- Bahia Notícias
- 31 Dez 2025
- 14:40h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fechar o ano de 2025 sem sancionar o PL 1546/2024, que proíbe o desconto de mensalidades associativas em benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O projeto, originário da Câmara, foi aprovado em definitivo pelo Senado em 12 de novembro, mas só foi enviado para sanção presidencial em 12 de dezembro.
A proposta, de autoria do deputado federal Murilo Galdino (Republicanos-PB), ficou por um mês parada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador não deu explicações sobre o motivo da demora para o envio da proposta ao Palácio do Planalto.
Pela data de chegada para avaliação da Casa Civil, a Presidência da República tem até 6 de janeiro para sancionar a medida.
Atualmente, a legislação permite o desconto de mensalidade pagas a associações, sindicatos e outras instituições de aposentados, desde que autorizado pelo beneficiário. Com a mudança, aprovada nas duas casas do Congresso, o desconto fica proibido.
A proposta também determina a devolução de descontos associativos e parcelas de empréstimos consignados debitados indevidamente em benefícios previdenciários. De acordo com o texto, caso a entidade responsável não devolver o dinheiro ao beneficiário em 30 dias após notificação, caberá ao INSS o ressarcimento.
Pelo projeto, caso a entidade responsável não devolver o dinheiro ao beneficiário em 30 dias após notificação, caberá ao INSS ressarcir o beneficiário e, posteriormente, cobrar da instituição financeira. O prejuízo à Previdência seria coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), caso o INSS não consiga reaver os valores junto à entidade responsável em caso de intervenção ou de liquidação da instituição.
Esse trecho foi alvo de críticas do governo, mas foi aprovado para que o projeto não precisasse de nova avaliação pela Câmara. O indicativo é que essa parte da proposta será vetada pelo presidente Lula, em acordo com o Congresso.
O tema dos descontos nos benefícios dos aposentados tem apelo político desde abril, quando a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) deflagraram uma operação contra descontos irregulares que se tornou um escândalo de proporções nacionais. O episódio motivou a criação da CPMI do INSS, que reúne deputados e senadores.
A operação da PF e da CGU mostrou que entidades conseguiam efetuar descontos diretamente nos rendimentos de beneficiários do INSS sem a devida autorização. Em tese, essas organizações deveriam oferecer serviços em troca dos descontos (quando autorizados), mas há indícios de que nem isso era feito.
O projeto que está na mesa do presidente Lula estipula medidas de segurança para os casos em que os descontos diretos em aposentadorias seguirão permitidos, como em empréstimos consignados. Passa a ser necessária identificação biométrica do beneficiário que aceitar o desconto, entre outras providências.
Além disso, a proposta estabelece regras para sequestro de bens de investigados ou acusados por descontos indevidos em benefícios do INSS. Poderão ser sequestrados todos os bens do titular acusado e de empresas dos quais seja sócio, além de outras hipóteses.
- Bahia Notícias
- 31 Dez 2025
- 12:44h
Foto: Marcello Casal Jr. / EBC
Em resposta ao Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central (BC) afirmou que a liquidação do Banco Master se deu em razão de uma “profunda e crônica crise de liquidez” da instituição e de um “grave e reiterado descumprimento de normas que disciplinam sua atividade” por parte da empresa de Daniel Vorcaro.
Conforme reportagem do Estadão, a instituição chefiada por Gabriel Galípolo informou ainda que, sete dias após decretar a liquidação do Banco Master, o BC fez uma nova comunicação de crime ao Ministério Público Federal (MPF) por suspeitas na condução da instituição.
O órgão regulador detectou indícios de gestão fraudulenta, operações sem lastro e uso de artifícios destinados a criar aparência de legalidade para operações desprovidas de substância econômica.
De acordo com documento sigiloso enviado pelo Banco Central ao TCU na segunda-feira (29), ao qual o Estadão teve acesso, as evidências colhidas sugerem que recursos do Master foram “reciclados por meio de uma cadeia de fundos e sociedades interpostas”, com o objetivo de dar aparência formal a transações com a mesma origem e o mesmo beneficiário final.
“Tal dinâmica, além de violar princípios de transparência e segregação fiduciária, pode configurar fraude na gestão e simulação de operações financeiras, nos termos da legislação penal aplicável”, afirmou o Banco Central.
O BC destacou ainda que a liquidação do Master, decretada em novembro, foi a solução adequada após o “esgotamento de alternativas” buscadas desde o início do mapeamento de problemas na operação do banco. Segundo o órgão, uma eventual reversão da medida poderia acarretar danos graves ao sistema financeiro.
“Diante do esgotamento de todas as alternativas de solução de mercado, da identificação de crítica situação econômico-financeira, que impediria a instituição de honrar suas obrigações, e da verificação de irregularidades graves – com indícios de crimes que afetavam o valor dos ativos do conglomerado e comprometiam sua solvência –, a liquidação foi decretada como medida indispensável para a proteção do sistema financeiro e da poupança popular”, frisou o BC.
O documento foi enviado ao TCU como resposta a um pedido de explicações feito pelo ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo que analisa as providências adotadas pelo Banco Central em relação ao Master. No despacho, o ministro havia apontado possível “precipitação” do órgão regulador.
Ainda conforme revelou o Estadão, o Banco Central apresentou uma lista de irregularidades identificadas ao longo do processo de supervisão do banco, entre elas atrasos na entrega de documentos contábeis, esgotamento de carteiras de crédito geradoras de caixa, comprometimento da solvência do conglomerado, incapacidade de recomposição do recolhimento compulsório, realização de operações estruturadas sem fluxo financeiro relevante e cessão de carteiras de crédito ao BRB com ativos considerados insubsistentes ou cuja existência não pôde ser comprovada.
- Por Folhapress
- 31 Dez 2025
- 10:41h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A Prefeitura de Ipojuca (PE) afirmou nesta terça-feira (30) que suspendeu o estabelecimento de Porto de Galinhas envolvido nas agressões a um casal de Mato Grosso, no último sábado (27), após uma divergência sobre a cobrança pelo aluguel de barraca e cadeiras.
O município afirmou ainda que cobrou o afastamento dos funcionários envolvidos e anunciou uma ampliação na fiscalização de irregularidades na orla, incluindo "a prática de venda casada e da exigência de consumação mínima nas barracas".
A prefeitura também declarou que considera as agressões "um fato grave incompatível com os valores de respeito, acolhimento e hospitalidade que norteiam o destino".
Johnny Andrade e Cleiton Zanatta contam que foram abordados por um rapaz oferecendo o aluguel de barraca e cadeira logo que chegaram à praia e que combinaram um valor pelo serviço. Mas relatam que, no momento de pagar a conta, o preço cobrado foi outro.
"Foi quase o dobro. Aí nós questionamos, e eu falei que pagaria o valor combinado. Nisso ele passou a mão na cadeira e já a jogou em mim. Tentei me defender, me jogaram no chão, e quando eu me dei conta eram uns dez, 15, em cima da gente, batendo na gente", disse Johnny em um vídeo que ele publicou na sua rede social, ao lado do companheiro.
Eles contam que são empresários e escolheram Porto de Galinhas para passar alguns dias de férias. Um dos destinos turísticos mais conhecidos do Nordeste brasileiro, a praia pertence ao município de Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco.
"Tentei pedir ajuda. Todo mundo filmando, mas ninguém nos ajudou", acrescentou ele, que aparece no vídeo com o rosto machucado, com o olho esquerdo inchado.
A investigação de lesão corporal está sob responsabilidade da Polícia Civil de Pernambuco, por meio da Divisão Especial de Apuração de Homicídios. O governo do estado afirma ter identificado 14 suspeitos de participação na agressão.
O casal retornou nesta terça-feira (30) para Cuiabá.
- Por Folhapress
- 31 Dez 2025
- 08:37h
Foto: Reprodução / Jornal de Brasília
O dólar encerrou o último pregão do ano em queda acumulada de 11,19% em 2025, a R$ 5,487, o maior recuo desde 2016, quando a moeda americana perdeu 17,8%. No dia, em sessão marcada pela liquidez reduzida nos mercados internacionais, a divisa dos Estados Unidos caiu 1,50%.
Já o Ibovespa fechou o ano em alta de 33,7%, a 161.125 pontos, e subiu 0,39% nesta terça-feira.
O forte fluxo de recursos estrangeiros para o mercados emergentes, incluindo o Brasil, deu impulso à valorização da moeda brasileira e ao Ibovespa.
Esse movimento de dinheiro de fora foi impulsionado pelo fato de o Federal Reserve (o banco central americano) ter reduzido a taxa de juros dos EUA da banda de 4,25% a 4,5% ao ano para 3,5% a 3,75% ao ano.
Além disso, os receios em torno da política econômica protecionista do presidente dos EUA, Donald Trump, também estimularam os estrangeiros a aumentar o apetite ao risco representado por emergentes.
Durante o pregão desta terça, os agentes avaliaram a ata da última reunião de política monetária de dezembro do Federal Reserve.
O documento mostrou que o Fed concordou em cortar a taxa básica de juros somente depois de um debate com muitas nuances sobre os riscos que a economia norte-americana enfrenta no momento.
Até mesmo alguns dos que apoiaram o corte de juros reconheceram que "a decisão foi finamente equilibrada ou que eles poderiam ter apoiado a manutenção do intervalo da taxa básica inalterado", dados os diferentes riscos enfrentados pela economia dos EUA.
O mercado também repercutiu os dados do mercado de trabalho doméstico. A taxa de desemprego do Brasil caiu a 5,2% no trimestre até novembro, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em agosto, que servem de base de comparação, apontam dados divulgados nesta terça (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado renova a mínima da série histórica iniciada em 2012. Até então, a menor taxa havia sido de 5,4% até outubro deste ano.
Foram divulgados também dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostraram que o Brasil criou mais vagas de trabalho formal do que o esperado por economistas em novembro. O país abriu 85.864 empregos com carteira assinada.
Nesta segunda (29), o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou um déficit primário de R$ 20,172 bilhões em novembro. Economistas projetavam um rombo menor, de R$ 13,5 bilhões, segundo pesquisa da Reuters.
Após a divulgação do relatório, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o resultado primário deste ano deve ficar "mais próximo do centro da meta do que do piso".
Também na segunda, a pesquisa Focus mostrou que analistas consultados pelo Banco Central voltaram a reduzir marginalmente suas expectativas para a inflação neste ano e no próximo.
Os economistas reduziram a estimativa para o IPCA em 2025 a 4,32%, de 4,33% estimados há uma semana, no que foi o sétimo corte consecutivo da projeção. Para 2026, a expectativa teve a sexta queda consecutiva, para uma mediana de 4,05%, de 4,06% na semana anterior.
- Por Folhapress
- 30 Dez 2025
- 14:26h
Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil
Donald Trump voltou a ameaçar o Irã e cobrou o desarmamento do Hamas ao se reunir nesta segunda-feira (29) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Mar-a-Lago, na Flórida, para discutir a segunda fase do cessar-fogo em Gaza.
Reunião teve como foco a segunda fase do plano de paz para Gaza. A nova etapa prevê a retirada gradual das forças israelenses do território e a criação de uma nova administração provisória, sem a presença do Hamas. Trump afirmou que pretende iniciar o processo "o mais rápido possível".
Netanyahu disse que Israel está comprometido com o plano. Premiê agradeceu Trump e afirmou que a parceria com os EUA é fundamental para garantir a segurança de Israel e impedir o fortalecimento de grupos armados na região.
Esta foi a quinta visita de Netanyahu ao presidente americano em 2025. Ontem, Trump se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no mesmo local.
'É NECESSÁRIO QUE O HAMAS SE DESARME', DIZ TRUMP
Antes e depois da reunião, Trump afirmou a jornalistas que o Hamas terá um prazo curto para se desarmar. Segundo ele, a continuidade do grupo armado inviabiliza qualquer solução duradoura para o conflito.
Trump também afirmou que não vê motivos para preocupação com a atuação de Israel na condução do acordo. "Não estou preocupado com nada que Israel esteja fazendo. Eles cumpriram o plano", declarou.
IRÃ VOLTA AO CENTRO DO DISCURSO
Trump voltou a ameaçar o Irã caso o país tente retomar seu programa nuclear. O presidente afirmou que os EUA e Israel não permitirão qualquer avanço que represente risco à segurança regional, mas não detalhou eventuais ações.
"Ouvi dizer que o Irã está tentando desenvolver isso novamente. Se estiver, nós vamos derrubar. Vamos acabar com eles", disse Trump a jornalistas.
PRÊMIO E RELAÇÃO POLÍTICA
Durante a coletiva, Netanyahu anunciou que Trump receberá o Prêmio Israel da Paz, concedida a um cidadão não israelense. Segundo o primeiro-ministro, a mais alta honraria civil do país representa o "sentimento do povo pelo que ele fez conta o terrorismo".
Trump, por sua vez, agradeceu e afirmou que ficou "realmente surpreso" com a homenagem. O encontro reforça a aliança entre Trump e Netanyahu em um momento decisivo para o futuro do cessar-fogo em Gaza e para o equilíbrio de forças no Oriente Médio.
- Bahia Notícias
- 30 Dez 2025
- 12:17h
Foto: Divulgação / Fifa
A Fifa estuda uma possível mudança na regra do impedimento. A informação foi divulgada pelo jornalista argentino Gastón Edul em publicação feita na noite desta segunda-feira (29). Segundo ele, a entidade avalia alterar o critério atual utilizado para a marcação da infração.
De acordo com a proposta em discussão, o impedimento passaria a ser caracterizado apenas quando o atacante estivesse completamente à frente do defensor no momento do passe. Assim, caso qualquer parte do corpo permitida para a finalização, como pé ou ombro, esteja alinhada ao zagueiro, o lance seria considerado legal.
O tema vem sendo debatido internamente na Fifa nos últimos anos e tem como um de seus principais defensores o ex-treinador Arsène Wenger, atual chefe de Desenvolvimento Global da entidade. O francês participa das discussões técnicas sobre possíveis ajustes nas regras do jogo.
A possibilidade de a mudança entrar em vigor já na Copa do Mundo de 2026 não está descartada. Segundo as informações, a proposta pode avançar nos próximos meses, a depender das avaliações dos órgãos responsáveis pela regulamentação.
Em 2020, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade discutia alterações na regra do impedimento com o objetivo de reduzir interpretações extremamente precisas e tornar a aplicação da lei mais clara. Na ocasião, ele destacou que o debate não estava relacionado diretamente ao uso do VAR.
"As discussões estão acontecendo. Existem visões diferentes: os atacantes defendem uma regra mais aberta, enquanto os defensores preferem uma interpretação mais restritiva", declarou Infantino à época, ao comentar o tema.
Recentemente, o ex-árbitro espanhol Iturralde González afirmou, em entrevista ao jornal Carrusel Deportivo, que a proposta ganhou força dentro da Fifa. Segundo ele, a mudança será analisada em uma reunião anual que reúne 23 jogadores e 11 árbitros, sob a coordenação de Arsène Wenger. Caso seja aprovada nesse grupo, seguirá para votação na assembleia geral prevista para fevereiro.
Até o momento, a Fifa não confirmou oficialmente se ou quando a alteração será implementada.
- Por Leonardo Vieceli | Folhapress via Bahia Notícias
- 30 Dez 2025
- 11:05h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A taxa de desemprego do Brasil caiu a 5,2% no trimestre até novembro, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em agosto, que servem de base de comparação, apontam dados divulgados nesta terça (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado renova a mínima da série histórica iniciada em 2012. Até então, a menor taxa havia sido de 5,4% no trimestre até outubro deste ano. O IBGE, contudo, evita a comparação direta entre intervalos com meses repetidos, como é o caso dos finalizados em outubro e novembro.
A marca de 5,2% veio abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 5,4%, conforme a agência Bloomberg.
Os dados divulgados pelo IBGE integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que investiga tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal.
No trimestre encerrado em novembro, o IBGE encontrou 5,6 milhões de pessoas em busca de trabalho, o menor número de desempregados já registrado na série.
Ao longo da Pnad, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, na pandemia de Covid-19. À época, esse indicador chegou a quase 15 milhões de pessoas.
A menor desocupação da série histórica foi acompanhada por um novo recorde no número de pessoas ocupadas com algum tipo de trabalho no país: 103,2 milhões.
Com isso, o nível de ocupação, isto é, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam trabalhando, renovou o maior percentual da série: 59%.
Em nota, Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, disse que "a manutenção do contingente de trabalhadores em elevado patamar ao longo de 2025 tem assegurado a redução da pressão por busca de trabalho, reduzindo consideravelmente a taxa de desocupação".
Os indicadores de emprego e renda vêm em uma trajetória de recuperação no país. Segundo analistas, o movimento refletiu uma combinação de fatores.
O desempenho aquecido da economia em meio a medidas de estímulo do governo federal, as mudanças demográficas e os impactos da tecnologia na geração de vagas são questões apontadas para explicar o desemprego baixo.
A retomada do mercado de trabalho, porém, não eliminou questões como a informalidade considerada elevada no país. Economistas destacam que ainda há um contingente grande de empregos vistos como mais precarizados.
- Bahia Notícias
- 30 Dez 2025
- 08:17h
Foto: Reprodução / Prefeitura de Porto Seguro
Quatro destinos da Bahia aparecem entre os 10 mais vendidos de 2025 no ranking da Azul Viagens, operadora de turismo da companhia aérea Azul. O levantamento aponta a preferência do público por praias paradisíacas e cidades históricas, com o Nordeste consolidado como a região mais procurada do país.
Entre os baianos, Porto Seguro ocupa a terceira posição, ficando atrás apenas de Maceió, que lidera o ranking, e de Recife e Porto de Galinhas, que dividem o segundo lugar. Conhecida pelas praias de águas cristalinas e pelo ambiente acolhedor, a cidade, localizada no sul da Bahia, aparece à frente de destinos como Orlando, nos Estados Unidos, além de Natal (RN) e Fortaleza (CE).
Salvador também se destaca na lista, figurando como o sétimo destino mais vendido em 2025. Já Ilhéus e Itacaré, na Costa do Cacau, dividem a décima colocação e completam o ranking.
De acordo com Giulliana Mesquita, head da Azul Viagens, os dados reforçam a força de destinos já consolidados. “Mesmo sem grandes mudanças em relação aos anos anteriores, o que vemos é a força de rotas já consolidadas, que continuam apresentando percentuais consistentes de crescimento. Isso confirma a relevância estratégica dessas operações e reforça nosso compromisso em conectar pessoas aos destinos que mais encantam o Brasil e o mundo”, afirmou.
Confira o ranking dos destinos mais vendidos pela Azul em 2025:
1. Maceió
2. Recife + Porto de Galinhas
3. Porto Seguro
4. Orlando (EUA)
5. Natal
6. Fortaleza + Jericoacoara
7. Salvador
8. João Pessoa
9. Porto Alegre + Serra Gaúcha
10. Ilhéus + Itacaré
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
- Por Adriana Fernandes | Folhapress
- 29 Dez 2025
- 12:11h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Banco Central deve entrar com um recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a participação de um diretor do regulador na acareação ordenada pelo ministro Dias Toffoli no caso Banco Master. O recurso em análise pela área jurídica da autoridade monetária é um mandado de segurança, de acordo com duas pessoas que acompanham o caso e foram ouvidas pela reportagem.
Neste sábado (27), após um pedido de esclarecimento do banco, o magistrado reafirmou a necessidade da acareação e da participação de representante do BC, embora tenha dito que o regulador e o diretor Aílton de Aquino (Fiscalização) não figuram como investigados. A audiência está prevista para terça-feira (30).
O BC havia solicitado que Toffoli esclarecesse se Aquino foi chamado para a audiência do STF na condição de testemunha, acusado ou pessoa ofendida.
"Tendo em vista que o objeto da investigação tange a atuação da autoridade reguladora nacional, sua participação nos depoimentos e acareações entre os investigados é de especial relevância para o esclarecimento dos fatos", afirmou Toffoli no despacho.
Esse despacho de Toffoli informando que nem o Banco Central nem o diretor de fiscalização figuram como investigados no caso Master, porém, reforçou os argumentos jurídicos contrários à acareação, instrumento utilizado na produção de prova criminal.
Além da participação de Aquino, o ministro determinou a convocação de Daniel Vorcaro, dono do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), instituição que fez uma proposta de compra do banco liquidado em março.
O formato põe em confronto Vorcaro e Costa, que são investigados, e Aquino, um dos responsáveis no órgão regulador pela fiscalização da atuação do Master e do BRB. A acareação foi determinada diretamente pelo ministro, sem um pedido anterior de investigadores.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, Dias Toffoli teria indicado a integrantes de seu gabinete que pretende esclarecer o momento em que o Banco Central tomou conhecimento das suspeitas sobre as operações do Master, as medidas na fiscalização do mercado de títulos bancários e determinar eventuais responsáveis por falhas no processo.
- Por Jéssica Maes | Folhapress
- 29 Dez 2025
- 10:08h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
Após uma forte crise de soluços na última semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a um procedimento médico para aplacar os sintomas. No sábado (27), foi realizado o bloqueio do nervo frênico direito e a intervenção no lado esquerdo deve ocorrer nesta segunda-feira (29).
A previsão, segundo o hospital DF Star, em Brasília -onde Bolsonaro está internado desde a semana passada para operar uma hérnia-, é de que o bloqueio esquerdo seja realizado no início da tarde.
O QUE É O NERVO FRÊNICO
Há dois nervos frênicos, um de cada lado do corpo. Eles se originam na região cervical e descem até o diafragma, músculo localizado no tórax usado na respiração.
O nervo frênico é o principal responsável por controlar o diafragma. Soluços são causados por contrações involuntárias e repetidas do diafragma, causando o fechamento da glote (a "tampa" da laringe, que regula a passagem de ar pelo pulmão) e gerando o som característico.
COMO FUNCIONA O BLOQUEIO DO NERVO FRÊNICO
O bloqueio médico desse nervo -feito com a aplicação local de anestésico e, opcionalmente, outras medicações- interrompe temporariamente os impulsos nervosos que estão provocando os espasmos do diafragma.
O procedimento é usado em casos graves de soluços persistentes, que não melhoram com medicamentos. Segundo a equipe médica de Bolsonaro, a medida foi adotada após uma alta dose de medicação não ter amenizado os sintomas, que estariam ocorrendo diariamente há meses.
O bloqueio não é uma cirurgia. Com o paciente sedado, o nervo é localizado por meio de um ultrassom. Então, é realizada uma punção, por onde é aplicado o anestésico -e, no caso do ex-presidente, também um medicamento corticóide, para prolongar os efeitos da intervenção.
QUAIS OS RISCOS DO PROCEDIMENTO
Como o diafragma está envolvido na respiração, tanto a frequência cardíaca como o nível de oxigenação do sangue do paciente são monitorados durante e após o procedimento. Também por esse motivo, o bloqueio é realizado em duas etapas, evitando um impacto indesejado.
De acordo com o radiologista intervencionista Mateus Saldanha, que realizou o procedimento em Bolsonaro, a ocorrência de falta de ar pode ser um dos efeitos colaterais do procedimento.
"Ao bloquear o diafragma, a pressão abdominal pode subir e comprimir a cavidade torácica", explicou o médico em coletiva de imprensa no sábado.
Além disso, há o risco de, inadvertidamente, em vez de bloquear o nervo frênico, a medicação atingir o plexo branquial, rede nervosa que controla os membros superiores, afetando os movimentos das mãos e braços.
QUAL É O PRAZO PARA A ALTA MÉDICA
Não é possível saber com certeza a data da alta médica antes da realização do procedimento. A previsão, no entanto, é que o paciente fique ao menos 48h em observação após a realização do bloqueio, segundo Claudio Birolini, cirurgião que integra a equipe médica do ex-presidente.
Assim, se a evolução do quadro de saúde de Bolsonaro for satisfatória, ele deve deixar o hospital na quarta-feira (31).
Na sequência, retornará à carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente passa por procedimentos médicos frequentemente devido à facada da qual foi vítima durante a campanha eleitoral de 2018. Em abril deste ano, por exemplo, o político foi submetido a uma operação de 12 horas para desobstrução intestinal.
- Bahia Notícias
- 29 Dez 2025
- 08:03h
Foto: Divulgação / Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que a reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi “excelente” e resultou em avanços nas negociações para o fim da guerra com a Rússia. Segundo o republicano, as conversas indicam que um acordo de paz pode estar próximo.
“Acho que estamos nos aproximando muito, talvez muito perto”, disse Trump, ao destacar que houve progresso significativo nas tratativas para encerrar o conflito. De acordo com ele, a Rússia demonstra interesse em pôr fim à guerra.
Conforme informações da CNN, Zelensky afirmou que pretende discutir a desmilitarização da região de Donbass, um dos principais pontos de tensão do conflito. Horas antes do encontro com o líder ucraniano, Trump disse ter tido uma “boa conversa” com o presidente russo, Vladimir Putin.
As negociações ocorreram em Mar-a-Lago, na cidade de Palm Beach, na Flórida, e foram anunciadas com apenas dois dias de antecedência. O objetivo é alinhar divergências em relação ao plano de paz originalmente apresentado por Trump no mês passado, que previa 28 pontos e foi revisado pela Ucrânia para uma proposta com 20 itens.
Enviados do governo norte-americano vêm atuando de forma intensiva para consolidar um texto que seja aceito tanto por Kiev quanto por Moscou. Trump, que está em Palm Beach desde o dia 20 de dezembro, interrompeu o período de descanso para participar da reunião.
O encontro foi articulado após Zelensky manter conversas telefônicas, no fim da semana passada, com Steve Witkoff, enviado de Trump para assuntos externos, e com Jared Kushner, genro do presidente, que atua diretamente nas negociações para a finalização de um acordo de paz.
- Bahia Notícias
- 27 Dez 2025
- 14:37h
Foto: Lula Marques / EBC
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi transferida de cela após relatar agressões sofridas dentro da unidade penitenciária na cidade de Roma, capital da Itália. Segundo a defesa, a ex-parlamentar foi atacada por outras detentas em ao menos três ocasiões distintas, antes do mês de setembro.
De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, Zambelli chegou a comunicar as agressões à administração do presídio, mas não houve providências imediatas. Ainda segundo a defesa, a justificativa apresentada foi a alta rotatividade de presas na unidade.
Segundo publicação do Metrópoles, diante do risco à integridade física da ex-deputada, os advogados solicitaram a mudança de local de custódia. O pedido foi atendido, e Zambelli deixou a cela que ocupava no andar térreo para ser transferida a um pavimento superior da penitenciária.
Zambelli está presa na Itália após deixar o Brasil para não cumprir pena decorrente de condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
No dia 14 de dezembro, a ex-parlamentar comunicou oficialmente à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados a renúncia ao mandato. Com a formalização do pedido, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP), que deverá assumir a vaga conforme prevê o regimento interno da Câmara e a legislação eleitoral.
- Bahia Notícias
- 27 Dez 2025
- 12:34h
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
O novo salário mínimo de R$ 1.621, previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, representa um marco importante para a economia brasileira, com o potencial de injetar R$ 81,7 bilhões no mercado ao longo do ano. Segundo estimativas detalhadas do Dieese, esse montante considera não apenas o aumento direto na renda das famílias, mas também o estímulo ao consumo e o consequente incremento na arrecadação tributária.
A medida deve alcançar diretamente cerca de 61,9 milhões de pessoas, abrangendo um público diversificado que inclui 29,3 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, além de 17,7 milhões de trabalhadores com carteira assinada, 10,7 milhões de autônomos e quase 4 milhões de empregados domésticos.
O reajuste nominal de 6,79% foi estabelecido seguindo a política permanente de valorização do salário mínimo, que busca garantir ganhos reais acima da inflação. No entanto, o cálculo para 2026 apresentou uma particularidade devido ao novo arcabouço fiscal. Para chegar ao valor final, somou-se a variação integral da inflação medida pelo INPC, que foi de 4,18%, ao crescimento do PIB de dois anos anteriores.
Embora o PIB de 2024 tenha registrado uma alta de 3,4%, o repasse desse crescimento foi limitado pelo teto de 2,5% imposto pelo novo regime fiscal da União. Essa combinação resultou no acréscimo de R$ 103 sobre o valor vigente anteriormente.
Do ponto de vista das contas públicas, o impacto é substancial, pois o salário mínimo atua como o principal indexador das despesas obrigatórias do governo federal.
O Dieese aponta que cada R$ 1 de aumento no piso nacional gera um custo adicional de R$ 380,5 milhões aos cofres públicos, totalizando uma pressão de R$ 39,1 bilhões apenas na Previdência Social para o próximo ano. Esse peso ocorre porque cerca de 70,8% dos beneficiários do INSS recebem exatamente o valor do piso, e 46% de todos os gastos previdenciários estão diretamente vinculados a esse reajuste. Assim, o grande desafio da gestão econômica será harmonizar o fortalecimento do poder de compra da população com a necessidade rigorosa de controle dos gastos e cumprimento das metas fiscais estabelecidas.
- Por Luana Lisboa | Folhapress
- 27 Dez 2025
- 10:30h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que analisa com prioridade a proposta de iniciar um ensaio clínico de fase 3 para a SpiN-Tec, a primeira vacina contra Covid totalmente desenvolvida em território brasileiro.
Conforme a agência, a área técnica mantém contato permanente com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para oferecer aconselhamento para que a proposta seja ajustada para atender aos requisitos regulatórios que comprovem segurança e eficácia.
A SpiN-Tec é produzida pelo CT Vacinas (Centro Nacional de Vacinas), e tem coordenação da UFMG, com apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Prefeitura de Belo Horizonte.
O ensaio clínico fase 3 é a etapa final e mais abrangente antes da aprovação regulatória. A previsão é que o estudo envolva cerca de 5.000 voluntários no país para avaliar a segurança da vacina em larga escala.
O protocolo da fase 3 está em análise na Anvisa desde maio, mas no último dia 17 a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a farmacêutica Hipolabor, que está conduzindo o projeto junto com o CT Vacinas/UFMG, assinaram contrato que libera os recursos de R$ 121 milhões que serão usados para a execução da fase 3. Os recursos são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pela Finep.
A contratação da proposta pela agência de inovação era condicionada à comprovação da conclusão dos ensaios clínicos fase 1 e 2 e da apresentação de pedido de anuência da Anvisa para início do ensaio fase 3.
Segundo a Finep, as etapas iniciais da fase 3 estão em andamento, como a preparação para a produção do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) e fabricação do imunizante. A aplicação da vacina nos voluntários está prevista para o segundo semestre de 2026.
Para a futura produção do imunizante, a Hipolabor investirá cerca de R$ 150 milhões na construção de uma nova área na planta fabril da empresa em Montes Claros (MG).
A fase 2 avaliou a imunogenicidade -isto é, capacidade de gerar resposta imune- da vacina em um esquema de dose única como reforço após um esquema inicial completo com as vacinas monovalentes atualmente disponíveis contra Covid (Coronavac, Pfizer e AstraZeneca) ou com reforço da bivalente há pelo menos seis meses.
Durante os estudos, que envolveram o monitoramento de 320 voluntários por 12 meses, com coletas de sangue e consultas médicas, metade dos voluntários recebeu uma dose da Spin-Tec e a outra metade da Pfizer bivalente.
A SpiN-Tec é formulada a partir de uma proteína do vírus, a Spike ou espícula (gancho molecular usado pelo vírus para entrar nas células) modificada para induzir a produção de anticorpos sem causar a infecção.
De acordo com os responsáveis pelo desenvolvimento do imunizante, o custo de fabricação da vacina produzida pelo CT Vacinas é menor do que as outras existentes no mercado, por envolver uma tecnologia que já é conhecida das farmacêuticas públicas e privadas brasileiras.
Outro benefício apontado são os dados que indicam que a vacina se mantém estável por até dois anos na geladeira, sem a necessidade de gastos com logística e armazenamento em freezers.
Em caso de sucesso nos testes de fase 3, a SpiN-Tec deve ser liberada aos brasileiros a partir de 2028, segundo a UFMG.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 27 Dez 2025
- 08:26h
Foto: Wallace Martins/STF
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar para prorrogar até 31 de janeiro de 2026 o prazo para que empresas aprovem a distribuição de dividendos isentos de Imposto de Renda.
A decisão atendeu a um pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que protocolou ação questionando a nova legislação do IR, que instituiu uma tributação de 10% sobre dividendos superiores a R$ 50 mil pagos por uma empresa a uma mesma pessoa física.
A lei, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, garantiu a isenção caso a distribuição seja aprovada até 31 de dezembro deste ano.
Para a CNI, a norma gera insegurança jurídica para empresas de diversos setores e interfere diretamente nas deliberações societárias, uma vez que exige a aprovação da distribuição de lucros antes mesmo do término do exercício fiscal.
Eu sua decisão, Nunes Marques ressaltou que a Lei das S.A. (Sociedades Anônimas) e o Código Civil estipulam que deliberações sobre balanço patrimonial, resultado econômico, destinação de lucro líquido e distribuição de dividendos ocorrerão nos quatro primeiros meses após o término ao exercício.
"Ao estabelecer a data limite de 31 de dezembro de 2025 para a aprovação da distribuição, a Lei n. 15.270/2025 [novas regras do Imposto de Renda] adiantou, consideravelmente, a sistemática atualmente vigente para tal finalidade", diz o ministro.
"Ademais, considerando a recentíssima publicação da norma, tem-se, na prática, a determinação de prazo exíguo para o cumprimento, pelas pessoas jurídicas, de diversos deveres instrumentais indispensáveis para uma adequada -e segura- apuração de resultados e deliberação em assembleia."
Como a lei foi publicada em 27 de novembro, Nunes Marques ressaltou que as companhias teriam pouco mais de um mês para se organizar e usufruir do benefício. Segundo o magistrado, o curto espaço de tempo "torna quase inexequível o cumprimento da condição legal para a isenção, podendo resultar, na prática, em disposição meramente formal, incapaz de ser executada pela maioria dos contribuintes".
Segundo ele, a imposição de prazo tão exíguo "pode atingir de forma ainda mais gravosa as empresas de pequeno porte e as optantes do Simples Nacional".
"Em atenção ao princípio democrático, parece-me evidente o intuito do legislador ordinário em desonerar os resultados decorrentes do exercício de 2025. Sendo assim, a prorrogação do prazo inicialmente previsto na norma para a aprovação da distribuição dos lucros e dividendos mostra-se medida mais razoável e consonante com a harmonia do sistema jurídico pátrio", argumentou.
A decisão, em caráter liminar, será levada a julgamento no plenário virtual do STF a partir de 13 de fevereiro de 2026. Como o prazo estendido por Nunes Marques já terá se encerrado, é possível que ele prevaleça na prática.