MPF recorre contra liminar que autoriza Eduardo Cunha a ser candidato

  • Bahia Notícias
  • 02 Ago 2022
  • 21:15h

Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou, nesta terça-feira (2), recurso contra a liminar deferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que suspendeu os efeitos quanto à inelegibilidade e à proibição de ocupar cargos públicos federais impostas ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PTB).

Segundo o Metrópoles, o MPF também apresentou mandado de segurança para a imediata suspensão dos efeitos da decisão (reveja aqui), que liberou o ex-presidente da Câmara de se candidatar nas eleições de outubro.

Na justificativa, o MPF apontada nulidades na ação apresentada pela defesa do ex-deputado. O mandado de segurança será julgado pela Corte Especial do TRF1, enquanto o recurso passa por análise da 5ª Turma do mesmo tribunal.

Para a procuradora regional da República Michele Rangel de B. Vollstedt Bastos, é um risco artificial, “o ora agravado aguardou ardilosamente a proximidade do pleito eleitoral de 2022 para só então ajuizar a ação originária com o fito de afastar as penalidades que lhes foram impostas pela Resolução 18/2016”.

A representante do MPF defende ser necessário ponderar os valores presentes no caso: de um lado os supostos direitos políticos de uma pessoa contra quem foi regularmente aplicada a penalidade de perda de mandato de parlamentar e, de outro, o interesse público e social.

Ao admitir que o ex-deputado Eduardo Cunha possa concorrer às eleições deste ano, apesar de ele ter sido submetido a um “retubante e regular processo político-disciplinar de perda de mandato parlamentar”, a decisão do TRF1 “põe em xeque a segurança jurídica, a confiabilidade nas instituições, a paz social e a própria democracia, dentre outros valores caros ao Estado Democrático de Direito”, acrescenta a procuradora.

Bahia realiza novo concurso para professor e coordenador pedagógico da rede estadual

  • Bahia Notícias
  • 02 Ago 2022
  • 16:32h

Foto: Camila Souza / Arquivo GovBA

 

O Governo da Bahia publicou nesta terça-feira (2) edital de concurso público para a Secretaria da Educação (SEC), com a oferta de 2.113 vagas para professores e coordenadores pedagógicos da rede estadual. A publicação poderá ser consultada no Diário Oficial do Estado (DOE), no Portal do Servidor e no site da organizadora do certame, a Fundação Carlos Chagas. As inscrições deverão ser realizadas de 03 a 30 de agosto, de acordo com as regras do edital, e a taxa de inscrição é no valor de R$ 140.

Poderão concorrer às vagas de professor candidatos com ensino superior, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), das áreas de Arte, Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia. Entre os coordenadores pedagógicos também é exigida formação superior, sendo possível aos candidatos indígenas submeterem inscrições às vagas ofertadas para as Escolas Indígenas. Ao final do certame, os nomeados cumprirão carga horária de 40 horas semanais. O NTE 26 e o NTE 04, que correspondem à Área Metropolitana de Salvador e à Região do Sisal, com 31 municípios ao todo, registram a maior número de vagas: 349 para professor e 106 para coordenador pedagógico.

 

 

 

No ato da inscrição, será necessário informar o código do cargo/disciplina, o Núcleo Territorial de Educação (NTE) pretendido e a cidade para realização das provas. Aqueles que concorrerem às vagas para coordenador pedagógico de Escolas Indígenas precisam também informar nome da escola, do município e etnia, de acordo com os Anexos III e IV do edital. Será considerada válida uma inscrição por CPF, com a apresentação de informações verídicas. A submissão é efetivada pelo pagamento da taxa até o dia 30 de agosto, dentro do expediente bancário, observando o horário de Brasília.

O concurso será realizado em três etapas. As duas primeiras, ambas de caráter habilitatório e classificatório, serão realizadas no dia 06 de novembro, período da manhã, nas cidades de Alagoinhas, Amargosa, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Caetité, Eunápolis, Feira de Santana, Ipirá, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Itapetinga, Jacobina, Juazeiro, Jequié, Macaúbas, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Salvador, Santa Maria da Vitória, Seabra, Serrinha, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Teixeira de Freitas, Valença e Vitória da Conquista.

As provas objetivas terão 50 questões para o cargo de professor e 40 para o cargo de coordenador pedagógico, além da prova discursiva que abordará conhecimentos gerais, conhecimentos específicos e conhecimentos interdisciplinares, a depender do cargo. A prova de títulos, de caráter classificatório, será aplicada aos habilitados na segunda etapa do certame de acordo com o previsto em edital.

Por conta da pandemia, para fins de prevenção e controle da disseminação da Covid-19, a aplicação das provas seguirá critérios de segurança sanitária. O não cumprimento destes pelo candidato implicará na sua retirada do local de provas e exclusão do concurso público. Desta forma, deverá ser mantido o distanciamento social, uso de álcool em gel a 70% e consumo de água de forma individualizada, sempre em embalagens de material transparente, bem como o uso da máscara e a comprovação do esquema vacinal completo e atualizado, como previsto na legislação vigente.

O resultado final do concurso, bem como de todas as suas etapas e informações complementares, serão divulgados no site da FCC e também no Portal do Servidor. Vale ressaltar que ainda há a reserva de 5% das vagas destinadas a candidatos deficientes e 30% para aqueles que se autodeclararem negros. O concurso terá validade de um ano, podendo se prorrogado apenas uma vez, por igual período. Outras informações, como conteúdo programático e cronograma provisório, deverão ser consultadas no edital.

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China promete reação militar a visita americana a Taiwan

  • Foto: Divulgação / Xinhua
  • 02 Ago 2022
  • 14:26h

por Igor Gielow | Folhapress

A provável visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, a Taiwan, está se tornando um choque diplomático de grandes proporções com o principal rival de Washington na Guerra Fria 2.0, a China.

As Forças Armadas chinesas "não vão esperar sentadas" enquanto a deputada visita a ilha que Pequim considera uma província rebelde, disse o porta-voz da chancelaria Zhao Lijian nesta segunda (1º). Foi a mais direta ameaça militar feita por Pequim desde que a viagem passou a ser especulada.

 

Pelosi está numa viagem por países asiáticos, iniciada nesta segunda por Singapura. Oficialmente, ela irá à Malásia, Coreia do Sul e Japão, mas desde a semana passada há indícios crescentes de que irá adicionar uma parada em Taipé.

 

Ela é malvista em Pequim: em 1991, fingiu uma dor de cabeça numa visita oficial e foi à praça da Paz Celestial fazer um protesto contra o massacre de estudantes lá ocorrido dois anos antes.
"A China tem usado uma retórica irresponsável", disse o porta-voz do Pentágono, Jack Kirby, ao comentar o caso. Ele afirmou que a política tem o direito de ir a Taiwan se quiser, e que não há riscos militares embutidos na ação por parte dos EUA -que, pelo sim, pelo não, deslocaram o porta-aviões Ronald Reagan para o contestado mar do sul da China, não distante da ilha.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, por sua vez disse que "não sabia" se Pelosi iria a Taiwan. Parece uma cortina de fumaça: ela é aliada do presidente Joe Biden, e o partido de ambos está em apuros na disputa pela eleição congressual de meio de mandato, em novembro. Uma demonstração de força contra o principal rival sempre cai bem.

O problema é que a provocação pode sempre, como o próprio Kirby admitiu, escorregar para o "risco de um erro de cálculo" na altamente militarizada região do estreito de Taiwan. O próprio líder Xi Jinping disse a Biden, por telefone na quinta (28), que os EUA estavam "brincando com fogo".

Os chineses já deixaram claro que irão reagir, o que pode vir na forma de uma grande incursão aérea contra as defesas da ilha, mais exercícios de tiro real como os do fim de semana ou algo mais incisivo.

Esse algo, apesar de blogueiros nacionalistas chineses terem pedido a delirante derrubada do avião de Pelosi, seria algum tipo de intimidação ao trajeto da aeronave -talvez uma interceptação com caças. Mesmo tal ideia soa agressiva ao extremo.

Segundo a imprensa taiwanesa, Pelosi pode chegar à ilha na noite de terça (2, manhã no Brasil) ou na manhã de quarta (3, noite de terça no Brasil). Três pessoas com conhecimento do assunto disseram o mesmo à agência Reuters.

Pois Xi está em um momento de grande pressão e não pode arriscar qualquer tipo de confronto real com os EUA. A reestruturação do mercado imobiliário do país, central para sua economia, está rodando em falso: a gigante Evergrande, falimentar, não conseguiu apresentar o plano de reforma que havia se comprometido a entregar no domingo (31).

As dificuldades econômicas devido aos lockdowns para garantir a política de Covid zero de Xi também têm cobrado preço. O líder deverá ser reconduzido a um terceiro mandato de cinco anos em novembro, algo inédito desde 1982, quando Deng Xiaoping instituiu o limite de dois termos para evitar a perpetuação de líderes personalistas.

Dentro da Guerra Fria 2.0, a maior aliada de Pequim, a Rússia, já demonstrou apoio à política chinesa para Taiwan. Americanos e aliados acusam Xi de preparar uma invasão da ilha semelhante à que Vladimir Putin decidiu contra a Ucrânia e, apesar de os contextos históricos serem incomparáveis, o líder chinês já deixou claro que quer Taiwan integrada de qualquer maneira à ditadura continental.

Não o faria agora pelo risco altíssimo, especulam analistas, de trazer os EUA para uma guerra. Washington reconhece o direito chinês sobre a ilha, mas na prática a apoia, equipa com armas e promete proteção militar em caso de agressão. Além disso, há o temor do fracasso de uma ação militar, dadas as características complexas do terreno taiwanês.

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Alexandre Frota pagará mais R$ 30 mil a Chico Buarque após ofensas no Twitter

  • Bahia Notícias
  • 02 Ago 2022
  • 12:43h

Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB) terá que pagar mais R$ 30 mil a Chico Buarque após xingar o cantor no Twitter. Há cinco anos, Frota chamou Chico de “filho da puta”, e disse que ele “chorava por não poder mais roubar livremente”. No ano passado, o deputado pagou R$ 50 mil por danos morais a Chico, mas o artista recorreu e pediu os juros.

Na ocasião, Frota ainda se referiu a Caetano Veloso e Gilberto Gil dizendo: “o que esses merdas pedem não é o ‘volta Lula’, mas o volta mamata”, se referindo a supostas verbas desviadas da Lei Rouanet. 

A Justiça também definiu que Frota terá de divulgar em seu perfil no Twitter o conteúdo da condenação. Em sua defesa, Frota alegou que o caso era apenas de uma “crítica ácida”, sem ter atingido a honra dos artistas.

Ministério da Saúde alerta para importância da vacinação contra Influenza

  • Bahia Notícias
  • 02 Ago 2022
  • 10:52h

Foto: Myke Sena/MS

O Ministério da Saúde publicou uma nota nesta segunda-feira (1º) reforçando a importância da vacinação contra a influenza. Segundo a pasta, a campanha de imunização segue em andamento em todo o Brasil. 

Ainda conforme o ministério, a mobilização tem como objetivo prevenir complicações decorrentes da doença, diminuir óbitos e a pressão sobre o sistema de saúde. 

Para se vacinar, basta comparecer a um unidade de saúde com a caderneta de vacinação e um documento com foto, No entanto, a pasta da Saúde informa que não ter a caderneta em mãos não é impeditivo para tomar as vacinas ofertadas pelo SUS. 

Forças Armadas mudam às pressas desfile militar no Rio por ordem de Bolsonaro

  • por Cézar Feitoza, Marianna Holanda e Matheus Teixeira | Folhapress
  • 02 Ago 2022
  • 09:47h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A escolha do presidente Jair Bolsonaro (PL) de participar do desfile no Rio de Janeiro pegou militares que organizam o evento de surpresa. Agora, a cerca de um mês do evento, o Comando Militar do Leste e o Ministério da Defesa buscam alterar o planejamento para atender à ordem do mandatário.
Segundo relatos feitos à reportagem, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, foi avisado da decisão na sexta-feira (29). Os preparos para o evento estavam quase todos prontos, mas devem ser rearranjados para comportar a participação do presidente e de seus apoiadores.

O ato deve ter caráter político e eleitoreiro, uma vez que ocorre a um mês da votação. Acontecerá ainda em um momento em que o chefe do Executivo está pressionado pelas pesquisas de intenção de voto e joga descrença sobre o sistema eleitoral.

O Datafolha mostrou que Bolsonaro está a 18 pontos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista tem 47% das intenções de voto contra 28% do atual mandatário.
No ano passado, Bolsonaro usou o feriado para convocar apoiadores para irem às ruas em atos de raiz golpista. Depois de participar do desfile militar em Brasília, fez discurso com ameaças ao Supremo Tribunal Federal, exortou desobediência à Justiça e disse que só sairia da Presidência morto.

No Rio de Janeiro, o desfile de 7 de Setembro ocorre tradicionalmente na avenida Presidente Vargas, no centro, pela manhã.

No sábado (30), no entanto, Bolsonaro anunciou que iria alterar o cronograma: o desfile será às 16h na avenida Atlântica, na orla de Copacabana, local em que geralmente ocorrem manifestações favoráveis ao presidente.

"Sei que vocês [paulistas] queriam [que o ato fosse] aqui [em SP]. Queremos inovar no Rio. Pela primeira vez, as nossas Forças Armadas e as forças auxiliares estarão desfilando na praia de Copacabana", disse durante a convenção que lançou a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo.

Generais consultados pela reportagem afirmaram, sob reserva, que a decisão do Planalto foi comunicada verbalmente a Nogueira. Instantes depois, a informação foi repassada para o Comando Militar do Leste, responsável pela organização do evento.

Segundo os relatos, o órgão militar já estava em fase final de preparação do evento na avenida Presidente Vargas, como tradicionalmente ocorre. A expectativa era que mais de 5.000 militares e civis participassem do desfile.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou à reportagem que ainda não foi comunicado pelo governo federal da decisão de alterar o local do desfile. "Vi pela imprensa", disse.

A prefeitura é responsável por preparar a estrutura do evento, instalando grades de proteção e arquibancadas, além de mobilizar forças de segurança.

O feriado de 7 de Setembro deste ano marca os 200 anos da Independência do Brasil. Em declarações públicas recentes, o presidente indicou que planeja transformar as festividades em atos bolsonaristas.

A campanha de Bolsonaro ainda não se engajou na organização do evento e deve definir na terça-feira (2), em reunião, se participará dos preparativos ou deixará o trabalho apenas com o governo.

Apesar disso, a campanha aposta no desfile no Rio de Janeiro para realizar a maior mobilização pública em seu favor no período eleitoral.

A ideia é que o encontro seja um aceno à parcela mais radical do eleitorado bolsonarista, que costuma se intitular como patriota. Aliados contam com os atos para o presidente demonstrar força política e eleitoral, além da fidelidade de seus apoiadores.

Na convenção nacional do PL que o oficializou como candidato a reeleição, Bolsonaro convocou seus apoiadores a irem às ruas "uma última vez" no 7 de Setembro e, em seguida, dirigiu seus ataques a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em outro trecho de sua fala, o presidente voltou a uma metáfora que costuma fazer e chamou seus apoiadores de "exército". Jurou dar a vida pela liberdade e fez com que o público fizesse o mesmo juramento.

Segundo relatos, a escolha pelo Rio teve dois motivos: o primeiro é pelo simbolismo de, no momento em que o mandatário tenta expor sua proximidade com os militares, fazer um desfile em um dos pontos turísticos mais famosos do país; e o segundo é pelo fato de a capital fluminense ser o berço político de Bolsonaro.

Há uma avaliação ainda de que em São Paulo o voto bolsonarista pode estar mais consolidado do que no Rio de Janeiro. Portanto, a realização do evento em Copacabana pode ter mais retorno eleitoralmente.

No Dia da Independência, Bolsonaro deve participar do desfile militar em Brasília, pela manhã. Autoridades do Legislativo e Judiciário e chefes de Estado de países lusófonos foram convidados para participar do evento.

Interlocutores disseram ao jornal Folha de S.Paulo que o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, já comunicou que pretende comparecer.

Com a possível presença de altas autoridades estrangeiras, a expectativa de interlocutores do presidente é a de que o desfile de 7 de Setembro em Brasília seja protocolar e que eventuais sinalizações golpistas de Bolsonaro para sua base mais radical fiquem reservadas para o ato no Rio.

Os eventos de comemoração do Bicentenário da Independência têm sido organizados pela Presidência da República e uma comissão interministerial, que reúne Itamaraty, Ministério do Turismo, Ministério da Defesa, Ministério da Educação, Secretaria Especial de Cultura e Secretaria de Comunicação.

Além dos desfiles em Brasília e Rio de Janeiro, o governo prepara eventos oficiais em todas as cidades do país que possuem organizações militares da Marinha.

Nesta segunda (1), representantes das Forças Armadas participaram da primeira reunião no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como entidade fiscalizadora das eleições.

Ao todo, 84 pessoas estiveram no encontro. Segundo relatos feitos à Folha, o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Julio Valente, apresentou os 39 momentos em que a confiabilidade do sistema eletrônica pode ser aferida. A reunião foi descrita como esclarecedora pela maioria dos presentes.

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Planalto busca PTB para entender candidatura de Roberto Jefferson, diz coluna

  • Bahia Notícias
  • 02 Ago 2022
  • 07:44h

Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil

Membros do Palácio do Planalto procuraram lideranças do PTB nesta segunda-feira (1º) para questionar o objetivo do ex-deputado Roberto Jefferson ao se lançar candidato à Presidência da República. A informação é do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam entender se Jefferson se juntará a outros candidatos nos ataques ao chefe do Executivo ou se pretende ajudá-lo de alguma forma durante a campanha.

Em resposta, dirigentes do PTB enviaram o texto da carta do ex-deputado que foi lida na convenção do PTB que oficializou a candidatura dele ao Planalto, nessa segunda-feira (1º).

No documento, Jefferson diz que a candidatura dele "não se opõe a Bolsonaro", mas serve para "confrontar a abstenção, preenchendo alguns nichos de opções ao eleitorado direitista". Ele afirma ainda que não deseja "inibir nenhum companheiro que deseja apoiar, no partido, o presidente à sua reeleição". "Apoie. Ao final, estaremos juntos", escreveu Jefferson, que está em prisão domiciliar.

Após a carta, a conclusão de membros do Planalto até agora foi a de que o ex-deputado atuará como uma espécie de "linha auxiliar" da candidatura à reeleição de Bolsonaro.

Piratas atacam traficantes e garimpeiros, simulam PF e ampliam violência em rios da Amazônia

  • por Vinicius Sassine | Folhapress
  • 01 Ago 2022
  • 14:35h

Foto: Reprodução / ADPF

O setor de inteligência da Polícia Federal passou a investigar a atuação de piratas que atacam narcotraficantes e garimpeiros ilegais na região do alto rio Solimões, no Amazonas, depois que grupos criminosos começaram a usar lanchas com a inscrição "Polícia Federal" para abordar outras embarcações.
 

Os grupos de piratas estão cada vez mais armados, usam lanchas de alta potência e intensificaram os ataques a tiros, segundo investigadores ouvidos pela Folha -muitas mortes causadas pela ações seguem sem solução.
 

Os policiais afirmam que a violência praticada por piratas era rara há dez anos, mas cresceu nos últimos anos por uma série de motivos: o aumento do garimpo ilegal de ouro, a intensificação das rotas de cocaína pelos rios da região e o aprofundamento da ausência do Estado, especialmente de forças de segurança e Forças Armadas, numa região marcada pelo isolamento.
 

 

Os confrontos entre piratas, narcotraficantes e garimpeiros resultaram numa troca de tiros no começo de julho, na região de Tonantins (AM), a 860 quilômetros de Manaus. Na ação, os piratas usaram até lançadores de granadas, segundo investigadores da Polícia Civil do Amazonas.
 

Na cidade, são comuns ocorrências sobre corpos cravejados de balas encontrados em áreas de vegetação e alagadas. Um desses casos foi registrado em abril, mas os corpos desapareceram antes da chegada dos policiais.
 

As possibilidades de desova de corpos se intensificam no período da cheia, de dezembro a julho, em razão do incremento de rotas de fuga e esconderijo por rios, igarapés e igapós -área de mata inundada por água à margem do rio.
 

A polícia também investiga relatos de linchamento de auxiliares de piratas pela população de uma cidade do alto rio Solimões.
 

A cocaína transportada pelos rios da Amazônia tem origem na Colômbia e no Peru. Uma das principais rotas de entrada da droga no Brasil é pela tríplice fronteira entre os três países, segundo investigações da polícia.
 

Foi nessa região que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados, em 5 de junho.
 

Três pessoas envolvidas na pesca ilegal foram denunciadas pelo MPF (Ministério Público Federal) como responsáveis pelo duplo homicídio. Os conflitos decorrentes da atividade -Bruno foi o responsável por estruturar um serviço de fiscalização da terra indígena Vale do Javari- foram apontados como motivação para o crime.
 

A PF também investiga se o narcotráfico teve ligação com o crime, mas até agora não encontrou evidências fortes nesse sentido.
 

Segundo investigadores das rotas de tráfico na região, é comum que traficantes driblem a polícia de Tabatinga, cidade colada ao território colombiano e que tem unidades da PF e do MPF (Ministério Público Federal).
 

Para isso, as embarcações trafegam por rios menores na altura de Benjamin Constant, cidade mais colada no Peru, e seguem pelo Solimões até cidades como São Paulo de Olivença, e de lá para Manaus e o restante do país.
 

Grupos de piratas estão organizados em pelo menos sete cidades ao longo do Solimões, segundo investigações da polícia: Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Jutaí, Juruá, Tefé e Coari.
 

A atuação desses grupos não se restringe à região do alto Solimões. Há relatos de piratas atuando em Manacapuru, a 100 quilômetros de Manaus, onde uma sequência de assassinatos teria ocorrido em 2017, segundo a polícia. E existe uma segunda rota suspeita de pirataria, no rio Madeira.
 

Conforme as investigações em curso, há suspeitas de participação de integrantes de facções criminosas brasileiras e de policiais militares na prática da pirataria.
 

As abordagens incluem embarcações grandes e pequenas, como forma de minimizar as desconfianças. Há relatos de uso de drones para mapeamento de embarcações a serem atacadas.
 

Os grupos buscam saquear os próprios produtos do crime -drogas e ouro- e galões de combustível.
 

Policiais admitem a dificuldade de abordagem de piratas em exercício nos rios, em razão da falta de equipes para fiscalização e investigação.

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Seabra: Motorista bêbado abastece sem pagar, foge e é preso após perseguição

  • Bahia Notícias
  • 01 Ago 2022
  • 12:30h

Foto: Divulgação / PRF na Bahia

Um motorista embriagado foi preso ao tentar fugir depois de abastecer o veículo dele em um posto de combustíveis de Seabra, na Chapada Diamantina. O flagrante ocorreu na tarde deste domingo (31), e o acusado só foi detido após quase 50 quilômetros de perseguição, já na cidade de Ibitiara, também na Chapada.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia, a prisão foi feita após os agentes receberem uma denúncia de um frentista do estabelecimento. O funcionário contou que um homem a bordo de uma caminhonete Montana, de cor prata, teria abastecido o carro com 50,43 litros de gasolina e fugiu sem pagar o valor de R$ 271,33.

Os policiais iniciaram as diligências e identificaram o golpista, já nas proximidades do povoado Veredinha, na altura do Km 428 BR-242. Foi dada ordem de parada, mas o acusado desobedeceu. Os policiais continuaram as buscas, com o uso dos dispositivos sonoros e de iluminação de emergência (giroflex), e alcançaram o homem já na altura do quilômetro 472 [povoado Lagoa Dionísio], em Ibitiara.

Ao se aproximar do homem, a equipe percebeu que ele tinha sinais claros de embriaguez: odor etílico, olhos vermelhos, fala arrastada e ideias desconexas. Submetido ao teste com etilômetro, o homem registrou 0,49 mg/L (miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões).

Ao ser abordado, o condutor, de 52 anos, morador de Brasília (DF) contou que tentou fazer o pagamento com cheque e que pediu alguns dias de prazo, mas o pedido não foi aceito. Após o flagrante, o homem foi apresentado em uma delegacia de plantão. 

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Estudo lista posições sexuais que ajudam mulheres a chegarem no orgasmo

  • por Danielle Castro | Folhapress
  • 01 Ago 2022
  • 11:10h

Foto: Reprodução / Personare

Quem vai por cima e o quanto da pele do parceiro toca o clitóris pode fazer toda a diferença no orgasmo das mulheres. A conclusão é de um estudo feito em Nova York (EUA) que avaliou de que forma a posição dos parceiros no sexo interfere no clímax feminino.
Por meio de ultrassons, os pesquisadores testaram cinco posições descritas na literatura médica e descreveram a mudança do fluxo sanguíneo no clitóris antes e depois do ato sexual. A mulher por cima do homem, cara a cara com o parceiro, e o casal sentado, também de frente um para o outro, foram as que mais intensificaram o fluxo de sangue no órgão erétil do aparelho feminino.

Contudo, a força exercida pelo contato do clitóris da mulher com a pele do parceiro foi mais intensa quando ela estava por cima, o que também resultou em orgasmos mais poderosos.

O objetivo da pesquisa era identificar como a parte biomecânica do corpo e as forças empregadas (tanto pelo casal quanto pela gravidade) podem influenciar no prazer feminino. O estudo foi conduzido pelos médicos Kimberly Lovie e Amir Marashi do Departamento de Imagens Médicas da clínica New H Medical.
O artigo "Coital positions and clitoral blood flow: A biomechanical and sonographic analysis" (Posições sexuais e fluxo sanguíneo clitoriano: uma análise biomecânica e ultrassonográfica, em português) foi publicado na edição digital de julho da revista internacional Sexologies, periódico oficial da Federação Europeia de Sexologia.

"De acordo com nossos resultados, as posições face a face são mais propensas a levar ao orgasmo porque maximizam a estimulação do clitóris e o fluxo sanguíneo. Além disso, posições em que a parceira feminina tem mais controle sobre a pressão exercida no clitóris [ou seja, quando mulher está por cima] produzem aumentos mais uniformes no fluxo sanguíneo clitoriano", afirmam os autores no artigo.

Para os pesquisadores, os resultados podem ajudar no tratamento médico de disfunções sexuais. "A dificuldade em atingir o orgasmo é um componente da disfunção sexual. Os médicos podem usar essas descobertas para aconselhar os pacientes sobre quais posições sexuais podem ajudá-los a atingir o clímax", escrevem.

Foram observadas as seguintes posições: parceiros deitados face a face com mulher em cima do homem; sentados um de frente para o outro; deitados face a face com o homem por cima da mulher; deitados face a face com o homem por cima da mulher e ela apoiada em um travesseiro; e o homem ajoelhado atrás da mulher realizando a penetração vaginal traseira.

Das cinco, apenas nesta última não houve intensificação do fluxo de sangue para o clitóris, justificado pela falta de contato direto com essa região.

Já na posição em que o homem estava por cima, o sangue ficou mais difuso na pelve da mulher e menos concentrado no clitóris, gerando orgasmo menos intenso do que o obtido quando a mulher estava por cima.

Isso comprovou que o sucesso das posições face a face não é devido apenas à capacidade de facilitar a comunicação verbal e física entre os parceiros, mas se deve também ao modelo biomecânico do encaixe.

Os autores afirmam que o face a face com homem em cima da mulher não está entre as posições com maior probabilidade de levar ao orgasmo, mesmo sendo a posição mais comum. Ainda assim, isso pode ser corrigido com ajuda de um travesseiro.

A ideia é equilibrar a distribuição de forças para uma penetração mais profunda e um contato mais intenso, algo que pode ser obtido com a ajuda de uma almofada sexual de posicionamento (triangular e mais consistente que travesseiros convencionais). Ela deve ficar embaixo do corpo da mulher e em contato com a cama.

"Esses fatores biomecânicos podem explicar por que a posição sentada/face a face tem alta probabilidade de causar clímax, mas não é a mais provável", relatam Lovie e Marashi.

Para identificar o fluxo sanguíneo na região foram feitos ultrassons com um casal voluntário de médicos de 32 anos de idade. Os participantes estavam em um relacionamento monogâmico heterossexual e eram conhecidos dos pesquisadores. Eles realizaram os testes em casa.

Cada posição durou cerca de 10 minutos e foi feita em um dia diferente. O orgasmo não era obrigatório, mas foi registrado sempre que ocorria, tendo sido constatado nos cinco testes.

Os autores ressalvam que as mulheres podem ter respostas diferentes à estimulação nessas posições e também são influenciadas pela parte psicológica e pelos vários graus de força de impulso que os parceiros podem ter.

Segundo a psicoterapeuta Evelyn Ribeiro Lindholm, especialista em sexualidade e comportamento, poucas pesquisas são voltadas para o desenvolvimento do aumento do prazer sexual da mulher. Por essa razão são de suma importância, diz ela, visto que outras fontes de consulta, como a pornografia, não estimulam uma sexualidade madura ou mesmo real para casais.

"Nós temos hoje a maioria dos homens satisfeitos sexualmente, conseguindo chegar a um orgasmo, enquanto há grande número de mulheres heterossexuais insatisfeitas com a qualidade do sexo", afirma. Para a especialista, um prazer mais significativo necessita de uma sociedade mais informada e casais que consigam dialogar.

Lindholm recomenda às mulheres que, caso sintam que há abertura, compartilhem a informação com o parceiro antes da cama para que ele também fique confortável em experimentar.

"Antes de tudo, tornar o diálogo sobre sexualidade algo mais fluido. Muitos homens quando a mulher vem com novidade para o sexo, quer seja de posição ou uma ação diferente, ou usar um acessório, há um questionamento de onde veio essa informação, com quem aprendeu. Situações como esta inclusive podem até gerar conflito", afirma a psicoterapeuta.

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'Luva de Pedreiro' viaja para a Europa na companhia dos pais pela 1ª vez

  • Bahia Notícias
  • 01 Ago 2022
  • 09:29h

Foto: Reprodução / Instagram

O influencer Iran Ferreira, o Luva de Pedreiro, divulgou nas redes sociais, neste sábado (30), que está em uma viagem para a Europa. Acompanhado pelos pais, o jovem baiano de 20 anos vai para o exterior a convite da primeira divisão espanhola de futebol.

"Fala minha tropa, graças a Deus. Tô viajando para Europa, painho e mainha aqui, daquele jeito, graças a Deus, Pai. Para a Europa, dessa vez painho e mainha 'vai'. Convite da LaLiga, a LaLiga, né, magnífica, sensacional, graças a deus. É a tropa, partiu Europa pesado. Valeu, Laliga."

Luva não divulgou qual seria o destino ou quantos dias vai passar fora do Brasil, mas usou outra rede social para agradecer a oportunidade de viajar pela primeira vez para o exterior na companhia dos pais.  "É por isso que não desisto, sou brasileiro e não desisto", escreveu o rapaz.

Agora empresariado pelo ex-jogador de futsal Falcão, Iran disse na semana passada que assinou o maior contrato da sua carreira. Ele não revelou com quem seria ou os detalhes da nova parceria. O anúncio foi feito através de um vídeo postado na segunda-feira (25).

"Fala, minha tropa. O cara da Luva de Pedreiro está aqui em São Paulo. Vim fazer o contrato da minha vida. Maior contrato do cara da Luva de Pedreiro. Graças a Deus, pai. Em nome do pai, do filho e do Espírito Santo. Amém. Receba. Aguardem, viu!". As informações são do G1.

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Moraes assume TSE com desafio de se aproximar de militares sem afrouxar decisões

  • por Cezar Feitoza e José Marques | Folhapress
  • 01 Ago 2022
  • 07:21h

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Com a posse na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 16 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes se vê entre expectativas de melhorar a relação da corte com as Forças Armadas e, ao mesmo tempo, demonstrar firmeza para evitar desinformação que tumultue o processo eleitoral.
Ministros do TSE e generais do Alto Comando das Forças Armadas acreditam que a boa relação entre Moraes e militares seja usada para a reabertura do diálogo entre a corte e o Ministério da Defesa.

Um dos principais focos de Moraes será amenizar a crise entre o tribunal e as Forças Armadas. O mal-estar tem se intensificado desde maio, após o TSE rejeitar sugestões dos militares para alterar o processo eleitoral deste ano.

Os vetos foram feitos enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) ampliava insinuações golpistas e ataques às urnas eletrônicas. Na negativa, os técnicos do TSE disseram que os militares confundiram conceitos e erraram cálculos ao apontar risco de inconformidade em testes de integridade das urnas.

Apesar de ser um dos principais alvos de ataque de Bolsonaro, Moraes tem um histórico mais próximo dos militares do que o atual presidente do TSE, Edson Fachin.
Ele construiu sólido relacionamento com generais das Forças Armadas nos períodos em que foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, e ministro da Justiça, no governo Michel Temer.

No STF (Supremo Tribunal Federal), Moraes foi procurado por ministros da Defesa do governo Bolsonaro para aparar arestas, enquanto o Palácio do Planalto evitava contatos diretos com o ministro.

Em junho de 2020, em meio à crise causada pelo inquérito das fake news, o então ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, foi até a casa de Moraes, em São Paulo, para costurar uma pacificação entre os Poderes.

Eles se conheceram durante as Olimpíadas de 2016. À época, Moraes era ministro da Justiça, e Azevedo, comandante Militar do Leste. Azevedo quase ocupou a diretoria-geral do TSE a convite de Moraes, mas desistiu sob a alegação de "questões pessoais de saúde e familiares".

O general Paulo Sérgio Nogueira, atual ministro da Defesa, também procurou o magistrado do STF em outubro de 2021, após assumir o cargo de comandante do Exército. O movimento buscava reconstruir pontes depois dos ataques feitos por Bolsonaro nas manifestações do 7 de Setembro.

Há cerca de três anos, Moraes escolheu a academia do Comando Militar do Planalto, em Brasília, para fazer musculação.

A rotina é a mesma até hoje: o ministro chega no início da manhã no Setor Militar Urbano e faz os exercícios ao lado de soldados da ativa antes de seguir para o trabalho nos tribunais.

Em conversa com parlamentares no último dia 13, Moraes disse que segue em contato com militares das altas cúpulas das três Forças Armadas para medir a temperatura da crise.

Segundo relatos feitos à Folha, o ministro ainda afirmou que, com base nas conversas que mantêm, não vê risco de os militares respaldarem um eventual golpe à democracia.

Ele também prometeu, porém, firmeza no combate às informações falsas --que incluem o descrédito ao sistema eleitoral, muitas vezes reforçado pelas Forças Armadas.

Moraes já apontou que seria "rápido e rigoroso" em relação a notícias fraudulentas que tratam das eleições e de candidatos.

Em decisões que tomou quando assumiu interinamente a presidência do TSE, entre 2 e 17 de julho, foi rígido em relação a casos de fake news e também em pedidos de políticos suspeitos de fraudes ou de irregularidades com dinheiro público.

É o caso do pedido do PT para que fossem retiradas notícias fraudulentas que relacionavam o partido e o ex-presidente Lula ao PCC. Em pouco mais de 12 horas, o ministro determinou a remoção do conteúdo de sites e de perfis de bolsonaristas em redes sociais.

Moraes também determinou a remoção de conteúdo falso do Telegram e do Kwai que relacionavam Ciro Gomes (PDT) a facções criminosas. As duas decisões sobre o candidato foram tomadas em dois e quatro dias após as ações serem protocoladas.

O magistrado, no entanto, foi mais flexível em relação a acusações de propaganda irregular antecipada. Moraes derrubou, por exemplo, decisão do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) que determinava a remoção de outdoors com mensagens favoráveis ao governador Rodrigo Garcia (PSDB), pré-candidato à reeleição.

Os outdoors exibiam mensagens como "100% Paulista, Rodrigo governador" e "Gratidão ao governador Rodrigo Garcia".

"[Trata-se] de conteúdo que se restringe a agradecer o atual governador, sem vinculação com as eleições, o que descaracteriza a conotação eleitoral da mensagem, na linha da jurisprudência desta corte", disse Moraes. "As mensagens parecem destituídas de viés eleitoral, o que, por si só, descaracteriza o ilícito de propaganda eleitoral irregular."

Na crise com o TSE no começo do ano, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, demorou um mês para responder ao órgão. Em ofício, ele disse que os militares se sentiam desprestigiados pela corte na discussão sobre transparência do sistema eleitoral.

"Até o momento, reitero, as Forças Armadas não se sentem devidamente prestigiadas por atenderem ao honroso convite do TSE para integrar a CTE [Comissão de Transparência das Eleições]", escreveu.

Aliados de Nogueira afirmaram à Folha que a manifestação do ministro foi feita após a equipe do Comando de Defesa Cibernética, comandada pelo general Heber Portella, se sentir ridicularizada pela resposta do TSE.

A expectativa de auxiliares do ministro da Defesa é que Moraes aceite, no início da gestão, os pedidos para uma reunião entre técnicos do TSE e das Forças Armadas.

O encontro é defendido por militares como a principal forma de apresentar detalhadamente três sugestões tidas por eles como fundamentais para aperfeiçoar o sistema eleitoral deste ano.

Atual presidente do TSE, Edson Fachin tem negado o pedido. Ele afirma que o foro adequado para as discussões é a Comissão de Transparência das Eleições. Nas reuniões do colegiado, no entanto, o representante das Forças Armadas tem ficado em silêncio.

A aliados Fachin argumenta que não receberá os militares para não dar tratamento diferenciado a eles. No Ministério da Defesa, a ação é vista como uma forma de o presidente do TSE isolar as Forças Armadas, já que a maioria da CTE é contrária às posições defendidas por Portella.

As três sugestões feitas pelas Forças Armadas são as seguintes:

Realizar o Teste de Integridade das urnas nas mesmas condições de votação, incluindo o uso de biometria. Promover o TPS (Teste Público de Segurança) no modelo de urna UE2020, que representa 39% do total de urnas. Incentivar a realização de auditoria por outras entidades, principalmente por partidos políticos, conforme prevê a legislação eleitoral. O TSE já respondeu sobre as três sugestões apresentadas pelas Forças Armadas na CTE. O Ministério da Defesa, no entanto, pede especialmente uma mudança no teste de integridade das urnas eletrônicas, para garantir que um possível "código malicioso" seja identificado.

Ao invés de realizar os testes nas sedes dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), as Forças Armadas pedem que as urnas sejam avaliadas dentro das seções eleitorais, com o uso da biometria dos eleitores.

Em documento obtido pela Folha, o TSE afirma que possíveis aperfeiçoamentos no teste são avaliados para as eleições de 2024.

"Tramita no TSE proposta de automação do teste de integridade, o que pode vir a facilitar a mobilidade para que o teste seja executado nas seções eleitorais, com eleitores reais, sendo necessário centrar esforços na comunicação com o eleitor para que sejam mitigadas eventuais incompreensões e receios sobre a preservação do sigilo do voto."

O Ministério da Defesa espera que as sugestões sejam analisadas por Moraes, que poderá encontrar um meio-termo, considerando as dificuldades técnicas de se alterar processos diante da proximidade da eleição.

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OAB-BA lança projeto para mapear morosidade processual nos tribunais do estado

  • Bahia Notícias
  • 31 Jul 2022
  • 14:16h

Foto: Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA) vai mapear a morosidade processual nos tribunais do estado, através do projeto MovimentAção. A iniciativa é da Comissão Especial de Celeridade Processual. 

Após o mapeamento, a OAB vai propor medidas para enfrentar o problema. O lançamento do projeto acontecerá na próxima segunda-feira  (1º), às 18h, no Wish Hotel da Bahia, e terá como palestrante convidado o professor Fredie Didier, reconhecido por sua obra voltada ao direito processual civil.

 

 

O mapeamento, por sua vez, será construído a partir das informações prestadas por advogados e advogadas formulário de reclamação de morosidade processual. A seccional baiana da OAB adotará medidas para enfrentar os problemas identificados, visando recobrar a regularidade da tramitação dos processos, em atendimento ao princípio da razoável duração processual, que é garantia constitucional.

A presidente da OAB da Bahia, Daniela Borges, explica a importância do projeto: “a morosidade processual é um enorme problema para a advocacia e para toda a sociedade, e seu enfrentamento é um compromisso que nós assumimos com a classe e que ganha impulso agora com o MovimentAção”. “Convido minhas colegas e meus colegas advogados para se juntarem a nós nessa luta por uma Justiça mais célere”, conclama Daniela.

O conselheiro seccional Saulo Guimarães, presidente da Comissão Especial de Celeridade Processual e idealizador do MovimentAção, define o projeto como “inovador e revolucionário”. “Além de tratar a morosidade em cada processo, vai permitir a construção de um banco de dados produzido pela advocacia e com esse mapeamento da morosidade, OAB terá o subsídio necessário para agir com base em inteligência de dados, tornando as ações mais efetivas e estratégicas", explica.

Após o registro da reclamação no formulário, a OAB da Bahia fará a recepção, análise e triagem das reclamações e, nos casos de comprovação da morosidade injustificada na condução do processo judicial, providenciará o envio extrajudicial de ofício ou e-mail ao Juízo de tramitação do processo, para que adote de imediato as providências legais aptas a impulsionarem o feito.

Após o envio da solicitação, a OAB da Bahia acompanhará a movimentação processual para atestar a adoção das providências em prazo razoável. Na hipótese de não atendimento da solicitação, a Seccional encaminhará extrajudicialmente em lista à Ouvidoria do respectivo tribunal. Não havendo solução, a Comissão de Celeridade Processual da OAB-BA indicará ao Conselho Seccional a adoção de medidas administrativas formais, nas

Corregedorias e, em última instância, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além disso, a consolidação e organização dos dados coletados pelo projeto permitirão o mapeamento das varas e órgãos com maior índice de morosidade e congestionamento, permitindo subsidiar o Conselho Seccional da OAB-BA na adoção de medidas nos tribunais.

Podem ser incluídos no MovimentAção processos conclusos para despacho, decisão ou sentença há mais de um ano; processos pendentes de sentença em primeira instância há mais de quatro anos e sete meses (média do TJ-BA segundo o CNJ); processos sem impulso oficial/judicial há mais de um ano ou com tempo de tramitação total superior a 10 anos.

Como parte do projeto MovimentAção, a Comissão Especial de Celeridade Processual também está realizando atendimentos semanais por videoconferência para que advogados e advogadas tirem dúvidas ou obtenham orientações sobre como solucionar casos de morosidade processual. O atendimento está disponível para toda a Bahia às quartas-feiras, das 8h às 12h. Para tanto, basta se cadastrar através do formulário Fale com a Comissão na página do projeto.

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Igreja Presbiteriana desiste de veto a cristão de esquerda para evitar racha interno

  • por Cézar Feitosa | Folhapress
  • 31 Jul 2022
  • 12:12h

Foto: Facebook I Igreja Presbiteriana do Brasil

 

Diante da maior crise em décadas, a cúpula da IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil) se articulou para evitar que um relatório contra "cristãos de esquerda" virasse uma posição institucional.

A discussão girava em torno de uma consulta feita ao Supremo Concílio da IPB, a instância decisória máxima da igreja. Em relatório, o pastor Osni Ferreira sugeria que a Igreja Presbiteriana criasse uma comissão para repudiar o "pensamento de esquerda".

Ele pedia ainda que a IPB firmasse posição contra cristãos de esquerda ou progressistas. Segundo o documento, eles deveriam ser orientados sobre "suas inconsistências" pelos pastores das igrejas —e, como consequência, poderiam ser afastados de cargos de liderança.

 

Com o risco de o documento ser aprovado, o pastor Cid Pereira Caldas apresentou na manhã de sexta-feira (29) um relatório substitutivo sobre o assunto.
No texto, Caldas diz que a "IPB tem mantido equidistância de radicalismos" e defende que "não é finalidade da IPB manifestar-se sobre partidos políticos".

O relatório substitutivo foi aprovado pelo Supremo Concílio, na sexta, por 738 votos contra 538.

Cid Pereira Caldas é presidente do Conselho de Administração do Instituto Presbiteriano Mackenzie e pastor da Igreja Presbiteriana de Botafogo. Ele é próximo do presidente do Supremo Concílio da IPB, Roberto Brasileiro.

Apesar de Caldas ter apresentado o substitutivo horas antes da votação, o texto começou a ser discutido uma semana antes entre lideranças da igreja.

Três membros da cúpula da IPB e interlocutores de Cid afirmaram à reportagem, sob reserva, que o relatório inicial tinha potencial para rachar a igreja como ocorreu na década de 1970, durante a ditadura militar.

Na época, a Igreja Presbiteriana do Brasil apoiava o governo militar. Indignados, pastores decidiram romper com a liderança da instituição e criaram a Igreja Presbiteriana Unida.

Cid, assim como Roberto Brasileiro, é considerado uma liderança moderada dentro da IPB. Segundo os relatos, ele resolveu apresentar o relatório para esfriar a crise e reforçar a independência da igreja em relação à política partidária e as eleições de outubro.

O relatório substitutivo aprovado manteve o entendimento da IPB de 1954 que define a "incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica".

Após a derrota no Supremo Concílio, Osni Ferreira, que defendeu voto em Bolsonaro no púlpito da igreja, afirmou que a discussão jamais tratou sobre perseguir cristãos de esquerda.

"Toda vez que eu respondia a uma pergunta, eu falava que não estávamos tratando de candidato A ou B. Claro que você tem um candidato, claro que eu tenho. Isso é uma liberdade do pastor. O voto é secreto, é da consciência. O que nós estamos falando é que o cristão ou o presbiteriano não deve votar em nenhum candidato que defende princípios que a Bíblia é contra", disse na sexta ao canal da Sexta Igreja Presbiteriana de Uberlândia.

Mesmo sem adotar posicionamentos públicos a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL), a Igreja Presbiteriana do Brasil criou ligações com o governo.

Antes de vencer a eleição, Bolsonaro já visitava o Mackenzie e mantinha contato com representantes da universidade para conhecer as pesquisas sobre o grafeno. No governo, dois pastores da IPB viraram ministros: André Mendonça e Milton Ribeiro.

Diferente de Mendonça, Ribeiro tinha proximidade com a cúpula da Igreja Presbiteriana. Quando assumiu o MEC, levou para a assessoria especial Gustavo Brasileiro, um dos filhos de Roberto Brasileiro.

A prisão de Ribeiro, em junho, foi o principal fato que desencadeou a maior crise na Igreja Presbiteriana do Brasil em décadas, segundo seus integrantes. Ele é investigado pelos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa.

Mesmo pressionada a se manifestar, a IPB decidiu adotar silêncio e esperar os desdobramentos da investigação da Polícia Federal antes de definir qual postura adotar no caso.

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Indústria encolhe tamanho das embalagens para segurar consumidor na inflação

  • por Joana Cunha | Folhapress
  • 31 Jul 2022
  • 09:07h

Foto: Reprodução / Jornal de Brasília

Em meio à pressão inflacionária, que levou a indústria a encolher o tamanho de seus produtos para oferecer versões menores e com preços mais baixos ao consumidor, os itens com maior redução foram os sucos prontos, segundo a Radar Scanntech, plataforma de dados do varejo.
Segundo a pesquisa, a diminuição foi de 10% no volume médio. O preço, por sua vez, caiu 1%.

Já os produtos para animais de estimação, que também se destacaram na tendência, apresentaram redução de 8% nas embalagens e o desembolso ficou 11% menor.

No geral, a redução média ficou em 7% em junho.

Flávia Costa, da Scanntech, diz que a medida atende as duas pontas no cenário de inflação.

"Com embalagem menores, o cliente pode continuar consumindo aquele produto, desembolsando menos e para a indústria é benéfico porque ela também continua vendendo aquele produto. Não vai perder o consumidor em função de um aumento de preço", afirma.