BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"

STJ decide que planos de saúde devem cobrir cirurgias de feminização facial para pessoas trans

  • Bahia Notícias
  • 10 Jul 2026
  • 18:16h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os planos de saúde são obrigados a custear cirurgias de feminização facial quando os procedimentos fizerem parte do processo transexualizador e houver indicação médica. A decisão foi tomada pela Terceira Turma da Corte ao manter o direito de uma paciente à cobertura do tratamento.

 

No caso analisado, a beneficiária já havia realizado a cirurgia de redesignação sexual e buscava procedimentos como reconstrução craniana, redução do pomo de adão e rinoplastia reparadora. Os ministros entenderam que as intervenções são essenciais para a adequação da identidade de gênero e para a preservação do bem-estar psicológico, afastando o caráter meramente estético.

 

Ao votar, a relatora, ministra Nancy Andrighi, destacou que os procedimentos estão previstos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e fazem parte da política pública voltada ao processo transexualizador. A operadora alegava que não era obrigada a autorizar a cobertura, mas o argumento foi rejeitado pelo colegiado.

Ministério do Planejamento alerta sobre medidas de crédito podem elevar PIB em R$ 110,9 bilhões

  • Bahia Notícias
  • 10 Jul 2026
  • 16:12h

Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil

O pacote de medidas de crédito que vem sendo implementado pelo governo federal desde meados de 2025 tem o potencial de elevar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em R$ 110 bilhões ao longo de sua execução. Apesar de impulsionar a atividade econômica, as iniciativas não gerariam pressão inflacionária por apresentarem efeito diluído no tempo e focos setoriais bem definidos. As conclusões constam de dois estudos conduzidos pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e revelados pelo jornal O Globo.

 

Os documentos funcionam como um contraponto técnico às avaliações de setores do mercado financeiro de que o governo estaria adotando uma postura excessivamente expansionista, realizando despesas fora do orçamento tradicional e pressionando tanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) quanto as expectativas inflacionárias de longo prazo, que se mantêm acima da meta. 

 

A equipe econômica argumenta que as ações passam pelo orçamento público, enfrentam gargalos setoriais específicos, não superaquecem a economia e não pioram o cenário inflacionário. No primeiro estudo, elaborado para calcular o impacto sobre a atividade econômica.

 

Isso significa que cada R$ 1 aportado pelos programas federais resulta em uma geração de R$ 1,30 no PIB, representando um ganho de 30% sobre o valor originalmente despendido pelo governo. O cálculo contempla o impacto econômico das seguintes frentes de atuação:

  • Ampliação do programa Minha Casa Minha Vida;
  • Criação do Reforma Casa Brasil;
  • Programa MOVE Brasil (voltado à renegociação de frotas de caminhões, ônibus, taxistas e motoristas de aplicativo);
  • Linhas de crédito para a Indústria 4.0;
  • Crédito para aquisição de bens de capital verdes.
  • O total de recursos financeiros que será movimentado por todas essas ações chega a até R$ $83,5 bilhões, de acordo com as dotações autorizadas para cada programa.

 

Caso haja a execução integral desses recursos, o documento projeta a criação de até R$ 1,9 milhão de empregos diretos e indiretos, o acréscimo de R$ 110 bilhões ao PIB e um retorno de R$ 45 bilhões em arrecadação tributária para os cofres públicos. Embora os cálculos simulem um impacto imediato, o Ministério destaca que a execução dessas medidas ocorre em prazos superiores a um ano.

STF determina busca e apreensão contra publicitário ligado a Daniel Vorcaro

  • Bahia Notícias
  • 10 Jul 2026
  • 12:45h

Foto: Divulgação/Banco Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a deflagrar mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga o chamado “caso Master”. Nesta quinta-feira (9), foram cumpridos mandados de busca e apreensão, pessoal e domiciliar, contra o publicitário Thiago Miranda Silva. O objetivo é reunir provas sobre sua suposta atuação em conjunto com o banqueiro Daniel Vorcaro em crimes destinados a comprometer a credibilidade do Banco Central e intimidar jornalistas e concorrentes. 

 

De acordo com a Polícia Federal, Thiago estaria diretamente envolvido no recrutamento de influenciadores e jornalistas, com recursos do esquema fraudulento relacionado ao Banco Master e compromisso de confidencialidade, para questionar decisões de instituições públicas, a fim de desacreditá-las perante a opinião pública. 

 

O grupo criminoso supostamente utilizava informações privilegiadas, obtidas de forma ilícita, para intimidar ou coagir quem se recusasse a aderir ao denominado “Projeto DV”. As propostas de pagamento a influenciadores chegavam a R$ 2 milhões para publicação de conteúdos favoráveis ao Banco Master e críticas à atuação do Banco Central no contexto da liquidação da instituição financeira. 

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à medida. 

 

PRESERVAÇÃO DE DOCUMENTOS
Ao autorizar a busca e apreensão na Petição (PET) 16346, o ministro ressaltou que, diante dos elementos apresentados pela PF, a medida é proporcional, adequada e necessária para preservar documentos físicos e digitais, reconstruir os fluxos financeiros, societário e de comunicação investigados e evitar a destruição ou a ocultação de provas. 

 

O ministro registrou que, além do mapeamento feito pela própria Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também identificou uma série de ataques ao Banco Central nas redes sociais, de forma aparentemente coordenada. 


INTIMIDAÇÃO
A investigação também mostra que a suposta organização criminosa utilizou uma plataforma de venda de dados para levantar informações de natureza pessoal, profissional e patrimonial da jornalista Malu Gaspar, em busca de elementos desabonadores ou sensíveis. Foram obtidas informações sobre a estrutura familiar da jornalista e dados patrimoniais e cadastrais, incluindo relativas ao veículo utilizado por ela . 

 

“Os elementos analisados apontam que Thiago desempenhava papel central nessas iniciativas, sendo o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos acerca da vida privada da jornalista em questão”, disse o ministro. 

 

O mesmo modo de atuação teria sido adotado em relação ao empresário Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, potencial vítima da devassa encomendada por Daniel Vorcaro. Mensagens também indicam que Miranda procurou outros dois jornalistas para tentar retirar de circulação reportagens potencialmente prejudiciais aos interesses do ex-banqueiro. 

 

MEDIDAS
A decisão autoriza a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, celulares e outros equipamentos eletrônicos. Também determina a extração de dados telefônicos e telemáticos dos dispositivos apreendidos e de conteúdos mantidos em nuvem.

Governo vai restringir publicidade de bets e obrigar exibição de alerta de perda de dinheiro

  • Por Guilherme Pimenta e Daniele Madureira | Folhapress
  • 10 Jul 2026
  • 10:42h

Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira (9) que o governo vai endurecer regras de publicidade das apostas esportivas. Entre as medidas, as empresas autorizadas serão obrigadas a exibir alertas como "MF adverte: apostar faz você perder dinheiro", "MF adverte: apostar pode causar dependência" e "MF adverte: aposta não é investimento".

 

As normas também restringem estratégias de marketing das bets, como a promoção de ganhos financeiros e o uso de comentaristas para induzir apostas. Conforme antecipou a Folha de S. Paulo na última semana, o governo estudava uma nova regra para evitar anúncios que exaltem apostas urgentes, o lucro que pode ser obtido ou incentivem jogadas de risco, após as transmissões da Copa do Mundo serem invadidas por esse tipo de publicidade.
 

As medidas detalhadas nesta quinta passarão a valer a partir do dia 17 de julho. Segundo Durigan, uma portaria da Fazenda instituirá as advertências obrigatórias nas campanhas publicitárias, enquanto uma segunda portaria, editada em conjunto com o Ministério da Justiça, estabelecerá novas restrições para a propaganda das empresas autorizadas a operar no país. Elas serão publicadas nesta sexta-feira (10), o que na prática dá uma semana para que as empresas se adaptem às novas regras.

Procurado, o IBJR (Instituto Brasileiro do Jogo Responsável) afirmou que espera as portarias serem publicadas para se manifestar a respeito. Já a ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) informou, em nota, que apoia as novas regras de publicidade, mas que é preciso fortalecer a fiscalização e o combate às plataformas ilegais.
 

As campanhas não poderão criar senso de urgência para estimular apostas, com chamadas que incentivem o consumidor a apostar imediatamente. Segundo o ministro da Fazenda, o governo já vinha recomendando essa prática ao setor e observou melhora nas peças publicitárias, mas decidiu transformar a orientação em regra para garantir sua continuidade.
 

Outra proibição atinge o uso de comentaristas, especialistas ou influenciadores para induzir o apostador a acreditar que determinada aposta é a mais indicada ou conta com respaldo técnico. "Não é lícito nem regular induzir o consumidor a erro misturando o comentário de um especialista, dizendo que a melhor aposta é uma ou que o caminho é aquele, dando um verniz de respaldo técnico", disse Durigan.
 

O olhar do governo para endurecer as regras contra as bets cresceu após o início da Copa do Mundo de 2026, marcada pela forte presença das casas de apostas nas transmissões esportivas e pelo aumento da preocupação do governo com a exposição do público a esse tipo de publicidade.
 

Um dos casos que chamou a atenção das autoridades foi o da CazéTV, cujas transmissões no Youtube passaram a incluir recomendações de apostas feitas pelos próprios narradores durante as partidas, com destaque para possibilidades de ganho (odds) específicas. As novas normas proíbem campanhas que utilizem especialistas ou comentaristas para induzir consumidores a apostar, com recomendações sobre qual palpite pode ser mais lucrativo.
 

Quando entrou na mira, a CazéTV afirmou, em nota, que segue a legislação brasileira, as diretrizes do Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) e as boas práticas do setor, além de trabalhar exclusivamente com operadoras autorizadas pela Fazenda.
 

As empresas também ficarão impedidas de utilizar ganhos financeiros como chamariz para atrair consumidores. As novas regras proíbem a divulgação de apostas como forma de dinheiro fácil, investimento ou solução para dificuldades financeiras. Não será permitido exibir históricos de premiações ou resultados passados capazes de induzir o consumidor a acreditar que determinados eventos oferecem maiores chances de ganho. "Quando se mostra o histórico de premiação, se oculta o histórico de perdas", afirmou.
 

O presidente do IBJR, Carlos Lima, participou nesta quarta-feira (8) de uma sessão na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir o impacto das bets.
 

"O Brasil tem hoje um dos sistemas mais robustos de publicidade de bets no mundo", afirmou na sessão. Isso porque, além da lei 14.790/23 que liberou as apostas de quota fixa e o cassino online, tem a regulação da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda), o Código de Defesa do Consumidor e o Conar, diz. "Mas isso não quer dizer que este ambiente não tenha que evoluir", afirma.
 

Segundo Lima, qualquer restrição à propaganda de bets só vai ser aplicada ao sistema regulado. "Hoje, 51% do mercado é ilegal, que só é proibido de anunciar em TV aberta. Mas as plataformas digitais aceitam [os anúncios]", diz o executivo.
 

No final de junho, o Conar recomendou a suspensão de três propagandas de casas de apostas veiculadas em ações de merchandising na CazéTV durante transmissões da Copa, envolvendo anúncios da KTO, Betnacional e bet365 -todas associadas do IBJR. Procurado, o Conar não atendeu a reportagem até a publicação deste texto.
 

Segundo Durigan, as normas também reforçam a proteção de crianças e adolescentes. "Há tolerância zero à publicidade que, de alguma maneira, busque atingir criança e adolescente", disse.
 

O ministro da Fazenda afirmou que o governo mantém "tolerância zero" com as plataformas de apostas ilegais, que continuam proibidas de atuar e de veicular qualquer tipo de publicidade no país. Segundo ele, as novas regras de propaganda se destinam apenas às empresas autorizadas pelo ministério.
 

Desde o início da regulamentação do setor, o governo já determinou a derrubada de cerca de 56 mil sites, aplicativos e outras plataformas de apostas irregulares. Além disso, aproximadamente mil perfis de influenciadores digitais foram removidos por promoverem operadores ilegais, de acordo com a Fazenda. "Bets ilegais, em nenhuma medida, estão autorizadas e são proibidas de veicular qualquer publicidade", afirmou o ministro.
 

CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA DA ANJL
 

"A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) apoia as novas regras de publicidade do Ministério da Fazenda e defende o cumprimento rigoroso das normas, sem comprometer a atuação das empresas que operam de forma legal e estão sujeitas à fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
 

A entidade ressalta, no entanto, que as iniciativas anunciadas precisam ser acompanhadas do fortalecimento da fiscalização e do combate à publicidade promovida por plataformas ilegais, que operam sem autorização do governo federal, não recolhem tributos, descumprem as regras de publicidade e deixam de adotar mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, ao acesso de menores de idade e ao jogo compulsivo.
 

A ANJL entende que campanhas publicitárias em desacordo com a regulamentação vigente prejudicam a imagem do setor e devem ser alvo da adoção das medidas cabíveis pelos órgãos competentes."

CONTINUE LENDO

Meta tem novo criador de imagens de IA e em breve ele estará no WhatsApp

  • Bahia Notícias
  • 09 Jul 2026
  • 18:33h

Foto: Reprodução / Getty Images

Meta lançou o Muse Image, gerador de imagens por IA (inteligência artificial) que já está disponível no Meta AI e deve chegar ao Instagram em mais países.

 

Muse Image é o primeiro modelo de geração de imagens do Meta Superintelligence Labs e passa a integrar o Meta AI. Segundo a Meta, a ferramenta serve para criar imagens do zero e também para editar fotos a partir de comandos em linguagem simples. Ela está disponível acessando meta.ai.
 

Recurso também alimenta novos efeitos de IA em apps da empresa, como Instagram e WhatsApp. A Meta diz que há mais de 30 efeitos para Stories do Instagram e que também é possível gerar imagens em conversas diretas com o Meta AI no WhatsApp.
 

Esses filtros e ferramentas de criação, porém, começam de forma limitada nos EUA. A empresa afirma que o lançamento ocorre em países selecionados e que vai ampliar o acesso para outras regiões em breve.
 

Modelo promete lidar com tarefas que misturam criação e edição, como remover pessoas ao fundo e gerar elementos específicos dentro da imagem. Em comunicado, a empresa sugere comandos do tipo:
 

"Crie uma imagem minha diante de um marco histórico"
 

"Remova de forma limpa a pessoa indesejada no fundo da foto"
 

"Elaborar um QR code personalizado com meu contato do Instagram"
 

Meta também diz que o Muse Image consegue renderizar texto de forma legível dentro dos visuais. A proposta é permitir pedidos como infográficos e guias com texto estilizado, além de um painel de "presets" (prompts prontos) para quem não sabe por onde começar.
 

RECURSO DE MARCAR PERFIS NO INSTAGRAM GERA CRÍTICAS
 

Uma das funções destacadas pela Meta permite mencionar contas do Instagram para trazer fotos públicas para a criação de imagens. Isso abriu uma discussão sobre privacidade porque o recurso pode ser usado para manipular imagens de outras pessoas.
 

A Meta afirma que há controles para desativar esse tipo de uso. É possível limitar, indo ao menu três listras (que fica no lado direito superior, exibido quando você acessa a página com suas postagens) e vá em Compartilhamento e reutilização. Lá, é possível desativar recursos que permitem que pessoas reutilizem seu conteúdo no Instagram e com recursos de IA da Meta.
 

O QUE VEM A SEGUIR
 

Meta afirma que vai levar o Muse Image para mais países e para mais áreas em que o Meta AI aparece, como Facebook e Messenger. A empresa também diz que o recurso deve ganhar novas superfícies no Instagram e no WhatsApp ao longo das próximas semanas.
 

Muse Image é gratuito para uso do dia a dia, mas pode exigir assinatura após um limite. A empresa afirma que o Muse Image também vai ficar disponível para anunciantes e agências por meio do Advantage+ creative, um sistema que permite criar anúncios publicitários.
 

Empresa diz que a geração de imagens é só o começo e que já desenvolve o Muse Video. A Meta afirma que o objetivo é criar novas formas de transformar ideias em conteúdo e avançar na direção do que chama de "superinteligência pessoal".

CCJ aprova PEC que acaba com aposentadoria compulsória remunerada como punição a magistrados

  • Bahia Notícias
  • 09 Jul 2026
  • 16:28h

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2024, que extingue a aposentadoria compulsória com remuneração como punição para juízes, desembargadores e integrantes do Ministério Público. A matéria ainda será analisada por uma comissão especial antes de seguir para votação no plenário da Casa.

 

A proposta busca incorporar à Constituição o entendimento já adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que, no fim de junho, afastou a possibilidade de magistrados punidos continuarem recebendo salários por meio da aposentadoria compulsória. A intenção é dar segurança jurídica à medida e evitar futuras mudanças de interpretação.

 

Pelo texto aprovado, magistrados, promotores e procuradores poderão perder definitivamente o cargo e deixar de receber vencimentos, desde que haja decisão judicial com trânsito em julgado determinando a demissão. Até a conclusão do processo, o servidor permanecerá afastado das funções.

 

A PEC estabelece ainda que, após um processo administrativo disciplinar, caberá ao tribunal decidir se propõe ação judicial para a perda do cargo. A medida dependerá do voto favorável de dois terços dos integrantes do tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

STF mantém regra que reserva 30% dos fundos eleitorais para candidaturas de pretos e pardos

  • Bahia Notícias
  • 09 Jul 2026
  • 14:25h

Foto: Alejandro Zambrana / Secom TSE

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a regra que destina, no mínimo, 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas e do Fundo Partidário às candidaturas de pessoas pretas e pardas. A decisão foi tomada no plenário virtual da Corte, que considerou constitucional a previsão incluída pela Emenda Constitucional 133/2024.

 

As ações questionavam a mudança por entenderem que o percentual representaria um retrocesso em relação às regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinavam a distribuição proporcional dos recursos conforme o número de candidaturas negras, utilizando os 30% como piso. Os autores também defendiam que o percentual mínimo fosse elevado para 55,5%, correspondente à proporção da população afrodescendente no Brasil.

 

Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin afirmou que a emenda constitucional consolidou uma política afirmativa após debate no Congresso Nacional e garantiu, pela primeira vez, a reserva mínima de recursos diretamente no texto da Constituição. Segundo ele, cabe ao Legislativo definir o percentual da política pública, não ao STF.

 

Zanin também destacou que a fixação do piso de 30% não impede que os partidos destinem valores superiores às candidaturas de pessoas pretas e pardas. O voto foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

Anvisa diz que canetas emagrecedoras do Paraguai não tem equivalência com medicamentos registrados no Brasil

  • Bahia Notícias
  • 08 Jul 2026
  • 18:01h

Foto: Divulgação Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que é a falsa a informação de que testes laboratoriais comprovaram a equivalência de canetas contrabandeadas com os produtos registrados no Brasil. De acordo com a agência, para garantir que um medicamento é equivalente a outro, testes específicos são efetuados para assegurar concentrações e características idênticas. 

 

 

Além disso, os testes precisam analisar se o medicamento funciona da mesma forma quando é aplicado em uma pessoa. Para isso, é necessário avaliar como o produto é absorvido pelo corpo, qual a concentração que atinge na corrente sanguínea e quanto tempo leva para ser eliminado.

 

Segundo a Anvisa, para se comprovar a equivalência, é necessário que o estudo seja feito em um centro de bioequivalência credenciado, que tem a responsabilidade de avaliar as etapas clínicas, analíticas e estatísticas do estudo.

 

A comparação das canetas emagrecedoras no Brasil com a do Paraguai foi feita por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) a pedido da Folha de S.Paulo. As amostras analisadas também não estavam misturadas com semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy).
 

O estudo analisou a presença, concentração e a estrutura molecular do princípio ativo das amostras dos medicamentos Tirzedral, TG, Lipoless, Tirzec e Gluconex, produzidas pelos laboratórios paraguaios Catedral, Indufar, Eticos, Quimfa e Lasca, respectivamente.

Pagamento automático de pensão alimentícia é aprovado no Senado

  • Bahia Notícias
  • 08 Jul 2026
  • 10:12h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), o projeto de lei 4.978/2023, apelidado de “Pix Pensão”, que prevê o pagamento automático da pensão alimentícia por Pix. A proposta prevê que o pagamento mensal seja depositado na conta da pessoa beneficiária. Segundo o texto, o Pix automatizado poderá ser solicitado em qualquer fase do cumprimento da sentença. 

 

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto é de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e foi relatado no Senado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). As informações são da Agência Brasil. 

 

A defesa do projeto afirmou que a medida deve acarretar maior eficiência e segurança no pagamento das pensões alimentícias, além de reduzir a inadimplência. 

 

“Trata-se de solução simples, objetiva  e  compatível com a natureza urgente da obrigação alimentar”, escreveu a senadora em seu parecer. Segundo ainda a parlamentar, a medida deve diminuir os litígios e facilitar a regularidade das parcelas.

 

Segundo o projeto, quando o juiz determinar o pagamento da pensão alimentícia, serão informados os dados necessários para o depósito, incluindo o valor mensal da prestação, o prazo de duração, as contas para débito e crédito, além dos critérios de atualização dos valores.

 

De acordo com a autora da proposta, a automatização do procedimento deverá ampliar o controle e a transparência das transações financeiras.

 

MENOS LITÍGIOS
As regras atuais preveem que a pensão alimentícia pode ser debitada do salário do devedor. No entanto, se a pessoa não tiver vínculo empregatício formal, a beneficiária precisa acionar a Justiça quando não acontece o pagamento. 

 

Segundo o projeto aprovado, caso não haja saldo suficiente na conta de quem paga a pensão, a pessoa pode ter contas bloqueadas até o limite do valor da prestação em atraso. Se essa pessoa for empresário individual, os bens podem ficar indisponíveis e serem convertidos em penhora se a inadimplência perdurar.

Lula dispara na plataforma de previsões Polymarket e tem 62% de chances de vencer, contra 22% de Flávio Bolsonaro

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 07 Jul 2026
  • 18:27h

Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro deste ano disparou nos últimos dias e alcançou nesta segunda-feira (6) o patamar de 62% no site norte-americano Polymarket, uma das maiores plataformas mundiais do chamado mercado de previsões. 

 

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições presidenciais, mantém trajetória de queda e no momento possui apenas 22% de chances de vitória, na pesquisa “Brazil Presidential Elect”. Em seu melhor momento no site, em maio, o presidenciável do PL chegou a liderar por alguns dias as previsões, com pico de 45,4% contra 38% de Lula.

 

Desde a revelação sobre as ligações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, no mês de maio, com áudios que mostravam pedidos de dinheiro para o filme “Dark Horse”, o senador pelo Rio de Janeiro começou a cair no Polymarket. O patamar atual é o mesmo que ele tinha em janeiro, quando sua candidatura ainda estava se consolidando. 

 

Outros candidatos também pontuam no mercado da previsão eleitoral brasileira. Renan Santos, do Missão, é o terceiro nome mais apostado, com 10% de menções, e logo depois diversos outros nomes figuram com 1%. 

 

A Polymarket não é uma pesquisa eleitoral. A plataforma funciona como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições sobre eventos futuros, como as eleições no Brasil. 

 

Em decisão tomada no mês de abril, o governo Lula bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como a Polymarket, por exemplo. O mercado preditivo vinha crescendo no Brasil sem regras específicas e à margem da regulação. 

 

Na visão do governo, o funcionamento é semelhante às apostas on-line de quota fixa, que são permitidas por lei e dependem de uma licença específica do Ministério da Fazenda para funcionar. A legislação hoje autoriza as apostas relativas a eventos reais de temática esportiva ou cassinos on-line.

 

Mesmo proibidas, essas plataformas continuam a ser tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro político e uma espécie de “alternativa” às pesquisas eleitorais tradicionais. Especialistas, entretanto, ressaltam que essas plataformas não são uma boa forma de estimar intenções de voto nem de traçar um cenário da disputa ou prever seu resultado, apesar do nome dado a esse mercado.

Classificação de PCC e CV como terroristas pode levar até a uma invasão militar pelos EUA, afirma o Itamaraty

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 07 Jul 2026
  • 16:25h

Foto: Reprodução Redes Sociais

A classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas eleva o risco de o governo dos Estados Unidos articular algum tipo de uso de força militar contra o Brasil. Além disso, a medida da administração Donald Trump em relação às organizações criminosas pode causar prejuízos tanto no plano econômico como na soberania nacional. 

 

As colocações foram feitas pelo Ministério das Relações Exteriores em ofício enviado à Câmara dos Deputados. O documento foi elaborado em resposta a um pedido de informações apresentado pelo deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES).

 

“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”, afirma o Itamaraty. 

 

O ofício foi assinado pelo ministro Mauro Vieira. No documento enviado à Câmara, o Itamaraty afirmou que a posição do governo brasileiro tem como base o entendimento de órgãos de segurança pública, inteligência e justiça, assim como informou que os Estados Unidos não comunicaram formalmente o Brasil sobre a decisão.

 

No início de junho, o governo dos Estados Unidos classificou CV e PCC como organizações terroristas. Ao anunciar a decisão, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que PCC e CV “são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer, ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos”.

 

O ministro Mauro Vieira reforça na resposta à Câmara que não houve notas diplomáticas ou comunicações ao governo brasileiro sobre o tema. Para o Itamaraty, a classificação feita pelos norte-americanos seria um ato unilateral que não exige manifestação formal do governo brasileiro.

 

“O governo brasileiro tem reiterado sua posição de que tal classificação não traz benefícios concretos ao combate ao crime organizado, e vem buscando reforçar o diálogo bilateral para incrementar a cooperação na matéria, com base no respeito ao Estado de Direito e à soberania nacional”, explica o Itamaraty.

 

Ao site Poder360, o deputado Evair de Melo criticou a resposta dada pelo Ministério das Relações Exteriores à Câmara. O parlamentar do PL disse que o governo deixou de apresentar informações objetivas sobre providências adotadas pelo Estado brasileiro diante do tema. 

 

“O Ministério limitou-se a cumprir uma formalidade burocrática, mas deixou de responder aquilo que o Congresso Nacional efetivamente perguntou”, declarou.

 

Melo questionou a falta de detalhamento sobre a atuação diplomática do governo. Segundo ele, embora o ministério tenha declarado ter manifestado sua posição aos Estados Unidos, não informou quando os contatos foram realizados, quais canais diplomáticos foram utilizados nem quais autoridades participaram das discussões. 

 

“O Parlamento não pediu um posicionamento político; pediu informações objetivas sobre a estratégia do governo”, disse. 

 

O deputado também criticou a ausência de informações sobre a articulação entre diferentes órgãos do governo e questionou se as avaliações apresentadas pelo Itamaraty foram fundamentadas em pareceres técnicos ou estudos oficiais.

Canetas emagrecedoras movimentaram mais de R$ 10 bilhões em 4 anos

  • Bahia Notícias
  • 07 Jul 2026
  • 14:23h

Foto: Reprodução via Bahia Notícias

O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, classe das chamadas canetas emagrecedoras, movimentou mais de R$ 10 bilhões nos últimos 4 anos, o número é cinco vezes o registrado em 2021.

 

Entre 2021 e 2025, o Ozempic liderou o mercado brasileiro em faturamento, com cerca de R$ 11,3 bilhões, seguido por outros medicamentos da mesma classe ou de terapias similares, como Forxiga, com movimentação de R$ 4,6 bilhões, Wegovy, que chegou a R$ 4,3 bilhões, e Mounjaro com R$ 3,8 bilhões.

 

Para o presidente-executivo da Farma Brasil, Reginaldo Arcuri, esses produtos fazem parte, em grande medida, de uma nova geração de medicamentos inovadores e de alto valor agregado, o que ajuda a explicar uma tendência mais ampla da economia brasileira, o crescimento consistente das importações de fármacos de maior complexidade.

 

Dados mostram que, entre 2000 e 2025 as importações de medicamentos saltaram de US$ 1,3 bilhão para US$ 14,2 bilhões, uma alta superior a 950%.

Ele explica que esse movimento não é restrito às canetas emagrecedoras, mas reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a incorporação de terapias mais sofisticadas no sistema de saúde.

 

Hoje, os itens mais importados pelo país estão concentrados justamente em segmentos de maior intensidade tecnológica, como imunológicos, vacinas, medicamentos biológicos e terapias especializadas. Apenas produtos imunológicos responderam por cerca de 25% das importações em 2025, mostrou o presidente.

 

Nesse contexto, medicamentos à base de GLP-1  ganharam protagonismo. O mercado brasileiro desses produtos saltou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para cerca de R$ 10 bilhões em 2025, mais de cinco vezes em quatro anos.

 

No mesmo período, a participação desses remédios no varejo farmacêutico passou de 3% para 9%.

 

As vendas também cresceram em volume, foram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades entre 2021 e 2025. Atualmente, mais de 70% do faturamento desse segmento está concentrado em dois produtos, Mounjaro e Wegovy.

 

MUDANÇAS NO MERCADO FARMACÊUTICO

Apenas entre janeiro e maio, a semaglutida movimentou R$ 2 bilhões no varejo brasileiro, com mais de 2 milhões de unidades comercializadas. Em maio, o faturamento mensal atingiu R$ 449 milhões, o maior do ano até agora.

  • Semaglutida é um princípio ativo análogo do GLP-1 e que imita o hormônio responsável pela saciedade, reduzindo o apetite e retardando o esvaziamento gástrico, usado nas canetas emagrecedoras.

Apesar da expansão, a entrada de versões nacionais, como a semaglutida lançada pela EMS, já pressiona os preços para baixo. Nos primeiros cinco meses de 2026, o valor médio desses medicamentos registrou queda, com recuo de cerca de 8% no caso da semaglutida.

 

CANETAS EMAGRECEDORAS NO SUS

O avanço das terapias com canetas emagrecedoras começou a chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS), ainda de forma inicial. No fim do mês passado, o Ministério da Saúde deu início a um projeto para uso da semaglutida em pacientes do SUS em Porto Alegre.

 

Segundo informações da pasta, nesta fase, cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças, como problemas cardiovasculares, serão acompanhados ao longo de dois anos, com objetivo de avaliar a efetividade do tratamento, o impacto na qualidade de vida e, principalmente, os custos para o sistema de saúde, hoje considerados o principal entrave à ampliação do acesso.

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%

  • Bahia Notícias
  • 07 Jul 2026
  • 12:21h

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro para este ano foi reduzido para 5,30%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). Na última semana, a estimativa era de 5,33%.

 

O índice, que é referência oficial da inflação no país, foi reduzido pela primeira vez após 16 semanas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo BC, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

Para 2027, a projeção da inflação permanece em trajetória de aumento, passando de 4,17% para 4,18% em relação à semana anterior. As estimativas para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

 

SELIC

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 foi mantida pelos analistas em 14%, indicando que este ano haverá mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17 de junho. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

 

A previsão da Selic para 2027 foi mantida em 12% ao ano, em relação à última projeção. Não houve alteração na taxa básica de juros esperada para os anos de 2028 e 2029, permanecendo as projeções da última semana em 10,5% e 10% ao ano

 

PIB

A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB), que indica o crescimento da economia brasileira, permaneceu em 1,99% para este ano. Na projeção para 2027, o indicador, que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu de 1,68%, para 1,69%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.

 

CÂMBIO

No boletim Focus desta semana, a estimativa para a cotação do dólar, em 2026, foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58 e para 2028, em R$ 5,35. A previsão  para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40.

Diferente de 2022, disputa eleitoral na Bahia não terá "pacto de não violência" e Lula "pra cima" de ACM Neto; entenda

  • Por Mauricio Leiro I Bahia Notícias
  • 07 Jul 2026
  • 10:18h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / Divulgação

A última visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Bahia ainda repercute nos bastidores da política do estado. Para além das entregas e eventos que esteve presente, Lula deixou um questionamento para quem ficou: como tratará a campanha ao governo baiano, levando em conta a última disputa e seu comportamento? Em 2022, um dito "pacto de não agressão" envolvendo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o presidente teria sido firmado, apesar de desmentido por aliados próximos, porém, agora, o embate deve ser a tônica? 


As recentes "cutucadas" do presidente Lula, tanto ao ex-prefeito, quanto ao prefeito de Salvador Bruno Reis (União), apresentaram o "cartão de visitas" do que deve estar por vir durante o processo eleitoral e o avançar da campanha. No entendimento de lideranças governistas na Bahia, esse pacto, tanto pelo "prazo" quanto pelo "teor", atualmente não seria mais viável e, pelo contrário, o que deve ser visto na Bahia é um "Lula menos paz e amor" com a oposição. 

 

Lula fez questão de relembrar e voltou a criticar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), durante agenda na Bahia, na última semana. Em discurso, Lula relembrou a polêmica envolvendo a autodeclaração racial do político nas eleições de 2022. "O teu adversário é tão mentiroso que chegou a querer passar por negro", disse Lula olhando para o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Não parou por aí, no dia seguinte, fez uma cobrança pública ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), após ouvir o pedido de uma criança para que fossem retiradas pichações de casarões e muros da capital baiana.

 

A declaração ocorreu durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em que o governo federal anunciou entregas nas áreas de educação, saúde e habitação em cidades de diferentes estados. Ao relatar a situação em Salvador, o menino afirmou que gostaria de ver os imóveis abandonados com nova pintura. A ofensiva pode ter sido planejada. 

 

Aliados apontam que alguns fatores tem sido indicados como preponderantes para a "subida de tom"  de forma escancarada, partindo para as "espetadas" públicas. Partindo de 2022, a postura do ex-prefeito ACM Neto tem sido uma delas, já que, diretamente da Bahia, Neto foi um dos críticos mais contundentes da gestão do presidente Lula. Desde o início do Lula III, Neto já apontava para problemas na condução do governo, não se furtando de criticar de forma contundente a gestão. 


Para além disso, o "arco de apoio" de Neto também deve pesar nisso. Entre os exemplos citados estão o do senador Angelo Coronel (Republicanos), que declarou abertamente apoio a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, o pré-candidato a vice, ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), que da mesma forma tende a apoiar Flávio, além de outro colega de chapa, o pré-candidato ao Senado João Roma (PL), fortemente ligado ao bolsonarismo. Com isso, "cercado" por apoiadores do principal adversário de Lula, Neto também deve ser alvo do atual presidente. 

 

Um ponto sinalizado por outro interlocutor do grupo é que o "ritmo mais lento" de Lula nas eleições de 2022 também produziu dividendos para ACM Neto na disputa. O conhecido voto "LulaNeto", onde os eleitores baianos nacionalmente votavam em Lula e, na disputa estadual acabavam votando no ex-prefeito, deve ser "contornado" nesta disputa com a mudança da atitude. "Lula irá [para o embate]. Ele tem mais a lucrar transformando o LulaNeto em LulaJero do que se conformando com isso", apontou um interlocutor procurado pela reportagem. 

 

NETINHO PAZ E AMOR?
Mas, e ACM Neto, como deve se portar em meio a esse debate? Questionado por jornalistas após a fala de Lula, na última semana, ACM Neto respondeu: "Netinho, paz e amor". Neto já havia indicado que a presença do presidente, que teve 72% dos votos no segundo turno de 2022 na Bahia não teria relevância e  "não muda nada" no cenário da disputa na Bahia. "Quantas vezes o presidente Lula visitou a Bahia? Isso não mexe em nada, normal. Presidente da República tem que estar na Bahia, não muda nada", completou Neto. 

 

ANTIGO PACTO
Desde o período eleitoral de 2022, quando ACM Neto se negava a indicar um nome para apoiar na disputa presidencial, a ausência de críticas ao presidente Lula chamava atenção. O movimento inspirava alerta, sendo "revelado", ao menos em parte, logo após o pleito. Informações dão como certa esse "pacto velado" de não agressão entre o presidente Lula e ACM Neto, porém o fato não foi chancelado por aliados de ambos. 

 

O senador Jaques Wagner (PT) indicou que, através do deputado federal Arthur Maia (União), teria chegado um pedido para chancelar o acordo. Maia negou. O encontro final seria com o ex-ministro José Dirceu, que também chancelou o fato. ACM Neto também indicou que não passou por ele qualquer iniciativa. De certo, com pacto firmado e não divulgado ou nada disso, o clima foi ameno em 2022. Veremos em 2026.

Empresas como Tesla e Coca-Cola pedem que EUA não tarifem produtos do Brasil

  • Bahia Notícias
  • 07 Jul 2026
  • 08:03h

Foto: The Official White House

Grandes empresas americanas enviaram cartas ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que produtos importados do Brasil fiquem de fora da imposição de tarifas adicionais sob a investigação da Seção 301. As manifestações de gigantes como Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay, foram enviadas no dia 1 de julho, e o material foi revelado nesta segunda-feira (6), com o início das audiências públicas sobre o tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros.

 

O USTR, que é o órgão responsável por formular a política comercial dos EUA, conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas, como a imposição de tarifas. No que diz respeito ao Brasil, além da tarifa de 12,5%, o órgão propõe outra taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

 

Segundo informações do g1, a manifestação das empresas alerta para os impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos EUA se as barreiras forem adotadas. Essa mobilização ocorre paralelamente a um momento de forte tensão diplomática. 

 

Nesta segunda-feira (6), documentos enviados pelo ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira mostram que o Itamaraty vê "risco" de o governo de Donald Trump usar "força militar" contra o território brasileiro após os EUA terem classificado as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.

 

Ainda assim, as corporações americanas argumentam que punir comercialmente os insumos do Brasil trará prejuízos internos imediatos para a economia dos EUA. Veja os apelos das empresas: 

 

Tesla - Montadora de veículos elétricos
A Tesla pediu que o USTR isente os insumos industriais vindos do Brasil. A empresa do bilionário Elon Musk afirma que está investindo bilhões de dólares para nacionalizar e diversificar sua cadeia de produtos, mas apelou que a transição leva tempo e certos insumos fundamentais para setores avançados (como veículos elétricos, robótica e baterias) ainda não podem ser produzidos nos EUA com a escala e qualidade necessárias.

 

Nestlé
A multinacional do setor de alimentos solicitou a expansão da lista dos isentos e a inclusão de dois produtos específicos importados do Brasil: o café instantâneo não aromatizado (café solúvel) e o colágeno bovino. A companhia chegou a rebater as alegações americanas sobre as preocupações com desmatamento dizendo que 96,7% de suas cadeias de suprimentos de commodities primárias já foram avaliadas como livres de desmatamento até o final de 2025, incluindo o Brasil.

 

Coca-Cola
A fabricante de bebidas solicitou que o governo dos EUA mantenha a isenção já proposta para o suco de laranja de origem brasileira e adicione o limão (e derivados) à lista de produtos livres de tarifas ou conceda um período de transição. A justificativa foi a queda na produção americana desses insumos devido a doenças climáticas e pragas.

 

eBay
A plataforma global de comércio eletrônico recomendou que o USTR modifique a proposta de ação para criar uma isenção categórica para produtos de segunda mão, usados e seminovos. Além disso, a empresa aponta ser inviável exigir declarações precisas de país de origem para itens usados (cerca de 30% das roupas chegam para revenda sem etiquetas), o que geraria um custo burocrático e operacional desproporcional para a alfândega e pequenos negócios.

 

As informações são do g1.