- Bahia Notícias
- 07 Jan 2026
- 08:12h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu um prazo de 15 dias para que o pastor Silas Malafaia apresente sua defesa em uma ação penal na qual é acusado dos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. A notificação foi recebida por Malafaia no dia 23 de dezembro.
A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro. O caso tem origem em uma representação do general Tomás Paiva contra o pastor. Gonet argumenta que, durante uma manifestação na Avenida Paulista em abril do ano passado, Malafaia ofendeu a dignidade e o decoro do comandante e do Alto Comando do Exército. O ato havia sido convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em seu discurso, reproduzido em postagens com mais de 300 mil visualizações, Malafaia declarou: "Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição". O procurador-geral sustenta que a fala imputou falsamente o crime de prevaricação aos generais e ofendeu especificamente o comandante Tomás Paiva.
O pastor, em contato com a reportagem, defendeu-se afirmando que sua fala não citou nomes. "A minha fala não cita o nome de ninguém. Eu não citei o nome do comandante do Exército", disse. Malafaia também contestou a competência do STF para processar o caso, alegando não ter prerrogativa de função que justifique o foro especial. "Eu não tenho prerrogativa de função, que me mandasse, então, para a primeira instância", afirmou.
O procurador-geral encaminhou a denúncia ao ministro Alexandre de Moraes sob o argumento de "estrita conexão" com as investigações dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, sob relatoria do próprio ministro. Malafaia neha tal conexão. "O que tem a ver uma expressão de opinião em uma manifestação com fake news e milícia digital? Isso se chama liberdade de expressão, que Alexandre de Moraes transformou em crime de opinião com esse inquérito imoral e ilegal de fake news. Isso é perseguição política, é conluio", concluiu o pastor, que também criticou o prazo de defesa durante o recesso judiciário.
O recesso e as férias coletivas do STF vão até o final de janeiro. Durante este período, apenas casos urgentes são analisados pelo presidente da corte, Edson Fachin, ou pelo vice, Alexandre de Moraes. A determinação para a apresentação da defesa foi assinada por Moraes no dia 20 de dezembro.
As informações são da Folha de S. Paulo.
- Bahia Notícias
- 06 Jan 2026
- 12:38h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um tiroteio foi registrado nas proximidades do edifício da sede oficial da Presidência da Venezuela, o Palácio de Miraflores, em Caracas, na noite desta segunda-feira (5).
O episódio ocorre dois dias após os Estados Unidos conduzirem uma operação na capital venezuelana para capturar o líder Nicolás Maduro. No último sábado (3), Caracas foi alvo de diversas explosões durante a incursão militar.
Até a última atualização da reportagem, não havia informações confirmadas sobre o que teria provocado o tiroteio. Nas redes sociais, usuários publicaram vídeos nos quais é possível ouvir nitidamente o som dos disparos.
Segundo a agência AFP, uma fonte do governo informou que a situação já está sob controle, embora não tenha especificado a natureza ou a origem do incidente.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 06 Jan 2026
- 10:31h
Foto: Reprodução / Gov.br
Um levantamento realizado pelo Bahia Notícias aponta que sete dos dez maiores municípios da Bahia receberam recursos por meio das chamadas Emendas Pix, modalidade de transferência especial, ao longo de 2025, do Congresso Nacional.
De acordo com os dados extraídos do Tesouro Nacional, os repasses alcançaram Salvador, Feira de Santana, Juazeiro, Lauro de Freitas, Itabuna, Ilhéus e Porto Seguro. Por outro lado, Vitória da Conquista, Camaçari e Barreiras não registraram recebimento desse tipo de transferência no período analisado.
Entre os municípios contemplados, Porto Seguro lidera em volume de recursos, com R$ 4,46 milhões. Em seguida aparecem Ilhéus, com R$ 2,94 milhões, e Juazeiro, que recebeu R$ 2,57 milhões. Itabuna teve repasses de R$ 1,58 milhão, enquanto Salvador recebeu R$ 1,39 milhão. Lauro de Freitas aparece logo depois, com R$ 1,29 milhão, e Feira de Santana fecha a lista com R$ 500 mil.
Segundo dados do último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2022, Salvador é o município mais populoso do estado, com 2.418.005 habitantes, seguido por Feira de Santana, que tem 616.279 moradores. Vitória da Conquista aparece em terceiro lugar, com população estimada em 370.868 pessoas, à frente de Camaçari, com 299.579 habitantes. Juazeiro soma 235.816 moradores, enquanto Lauro de Freitas tem 203.334. Itabuna e Ilhéus registram, respectivamente, 186.708 e 178.703 habitantes. Por fim, Porto Seguro aparece com 167.955 e Barreiras fecha a lista 159.743.
SEM BENEFÍCIOS
Considerando o estado todo, o BN também mostrou que em 2025, 142 dos 417 municípios da Bahia não receberam valores por meio de transferências especiais. O total equivale a 34% das cidades do estado.
Entre os que aparecem na lista sem repasses estão cidades da Região Metropolitana de Salvador (RMS) como Camaçari, Madre de Deus, Mata de São João, Pojuca, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Vera Cruz.
OUTRA PONTA
No outro extremo, o Bahia Notícias já mostrou que os maiores volumes de recursos foram registrados em Jandaíra, com R$ 11,4 milhões, Tucano, com R$ 10,62 milhões, e Itaguaçu da Bahia, com R$ 10,20 milhões. No comparativo populacional citado no levantamento, Tucano tem 48.738 habitantes, enquanto Itaguaçu da Bahia tem 12.311.
No recorte estadual, a Bahia movimentou R$ 560,1 milhões em transferências especiais ao longo de 2025. Desse total, R$ 121,7 milhões foram repassados para a Bahia na condição de ente estadual.
- Bahia Notícias
- 06 Jan 2026
- 08:25h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta quinta-feira (8) uma programação especial aberta ao público em memória aos três anos dos ataques que depredaram o edifício-sede da Corte. A iniciativa, parte da campanha “Democracia Inabalável”, tem como objetivos preservar a memória do episódio, reconhecer o trabalho de reconstrução e reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito.
A programação inicia às 14h30, no átrio do Espaço do Servidor, com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”. Às 15h, será exibido o documentário “Democracia Inabalável: mãos da reconstrução”, produzido pela TV Justiça, que registra os relatos de profissionais do STF que testemunharam os ataques e participaram da recuperação do Palácio da Justiça.
Às 15h30, ocorre uma roda de conversa com jornalistas que cobriram os ataques. A atividade será conduzida pela jornalista Gabriela Guerreiro, então coordenadora de Imprensa do STF, e terá a participação de Weslley Galzo, do O Estado de S. Paulo; Marina Dias, do Washington Post em Brasília; e Gabriela Biló, fotógrafa da Folha de S. Paulo.
Às 17h, no Salão Nobre do STF, acontece a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”. Participam o teólogo e pesquisador Ronilso Pacheco, diretor do Instituto de Estudos da Religião (ISER); o historiador Carlos Fico, professor titular de História do Brasil da UFRJ; a advogada e cientista social Juliana Maia Victoriano da Silva, gerente do Programa de Equidade Racial do Instituto Ibirapitanga; e o jornalista Felipe Recondo, cofundador do JOTA.
O edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer, foi invadido e depredado em 8 de janeiro de 2023, durante ataques às sedes dos Três Poderes. Após os danos, as instalações foram restauradas e reabertas em 24 dias.
- Por Adriana Fernandes | Folhapress
- 05 Jan 2026
- 16:16h
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
A indústria financeira brasileira decidiu reforçar seu apoio ao Banco Central após o presidente do TCU (Tribunal de Contas da Conta), Vital do Rêgo, determinar a inspeção in loco da documentação do caso Banco Master pela área técnica da corte.
Em carta aberta, que será publicada nesta segunda-feira (5), sete associações do mercado bancário e de capitais vão reiterar que depositam plena confiança no trabalho do órgão regulador.
O documento vai dizer que é "imprescindível preservar a independência institucional do BC", e que o órgão tem supervisão bancária atenta e independente, "voltada para a solvência e integridade" do sistema de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante.
A leitura feita pelas instituições financeiras é que essa nova movimentação da Corte de Contas representa mais uma investida para constranger e dar um xeque-mate no BC, o que poderia desqualificar a decisão da autoridade de liquidar o Banco Master, tomada em novembro.
O documento vai reunir associações que no seu conjunto representam 602 instituições financeiras. Além disso, conta com o apoio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e também de outras entidades não bancárias como a B3 (bolsa de valores), de acordo com pessoas que participaram da articulação de bastidor nas últimas 48 horas para a elaboração do texto.
A visão geral do setor foi a de que é necessário dar um peso maior ao desagravo e mostrar a inquietação e o mal-estar do setor com o desenrolar dos acontecimentos diante da movimentação do TCU.
Um dos dirigentes que participou da elaboração do texto disse à reportagem que a carta mostra que a indústria tem um lado no caso Master: o BC.
O entendimento é que não se trata de uma defesa em particular do presidente do BC, Gabriel Galípolo, mas da "autoridade técnica" do órgão regulador.
Se por um lado, a inspeção fez com que o relator do processo no TCU que apura falhas e omissões do BC no caso Master, ministro Jhonatan de Jesus, tivesse que esperar um levantamento da área técnica antes de tomar uma decisão, por outro, as associações vêm com grande preocupação e desconfiança as razões que levaram o presidente do tribunal a determinar a inspeção.
Político da Paraíba, Vital do Rêgo tem forte relação com integrantes do Senado. Ele foi senador e acabou indicado para o TCU, em 2014, pela presidência do Senado. É também irmão do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).
Há ainda uma preocupação com o risco de o processo se transformar numa disputa política entre Senado e Câmara pela influência no caso Master dentro do tribunal.
Segundo pessoas que lidam com o caso e técnicos do TCU, Jhonathan de Jesus já estaria sofrendo pressão de políticos influentes do centrão nesse processo. O ministro foi deputado federal por Roraima e líder do Republicanos na Câmara, o mesmo partido de Hugo Motta (PB).
A indicação de Jhonatan nasceu do acordo político feito pelos partidos do centrão na reeleição de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), não se lançou concorrendo com Lira, e Jhonatan foi escalado pelo seu partido, em troca, para a vaga no TCU.
Entre os auditores do TCU, há o temor de uso político do tribunal para preservar interesses de lideranças políticas que possam vir a ter relação com as fraudes praticadas pelo dono do Master, o agora ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Há também uma preocupação de o relator Jhonatan dar uma medida cautelar suspendendo a liquidação do Master. A lei exige ao menos duas manifestações da área técnica antes de uma decisão do tribunal. Esse risco diminuiu com a entrada da inspeção da área técnica, mas não está totalmente descartado, segundo um auditor experiente ouvido pela reportagem.
Entre os bancos, há também a preocupação dos riscos de tal medida poderia trazer num momento em que o FGC se prepara para pagar títulos de renda fixa não honrados pelo banco.
A primeira associação a divulgar uma nota sobre o tema foi a ABBC (Associação Brasileira de Bancos), depois que o ministro Jonathan de Jesus atendeu a um pedido do Ministério Público de Contas e da liderança da minoria na Câmara dos Deputados para que o BC explicasse em 72 horas a sua decisão de liquidar o Master.
No dia 27, Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito), Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Zetta (Associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamentos), além da ABBC, se manifestaram em defesa da autoridade monetária.
Em nota separada, a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) também defendeu a autonomia e a independência do Banco Central.
Na sexta-feira (04), a Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras) se uniu a entidades do setor financeiro em apoio ao BC.
Além da Fin, a carta desta segunda-feira (5) vai ser assinada por ABBC, Febraban, Acrefi (Associacao Nacional das Instituicoes de Credito), Zetta, Abracan (Associação Brasileira de Câmbio) e Anbima.
- Bahia Notícias
- 05 Jan 2026
- 14:12h
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados / Moreira Mariz / Agência Senado
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, na última sexta-feira (2), a visita do deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, e do vice-presidente da legenda, Felipe Antônio do Espírito Santo, ao ex-presidente Fernando Collor. O encontro, previsto para esta segunda-feira (5), ocorrerá na residência onde Collor cumpre prisão domiciliar.
Em petição ao STF, a defesa de Collor afirmou que os dirigentes mantêm uma "relação política e institucional de longa data" com o ex-presidente, mas ressaltou que o encontro terá caráter "estritamente institucional e humanitário", sem objetivos político-partidários, midiáticos ou de articulação externa.
A prisão domiciliar de Collor foi concedida por Moraes em maio de 2025, por razões de saúde. Na decisão, o ministro citou problemas como doença de Parkinson, apneia do sono e transtorno bipolar, buscando compatibilizar "a dignidade da pessoa humana, o direito à saúde e a efetividade da Justiça Penal".
Paulinho da Força atuou como relator na Câmara dos Deputados de uma proposta que pode reduzir a pena de Bolsonaro de 27 anos e três meses para dois anos e quatro meses.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 05 Jan 2026
- 12:07h
Foto: Reprodução Redes Sociais
A primeira semana do ano de 2026 começa em Brasília sob o impacto da operação militar do governo dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo brasileiro, que emitiu nota no fim de semana considerando a ação norte-americana uma “afronta gravíssima à soberania de outro país”, deve seguir nos próximos dias na mesma linha, de alertar para a violação de tratados internacionais, mas sem maior veemência em criticar diretamente o presidente Donald Trump.
Nesta segunda-feira (5), o Brasil deve participar da reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e provavelmente deve apresentar a mesma linha de argumentação, de que a ação militar na Venezuela “ultrapassou uma linha inaceitável”.
Em meio à crise política que ameaça também a Colômbia, outro aliado do governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar nesta semana um ato no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos acontecimentos no dia 8 de janeiro de 2023, com o vandalismo nas sedes dos três poderes. Além desse evento, o restante da agenda de Lula para essa semana ainda não foi divulgado.
Para o ato, na próxima quinta (8), Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de parlamentares, ministros, autoridades públicas e membros dos tribunais superiores. As presenças de Motta e Alcolumbre ainda não foram confirmadas.
No mesmo dia 8 de janeiro, o STF realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.
O STF segue de recesso, embora alguns ministros estejam trabalhando normalmente, como Alexandre de Moraes e André Mendonça. O Congresso também segue em recesso parlamentar até o início de fevereiro.
No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o IBGE divulgará na próxima quinta (8) a Pesquisa Industrial Mensal. O estudo apresentará os resultados do setor industrial brasileiro no mês de novembro de 2025.
O destaque da semana, entretanto, será a divulgação, na sexta (9), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador representa a inflação oficial brasileira, e os números apresentados se referem à alta de preços no mês de dezembro.
- Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 05 Jan 2026
- 10:01h
Foto: Conselho Federal de Quimica/Divu
A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) descartou novos casos de intoxicação por metanol. Em nota enviada ao BN nesta segunda-feira (5), a pasta informou que além dos casos confirmados, os outros oito casos foram registrados com suspeitos. No entanto, a secretaria investiga outros três episódios do tipo.
De acordo com o órgão, deste número, cinco foram descartados, incluindo o de um morador de Ribeira do Pombal. A Sesab comunicou que está desenvolvendo ações de vigilância à saúde e no reforço de conscientização e cuidados preventivos à população, a fim de evitar novos casos.
Na última terça-feira (30), sete pessoas foram hospitalizadas com suspeita de intoxicação por metanol em Ribeira do Pombal, no Nordeste baiano. O primeiro caso foi de um jovem, internado no último fim de semana, depois de ingerir vodka em casa. No dia seguinte, o quadro se agravou, levando à internação em estado grave. Os outros seis pacientes teriam consumido a mesma bebida alcoólica durante uma festa de noivado. Os sintomas variam entre os pacientes, com alguns casos considerados mais severos pela equipe médica.
De acordo com os relatos, a bebida consumida nos dois episódios foi adquirida no mesmo estabelecimento comercial, o que levantou o alerta das autoridades de saúde e segurança pública. Em nota oficial, divulgada no fim da noite, o Hospital Geral Santa Tereza, que recebeu os pacientes, informou que apura a hipótese de intoxicação por metanol, com base nos sintomas apresentados. A unidade também frisou que atua em conjunto com a Sesab para identificar a origem do problema.
- Bahia Notícias
- 05 Jan 2026
- 08:56h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal (PF) que apresente informações no prazo de cinco dias sobre as reclamações apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao ar-condicionado da superintendência do órgão, onde ele cumpre pena.
Na sexta-feira (2), os advogados do ex-presidente encaminharam ao STF uma representação na qual afirmam que o equipamento, instalado próximo à sala onde Bolsonaro está preso, gera um “ruído contínuo e permanente”. Eles solicitaram ao ministro que o espaço seja modificado para garantir isolamento acústico.
Conforme a defesa, o aparelho está instalado “imediatamente ao lado da janela do ambiente, a qual não dispõe de vedação adequada”. A alegação é de que o ruído cria um ambiente “incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado”.
Os advogados argumentam que as condições configuram “situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso”. Com a decisão, o ministro requisita formalmente que a PF se manifeste sobre o alegado.
Jair Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da PF em Brasília desde o final de novembro, após condenação pelo STF a 27 anos e três meses de prisão pelo crime de tentativa de golpe de Estado.
As informações são do O Globo.
- Por Eduardo Moura | Folhapress
- 03 Jan 2026
- 14:08h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O mercado exibidor no Brasil sofreu quedas de público e na renda gerada pelas exibições de filmes em 2025.
O ano teve, no Brasil, 115,7 milhões de ingressos de filmes vendidos, o que representou uma queda de 9,7% em relação ao público do ano anterior, quando 128,1 milhões de ingressos foram vendidos.
Os dados são de um levantamento preliminar do portal Filme B.
Já o público de filmes nacionais teve retração ainda mais acentuada proporcionalmente, caindo de 13,5 milhões de ingressos em 2024 para 11,9 milhões em 2025 , o que equivale a uma queda de 11,6%.
Os dois filmes brasileiros mais vistos em 2025 foram lançados em 2024.
"O Auto da Compadecida 2" obteve 3,1 milhões dos seus 4,3 milhões de espectadores em 2025, enquanto "Ainda Estou Aqui", vendeu, no mesmo período, 2,8 milhões do total de 5,8 milhões de ingressos totais.
O terceiro filme nacional mais visto foi "Agente Secreto", com 1,1 milhão de ingressos vendidos.
No ranking geral, entre filmes estrangeiros e brasileiros, o campeão foi "Lilo & Stitch", com 10,4 milhões de espectadores, seguido por "Como Treinar seu Dragão", com 5,9 milhões, e por "Um Filme Minecraft", com 5,4 milhões de ingressos vendidos.
Apesar da queda, a participação de mercado da produção brasileira manteve-se estável, na casa dos 10%, praticamente igual ao índice de 2024, tanto em renda quanto em público.
Já o público de filmes estrangeiros no Brasil caiu em 9,5%, enquanto a renda de filems estrangeiros no Brasil caiu 6,9% em 2025 em relação ao ano anterior.
- Por Geovana Oliveira | Folhapress
- 03 Jan 2026
- 12:25h
Por Geovana Oliveira | Folhapress
A violência por parceiro íntimo é o quarto maior fator de risco à morte prematura e invalidez de mulheres entre 15 e 49 anos em todo o mundo, segundo pesquisa publicada neste mês na revista científica The Lancet. A violência sexual contra crianças é a quinta principal ameaça para mulheres na faixa etária.
O estudo é uma análise sistemática que integra o mais recente relatório GBD (Global Burden of Disease), com dados de 2023. No levantamento geral, os fatores que apresentam maior risco à saúde humana, em homens e mulheres de todas as idades, são pressão arterial sistólica elevada, poluição do ar, tabagismo, açúcar elevado no sangue, baixo peso ao nascer e gestação curta.
Pesquisadores do IHME (Institute for Health Metrics and Evaluation), da Universidade de Washington, mostraram pela primeira vez que, no caso de mulheres entre 15 e 49 anos, a violência sofrida por parceiros íntimos (IPV, na sigla em inglês) e a violência sexual contra a criança (SVAC, na sigla em inglês) podem ser mais determinantes para a perda de anos de vida do que outras ameaças à saúde amplamente reconhecidas.
Segundo as estimativas, IPV e SVAC ficam atrás apenas de sexo sem proteção, desnutrição infantil e materna e deficiência de ferro como principais fatores de risco para mulheres nessa faixa etária.
No Brasil, a violência sexual na infância e a violência sofrida por parceiros íntimos ocupam segundo e terceiro lugar, respectivamente, na lista de ameaças. O principal fator de risco para as mulheres entre 15 e 49 anos no país é a obesidade, de acordo com dados da plataforma GBD Results.
"Esses achados desafiam fundamentalmente a visão persistente de que a SVAC e IPV são principalmente questões sociais ou de justiça criminal e reforçam seu status como grandes prioridades de saúde pública", diz Luisa Sorio Flor, autora principal e professora assistente do IHME.
MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA CONJUGAL MORREM MAIS POR SUICÍDIO DO QUE FEMINICÍDIO
Para calcular a dimensão do risco à saúde dos dois tipos de violência, a análise usou o método padrão do GBD para relacioná-las a desfechos de saúde que levam à morte prematura ou à invalidez.
A violência contra a mulher foi associada a depressão, automutilação e HIV/Aids, por exemplo, para além das relações mais diretas com violência interpessoal e feminicídio. Já a violência sexual contra crianças foi relacionada a 14 condições de saúde, entre eles transtornos como esquizofrenia e bipolaridade.
Em 2023, diz o estudo, 145 mil mulheres com 15 anos ou mais morreram devido ao IPV em todo o mundo. A principal causa da morte, porém, não foi feminicídio (28 mil mortes), mas o suicídio —responsável pelo dobro de desfechos (60 mil).
O número de mortes atribuídas à SVAC para homens e mulheres com 15 anos ou mais foi 290 mil, com principal causa também sendo a automutilação.
Os pesquisadores ressaltam a necessidade não apenas de cuidados imediatos e de prevenção da violência, mas de acompanhamento a longo prazo dos sobreviventes das violências.
"Não é um problema que a gente vai conseguir atacar somente pela via da segurança pública", diz a pesquisadora Dandara Ramos, vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), que não participou do estudo.
"Todos esses dispositivos legais são extremamente importantes, mas a gente também precisa ter dentro do SUS (Sistema Único de Saúde) um ecossistema preparado para lidar com as mulheres vítimas de violência, as adolescentes vítimas de violência, que estão na rotina dos serviços de saúde", diz Ramos.
BRASIL AINDA TEM LACUNAS NO SERVIÇO DE CUIDADO ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
No Brasil, os serviços de cuidado às vítimas estão em fase de desenvolvimento, afirma Ramos, que destaca a Casa da Mulher Brasileira. Uma lacuna que ainda resta, diz, é um espaço específico para essa discussão na agenda de saúde mental.
Poucos locais no país atendem vítimas de violência sexual, diz o médico e professor aposentado Rosires Pereira de Andrade, presidente da Comissão Nacional Especializada em Violência Sexual e Interrupção Gestacional da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
"Em especial, são raros os locais onde são realizados abortos previstos em lei, nos casos de gravidez resultante de estupro", diz Andrade.
O médico é responsável pelo serviço de atendimento à mulher violentada no Hospital de Clínicas de Curitiba, da UFPR/Ebserh, criado em 1997.
"A média de atendimento é de uma mulher por dia, que consulta referindo ter sido violentada. Atualmente, a maioria consulta nos primeiros três dias após a violência, o que permite fazer o atendimento com vistas à prevenção de gravidez, de ISTs e alterações psicológicas", diz Andrade.
Segundo o pesquisador, as vítimas atendidas no HC sempre tiveram o acompanhamento de um psicólogo, mas a taxa de retorno das vítimas ao hospital é baixa.
"Esse estudo é muito importante e deve servir como um alerta dos problemas que ocorrem
como consequência da violência, a longo prazo", afirma Andrade.
Os autores da análise afirmam ainda que as repercussões da violência se estendem para além das sobreviventes. Ao afetar a saúde física e mental, a violência "mina o bem-estar coletivo, o capital humano e o potencial de desenvolvimento", afirmam no estudo.
Isso ocorre, dizem os pesquisadores, porque a perda de saúde e produtividade nessas etapas cruciais da vida gera "implicações econômicas e sociais de longo alcance", afetando também o desenvolvimento nacional.
- Bahia Notícias
- 03 Jan 2026
- 10:02h
Foto: Luis Jaimes/AFP
O governo dos Estados Unidos realizou ataques contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3), segundo informou o próprio governo venezuelano. Em declaração publicada no mesmo dia, o ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido capturados após a ofensiva. Até o momento, não há confirmação independente sobre a informação.
Segundo a Folha, mais cedo, autoridades venezuelanas declararam que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos, após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões durante a madrugada. Diante dos acontecimentos, o governo decretou estado de emergência nacional e determinou a mobilização das forças de defesa.
Em comunicado oficial, o governo da Venezuela informou que os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo as autoridades, a medida de emergência foi adotada para responder aos danos e garantir a segurança da população.
Trump afirmou ainda que mais detalhes sobre a operação seriam apresentados em uma entrevista coletiva marcada para as 13h, no horário de Brasília.
De acordo com testemunhas ouvidas pela agência Reuters e com imagens divulgadas nas redes sociais, explosões, aeronaves e colunas de fumaça preta foram observadas em diferentes pontos de Caracas a partir de cerca das 2h no horário local (6h em Brasília). Moradores relataram queda de energia na região sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar.
Os Estados Unidos haviam enviado uma flotilha militar ao Caribe em agosto e, desde então, realizaram bombardeios contra quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes, segundo informações divulgadas por Caracas. O governo venezuelano afirma que essas ações têm como objetivo derrubar o regime no país.
Na terça-feira (30), Washington informou ter realizado ataques contra mais três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais. Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável por operações que abrangem do Caribe ao sul da Argentina, os navios viajavam em comboio.
Em novembro, Trump havia declarado que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e que havia autorizado operações da CIA no país sul-americano.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) um comunicado oficial no qual afirmou que seu governo acompanha com “profunda preocupação” os relatos de explosões e de atividades aéreas incomuns registradas na Venezuela.
- Bahia Notícias
- 03 Jan 2026
- 08:00h
Foto: Marinha do Brasil
Um helicóptero precisou fazer um pouso de emergência no mar, na tarde da última sexta-feira (2), por volta das 13h, a cerca de 74 km do sul de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
A aeronave transportava oito pessoas, sendo o piloto, copiloto e seis passageiros, todos prestadores de serviço de uma empresa terceirizada que atende a Petrobras.
De acordo com a estatal, o helicóptero, contratado pela Technip FMC, fazia o transporte para uma embarcação da mesma empresa, que executa a instalação de sistemas submarinos para a Petrobras no campo de Búzios.
Após o pouso de emergência no mar, a Marinha do Brasil, por meio do Comando do 1º Distrito Naval, ativou a operação de Busca e Salvamento (SAR) para uso da Aeronave de Serviço da Esquadra.
Foi utilizado o helicóptero UH-15 e um navio-patrulha oceânico no resgate.
As vítimas foram transportadas pela equipe de resgate da Marinha até a base aérea naval da cidade de São Pedro da Aldeia. Depois, tripulantes e passageiros foram encaminhados ao hospital.
- Bahia Notícias
- 02 Jan 2026
- 14:41h
Foto: Reprodução/Vatican News
Após celebrar a primeira missa de 2026, o papa Leão XIV fez um apelo pela paz no mundo, com destaque para países afetados por conflitos e miséria. A mensagem foi dirigida a cerca de 40 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, durante a oração do Angelus.
Em sua fala, o pontífice afirmou que o início de um novo ano representa a oportunidade de renovar o tempo e buscar relações pacíficas entre os povos. Segundo ele, sem esse compromisso, a mudança no calendário não teria significado.
“À medida que o ritmo dos meses se repete, o Senhor convida-nos a renovar o nosso tempo, inaugurando por fim uma era de paz e amizade entre todos os povos. Sem este desejo de bem, não faria sentido virar as páginas do calendário nem nossas agendas”, disse.
O papa convidou os fiéis a rezarem pela paz entre as nações atingidas por guerras e dificuldades sociais, além de mencionar a necessidade de harmonia dentro dos lares e das famílias afetadas pela violência e pelo sofrimento. Ele também pediu a intercessão de Maria, a quem se referiu como Mãe de Deus e da Igreja.
Ao final da oração, Leão XIV lembrou que o dia 1º de janeiro é celebrado desde 1968 como o Dia Mundial da Paz. Na ocasião, retomou uma frase dita após sua eleição como pontífice — “A paz esteja com todos vocês” — e incentivou os cristãos a iniciarem o ano rejeitando a violência e apoiando iniciativas voltadas à promoção da paz.
Na conclusão da cerimônia, ao recordar os 800 anos da morte de São Francisco, o papa concedeu sua bênção ao mundo.
- Por Mariana Brasil | Folhapress
- 02 Jan 2026
- 12:38h
Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil
O presidente Lula (PT) sancionou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2026 com veto ao trecho que ampliava o fundo partidário, uma verba extra para as despesas dos partidos. A medida, aprovada pelo Congresso em dezembro, foi considerada inconstitucional pelo Executivo e derrubada na sanção de quarta-feira (31).
A proposta do Congresso era de que o fundo partidário fosse reajustado retroativamente, desde 2016, segundo a regra do arcabouço fiscal (aumento de até 2,5% acima da inflação ao ano), o que daria às siglas cerca de R$ 160 milhões a mais.
"A proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade, pois, ao vincular o montante de despesas do Fundo Partidário ao crescimento real da receita de exercícios anteriores, o dispositivo promoveria o crescimento dessas despesas em patamar superior ao crescimento dos limites de despesas primárias", diz a justificativa do Executivo para vetar o trecho.
Este valor extra aos partidos foi aprovado pela CMO (Comissão Mista de Orçamento), que é integrada por deputados e senadores, com polêmicas entre os parlamentares. Na ocasião, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), já havia indicado que poderia haver veto do presidente Lula ao trecho.
O pedido de inclusão deste aumento partiu do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP). A medida que beneficiaria os partidos causaria um impacto milionário aos cofres públicos.
A LDO também dispõe sobre as regras de repasses das emendas parlamentares. Conforme acordado entre governo e Congresso, 65% dos repasses das emendas individuais e de bancada de execução obrigatória terão que ser feitos até o fim deste primeiro semestre de 2026.
A regra contempla as transferências repassadas aos estados em favor dos respectivos fundos de
saúde e de assistência social e também as chamadas emendas "Pix".
No ano eleitoral de 2026, já está previsto cerca de R$ 1 bilhão para o fundo partidário, que financia despesas gerais das legendas, e mais R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, que banca as campanhas dos candidatos.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, ao aceitar escrever em lei esse calendário de pagamento de emendas o governo cedeu a uma demanda de partidos do centrão. O grupo dizia ter votos para impor que 100% das emendas fossem pagas até o meio do ano, mas aceitou o acordo de 65% -a proposta do governo era de 60%.