BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 08:37h
Foto: Ricardo Stuckert
Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (20), o músico britânico Roger Waters, fundador da banda Pink Floyd, manifestando seu apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
O músico disse no vídeo que adora o Brasil, que conheceu Lula e que ele “é um homem que trabalhou por você a vida toda e deveria continuar trabalhando”. Waters incentivou os brasileiros a votarem no líder petista e pediu que haja um forte comparecimento nas urnas no próximo domingo (25).
“Se você tem uma avó que não consegue levantar de uma cadeira para ir votar, a carregue, a coloque num burro, num carro, e leve ela pra uma seção eleitoral e vote, vote, vote! Só você pode salvar o Brasil dos gangsters que querem ser presidente”, afirmou.
Em relação ao senador Flávio Bolsonaro, Roger Waters falou dos vínculos do candidato do PL com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O músico também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando-o de “asshole”, ou “babaca”.
“[Flávio] Bolsonaro, filho de um babaca, ele mesmo é um babaca. Ele vem de uma longa linhagem de babacas, está em conluio com os EUA e querem roubar tudo o que vocês têm no Brasil. Não apenas a Floresta Amazônica, mas também os minerais e outras coisas”, disse.
Waters ainda citou a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 pelos milicianos Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz. O músico fez uma vinculação entre o assassinato com o candidato Flávio Bolsonaro.
“Eles mataram minha amiga Marielle Franco. Eles assassinaram ela. Vocês se lembram disso? Eu me lembro, eu nunca vou me esquecer. Por Marielle Franco, vá e vote no domingo. Vote em Lula”, declarou Roger Waters.
- Por Diego Felix | Folhapress
- 20 Out 2026
- 16:28h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (19) o encerramento da recuperação judicial da Lojas Americanas, quase três anos após a varejista pedir proteção contra credores na esteira de um dos maiores escândalos de fraude contábil do varejo brasileiro.
O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Rio, considerou cumpridas todas as obrigações do plano de recuperação que venciam em até dois anos após a homologação, ocorrida em fevereiro de 2024. A administradora judicial e o Ministério Público do Rio apoiavam o fim da recuperação da rede, que ainda incluía as subsidiárias B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações.
Segundo o magistrado, o encerramento da recuperação não afasta a insatisfação de credores, que ainda podem apontar descumprimento do plano ou pedir a falência da empresa.
Hoje, a principal resistência é de credores com títulos em moeda estrangeira, os chamados bondholders, que alegavam que seus créditos foram convertidos de dólares para reais sem autorização, o que teria resultado em pagamento menor.
O juiz, no entanto, rejeitou o argumento e disse que esses credores aprovaram o plano em assembleia sem ressalvas, assinando os documentos de adesão à modalidade de pagamento escolhida.
"Não se pode admitir que o credor se beneficie da modalidade e, depois de receber, conteste o critério que a viabilizou", disse Ferreira na decisão.
Credores menores, como fornecedores de tintas e medicamentos, reclamavam de não ter recebido ou pediam informações sobre os pagamentos. Para o magistrado, esses casos seguem as regras gerais do plano e não impedem o encerramento, com disputas sobre o valor dos créditos correndo normalmente na Justiça.
Em fato relevante ao mercado, a Americanas disse que o encerramento da recuperação judicial representa um "marco importante na trajetória da companhia" e inaugura uma nova etapa de seus negócios.
CEO da Americanas S.A., Fernando Soares afirma que nos últimos dois anos a companhia implementou um plano de readequação e apresentou indicadores crescentes de rentabilidade. No período, o ganho operacional subiu R$ 500 milhões, com crescimento de 9,3% no primeiro semestre de 2026 e aumento de 10,3% na receita bruta por m² no mesmo período.
"A Americanas sofreu com todo o processo, mas sai mais forte e com fôlego renovado para retomar a posição de relevância no varejo físico brasileiro", disse Soares.
No pregão desta segunda-feira na B3, a Americanas encerrou o dia com as ações negociadas a R$ 5,97, alta de 6,99%
RELEMBRE O CASO
Quando pediu recuperação, em janeiro de 2023, a Americanas reportou uma dívida de cerca de R$ 43 bilhões, sendo mais de 16,3 mil credores. A ação foi protocolada dias após a revelação de "inconsistências contábeis" de R$ 20 bilhões em seu balanço.
À época, o então CEO do grupo, Sérgio Rial, anunciou seu desligamento da empresa menos de duas semanas após assumir o posto e revelou o tamanho da fraude. Desde então, uma investigação de mais de três anos teve início e seus desdobramentos seguem movimentando o judiciário brasileiro.
Com dificuldades decorrentes da alta dos juros, as fraudes contábeis eram uma forma de manter linhas de crédito abertas junto a bancos e governo. Essa maquiagem de balanço era feita através da criação de créditos fictícios em contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que reduziam a contabilização de obrigações com fornecedores.
Ao mesmo tempo, a companhia também operava com um grande volume de operações de risco sacado, em que um banco antecipa ao fornecedor o valor que a varejista deveria pagar e se torna o credor da loja, cobrando um juro por isso.
Como as operações de risco sacado foram ficando cada vez maiores, a diretoria do grupo foi, ao longo dos anos, maquiando os balanços divulgados ao mercado.
Só com os contratos de VPC, a Americanas manipulou mais de R$ 21,7 bilhões. Com o risco sacado foram outros R$ 18,4 bilhões, além das operações de financiamento de capital de giro (R$ 2,2 bilhões).
As investigações apontam que as fraudes foram "executadas e mascaradas" pela diretoria da companhia, que apresentava relatórios maquiados aos conselheiros. Na semana passada, a Justiça do Rio de Janeiro acolheu denúncia do MPF (Ministério Público Federal) e tornou réus 12 ex-executivos da companhia por envolvimento na fraude.
Segundo os procuradores, nenhuma das delações ou provas obtidas nos mais de três anos das investigações apontava que os acionistas tivessem ordenado ou tomado ciência do cometimento de fraudes.
O trio de bilionários Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, acionistas de referência, nunca foi denunciado formalmente.
Em junho deste ano, no entanto, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Sicupira, Paulo Alberto Lemann (ex-conselheiro e filho de Jorge Paulo) e Eduardo Saggioro (atual presidente do conselho de administração) por suposto conhecimento das fraudes.
Na ocasião foram bloqueados bens em até R$ 54 bilhões, porém um grupo de procuradores do MPF pediu o desbloqueio alegando que nenhuma delação ou prova obtida apontava que os acionistas soubessem do cometimento de fraudes da diretoria, liderada pelo ex-CEO Miguel Gutierrez -o que ele sempre negou.
- Bahia Notícias
- 20 Out 2026
- 14:15h
Foto: Instagram
O cantor e compositor Gabriel Mercury, filho da cantora Daniela Mercury, viralizou nas redes sociais com um desafio para virar votos em Salvador. O artista escolheu um dos lugares mais movimentados da capital baiana para propor aos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) que mostrassem um projeto do candidato à favor do trabalhador.
Com uma placa em uma das escadarias da Estação da Lapa, o artista oferecia um pix de R$ 150 para quem conseguisse apresentar um projeto do filho de Jair Bolsonaro, que disputa com Lula (PT) o cargo de presidente do Brasil no segundo turno das eleições.
Nos comentários da postagem feita no Instagram, os seguidores de Gabriel pontuaram a falta de participação dos eleitores. "É mais fácil o Saci-Pererê cruzar as pernas!", escreveu uma internauta. "Mais fácil tirar na mega-sena", comentou outro.
Gabriel integra o grupo 'Estação Vira-Voto', que tenta conseguir mais votos para Lula. "Faço parte de um grupo que vai as ruas conversar com as pessoas com o intuito de trazer a verdade para o eleitor. Estamos precisando de mais pessoas com urgência para atuarmos a semana inteira", convocou o artista em uma outra postagem.
Assim como a mãe, Gabriel se engajou em causas políticas. O artista participou do Ato Pela Democracia, que foi realizado no último domingo (18), em Salvador, e também participou da campanha em vídeo com artistas de todo o Brasil a favor da reeleição de Lula.
- Bahia Notícias
- 20 Out 2026
- 12:21h
Foto: Multishow
A jornalista Fátima Bernardes revelou nas redes sociais seu voto para o segundo turno das eleições. Após 37 anos de Globo, respeitando uma regra da própria emissora de não se pronunciar politicamente, a ex-âncora do Jornal Nacional e apresentadora do 'Encontro', declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente.
Por meio de um vídeo publicado no Instagram, Fátima defendeu seu voto e explicou o motivo pelo qual escolheria Lula.
"Oi, o vídeo é longo, mas eu peço que você fique comigo até o fim. Afinal, somos amigos e, principalmente, amigas de longa data. Sempre me senti respeitada e tive grande respeito pelo que nós construímos juntos na TV e, agora, nas diversas plataformas. Você não precisa ser lulista nem petista para votar no Lula e no Alckmin. Basta você ser um defensor da democracia, das liberdades, dos direitos que já conquistamos, do respeito a todas as famílias e credos”, afirmou.
A apresentadora pontuou ainda que sua escolha era baseada nos ensinamentos recebidos dos pais. “Diante de tudo que eu aprendi com meu pai militar e com a minha mãe dona de casa, eu tô preocupada. Com eles aprendi sobre respeito ao próximo, sobre trabalhar pela minha independência, pela minha liberdade, sobre viver e resolver os problemas na base da conversa sem violência”, declarou.
Fátima não foi a única ex-jornalista da Globo a se posicionar politicamente. O ex-apresentador do Bom Dia Brasil declarou apoio ao presidente e participou do Ato Pela Democracia no último domingo (18).
Os posicionamentos só puderam ser feitos após deixar a emissora. Entre os princípios editoriais da Globo está escrito de forma explícita:
"Os jornalistas do Grupo Globo na?o podem se engajar em campanhas poli?ticas, de forma alguma: nelas trabalhando, anunciando publicamente apoio a candidatos ou usando aderec?os que os vinculem a partidos. Em seus manuais de redac?a?o, os vei?culos devem criar normas de quarentena para receber de volta jornalistas que tenham pedido demissa?o a fim de trabalhar para partidos, candidatos ou governos."
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 20 Out 2026
- 10:06h
Foto: Reprodução Band Youtube
Faltando apenas seis dias para o segundo turno das eleições 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue liderando a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora com margem no limite da margem de erro. É o que mostra a nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (20), que apresenta o candidato do PL com 52% das intenções de voto contra 48% do líder petista.
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a diferença de quatro pontos percentuais entre Flávio e Lula representa um empate técnico no limite da margem de erro do levantamento Big Data.
Na modalidade estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro alcança 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Os votos brancos e nulos representam 5% das respostas, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Já na pesquisa espontânea, quando os eleitores indicam seus candidatos sem receber uma lista de nomes, o senador também aparece numericamente à frente. Flávio Bolsonaro registra 47% nas menções espontâneas, enquanto Lula alcança 44%.
Nessa modalidade da pesquisa Big Data, 5% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto. Outros 4% não souberam responder.
O levantamento revela que, entre os homens, o candidato Flávio Bolsonaro registra 52% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 41%. A vantagem numérica do senador nesse segmento é de 11 pontos percentuais.
No eleitorado feminino, entretanto, este cenário se inverte. O presidente Lula alcança 49% das intenções de voto, contra 45% do candidato do PL, uma diferença de quatro pontos percentuais favorável ao petista.
A renda dos entrevistados também apresenta relação com as preferências eleitorais. Lula obtém seu melhor desempenho entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, segmento no qual registra 54% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 39% nesse grupo.
Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, o senador do PL apresenta uma vantagem numérica mais expressiva. Flávio alcança 61% das intenções de voto, enquanto Lula registra 33%, uma diferença de 28 pontos percentuais.
A pesquisa também avaliou a rejeição aos dois candidatos que disputam a Presidência da República. Nesse indicador, Lula registra 35%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. A diferença é de dois pontos percentuais.
Outros 28% dos entrevistados afirmaram rejeitar tanto o presidente quanto o senador. Já 4% declararam não rejeitar nenhum dos dois candidatos.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o território nacional entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02952/2026.
- Por Luany Galdeano | Folhapress
- 20 Out 2026
- 08:31h
Foto: Arquivo/Agência Brasil
O número de afastamentos no trabalho provocados pelo vício em apostas cresceu 441% em dois anos, a partir da regulamentação das bets, em dezembro de 2023. Naquele ano, 67 pessoas receberam auxílio por incapacidade temporária do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) devido à ludopatia, número que saltou para 363 em 2025, segundo dados do Ministério do Trabalho.
No período analisado, houve também alta no total de desligamentos entre pessoas com ludopatia que já estavam temporariamente afastadas do trabalho para tratamento, de acordo com estudo antecipado à Folha pela pasta.
A fatia de contratos formais encerrados entre trabalhadores desse grupo passou de 35% do total em 2023 para 42,5% em 2025. Ou seja, 4 em cada 10 beneficiários do auxílio por ludopatia saíram de seu emprego formal ao término do ano passado.
A maioria, quase 70%, foi a pedido dos trabalhadores ou sem justa causa, seguindo uma tendência padrão do mercado de trabalho.
Paula Montagner, subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho e autora do estudo, diz que não há dados suficientes para confirmar que a alta no número de demissões foi provocada pelo vício em jogos.
Mas ela afirma que os poucos dados disponíveis são bastante claros em relação ao vício que os jogos eletrônicos criam.
"A restrição aos jogos é uma medida que busca recuperar a saúde mental dos brasileiros, em especial dos trabalhadores que, na busca de alguma ajuda financeira, terminam endividados em proporções desesperadoras", afirmou.
O levantamento foi feito pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, com base em informações do Ministério da Previdência Social e do Ministério do Trabalho. O auxílio é concedido quando o segurado fica temporariamente incapaz de trabalhar devido ao vício em jogos, com necessidade de ser afastado para tratamento médico ou psiquiátrico.
Ainda segundo o estudo, homens foram os principais afetados e correspondem a 7 em cada 10 beneficiários do auxílio ligado à ludopatia. Por faixa etária, quase 67% têm entre 30 e 49 anos.
A ludopatia é descrita como transtorno mental pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A comprovação decorre de perícia médica oficial do INSS atestando que o vício impede o exercício do trabalho.
"Estes dados iniciais ainda precisam ser tomados com bastante cuidado, na medida em que representam grupos reduzidos que têm acesso a esse benefício. No entanto, ilustram os problemas associados à patologia do jogo que precisa ser combatida de forma bastante radical", afirma trecho do estudo.
As casas de apostas foram regulamentadas no fim de 2023, quando puderam ampliar a publicidade para conquistar novos jogadores. Em 2024, primeiro ano de vigência das regras, o total de afastamentos do trabalho por vício em bets saltou para 136, mais que o dobro do registrado no ano anterior.
Segundo o levantamento, a legalização dos jogos mostra associação estreita com o aumento de casos de ludopatia na população. Há, no entanto, poucos estudos nacionais sobre essa comorbidade.
As bets foram proibidas no Brasil em 25 de setembro deste ano, a nove dias do primeiro turno das eleições, como uma aposta para alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Até a proibição, o governo havia vendido 85 outorgas a R$ 30 milhões cada com permissão para explorar a atividade por cinco anos.
Como mostrou a Folha, 43,8 milhões de brasileiros já tinham apostado até o fim de agosto deste ano. A quantidade de jogadores ativos vinha em queda até a proibição, devido a restrições já implementadas contra beneficiários de programas sociais e do programa Desenrola, contra o endividamento.
Os brasileiros depositaram R$ 220,6 bilhões nas bets em 2025. Do total, R$ 36,9 bilhões representaram perdas para os apostadores, que se converteram em receitas para as empresas.
O veto às apostas online pode liberar até cerca de R$ 40 bilhões por ano no orçamento das famílias, segundo levantamento feito pela Folha. A estimativa leva em conta o montante da receita bruta obtido em um ano pelas empresas de apostas online até então autorizadas. Ou seja, o valor perdido pelos apostadores.
Procurado nesta segunda-feira (19), o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) não respondeu ao pedido de manifestação da reportagem.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 18:25h
Foto: Pedro Gontigo/Senado Federal
Um percentual de 66,2% dos eleitores apoia a aprovação do projeto que modificou a jornada de trabalho 6x1, enquanto 26,4% não concordam com a decisão do Congresso de aprovar a matéria. A visão positiva dos brasileiros sobre a redução da jornada foi apurada pela pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19).
O projeto que modifica a jornada 6x1 foi aprovado no Senado na última quarta (14). Em sessão solene convocada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), na última sexta (16), e que contou com a presença do presidente Lula, a emenda constitucional da mudança de jornada foi promulgada e já está valendo.
Entre os eleitores que dizem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, o apoio ao projeto da jornada 6x1 chega a 91,4%, contra apenas 5,35% de desaprovação. Já entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), a aprovação cai para apenas 41,1%, enquanto a desaprovação é de 48,6%.
O levantamento apurou que o maior apoio à aprovação do projeto de mudança da jornada se deu em meio a quem declara ser trabalhador doméstico, com 81,7% de aprovação à mudança de jornada. Veja abaixo como se colocou o apoio entre divisões de pessoas por trabalho remunerado:
Sou trabalhador doméstico - 81,7%
Sou empregado do setor público - 75,9%
Sou empregado do setor privado - 67,3%
Trabalho por conta própria - 58,5%
Microempreendedor individual (MEI) - 50,8%
Sou empresário - 36,1%
Na estratificação de eleitores por diversos recortes, é possível avaliar que a mudança na jornada de trabalho tem mais apoio entre as mulheres, em meio aos mais jovens, junto a quem tem apenas o ensino fundamental e recebe apenas um salário mínimo, e mais forte na região Nordeste.
Confira abaixo como é colocado o apoio ao projeto da jornada 6x1 em meio aos diversos estratos da população:
Mulheres - 70,9%
Homens - 61%
16 a 24 anos - 72,6%
25 a 40 anos - 63,8%
41 a 59 anos - 66,3%
60 anos ou mais - 66%
Ensino fundamental - 73,1%
Ensino médio - 62,3%
Ensino superior - 63,2%
Católicos - 68,8%
Evangélicos - 60%
Outras religiões - 62,9%
Sem religião - 73,7%
Até 1 salário mínimo - 78.3%
De 1 a 2 salários mínimos - 72,7%
De 2 a 5 salários mínimos - 62,9%
Acima de 5 salários mínimos - 57,7%
Região Norte/Centro-Oeste - 66,9%
Região Nordeste - 78,8%
Região Sudeste - 62,4%
Região Sul - 54,1%
Capital - 68,8%
RM - 65%
Interior - 65,4%
A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores de 16 a 18 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04499/2026.
- Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 16:30h
Foto: TV Band
A nova rodada da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta segunda-feira (19), aponta que o senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro soma 51,1% dos votos válidos e segue a frente do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ainda segundo o levantamento, Lula alcança 48,9% dos votos válidos. Considerando a margem de erro de 1 ponto percentual, Flávio varia entre 50,1% e 52,1% dos votos válidos, ao passo que Lula oscila entre 47,9% e 49,9%.
O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 18 de outubro e traz Flávio numericamente à frente do petista na disputa presidencial. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi realizado com 4.998 respondentes em todo o território nacional, através de recrutamento digital aleatório, sob o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): BR-02418/2026.
No levantamento dos votos totais, que contabiliza indecisos, votos brancos e nulos, Flávio Bolsonaro registra 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% de Lula. Os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não souberam responder somam 2,6%.
Na pesquisa anterior, do dia 8 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições, Flávio tinha 51,1% das intenções de voto, contra 45,7% de Lula. A série temporal mostra que o petista encurtou a diferença do adversário em 2 pontos percentuais em dez dias.
- Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 14:10h
Foto: Globo/ Record
Anitta entrou com uma ação contra o jornalista Luiz Bacci, ex-Record, após o apresentador divulgar em seu canal no YouTube ofensas contra a cantora pelo posicionamento político dela. As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo'.
Na ocasião, o jornalista acusou a artista de pôr “macho no palco para chupar sua xereca” durante o programa 'Show do Bacci'. A declaração foi dada por Anitta se posicionar a favor de Lula e declarar voto ao candidato petista no segundo turno das eleições.
A defesa da cantora pediu para que os conteúdos ofensivos sejam removidos imediatamente. Segundo a publicação, Anitta não estabeleceu, até o momento, um valor na ação por danos morais e materiais.
- Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 14:08h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O Partido Novo entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar os atos musicais com participação de artistas que aconteceram em apoio ao presidente Lula (PT), candidato à reeleição, em todo o país no domingo (18).
De acordo com o Novo, os atos seriam showmícios em favor de Lula, o que é vedado pela legislação eleitoral. Para o partido, a divulgação de peças com o número 13, a articulação entre atos estudantis e a participação de artistas conhecidos configuram elementos de showmício.
A ação também pediu que os organizadores apresentem contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamento e comunicações relacionadas à realização dos eventos.
“Usar showmício em período de campanha eleitoral é contra a lei e as regras eleitorais precisam ser respeitadas. O que estamos pedindo é transparência sobre a finalidade dos eventos, seus custos e quem está pagando a conta. A Justiça Eleitoral deve esclarecer se houve uso de estruturas externas para promover uma candidatura fora das regras de financiamento e propaganda,” afirmou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.
DECISÃO
No entanto, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral, rejeitou o pedido do Partido Novo para suspender as manifestações. Para ele, eventos convocados por organizações da sociedade civil e coletivos de artistas não se transformam automaticamente em showmício, nem podem ser presumidos como ilícitos. Eles podem ocorrer no exercício da liberdade de manifestação.
“A Justiça Eleitoral não pode impor proibições gerais e antecipadas ao exercício de direitos fundamentais com fundamento tão somente na presunção de que determinadas manifestações poderão resultar em práticas ilícitas,” disse o relator.
ATOS
No Rio de Janeiro, o evento contou com a participação de Caetano Veloso, Djavan, Chico Buarque, Marisa Monte, Marina Sena, Xamã e Jão. Em Salvador, o ato foi liderado pela cantora Daniela Mercury e teve a participação de Gilberto Gil, Liniker e BaianaSystem. Já em São Paulo, estavam presentes Emicida, Rashid, Karol Conká, Jotapê e Projota.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 10:10h
Foto: Reprodução Youtube
A mais nova pesquisa BTG/Nexus sobre a disputa presidencial no segundo turno, divulgada nesta segunda-feira (19), revela uma situação de quase total empate entre os dois candidatos. Pelo levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL) estaria com 50,3% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a 49,7%.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o resultado obtido pela BTG/Nexus revela uma situação de empate técnico. Na pesquisa anterior, divulgada em 13 de outubro, Flávio Bolsonaro havia registrado 52% dos votos válidos, enquanto Lula somava 48%.
Na avaliação da rejeição aos dois candidatos, a pesquisa revela que 47,8% dos eleitores declararam que não votariam “de jeito nenhum” no presidente Lula. Outros 46,8% responderam o mesmo em relação ao senador Flávio Bolsonaro.
Em relação à aprovação do trabalho do presidente Lula, a pesquisa mostra que a desaprovação do líder petista está em 48,8%, e a aprovação chegou a 47,2%. Aqueles que não souberam responder somaram 4,1%.
A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores de 16 a 18 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04499/2026.
- Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 09:07h
Foto: Reprodução / Redes sociais
O cantor Uday Vellozo MT, mais conhecido por seu nome artístico Benito di Paula, morreu neste domingo (18/10) aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em decorrência de um câncer. O artista lutava contra a doença havia aproximadamente um ano. (Atualizada às 22h07)
Nascido em 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito ficou conhecido por misturar samba, música popular brasileira e influências do piano romântico. Além de cantor e compositor, o artista atuava como pianista e foi reconhecido pelo protagonismo do instrumento.
Ele começou sua trajetória musical ainda jovem, tocando piano em bares, clubes e pequenos eventos e ganhou protagonismo em 1970, com destaque à música "Retalhos de Cetim" se tornou um dos grandes sucessos de Benito e impulsionou sua carreira em 1973.
Entre as canções que marcaram sua trajetória estão "Se Não For Amor", "Beleza Que É Você Mulher", "Vai Ficar na Saudade" e "Charlie Brown". Também ganharam destaque "Como Dizia o Mestre", "Tudo Está no Seu Lugar" e "Proteção às Borboletas".
As informações sobre o velório e o sepultamento do músico serão divulgadas oportunamente. Os detalhes sobre as últimas homenagens ao artista ainda não foram confirmados.
- Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 08:02h
Foto: Renato Pizzutto/Band
O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado, na noite deste domingo (18), para verificar uma suspeita de bomba no carro do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), nos estúdios da TV Bandeirantes, em São Paulo. O candidato participava do debate presidencial da emissora, o primeiro no 2º turno das eleições. Não foram encontrados artefatos explosivos no local, segundo o esquadrão anti-bombas.
Por medida de segurança, Flávio deixou a emissora no carro do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acompanhado do mandatário. A Polícia Militar foi acionada pela Polícia do Senado, responsável pela segurança do senador.
Ao g1, o capitão Victor Capello Haddad, comandante do Gate e responsável pela operação, informou que cães foram utilizados para localizar possíveis materiais suspeitos e identificaram um componente químico. "Feita a primeira varredura, os cães passaram e ambos detectaram algum componente químico que os fez sinalizar positivo para um componente químico que pode ser utilizado para a confecção de algum artefato explosivo", disse Haddad.
Perguntado se foi encontrado algum pacote ou objeto suspeito dentro do carro, o capitão negou.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que recebeu uma denúncia sobre uma possível ameaça de atentado contra o candidato e que imediatamente, equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais, da Policia Militar, incluindo o esquadrão de bombas e cães farejadores, foram acionadas para realizar uma varredura no local.
- Por Folhapress
- 18 Out 2026
- 18:39h
Foto: Reprodução/Redes / Ton Molina/Agência Senado
O jogador Richarlison pediu que a Polícia Federal investigue o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela posse de uma propriedade de luxo em Angra dos Reis (RJ). Segundo o atleta, o imóvel foi tomado "na mão grande" por meio de manobras judiciais, em vídeo postado neste sábado (17) nas suas redes sociais.
Logo após Richarlison ter comprado o imóvel, surgiram pessoas interessas em comprá-lo. Entre eles estava Flávio Bolsonaro, segundo o jogador. "Como eu não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça."
O atacante, então dono do imóvel, entrou na Justiça após um amigo do parlamentar usar documentos do antigo dono do casarão para reivindicar a posse do local.
"A gente estava resolvendo a papelada na Justiça e falaram que demorava meses ou até anos. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse. A Justiça falhou", declarou o atleta, afirmando ter investido cerca de R$ 10 milhões no local sem ter recebido nenhum ressarcimento.
De acordo com a Justiça do Rio de Janeiro, uma sentença extinguiu o processo em outubro de 2025, sem julgamento do mérito, por renúncia de uma das partes --A Yta Consultoria, a Sport 70 Intermediação de Negócios e Renato Rocha Velasco, ligados a Richarlison. Em janeiro de 2026, após o trânsito em julgado, o processo foi arquivado.
Richarlison afirmou ainda que planeja doar parte do valor a um hospital de sua cidade natal, Nova Venécia (ES), caso consiga reaver o montante investido.
A disputa pelo casarão --equipado com cachoeira particular e situado próximo ao aeroporto da região costeira do Rio de Janeiro-- estende-se desde 2020. O atleta e seus sócios negociaram a compra do imóvel, mas foram surpreendidos em 2022 por um mandado de reintegração de posse movido pela empresa M Locadora, representada por um advogado associado a Willer Tomaz.
A firma alegou ter direitos históricos sobre a área desde a década de 1980. Em decisões recentes, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e instâncias superiores reconheceram a posse em favor dos representados por Tomaz, encerrando as ações e determinando o arquivamento dos processos.
Em manifestações anteriores sobre o caso, o senador Flávio Bolsonaro negou qualquer atuação irregular, afirmando manter apenas relação de amizade com Willer Tomaz. Já o empresário sustentou que adquiriu legalmente os direitos sobre o terreno e desembolsou R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais do imóvel, classificando os antigos ocupantes como invasores.
A reportagem procurou a equipe de Flávio, mas não obteve resposta.
- Por Fábio Victor | Folhapress
- 18 Out 2026
- 10:06h
Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ignorou um alerta da PF (Polícia Federal) de que a quebra do sigilo da fonte de um jornalista investigado iria ferir uma garantia constitucional. Em um inquérito sob sua relatoria, o ministro determinou que informações resguardadas por tal proteção fossem juntadas aos autos.
Trata-se da investigação sobre suposta perseguição contra o também ministro do STF Flávio Dino. Moraes determinou a apreensão de celulares e notebook do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou em seu blog reportagens sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Dino.
Em agosto, cinco meses após a PF apreender os equipamentos de Luís Pablo, Moraes determinou operação de busca e apreensão contra informantes do jornalista. Ou seja, permitiu que fosse quebrado o sigilo da fonte, cláusula pétrea da Constituição Federal.
As decisões motivaram críticas de entidades do jornalismo e do direito, além de preocupações e dúvidas entre estudiosos do assunto.
Depois da apreensão do material do jornalista --mas antes da busca e apreensão sobre seus informantes--, o delegado Antônio Carlos Knoll de Carvalho, da Polícia Federal, enviou, em 8 de abril, um ofício a Moraes informando que não havia juntado aos autos diálogos que revelariam as fontes do jornalista.
"Da análise das mensagens pode-se identificar o provável fornecedor de informações para o investigado, tendo sido tal pessoa responsável por encaminhar ao jornalista as fotografias, filmagens e os dados dos veículos que foram publicadas por Luís Pablo nas reportagens em seu blog", escreveu o delegado.
"Tendo em vista o disposto no Art. 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, que resguarda o sigilo da fonte, e havendo a possibilidade, em tese, de as conversas acima mencionadas estarem resguardadas por tal preceito, a IPJ [Informação de Polícia Judiciária] nº 1466253/2006 não foi, neste momento, juntada aos autos."
Em um despacho no mesmo dia, Moraes não compartilhou da preocupação do delegado. O ministro reconheceu que a "Constituição Federal, ao proclamar a inviolabilidade do sigilo da fonte, tem por finalidade garantir a toda a sociedade a ampla e total divulgação dos fatos e notícias de interesse público".
Mas considerou que aquela situação configurava uma exceção. "No caso dos autos, entretanto, há indícios relevantes de que o investigado Luís Pablo Conceição Almeida incorreu na prática de crime previsto no Art. 147-A do Código Penal [crime de perseguição] sem prejuízo de outras condutas eventualmente relacionadas, a partir de publicações realizadas na internet e em redes sociais, atentando contra ministro do Supremo Tribunal Federal", escreveu o magistrado.
"Desse modo", acrescentou Moraes, "é indispensável a juntada das provas aos autos, de modo que seja regularmente analisada a sua licitude pelo Poder Judiciário no contexto da existência de indícios de crimes."
Diante disso, o ministro determinou que a PF juntasse as provas nos autos no prazo de 48 horas.
Um dos alvos de busca e apreensão da operação determinada em agosto por Moraes foi o delegado da PF aposentado Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão e que era secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do governo Carlos Brandão (MDB). Ele ocupou o cargo até ser afastado e ter prisão domiciliar decretada por uma decisão de julho do ministro Flávio Dino em outro inquérito que corre no STF, sobre os desdobramentos de um assassinato à luz do dia num centro comercial de São Luís.
Segundo a PF, Cutrim conseguiu informações sobre o uso do carro oficial por familiares de Dino em sistemas de acesso restrito e as repassou para Luís Pablo.
Com base em dados obtidos na operação de março contra o jornalista, a PF concluiu que Cutrim era informante dele, a partir de conversas entre os dois pelo WhatsApp.
Três meses após o ministro determinar a juntada dos diálogos aos autos, em 15 de julho, o mesmo delegado Antonio Knoll solicitou a Moraes a expedição do mandado de busca e apreensão contra Cutrim.
Nessa mesma busca, Moraes autorizou medidas contra o advogado Diogo Diniz Lima, também apontado como informante e que, segundo a investigação, fez pagamentos de R$ 100 mil a Luís Pablo para a quitação de um imóvel. A PF, porém, informou a Moraes não ser possível afirmar que o jornalista recebeu pagamento para fazer reportagens contra Dino
Luís Pablo, que é réu num processo de 2017 acusado de integrar uma rede de extorsão a políticos e empresários do estado, nega ter monitorado Dino e seus familiares.
O advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite Filho, chamou de "aberração jurídica, que contraria entendimento do próprio STF" a quebra de sigilo da fonte do jornalista que permitiu a busca e apreensão contra seu cliente. Também disse que Moraes cometeu um "erro grotesco" ao quebrar uma cláusula pétrea da Constituição por meio de um despacho.
Quando o caso veio à tona, Moraes, acossado por críticas, afirmou que defende a liberdade de imprensa, mas que o sigilo da fonte para jornalistas não deve servir como escudo para práticas criminosas.
"Sigilo de fonte é uma garantia constitucional consagrada por essa Suprema Corte, mas que nunca se confundiu e nunca jamais se confundirá com escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas. Sigilo da fonte é uma garantia essencial para a defesa da democracia, e não um instrumento oculto para associações criminosas praticarem impunemente diversas infrações penais."
Procurado pela Folha, Moraes não se manifestou. A assessoria do ministro disse que ele já havia tratado do tema.
A assessoria de Dino negou irregularidades no uso dos veículos do TJ-MA, afirmando que o STF solicitou ao tribunal maranhense aparato de segurança para o ministro e seus familiares quando estivessem no estado. Afirmou que Dino é alvo de agressões e ameaças, que ele e parentes foram monitorados e seguidos e que a investigação mostrou o "acesso ilegal, por funcionário público, a informações sigilosas de segurança, que foram utilizadas em um monitoramento clandestino e ilegal".
Os inquéritos envolvendo Luís Pablo e Raimundo Cutrim tiveram desdobramentos importantes em meio à campanha eleitoral e à guerra entre o grupo do governador Carlos Brandão (de quem Cutrim é aliado) e os chamados "dinistas", que trabalharam no governo Dino (do qual Brandão foi vice) e depois romperam com a atual gestão.
Algumas das ações relativas ao Maranhão no STF estão sob a relatoria de Dino e têm entre os investigados Brandão e aliados. O governador se queixa de não ter tido acesso aos autos de um dos casos e acusa Dino de usar a toga para perseguir adversários.
Dino afirmou, via sua assessoria, que está afastado da política desde que tomou posse no STF e que não tem motivos para se declarar impedido de julgar os processos.