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Tramitam no Congresso Nacional 89 propostas de parlamentares que visam a alterar a Lei Maria da Penha, que no domingo, 7, completou dez anos de promulgação. Os projetos, 68 da Câmara e 21 do Senado, têm os mais diferentes teores: de penas mais duras a quem descumprir medidas protetivas concedidas às mulheres ao fornecimento de "botões do pânico" a vítimas de violência. Organizações argumentam que as mudanças na lei, criada a partir de discussões da sociedade civil em 2006, são temerárias por terem dispensado um amplo debate público. Uma das alterações que têm atraído mais atenção e críticas é o Projeto de Lei da Câmara 7/2016, de autoria do deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES). A proposta pretende prestar assistência qualificada a vítimas de violência doméstica ao prever que, por exemplo, o atendimento em delegacias seja feito somente por mulheres, além de outras formas de apoio.
Mas foi outra informação no texto da proposta que causou reação das entidades de direitos da mulher: delegados de polícia poderão conceder medidas protetivas de urgência a vítimas, prerrogativa hoje reservada a juízes. "Às vezes, a mulher faz a denúncia e tem de voltar para dentro de casa. E aí tem de voltar a conviver com o agressor, e há casos de algumas que foram até assassinadas esperando a decisão", disse Vidigal à reportagem. Para ele, a concessão pode ser feita "sob caráter excepcional", até apreciação do caso por um magistrado. O deputado disse entender que a proposta faz com que os delegados "extrapolem um pouquinho suas atribuições". "Mas não temos juízes de plantão 24 horas em muitas cidades para tomar decisões no momento. Temos de proteger a vida das pessoas", disse. O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em junho e está pronto para ir a votação na Casa Para a assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) Masra de Abreu, as medidas protetivas são concedidas em um "tempo razoável". "O que estamos vendo é uma briga entre categorias por equiparação salarial", disse. "A violência para a polícia é entendida quando a mulher chega toda quebrada, mas há também outros tipos que são desconsiderados. Mas, talvez para os delegados liberar ou vetar a medida, a mulher terá de chegar com marcas de agressão." Masra criticou ainda outras tentativas de alteração na lei que endurecem penas aos homens autores de agressão. "Muitos projetos tentam alterar a Lei Maria da Penha, mas o que vemos é que vários são policialescos, buscando aumento de pena e restrição de espaço da mulher, sem atingir uma questão estrutural da violência. Discutimos sempre depois de que já aconteceu", disse A crítica sobre a ausência de participação social nas mudanças é compartilhada pela representante da ONU Mulheres no Brasil, entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero, Nadine Gasman. "Não dá para mudar a lei, especialmente sem a participação das mulheres que ajudaram a criá-la", disse. Para Nadine, "a lei mais conhecidas pelos brasileiros" pode surtir mais efeitos se mecanismos que estão previstos em seu textos sejam de fato implementados. "Temos uma lei que não foi implementada em sua totalidade. Há muito ainda por fazer. Os centro de referência não são tão conhecidos, assim como a ideia da rede de serviços. Temos Estados e municípios com diferentes níveis e precisamos buscar uniformizar a qualidade", afirmou.
Apoio
Apesar das reações das entidades, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara federal, deputada Gorete Pereira (PR-CE), demonstrou entusiasmo sobre as possibilidades de mudança. "Agressão é caso de polícia também, tem de inibir imediatamente. O aumento das penalidades faz com que o homem pense antes de cometer uma violência contra a mulher. E vai ficar cada vez pior " Entre as propostas que tramitam estão também a previsão de monitoramento eletrônico de agressores com tornozeleiras e a inclusão da violação da intimidade da mulher na internet como forma de violência de gênero. Outras iniciativas falam em ampliar a rede de proteção a pessoas transexuais e transgêneros, além da garantia de gratuidade a cirurgias plásticas reparadoras a agredidos. Gorete acredita que esse tipo de violência está perto de cessar. "A gente não tem mais nenhuma dúvida da importância da lei, reconhecida internacionalmente. As denúncias até aumentaram, mas isso é um sinal de que há mais coragem para fazer isso. Após esses dez anos, os dias de violência estão contados, porque estamos endurecendo aqui no Congresso."
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Os Correios contam com 2.280 empregados nos Jogos Olímpicos no Rio – desses, apenas 280 são trabalhadores da própria empresa, das mais variadas áreas, que realizam as funções de gestão, supervisão e coordenação da operação. Os demais 2 mil empregados foram contratados especificamente para os Jogos por meio de uma empresa especializada, via licitação, com contrato com início e fim definidos, ou seja, são temporários.
De acordo com o vice-presidente de logística da estatal, José Furian Filho, cerca de 300 empregados temporários devem ser contratados em definitivo. Eles serão realocados pela área de logística, devido ao conhecimento que eles estão adquirindo. A equipe dos Correios nos Jogos Olímpicos é formada por profissionais de diversas áreas, desde carteiro até gerente. A estatal realiza concursos públicos para contratar principalmente carteiros, operadores de triagem e transbordo, atendentes comerciais, analistas de nível superior e técnicos de nível médio. De acordo com Furian Filho, a empresa transportou todos os itens da mobília dos apartamentos da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, além de roupas de banho e de cama. A aquisição foi do Comitê Organizador Rio 2016. Alguns foram locados e retornarão para o local de origem, e outros serão doados para órgãos públicos municipais, estaduais e federais, segundo ele. Os Correios farão o transporte de volta. Segundo o vice-presidente, os Correios são a primeira empresa de governo e operador de correio designada para a operação de logística de Jogos Olímpicos. Nos eventos anteriores, o serviço sempre foi feito por um operador privado.
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- Uol Notícias
- 08 Ago 2016
- 17:58h
(Foto: Reprodução)
Mário Jorge Lobo Zagallo está internado no Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro. A assessoria de imprensa do local confirmou nesta segunda-feira que o ex-treinador "está recebendo assistência médica", mas não deu outros detalhes sobre o estado de saúde do ex-jogador e técnico da seleção brasileira. Tetracampeão do mundo pelo Brasil (duas vezes como atleta, em 1958 e 1962, uma como técnico, em 1970, e uma como auxiliar de Carlos Alberto Parreira, em 1994), Zagallo completa 85 anos de idade nesta terça-feira, dia 9 de agosto. Na última quinta-feira, ele participou do revezamento da tocha olímpica no Rio. Com a saúde debilitada, conduziu a pira olímpica sentado em um cadeira de rodas. Ele recebeu a tocha das mãos de Parreira, seu parceiro de comissão técnica na seleção brasileira nos Mundiais de 1994 e 2006. Zagallo já dirigiu a seleção em uma edição da Olimpíada, a de 1996, quando a equipe nacional faturou o bronze depois de amargar uma surpreendente derrota de virada para a Nigéria, de virada, por 4 a 3, nas semifinais da competição.

Menina foi encontrada sem roupa e com vários hematomas (Foto: Robério Mendes/Rádio Imperial)
Um bebê de 1 ano e 3 meses foi encontrada com sinais de violência sexual na cidade de Pedro II, no interior do Piauí. De acordo com o 'G1', a menina foi encontrada na manhã de domingo (7), dentro de um matagal próximo à casa da avó. Ela havia sido levada do quarto da casa da avó, onde dormia, durante a madrugada. A delegada Camila Miranda, responsável pelo caso, disse que a mãe da criança havia deixado ela na casa da avó para ir a uma festa. A tia da vítima percebeu que a menina não estava mais na casa quando acordou de madrugada para amamentá-la. A criança foi submetida a exames que comprovaram o estupro. Os exames apontaram também que o autor do crime tentou cometer o estupro anal com a menina. “A vítima estava com a área genital dilacerada. Ela chegou ao hospital com um quadro muito delicado, passou por uma cirurgia de reconstrução do órgão genital, está em observação e passa bem", disse a médica Maria Castelo Branco, coordenadora do Serviço de Atenção a Mulheres Vítimas de Violência Sexual (Sanvis). No local onde a criança foi encontrada, a polícia localizou um saco plástico com manchas de sangue. O saco foi enviado pata perícia. A delegada não descarta que mais pessoas estejam envolvidas no crime. com a hipótese de ter sido mais de um. Testemunhas falaram em alguns nomes e ao que tudo indica são pessoas que conheciam o local e sabiam que abrindo aquela janela já teria acesso ao quarto”, relatou a delegada.
Dez pessoas foram presas por formação de quadrilha e estelionato após revender ingressos para a Olimpíada comprados com cartões de crédito clonados, informa nesta segunda-feira (8) a Polícia Civil do Rio, onde ocorreram as prisões. Pelo menos 20 ingressos foram apreendidos com o grupo, que atuava a partir de São Paulo. O delegado titular da 20ª DP (Vila Isabel), Hilton Alonso, afirmou em entrevista coletiva que as prisões ocorreram na sexta-feira (5), poucas horas antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, iniciada às 19h. Alguns dos presos, que atuavam atraindo potenciais clientes, disseram que voltariam a São Paulo no dia seguinte. Nove pessoas foram presas na Rua Visconde de Itamarati, próximo à Rua São Francisco Xavier.
A décima foi presa na rodoviária Novo Rio. Lá, o grupo mantinha 20 ingressos, cartões de crédito, vouchers para retiradas de entradas já adquiridas e máquinas de cartão, além de R$ 2 mil. Oito dos ingressos da abertura tinham preço estampado de R$ 4,6 mil. "No dia [sexta-feira, 5], colocamos a equipe em campo e conseguimos identificar e prender todos. Um deles fugiu, mas conseguimos prendê-lo na Rodoviária Novo Rio, onde eles tinham vários boxes para guardar seus pertences", afirmou Alonso. O delegado disse que chegou a se passar por cliente para verificar como o sistema funcionava. "Nós vamos enviar ao COI [Comitê Olímpico Internacional] os ingressos que identificarmos. Mas provavelmente, quem comprou esses ingressos pode ir aos jogos", completou. O líder da quadrilha, Carlos Roberto dos Santos, declarou à polícia que os a quadrilha conseguia revender os ingressos por preço inferior ao oficial justamente porque eram comprados com cartões clonados. De acordo com a policia, cada membro do grupo esperava ter um lucro de R$ 40 mil a R$ 50 mil, já que o valor dos ingressos era negociado caso a caso: uma entrada para o setor A, por exemplo, era oferecida por R$ 3 mil. "Eles esperavam um lucro líquido exorbitante, já que eles usavam cartões fraudados e tinham custo zero", afirmou o delegado-assistente, Gilberto Ribeiro. Ele falou sobre agilidade na decretação das prisões dos suspeitos. "Diferentemente de outras prisões de cambistas na Olimpíada, a Justiça entendeu que os elementos eram suficientes para decretar a prisão preventiva deles, que está ligada ao potencial lesivo. Muitas vítimas vão perceber na fatura de seus cartões que foram vítimas dessas quadrilhas." Além de Carlos Roberto dos Santos, foram presos Gilberto João dos Santos, João Maurício Santana de Souza, Kleber Valença Pereira, Vando Valença Pereira, Henrique Domingues Magalhães, Ronilson Santos da Paz, Denílson Bernardes de Mendonça; Paulo Gabriel dos Santos Oliveira e Gerson Ferreira de Oliveira.
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A Odebrecht está com duas modalidades de estágio abertas: a de férias e estágio regular. O primeiro transcorre no período das férias universitárias e pode ocorrer duas vezes ao ano, acompanhando o calendário de férias de cada faculdade, com a carga horária definida em função da legislação local. Já o estágio regular é contínuo e presencial, com a carga horária ampliada e prazo máximo de duração de dois anos, de acordo com a Lei de Estágio. É possível se inscrever nas duas modalidades. Os programas recrutam estudantes de qualquer curso universitário. O prazo para se inscrever é até o dia 5 de setembro.
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O Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (2), determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) estenda o pagamento da gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET) para os supervisores dos Juizados Especiais. A questão era analisada anteriormente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão foi por quatro votos a um. Os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux votaram a favor da extensão do benefício aos supervisores. Somente Marco Aurélio Mello votou contra o pagamento do benefício. O questionamento no CNJ foi feito pelo Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário (Sintaj) para que a gratificação fosse estendida a a supervisão de expediente se enquadra em um cargo de chefia e deveria, portanto, receber a CET, de acordo com o que estabelece a Lei 11.919/2010. Apesar de o Conselho ter dado ganho de causa aos servidores, o TJ-BA recorreu e entrou com um mandado de segurança no STF, que foi derrubado nesta terça. No momento, a entidade sindical só aguarda o trânsito em julgado da decisão, da qual não há mais possibilidade de recorrer.
Condenados na Lei Maria da Penha fazem ‘aulas de comportamento’ no Paraná; estado só tem dados de processos em andamento (Foto: Reprodução/ RPC)
Os números de condenações pela Lei Maria Da Penha não são conhecidos em todos os estados do país. O G1 fez uma solicitação aos tribunais de Justiça de todo o Brasil no início do mês de julho para ter um panorama das condenações desde 2006, referentes aos 10 anos de existência da lei, mas os dados não estão disponíveis ou estão incompletos. Apenas 12 estados e o DF têm dados sobre condenações, mas de formas distintas – sóSergipe tem registros anuais de condenações desde 2006. Alagoas tem dados a partir de 2010. Amapá,Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm números totais desde a criação da lei, mas eles não estão divididos por ano. Distrito Federal e Piauí só começaram a contabilizar os registros em 2013. Maranhão só tem o registro total, mas a partir de 2008. Mato Grosso tem um dado consolidado a partir de 2009. Mato Grosso do Sul e Minas Geraiscomeçaram a contabilizar as condenações apenas em 2010. Pernambuco faz um registro ano a ano, mas ele só começou em 2009. Santa Catarina só tem dados de 2015. Dois estados têm apenas números de processos julgados – caso de Roraima eTocantins. Já Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás e Paraná disponibilizam somente os processos em andamento. Acre, Pará e Rondônia têm apenas dados sobre medidas protetivas. Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo não responderam ao questionamento doG1. Procurado, o Ministério da Justiça diz que não tem números nacionais e que é a Secretaria de Políticas para as Mulheres a responsável por dados referentes à Lei Maria da Penha.
A secretaria, por sua vez, diz que “os processos judiciais e seus resultados são de competência do Poder Judiciário e, portanto, cabe a ele centralizar essas informações”. “A principal publicação com informações sobre os processos judiciais atualmente chama-se Justiça em Números, porém apenas em sua última edição foram apresentados dados referentes aos processos judiciais. Esses dados foram apresentados apenas sobre os assuntos com maior recorrência em cada tribunal de Justiça, não sendo possível um levantamento nacional”, diz a pasta. “Não há, atualmente, levantamento nacional sobre os resultados dos processos judiciais dos casos de Lei Maria da Penha nem mesmo sobre as condenações.”
Falta de uniformização nos dados
Segundo a desembargadora aposentada Jane Silva, é preciso ter um controle maior sobre os dados de condenações no país. "Acredito que tinha que ter mais varas especializadas nisso, porque a violência cresce a cada dia. Deveríamos informatizar a informação, para conseguirmos ter os dados reais, uniformes", pondera. Jane reforça que a Lei Maria da Penha é boa, mas não está tendo efetividade. "É preciso ter cuidado na punição, na agilidade, senão prescreve e aí os homens não se assustam", diz. Ainda sobre a lei, a desembargadora ressalta que, na visão dela, é preciso ter uma revisão. "É preciso sentar, conversar, trocar ideias pra que a lei tenha total eficiência, senão as próprias vítimas voltam atrás. A mulher precisa ter um abrigo, receber uma pensão até voltar a trabalhar pra conseguir se sustentar. São questões psicológicas, traumas que não somem de um dia pra o outro e é preciso ter essa ajuda." Fernanda Marinela, presidente da OAB-AL e da Comissão Nacional de Honra da Mulher Advogada, também destaca que a falta de números consolidados nacionais é um problema. "A lei está funcionando em sua plenitude, mas ela não tem números, não tem estatísticas, o que acarreta num grande problema da sociedade. Sem esses dados, o Estado se mantém inerte, já que as mudanças só são feitas através de números. Hoje em dia não temos ações concretas. Falta política de direcionamento." Segundo ela, é preciso ter "mais infraestrutura, já que é visível que em muitas instituições falta uma política direcionada". A lei, na visão da advogada, é "muito moderna, tem ferramentas que envolvem várias instituições, já que nenhuma sozinha consegue aplicá-las, mas muitas dessas instituições não mostram efetividade, mas, sim, uma desorganização". A advogada também acredita que o ideal é que seja criado um novo modelo informatizado. "Com certeza é necessário investimento em ferramentas, em tecnologia, principalmente na coleta de informações, no cadastro, na forma de classificar. O que vemos hoje é que é preciso fazer uma capacitação das estruturas, para assim ter um preparo para receber os dados e organizá-los. O problema não é a lei, mas sim a efetividade das ferramentas para ter um levantamento de qual o tamanho real da violência doméstica no país." Já Maria Gabriela Prado Manssur, promotora de Justiça de SP e diretora da Mulher na Associação Paulista do Ministério Público, diz que há uma defasagem de dados, e que isso é muito ruim estatisticamente. "A Promotoria tem que ser especializada, precisa ter equipamentos de dados, além de uma equipe multidisciplinar, para auxílio da vítima, cadastro, dados, medidas, sentenças. Só com isso se consegue medir a efetividade do trabalho, com números, e pleitear mais medidas públicas."
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Mais de um em cada quatro eleitores brasileiros votará pelo sistema biométrico neste ano. Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que há 39,4 milhões de pessoas aptas a votar com biometria nas eleições municipais, de um total de 144 milhões – o que representa 27% do eleitorado brasileiro. O número de cadastrados é maior no país: 46,3 milhões. Mas parte deles não vota neste ano (moradores de Brasília, Fernando de Noronha e localidades do exterior). Além disso, segundo o TSE, há pessoas que já fizeram o recadastramento, mas que não conseguirão votar por biometria porque não haverá essa opção na cidade. Dos 5.568 municípios, 1.540 contarão com o voto biométrico; outros 840 terão um sistema híbrido. Os estados com o maior número de eleitores com biometria são Sergipe (99,8%), Amapá (99,7%) e Alagoas (99,6%). Rio de Janeiro é o que terá menos eleitores pelo novo sistema: apenas 7,3%. O objetivo, segundo a Justiça Eleitoral, é evitar fraudes. Os dados de todos os dez dedos da mão são coletados por um scanner de alta definição. Além disso, é tirada uma fotografia e cadastrada a assinatura digitalizada. O recadastramento será obrigatório para todos os eleitores em 2018.
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O site ‘Alerta Social, que direito você perdeu hoje?’é uma plataforma criada para denunciar e analisar propostas, Projetos de Lei (PL) e Medidas Provisórias (MP) que, de alguma forma, tem a intenção de prejudicar os trabalhadores brasileiros. O site que vem ganhando notoriedade nas redes sociais, foi destaque pelo Portal Fórum, mídia digital especializada em conteúdo com teor voltado as questões sócio-econômicas e humanitárias no Brasil e no mundo. A plataforma ' Alerta Social' afirma ser um espaço de “de luta e resistência contra o golpe […] que afeta principalmente os mais pobres”. Entre as denúncias do site, encontram-se as novas regras da aposentadoria, que já passa a valer para quem tem menos de 50 anos, a tentativa de tirar o termo “distribuição de renda” nas metas do governo e a aprovação do orçamento de 2017 que limita gastos na saúde e na educação.
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Os concursos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sempre despertam o interesse de candidatos que buscam uma vaga em um órgão público, e o cenário não deve ser diferente para a seleção que oferece 7.500 vagas temporárias. Os candidatos devem ter nível médio para participar do concurso. O salário e de R$ 1.250. A prova objetiva está prevista para o dia 4 de setembro e terá 4h de duração, das 13h às 17h. Serão 60 questões, sendo 25 de língua portuguesa, 20 de geografia e 15 de raciocínio lógico. Segundo o edital, o candidato que não acertar pelo menos uma questão de cada disciplina ou obtiver aproveitamento inferior a 30% do total de pontos da prova será eliminado do processo seletivo simplificado. A Cesgranrio é a organizadora responsável pelo concurso. O total de candidatos inscritos ainda não foi divulgado. As oportunidades são para atuar em 550 municípios distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. O G1 ouviu professores para dar dicas de estudo e destacar os conceitos mais importantes em cada disciplina. Veja abaixo:
Dicas gerais
Segundo Rodrigo Lélis, coordenador do Persevere, a exigência de poucas disciplinas – apenas três – indica que a cobrança de conteúdo deve ter mais profundidade. Ele ressalta que os candidatos devem ter atenção com a Cesgranrio. "A banca se caracteriza por ter uma prova com muitas pegadinhas, as famosas questões aparentemente fáceis, mas que tem alguma armadilha implícita". Raquel Almeida, especialista do Concurso Vitural, sugere a criação de uma agenda de estudos. “O candidato poderá estudar pelo menos uma disciplina por dia, de acordo com a sua disponibilidade de horário”. "Essa banca gosta muito das inversões e das palavras exclusivas, as quais, à rigor tornam a questão errada. Sugiro nessa reta final a resolução de questões específicas da Cesgranrio. Pegue os últimos quatro anos de prova e refaça o máximo que puder", indica Lélis.
Língua portuguesa
"Normalmente, as provas da Cesgranrio não são complicadas e privilegiam quem vem se preparando adequadamente para o concurso", diz Marcelo Rosenthal, professor de língua portuguesa do Concurso Virtual. Segundo Rosenthal, as provas são balanceadas com, aproximadamente, de 30 a 40% de questões de interpretação de textos e de 60 a 70% de questões gramaticais. "Por isso, torna-se extremamente importante o candidato ter bom domínio de flexão verbal, concordância, regência, crase, colocação pronominal e pontuação". Também é importante estudar valores semânticos de conjunções e preposições.
Geografia
Marcelo Saraiva, professor de geografia e de conhecimentos do IBGE do Concurso Virtual, afirma que o conteúdo de geografia cobrado no concurso pode ser estudado a partir de livros didáticos de ensino médio que estejam atualizados e dediquem boa parte do conteúdo a geografia do Brasil. Cartografia, natureza e sua dinâmica, demografia, divisão territorial e espaço agrário estão entre os conteúdos que serão cobrados pela banca. "Tendência de envelhecimento, redução da natalidade e migrações de retorno e para novas áreas são novidades importantes em relação ao panorama sobre o tema", afirma.
Raciocínio lógico
Conceitos básicos como operações com números fracionários, mínimo múltiplo comum, máximo divisor comum, são sempre cobrados, alerta Domingo Cereja, professor de raciocínio lógico do Universo do Concurso. "O candidato deve ter atenção redobrada com as questões de lógica, principalmente as negações e equivalências das proposições compostas. Outros tópicos sempre cobrados são os envolvem porcentagens, razões, proporções, divisões proporcionais e áreas de figuras planas", afirma Cereja. Ele também indica a realização de provas anteriores para ganhar confiança.
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- Bahia Notícias
- 05 Ago 2016
- 19:01h
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Roubar uma galinha ou um boi terá uma pena superior ao crime de lesão corporal. Essa é a avaliação da advogada Camila Hernandes, em entrevista ao Bahia Notícias, sobre a Lei 13330/16. A norma foi sancionada pelo presidente em exercício, Michel Temer. O texto agrava a pena dos crimes de furto e receptação de semovente domesticável de produção (gados, caprinos, aves, suínos, por exemplo), ainda que seja abatido ou divido em partes no local do furto. Atualmente, o crime de furto tem pena de um a quatro anos de prisão. A nova lei aumenta a pena, passando para entre dois a cinco anos de reclusão, nos regimes fechado, semiaberto ou aberto.Clique aqui e leia a matéria completa na coluna Justiça!
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O grupo preso por suspeita de planejar ataques durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 teve um comportamento que alertou investigadores da Operação Hashtag durante oitivas na Polícia Federal. De acordo com a coluna Painel, da Folha, a maioria dos suspeitos de planejar os ataques não negou admiração pelo Estado Islâmico e ainda preferiu não responder se apoiavam o atentando ao jornal francês Charlie Hebdo. Os agentes passaram a acender um alerta sobre o grupo, que cumpre prisão temporária de 30 dias.
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A decisão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão de estabeceler regras quanto à verificação da autodeclaração prestada por candidatos negros em concurso público no Brasil, tem gerado insatisfação na comunidade negra brasileira. A norma regula que, a partir de agora, candidatos que se inscreverem em concurso público nas vagas destinadas a cotistas, deverão apresentar-se pessoalmente a uma comissão que avaliará a veracidade da autodeclaração do candidato negro. Ou seja, haverá uma espécie de 'júri', o qual analisará o candidato quanto as suas características fenotípicas (características físicas). Este será o único critério para decidir se o cidadão é negro ou não. A regra regulamenta a Lei nº 12.990 de 2014, que reserva oas negros 20% das vagas oferecidas em concursos públicos. Podem concorrer a estas vagas, concursandos que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público. A medida já foi publicada no Diário Oficial da União no dia 02 de agosto.
Repercussão nas redes sociais
No Facebook, vários militantes e personalidades negras criticaram a medida do Ministério. A crítica de Djamila Ribeiro, mulher negra,mestra em Filosofia, colunista na Revista Carta Capital e ativista do movimento negro, foi a que mais teve notoriedade na rede social. A opinião da filósofa, publicada na noite de ontem, teve mais de 2,800 curtidas até agora.
Leia abaixo:
"Na hora de discriminar, todo mundo sabe quem é preto. São meninos negros levando 111 tiros, crianças negras chamadas de macacas, mulheres negras sem visibilidade na mídia e cinema, pessoas negras que ascendem sendo barradas pelas recepcionistas e porteiros, mulheres negras sendo procuradas somente para sexo, a feminista branca oprimindo a empregada negra, o empregador que só contrata pessoas brancas, pessoas negras seguidas em lojas. Ou seja, para oprimir e manter os 'lugares', todo mundo sabe quem é preto. Na hora de criar políticas para combater o racismo, as dúvidas surgem : 'ahhhhhhh mas como saber quem é negro? ' 'Meu bisavô é negro ', 'Todo mundo é mestiço'. É perigoso criar um 'tribunal racial '. Não, branquitude, perigoso é ser preto num país em que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado. Perigoso é viver num país no qual nos últimos 10 anos aumentou em 55% o assassinato de mulheres negras. Perigoso é crescer num país sem se enxergar positivamente. Medidas para combater o racismo são justas e não perigosas. Perigoso é viver num país onde é preciso convencer 'aliado' que nossa vida é importante e que temos direito a ter direitos e a existir com dignidade."
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Caso ocorreu nas dependências do Hospital João Lúcio (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)
Dois médicos se desentenderam e brigaram dentro do centro cirúrgico do Pronto-Socorro da Criança João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, enquanto se preparavam para uma cirurgia. O caso ocorreu na noite de quinta-feira (4). Segundo funcionários, um neurologista e um anestesista atendiam um adolescente, de 14 anos, internado com lesões na cabeça, quando houve a discussão. Os médicos não foram encontrados pela reportagem para comentar o caso. Funcionários, que não quiseram ser identificados, contaram ao G1 que os dois iniciaram uma discussão por causa do procedimento cirúrgico, em seguida, o anestesista, de 69 anos, deu um choque no braço do neurologista, de 39 anos. Ao receber o choque, o neuro teria dado um golpe no colega, fazendo-o cair com o rosto no chão. Um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado no 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na capital. No documento consta que os dois entraram em vias de fato devido uma discussão entre eles durante um procedimento cirúrgico.
O neurologista tinha escoriações na boca, e o anestesista apresentava escoriações no braço esquerdo, mão direita e pescoço. Conforme a Polícia Militar (PM), que foi acionada ao local, a briga teria iniciado "por conta de procedimento cirúrgico mal conduzido por um dos agressores". Ainda conforme a PM, eles assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados. O delegado Rafael Allemand, titular do 9º DIP, informou que o caso foi encaminhando para à justiça Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que a direção do hospital abriu sindicância para apurar a conduta dos médicos envolvidos. A unidade ressalta que o Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste (Joãozinho) e o HPS João Lúcio fazem parte do mesmo complexo hospitalar, com equipes de neurocirurgiões que atendem nas duas unidades de forma conjunta.A direção informou ainda que o hospital também tomou a iniciativa de registrar Boletim de Ocorrência para que os fatos sejam também apurados na esfera policial. "A direção do hospital repudia esse tipo de procedimento e tomará as medidas para coibir atos semelhantes. Quanto ao paciente, um menino de 14 anos, a unidade informa que ele deu entrada no hospital em estado grave, após cair de uma laje. A cirurgia foi realizada e a criança encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), como requer o caso. Todos os cuidados estão sendo adotados para sua recuperação", diz trecho da nota.
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