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Seca coloca quase 1,1 mil cidades em situação de emergência no país

  • 07 Out 2016
  • 07:06h

Ao menos 1.083 municípios do país, além do Distrito Federal, estão em situação de emergência por conta da seca ou da estiagem, segundo levantamento do G1. Em cinco dos 15 estados afetados, o cenário atinge mais da metade dos municípios – No Rio Grande do Norte, 90% estão em emergência. O levantamento leva em conta os municípios que decretaram emergência e, posteriormente, tiveram tal situação reconhecida pelos governos estaduais, o que garante o acesso a recursos desses entes públicos. O Nordeste é a região mais afetada. Lá, todos os estados têm cidades em emergência. A situação, entretanto, também atinge o Centro-Oeste, o Norte e o Sudeste. Entre as cidades afetadas pela seca estão Rio Branco, onde o Rio Acre chegou a atingir o menor nível da história em 17 de setembro; Vitória, que enfrenta racionamento desde o dia 22 – o município, entretanto, não está na lista dos que tiveram emergência reconhecida pelo governo; e Brasília, onde algumas regiões chegaram a sofrer racionamento de 23 a 25 de setembro. 

O governo distrital prevê aumentar o valor das contas de água em 20% caso o nível dos dois principais reservatórios caia a 25%. Além de problemas de abastecimento, a seca tem causado prejuízos à economia. Em Mato Grosso, a produtividade da safra de milho de 2016 caiu 32% em relação à safra 2014/2015, o que resulta numa perda de R$ 32 bilhões, segundo estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuário (Imea). No Sergipe, a perda de safra de milho atinge 80%. No Espírito Santo, a produção de café robusta caiu 40% em 2016 na comparação com o pico de 2014. Em Goiás, embora não haja decretos de situação de emergência por conta de seca ou estiagem, o governo contabiliza 14 cidades que podem enfrentar problemas de abastecimento. Dentre elas está Goiânia, em razão da diminuição do nível do manancial que abastece a capital. No Amazonas, o governo do estado avalia pedidos de reconhecimento de situação de emergência já decretadas por municípios. A navegação em trechos do Rio Madeira entre Amazonas e Roraima está restrita desde julho.

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Inep admite 'equívoco' e diz que incluirá federais na nota do Enem; ranking vai mudar

  • 06 Out 2016
  • 20:00h

(Foto: Reprodução)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) admitiu nesta quinta-feira (6) que cometeu um "equívoco" ao excluir 96% dos institutos e centros federais da divulgação dos dados do Enem 2015 por escola. Procurado pelo G1 na quarta-feira (5), o instituto havia justificado a exclusão como uma mudança metodológica. No novo posicionamento, o órgão vinculado ao Ministério da Educação informou que "decidiu processar os resultados dos Institutos Federais no Enem 2015 e divulgar tão logo seja possível".A lista com as notas médias de 14.998 escolas foi divulgada na manhã de terça-feira (4). Das 275 unidades de institutos e centros de educação tecnológica federais que haviam sido incluídas na divulgação do ano passado (referente ao Enem 2014), apenas 12, ou 4% do total, estão presentes nos dados. Outras quatro que não apareceram na lista do ano passado foram incluídas na deste ano.

 

Em nota, o Inep explicou que "um equívoco na interpretação da legislação por parte da equipe técnica que fez os cálculos para a divulgação dos resultados do Enem 2015 por Escola e por isso os Institutos Federais não foram incluídos". Um dos resultados da exclusão dos institutos federais foi o aumento da concentração de escolas privadas entre as médias mais altas do país. No Enem 2014, 34 institutos e centros federais estavam entre as mil escolas com médias mais altas do país. No Enem 2015, esse número caiu para três. No documento de apresentação dos dados, divulgado à imprensa no dia 30, e na portaria que definiu as regras da divulgação do Enem 2015 por escola, o governo federal não mencionou a exclusão dos institutos federais. A portaria também não trouxe, ao contrário do ano anterior, prazos definidos para que as instituições entrassem com recurso, e mencionou apenas que "os casos omissos serão resolvidos pelo Inep". Segundo os documentos do governo federal, a regra para que uma escola tenha sua nota do Enem 2015 divulgada é ter pelo menos 10 estudantes matriculados no último ano do ensino médio regular, e apresentar uma taxa de participação desses estudantes no Enem 2015 de pelo menos 50%.

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Governo exclui 96% dos institutos federais em divulgação do Enem por escola

  • 06 Out 2016
  • 16:05h

(Foto: Reprodução)

O governo federal excluiu 96% dos institutos e centros federais da divulgação dos dados do Enem 2015 por escola (veja a cobertura completa). A lista com as notas médias de 14.998 foi divulgada na manhã de terça-feira (4). Das 275 unidades de institutos e centros de educação tecnológica federais que haviam sido incluídas na divulgação do ano passado (referente ao Enem 2014), apenas 12, ou 4% do total, estão presentes nos dados. Outras quatro que não apareceram na lista do ano passado foram incluídas na deste ano.Um dos resultados da exclusão dos institutos federais foi o aumento da concentração de escolas privadas entre as médias mais altas do país. No Enem 2014, 34 institutos e centros federais estavam entre as mil escolas com médias mais altas do país. No Enem 2015, esse número caiu para três.

PF deflagra operação contra fraude de R$ 2,3 milhões no INSS

  • 06 Out 2016
  • 14:41h

Polícia Federal combate fraude no INSS com uso de documentos falsos (Foto: Vitor Santana/G1)

A Polícia Federal divulgou que a quadrilha suspeita de fraudar a Previdência Social usando documentos falsos conseguiu mais de 60 benefícios de maneira irregular. Segundo as investigações, o grupo, formado por 12 pessoas, tinha um padrão de vida muito acima com a renda que tinham, já que a maioria deles trabalhava como autônomo. “O dinheiro obtido com o golpe era uma fonte de renda extra fraudulenta para esses criminosos”, disse a delegada Marcela Rodrigues. Ao todo são cumpridos 12 mandados de prisão, 8 de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva nos estados de Goiás, Piauí, Mato Grosso e Distrito Federal. As investigações começaram em 2014 após uma denúncia de fraude. Ao todo, o grupo conseguiu obter 62 benefícios sociais, como auxílio doença e amparo social ao idoso. A polícia disse ainda que a quadrilha também deu entrada em seguros-desemprego também usando documentos falsos. O prejuízo é de aproximadamente R$ 2,3 milhões aos cofres públicos. “Os integrantes são nascidos no Piauí e no Maranhão e falsificavam certidões de nascimento desses estados com nomes falsos para, nos institutos de identificação, darem entrada em RGs, CPFs, títulos de eleitor e, assim, solicitar os benefícios nas agências do INSS”, disse o chefe da Assessoria de Pesquisa Estratégica do Ministério da Previdência Social, Marcelo Ávila.

Malotes com provas do Enem começam a ser distribuídos para o interior do país

  • 06 Out 2016
  • 14:01h

(Foto: Divulgação)

Os primeiros comboios que vão transportar as 18 milhões de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deixaram, no final da manhã desta quarta-feira (5), o 4º Batalhão de Infantaria Leve do Exército Brasileiro, em Osasco, na Grande São Paulo. O Enem será aplicado em todo país daqui a um mês, nos próximos dias 5 e 6 de novembro. Sob forte esquema de segurança para garantir a lisura e o sigilo dos exames, os malotes vão permanecer guardados em 60 unidades das Forças Armadas, até seguirem para os locais de provas. Para essa distribuição, foi assinado um convênio entre os vários órgãos envolvidos com a logística e a segurança do Enem, incluindo os ministérios da Defesa e da Educação; o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. “

Os procedimentos para a interiorização das provas é cercado de grande cuidado por todos os entes federativos que nos acompanham nessa missão. Eles guardam essa joia preciosa que é a prova do Enem e hoje nós demos autorização para ela ser interiorizada por meio dos Correios e Telégrafos”, explicou a presidente do Inep, Maria Inês Fini, à Agência Brasil. Segundo ela, a logística para aplicação do Enem 2016 vai mobilizar mais de meio milhão de pessoas. Questionada sobre eventuais mudanças nas próximas edições do sistema de avaliação de desempenho escolar, Maria Inês afirmou que não iria comentar o assunto, até para não provocar ansiedade nos alunos que vão fazer as provas no mês que vem. Do total de 9,3 milhões de inscritos no Enem, 8,6 milhões confirmaram a presença. Nos dias de provas, os portões dos locais indicados aos alunos vão se abrir às 12h e fechar às 13h e, meia depois, às 13h30, terá início o exame com duração de 4h30, no dia 5 e de 5h30, no dia 6. Por estado, a maioria vai se submeter aos testes em São Paulo (1.404.362), seguido de Minas Gerais (948.545), Bahia (664.698), Rio de Janeiro (550.179) e Pernambuco (447.315).

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TCU e TSE identificam 200 mil casos de possíveis fraudes em doações no 1º turno

  • 06 Out 2016
  • 07:08h

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira (5) que, juntamente com o Tribunal de Contas da União (TCU), identificou 200.011 casos com possíveis indícios de irregularidades nas receitas e despesas de campanhas, totalizando R$ 659,3 milhões. É a primeira análise feita após o primeiro turno, que aconteceu no domingo (2). Segundo o TSE, entre os indícios levantados pelos técnicos estão:

- 37.888 doadores inscritos no programa Bolsa Família que doaram R$ 36.877.030,61

- 55.670 doadores desempregados que desembolsaram R$ 84.293.201,68

- 24.646 doadores cuja renda conhecida é incompatível com o valor doado que destinaram R$ 207.119.049,07 para as campanhas

- 43.382 casos com concentração de doadores em uma mesma empresa com desembolso de R$ 90.787.549,74

- 14.510 doadores sócios de empresas que recebem recursos da administração pública que deram R$ 187.263.765,45

- O número de doadores de campanha mortos aumentou de 143 para 250

Os casos específicos citados pelo TSE são:

- uma pessoa que recebe Bolsa Família e fez uma doação de R$ 1,2 milhão em bens e serviços estimáveis em dinheiro

- pessoa física sem renda doou R$ 1,030 milhão

- 35 pessoas físicas que efetuaram doações acima de R$ 300 mil tendo renda incompatível

- professor universitário que doou R$ 300 mil

- sócio de empresa de candidato que doou recursos próprios de R$ 3 milhões

- segundo maior empregador privado atua na área de educação superior e 11 de seus empregados injetaram R$ 616 mil em campanha

Com relação a fornecedores, foram detectados os seguintes indícios de irregularidades:

- empresa, cujo sócio é beneficiário do programa Bolsa Família, prestou serviço de R$ 1,75 milhão

- dois fornecedores de campanha com situação inativa ou cancelada que prestaram serviços de campanha acima de R$ 400 mil

- empresa de transporte e turismo com dois funcionários e contratada para a campanha por R$ 187 mil

- empresa de filiado a partido, aberta em junho de 2016, e que prestou serviço no valor de R$ 250 mil.

As informações estão sendo rastreadas pela Justiça Eleitoral e passadas ao Ministério Público para verificar, caso a caso, se há irregularidades. Dependendo da gravidade, as punições variam entre multa e cassação do registro do candidato, caso comprovado abuso.

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Concentração de renda cresce e brasileiros mais ricos superam 74 mil

  • 05 Out 2016
  • 18:01h

Antes de o Brasil entrar em recessão, houve um ligeiro aumento da concetração de renda e riqueza no topo da pirâmide social brasileira, apontam dados da Receita Federal. O número de contribuintes com renda mensal superior a 160 salários mínimos subiu de 71.440 em 2013 para 74.611 em 2014.   Trata-se da primeira alta em 3 anos e o maior número desde 2011, quando o topo da pirâmide reuniu 80.930 brasileiros. Veja gráfico acima O salário mínimo nacional em 2016 é de R$ 880 e em 2014 era de R$ 724. A renda mensal da população no topo da pirâmide supera o equivalente a R$ 140 mil. Os números referem-se às declarações de imposto de renda de pessoas físicas entregues em 2015 (ano-calendário 2014), recentemente divulgados pela Receita Federal.  Pela primeira vez, o Fisco divulgou também a quantidade de contribuintes distribuídos no "topo do topo" da pirâmide. Em 2014, eram 13.552 com renda mensal entre 240 e 320 salários mínimos (acima de R$ 211 mil) e 28.433 com rendimentos de acima de 320 salários mínimos por mês (acima de R$ 281 mil). A declaração de Imposto de Renda em 2015 foi obrigatória para pessoas físicas residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a 26.816,55 em 2014 (cerca de R$ 2.235 ao mês).  Pessoas com renda inferior a esse montante não são obrigadas a declarar, mas há exceções, como casos de donos de imóveis. 

Nota média na redação subiu 10% no Enem 2015

  • 05 Out 2016
  • 07:01h

(Foto: Reprodução)

As notas médias na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015 subiram 10% em 2015, se comparadas com o ano anterior. O dado foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta terça-feira (4). A divulgação desta média complementa a divulgação feita em janeiro, quando o órgão já havia apontado queda em três áreas na comparação entre 2015 e 2014. O desempenho foi pior em ciências da natureza, linguagens e matemática. Além da redação, houve crescimento na prova de ciências humanas.

Em ciências da natureza, a média foi 487 em 2014, caindo para 478 no ano seguinte, uma queda de quase 2%. Em linguagens, que é a prova que cobra o conteúdo das disciplinas português e de língua estrangeira, a média caiu de 511 pontos para 504, uma redução de 1,3%. Já em matemática, com queda de 1,2%, a nota média caiu de 481 para 475 pontos. Houve avanço em ciências humanas, que subiu 1,6%, de 546 para 555.Em redação o salto foi maior, de 491 para 543 pontos, uma alta de 10,5%. Naquela edição do exame, o tema foi a "A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira". (clique aqui para ler redações que tiraram nota mil)Segundo a colunista do G1 Andrea Ramal, o tema proposto pode ter contribuído para o aumento da nota. "Boa parte dos candidatos afirmou que considerou o tema 'fácil'. De um modo geral, eles se sentiram à vontade para dissertar sobre o assunto." (leia aqui o artigo completo) A consolidação das médias integra a divulgação do "Enem 2015 por escola". O levantamento permite avaliar as médias obtidas por todas as escolas que tiveram mais de 50% dos seus alunos participando do exame. O resultado na redação é um "bônus" dentro do conjunto de dados divulgados, já que o principal aspecto do levantamento é a comparação dos resultados gerais nas escolas. De acordo com o instituto, que é vinculado ao Ministério da Educação (MEC), os resultados consideram a análise das notas de 1.212.908 estudantes que fizeram as quatro provas objetivas e a redação, e tiraram notas acima de zero. Ao todo, o país tinha no ano passado pouco mais de dois milhões de estudantes concluindo o ensino médio. No material divulgado nesta manhã, o Inep não lista o resultado individual de alunos, mas sim as notas médias de 15 mil escolas do país, sendo que atualmente há 25, 7 mil com alunos matriculados no terceiro ano do ensino médio.

 

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Governo Temer tem aprovação de 14% e reprovação de 39%, diz Ibope

  • 04 Out 2016
  • 18:01h

(Foto: Reprodução)

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (4) mostrou os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente da República, Michel Temer (PMDB):

- Ótimo/bom: 14%
- Regular: 34%
- Ruim/péssimo: 39%
- Não sabe/não respondeu: 12%

O levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 20 e 25 de setembro e ouviu 2.002 pessoas, em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

Segundo a CNI, a soma dos percentuais não iguala 100% em decorrência do arredondamento. O nível de confiança da pesquisa divulgada nesta quarta, segundo a CNI, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. Esta é a primeira pesquisa Ibope encomendada pela CNI divulgada após Temer ser efetivado presidente da República, em razão do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 31 de agosto, aprovado pelo Congresso Nacional. No último levantamento do Ibope encomendado pela CNI, de 1º de julho, Temer, ainda como presidente em exercício, aparecia com a aprovação de 13% dos entrevistados, enquanto 39% o desaprovavam e 36% consideravam a gestão dele regular – outros 13%, à época, não souberam responder. O último levantamento do Ibope encomendado pela CNI sobre a avaliação da ex-presidente Dilma Rousseff foi divulgado em 30 de março, antes de ela ser afastada pelo Congresso em razão do processo de impeachment, À época, ela tinha 10% de aprovação dos eleitores e a desaprovação de 69%.

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27% das escolas no Brasil têm menos da metade dos professores com licenciatura

  • 04 Out 2016
  • 11:27h

(Foto: Reprodução)

No Brasil, 27% das escolas têm menos da metade dos professores com licenciatura na disciplina que ensinam aos alunos. Isso quer dizer que, nestes colégios, a maior parte dos docentes não estudou na universidade para se tornar professor naquela matéria e também não fez curso de complementação pedagógica. Os dados fazem parte do resultado do "Enem 2015 por Escola", que foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta terça-feira (4).

Se consideradas as 100 escolas com as piores média no Enem 2015, 68 não possuem nem metade dos professores com graduação ou curso na área em que lecionam. Já entre os 100 colégios com melhores médias, apenas seis têm menos da metade dos docentes com formação especializada nas disciplinas que ensinam aos alunos. Nas duas instituições cujos alunos obtiveram as melhores notas médias no exame – Objetivo e Etapa III, ambos em São Paulo – todos os professores contratados têm licenciatura na área em que atuam. De acordo com Maria Inês Petrucci Rosa, professora do departamento de ensino e práticas culturais da Faculdade de Educação da Unicamp, há duas explicações para o alto número de escolas que empregam profissionais sem licenciatura. A primeira delas é que, em algumas regiões isoladas do Brasil, a distância das universidades e dos colégios faz com que seja mais difícil encontrar docentes com formação para dar aula. “A função de professores leigos acaba sendo recorrente. A região amazônica, por exemplo, tem vários problemas nesse sentido”, explica a professora. “O que as secretarias estaduais tentam é investir em educação à distância, para formar mais profissionais nestas áreas isoladas.” A outra explicação apontada por Maria Inês é a desvalorização da carreira de professor. Mesmo em regiões urbanas, como São Paulo, onde há quantidade expressiva de formandos a cada ano, há funcionários das escolas sem licenciatura.  “Os professores especialistas não se sentem atraídos pela carreira. Percebem que não conseguem ter carga horária condizente com um salário que dê conta de sustentar a família”, diz Maria Inês. “Aí ocorre o sucateamento por desemprego. Um farmacêutico, por exemplo, está desempregado e se candidata para dar aulas de química, porque os professores especialistas não se sentem mais atraídos por essas vagas. Ou um advogado se candidata para aulas de português”, completa.

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Saúde e educação só obedecerão teto de gastos em 2018, diz Meirelles

  • 04 Out 2016
  • 07:00h

Reunião da equipe econômica do governo com o deputado Darcísio Perondi, relator da PEC do teto de gastos (Foto: Fabio Paiva/Divulgação/Assessoria do deputado Darcísio Perondi)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (3), após reunião da equipe econômica com o relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que as áreas de saúde e educação só terão de se adaptar aos termos da proposta a partir de 2018. A reunião serviu para fechar o texto sobre o assunto que será apresentado ao Congresso. Também participaram o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. No ano que vem, o formato atual de correção dos orçamentos de saúde e educação, com base na receita corrente líquida, ainda permanecerá em vigor. Segundo Meirelles, o ano de 2017 servirá de base para a correção dos orçamentos de saúde e educação em 2018. 

"Porque consideramos que [2017] é um ano em que a receita estará mais estável, em função de já ser um ano de recuperação da economia", afirmou Meirelles. Em junho, o governo propôs instituir um teto para os gastos públicos por um período de 20 anos, com possibilidade de alteração a partir do décimo ano. A proposta é que, a partir de 2017, a despesa não tenha crescimento acima da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Perondi explicou que a mudança feita na proposta, que mudará o formato de correção de saúde e educação somente a partir de 2018, visa proporcionar mais recursos para esses setores. “Esperamos que a receita corrente líquida seja melhor [em 2017]. O país sai do fundo do poço em 2017, e as receitas correntes liquidas devem aumentar. Então, [a correção de saúde e educação] incidirá sobre uma base melhor”, declarou.

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Candidata descobre na urna que fez campanha com número errado

  • 03 Out 2016
  • 15:47h

(Foto: Reprodução)

A candidata da vereadora Edilamar Quintão (PTN) recebeu apenas três votos nessas eleições de 2016. Isso porque ela, que concorria pela cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, usou o número errado durante sua campanha eleitoral. Ela só descobriu que tinha cometido o erro quando foi votar com o número 19.159 e apareceu na urna que o candidato era inexistente. Surpresa, ela descobriu que seu número era, na verdade, 19.789 e que todos os santinhos que tinha distribuído estavam com os números errados. Mesmo com o erro, ela ainda recebeu três votos, sendo que um foi dela mesma. O erro de Edilamar ganhou repercussão nacional e ela disse que só iria se pronunciar depois que falasse com um advogado. Antes porém, a candidata chegou a conceder entrevista ao portal "G1', onde contou que estava bastante abalada. “Estou me sentindo muito prejudicada, pois agora não dá mais tempo para nada. Vou ser a piada da cidade e com certeza minha candidatura foi por água abaixo. Essa situação é difícil”, disse.  Em entrevista ao jornal "Extra", o juiz da 1ª zona eleitoral de Rondônia, Paulo José do Nascimento Fabrício, afirmou que o erro foi da candidata ou do partido, mas não da Justiça Eleitoral. "Ela não conferiu (os santinhos) com a documentação. A Justiça eleitoral recebe o pedido do jeito que o candidato quer, ela não cria nomes ou números. Tenho 30 anos de serviço público e nunca vi isso acontecer. Um candidato não fiscaliza o número é uma falha muito grave. Imagina fiscalizar os números da prefeitura", criticou o magistrado. 

MEC não criará novas bolsas para médicos residentes

  • 03 Out 2016
  • 15:07h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Educação (MEC) decidiu que, no ano que vem, não criará novas bolsas de estudos para médicos residentes. Em ofício enviado aos coordenadores das comissões de residência médica das universidades, a pasta usa o argumento de "corte orçamentário". Emitido em 19 de setembro, o documento é assinado pelo diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde do MEC, Dioclécio Campos Júnior. Ele afirma no texto que "será mantido apenas o quantitativo de bolsas financiadas em 2016".
 

Eleições 2016: PSD é partido com maior número de prefeituras na Bahia

  • 03 Out 2016
  • 14:25h

Do total de 415 municípios baianos que elegeram prefeitos no primeiro turno das eleições 2016, 82 serão geridos pelo PSD. A legenda conquistou o maior número de prefeituras no estado, seguida pelo PP (55), PMDB (47), PT (39) e DEM (35). O município de Vitória da Conquista irá para segundo turno, com os candidatos Herzem Gusmão (PMDB) e Zé Raimundo (PT). Já Santa Cruz da Vitória aguardará por uma determinação da Justiça Eleitoral, já que os dois candidatos tiveram a candidatura indeferida com recurso. A lista completa de prefeitos eleitos na Bahia pode ser acessadaaqui.

O homem que passou 43 anos em uma cadeira de rodas por um diagnóstico errado

  • 03 Out 2016
  • 13:42h

Rufino Borrego tinha 13 anos quando foi diagnosticado com uma distrofia muscular incurável. Ele passou os 43 anos seguintes andando de cadeira de rodas até que uma neurologista descobriu que a doença que Borrego tinha era, na verdade, diferente do que a que havia sido diagnosticada em sua adolescência. O problema dele era uma miastenia congênita, doença neuromuscular que causa um defeito na transmissão dos impulsos dos nervos para os músculos - isso gera uma fraqueza incrivelmente rápida dos músculos, que passam a não responder com movimentos. A doença, porém, foi facilmente revertida com o uso de um medicamento simples, para asma - que era indicado para o real problema do qual sofria. Com isso, ele pode voltar a caminhar normalmente após ter passado 43 anos em uma cadeira de rodas. "Qualquer situação como essa, em que um médico tem a chance de mudar de verdade a vida dos pacientes, é muito gratificante", disse a neurologista portuguesa Teresinha Evangelista, a responsável por dar o diagnóstico correto a Borrego.

Surpresa
A neurologista Teresinha Evangelista, que atua hoje em dia no Instituto de Medicina Genética da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, não culpa os médicos pelo diagnóstico errado de Borrego. "Era esse o diagnóstico possível naquela época. A miastenia congênita não era conhecida e só foi definida como doença na década de 1970", afirmou. Ela explica que a doença de Borrego ainda é muito rara e que, por isso, é muito difícil identificá-la se não for um médico já acostumado a ver pacientes com sintomas semelhantes. Teresinha, no caso, estava tratando a irmã de Borrego, que tinha o mesmo problema, só que com menos gravidade. "Quando ela me contou sobre seu irmão, eu disse na hora que queria vê-lo para uma consulta." Cerca de 15 duas depois, Borrego foi ao seu consultório. "O quadro clínico era muito característico. Havia muita variação na função motora", explicou a neurologista. A Miastenia é uma doença caracterizada por essa variação. O paciente não consegue contrair os músculos da maneira devida. "A pessoa pode caminhar por cinco minutos, mas depois tem que parar e descansar. A doença também afeta os músculos respiratórios, mas a fraqueza não é permanente", explica. A distrofia muscular, por sua vez, inclui uma série de doenças genéticas que causam degeneração progressiva dos músculos esqueléticos e perda do tecido muscular, algo que vai piorando com o tempo.

Genética
"Além da avaliação clínica de Borrego, eu pedi que ele fizesse um teste simples chamado eletromiograma", contou a médica. O exame que se usa normalmente para identificar doenças neuromusculares consiste, basicamente, em registrar por eletrodos as correntes elétricas que se formam nos nervos e músculos quando eles se contraem. O teste confirmou as suspeitas de Evangelista: tratava-se mesmo de miastenia, uma doença que afeta a transmissão neuromuscular que, quando tem defeitos, impede a contração muscular normal. A miastenia, nesse caso, era congênita, e foi fácil descobrir isso porque havia dois irmãos com o mesmo problema. O passo seguinte foi fazer um teste do material genético para identificar qual gene em específico estava causando o problema. "Mas naquela época, esse teste ainda não estava disponível em Portugal, então pedi a um colega em Munique (Alemanha) para fazer por lá", explicou a neurologista.

Medicamento para asma
"Quando recebi os exames da Alemanha, vi que Borrego tinha uma mutação especificamente no gene chamado Dok-7", disse Evangelista. "Uma vez identificado o gene, ficou muito mais fácil o tratamento, porque sabíamos que miastesia congênita por uma mutação no Dok-7 pode ser tratada com um medicamento chamado 'salbutamol', explicou. Esse remédio é tipicamente usado por pessoas que sofrem com problemas de asma em forma de inaladores, mas foi prescrito em pastilhas para Borrego. Pouco depois que ele iniciou o tratamento, já conseguiu voltar a caminhar. "Na consulta seguinte, ele estava andando de muletas e logo não precisou mais delas."

Pensamos que era um milagre
A recuperação de Borrego foi em 2010, mas só agora ganhou a atenção do público quando o jornal local de Portugal "Jornal de Notícias" falou cobre o caso. Depois que voltou a andar, o primeiro lugar que Borrego quis visitar era o café que ficava no seu bairro, no povoado de Alandroal, no sudeste de Portugal. "Pensamos que era um milagre", disse o dono do café, Manuel Melao, ao Jornal de Notícias. O diário relata que agora Borrego é praticamente uma celebridade na cidade. Hoje, Rufino Borrego tem 61 anos e não guarda qualquer mágoa dos médicos que lhe deram o diagnóstico errado. "A miastenia era uma doença desconhecida naquela época. Só quero aproveitar a minha vida", diz. Atualmente, ele consegue andar normalmente e vai apenas duas vezes ao ano fazer sessões de fisioterapia.

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