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Tiroteio é registrado nas proximidades do Palácio Presidencial da Venezuela

  • Bahia Notícias
  • 06 Jan 2026
  • 12:38h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um tiroteio foi registrado nas proximidades do edifício da sede oficial da Presidência da Venezuela, o Palácio de Miraflores, em Caracas, na noite desta segunda-feira (5). 

 

O episódio ocorre dois dias após os Estados Unidos conduzirem uma operação na capital venezuelana para capturar o líder Nicolás Maduro. No último sábado (3), Caracas foi alvo de diversas explosões durante a incursão militar.

 

Até a última atualização da reportagem, não havia informações confirmadas sobre o que teria provocado o tiroteio. Nas redes sociais, usuários publicaram vídeos nos quais é possível ouvir nitidamente o som dos disparos.

 

Segundo a agência AFP, uma fonte do governo informou que a situação já está sob controle, embora não tenha especificado a natureza ou a origem do incidente.

Semana em Brasília tem governo de olho na situação de Maduro, atos sobre 8 de janeiro e divulgação da inflação

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 05 Jan 2026
  • 12:07h

Foto: Reprodução Redes Sociais

A primeira semana do ano de 2026 começa em Brasília sob o impacto da operação militar do governo dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo brasileiro, que emitiu nota no fim de semana considerando a ação norte-americana uma “afronta gravíssima à soberania de outro país”, deve seguir nos próximos dias na mesma linha, de alertar para a violação de tratados internacionais, mas sem maior veemência em criticar diretamente o presidente Donald Trump.

 

Nesta segunda-feira (5), o Brasil deve participar da reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e provavelmente deve apresentar a mesma linha de argumentação, de que a ação militar na Venezuela “ultrapassou uma linha inaceitável”. 

 

Em meio à crise política que ameaça também a Colômbia, outro aliado do governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar nesta semana um ato no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos acontecimentos no dia 8 de janeiro de 2023, com o vandalismo nas sedes dos três poderes. Além desse evento, o restante da agenda de Lula para essa semana ainda não foi divulgado.

 

Para o ato, na próxima quinta (8), Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de parlamentares, ministros, autoridades públicas e membros dos tribunais superiores. As presenças de Motta e Alcolumbre ainda não foram confirmadas.

 

No mesmo dia 8 de janeiro, o STF realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. 

 

O STF segue de recesso, embora alguns ministros estejam trabalhando normalmente, como Alexandre de Moraes e André Mendonça. O Congresso também segue em recesso parlamentar até o início de fevereiro. 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o IBGE divulgará na próxima quinta (8) a Pesquisa Industrial Mensal. O estudo apresentará os resultados do setor industrial brasileiro no mês de novembro de 2025. 

 

O destaque da semana, entretanto, será a divulgação, na sexta (9), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador representa a inflação oficial brasileira, e os números apresentados se referem à alta de preços no mês de dezembro. 

EUA realizam ataques na Venezuela; Trump diz que Nicolás Maduro foi capturado após ofensiva

  • Bahia Notícias
  • 03 Jan 2026
  • 10:02h

Foto: Luis Jaimes/AFP

O governo dos Estados Unidos realizou ataques contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3), segundo informou o próprio governo venezuelano. Em declaração publicada no mesmo dia, o ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido capturados após a ofensiva. Até o momento, não há confirmação independente sobre a informação.

 

Segundo a Folha, mais cedo, autoridades venezuelanas declararam que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos, após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões durante a madrugada. Diante dos acontecimentos, o governo decretou estado de emergência nacional e determinou a mobilização das forças de defesa.

 

Em comunicado oficial, o governo da Venezuela informou que os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo as autoridades, a medida de emergência foi adotada para responder aos danos e garantir a segurança da população.

 

Trump afirmou ainda que mais detalhes sobre a operação seriam apresentados em uma entrevista coletiva marcada para as 13h, no horário de Brasília.

 

De acordo com testemunhas ouvidas pela agência Reuters e com imagens divulgadas nas redes sociais, explosões, aeronaves e colunas de fumaça preta foram observadas em diferentes pontos de Caracas a partir de cerca das 2h no horário local (6h em Brasília). Moradores relataram queda de energia na região sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar.

 

Os Estados Unidos haviam enviado uma flotilha militar ao Caribe em agosto e, desde então, realizaram bombardeios contra quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes, segundo informações divulgadas por Caracas. O governo venezuelano afirma que essas ações têm como objetivo derrubar o regime no país.

 

Na terça-feira (30), Washington informou ter realizado ataques contra mais três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais. Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável por operações que abrangem do Caribe ao sul da Argentina, os navios viajavam em comboio.

 

Em novembro, Trump havia declarado que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e que havia autorizado operações da CIA no país sul-americano.

 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) um comunicado oficial no qual afirmou que seu governo acompanha com “profunda preocupação” os relatos de explosões e de atividades aéreas incomuns registradas na Venezuela.

Rússia divulga vídeo de drone usado em suposto ataque da Ucrânia contra residência de Putin

  • Por Folhapress
  • 01 Jan 2026
  • 16:54h

Foto: Ministério da Defesa da Rússia

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou nesta quarta-feira (31) um vídeo do que seria um drone abatido, supostamente lançado pela Ucrânia contra a residência do presidente Vladimir Putin, no noroeste da Rússia, nesta semana —o que Kiev e a União Europeia classificaram de mentira.
 

Moscou fez a acusação pouco depois de o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, ter se reunido com Donald Trump na Flórida. Segundo a Ucrânia, o suposto ataque foi uma "fabricação" para sabotar o processo de paz.
 

O vídeo mostra o major-general Alexander Romanenkov, vestido com equipamento antibombas, detalhando as características do drone, que Moscou afirma teria o objetivo de atacar a residência de Putin em Dolgie Borodi, às margens do lago Valdai, na província de Novgorod. Segundo Romanenkov, o drone não teve a carga explosiva detonada, apesar de ter sido derrubado pelas defesas aéreas russas.
 

O vídeo não dá detalhes de como as Forças Armadas da Rússia sabiam que o objetivo do ataque era a residência de Putin em Dolgie Borodi. A chefe da diplomacia da União Europeia, a estoniana Kaja Kallas, afirmou nesta quarta que ninguém deveria acreditar no que diz "o país agressor que ataca de maneira indiscriminada a infraestrutura e civis ucranianos desde o início da guerra".
 

Segundo Moscou, o ataque envolveu 91 drones, que teriam sido abatidos sem deixar feridos.
 

A Ucrânia minimizou o vídeo. "Isso é risível, tanto o fato de que eles demoraram dois dias para produzir [as imagens] quando o fato de que as coisas que tentam apresentar como provas mostram que eles nem estão se esforçando na fraude", disse um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Kiev à agência Reuters. "Temos certeza de que não houve ataque."
 

A residência supostamente atacada é um antigo complexo com três datchas, as famosas casas de campo que quase toda família russa mais abastadas tem. É uma das regiões favoritas de Putin, natural de São Petersburgo, com vegetação bastante densa. O complexo é usado principalmente como casa de férias de verão e tem espaço para 320 hóspedes.
 

Putin passa boa parte do tempo nos arredores da capital, em sua residência principal, mas tem diversos palácios à sua disposição pelo país. Segundo imagens do Kremlin, o presidente estava em Moscou durante o ataque, comandando uma reunião com seus generais principais, que lhe pintaram um quadro positivo acerca dos ganhos da guerra neste ano.

Trump pressiona Hamas e ameaça Irã em encontro com Netanyahu

  • Por Folhapress
  • 30 Dez 2025
  • 14:26h

Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil

Donald Trump voltou a ameaçar o Irã e cobrou o desarmamento do Hamas ao se reunir nesta segunda-feira (29) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Mar-a-Lago, na Flórida, para discutir a segunda fase do cessar-fogo em Gaza.
 

Reunião teve como foco a segunda fase do plano de paz para Gaza. A nova etapa prevê a retirada gradual das forças israelenses do território e a criação de uma nova administração provisória, sem a presença do Hamas. Trump afirmou que pretende iniciar o processo "o mais rápido possível".
 

Netanyahu disse que Israel está comprometido com o plano. Premiê agradeceu Trump e afirmou que a parceria com os EUA é fundamental para garantir a segurança de Israel e impedir o fortalecimento de grupos armados na região.
 

Esta foi a quinta visita de Netanyahu ao presidente americano em 2025. Ontem, Trump se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no mesmo local.
 

'É NECESSÁRIO QUE O HAMAS SE DESARME', DIZ TRUMP
 

Antes e depois da reunião, Trump afirmou a jornalistas que o Hamas terá um prazo curto para se desarmar. Segundo ele, a continuidade do grupo armado inviabiliza qualquer solução duradoura para o conflito.
 

Trump também afirmou que não vê motivos para preocupação com a atuação de Israel na condução do acordo. "Não estou preocupado com nada que Israel esteja fazendo. Eles cumpriram o plano", declarou.
 

IRÃ VOLTA AO CENTRO DO DISCURSO
 

Trump voltou a ameaçar o Irã caso o país tente retomar seu programa nuclear. O presidente afirmou que os EUA e Israel não permitirão qualquer avanço que represente risco à segurança regional, mas não detalhou eventuais ações.
 

"Ouvi dizer que o Irã está tentando desenvolver isso novamente. Se estiver, nós vamos derrubar. Vamos acabar com eles", disse Trump a jornalistas.
 

PRÊMIO E RELAÇÃO POLÍTICA
 

Durante a coletiva, Netanyahu anunciou que Trump receberá o Prêmio Israel da Paz, concedida a um cidadão não israelense. Segundo o primeiro-ministro, a mais alta honraria civil do país representa o "sentimento do povo pelo que ele fez conta o terrorismo".
 

Trump, por sua vez, agradeceu e afirmou que ficou "realmente surpreso" com a homenagem. O encontro reforça a aliança entre Trump e Netanyahu em um momento decisivo para o futuro do cessar-fogo em Gaza e para o equilíbrio de forças no Oriente Médio.

 

Trump diz que encontro com Zelensky foi “excelente” e vê avanço em acordo de paz entre Rússia e Ucrânia

  • Bahia Notícias
  • 29 Dez 2025
  • 08:03h

Foto: Divulgação / Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que a reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi “excelente” e resultou em avanços nas negociações para o fim da guerra com a Rússia. Segundo o republicano, as conversas indicam que um acordo de paz pode estar próximo.

 

“Acho que estamos nos aproximando muito, talvez muito perto”, disse Trump, ao destacar que houve progresso significativo nas tratativas para encerrar o conflito. De acordo com ele, a Rússia demonstra interesse em pôr fim à guerra.

 

Conforme informações da CNN, Zelensky afirmou que pretende discutir a desmilitarização da região de Donbass, um dos principais pontos de tensão do conflito. Horas antes do encontro com o líder ucraniano, Trump disse ter tido uma “boa conversa” com o presidente russo, Vladimir Putin.

 

As negociações ocorreram em Mar-a-Lago, na cidade de Palm Beach, na Flórida, e foram anunciadas com apenas dois dias de antecedência. O objetivo é alinhar divergências em relação ao plano de paz originalmente apresentado por Trump no mês passado, que previa 28 pontos e foi revisado pela Ucrânia para uma proposta com 20 itens.

 

Enviados do governo norte-americano vêm atuando de forma intensiva para consolidar um texto que seja aceito tanto por Kiev quanto por Moscou. Trump, que está em Palm Beach desde o dia 20 de dezembro, interrompeu o período de descanso para participar da reunião.

 

O encontro foi articulado após Zelensky manter conversas telefônicas, no fim da semana passada, com Steve Witkoff, enviado de Trump para assuntos externos, e com Jared Kushner, genro do presidente, que atua diretamente nas negociações para a finalização de um acordo de paz.

Deputados democratas pedem a Trump que revogue as tarifas remanescentes sobre produtos do Brasil

  • Bahia Notícias
  • 19 Dez 2025
  • 16:25h

Foto: Reprodução / YouTube

Um grupo de 50 deputados democratas enviou uma carta nesta quinta-feira (18) pedindo ao presidente Donald Trump que revogue as tarifas remanescentes sobre produtos brasileiros e acusando o republicano de usar a exclusão da sobretaxa sobre a carne como "retribuição política" para a JBS.
 

"Algumas de suas exclusões parecem beneficiar empresas com laços estreitos com seu governo, incluindo a gigante de frigoríficos brasileira JBS, que fez a maior doação individual (US$ 5 milhões) ao seu comitê de posse, levantando sérias suspeitas de que essas exclusões possam ser concedidas como retribuição política", diz a carta obtida pela Folha.
 

Segundo o vice-presidente, Geraldo Alckmin, 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda estão sujeitas a sobretaxas.
 

No fim de julho, o governo americano impôs uma sobretaxa de 40% a produtos do Brasil, que somou-se às chamadas "tarifas recíprocas" de 10% aplicadas globalmente. Em 14 de novembro, o governo americano derrubou globalmente a tarifa de 10% de algumas commodities, entre elas as principais exportações brasileiras, como carne e café. Em 20 de novembro, a sobretaxa de 40% também caiu para 238 produtos brasileiros, entre eles café, carne bovina, banana, tomate e açaí.
 

O setor industrial é o mais afetado pelas tarifas que restaram.
 

Na carta a Trump, liderada pelos deputados Linda Sánchez e Adriano Espaillat, os legisladores afirmam que o republicano está empurrando o Brasil para os braços da China ao impor sanções não justificadas. De acordo com o texto, desde que Trump impôs as tarifas ao Brasil, seu governo não conseguiu fornecer qualquer evidência de que elas poderiam criar empregos para americanos ou reviver indústrias dos EUA.
 

"Em vez disso, em resposta às tarifas, o Brasil -como muitos países ao redor do mundo- acelerou esforços para se afastar dos EUA, inclusive avançando em acordos comerciais com México, Vietnã e outros", diz a carta. "A China rapidamente aproveitou a oportunidade para fortalecer seus laços com o Brasil, apresentando-se como 'defensora' do Sul Global contra os Estados Unidos, expandindo a cooperação dos BRICS e recorrendo ao Brasil para fornecer commodities essenciais."
 

Os democratas acusam o republicano de instrumentalizar o poder econômico dos EUA "para proteger seus aliados políticos" e criticam o que consideram "uma política comercial punitiva, equivocada e autodestrutiva com o Brasil".
 

A carta também critica a pressão da Casa Branca contra as tentativas do Brasil de regular as big techs, explicitada na investigação da seção 301 do Escritório de Comércio da Casa Branca. "Trump afirmou erroneamente que as tarifas eram necessárias para supostamente defender a 'liberdade de expressão' no Brasil contra as tentativas do país de regular plataformas digitais que têm espalhado discurso de ódio e desinformação antidemocrática."
 

A investigação da seção 301, aberta em julho, pode resultar em sanções contra produtos e serviços brasileiros e cita regulamentações de big techs, o Pix, acesso ao mercado de etanol, proteção de propriedade intelectual e acordos de preferências tarifárias com outros países.
 

"Embora as investigações da Seção 301 sejam uma ferramenta importante para lidar com práticas comerciais desleais legítimas, sua carta de ameaça tarifária ao Brasil indica o uso indevido da autoridade da Seção 301 para alcançar objetivos políticos."
 

Também assinam a carta deputados como Alexandra Ocasio Cortez, Debbie Wasserman Schultz, Rashida Tlaib e Joaquin Castro.

CEO da Netflix teve reunião com Donald Trump antes de acordo com a Warner Bros.

  • Por Folhapress
  • 08 Dez 2025
  • 12:24h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Ted Sarandos, CEO da Netflix, se encontrou com Donald Trump nas semanas que antecederam o acordo de US$ 82,7 bilhões em que a Netflix acertou a compra da Warner Bros. e da HBO Max. A conversa, realizada no Salão Oval em 24 de novembro, durou mais de uma hora.
 

O objetivo da reunião era discutir assuntos como a possibilidade de um incentivo fiscal federal para produções cinematográficas, afirma a revista Variety. O diálogo teve como destaque a oferta da Netflix pela Warner Bros. e pela HBO Max.
 

O encontro foi noticiado pela Bloomberg. O veículo diz que o CEO da Netflix deixou o Salão Oval com a impressão de que não enfrentaria resistência imediata da Casa Branca ao negócio. A compra ainda depende de aprovações regulatórias.
 

Embora Sarandos e sua esposa, Nicole Avant, ex-embaixadora dos EUA nas Bahamas, tenham historicamente apoiado o Partido Democrata, incluindo campanhas de Joe Biden, o executivo vem demonstrando interesse pelo círculo político de Trump. No fim do ano passado, ele chegou a viajar até Mar-a-Lago para jantar com o republicano antes de sua posse.
 

Em evento no Kennedy Center Honors, neste domingo (7), Trump confirmou ter conversado recentemente com Sarandos, elogiou o executivo -chamando-o de "fantástico"- e afirmou que estará envolvido na decisão de aprovar ou barrar a fusão entre Netflix e Warner Bros.

Joesley Batista voou para Venezuela para pedir renúncia de Nicolás Maduro

  • Bahia Notícias
  • 04 Dez 2025
  • 12:03h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O empresário Joesley Batista viajou a Caracas para dialogar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma tentativa de convencê-lo a considerar o apelo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma transição pacífica de poder. A visita, descrita como independente e não oficial, ocorreu poucos dias depois de Trump telefonar a Maduro pedindo sua saída.

 

A iniciativa ocorre em meio ao histórico de relações comerciais e políticas da JBS no país, incluindo contratos de fornecimento de alimentos e interesses no setor de petróleo. Batista também mantém articulação política nos Estados Unidos, com registros de doações e contatos com líderes como Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Venezuela amanhece sem sobrevoo de aviões civis após ordem de Trump para fechamento do espaço aéreo

  • Bahia Notícias
  • 30 Nov 2025
  • 10:44h

Foto: Reprodução / FlightRadar

Nenhuma aeronave civil sobrevoava o espaço aéreo venezuelano na manhã deste domingo (30), segundo registros do FlightRadar. A ausência total de voos ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinar o fechamento completo do espaço aéreo “acima e ao redor da Venezuela”.

 

A informação foi divulgada por um perfil especializado em aviação no X, que publicou o mapa do monitoramento global de voos. “Às 5h da manhã na Venezuela, não há nenhum avião civil com o transponder ligado sobrevoando o espaço aéreo venezuelano. Ontem, o presidente Trump ordenou o encerramento completo daquele espaço aéreo, reforçando as duas NOTAMs emitidas pela FAA na semana passada. Em Porto Rico, tem havido um aumento na atividade de meios aéreos e navais nos últimos dias”, escreveu a página.

 

A determinação de Trump provocou reação imediata de Caracas. No sábado (29), o governo venezuelano divulgou uma nota oficial, assinada pelo chanceler Yván Gil Pinto, classificando a orientação dos EUA como uma “ameaça colonialista” e um “ato hostil, unilateral e arbitrário”.

 

“A Venezuela denuncia e condena a ameaça colonialista que busca afetar a soberania de seu espaço aéreo. Isso constitui uma nova, extravagante, ilegal e injustificada agressão contra o povo venezuelano”, afirma o comunicado.

 

O texto acusa Washington de tentar aplicar “extraterritorialmente a jurisdição ilegítima” dos Estados Unidos ao emitir ordens relacionadas ao espaço aéreo venezuelano, colocando em risco a soberania nacional, a integridade territorial e a segurança aeronáutica do país.

 

Segundo a chancelaria, a declaração de Trump viola princípios fundamentais do Direito Internacional e representa uma ameaça explícita de uso da força, algo proibido pelo Artigo 2, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas. A nota também menciona que a medida fere o Artigo 1º da Carta, que trata da manutenção da paz e da segurança internacionais.

 

O governo venezuelano afirma que levará o caso ao conhecimento da comunidade internacional e denuncia que a orientação dos EUA integra uma “política permanente de agressão” contra o país.

Ataque de drone russo em Kiev deixa um morto e sete feridos

  • Por Folhapress
  • 29 Nov 2025
  • 10:51h

Foto: TRT World Now/ X

Um ataque de drone russo na capital ucraniana na madrugada de sábado deixou pelo menos uma pessoa morta e sete feridas, além de causar danos materiais significativos, informaram as autoridades.
 

Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões por volta da meia-noite no centro de Kiev, que o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, atribuiu a Moscou.
 

"A morte de uma pessoa foi confirmada, provavelmente um homem", afirmou o chefe da administração militar da cidade, Timur Tkachenko, na plataforma de mensagens Telegram. Ele também relatou "sete feridos, incluindo um adolescente".

Sua administração lamentou posteriormente que o "ataque terrorista cínico da Federação Russa" tenha atingido nove locais em cinco distritos da capital. Esta é "uma tentativa dos russos de simplesmente aterrorizar a população civil", declarou Tkachenko.
 

O prefeito de Kiev havia indicado anteriormente que um jovem de 13 anos estava entre os feridos e pediu aos moradores que permanecessem em abrigos.
 

Pelo menos dois prédios residenciais, um deles com 25 andares, uma casa e vários carros foram danificados, disseram as autoridades.
 

No início desta semana, fortes explosões abalaram Kiev durante a noite, quando drones e mísseis russos atingiram a capital, provocando incêndios em prédios residenciais. As autoridades da cidade indicaram que sete pessoas morreram.
 

A Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Incêndio atinge condomínio de arranha-céus em Hong Kong; quatro pessoas morreram

  • Bahia Notícias
  • 26 Nov 2025
  • 08:16h

Foto: Reprodução / Rede Globo

Um incêndio de grandes proporções atingiu diversos arranha-céus de um complexo residencial em Hong Kong nesta quarta-feira (26), resultando na morte de quatro pessoas e deixando ao menos três feridos, segundo confirmaram as autoridades locais. Até a última atualização desta reportagem, os bombeiros ainda não haviam conseguido conter as chamas, que soltavam uma densa e volumosa coluna de fumaça, e o trabalho de combate ao fogo avançava pela noite no território autônomo chinês.

 

O Corpo de Bombeiros informou que várias pessoas seguiam presas dentro dos prédios em chamas, embora não tenha sido possível precisar o número exato de indivíduos em perigo. Dezenas de caminhões de bombeiros e ambulâncias foram despachados para o local, o complexo Wang Fuk Court, situado no distrito de Tai Po, ao norte da capital. Entre as vítimas fatais, está um bombeiro, e outros profissionais também ficaram feridos durante o intenso combate às chamas. Entre os feridos, duas pessoas sofreram queimaduras graves e estão em estado crítico, e uma terceira foi atendida em quadro estável.

 

O complexo atingido é um condomínio de grande porte, composto por oito torres de 31 andares que abrigam cerca de 2 mil apartamentos, totalizando aproximadamente 4,6 mil moradores, conforme dados de um censo de 2021. O Departamento de Bombeiros disse ter recebido o chamado às 3h51 no horário de Brasília (14h41 no horário local) e, horas após o início do combate, elevou o alerta de incêndio para o nível 5, o mais alto da escala.

 

A intensidade do fogo foi agravada por um detalhe da infraestrutura de parte da construção: alguns dos prédios em chamas estavam envoltos em uma estrutura de andaimes compostos por bambu, um material que, apesar de incomum em grandes cidades, ainda é amplamente utilizado na construção civil em Hong Kong.

 

Em decorrência da emergência, o Departamento de Transportes de Hong Kong informou que uma seção inteira da rodovia Tai Po precisou ser fechada e várias linhas de ônibus tiveram seus trajetos desviados. A polícia também evacuou dois quarteirões vizinhos ao condomínio de prédios como medida de segurança. A causa do incêndio ainda não foi divulgada pelas autoridades locais.

Após recuo de Trump, Câmara aprova de forma quase unânime liberação de arquivos do caso Epstein

  • Por Guilherme Botacini / Victor Lacombe | Folhapress
  • 19 Nov 2025
  • 14:18h

Foto: Reprodução / TV Globo

Em voto quase unânime, a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos aprovaram nesta terça-feira (18) a liberação dos arquivos do Departamento de Justiça sobre Jeffrey Epstein, caso que tem gerado desgaste para o presidente Donald Trump e cobranças de sua base.
 

Na Câmara, a medida teve placar de 427 votos a 1, com cinco abstenções. No Senado, recebeu aval de todos os parlamentares, sem exceção, após uma manobra do Partido Democrata. Agora, o texto vai para a sanção presidencial —Trump prometeu não vetar a lei se aprovada no Congresso.
 

A reviravolta acontece dois dias após Trump abandonar sua oposição à medida. O texto exige a divulgação de todos os materiais não confidenciais sobre Epstein e o suposto esquema de tráfico sexual e exploração de menores que o financista teria operado.
 

Na Câmara, o único voto contrário foi do republicano Clay Higgins, deputado trumpista da Louisiana. Em publicação no X, Higgins explicou sua posição, dizendo que a lei "revela a identidade de milhares de inocentes, entre testemunhas, familiares, etc". "Se for aprovada da forma como está, uma revelação tão ampla de uma investigação criminal, liberada para uma mídia raivosa, irá resultar em pessoas inocentes sendo prejudicadas", afirmou o parlamentar.
 

No Senado, o líder da oposição, o senador por Nova York Chuck Schumer, manobrou para que a lei fosse aprovada por consenso —isto é, propôs que a Casa avalizasse a medida de maneira automática a menos que algum senador levantasse objeções. Nenhum republicano o fez, e o texto foi aprovado.
 

Trump, cujas relações com Epstein têm sido exploradas por críticos e apoiadores, há muito tempo alimenta teorias conspiratórias sobre o abusador que cultivou muitos amigos ricos e poderosos —Epstein foi condenado por crimes sexuais na justiça estadual da Flórida em 2008. Ele foi preso por acusações semelhantes, mas mais graves, em 2019, quando morreu na prisão.
 

Desde que o republicano retornou ao poder, o assunto se tornou um raro ponto fraco para ele, em particular para alguns de seus apoiadores mais radicais, que têm se mostrado descontentes com declarações de Trump e atos do governo sobre o caso.
 

Uma pesquisa Reuters/Ipsos de outubro descobriu que apenas 4 em cada 10 republicanos aprovam a forma como Trump lida com o assunto, bem abaixo dos 9 em cada 10 que aprovam seu desempenho geral.
 

Trump afirma que nunca teve nenhuma ligação com os supostos crimes de Epstein e tem se referido ao assunto como uma "farsa democrata", usada para desviar o foco do que seriam pontos positivos de seu governo e falhas da oposição.
 

A campanha parlamentar pela divulgação dos materiais sobre o financista foi liderada pelo republicano Thomas Massie, o que indicava a dificuldade do governo de resistir à medida. Massie coletou 218 assinaturas de colegas da Câmara em uma petição que forçou a votação da medida, algo que vinha sofrendo resistência do presidente da Casa, o também republicano Mike Johnson.
 

O fato de Trump anteriormente se opor à divulgação do material azedou as relações com uma de suas mais fortes apoiadoras no Congresso, a deputada republicana Marjorie Taylor Greene, que criticou repetidas vezes o Departamento de Justiça por não divulgar mais detalhes sobre Epstein. Trump rebateu, chamado Greene de traidora.
 

A súbita reviravolta do presidente veio no domingo (16), quando ele afirmou: "Os republicanos da Câmara deveriam votar para divulgar os arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder."
 

O principal democrata da Câmara, o deputado por Nova York Hakeem Jeffries, teve outra avaliação. "Donald Trump parece ter se acovardado no escândalo Epstein. Ele cedeu. É uma rendição completa e total", disse ele em uma entrevista coletiva na segunda-feira (17).
 

Mike Johnson havia dito a repórteres que ele e Trump estavam preocupados em proteger as vítimas de Epstein de exposição pública indesejada. "Não tenho certeza se a liberação faz isso, e isso é parte do problema", disse o republicano na segunda-feira —argumento que repetiu no plenário antes de votar a favor da lei. Os apoiadores da medida dizem que as preocupações de Johnson são infundadas.
 

Há dúvidas, no entanto, sobre o alcance real da divulgação dos materiais, porque a medida permite ao Departamento de Justiça manter sob sigilo documentos sujeitos a investigações —ao mesmo tempo, Trump pediu ao departamento para investigar a relação de Epstein com importantes nomes democratas, como o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.
 

Na segunda, Summers disse estar "profundamente envergonhado" após as revelações de seus diálogos com Epstein e anunciou que se afastaria da vida pública. Professor de Harvard, ele continuará a dar aulas na instituição, entretanto.
 

Epstein se declarou culpado de uma acusação estadual de prostituição de menores na Flórida em 2008 e cumpriu 13 meses de prisão. O Departamento de Justiça dos EUA, em 2019, o acusou de tráfico sexual de menores na esfera federal em um caso muito mais amplo, jogando luz em um esquema que pode ter vitimado mais de 200 mulheres. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu na prisão antes do julgamento, no que foi considerado um suicídio.
 

Emails divulgados na semana passada por um comitê da Câmara mostraram que o financista acreditava que Trump "sabia sobre as garotas", embora não estivesse claro o que isso significava. A Casa Branca disse que os emails divulgados não continham prova de irregularidades por parte de Trump.

Diretor-geral da BBC renuncia após acusações de manipulação de fala de Trump e viés anti-Israel

  • Por Folhapress
  • 10 Nov 2025
  • 14:40h

Foto: Molly Riley/ Official White House

O diretor-geral da BBC, Tim Davie, renunciou ao cargo neste domingo (9) após acusações feitas por um ex-conselheiro editorial de que a emissora pública britânica desrespeitou suas próprias diretrizes e padrões jornalísticos ao manipular discurso do presidente americano, Donald Trump, e ao adotar suposto viés anti-Israel em sua cobertura da guerra na Faixa de Gaza.
 

Davie estava no posto havia cinco anos e vinha enfrentando pressão crescente. Deborah Turness, diretora-executiva de Jornalismo da empresa, também deixou o cargo neste domingo. A polêmica envolve principalmente um discurso de Trump transmitido em um programa da emissora dias antes das eleições americanas de 2024, vencidas pelo republicano.
 

"De modo geral, a BBC está cumprindo bem sua missão, mas alguns erros foram cometidos, e, como diretor-geral, tenho que assumir a responsabilidade final por eles. Como todas as organizações públicas, a BBC não é perfeita, e devemos sempre ser abertos, transparentes e responsáveis", disse David em comunicado. Ele estava na empresa havia duas décadas e tornou-se diretor-geral em setembro de 2020.
 

Turness emitiu um comunicado em que reconhece erros cometidos, mas nega as acusações de que o jornalismo da empresa teria "um viés institucional". Ela era diretora-executiva da BBC News desde 2022, responsável por uma equipe de cerca de 6.000 pessoas.
 

O presidente da emissora, Samir Shah, afirmou que "hoje é um dia triste", elogiando os dois profissionais. A secretária da Cultura do país, Lisa Nandy, agradeceu Davie pelo seu trabalho à frente da empresa e disse que o governo apoiará o conselho da BBC durante a transição. "Agora, mais do que nunca, a necessidade de notícias confiáveis e de programação de alta qualidade é essencial para nossa vida democrática e cultural, e para o nosso lugar no mundo", escreveu ela.
 

A saída dos profissionais repercutiu na Casa Branca. A porta-voz do governo, Karoline Leavitt, publicou foto de uma reportagem do jornal Telegraph que diz: "Trump entra em guerra com a 'fake news' BBC", acompanhada da notícia da saída de Davie.
 

A denúncia de manipulação foi feita por Michael Prescott, ex-consultor independente do Comitê de Diretrizes e Padrões Editoriais (EGSC, em inglês) da BBC. Ele mencionou o caso em documento interno, direcionado ao conselho da emissora, de acordo com o jornal britânico The Telegraph, que teve acesso ao material.
 

O documento cita uma fala de Trump durante seu discurso antes da invasão do Capitólio por seus apoiadores em 6 de janeiro de 2021 que foi editada pela BBC para acoplar dois trechos quase uma hora distantes entre si. A cena foi transmitida em um programa da emissora dias antes das eleições.
 

Além de juntar os trechos distantes, a declaração veiculada retirou, entre outras frases de Trump, o momento em que o presidente diz aos manifestantes que eles caminhariam "patriótica e pacificamente para fazermos com que escutem nossas vozes".
 

"Isso criou a impressão de que Trump disse algo que ele não disse, e, ao fazer isso, materialmente induziu telespectadores ao erro", diz Prescott.
 

O documento contém ainda uma lista de reportagens e acusações de cobertura supostamente tendenciosa contra Israel sobre a guerra na Faixa de Gaza.
 

Outro ponto levantado são as grandes discrepâncias existentes entre o serviço britânico e o árabe da emissora. São mais de 40 idiomas sob o guarda-chuva do BBC World Service, incluindo em português do Brasil --esses não são regulados pelo Ofcom, o órgão regulador britânico de comunicações, mas pela própria BBC e pela pasta de Relações Exteriores do país.
 

A carta assinada por Prescott lista alguns nomes de pessoas, apresentadas como jornalistas em diversas aparições no serviço em árabe da BBC, que teriam chamado autores de atentados contra civis israelenses de heróis e afirmado que judeus deveriam ser tratados "como fez Hitler". A emissora, segundo o consultor, disse internamente que os homens eram testemunhas, não jornalistas, embora tenham aparecido em diversos programas do serviço.
 

Prescott foi convocado a prestar depoimento ao Parlamento britânico. As acusações pressionam a BBC, que terá a renovação das diretrizes, objetivos e regulações da emissora previstas pela legislação em 2027 --a revisão ocorre periodicamente.
 

Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, de oposição ao governo trabalhista de Keir Starmer, afirmou que a nova liderança da emissora precisará entregar uma "reforma genuína da cultura da BBC".
 

"O relatório de Prescott expôs um viés institucional que não pode ser eliminado com duas renúncias. Ação forte precisa ser tomada com relação a todas as questões levantadas", afirmou ela, que pediu uma reformulação completa da cobertura da BBC no Oriente Médio.

Mamdani faz história em Nova York ao vencer eleição com promessa de congelar aluguéis e taxar bilionários

  • Bahia Notícias
  • 05 Nov 2025
  • 18:50h

Foto: Reprodução / YouTube / UOL

Zohra Kwame Mamdani, de 34 anos, foi eleito prefeito de Nova York, e se tornou o primeiro socialista declarado a comandar a maior e mais rica metrópole do mundo em mais de um século.

Filho de imigrantes de Uganda e formado em Estudos Africanos pela Universidade de Columbia, Mamdani iniciou sua trajetória política no Queens, onde consolidou uma base popular ao denunciar a desigualdade urbana e o colapso do sistema de moradia.

Em seu discurso de vitória, feito na noite desta terça-feira, afirmou: “Nova York não será mais o playground dos bilionários — será uma cidade para quem trabalha nela.”

Entre as principais propostas apresentadas pelo novo prefeito estão o congelamento imediato dos aluguéis, a criação de um amplo programa de moradia pública e a implementação de um imposto progressivo sobre grandes fortunas. Mamdani também defende transporte gratuito, expansão das creches públicas e redução de incentivos fiscais concedidos a grandes empresas.

Durante a campanha, o político enfrentou forte resistência do mercado imobiliário e de setores de Wall Street, mas conquistou o apoio de sindicatos, jovens eleitores e trabalhadores precarizados.

De acordo com projeções do Polymarket, Mamdani venceu com ampla margem, prometendo transformar Nova York em um laboratório de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à redistribuição de riqueza em escala global.