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Trump diz que encontro com Zelensky foi “excelente” e vê avanço em acordo de paz entre Rússia e Ucrânia

  • Bahia Notícias
  • 29 Dez 2025
  • 08:03h

Foto: Divulgação / Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que a reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi “excelente” e resultou em avanços nas negociações para o fim da guerra com a Rússia. Segundo o republicano, as conversas indicam que um acordo de paz pode estar próximo.

 

“Acho que estamos nos aproximando muito, talvez muito perto”, disse Trump, ao destacar que houve progresso significativo nas tratativas para encerrar o conflito. De acordo com ele, a Rússia demonstra interesse em pôr fim à guerra.

 

Conforme informações da CNN, Zelensky afirmou que pretende discutir a desmilitarização da região de Donbass, um dos principais pontos de tensão do conflito. Horas antes do encontro com o líder ucraniano, Trump disse ter tido uma “boa conversa” com o presidente russo, Vladimir Putin.

 

As negociações ocorreram em Mar-a-Lago, na cidade de Palm Beach, na Flórida, e foram anunciadas com apenas dois dias de antecedência. O objetivo é alinhar divergências em relação ao plano de paz originalmente apresentado por Trump no mês passado, que previa 28 pontos e foi revisado pela Ucrânia para uma proposta com 20 itens.

 

Enviados do governo norte-americano vêm atuando de forma intensiva para consolidar um texto que seja aceito tanto por Kiev quanto por Moscou. Trump, que está em Palm Beach desde o dia 20 de dezembro, interrompeu o período de descanso para participar da reunião.

 

O encontro foi articulado após Zelensky manter conversas telefônicas, no fim da semana passada, com Steve Witkoff, enviado de Trump para assuntos externos, e com Jared Kushner, genro do presidente, que atua diretamente nas negociações para a finalização de um acordo de paz.

Deputados democratas pedem a Trump que revogue as tarifas remanescentes sobre produtos do Brasil

  • Bahia Notícias
  • 19 Dez 2025
  • 16:25h

Foto: Reprodução / YouTube

Um grupo de 50 deputados democratas enviou uma carta nesta quinta-feira (18) pedindo ao presidente Donald Trump que revogue as tarifas remanescentes sobre produtos brasileiros e acusando o republicano de usar a exclusão da sobretaxa sobre a carne como "retribuição política" para a JBS.
 

"Algumas de suas exclusões parecem beneficiar empresas com laços estreitos com seu governo, incluindo a gigante de frigoríficos brasileira JBS, que fez a maior doação individual (US$ 5 milhões) ao seu comitê de posse, levantando sérias suspeitas de que essas exclusões possam ser concedidas como retribuição política", diz a carta obtida pela Folha.
 

Segundo o vice-presidente, Geraldo Alckmin, 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda estão sujeitas a sobretaxas.
 

No fim de julho, o governo americano impôs uma sobretaxa de 40% a produtos do Brasil, que somou-se às chamadas "tarifas recíprocas" de 10% aplicadas globalmente. Em 14 de novembro, o governo americano derrubou globalmente a tarifa de 10% de algumas commodities, entre elas as principais exportações brasileiras, como carne e café. Em 20 de novembro, a sobretaxa de 40% também caiu para 238 produtos brasileiros, entre eles café, carne bovina, banana, tomate e açaí.
 

O setor industrial é o mais afetado pelas tarifas que restaram.
 

Na carta a Trump, liderada pelos deputados Linda Sánchez e Adriano Espaillat, os legisladores afirmam que o republicano está empurrando o Brasil para os braços da China ao impor sanções não justificadas. De acordo com o texto, desde que Trump impôs as tarifas ao Brasil, seu governo não conseguiu fornecer qualquer evidência de que elas poderiam criar empregos para americanos ou reviver indústrias dos EUA.
 

"Em vez disso, em resposta às tarifas, o Brasil -como muitos países ao redor do mundo- acelerou esforços para se afastar dos EUA, inclusive avançando em acordos comerciais com México, Vietnã e outros", diz a carta. "A China rapidamente aproveitou a oportunidade para fortalecer seus laços com o Brasil, apresentando-se como 'defensora' do Sul Global contra os Estados Unidos, expandindo a cooperação dos BRICS e recorrendo ao Brasil para fornecer commodities essenciais."
 

Os democratas acusam o republicano de instrumentalizar o poder econômico dos EUA "para proteger seus aliados políticos" e criticam o que consideram "uma política comercial punitiva, equivocada e autodestrutiva com o Brasil".
 

A carta também critica a pressão da Casa Branca contra as tentativas do Brasil de regular as big techs, explicitada na investigação da seção 301 do Escritório de Comércio da Casa Branca. "Trump afirmou erroneamente que as tarifas eram necessárias para supostamente defender a 'liberdade de expressão' no Brasil contra as tentativas do país de regular plataformas digitais que têm espalhado discurso de ódio e desinformação antidemocrática."
 

A investigação da seção 301, aberta em julho, pode resultar em sanções contra produtos e serviços brasileiros e cita regulamentações de big techs, o Pix, acesso ao mercado de etanol, proteção de propriedade intelectual e acordos de preferências tarifárias com outros países.
 

"Embora as investigações da Seção 301 sejam uma ferramenta importante para lidar com práticas comerciais desleais legítimas, sua carta de ameaça tarifária ao Brasil indica o uso indevido da autoridade da Seção 301 para alcançar objetivos políticos."
 

Também assinam a carta deputados como Alexandra Ocasio Cortez, Debbie Wasserman Schultz, Rashida Tlaib e Joaquin Castro.

CEO da Netflix teve reunião com Donald Trump antes de acordo com a Warner Bros.

  • Por Folhapress
  • 08 Dez 2025
  • 12:24h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Ted Sarandos, CEO da Netflix, se encontrou com Donald Trump nas semanas que antecederam o acordo de US$ 82,7 bilhões em que a Netflix acertou a compra da Warner Bros. e da HBO Max. A conversa, realizada no Salão Oval em 24 de novembro, durou mais de uma hora.
 

O objetivo da reunião era discutir assuntos como a possibilidade de um incentivo fiscal federal para produções cinematográficas, afirma a revista Variety. O diálogo teve como destaque a oferta da Netflix pela Warner Bros. e pela HBO Max.
 

O encontro foi noticiado pela Bloomberg. O veículo diz que o CEO da Netflix deixou o Salão Oval com a impressão de que não enfrentaria resistência imediata da Casa Branca ao negócio. A compra ainda depende de aprovações regulatórias.
 

Embora Sarandos e sua esposa, Nicole Avant, ex-embaixadora dos EUA nas Bahamas, tenham historicamente apoiado o Partido Democrata, incluindo campanhas de Joe Biden, o executivo vem demonstrando interesse pelo círculo político de Trump. No fim do ano passado, ele chegou a viajar até Mar-a-Lago para jantar com o republicano antes de sua posse.
 

Em evento no Kennedy Center Honors, neste domingo (7), Trump confirmou ter conversado recentemente com Sarandos, elogiou o executivo -chamando-o de "fantástico"- e afirmou que estará envolvido na decisão de aprovar ou barrar a fusão entre Netflix e Warner Bros.

Joesley Batista voou para Venezuela para pedir renúncia de Nicolás Maduro

  • Bahia Notícias
  • 04 Dez 2025
  • 12:03h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O empresário Joesley Batista viajou a Caracas para dialogar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma tentativa de convencê-lo a considerar o apelo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma transição pacífica de poder. A visita, descrita como independente e não oficial, ocorreu poucos dias depois de Trump telefonar a Maduro pedindo sua saída.

 

A iniciativa ocorre em meio ao histórico de relações comerciais e políticas da JBS no país, incluindo contratos de fornecimento de alimentos e interesses no setor de petróleo. Batista também mantém articulação política nos Estados Unidos, com registros de doações e contatos com líderes como Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Venezuela amanhece sem sobrevoo de aviões civis após ordem de Trump para fechamento do espaço aéreo

  • Bahia Notícias
  • 30 Nov 2025
  • 10:44h

Foto: Reprodução / FlightRadar

Nenhuma aeronave civil sobrevoava o espaço aéreo venezuelano na manhã deste domingo (30), segundo registros do FlightRadar. A ausência total de voos ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinar o fechamento completo do espaço aéreo “acima e ao redor da Venezuela”.

 

A informação foi divulgada por um perfil especializado em aviação no X, que publicou o mapa do monitoramento global de voos. “Às 5h da manhã na Venezuela, não há nenhum avião civil com o transponder ligado sobrevoando o espaço aéreo venezuelano. Ontem, o presidente Trump ordenou o encerramento completo daquele espaço aéreo, reforçando as duas NOTAMs emitidas pela FAA na semana passada. Em Porto Rico, tem havido um aumento na atividade de meios aéreos e navais nos últimos dias”, escreveu a página.

 

A determinação de Trump provocou reação imediata de Caracas. No sábado (29), o governo venezuelano divulgou uma nota oficial, assinada pelo chanceler Yván Gil Pinto, classificando a orientação dos EUA como uma “ameaça colonialista” e um “ato hostil, unilateral e arbitrário”.

 

“A Venezuela denuncia e condena a ameaça colonialista que busca afetar a soberania de seu espaço aéreo. Isso constitui uma nova, extravagante, ilegal e injustificada agressão contra o povo venezuelano”, afirma o comunicado.

 

O texto acusa Washington de tentar aplicar “extraterritorialmente a jurisdição ilegítima” dos Estados Unidos ao emitir ordens relacionadas ao espaço aéreo venezuelano, colocando em risco a soberania nacional, a integridade territorial e a segurança aeronáutica do país.

 

Segundo a chancelaria, a declaração de Trump viola princípios fundamentais do Direito Internacional e representa uma ameaça explícita de uso da força, algo proibido pelo Artigo 2, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas. A nota também menciona que a medida fere o Artigo 1º da Carta, que trata da manutenção da paz e da segurança internacionais.

 

O governo venezuelano afirma que levará o caso ao conhecimento da comunidade internacional e denuncia que a orientação dos EUA integra uma “política permanente de agressão” contra o país.

Ataque de drone russo em Kiev deixa um morto e sete feridos

  • Por Folhapress
  • 29 Nov 2025
  • 10:51h

Foto: TRT World Now/ X

Um ataque de drone russo na capital ucraniana na madrugada de sábado deixou pelo menos uma pessoa morta e sete feridas, além de causar danos materiais significativos, informaram as autoridades.
 

Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões por volta da meia-noite no centro de Kiev, que o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, atribuiu a Moscou.
 

"A morte de uma pessoa foi confirmada, provavelmente um homem", afirmou o chefe da administração militar da cidade, Timur Tkachenko, na plataforma de mensagens Telegram. Ele também relatou "sete feridos, incluindo um adolescente".

Sua administração lamentou posteriormente que o "ataque terrorista cínico da Federação Russa" tenha atingido nove locais em cinco distritos da capital. Esta é "uma tentativa dos russos de simplesmente aterrorizar a população civil", declarou Tkachenko.
 

O prefeito de Kiev havia indicado anteriormente que um jovem de 13 anos estava entre os feridos e pediu aos moradores que permanecessem em abrigos.
 

Pelo menos dois prédios residenciais, um deles com 25 andares, uma casa e vários carros foram danificados, disseram as autoridades.
 

No início desta semana, fortes explosões abalaram Kiev durante a noite, quando drones e mísseis russos atingiram a capital, provocando incêndios em prédios residenciais. As autoridades da cidade indicaram que sete pessoas morreram.
 

A Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Incêndio atinge condomínio de arranha-céus em Hong Kong; quatro pessoas morreram

  • Bahia Notícias
  • 26 Nov 2025
  • 08:16h

Foto: Reprodução / Rede Globo

Um incêndio de grandes proporções atingiu diversos arranha-céus de um complexo residencial em Hong Kong nesta quarta-feira (26), resultando na morte de quatro pessoas e deixando ao menos três feridos, segundo confirmaram as autoridades locais. Até a última atualização desta reportagem, os bombeiros ainda não haviam conseguido conter as chamas, que soltavam uma densa e volumosa coluna de fumaça, e o trabalho de combate ao fogo avançava pela noite no território autônomo chinês.

 

O Corpo de Bombeiros informou que várias pessoas seguiam presas dentro dos prédios em chamas, embora não tenha sido possível precisar o número exato de indivíduos em perigo. Dezenas de caminhões de bombeiros e ambulâncias foram despachados para o local, o complexo Wang Fuk Court, situado no distrito de Tai Po, ao norte da capital. Entre as vítimas fatais, está um bombeiro, e outros profissionais também ficaram feridos durante o intenso combate às chamas. Entre os feridos, duas pessoas sofreram queimaduras graves e estão em estado crítico, e uma terceira foi atendida em quadro estável.

 

O complexo atingido é um condomínio de grande porte, composto por oito torres de 31 andares que abrigam cerca de 2 mil apartamentos, totalizando aproximadamente 4,6 mil moradores, conforme dados de um censo de 2021. O Departamento de Bombeiros disse ter recebido o chamado às 3h51 no horário de Brasília (14h41 no horário local) e, horas após o início do combate, elevou o alerta de incêndio para o nível 5, o mais alto da escala.

 

A intensidade do fogo foi agravada por um detalhe da infraestrutura de parte da construção: alguns dos prédios em chamas estavam envoltos em uma estrutura de andaimes compostos por bambu, um material que, apesar de incomum em grandes cidades, ainda é amplamente utilizado na construção civil em Hong Kong.

 

Em decorrência da emergência, o Departamento de Transportes de Hong Kong informou que uma seção inteira da rodovia Tai Po precisou ser fechada e várias linhas de ônibus tiveram seus trajetos desviados. A polícia também evacuou dois quarteirões vizinhos ao condomínio de prédios como medida de segurança. A causa do incêndio ainda não foi divulgada pelas autoridades locais.

Após recuo de Trump, Câmara aprova de forma quase unânime liberação de arquivos do caso Epstein

  • Por Guilherme Botacini / Victor Lacombe | Folhapress
  • 19 Nov 2025
  • 14:18h

Foto: Reprodução / TV Globo

Em voto quase unânime, a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos aprovaram nesta terça-feira (18) a liberação dos arquivos do Departamento de Justiça sobre Jeffrey Epstein, caso que tem gerado desgaste para o presidente Donald Trump e cobranças de sua base.
 

Na Câmara, a medida teve placar de 427 votos a 1, com cinco abstenções. No Senado, recebeu aval de todos os parlamentares, sem exceção, após uma manobra do Partido Democrata. Agora, o texto vai para a sanção presidencial —Trump prometeu não vetar a lei se aprovada no Congresso.
 

A reviravolta acontece dois dias após Trump abandonar sua oposição à medida. O texto exige a divulgação de todos os materiais não confidenciais sobre Epstein e o suposto esquema de tráfico sexual e exploração de menores que o financista teria operado.
 

Na Câmara, o único voto contrário foi do republicano Clay Higgins, deputado trumpista da Louisiana. Em publicação no X, Higgins explicou sua posição, dizendo que a lei "revela a identidade de milhares de inocentes, entre testemunhas, familiares, etc". "Se for aprovada da forma como está, uma revelação tão ampla de uma investigação criminal, liberada para uma mídia raivosa, irá resultar em pessoas inocentes sendo prejudicadas", afirmou o parlamentar.
 

No Senado, o líder da oposição, o senador por Nova York Chuck Schumer, manobrou para que a lei fosse aprovada por consenso —isto é, propôs que a Casa avalizasse a medida de maneira automática a menos que algum senador levantasse objeções. Nenhum republicano o fez, e o texto foi aprovado.
 

Trump, cujas relações com Epstein têm sido exploradas por críticos e apoiadores, há muito tempo alimenta teorias conspiratórias sobre o abusador que cultivou muitos amigos ricos e poderosos —Epstein foi condenado por crimes sexuais na justiça estadual da Flórida em 2008. Ele foi preso por acusações semelhantes, mas mais graves, em 2019, quando morreu na prisão.
 

Desde que o republicano retornou ao poder, o assunto se tornou um raro ponto fraco para ele, em particular para alguns de seus apoiadores mais radicais, que têm se mostrado descontentes com declarações de Trump e atos do governo sobre o caso.
 

Uma pesquisa Reuters/Ipsos de outubro descobriu que apenas 4 em cada 10 republicanos aprovam a forma como Trump lida com o assunto, bem abaixo dos 9 em cada 10 que aprovam seu desempenho geral.
 

Trump afirma que nunca teve nenhuma ligação com os supostos crimes de Epstein e tem se referido ao assunto como uma "farsa democrata", usada para desviar o foco do que seriam pontos positivos de seu governo e falhas da oposição.
 

A campanha parlamentar pela divulgação dos materiais sobre o financista foi liderada pelo republicano Thomas Massie, o que indicava a dificuldade do governo de resistir à medida. Massie coletou 218 assinaturas de colegas da Câmara em uma petição que forçou a votação da medida, algo que vinha sofrendo resistência do presidente da Casa, o também republicano Mike Johnson.
 

O fato de Trump anteriormente se opor à divulgação do material azedou as relações com uma de suas mais fortes apoiadoras no Congresso, a deputada republicana Marjorie Taylor Greene, que criticou repetidas vezes o Departamento de Justiça por não divulgar mais detalhes sobre Epstein. Trump rebateu, chamado Greene de traidora.
 

A súbita reviravolta do presidente veio no domingo (16), quando ele afirmou: "Os republicanos da Câmara deveriam votar para divulgar os arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder."
 

O principal democrata da Câmara, o deputado por Nova York Hakeem Jeffries, teve outra avaliação. "Donald Trump parece ter se acovardado no escândalo Epstein. Ele cedeu. É uma rendição completa e total", disse ele em uma entrevista coletiva na segunda-feira (17).
 

Mike Johnson havia dito a repórteres que ele e Trump estavam preocupados em proteger as vítimas de Epstein de exposição pública indesejada. "Não tenho certeza se a liberação faz isso, e isso é parte do problema", disse o republicano na segunda-feira —argumento que repetiu no plenário antes de votar a favor da lei. Os apoiadores da medida dizem que as preocupações de Johnson são infundadas.
 

Há dúvidas, no entanto, sobre o alcance real da divulgação dos materiais, porque a medida permite ao Departamento de Justiça manter sob sigilo documentos sujeitos a investigações —ao mesmo tempo, Trump pediu ao departamento para investigar a relação de Epstein com importantes nomes democratas, como o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.
 

Na segunda, Summers disse estar "profundamente envergonhado" após as revelações de seus diálogos com Epstein e anunciou que se afastaria da vida pública. Professor de Harvard, ele continuará a dar aulas na instituição, entretanto.
 

Epstein se declarou culpado de uma acusação estadual de prostituição de menores na Flórida em 2008 e cumpriu 13 meses de prisão. O Departamento de Justiça dos EUA, em 2019, o acusou de tráfico sexual de menores na esfera federal em um caso muito mais amplo, jogando luz em um esquema que pode ter vitimado mais de 200 mulheres. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu na prisão antes do julgamento, no que foi considerado um suicídio.
 

Emails divulgados na semana passada por um comitê da Câmara mostraram que o financista acreditava que Trump "sabia sobre as garotas", embora não estivesse claro o que isso significava. A Casa Branca disse que os emails divulgados não continham prova de irregularidades por parte de Trump.

Diretor-geral da BBC renuncia após acusações de manipulação de fala de Trump e viés anti-Israel

  • Por Folhapress
  • 10 Nov 2025
  • 14:40h

Foto: Molly Riley/ Official White House

O diretor-geral da BBC, Tim Davie, renunciou ao cargo neste domingo (9) após acusações feitas por um ex-conselheiro editorial de que a emissora pública britânica desrespeitou suas próprias diretrizes e padrões jornalísticos ao manipular discurso do presidente americano, Donald Trump, e ao adotar suposto viés anti-Israel em sua cobertura da guerra na Faixa de Gaza.
 

Davie estava no posto havia cinco anos e vinha enfrentando pressão crescente. Deborah Turness, diretora-executiva de Jornalismo da empresa, também deixou o cargo neste domingo. A polêmica envolve principalmente um discurso de Trump transmitido em um programa da emissora dias antes das eleições americanas de 2024, vencidas pelo republicano.
 

"De modo geral, a BBC está cumprindo bem sua missão, mas alguns erros foram cometidos, e, como diretor-geral, tenho que assumir a responsabilidade final por eles. Como todas as organizações públicas, a BBC não é perfeita, e devemos sempre ser abertos, transparentes e responsáveis", disse David em comunicado. Ele estava na empresa havia duas décadas e tornou-se diretor-geral em setembro de 2020.
 

Turness emitiu um comunicado em que reconhece erros cometidos, mas nega as acusações de que o jornalismo da empresa teria "um viés institucional". Ela era diretora-executiva da BBC News desde 2022, responsável por uma equipe de cerca de 6.000 pessoas.
 

O presidente da emissora, Samir Shah, afirmou que "hoje é um dia triste", elogiando os dois profissionais. A secretária da Cultura do país, Lisa Nandy, agradeceu Davie pelo seu trabalho à frente da empresa e disse que o governo apoiará o conselho da BBC durante a transição. "Agora, mais do que nunca, a necessidade de notícias confiáveis e de programação de alta qualidade é essencial para nossa vida democrática e cultural, e para o nosso lugar no mundo", escreveu ela.
 

A saída dos profissionais repercutiu na Casa Branca. A porta-voz do governo, Karoline Leavitt, publicou foto de uma reportagem do jornal Telegraph que diz: "Trump entra em guerra com a 'fake news' BBC", acompanhada da notícia da saída de Davie.
 

A denúncia de manipulação foi feita por Michael Prescott, ex-consultor independente do Comitê de Diretrizes e Padrões Editoriais (EGSC, em inglês) da BBC. Ele mencionou o caso em documento interno, direcionado ao conselho da emissora, de acordo com o jornal britânico The Telegraph, que teve acesso ao material.
 

O documento cita uma fala de Trump durante seu discurso antes da invasão do Capitólio por seus apoiadores em 6 de janeiro de 2021 que foi editada pela BBC para acoplar dois trechos quase uma hora distantes entre si. A cena foi transmitida em um programa da emissora dias antes das eleições.
 

Além de juntar os trechos distantes, a declaração veiculada retirou, entre outras frases de Trump, o momento em que o presidente diz aos manifestantes que eles caminhariam "patriótica e pacificamente para fazermos com que escutem nossas vozes".
 

"Isso criou a impressão de que Trump disse algo que ele não disse, e, ao fazer isso, materialmente induziu telespectadores ao erro", diz Prescott.
 

O documento contém ainda uma lista de reportagens e acusações de cobertura supostamente tendenciosa contra Israel sobre a guerra na Faixa de Gaza.
 

Outro ponto levantado são as grandes discrepâncias existentes entre o serviço britânico e o árabe da emissora. São mais de 40 idiomas sob o guarda-chuva do BBC World Service, incluindo em português do Brasil --esses não são regulados pelo Ofcom, o órgão regulador britânico de comunicações, mas pela própria BBC e pela pasta de Relações Exteriores do país.
 

A carta assinada por Prescott lista alguns nomes de pessoas, apresentadas como jornalistas em diversas aparições no serviço em árabe da BBC, que teriam chamado autores de atentados contra civis israelenses de heróis e afirmado que judeus deveriam ser tratados "como fez Hitler". A emissora, segundo o consultor, disse internamente que os homens eram testemunhas, não jornalistas, embora tenham aparecido em diversos programas do serviço.
 

Prescott foi convocado a prestar depoimento ao Parlamento britânico. As acusações pressionam a BBC, que terá a renovação das diretrizes, objetivos e regulações da emissora previstas pela legislação em 2027 --a revisão ocorre periodicamente.
 

Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, de oposição ao governo trabalhista de Keir Starmer, afirmou que a nova liderança da emissora precisará entregar uma "reforma genuína da cultura da BBC".
 

"O relatório de Prescott expôs um viés institucional que não pode ser eliminado com duas renúncias. Ação forte precisa ser tomada com relação a todas as questões levantadas", afirmou ela, que pediu uma reformulação completa da cobertura da BBC no Oriente Médio.

Mamdani faz história em Nova York ao vencer eleição com promessa de congelar aluguéis e taxar bilionários

  • Bahia Notícias
  • 05 Nov 2025
  • 18:50h

Foto: Reprodução / YouTube / UOL

Zohra Kwame Mamdani, de 34 anos, foi eleito prefeito de Nova York, e se tornou o primeiro socialista declarado a comandar a maior e mais rica metrópole do mundo em mais de um século.

Filho de imigrantes de Uganda e formado em Estudos Africanos pela Universidade de Columbia, Mamdani iniciou sua trajetória política no Queens, onde consolidou uma base popular ao denunciar a desigualdade urbana e o colapso do sistema de moradia.

Em seu discurso de vitória, feito na noite desta terça-feira, afirmou: “Nova York não será mais o playground dos bilionários — será uma cidade para quem trabalha nela.”

Entre as principais propostas apresentadas pelo novo prefeito estão o congelamento imediato dos aluguéis, a criação de um amplo programa de moradia pública e a implementação de um imposto progressivo sobre grandes fortunas. Mamdani também defende transporte gratuito, expansão das creches públicas e redução de incentivos fiscais concedidos a grandes empresas.

Durante a campanha, o político enfrentou forte resistência do mercado imobiliário e de setores de Wall Street, mas conquistou o apoio de sindicatos, jovens eleitores e trabalhadores precarizados.

De acordo com projeções do Polymarket, Mamdani venceu com ampla margem, prometendo transformar Nova York em um laboratório de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à redistribuição de riqueza em escala global.

Avião cargueiro da UPS cai nos Estados Unidos e deixa sete pessoas mortas

  • Bahia Notícias
  • 05 Nov 2025
  • 16:20h

Foto: Reprodução / WUSA

Um avião de carga da empresa UPS caiu nesta terça-feira (4) nas proximidades do Aeroporto Internacional Muhammad Ali, em Louisville, no estado de Kentucky, nos Estados Unidos. Segundo informações do governador Andy Beshear, sete pessoas morreram, incluindo três tripulantes, e outras 11 ficaram feridas

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que a aeronave, um McDonnell Douglas MD-11, apresenta chamas na asa esquerda e uma densa trilha de fumaça durante a decolagem. O avião chegou a se elevar levemente antes de cair e explodir.

Uma grande coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância, e o impacto gerou um incêndio de grandes proporções, alimentado pelo combustível a bordo. De acordo com as autoridades locais, o fogo se estendeu por uma faixa de centenas de metros.

O governador do Kentucky afirmou que o número de vítimas pode aumentar. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) informou que a aeronave decolava de Louisville com destino a Honolulu, no Havaí, quando sofreu a queda.

O aeroporto Muhammad Ali abriga o Worldport, centro global de operações aéreas da UPS e a maior instalação de triagem de encomendas da companhia no mundo. As autoridades pediram que a população evite circular em um raio de 7,5 quilômetros do local do acidente.

Avalanche na Itália mata cinco alpinistas alemães, incluindo jovem de 17 anos

  • Bahia Notícias
  • 02 Nov 2025
  • 10:05h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Cinco alpinistas alemães, entre eles uma jovem de 17 anos, morreram após serem atingidos por uma avalanche no norte da Itália, neste sábado (1), segundo informações dos serviços locais de resgate alpino.

 

O acidente ocorreu perto do cume do Cima Vertana, no maciço de Ortles, região de Trentino-Alto Ádige, próxima à fronteira com a Suíça.

 

De acordo com os socorristas, dois grupos de alpinistas alemães escalavam a montanha quando foram surpreendidos pela avalanche, registrada no início da tarde.

 

O primeiro grupo, com três integrantes, foi completamente soterrado, todos morreram. No segundo grupo, composto por quatro pessoas, dois conseguiram se salvar.

 

Na manhã deste domingo (2), as equipes localizaram os corpos das duas últimas vítimas desaparecidas, um pai e sua filha de 17 anos. As buscas foram dificultadas pelas condições meteorológicas adversas, informaram as autoridades italianas.

 

Segundo os serviços de resgate, as duas vítimas foram arrastadas até o fundo do desfiladeiro onde a avalanche ocorreu.

Milei vence eleições legislativas na Argentina e amplia presença do Libertad Avanza no Congresso

  • Bahia Notícias
  • 27 Out 2025
  • 14:40h

Foto: Reprodução / TV Record

O presidente da Argentina, Javier Milei, saiu vitorioso das eleições legislativas realizadas neste domingo (26). Com 97,3% das urnas apuradas até as 23h, o partido Libertad Avanza obteve 40,76% dos votos em todo o país, superando a coalizão peronista Fuerza Patria.

 

O resultado garante ao partido do atual mandatário 64 cadeiras na Câmara dos Deputados — o equivalente a cerca de um terço do total. Embora o número não assegure maioria no Legislativo, permite a Milei maior capacidade de bloquear pautas da oposição e fortalecer sua base de sustentação política.

 

A Fuerza Patria, principal força oposicionista de orientação peronista, alcançou 31,65% dos votos e conquistou 44 assentos na Câmara.

 

O pleito foi marcado pela baixa participação do eleitorado argentino. Segundo dados oficiais, o comparecimento às urnas foi de 67,92% dos eleitores habilitados.

 

Milei enfrenta um momento de instabilidade em seu governo, marcado pela desvalorização do peso argentino e por controvérsias envolvendo integrantes de sua família.

Polícia encontra capacete e luvas usados em roubo de joias no Louvre

  • Bahia Notícias
  • 21 Out 2025
  • 14:01h

Foto: Reprodução / Redes Sociais @MuseeLouvre

Investigadores da Brigada de Repressão ao Banditismo da França e do Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais localizaram um capacete de moto e luvas utilizados pelos criminosos que roubaram nove joias históricas do século XIX do Museu do Louvre, em Paris. O crime ocorreu no domingo (19) e durou apenas sete minutos.

 

As evidências encontradas serão submetidas a análises de DNA para identificação dos suspeitos, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (21). De acordo com o jornal Le Parisien, os policiais também encontraram as chaves do caminhão equipado com elevador que foi utilizado pelos assaltantes para acessar a sacada e as janelas da Galeria Apollon. Um colete e outros equipamentos abandonados no local já estão sendo analisados pelos investigadores.

 

O ministro francês da Justiça, Gérald Darmanin, admitiu que o crime ocorreu por falhas na segurança do museu. Segundo ele, o incidente transmite uma imagem negativa da França para o mundo.

 

O assalto aconteceu em plena luz do dia, enquanto o Louvre estava aberto ao público. Os criminosos agiram por volta das 9h30 no horário local, quando cortaram uma janela utilizando uma serra elétrica para invadir a famosa Galeria de Apolo.

 

Quatro homens foram os responsáveis pelo crime que a imprensa francesa tem chamado de "roubo do século". Eles chegaram em scooters e fugiram nas mesmas motocicletas após o roubo.

 

Entre as peças roubadas está o colar da rainha consorte Maria Amélia, que contém 631 diamantes. Uma das peças, a coroa da Imperatriz Eugénie, foi abandonada pelos criminosos durante a fuga.

 

A polícia francesa continua as buscas pelo grupo que realizou o assalto. O paradeiro dos criminosos e das joias roubadas ainda é desconhecido.

 

O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, indicou nesta segunda-feira (20) que determinará o reforço dos esquemas de segurança em torno dos estabelecimentos culturais da França. O Museu do Louvre deve reabrir apenas na quarta-feira, considerando que o local fecha normalmente às terças para manutenção.

 

Chris Marinello, CEO de uma empresa especializada na localização de artes roubadas, alerta sobre o curto prazo para recuperação das peças. "[As autoridades] sabem que nas próximas 24 ou 48 horas, se esses ladrões não forem pegos, essas peças provavelmente já terão desaparecido", conta.

 

Elaine Sciolino, autora do livro sobre o Louvre, também demonstra pessimismo quanto à recuperação das joias. "É improvável que todas as peças sejam recuperadas no estado em que se encontram atualmente", diz.

Trump concede mais alta honraria dos Estados Unidos a Charlie Kirk

  • Por Folhapress
  • 15 Out 2025
  • 18:21h

Foto: The Official State Department

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta terça-feira (14) a Medalha Presidencial da Liberdade de maneira póstuma ao influenciador Charlie Kirk, morto no dia 10 de setembro por um atirador no estado de Utah.
 

Trata-se da mais alta honraria civil do país, e sua outorga é prerrogativa única do presidente americano. Kirk se junta agora a uma lista que contém personalidades como o astronauta Neil Armstrong, o músico Bob Dylan, a ativista de direitos civis Rosa Parks e oito presidentes.
 

Em cerimônia na Casa Branca realizada nesta terça, dia em que Kirk completaria 32 anos, Trump disse que o influenciador -seu aliado político- era "um guerreiro destemido pela liberdade" e um "patriota da mais alta qualidade".
 

Kirk fundou a organização Turning Point USA, que se tornou a mais influente entidade política de direita entre a juventude dos EUA dos últimos anos. Sua morte causou forte comoção no país e motivou o governo Trump a escalar sua retórica contra "inimigos internos" e estrangeiros que fizeram pouco caso do assassinato.
 

Nesta terça, por exemplo, o Departamento de Estado anunciou ter revogado o visto de seis pessoas, incluindo um brasileiro, que teriam atacado Kirk e seus apoiadores. Segundo a diplomacia americana, o brasileiro, que não foi identificado, teria escrito: "Charlie Kirk motivou uma manifestação nazista onde marcharam em sua homenagem. Morreu tarde".
 

Na esteira da morte de Kirk, Trump chegou a assinar um decreto classificando o movimento Antifa de um grupo terrorista, apesar do fato de que a organização é descentralizada e mais próxima de um conjunto de ideias e métodos, como protestos de rua, do que de uma entidade política estruturada.
 

Em mais uma demonstração da proximidade de Kirk ao trumpismo, o influenciador se tornou a primeira pessoa a receber a medalha no segundo mandato de Trump. Na primeira gestão, o republicano concedeu a honraria a nomes como o cantor Elvis Presley, o jogador de beisebol Babe Ruth, o jornalista de direita Rush Limbaugh, e três jogadores profissionais de golfe, esporte praticado pelo próprio Trump.
 

O presidente disse na cerimônia desta terça que Kirk "foi assassinado no auge de sua vida por ousar falar a verdade, viver sua fé e lutar incansavelmente por uma América melhor e mais forte". Também estavam presentes no evento a viúva de Kirk, Erika, que é a nova presidente da Turning Point USA, e o líder argentino Javier Milei, em Washington para reunião bilateral com Trump.
 

Criada em 1963 pelo presidente John F. Kennedy, a Medalha Presidencial da Liberdade tem o objetivo de reconhecer "indivíduos que fizeram contribuições excepcionais para a segurança e interesses nacionais dos Estados Unidos ou para a paz mundial, ou são responsáveis por esforços culturais significativos e iniciativas públicas e privadas".