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- Bahia Notícias
- 13 Out 2026
- 18:17h
Foto: YouTube
A atriz norte-americana Selma Blair, de 54 anos, foi detida na noite do último domingo (11) a bordo de um voo da Delta Air Lines que fazia o trajeto entre Los Angeles e Nova York, nos Estados Unidos, após tentar ferir comissários da companhia aérea.
De acordo com a agência Associated Press (AP), e os sites Page Six, a atriz Selma foi presa após tentar abrir a porta de um avião durante um voo. De acordo com a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, a polícia foi acionada após relatos de comportamento agressivo de uma passageira no voo 938.
Na ocasião, o piloto pediu que profissionais de saúde e policiais aguardassem a aeronave no aeroporto JFK (John F. Kennedy). Quando o avião pousou, os agentes detiveram a atriz.
Segundo relatos dos veículos, Selma teria agredido dois comissários de bordo, atingindo um deles com um soco e mordendo o outro. Os dois profissionais relataram ferimentos e foram atendidos em um hospital. A atriz também foi encaminhada para atendimento médico após o episódio.
Em declaração à imprensa, um representante de Selma afirmou que ela passou por uma emergência médica que teria provocado o comportamento relatado. A Delta Air Lines, linha aérea em que aconteceu o incidente, também se manifestou e ressaltou que não tolera comportamentos indisciplinados ou ilegais, destacando que a segurança dos passageiros e da tripulação é prioridade.
Vale lembrar que este não é o primeiro episódio agressivo de Selma em um voo. Em 2016, durante uma viagem de Cancún, no México, para Los Angeles, a atriz precisou de atendimento e foi retirada da aeronave em uma maca. Na época, afirmou que havia misturado álcool com medicamentos, combinação que, segundo ela, provocou uma perda de controle e a levou a fazer declarações das quais se arrependeu.
- Por Catia Seabra, Luany Galdeano e Luísa Martins | Folhapress
- 13 Out 2026
- 14:21h
Foto: Rosinei Coutinho/STF
A área técnica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou não ter identificado no canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), conteúdo que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) citou para denunciar o grupo de WhatsApp à corte.
A análise da área é uma resposta a pedido feito nesta segunda (12) pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, para que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do órgão investigasse o conteúdo.
"Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos", afirmou o relatório.
O documento pondera, por outro lado, que mensagens veiculadas entre 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas a partir do dia 7 de outubro, o que leva a uma "lacuna" para a análise dos riscos -que só pode ser suprida pelos registros originais sob a guarda do provedor.
Além disso, o relatório diz que o canal exprime um "potencial de acirramento de antagonismos políticos em um momento de alta polarização, embora seus efeitos não possam ser precisamente dimensionados".
O assessor especial de enfrentamento à desinformação do TSE, Frederico Alvim, afirma que o canal tem "elevada audiência potencial, volumes expressivos de encaminhamento em publicações isoladas, emissão de orientações sincronizadas de mobilização e dificuldade de reconstituir integralmente o histórico por consulta pública".
A campanha de Flávio afirmou, em nota, que o apagamento de mensagens faz parte da estratégia de Janones para burlar os mecanismos de controle do WhatsApp e do próprio TSE. Anunciou, ainda, que vai encaminhar à corte eleitoral um novo relatório técnico sobre o canal, "com a conservação de grande parte do conteúdo que Janones apagou".
"Proibir a disseminação de fake news e combater canais que deliberadamente se comportam de forma a burlar os mecanismos de controle não é nem nunca foi censura. É obrigação legal", diz a nota.
Atendendo a um pedido da campanha de Flávio, que acusa Janones de utilizar o canal para disseminar informações falsas e coordenar ataques contra sua candidatura, Kassio mandou censurar o canal no domingo (11), o que gerou uma série de críticas internas à sua atuação.
Depois disso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, derrubou a censura de Kassio e determinou que o canal voltasse a funcionar. Além disso, pediu que o tema seja incluído na primeira sessão virtual regimentalmente disponível, com apreciação urgente, preferencialmente em até 24 horas.
Na noite desta segunda-feira, o canal de Janones já reunia quase 4 milhões de seguidores e é uma das apostas da campanha de Lula para mobilizar a tropa digital, área em que a direita costuma ter protagonismo.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, Kassio deu a decisão contra o canal de Janones sem ter indícios ou documentos de que as fake news apontadas na ação da campanha de Flávio circulavam no grupo. A ação relatava notícias falsas sobre Nossa Senhora, ligação de Flávio com milícias e lavagem de dinheiro na Kopenhagen, além de cortes no INSS. O jurídico de Flávio, entretanto, não anexou nenhum documento relativo a isso.
Nesse contexto, Cueva pediu esclarecimentos e documentos que comprovassem a circulação do conteúdo no canal. No entanto, 40 minutos depois desse pedido, a campanha de Flávio encaminhou pedido a Kassio e juntou alguns documentos, obtendo uma decisão favorável do presidente do TSE.
Procurada, a advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianneri, afirmou ter informado ao tribunal que não havia notas atuariais das postagens no grupo devido ao grande volume de material e que o próprio TSE deveria ter feito isso.
Nota da campanha afirma ainda que a ação tinha sido movida em segredo de Justiça, com pedido para que assim se conservasse até que a Meta conservasse os dados. E acrescenta que o corregedor não determinou a conservação de dados e retirou o segredo do processo.
A guerra jurídica entrou no discurso dos candidatos. Nesta segunda, Lula cobrou Kassio e disse que presidente do TSE "não pode ter lado".
"Para ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento", afirmou.
"Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha, isso é visível, isso já foi denunciado", disse ainda.
Durante ato da esquerda na Paulista, Lula criticou a decisão de Kassio, que considerou "absurda", e disse estar "desconfiado do comportamento da corte eleitoral".
Ministros de uma ala do TSE diziam extraoficialmente no domingo haver indícios de engajamento de Kassio na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem também questionaram a postura do magistrado.
O ministro Kassio já havia convocado uma reunião a ser realizada nesta terça-feira (13) para reunir as campanhas de Flávio e Lula. O encontro deve contar com a presença de Bucchianeri, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha, e o advogado Angelo Ferraro, da campanha do presidente Lula.
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- Bahia Notícias
- 13 Out 2026
- 10:16h
Foto: Reprodução / Catarse / Reuters
O jornalista Rogério Tomaz Jr foi impedido de entrar em território argentino após desembarcar em Buenos Aires nesta segunda-feira (12). Segundo o brasileiro, equipes da Direção Nacional de Migrações lhe apresentaram uma ordem de deportação e uma restrição que o proíbe de visitar o país pelos próximos cinco anos.
Ao portal UOL, o Tomaz Jr. afirmou ao UOL que representantes do órgão responsável por aplicar a política migratória da Argentina negaram sua entrada no país com a justificativa de que seu visto de residência está irregular. O brasileiro possuía um visto permanente válido até o ano de 2037, mas foi alegado que o jornalista não teria passado dias suficientes no país para manter o visto de residência.
Em mensagem enviada a contatos brasileiros, Tomaz acredita que sua deportação tenha se dado em razão do embate que teve com integrantes do partido de Milei nos últimos meses. Ele atualmente escreve um livro sobre a gestão Milei na Argentina, com previsão de publicação em fevereiro de 2027.
"Eu até posso recorrer dessa sanção, mas não posso mais recuperar o visto de residência permanente", afirmou, antes de embarcar sentido Guarulhos, em São Paulo.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 13 Out 2026
- 08:01h
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado
A primeira pesquisa BTG/Nexus neste segundo turno das eleições 2026 mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) abriu uma vantagem de quatro pontos percentuais para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pela pesquisa, Flávio estaria com 52%, enquanto Lula marca 48% dos votos válidos.
O resultado da BTG/Nexus indica uma situação de empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.
Nos votos totais, o senador do PL estaria com 48%, enquanto Lula chega a 45%. Brancos e nulos são 5%, e os que não sabem ou não responderam são 2% dos entrevistados.
A pesquisa perguntou aos eleitores se já têm certeza do voto ou ainda podem mudar sua escolha no segundo turno. Um total de 92% disse estar convicto do voto e não vai mais mudar, e 7% afirmaram que ainda podem alterar seu candidato.
A BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores, entre os dias 10 e 12 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07997/2026.
- Por Folhapress | Maeli Prado
- 12 Out 2026
- 18:21h
Foto: Divulgação
Considerado o motor da economia nos últimos anos, o consumo das famílias perde tração e deve ter o menor crescimento desde a pandemia neste ano e no próximo, segundo economistas. Com o principal pilar da demanda enfraquecido, eles esperam que o investimento e as exportações ganhem mais espaço como impulsionadores da atividade.
A expectativa é que o avanço do consumo no pós-pandemia (a alta média foi de 3,3% entre 2021 e 2025) desacelere para em torno de 1% neste ano e abaixo disso no ano que vem —os economistas mais pessimistas veem risco até de estagnação do indicador.
A razão é que o total gasto pelos brasileiros com bens e serviços, que responde por 63% do PIB (Produto Interno Bruto), vem sendo refreado pelo endividamento e comprometimento de renda elevados e pelo ímpeto menor do mercado de trabalho e do crédito em relação a anos anteriores.
O impulso fiscal também tende a se reduzir no ano que vem para conter a crescente relação entre dívida e PIB, que atingiu 82,9% em agosto, o maior patamar em cinco anos, segundo dados do Banco Central.
É um movimento na direção contrária dos últimos anos, quando a taxa de desemprego se reduziu à mínima histórica, os benefícios sociais tiveram forte alta e os empréstimos a consumidores saltaram mais de 60%, de acordo com dados do BC.
Esses foram os fundamentos que permitiram ao consumo avançar 3% em 2021, 4,1% em 2022, 3,2% em 2023 e 5,1% em 2024. Em 2025, com a base de comparação forte do ano anterior, a alta foi mais modesta, de 1,3%.
Esse modelo dá sinais de exaustão. No segundo trimestre, o consumo das famílias medido pelo IBGE recuou 0,4% ante os primeiros três meses do ano, e há risco significativo de voltar a cair no terceiro, segundo economistas.
O passo lento das compras de bens e serviços pelas famílias faz com que economistas ouvidos semanalmente pelo Boletim Focus, do BC, já vejam a atividade econômica se expandindo apenas 1,41% no ano que vem, contra 1,80% da projeção no início do ano.
"As expectativas para o PIB estão desacelerando, e o principal fator é o consumo das famílias mais fraco", afirma Felipe Camargo, economista da Oxford Economics. "Os dados de vendas no varejo, principalmente o ampliado [que inclui veículos e material de construção], estão surpreendendo para baixo."
Para ele, após anos de queda acentuada do desemprego, o mercado de trabalho não tem como repetir o mesmo ritmo de geração de vagas. "Houve uma queda de 10 pontos percentuais na taxa de desemprego nos últimos anos, e isso não se repete. Não dá para continuar gerando emprego formal na velocidade que geramos no passado."
Segundo o economista Manoel Pires, coordenador do Centro de Política Fiscal e Orçamento Público do FGV Ibre, o enfraquecimento é ainda mais intenso. Quando se olha o consumo per capita, aponta, o indicador cresceu 0,67% entre o quarto trimestre de 2025 e mesmo período de 2024.
A alta do consumo nessa métrica entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período de 2025, calcula, foi de 0,07%, apontando para a estagnação.
"É um dado muito forte para ser ignorado", afirma. "Houve uma ruptura do comportamento histórico e se chega a uma estagnação, o que ajuda a explicar por que o governo tem bons resultados para entregar, como o desemprego baixo, mas isso não se traduz em boa popularidade."
Há um outro ponto fundamental que explica a desaceleração do consumo: economistas destacam que o endividamento e o comprometimento de renda rondam patamares recorde —os indicadores alcançaram 49,9% e 28,7%, respectivamente, em julho, segundo o BC.
"Vemos o consumo abaixo do que poderia ser por conta das famílias mais endividadas e da renda mitigada pelo pagamento de principal e juros", afirma Natália Cotarelli, economista do Itaú Unibanco, que vê o consumo crescendo 1,1% neste ano e no próximo. "Além disso, o crédito a pessoas físicas deve continuar desacelerando."
Apesar disso, ela avalia que o mercado de trabalho ainda garantirá uma sustentação mínima do consumo no ano que vem. "A taxa de desemprego aumentará, mas ainda deve ficar em 6,2%, um patamar ainda baixo", diz.
O peso do endividamento acumulado é apontado por Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do FGV Ibre, como o fim de uma ilusão ancorada em estímulos do governo que sobrecarregaram o orçamento público e o privado.
"Consumo é essencial para o crescimento, mas se cresce anabolizado pelo governo, a gente sabe que não acaba bem", diz. "Essa fantasia que vivemos é fantasia mesmo: a conta chegou. Não temos superávit, o governo está endividado e as famílias estão endividadas."
Para Matos, tentar reanimar a demanda via gasto público em um cenário fiscal vulnerável gera um curto-circuito que obriga o Banco Central a manter a taxa básica em patamares elevados por mais tempo.
"O Brasil vive um cabo de guerra entre política fiscal e monetária. Juro real muito alto é como tomar antibiótico por muito tempo: vem o Banco Central como bombeiro e você precisa estender o remédio, gerando efeitos colaterais severos", compara a pesquisadora.
Matos vê o consumo desacelerando para uma alta de 0,9% em 2027, mas há cenários ainda mais pessimistas. Luís Fernando Cezario, economista-chefe da Asset 1, projeta para o PIB uma oscilação entre recuo de 0,1% e alta tímida de 0,3% em 2027, com o consumo variando entre estagnação e avanço de 0,5%, dependendo do esforço fiscal feito pelo próximo presidente da República.
"A dinâmica do consumo como motor do PIB se esgotou, e vemos uma certa ressaca, ainda mais que no ano que vem haverá bem menos impulso fiscal", afirma.
Nos próximos anos, a expectativa é que o investimento e as exportações passem a sustentar a atividade, apesar de não compensarem totalmente a desaceleração do consumo, como ressalva Camargo.
"Um cenário em que o consumo desacelera permite que os juros caiam, e quem mais se beneficia são as firmas. E o investimento vem em seguida, como consequência", avalia o economista da Oxford Economics.
Ele vê espaço para alta de investimentos em infraestrutura portuária, como consequência da exploração da Margem Equatorial, além de aportes em data centers.
Para Silvia Matos, do FGV Ibre, o modelo centrado nas famílias se esgotou e exige uma virada estrutural. "PIB liderado pelo consumo não é sustentável. Para aumentar o potencial da economia, tem que ser liderado por investimento e ganhos de produtividade", avalia.
Na avaliação de Cotarelli, do Itaú, essa mudança é necessária, mas tem uma condição: "Agora vamos ver outros fatores impulsionando a atividade. O mais importante talvez seja o investimento, para termos um crescimento mais equilibrado, mas isso vai depender dos juros finalmente caírem mais."
- Bahia Notícias
- 12 Out 2026
- 10:06h
Fotos: Divulgação / Ascom do PT / Ainoã Teles / Bahia Notíicas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu milhares de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), durante a Marcha pela Democracia. Mobilizações também foram realizadas em outras 76 cidades brasileiras, em uma tentativa de ampliar o engajamento da militância para o segundo turno da eleição presidencial.
Foto: Divulgação
Segundo a Folha, convocado por estudantes, movimentos sociais, partidos de esquerda e grupos ligados à cultura digital, o ato ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente do presidente. No mesmo dia, aliados do candidato do PL também se reuniram na capital paulista para defender a mobilização eleitoral e cobrar providências da Justiça Eleitoral contra o que classificaram como mentiras da campanha petista.
Na Paulista, a manifestação ocupou cerca de 12 quarteirões. Não houve estimativa oficial de público. O Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP e do Cebrap, e a organização More in Common Brasil informaram que não realizaram contagem devido à falta de autorização para o uso de drone.
APELO AOS JOVENS
Durante o discurso, Lula reconheceu dificuldades para se conectar com a juventude e defendeu maior participação dos jovens nas decisões políticas.
“A juventude tem que ser ouvida. Não basta fazer as coisas de cima para baixo”, afirmou o presidente, que também pediu o envolvimento dos participantes na vida pública e alertou para a importância da preservação da democracia.
Lula ainda prometeu uma revolução tecnológica caso seja reeleito e apresentou governadores nordestinos ao público, entre eles Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Elmano de Freitas, do Ceará, e Rafael Fonteles, do Piauí.
DIVERSAS CIDADES
Além de São Paulo, manifestações, caminhadas, carreatas, bandeiraços e panfletagens foram registrados em diferentes regiões do país, segundo a plataforma Comitê Popular de Luta.
Em Brasília, apoiadores ocuparam parte do Eixão Norte. No Rio de Janeiro, houve mobilização na orla de Copacabana. Em Recife, manifestantes saíram da região do Parque 13 de Maio e caminharam pelo centro até o Marco Zero.
Em Salvador, os atos ocorreram em Piatã, Campo Grande e Barra. Também foram registradas mobilizações em Goiânia, Belo Horizonte, Manaus, Vitória, Aracaju, Florianópolis, Campinas e Juiz de Fora, entre outras cidades.
A mobilização faz parte da estratégia do PT para ampliar a votação de Lula no segundo turno. Entre os objetivos estão reduzir a abstenção e convencer eleitores que apoiaram outros candidatos na primeira etapa da eleição.
Na primeira pesquisa Datafolha divulgada após a definição do confronto, Flávio Bolsonaro apareceu com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.
O presidente também reconheceu, na quarta-feira (7), que a campanha do primeiro turno teve problemas de organização. Segundo relato de uma conversa com aliados, ele avaliou que o esforço eleitoral foi o menos organizado de suas disputas presidenciais desde 1989.
A concentração de pessoas na Avenida Paulista levou o Metrô de São Paulo a fechar temporariamente a estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde. A companhia informou que acionou o plano de controle de multidões e ampliou a oferta de trens em outras linhas.
- Por Italo Nogueira / Jorge Cosme / Renata Moura | Folhapress
- 11 Out 2026
- 10:38h
Foto: Reprodução
No primeiro sábado de campanha do segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) exaltou o pai durante uma carreata no Rio de Janeiro, enquanto Lula (PT) defendeu em Natal as medidas anunciadas pelo governo para conter o preço dos combustíveis. Os atos ocorreram a 15 dias da votação, marcada para 25 de outubro.
Em São Gonçalo (RJ), Flávio percorreu as ruas ao lado de Douglas Ruas (PL), governador eleito do Rio. Disse aos eleitores que aqueles que "tentaram calar Jair Messias Bolsonaro" contribuirão para sua vitória. Também repetiu que, se vencer o pleito, pretende receber a faixa das mãos do ex-presidente.
Jair Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar desde março, por razões de saúde. Em setembro de 2025, o STF (Supremo Tribunal Federal) o condenou a 27 anos e três meses de prisão por tentar dar um golpe de Estado após perder a eleição de 2022 para Lula.
Flávio promete conceder indulto ao ex-presidente caso seja eleito. Seus aliados esperam, antes disso, que o Supremo reveja a pena. O ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao tribunal por Bolsonaro, afirmou que deve analisar após o segundo turno uma ação que pode levar à soltura do ex-presidente.
Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que Bolsonaro continuaria inelegível mesmo que um eventual indulto resistisse a questionamentos no STF.
Em Brasília, Carlos Bolsonaro (PL), eleito senador, visitou o pai por duas horas. Ao sair, disse que o ex-presidente está otimista com a disputa e deseja passar uma semana em Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), caso seja solto.
Depois da carreata em São Gonçalo, Flávio se reuniu com apoiadoras ao lado de Daniella Marques, coordenadora econômica de sua campanha, e da vice-governadora eleita no Rio, Fernanda Louback (PL).
Em seguida, participou de um culto para celebrar o centenário da Assembleia de Deus Ministério Madureira, no ginásio Maracanãzinho, na zona norte do Rio. O bispo Samuel Ferreira conduziu um coro no ginásio lotado, que repetiu 14 vezes o lema "irmão vota em irmão". Flávio se declara evangélico.
Ferreira disse que não estava pedindo voto, mas afirmou que pediria se pudesse. Enumerou razões pelas quais apoiaria Flávio, entre elas a fé do candidato e sua indicação pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao convidar o senador para o púlpito, o bispo o apresentou como futuro presidente da República. Parte do público gritou "É 22!", em referência ao número de Flávio na urna. O candidato respondeu: "O bispo não pediu, mas a igreja está pedindo".
Flávio disse enfrentar uma "guerra espiritual" durante a campanha. Ao final de seu discurso, cantou Hino da Vitória ao lado da cantora gospel Meire Cerqueira. Silas Malafaia também estava no culto, mas não fez discurso de teor político no período em que a imprensa esteve no local.
Em Natal, Lula fez campanha para Cadu de Lula (PT), candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Do alto de um carro, defendeu o pacote anunciado na sexta-feira (9) para conter a alta dos combustíveis, que o governo atribui à guerra no Irã.
"Estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue no pão do povo, não chegue no leite do povo", disse.
Anunciadas a 16 dias da votação, as medidas zeram os impostos federais sobre a gasolina, renovam a subvenção ao etanol e criam outra para a importação de diesel. A desoneração da gasolina equivale a R$ 0,89 por litro. As subvenções são de R$ 0,19 por litro de etanol e R$ 1,40 por litro de diesel importado.
O pacote valerá por 30 dias e custará R$ 5,2 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento. O governo diz que usará a arrecadação adicional ligada ao petróleo para bancá-lo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou motivação eleitoral para o anúncio. Parte dos subsídios venceria na sexta-feira sem a renovação.
Lula afirmou que o preço da gasolina já caiu no Brasil. Um corte anterior de imposto federal, porém, não havia reduzido os preços nas bombas, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
O presidente também questionou o ajuste de R$ 250 bilhões estudado pela equipe econômica de Flávio. Disse que cortes desse tipo costumam prejudicar os mais pobres e afirmou que uma vitória do adversário colocaria em risco o Farmácia Popular, os institutos federais e o Minha Casa Minha Vida. A campanha de Flávio nega que as medidas estudadas façam parte de seu programa de governo.
"Eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros e dos empresários."
O ato em Natal reuniu os governadores eleitos Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba; Rafael Fonteles (PT), do Piauí; Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; e Elmano Freitas (PT), do Ceará. Lula pediu aos apoiadores que procurem eleitores mais velhos e os convençam a votar no dia 25.
Flávio chegou ao segundo turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16%. Desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar venceu a disputa presidencial.
- Bahia Notícias
- 10 Out 2026
- 14:34h
Foto: Paulo Cavalcanti / HEMOCE
Uma bolsa de sangue raro coletada no Ceará chegou nesta sexta-feira (9) a Juiz de Fora, em Minas Gerais, para atender um paciente em estado grave que passou por um transplante renal e precisava de transfusão. O transporte, realizado na cabine de um avião comercial, foi a segunda operação do tipo no Brasil.
A compatibilidade sanguínea foi identificada após exames pré-transfusionais detectarem no paciente o anticorpo anti-Jsb, que dificultou a busca por uma bolsa adequada. A rede de hemoterapia acionou o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), do Ministério da Saúde, e localizou um doador no Ceará.
Após a coleta, o material foi liberado no mesmo dia e acondicionado em embalagem apropriada, com controle de temperatura. A operação foi viabilizada por uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas, permitindo o transporte gratuito na cabine e reduzindo o tempo de deslocamento.
O CNSR foi criado em 2013 e reúne atualmente 2.032 doadores. Segundo o Ministério da Saúde, o cadastro já contribuiu para o atendimento de mais de 300 pacientes. Outros doadores também estão sendo convocados para ajudar no tratamento do paciente mineiro.
A raridade de um tipo sanguíneo não depende apenas dos sistemas ABO e Rh. Outros antígenos presentes nas hemácias também influenciam a compatibilidade, e a necessidade de combinar características específicas pode tornar a localização de um doador mais difícil.
- Bahia Notícias
- 10 Out 2026
- 12:20h
Foto ilustrativa: Reprodução / Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (9), o recolhimento compulsório de todos os lotes do produto PeptiStrong, fabricado pela empresa Manipulação Stevia Ltda., conhecida no mercado como Biostevi Pharma. A medida foi formalizada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Resolução nº 3.967/2026. Procurada, a Biostevi Pharma ainda não se manifestou.
De acordo com a agência reguladora, o produto traz em sua formulação a proteína de fava hidrolisada como ingrediente ativo. Trata-se de uma substância que ainda não passou pelos testes de segurança de uso alimentar nem obteve a aprovação sanitária exigida no Brasil.
Pelas regras da Anvisa, novos compostos ou ingredientes destinados à alimentação e suplementação devem ser submetidos previamente a avaliações de segurança, toxicidade e eficácia antes de serem disponibilizados para comercialização ao público.
As informações foram confirmadas pelo jornal Estado de S. Paulo, a determinação abrange a suspensão imediata da venda, distribuição e divulgação do produto, além do recolhimento de todas as unidades já distribuídas no mercado nacional.
- Bahia Notícias
- 10 Out 2026
- 10:16h
Foto: Reprodução Redes Sociais
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a disponibilização de frequências de rádio à Starlink para viabilizar a conexão direta entre satélites e celulares no Brasil. A decisão foi tomada na sexta-feira (9), por quatro votos a um, e representa mais um passo para a expansão da tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D).
A medida autoriza a Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX, a utilizar 15 + 15 MHz de espectro na banda S. O objetivo é permitir a comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis compatíveis, sem a necessidade de antenas parabólicas ou outros equipamentos externos para estabelecer a conexão.
Segundo o TeleSintese, a decisão também estabelece prazos diferentes para a utilização das frequências. Parte do espectro poderá ser utilizada até 2029, enquanto outra parcela tem autorização com prazo mais longo, conforme as condições definidas pela agência reguladora.
As informações sobre a aprovação foram publicadas pelo portal especializado Tele.Síntese.
STARLINK E VIVO REALIZAM TESTES COM A TECNOLOGIA
A expansão da conexão direta entre satélites e celulares também envolve a operadora Vivo. A empresa mantém testes com a Starlink para avaliar o uso da tecnologia D2D como alternativa complementar de cobertura móvel.
Em setembro, a Anatel prorrogou até 22 de abril de 2029 a autorização para a Telefônica Brasil, responsável pela Vivo, realizar operações experimentais com a tecnologia em todo o território nacional. A permissão contempla a possibilidade de exploração comercial dentro das condições estabelecidas no ambiente regulatório experimental.
A parceria busca ampliar as possibilidades de conexão em áreas onde a cobertura das redes móveis convencionais é limitada. Nesse modelo, os satélites podem funcionar como uma extensão da infraestrutura de telecomunicações, permitindo a comunicação com aparelhos compatíveis fora do alcance habitual das antenas terrestres.
A aprovação de frequências para a Starlink e a autorização dos testes envolvendo a Vivo são medidas distintas, embora relacionadas ao desenvolvimento desse tipo de serviço no país.
QUANDO A TECNOLOGIA ESTARÁ DISPONÍVEL
Apesar da decisão da Anatel, a aprovação não significa que todos os brasileiros já possam acessar a internet da Starlink diretamente pelo celular. A disponibilização do serviço depende da implantação da infraestrutura necessária, da compatibilidade dos aparelhos e do cumprimento das exigências técnicas e regulatórias.
A tecnologia D2D permite estabelecer uma ligação entre satélites e celulares compatíveis, mas os recursos oferecidos podem variar de acordo com o serviço implementado, incluindo mensagens, chamadas e acesso à internet. O setor de telecomunicações acompanha a evolução dessas iniciativas, que podem ampliar a cobertura de comunicação em regiões afastadas dos centros urbanos e em localidades com infraestrutura terrestre limitada.
- Por João Gabriel e André Borges | Folhapress
- 09 Out 2026
- 18:48h
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil
O plano de um possível governo de Flávio Bolsonaro (PL) sugere um licenciamento ambiental que autorize empreendimentos mesmo sem análise de impacto, eliminação de atribuições de órgãos ambientais e autorização de mineração de gás por meio de fraturamento hidráulico, a polêmica exploração subterrânea conhecida como "fracking".
Seu plano ecoa em discursos feitos pelo senador neste ano. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o candidato defendeu acabar com "amarras ambientais", disse que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) formam um "império" e são xiitas, comprometeu-se a "trazer para a Presidência da República" o licenciamento e prometeu não demarcar terras indígenas, repetindo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje preso por liderar a tentativa de golpe após as eleições de 2026.
A campanha de Flávio foi procurada pela reportagem, por meio de sua assessoria de comunicação, desde a terça-feira (6), mas não respondeu ao pedido de posicionamento sobre os temas tratados nesta reportagem.
As prioridades ambientais de seu programa de governo seguem pelo mesmo caminho já percorrido pelo Congresso nos últimos anos, com aprovação de uma agenda criticada por ambientalistas, como a desidratação do Ministério do Meio Ambiente, a nova lei do licenciamento, a flexibilização para uso de agrotóxicos e o marco temporal das terras indígenas.
Em sua proposta, Flávio não menciona, nenhuma vez, termos como "aquecimento global" ou "mudança climática", nem mesmo as recentes ondas de calor que atingiram cidades brasileiras. Também ignora tragédias climáticas, como as enxurradas no Rio Grande do Sul e as secas na Amazônia. O texto cita, genericamente, enchentes, por exemplo.
As inundações do Sul atingiram 5,5 milhões de pessoas e causaram um prejuízo de R$ 319,1 bilhões ao agronegócio. No Norte e Nordeste, a falta de água afeta milhares de famílias, o transporte e a geração de energia.
Nem o plano de Flávio nem o de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionam o El Niño, fenômeno climático que pode ter força e impacto inéditos no país em 2027.
"Vamos eliminar superposições entre Ibama, Funai e ICMBio", promete o plano do bolsonarista, sem detalhar quais seriam essas superposições e sinalizando a possibilidade de extinção de áreas.
De forma resumida, essas três entidades cuidam, respectivamente, da fiscalização e do licenciamento ambiental, dos povos indígenas e da gestão das unidades de conservação. Os três órgãos foram desidratados no governo de Jair Bolsonaro (PL), com perseguição a servidores e sucateamento das estruturas. O desmatamento florestal entre 2019 e 2022 explodiu, chegando a níveis recordes em todo o país.
Flávio promete "zerar o desmatamento ilegal até 2029". Essa meta, na prática, pode abrir espaço para o aumento da destruição florestal. Isso porque hoje grande parte da supressão vegetal é autorizada por órgãos estaduais ou municipais —ou seja, é legal.
Em um cenário hipotético, o plano permite que o Brasil chegue ao fim do ano com uma cobertura total de floresta menor do que começou (ou seja, com alta de desmatamento), desde que nada tenha acontecido de forma ilegal.
O plano defende a fiscalização ambiental contra grilagem e garimpo ilegal, mas com foco em organizações criminosas e sem criar "novas obrigações" para o produtor.
As propostas de Flávio incluem um "licenciamento ambiental ágil, moderno e com segurança jurídica". Na prática, a ideia é que, caso o órgão de controle não se manifeste dentro de um determinado prazo —que ele não diz qual é—, a autorização ambiental será dada automaticamente.
O licenciamento ambiental é, historicamente, uma das principais áreas de debate entre ambientalistas e setores econômicos, que reclamam do prazo dos órgãos para avaliar processos. O plano de governo prevê liberar "grandes obras, usinas, minas e projetos industriais", mesmo que não sejam analisados seus impactos ambientais e sociais.
Em 2026, o Congresso aprovou uma nova lei de licenciamento, que flexibilizou, simplificou e afrouxou as regras destes procedimentofs.
Como revelou a Folha de S.Paulo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atuou diretamente para criar a LAE (Licença Ambiental Especial), processo que permite ao governo federal escolher, por critérios políticos, projetos prioritários e que passam a ter todo o processo de licenciamento acelerado, com prazo máximo de até um ano, independentemente de seu potencial impacto.
A nova lei também institui a LAC (Licença por Adesão e Compromisso), que autoriza um empreendimento apenas diante da promessa do empreendedor de cumprir regras ambientais.
O documento apresentado pelo filho de Jair Bolsonaro promete substituir o que define como "punição cega" a moradores da Amazônia por "orientação e regularização", mas não detalha se isso envolve reduzir ou suspender multas, embargos e apreensões por infrações ambientais.
Hoje, as condições previstas para um determinado empreendimento podem ser revisadas periodicamente pelo Ibama, uma vez que a realidade de um local, no mom ento em que a autorização é dada, pode mudar, assim como seus impactos sobre a região.
Flávio quer que as regras perdurem por 20 anos de forma estável, o que pode ignorar novos cenários de escassez hídrica ou riscos à população, por exemplo. E promete punir o Estado em caso de alterações antes desse prazo.
A ideia é que haja "estabilidade de regras" por até 20 anos e responsabilização do Estado por prejuízos quando voltar atrás em uma licença.
Na área de combustíveis, Flávio dedica parte de seu plano de governo a defender os biocombustíveis, pauta também levantada pelo governo Lula. Sobre petróleo, o documento é vago. Promete apenas que tal "riqueza" deve se "transformar em energia e emprego".
Um dos pontos mais polêmicos, porém, envolve a extração de gás. Seu plano defende a técnica do "fracking" no país, técnica que consiste em injetar fluidos por meio da abertura de um canal aberto no selo, a quilômetros de profundidade, para explodir rochas com alta pressão de produtos químicos e, assim, liberar o gás contido nas rochas.
O "fracking", já banido em dezenas de países, é criticado pelo risco de contaminação de rios e aquíferos subterrâneos, podendo fazer com que partículas poluentes se espalhem rapidamente por toda uma bacia hidrográfica.
O atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também defende esse tipo de extração e chegou a prometer a liberação desse tipo de projeto na gestão petista. Não avançou.
*
PRINCIPAIS PONTOS SOBRE MEIO AMBIENTE DOS PLANOS DE GOVERNO DE LULA E FLÁVIO
Tema/candidato - Lula (PT) - Flávio Bolsonaro (PL)
Mudança climática e aquecimento global Defende políticas de enfrentamento ao aquecimento global e menciona a mudança climática nove vezes Não menciona esses termos, apenas "eventos climáticos extremos" e uma única vez
Desmatamento e fogo Defende o Plano Nacional de Manejo Integrado do Fogo e "alcançar o desmatamento líquido zero até 2030" Defende zerar o desmatamento ilegal até 2029 e combater queimadas ilegais, fortalecendo a prevenção, o monitoramento, a fiscalização e o combate aos crimes ambientais
Fiscalização - Quer expandir monitoramento satelital e uso de inteligência artificial no combate a crimes ambientais e mecanismos de rastreabilidade e devida diligência nas cadeias produtivas - Propõe ferramentas aperfeiçoadas por inteligência artificial, imagens de satélite e ação coordenada "sem criar novas obrigações ou custos desnecessários para o produtor". Quer reforçar o combate às organizações criminosas envolvidas em desmatamento, extração ilegal de madeira, garimpo ilegal e ocupação irregular de terras públicas
Ordenamento territorial Propõe avançar na destinação das terras públicas para unidades de conservação, territórios indígenas e quilombolas ou assentamentos, e reforçar a regularização fundiária - Quer acabar com a política que criminaliza o morador da floresta e prevê a cooperação com os países vizinhos contra os crimes ambientais transfronteiriços e organizações criminosas
Entidades ambientais - Defende o Código Florestal, a Lei da Mata Atlântica e o fortalecimento de arranjos regionais de planejamento e governança, envolvendo União, estados, municípios, consórcios públicos, universidades, instituições financeiras e setor produtivo - "Vamos eliminar superposições entre Ibama, Funai e ICMBio" e "exigir transparência de financiadores e de projetos das ONGs que recebem recursos internacionais e judicializam ações contra a União", promete
Economia verde Cita o mercado de carbono e defende o pagamento de serviços ambientais voltados à biodiversidade e reconhecer legalmente a restauração biocultural como estratégia de Estado, distinta e complementar à restauração florestal convencional Defende pagamento por serviços ambientais, consolidar o mercado regulado de carbono, fortalecer a indústra de fármacos e cosméticos e posicionar o Brasil como fornecedor global de ativos ambientais
Metas climáticas do Acordo de Paris Defende o TFFF (Fundo de Florestas Para Sempre), o Fundo Clima e o Eco Invest como formas de cumprir essas metas - Não trata do tema
Petróleo, gás e combustíveis fósseis - Defende o mapa do caminho global para longe dos combustíveis fósseis, investimentos da Petrobras em transição energética e promete que "novas reservas serão exploradas com cuidados socioambientais ainda maiores e visão estratégica". Não menciona Foz do Amazonas - Não menciona Foz do Amazonas e cita petróleo de forma genérica. Defende uma série de políticas sobre gás (como a exploração pelo Pré-Sal, o Gás do Povo e o fracking). "Nosso objetivo é a segurança energética total ao menor preço possível para o consumidor"
Minerais críticos e terras raras - Quer "evitar a simples exportação de matérias-primas estratégicas" e promover o beneficiamento e agregação de valor, para inserir o país de forma soberana nas cadeias globais Defende agregar valor, a verticalização com incentivos de mercado e atrair o capital estrangeiro e a tecnologia
Adaptação - Propõe a adaptação climática como eixo permanente do planejamento público, com planos estaduais e municipais de enfrentamento ao calor extremo e às enchentes, além de revitalizar bacias hidrográficas para combater a seca - Quer ampliar a infraestrutura de prevenção a eventos climáticos extremos, universalizar o acesso a sanemaneto básico, construis reservatórios para ter cidades protegidas da seca e da enchente e combater a seca para que a água chegue com segurança à torneira e à lavoura
- Por Maurício Leiro / Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 09 Out 2026
- 16:19h
Foto: Reprodução Redes Sociais
O candidato derrotado ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), negou articulações para assumir um ministério em eventual governo do candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). O relato chega após uma reportagem do Bahia Notícias apontar que o ex-prefeito da capital baiana almejava compor o eventual governo de Flávio, podendo integrar um ministério que trouxesse uma "conexão" com a Bahia e o Nordeste.
Interlocutores apontam que a vontade seria de ter um ministério nos moldes do antigo Ministério da Integração Nacional, órgão que foi criado em 1999 sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de centralizar as políticas de redução das desigualdades regionais e coordenar frentes críticas como a Defesa Civil e a infraestrutura hídrica nacional.
Em contato com o site, ACM Neto confirmou que houve uma conversa com Flávio e classificou o encontro como “ótima conversa” ao decorrer da semana. Entretanto, o ex-candidato ao governo baiano disse que não tratou nenhum “ministério” em “nenhum momento”.
ENTENDA O DEBATE
As articulações realizadas recentemente pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), culminando no apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial, teriam passado por acordo futuro. Um encontro na última quarta-feira (7) pavimentou o apoio ao presidenciável e abriu um leque de possibilidades para uma futura gestão.
Para além de organizar uma agenda ampla de Flávio na Bahia, buscando ampliar a votação no estado, alguns pontos futuros também foram debatidos. Lideranças presentes na capital federal e no encontro entre os "novos" aliados indicaram ao Bahia Notícias, sob condição de anonimato, que alguns pleitos foram apresentados. Por parte de Neto, o desejo é, de fato, compor o eventual governo de Flávio, podendo integrar um ministério que traga uma "conexão" com a Bahia e o Nordeste.
O Ministério da Integração Nacional, alvo do debate, ao longo das décadas passou por profundas reestruturações políticas: em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), foi fundida ao Ministério das Cidades para dar origem ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Essa configuração permaneceu até janeiro de 2023, quando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva desmembrou novamente as áreas, rebatizando a pasta com o seu nome atual, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), devolvendo ao primeiro escalão o foco exclusivo no desenvolvimento das regiões mais vulneráveis do país.
Ao longo dessa trajetória, a Bahia exerceu forte protagonismo no comando da pasta, consolidando sua influência na articulação de grandes projetos para o Nordeste. Políticos baianos de grande peso nacional ocuparam a cadeira de ministro, como Geddel Vieira Lima, que liderou o órgão entre 2007 e 2010 gerenciando obras emblemáticas como a transposição do Rio São Francisco, e o engenheiro João Reis Santana Filho, que assumiu o posto em 2010 garantindo a continuidade de investimentos estruturantes em segurança hídrica e saneamento.
A presença dessas lideranças reforça o caráter estratégico do ministério que, historicamente, canaliza demandas decisivas para o semiárido e para o fortalecimento da infraestrutura do estado. Outro ponto seria também o fortalecimento das relações políticas, já que a atuação direta também possibilita uma maior interação com prefeitos, mantendo o projeto político de ACM Neto aceso, pensando em 2030. A possibilidade também passaria, por um aceno que também já teria sido verbalizado pelo político, de que não seria candidato à prefeitura de Salvador.
A entrega no ministério também contaria com a verticalização dos cargos, ampliando também a atuação do ex-prefeito na acomodação de aliados no estado. Outras duas siglas também despertam o desejo: Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Elas são autarquias e empresas públicas federais vinculadas ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, voltadas para o desenvolvimento regional, infraestrutura hídrica e apoio a municípios no Brasil.
Ambas possuem uma larga margem para atuação, especialmente no Nordeste e na Bahia, inserindo, de certa forma, a possível gestão de Flávio Bolsonaro em uma região onde ainda enfrenta desafios nas urnas.
- Bahia Notícias
- 09 Out 2026
- 14:15h
Fotos: Reprodução / Agência Brasil
Levantamento de intenção de voto realizado pelo instituto Vox Brasil indica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44,2% e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42,7% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno das eleições presidenciais. Os resultados configuram um quadro de empate técnico no limite da margem de erro.
De acordo com os dados apresentados, 3,4% dos entrevistados declararam a intenção de votar em branco ou anular o voto, enquanto 9,7% afirmaram estar indecisos ou não souberam responder. As informações são da revista Exame.
A pesquisa ouviu 2.100 eleitores em todas as regiões do país entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,15%, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de protocolo BR-09623/2026.
- Por Mauricio Leiro I Bahia Notícias
- 09 Out 2026
- 12:49h
Foto: Vittor Sales
As articulações realizadas recentemente pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), culminando no apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial, passam por acordo futuro. Um encontro na última quarta-feira (7) pavimentou o apoio ao presidenciável e abriu um leque de possibilidades para uma futura gestão.
Para além de organizar uma agenda ampla de Flávio na Bahia, buscando ampliar a votação no estado, alguns pontos futuros também foram debatidos. Lideranças presentes na capital federal e no encontro entre os "novos" aliados indicaram ao Bahia Notícias, sob condição de anonimato, que alguns pleitos foram apresentados. Por parte de Neto, o desejo é, de fato, compor o eventual governo de Flávio, podendo integrar um ministério que traga uma "conexão" com a Bahia e o Nordeste.
Interlocutores apontam que a vontade seria de ter um ministério nos moldes do antigo Ministério da Integração Nacional, órgão que foi criado em 1999 sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de centralizar as políticas de redução das desigualdades regionais e coordenar frentes críticas como a Defesa Civil e a infraestrutura hídrica nacional.
Ao longo das décadas, a pasta passou por profundas reestruturações políticas: em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), foi fundida ao Ministério das Cidades para dar origem ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Essa configuração permaneceu até janeiro de 2023, quando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva desmembrou novamente as áreas, rebatizando a pasta com o seu nome atual, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), devolvendo ao primeiro escalão o foco exclusivo no desenvolvimento das regiões mais vulneráveis do país.
Ao longo dessa trajetória, a Bahia exerceu forte protagonismo no comando da pasta, consolidando sua influência na articulação de grandes projetos para o Nordeste. Políticos baianos de grande peso nacional ocuparam a cadeira de ministro, como Geddel Vieira Lima, que liderou o órgão entre 2007 e 2010 gerenciando obras emblemáticas como a transposição do Rio São Francisco, e o engenheiro João Reis Santana Filho, que assumiu o posto em 2010 garantindo a continuidade de investimentos estruturantes em segurança hídrica e saneamento.
A presença dessas lideranças reforça o caráter estratégico do ministério que, historicamente, canaliza demandas decisivas para o semiárido e para o fortalecimento da infraestrutura do estado. Outro ponto seria também o fortalecimento das relações políticas, já que a atuação direta também possibilita uma maior interação com prefeitos, mantendo o projeto político de ACM Neto aceso, pensando em 2030. A possibilidade também passaria, por um aceno que também já teria sido verbalizado pelo político, de que não seria candidato à prefeitura de Salvador.
A entrega no ministério também contaria com a verticalização dos cargos, ampliando também a atuação do ex-prefeito na acomodação de aliados no estado. Outras duas siglas também despertam o desejo: Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Elas são autarquias e empresas públicas federais vinculadas ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, voltadas para o desenvolvimento regional, infraestrutura hídrica e apoio a municípios no Brasil.
Ambas possuem uma larga margem para atuação, especialmente no Nordeste e na Bahia, inserindo, de certa forma, a possível gestão de Flávio Bolsonaro em uma região onde ainda enfrenta desafios nas urnas.
- Bahia Notícias
- 09 Out 2026
- 08:38h
Foto: Youtube / Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a confrontar os clubes de futebol brasileiros que se posicionaram contra a proibição das casas de apostas no país. Durante conversa com jornalistas na noite da última quinta-feira (8), em Brasília, Lula questionou a resistência das equipes à adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e criticou a dependência financeira dos contratos de patrocínio com as bets.
A declaração ocorre em meio aos desdobramentos da Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, que determinou o encerramento das operações de apostas esportivas e cassinos online no Brasil. Com o prazo de adequação encerrado na última segunda-feira (5), clubes de diferentes divisões precisaram retirar as marcas das empresas de seus uniformes e demais espaços publicitários.
Ao comentar as reclamações de dirigentes sobre os impactos financeiros da decisão, Lula afirmou que as agremiações precisam encontrar alternativas de sustentação econômica e citou a possibilidade de transformação em empresas.
"Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?", questionou o presidente.
Na avaliação de Lula, os recursos provenientes das plataformas de apostas fizeram com que parte dos clubes deixasse de buscar outras formas de financiamento. O presidente também defendeu que as equipes adotem práticas empresariais para manter suas atividades.
"Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo", declarou.
O presidente também rejeitou o argumento de que a retirada dos patrocínios comprometeria a continuidade das atividades esportivas. Para sustentar sua posição, relembrou conquistas históricas do futebol brasileiro anteriores à expansão das casas de apostas.
"Os times de futebol não têm nenhuma razão quando falam 'ah, o futebol vai morrer'. O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada", afirmou.
Lula ainda associou a proibição à proteção da renda familiar, argumentando que as plataformas de apostas passaram a comprometer recursos destinados às necessidades básicas da população.
"Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país", disse.
CLUBES PROTESTAM CONTRA PROIBIÇÃO
A posição do Governo Federal provocou reações no futebol brasileiro, especialmente entre equipes que mantinham contratos milionários com operadoras de apostas.
Durante a 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, mensagens contrárias à medida provisória foram exibidas nas placas publicitárias dos estádios. Com o slogan "Proibir não é proteger", a mobilização reuniu empresas do setor e clubes que defendem a manutenção das atividades regulamentadas.
O Flamengo também utilizou o uniforme para divulgar a mensagem durante o empate com o Santos, na quinta-feira (8). A manifestação ocorreu enquanto entidades ligadas às casas de apostas questionam judicialmente a proibição.
A Medida Provisória também passou a ser discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). O Governo Federal defende a constitucionalidade da norma, enquanto representantes do setor argumentam que a suspensão das operações pode provocar perdas econômicas, demissões e redução da arrecadação tributária.
O modelo de Sociedade Anônima do Futebol, mencionado por Lula, permite que clubes organizem suas atividades futebolísticas sob uma estrutura empresarial, com regras próprias de gestão, investimentos e governança. Entre as equipes brasileiras que já adotaram o formato estão Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e Vasco.