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- Redação
- 26 Abr 2020
- 11:46h
Chefe da Abin e amigo da família Bolsonaro, Alexandre Ramagem deve assumir diretoria-geral da Polícia Federal | Foto: Marcos Corrêa/PR
O ministro Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, deve ser anunciado substituto de Sergio Moro no Ministério da Justiça. Informações da TV Globo indicam que, apesar da resistência, Oliveira aceitou o cargo e até se reuniu com Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. O nome agrada toda a família. O pai de Oliveira já trabalhou com Jair Bolsonaro na época em que era deputado. E o próprio titular da Secretaria-Geral já foi chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro (PSL). Já foi escolhido também o novo diretor-geral da Polícia Federal. Alexandre Ramagen, atual diretor da Agência Nacional de Inteligência (Abin), vai assumir o cargo antes ocupado por Maurício Valeixo. A chefia da corporação foi o motivo que levou à saída de Sergio Moro do governo. O ex-juiz federal revelou que Bolsonaro quer interferir na PF por motivos políticos. Ramagem também é conhecido da família. O novo diretor-geral da PF já passou o Réveillon com Carlos Bolsonaro e amigos, na virada de ano de 2018 para 2019. Além disso, Ramagem trabalhou como segurança de Bolsonaro na campanha presidencial.O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) prometeu entrar com ação na Justiça para impedir que Ramagem assuma o cargo, caso seja nomeado. O motivo é a relação de proximidade com a família do presidente da República.
(Foto: Reprodução)
O coronavírus e a conversão de Sergio Moro em delator alteraram dramaticamente as prioridades de Jair Bolsonaro. Antes, ele planejava tirar a economia do atoleiro e se reeleger. Agora, se esforça para não cair e passar a impressão de que ainda comanda. Para alcançar esses dois novos objetivos estratégicos, Bolsonaro promove um encontro constrangedor. Ele junta a castidade presumida dos militares e o gangsterismo político do centrão na UTI em que se encontra o seu governo. Os militares ficam com Bolsonaro por acreditar que a tarefa que se autoatribuíram de presidir o presidente virou um imperativo patriótico. A frequência com que Bolsonaro fabrica crises revela que os generais do Planalto perdem a guerra. O centrão encosta seu código de barras no Planalto porque identificou no apodrecimento do governo uma nova oportunidade para reassegurar que as verbas do Tesouro Nacional continuarão saindo pelo ladrão. Bolsonaro e seus filhos viraram matéria-prima para investigação. O mandato do capitão pode ser questionado num pedido de impeachment (há 24 deles na Câmara) ou num processo criminal a ser julgado no Supremo (há três inquéritos abertos). O centrão passou a ser vital para Bolsonaro nas duas hipóteses. Recompensados com cargos e verbas, podem ajudar a enterrar pedidos de impeachment ou negar autorização para que o Supremo julgue eventuais denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o presidente. Bolsonaro flerta com os corruptos do centrão há meses. Ironicamente, coube a Sergio Moro, ex-algoz de larápios na Lava Jato, dar o empurrão que pode consolidar o casamento.
Foto: El País
Um dos pilares do governo Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira (23), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.
O motivo teria sido a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que é um dos homens de confiança do ex-juiz da Operação Lava Jato. Segundo a publicação, Bolsonaro tenta, internamente, convencer Moro a permanecer no cargo.
Segundo a coluna Radar, da revista Veja, Moro disse abertamente a aliados que iria sair do cargo. De acordo com a reportagem, ele estava “visivelmente contrariado”.
Desde o ano passado, Bolsonaro tem ameaçado trocar o comando da PF. O presidente quer ter controle sobre a atuação da polícia.
- por Julia Chaib | Folhapress
- 22 Abr 2020
- 08:46h
Foto: Reprodução Google
Adversário declarado de Jair Bolsonaro, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, diz que o Judiciário e o Legislativo precisam ficar atentos e impor freios ao que vê como ações de viés autoritário do chefe do Executivo, além de zelar por políticas de combate à pandemia do coronavírus. "O presidente só pensa nisso, só pensa em poder, como é natural dos tiranos, dos autoritários e ultrapassou um limite impensável. A verdade é que os democratas agora têm que ter atenção total até o final do mandato dele contra todo e qualquer ato que venha ferir liberdades, garantias", falou.Santa Cruz avalia que Bolsonaro trabalha com o objetivo de ser reeleito. E questiona como um presidente que rechaça a chamada velha política agora faz propaganda para teses do ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson. "A gente já identificava esse viés autoritário. Mas, com clareza, acho que ele deu um passo a mais, ele atravessou o rubicão. Para quem não conhece a história, o Julio César [ditador romano] atravessa com seus exércitos no sentido de Roma e lança sua sorte no plano de ser um autocrata", falou.
O presidente compartilhou vídeo nas redes sociais em que o ex-parlamentar acusa o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de tramar junto com o chefe da OAB um golpe para tirar Bolsonaro do poder. Apesar das críticas, Santa Cruz diz que o momento não é o de levantar a bandeira e pedir o impeachment de Bolsonaro.Bolsonaro e o presidente da OAB já protagonizaram embates públicos. Em julho do ano passado, o presidente provocou o advogado e disse que um dia contaria como o pai dele desapareceu durante a ditadura militar.Santa Cruz foi ao STF pedir explicações do presidente. Ele é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido em fevereiro de 1974, após ter sido preso por agentes do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura, no Rio de Janeiro."O presidente já deu todos os exemplos do mundo que está abaixo do que o cargo dele exige, mas ele foi eleito. Cabe às instituições dentro das suas possibilidades corrigir os rumos desse barco à deriva por abandono ou omissão do seu comandante", completou.
- por Paula Soprana | Folhapress
- 19 Abr 2020
- 16:03h
Foto: Reprodução
Qualquer consultoria de negócios que se proponha a orientar empresas para o sucesso inclui a transformação digital como um dos imperativos. Na pandemia de coronavírus, que tirou as pessoas das lojas físicas, a tal transformação veio a galope, estimulando o comerciante de alimentos e o varejista de linha branca a reavaliar sua operação.
Em vez de investimento pesado em ecommerce ou em sistemas avançados de inteligência artificial, empresários estão fazendo campanhas massivas pelo Instagram, colocando funcionários para vender pelo WhatsApp e, no caso dos grandes varejistas, acelerando processos estratégicos que demorariam meses para sair do papel.
A receita do ecommerce cresceu 42% durante a pandemia, considerando a semana de 17 de março a 14 de abril na comparação com o mesmo período de 2019. O que puxou o índice foi o aumento de pedidos, não o valor gasto.
Só o consumo de autosserviço em varejistas online cresceu 96% de 19 a 25 de março, 13% acima da média total do ecommerce, segundo a Ebit Nielsen, que faz mensuração e análise de dados.
Há uma série de tendências no Brasil que refletem comportamentos que aconteceram na China, como a entrada de consumidores que nunca haviam adquirido um produto pela internet. Ainda conforme a Nielsen, 31% declararam que fizeram sua primeira compra na quarentena.
"O que chama a atenção é que grupos que mais pressionaram foram eletrônicos, de casa e construção, informática e os de giro rápido, cujo tíquete médio [valor por compra] é baixo", diz Julia Primi Davila, gerente da consultoria.
Um rápido exemplo para demonstrar a corrida para o online: a venda de chocolates na Páscoa, irrisória no ano passado, subiu 1.090% em faturamento neste ano.
Para as grandes varejistas, como Magazine Luiza, cujo faturamento hoje depende 100% do online, a estratégia foi acelerar o processo de abertura da plataforma para que lojistas pequenos, muitos deles analógicos, pudessem vender sem gastar com frete e infraestrutura.
A companhia (com 1.100 lojas fechadas) paga uma comissão por venda. Desde que anunciou o programa, em 31 de março, 16 mil empresas entraram. A B2W, controlada pelas Americanas, fez o mesmo, seguindo o objetivo de receber comissão do pequeno para ganhar mais capilaridade no longo prazo.
Ja a Via Varejo, dona da Casas Bahia, Extra.com e Ponto Frio, que depois de uma operação positiva na Black Friday tentava erguer a casa para ganhar mais relevância digital, colocou cerca de 20 mil vendedores, impedidos de ir às lojas, a vender no WhatsApp.
"A abordagem é realizada por telefone ou por intermédio da rede social, dado que todas as lojas já possuem suas páginas no Facebook, utilizando o formato ClickToWhatsApp", diz a empresa. A operação é concluída no site da Casas Bahia.
O combo Instagram e WhatsApp virou estratégia até para montadoras de carro, que em abril podem ver queda de 80% nas vendas na comparação com o mesmo mês de 2019, segundo cálculo da Fenabrave (associação que representa os distribuidores de veículos). Em algumas marcas, ao clicar em anúncios de carros no Instagram, o interessado cai no chat da concessionária.
"A aceleração que temos visto nos canais de venda depois da Covid-19 mostra mudança de prioridade. Não é questão de ser legal ter isso, é essencial, você não consegue mais vender", afirma Conrado Leister, diretor-geral do Facebook no Brasil.
Além da Casas Bahia, o WhatsApp também virou o principal canal de venda do feirante Thiago Duarte, que tem uma tenda na feira do Itaim Bibi, em São Paulo. Depois que uma cliente viralizou seu contato na internet, o trabalhador passou a entregar 30 caixas de frutas por dia, todas solicitadas pelo mensageiro.
"Um dia, entreguei 60. Me ajudou muito porque o público da feira ficou escasso", diz.
Durante o período de confinamento, a estratégia eficaz aos pequenos comerciantes é encontrar um canal financeiramente acessível para conseguir manter a operação sem desembolsar dinheiro, diz Alexandre Marquezi, professor da ESPM. Redes sociais e marketplaces são uma opção.
"Adoção rápida não significa dinheiro, mas pode salvar o mês. Meu conselho é que entrem no Mercado Livre, no Magalu, em um marketplace e, só depois, estruturem um ecommerce, já que uma boa infraestrutura pode custar até R$ 100 mil, além de exigir muita inteligência, como big data, personalização e disparo de email", diz.
A taxa de conversão no ecommerce, segundo ele, é de 1,5, o que significa que, a cada 1.000 clientes que entram no site, 15 compram.
Já os lojistas de shoppings, ainda sem previsão de reabertura e calculando prejuízos com custos de aluguel e expectativa de lenta retomada pós-isolamento, também tentam se readequar.
A C&A, cuja operação sempre foi baseada na interação física entre o cliente e a peça de roupa, optou por uma ação que só companhia de caixa robusto pode fazer: anunciar no Big Brother. "Antes da pandemia, crescíamos, em média, dois dígitos no ecommerce. Agora, já estamos em três", diz Paulo Correa, presidente da rede no país.
Entre as marcas menores, a Loja 18, que tem nove lojas em shoppings com Morumbi e Pátio Paulista, recorreu a uma técnica que remete às cidades do interior. A empresa envia malas de roupas a clientes de confiança com sugestões de combinações baseadas em compras anteriores.
"A aceitação é de até 50%. Mandamos maquininha de crédito pré-programada, e a cliente paga em casa. Buscamos a mala em dois ou três dias", diz Marcelo Feldman, presidente da empresa.
A última tendência apontada por especialistas está na aposta em revendedores pessoas físicas, sejam de produtos próprios ou de terceiros que estão em suas plataformas. Numa espécie de modernização do vendedor da Avon, que ganha comissão a produto vendido a um amigo, as marcas brasileiras pegam conceitos emprestados da China.
"O que notamos na pandemia foi uma explosão de live streaming para vender do tomate orgânico cultivado na roça até o batom demonstrado ao vivo por uma influenciadora. Esses eventos têm até cem revendedores online na China", diz Felipe Leal, sócio da Startse, escola de negócios.
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Foto: Brumado Urgente Conteúdo
A Medida Provisória que permite que escolas tenham menos de 200 dias letivos no ano, desde que garantam 800 horas de ensino na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio, trouxe respaldo legal para o que as redes de ensino já vinham fazendo, de acordo com a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).“Isso vai dar uma liberdade maior para quando os alunos voltarem. Podemos, mais à frente, colocar um sexto tempo, usar alguns sábados letivos com sexto tempo também. Ao mesmo tempo, podemos contar com as nossas aulas remotas vinculantes que estão contando como aulas realmente no calendário escolar", disse Cecília.
Os estados são responsáveis, principalmente, pela oferta do ensino médio. Eles também ofertam os anos finais do ensino fundamental, etapa que vai do 6º ao 9º ano.
De acordo com a Agência Brasil, Consed reuniu, em uma página da internet, as resoluções, pareceres, instruções normativas e notas de esclarecimentos do Conselho Nacional de Educação, da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação e dos Conselhos Estaduais e Municipais de Educação, sobre o calendário escolar e a oferta de conteúdos a distância.
ENSINO A DISTÂNCIA
A desigualdade entre as várias regiões do país e entre os vários estudantes brasileiros preocupa na hora de substituir as aulas presenciais por aulas a distância. Por isso, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) defende que, no processo de reorganização do calendário escolar, é necessário, primeiramente, esgotar todos os esforços para cumprir as 800 horas de maneira presencial. Para isso, as redes podem, após o retorno as aulas, ampliar a jornada diária, realizar atividades no contraturno, ter sábados letivos, usar de períodos de recesso e/ou férias - após negociação com a categoria, entre outras alternativas. A entidade defende que, caso seja feito o uso da modalidade de educação a distância como substitutiva às aulas presenciais, sejam garantidos "suporte tecnológico, metodológico e de formação dos professores, por parte da União e dos governos estaduais às redes municipais”. Por lei, a educação a distância pode ser feita no ensino médio e, em situações emergenciais, como durante a pandemia da covid-19, no ensino fundamental. A MP publicada nesta semana não trata da educação infantil, que compreende a creche e a pré-escola. A Undime defende que a EaD não seja aplicada nessa etapa.
ESCOLAS PARTICULARES
Para as escolas particulares, de acordo com o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira, a medida facilita o planejamento. “Fomos autorizados a voltar a trabalhar, não precisaremos sacrificar os sábado, podemos nos preparar para continuar a vida escolar”, afirmou.. Segundo ele, a pandemia está sendo uma oportunidade para “aprender a usar algumas ferramentas para as quais havia resistência. Não vão substituir de forma definitiva o ensino presencial, mas vão permitir fazer algumas coisas que são possíveis fazer, levando em consideração a idade das crianças.” Em nota, o secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo, afirmou que a flexibilização é autorizativa “em caráter excepcional e vale tão e somente em função das medidas para enfrentamento da emergência na saúde pública decretadas pelo Congresso Nacional”. Ele reforça que a flexibilização deverá observar as normas dos respectivos sistemas de ensino.
No Brasil, há suspensão de aulas em todos os estados para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. A medida não é exclusiva do país. No mundo, de acordo com os últimos dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que monitora os impactos da pandemia na educação, 188 países determinaram o fechamento de escolas e universidades, afetando 1,5 bilhão de crianças e jovens, o que corresponde a 89,5% de todos os estudantes no mundo.
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- Agência Brasil
- 05 Abr 2020
- 10:42h
(Foto: Agência Brasil)
As operadoras de telecomunicação repassarão informações sobre a circulação de pessoas para que o governo faça avaliações e desenvolva estratégias de prevenção e combate à epidemia do novo coronavírus. A parceria vai durar o período da calamidade pública da Covid-19 e envolve as empresas Vivo, Claro, Oi, Tim e Algar. De acordo com o sindicato que representa o setor (Sinditelebrasil), serão repassados dados agregados e anonimizados da circulação dos seus clientes. Os dados permitirão visualizar “manchas de calor” da concentração de pessoas em localidades de todo o país, auxiliando o governo a localizar onde estão ocorrendo aglomerações. Quando uma pessoa liga um celular, o aparelho se conecta a uma antena, chamada no linguajar técnico de Estação Rádio-Base (ERB). Segundo o presidente-executivo do Sinditelebrasil, Marcos Ferrari, a informação repassada ao governo será de quando e onde ocorreram essas conexões entre usuário e redes das operadoras. “O que nós estamos disponibilizando para o governo é este dado estatístico agregado. Não vamos falar em número de linha nem em nome da pessoa. Em tal dia estavam conectadas tantas linhas em tal antena. Isso é um mapa. Olha por cima do país e enxerga como se dá a concentração de pessoas, deslocamento delas por meio deste mecanismo estatístico”, disse Ferrari. Os dados serão consolidados no fim do dia e repassados a um servidor da empresa estadunidense Microsoft, de onde poderão ser acessados pelo governo. Assim, o “mapa” mostrará a situação sempre do dia anterior. As cinco operadoras possuem uma grande base de dados, somando 214 milhões de chips (embora vários clientes tenham mais de um chip). “A forma como o governo vai usar esse dado pode ser de diversas maneiras. A gente não vai interferir nisso, pois é uma decisão do governo. Pode ser uma universidade que pode fazer esse uso dos dados, ou empresa terceirizada que lide com inteligência artificial. Para isso governo está botando a governança dele para aplicar de maneira eficiente estes dados”, comenta o executivo do Sinditelebrasil. Ele acrescenta que os princípios de proteção previstos na Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet serão respeitados.
Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP
Os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Universidade de São Paulo foram autorizados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para dar início em testes clínicos com plasma de pacientes que já se recuperaram do coronavírus em doentes em estado grave.
Hospitais pelo mundo também tem sido autorizados a realizar o procedimento. De acordo com reportagem do jornal O Globo, nos Estados Unidos a agência de vigilância Sanitária, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou o tratamento experimental contra a Covid-19 usando plasma de pacientes que já se recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus. Um estudo feito com cinco pacientes graves internados em um hospital da China, usando o mesmo método, já demonstrou eficiência.
"Se a terapia funcionar como nós estamos esperando, dentro dos parâmetros que nós estamos esperando, ela deve ser útil para evitar que um grande número de pessoas vá para a UTI. Que é justamente onde está o maior gargalo. Você tem bem menos gargalo, felizmente, na internação comum do que em UTI, porque os números de leitos são bem menores. Então, o objetivo da pesquisa, entre outras coisas, é claramente diminuir o número de pacientes que necessitem de suporte de Terapia Intensiva", disse Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Hospital Albert Einstein.
- por Ian Meneses I Bahia Notícias
- 04 Abr 2020
- 09:04h
Foto: Reprodução TV Globo
Veterano da dramaturgia e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o ator Carlos Vereza anunciou nas redes sociais, nesta sexta-feira (3), que encerrá as postagens abertas ao público.
A iniciativa foi tomada após ele publicar, na quinta-feira (2), uma opinião sobre a conduta de Bolsonaro diante dos posicionamentos do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Estava tentando defender Bolsonaro, não tanto por ele, mas pela normalidade das instituições. Mas ele desautorizar publicamente o ministro da Saúde por ciúmes, não dá mais. Tirei o time”, escrevera. Segundo Vereza, a decisão, de a partir de agora escrever para poucos, não foi motivada por “cansaço”, mas pelo fato dele “estar constatando a invasão de uma horda de bárbaros, quadrúpedes fanatizados, filhotes sectários formados pelo populismo do honesto mas egocêntrico Jair Messias Bolsonaro”.
O veterano afirmou não ver “nenhuma diferença” de tal grupo com “os quadrúpedes petistas fanatizados pelo gatuno Lula da Silva”, mas lembrou de Umberto Eco, que previu e “alertou para os imbecis que ocupariam as redes sociais”. “Nada veem além da própria limitação para compreender, que a crítica bem intencionada, significa alguma esperança no político que apoiei publicamente, antes das eleições, e mesmo depois, e depois. Mas os dedos acusadores erguem-se ao lado de clichês, de frases mal articuladas. E, os que tentam apontar os desvios de rumo do presidente, são alvo da ignorância, do linchamento de reputações”, continuou. Ao término do desabafo, Vereza destacou que fez “muitos e queridos amigos e amigas”, tantos que lhe “honraram com trocas intelectuais, amoráveis e nunca virtuais”. Ele, porém, lamentou ao constatar que “tentar a racionalidade neste momento, é tarefa semelhante ao mito de Sísifo - no caso, em geral, dialogar com o próprio eco”.
- Redação
- 28 Mar 2020
- 09:33h
(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)
O concurso 2247 da Mega-Sena promete premiar quem acertar as seis dezenas sorteadas com R$ 2,5 milhões. O sorteio será realizado neste sábado (28) às 20h, no horário de Brasília, no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo (SP). Os apostadores tem até às 19h para fazer o jogo na lotérica ou se preferir pode fazer online pelo site da Caixa. O valor da aposta mínima é de R$ 4,50.
- Redação
- 18 Mar 2020
- 08:45h
(Foto: Reprodução)
As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h50 desta quarta-feira (18), 350 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 17 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, foi registrada a 1ª morte pelo coronavírus no Brasil, confirmada na terça-feira (17) pelo governo estadual. A vítima é um homem de 62 anos que estava internado em um hospital particular da capital paulista. Ele tinha diabetes e hipertensão. O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de terça-feira, contabiliza 291 infectados.
Casos confirmados do novo coronavírus no Brasil
| Estado |
Secretarias da saúde |
Ministério da Saúde |
| AC |
3 |
0 |
| AL |
1 |
1 |
| AP |
0 |
0 |
| AM |
1 |
1 |
| BA |
17 |
3 |
| CE |
11 |
5 |
| DF |
19 |
22 |
| ES |
8 |
1 |
| GO |
10 |
6 |
| MA |
0 |
0 |
| MT |
0 |
0 |
| MS |
6 |
4 |
| MG |
14 |
7 |
| PA |
0 |
0 |
| PB |
0 |
0 |
| PR |
12 |
6 |
| PE |
19 |
16 |
| PI |
0 |
0 |
| RJ |
33 |
33 |
| RN |
1 |
1 |
| RS |
19 |
10 |
| RO |
0 |
0 |
| RR |
0 |
0 |
| SC |
7 |
7 |
| SP |
164 |
164 |
| SE |
5 |
4 |
| TO |
0 |
0 |
| Total |
350 |
291 |
Fonte: Secretarias estaduais da Saúde e Ministério da Saúde
Além dos casos confirmados, o Ministério da Saúde contabilizava na terça-feira:
- 8.819 casos suspeitos
- 1.890 casos descartados
- 18 pessoas estão hospitalizadas (7% do total)
Brasil contraria OMS e só faz testes nos casos graves
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que não mudará agora o critério adotado na fase de mitigação, e só as pessoas com casos graves serão testadas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, na última sexta-feira (13), que os países apliquem testes em massa para descobrir quem está infectado e isolar esses pacientes para "achatar a curva" da disseminação da doença Covid-19.
O governo federal, que disse ter comprado kits da Fiocruz para 30 mil testes nos laboratórios públicos, disse que o objetivo da medida é economizar testes para as pessoas com complicações.
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- Redação
- 15 Mar 2020
- 08:33h
(Foto: Reprodução)
Seis pessoas que estiveram com o presidente Jair Bolsonaro durante viagem aos Estados Unidos na Semana passada, tiveram o diagnóstico positivo para coronavírus. O mais recente é de um empresário que entregou a comitiva, segundo a Folha de São Paulo. O chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), Fabio Wajngarten, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e o diplomata Nestor Forster, indicado para o cargo de embaixador do Brasil em Washington também testaram positivo para o vírus.A advogada Karina Kufa, tesoureira do Aliança pelo Brasil, partido político que Bolsonaro tenta criar, também está com coronavírus. O sexto caso confirmado é do prefeito de Miami, Francis Suarez. O Planalto informou na sexta-feira (13), que Bolsonaro vai refazer a análise laboratorial e seguirá em isolamento, mesmo afirmando que não tem coronavírus.
- Redação
- 15 Mar 2020
- 08:06h
(Foto: Reprodução)
Além de não contar com a plateia na edição deste domingo (15) do Domingão do Faustão, o programa terá um desfalque de 20 bailarinas.De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal ‘O Globo’, metade do grupo de dançarinas que se apresentam na atração estão de quarentena por conta de uma bailarina que está com o covid-19. A moça esteve com outras 20 colegas de palco ensaiando em uma academia, portanto, todas as outras também serão afastadas.
- Redação
- 14 Mar 2020
- 11:11h
Nestor Forster (ao centro, de óculos e gravata azul), acompanha o presidente Jair Bolsonaro durante evento em Miami, no dia 9 de março — Foto: Alan Santos/Presidência da República
A Embaixada do Brasil em Washington anunciou na noite desta sexta-feira (13) que o encarregado de negócios, o embaixador Nestor Forster, teve diagnóstico positivo para a Covid-19. Ele esteve com o presidente Jair Bolsonaro em eventos nos Estados Unidos no último final de semana, inclusive em Mar-a-Lago, durante o jantar oferecido pelo presidente americano, Donald Trump. Mas, segundo a embaixada brasileira, sentou-se em um lugar à mesa longe do presidente dos EUA. Nestor Forster e senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro e do presidente, Jair Bolsonaro — Foto: Alan Santos/Presidência da República Forster é o terceiro membro da comitiva brasileira que esteve no jantar de Trump a confirmar contágio pelo coronavírus, após o secretário de Comunicação do Planalto, Fabio Wajngarten, que está em quarentena domiciliar, e o senador Nelsinho Trad. O presidente Bolsonaro realizou um teste para saber se tinha o coronavírus, e nesta sexta-feira anunciou em redes sociais que o resultado foi negativo. Em seguida, deixou a residência oficial do Palácio da Alvorada no início da tarde e voltou a trabalhar no Palácio do Planalto. Bolsonaro, porém, deve ser submetido a um novo teste, informou à TV Globo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Enquanto o novo exame não é realizado, o presidente deve ser monitorado no Alvorada. Durante uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, Donald Trump voltou a afirmar que não está preocupado por ter estado no mesmo ambiente que Wajngarten, mesmo sabendo que o secretário está com Covid-19. O presidente americano disse que poderá fazer o teste para a doença em breve, mas não por causa do encontro com a comitiva brasileira de Bolsonaro.
- Redação
- 14 Mar 2020
- 09:14h
Informação foi confirmada pelo presidente do PSDB no Rio de Janeiro, Paulo Marinho, ao jornal O Globo | Foto: Reprodução/TV Bandeirantes
Morreu o ex-ministro de Jair Bolsonaro, Gustvao Bebianno. A informação foi passada ao jornal O Globo pelo presidente estadual do PSDB, Paulo Marinho. O ex-secretário Geral da Presidência era também pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. De acordo com a publicação, Bebianno estava em seu sítio em Teresópolis, junto com um caseiro e o filho. Por volta das 4h30 da manhã deste sábado (14), ele avisou ao filho que estava se sentindo mal e foi ao banheiro para tomar um remédio. Minutos depois, caiu e teve ferimentos na cabeça. Bebianno chegou a ser levado para um hospital na cidade, mas não resistiu. Bebianno foi um dos responsáveis pela campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República, o que lhe garantiu um gabinete no Palácio do Planalto. Ele deixou o governo em fevereiro de 2019, início da nova gestão, depois de crises e brigas com os filhos de Bolsonaro.