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Bahia: ACM Neto, Jerônimo e Mansur cumprem agendas de campanha nesta quarta

  • Por Eduarda Moitinho/Bahia Notícias
  • 02 Set 2026
  • 10:00h

Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Edição Bahia Notícias

ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL), principais candidatos ao Governo da Bahia, cumprem mais compromissos de suas agendas de campanha, nesta terça-feira (01), a fim de promoção na corrida eleitoral de 2026. 

 

 

Os candidatos cumprem agenda de campanha desde o dia 16 de agosto, e partem para o segundo mês de compromissos oficiais. Agora, eles têm até o primeiro turno, previsto para 4 de outubro, para realizarem atos de rua, reuniões, encontros com diferentes segmentos da sociedade e participação em entrevistas e debates.

 

 

Até lá, o portal Bahia Notícias (BN) realiza uma coletânea das agendas que acompanha os compromissos diários dos três candidatos.

 

 

ACM NETO - União Brasil

ACM  participa de caminhada pela manhã, no bairro Fazenda Grande do Retiro, em Salvador.

 

No turno vespertino, tem uma reunião com lideranças políticas de diversas regiões da Bahia e com a coordenação de campanha.

 

Por fim, participa de outra reunião, dessa vez com lideranças no norte do estado, em Paulo Afonso. Também participa de caminhada e da inauguração de comitê no município. 

 

JERÔNIMO RODRIGUES - PT

Pela manhã, o candidato é entrevistado na Rádio Piatã FM, em Salvador. Ele também tem reuniões e compromissos políticos. 

 

A tarde se inicia em uma caminhada, no Nordeste de Amaralina, em Salvador. 

 

Por fim, na capital baiana, tem um encontro com movimentos sindicais e sociais, ao lado da chapa majoritária.

 

RONALDO MANSUR - PSOL

O candidato visita a Escola Casa da Infância, no bairro Caminho das Árvores, em Salvador, para um diálogo sobre educação e política, com crianças. 

 

Pela noite, participa da 2ª Rodada da Sabatina com Candidatos ao Governo, na Tv Aratu. Depois, ele realiza um ato de panfletagem no Barradão, estádio de futebol do Esporte Clube Vitória. 

Suspeitos de extorsão contra turistas no Farol da Barra são alvos de operação da polícia, em Salvador

  • Bahia Notícias
  • 02 Set 2026
  • 08:54h

Foto: Filipe Conceição / Ascom-PCBA

A Polícia Civil deflagrou a Operação Lighthouse contra um grupo suspeito de extorsão contra turistas na região do Farol da Barra, em Salvador. A ação realizada nesta quarta-feira (2) cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na capital baiana e no município de Valença, no Baixo Sul da Bahia.

 

O grupo também é apontado por tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a prisão em flagrante de dois suspeitos, em abril deste ano, quando foram apreendidos mais de 2,5 quilos de entorpecentes, uma arma de fogo, munições, balanças de precisão e materiais utilizados no fracionamento e acondicionamento das drogas. 

 

Com o avanço das apurações, foram identificados elementos que apontaram para a existência de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e participação de diferentes integrantes no abastecimento, distribuição e controle financeiro da atividade ilícita.

 

A Operação Lighthouse é coordenada pelo Departamento Especializado em Investigações Criminais (DEIC), com o objetivo de desarticular o grupo investigado por crimes contra o patrimônio, associação para o tráfico, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, e conta com o apoio do Departamento de Polícia do Interior (DEPIN) e da Coordenação de Operações Especiais (CORE). 

Flávio Bolsonaro critica Toffoli e fala em censura após suspensão de campanha de Renan Santos

  • Por Lucas Vieira/Bahia Notícias
  • 01 Set 2026
  • 18:25h

Foto: Charles Vieira

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta segunda-feira (31), a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF e do TSE, que suspendeu a campanha de Renan Santos, do Missão. O senador afirmou esperar que a candidatura seja restabelecida.

 

“Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura. O Presidente Jair Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!”, escreveu Flávio na rede social X.

A decisão de Toffoli ocorreu após a identificação de um perfil no Instagram usado pela campanha que não teria sido informado à Justiça Eleitoral dentro do prazo. Além da suspensão da propaganda, o ministro determinou o bloqueio de repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proibiu a participação da chapa em debates.

Governo notifica gigantes de vale-refeição por descumprir regras e permitir compra de bebida alcoólica

  • Por Luany Galdeano e Nathalia Garcia | Folhapress
  • 01 Set 2026
  • 16:25h

Foto: Reprodução / Freepik

 O Ministério do Trabalho notificou 115 empresas, incluindo gigantes do setor de vale-refeição, por descumprirem regras previstas em lei para a alimentação do trabalhador. A pasta prevê multas de até R$ 50 mil pela violação.
 

Entre as infrações está a cobrança de taxas consideradas abusivas sobre os estabelecimentos comerciais que aceitam vale-refeição e alimentação, além da permissão do uso do cartão para compra de produtos como bebida alcoólica, itens de limpeza e ração para animais, ou seja, não relacionados com nutrição do trabalhador.
 

As quatro gigantes do setor de benefícios -VR, Alelo, Pluxee e Ticket Restaurante- foram autuadas na ação por infrações apontadas pela equipe do governo. Já entre os estabelecimentos notificados há restaurantes, supermercados e empresas que concedem benefícios a funcionários.
 

Em notas enviadas por assessorias de imprensa, as quatro empresas confirmam o recebimento da notificação do ministério, dizem que prestarão os esclarecimentos necessários à pasta e defendem a própria atuação no âmbito do PAT.
 

A fiscalização do Ministério do Trabalho identificou descumprimento de decreto do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) publicado no fim de 2025, que estabeleceu limite de até 3,6% para taxas cobradas de restaurantes e supermercados por empresas de tíquetes, com redução de 30 para 15 dias no prazo para que os estabelecimentos recebem os pagamentos pelas transações.
 

Antes, as alíquotas chegavam a até 8%, o que elevaria o custo da alimentação do trabalhador, segundo integrantes do governo ouvidos pela reportagem.
 

A nova regra mantém ainda a proibição ao rebate, conjunto de descontos e bonificações para as empresas contratantes das bandeiras de vale-refeição e alimentação que levava ao aumento das taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais para compras nestes cartões.
 

Outro descumprimento, não relacionado ao decreto, diz respeito ao uso indevido dos tíquetes. Na fiscalização, os auditores detectaram que trabalhadores compravam com os cartões itens não relacionados a alimentação ou refeição, o que viola as determinações do governo para o benefício.
 

Como mostrou a Folha de S. Paulo, as companhias de tíquetes davam benefícios para companhias que não aderissem ao PAT. Entre eles estava a possibilidade de que a empresas de vale-refeição pagassem uma parte dos benefícios oferecidos aos funcionários, como plano de saúde e programas de incentivo à academia.
 

Pelo PAT, o governo oferece ao empregador acesso a incentivos fiscais, como dedução de até 4% do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas para empresas enquadradas no regime de lucro real. Além disso, todas as beneficiárias do PAT são isentas do recolhimento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) sobre o valor do benefício.
 

Com os vales, as empresas veem oportunidade de ampliar as vantagens concedidas para funcionários a um custo menor. Para muitas delas, pagar integralmente esses tipos de benefícios, incluindo impostos e encargos trabalhistas, seria mais custoso do que não receber os incentivos.
 

Além da continuidade dos incentivos, as empresas de vale-refeição e alimentação seguiram cobrando taxas mais altas e mantendo prazo acima de 15 dias para pagar os estabelecimentos comerciais, segundo o ministério.
 

Em nota, a Pluxee diz que a posição da companhia está baseada em análise da regulamentação vigente e diz que apresentará esclarecimentos e informações necessários ao ministério.
 

A Alelo afirma atuar em estrita conformidade com a legislação vigente e com as diretrizes do PAT e que apresentará justificativas técnicas dentro do prazo legal estabelecido pelos órgãos competentes.
 

A Ticket diz que apresentará defesa e os esclarecimentos cabíveis dentro do prazo previsto, pelos canais adequados.
 

Já a VR declara observar a legislação e a regulamentação aplicáveis ao PAT e afirma que os esclarecimentos serão apresentados nos procedimentos próprios, dentro dos prazos e pelos meios previstos na legislação.
 

Para Rogério Araújo, coordenador-geral do PAT, as empresas entendem que o decreto do Ministério do Trabalho cria regras apenas para as companhias que participam do programa.
 

Ele diz que as gigantes de vale refeição avaliam que há clientes concedendo auxílios por fora do programa do governo, baseados em regra da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e, por isso, não precisam se sujeitar às determinações da pasta.
 

"As empresas estavam oferecendo benefícios diferentes: um de acordo com PAT, outro de acordo com a CLT. Só que o decreto se aplica aos dois. Temos um parecer da consultoria jurídica do ministério dizendo isso. Limite de taxa, proibição de rebate, prazo de liquidação, é tudo igual. Essas regras têm que ser cumpridas em qualquer modalidade", afirma Rogério.
 

Sobre o uso indevído dos tíquetes, o coordenador ressalta que as empresas teriam mecanismos para impedir as compras indevidas. Ele cita, por exemplo, a suspensão em tempo real de transações consideradas suspeitas por operadoras de cartão de crédito.
 

"Eles sabem o que acontece. É uma questão de vontade de apertar o botãozinho e falar 'isso aqui não vai passar'."
 

O pagamento das multas pelo descumprimento do decreto pode não ocorrer devido ao processo ainda em suspenso, na avaliação de auditores consultados pela reportagem sob condição de anonimato. Eles defendem também um aumento no valor da multa, que não corresponde ao movimento bilionário das empresas.

Mais da metade dos brasileiros usuários de IA utilizam a ferramenta como suporte emocional

  • Bahia Notícias
  • 01 Set 2026
  • 14:42h

Foto: Reprodução / Magnific

54% dos brasileiros que utilizam ferramentas de inteligência artificial, afirmam tratá-las como “conselheiras pessoais". Dados inéditos divulgados nesta segunda-feira (31) pelo levantamento do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade e Informação) comprovam essa e outras estatísticas. 

 

Os dados são da terceira edição da Pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais. O centro é vinculado ao CGI.Br (Comitê Gestor da Internet no Brasil). Na pesquisa, foram ouvidos 2.500 usuários de internet com mais de 16 anos em todas as regiões do país. 

 

Eles foram questionados sobre os tipos de informação fornecidos para as ferramentas de inteligência artificial generativa. Entre as categorias mais citadas, estão: 

  • Temas de trabalho ou estudo: 73%
  • Gostos pessoais, como filmes e músicas: 58%
  • Sentimentos e emoções 54%
  • Saúde, sintomas e exames: 52%
  • Envio de fotos pessoais 50%

 

As categorias menos citadas foram:

  • Orçamentos e investimentos: 41%
  • Nome, endereço, data de nascimento ou CPF: 37%

 

A pesquisa identificou ainda que a maioria (66%) dos usuários declara estar preocupada ou muito preocupada com o uso de dados pessoais pelas empresas responsáveis por essas ferramentas de IA. Outros 22% dizem estar pouco preocupados, e 11%, nada preocupados.

Lula recebe empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, nega atritos com Galípolo e fala em equilíbrio fiscal

  • Bahia Notícias
  • 01 Set 2026
  • 08:44h

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, nesta segunda-feira (31), um jantar com banqueiros e empresários no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, em Brasília. O evento contou com 25 convidados, incluindo os empresários André Esteves, do BTG, Joesley Batista, da JBS, e Rubens Menin, da MRV, e durou 3 horas. 

 

Segundo informações do Metrópoles, a realização do jantar foi organizada após Lula ter demonstrado incômodo com o jantar promovido por Flávio Bolsonaro com empresários, na última quinta-feira (27), em São Paulo. A coluna Igor Gadelha relatou que no evento desta segunda, o presidente tentou ampliar sua interlocução com representantes do setor privado e aproveitou o encontro para negar atritos com o atual chefe do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. 

 

Segundo relatos, primeiro Lula deu a palavra aos empresários e ouviu apelos para que o governo dê mais sinalizações sobre equilíbrio fiscal. Depois, discursaram o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), além de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

 

Em sua fala, segundo relatos, Lula fez um balanço das ações do governo e afirmou que respeita o presidente do Banco Central e ressaltou ter uma amizade com o banqueiro. Lula argumentou ainda que, apesar de ser muito cobrado pelo empresariado pelos juros altos no Brasil, tem pouca influência sobre a política monetária, em razão da independência do Banco Central, aprovada pelo Congresso.

 

Os empresários trouxeram à mesa ainda a temática da segurança pública. O petista, contudo, ressaltou que o tema passará a ser uma questão da União após a aprovação da PEC da Segurança. As informações são do Metrópoles e da coluna Igor Gadelha. 

 

Confira lista completa dos convidados para o jantar:

 

  • Presidente da República
  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
  • Dario Durigan, ministro da Fazenda
  • Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES
  • Tarciana Medeiras, presidenta do Banco do Brasil
  • Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal
  • Edinho Silva, presidente do PT
  • Josué Gomes, Coteminas
  • André Esteves, BTG
  • Luiz Carlos Trabucco Cappi, Bradesco
  • Rubens Ometto Silveira Mello, Cosan
  • Joesley Batista, JBS
  • José Seripieri Filho, Amil
  • Henrique Constantino, Gol Linhas Aéreas
  • André Gerdau Johannpeter, Gerdau
  • Rubens Menin, MRV Engenharia
  • Eraí Maggi, Grupo Bom Futuro
  • Fábio Ermírio de Moraes, Votorantim Cimentos
  • José Luís Cutrale Júnior, Cutrale
  • Chain Zaher, Grupo SEB
  • Roberto Setúbal, Itaú Unibanco
  • João Alves de Queiroz Filho, Hypera Pharma
  • Ricardo Lacerda, BR Partners

Confusão entre direita e esquerda em ato na Paulista acaba na delegacia

  • Por Bruno Ribeiro / Marcos Hermanson | Folhapress
  • 31 Ago 2026
  • 18:23h

Foto: Fabio Mendes / Divulgação

Sindicalistas de esquerda e influenciadores de direita se chocaram neste domingo (30) durante protesto pelo fim da escala 6x1 na avenida Paulista, em São Paulo, e a confusão terminou na delegacia. Segundo relatos, um grupo de videomakers foi até o protesto gravar entrevistas com os manifestantes presentes e fazer provocações – estilo que ficou consagrado pelo ex-deputado estadual Arthur do Val, o "Mamãe Falei".
 

Um homem de 70 anos que estava no local reagiu às provocações e agrediu um dos influenciadores, um rapaz de 17 anos. A polícia chegou para separar a briga e levou os envolvidos para o 78º Distrito Policial, no bairro dos Jardins. Ninguém ficou detido.
 

O caso foi registrado como vias de fato, lesão corporal e injúria, envolvendo o homem e o jovem.
 

A Secretaria Estadual da Segurança Pública afirmou que os dois acompanhavam uma manifestação quando o adolescente se aproximou do homem para entrevistá-lo. Durante a conversa, eles se desentenderam.
 

Centrais sindicais convocaram o protesto deste domingo na avenida Paulista, que tinha como mote o fim da escala 6x1, proposta aprovada pela Câmara dos Deputados e hoje em tramitação no Senado.

Rio: Bombeiros resgatam 20 pessoas à deriva na Barra da Tijuca

  • Bahia Notícias
  • 31 Ago 2026
  • 14:17h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Neste domingo (30), um grupo de cerca de 20 pessoas ficou à deriva na região da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, após uma mudança no vento. O grupo, que possuía pessoas entre 20 e 67 anos de idade, já foi resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros.

 

De acordo com informações da Agência Brasil, algumas pessoas estavam em 5 pranchas de stand-up paddle e outras estavam nadando, indo em direção às Ilhas Tijucas. No processo de travessia, o grupo terminou sendo levado pelo vento para longe da rota prevista, em direção a São Conrado, bairro vizinho à Barra, dificultando o retorno à praia. “As pessoas já estavam a uma distância considerável da faixa de areia quando um dos participantes acionou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193”, informou a corporação.

 

O sistema municipal Alerta Rio registrou ventos fortes pela manhã na estação Forte de Copacabana, na zona sul, e ventos moderados na Marambaia e Vila Militar, na zona oeste. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o grupo passou por avaliações médicas e todos se encontravam em boas condições, sem necessidade de encaminhamento para uma unidade hospitalar especializada.

COP17 encerra sem acordo global contra secas e adia decisão para próxima edição

  • Bahia Notícias
  • 31 Ago 2026
  • 10:46h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, terminou nesta sexta-feira (28) sem a aprovação de um acordo global para o enfrentamento das secas. O tema foi adiado para a COP18, que ocorrerá no Egito. Representantes de organizações ambientais e da sociedade civil avaliaram negativamente o resultado devido à ausência de decisões substanciais sobre o problema.

 

A proposta de criação de um mecanismo multilateral voltado para o combate coordenado às secas é defendida há pelo menos três edições da conferência por países africanos, que exigem apoio financeiro voltado a nações vulneráveis. Em contrapartida, países desenvolvidos, incluindo integrantes da União Europeia, posicionaram-se contra compromissos obrigatórios e gastos externos.

 

Como alternativa ao impasse intergovernamental, foram lançadas iniciativas paralelas durante o evento, a exemplo do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), desenvolvido pela UNCCD e por Luxemburgo com apoio da IDRA, cujo objetivo é mobilizar até US$ 400 milhões em recursos públicos e privados para segurança hídrica, agricultura sustentável e recuperação de terras. Além disso, ocorreu o lançamento da segunda fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca (IDRO), que apresentou o Índice de Resiliência à Seca (DRI) para auxiliar na avaliação da capacidade de adaptação dos países.

Com votação travada na Câmara, PL da Misoginia propõe criminalizar discurso de ódio às mulheres

  • Por Eduarda Pinto/Bahia Notícias
  • 28 Ago 2026
  • 16:25h

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Em novembro de 2025, um dossiê produzido por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que, considerando apenas o Telegram, haviam mais de 220 mil usuários brasileiros distribuídos em 85 comunidades voltadas ao ódio e à incitação da violência contra mulheres. Já em março deste ano, o Projeto de Lei (PL) para a criminalização da misoginia, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), foi desengavetado e aprovado pelo plenário do Senado Federal e desde então a proposta foi tema de manifestações no Congresso, nas redes sociais e na imprensa. 

 

 

A palavra “misoginia” tem origem no grego, a partir dos termos “miseó” e “gyné”, que significam “ódio” e “mulher”, respectivamente, e designa o ódio, o desprezo ou a aversão direcionadas às mulheres ou ao gênero feminino. Segundo o Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas (DesinfoPop), da FGV, esse tema é um dos pilares que sustentam grupos masculinistas nas redes sociais. 

 

Essas comunidades de homens que promovem uma “revisão” das relações históricas de gênero formam a chamada “manosfera” ou “machosfera”. Na publicação “Redes de ódio e violência contra mulheres: mapeamento da machosfera brasileira no Telegram e redes de monetização”, os pesquisadores contabilizaram 7 milhões de conteúdos de radicalização misógina publicados entre setembro de 2015 e novembro de 2025. 

 

A análise temporal torna o problema ainda maior: os conteúdos de ódio e de violência contra mulheres cresceram 600 vezes desde 2019, antes da pandemia, até 2025.  A maior parte das comunidades se apresenta, ao menos inicialmente, como um espaço para debater as dificuldades ou frustrações masculinas sobre relacionamentos amorosos, boa forma física ou paternidade. No entanto, esses espaços funcionam como via de entrada para teorias conspiratórias e grupos extremistas. 

 

Em meio a essa crescente de ódio, o PL da Misoginia (PL 896/2023) foi protocolado no Senado em março de 2023 e desengavetado depois de três anos. Na Casa Alta do Congresso, o texto teve uma tramitação relativamente rápida: passou pelas comissões em outubro, antes do recesso parlamentar, e foi votado em março, pouco depois do retorno às atividades. Sob a relatoria da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), o texto foi aprovado por unanimidade. 

 

O PL, na forma em que foi aprovado no Senado, diz, no artigo 1°, “serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou praticados em razão de misoginia”. 

 

O artigo 20 define que “na interpretação desta Lei, o juiz deve considerar como discriminatória qualquer atitude ou tratamento dado à pessoa ou a grupos minoritários que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida, e que usualmente não se dispensaria a outros grupos em razão de cor, etnia, religião, procedência nacional ou condição de mulher”. 

 

No 3° parágrafo do artigo 141, o Parlamento acrescentou: “Se o crime é cometido contra a mulher no contexto de violência doméstica e familiar, aplica-se a pena em dobro”. 

 

Agora, o texto está na Câmara dos Deputados, onde o grupo de trabalho liderado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sugeriu alterações no texto do Senado. A principal mudança é criar penas para a disseminação de ódio contra mulheres na internet. Por acordo entre os líderes partidários, a proposta deveria ser votada no Plenário da Câmara dos Deputados até o início de julho. 

 

A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 1º de julho, o regime de urgência para a pauta, para que ela pudesse ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara. No entanto, o recesso parlamentar semestral começou e terminou sem que a pauta fosse avaliada. 

Ainda este mês, representantes baianos de duas comissões solicitaram a adição de emendas ao texto: Capitão Alden (PL) teve um requerimento aprovado para apresentação de emenda de plenário por meio da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO); e Alice Portugal (PCdoB) também obteve o mesmo tipo de aprovação no âmbito da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR). Os detalhes das emendas não foram divulgados até o momento. 

 

Para compreender os impactos da possível aprovação deste texto, o Bahia Notícias conversou com a desembargadora Nágila Maria Sales Brito, presidente da Coordenadoria Especializada para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

 

Em entrevista, a magistrada destaca que o uso do termo “misoginia” dentro de processos judiciais acerca da violência contra a mulher ou discurso de ódio já é comum no mundo jurídico. “É muito utilizado, utilizado demais nos nossos processos, nas nossas palestras e em tudo que a gente comenta sobre esse fenômeno que estamos vivendo de aversão à mulher, de ódio”, relata. 

 

A desembargadora afirma ainda que, no seu entendimento, esse ódio é a primeira manifestação de uma violência que provoca uma crescente de crimes de feminicídio e tentativa de feminicídio em todo o país. “A misoginia é aquele ódio à condição da mulher, que é a definição de feminicídio. Em todo feminicídio ou tentativa de feminicídio, a gente fala que é um crime de misoginia, que é um crime de ódio à mulher, que pode acontecer na ambiência doméstica e familiar ou também pela simples condição de ela ser mulher”, explica. 

 

A percepção não é aleatória. O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026. O estado da Bahia registrou o quarto maior número de feminicídios do país no último ano. Ao todo, 102 mulheres foram assassinadas por motivos ligados à condição de gênero.

 

Nágila Brito narra que o uso do termo e a criminalização da prática ajudam a conceituar um problema que poderia parecer aleatório, mas não é. 

 

“É um termo que é conhecido de quem estuda a violência de gênero. Qual é a diferença? A diferença é que [o PL] vai tipificar como crime e isso é muito importante. Principalmente pelo fato de que a partir daí nós vamos poder derrubar aquelas redes sociais que são genericamente chamadas de ‘red pills’, que incentivam o ódio às mulheres, que incentivam as mulheres a se autoflagelar, que estão conduzindo para mortes e ensinando os nossos adolescentes a terem essa aversão à mulher”, detalha a magistrada. 

Em entrevista ao BN, a desembargadora de posiciona como uma defensora do avanço do processo de criminalização dos atos misóginos. “Essa é a defesa que eu faço, para que seja acrescida [a misoginia] a essa lei, a Lei 7.766, a lei que tipifica o racismo e que depois foi acrescida também aos crimes contra a diversidade sexual e agora só falta a mulher. Estava faltando exatamente aquele segmento que é o mais violentado. Porque dentro da família, a mulher é a pessoa que mais sofre violência e isso deve ter proteção do Estado por determinação constitucional”, afirma. 

 

Desde 2023, a partir da Resolução n° 492/2023, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tornou obrigatória a capacitação de magistradas e magistrados em direitos humanos, gênero, raça e etnia, sob uma perspectiva interseccional. O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Judiciário foi criado para orientar a magistratura na adoção de um novo posicionamento da Justiça por meio da equidade entre homens e mulheres. 

 

Nesse sentido, Nágila destaca que o PL da Misoginia reforça essas diretrizes e estabelece um parâmetro base para análise de crimes de violência e discurso de ódio contra mulheres. “Essa medida vai só reforçar a ideia da perspectiva de gênero, de quem julga, de quem investiga, de quem participa de alguma forma. Seja na sociedade, seja como professor, seja como advogado, seja como magistrado, como promotor de Justiça, todos temos que nas nossas profissões, nas nossas vidas, já aplicar essa perspectiva de gênero”, explica. 

 

Ainda no âmbito do Judiciário, ela nega que a legislação, na forma em que o projeto tramita no Congresso atualmente, possa gerar divergências entre os magistrados. “Não há qualquer conflito entre o primeiro e o segundo grau. Aliás, o segundo grau é exatamente para isso, para reformar decisões aqui votadas”. 

 

Para ela, que atua não apenas na Coordenadoria da Mulher, mas também como Ouvidora da Mulher no TJ-BA, “os meus colegas de segundo grau estão se conscientizando rapidamente da necessidade de julgar com perspectiva de gênero”. “Eles já entendem que, quando aquele juiz não julga com perspectiva de gênero, ali tem uma violência contra a mulher que tem que ser combatida, e eles já procuram uma melhor decisão. E a nossa obrigação como coordenadora da Mulher, e ouvidora da Mulher é capacitar”, aponta Nágila Maria. 

 

Ao comparar a possível legislação acerca da misoginia com a Lei Maria da Penha, principal mecanismo jurídico de combate à violência contra a mulher, a desembargadora defende que não há conflito jurídico e nem possibilidade de dupla punição nos processos. “O tipo penal só vai trazer, tanto para para o Judiciário quanto para a sociedade de um modo geral, mais segurança. Mais segurança porque não vai se poder mais tratar isso como se fossem aquelas piadas absurdas, um discurso que incentiva agressões, que incentiva diminuir a mulher como ser humano. Tudo isso vai ser olhado de outra forma”, aponta. 

 

Segundo ela, com a criminalização “as pessoas vão ter que ter mais cuidado, porque senão poderão responder por crime”. “Então, as pessoas vão se educar, vão se autoeducar”, resume a magistrada. 

 

Ela completa: “E digo mais, eu acho que a mudança vai ser tão grande para a sociedade que pode diminuir os crimes, porque a misoginia alimenta o feminicídio, alimenta o ódio contra as mulheres. Então, o que a gente precisa é passar adiante o conhecimento dessa lei”, aponta. 

 

“Porque mesmo dizendo que ‘a ninguém é dado desconhecer a lei’, homem médio, como a gente fala no Direito, o homem médio sabe que isso é errado, mas uma coisa é saber que é errado, outra coisa é saber que é um tipo penal e que ele pode responder por aquele crime e que ele pode ser preso”, completa. 

 

Na fase atual de tramitação, o PL da Misoginia deve ser analisado no plenário da Câmara dos Deputados, precisando ser aprovado pela maioria simples dos votos. Caso seja aprovado sem alterações, vai seguir direto para sanção ou veto do presidente da República. Se for alterado, volta para o Senado, que analisa as mudanças da Câmara, podendo mantê-las ou recuperar o texto original.

CBF acompanha novo modelo do Campeonato Pernambucano e pode adotá-lo como referência, revela presidente da FPF

  • Por Thiago Tolentino/Bahia Notícias
  • 28 Ago 2026
  • 14:25h

Foto: Rafael Vieira / FPF | Thiago Lemos / FPF

Com 31 clubes, duas etapas, regionalização e a unificação das antigas divisões, Pernambuco resolveu transformar seu Estadual em uma espécie de laboratório para um problema que atinge boa parte do futebol brasileiro: manter os campeonatos estaduais relevantes diante da redução de datas e do crescimento das competições nacionais e regionais.

 

Uma semana após a aprovação definitiva do novo formato do Campeonato Pernambucano, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, revelou ao Bahia Notícias que a experiência já passou a ser acompanhada de perto pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

 

Em entrevista ao BN nesta quinta-feira (27), Evandro explicou que integrantes da entidade nacional têm procurado a Federação Pernambucana para obter detalhes sobre a implantação do modelo.

 

“As pessoas da CBF têm me ligado, me perguntado e me acompanhado. Sentem-se curiosas e estão analisando”, revelou.

 

A declaração surge poucos dias depois de a FPF confirmar a maior edição do Campeonato Pernambucano em seus 113 anos. A temporada 2026/27 reunirá 31 clubes em uma estrutura única, após a integração das antigas Séries A1 e A2. A Federação define o modelo como uma tentativa de ampliar o calendário, reduzir custos e oferecer mais oportunidades esportivas aos clubes do interior.

 

A primeira etapa começa no dia 17 de outubro de 2026, com 24 participantes divididos em quatro grupos regionalizados: Sertão, Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana. Cada clube disputa cinco partidas na fase inicial. Os quatro melhores de cada chave avançam às oitavas de final. Oitavas e quartas serão decididas em jogo único.

 

Depois das fases eliminatórias, os quatro sobreviventes formarão um quadrangular. Os três primeiros avançarão à etapa decisiva, na qual encontrarão Decisão, Maguary, Náutico, Retrô, Santa Cruz, Sport e Vitória, já garantidos. Assim, dez clubes disputarão, a partir de janeiro de 2027, o título pernambucano.

 

A participação da CBF na construção do formato já havia provocado diferentes interpretações sobre a origem do projeto. Reportagens publicadas antes da definição do regulamento chegaram a atribuir à entidade nacional a proposta da mudança.

 

Ao Bahia Notícias, Evandro Carvalho fez questão de detalhar esse processo. Segundo o dirigente, não houve um modelo pronto entregue pela CBF à FPF. A Federação Pernambucana e seus clubes desenvolveram a fórmula a partir de discussões próprias, mas utilizaram informações, experiências e sugestões colhidas junto à Diretoria de Competições da Confederação.

 

“O novo modelo do Campeonato Pernambucano não foi idealizado pela CBF, mas construído em conjunto. Nós e a nossa DCO colhemos informações e opiniões junto à DCO da CBF. Eu, pessoalmente, conversei várias e inúmeras vezes com Júlio [Avellar], absorvendo o enorme conhecimento que ele tem em relação aos estaduais. Ele foi da Fifa e virou um especialista na questão dos campeonatos estaduais”, explicou.

 

O Júlio Avellar é diretor de Competições da CBF, responsável também pela apresentação da reformulação do calendário nacional para 2026.

 

A proximidade entre CBF e FPF no processo não é recente. Ainda em maio, a própria Confederação publicou em seu site a realização da primeira reunião da Federação Pernambucana com cerca de 30 clubes para discutir a competição de 2027, destacando a proposta de integração das etapas classificatória e principal.

 

A FPF, por sua vez, afirma oficialmente que o formato aprovado foi construído com participação direta dos clubes, que discutiram e votaram aspectos como regionalização, sistema de classificação e modelo dos mata-matas.

 

“A Federação e os clubes desenvolveram tudo. Evidentemente que eu, especialmente com Júlio, e a minha DCO, junto à DCO da CBF, colhemos dados e informações. Inclusive, nessas reuniões, várias vezes Mauro [Carmélio], do Ceará, estava presente, Ricardo [Lima], da Bahia, Felipe [Feijó], de Alagoas. Nós conversamos muito”, detalhou Evandro.

 

A transformação do Campeonato Pernambucano está diretamente relacionada às alterações promovidas pela CBF no calendário brasileiro.

 

Para a temporada de 2026, a Confederação reduziu os Estaduais de 16 para 11 datas, mantendo as competições entre janeiro e março. Na apresentação do novo calendário, a entidade afirmou que a medida buscava diminuir o desgaste dos principais elencos e, paralelamente, criar mais oportunidades de partidas para clubes das divisões inferiores.

 

A reformulação também atingiu a Copa do Nordeste. O torneio passou de 16 para 20 participantes e recebeu um período próprio no calendário nacional, sem sobreposição com os Estaduais. Em contrapartida, clubes envolvidos em torneios da Conmebol deixaram de participar da competição regional.

 

Para Evandro Carvalho, essa redistribuição de espaço tornou inevitável uma discussão sobre o futuro dos Estaduais, especialmente em regiões onde existe uma competição regional consolidada.

 

“Nossos estaduais estavam todos sucumbindo e morrendo por conta da falta de datas e da disputa de espaço com a Copa do Nordeste. Ela ocupa um nicho de espaço muito superior, em termos econômico-financeiros, ao dos estaduais, seja o Pernambucano, seja o Baiano, seja o Cearense. Se nós juntarmos os três estaduais, não teríamos a receita da Copa do Nordeste”, avaliou.

 

Na visão do presidente, Pernambuco aproveitou informações e experiências debatidas com a CBF para construir uma solução própria.

 

“Eu diria que a Federação se inspirou e absorveu o que a CBF podia nos dar de positivo e desenvolveu esse modelo”, completou.

 

Além da quantidade recorde de participantes, o novo Campeonato Pernambucano possui características pensadas especificamente para clubes de menor investimento.

 

A divisão regional da primeira etapa busca reduzir gastos com viagens, transporte e hospedagem. A FPF também ficará responsável por algumas despesas administrativas da competição, enquanto os clubes permanecerão com as receitas obtidas durante os jogos.

 

Outro ponto aprovado no Conselho Arbitral foi a participação obrigatória de dez jogadores oriundos das categorias de base entre os relacionados para cada partida. Cada equipe poderá colocar até 26 atletas na súmula. Segundo informações divulgadas após o arbitral, a medida também esteve entre as sugestões discutidas com a CBF.

 

O primeiro turno terá dez datas e será encerrado no fim de novembro. A etapa decisiva começa em janeiro e terá outras 11 datas previstas.

 

Com isso, a FPF pretende solucionar outro problema provocado pelo formato tradicional dos Estaduais: clubes eliminados precocemente ou fora das principais divisões, muitas vezes, enfrentam longos períodos sem calendário profissional.

 

Evandro Carvalho não esconde que pretende transformar Pernambuco em referência para uma eventual discussão nacional sobre o futuro dos Estaduais.

 

O dirigente afirmou ao BN que decidiu colocar a proposta em prática mesmo diante do caráter inédito do formato e considera positiva a possibilidade de a CBF aproveitar elementos do modelo posteriormente.

 

“Eu sou ousado e acho que era preciso inovar. Por isso resolvi ser o piloto de mim mesmo. Evidentemente, fico muito feliz se a CBF, ao final, adotar. Para nós será gratificante, porque mostrará que nós estávamos certos. A ideia é essa”, afirmou.

 

A possibilidade, contudo, ainda está no campo da análise. Até o momento, não há anúncio da CBF sobre adoção nacional da fórmula pernambucana ou determinação para que outras federações estaduais reproduzam o modelo.

 

Na Bahia, por exemplo, uma alteração semelhante não está em discussão neste momento. O Bahia Notícias apurou junto à Federação Bahiana de Futebol (FBF) que não existe, no presente cenário, perspectiva de mudança no formato do Campeonato Baiano baseada na experiência implementada em Pernambuco.

Justiça investiga assistência à saúde mental e falta de leitos na Bahia

  • Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
  • 28 Ago 2026
  • 12:53h

Foto: Divulgação Hospital de Eunápolis

O serviço de saúde mental na Bahia voltou a estar na mira da Justiça. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um procedimento administrativo para investigar e fiscalizar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Eunápolis, no Extremo Sul do estado.

 

 

A portaria, acessada pela reportagem, formaliza a abertura do procedimento, que tem como objetivo avaliar se a estrutura municipal é capaz de oferecer atendimento adequado a pacientes com transtornos mentais graves e pessoas com dependência química.

 

A medida, assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Rubiale, também busca verificar a disponibilidade de leitos hospitalares e a integração entre os diferentes serviços que compõem a rede de atendimento em saúde mental. Entre os pontos que serão avaliados está a integração entre os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A portaria também convoca gestores municipais para prestar esclarecimentos detalhados sobre o fluxo de assistência em situações de crise psiquiátrica e nos casos de internação involuntária e compulsória.

 

De acordo com o documento, a abertura do procedimento foi motivada por relatos e pela necessidade de apurar a estrutura e o funcionamento da rede municipal. Entre os principais pontos estão:

  • Relatos de famílias: familiares relataram dificuldades para acessar atendimento especializado e, principalmente, para conseguir leitos de estabilização clínica para pacientes em momentos de crise;

  • Déficit e fluxo de leitos: o MP-BA pretende apurar a quantidade, a disponibilidade e o fluxo de acesso aos leitos de saúde mental no hospital geral do município, além de verificar a existência de contratos ou pactuações regionais para o acolhimento de pacientes em crise psiquiátrica;

  • Cumprimento de ordens judiciais: o procedimento também busca verificar se Eunápolis dispõe de estrutura assistencial adequada para cumprir determinações judiciais de internação involuntária e compulsória;

  • Integração dos serviços: será avaliado se a rede atualmente disponível é suficiente e se os serviços essenciais — como CAPS, Atenção Básica, SAMU, Hospital Regional e unidades de urgência — atuam de forma integrada.

 

O Ministério Público solicitou ainda o quantitativo de pacientes que aguardaram vaga para internação psiquiátrica nos últimos 12 meses. Além disso, a Coordenadora de Saúde Mental de Eunápolis e a equipe técnica do CAPS deverão prestar informações e esclarecimentos detalhados sobre a estrutura atual da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do município.

 

Entre as informações solicitadas estão o quantitativo e as modalidades dos CAPS atualmente em funcionamento; o número de profissionais vinculados aos serviços de saúde mental da rede municipal; o fluxo de atendimento adotado para pacientes em crise psiquiátrica; a existência de leitos de saúde mental em hospital geral no município; e as pactuações regionais destinadas ao acolhimento de pacientes que necessitem de internação psiquiátrica.

 

Também deverão ser esclarecidos os procedimentos adotados nos casos de internação involuntária ou compulsória, as principais dificuldades enfrentadas pela rede municipal no atendimento a pessoas com transtornos mentais graves ou dependência química e as medidas e estratégias utilizadas para articular os diferentes pontos da rede.

 

A apuração inclui ainda a integração entre CAPS, Atenção Básica, SAMU, unidades hospitalares e serviços de assistência social. A ação do Ministério Público tem como objetivo verificar o funcionamento da rede municipal e garantir que o direito fundamental à saúde mental seja respeitado, em conformidade com as exigências legais vigentes.

Operação Força Total apreende fuzil e mais de 3 mil porções de drogas no Arenoso

  • Bahia Notícias
  • 28 Ago 2026
  • 08:25h

Foto: Reprodução / SSP-BA

A Polícia Militar (PM-BA) apreendeu um fuzil de grosso calibre, carregadores e mais de três mil porções de drogas no bairro do Arenoso, em Salvador, durante as ações da Operação Força Total na tarde desta quinta-feira (27).

 

Segundo informações divulgadas pelas forças de segurança, a apreensão foi realizada por agentes do Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPatamo) e do Comando de Policiamento em Missões Especiais (CPME).

 

O material foi encontrado quando as guarnições visualizaram um indivíduo em movimentação suspeita na localidade. Os policiais informaram que, ao perceber a aproximação policial e receber voz de abordagem, o homem teria fugido. A Polícia Militar (PM-BA) iniciou, então, uma varredura em edificação, por onde o suspeito conseguiu fugir. 

 

No decorrer da busca, foram encontrados um fuzil calibre 556 com numeração raspada, dois carregadores, 2200 porções de maconha, cerca de 500 pedras e uma barra de crack,  444 embalagens contendo cocaína e cinco balanças de precisão.

 

Todo o material apreendido foi apresentado à Polícia Civil (PC-BA), onde a ocorrência foi registrada.

DNIT-BA aprova reajuste de R$ 1,5 mi em contrato de manutenção da BR-116 sem incluir nenhum serviço novo; entenda

  • Por Mauricio Leiro / Paulo Dourado/Bahia Notícias
  • 27 Ago 2026
  • 18:45h

Foto ilustrativa: Cau Preto/Prefeitura de Feira de Santana

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes da Bahia (DNIT-BA) aprovou um aumento de R$ 1.534.542,02 em um contrato feito com a empresa PaviService Serviços de Pavimentação Ltda. para a manutenção rodoviária da BR-116/BA entre os km 713,60 e o km 837,60, com extensão de 124 km, entre os municípios de Manoel Vitorino, Boa Nova, Poções, Planalto e Vitória da Conquista.

 

O contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da Bahia nesta quarta-feira (26).

 

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com a assessoria do DNIT, o aumento, que saiu de R$ 29.867.025,42 para R$ 31.401.567,44, não se trata de nenhum novo serviço, apenas o reajuste dos valores, feito de forma periódica.

 

"A autarquia reitera que o valor de R$ 1.534.542,02 registrado na Segunda Apostila decorre exclusivamente do reajustamento periódico dos preços previsto no próprio contrato, não representando inclusão de novos serviços, ampliação do objeto ou acréscimo de quantitativos ao contrato", escreveram em nota ao BN.

 

Apesar do contrato ter sido celebrado em novembro de 2025, o reajuste é feito com base na comparação entre os índices da data-base de julho de 2024 e os índices correspondentes a julho de 2026.

 

No cálculo mais recente, o Sistema de Acompanhamento de Contratos (SIAC) apurou uma previsão de R$ 2.405.599,24 de reajustamento incidente sobre o saldo dos serviços ainda a executar, correspondente a R$ 20.854.740,77 a preços iniciais.

 

Esse valor de R$ 1.534.542,02 não é um gasto novo criado do zero. O contrato já tinha uma previsão de reajuste de R$ 1.140.042,34, guardada para ser usada aos poucos ao longo da obra. Desse total, R$ 268.985,12 já haviam sido usados em medições anteriores, restando um saldo de R$ 871.057,22 ainda disponível e não utilizado. 

 

Quando o SIAC recalculou o valor total do reajuste necessário, chegou a R$ 2.405.599,24. Como parte desse valor, os R$ 871.057,22 que restavam, já estava reservada e disponível dentro do próprio contrato, só foi preciso formalizar a diferença entre os dois números, que é exatamente R$ 1.534.542,02, o valor aprovado agora.

Governo anuncia empresa para construir hospital em Maracás com custo de R$ 56,8 mi

  • Por Maurício Leiro / Francis Juliano/Bahia Notícias
  • 27 Ago 2026
  • 16:25h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O governo do estado anunciou a empresa responsável pelas obras de construção do Hospital Geral de Maracás, no Vale do Jiquiriçá. 

 

Segundo comunicado desta terça-feira (26), a empresa da Nordeste Engenharia Ltda. venceu o lote único da concorrência, com proposta no valor total de R$ 56,8 milhões.

 

O resultado é referente à concorrência, realizada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Diretoria de Licitação e da Comissão de Contratação. Em janeiro deste ano, a obra foi autorizada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

A expectativa é que o hospital conte com 51 leitos, atendimento em clínica médica, cirúrgica, pediátrica e obstétrica, além de urgência e emergência 24h. O hospital deve ainda ter centro cirúrgico, centro de Parto Normal (CPN).