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Por 7 votos a 4, Supremo rejeita possibilidade de 'desaposentação'

  • 27 Out 2016
  • 08:09h

(Foto: Reprodução)

Por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quarta-feira (26) a possibilidade de uma pessoa aposentada que continua a trabalhar receber pensões maiores com base nas novas contribuições à previdência pública, a chamada "desaposentação".Como tem repercussão geral, a decisão deverá ser seguida para todos os processos na Justiça que tratam do assunto. Na sessão desta quinta-feira (27), os ministros voltam a se reunir para definir como será essa aplicação, já que muitas pessoas conseguiram o benefício maior em outros tribunais. Segundo a Advocacia Geral da União (AGU), existem ao menos 182 mil processos parados que aguardavam uma decisão do STF. A maioria dos ministros entendeu que o sistema previdenciário público no Brasil é baseado no princípio da solidariedade e não há previsão na lei para o acréscimo. Uma mudança do tipo, portanto, só poderia ser estabelecida pelo Congresso e não pelo Judiciário. O tema começou a ser analisado pela Corte em 2010 e trazia preocupação ao governo pelo impacto nos cofres públicos.Se o recálculo das aposentarias fosse aprovado, a AGU estima que as despesas subiriam R$ 7,7 bilhões por ano.

O STF analisou três ações, cujos relatores, Marco Aurélio Mello e Luís Roberto Barroso, favoráveis à desaposentação, ficaram vencidos. A maioria dos ministros seguiu a posição de Dias Toffoli, que votou em 2014 contra a desaposentação. Na época, ele disse que a aposentadoria é "irrenunciável" e a obtenção de benefício maior contraria o objetivo do fator previdenciário, que beneficia quem espera mais tempo para se aposentar. Não concebo a desaposentação. A aposentadoria consiste num ato jurídico perfeito e acabado. O fator permite que o beneficiário goze da aposentadoria antes da idade mínima, podendo escolher o momento de se aposentar. Admitir a desaposentação seria subverter o fator previdenciário, gerando ônus", disse, na ocasião. Segundo a divergir, Zavascki destacou que a lei é clara ao dizer que novas contribuições do aposentado não devem ser consideradas nas pensões. "A lei deu às contribuições do aposentado trabalhador uma finalidade diferente. As contribuições do aposentado destinam-se ao custeio do sistema geral de seguridade e não ao pagamento ou melhoria de um futuro benefício", afirmou, ainda em 2014. Na sessão desta quarta, os relatores reafirmaram suas posições em favor da desaposentação. O voto de Marco Aurélio permitia um recálculo de todo o benefício com base na situação atual do aposentado que permanece na ativa. Luís Roberto Barroso, por sua vez, propôs uma nova fórmula, que levaria em conta, para o cálculo do novo benefício, somente a alíquota e o tempo de contribuição. Os fatores idade e expectativa de vida deveriam ser idênticos aos aferidos na primeira aposentadoria.Governo comemora O porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, afirmou nesta quarta-feira (26) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela rejeição da chamada "desaposentação" foi “favorável ao governo”. “Um impacto orçamentário positivo pela decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal está sendo estimado pelas unidades técnicas competentes do governo federal. Ressalta, contudo, que foi favorável ao governo’, declarou.

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Saiba o que pode mudar com o julgamento da desaposentação

  • 26 Out 2016
  • 19:01h

(Foto: Reprodução)

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para esta quarta-feira (26) o reinício do julgamento da desaposentação. Conhecida também como desaposentadoria, o ato permite que aposentados que continuaram a trabalhar possam pedir um recálculo em seus rendimentos, já que permaneceram a contribuir com o INSS.Como ainda não existe uma lei aprovada sobre o tema (apesar de projetos tramitarem no Congresso), o INSS só atende os pedidos de desaposentadoria após decisão judicial favorável ao beneficiário. De acordo com informações da Advocacia-Geral da União (AGU), existem mais de 180 mil ações sobre o assunto tramitando na Justiça. Os casos julgados apontam que os aposentados que continuaram a contribuir têm o direito de poder rever o benefício de forma a garantir rendimentos melhores já que a contribuição ao INSS é obrigatória aos trabalhadores. Como contra-argumento, o governo ressalta o caráter distributivo e solidário da previdência. Ou seja, mesmo aposentado, o trabalhador continuaria contribuindo para auxiliar a manutenção do sistema previdenciário brasileiro. Segundo uma nota técnica recente do Ministério do Trabalho e Previdência Social, a estimativa de impacto do tema “desaposentação” nas contas da Previdência Social seria de R$ 7,7 bilhões anuais e de R$ 181,9 bilhões a longo prazo. Nesse sentido, a Advocacia-Geral da União, que defende o governo, requereu ao STF a suspensão de todos os processos de desaposentadoria que tramitam no país. Apesar do STJ considerar a legalidade dos pedidos de desaposentação, o tema ainda é controverso na Justiça. A pauta está no STF desde 2003 e foi paralisada em 2014 após dois votos favoráveis (Roberto Barroso e Marco Aurélio) e dois desfavoráveis à decisão (Dias Toffoli e Teori Zavascki). Na hora de votar, a ministra Rosa Weber pediu vistas ao processo, que voltou a ser liberado em dezembro de 2015.

Procuradora pede que MEC esclareça pedido de identificação de manifestantes

  • 26 Out 2016
  • 16:55h

A Procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, enviou um ofício ao ministro da Educação, Mendonça Filho, pedindo esclarecimentos sobre o levantamento dos nomes de pessoas envolvidas nas ocupações de instituições federais de ensino. O G1 procurou o Ministério da Educação sobre o ofício, mas não havia recebido retorno até a publicação desta reportagem.No ofício, a procuradora questiona “o propósito da identificação dos estudantes que no momento ocupam instituições federais de ensino”, referindo-se a um pedido feito pelo ministro no dia 20 de outubro aos dirigentes de institutos federais, dando um prazo de cinco dias para que eles identifiquem e encaminhem ao governo federal os nomes de manifestantes que ocupam campi dos institutos federais pelo país. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), no dia 19 havia 181 escolas ocupadas que estão listadas como locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O MEC informou que deve divulgar um novo balanço de locais de prova ocupados nesta quarta-feira (26). As ocupações em diversos estados são motivadas pela rejeição à medida provisória que trata da reforma do ensino médio e também contra a PEC do teto de gastos públicos.

'Tive medo de ficar cega', diz mulher após alergia com escova progressiva

  • 26 Out 2016
  • 16:15h

Faxineira teve reação alérgica à escova progressiva (Foto: Reprodução/TV TEM)

A mulher de 28 anos, que precisou de atendimento médico após fazer uma escova progressiva em São José do Rio Preto (SP), diz que já havia passado pelo procedimento em outra ocasião, mas que desta vez teve reação alérgica e sentiu medo de ficar cega. "Tive medo de ficar cega, de perder a vista porque meu olho não abria, minha testa estava muito grande e eu até precisei de ajuda para poder andar. A médica legista disse que como agora já estou abrindo o olho não tem perigo. Só que não estou podendo trabalhar, estou perdendo dia de faxina", diz a faxineira Andreza Cristina Fernanda de Souza.Ela conta que voltou ao salão de beleza onde fez o procedimento na terça-feira (25) e a cabeleireira lavou o cabelo dela e lhe deu dinheiro para pegar ônibus e resolver as questões referentes à alergia. "Ela meu deu R$ 20 para pegar ônibus e correr atrás das coisas. Eu já tinha feito no salão dela, mas desta vez exageraram no formol", afirma.

A TV TEM conversou com um dos donos do local onde ela fez o procedimento e ele disse que o produto usado na progressiva da faxineira tinha formol, mas em uma quantidade mínima, autorizada pela Vigilância Sanitária. O empresário disse ainda que os funcionários sempre fazem teste em uma pequena mecha de cabelo para ver se a pessoa tem reação alérgica, que isso foi feito com a faxineira e no dia ela não apresentou reação. Andreza diz que tinha o cabelo curto e enrolado antes de passar pelo procedimento. "Tinha o cabelo bem curtinho e enroladinho. Fui fazer relaxamento e escova progressiva junto, no mesmo dia e hora, no sábado (22), porque na quarta-feira (26) tenho audiência da minha filha e queria deixar minha aparência, transformar."Ela relata que no domingo (23) já amanheceu com a testa brilhando e que ao tomar banho, quando a água escorria, os olhos ardiam. "No domingo ficou sem inchar nem nada, mas quando acordei na segunda-feira (24) começou a inchar e eu não conseguia trabalhar porque meu olho estava totalmente fechado", conta. A faxineira foi levada por uma amiga da patroa à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jaguaré, onde tomou uma injeção antialérgica e remédio. No local, a orientaram a procurar a polícia. "Estou com feridas na cabeça. Fui na advogada e ela vai entrar com processo. Acho que foi por causa do formol, eu sou alérgica e não sabia", diz. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a legislação só permite o uso de formol em cosméticos como conservante, com limite máximo de 0,2% durante a fabricação do produto, e que a venda de formol está proibida desde 2009.

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Brasil: Noiva morre em acidente quando entregava os convites do casamento

  • 26 Out 2016
  • 14:13h

Gabriele e Hallan iriam se casar no dia 26 de novembro (Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Uma jovem de 18 anos morreu em um acidente de moto quando saia para entregar os convites do seu casamento. O caso aconteceu na cidade de Jatai, em Goiás. Gabriele dos Santos Pereira estava com o noivo, Hallan Cândido, no momento do acidente. Ela havia terminado o ensino médio e estava com os preparativos adiantados para a cerimônia que seria realizada no dia 26 de novembro. O acidente aconteceu no último sábado (22). Hallan contou que perdeu o controle da moto quando tentou desviar de uma outra motocicleta que estava em alta velocidade. Ele chegou a sofrer ferimentos, mas foi socorrido para o hospital e já recebeu alta. Ao G1 de Goiás, o pai de Gabriele contou que a família está desesperada. “Eu não sei por onde começar. Só sei que arrancou um pedaço de mim. Minha filha tinha 18 anos, ia casar agora e estava repartindo os convites de casamento. Isso dói. Não é fácil para o pai, não desejo isso para ninguém. Preferia quebrar minha perna um milhão de vezes do que ter que enterrar minha filha de 18 anos. Ela tinha sonhos e planos", desabafa.Além da tristeza pela morte da filha, o pai ainda sofre as consequências de um acidente que sofreu com a mesma moto em abril deste ano. "(Quebrei) fêmur, tíbia, meu pé partiu no meio. Tive problemas gravíssimos, duas fraturas na mão. Estou até hoje, desde o dia 7 de abril, sem poder trabalhar e nem sei se vou poder voltar devido ao estado em que estou. Ainda vou ter que passar por outra cirurgia", conta.

PEC 241: Centrais sindicais e partidos discutem greve geral nesta quarta (27)

  • 26 Out 2016
  • 12:47h

Foto: Divulgação/ CTB

Centrais sindicais realizam plenária nesta quinta-feira (27), às 18h, para discutir a paralisação nacional e greve geral do próximo dia 11, contra a PEC 241, aprovada em segundo turno pela Câmara dos Deputados na noite desta terça (25). Entre as entidades que participarão da reunião estão a Frente Povo Sem Medo, CUT, Intersindical, CTB, Brasil Popular, Convergência Negra, além de lideranças do PSOL, PT, PC do B, PSB e REDE. A Convergência Negra, composta pelas principais instituições do movimento negro, já organizou um calendário de atividades para novembro, mês de comemoração da consciência negra. "A PEC 241 vai congelar os investimentos sociais em saúde e educação nos próximos 20 anos, assim como, os salários dos funcionários públicos. Pretende entregar os recursos públicos à especulação e o grande capital privado", afirma o sociólogo Fábio Nogueira.

Ocupação chega a mais de mil universidades e escolas em protesto contra MP 746 e PEC 241

  • 26 Out 2016
  • 09:24h

(Foto: Reprodução)

Pelo menos 1.108 instituições de ensino estão ocupadas pelos estudantes, em 19 Estados e no Distrito Federal, de acordo com levantamento da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Além de 1.022 escolas e institutos federais, há 82 universidades ocupadas e quatro Núcleos Regionais de Educação. Os estudantes protestam contra a Medida Provisória 746, que estabelece mudanças no ensino médio, e contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, do governo federal, que limita por 20 anos os gastos públicos - incluindo a área de Educação. O Paraná concentra a maior parte das escolas ocupadas: 851. Ainda há pelo menos 66 instituições ocupadas em Minas, 13 no Rio Grande do Sul e 10 no Rio Grande do Norte, assim como em Goiás. No Distrito Federal são oito as instituições invadidas e no Rio, são sete os casos. São Paulo vem logo em seguida, com cinco escolas. Além de várias universidades estaduais, a lista inclui diferentes câmpus das universidades federais de Minas, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins, Alagoas, Maranhão e Bahia. O Ministério da Educação (MEC) respondeu por meio de nota às críticas dos estudantes às propostas do governo, dizendo que o teto de gastos proposto PEC 241 é "global e reforça o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas". De acordo com o MEC, sem a proposta o governo "quebra e inviabiliza todas as áreas, incluindo a Educação." A proposta de mudanças no ensino médio foi qualificada pelo ministério como "urgente". "As propostas da MP são fruto de um amplo debate acumulado no País nas últimas décadas. Entre as principais mudanças está a possibilidade de o aluno escolher a área em que vai querer atuar profissionalmente, como acontece nos principais países do mundo. As medidas estão sendo preparadas com base em avaliações técnicas rigorosas e alinhadas com aquilo que defendem os maiores especialistas em Educação do País", informou o MEC em seu comunicado. Para a presidente da Ubes, Camila Lanes, o crescente número das ações nas escolas é resultado de um movimento espontâneo dos estudantes. "Os alunos decidem em assembleia por ocupar ou não ocupar as escolas. Nas instituições ocupadas, diariamente os estudantes elegem suas comissões e decidem se a ocupação continuará", disse Camila, que está no Paraná, onde há a maior concentração de unidades ocupadas. Segundo ela, o engajamento no movimento contra as medidas do governo não se limita às ocupações e a concentração dos registros no Paraná é uma demanda reprimida por melhoras no ensino público do Estado. A presidente da Associação dos Reitores das Universidades Federais (Andifes), Ângela Paiva, afirma que a entidade vê as ações do estudantes com preocupação, por causa da interrupção de aulas, mas concorda com a motivação dos alunos. "A Andifes defende a universidade gratuita e de qualidade e essa PEC compromete esse projeto e o futuro da Educação. As ocupações são feitas por estudantes e não por gestores - e eles têm seus movimentos próprios. Uma forma que eles encontraram para se posicionar foram essas ocupações - o que também é preocupante, porque escolas paradas também causam prejuízos. Mas concordamos com a posição deles contra a PEC", afirmou.

Câmara aprova PEC 241 em segundo turno e matéria segue para o Senado

  • 26 Out 2016
  • 08:04h

(Foto: Reprodução)

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (25), em segundo turno, o texto base da Proposta de Emenda à Constituição 241, que estipula um limite para todos os gastos federais pelos próximos 20 anos. O placar foi de 359 votos a favor e 116 contra. No primeiro turno, foram registrados 366 votos pela aprovação e 111 contrários. Era necessário o apoio de 308 deputados para o texto seguir para apreciação do Senado. A sessão de hoje começou por volta de 12h30 e teve obstrução da bancada de oposição ao presidente Michel Temer. A sessão foi marcada por protestos de parlamentares que discordam da matéria. Já durante a votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a retirada de manifestantes que estavam nas galerias da Casa. Caso a PEC 241 seja aprovada no Senado, as despesas federais poderão crescer apenas de acordo com a inflação do ano anterior a partir do próximo ano. Para os gastos com saúde e educação, o teto será válido a partir de 2018.

Morre Carlos Alberto Torres, eterno capitão da Seleção Brasileira de Futebol

  • 25 Out 2016
  • 12:21h

No tour da Taça Fifa antes da Copa de 2014, Carlos Alberto repete o beijo que dera na Jules Rimet em 1970 (Foto: Gaspar Nobrega / Inovafoto Divulgação)

Ídolo do futebol mundial e um dos maiores laterais da história, o ex-jogador e ex-treinador Carlos Alberto Torres faleceu na manhã desta terça-feira (25), aos 72 anos. Capitão da Seleção Brasileira na Copa de 70, o Capita é considerado um dos maiores ícones do escrete canarinho e foi eleito como um dos melhores de sua posição pela Fifa. No futebol, teve passagens por clubes brasileiros como Fluminense, Santos, Botafogo e Flamengo. Além disso, também atuou pelas equipes norte-americanas do Cosmos e California Surf. Já como treinador, Carlos Alberto comandou equipes como Flamengo, Fluminense, Corinthians, Botafogo, Atlético Mineiro e Paysandu, além das seleções de Omã e Azerbaijão. A causa de sua morte ainda não foi divulgada.

Câmara deve votar hoje (25) em segundo turno PEC do teto de gastos

  • 25 Out 2016
  • 08:00h

(Foto: Reprodução)

O plenário da Câmara dos Deputados deverá votar nesta terça-feira (25), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece um limite para o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos. Conhecida como PEC do teto de gastos, a proposta já foi aprovada em primeiro turno, no último dia 11, mas, por se tratar de emenda à Constituição, para ir ao Senado ainda precisa ser aprovada por pelo menos três quintos dos deputados (308 dos 513) em segundo turno. A PEC 241 é apresentada pelo governo do presidente Michel Temer como um dos principais mecanismos para reequilibrar as contas públicas. Quando foi analisada em primeiro turno, aproposta passou por 366 votos a 111. A fim de garantir a margem de votos necessária para a aprovação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado de Michel Temer, ofereceu um jantar a parlamentares da base de apoio ao governo na sua residência oficial, na segunda (24). Temer também se reuniu na noite de segunda no Palácio do Planalto com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir o rito da PEC 241 no Senado. Na semana passada, Renan Calheiroschegou a se reunir em seu gabinete com os líderes partidários do Senado para discutir a tramitação da PEC 241 na Casa. Pelo cronograma acertado no encontro, a proposta será votada pelo plenário em primeiro turno em 29 de novembro e, em segundo turno, em 13 de dezembro.

Homem é resgatado após passar 20 anos em cárcere privado

  • 24 Out 2016
  • 17:52h

Homem é resgatado após passar 20 anos em cárcere privado

Um homem de 36 anos foi resgatado após passar cerca de 20 anos em cárcere privado no estado de São Paulo. O rapaz foi identificado como Armando Bezerra de Andrade. Ele vivia em uma edícula com quarto e banheiro no terreno da casa da família, na cidade de Guarulhos. O pai, a madrasta da vítima e o filho dela deixaram o imóvel após a descoberta. Eles não chegaram a ser presos. Policiais acharam Armando por acaso. Eles investigavam uma suspeita de tráfico de drogas na vizinhança. Durante as buscas por traficantes, os policiais acabaram entrando na casa da família, que estava vazia no momento. Em seguida, eles foram até a edícula, onde acharam Armando. Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", ele estava acorrentado a uma cama, com a barba grande (na altura do umbigo) e sujo de fezes. O homem vivia na edícula, onde tinha uma cama com colchão, mas sem lençóis ou cobertor. O local não tinha móveis nem eletrônicos.

Desaparecimento

Armando sumiu quando tinha 16 anos. Vizinhos disseram que o pai disse, na época do desaparecimento, que ele foi morar no interior. Desde então, ele não foi mais visto. Testemunhas contam que Armando era um adolescente tranquilo, educado e simpático. Ele gostava de desenhar e de esportes. O rapaz morava no local desde os 6 anos, quando se mudou com o pai, a madrasta e o filho dele, que é mais novo que Armando. A madrasta costumava bater em Armando, inclusive, na rua. Os vizinhos acreditam que ela, que é enfermeira, mantinha o enteado dopado, já que ninguém nunca ouviu barulho vindo da edícula, onde ele era mantido. Os moradores se revoltaram após saber do cárcere privado. 

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Animais na pista é a 2ª maior causa de acidentes

  • 24 Out 2016
  • 15:54h

Acidentes envolvendo veículos e animais ocupam o segundo lugar no ranking das principais ocorrências de trânsito nas estradas estaduais, de acordo com relatório do Sistema de Estatística de Acidentes de Trânsito (Sider). De janeiro a outubro deste ano, a Superintendência de Infraestrutura de Transportes (Seinfra-SIT) contabilizou 426 acidentes nas estradas da Bahia. Este tipo de ocorrência perde apenas para aquelas provocadas por falta de atenção. Desse total, cerca de 28 vítimas tiveram ferimentos graves e nove vieram a óbito. O número de acidentes em 2016 já se aproxima do contabilizado no ano passado, quando foram registradas 525 ocorrências. O perigo se repete nas estradas federais que cortam a Bahia. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), de janeiro a setembro de 2016, foram registrados 158 acidentes envolvendo animais que vagavam pelas rodovias. As vias federais do norte do estado, segundo a PRF, são as que mais oferecem risco aos motoristas por causa da grande quantidade de animais, como jumentos, que têm baixo valor comercial e que, na maioria das vezes, já nasceram na via pública e nunca foram propriedade de ninguém. Em números absolutos, a BR-101 (957 km de extensão) é a campeã em quantidade de ocorrências deste tipo. De 2012 a 2016, a rodovia acumulou 344 acidentes, seguida da BR-116 (837 km de extensão), com 339, BR-110 (372 km de extensão), com 179, e BR-324 (626 km de extensão), com 174.

Rodovias privatizadas

Nem mesmo as rodovias administradas por concessionárias e pedagiadas estão livres da presença de animais. Na BA-099, a Linha Verde-Estrada do Coco, motoristas de automóveis e caminhões reclamam que cavalos e bois circulam livremente pelas vias, interrompendo o tráfego e causando congestionamentos. A Concessionária Litoral Norte (CLN), que administra o trecho, informou, por meio de nota, que apreende, em média, quatro animais ao longo da estrada diariamente, com o auxílio de viaturas e carrocinhas. A ação, no entanto, não foi suficiente para evitar que o veículo da bancária Bianca Lima, 36, colidisse com um cavalo no quilômetro 51 da rodovia em 25 de setembro deste ano. Ela retornava de Praia do Forte (Mata de São João) com um amigo, por volta das 17h30, quando o animal atravessou a pista em um dos trechos sinuosos. O amigo, que estava conduzindo o veículo, tentou desviar do cavalo, sem sucesso. O animal morreu na hora e o carro foi arremessado para o lado da rodovia. Após a colisão, outro carro, que seguia na mesma direção, chocou-se contra o veículo da bancária, que acabou sendo atingida pela porta do carro que se soltou. “Estávamos dentro da velocidade permitida na via e já estava escurecendo. O animal apareceu de repente na frente do carro e não havia condição nem tempo para desviar”, contou. A ocorrência deixou sequelas graves em Bianca. Com a colisão, a bancária fraturou o braço e desenvolveu uma série de doenças infecciosas provocadas pelas fezes do animal espalhadas com o impacto. O motorista, no entanto, teve apenas escoriações leves. Nos últimos dias, ela teve alta da cirurgia a que foi submetida para a implantação de platina no braço. Desde a batida, ela contabiliza que gastou cerca de mil reais com medicamentos. Ela pretende processar a concessionária pelo ocorrido. Por meio de nota, a CLN informou que “os proprietários dos animais são os responsáveis legais pela guarda dos mesmos”.

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Defesa pede libertação de Eduardo Cunha a tribunal

  • 24 Out 2016
  • 10:53h

O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deixa o IML em Curitiba, um dia após sua prisão por ordem do juiz federal Sérgio Moro na Lava Lato (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

A defesa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentou um pedido de libertação do cliente nesta segunda-feira (24) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre. A análise ficará com o desembargador João Pedro Gebran Neto. Na última semana, o mesmo pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda sem decisão. De acordo com a defesa de Cunha, a decisão do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, sobre a prisão teve entendimento diferente do STF. O Supremo já havia analisado um pedido de prisão para o então parlamentar, que é acusado pelos crimes de corrupção, por não ter declarado dinheiro no exterior, de fraude eleitoral e lavagem de dinheiro. "Mesmo diante da perda do mandato parlamentar pelo paciente, o ministro-relator (Teori Zavascki) examinou o pedido de prisão preventiva deduzido pelo Procurador-Geral da República, concluindo pela inexistência de qualquer motivo que autorizasse o encarceramento cautelar", diz um trecho do pedido dos defensores. 

Os advogados pedem o habeas corpus de Cunha, para que ele responda ao processo em liberdade. "No mérito, pedem os impetrantes a concessão definitiva do writ (ordem judicial), confirmando-se a liminar, para anular o decreto de prisão preventiva ora atacado, reconhecendo-se o direito do paciente de responder ao processo em liberdade, sem prejuízo da decretação de medidas alternativas ao encarceramento cautelar (art. 319 do CPP)", pede a defesa ao TRF4. Preso na última quarta (19) em Brasília, Cunha foi para Curitiba, onde deverá ficar detido por tempo indeterminado, por ordem do juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal. O peemedebista é acusado de receber propina de contrato de exploração de petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

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PEC 241 é prioridade do governo nesta semana na Câmara

  • 24 Out 2016
  • 09:31h

(Foto: Reprodução)

O plenário da Câmara dos Deputados deverá votar em segundo turno nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece um limite para o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos.Conhecida como PEC do teto de gastos, a proposta já foi aprovada em primeiro turno, no último dia 11, mas, por se tratar de emenda à Constituição, para ir ao Senado ainda precisa ser aprovada por pelo menos três quintos dos deputados (308 dos 513) em segundo turno, o que está previsto para esta terça (25).Apresentada pelo governo do presidente Michel Temer como um dos principais mecanismos para reequilibrar as contas públicas, a PEC, ao ser analisada há cerca de duas semanas, foi aprovada por 366 votos a 111. A fim de garantir a margem de votos necessária para a aprovação nesta terça, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado de Michel Temer, oferecerá um jantar a parlamentares da base de apoio ao governo na sua residência oficial, nesta segunda (24).

Teto de gastos
A PEC 241 estabelece que as despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. Pela proposta, a regra valerá pelos próximos 20 anos, mas, a partir do décimo ano, o presidente da República poderá propor uma nova base de cálculo ao Congresso. Em caso de descumprimento, a PEC estabelece uma série de vedações, como a proibição de realizar concursos públicos ou conceder aumento para qualquer membro ou servidor do órgão. Inicialmente, a Proposta de Emenda à Constituição estabelecia que os investimentos em saúde e em educação deveriam seguir as mesmas regras. Diante da repercussão negativa e da pressão de parlamentares aliados, o Palácio do Planalto decidiu que essas duas áreas deverão obedecer ao limite somente em 2018.

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Jovem perde 45 kg e escreve livro sobre bullying: 'Não é mimimi'

  • 23 Out 2016
  • 08:03h

Vida foi horrível por dois anos durante a adolescência, conta jovem (Foto: Arquivo Pessoal/ Glauco Melchior)

Chamado de “baleia”, “rolha de poço” e outros apelidos durante a adolescência, o estudante de direito Glauco Melchior, de 21 anos, morador de Itapetininga (SP), usou os anos de bullying na escola como motivação para eliminar 45 quilos em um ano. Com 1,70 metro de altura, ele saiu dos 115 quilos e hoje pesa 70. Para retratar a história de superação, Glauco decidiu escrever um livro em que fala sobre o bullying que sofreu quando estava acima do peso. A ideia dele é lançar a obra, chamada "De Repente 115", no ano que vem. “O livro é um bate-papo para que a pessoa que sofre bullying, assim como eu sofri, entenda que há alguém do lado dela. Eu consegui usar o bullying como motivação para emagrecer, mas muita gente não consegue. E isso é coisa séria. Tem gente que já se suicidou por isso. Não é frescura ou coisa da ‘geração mimimi’, como muita gente fala nas redes sociais. O livro está sob avaliação de editoras e tem 85 páginas”, afirma. Os apelidos ofensivos foram dados quando ele tinha entre 15 e 17 anos e estudava emItapetininga. “Além dos apelidos, tanto amigos, colegas, quanto alunos com quem nem conversava, batiam o pé quando andava para aumentar o som dos meus passos. Eram em torno de umas 15 pessoas. O irônico é que hoje estou magro e alguns deles gordos. Mas nunca poderia fazer o mesmo que eles fizeram”, comenta.

Segundo Glauco, por dois anos a vida tornou-se “horrível” devido ao bullying. “Sofri em silêncio. Para as outras pessoas demonstrava estar bem. Era algo íntimo. Nem mesmo minha mãe sabia, porque ela já tinha os problemas dela e não achava justo dar mais um. Fato é que não tive uma adolescência normal, por exemplo, de namorar. Porém, se precisasse passaria por tudo de novo”, diz. De acordo com ele, foi quando viu que pesava 115 quilos, aos 17 anos, que resolveu emagrecer. “Sempre fui uma criança ‘fofinha’, não chegava a ser gorda. Aí com 13 anos, e não sei o porquê, comecei a engordar muito. Na adolescência eu não pesava, era avesso à balança. Perguntava para minha mãe e ela, coitada, desconversava, dizia que eu era grande. Não achava que pesava tanto quando subi na balança e vi marcar 115.”

Emagrecimento
Decidido a perder peso, o rapaz iniciou o processo de reeducação alimentar e exercícios físicos. O começo foi difícil, lembra o estudante. “Nossa, quantas vezes já chorei com vontade de comer mais. Quantas vezes, no início, peguei a comida ainda na panela escondido. Não é fácil, do dia para a noite, até hoje em dia, três anos depois de emagrecer, continuo com acompanhamento nutricional”, ressalta. Em oito meses conseguiu perder 35 quilos e mais 10 quilos em quatro meses, ou seja, 45 quilos em um ano. Atualmente, após três anos que emagreceu, os hábitos alimentares do começo não são mais difíceis. Há seis anos não bebe mais refrigerante, os pães com muçarela e presunto no café da manhã foram trocados por leite desnatado e pão integral; no almoço a opção é arroz integral com frango e os hambúrgueres, pastéis e pizza comuns no passado são raros atualmente. “Hoje eu gosto das comidas menos calóricas. O meu próprio gosto mudou. Vou à academia porque me sinto bem. Anos atrás era como se eu ouvisse as piadas para me motivar a fazer a escolha certa, mas atualmente não é mais uma obrigação. Comer era um vício. Eu não tinha fome e, sim, vontade de comer. Só que desapeguei. Desapeguei do vício. Desapeguei da gula”, completa.

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