- Por Alex Sabino | Folhapress
- 26 Nov 2025
- 16:27h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Objeto central no debate político brasileiro desde a prisão de Jair Bolsonaro, a tornozeleira eletrônica é um artigo restrito. Cinco empresas disputam o setor no país com dispositivos que não são vendidos por seus fabricantes, são apenas alugados.
A quantidade de tornozeleiras eletrônicas cresceu 20 vezes no Brasil entre 2016 e 2024, estimam empresas do setor. No ano passado, estavam em uso cerca de 122 mil unidades. O crescimento, segundo participantes da indústria, deve continuar.
"Nos próximos cinco anos, este número vai dobrar", diz Sávio Bloomfield, presidente da Spacecom, fabricante nacional e líder no mercado. O motivo é a tendência da Justiça de adotar regimes menos severos do que a prisão.
A Spacecom, com sede em Curitiba, domina 80% do mercado no Brasil, mas o equipamento usado por Bolsonaro era da UE Brasil Tecnologia. É a companhia que tem contrato com o governo do Distrito Federal.
Procurada pela reportagem, a UE Brasil não quis se manifestar sobre o tema ou passar informações. A alegação é que se trata de área sigilosa por lidar com assuntos de segurança pública.
As principais concorrentes são as fabricantes brasileiras Geocontrol, a Synergye e a britânica Buddi, que disputam contratos com governos estaduais e secretarias de segurança pública para fornecimento do equipamento, que são os clientes deste setor.
As tornozeleiras, dependendo do tipo de tecnologia que empregam, são alugadas por cerca de R$ 250 mensais por preso, o que pode representar uma economia para os cofres públicos.
Dados da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) mostram que o custo médio de cada preso no sistema carcerário varia entre R$ 1.100 e R$ 4.300, de acordo com o estado. Se considerada a média de R$ 2.331, cada detento custa ao poder público, por ano, R$ 28 mil.
Este total significa que o detento em regime fechado é R$ 25 mil mais caro que o aluguel anual da tornozeleira (R$ 3.000).
MONITORAMENTO
Em geral, as fabricantes de tornozeleiras oferecem mais do que as tornozeleiras em si ao poder público.
"É um acordo de prestação de serviço. Não se trata de apenas fazer a locação. Depende do que deseja cada estado no processo de licitação. É definida a quantidade de tornozeleiras, o valor, se teremos de colocar uma central de monitoramento ou isso ficará a cargo do estado, a quantidade de técnicos de campo. Tudo varia", afirma
Algumas tornozeleiras enviam sinais de localização uma central, por exemplo. As mais modernas enviam os dados uma vez a cada minuto.
O sistema é composto por transmissor GPS, modem de comunicação e uma central que funciona 24 horas por dia. Caso alguma anormalidade aconteça, o aparelho manda um aviso e o centro de monitoramento inicia os protocolos de emergência. Isso inclui acionar a polícia e o magistrado encarregado do caso.
A carcaça é feita de um plástico resistente, como poliuretano. A pulseira é de fibra sintética ou uma borracha resistente. Deve ser durável e à prova d'água. Na parte interna, tem sensores, dispositivo GPS e bateria. A trava de segurança pode ser de aço ou plástico reforçado, com sensores para alertar em caso de rompimento.
Todos os estados brasileiros têm contratos com empresas privadas para fornecimento de tornozeleiras eletrônicas.
Algumas empresas importam a parte eletrônica, que pode vir dos Estados Unidos, do Reino Unido ou da China. A Spacecom afirma trabalhar com tecnologia 100% nacional. O valor de fabricação de cada unidade depende da tecnologia, mas pode variar de R$ 2.000 a R$ 4.500.
"O futuro é a miniaturização ainda mais significativa do equipamento, com maior autonomia de bateria. As de hoje duram 48 horas", completa Bloomfield.
Os próximos modelos devem também aperfeiçoar sistemas antifraudes. Hoje, eles detectam se houve corte na fita de proteção, percebem calor excessivo (como no caso da solda usada por Bolsonaro), umidade, movimentos bruscos, impacto e se houve tentativa de cobri-lo com algum material para interromper o sinal.
Não carregar a bateria também é considerado uma infração do benefício concedido pela Justiça.
Os acordos para fornecimentos de tornozeleiras representaram, no ano passado, cerca de R$ 30,5 milhões de faturamento para as empresas. Mas a receita total é maior, já que serviços, como o monitoramento, a manutenção e o uso de pessoal para cuidar dos equipamentos, não estão incluídos neste montante.
Dentro do mercado de sistemas de monitoramento eletrônico no Brasil, as tornozeleiras são 0,21% do total. Com a inclusão de câmeras, monitores e demais sistemas biométricos, o mercado movimentou cerca de R$ 14 bilhões em 2024, segundo representantes do setor.
As tornozeleiras ganharam notoriedade durante a Operação Lava Jato. A doleira Nelma Kodama, primeira mulher presa no contexto do escândalo, conhecida como "dama do mercado", acumulou seguidores nas redes sociais ao postar fotos usando acessórios de luxo que combinavam com a tornozeleira.
Na época, fabricantes do setor receberam sondagens de grandes empresas envolvidas no escândalo interessadas em comprar tornozeleiras eletrônicas, que seriam doadas à Polícia Federal, de acordo com participantes do mercado. A vantagem seria que os equipamentos estariam disponíveis caso seus executivos fossem condenados por corrupção, o que poderia evitar a prisão deles.
"O mercado de tornozeleiras é um dos que mais vai se beneficiar da política de diminuir a população carcerária no país", constata Sávio Bloomfield.
- Bahia Notícias
- 26 Nov 2025
- 14:25h
Foto: Agência Brasil
A prisão dos quatro oficiais-generais condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado no Brasil abriu caminho para uma nova etapa no processo. A partir de agora, a Justiça Militar pode analisar se eles serão considerados indignos ou incompatíveis com o oficialato, o que pode resultar na perda do posto e da patente.
Entre os alvos estão os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Caso sejam declarados indignos, eles deixam de manter o vínculo formal com as Forças Armadas, mas o salário não é completamente suprimido: o pagamento é transferido às famílias. Com adicionais, a remuneração média mensal gira em torno de R$ 25 mil.
A Declaração de Indignidade para o Oficialato é aplicada quando um oficial recebe pena privativa de liberdade superior a dois anos. Nessa situação, o militar passa por uma representação proposta pelo Ministério Público Militar (MPM), que é julgada pelo Superior Tribunal Militar (STM).
Os procedimentos são regulamentados pelo artigo 142, § 3º, inciso VI, da Constituição Federal, e pelo artigo 112 do Regimento Interno do STM, que disciplinam a perda de posto e patente em casos envolvendo crimes considerados incompatíveis com a dignidade da função militar.
As informações são do Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 26 Nov 2025
- 12:23h
Foto: Reprodução/Instagram/@neymarjr
Segundo informação do portal ge, o atacante Neymar não deve mais jogar em 2025. O camisa 10 realizará tratamento devido a uma lesão no menisco do joelho esquerdo e, diante do cenário médico, a tendência é que não volte mais a atuar em 2025.
A preocupação aumentou após os exames feitos na última terça-feira (26), em São Paulo. Eles confirmaram que o incômodo que o jogador vinha sentindo desde o empate com o Mirassol, em 19 de novembro, se tratava de algo mais sério. O desconforto já havia tirado o atacabte do jogo contra o Internacional, na última segunda (24), em Porto Alegre.
O problema aparece justamente quando Neymar acumulava uma sequência de três partidas, algo incomum na temporada: vitória sobre o Palmeiras, derrota para o Flamengo e empate com o Mirassol. Logo depois dessa série, o incômodo no joelho se agravou.
Enquanto isso, o Santos segue sua batalha contra o rebaixamento. Restam três compromissos para o fim do Brasileirão: Sport na Vila Belmiro em 28 de novembro, Juventude fora em 3 de dezembro e Cruzeiro em casa em 7 de dezembro.
LESÕES EM 2025
A lesão no joelho é apenas mais um capítulo de um ano marcado por dificuldades físicas para o atacante. Em março, dores no músculo posterior da coxa esquerda causaram um edema e o tiraram da semifinal do Paulistão.
Em abril, ele deixou o campo chorando contra o Atlético Mineiro e descobriu uma lesão no músculo semimembranoso da mesma coxa. Em setembro, sofreu uma lesão de grau 2 no reto femoral da perna direita. Agora, em novembro, surge o problema no menisco do joelho esquerdo.
- Bahia Notícias
- 26 Nov 2025
- 10:21h
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros cinco réus condenados no inquérito sobre a trama golpista passarão por audiência de custódia nesta quarta-feira (26). Os procedimentos, realizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por videoconferência, ocorrem ao longo da tarde. Os seis condenados foram presos na terça-feira (25).
Paralelamente, a Primeira Turma do STF deve concluir, até as 19h desta quarta, a análise da decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o início do cumprimento das penas pelo grupo, considerado o "núcleo crucial" dos atos golpistas. O julgamento virtual começou na terça-feira, às 19h.
Na decisão em análise, o relator, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou recursos das defesas e decretou o encerramento do processo. Em seu voto, o relator manteve as determinações, que incluem comunicar a decisão ao Tribunal Superior Eleitoral para a aplicação da inelegibilidade do grupo. A medida também deve ser comunicada ao Ministério Público Militar e ao Superior Tribunal Militar para o procedimento de perda de posto e patente dos militares envolvidos, e à Procuradoria-Geral da República para o cumprimento da pena de multa.
AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA
Os condenados presos vão passar por audiências de custódia, nos locais onde estão detidos. O cronograma é o seguinte:
Almir Garnier (Brasília)
- Horário: 13h
- Local: Estação Rádio da Marinha em Brasília
-
Anderson Torres (Brasília)
- Horário: 13h30
- Local: 19º Batalhão de Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda
Augusto Heleno (Brasília)
- Horário: 14h
- Local: Comando Militar do Planalto
Jair Bolsonaro (Brasília)
- Horário: 14h30
- Local: Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal
Paulo Sérgio Nogueira (Brasília)
- Horário: 15h
- Local: Comando Militar do Planalto
Braga Netto (RJ)
- Horário: 15h30
- Local: 1ª Divisão do Exército, Vila Militar, Rio de Janeiro
As informações são do G1.
- Bahia Notícias
- 26 Nov 2025
- 08:16h
Foto: Reprodução / Rede Globo
Um incêndio de grandes proporções atingiu diversos arranha-céus de um complexo residencial em Hong Kong nesta quarta-feira (26), resultando na morte de quatro pessoas e deixando ao menos três feridos, segundo confirmaram as autoridades locais. Até a última atualização desta reportagem, os bombeiros ainda não haviam conseguido conter as chamas, que soltavam uma densa e volumosa coluna de fumaça, e o trabalho de combate ao fogo avançava pela noite no território autônomo chinês.
O Corpo de Bombeiros informou que várias pessoas seguiam presas dentro dos prédios em chamas, embora não tenha sido possível precisar o número exato de indivíduos em perigo. Dezenas de caminhões de bombeiros e ambulâncias foram despachados para o local, o complexo Wang Fuk Court, situado no distrito de Tai Po, ao norte da capital. Entre as vítimas fatais, está um bombeiro, e outros profissionais também ficaram feridos durante o intenso combate às chamas. Entre os feridos, duas pessoas sofreram queimaduras graves e estão em estado crítico, e uma terceira foi atendida em quadro estável.
O complexo atingido é um condomínio de grande porte, composto por oito torres de 31 andares que abrigam cerca de 2 mil apartamentos, totalizando aproximadamente 4,6 mil moradores, conforme dados de um censo de 2021. O Departamento de Bombeiros disse ter recebido o chamado às 3h51 no horário de Brasília (14h41 no horário local) e, horas após o início do combate, elevou o alerta de incêndio para o nível 5, o mais alto da escala.
A intensidade do fogo foi agravada por um detalhe da infraestrutura de parte da construção: alguns dos prédios em chamas estavam envoltos em uma estrutura de andaimes compostos por bambu, um material que, apesar de incomum em grandes cidades, ainda é amplamente utilizado na construção civil em Hong Kong.
Em decorrência da emergência, o Departamento de Transportes de Hong Kong informou que uma seção inteira da rodovia Tai Po precisou ser fechada e várias linhas de ônibus tiveram seus trajetos desviados. A polícia também evacuou dois quarteirões vizinhos ao condomínio de prédios como medida de segurança. A causa do incêndio ainda não foi divulgada pelas autoridades locais.
- Bahia Notícias
- 25 Nov 2025
- 10:29h
Foto: Reprodução / Juri News
A juíza Adriana de Jesus Pita Colella, recém-promovida no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), concluiu a graduação em Medicina após seis anos de curso na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes). A magistrada conciliou a carreira jurídica, com remuneração bruta que superou R$ 76 mil em 2025 e líquida de R$ 56 mil, com os estudos em período integral. A situação gerou questionamentos e a abertura de uma investigação pela Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho, a pedido do ministro José Roberto Freire Pimenta.
A compatibilidade de horários entre as funções de juíza titular da 2ª Vara do Trabalho de Santos e o curso de Medicina, que exigiu o internato nos últimos dois anos, é o centro da controvérsia. As atividades do internato na Unimes ocorriam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, podendo se estender até 18h. Este horário é incompatível com o expediente forense estabelecido por portaria do TRT-2, que vai das 11h30 às 18h. Em março de 2025, por exemplo, a juíza declarou ter trabalhado presencialmente, mas deveria estar cumprindo estágio no ambulatório da Santa Casa de Santos, onde obteve aprovação com alta frequência.
Em sua defesa, o TRT-2 afirmou que “não existe qualquer impedimento legal para a realização de atividades discentes em curso universitário” por magistrados e que a produtividade da juíza foi acompanhada. O tribunal acrescentou que “A Lei Orgânica da Magistratura (Loman) não fixa horário de trabalho aos magistrados brasileiros, que são obrigados a realizarem trabalho em todos os dias de expediente forense e, de acordo com decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), presencialmente, no mínimo, três dias da semana”.
A investigação foi instaurada após o desembargador Valdir Florindo, presidente do TRT-2, ter rejeitado monocraticamente pedidos de colegas para adiar o julgamento da promoção da juíza e apurar sua situação funcional. Diante do caso, a Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho notificou a Corregedoria Regional do Trabalho da 2ª Região para que preste informações sobre as “providências adotadas para apuração dos referidos fatos”.
As informações são do Portal Juri News.
- Bahia Notícias
- 25 Nov 2025
- 08:48h
Foto: YouTube
O samba não foi a única coisa que Wagner Moura fez ao participar do The Kelly Clarkson Show, exibido na última segunda-feira (24), na NBC. O brasileiro bateu um papo com a apresentadora e cantora, e falou sobre o motivo que o afastou do cinema brasileiro por mais de 10 anos.
Segundo o baiano, a política no país nos últimos anos fez com que a cena do cinema acabasse dando uma esfriada, já que Jair Bolsonaro, presidente em questão citado por ele, não era um entusiasta da arte.
"Faz um tempo que eu não falo português em um filme. Uns 12 anos. Foi uma loucura. E foi tão libertador. Teve a pandemia, depois eu estava dirigindo um filme e depois fiz 'Narcos'. E aí teve um momento no Brasil... tínhamos um presidente de extrema-direita que não gostava de cultura nem de cinema", disse.
Na parte lúdica, além de divulgar o longa 'O Agente Secreto' em solo norte-americano, aposta do Brasil para o Oscar de 2026, o baiano mostrou o molho para Kelly e foi elogiado pelo sex appeal ao ensinar samba para a cantora. "Eu não vou parecer tão sexy quanto você", brincou a artista.
O papo com a artista, que é uma das grandes revelações do 'American Idol', o Ídolos dos Estados Unidos, ainda foi para a música, com o ator lembrado da banda 'Sua Mãe'.
"Eu toco nessa banda há 34 anos. Criamos quanto tínhamos 15 anos, certo? E o nome da banda é Sua Mãe. A gente era fascinado pelo rock britânico dos anos 90... Mas a gente misturou isso com música brasileira super popular, que algumas pessoas geralmente descartam como música ruim", contou.
Vale lembrar que esta não é a primeira participação do brasileiro no programa. Em 2024, Wagner foi convidado para a atração para divulgar 'Guerra Civil', produção na qual contracenou com Kirsten Dunst.
- Bahia Notícias
- 24 Nov 2025
- 16:14h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A consolidação do comércio on-line e das instituições financeiras digitais intensificou um dos crimes mais tradicionais da humanidade: golpes com documentos de terceiros. De 2022 a 2025, as tentativas de fraude documental no Brasil mais do que dobraram, saltando de cerca de 19 mil para mais de 51 mil no acumulado de 2025.
Segundo a Agência Brasil, a conclusão consta de levantamento da Caf, empresa especializada em verificação inteligente de documentos. Os dados mostram uma escalada contínua do problema.
• 2022: mais de 19 mil tentativas;
• 2023: mais de 66 mil;
• 2024: mais de 37 mil;
• 2025: mais de 51 mil (no acumulado do ano).
CNH: documento preferido
Segundo a empresa, a carteira de identidade permanece como o documento mais visado. Em 2025, 84% das tentativas de fraude envolveram o Registro Geral (RG), que continua sendo amplamente utilizado e tem grande variedade de versões em circulação. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) também registrou aumento na participação das fraudes, passando de 8% dos casos em 2022 para 14% em 2025.
Para o diretor de tecnologia da Caf, José Oliveira, a multiplicidade de modelos de RG ainda presentes no país amplia o risco de manipulação, num cenário em que a Carteira de Identidade Nacional (CIN) está sendo adotada de forma escalonada. Ele afirma que soluções tecnológicas vêm se tornando essenciais para detecção de irregularidades.
“O Brasil convive com inúmeras versões de RG em circulação, o que amplia a superfície de fraude. Isso torna inviável depender apenas de inspeção visual ou de processos manuais”, enfatiza.
Oliveira explica que sistemas baseados em inteligência artificial conseguem identificar sinais de adulteração digital com maior precisão, mas destaca que a combinação entre tecnologia e análise humana ainda oferece o índice mais elevado de eficácia, chegando a 98% de acerto na detecção de fraudes.
Análises
O levantamento utilizou uma tecnologia denominada Documentoscopia, que combina verificação automatizada, captura assistida, extração de dados por OCR (reconhecimento óptico de caracteres) e análise especializada. Apenas em 2025, mais de 11 milhões de documentos foram analisados pela plataforma da empresa.
Fundada em 2019, a Caf atua no desenvolvimento de tecnologias antifraude com soluções de verificação biométrica, reconhecimento documental e validação de identidade usadas principalmente em sites e aplicativos.
- Por Folhapress
- 24 Nov 2025
- 14:12h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O cantor de funk Vinicius Ricardo dos Santos Moura, 24, conhecido como MC Brinquedo, foi detido na madrugada deste domingo (23) após fugir de uma abordagem da GCM (Guarda Civil Metropolitana) na zona sul de São Paulo.
Foi feito um Termo Circunstanciado --nome dado ao registro de ocorrências com menor potencial ofensivo-- por desobediência, e na sequência o artista foi liberado.
Em nota, a advogada Dayane Rocha, que acompanhou o cantor na delegacia, confirmou o ocorrido. "No distrito policial, ele prestou todos os esclarecimentos necessários." A defesa disse ainda que "o caso se encontra em fase inicial de apuração, motivo pelo qual não é possível fazer qualquer conclusão antecipada ou atribuição de responsabilidade".
De acordo com informações do termo de ocorrência, os guardas-civis passavam pela avenida Guido Caloi, no Jardim São Luis, por volta de 1h50, quando suspeitaram de dois homens em duas motocicletas. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, a dupla não obedeceu a ordem de parada e fugiu.
Mais adiante, MC Brinquedo perdeu o controle da direção da Honda GC 160 Titan ano 2025 e caiu. O outro homem conseguiu escapar.
Durante a abordagem constatou-se que MC Brinquedo não possui habilitação para condução de motocicleta, afirma a gestão municipal.
O cantor teve escoriações após a queda e foi levado para a UPA Santo Amaro. Após ter alta, foi encaminhado para o 11° DP (Santo Amaro).
MC Brinquedo possui 6,7 milhões de seguidores no Instagram. Ele, que desde criança tinge os cabelos nas cores rosa e azul, criou uma produtora musical própria.
- Bahia Notícias
- 24 Nov 2025
- 12:09h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisarão, nesta segunda-feira (24), a validade da prisão preventiva decretada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A sessão extraordinária, conduzida em plenário virtual, terá início às 8h e segue até as 20h, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
A prisão foi determinada no sábado (22), a pedido da Polícia Federal (PF) e com respaldo da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os autos citam a “vigília” convocada pelo senador Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio do pai como um fator que poderia “criar condições favoráveis para uma tentativa de fuga”.
Outro ponto destacado na decisão foi a violação da tornozeleira eletrônica. De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, um vídeo anexado aos autos mostra Bolsonaro confessando o uso de um “ferro de solda para queimar o dispositivo”. O equipamento foi substituído horas antes da operação da PF e encaminhado para perícia.
Atualmente, o ex-presidente permanece detido em uma sala de 12 metros quadrados na Superintendência da PF, equipada com ar-condicionado, frigobar, cama de solteiro, televisão e banheiro próprio. Ele recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e a defesa solicitou autorização para visitas dos filhos e a concessão de prisão domiciliar humanitária, pedido que não será analisado nesta sessão, restrita à discussão sobre a manutenção da preventiva.
A prisão preventiva em questão é distinta da condenação de 27 anos aplicada a Bolsonaro no processo da trama golpista. O julgamento no plenário virtual seguirá com o voto do relator, que defenderá ou não a continuidade da medida.
As informações são da Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 24 Nov 2025
- 10:07h
Foto: TV Globo
As cinzas de Preta Gil, que morreu em julho deste ano em decorrência de complicações do câncer no intestino, se transformaram em uma pedra preciosa para alguns amigos.
O desejo de Preta foi realizado quatro meses depois do falecimento da artista. Ao Fantástico, Gominho, um dos amigos da artista, afirmou que ela amou a ideia de ser transformada em um diamante.
"Quando ela viu a oportunidade de que poderia virar diamante, ela achou magnifico", disse.
De acordo com o programa, as cinzas de Preta passou por um laboratório em São Paulo e finalizado na Índia.
Ao todo, 12 peças foram criadas para os amigos, entre eles, Duh Marinho, Gominho, Carolina Dieckmmann Jude Paulla.
A outra parte das cinzas foi levada para um laboratório de Curitiba, no Paraná, que ficou responsável por fazer os colares de diamantes para família. Entre as pessoas que receberam o presente estão Sol de Maria, única neta da cantora, e Sandra Gadêlha, mãe da artista.
"Ela era um diamante bruto. Nunca foi lapidado. Quando ela queria, ela se lapidava. Foi o que mais aprendi com ela: não deixar se lapidar. [...] É igual diamante. Não quebra. A Preta é isso... Ninguém destrói, ninguém quebra. E ela era essa pessoa."
- Bahia Notícias
- 24 Nov 2025
- 08:04h
Foto: Agência Brasil
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma sessão extra nesta segunda-feira (24) para analisar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O colegiado atua no plenário virtual, onde os ministros votam sem debates presenciais no período das 8h às 20h.
Alexandre de Moraes, relator do processo, reafirmou o pedido de prisão e defendeu que os demais ministros da turma validem a medida. Em seu posicionamento, o ministro afirmou: "Não há dúvidas sobre a necessidade da conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, em virtude da necessidade da garantia da ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal e do desrespeito às medidas cautelares anteriormente aplicadas". E acrescentou: "Jair Messias Bolsonaro é reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas."
A prisão de Bolsonaro foi executada pela Polícia Federal na manhã de sábado (22), e ele foi conduzido à sede regional da corporação em Brasília. Na decisão que ordenou a prisão, Moraes citou a violação do uso da tornozeleira eletrônica no início da madrugada, o risco de fuga do ex-presidente para a embaixada dos Estados Unidos e uma vigília convocada em frente ao seu condomínio pelo senador Flávio Bolsonaro, seu filho.
Integram a Primeira Turma, além do ministro Alexandre de Moraes, os ministros Flávio Dino, que a preside, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux migrou recentemente deste colegiado. O resultado da sessão virtual será conhecido após o encerramento dos votos.
As informações são da Folha de S. Paulo.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 22 Nov 2025
- 14:40h
Foto: Cadu Gomes/VPR
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21), o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, confirmou que após o anúncio do governo dos Estados Unidos de retirada da sobretaxa sobre mais de 200 produtos brasileiros, apenas 22% das exportações brasileiras permanecem com a aplicação do tarifaço.
A Casa Branca anunciou nesta quinta (20) a decisão do presidente Donald Trump de retirar a tarifa de 40% sobre 238 produtos brasileiros. A decisão é válida para os produtos que entrarem nos EUA a partir de 13 de novembro.
Geraldo Alckmin disse na entrevista que a decisão anunciada pelo governo norte-americano representa o maior avanço até agora nas negociações bilaterais. Ele destacou que, no início da imposição das tarifas, 36% das vendas brasileiras ao mercado dos Estados Unidos estavam submetidas a alíquotas adicionais.
“Gradualmente, tivemos decisões que ampliaram as isenções. Com a retirada dos 238 produtos, reduzimos para 22% a fatia da exportação sujeita ao tarifaço”, disse o presidente em exercício.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que, tomando como base os US$ 40,4 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2024: US$ 8,9 bilhões seguem sujeitos à tarifa adicional de 40% (ou 10% mais 40%, dependendo do produto); US$ 6,2 bilhões continuam enfrentando a tarifa extra de 10%; US$ 14,3 bilhões estão livres de sobretaxas; US$ 10,9 bilhões permanecem sob as tarifas horizontais da Seção 232, aplicadas a setores como siderurgia e alumínio.
Alckmin disse ainda que a decisão do governo dos Estados Unidos foi influenciada pelo diálogo recente entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na Malásia, em outubro. O governo brasileiro enviou aos EUA, em 4 de novembro, uma proposta de acordo comercial.
Outro ponto confirmado por Alckmin na entrevista foi o de que o presidente Lula apresentou a Trump, além do pedido de redução tarifária, questionamentos sobre a aplicação da Lei Magnitsky, que resultou em sanções contra autoridades brasileiras. O principal implicado na Lei Magnitsky foi o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo o presidente em exercício, ainda não há uma nova reunião prevista entre os presidentes, embora Lula tenha convidado o mandatário norte-americano para visitar o Brasil. Alckmin afirmou que seguirá empenhado em buscar novas exceções. “Continuamos otimistas. O trabalho não terminou, mas avança com menos barreiras”, declarou.
Um dos setores que seguem com as tarifas de 40% aplicadas pelos Estados Unidos, e que não foi contemplado com a redução desta quinta, são os produtos de madeiras e móveis. E o estado mais afetado neste tipo de produção desde que o tarifaço entrou em vigor, no início de agosto, é Santa Catarina.
Após a divulgação da decisão do presidente Donald Trump, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) disse que a medida representou um avanço para o país, mas não trouxe alívio aos exportadores catarinenses.
"Vemos a medida com otimismo, pois sinaliza que os canais de negociação estão sendo efetivos, mas a lista é composta basicamente por itens primários, enquanto Santa Catarina exporta aos Estados Unidos predominantemente produtos industrializados", disse o presidente da entidade, Gilberto Seleme.
"Não foram contemplados itens que fazem parte da chamada investigação 232, por meio da qual produtos brasileiros como madeira e móveis são sobretaxados. Por isso, seguimos atentos aos resultados deste processo e na expectativa de que as negociações entre os dois países possam avançar também nestas áreas", afirma Seleme.
Os produtos de madeira e móveis representam 37,3% das exportações catarinenses para os Estados Unidos. As vendas aos Estados Unidos, principal destino das exportações do estado, recuaram 9,3% neste ano.
Estudo da FIESC estima a perda de 19 mil empregos em um ano e de 45 mil vagas em até três anos no estado, caso as tarifas sejam mantidas. Os setores mais afetados são madeira, peças automotivas, equipamentos elétricos e móveis.
Após o início do tarifaço, foi registrado pela indústria catarinense, nos meses de agosto e setembro, o fechamento de 1,7 mil postos de trabalho no setor de madeira, 562 no de móveis, 446 em máquinas e equipamentos e 313 na indústria metalúrgica.
- Por Folhapress
- 22 Nov 2025
- 12:30h
Foto: Felipe Sampaio/ STF
A Polícia Federal recebeu o pedido de prisão contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e avalia pedir a inclusão de na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Com isso, ele seria considerado foragido internacional e poderia ser preso em outros países.
O parlamentar foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo da trama golpista. De acordo com monitoramento feito pela PF, ele deixou o país e está nos Estados Unidos. Sua prisão foi determinada pelo ministro da corte Alexandre de Moraes.
Durante a investigação da tentativa de golpe, Moraes já havia proibido Ramagem de deixar o Brasil e determinado que ele entregasse todos os seus passaportes, tanto nacionais como estrangeiros.
O Supremo também determinou a perda do mandato de deputado federal –o que, em tese, precisaria passar por uma análise Câmara dos Deputados, após o fim da possibilidade de recursos no julgamento.
Procurado após a ordem de prisão, o advogado de Ramagem, Paulo Cintra, disse que só recebeu a informação de que o cliente decidiu se ausentar do país nesta semana e que, por isso, não fará comentários por enquanto.
Na semana passada, ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados do chamado núcleo central da trama golpista tiveram recursos negados por Moraes, o que aproximou o início da execução da pena —especialistas citam a possibilidade de que isso ocorra a partir da semana que vem.
Diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante o governo Bolsonaro, Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) acusou o deputado de cometer cinco crimes, mas a Câmara dos Deputados, em embate com o Supremo, decidiu suspender parte da ação penal contra ele —a que tratava dos ilícitos que teriam sido cometidos após a diplomação dele como parlamentar, no caso, os diretamente ligados ao 8 de Janeiro.
Com isso, Ramagem foi julgado por tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa armada.
Ele também foi acusado de ser um dos responsáveis por preparar o discurso de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas, no que seria a etapa inicial de um plano para manter o ex-presidente no comando do Palácio do Planalto mesmo em caso de uma eventual derrota nas eleições. Sua defesa negou todas as acusações, mas não obteve sucesso no STF.
- Por Marianna Holanda | Folhapress
- 22 Nov 2025
- 10:21h
Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal não usasse algemas nem expusesse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à mídia ao cumprir o mandado de prisão contra ele neste sábado (22).
Moraes também deixou a critério dos policiais encarregados do cumprimento do mandado o uso de armas e uniformes da corporação, orientando ainda os agentes a respeitarem a dignidade do ex-presidente.
"A autoridade policial responsável deverá cumprir o mandado no dia 22/11/2025, no período da manhã, observando que a medida deverá ser cumprida com todo o respeito à dignidade do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro, sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática, ficando a seu critério a utilização ou não de uniformes e respectivos armamentos necessários à execução da ordem", diz trecho do mandado de prisão.
O ex-presidente estava em regime domiciliar desde 4 de agosto e foi levado pela PF após a decretação da prisão preventiva, sob a justificativa de garantia da ordem pública. Uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho dele, para a noite deste sábado motivou a decisão.
A PF chegou à casa de Bolsonaro por volta das 6h, em comboio com ao menos cinco carros. O ex-presidente foi levado cerca de 20 minutos depois para a Superintendência da PF, onde ficará preso.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.