sábado (28), grave preocupação e condenação em relação às operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores reiterou a posição histórica do país em defesa do diálogo diplomático, classificando-o como o único caminho viável para a paz na região.
De acordo com o comunicado, o Itamaraty fez um apelo direto para que todos os atores exerçam máxima contenção e respeitem rigorosamente o Direito Internacional, e fez recomendações a brasileiros próximos às regiões atingidas.
"Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem. O Embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança."
SOBRE OS ATAQUES
Os Estados Unidos, em conjunto com Israel, realizaram neste sábado (28) um devastador ataque contra o Irã na chamada "Operação Fúria Épica".
Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países, e após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, a operação teve caráter preventivo.
- Por Isabella Menon | Folhapress
- 27 Fev 2026
- 14:47h
Foto: Joyce N. Boghosian / Casa Branca
Uma aluna da Universidade Columbia, em Nova York, foi detida pelo ICE, polícia de imigraçãodos Estados Unidos, no início da manhã desta quinta-feira (26), dentro do campus. A informação foi confirmada pela reitora interina Claire Shipman, que emitiu um comunicado interno relatando o ocorrido.
Horas depois, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que ligou para o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo o democrata, a estudante Elmina Aghayeva seria liberada em breve.
Pouco depois, a estudante obteve liberdade e publicou nas redes sociais. "Sou grata por cada um de vocês. Acabei de ser libertada. Estou a salvo e bem", disse, acrescentando que precisa de um tempo. "Sinto muito, mas estou um pouco chocada com tudo que aconteceu. Por favor, não se preocupem."
A reitora de Columbia afirmou que os policiais teriam entrado no prédio da universidade apresentando uma justificativa falsa de que estavam atrás de uma pessoa desaparecida.
Pouco depois de ser detida, Aghayeva publicou uma foto em que parecia estar dentro de um carro. "DHS me prendeu ilegalmente. Por favor, me ajudem", escreveu.
À imprensa americana um porta-voz do ICE, a polícia de imigração dos EUA, referiu-se a Aghayeva como "uma imigrante ilegal do Azerbaijão, cujo visto de estudante foi cancelado em 2016, durante o governo Obama, por não frequentar as aulas". Ainda segundo a nota da agência, "o gerente do prédio e a colega de apartamento permitiram que os agentes entrassem no imóvel" e Aghayeva "não tem recursos ou solicitações pendentes junto ao DHS".
Não é a primeira vez que acontece uma prisão relacionada a uma pessoa da universidade. Em março do ano passado, Mahmoud Khalil, ex-aluno da Universidade Columbia e de origem palestina, foi preso por autoridades imigratórias. Ele liderou protestos pró-Palestina dentro da universidade e foi acusado de manter "manifestações violentas".
O caso se tornou um dos mais emblemáticos da repressão a manifestações pró-Palestina nos EUA, intensificada sob o governo Trump, e foi descrito por grupos de direitos humanos como um ataque à liberdade de expressão e ao devido processo legal.
Khalil tinha residência permanente no momento de sua prisão, o que levou milhares de pessoas a assinar uma petição pedindo sua libertação. Ele ficou mais de cem dias preso.
No email do caso mais recente, a reitora afirmou que a Universidade está fornecendo suporte jurídico à estudante. A prisão ocorreu um dia após um protesto realizado por alunos chamado "ICE off Campus" (ICE fora do campus). Durante o ato contra a polícia de imigração, os manifestantes pediam proteção para estudantes estrangeiros e que Columbia se declare um campus-santuário -ou seja, que a universidade se declare um refúgio seguro para imigrantes.
Ainda no comunicado interno, a reitora informou aos alunos que todos os agentes devem ter um mandado judicial ou intimação judicial para acessar áreas não públicas da universidade, incluindo residências estudantis, salas de aula e áreas que exigem acesso com cartão. Um mandado administrativo não é suficiente, escreveu Shipman.
"Caso agentes busquem acesso a áreas não públicas da Universidade, peça que aguardem antes de entrar em qualquer área não pública até que a Segurança Pública seja contatada", diz o comunicado. "A Segurança Pública entrará em contato com o Escritório do Conselheiro Geral para coordenar a resposta da Universidade. Não permita que eles entrem nem aceite a entrega de mandado ou intimação."
A prisão acontece em um contexto em que o prefeito de Nova York atua para limitar a ação do ICE na cidade. Há duas semanas, ele assinou um decreto em que determina que os agentes não podem entrar em propriedades sem mandados judiciais. "Isso significa nossas escolas, abrigos e hospitais. Significa também que vamos proteger os dados dos nova-iorquinos contra acessos ilegais por parte do governo federal", disse Mamdani.
Além da conversa por telefone, Mamdani e Trump tiveram um encontro na Casa Branca na tarde desta quinta. Oficialmente, a agenda do presidente não detalhava as reuniões durante o dia e todas foram fechadas para a imprensa. Após o encontro, Mamdani publicou uma foto ao lado do republicano e relatou que eles tiveram uma reunião produtiva. "Estou ansioso para construir mais moradias na cidade de Nova York", escreveu o prefeito democrata.
- Por Folhapress
- 19 Fev 2026
- 10:14h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou várias vezes nesta quarta-feira (18), durante um julgamento histórico sobre vício em redes sociais entre jovens, que a dona do Facebook e Instagram não permite o acesso de crianças menores de 13 anos em suas plataformas. As declarações ocorreram apesar de Zuckerberg ter sido confrontado com evidências sugerindo que o grupo era um público-alvo importante da empresa.
O depoimento de Zuckerberg era o mais aguardado do julgamento, o primeiro de uma série de casos que poderiam criar um precedente legal para milhares de processos movidos por famílias americanas contra as principais plataformas de redes sociais.
Esta foi a primeira vez que o bilionário pronunciou-se perante um júri sobre a segurança de suas plataformas. Inicialmente, mostrou-se bastante contido, segundo um jornalista da AFP no tribunal. Depois, deu sinais de incômodo, balançou a cabeça e gesticulou ao se voltar para o júri.
O julgamento vai até o fim de março, quando o júri vai decidir se o YouTube, do Google, e o Instagram, da Meta, foram responsáveis pelos problemas de saúde mental de Kaley G.M., 20, que começou a usar o YouTube aos 6 anos, o Instagram aos 11 e, posteriormente, TikTok e Snapchat.
Ela alega que as empresas buscaram lucrar viciando crianças em seus serviços, apesar de saberem que as redes sociais poderiam prejudicar sua saúde mental. Ela afirma que os aplicativos alimentaram sua depressão e pensamentos suicidas e busca responsabilizar as empresas.
Mark Lanier, advogado de Kaley, pressionou Zuckerberg sobre a facilidade da jovem em se cadastrar na plataforma, mesmo apesar da restrição de idade. A norma consta dos termos de uso, um texto que, segundo o advogado, não se pode esperar ser lido por uma criança.
Zuckerberg foi confrontado com um documento interno segundo o qual o Instagram tinha 4 milhões de usuários menores de 13 anos em 2015, época em que a demandante começou a usar o aplicativo, e 30% das crianças com idade entre 10 e 12 anos eram usuárias da rede social nos Estados Unidos.
"Se quisermos vencer em grande escala com adolescentes, precisamos trazê-los quando ainda são pré-adolescentes", dizia uma apresentação interna do Instagram de 2018.
A Meta e o Google negaram as acusações e apontaram para seu trabalho de adicionar recursos que mantêm os usuários seguros.
Zuckerberg respondeu que Lanier estava "distorcendo" suas declarações. O CEO disse que a Meta "teve diferentes conversas ao longo do tempo para tentar criar diferentes versões de serviços que as crianças possam usar com segurança". Por exemplo, ele disse que a Meta discutiu criar uma versão do Instagram para crianças menores de 13 anos, mas o projeto não foi adiante.
Em um e-mail, Nick Clegg, que era vice-presidente de assuntos globais da Meta, disse a Zuckerberg e outros executivos de alto escalão: "temos limites de idade que não são aplicados (inaplicáveis?)" e observou que políticas diferentes para Instagram e Facebook tornam "difícil afirmar que estamos fazendo tudo o que podemos".
Zuckerberg respondeu dizendo que é difícil para desenvolvedores de aplicativos verificar a idade dos usuários e que a responsabilidade deveria ser dos fabricantes de dispositivos móveis.
O executivo também enfrentou perguntas sobre sua declaração ao Congresso de que não deu às equipes do Instagram a meta de maximizar o tempo gasto no aplicativo.
Lanier mostrou aos jurados e-mails de 2014 e 2015 nos quais Zuckerberg estabelecia objetivos de aumentar o tempo gasto no aplicativo em porcentagens de dois dígitos. Zuckerberg rebateu que, embora a Meta anteriormente tivesse metas relacionadas à quantidade de tempo que os usuários passavam no aplicativo, desde então mudou sua abordagem.
"Antes, sim, tínhamos objetivos relacionados com o tempo", admitiu Zuckerberg. Ele afirmou, no entanto, que a meta da empresa sempre foi "criar serviços úteis que ajudem as pessoas a se conectar com quem quiserem e a conhecer o mundo".
O julgamento vai determinar se o Google e a Meta projetaram deliberadamente suas plataformas para promover um uso compulsivo entre os jovens.
Junto com outros dois julgamentos semelhantes que vão acontecer em meados do ano em Los Angeles, este caso busca criar um precedente para a resolução de milhares de denúncias que culpam as redes sociais por uma epidemia de depressão, ansiedade, transtornos alimentares e suicídio entre os jovens.
O processo se concentra exclusivamente no design dos aplicativos, seus algoritmos e recursos de personalização, uma vez que a legislação dos EUA concede às plataformas imunidade quase absoluta contra a responsabilização por conteúdos gerados pelos usuários.
TikTok e Snapchat, também citados no processo, chegaram a acordos confidenciais com a autora da ação antes do início do julgamento.
- Por Folhapress
- 18 Fev 2026
- 16:47h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Uma ação integrada entre forças de segurança do Brasil e do Peru resultou na destruição de três aviões usados no tráfico internacional de drogas no último domingo (15). As aeronaves estavam em uma pista clandestina no distrito de Ramón Castilla, no Peru, próximo à fronteira com o Amazonas.
As aeronaves tinham prefixo do Brasil, segundo informou a Polícia Nacional do Peru. A operação foi desencadeada a partir de informações de inteligência produzidas no Brasil, que indicaram a existência de uma pista clandestina na região.
Os aviões foram incendiados junto com produtos químicos utilizados na produção de pasta base de cocaína. Também foi realizada a destruição da pista de pouso clandestina usada pelo narcotráfico na comunidade de Nueva Galilea, no distrito de Ramón Castilla, no Departamento de Loreto, no Peru.
A operação continua para localizar os pilotos das aeronaves com identificação brasileira. A ação contou com o apoio da Polícia Federal, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Tabatinga e Manaus, além da Companhia de Operações Especiais (COE) e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) das polícias militares do Amazonas e de Mato Grosso. Também participaram o Exército Brasileiro e a Divisão de Manobras Contra o Tráfico de Drogas, do Peru.
- Bahia Notícias
- 16 Fev 2026
- 14:18h
Foto: Reprodução / Casa Branca
O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou sobre as teorias sobre a existência de extraterrestres e afirmou que os ETs existem, mas que o país estadunidense não estaria os mantendo na “Área 51”. Em entrevista publicada pelo podcaster Brian Tyler Cohen neste sábado (14), Obama também comentou pela primeira vez em relação ao um vídeo racista publicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e classificou a situação como um “espetáculo de palhaços”.
Sobre a vida fora do planeta Terra, Obama disse que, apesar de considerar os aliens “reais”, nunca viu evidências concretas da existência deles. O ex-presidente também disse que não há nenhuma instalação subterrânea escondendo extraterrestres no local, a menos que exista “uma enorme conspiração” capaz de esconder a informação até mesmo do presidente dos Estados Unidos.
“Eles são reais, mas eu não os vi. E eles não estão sendo mantidos na Área 51.”
O VÍDEO
Sobre vídeo publicado por Trump, Obama disse que a maioria dos americanos considera esse tipo de comportamento “profundamente perturbador”. O clipe em questão mostrava ele e a ex-primeira-dama Michelle Obama com rostos sobrepostos a corpos de macacos.
O vídeo, publicado em 5 de fevereiro, ficou no ar por cerca de 12 horas antes de ser apagado. Trump disse que não assistiu ao conteúdo completo antes da publicação e que não iria se desculpar, por não considerar que cometeu um erro.
Obama sugeriu que os posts de Trump nas redes sociais servem como distração, mas defendeu que ainda há no país uma crença em valores como “decência, cortesia e respeito”.
“Há uma espécie de espetáculo de palhaços acontecendo nas redes sociais e na televisão”, disse.
- Por João Gabriel de Lima | Folhapress
- 08 Fev 2026
- 10:16h
Foto: Reprodução / Pixabay
Kristin, Ingrid, Leonardo, Marta. Os nomes mais repetidos em Portugal nos dias que antecederam o segundo turno das eleições presidenciais, que acontecem neste domingo (8), não foram os dos candidatos António José Seguro e André Ventura, mas das tempestades que castigaram o país e levaram vários municípios a decretar estado de calamidade pública.
Ventura, o candidato do Chega -partido que representa a ultradireita em Portugal- pediu ao atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, o adiamento do pleito em função das chuvas. Recebeu um "não" como resposta. Alguns municípios castigados por enchentes, como Alcácer do Sal, próximo a Setúbal, decidiram postergar a votação para o domingo seguinte, 15 de fevereiro. Outros pretendem seguir o mesmo caminho.
O adiamento em algumas poucas cidades, no entanto, não impede que o pleito ocorra nem que os votos sejam apurados no resto do país, com a declaração de um vencedor, especialmente se a margem for alta. A julgar pelas pesquisas de intenção de voto, é bem provável que isso aconteça -em favor de António José Seguro.
Em levantamento feito nesta semana pela Universidade Católica de Lisboa, o socialista liderava as intenções de voto com 56% contra 25% do ultradireitista. Em votos válidos, 67% a 33%. De cada três portugueses decididos a endossar algum candidato, dois pretendiam votar em Seguro.
Um dado relevante da pesquisa é a escolaridade dos entrevistados. Cerca de 70% dos que preferiram Seguro têm curso superior completo, contra 12% de Ventura. "A ultradireita vem crescendo entre a população mais humilde, que se sente desatendida pelo Estado", diz André Santos Pereira, professor de comunicação política na faculdade ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa) e diretor-associado da consultoria Political Intelligence.
Os números confirmam o que é narrado no livro "Por dentro do Chega", best-seller do jornalista Miguel Carvalho sobre a ultradireita portuguesa -a obra, lançada no ano passado, está na oitava edição. "Eu tenho relatos de freguesias [bairros] ao norte de Portugal, um local tradicionalmente operário, que chegaram a dar três mandatos ao Partido Comunista e agora votam majoritariamente no Chega", diz Carvalho à Folha.
O livro mapeia a trajetória do Chega desde antes de sua fundação, em 2019, e rastreia, na gestação da sigla, uma influência decisiva do bolsonarismo brasileiro. "Uma das fundadoras do Chega, Lucinda Ribeiro, foi a principal responsável pela difusão do partido nas redes sociais. Ela mantinha contato com setores bolsonaristas que lhe ensinaram técnicas no sentido de propagar mais a mensagem", afirma Carvalho.
Logo após o primeiro turno das eleições deste ano, em janeiro, Eduardo Bolsonaro postou nas redes sociais uma foto em que aparece ao lado do presidente do Chega e de Santiago Abascal, líder do Vox, da ultradireita da Espanha. O apoio retribui um vídeo postado por Ventura na campanha brasileira de 2022, em que o líder do Chega endossava Jair Bolsonaro (PL) contra Lula (PT).
A relação entre Ventura e Bolsonaro, no entanto, é marcada por idas e vindas. Quando quer atrair um eleitorado moderado, o líder do Chega tenta se afastar do ex-presidente brasileiro. Na campanha presidencial de 2021, quando também foi candidato, Ventura disse: "Não aprecio muito o estilo do presidente Bolsonaro, embora lhe reconheça algum valor político, mas eu não gostaria de ver esse estilo acontecer em Portugal." O episódio é narrado no livro de Miguel Carvalho.
Para Santos Pereira, do ISCTE, a admiração de Ventura por Bolsonaro vem de uma aspiração antiga do presidente do Chega: liderar a direita em Portugal a partir da ultradireita. "É algo que muitos tentaram e poucos conseguiram. Os principais casos são Jair Bolsonaro no Brasil e Giorgia Meloni na Itália", afirma.
Na noite de 18 de janeiro, após a divulgação dos resultados do primeiro turno, Ventura conclamou os eleitores de outros candidatos de direita a votarem nele. A estratégia não funcionou. Vários políticos da direita tradicional, entre eles o ex-premiê Aníbal Cavaco Silva, preferiram declarar apoio a Seguro, um socialista moderado.
"Não é impossível, no entanto, que Ventura saia dessa eleição com algum ganho", diz Santos Pereira. "Se ele atingir os 33% que aparecem nas pesquisas, poderá dizer que teve mais votos que o primeiro-ministro Luís Montenegro, que contabilizou 31,2% nas eleições parlamentares. E reivindicará novamente a primazia no campo das direitas".
O premiê Montenegro lidera a Aliança Democrática, de centro-direita. No sistema político português é o primeiro-ministro quem governa. O presidente exerce uma espécie de poder moderador, que não é pequeno -pode vetar leis ou dissolver o parlamento em casos de impasse político.
- Por Folhapress
- 02 Fev 2026
- 16:45h
Fotos ilustrativas: Reprodução / Agência Brasil / Médico Sem Fronteiras
Israel anunciou neste domingo (1º) a reabertura da fronteira da cidade de Rafah, na Faixa de Gaza, com o Egito, apenas para moradores do território palestino. A reabertura da passagem, fundamental para a entrada de ajuda humanitária, estava prevista no plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aprovado por Tel Aviv e pelo grupo terrorista Hamas em outubro.
O anúncio foi feito pelo Cogat, braço do Ministério da Defesa israelense que supervisiona assuntos civis em Gaza. "Uma fase piloto começou em coordenação com a missão [de assistência de fronteiras] da União Europeia (Eubam) e as autoridades competentes", afirmou o órgão. Não houve menção à passagem de ajuda humanitária.
O trânsito de pessoas pelo local, em ambas as direções, deve ser autorizado a partir de segunda-feira (2). Os líderes do Egito e da Jordânia, no entanto, reagiram ao anúncio condenando o que classificaram de tentativas de deslocar a população palestina.
Durante um encontro na capital do Egito, Cairo, o ditador do país, Abdul Fatah Al-Sisi, e o rei Abdullah 2º, da Jordânia, "renovaram sua afirmação da posição firme do Egito e da Jordânia rejeitando quaisquer tentativas de deslocar o povo palestino de sua terra", de acordo com um comunicado do regime egípcio.
Segundo um representante do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, cerca de 20 mil pessoas esperam pela reabertura para deixar Gaza e receber tratamento no Egito. A fronteira estava fechada desde maio de 2024, quando o Exército israelense assumiu o controle da passagem.
"A cada dia que passa, meu estado piora e minha vida me escapa", disse Mohammed Shamiya, 33, à agência de notícias AFP. Ele sofre de uma doença renal que requer tratamento de diálise e espera conseguir sair de Gaza para receber atendimento médico.
Também neste domingo, Israel anunciou que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) deverá interromper suas atividades na Faixa de Gaza por ter se recusado a fornecer uma lista de seus funcionários palestinos —algo "aplicável a todas as instituições humanitárias que operam na região", segundo o Ministério da Diáspora israelense, responsável pelo registro das ONGs.
Em dezembro, a pasta afirmou que proibiria a atuação de 37 organizações humanitárias, incluindo a Médicos Sem Fronteiras, em Gaza a partir do dia 1º de março por não apresentarem informações detalhadas sobre os colaboradores palestinos. Segundo o ministério, dois funcionários da MSF teriam vínculos com o Hamas e com o Jihad Islâmico, o que a ONG nega.
A Médicos Sem Fronteiras afirmou neste domingo que a decisão de proibir suas atividades em Gaza é um "pretexto para impedir a ajuda".
Na sexta-feira, a ONG havia divulgado um comunicado afirmando ter aceitado neste mês, como medida excepcional, compartilhar uma lista parcial de seus colaboradores palestinos e estrangeiros, desde que houvesse compromissos claros do governo israelense a respeito de sua segurança.
"Apesar dos esforços reiterados, nos últimos dias ficou claro que não era possível qualquer diálogo com as autoridades israelenses para obter as garantias necessárias", disse a ONG, que decidiu, então, não compartilhar a relação de funcionários palestinos e estrangeiros com as autoridades de Tel Aviv.
Apesar do cessar-fogo, Israel lançou no sábado (31) um de seus ataques aéreos mais violentos da última semana contra a Faixa de Gaza, atingindo uma delegacia administrada pelo Hamas e áreas com tendas e apartamentos que abrigavam palestinos que precisaram se deslocar. Ao menos 32 pessoas morreram, incluindo três crianças, segundo autoridades de saúde do território.
Na sexta-feira (30), Israel admitiu pela primeira vez que os bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza mataram pelo menos 25 mil civis ao longo da guerra. O conflito começou em 7 de outubro de 2023, com um ataque terrorista do Hamas, e teve uma trégua, ainda que frágil, acordada no ano passado.
As próximas fases do plano de Trump para Gaza preveem que a administração seja entregue a tecnocratas palestinos, que o Hamas se desarme e que as tropas israelenses se retirem do território, enquanto uma força internacional mantém a paz e Gaza é reconstruída. O Hamas até agora rejeitou o desarmamento e Israel indicou repetidamente que usará força se o grupo não ceder pacificamente.
- Por Folhapress
- 02 Fev 2026
- 10:23h
Foto: Divulgação / Les Films Pelleas
Mehdi Mahmoudian, um dos três corroteirista do filme "Foi Apenas um Acidente" ao lado do diretor Jafar Panahi, foi preso no Irã, neste sábado, ao lado de outros dois signatários de uma carta com críticas ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O governante é acusado de cometer crimes contra a humanidade, em meio aos recentes protestos contra os líderes religiosos, no poder há quase quatro décadas.
O próprio Panahi também assinou a carta, ao lado do cineasta Mohammad Rasoulof, de "A Semente do Fruto Sagrado", além da ativista e Nobel da Paz Narges Mohammadi. Os ativistas Abdollah Momeni e Vida Rabbani também foram detidos.
As informações foram divulgadas pela Neon, distribuidora do filme de Panahi nos Estados Unidos, após a vitória da Palma de Our, no ano passado, dessa que é uma coprodução francesa. No Oscar, o trabalho concorre aos prêmios de melhor roteiro original e melhor filme internacional, ao lado de "O Agente Secreto" e "Valor Sentimental".
O próprio Panahi tem um longo histórico de ameaças e prisões por suas críticas ao governo, e teve de rodar "Foi Apenas um Acidente" de forma clandestina.
Em nota, o cineasta afirma que conheceu Mahmoudian na prisão, também motivada por manifestações políticas, e lá ficaram juntos por sete meses, e que ele foi muito presente na concepção do roteiro e nas filmagens de sua última produção."
"Mahmoudian não é apenas um ativista de direitos humanos e um prisioneiro de consciência", escreveu, "ele é uma testemunha, um ouvinte e uma rara presença moral --uma presença cuja ausência é imediatamente sentida, tanto dentro quanto fora dos muros da prisão."
- Bahia Notícias
- 01 Fev 2026
- 12:16h
Foto: Micah & Sammie Chaffin / Unsplash
Brasileiros tiveram seus vistos menos rejeitados durante tentativas de viajar aos Estados Unidos em 2025. O percentual de vistos de turismo e negócios para brasileiros aprovados pelos Estados Unidos em 2025 foi maior do que no ano anterior, apesar das políticas de restrição do governo de Donald Trump, que atingiram diversos países.
Segundo informações divulgadas pelo G1, neste domingo (1°), o Departamento de Estado dos EUA registrou negativas para apenas 14,8% das solicitações de visto B1/B2 (turismo e negócios) feitas por brasileiros. A queda é de cerca de 0,6% em comparação ao ano de 2024, ainda no governo de Joe Biden, quando a taxa de rejeição foi de 15,4%.
O recorde nos últimos dez anos foi em 2020, durante o início da pandemia, quando a taxa de rejeição de vistos brasileiros chegou a 23,1%. O menor índice, por sua vez, foi em 2023, no governo Biden, quando os EUA negaram 11,9% das solicitações de visto a brasileiros.
RESTRIÇÕES
Uma medida que impactou o processo para obter o visto de turista, por exemplo, foi que menores de 14 anos e maiores de 79 voltaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial, para obtenção do documento, a partir de outubro de 2025.
Já a suspensão temporária para a emissão de vistos para 75 países foi anunciada em 2026 e, apesar de incluir o Brasil, não afeta vistos de turismo e nem os demais da categoria de "não imigrantes".
Trump também emitiu uma ordem em abril de 2025 exigindo que turistas de 38 países, principalmente da África, Oceania e parte da Ásia, paguem um caução de até US$ 15 mil para que o documento seja emitido. O Brasil, no entanto, não faz parte da lista.
Além disso, desde junho de 2025, candidatos a vistos de estudante dos EUA passaram a ser obrigados a manter seus perfis em redes sociais abertos ao público para análise das autoridades americanas.
A verificação busca identificar “qualquer indício de hostilidade” contra cidadãos, instituições ou princípios dos EUA. No último mês de outubro, menores de 14 anos e maiores de 79 passaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial para obtenção de visto, com algumas exceções.
A mudança vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo brasileiros.
- Por Constança Rezende | Folhapress
- 26 Jan 2026
- 12:28h
Foto: Divulgação / White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou as lideranças democratas em cidades e estados do país pelas mortes de dois americanos em abordagens do ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos, em Minneapolis, em mensagem publicada em suas redes sociais neste domingo (25).
A publicação reflete a estratégia da Casa Branca de seguir defendendo a abordagem dos agentes de migração apesar das mortes durante as ações e de não recuar desses posicionamentos --imagens dos momentos dos assassinatos de Renée Good e Alex Pretti neste mês, mortos a tiros por agentes federais, contradizem as versões oficiais do governo, que descreveu Pretti como um "terrorista doméstico".
Trump disse que estes locais, "que se dizem santuários para imigrantes ilegais", em suas palavras, "estão se recusando a cooperar com o ICE e incentivando agitadores de esquerda a obstruir ilegalmente suas operações para prender os piores criminosos".
"Ao fazer isso, os democratas estão colocando criminosos imigrantes ilegais acima de cidadãos que pagam impostos e cumprem a lei, criando circunstâncias perigosas para todos os envolvidos. Tragicamente, dois cidadãos americanos perderam suas vidas como resultado desse caos provocado pelos democratas", escreveu.
Trump ainda instou o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ambos democratas que o republicano tinha acusado de insurreição, a cooperar com o governo.
Ambos, segundo o presidente, devem fazer cumprir as leis de nação, "em vez de resistirem e alimentarem as chamas da divisão, do caos e da violência" e listou medidas para isso.
Ele disse que os governantes devem entregar "todos os imigrantes ilegais criminosos que estão atualmente encarcerados em suas prisões e cadeias estaduais às autoridades federais, juntamente com todos os criminosos ilegais com mandado de prisão em aberto ou antecedentes criminais conhecidos, para deportação imediata".
"As forças policiais estaduais e locais devem concordar em entregar todos os imigrantes ilegais presos pela polícia local. A polícia local deve auxiliar as forças policiais federais na captura e detenção de imigrantes ilegais procurados por crimes", acrescentou.
Ele também afirmou que os políticos democratas "devem se unir ao governo federal para proteger os cidadãos americanos na rápida remoção de todos os imigrantes ilegais criminosos do nosso país".
Além disso, apelou para que o Congresso americano aprove imediatamente uma legislação para acabar com as chamadas cidades santuários --que protegem imigrantes da deportação, ao passar leis para que suas polícias locais não sejam obrigadas a cooperar com ações imigratórias federais.
Em entrevista ao Wall Street Journal publicada neste domingo, Trump disse que o seu governo está "revisando tudo e chegará a uma conclusão" sobre a morte de Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos, em Minneapolis.
O governo Trump afirmou que Pretti agrediu os agentes, obrigando-os a atirar em legítima defesa, mas gravações de vídeo mostram que Pretti foi atingido por vários tiros enquanto estava imobilizado no chão por um grupo de agentes.
O republicano também sinalizou a disposição de eventualmente retirar os agentes de imigração da região de Minneapolis, segundo a reportagem. "Em algum momento, nós iremos embora. Eles fizeram um trabalho fenomenal", disse Trump ao jornal, mas não ofereceu um prazo para a possível saída dos agentes. "Deixaremos um grupo diferente de pessoas lá para lidar com a fraude financeira."
Na mensagem publicada em suas redes sociais, o presidente americano também falou que, durante os quatro anos da gestão de Joe Biden e da liderança dos Democratas, dezenas de milhões de imigrantes ilegais criminosos entraram em seu país, "incluindo centenas de milhares de assassinos, estupradores, sequestradores, traficantes de drogas e terroristas condenados".
"Venci a eleição com uma vitória histórica esmagadora, e os Republicanos conquistaram a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, em grande parte porque prometemos fechar a fronteira, o que fizemos, e lançar a maior deportação em massa de imigrantes ilegais criminosos da história americana", acrescentou.
Ele também afirmou que, em cidades e estados governados por Republicanos, essas operações estão ocorrendo "de forma pacífica e tranquila, porque os policiais locais têm permissão para trabalhar com seus colegas federais".
- Bahia Notícias
- 25 Jan 2026
- 12:29h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um homem baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) morreu neste sábado (24) no estado de Minnesota, após ser levado ao hospital. Segundo autoridades locais, a vítima tinha 37 anos, morava na cidade e seria cidadão norte-americano. O caso ocorre em meio a protestos contra operações federais de imigração no estado de Minnesota.
O governador Tim Walz classificou o episódio como “atroz” e afirmou ter cobrado da Casa Branca o fim imediato das ações federais no estado.
“Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, escreveu o governador nas redes sociais.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o homem estava armado com uma pistola semiautomática e dois carregadores e teria reagido de forma violenta durante uma “operação direcionada” para localizar um imigrante em situação irregular. Segundo o órgão, um agente atirou após temer pela própria vida.
Conforme a Agência Brasil, vídeos não confirmados que circulam nas redes sociais mostram agentes com coletes identificados como “Polícia” imobilizando uma pessoa no chão antes dos disparos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que o caso foi comunicado à corporação por volta das 9h (horário local) e que a vítima possuía, ao que tudo indica, porte legal de arma, permitido pela legislação do estado.
Autoridades democratas e o prefeito da cidade, Jacob Frey, criticaram duramente a operação federal. Minneapolis vive clima de tensão desde o início do mês, quando outra ação do ICE resultou na morte de Renee Good, cidadã estadunidense de 37 anos, episódio que também provocou protestos e investigações em andamento.
Em postagens nas redes sociais, o presidente Donald Trump responsabilizou os policiais locais pelo tiroteio, elogiou agentes do ICE como “patriotas” e acusou o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis de provocarem uma “insurreição”. Trump também compartilhou uma foto de uma arma atribuída ao homem morto e, em seguida, alegou que as autoridades estaduais estariam encobrindo os fatos para enganar o governo federal.
ONU
O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que o governo do presidente Donald Trump seja investigado por possíveis violações de direitos humanos no tratamento dado a imigrantes e refugiados. Segundo ele, políticas migratórias recentes têm resultado em “abusos rotineiros”, prisões arbitrárias e práticas que estariam “destruindo famílias”.
Em comunicado emitido na sexta-feira (23), Türk afirmou estar “estarrecido” com o que classificou como detenções violentas e ilegais realizadas por autoridades norte-americanas, muitas vezes baseadas apenas na suspeita de que indivíduos sejam imigrantes sem documentação. De acordo com o alto comissário, operações de fiscalização têm ocorrido em locais sensíveis, como hospitais, igrejas, escolas, tribunais e residências.
“Indivíduos estão sendo vigiados e detidos, às vezes de forma violenta, frequentemente apenas sob a mera suspeita de serem migrantes indocumentados”, declarou.
Ele também criticou o que chamou de representação “desumanizante” de migrantes e refugiados que, segundo a ONU, aumenta a exposição desse grupo à hostilidade xenofóbica e a abusos.
Um dos casos citados ocorreu na terça-feira (20), em Minneapolis, quando um menino de cinco anos foi detido junto com o pai por agentes de imigração. Segundo autoridades educacionais locais, a criança teria sido usada como “isca” para tentar localizar outros imigrantes em uma residência. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas, de acordo com o advogado da família.
- Bahia Notícias
- 19 Jan 2026
- 10:04h
Foto: Reprodução Youtube
Com o Congresso Nacional ainda em período de recesso e o Supremo Tribunal Federal (STF) funcionando em regime de plantão, o governo federal é o único poder em atividade, e os assuntos externos estão entre os principais focos de preocupações no Palácio do Planalto. De olho nessa agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a sua semana, nesta segunda-feira (19), em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
As atenções do Brasil estão voltadas para dois movimentos que envolvem o governo dos Estados Unidos e geram tensão e discussões em todo o mundo. O primeiro deles é a ameaça de algum tipo de ação norte-americana para tomar o controle da Groenlândia.
No último sábado (17), Donald Trump anunciou tarifas extras a oito países da União Europeia que se opõem aos planos dos EUA de comprar e anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca. A União Europeia convocou uma reunião de emergência para esta segunda a fim de avaliar como irá lidar com as investidas dos Estados Unidos.
Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia divulgaram uma declaração conjunta em que afirmam que permanecerão unidos e comprometidos com a segurança da Groenlândia. Os países também informaram que irão reforçar a segurança na região.
O segundo tema na mesa é o convite feito por Donald Trump para que o presidente Lula integre o Conselho de Paz para Gaza. A proposta, recebida na última sexta (16) pela embaixada brasileira em Washington, daria a Lula a chance de participar dessa importante negociação para a paz no Oriente Médio.
O convite de Trump, entretanto, tem um alto custo. Segundo informou a Bloomberg News neste final de semana, o presidente norte-americano quer que os países convidados paguem US$ 1 bilhão para permanecer no chamado “Conselho da Paz”.
De acordo com a reportagem, Trump atuaria como o presidente inaugural do conselho, e cada país-membro teria mandato de até três anos a partir da entrada em vigor do estatuto do Conselho, com possibilidade de renovação a critério do presidente do órgão.
Além dos temas internacionais, o presidente Lula também tem diversos compromissos internos nesta segunda (19). Na parte da tarde, Lula terá reuniões com o secretário para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, além de um encontro com dirigentes de instituições comunitárias de educação superior.
Nesta semana o presidente Lula também fará viagens para outros estados. Na terça (20), Lula participa da cerimônia de assinatura de contratos da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros da Transpetro no Estaleiro de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Ainda no estado, o presidente comandará uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida.
Já na sexta (23), o presidente Lula seguirá para Maceió, capital de Alagoas. No estado, Lula também promoverá a entrega de de novas unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida do governo federal.
Na área econômica, o destaque é a reunião, na próxima quinta (22), do Conselho Monetário Nacional (CMN). Esta pode ser a última reunião do CMN com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O ministro já comunicou que deve deixar a pasta até o final do mês de janeiro, e no seu lugar provavelmente deve entrar o atual secretário executivo Dario Durigan. Além de Haddad, são membros do Conselho a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No encontro deve ser definida a meta da inflação para 2026.
No Judiciário, que ainda está de recesso, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que a Polícia Federal interrogue nesta semana os investigados no caso do Banco Master. Alguns investigados já foram ouvidos pela Polícia Federal em 30 de dezembro, como, por exemplo, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.
- Bahia Notícias
- 17 Jan 2026
- 16:45h
Foto: Reprodução / X
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, presenteou Donald Trump com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz nesta quinta-feira (15). A entrega aconteceu durante uma reunião na Casa Branca após declarações do presidente norte-americano de que ela não tinha apoio para comandar Venezuela.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump escreveu: "María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que tenho feito. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!"
Corina descreveu a reunião como "excelente" e disse que o presente foi um reconhecimento do que ela chamou de compromisso de Trump com a liberdade do povo venezuelano.
- Bahia Notícias
- 09 Jan 2026
- 14:50h
Foto: Agência Senado
O acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi parcialmente aprovado pelos países europeus nesta sexta-feira (9). A informação foi divulgada pelas agências France Presse e Reuters. Para formalizar os votos, ainda é preciso enviar as confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas.
Depois de 25 anos de negociações, o tratado pode ser assinado na próxima segunda-feira (12) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Paraguai. O acordo pode criar a maior área de livre comércio do mundo.
Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado garante o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores. Mesmo diante da oposição de países como a França, gigante do agronegócio europeu, a expectativa é de que a Comissão Europeia consiga reunir o apoio da maioria entre os 27 Estados-membros.