- Por Adriana Fernandes | Folhapress
- 29 Dez 2025
- 12:11h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Banco Central deve entrar com um recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a participação de um diretor do regulador na acareação ordenada pelo ministro Dias Toffoli no caso Banco Master. O recurso em análise pela área jurídica da autoridade monetária é um mandado de segurança, de acordo com duas pessoas que acompanham o caso e foram ouvidas pela reportagem.
Neste sábado (27), após um pedido de esclarecimento do banco, o magistrado reafirmou a necessidade da acareação e da participação de representante do BC, embora tenha dito que o regulador e o diretor Aílton de Aquino (Fiscalização) não figuram como investigados. A audiência está prevista para terça-feira (30).
O BC havia solicitado que Toffoli esclarecesse se Aquino foi chamado para a audiência do STF na condição de testemunha, acusado ou pessoa ofendida.
"Tendo em vista que o objeto da investigação tange a atuação da autoridade reguladora nacional, sua participação nos depoimentos e acareações entre os investigados é de especial relevância para o esclarecimento dos fatos", afirmou Toffoli no despacho.
Esse despacho de Toffoli informando que nem o Banco Central nem o diretor de fiscalização figuram como investigados no caso Master, porém, reforçou os argumentos jurídicos contrários à acareação, instrumento utilizado na produção de prova criminal.
Além da participação de Aquino, o ministro determinou a convocação de Daniel Vorcaro, dono do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), instituição que fez uma proposta de compra do banco liquidado em março.
O formato põe em confronto Vorcaro e Costa, que são investigados, e Aquino, um dos responsáveis no órgão regulador pela fiscalização da atuação do Master e do BRB. A acareação foi determinada diretamente pelo ministro, sem um pedido anterior de investigadores.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, Dias Toffoli teria indicado a integrantes de seu gabinete que pretende esclarecer o momento em que o Banco Central tomou conhecimento das suspeitas sobre as operações do Master, as medidas na fiscalização do mercado de títulos bancários e determinar eventuais responsáveis por falhas no processo.
- Por Jéssica Maes | Folhapress
- 29 Dez 2025
- 10:08h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
Após uma forte crise de soluços na última semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a um procedimento médico para aplacar os sintomas. No sábado (27), foi realizado o bloqueio do nervo frênico direito e a intervenção no lado esquerdo deve ocorrer nesta segunda-feira (29).
A previsão, segundo o hospital DF Star, em Brasília -onde Bolsonaro está internado desde a semana passada para operar uma hérnia-, é de que o bloqueio esquerdo seja realizado no início da tarde.
O QUE É O NERVO FRÊNICO
Há dois nervos frênicos, um de cada lado do corpo. Eles se originam na região cervical e descem até o diafragma, músculo localizado no tórax usado na respiração.
O nervo frênico é o principal responsável por controlar o diafragma. Soluços são causados por contrações involuntárias e repetidas do diafragma, causando o fechamento da glote (a "tampa" da laringe, que regula a passagem de ar pelo pulmão) e gerando o som característico.
COMO FUNCIONA O BLOQUEIO DO NERVO FRÊNICO
O bloqueio médico desse nervo -feito com a aplicação local de anestésico e, opcionalmente, outras medicações- interrompe temporariamente os impulsos nervosos que estão provocando os espasmos do diafragma.
O procedimento é usado em casos graves de soluços persistentes, que não melhoram com medicamentos. Segundo a equipe médica de Bolsonaro, a medida foi adotada após uma alta dose de medicação não ter amenizado os sintomas, que estariam ocorrendo diariamente há meses.
O bloqueio não é uma cirurgia. Com o paciente sedado, o nervo é localizado por meio de um ultrassom. Então, é realizada uma punção, por onde é aplicado o anestésico -e, no caso do ex-presidente, também um medicamento corticóide, para prolongar os efeitos da intervenção.
QUAIS OS RISCOS DO PROCEDIMENTO
Como o diafragma está envolvido na respiração, tanto a frequência cardíaca como o nível de oxigenação do sangue do paciente são monitorados durante e após o procedimento. Também por esse motivo, o bloqueio é realizado em duas etapas, evitando um impacto indesejado.
De acordo com o radiologista intervencionista Mateus Saldanha, que realizou o procedimento em Bolsonaro, a ocorrência de falta de ar pode ser um dos efeitos colaterais do procedimento.
"Ao bloquear o diafragma, a pressão abdominal pode subir e comprimir a cavidade torácica", explicou o médico em coletiva de imprensa no sábado.
Além disso, há o risco de, inadvertidamente, em vez de bloquear o nervo frênico, a medicação atingir o plexo branquial, rede nervosa que controla os membros superiores, afetando os movimentos das mãos e braços.
QUAL É O PRAZO PARA A ALTA MÉDICA
Não é possível saber com certeza a data da alta médica antes da realização do procedimento. A previsão, no entanto, é que o paciente fique ao menos 48h em observação após a realização do bloqueio, segundo Claudio Birolini, cirurgião que integra a equipe médica do ex-presidente.
Assim, se a evolução do quadro de saúde de Bolsonaro for satisfatória, ele deve deixar o hospital na quarta-feira (31).
Na sequência, retornará à carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente passa por procedimentos médicos frequentemente devido à facada da qual foi vítima durante a campanha eleitoral de 2018. Em abril deste ano, por exemplo, o político foi submetido a uma operação de 12 horas para desobstrução intestinal.
- Bahia Notícias
- 29 Dez 2025
- 08:03h
Foto: Divulgação / Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que a reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi “excelente” e resultou em avanços nas negociações para o fim da guerra com a Rússia. Segundo o republicano, as conversas indicam que um acordo de paz pode estar próximo.
“Acho que estamos nos aproximando muito, talvez muito perto”, disse Trump, ao destacar que houve progresso significativo nas tratativas para encerrar o conflito. De acordo com ele, a Rússia demonstra interesse em pôr fim à guerra.
Conforme informações da CNN, Zelensky afirmou que pretende discutir a desmilitarização da região de Donbass, um dos principais pontos de tensão do conflito. Horas antes do encontro com o líder ucraniano, Trump disse ter tido uma “boa conversa” com o presidente russo, Vladimir Putin.
As negociações ocorreram em Mar-a-Lago, na cidade de Palm Beach, na Flórida, e foram anunciadas com apenas dois dias de antecedência. O objetivo é alinhar divergências em relação ao plano de paz originalmente apresentado por Trump no mês passado, que previa 28 pontos e foi revisado pela Ucrânia para uma proposta com 20 itens.
Enviados do governo norte-americano vêm atuando de forma intensiva para consolidar um texto que seja aceito tanto por Kiev quanto por Moscou. Trump, que está em Palm Beach desde o dia 20 de dezembro, interrompeu o período de descanso para participar da reunião.
O encontro foi articulado após Zelensky manter conversas telefônicas, no fim da semana passada, com Steve Witkoff, enviado de Trump para assuntos externos, e com Jared Kushner, genro do presidente, que atua diretamente nas negociações para a finalização de um acordo de paz.
- Bahia Notícias
- 27 Dez 2025
- 14:37h
Foto: Lula Marques / EBC
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi transferida de cela após relatar agressões sofridas dentro da unidade penitenciária na cidade de Roma, capital da Itália. Segundo a defesa, a ex-parlamentar foi atacada por outras detentas em ao menos três ocasiões distintas, antes do mês de setembro.
De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, Zambelli chegou a comunicar as agressões à administração do presídio, mas não houve providências imediatas. Ainda segundo a defesa, a justificativa apresentada foi a alta rotatividade de presas na unidade.
Segundo publicação do Metrópoles, diante do risco à integridade física da ex-deputada, os advogados solicitaram a mudança de local de custódia. O pedido foi atendido, e Zambelli deixou a cela que ocupava no andar térreo para ser transferida a um pavimento superior da penitenciária.
Zambelli está presa na Itália após deixar o Brasil para não cumprir pena decorrente de condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
No dia 14 de dezembro, a ex-parlamentar comunicou oficialmente à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados a renúncia ao mandato. Com a formalização do pedido, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP), que deverá assumir a vaga conforme prevê o regimento interno da Câmara e a legislação eleitoral.
- Bahia Notícias
- 27 Dez 2025
- 12:34h
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
O novo salário mínimo de R$ 1.621, previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, representa um marco importante para a economia brasileira, com o potencial de injetar R$ 81,7 bilhões no mercado ao longo do ano. Segundo estimativas detalhadas do Dieese, esse montante considera não apenas o aumento direto na renda das famílias, mas também o estímulo ao consumo e o consequente incremento na arrecadação tributária.
A medida deve alcançar diretamente cerca de 61,9 milhões de pessoas, abrangendo um público diversificado que inclui 29,3 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, além de 17,7 milhões de trabalhadores com carteira assinada, 10,7 milhões de autônomos e quase 4 milhões de empregados domésticos.
O reajuste nominal de 6,79% foi estabelecido seguindo a política permanente de valorização do salário mínimo, que busca garantir ganhos reais acima da inflação. No entanto, o cálculo para 2026 apresentou uma particularidade devido ao novo arcabouço fiscal. Para chegar ao valor final, somou-se a variação integral da inflação medida pelo INPC, que foi de 4,18%, ao crescimento do PIB de dois anos anteriores.
Embora o PIB de 2024 tenha registrado uma alta de 3,4%, o repasse desse crescimento foi limitado pelo teto de 2,5% imposto pelo novo regime fiscal da União. Essa combinação resultou no acréscimo de R$ 103 sobre o valor vigente anteriormente.
Do ponto de vista das contas públicas, o impacto é substancial, pois o salário mínimo atua como o principal indexador das despesas obrigatórias do governo federal.
O Dieese aponta que cada R$ 1 de aumento no piso nacional gera um custo adicional de R$ 380,5 milhões aos cofres públicos, totalizando uma pressão de R$ 39,1 bilhões apenas na Previdência Social para o próximo ano. Esse peso ocorre porque cerca de 70,8% dos beneficiários do INSS recebem exatamente o valor do piso, e 46% de todos os gastos previdenciários estão diretamente vinculados a esse reajuste. Assim, o grande desafio da gestão econômica será harmonizar o fortalecimento do poder de compra da população com a necessidade rigorosa de controle dos gastos e cumprimento das metas fiscais estabelecidas.
- Por Luana Lisboa | Folhapress
- 27 Dez 2025
- 10:30h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que analisa com prioridade a proposta de iniciar um ensaio clínico de fase 3 para a SpiN-Tec, a primeira vacina contra Covid totalmente desenvolvida em território brasileiro.
Conforme a agência, a área técnica mantém contato permanente com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para oferecer aconselhamento para que a proposta seja ajustada para atender aos requisitos regulatórios que comprovem segurança e eficácia.
A SpiN-Tec é produzida pelo CT Vacinas (Centro Nacional de Vacinas), e tem coordenação da UFMG, com apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Prefeitura de Belo Horizonte.
O ensaio clínico fase 3 é a etapa final e mais abrangente antes da aprovação regulatória. A previsão é que o estudo envolva cerca de 5.000 voluntários no país para avaliar a segurança da vacina em larga escala.
O protocolo da fase 3 está em análise na Anvisa desde maio, mas no último dia 17 a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a farmacêutica Hipolabor, que está conduzindo o projeto junto com o CT Vacinas/UFMG, assinaram contrato que libera os recursos de R$ 121 milhões que serão usados para a execução da fase 3. Os recursos são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pela Finep.
A contratação da proposta pela agência de inovação era condicionada à comprovação da conclusão dos ensaios clínicos fase 1 e 2 e da apresentação de pedido de anuência da Anvisa para início do ensaio fase 3.
Segundo a Finep, as etapas iniciais da fase 3 estão em andamento, como a preparação para a produção do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) e fabricação do imunizante. A aplicação da vacina nos voluntários está prevista para o segundo semestre de 2026.
Para a futura produção do imunizante, a Hipolabor investirá cerca de R$ 150 milhões na construção de uma nova área na planta fabril da empresa em Montes Claros (MG).
A fase 2 avaliou a imunogenicidade -isto é, capacidade de gerar resposta imune- da vacina em um esquema de dose única como reforço após um esquema inicial completo com as vacinas monovalentes atualmente disponíveis contra Covid (Coronavac, Pfizer e AstraZeneca) ou com reforço da bivalente há pelo menos seis meses.
Durante os estudos, que envolveram o monitoramento de 320 voluntários por 12 meses, com coletas de sangue e consultas médicas, metade dos voluntários recebeu uma dose da Spin-Tec e a outra metade da Pfizer bivalente.
A SpiN-Tec é formulada a partir de uma proteína do vírus, a Spike ou espícula (gancho molecular usado pelo vírus para entrar nas células) modificada para induzir a produção de anticorpos sem causar a infecção.
De acordo com os responsáveis pelo desenvolvimento do imunizante, o custo de fabricação da vacina produzida pelo CT Vacinas é menor do que as outras existentes no mercado, por envolver uma tecnologia que já é conhecida das farmacêuticas públicas e privadas brasileiras.
Outro benefício apontado são os dados que indicam que a vacina se mantém estável por até dois anos na geladeira, sem a necessidade de gastos com logística e armazenamento em freezers.
Em caso de sucesso nos testes de fase 3, a SpiN-Tec deve ser liberada aos brasileiros a partir de 2028, segundo a UFMG.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 27 Dez 2025
- 08:26h
Foto: Wallace Martins/STF
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar para prorrogar até 31 de janeiro de 2026 o prazo para que empresas aprovem a distribuição de dividendos isentos de Imposto de Renda.
A decisão atendeu a um pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que protocolou ação questionando a nova legislação do IR, que instituiu uma tributação de 10% sobre dividendos superiores a R$ 50 mil pagos por uma empresa a uma mesma pessoa física.
A lei, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, garantiu a isenção caso a distribuição seja aprovada até 31 de dezembro deste ano.
Para a CNI, a norma gera insegurança jurídica para empresas de diversos setores e interfere diretamente nas deliberações societárias, uma vez que exige a aprovação da distribuição de lucros antes mesmo do término do exercício fiscal.
Eu sua decisão, Nunes Marques ressaltou que a Lei das S.A. (Sociedades Anônimas) e o Código Civil estipulam que deliberações sobre balanço patrimonial, resultado econômico, destinação de lucro líquido e distribuição de dividendos ocorrerão nos quatro primeiros meses após o término ao exercício.
"Ao estabelecer a data limite de 31 de dezembro de 2025 para a aprovação da distribuição, a Lei n. 15.270/2025 [novas regras do Imposto de Renda] adiantou, consideravelmente, a sistemática atualmente vigente para tal finalidade", diz o ministro.
"Ademais, considerando a recentíssima publicação da norma, tem-se, na prática, a determinação de prazo exíguo para o cumprimento, pelas pessoas jurídicas, de diversos deveres instrumentais indispensáveis para uma adequada -e segura- apuração de resultados e deliberação em assembleia."
Como a lei foi publicada em 27 de novembro, Nunes Marques ressaltou que as companhias teriam pouco mais de um mês para se organizar e usufruir do benefício. Segundo o magistrado, o curto espaço de tempo "torna quase inexequível o cumprimento da condição legal para a isenção, podendo resultar, na prática, em disposição meramente formal, incapaz de ser executada pela maioria dos contribuintes".
Segundo ele, a imposição de prazo tão exíguo "pode atingir de forma ainda mais gravosa as empresas de pequeno porte e as optantes do Simples Nacional".
"Em atenção ao princípio democrático, parece-me evidente o intuito do legislador ordinário em desonerar os resultados decorrentes do exercício de 2025. Sendo assim, a prorrogação do prazo inicialmente previsto na norma para a aprovação da distribuição dos lucros e dividendos mostra-se medida mais razoável e consonante com a harmonia do sistema jurídico pátrio", argumentou.
A decisão, em caráter liminar, será levada a julgamento no plenário virtual do STF a partir de 13 de fevereiro de 2026. Como o prazo estendido por Nunes Marques já terá se encerrado, é possível que ele prevaleça na prática.
- Bahia Notícias
- 26 Dez 2025
- 16:05h
Foto: Reprodução / Achei Sudoeste
Um homem foi conduzido à Delegacia de Sergurança Pública (Disep) na tarde desta quarta-feira (24) após ser flagrado descumprindo medida protetiva e ameaçando a ex-companheira no bairro Vila Elisa, em Vitória da Conquista. A 77ª Companhia Independente da Polícia Militar (77ª CIPM) atendeu a ocorrência por volta do meio-dia, acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom).
Ao chegar ao local, a guarnição encontrou a vítima em estado de abalo, que solicitou apoio imediato. Em depoimento, a mulher relatou que vinha sendo ameaçada de morte pelo ex-companheiro, que utilizava uma faca para intimidá-la. Ela informou aos policiais que possuía uma medida protetiva de urgência em vigor, determinando o afastamento do agressor, mas a ordem judicial não estava sendo respeitada.
O suspeito foi localizado nas proximidades. Durante a abordagem, os policiais encontraram três armas brancas no interior de um veículo estacionado em frente ao imóvel. A solicitante reconheceu os objetos como os mesmos utilizados nas ameaças.
Diante da violação da medida protetiva e do risco à integridade física da vítima, o indivíduo foi preso em flagrante e encaminhado ao Disep para a adoção das medidas legais cabíveis.
- Por Luísa Monte | Folhapress
- 26 Dez 2025
- 14:03h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Selton Mello tem ganhado espaço na crítica internacional com sua participação em "Anaconda" --um remake do clássico de 1997. O longa marca sua primeiro trabalho em Hollywood.
O ator vive Carlos Santiago, um domador de cobras, que contracena ao lado de nomes consagrados como Jack Black e Paul Rudd. Críticos de veículos especializados elogiaram a performance de Mello, destacando sua versatilidade e presença cênica.
Pete Hammond, do Deadline, escreveu que Mello "rouba cenas" como o tratador de anacondas, destacando sua atuação mesmo em meio ao elenco de Hollywood. No The New York Times, Beatrice Loayza escreveu que o ator traz uma "energia bizarra" ao filme, e que o resto dos personagens não consegue acompanhar o brasileiro.
No IndieWire, o jornalista David Ehrlich afirmou que a contribuição do brasileiro é "o trunfo de 'Anaconda'", ressaltando a mudança radical do ator -vindo de papéis sérios, como no drama "Ainda Estou Aqui" --para uma comédia leve e excêntrica.
O The AU Review e o JoBlo também apontaram Mello como um dos pontos altos do filme, comentando que sua interpretação adiciona energia e humor ao enredo. Outros veículos, como o The Guardian, apenas citam que Santiago é um personagem " excêntrico", mas não deixam de o incluir na crítica.
"Anaconda" chegou aos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (25).
- Por Patrícia Pasquini | Folhapress
- 26 Dez 2025
- 12:01h
Foto: Divulgação
O Brasil poderá chegar a 1,8 milhão de casos prováveis de dengue em 2026. Destes, 54% são esperados no estado de São Paulo. O próximo ano deverá ser o segundo maior em número de infecções desde 2010.
A estimativa —que considera o período de 12 meses a partir de outubro de 2025— é resultado do InfoDengue–Mosqlimate Dengue Challenge, um desafio internacional dos projetos InfoDengue e Mosqlimate, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a FGV (Fundação Getulio Vargas).
As análises para a próxima temporada sugerem um ano com características epidêmicas, mas sem sinais de alcançar os extremos de incidência observados em 2024.
O estudo reuniu esforços de 52 pesquisadores da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, do Brasil, da Espanha, dos Estados Unidos, da Itália e do Reino Unido com os objetivos de apoiar o desenvolvimento e treinamento de modelos preditivos de dengue no Brasil e melhorar as previsões de surtos com a utilização de dados climáticos e epidemiológicos.
Ao todo, 15 equipes de pesquisa participaram da ação —chamada de Sprint—com 19 modelos diferentes de previsões de casos de dengue no Brasil. As previsões foram unificadas.
As projeções mostram que o patamar será menor do observado em 2024 —quando o Brasil alcançou mais de 6,5 milhões de casos prováveis e 6,3 mil mortes por dengue— e semelhante ao de 2025, que somou 1,6 milhão de infecções e 1.761 mortos até 6 de dezembro.
Acre e Tocantins (Norte), Rio Grande do Norte (Nordeste), São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo (Sudeste), e todas as unidades federativas do Sul e do Centro-Oeste têm a expectativa de alcançar coeficiente de incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes, o que é considerado epidemia, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Porém, em 2026, vale ressaltar que o Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Acre e Amapá deverão ter incidência mais baixa do que a registrada neste ano. Espera-se um coeficiente maior em Santa Catarina, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Os demais terão taxas semelhantes a atual, projeta a análise.
Minas Gerais preocupa os pesquisadores porque é um estado com altos números de dengue nos últimos anos e mais uma vez apresenta crescimento, de acordo com as projeções.
"Praticamente não tinha dengue no Sul e de alguns anos para cá a região passou a ser sempre o vice-campeão de casos. Os campeões eram Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O Nordeste, nos últimos anos, tem registrado poucos casos em relação ao Sudeste. E o Sul tem uma grande população virgem, que nunca teve dengue", explica Kleber Luz, coordenador do Comitê de Arboviroses da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e consultor para arboviroses da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), braço da OMS nas Américas e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O especialista não participou do estudo.
Na opinião do coordenador do estudo e professor da EMAp/FGV (Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas), Flávio Codeço Coelho, os investimentos em prevenção precisam continuar.
"Estamos com uma expectativa positiva para o ano que vem, porque não tem um aumento grande em relação a este ano. Climaticamente, vamos entrar em um ano tranquilo. Historicamente, com o La Niña, no clima global, temos menos casos de dengue no Brasil. Apesar de os números continuarem elevados, teremos uma folga aí, mas realmente os desafios climáticos são sérios e há um crescimento da doença em função do aumento das temperaturas médias", afirma Flávio.
"Nas cidades que não têm a experiência com a dengue, a população tende a sofrer um pouco mais. O diagnóstico é mais difícil porque os médicos locais não tem experiência com a doença e s vezes o município não está preparado para dar aquela assistência. A nossa maior preocupação no momento é essa expansão que a gente chama de interiorização da dengue. A partir dos grandes centros ela se espalha para as cidades de médio e pequeno porte", explica Flávio.
Para Kleber Luz, o Brasil não deverá ultrapassar dois milhões de casos. O infectologista chama a atenção para a possibilidade de entrada do sorotipo 3, que não causa epidemias no país há mais de 17 anos. Seu retorno é arriscado por causa da baixa imunidade da população.
A dengue é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti. A doença possui quatro sorotipos. Quando um indivíduo é infectado por um deles adquire imunidade contra aquele vírus, mas ainda fica suscetível aos demais.
BUTANTAN-DV
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (26) o registro da Butantan-DV, vacina de dose única contra a dengue fabricada pelo Instituto Butantan.
As primeiras 1,3 milhão de doses serão destinadas até o final de janeiro de 2026 para profissionais da atenção primária à saúde, que atuam nas UBS's (Unidades Básicas de Saúde) e nas visitas às comunidades.
A ideia do Ministério da Saúde é ampliar a oferta no SUS (Sistema Único de Saúde) para os adultos com 59 anos e depois expandir às demais faixas etárias até chegar aos adolescentes de 15 anos.
Mesmo com a vacina, os investimentos em prevenção devem continuar, porque o Aedes aegypti também é o transmissor da chikungunya e do zika vírus.
DENGUE
Quem apresentar febre alta (38°C a 40°C) de início repentino e pelo menos duas manifestações —dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás nos olhos— deve procurar uma unidade de saúde.
Passada a fase crítica, a maioria se recupera. Em alguns casos, a doença pode progredir para formas graves e óbito.
Os sinais de alarme para a gravidade são dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico),
hipotensão postural (queda da pressão arterial ao levantar-se da posição sentada ou deitada), sensação de desmaio, letargia e/ou irritabilidade, aumento do tamanho do fígado, sangramento de mucosa e
aumento progressivo do hematócrito.
Não há tratamento específico para a dengue. Repouso e hidratação são essenciais.
Flávio Coelho reforça a importância do uso de repelente, principalmente no verão e na ocorrência de casos.
"O repelente vale também se você tem suspeita de dengue, porque se a gente transmite para um mosquito, ele passa para outra pessoa. Se estiver elegível para a vacina, recomendo que o faça", finaliza o professor da FGV.
- Bahia Notícias
- 26 Dez 2025
- 10:26h
Foto: Divulgação
A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), pelos crimes de difamação e injúria eleitoral contra o chefe do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A pena fixada foi de seis meses e 25 dias de detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de dez dias-multa. A decisão ainda cabe recurso.
Conforme a Folha de São Paulo, a sentença foi proferida pela 258ª Zona Eleitoral da capital paulista e refere-se a declarações feitas por Yamauchi durante um debate eleitoral realizado em agosto de 2024, quando ainda era candidato. Na ocasião, ele afirmou que “o Brasil vem sofrendo há muito tempo com o crime organizado” e que “inclusive o tal de Marcola, lá de Brasília, de forma irregular, mandou dinheiro aqui pra Diadema”, insinuando que os recursos não teriam beneficiado a população do município.
Para a juíza Clarissa Rodrigues Alves, responsável pelo caso, o prefeito extrapolou os limites da crítica política ao associar deliberadamente o apelido de Marco Aurélio Santana Ribeiro ao crime organizado. Segundo a magistrada, a forma como a declaração foi construída “não deixa dúvidas quanto ao seu potencial ofensivo”.
Na decisão, a juíza destacou que é de conhecimento público que “Marcola” é o apelido de um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e não da vítima, o que tornaria inevitável, para o público, a associação feita durante o debate.
A defesa de Yamauchi alegou que se tratava de uma crítica genérica, sem intenção de ofensa, sustentando ainda que o chefe do gabinete presidencial, por ocupar cargo público, estaria sujeito a críticas mais duras no ambiente eleitoral. Argumentou também que o prefeito não conhecia pessoalmente a vítima e apenas reproduziu informações divulgadas pela imprensa.
Os argumentos foram rejeitados pela Justiça Eleitoral. Na sentença, a magistrada afirmou que as reportagens citadas pela defesa “jamais mencionaram a palavra ‘crime organizado’ e nem tampouco a relacionaram à vítima”. Segundo o juízo, Yamauchi “simplesmente juntou fatos de reportagens distintas” e “criou a sua própria narrativa, inserindo palavras ofensivas à reputação e à dignidade da vítima”.
Além da condenação criminal, a juíza negou a substituição da pena por medidas restritivas de direitos, considerando a gravidade da conduta e o alcance da ofensa, realizada durante um debate transmitido ao vivo pela internet. Procurada, a Prefeitura de Diadema não se manifestou.
O episódio já havia resultado em condenação na esfera cível. Em abril deste ano, a Justiça de São Paulo determinou que Yamauchi pagasse R$ 14 mil por danos morais a Marco Aurélio Santana Ribeiro, ao reconhecer “inequívoca ofensa à honra e à imagem” do assessor da Presidência da República. À época, o Tribunal de Justiça apontou que as declarações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e integraram uma estratégia de desinformação no período eleitoral.
- Bahia Notícias
- 26 Dez 2025
- 08:24h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou a ampliação em 99% no número de profissionais do Programa Mais Médicos, durante os últimos três anos. Neste período, a quantidade de profissionais em atuação subiu de 13,7 mil para 27,3 mil.
Segundo a pasta, esse fortalecimento permitiu ao Sistema Único de Saúde (SUS) ampliar a cobertura e qualificar a assistência na Atenção Primária à Saúde, contribuindo para a redução de agravos à saúde e de internações evitáveis em 4,5 mil municípios brasileiros.
De acordo com o órgão, nesses territórios, 60% dos médicos que atuam em municípios de alta vulnerabilidade fazem parte do programa.O ministério comunicou ainda que a ampliação do programa vai influenciar diretamente no acesso equitativo ao cuidado em saúde para cerca de 67 milhões de brasileiros.
Entre 2022 e 2025, o número de atendimentos na Atenção Primária — porta de entrada do SUS — aumentou em 30%, passando de 23,9 milhões para mais de 31 milhões de atendimentos anuais. Esse crescimento foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento dos atendimentos realizados por médicos que integram as atuais 60,4 mil equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária.
- Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
- 24 Dez 2025
- 18:32h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
A química entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump não deve impedir que os Estados Unidos tentem interferir na eleição brasileira de 2026, da mesma maneira que intervieram nos pleitos de Argentina e Honduras, na visão do governo do Brasil.
Na opinião de um alto funcionário do governo Lula, ao remover grande parte das tarifas sobre produtos brasileiros e as sanções da Lei Magnitsky, Trump pode ter feito apenas um recuo tático após a malfadada tentativa de impedir a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mas o Brasil conta com a possibilidade de Trump usar no Brasil a mesma estratégia adotada nas eleições da Argentina e de Honduras neste ano. Na eleição legislativa argentina, Trump condicionou a concessão de um pacote de ajuda financeira ao país de US$ 20 bilhões a um bom desempenho do partido de Milei no pleito.
Na eleição presidencial hondurenha, Trump apoiou abertamente o candidato da ultradireita, Nasry "Tito" Asfura, e a presidente do país, a esquerdista Xiomara Castro, alega que houve um "golpe eleitoral" por causa da "interferência do presidente dos Estados Unidos".
Antes da eleição, Trump afirmou que a candidata governista, Rixi Moncada, era comunista e que sua vitória entregaria o país ao ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e seus "narcoterroristas". Na véspera da eleição, Trump concedeu indulto ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, aliado de Asfura, que tinha sido condenado a 45 anos de prisão por tráfico de cocaína para os EUA.
Depois de quase um mês da eleição, ainda não há resultados. Asfura está na liderança por uma pequena vantagem sobre o conservador Salvador Nasralla, e uma apuração especial está em curso. Na semana passada, o Departamento de Estado revogou um visto e cassou outro de duas autoridades eleitorais de Honduras pertencentes ao partido de esquerda de Xiomara Castro, alegando que elas estariam interferindo na apuração dos votos.
O governo brasileiro acredita que precisa ter certas "vacinas" contra uma possível intervenção americana. Uma delas é a cooperação com os Estados Unidos em combate ao crime transnacional, anunciada recentemente.
Trump tem usado o combate ao narcotráfico como justificativa para os ataques a barcos no Caribe e para as ameaças militares à Venezuela. A cooperação foi usada de forma preventiva também para bloquear tentativas dos bolsonaristas de pedir intervenção americana no Brasil para combater o crime organizado.
O governo acredita que a agenda internacional terá um peso inédito na eleição presidencial brasileira. A percepção é de que Trump irá apoiar abertamente aquele que vier a ser o candidato da direita, ideologia mais alinhada ao atual governo dos EUA.
Em relação à Venezuela, o governo brasileiro está alerta durante o recesso para a possibilidade de alguma intervenção militar americana. E autoridades admitem que o governo americano não tem se mostrado aberto a um papel maior do Brasil ou outros países em conversas com o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Mas impedir uma ação militar na Venezuela é considerada prioridade número um pelo governo brasileiro. Caso haja uma ação usando como desculpa o combate ao narcotráfico, isso poderia se tornar um precedente. Na visão do governo, esse pretexto poderia ser usado em futuras intervenções em países como Colômbia e México, por exemplo.
No âmbito bilateral, Brasil e EUA ainda negociam para retirada do restante das tarifas sobre produtos brasileiros e para restituir os vistos revogados de ministros brasileiros e familiares. Uma reunião entre ministros estava prevista para novembro, mas só deve sair em janeiro.
- Por Folhapress
- 24 Dez 2025
- 16:28h
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), teria ligado seis vezes em um mesmo dia para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para saber do andamento da análise da operação de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
Em novo comunicado divulgado na noite desta terça-feira (23), Moraes disse que "inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto".
O magistrado confirmou a realização de duas reuniões com Galípolo, em 14 de agosto e 30 de setembro. Segundo ele, os encontros tinham como objetivo tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky, que prevê sanções financeiras e foi usada pelo governo dos Estados Unidos contra Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
"Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master", afirmou.
O ministro disse ainda que o escritório de advocacia de sua esposa --que possui contrato com o Master-- "jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central".
O Master teve a liquidação decretada pelo BC em 18 de novembro, e seu controlador, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal diante da suspeita de fraudes de R$ 12 bilhões. Dias depois, ele foi solto pela juíza Solange Salgado da Silva, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Segundo a reportagem de O Estado de S. Paulo, a série de telefonemas seria parte de uma de ao menos cinco conversas entre Moraes e Galípolo sobre o Master.
A informação foi obtida pelo jornal com pessoas do meio jurídico e do mercado financeiro que ouviram relatos de um dos envolvidos.
Os relatos de que Moraes teria procurado o presidente do BC para conversar sobre o Master ampliaram os questionamentos sobre o magistrado. A notícia foi publicada inicialmente pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, citando quatro contatos entre o ministro e o chefe da autoridade monetária para tratar do assunto.
Políticos de oposição cobraram explicações do ministro. Eles destacaram a informação, revelada anteriormente, de que o escritório da mulher do magistrado teria um contrato de R$ 3,6 milhões mensais para defender os interesses do Master.
De acordo com outra reportagem do jornal O Globo, a contratação do Barci de Moraes Sociedade de Advogados teria validade de 36 meses, a partir do início de 2024. Com isso, o acordo renderia, até o início de 2027, R$ 129 milhões ao escritório, caso o Master não tivesse sido liquidado pelo Banco Central. Integram o escritório a esposa do ministro e dois filhos do casal.
Em uma primeira nota, Moraes afirmou ter recebido Galípolo para reuniões "em virtude da aplicação da Lei Magnitsky". Inicialmente, o ministro não citou a data do encontro. Ele se tornou alvo de sanções financeiras pelo governo dos EUA em 30 de julho, e a punição foi retirada no dia 12 de dezembro. Segundo O Globo, o encontro com Galípolo teria ocorrido em julho.
No primeiro comunicado, o ministro não comentou diretamente os relatos de que teria pedido a aprovação do negócio entre o Master e o BRB.
Na nota divulgada na noite desta terça, Moraes disse que a primeira reunião ocorreu em 14 de agosto, após a primeira aplicação da Lei Magnitsky. Já o segundo encontro, disse o ministro, se deu em 30 de setembro, após a mesma lei ter sido aplicada sobre Viviane, em 22 de setembro.
"Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto", afirmou.
Mais cedo, o BC também emitiu uma nota em que afirmou que "manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky". A instituição não detalha datas ou os nomes dos integrantes que estiveram com o magistrado e também não comenta os relatos de pressão pela liberação da venda do Master.
Comunicados desse tipo, em que o BC informa reuniões de seus integrantes com membros externos, são pouco usuais na operação da instituição. Embora o BC admita que manteve reuniões com Moraes, os encontros não constam na agenda pública do presidente do órgão, Gabriel Galípolo, nem nos compromissos dos oito diretores que integram a autoridade monetária. Procurado, o BC não se manifestou sobre a falta de registro das reuniões.
O nome de Moraes consta uma única vez na agenda de Galípolo, no dia 29 de setembro, quando o presidente do BC participou da posse dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes nos cargos de presidente e vice-presidente do STF e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em Brasília. Mas não há indicativo de que eles teriam se reunido nessa ocasião.
- Bahia Notícias
- 24 Dez 2025
- 14:22h
Foto: Reprodução / Flamengo TV / YouTube
O Flamengo divulgou nesta terça-feira (23) o balanço financeiro referente à temporada de 2025 e informou ter alcançado uma receita total de R$ 2,071 bilhões, valor inédito no futebol brasileiro. Os dados foram apresentados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista durante reunião com associados.
De acordo com o clube, o resultado ficou acima do previsto no orçamento aprovado para o ano. A projeção inicial apontava uma arrecadação de R$ 1,6 bilhão, o que representa um aumento superior a R$ 500 milhões em relação ao planejamento original. A diretoria atribui a diferença, principalmente, ao desempenho esportivo ao longo da temporada.
O Flamengo conquistou o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e disputou o Mundial de Clubes, cuja premiação superou R$ 150 milhões. Esses resultados impactaram diretamente as receitas com premiações e direitos vinculados às competições.
Foto: Divulgação / Bahia Notícias
Outro fator relevante foi a negociação de atletas. O clube informou ter arrecadado mais de R$ 500 milhões com vendas de jogadores ao longo de 2025, estabelecendo um novo recorde interno nesse quesito.
Com base nos números apresentados, o caixa livre do Flamengo ao fim da temporada atingiu R$ 218 milhões. A expectativa inicial era encerrar o ano com R$ 161 milhões disponíveis, valor que acabou superado após o fechamento do exercício.
A situação da dívida também foi detalhada. Segundo o balanço, o passivo foi reduzido de R$ 346 milhões para R$ 96 milhões em 2025. A projeção da diretoria é encerrar a temporada de 2026 com uma dívida estimada em R$ 41 milhões.
Para o próximo ano, o Flamengo trabalha com uma previsão de receita de R$ 1,8 bilhão. O orçamento foi elaborado sem considerar possíveis valores adicionais provenientes de premiações, reajustes contratuais, negociações acima da meta ou recursos relacionados à Libra. Ainda assim, a avaliação interna é de que a arrecadação possa novamente ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões.
A estimativa de vendas de atletas para 2026 é de R$ 256 milhões, aproximadamente metade do valor obtido com transferências em 2025. A diretoria entende que o cenário financeiro permite planejamento esportivo e administrativo para a próxima temporada.