EUA lançam ataques 'em larga escala' contra o Estado Islâmico na Síria

  • Bahia Notícias
  • 11 Jan 2026
  • 12:40h

Foto: Daniel Torok / Casa Branca

Os EUA e forças aliadas lançaram uma série de ataques "em larga escala" contra o grupo jihadista Estado Islâmico na Síria. Essa é uma nova represália após uma ofensiva em dezembro que matou três americanos no país do Oriente Médio, informou o comando militar central (Centcom, na sigla em inglês) norte-americano.
 

Não foram divulgados números de mortos ou feridos. Ataque feito hoje faz parte de uma operação lançada em 19 de dezembro do ano passado, como resposta ao ataque de 13 de dezembro. Na ocasião, foram mortos dois soldados norte-americanos e um intérprete civil dos EUA.
 

Ataque visou toda a Síria, diz o comunicado do Centcom. "Como parte do nosso compromisso contínuo de erradicar o terrorismo islâmico contra os nossos combatentes, prevenir futuros ataques e proteger as forças americanas e parceiras na região", alegou o comando central.
 

A ofensiva atingiu pelo menos 35 locais e incluíram o disparo de mais de 90 munições de precisão e mais de 20 aeronaves, disse um oficial à CBS News. As aeronaves incluíam F-15Es, A-10s, AC-130Js, MQ-9s e F-16s jordanianos.
 

Em um post no X, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, escreveu: "Jamais esqueceremos e jamais cederemos."
 

"Nossa mensagem permanece firme e se você ferir nossos combatentes, nós o encontraremos e o mataremos em qualquer lugar do mundo, não importa o quanto você tente fugir da justiça", disse a Centcom.

Código de conduta do STF enfrenta dúvidas sobre modelo para fiscalização e punições

  • Por Renata Galf/Bahia Notícias
  • 11 Jan 2026
  • 10:35h

Foto: Antonio Augusto/STF

Caso a proposta encampada pelo presidente da corte, Edson Fachin, de se criar um código de conduta no STF (Supremo Tribunal Federal) avance, um segundo debate que se coloca é o de como criar um desenho que tenha efetividade.
 

Para além de estabelecer regras limitando o recebimento de presentes, a participação em eventos ou as manifestações públicas dos magistrados, impõem-se perguntas quanto a se haveria algum organismo responsável por fiscalizar tal cumprimento e, ainda, se algum tipo de sanção seria aplicada.
 

Professores de direito constitucional e público consultados pela Folha avaliam que uma possibilidade seria a criação de uma comissão de ética dentro do STF que pudesse receber e avaliar denúncias. Há também quem veja risco na criação de uma comissão. A maioria defende, porém, que um organismo do tipo não deveria ter caráter punitivo.
 

O novo rol de regras funcionaria como ferramenta de cobrança pública e de constrangimento.
 

Um ponto que poderia ter efeito concreto seria a obrigatoriedade de transparência sobre valores recebidos por atividades extras, como pela participação em palestras.
 

Apontados como inspirações para o debate brasileiro, tampouco os códigos de conduta da Alemanha e dos Estados Unidos preveem um mecanismo de implementação e fiscalização. Nos EUA, tal lacuna é motivo de críticas desde a aprovação do código no fim de 2023.
 

Do mesmo modo, um estudo da Fundação FHC de outubro passado, que também tem servido de referência e bebe na fonte desses exemplos internacionais, não adentra a seara da implementação.
 

Órgão de cúpula do Judiciário, o Supremo não está sob o controle do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que tem competência, por exemplo, para instaurar processos de infração disciplinar contra magistrados de modo geral.
 

Com isso, eventuais infrações disciplinares dos ministros não estão submetidas a um órgão externo -com exceção do impeachment, reservado para situações extremas. No cenário atual, já há uma percepção de que algumas das regras, como a que veda a manifestação de opinião sobre processo pendente de julgamento, são descumpridas por parte dos ministros de modo recorrente.
 

A Folha questionou o STF via assessoria se está sendo discutido como violações a um eventual código de conduta poderiam ser fiscalizadas, mas não houve resposta. Perguntou-se ainda se a criação de uma comissão seria uma possibilidade e se se avaliava a previsão de alguma punição.
 

Elival da Silva Ramos, professor titular de direito constitucional da USP (Universidade de São Paulo) e ex-procurador-geral do estado de São Paulo, também aponta como caminho a criação de uma comissão de ética que, a partir do recebimento das denúncias, requisitaria prestação de informações para avaliar caso a caso. Na hipótese de condutas criminais, caberia encaminhamento à PGR (Procuradoria-Geral da República).
 

Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV Direito SP e advogado, diz que uma eventual comissão de ética poderia ser composta, por exemplo, por ex-magistrados, professores de direito e pessoas públicas de respeitabilidade. Diz que os ministros, tanto por serem diretamente envolvidos quanto pelo volume de trabalho, dificilmente iriam integrá-la.
 

Ele aponta que seria legítimo que os procedimentos tramitassem em sigilo, argumentando que isso poderia evitar que o mecanismo de denúncia fosse usado para buscar criar impedimentos.
 

Além disso, defende o caráter não punitivo, já que, se for uma violação grave, o Senado tem a competência para instaurar processo de impeachment contra os ministros.
 

Vera Karam de Chueiri, que é professora titular de direito constitucional da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e conselheira na Comissão de Ética Pública da Presidência, também vê como caminho possível a criação de uma comissão no próprio STF.
 

Ela diz que denúncias sem fundamento deveriam ser excluídas já em um primeiro filtro e defende um organismo de caráter preventivo e educativo, a que os ministros pudessem fazer consultas prévias em caso de dúvida, e que pudesse emitir recomendações e advertências.
 

Professor da FGV Direito SP e um dos subscritores do estudo da Fundação FHC, Rubens Glezer vê com ressalvas a possibilidade de criação de um mecanismo de fiscalização como uma comissão ou algo do tipo. Ele avalia que uma maioria de ministros poderia usar tal organismo para controle de vozes dissidentes dentro da corte.
 

E, apesar de considerar válida a preocupação quanto à efetividade da medida, pondera que, se não fizesse diferença a aprovação de um código, não haveria motivo para haver resistência à sua aprovação, como tem se noticiado.
 

Em dezembro, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), apresentou um projeto de lei prevendo a criação de um código de conduta para o tribunal.
 

Sundfeld (FGV) e Elival (USP) avaliam, porém, que haveria vício de iniciativa em tal projeto. Segundo eles, pelo teor do texto, ele só poderia tramitar no Legislativo em uma proposta de iniciativa do Supremo.
 

À Folha o deputado Chico Alencar afirmou que não teve a pretensão de fazer um projeto pronto e acabado e que ele será alvo de debates. "Simplesmente dizer que só cabe ao Supremo legislar a esse respeito não avança na questão que é da imparcialidade, integridade, transparência e impessoalidade da atuação dos ministros", afirmou ele, acrescentando que, se o próprio tribunal conseguir aprovar algo antes, seria ainda melhor.
 

Apesar de não prever como seria o organismo e os atores exatos responsáveis por essa análise, o texto diz que qualquer pessoa pode apresentar denúncia fundamentada ao STF, que deverá, por sua vez, dar uma resposta.
 

Lucas Mourão, advogado e assessor jurídico do gabinete do deputado, diz que essa questão ainda seria amadurecida. Ele argumenta, porém, que a existência de um órgão colegiado para análise das condutas é uma premissa fundamental.

Chocolate, queijo, azeite e molho de tomate podem ficar mais baratos com acordo entre UE e Mercosul

  • Por Folhapress
  • 11 Jan 2026
  • 08:28h

Foto: Reprodução / Freepik

O acordo entre União Europeia e Mercosul aprovado na sexta-feira (9) pelos países europeus pode baratear produtos bastante consumidos pelo brasileiro e conhecidos pela qualidade na Europa, como chocolates, queijos, azeites e molho de tomate. O tratado comercial prevê redução de alíquotas para vários alimentos a partir de um cronograma pré-definido.
 

Os chocolates europeus, por exemplo, hoje são taxados em 20% pelo Brasil, mas ficarão imunes aos tributos a partir do décimo ano de vigência do acordo, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu. O cronograma de cortes, no entanto, já começa logo no primeiro ano de tratado.
 

Os queijos da UE, que hoje têm alíquota de 16%, também terão isenção de tributos de importação a partir do décimo ano. Nesse caso, haverá uma cota anual de 30 mil toneladas em todo o Mercosul –quando essa quantidade for atingida, os importadores precisarão voltar a pagar impostos de importação. A mozarela, porém, seguirá sendo taxada em 28%.
 

Já os azeites produzidos nos países europeus, taxados em 10%, terão a alíquota zerada a partir do 15º ano, mas também já ficarão mais baratos a partir do primeiro ano de vigência, devido aos cortes graduais.
 

A redução nos impostos de importação de azeite, aliás, pode gerar um impacto significativo nas compras dos brasileiros. Hoje, quase todo o azeite consumido no Brasil vem de fora do país, sendo que Portugal é de longe o maior exportador do alimento para o Brasil (em 2025, foram 10 mil toneladas, contra 662 vindo da Argentina, o segundo colocado).
 

Estão na lista também de produtos que deverão chegar mais baratos ao Brasil os molhos de tomate, sobretudo os italianos –principal origem dos molhos importados pelo Brasil. Nesse caso, em dez anos, os molhos verão as taxas de 18% de importação serem zeradas.
 

Os consumidores de kiwi no Brasil também devem se beneficiar com o acordo. A maior parte da fruta vendida em supermercados brasileiros vem de fora, sendo Grécia e Itália o segundo e o terceiro maiores vendedores, atrás apenas do Chile. Nesse caso, a redução será integral logo no primeiro ano de vigência.
 

Os vinhos europeus, por sua vez, terão alíquotas de 20% a 27% reduzidas a zero entre o oitavo e décimo ano, a depender do tipo de vinho. Já os vinhos brancos produzidos em algumas regiões específicas da Europa serão isentos logo no primeiro ano do acordo.
 

A manteiga também terá sua alíquota reduzida, ainda que o Brasil importe muito pouco desse produto. Nesse caso, assim que o acordo entrar em vigência, a manteiga europeia terá uma alíquota reduzida em 30% –hoje, a alíquota aplicada pelo governo brasileiro é de 16%.
 

ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS CELEBRAM ACORDO
 

Se na União Europeia agricultores manifestam contrários ao acordo com medo de que a carne brasileira tome parte do mercado europeu, no Brasil há euforia com o tratado.
 

O agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com o acordo. As tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários enviados pelo Mercosul para o bloco europeu serão eliminadas, com destaque para carnes suína e de frango, açúcar, pecuária bovina e óleos e gorduras vegetais.
 

Simulações feitas pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por exemplo, mostram que, até 2040, as exportações de carnes de suínos e aves aos países europeus cresceriam 19,7%.
 

Após a aprovação do acordo, a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) publicou uma nota, afirmando que o tratado comercial representa um avanço no comércio entre os dois blocos. A entidade celebra a possibilidade de o Brasil exportar mais frango, carne suína e ovo para a União Europeia.
 

Já a CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse que o acordo representa um passo significativo para a inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da indústria nacional.
 

"O acordo também prevê o reconhecimento recíproco de indicações geográficas, protegendo produtos regionais brasileiros com selo de origem e ampliando oportunidades para marcas nacionais no mercado europeu, como café e queijos", diz em nota.

Presidente do CFM responde a Moraes e diz não ver necessidade de depor à PF

  • Por Victoria Bechara | Folhapress
  • 10 Jan 2026
  • 12:23h

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), José Hiran da Silva Gallo, negou ao STF (Supremo Tribunal Federal) qualquer intenção de intervir na execução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
 

Em ofício ao ministro Alexandre de Moraes, Gallo afirmou que "jamais pretendeu exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal".
 

A manifestação ocorreu após o magistrado anular sindicância aberta pelo CFM para apurar as condições de atendimento médico a Bolsonaro e determinar que Gallo prestasse depoimento à PF em até dez dias.
 

No ofício desta sexta, o presidente do conselho disse que os esclarecimentos prestados no ofício "evidenciam a inexistência de justa causa" para a oitiva.
 

O órgão afirmou ainda que cumpriu a decisão judicial, mas disse que a sindicância resguarda a atuação dos médicos e assegura a regularidade da atuação dos próprios órgãos públicos envolvidos.
 

O conselho declarou ter recebido mais de 40 denúncias formais sobre possível falta de atendimento a Bolsonaro e disse que as queixas "expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada" ao ex-presidente.
 

"O Conselho Federal de Medicina adotou o procedimento previsto na legislação de regência, promovendo os encaminhamentos administrativos cabíveis, sempre sem qualquer juízo antecipado sobre os fatos", afirmou o CFM ao ministro.
 

O órgão também declarou ter "compromisso permanente com a observância das determinações emanadas do Poder Judiciário, em consonância com o princípio da harmonia entre os Poderes da República".
 

Bolsonaro foi ao hospital na quarta para exames após uma queda, mas retornou no dia seguinte à prisão na Superintendência da Polícia Federal de Brasília.
 

Segundo o boletim médico do hospital DF Star, os exames de imagem evidenciaram "leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica".

Brasil bate recorde de denúncias de trabalho escravo em 2025; Bahia é 4º estado com mais casos

  • Bahia Notícias
  • 10 Jan 2026
  • 10:21h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O ano de 2025 terminou com o maior número de denúncias de trabalho escravo e de condições análogas à escravidão já registrado no Brasil. Os dados são de um levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

 

Ao todo, foram contabilizadas 4.515 denúncias envolvendo trabalho escravo, trabalho infantil escravo e situações análogas à escravidão. O número representa um aumento de 15,3% em relação a 2024, quando foram registradas 3.959 denúncias.

 

Este é o quarto ano consecutivo de recorde no país. Desde 2021, o número de denúncias cresce de forma contínua. Em um recorte de dez anos, entre 2015 e 2025, o aumento supera 300%, saltando de 1.106 para 4.515 registros.

 

A Bahia registrou 255 denúncias em 2025, ocupando a quarta posição entre os estados com mais ocorrências.

 

São Paulo lidera com folga o ranking nacional, com 1.129 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 679, e Rio de Janeiro, com 364. Juntos, os estados da Região Sudeste concentraram 2.307 denúncias, mais da metade do total registrado em todo o país.

Governos democratas confrontam Trump em investigações contra agentes de imigração

  • Por Gabriel Barnabé | Folhapress
  • 10 Jan 2026
  • 08:16h

Foto: Daniel Torok / Casa Branca

Um agente do ICE matou Renee Nicole Good a tiros na quarta-feira (7) em Minneapolis. No dia seguinte, em Portland, oficiais do CBP —órgão de imigração e controle de fronteiras— dispararam contra um casal. Em ambos os casos, as investigações são, agora, conduzidas por autoridades federais, sob críticas de órgãos estaduais que, via de regra, estariam também envolvidos nesse processo.
 

Autoridades de Minnesota renovaram nesta sexta (9) seus apelos para que agentes estaduais sejam autorizados a ajudar na investigação do assassinato de Renee, 37, por um agente do ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos.
 

Dois dias depois da morte da poetisa, as autoridades federais de imigração permanecem em Minneapolis, escolas públicas foram fechadas e a Guarda Nacional de Minnesota foi acionada no que o gabinete do governador Tim Walz, do Partido Democrata, descreveu como uma medida de precaução.
 

Autoridades estaduais e locais pressionam para que o Departamento de Investigação Criminal de Minnesota seja autorizado a investigar o caso junto com o FBI, conforme anunciado inicialmente nas horas após o incidente.
 

Depois que o governo Trump e os líderes democratas de Minnesota discutiram sobre as circunstâncias do assassinato, no entanto, funcionários estaduais disseram que seus investigadores tiveram o acesso às provas negado e estavam se retirando do caso.
 

"Nosso pedido é que se aceite a verdade", disse o prefeito Jacob Frey, também democrata, na sexta, ao acrescentar que estava preocupado com o fato de o governo federal já ter dado como concluído que o incidente foi legítima defesa. "Nosso pedido é que se inclua o Departamento de Investigação Criminal neste processo, porque nós, em Minneapolis, queremos uma investigação justa."
 

Na sexta, Mary Moriarty, a procuradora do condado de Hennepin, onde fica Minneapolis, e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, anunciaram que iriam coletar provas apresentadas por civis publicadas online que poderiam ser usadas em uma investigação independente.
 

"Tenho estado ao telefone e em reuniões com autoridades policiais, líderes judiciais e autoridades eleitas, discutindo maneiras de garantir que uma investigação completa e transparente possa ocorrer e ser compartilhada com nosso escritório", disse Moriarty em um comunicado.
 

Kristi Noem, importante aliada de Trump e secretária de Segurança Interna dos EUA, disse na quinta que os investigadores estaduais não foram excluídos e que "eles não têm jurisdição nesta investigação". Na prática, promotores estaduais enfrentariam obstáculos legais e práticos caso tentassem apresentar acusações criminais contra o agente do ICE —um funcionário federal— que abriu fogo e matou Renee.
 

No dia seguinte ao incidente em Minneapolis, agentes do CBP (Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras) atiraram em duas pessoas em Portland, no Oregon, em uma ação que classificaram de "abordagem veicular direcionada", afirmando que o motorista tentou atropelar os agentes.
 

Autoridades federais divulgaram nesta sexta (9) os nomes do casal baleado. Segundo o Departamento de Segurança Interna, Luis David Nico Moncada e Yorlenys Betzabeth Zambrano-Contreras entraram de maneira irregular nos EUA vindos da Venezuela.
 

Segundo esses funcionários, ambos eram associados à Tren de Aragua, uma gangue com raízes em uma prisão venezuelana que tem sido alvo frequente do presidente Trump. Nenhuma das autoridades forneceu provas para essa afirmação. Segundo elas, o homem já havia sido preso por infrações de trânsito nos EUA anteriormente e tinha uma ordem de deportação.
 

A investigação, nesse caso, também está sendo conduzida por autoridades federais, que disseram na manhã desta sexta que as duas pessoas foram hospitalizadas e que seriam levadas sob custódia do FBI após receberem alta.
 

Autoridades municipais e estaduais afirmaram, na noite após o ataque, que não receberam nenhuma informação das autoridades federais e sequer sabiam qual agência havia atirado nos dois.
 

Em contraponto ao governo Trump, que mantém a mesma postura adotada no caso de Minneapolis, o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, disse que o Departamento de Justiça do estado, que ele lidera, conduzirá sua própria investigação sobre o caso e sobre o comportamento dos agentes federais.
 

Seu gabinete lutou contra tentativas federais de usar tropas da Guarda Nacional para reprimir manifestações em frente ao prédio do serviço de imigração em Portland no ano passado, porque, segundo argumentou à época, a resposta federal aos manifestantes era muitas vezes desproporcional ao nível de perigo.
 

"Nos últimos dois dias, tivemos dois tiroteios em dois estados diferentes", disse Rayfield nesta sexta. "Também tivemos alegações em tribunal de uso excessivo da força em Oregon. Há um sentimento de preocupação crescente neste estado. O nosso plano é entrar, analisar os fatos de forma objetiva para ver o que aconteceu e se houve alguma violação da lei estadual aplicável."
 

Rayfield disse que o FBI está cooperando com o que ele chamou de investigação "concomitante". "Ainda é cedo, mas estou otimista de que a cooperação continuará", disse. "Trabalhar juntos é como podemos reconstruir a confiança."
 

As autoridades policiais de Portland e Oregon não corroboraram a afirmação federal sobre a atividade do Tren de Aragua no estado. A comunidade venezuelana no Oregon é minúscula —0,005% da população, de acordo com dados recentes do Censo dos EUA.

Campeonato brumadense de Pickleball será organizado pela SECULT neste final de semana, no Ginásio Antônio Alves Ribeiro

  • 09 Jan 2026
  • 16:42h

Foto: Divulgação

Neste sábado e domingo será realizado o primeiro Campeonato Brumadense de Pickleball organizado pela Prefeitura Municipal de Brumado, através da SECULT – Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo. O evento ocorrerá às das 08h às 12h, no Ginásio Antônio Alves Ribeiro. O torneio contará com as categorias individual (Single), duplas mistas e duplas masculinas.

O Pickleball, esporte que mistura elementos do tênis, ping-pong e badminton, chegou ao município em 2022, trazido pela atleta Alessandra Câmara e cresceu em Brumado, revelando atletas que já trouxeram medalhas do campeonato baiano e nacional organizado pela Federação Bahiana de Pickleball e Confederação Brasileira de Pickleball.

Dinâmico, acessível e praticado com raquetes próprias, bola perfurada e quadra reduzida, em Brumado, o Pickleball pode ser praticado gratuitamente nas quadras da FADESB, CETIB, Escola Municipal Santa Rita de Cássia e Clube Social, com materiais disponibilizados para iniciantes. Há categorias para juvenis, adultos e adultos 50+, promovendo inclusão esportiva para todas as idades.

A Prefeitura Municipal de Brumado é uma grande parceira do desenvolvimento da modalidade no município, oferecendo apoio logístico, estrutural e institucional tanto para a participação dos atletas em campeonatos como para o incentivo à prática local do esporte e consolida ainda mais este apoio com a promoção deste campeonato municipal.

Países da União Europeia aprovam acordo com o Mercosul

  • Bahia Notícias
  • 09 Jan 2026
  • 14:50h

Foto: Agência Senado

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi parcialmente aprovado pelos países europeus nesta sexta-feira (9). A informação foi divulgada pelas agências France Presse e Reuters. Para formalizar os votos, ainda é preciso enviar as confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas.

 

Depois de 25 anos de negociações, o tratado pode ser assinado na próxima segunda-feira (12) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Paraguai. O acordo pode criar a maior área de livre comércio do mundo.

 

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado garante o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores. Mesmo diante da oposição de países como a França, gigante do agronegócio europeu, a expectativa é de que a Comissão Europeia consiga reunir o apoio da maioria entre os 27 Estados-membros.

Bolsonaro solicita ao STF autorização para ter Smart TV com internet durante cumprimento de pena

  • Bahia Notícias
  • 09 Jan 2026
  • 12:20h

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de autorização para a instalação de uma televisão na sala onde ele cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O requerimento, apresentado na quinta-feira (8), será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.

 

Os advogados solicitaram especificamente uma Smart TV com acesso à internet. O objetivo, conforme o pedido, é permitir que o ex-presidente tenha acesso a programas jornalísticos, incluindo conteúdos veiculados na plataforma YouTube.

 

Em sua argumentação, a defesa fundamenta o pedido alegando que o "direito à informação constitui expressão direta da dignidade da pessoa humana e integra o conjunto mínimo de garantias asseguradas àquele que se encontra sob custódia estatal". A solicitação aguarda decisão do ministro relator.

 

As informações são do O Globo.

Brasil prioriza estabilidade sob Delcy e descarta pedir eleição na Venezuela

  • Por Ricardo Della Coletta | Folhapress
  • 09 Jan 2026
  • 10:46h

Foto: Reprodução / Instagram

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como principal preocupação a estabilidade da Venezuela, agora sob o comando de Delcy Rodríguez, ao mesmo tempo em que descarta pressionar o regime chavista por novas eleições.
 

Delcy assumiu oficialmente o poder na segunda-feira (5), dois dias depois de militares americanos terem capturado o ditador Nicolás Maduro durante ataque contra Caracas.
 

Passada quase uma semana, diplomatas e outros auxiliares de Lula dizem que a abordagem inicial do Brasil envolve duas frentes. Primeiro, denunciar publicamente o que o Planalto vê como uma violação do direito internacional e da soberania da Venezuela, além de um perigoso precedente que deixa outras nações da América Latina vulneráveis.
 

Segundo, contribuir, dentro das limitações do Brasil, para que haja um mínimo de estabilidade política na Venezuela. Assessores de Lula destacam que ainda não está claro o nível de coesão do chavismo em torno de Delcy, nem o arranjo que será construído entre Caracas e Washington.
 

Trump disse que os EUA administrarão o país até uma transição e que o regime venezuelano entregará de 30 a 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (7), o republicano afirmou que a supervisão americana sobre a Venezuela pode durar mais tempo e que o regime chavista, até o momento, tem aceitado tudo o que os EUA julgam necessário.
 

Já Delcy declarou que nenhum agente externo governará o país.
 

Para o governo Lula, Delcy conseguiu reunir em torno de si legitimidade interna (junto ao chavismo) e externa (ao ser tratada como interlocutora pelos EUA). Dessa forma, ela é vista como a melhor aposta para evitar um cenário de conflagração política e social na Venezuela, algo que pode ter efeitos negativos sobre o Brasil —os dois países compartilham mais de 2 mil quilômetros de fronteira.
 

Nesse sentido, o governo Lula tratou Delcy como líder do país na ausência de Maduro desde o primeiro momento. Como a Folha revelou, o próprio petista ligou para a chavista pouco depois de Maduro ter sido capturado. O objetivo do telefonema, segundo o Palácio do Planalto, era confirmar com autoridades do regime as notícias que chegavam pelos meios de comunicação.
 

Ainda no sábado (3), a secretária-geral do Itamaraty, embaixadora Maria Laura da Rocha, disse que o Brasil considerava Delcy a presidente interina. Já a embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, compareceu à cerimônia de posse da líder interina, em mais um sinal de que o Planalto a reconhece como a nova governante do país.
 

Ainda na segunda-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), disse que o Brasil enviará à Venezuela insumos e medicamentos para pacientes que precisam de diálise. De acordo com ele, os bombardeios no país destruíram um centro de tratamento de pacientes renais.
 

O pedido ao ministério chegou pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). Lula não só deu aval à ajuda como determinou que o Brasil contribua com o que for necessário. Um avião venezuelano deve pousar nesta sexta-feira (9) em Guarulhos para recolher os insumos.
 

Nas palavras de um auxiliar do petista, a disposição do governo federal de apoiar o país vizinho com medidas que evitem um agravamento da crise é total.
 

Se, por um lado, a estratégia prioriza a garantia da estabilidade política na Venezuela, por outro o Planalto e o Itamaraty têm ignorado pleitos por apoio a uma transição no país vizinho ou mesmo à realização de eleições.
 

Maduro foi declarado vencedor das últimas eleições venezuelanas, em julho de 2024, num pleito repleto de acusações de fraude e não reconhecido por uma série de governos.
 

Um grupo de países incluiu, na reação imediata aos ataques, a defesa de um processo de transição política na Venezuela.
 

O governo da França, por exemplo, disse na segunda que a ação americana era contrária à Carta da ONU, mas destacou que foi aberta no país uma possibilidade de transição que precisa ser "pacífica, democrática e que respeite as escolhas do povo venezuelano".
 

Já o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que seu país defende há anos um processo de transição que respeite a vontade democrática dos venezuelanos.
 

A alta representante da União Europeia para Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, declarou que o respeito à vontade do povo venezuelano é o único caminho para "restaurar a democracia e resolver a crise atual". A fala da europeia foi endossada por todos os países da UE, com exceção da Hungria.
 

O governo Lula, por outro lado, concentrou todas as suas manifestações até o momento no fato de que a captura de Maduro viola o direito internacional e que os bombardeios têm consequências negativas para a região. Não houve qualquer menção a eleições ou a uma transição democrática no país vizinho.
 

Diferentes fatores explicam a linha brasileira, de acordo com auxiliares de Lula ouvidos pela Folha sob condição de anonimato.
 

O governo Lula sempre desconfiou da oposição venezuelana e nunca viu com bons olhos a possibilidade de que o grupo de María Corina Machado —considerada pelo Planalto uma liderança de extrema direita— chegasse ao poder.
 

Além disso, assessores de Lula dizem que fazer comentários sobre o processo político interno venezuelano violaria o princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países.
 

Por último, o fato de o próprio Trump ter rechaçado a convocação de novas eleições no curto prazo na Venezuela e ter tratado Delcy como a líder do país enfraquece o movimento dos demais países por uma transição.

Líder do tráfico da Bahia é preso pela Polícia no Rio de Janeiro

  • Bahia Notícias
  • 09 Jan 2026
  • 08:39h

Foto: Reprodução Redes Sociais

Policiais da 29ª DP de Madureira, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, prenderam um chefe do tráfico da Bahia, nesta quinta-feira (8). O homem foi identificado como Diego Silva dos Santos, vulgo “Cangaço”. Ele tinha três mandados de prisão por homicídio expedidos pela Justiça. 

 

Segundo a Polícia Civil, via O GLOBO, o traficante teria se casado no RJ e passou a utilizar o sobrenome da esposa para despistar autoridades policiais. Cangaço é uma das lideranças criminosas do Bonde do Maluco (BDM). A prisão aconteceu após um cruzamento de informações das polícias civis do Rio e da Bahia. 

 

A apuração indicou que ele estava escondido em São Gonçalo por medo de sofrer represálias em seu estado natal. Os policiais conseguiram localizar o criminoso após identificarem a mudança no sobrenome de Cangaço.

 

Ele já havia sido preso anteriormente em 2009 e em 2015, por tráfico de drogas, na Bahia.

INSS reforça prazo até 14 de fevereiro para ressarcimento de descontos indevidos em benefícios

  • Bahia Notícias
  • 07 Jan 2026
  • 16:40h

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reforçou o prazo até 14 de fevereiro para que aposentados e pensionistas solicitem o ressarcimento de valores descontados indevidamente dos benefícios.

 

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, cerca de 6,2 milhões de beneficiários já contestaram cobranças irregulares, e 4,1 milhões receberam a devolução diretamente na conta bancária. O montante ressarcido chega a R$ 2,8 bilhões. As informações foram dadas em entrevista ao programa A Voz do Brasil, nesta segunda-feira (5).

 

“O processo de ressarcimento segue aberto até o dia 14 de fevereiro. Quem ainda não fez a consulta ou não questionou os descontos tem até a primeira quinzena de fevereiro para contestar ou aderir ao acordo e receber”, afirmou Waller.

 

O prazo inicial para contestação terminaria em 14 de novembro, mas foi prorrogado após o governo federal identificar que cerca de 3 milhões de pessoas ainda não haviam procurado o órgão para reaver os valores.

 

A orientação do INSS é que os beneficiários façam a verificação o quanto antes para garantir o direito à devolução dentro do prazo estabelecido.

 

Motta e Alcolumbre não participarão da solenidade convocada por Lula para lembrar acontecimentos do 8 de janeiro

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 07 Jan 2026
  • 14:22h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em meio à expectativa de o presidente Luiz Inácio Lula Silva sancionar com vetos o projeto que reduz penas aos presos e pelos atos do 8 de janeiro de 2023, além dos envolvidos na trama golpista, o evento para lembrar os três anos do vandalismo nas sedes dos três poderes, marcado pelo governo para a próxima quinta-feira (8), deve contar com ausências significativas. 

 

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmaram nesta terça (6) que não comparecerão ao evento que acontecerá no Palácio do Planalto. A solenidade vem sendo promovida desde 2024, para relembrar os atos criminosos de 8 de janeiro e reforçar a necessidade de defesa da democracia.

 

Davi Alcolumbre informou o governo que está no Amapá cumprindo agendas e dando andamento a compromissos de trabalho. Na mesma linha, Hugo Motta alegou compromissos pessoais para justificar a ausência na solenidade. 

 

Também não foi confirmada ainda a presença do ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). Fachin comandará uma agenda de eventos no Supremo voltados à lembrança do 8 de janeiro, na tarde do dia 8. 

 

No ano passado, a solenidade sobre o 8 de janeiro não contou com a presença do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), assim como do presidente da Câmara na época, Arthur Lira (PP-AL). O presidente do STF naquele momento, ministro Luís Roberto Barroso, também não compareceu. 

 

O presidente Lula pediu a presença de todos os seus ministros na cerimônia. Parte da Esplanada, no entanto, está em recesso. 

 

A ministra Simone Tebet (Planejamento), por exemplo, já avisou que não deve comparecer. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também está em recesso e provavelmente também não comparecerá.

 

Já o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, promete levar uma numerosa caravana de representantes de movimentos sociais. O PT também convocou seus militantes para estarem presente na área externa do Palácio do Planalto, onde deve ser instalado um telão. 

Cota parlamentar: Gasto de deputados federais baianos com manutenção de mandatos chega a R$ 17,5 mi em 2025

  • Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
  • 07 Jan 2026
  • 12:20h

Arte: Mariana Ribeiro / Bahia Notícias

Destinada a cobrir despesas de interesse do mandato dos deputados federais, a cota parlamentar utilizada pelos baianos ultrapassou R$ 17 milhões em 2025. Segundo dados do Portal da Transparência da Câmara, o montante chega a R$ 17.439.842,11.

 

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) cobre despesas como passagens aéreas, aluguel de escritórios, consultorias, divulgação da atividade parlamentar, entre outras. Na Bahia, o valor chega aos R$ 44.804,65 por mês para cada um dos 39 deputados do estado.

 

O consolidado mantém a média de volume de gastos dos parlamentares, já que no primeiro semestre, os benefícios concedidos custaram R$ 9.046.531,22 aos cofres públicos, conforme publicado pela reportagem.

 

Considerando a média bruta com o total gasto pelo número de deputados, o valor chega a R$ 447,1 mil por parlamentar dos mais de R$ 537,6 mil possíveis para utilização.

 

Confira abaixo a lista completa:

  • Bacelar (PV): R$ 538.794,19
  • Joseildo Ramos (PT): R$ 538.342,30
  • Roberta Roma (PL): R$ 525.389,06
  • Daniel Almeida (PCdoB): R$ 524.805,32
  • Paulo Azi (União): R$ 512.217,55
  • Lídice da Mata (PSB): R$ 506.992,42
  • Rogéria Santos (Republicanos): R$ 504.382,04
  • Gabriel Nunes (PSD): R$ 496.834,84
  • Leur Lomanto Júnior (União): R$ 493.601,74
  • Neto Carletto (Avante): R$ 492.550,49
  • Arthura Maia (União): R$ 482.137,16
  • Waldenor Pereira (PT): R$ 481.340,36
  • João Leão (PP): R$ 478.988,27
  • Josias Gomes (PT): R$ 472.818,74
  • Jorge Solla (PT): R$ 469.882,78
  • Valmir Assunção (PT): R$ 466.153,11
  • Raimundo Costa (Podemos): R$ 464.675,79
  • Zé Neto (PT): R$ 461.647,51
  • Leo Prates (PDT): R$ 461.172,67
  • Diego Coronel (PSD): R$ 458.125,85
  • Ricardo Maia (MDB): R$ 457.421,84
  • Alice Portugal (PCdoB): R$ 456.528,33
  • Félix Mendonça Júnior (PDT): R$ 454.073,41
  • Paulo Magalhães (PSD): R$ 453.452,66
  • Otto Alencar Filho (PSD): R$ 453.145,18
  • Capitão Alden (PL): R$ 440.560,85
  • Mário Negromonte Jr. (PP): R$ 438.911,32
  • Márcio Marinho (Republicanos): R$ 438.487,01
  • Antonio Brito (PSD): R$ 435.214,21
  • Charles Fernandes (PSD): R$ 434.935,23
  • Claudio Cajado (PP): R$ 434.371,75
  • Adolfo Viana (PSDB): R$ 425.142,02
  • Ivoneide Caetano (PT): R$ 419.702,58
  • Dal Barreto (União): R$ 389.918,11
  • Alex Santana (Republicanos): R$ 370.963,26
  • João Carlos Bacelar (PL): R$ 355.136,67
  • Elmar Nascimento (União): R$ 341.461,65
  • José Rocha (União): R$ 282.471,50
  • Pastor Sargento Isidório (Avante): R$ 111.847,71
  • Sérgio Brito (PSD): R$ 15.244,63

 

BENEFÍCIOS INCLUÍDOS

  • Passagens aéreas;
  • Telefones dos gabinetes, dos escritórios nos estados e dos imóveis funcionais, e as despesas com o celular funcional do deputado. As contas devem ser de comprovada responsabilidade do parlamentar;
  • Manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, como locação de imóveis, energia elétrica, água e esgoto, acesso à internet, entre outros;
  • Alimentação do deputado;
  • Hospedagem, exceto no Distrito Federal;
  • Despesas com locomoção por fretamento/aluguel de veículos:
  • Combustíveis e lubrificantes (limite inacumulável de R$ 9.392,00 mensais);
  • Serviços de segurança de empresas especializadas (limite inacumulável de R$ 8.700,00 mensais);
  • Divulgação da atividade parlamentar (exceto nos 120 dias anteriores à data das eleições, se o deputado for candidato - Ato da Mesa 40/2012);
  • Participação em cursos, congressos ou eventos, realizados por instituição especializada (limite mensal inacumulável de 25% do valor da menor cota);
  • Complementação de auxílio-moradia, de acordo com o Ato da Mesa 104/88 (limite inacumulável de R$ 4.148,80 mensais).

 

A COTA
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), instituída pelo Ato da Mesa 43/2009, unificou a verba indenizatória (que vigorava desde 2001), a cota de passagens aéreas e a cota postal-telefônica. O saldo mensal não utilizado em um mês acumula-se ao longo do exercício financeiro, vedada a acumulação de um exercício financeiro para o seguinte. 

 

A utilização da Cota Parlamentar pode ser feita por meio de reembolso ou por débito no valor da Cota. O deputado tem até 90 dias para apresentar a documentação comprobatória do gasto.

 

Os valores das notas fiscais apresentadas dentro desse prazo são debitados da cota do mês a que a despesa se refere. Desta maneira, antes de transcorridos os 90 dias, não é correto afirmar o total gasto por um parlamentar, uma vez que ele ainda pode apresentar documentos referentes a despesas de meses anteriores. O valor do reembolso referente ao uso da Cota é depositado na conta do deputado, em média, até três dias úteis depois da solicitação.

 

ADICIONAL
Alguns deputados recebem adicional de R$ 1.353,04 no valor da Cota mensal por exercer cargo de líder ou vice-líder de partido político ou de bloco parlamentar; líder do Governo na Câmara ou no Congresso; líder da Minoria; presidente ou vice-presidente de comissão permanente; e representante de partidos políticos com menos de um centésimo da composição da Casa.

 

A Cota mensal é acrescida de R$ 902,02 para os deputados que exercem cargos de vice-líder da Minoria ou do governo na Câmara ou no Congresso Nacional; e R$ 5.075,62 no caso de suplente de secretário da Mesa Diretora.

 

O adicional não é cumulativo caso o parlamentar exerça mais de um desses cargos. O deputado que se deslocar em missão oficial pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul fará jus a adicional de cota correspondente a 20% do valor da menor cota mensal por viagem realizada.

Argumentos a favor do código de conduta no STF destacam benefícios, eventos e relações privadas

  • Por Folhapress
  • 07 Jan 2026
  • 10:17h

Foto: Bahia Notícias

Transparência sobre a atuação dos ministros, prevenção de conflitos de interesse e proteção institucional são os argumentos mais citados por nomes de diferentes áreas que defendem a adoção de um código de conduta para os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

Juristas, economistas, acadêmicos, empresários e lideranças sociais ouvidos pela reportagem afirmam que a fixação de regras sobre temas como participação em eventos, viagens, recebimento de benefícios, relações com partes interessadas e manifestações públicas não representa censura nem interferência no poder de julgar, mas um instrumento de preservação da credibilidade da corte.
 

A ideia ganhou destaque após a viagem do ministro Dias Toffoli a Lima, no Peru, para assistir à final da Libertadores. Ele foi ao país em um jato particular ao lado de um dos advogados envolvidos no caso do Banco Master, que está sob a supervisão do magistrado.
 

Seminários e fóruns feitos no Brasil e no exterior também são alvo frequente de questionamentos, tanto sobre o financiamento dos eventos quanto pela participação de ministros ao lado de políticos, empresários e outras pessoas diretamente interessadas em processos na corte.
 

O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu publicamente a abertura de um debate sobre diretrizes éticas para a magistratura. A iniciativa enfrenta resistências internas por parte de outros ministros.
 

Um manifesto assinado por mais de 200 pessoas, incluindo empresários, economistas e outros nomes de segmentos diversos da sociedade civil, pede que o STF adote o código.
 

O diagnóstico comum dos dez nomes consultados pela reportagem é que, em um contexto de elevada exposição pública do Supremo e de crescente questionamento de decisões judiciais, a ausência de parâmetros objetivos contribui para crises recorrentes, especulações e desgaste institucional.
 

Um código de conduta, avaliam, ajudaria a reforçar a confiança social na imparcialidade do tribunal e a proteger sua autoridade como guardião da Constituição.
 

Veja, a seguir, os argumentos apresentados.
 

ANA ELISA BECHARA
Diretora eleita da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo)
 

"A proposta de um código de conduta não deve ser tomada como censura ou instrumento de perseguição ou punição de magistrados. Ao contrário, trata-se de um excelente instrumento de proteção individual e, sobretudo, institucional.
 

O Brasil vive um período em que a própria democracia se vê em risco, e uma das formas de ataque é justamente descredibilizar suas instituições, sobretudo o Poder Judiciário.
 

Isso envolve o questionamento crescente de magistrados e de suas decisões, gerando deliberadamente desconfiança social.
 

De outro lado, desde o fim da primeira década deste século, os ministros do STF têm sido super expostos, inclusive por meio da transmissão das sessões de julgamento, transformando-se quase que em personagens no imaginário social. Diz-se que, se antes o cidadão brasileiro sabia de cor os nomes dos jogadores da seleção brasileira de futebol, hoje não só sabem citar os nomes de nossos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, como acreditam conhecer as respectivas posições jurídico-políticas.
 

Isso traz diversas dificuldades, deixando o trabalho dos magistrados exposto a sentimentos e críticas, muitas vezes desprovidos de embasamento técnico.
 

Importante lembrar que uma corte suprema muitas vezes decide de forma impopular ou até contramajoritária e, assim, a credibilidade democrática institucional é fundamental."
 

OSCAR VILHENA
Diretor e professor da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas e colunista da Folha de S. Paulo
 

"O Supremo se beneficiaria imensamente da adoção de um código de conduta. A proeminência alcançada pelo Supremo no sistema político brasileiro, proferindo a última palavra em questões de máxima importância para a vida política e econômica do país, requer um alto padrão de confiança da população na corte.
 

O elevadíssimo número de decisões monocráticas, no caso brasileiro, reforça a necessidade de que os ministros não despertem, pelas suas ações, qualquer desconfiança por parte dos cidadãos. A adoção de um código de conduta contribuiria para evitar situações que prejudiquem a reputação do tribunal e de seus membros.
 

A autoridade de uma corte depende do reconhecimento por parte dos jurisdicionados de que ela age com independência e imparcialidade. Logo, um código de condutas deve vedar todas aquelas condutas que gerem desconfiança sobre a imparcialidade e independência dos tribunais.
 

Deve estabelecer as situações que geram impedimento ou suspeição dos magistrados no julgamento de casos que lhes forem submetidos. Deve regular a conduta dos magistrados fora dos tribunais, desde a forma como podem se manifestar; tipos de atividades que podem e não realizar; regras de transparência sobre remuneração por atividades acadêmicas; participação em conferências etc."
 

MARCO AURÉLIO MELLO
Ex-ministro do STF
 

"Imagina-se que os integrantes guardem a ética e tenham postura exemplar, da forma como encontrei o Supremo em 1990, quando tomei posse. Mais importante que o formal, o que fica documentado no papel, é a realidade.
 

Hoje, as críticas são grandes. Que o código de conduta ressoe como um alerta, observando-se que o exemplo vem de cima. Há muito sendo veiculado pela grande imprensa, e os cidadãos estão perplexos.
 

O código sinalizará a postura a ser adotada internamente e externamente. Mas tudo passa pela compenetração, pela percepção da envergadura da cadeira ocupada. Os integrantes do Supremo estão de passagem, mas a instituição, última trincheira da cidadania, é perene."
 

VALÉRIA MORATO
Sindicalista, presidente do Sinpro-MG (Sindicato dos Professores de Minas Gerais) e vice-presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
 

"É natural que todas as grandes instituições, inclusive as do Judiciário, tenham, sim, código de ética e conduta. Mas, para fortalecer a instituição, as regras devem ser pautadas pelo bom senso, não pelo casuísmo."
 

ANA FONTES
Fundadora da RME (Rede Mulher Empreendedora), vice-presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República e colunista da Folha de S. Paulo
 

"Acredito que um código de conduta deva existir para qualquer organização -seja empresa privada, entidade ou poder público, em qualquer instância.
 

Todo código de conduta estabelece regras e possibilidades. Evidentemente, eles jamais cobrem 100% das situações, mas contribuem para tornar os limites mais claros.
 

O objetivo do código de conduta é permitir que o próprio STF e seus membros saibam quais são os limites éticos.
 

Não poderiam faltar, por exemplo, regras sobre benesses, viagens, participação em eventos, além de canais claros de denúncia e a definição de seu devido processo."
 

MARIA TEREZA SADEK
Cientista política e professora sênior da USP
 

"Obedecer a regras é mais fácil do que cada um julgar, por si próprio, o que pode e o que não pode fazer. Então, acho que o código de conduta aprimora e fortalece a instituição.
 

Uma autoridade que está julgando um caso não pode ter uma relação com alguém que está sendo julgado. Participar de eventos, tais como jantares, situações em que vários ministros viajam às custas de quem está sendo julgado, eu acho que não é próprio. Isso não pode na Alemanha, isso não pode na França, isso não pode nos Estados Unidos.
 

Quando alguém opta pela carreira da magistratura, perde grande parte da sua liberdade. Isso é inevitável. Todas as carreiras têm isso."
 

ARMÍNIO FRAGA
Economista e ex-presidente do Banco Central
 

"É necessário um código de conduta para lidar com conflitos de interesse, com partes relacionadas e com a interação de ministros com partes interessadas."
 

AILTON KRENAK
Escritor, integrante da ABL (Academia Brasileira de Letras) e líder indígena
 

"É mais do que urgente".
 

O agravamento das crises entre os Poderes da República só borra ainda mais os limites éticos da ação individual do magistrado. O acesso a decisões justas no colegiado torna-se privilégio para poucos, ofendendo a missão constitucional do STF.
 

O debate em torno do marco temporal demonstra essa falha ética. Só quem pode e tem a senha consegue fazer com que decisões polêmicas, ainda que dentro do estabelecido, sigam o rito até o fim. Mesmo diante de uma ofensa clara à Constituição Federal, ministros ainda admitiam recursos e manobras."
 

ROSANA RUFINO
Presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP e diretora do IANB (Instituto da Advocacia Negra Brasileira)
 

"O caso envolvendo o Banco Master funciona como um alerta institucional, independente de juízos de valor individuais. Episódios nessa natureza tornam clara a necessidade de regras que sejam previamente conhecidas pela sociedade.
 

Quando não há um código objetivo, abre-se espaço para interpretações que são divergentes, especulações públicas e críticas que acabam atingindo não apenas o ministro que está envolvido na polêmica, mas o próprio STF como instituição. Então, o código de conduta também serve para proteger e fortalecer a imagem da instituição.
 

Um código de conduta precisa acompanhar a evolução da sociedade e os novos desafios institucionais que surgem. Por exemplo, o uso das redes sociais impacta diretamente a percepção pública sobre a imparcialidade judicial.
 

É indispensável definir limites, cuidados e responsabilidades no uso dessas plataformas, preservando a sobriedade institucional e a confiança nas decisões que são tomadas na corte. É preciso pensar também no uso da da inteligência artificial no Judiciário, que já é uma realidade.
 

O código deve estabelecer diretrizes éticas sobre o seu uso, seja em apoio à atividade jurisdicional, seja na comunicação institucional, garantindo responsabilidade, segurança e respeito aos direitos fundamentais.
 

Além disso, [deve prever] critérios objetivos sobre a participação de ministros em eventos financiados por empresas privadas, relações institucionais com grandes grupos econômicos ou partes com interesse em processos sob julgamento, limite para recebimento de presentes, hospitalidade ou benefícios indiretos."
 

MARCOS MENDES
Pesquisador associado do Insper e colunista da Folha de S. Paulo**
 

"As práticas correntes e as suspeitas levantadas sobre ministros do STF, que vão desde decisões monocráticas para inocentar criminosos confessos até crime de advocacia administrativa, parecem requerer muito mais que um código de ética. A legislação penal e de impeachment, já existentes, deveriam ser usadas para lidar com os graves casos e indícios. Porém, o próprio STF tratou de se proteger reescrevendo, sozinho, a legislação de impeachment e chamando para si a função de última instância em matéria penal.
 

Estamos diante de um caso em que um Poder se agigantou e saiu de controle. Um simples código de ética certamente não resolverá a situação. Mas a sua adoção pode ser um sinal de que a sociedade não está mais aceitando a permissividade atual.
 

Certamente o caso do Banco Master é emblemático [...], mas também chama atenção o caso do inquérito das fake news, aberto para, mediante censura, bloquear investigações da Receita Federal sobre rendimentos de parentes de juízes."