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- Bahia Notícias
- 24 Out 2026
- 08:27h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o segundo turno das Eleições 2026 termina nesta sexta-feira (23). As inserções começaram a ser veiculadas no dia 9 de outubro, em horários reservados nas emissoras, e também ao longo da programação.
Candidatas e candidatos à Presidência da República e aos governos do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e do Distrito Federal que concorrem neste segundo turno tiveram, ao longo desses dias, espaço para apresentar suas propostas ao eleitorado, de forma gratuita. As informações são da Agência Brasil.
O prazo para a publicação de anúncios eleitorais pagos na imprensa escrita e a realização de debates entre candidatas e candidatos no rádio e na TV também terminam hoje, não podendo ultrapassar a meia-noite, conforme o calendário eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desde o dia 5 de outubro, foi permitido a cada candidata ou candidato publicar até 10 anúncios por veículo, em datas diferentes. O espaço máximo permitido por edição era de 1/8 de página de jornal padrão e de 1/4 de página de revista ou tabloide. As publicações também deveriam informar, de forma visível, o valor pago pela inserção.
A distribuição de material impresso e a realização de passeatas e carreatas ainda podem ocorrer até este sábado (24). No domingo (25), os brasileiros deverão ir às urnas das 8h às 17h. A legislação brasileira proíbe fazer propaganda eleitoral ou tentar convencer outros eleitores a votar em determinado candidato no dia da eleição.
O TSE recomenda consultar previamente o local de votação no site do tribunal ou no aplicativo e-Título. No momento da votação é proibido o uso de aparelhos eletrônicos na cabine, como celulares, tablets, relógios inteligentes, óculos com câmera, câmeras corporais e similares.
- Por Folhapress
- 23 Out 2026
- 18:54h
Foto ilustratação: Reprodução / Canva
O Spotify informou ter chegado a 306 milhões de assinantes premium no terceiro trimestre de 2026. Segundo a companhia, o número representa alta anual de 9%, com crescimento em todas as regiões. Quanto aos usuários ativos, a alta em um ano foi de 11%, de 713 milhões a 788 milhões.
Conforme reportado pela empresa, a América Latina representa 24% dos assinantes Premium e 21% dos usuários ativos mensais da plataforma. A receita total informada pelo Spotify cresceu 16% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e atingiu 5 bilhões de euros (R$ 28,2 bilhões) entre julho e setembro.
Para o quarto trimestre de 2026, a empresa prevê expandir o catálogo de audiolivros para mais de 180 mercados. Além disso, está em curso a expansão do Spotify Partner Program -o programa de monetização para criadores de podcasts- a mais de 35 novas localidades, incluindo o Brasil.
No terceiro trimestre, o lucro operacional do Spotify foi de 672 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões). A empresa registrou receita de 4,97 bilhões de euros (R$ 28,1 bilhões) no período encerrado em 30 de setembro.
Na divulgação de resultados desta quinta-feira, a companhia informou esperar um lucro operacional de 820 milhões de euros (R$ 4,6 bilhões), em comparação com a estimativa média dos analistas de 813,4 milhões de euros, conforme dados compilados pela LSEG (London Stock Exchange Group).
Os investidores têm acompanhado de perto a lucratividade da companhia, que nesse momento investe em inteligência artificial (IA) para melhorar a descoberta de músicas e o engajamento, a fim de atrair mais usuários e se defender de rivais emergentes da geração musical, como Suno e Udio.
As ações da empresa subiam mais de 9% nas negociações iniciais, atingindo o patamar mais alto desde janeiro.
Os recursos da empresa baseados em IA incluem o AI DJ, que seleciona mixagens musicais personalizadas com comentários falados, e playlists baseadas em requisições do usuário que permitem a eles descrever um estado de espírito ou preferência musical para gerar seleções sob medida.
"Construímos um negócio sólido que continua a crescer exponencialmente; investimos quando vemos um caminho para o crescimento, nossos custos estão se moderando e há mais espaço para avançar", disse o co-CEO Alex Norstrom em comunicado.
A expectativa do Spotify é chegar a 818 milhões de usuários ativos mensais no quarto trimestre. O número ficou abaixo das estimativas da empresa de análise Visible Alpha, de 819 milhões. A plataforma também prevê angariar 10 milhões de novos assinantes premium.
No início desta semana, a empresa anunciou um acordo de licenciamento com a distribuidora musical Believe para sua futura ferramenta paga destinada a covers e remixes criados por fãs com inteligência artificial. A empresa também assinou acordos de licenciamento com a Universal Music Group, Merlin e Kobalt para a ferramenta.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 23 Out 2026
- 16:50h
Foto: Reprodução/Band
A mais nova pesquisa da Vox Brasil sobre o segundo turno das eleições 2026, divulgada nesta sexta-feira (23), revela que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria assumido a liderança na corrida presidencial, mas com vantagem dentro da margem de erro. A pesquisa apresenta Lula com 50,6% contra 49,4% do senador Flávio Bolsonaro (PL), resultado considerado empate técnico.
O instituto Vox Brasil foi um dos quatro que acertaram, no primeiro turno, a liderança de Flávio Bolsonaro sobre Lula. A pesquisa Vox Brasil na véspera do primeiro turno deu Flávio com 45,8% e Lula com 44,9% (o resultado final teve o senador do PL com 47% contra 45% do líder petista).
Na pesquisa estimulada, em que os entrevistados olham uma lista com os nomes dos candidatos, Lula soma 45,4% das intenções de voto no conjunto da amostra. Flávio aparece com 44,3%, uma distância de 1,1 ponto percentual (respostas nenhum, branco ou nulo representam 6%, enquanto 4,3% não sabem ou não opinaram).
O levantamento da Vox Brasil também perguntou em qual candidato os eleitores não votariam “de jeito nenhum” para presidente da República. Nesse recorte, Flávio tem 47,1% de rejeição, enquanto Lula registra 44,8%.
Outros 3,9% disseram que rejeitam ambos os candidatos. Já 2,2% afirmaram que não rejeitam nenhum. Os que não souberam responder ou não opinaram somam 2%.
A pesquisa ouviu 2.100 eleitores brasileiros, de 20 a 22 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03259/2026.
- Por Nathalia Garcia | Folhapress
- 23 Out 2026
- 14:34h
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O Tribunal de Contas do Distrito Federal abriu nesta quarta-feira (21) um procedimento para apurar a transferência de R$ 120 milhões do Fundo de Saúde do Distrito Federal para o BRB (Banco de Brasília) no mês passado. Os recursos, por serem provenientes de um repasse federal, deveriam ter permanecido sob custódia do Banco do Brasil.
A verba foi transferida ao DF pelo Fundo Nacional de Saúde. Segundo representação apresentada pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT), o dinheiro foi posteriormente aplicado em CDBs (Certificados de Depósito Bancário), visando dar liquidez ao BRB após rombo deixado por operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A corte de contas do DF deu cinco dias para que a Secretaria de Saúde apresente informações e documentos sobre a operação financeira. A deliberação sobre o pedido de tutela provisória de urgência e de instauração de tomada de contas especial ocorrerá somente depois da manifestação do órgão e da análise dos elementos.
A tomada de contas especial é um processo que pode resultar em sanções administrativas e aplicação de multa aos gestores responsáveis caso seja constatada alguma irregularidade.
Magno argumenta, em sua representação, que a transferência de contas alterou o fluxo bancário estruturado originalmente para execução e controle dos recursos federais do SUS (Sistema Único de Saúde). Isso, segundo ele, teria comprometido a rastreabilidade e a segregação dos recursos vinculados ao utilizar uma conta de passagem.
O deputado considera que esse movimento compromete a transparência e pode afetar a aplicação nas ações e serviços de saúde.
Ele também questiona a cronologia da movimentação financeira, argumentando ser inusual a transferência ocorrer antes da emissão da ordem bancária. Segundo o deputado, o recurso foi transferido para a conta do BRB em 21 de setembro, tendo a ordem bancária da movimentação orçamentária sido registrada apenas dois dias depois, em 23 de setembro.
"Houve, inequivocamente, a liquidação fática e a saída de recursos dos cofres da saúde pública distrital antes da emissão do documento hábil a autorizar a despesa perante a contabilidade pública", diz.
Na peça, Magno afirma que a Secretaria de Saúde teria formalizado no dia 22 de setembro a solicitação de transferência, mencionando a necessidade de "regularização e adequada identificação em futuras conciliações". O montante de R$ 120 milhões foi acrescido de R$ 57.898,80 em rendimentos de aplicação financeira em CDB de um dia.
Ele cita que a nota de negociação da transação de R$ 120 milhões, agora sob análise do TCDF, registra aplicação em 21 de setembro e recompra em 22 de setembro, com remuneração correspondente a 95% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
"A operação não buscou apenas rentabilidade, mas teria direcionado recursos vinculados da saúde à geração de liquidez para o BRB, em contexto de crise financeira, caracterizando possível desvio de finalidade e justificando intervenção cautelar", afirma.
Procurada, a Secretaria de Economia do Distrito Federal disse em nota que a transferência de R$ 120 milhões ocorreu para pagamento do salário de servidores públicos em setembro. Segundo o órgão, a folha dos funcionários da Saúde, que ultrapassa R$ 897 milhões mensais, é operacionalizada pelo BRB.
"Para o pagamento da folha, são utilizados recursos de diferentes fontes, entre elas o Fundo Nacional de Saúde, o Fundo Constitucional do Distrito Federal e o Tesouro do Distrito Federal, segundo a programação financeira e orçamentária", complementa.
Análise técnica que subsidiou a decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal sustentou a necessidade de aprofundamento da apuração. "A retirada de recursos federais vinculados ao SUS da conta específica mantida no Banco do Brasil, sua transferência para o BRB, a aplicação em CDB e o registro posterior da correspondente ordem bancária suscitam questões relevantes sobre custódia, rastreabilidade, segregação, finalidade e observância da sequência dos atos financeiros e contábeis", diz trecho do documento.
Procurado, o BRB informou que não vai se manifestar. O banco enfrenta uma crise após a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras fraudulentas Master. Segundo as investigações, apenas uma parcela desse prejuízo foi recuperada.
O BRB estima que o valor necessário para provisionamento (reserva financeira) para cobrir o rombo é de R$ 8,8 bilhões, mas o montante pode ser ainda maior. Com os relatórios operacionais represados desde que veio à tona o escândalo, a instituição está há mais de um ano sem divulgar seus resultados financeiros.
O Governo do Distrito Federal busca um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para capitalizar o BRB. O controlador recorre ao processo de captação porque não tem recursos em caixa necessários para fazer o aporte no banco.
A gestão de Celina Leão (PP) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) em uma tentativa de obrigar a União a ser fiadora da operação. Diante da recusa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em conceder a garantia soberana pela falta de capacidade financeira do DF, a governadora disse publicamente ter "soluções técnicas" para resolver a crise do BRB.
"A subsequente transferência de R$ 120 milhões do Fundo de Saúde para aplicação em CDB do Banco de Brasília revela-se como a materialização dessa denominada solução", afirma Magno em sua representação.
- Bahia Notícias
- 23 Out 2026
- 12:45h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite uma ação que busca obter informações sobre possíveis visitas da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao Senado. O parecer foi encaminhado à Corte nesta quinta-feira (22).
A iniciativa é do vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), que tenta obrigar o Senado a fornecer registros de entrada e saída de pessoas citadas no pedido. A Casa havia negado o acesso, sob a justificativa de que os dados solicitados contêm informações de caráter pessoal.
A solicitação também abrange eventuais registros do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Gonet sustentou que o instrumento jurídico utilizado pelo vereador não permite reivindicar, em nome próprio, direitos coletivos. Para o procurador-geral, não foi demonstrada a violação de um direito individual líquido e certo que justificasse o mandado de segurança.
O processo está sob relatoria do ministro Luiz Fux, e ainda não há data definida para a análise do caso pelo STF.
- Bahia Notícias
- 23 Out 2026
- 10:43h
Foto: Reprodução Redes Sociais
O deputado estadual Junior Muniz (PT) foi internado após apresentar um problema de saúde causado por uma bactéria. O parlamentar publicou um vídeo em seu perfil no Instagram nesta quinta-feira (22), no qual comentou sobre seu estado de saúde.
Muniz informou que está sob os cuidados de uma equipe médica e agradeceu pelas mensagens de apoio, orações e votos de melhoras recebidos.
“Quero agradecer de coração à minha família, que tem sido meu alicerce neste momento, aos profissionais de saúde que estão cuidando de mim e a cada amigo que tem enviado mensagens, feito orações e demonstrado carinho. Mesmo sem conseguir responder a todos, tenho recebido cada gesto de afeto com muita gratidão”, declarou.
Apesar do problema de saúde, o deputado também comentou sobre o cenário político nacional e manifestou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“E, mesmo diante dessa situação, não poderia deixar de falar sobre o momento decisivo que o nosso país vive. Apesar do momento delicado, sigo acreditando na importância da reeleição do presidente Lula e torcendo para que, neste domingo, a democracia e o projeto de país em que acredito prevaleçam”, completou.
- Bahia Notícias
- 23 Out 2026
- 08:41h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23) que as empresas Meta e X apresentem, no prazo de 24 horas, relatórios detalhados sobre suas diretrizes para o uso de inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos, impulsionamento de anúncios eleitorais e critérios para a remoção de publicações.
Segundo informações do g1, a decisão ocorre no âmbito de uma ação movida pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). A coligação do candidato petista aponta suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, alegando favorecimento a perfis adversários, restrição de alcance em publicações pro-Lula e inconsistências no impulsionamento pago.
Entre as divergências apontadas pela representação jurídica estão a derrubada de um vídeo no Instagram por alegação de uso de IA e possíveis assimetrias nas respostas geradas pela ferramenta Grok, da rede social X, ao responder consultas sobre os postulantes ao pleito.
Em paralelo à determinação da corregedoria, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, agendou reunião com representantes de grandes plataformas digitais para alinhamento de procedimentos de segurança na reta final de preparação para o segundo turno das eleições.
- Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 14:40h
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
O governo federal usou pela primeira vez a lei antifacção para pedir à Justiça o confisco de R$ 190,3 milhões de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). As ações foram apresentadas na terça-feira (20) pela Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo nos tribunais. Os alvos são suspeitos de tráfico internacional de drogas, contrabando de cigarros e agrotóxicos e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram quatro ações, apresentadas pela Procuradoria-Geral da União, setor da AGU, em varas da Justiça Federal de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Paraná. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Segundo nota da AGU, três dessas ações tentam recuperar R$ 82 milhões e atingem 87 réus investigados por participação em grupos criminosos ligados ao PCC. Entre as atividades apontadas está um esquema de contrabando de cigarros e agrotóxicos vindos do Paraguai para o Brasil.
- Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 12:27h
Foto: Divulgação / Willer Tomaz Advogados Associados
A Polícia Federa (PF) encontrou uma sala oculta em um hangar no Aeroporto de Brasília utilizado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O local tinha prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, mas os agentes não encontraram cédulas durante a inspeção.
A existência do espaço foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo. Segundo as informações divulgadas, a PF chegou à sala em agosto, após receber uma denúncia anônima sobre a estrutura escondida atrás de um painel de madeira, com uma porta aparentemente blindada.
Em nota, a defesa de Tomaz confirmou a existência da chamada “sala-cofre” e afirmou que o ambiente é utilizado para atender empresas de transporte de valores que são clientes das companhias de aviação do advogado. Os representantes negaram qualquer irregularidade e classificaram como “fantasiosa” a suspeita de que o espaço serviria para guardar ou contar dinheiro ilícito.
A busca ocorreu no âmbito da operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Tomaz foi um dos alvos da investigação. Na residência dele, os agentes também encontraram uma máquina de contar dinheiro e apreenderam quatro aeronaves vinculadas às suas empresas.
Além desse caso, o advogado e Flávio Bolsonaro são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante a investigação, a Polícia Federal identificou e-mails que indicariam o cadastro de Flávio como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Tomaz.
O caso foi encaminhado ao STF em razão do foro especial do senador e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são amigos e já afirmaram não manter negócios em conjunto.
- Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 10:20h
Foto: Reprodução / Instagram @professorfelipenunes
Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apontam negociações para contratar Felipe Nunes, CEO da Quaest, para prestar serviços de consultoria estratégica à instituição financeira. O acordo discutido previa pagamentos mensais de R$ 150 mil durante um ano, totalizando R$ 1,8 milhão.
Os diálogos, divulgados pelo Metrópoles, ocorreram em setembro de 2024 e envolvem Vorcaro e Ana Matos, integrante da equipe de marketing do banco. Em uma mensagem enviada no dia 9 daquele mês, ela perguntou se estava alinhada a contratação de Nunes, por meio da empresa Quaest, pelo valor previsto.
Vorcaro respondeu que acreditava que Augusto havia fechado o acordo e orientou Ana a alinhar os detalhes com ele. Na sequência, ela confirmou que daria continuidade ao processo.
Até o momento, não há informação sobre quantas parcelas do contrato teriam sido efetivamente pagas. Felipe Nunes negou ter relação pessoal com o ex-banqueiro e afirmou que o contato com o Banco Master ocorreu de forma “estritamente técnica”.
- Por Anna Júlia Lopes | Folhapress
- 21 Out 2026
- 18:45h
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, anunciou na sessão desta terça-feira (20) que os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) registraram para o segundo turno, que será realizado no domingo (25), alterações em 102 locais de votação em todo o Brasil.
Das mudanças, a maioria se concentra na região Nordeste, com 41 endereços alterados.
Com 102 mudanças nos endereços de votação, o Nordeste concentra 40% das alterações, seguido do Sudeste (25,5%), do Norte (17,6%) e do Sul (14,7%). O Centro-Oeste foi a região que menos registrou alterações, com apenas duas, totalizando 2% dos casos.
O estado mais afetado foi Minas Gerais, com 17 alterações. Em seguida está o Maranhão, com 13.
Na segunda-feira (19), os presidentes dos TREs assinaram nota conjunta para dizer que as mudanças eram "excepcionais" e representam número menor do que em 2022. Segundo Kassio na sessão desta terça, a alteração foi 94% menor do que nas eleições gerais passadas.
A seção eleitoral é a unidade em que o eleitor vota, geralmente uma sala dentro do local de votação, com uma urna eletrônica e uma mesa de mesários. Já o local de votação é um estabelecimento que pode abrigar várias seções eleitorais, como uma escola, universidade ou prédio público.
Nesta noite, Kassio decidiu esclarecer a decisão quanto às alterações. Segundo ele, o tribunal identificou uma série de desinformações a respeito do tema.
"O TSE não tem nenhuma participação na alteração de endereço de local de votação, ele não solicita e não autoriza", destacou o ministro. Ele reiterou que os TREs são os responsáveis pelas alterações nos locais de votação em todo o Brasil e que, ao longo da semana, a corte manterá contato com os tribunais.
Conforme o magistrado, as alterações ocorrem principalmente por conta de condições climáticas extremas. Kassio citou como exemplo as chuvas no Sul do país.
O ministro destacou que, no entanto, mudanças ainda podem ocorrer. De acordo com ele, esse era o número apresentado até esta terça, porém, se houver algum novo episódio climático em algum dos locais, podem surgir novas alterações.
- Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 16:40h
Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) publicou uma nota informando sobre as mudanças dos locais de votação para o segundo turno das Eleições Gerais de 2026. Segundo o TRE, no Estado, apenas cinco seções de votação, em três municípios do interior, passaram por alterações. As mudanças decorrem de inadequações estruturais dos imóveis utilizados no primeiro turno, com o objetivo de assegurar mais conforto e segurança ao eleitorado no dia do pleito.
A Bahia possui 199 zonas eleitorais, sendo 19 delas em Salvador e 180 no interior do estado. Destas, apenas a 63ª zona (município de Lagoa Real); 184ª (Conceição do Almeida); e 185ª (Itanagra) promoveram algum tipo de mudança, feita pelo próprio Cartório. Ainda assim, as distâncias entre os locais antigos e os novos são próximos, sejam eles imóveis vizinhos, ou com distâncias que variam de 5 a 350 metros.
COMO CONFERIR
É importante que a eleitora e o eleitor consultem o local de votação com antecedência, especialmente aquelas pessoas que não votaram no primeiro turno, e dessa forma evite contratempos e deslocamentos desnecessários. A consulta pode ser feita pelo e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral, baixado gratuitamente; site do TRE-BA, no autoatendimento eleitoral; e WhatsApp, por meio da assistente virtual Maia no contato (71) 3373-7000, que também funciona como central de atendimento telefônico.
ALTERAÇÕES
- Em Lagoa Real, as seções 64 e 65 passaram do PSF - Unidade de Saúde da Família – Riachão para o Grupo Escolar Donerio Aguiar.
- Em Conceição do Almeida, as seções 50 e 51 mudaram da Escola Dr Djalma Rocha Galvão - sede - para a Creche Antonio Ribeiro Falcão.
- Já em Itanagra a seção 86 saiu do Colégio Angelina Garcia Avena e foi para a Escola Municipal Recanto do Saber.
As mudanças ainda podem ocorrer até 25 de outubro, data do segundo turno, caso surjam situações excepcionais, que exijam providências da Justiça Eleitoral.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 16:36h
Foto: Reprodução Band Youtube
O instituto Palver, que no primeiro turno foi o único que acertou o percentual de 47% dos votos válidos para o candidato Flávio Bolsonaro, divulgou sua nova pesquisa nesta quarta-feira (21), e o resultado mostra o senador do PL com dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo turno.
Segundo a pesquisa do Palver, Flávio Bolsonaro registra 50% das intenções de voto, enquanto Lula marca 48%. Eles estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,4 pontos percentuais.
Na rodada anterior da Palver, divulgada na última quinta (15), Flávio tinha 50%, e Lula, 49%. Seis dias depois, o senador do PL ficou estável e o líder petista oscilou um ponto para baixo.
Na véspera da votação em primeiro turno, a Palver mostrava Flávio com 47% e Lula com 43%. Nas urnas, no dia 4 de outubro, o senador teve 47,03% e o presidente, 45,16%.
A pesquisa Palver também mediu a rejeição de ambos. Questionados em quem não votariam “de jeito nenhum”, 49% dos eleitores apontam Lula, e 47% citam Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, 49% afirmam que votariam “com certeza” no candidato do PL, ante 47% que garantem o voto no atual presidente. Os que dizem que “poderiam votar” somam 2% para Flávio Bolsonaro e 1% para Lula.
Outro ponto abordado pela pesquisa Palver foi a certeza do voto no segundo turno. Questionados sobre o que poderia fazê-los mudar de candidato, a grande maioria respondeu que nada alteraria a escolha.
Entre os eleitores de Lula, 79% dizem que nada os faria mudar de voto. Entre os de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 80%.
O levantamento foi realizado com cinco mil entrevistados pela Palver de 18 a 20 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,4 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-04612/2026.
- Por Luana Lisboa | Folhapress
- 21 Out 2026
- 12:21h
Foto: Vittor Sales / Divulgação
As doações à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) somaram R$ 20,3 milhões de 5 a 16 de outubro no segundo turno. O valor é quase o triplo dos R$ 7,5 milhões recebidos em todo o primeiro turno.
No mesmo período, a campanha à reeleição do presidente Lula (PT) recebeu R$ 772,5 mil em doações. O montante arrecadado pelo senador é 26 vezes o do petista.
Os dados foram extraídos às 15h desta terça-feira (20) do Divulgacand, sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e incluem receitas lançadas até sexta-feira (16). A conta considera doações feitas diretamente por pessoas físicas e por financiamento coletivo.
Todas as doações a Flávio no segundo turno vieram diretamente de pessoas físicas. Lula recebeu R$ 678,9 mil por financiamento coletivo e R$ 94 mil diretamente de eleitores.
Na arrecadação total, no entanto, que inclui os recursos públicos repassados pelos partidos, o petista lidera. Lula soma R$ 118,4 milhões, e Flávio, R$ 95,5 milhões. A diferença vem do fundo eleitoral, do qual o PT transferiu R$ 115 milhões à campanha do presidente, e o PL, R$ 47 milhões à do senador.
Flávio terminou o primeiro turno, em 4 de outubro, à frente de Lula. O senador obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista. Os dois disputam o segundo turno neste domingo (25).
A maioria das doações a Flávio se concentrou nos últimos dias do levantamento. De 13 a 16 de outubro, a campanha recebeu R$ 17,5 milhões de pessoas físicas, 85,6% do total do segundo turno. Não há receitas registradas entre os dias 10 e 12.
Ao longo de toda a campanha, Lula teve mais doadores, 571, ante 462 de Flávio. As contribuições ao senador, porém, são maiores. Metade dos doadores de Flávio deu até R$ 5.000, e metade dos de Lula, até mil reais.
As doações ao candidato do PL também são mais concentradas. Dezessete doadores deram R$ 500 mil ou mais cada um e somam R$ 12,9 milhões, 46% de tudo o que o senador recebeu de pessoas físicas. Na campanha de Lula, apenas uma pessoa física doou mais de R$ 100 mil.
O maior doador de Flávio é o empresário do agronegócio Elói Vitório Marchett, com R$ 2 milhões, em 15 de outubro. Nelson José Vigolo, também empresário do ramo, doou R$ 1,1 milhão no dia 13.
Angela Cristina Cattozatto Fortunato, esposa de Francisco Fortunato, presidente e acionista do Grupo OCQ, do setor químico, doou R$ 1 milhão.
O maior doador de Lula é o empresário Erasmo Carlos Battistella, fundador e CEO da Be8, empresa de biodiesel, que deu R$ 500 mil ainda no primeiro turno, em 4 de setembro. O valor equivale a um quarto de tudo o que o petista recebeu de pessoas físicas. No mesmo dia, ele doou o mesmo valor a Flávio.
No segundo turno, os maiores doadores do petista foram Guido Mantega, ministro da Fazenda nos dois primeiros mandatos do presidente, e Luis Alberto de Mendonça Sabanay, pastor presbiteriano e militante, com R$ 20 mil cada. A doação de Sabanay foi estimável em dinheiro, ou seja, feita em bens ou serviços. Os demais aportes do período foram de até R$ 10 mil.
Na arrecadação total, liderada pelo petista, o valor vem dos fundos públicos repassados pelos partidos. A maior vantagem do mandatário vem do fundo eleitoral, verba pública distribuída aos partidos em anos eleitorais.
O PT transferiu R$ 115 milhões do fundo à campanha, 97% de tudo o que o presidente arrecadou. Desse valor, R$ 30 milhões chegaram depois do primeiro turno, em repasses nos dias 8 e 16 de outubro.
O PL repassou a Flávio R$ 47 milhões do fundo eleitoral, todos antes do primeiro turno, além de R$ 13,7 milhões do Fundo Partidário. Somados a outros R$ 7 milhões em recursos da sigla, os repasses do partido representam 71% da arrecadação do senador.
Desses R$ 7 milhões, R$ 6 milhões foram registrados como doações estimáveis da direção nacional do PL. A prestação de contas não informa a que bens ou serviços eles correspondem. Os valores não incluem doações feitas diretamente aos partidos.
Desde 2015, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), empresas não podem doar a campanhas eleitorais. Pessoas físicas podem contribuir com até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior à eleição.
Segundo o TSE, os recursos arrecadados podem ser usados em despesas como produção de material gráfico, propaganda eleitoral, aluguel de espaços para eventos, deslocamento de candidatos, funcionamento de comitês, contratação de pessoal e uso de carros de som.
- Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 10:24h
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou quatro ações civis, nesta terça-feira (20), para recuperar bens, no valor de R$ 190,3 milhões, de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho. Segundo a Agência Brasil, as ações são baseadas na Lei 15.358 de 2026 (Lei Antifacção), que permite o perdimento civil de bens de origem ilícita independentemente de condenação criminal prévia.
“A iniciativa representa uma nova frente de atuação do Governo brasileiro no combate ao crime organizado, com o objetivo de identificar, bloquear e recuperar patrimônio de origem ilícita.”, destacou o governo federal, em nota.
Três das ações envolvem 87 réus e estão relacionadas a investigações sobre organizações criminosas vinculadas ao (PCC), especialmente em esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e agrotóxicos proibidos. As investigações ocorreram no âmbito das operações Marola, Delivery e Contaminatus.
A quarta ação decorre da Operação Hinterland e busca recuperar patrimônio relacionado ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de capitais. As investigações identificaram movimentações financeiras vultosas além da comercialização de aeronaves, veículos de luxo, empresas e pedras preciosas.
“A estratégia da AGU busca ultrapassar a responsabilização individual dos autores dos crimes, alcançando também financiadores, beneficiários econômicos, empresas de fachada, familiares e terceiros utilizados para ocultar patrimônio ilícito. Para isso, a AGU atua no rastreamento de ativos, na identificação dos verdadeiros beneficiários dos bens”, destacou o governo, em nota.
As ações foram propostas pela Procuradoria-Geral da União (PGU/AGU) em varas da Justiça Federal nos estados do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Os recursos e os bens recuperados ou confiscados das organizações criminosas serão investidos principalmente no fortalecimento do aparato de segurança pública por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública ou dos fundos de segurança pública estaduais.