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Flávio Bolsonaro pousa em Miami em jatinho particular; veja imagens

  • Bahia Notícias
  • 28 Out 2026
  • 16:57h

Foto: Reprodução / CNN

O senador Flávio Bolsonaro pousou às 10h30 desta quarta-feira (28) em Miami, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. O candidato à Presidência da República deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), em direção à Argentina e por volta das 22h50, após cruzar a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. 

 

A viagem ocorreu após a Polícia Federal solicitar a entrega do passaporte do senador, medida que foi acatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O filho de Jair Bolsonaro descumpriu a medida que solicitava a entrega até às 11h desta terça.

 

A entrada de Flávio em território argentino foi registrada com documentos de viagem válidos e sem impedimentos legais, informou a autoridade migratória. Ele teria ficado em uma fazenda em Foz do Iguaçu antes de viajar. 

 

Segundo o Estadão, a aeronave utilizada pelo senador é um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que havia chegado ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). Conforme informações do serviço de rastreamento Flightradar24, o avião partiu somente na madrugada de quarta-feira, às 0h18.

 

INVESTIGAÇÕES
Flávio é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. A medida de apreensão do passaporte foi emitida no âmbito deste caso, que segue tramitando em sigilo de justiça. 

 

Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Errata: Após divulgação de buscas, STF nega ordem judicial contra Flávio Bolsonaro

  • Bahia Notícias
  • 28 Out 2026
  • 14:23h

Foto: Vittor Sales / Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou, em nota nesta quarta-feira (28), que não há mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus endereços. 

 

 

"Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão", diz a nota. O Bahia Notícias, com base em informações do g1, publicou que a mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília seria alvo de um mandado de busca e apreensão.

 

Flávio Bolsonaro deixou o país nessa terça-feira (27). A saída do país aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do parlamentar.

Lula comemora 81 anos com música, bolo, militantes e choro ao lembrar dos "velhinhos" indo votar no 2º turno

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 28 Out 2026
  • 12:07h

Foto: Reprodução Redes Sociais

Com direito a bolo, trio elétrico, música e a participação de mais de duas mil pessoas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou no início da noite desta terça-feira (27) o seu aniversário de 81 anos. A festa aconteceu no estacionamento em frente ao Palácio da Alvorada. 

 

O presidente Lula chegou por volta de 18h, após sair do Palácio da Alvorada em um carrinho de golfe dirigido pela primeira-dama Janja da Silva. Estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin com sua esposa, Lu Alckmin, além de ministros, aliados e militantes. 

 

Ao chegar na festa, Lula cumprimentou alguns dos presentes e discursou. Depois, cantaram parabéns e serviram bolo com os recheios de morango e abacaxi. O doce estava decorado com a frase: “Gente é para brilhar. Parabéns, presidente Lula”.

 

Na sua fala, o presidente Lula falou sobre as eleições, agradeceu a participação da juventude e chorou ao comentar sobre os idosos que foram votar. 

 

“Minha gratidão à juventude, que quando percebeu que a democracia podia correr o risco, não vacilou e foi para rua sem perguntar para partido, sem perguntar para mim ou para o Alckmin. Foram para a rua porque eles acham que, mesmo a democracia tendo defeito, não tem nenhum regime que permita a participação social como a democracia”, declarou o presidente. 

 

Em outra parte do seu discurso, Lula falou sobre a necessidade de se construir um ambiente político no Brasil sem raiva e sem ódio.

 

“Temos obrigação de fazer com que as pessoas aprendam a fazer política de forma civilizada, sem raiva e sem ódio. Precisamos acabar com o ódio nesse país. Pai não precisa brigar com o filho por causa do voto. Mãe não precisa brigar com a filha por causa do voto. Voto é a manifestação soberana de cada um de nós, e a gente vota em quem quiser, e tem que acatar o resultado”, afirmou.

 

Depois, ao falar sobre os vídeos que assistiu dos “velhinhos” indo votar, Lula chorou. Disse ter visto imagens de idosos sendo carregados no colo, em carrinhos ou em macas para participar da votação. 

 

Após o discurso, a banda no trio elétrico tocou músicas de Fafá de Belém, Gonzaguinha e Elba Ramalho, entre outros artistas. Lula cumprimentou diversas pessoas presentes à festas, entre elas algumas idosas que estavam em cadeiras de roda. Lula também subiu no trio elétrico. 

Deputado Lucas Pavanato diz ser perseguido por Caetano Veloso após processo por ofensa nas redes sociais

  • Bahia Notícias
  • 28 Out 2026
  • 08:19h

Foto: Instagram / Roncca

O deputado federal Lucas Pavanato, o mais votado de São Paulo, acusou o cantor baiano Caetano Veloso de perseguição após ser processado pelo artista por declarações feitas nas redes sociais durante o período eleitoral.

 

Em entrevista ao site Metrópoles, o parlamentar comparou a situação dele com as perseguições sofridas pelo tropicalista durante o período da ditadura militar.

 

"Agora eu não posso mais considerar alguém ‘vagabundo’? Para mim ele é! Se disse perseguido e censurado pelo regime militar, e hoje tenta fazer o mesmo comigo. Hipócrita", afirmou ao site.

 

No vídeo, publicado no dia 19 de outubro, depois da definição do 2º turno, Pavanato aparece ao lado do jornalista e influenciador digital Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, chamando o artista de "vagabundo", além de alegar que ele vive do dinheiro da Lei Rouanet.

 

O vídeo acumulou cerca de 288 mil curtidas e 33 mil compartilhamentos em menos de 24 horas, no entanto, foi retirado das redes sociais. Caetano pede uma indenização de R$ 50 mil por danos morais e um vídeo de retratação.

Brasil tem 63,9 milhões de pessoas sem educação básica completa, aponta levantamento

  • Por Bárbara Sá | Folhapress
  • 27 Out 2026
  • 10:27h

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

O Brasil tem 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que pararam de estudar sem ter concluído a educação básica, o equivalente a 37,3% da população nessa faixa etária.
 

Desse contingente, 44,7 milhões não concluíram o ensino fundamental e 19,3 milhões não terminaram o ensino médio.
 

A EJA (Educação de Jovens e Adultos), principal modalidade destinada a quem não terminou os estudos na idade esperada, atende 1,5% desse público potencial, aponta levantamento da Rede EJA e Inclusão Produtiva.
 

Pessoas pretas e pardas representam 63,9% do grupo e correspondem a 76,8% dos matriculados na modalidade —no geral da população, esses dois segmentos são 55,5% dos brasileiros, segundo o Censo de 2022.
 

O relatório "População de 15+ fora da escola, demanda potencial por EJA e transições para o trabalho: diagnóstico e evidências para políticas públicas" foi elaborado pelas fundações Roberto Marinho, Bradesco, Itaú e Arymax, com cooperação da Unesco e parceria técnica do Iesp-Uerj (Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
 

O diagnóstico reúne dados da Pnad Contínua de 2025, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Censo Escolar de 2024 e do Censo Demográfico de 2022.
 

O contingente sem educação básica completa diminuiu 16% de 2012 a 2025.
 

Segundo o levantamento, a maior parte dessa redução (51%) se explica pela morte de pessoas mais velhas que não tiveram acesso à escola no passado.
 

O restante da redução é de quem consegiu concluir seus estudos em alguma modalidade, seja por meio do ensino regular (23%), do EJA (8%) ou de outra forma (17%)..
 

Para a superintendente do Itaú Educação e Trabalho e uma das responsáveis pelo levantamento, Silvana Oliveira, os números indicam a necessidade do país repensar a forma de ensino para essa população.
 

"Não basta abrir mais vagas. A escola precisa caber na vida do estudante. É necessário oferecer currículos flexíveis, diferentes formatos de organização, horários compatíveis com a jornada de trabalho e políticas de permanência", afirma.
 

A baixa escolaridade também está associada a desvantagens no mercado de trabalho e no rendimento, diz o levantamento. A renda domiciliar mensal por pessoa do grupo fora da escola sem educação básica completa é de R$ 1.427, equivalente a 51,4% da registrada entre quem concluiu essa etapa, de R$ 2.777.
 

A taxa de pobreza é 1,8 vez maior no primeiro grupo. Entre os ocupados sem ensino fundamental completo, 38,4% são empregados formais, ante 65% daqueles com ensino médio completo.
 

Em uma simulação que considera a conclusão da educação básica por 32,5 milhões de pessoas, aproximadamente metade do público potencial da EJA, os pesquisadores estimam um ganho nos rendimentos do trabalho de R$ 66 bilhões por ano, equivalente a 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto).
 

Desse total, R$ 43 bilhões viriam do aumento na remuneração de quem já trabalha e R$ 23 bilhões, da entrada de pessoas no mercado.
 

Entre homens que não concluíram os anos iniciais do fundamental, 48,4% têm 60 anos ou mais. Entre mulheres na mesma situação, a proporção chega a 61,2%. Já no grupo com ensino médio incompleto, a maior concentração está entre adultos de 30 a 49 anos.
 

As razões para o abandono e as barreiras ao retorno também diferem entre os gêneros.
 

Entre homens de 15 a 29 anos, 53,9% apontaram o trabalho como motivo para deixar a escola e 61,7% o citaram como obstáculo para voltar. Entre mulheres da mesma faixa etária, 34,9% associaram a dificuldade de retorno às responsabilidades familiares. A gravidez foi apontada como motivo do abandono por 22,9%.

 

OAB anula suspensão do exercício profissional da advogada Deolane Bezerra, presa por suspeita de envolvimento com PCC

  • Bahia Notícias
  • 27 Out 2026
  • 08:08h

Foto: Instagram

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa desde maio durante a Operação Vérnix, teve a anulação da suspensão da licença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A 8ª Câmara Recursal da OAB-SP identificou irregularidades na adoção da medida que tirou o direito da influencer de exercer a profissão.

 

Com a nova decisão, a Câmara recursal anulou, por unanimidade, “todos os atos processuais praticados pela decisão anterior, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para regular processamento, nos termos do voto do Relator”.

 

Na época da suspensão, a defesa da influenciadora disse que "lamentava ter sido surpreendida por notícias na imprensa sobre a suspensão de seu registro na OAB, fixada em 90 dias, ressaltando que tal medida ocorreu sem o devido respeito ao contraditório e ao prévio direito de defesa".

 

A irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, celebrou a conquista. "Vejam vocês o que acontece quando o próprio Estado deixa de respeitar as garantias dos investigados e dos julgados".

Caetano Veloso entra com ação contra influenciadora bolsonarista após vídeo sobre Lei Rouanet

  • Bahia Notícias
  • 26 Out 2026
  • 16:07h

Foto: Instagram/Bahia Notícias

O cantor Caetano Veloso, de 84 anos, entrou com uma ação contra a influenciadora digital bolsonarista Carla de Castro, mãe da deputada federal eleita Julia de Castro, após o compartilhamento de um vídeo nas redes sociais em que assumia que o baiano era sustentado pela Lei Rouanet.

 

De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', o veterano pede R$ 30 mil na ação. No vídeo postado por Carla, ela afirma que a população trabalha “se ferrando todos os dias” para manter o padrão de vida de artistas beneficiados pela Lei Rouanet, e cita diretamente Caetano.

 

A gravação acusava de ter adquirido uma cobertura de R$ 70 milhões com recursos da Lei Rouanet. O vídeo foi removido após a abertura da ação. No processo, Caetano diz não ser dono da cobertura citada e jamais ter utilizado a Lei Rouanet em benefício próprio.

Líderes latino-americanos reconhecem vitória de Lula; Milei e Trump não se manifestaram

  • Bahia Notícias
  • 26 Out 2026
  • 14:02h

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Com 100% das urnas apuradas no Brasil, líderes de países vizinhos foram às redes sociais cumprimentar o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no 2º turno das eleições presidenciais. Os presidentes de países como Uruguai, México, Bolívia, Panamá e Paraguai se pronunciaram enquanto Javier Milei e Donald Trump, da Argentina e Estados Unidos, ainda não reconheceram a vitória. 

 

Um deles foi o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, que disse ter se comunicado com Lula para felicitá-lo. "Eu o cumprimentei pelo triunfo e pela festa democrática que representa o processo eleitoral", afirmou.

 

"Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Felicidades presidente Lula", escreveu a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

 

Outro líder que se manifestou foi o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. "Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", escreveu o mandatário.

 

O presidente do Panamá, José Raul Mulino, também foi às redes sociais saudar Lula. "Felicito o povo brasileiro por esta jornada democrática e especialmente ao presidente Lula por sua vitória. Seguiremos trabalhando juntos por nossos países", postou.

 

Na mesma linha, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi outro que saudou Lula e o povo brasileiro pela jornada democrática.

Alcolumbre e Motta ligam para Lula, oferecem apoio e pedem que ele atue para unir o Brasil

  • Por Raphael Di Cunto | Folhapress
  • 26 Out 2026
  • 10:22h

Foto: Ricardo Stuckert

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), parabenizaram o presidente Lula (PT) pela vitória neste domingo (25).
 

Os dois telefonaram para o petista para prometer espaço para que as promessas feitas na campanha sejam efetivadas e afirmaram que o ele ganhou uma nova oportunidade de tentar unir o Brasil.
 

Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno "Temos Brasil dividido, que passou infelizmente os quatro anos radicalizdao, e com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de poder conciliar o país, de poder olhar para frente e conciliar todos os brasileiros", afirmou Motta, que cumprimentou também Flávio Bolsonaro (PL) pela disputa.
 

Alcolumbre destacou que parte dos estados brasileiros votou no candidato adversário, que teve quase 60 milhões de votos. "Precisamos todos nós ter a compreensão de que o nosso país dividido não é bom para o povo brasileiro, não é bom para as instituições republicanas, não é bom para o futuro do Brasil", disse. "Passou a eleição. O presidente do Brasil eleito tem que governar para os 215 milhões de brasileiros que precisam das respostas do Estado", disse.
 

Motta pediu que Lula faça uma avaliação dos acertos da campanha, "mas também dos erros cometidos". "Somos humanos e precisamos neste momento fazer uma auto avaliacao daquilo que precisa er melhorado", disse.
 

Os dois exaltaram o sistema eleitoral brasileiro e a democracia, e afirmaram que o Congresso estará à disposição para votar os projetos que tragam desenvolvimento econômico e melhore a segurança pública.
 

"O Congresso brasileiro não se furtará a debater todos os temas, não se furtará em fazer os enfrentamentos necessários para buscar na agenda do Parlamento brasileiro uma agenda de resposta a que a sociedade espera do Poder Legislativo", disse Alcolumbre.
 

O presidente do Senado disse que cabe ao presidente reeleito unir o Brasil e que o clima de agressões dos apoiadores de ambos os lados não é positivo. Ele e Motta citaram que o Legislativo atuará de forma independente, mas harmônica com o Executivo.
 

Motta fez campanha pela reeleição de Lula, mas seu partido declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e ele ficou mais ausente na segunda etapa.
 

Também pesou nesse afastamento o fato do petista ter pedido votos para um adversário do pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), que acabou derrotado para Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na disputa pelo Senado na Paraíba.
 

O presidente da Câmara, no entanto, auxilou o petista ao colocar em votação rapidamente um pacote de medidas para o MEI (Microempreendedor Individual). O texto aumentará o teto de faturamento anual de cerca de R$ 80 mil por ano para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028 e perdoou cerca de R$ 15 bilhões em dívidas tributárias desse grupo.
 

Já Alcolumbre não fez campanha abertamente por nenhum dos candidatos à Presidência, mas ajudou Lula ao colocar em votação às vésperas do segundo turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acabou com a jornada de trabalho 6x1. No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Senado, pediu votos para o petista.
 

Alcolumbre e Motta buscarão a reeleição para o comando das duas Casas do Congresso, e devem contar com apoio do governo Lula nessa empreitada, para evitar que a direita vença a disputa. A eleição ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027.
 

No Senado, Alcolumbre deve enfrentar a concorrência de Rogério Marinho (PL-RN) e de Tereza Cristina (PP-MS). O PL elegeu a maior bancada da Casa, com 29 senadores, que se somam aos três do partido Novo em oposição ao atual presidente. Alcolumbre já conta com adesão de PSD e MDB à sua candidatura.
 

Na Câmara, Motta reuniu em torno de si o apoio de dez partidos do centrão, do PDT e do PSB. O PT também deve votar nele, mas aguardava o fim do segundo turno da eleição presidencial antes de decidir.

35 mil votos foram registrados após as 17h; vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões

  • Bahia Notícias
  • 26 Out 2026
  • 08:15h

Foto: Ricardo Struckert / Lula Oficial

Um levantamento do portal g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17 horas de domingo (25), no horário de Brasília, no segundo turno da eleição presidencial. Lula (PT) foi reeleito com uma virada inédita ao obter 51,79% dos votos e derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL), que ficou com 48,21%.

 

A vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos: teve 64,2 milhões, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro.

 

Houve votação até mais tarde porque o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o prazo até as 19h. A decisão foi proferida pouco depois das 17 horas. Como a maioria das urnas já tinha sido fechada, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para locais em que as seções eleitorais ainda estavam abertas.

 

As duas campanhas haviam solicitado ao TSE mais tempo para os eleitores votarem. A de Lula relatou problemas no transporte público, como falta de ônibus, redução de frotas e cobrança indevida de passagens. A de Flávio Bolsonaro pediu a extensão em cinco estados atingidos por fortes chuvas: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A campanha de Lula recorreu também ao STF, de onde partiu a decisão mandando estender o horário de votação em todo o país.

 

Após a confirmação do resultado da eleição, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmou a vitória de Lula e afirmou ter "toda a segurança no processo eleitoral".

 

O candidato Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, questionou a decisão de Zanin e disse que vai pedir a anulação da eleição.

 

Para dimensionar a votação após as 17 horas, o levantamento do g1 analisou os logs de urna, que registram os eventos que cada equipamento grava automaticamente durante a votação. É como um "diário de bordo" da urna, no qual é possível saber o momento em que ela foi ligada, os horários dos votos e quando a votação terminou. Nesses arquivos não é possível saber para quem os votos foram dados.

 

Das 35.521 confirmações de votos registradas após as 17h no país, 30.866 estão em seções cujos dados foram conferidos com os boletins de urna e cuja transmissão aparece como “Totalizado”.

 

Suspeito de tráfico é preso com 74 porções de cocaína em Salvador

  • Bahia Notícias
  • 25 Out 2026
  • 12:25h

Foto: Divulgação / BPFRC

Policiais militares prenderam um homem por tráfico de drogas na manhã de quinta-feira (22), no bairro Vasco da Gama, em Salvador. O suspeito também tinha um mandado de prisão em aberto.

 

Segundo a Polícia Militar, agentes do Batalhão Gêmeos realizavam patrulhamento preventivo na Rua Sérgio de Carvalho para coibir furtos e roubos a coletivos quando avistaram o indivíduo, que tentou fugir ao perceber a presença policial.

 

Durante a abordagem, foram encontradas 74 porções de cocaína, uma máquina de cartão, dois celulares, uma bolsa e um cartão de crédito.

 

O homem foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi constatada a existência do mandado de prisão em aberto. Ele foi apresentado à unidade para a adoção das medidas cabíveis.

Eleições 2026: Veja o que é permitido e proibido no dia da votação

  • Bahia Notícias
  • 25 Out 2026
  • 10:00h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

Eleitores, candidatos, partidos e mesários devem observar regras específicas previstas na Lei das Eleições e em resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25). 

 

Manifestação individual e silenciosa é permitida. O eleitor pode demonstrar sua preferência política por meio de bandeiras, broches, adesivos e camisetas com slogans ou lemas de candidatos, partidos ou coligações.

 

O uso desses itens deve ocorrer de forma estritamente individual, sem coordenação para aglomerações de pessoas com roupas padronizadas. Publicações anteriores na internet: Conteúdos e aplicações publicados nas redes sociais antes do dia da eleição podem continuar no ar.

 

Até o encerramento da votação, às 17h, é proibida a aglomeração de pessoas vestindo roupas padronizadas que caracterizem manifestação coletiva ou ruidosa.

 

O ato de “boca de urna” é proibido: aliciar, coagir, arregimentar eleitores ou tentar influenciar a escolha do voto, assim como distribuir materiais de propaganda como camisetas, bonés, broches e folhetos. 

 

É proibida a utilização de alto-falantes, amplificadores de som, carreatas e comícios, assim como o “derrame de santinhos”.  A distribuição ou o descarte de material impresso em vias públicas próximas aos locais de votação, na véspera ou no dia da eleição, constitui propaganda irregular sujeita a multa e detenção

 

NA CABINE DE VOTAÇÃO

É proibido entrar na cabine de votação portando celular, máquinas fotográficas, filmadoras, óculos inteligentes ou equipamentos de radiocomunicação, mesmo que desligados. A medida protege o sigilo do voto previsto no Código Eleitoral, cuja violação ou tentativa de violação pode resultar em pena de até dois anos de detenção.

 

REGRAS PARA MESÁRIOS E FISCAIS

Mesários e escrutinadores ficam proibidos de usar roupas ou objetos com qualquer tipo de propaganda de candidatos, partidos ou coligações.

 

Os fiscais partidários devem utilizar apenas crachá de identificação contendo seu nome e a sigla do partido ou federação, sendo proibido o uso de uniforme padronizado.

Ações no TSE devem prolongar disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro com ares de 'terceiro turno'

  • Por Luísa Martins | Folhapress
  • 25 Out 2026
  • 08:45h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

A judicialização das campanhas presidenciais junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve prolongar a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para além do resultado das urnas no domingo (25). A expectativa é de uma espécie de "terceiro turno" das eleições.
 

Independentemente de quem seja eleito, ministros da corte antecipam que as acusações mútuas de abuso de poder devem pautar o TSE ao longo dos próximos meses, em processos cujos possíveis efeitos vão da inelegibilidade por oito anos à cassação da chapa vencedora.
 

As apostas jurídicas dos dois lados estão concentradas nas chamadas Aijes (Ações de Investigação Judicial Eleitoral), instrumentos reservados para apurar abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e condutas capazes de comprometer a igualdade da disputa.
 

Das ações contra Flávio, aquela que os ministros consideram a mais relevante é uma em que o presidente acusa o rival de ser beneficiado pelo algoritmo da Meta -dona do Instagram, Facebook e WhatsApp. Isso, segundo os advogados da campanha petista, caracterizaria abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
 

A campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por outro lado, afirma que Lula se utilizou da máquina pública para turbinar sua candidatura à reeleição, além de alegar que o canal de WhatsApp "Exército do Lula", coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), desequilibrou o pleito no segundo turno.
 

Em conversas reservadas, as equipes jurídicas dos candidatos têm focado na composição atual do TSE. A leitura é a de que, apesar de o tribunal estar sob comando dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça -indicados ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo pai de Flávio-, a maioria dos magistrados é mais alinhada às teses de Lula.
 

Esse grupo inclui o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator das ações de inelegibilidade, e os ministros Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Sebastião Reis Júnior. Na outra ala, Kassio e Mendonça contam com o apoio do ministro Dias Toffoli.
 

A partir dessa configuração, três integrantes do TSE ouvidos reservadamente pela reportagem veem mais chances de Flávio ser punido pelo caso da Meta do que de Lula sofrer sanções por eventual abuso da estrutura do governo federal.
 

Auxiliares desses magistrados consideram graves as suspeitas sobre a atuação da empresa durante a eleição brasileira. Eles ponderam que uma eventual condenação exige provas concretas de interferência no resultado do pleito, o que ainda não é possível afirmar categoricamente.
 

Se Flávio for eleito presidente da República e o TSE entender posteriormente que a big tech de fato favoreceu a campanha dele e prejudicou a de Lula, comprometendo a chamada paridade de armas na disputa, a consequência é a inelegibilidade por oito anos e a cassação do diploma.
 

Segundo a Constituição Federal, caso a vacância dos cargos de presidente e vice ocorra nos dois primeiros anos de mandato, deve ser convocada uma nova eleição direta, pelo voto popular. No cenário de cassação a partir de 2029, a eleição ocorre de forma indireta, ou seja, por meio do Congresso Nacional.
 

Segundo a campanha de Lula, os sistemas de recomendação e as ferramentas de inteligência artificial da Meta beneficiaram Flávio. A empresa afirma ter cumprido todas as determinações do TSE sobre anúncios eleitorais.
 

A ação da coligação petista cita reportagem da Folha de S. Paulo que revelou mensagens internas em que funcionários da Meta admitem que Lula foi prejudicado por restrições a anúncios na plataforma, enquanto perfis de Flávio foram recomendados algoritmicamente -prática vedada pelas regras do TSE.
 

Já as alegações de Flávio contra Lula questionam a utilização da máquina da Presidência da República, do Ministério da Cultura, de sindicatos, da UNE (União Nacional dos Estudantes) e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) para promoção eleitoral.
 

Além disso, citam possível desequilíbrio a partir da mobilização pelo WhatsApp do canal "Exército do Lula" e uma suposta campanha de desinformação em perfis no Instagram.
 

Interlocutores de Kassio e Mendonça avaliam que, se Flávio vencer a eleição, a campanha de Lula pode promover uma ofensiva jurídica inclusive junto ao STF, destravando uma ação sob relatoria do ministro Flávio Dino que trata do tema da soberania nacional.
 

O entorno do petista nega que ele tenha a intenção de questionar o resultado das urnas e calcula que a estratégia jurídica vá se concentrar nas Aijes que tramitam no TSE e que apontam conduta abusiva por parte de Flávio na campanha.
 

Já para a ala oposta à de Kassio, eventual derrota de Flávio exige atenção para que não se repita o cenário de 2022. Quando Jair Bolsonaro perdeu a eleição, bolsonaristas bloquearam estradas, montaram um acampamento com caráter golpista e depredaram a Praça dos Três Poderes no início do ano seguinte.
 

Na sabatina da TV Globo, em 16 de outubro, o senador disse que vai respeitar o resultado das urnas independentemente do resultado. Ele condenou os ataques de 8 de janeiro, mas negou que o episódio tenha sido uma tentativa de golpe.
 

O "terceiro turno" também inclui julgamentos de candidaturas sub judice. No primeiro, os eleitores brasileiros depositaram 1,8 milhão de votos em pessoas cujo registro estava indeferido, mas com recursos pendentes no TSE,
 

A eventual reversão desses cenários pelo TSE pode alterar a composição dos Legislativos federal e estadual. Um exemplo é o do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), cuja candidatura ainda não foi validada definitivamente pela última instância da Justiça Eleitoral.

Dólar oscila e Bolsa sobe com Datafolha e inflação no radar antes do segundo turno

  • Por Júlia Galvão | Folhapress
  • 24 Out 2026
  • 12:33h

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O dólar está oscilando nesta sexta-feira (23), último pregão antes do segundo turno da eleição presidencial, que será realizado no domingo (25). Às 14h27, a moeda registrava queda de 0,21%, cotada a R$ 5,027.
 

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda de 0,14%, aos 203.815 pontos.
 

Os investidores repercutem a pesquisa Datafolha divulgada na véspera (22), após o fechamento do mercado, que aponta empate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na disputa pela Presidência. Os dois candidatos têm 50% dos votos válidos, considerando o arredondamento. Sem arredondar, o senador aparece com 50,47%, ante 49,53% do presidente.
 

O levantamento foi realizado de terça-feira (20) a quinta-feira (22) e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os votos válidos excluem brancos e nulos e são a base utilizada pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado final.
 

Além disso, há expectativa em torno do debate presidencial que será realizado nesta noite pela Globo, a partir das 21h20.
 

O mercado também acompanha os dados de inflação. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) desacelerou para 0,32% em outubro, ante 0,70% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
 

O resultado ficou abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, de 0,45%, segundo a Bloomberg, e também do piso das estimativas, de 0,33%.
 

Apesar da desaceleração, a inflação segue com um quadro qualitativamente preocupante, afirma Carlos Lopes, economista do banco BV.
 

"A distribuição da inflação entre os principais grupos veio dentro do esperado, com destaque para a pressão em alimentação, que registrou alta de 0,88%. A inflação de alimentos está disseminada entre diferentes itens, refletindo questões de oferta e pressões associadas ao El Niño", diz Lopes.
 

Em habitação, houve queda de 0,10% no mês, em razão da aplicação da bandeira tarifária verde na energia elétrica, que contribuiu para aliviar o grupo. Em transportes, a principal surpresa foram os reajustes do transporte público, que ficaram abaixo do esperado, segundo o economista.
 

Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, destaca também a queda das passagens aéreas, que registraram deflação, ao contrário do que o mercado esperava.
 

A economista afirma que a inflação de serviços, especialmente a dos componentes subjacentes, continua preocupante. "Isso é um retrato de uma economia que, embora esteja em processo de desaceleração, ainda tem um mercado de trabalho bastante aquecido", diz.
 

Para Veronese, o resultado altera pouco as perspectivas para a política monetária. A inflação acumulada em 12 meses continua acima do teto da meta, o que exige cautela do BC (Banco Central). Por outro lado, a desaceleração dos preços pode permitir a continuidade dos cortes de juros.
 

No exterior, os investidores acompanham a alta do petróleo, que pressiona os mercados globais em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Às 14h35, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,97%, cotado a US$ 116,53.
 

A commodity está em trajetória de alta desde a semana passada, quando se intensificaram os ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, a pontos estratégicos da Arábia Saudita, incluindo refinarias e aeroportos. As negociações por um acordo de paz na região também não avançaram nos últimos dias.
 

A pressão sobre o petróleo aumenta as preocupações com a inflação e se soma à turbulência nas bolsas americanas. Segundo Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue, o mercado americano registrou na véspera uma intensa rotação de ações de tecnologia para setores mais tradicionais e defensivos, além de uma maior procura pelos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries.
 

Às 14h36, os títulos americanos de dez anos registravam alta de 0,63%, com rendimento de 4,982%. Os papéis de 30 anos subiam 0,55%, com rendimento de 5,316%.
 

"Um ponto interessante é que, há algum tempo, observávamos uma correlação significativa entre os preços dos Treasuries e o desempenho das bolsas americanas. Nas últimas semanas, porém, essa relação parece ter perdido força", diz Benati.
 

O estrategista adiciona que, no cenário doméstico, apesar do resultado mais favorável da inflação brasileira e da perspectiva para os juros, o EWZ, ETF negociado nos Estados Unidos que acompanha uma cesta de ações brasileiras, registrava queda nesta manhã.
 

Para ele, o comportamento dos ativos indica que os dados de inflação e a melhora na curva de juros não são suficientes para afastar as preocupações dos investidores com a eleição brasileira.
 

As pesquisas que apontam empate entre Lula e Flávio Bolsonaro reduzem parte do otimismo observado recentemente. A candidatura do senador é associada à perspectiva de um ajuste fiscal mais rigoroso, um dos fatores apontados para a valorização recente da Bolsa e do real.
 

A expectativa de maior controle da dívida pública tende a reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo, aliviando a curva de juros futuros. Taxas menores, por sua vez, podem reduzir o custo do crédito para as empresas e melhorar as perspectivas de lucro, favorecendo o mercado acionário.
 

Em Wall Street, as bolsas operavam em queda. Às 14h38, o S&P 500 caía 0,32%, Dow Jones recuava 1,18%, enquanto o Nasdaq tinha queda de 0,10%.

STF bloqueia até R$ 6 bi em bens de advogado ligado ao senador Flávio Bolsonaro

  • Bahia Notícias
  • 24 Out 2026
  • 10:20h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores mantidos em contas bancárias e empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele é investigado por suspeitas de envolvimento em crimes como desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas digitais.

 

Entre os ativos atingidos pela decisão do ministro Alexandre de Moraes está uma conta vinculada a uma empresa de Tomaz proprietária de uma bet sob investigação. Até meados de 2025, Flávio Bolsonaro figurava como associado “máster” da empresa, condição que lhe permitia movimentar recursos e realizar transações.

 

Segundo informações divulgadas pela revista Piauí, apenas o senador e o advogado tinham autorização para operar a conta naquele período. Além do bloqueio, Moraes determinou que bancos e instituições financeiras informem quem estava autorizado a movimentar os recursos, incluindo eventuais cotitulares das contas.

 

A medida busca esclarecer as operações financeiras relacionadas à empresa de apostas. A investigação teve origem no Rio Grande do Sul, a partir de suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de sites de apostas. O caso chegou ao STF após a menção a Flávio Bolsonaro, que possui foro por prerrogativa de função. Moraes foi sorteado como relator do processo.

 

Outro ponto considerado pelo Supremo é a saída de Willer Tomaz do Brasil, em 21 de agosto. Até o momento, não há registro de retorno do advogado ao país. Para a Corte, a ausência aumenta o risco de destruição de provas e de dados relevantes para a apuração.