- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 13 Jan 2026
- 10:37h
Foto: Divulgação/Banco Master
Assim que forem iniciados os trabalhos legislativos de 2026, no dia 2 de fevereiro, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), serão pressionados a instalar comissões de inquérito para investigar os problemas envolvendo o Banco Master. Diversos parlamentares estão colhendo assinaturas e prometem apresentar requerimentos para CPIs na Câmara, no Senado ou mesmo a uma CPMI, que inclui deputados e senadores.
A criação de uma CPMI mista do Master, por exemplo, é o objetivo do deputado Carlos Jordy (PL-RJ). O parlamentar já conseguiu 243 assinaturas em seu requerimento, com apoio de 206 deputados e 37 senadores.
A justificativa apresentada pelo deputado Carlos Jordy tem como pano de fundo a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação revelou um esquema de fraudes no Banco Master estimado em R$ 12 bilhões, com uso de empresas de fachada, emissão de títulos sem lastro e participação de servidores públicos.
No Senado, um dos principais oposicionistas da casa, Eduardo Girão (Novo-CE), protocolou um requerimento, no final do mês de novembro, de criação de uma comissão parlamentar na Casa. O pedido contou com o apoio de 34 senadores.
Nas suas redes sociais, o senador Eduardo Girão afirma que o tema é de extrema relevância, e explica que conseguiu os apoios ao seu pedido em tempo recorde.
“Foi um prazo recorde, Senadores abraçaram mesmo e é dever moral do Senado investigar isso. Está na mão do presidente Davi Alcolumbre. A gente precisa investigar porque tem bilhões aí em fraudes e não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece”, afirmou Girão.
Ainda no Senado, o relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirma que também buscará assinaturas para a criação de uma comissão de investigação das fraudes envolvendo o Master. Já na Câmara, deputados tanto de direita quanto de esquerda estão colhendo assinaturas em requerimentos que devem ser protocolados no começo de fevereiro.
Buscam apoios para a criação de uma comissão de inquérito na Câmara os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RS).
Heloísa Helena, que assumiu em dezembro por seis meses, no lugar de Glauber Braga (Psol-RJ), disse que a Câmara tem a obrigação de investigar o caso Master. “Quem for podre, que se quebre, esteja onde estiver”, disse a deputada.
Já o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) anunciou em suas redes sociais que já reuniu as assinaturas necessárias para a instalação da CPI do Banco Master na Câmara, que é o mínimo de um terço dos parlamentares, ou seja, 171. Rollemberg afirma que a coleta de assinaturas começou ainda no fim de novembro e início de dezembro, logo após o caso vir à tona.
Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, o deputado do PSB disse que ainda não conversou com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, sobre o assunto, mas defendeu que a instalação da CPI é obrigatória e um direito regimental.
Rollemberg explicou que o foco inicial do seu pedido de criação da comissão é o caso do BRB, mas destacou que o escopo da investigação pode ser ampliado. Entre os pontos que podem ser apurados, o deputado citou a “possível ligação do banco com fundos associados ao PCC, a mudança na forma de saque dos fundos na véspera da prisão ou da liquidação determinada pelo Banco Central, uma campanha orquestrada de influenciadores contra decisões do BC e a atuação do Tribunal de Contas da União”.
“A posição do TCU em relação ao Banco Master é, no mínimo, estranha. Tudo isso pode fazer parte da investigação. A definição da abrangência vai se dar no âmbito da própria CPI”, afirmou.
Sobre a possibilidade de convocação, para depor na futura CPI, de representantes do Banco Central e do TCU, o deputado disse à jornalista Miriam Leitão que essa decisão caberá ao colegiado, mas ressaltou que a intenção é realizar uma apuração profunda e isenta. Além da responsabilização dos envolvidos, ele disse que a CPI também deverá propor medidas para fortalecer o sistema financeiro.
“O ideal é fazer uma investigação profunda, identificar os envolvidos nas diversas fraudes praticadas pelo Banco Master. A do BRB aparentemente é a maior, mas não é a única. Isso envolve fundos de pensão e outras questões. É também apontar medidas que possam ser tomadas para tornar o sistema financeiro mais seguro e menos vulnerável a riscos como esses provocados pelo Daniel Vorcaro, dono do Master, e pelo Banco Master”, disse.
Outro alvo do deputado Rollemberg em uma eventual comissão de inquérito do Banco Master deve ser o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Em uma postagem nas suas redes sociais, com o título “Ibaneis sabia de tudo”, Rodrigo Rollemberg cita depoimento dado ao STF pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no qual afirmou que avisou pessoalmente o governador do DF sobre a operação bilionária com o Banco Master.
“A fala do ex-presidente do BRB ao STF é gravíssima. Segundo os relatos e apurações, Ibaneis não apenas sabia, como defendeu de forma veemente a operação, inclusive após questionamentos e a não validação pelo Banco Central. Diante de fatos tão graves, a CPI é indispensável para revelar a verdade e proteger o dinheiro público”, afirmou o deputado, que disse ainda que Ibaneis “precisa explicar onde está o dinheiro do povo”.
Do lado da oposição, outro que possui requerimento com a quantidade de assinaturas necessárias é o deputado Marcos Pollon (PL-MS). Segundo o parlamentar, investigar as relações políticas do dono do banco com autoridades dos três poderes é um dos objetivos do seu pedido de criação da comissão.
"Esse caso é muito mais grave que a lava jato. Esse é o maior escândalo que poderia se acometer sobre uma nação, pois os seus protagonistas são membros da mais alta corte", afirmou Pollon.
A oposição mira investigar também o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por causa do contrato firmado pelo banco com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci.
Mesmo com o volume de assinaturas, a instalação de eventuais comissões de inquérito, seja no Senado, na Câmara ou mista, dependem da decisão dos presidentes das duas casas, Davi Alcolumbre e Hugo Motta. O Congresso Nacional, atualmente, tem ativas a CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a CPI do Crime Organizado no Senado. A Câmara não tem nenhuma CPI funcionando atualmente.
- Por Laura Intrieri | Folhapress
- 13 Jan 2026
- 08:34h
Foto: José Cruz / Agência Brasil
O presidente Lula (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026 e aparece tecnicamente empatado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em um eventual segundo turno, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pelo portal Meio em parceria com o instituto de pesquisas Ideia.
Nos cinco cenários estimulados de primeiro turno testados pela pesquisa, Lula mantém a liderança. Contra Tarcísio de Freitas, o petista marca 40,2%, ante 32,7% do governador paulista. Em um dos cenários com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador atinge 27,6% contra 39,6% do presidente.
Na disputa contra Michelle Bolsonaro (PL), o petista tem 40,1% contra 29,7% da esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em um eventual segundo turno entre Lula e Tarcísio, há empate técnico dentro da margem de erro: o presidente tem 44,4%, enquanto o governador de São Paulo soma 42,1%. Nos demais cenários de segundo turno testados, Lula aparece à frente dos adversários. Ele marca 46% contra 37% de Ratinho Jr. (PSD-PR), 46,3% contra 36,5% de Ronaldo Caiado (União Brasil - GO), 46% contra 39% de Michelle, 46,3% contra 36,1% de Romeu Zema (Novo - MG) e 46,2% contra 36% de Flávio.
Na pergunta espontânea —em que os entrevistados respondem "Em 2026 teremos eleições para presidente do Brasil, se as eleições fossem hoje em quem você votaria?"— Lula aparece com 32% das intenções de voto. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e condenado a 27 anos e três meses de prisão, tem 9,5%, seguido por Flávio Bolsonaro (6,6%), Tarcísio de Freitas (6,1%) e Michelle Bolsonaro (3,6%). Os demais nomes ficam abaixo de 2%.
Lula é também o candidato mais lembrado quando os participantes foram perguntados sobre em quem não votariam de jeito nenhum. Apontaram rejeitar o petista 40,8%. O presidente é seguido de Flávio Bolsonaro (30%), Michelle (26,1%) e Tarcísio (16,2%).
Sobre o voto para presidente, 64,5% dizem estar decididos, contra 35,5% que afirmam o contrário. Metade dos brasileiros acha que Lula não merece continuar no poder, 46,9% acham o oposto e 3,1% não sabem.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de janeiro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026. Devido a arredondamentos, a soma dos percentuais pode não totalizar exatamente 100%. O levantamento foi pago pelo Meio.
- Bahia Notícias
- 12 Jan 2026
- 18:41h
Foto: Reprodução/ Redes Sociais
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (12) que conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e classificou o diálogo como “muito produtivo”. A conversa ocorreu em meio a um clima de tensão entre os dois países, após declarações de Trump sobre possíveis ataques terrestres contra supostos cartéis de drogas em território mexicano.
Segundo Sheinbaum, o tema da segurança pública foi tratado “com respeito à soberania nacional”. De acordo com a presidente, Trump descartou completamente qualquer intervenção ilegal dos Estados Unidos no México, conforme relatou o jornal mexicano El País.
“O povo do México precisa saber, primeiro, que seu presidente jamais negociará soberania ou integridade territorial. Jamais. Segundo, que buscamos coordenação sem subordinação, como iguais. E terceiro, que isso é permanente”, afirmou a mandatária durante coletiva de imprensa no Palácio Nacional.
Sheinbaum destacou ainda que o respeito à soberania de ambos os países foi um ponto central da conversa, princípio que, segundo ela, norteia a cooperação bilateral desde o início de seu governo. “A colaboração e a cooperação em um contexto de respeito mútuo sempre produzem resultados”, escreveu a presidente nas redes sociais.
Antes da ligação, Sheinbaum já havia descartado publicamente a possibilidade de ataques dos EUA ao México. Após a conversa, afirmou que o diálogo foi cordial.
Na última quinta-feira (8), Trump declarou que “os cartéis estão comandando o México”, discurso semelhante ao usado anteriormente contra a Venezuela, quando acusou o presidente Nicolás Maduro de liderar o Cartel de Los Soles. Posteriormente, o governo norte-americano recuou dessa acusação.
Além do contato entre os presidentes, o ministro das Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, também conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo a chancelaria mexicana, o diálogo tratou do acompanhamento do Programa de Cooperação em Segurança de Fronteiras.
- Bahia Notícias
- 12 Jan 2026
- 16:48h
Foto: Reprodução / Agência Brasil
Os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem consultar as vagas disponíveis para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. As informações foram liberadas neste domingo (11) pelo Ministério da Educação (MEC) e estão disponíveis no site oficial do programa.
Nesta etapa, os candidatos podem realizar apenas a pesquisa prévia, consultando vagas por curso, instituição de ensino ou município, além de verificar regras específicas de cada universidade, como notas mínimas exigidas e critérios para o sistema de cotas. As inscrições ainda não estão abertas.
O período oficial de inscrições terá início no dia 19 de janeiro e seguirá até 23 de janeiro, às 23h59. O resultado da chamada regular será divulgado em 29 de janeiro.
Segundo o MEC, esta será a maior edição do Sisu já realizada, com a oferta de mais de 274,8 mil vagas, distribuídas em 7.399 cursos de 136 instituições públicas de ensino superior em todo o país. O curso de Pedagogia lidera o número de vagas, com 10.145 oportunidades, seguido por Administração e Matemática.
Desde 2024, o Sisu passou a contar com apenas um processo seletivo anual, substituindo o modelo anterior, que previa seleções semestrais.
- Cronograma do Sisu 2026
- Inscrições: 19 a 23 de janeiro
- Resultado da chamada regular: 29 de janeiro
- Matrículas: a partir de 2 de fevereiro
- Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de fevereiro
- Por José Marques | Folhapress
- 12 Jan 2026
- 14:47h
Fotos: Reprodução / Agência Brasil
Operações com buscas contra suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de decisões no STJ (Superior Tribunal de Justiça) entraram em hiato desde outubro passado. Na ocasião, foi protocolado um relatório da Polícia Federal (PF) que causou divergências internas na corporação e insatisfações de autoridades sobre o rumo das investigações.
Sob responsabilidade do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, os inquéritos chegaram a avançar sobre suspeitas em diferentes tribunais do país, incluindo negociação de votos e decisões de magistrados, além do vazamento de informações sigilosas.
Ao longo do segundo semestre do ano passado, porém, as apurações foram divididas e as ações ostensivas, com prisões e avanços sobre outros possíveis flancos investigativos, interrompidas.
O último movimento público importante da Sisamnes, nome como foi batizada a operação, foi o retorno à prisão do suspeito de ser o principal operador de negociar decisões, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves.
À época, ele estava em prisão domiciliar após ter perdido 30 kg dentro de um presídio federal. A PF, porém, disse que ele passou fome por vontade própria para conseguir ser transferido ao seu domicílio. Zanin determinou em novembro o retorno dele à prisão, em uma decisão que a defesa disse ser "surpreendente e desfundamentada".
Atualmente, os advogados aguardam o julgamento de um recurso sobre um pedido de liberdade ou de prisão domiciliar para Andreson. Também pedem que a esposa do lobista, a advogada Mirian Gonçalves, possa visitá-lo. Ela também é investigada e está sob medidas cautelares no interior de Mato Grosso.
A análise deve ocorrer em fevereiro, em julgamento na Primeira Turma do Supremo.
A primeira fase da operação sobre venda de decisões no STJ foi deflagrada em novembro de 2024 e mirou servidores sob suspeita de participar do esquema.
Durante algum tempo, além das suspeitas no STJ, investigações sobre outros tribunais passaram a tramitar também no Supremo, como as de esquemas em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul e no Tocantins.
Zanin, porém, entendeu que as duas primeiras investigações não devem continuar no Supremo, e as enviou para a relatória de ministros do STJ. No caso do Tocantins, o ministro aguarda a apresentação de um relatório da PF. Depois, também pode retirar o caso do STF.
O STJ é a corte onde desembargadores de Tribunais de Justiça têm foro especial para serem processados e julgados.
Em outubro passado, o delegado que era responsável pela Sisamnes, Marco Bontempo, entregou um relatório com as principais conclusões da investigação e deixou o caso, sob justificativa de esgotamento físico e mental oriundo de estresse.
O relatório anunciava a necessidade de abertura de novas investigações sobre empresas, inclusive em relação a gigantes empresariais como a J&F -que nega ter cometido irregularidades. Também apontou suspeitas sobre pessoas ligadas a ministros do STJ e outros magistrados.
O relatório também dizia que há indícios de que outros servidores do STJ, além dos que já são investigados, tenham participado do esquema de venda de decisões da corte e sugeria ampliar as investigações para saber quem são essas pessoas.
Esse documento provocou desentendimentos dentro da própria PF. No órgão, parte das pessoas que acompanharam as investigações acharam que o delegado avançou em conclusões que ainda não tinham provas robustas.
Isso agravou uma situação que já vinha incomodando ministros do próprio STJ. As menções a decisões deles durante as investigações geraram queixas no tribunal a respeito da PF e também do STF.
Em meio a essas insatisfações, Zanin decidiu abrir uma investigação específica para apurar o vazamento à imprensa do relatório da PF sobre o caso.
Em novembro, uma manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) também serviu como banho de água fria para a operação.
Nela, o procurador-geral Paulo Gonet levantou dúvidas a respeito de suspeitas apontadas no relatório, principalmente a respeito de mensagens codificadas e da participação de uma empresa de gestão patrimonial investigada no caso.
No geral, porém, ele afirmou que "as hipóteses criminais apontadas pela PF são verossímeis" e pediu para Zanin dar maior prazo para a apresentação de esclarecimentos a pontos ainda não concluídos na investigação.
"É recomendável que a Polícia Federal delimite com clareza os pontos da investigação que ainda demandam produção adicional de provas, ou que se encontrem com diligências em curso ou com análises pendentes de conclusão", disse o PGR.
Procurada, a Polícia Federal afirma que "foi designado novo delegado para presidir as investigações, que seguem em andamento".
A Sisamnes foi instaurada para apurar irregularidades cometidas em gabinetes do STJ e menciona a reprodução de "padrões típicos de atuação de organizações criminosas".
Os três servidores já identificados trabalhavam com ministros da corte e estão entre os principais investigados da operação. As defesas deles sempre negaram irregularidades.
- Por Ronne Oliveira/Bahia Notícias
- 12 Jan 2026
- 12:43h
Foto: Reprodução / TV Globo
O ator baiano Wagner Moura conquistou, na madrugada desta segunda-feira (12), o Globo de Ouro 2026 pela categoria 'Melhor Ator em Filme de Drama', pelo desempenho no longa brasileiro “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, também vencedor de melhor filme em língua não inglesa no evento. A cerimônia aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, mas madrugou o sentimento de brasilidade e euforia nas redes sociais.
Em seu momento do discurso do ator baiano emocionando que avisa "O Agente Secreto é um filme sobre a memória ou a falta dela, é sobre traumas. Uma geração que vive com esses traumas, eu acho que se os traumas podem passar por gerações, os valores também podem", reflete o Wagner.
Natural de Salvador, Wagner superou nomes de peso de Hollywood, consolidando-se como um dos grandes destaques da noite e colocando a Bahia e o cinema brasileiro ganha maior evidência no cenário internacional. Emocionado, o ator subiu ao palco para receber a estatueta e ressaltou a importância do reconhecimento para produções nacionais faladas em português " Viva o Brasil, viva a cultura brasileira", conclui.
A vitória marca um capítulo histórico em sua carreira, já que ele havia sido indicado ao Globo de Ouro anteriormente por sua participação na série "Narcos", mas conquistou a estatueta máxima em uma das categorias mais prestigiadas da premiação. O baiano chegou a brincar que carregava o santinho da Fernanda Torres, primeira mulher a levar a estatueta na categoria feminina.
O BAIANO BRILHA
Antes de se tornar um dos atores brasileiros mais reconhecidos internacionalmente, Wagner Moura estudou comunicação social com habitação em jornalismo na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom - UFBA). Ele credita parte de sua carreira à experiência universitária, marcada por debates culturais, vivências coletivas e um ambiente de intenso intercâmbio artístico e político.
A passagem pela universidade pública foi decisiva para a formação humana e artística do ator, ajudando a construir camadas do personagem Marcelo, que ele interpreta em "O Agente Secreto". No longa, ambientado no Brasil de 1977, Marcelo é justamente um professor universitário, perseguido pela vigilância e tensões políticas da ditadura, refletindo inquietações e senso crítico que ecoam na trajetória do ator.
Moura também administrou uma pequena empresa de relações-públicas na UFBA e já trabalhou como repórter no programa de entrevistas baiano. Participou de diversos projetos teatrais, entre eles a peça "A Máquina", que viajou por Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, impulsionando sua carreira junto a colegas como Lázaro Ramos e Vladimir Brichta.
Na televisão, estreou com pequenos papéis em séries como 'Carga Pesada' e 'Sexo Frágil', e em telenovelas com 'A Lua Me Disse' e 'JK', interpretando uma versão jovem do ex-presidente Juscelino Kubitschek, ex-presidente. Em 2007, seu papel como Capitão Nascimento em 'Tropa de Elite', de José Padilha, consolidou seu reconhecimento nacional e furou a bolha internacional.
Bem como, o filme político rendeu ao filme o Urso de Ouro no Festival de Berlim, a partir dali participa de filmes em Hollywood. Agora anda cada vez mais passos mais perto pelo Oscar (o maior prêmio para um ator), vencendo o 'Globo de Ouro' em 2026 e fazendo a vida de todo o Brasil prestar, como avisava sobre a necessidade de sorrir, Fernanda Torres.
- Bahia Notícias
- 12 Jan 2026
- 10:41h
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Um conjunto de desgastes entre Ricardo Lewandowski com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) teria levado à saída do ex-ministro da Justiça da pasta, no Governo Federal. De acordo com publicação do O Globo, Lewandowski estaria ainda sofrendo “fogo amigo” dos colegas de Esplanada.
Ele deixou o cargo em meio a falta da aprovação da principal bandeira de sua administração: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A tramitação pode retardar por conta da incerteza sobre o novo comando do ministério.
Segundo a publicação, Lewandowski estaria se sentido mais contrariado por alguns de seus colegas de governo. Conforme interlocutores da gestão, isso teria ocorrido de uma forma mais clara durante a ideia de criar uma secretaria extraordinária vinculada à Casa Civil para concentrar as ações do governo na área da segurança pública.
Mesmo não sendo aprovada por Lula, Lewandowski entendeu que havia uma pressão interna para enfraquecer o seu ministério. Em uma tensa reunião no mês de novembro, ele chegou a questionar se Rui teria interesse em seu cargo.
“Se quiser a segurança pública, pode ficar para você”, disse.
Nos bastidores da administração federal, Lewandowski apontou que não se sentia “bem tratado” pelo governo e se sentia isolado nas articulações no Congresso.
Após a saída de Lewandowski, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), Rui Costa e o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, têm defendido uma indicação em conjunto. O nome da ala baiana para comandar a pasta é o de Wellington Cesar Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras.
Wagner é um dos principais apoiadores do nome de Wellington ao cargo. Quando era governador da Bahia, ele chegou a indicar César para o comando do Ministério Público do estado. Já Rui e Sidônio atuam de forma mais discreta para indicar o chefe do jurídico da Petrobras.
- Por Ana Paula Branco, Júlia Galvão e Luciana Lazarini | Folhapress
- 12 Jan 2026
- 08:37h
Foto: Agência Brasil
Profissionais com carteira assinada, empregadores de trabalhadores domésticos e contribuintes avulsos pagarão novos valores de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2026.
A Previdência divulgou a nova tabela de contribuição válida desde o dia 1º de janeiro para trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Os novos valores serão descontados a partir do pagamento de fevereiro.
As faixas de contribuição foram atualizadas seguindo o índice de inflação acumulado no ano passado, de 3,90%, medido pelo INPC, o mesmo percentual aplicado no reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo. Essas alíquotas, relativas aos salários de janeiro, deverão ser recolhidas apenas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior.
VEJA A NOVA TABELA DE DESCONTOS DO INSS
_Tabela de contribuição dos segurados empregados, empregado doméstico e trabalhador avulso, válida desde janeiro_
SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$) - ALÍQUOTA PROGRESSIVA PARA FINS DE RECOLHIMENTO AO INSS
até 1.621,00 - 7,50%
de 1.621,01 até 2.902,84 - 9%
de 2.902,85 até 4.354,27 - 12%
de 4.354,28 até 8.475,55 - 14%
A pedido da reportagem o advogado Wagner da Silva e Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados, simulou quanto o trabalhador irá recolher pelos próximos 12 meses ao INSS, considerando o reajuste da tabela de contribuição pela inflação do ano anterior, e também o valor do novo salário mínimo, de R$ 1.621.
Os valores de contribuições de autônomos e facultativos também são calculados considerando os limites mínimos do salário mínimo e máximo do teto do INSS, que subiu para R$ 8.475,55.
PARA TRABALHADORES COM CARTEIRA ASSINADA E DOMÉSTICOS
As alíquotas, que variam de 7,5% a 14%, são progressivas e incidem de acordo com a faixa salarial do trabalhador com carteira assinada, domésticos e trabalhadores avulsos. A mudança é aplicada desde a reforma da Previdência, válida desde novembro de 2019.
Os índices são aplicados sobre cada faixa de remuneração, como se fossem fatias do salário, e não sobre o valor cheio. No caso do assalariado, o recolhimento é feito diretamente pela empresa.
O INSS ainda deve divulgar os valores exatos de cada faixa de contribuição para 2026. Veja a simulação que o advogado Wagner da Silva e Souza fez para os valores de contribuição ao INSS para diferentes níveis de renda, considerando o salário mínimo vigente e o teto:
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - CONTRIBUIÇÃO AO INSS
R$ 1.621,00 - R$ 121,58
R$ 2.000,00 - R$ 155,69
R$ 2.500,00 - R$ 200,69
R$ 3.000,00 - R$ 248,60
R$ 3.500,00 - R$ 308,60
R$ 4.000,00 - R$ 368,60
R$ 4.500,00 - R$ 431,51
R$ 5.000,00 - R$ 501,51
R$ 5.500,00 - R$ 571,51
R$ 6.000,00 - R$ 641,51
R$ 6.500,00 - R$ 711,51
R$ 7.000,00 - R$ 781,51
R$ 7.500,00 - R$ 851,51
R$ 8.000,00 - R$ 921,51
R$ 8.475,55 - R$ 988,09
PARA TRABALHADORES AUTÔNOMOS
O pagamento de contribuição ao INSS dos contribuintes individuais, facultativos e donas de casa de baixa renda sobre um salário mínimo segue o novo piso nacional, de R$ 1.621.
Os autônomos que prestam serviços a pessoas físicas (e não a pessoas jurídicas) podem contribuir com 11% sobre o salário mínimo. Neste caso, porém, o segurado terá direito somente à aposentadoria por idade e no valor do salário mínimo.
VEJA QUANTO IRÁ CONTRIBUIR AO INSS EM 2026
_Cálculos consideram alíquota de 11%_
Salário de contribuição - Valor contribuição previdenciária
R$ 1621 - R$ 178,31
R$ 2000 - R$ 220
R$ 2500 - R$ 275
R$ 3000 - R$ 330
R$ 3500 - R$ 385
R$ 4000 - R$ 440
R$ 4500 - R$ 495
R$ 5000 - R$ 550
R$ 5500 - R$ 605
R$ 6000 - R$ 660
R$ 6500 - R$ 715
R$ 7000 - R$ 770
R$ 7500 - R$ 825
R$ 8000 - R$ 880
R$ 8475,55 - R$ 932,31
_Fonte: Wagner Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados_
Outro tipo de recolhimento de contribuição de autônomos é com a alíquota de 20% em cima de um valor que deve ser entre o salário mínimo e o teto do INSS.
VEJA QUANTO IRÁ CONTRIBUIR AO INSS EM 2026
_Cálculos consideram alíquota de 20%_
Salário de contribuição - Valor contribuição previdenciária
R$ 1621 - R$ 324,20
R$ 2000 - R$ 400
R$ 2500 - R$ 500
R$ 3000 - R$ 600
R$ 3500 - R$ 700
R$ 4000 - R$ 800
R$ 4500 - R$ 900
R$ 5000 - R$ 1000
R$ 5500 - R$ 1100
R$ 6000 - R$ 1200
R$ 6500 - R$ 1300
R$ 7000 - R$ 1400
R$ 7500 - R$ 1500
R$ 8000 - R$ 1600
R$ 8475,55 - R$ 1695,11
_Fonte: Wagner Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados_
Neste ano, a contribuição mensal do MEI (Microempreendedor Individual) passou a R$ 81,05, valor equivalente a 5% do novo salário mínimo. Em 2025, o valor era de R$ 75,90. Além do pagamento ao INSS, o microempreendedor precisa pagar taxas ligadas a sua atividade: ICMS (para comércio e indústria) e/ou ISS (para prestação de serviços). O recolhimento é feito em uma guia única, chamada de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
O pagamento mensal também garante acesso a essas pessoas benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, desde que a contribuição esteja em dia e seja cumprida a carência exigida para cada benefício.
- Bahia Notícias
- 11 Jan 2026
- 12:40h
Foto: Daniel Torok / Casa Branca
Os EUA e forças aliadas lançaram uma série de ataques "em larga escala" contra o grupo jihadista Estado Islâmico na Síria. Essa é uma nova represália após uma ofensiva em dezembro que matou três americanos no país do Oriente Médio, informou o comando militar central (Centcom, na sigla em inglês) norte-americano.
Não foram divulgados números de mortos ou feridos. Ataque feito hoje faz parte de uma operação lançada em 19 de dezembro do ano passado, como resposta ao ataque de 13 de dezembro. Na ocasião, foram mortos dois soldados norte-americanos e um intérprete civil dos EUA.
Ataque visou toda a Síria, diz o comunicado do Centcom. "Como parte do nosso compromisso contínuo de erradicar o terrorismo islâmico contra os nossos combatentes, prevenir futuros ataques e proteger as forças americanas e parceiras na região", alegou o comando central.
A ofensiva atingiu pelo menos 35 locais e incluíram o disparo de mais de 90 munições de precisão e mais de 20 aeronaves, disse um oficial à CBS News. As aeronaves incluíam F-15Es, A-10s, AC-130Js, MQ-9s e F-16s jordanianos.
Em um post no X, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, escreveu: "Jamais esqueceremos e jamais cederemos."
"Nossa mensagem permanece firme e se você ferir nossos combatentes, nós o encontraremos e o mataremos em qualquer lugar do mundo, não importa o quanto você tente fugir da justiça", disse a Centcom.
- Por Renata Galf/Bahia Notícias
- 11 Jan 2026
- 10:35h
Foto: Antonio Augusto/STF
Caso a proposta encampada pelo presidente da corte, Edson Fachin, de se criar um código de conduta no STF (Supremo Tribunal Federal) avance, um segundo debate que se coloca é o de como criar um desenho que tenha efetividade.
Para além de estabelecer regras limitando o recebimento de presentes, a participação em eventos ou as manifestações públicas dos magistrados, impõem-se perguntas quanto a se haveria algum organismo responsável por fiscalizar tal cumprimento e, ainda, se algum tipo de sanção seria aplicada.
Professores de direito constitucional e público consultados pela Folha avaliam que uma possibilidade seria a criação de uma comissão de ética dentro do STF que pudesse receber e avaliar denúncias. Há também quem veja risco na criação de uma comissão. A maioria defende, porém, que um organismo do tipo não deveria ter caráter punitivo.
O novo rol de regras funcionaria como ferramenta de cobrança pública e de constrangimento.
Um ponto que poderia ter efeito concreto seria a obrigatoriedade de transparência sobre valores recebidos por atividades extras, como pela participação em palestras.
Apontados como inspirações para o debate brasileiro, tampouco os códigos de conduta da Alemanha e dos Estados Unidos preveem um mecanismo de implementação e fiscalização. Nos EUA, tal lacuna é motivo de críticas desde a aprovação do código no fim de 2023.
Do mesmo modo, um estudo da Fundação FHC de outubro passado, que também tem servido de referência e bebe na fonte desses exemplos internacionais, não adentra a seara da implementação.
Órgão de cúpula do Judiciário, o Supremo não está sob o controle do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que tem competência, por exemplo, para instaurar processos de infração disciplinar contra magistrados de modo geral.
Com isso, eventuais infrações disciplinares dos ministros não estão submetidas a um órgão externo -com exceção do impeachment, reservado para situações extremas. No cenário atual, já há uma percepção de que algumas das regras, como a que veda a manifestação de opinião sobre processo pendente de julgamento, são descumpridas por parte dos ministros de modo recorrente.
A Folha questionou o STF via assessoria se está sendo discutido como violações a um eventual código de conduta poderiam ser fiscalizadas, mas não houve resposta. Perguntou-se ainda se a criação de uma comissão seria uma possibilidade e se se avaliava a previsão de alguma punição.
Elival da Silva Ramos, professor titular de direito constitucional da USP (Universidade de São Paulo) e ex-procurador-geral do estado de São Paulo, também aponta como caminho a criação de uma comissão de ética que, a partir do recebimento das denúncias, requisitaria prestação de informações para avaliar caso a caso. Na hipótese de condutas criminais, caberia encaminhamento à PGR (Procuradoria-Geral da República).
Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV Direito SP e advogado, diz que uma eventual comissão de ética poderia ser composta, por exemplo, por ex-magistrados, professores de direito e pessoas públicas de respeitabilidade. Diz que os ministros, tanto por serem diretamente envolvidos quanto pelo volume de trabalho, dificilmente iriam integrá-la.
Ele aponta que seria legítimo que os procedimentos tramitassem em sigilo, argumentando que isso poderia evitar que o mecanismo de denúncia fosse usado para buscar criar impedimentos.
Além disso, defende o caráter não punitivo, já que, se for uma violação grave, o Senado tem a competência para instaurar processo de impeachment contra os ministros.
Vera Karam de Chueiri, que é professora titular de direito constitucional da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e conselheira na Comissão de Ética Pública da Presidência, também vê como caminho possível a criação de uma comissão no próprio STF.
Ela diz que denúncias sem fundamento deveriam ser excluídas já em um primeiro filtro e defende um organismo de caráter preventivo e educativo, a que os ministros pudessem fazer consultas prévias em caso de dúvida, e que pudesse emitir recomendações e advertências.
Professor da FGV Direito SP e um dos subscritores do estudo da Fundação FHC, Rubens Glezer vê com ressalvas a possibilidade de criação de um mecanismo de fiscalização como uma comissão ou algo do tipo. Ele avalia que uma maioria de ministros poderia usar tal organismo para controle de vozes dissidentes dentro da corte.
E, apesar de considerar válida a preocupação quanto à efetividade da medida, pondera que, se não fizesse diferença a aprovação de um código, não haveria motivo para haver resistência à sua aprovação, como tem se noticiado.
Em dezembro, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), apresentou um projeto de lei prevendo a criação de um código de conduta para o tribunal.
Sundfeld (FGV) e Elival (USP) avaliam, porém, que haveria vício de iniciativa em tal projeto. Segundo eles, pelo teor do texto, ele só poderia tramitar no Legislativo em uma proposta de iniciativa do Supremo.
À Folha o deputado Chico Alencar afirmou que não teve a pretensão de fazer um projeto pronto e acabado e que ele será alvo de debates. "Simplesmente dizer que só cabe ao Supremo legislar a esse respeito não avança na questão que é da imparcialidade, integridade, transparência e impessoalidade da atuação dos ministros", afirmou ele, acrescentando que, se o próprio tribunal conseguir aprovar algo antes, seria ainda melhor.
Apesar de não prever como seria o organismo e os atores exatos responsáveis por essa análise, o texto diz que qualquer pessoa pode apresentar denúncia fundamentada ao STF, que deverá, por sua vez, dar uma resposta.
Lucas Mourão, advogado e assessor jurídico do gabinete do deputado, diz que essa questão ainda seria amadurecida. Ele argumenta, porém, que a existência de um órgão colegiado para análise das condutas é uma premissa fundamental.
- Por Folhapress
- 11 Jan 2026
- 08:28h
Foto: Reprodução / Freepik
O acordo entre União Europeia e Mercosul aprovado na sexta-feira (9) pelos países europeus pode baratear produtos bastante consumidos pelo brasileiro e conhecidos pela qualidade na Europa, como chocolates, queijos, azeites e molho de tomate. O tratado comercial prevê redução de alíquotas para vários alimentos a partir de um cronograma pré-definido.
Os chocolates europeus, por exemplo, hoje são taxados em 20% pelo Brasil, mas ficarão imunes aos tributos a partir do décimo ano de vigência do acordo, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu. O cronograma de cortes, no entanto, já começa logo no primeiro ano de tratado.
Os queijos da UE, que hoje têm alíquota de 16%, também terão isenção de tributos de importação a partir do décimo ano. Nesse caso, haverá uma cota anual de 30 mil toneladas em todo o Mercosul –quando essa quantidade for atingida, os importadores precisarão voltar a pagar impostos de importação. A mozarela, porém, seguirá sendo taxada em 28%.
Já os azeites produzidos nos países europeus, taxados em 10%, terão a alíquota zerada a partir do 15º ano, mas também já ficarão mais baratos a partir do primeiro ano de vigência, devido aos cortes graduais.
A redução nos impostos de importação de azeite, aliás, pode gerar um impacto significativo nas compras dos brasileiros. Hoje, quase todo o azeite consumido no Brasil vem de fora do país, sendo que Portugal é de longe o maior exportador do alimento para o Brasil (em 2025, foram 10 mil toneladas, contra 662 vindo da Argentina, o segundo colocado).
Estão na lista também de produtos que deverão chegar mais baratos ao Brasil os molhos de tomate, sobretudo os italianos –principal origem dos molhos importados pelo Brasil. Nesse caso, em dez anos, os molhos verão as taxas de 18% de importação serem zeradas.
Os consumidores de kiwi no Brasil também devem se beneficiar com o acordo. A maior parte da fruta vendida em supermercados brasileiros vem de fora, sendo Grécia e Itália o segundo e o terceiro maiores vendedores, atrás apenas do Chile. Nesse caso, a redução será integral logo no primeiro ano de vigência.
Os vinhos europeus, por sua vez, terão alíquotas de 20% a 27% reduzidas a zero entre o oitavo e décimo ano, a depender do tipo de vinho. Já os vinhos brancos produzidos em algumas regiões específicas da Europa serão isentos logo no primeiro ano do acordo.
A manteiga também terá sua alíquota reduzida, ainda que o Brasil importe muito pouco desse produto. Nesse caso, assim que o acordo entrar em vigência, a manteiga europeia terá uma alíquota reduzida em 30% –hoje, a alíquota aplicada pelo governo brasileiro é de 16%.
ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS CELEBRAM ACORDO
Se na União Europeia agricultores manifestam contrários ao acordo com medo de que a carne brasileira tome parte do mercado europeu, no Brasil há euforia com o tratado.
O agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com o acordo. As tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários enviados pelo Mercosul para o bloco europeu serão eliminadas, com destaque para carnes suína e de frango, açúcar, pecuária bovina e óleos e gorduras vegetais.
Simulações feitas pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por exemplo, mostram que, até 2040, as exportações de carnes de suínos e aves aos países europeus cresceriam 19,7%.
Após a aprovação do acordo, a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) publicou uma nota, afirmando que o tratado comercial representa um avanço no comércio entre os dois blocos. A entidade celebra a possibilidade de o Brasil exportar mais frango, carne suína e ovo para a União Europeia.
Já a CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse que o acordo representa um passo significativo para a inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da indústria nacional.
"O acordo também prevê o reconhecimento recíproco de indicações geográficas, protegendo produtos regionais brasileiros com selo de origem e ampliando oportunidades para marcas nacionais no mercado europeu, como café e queijos", diz em nota.
- Por Victoria Bechara | Folhapress
- 10 Jan 2026
- 12:23h
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), José Hiran da Silva Gallo, negou ao STF (Supremo Tribunal Federal) qualquer intenção de intervir na execução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em ofício ao ministro Alexandre de Moraes, Gallo afirmou que "jamais pretendeu exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal".
A manifestação ocorreu após o magistrado anular sindicância aberta pelo CFM para apurar as condições de atendimento médico a Bolsonaro e determinar que Gallo prestasse depoimento à PF em até dez dias.
No ofício desta sexta, o presidente do conselho disse que os esclarecimentos prestados no ofício "evidenciam a inexistência de justa causa" para a oitiva.
O órgão afirmou ainda que cumpriu a decisão judicial, mas disse que a sindicância resguarda a atuação dos médicos e assegura a regularidade da atuação dos próprios órgãos públicos envolvidos.
O conselho declarou ter recebido mais de 40 denúncias formais sobre possível falta de atendimento a Bolsonaro e disse que as queixas "expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada" ao ex-presidente.
"O Conselho Federal de Medicina adotou o procedimento previsto na legislação de regência, promovendo os encaminhamentos administrativos cabíveis, sempre sem qualquer juízo antecipado sobre os fatos", afirmou o CFM ao ministro.
O órgão também declarou ter "compromisso permanente com a observância das determinações emanadas do Poder Judiciário, em consonância com o princípio da harmonia entre os Poderes da República".
Bolsonaro foi ao hospital na quarta para exames após uma queda, mas retornou no dia seguinte à prisão na Superintendência da Polícia Federal de Brasília.
Segundo o boletim médico do hospital DF Star, os exames de imagem evidenciaram "leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica".
- Bahia Notícias
- 10 Jan 2026
- 10:21h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O ano de 2025 terminou com o maior número de denúncias de trabalho escravo e de condições análogas à escravidão já registrado no Brasil. Os dados são de um levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Ao todo, foram contabilizadas 4.515 denúncias envolvendo trabalho escravo, trabalho infantil escravo e situações análogas à escravidão. O número representa um aumento de 15,3% em relação a 2024, quando foram registradas 3.959 denúncias.
Este é o quarto ano consecutivo de recorde no país. Desde 2021, o número de denúncias cresce de forma contínua. Em um recorte de dez anos, entre 2015 e 2025, o aumento supera 300%, saltando de 1.106 para 4.515 registros.
A Bahia registrou 255 denúncias em 2025, ocupando a quarta posição entre os estados com mais ocorrências.
São Paulo lidera com folga o ranking nacional, com 1.129 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 679, e Rio de Janeiro, com 364. Juntos, os estados da Região Sudeste concentraram 2.307 denúncias, mais da metade do total registrado em todo o país.
- Por Gabriel Barnabé | Folhapress
- 10 Jan 2026
- 08:16h
Foto: Daniel Torok / Casa Branca
Um agente do ICE matou Renee Nicole Good a tiros na quarta-feira (7) em Minneapolis. No dia seguinte, em Portland, oficiais do CBP —órgão de imigração e controle de fronteiras— dispararam contra um casal. Em ambos os casos, as investigações são, agora, conduzidas por autoridades federais, sob críticas de órgãos estaduais que, via de regra, estariam também envolvidos nesse processo.
Autoridades de Minnesota renovaram nesta sexta (9) seus apelos para que agentes estaduais sejam autorizados a ajudar na investigação do assassinato de Renee, 37, por um agente do ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos.
Dois dias depois da morte da poetisa, as autoridades federais de imigração permanecem em Minneapolis, escolas públicas foram fechadas e a Guarda Nacional de Minnesota foi acionada no que o gabinete do governador Tim Walz, do Partido Democrata, descreveu como uma medida de precaução.
Autoridades estaduais e locais pressionam para que o Departamento de Investigação Criminal de Minnesota seja autorizado a investigar o caso junto com o FBI, conforme anunciado inicialmente nas horas após o incidente.
Depois que o governo Trump e os líderes democratas de Minnesota discutiram sobre as circunstâncias do assassinato, no entanto, funcionários estaduais disseram que seus investigadores tiveram o acesso às provas negado e estavam se retirando do caso.
"Nosso pedido é que se aceite a verdade", disse o prefeito Jacob Frey, também democrata, na sexta, ao acrescentar que estava preocupado com o fato de o governo federal já ter dado como concluído que o incidente foi legítima defesa. "Nosso pedido é que se inclua o Departamento de Investigação Criminal neste processo, porque nós, em Minneapolis, queremos uma investigação justa."
Na sexta, Mary Moriarty, a procuradora do condado de Hennepin, onde fica Minneapolis, e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, anunciaram que iriam coletar provas apresentadas por civis publicadas online que poderiam ser usadas em uma investigação independente.
"Tenho estado ao telefone e em reuniões com autoridades policiais, líderes judiciais e autoridades eleitas, discutindo maneiras de garantir que uma investigação completa e transparente possa ocorrer e ser compartilhada com nosso escritório", disse Moriarty em um comunicado.
Kristi Noem, importante aliada de Trump e secretária de Segurança Interna dos EUA, disse na quinta que os investigadores estaduais não foram excluídos e que "eles não têm jurisdição nesta investigação". Na prática, promotores estaduais enfrentariam obstáculos legais e práticos caso tentassem apresentar acusações criminais contra o agente do ICE —um funcionário federal— que abriu fogo e matou Renee.
No dia seguinte ao incidente em Minneapolis, agentes do CBP (Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras) atiraram em duas pessoas em Portland, no Oregon, em uma ação que classificaram de "abordagem veicular direcionada", afirmando que o motorista tentou atropelar os agentes.
Autoridades federais divulgaram nesta sexta (9) os nomes do casal baleado. Segundo o Departamento de Segurança Interna, Luis David Nico Moncada e Yorlenys Betzabeth Zambrano-Contreras entraram de maneira irregular nos EUA vindos da Venezuela.
Segundo esses funcionários, ambos eram associados à Tren de Aragua, uma gangue com raízes em uma prisão venezuelana que tem sido alvo frequente do presidente Trump. Nenhuma das autoridades forneceu provas para essa afirmação. Segundo elas, o homem já havia sido preso por infrações de trânsito nos EUA anteriormente e tinha uma ordem de deportação.
A investigação, nesse caso, também está sendo conduzida por autoridades federais, que disseram na manhã desta sexta que as duas pessoas foram hospitalizadas e que seriam levadas sob custódia do FBI após receberem alta.
Autoridades municipais e estaduais afirmaram, na noite após o ataque, que não receberam nenhuma informação das autoridades federais e sequer sabiam qual agência havia atirado nos dois.
Em contraponto ao governo Trump, que mantém a mesma postura adotada no caso de Minneapolis, o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, disse que o Departamento de Justiça do estado, que ele lidera, conduzirá sua própria investigação sobre o caso e sobre o comportamento dos agentes federais.
Seu gabinete lutou contra tentativas federais de usar tropas da Guarda Nacional para reprimir manifestações em frente ao prédio do serviço de imigração em Portland no ano passado, porque, segundo argumentou à época, a resposta federal aos manifestantes era muitas vezes desproporcional ao nível de perigo.
"Nos últimos dois dias, tivemos dois tiroteios em dois estados diferentes", disse Rayfield nesta sexta. "Também tivemos alegações em tribunal de uso excessivo da força em Oregon. Há um sentimento de preocupação crescente neste estado. O nosso plano é entrar, analisar os fatos de forma objetiva para ver o que aconteceu e se houve alguma violação da lei estadual aplicável."
Rayfield disse que o FBI está cooperando com o que ele chamou de investigação "concomitante". "Ainda é cedo, mas estou otimista de que a cooperação continuará", disse. "Trabalhar juntos é como podemos reconstruir a confiança."
As autoridades policiais de Portland e Oregon não corroboraram a afirmação federal sobre a atividade do Tren de Aragua no estado. A comunidade venezuelana no Oregon é minúscula —0,005% da população, de acordo com dados recentes do Censo dos EUA.
Foto: Divulgação
Neste sábado e domingo será realizado o primeiro Campeonato Brumadense de Pickleball organizado pela Prefeitura Municipal de Brumado, através da SECULT – Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo. O evento ocorrerá às das 08h às 12h, no Ginásio Antônio Alves Ribeiro. O torneio contará com as categorias individual (Single), duplas mistas e duplas masculinas.
O Pickleball, esporte que mistura elementos do tênis, ping-pong e badminton, chegou ao município em 2022, trazido pela atleta Alessandra Câmara e cresceu em Brumado, revelando atletas que já trouxeram medalhas do campeonato baiano e nacional organizado pela Federação Bahiana de Pickleball e Confederação Brasileira de Pickleball.
Dinâmico, acessível e praticado com raquetes próprias, bola perfurada e quadra reduzida, em Brumado, o Pickleball pode ser praticado gratuitamente nas quadras da FADESB, CETIB, Escola Municipal Santa Rita de Cássia e Clube Social, com materiais disponibilizados para iniciantes. Há categorias para juvenis, adultos e adultos 50+, promovendo inclusão esportiva para todas as idades.
A Prefeitura Municipal de Brumado é uma grande parceira do desenvolvimento da modalidade no município, oferecendo apoio logístico, estrutural e institucional tanto para a participação dos atletas em campeonatos como para o incentivo à prática local do esporte e consolida ainda mais este apoio com a promoção deste campeonato municipal.