O teólogo e antropólogo belga Etienne Samain doou 2,4 mil livros de sua coleção para a biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp. Entre os títulos cedidos pelo professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (SP) estão obras de antropologia, teologia, fotografia, artes visuais e etnologia."A vida tem que continuar e os livros também. Esses livros se tornarão adultos e podem viajar, tenho confiança neles e que estão seguros junto a Unicamp e o IFCH", diz Samain.Os livros doados pelo belga se juntam a outros 250 mil títulos que fazem parte do acervo da Biblioteca ‘Octávio Ianni’. Constantemente a Unicamp recebe livros de pessoas físicas e jurídicas, principalmente as doações póstumas, feitas por familiares de ex-professores.De acordo com a diretora técnica Valdinéia Sonia Petinari, a doação de Samain é a maior de uma coleção particular com o dono ainda vivo desde que assumiu o posto, há dois anos. E isso permitiu um diálogo com o doador e considerações sobre a coleção."As pessoas me chamam de generoso. Eu não sei se a generosidade pode ser definida como estar aberto a um futuro que não me pertence apenas, mas pertence a muitos outros", afirma o antropólogo.A doação de Samain é responsável por abrir uma catalogação de antropologia e imagem, já que até então, os livros eram separados por outras categorias, de acordo com a doutora em multimeios, Fabiana Bruno.Fabiana teve as teses de doutorado e mestrado orientadas pelo professor Etienne. Ela conta que a biblioteca pessoal do antropólogo teve participação fundamental na sua formação acadêmica. "É uma biblioteca muito preciosa para antropologia visual e da imagem", afirma."Tenho dado aula sobre o tema e nem todos os autores estavam disponíveis. A biblioteca do professor tem um enorme número de autores que trabalham essas relações, é uma enorme contribuição", diz Fabiana.
Entre os tantos pedidos de celulares, videogames e brinquedos para o Natal, o Papai Noel recebeu uma cartinha diferente da cidade de Minduri (MG). O autor é o Miguel Castro Souza, de 12 anos, que tem autismo de grau leve e gostaria de ganhar algo simples, mas muito importante - amigos. “Brinco na escola sozinho pois as crianças me odeiam por ser diferente”. A carta emocionou a mãe, Cristina de Castro Silva Souza, que mandou uma foto dos escritos do Miguel para a filha que mora em Belo Horizonte (MG). Foi de lá que veio a ideia de postar o pedido em uma rede social. O resultado surpreendeu a família. O post de Cristina viralizou e, até a tarde desta segunda-feira (24), já havia recebido mais de 25 mil curtidas e quase 60 mil compartilhamentos. Diante do sucesso da cartinha, ela resolveu criar um perfil para o filho. Assim, ela quer entregar a ele o que pediu de Natal. “O que eu pensei: já que tem tanta gente enviando mensagem dizendo que quer ser amiga dele, eu vou criar um perfil para ele. E este vai ser o presente do Papai Noel para ele. Só vou mostrar no dia 25”, afirma.Miguel tem recebido mensagens de várias partes do país, a maioria com a mesma intenção. "Quero ser seu (sua) amigo (a)", dizem os internautas.Miguel e o irmão gêmeo, que não tem autismo, estudam com a mesma turma desde os 6 anos de idade. A mãe dos meninos conta que desde que ingressou na escola, o pequeno Miguel é excluído entre os colegas. “Alguns, às vezes, conversam um pouquinho com ele, depois já não falavam mais. Com o passar do tempo, foram realmente isolando”, relata Cristina.
Hospedado com a família na base da Marinha na Ilha de Marambaia (RJ), o presidente eleito Jair Bolsonaro fez piada nesta segunda-feira (24) com o atentado à faca que sofreu durante o primeiro turno da campanha eleitoral. Em um vídeo divulgado por sua assessoria, Bolsonaro brinca de esfaquear um integrante da Marinha que estava assando um churrasco na base militar. Na gravação feita durante um passeio pela Ilha de Marambaia, o presidente eleito se aproxima do militar da Marinha, o cumprimenta com um tapinha nas costas e, logo em seguida, faz graça com o tamanho da faca utilizada pelo fuzileiro naval, fingindo golpeá-lo no abdômen, mesma região em que foi esfaqueado no início de setembro por Adélio Bispo de Oliveira. "Olha o tamanho da faca do cara. Olha o tamanho da faca do cara. Se alguém der com uma dessa aqui em você, você vai ser presidente da ONU", diz Bolsonaro ao militar, gargalhando. Bolsonaro viajou para a base de Marambaia para passar o Natal com a família. Ainda nesta semana ele irá para Brasília, onde será empossado presidente da República na próxima terça-feira (1º).Em 6 de setembro, Bolsonaro levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais. O autor da facada foi preso em flagrante e confessou o crime. Adélio está preso em uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS). Em razão da facada, Bolsonaro ficou três semanas internado na Santa Casa, de Juiz de Fora, e no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e foi submetido a duas cirurgias. Até hoje ele utiliza uma bolsa de colostomia por conta do episódio. Mais cedo nesta segunda-feira, o presidente eleito publicou em sua página pessoal no Facebook um banner virtual ilustrado por uma imagem do momento em que foi esfaqueado no interior de Minas Gerais. Na publicação em que deseja "Feliz Natal", ele diz que "milagres existem" e que "juntos mudaremos o destino do Brasil".
Cleone Santos, uma das fundadoras do Mulheres da Luz — Foto: Marcelo Brandt/G1
Uma associação que atua pela garantia dos direitos humanos das mulheres em situação de prostituição arrecadou R$ 20 mil em um financiamento coletivo pela internet para realizar uma ceia de Natal no Parque da Luz, na região central da cidade de São Paulo. Neste ano, as mulheres, com idades acima dos 40 anos, vão levar para suas famílias uma cesta com alimentos e ganharam um kit com produtos de beleza. Desde a sua formação, o coletivo Mulheres da Luz procura garantir um Natal com presentes para 200 mulheres, em sua maioria negras e pardas, provedoras de suas famílias e moradoras das periferias da capital. Em 2018, no entanto, a proposta das festas de fim de ano mudou a partir da escuta das necessidades delas. “Costumávamos oferecer um almoço e sacolinhas com roupas e brinquedos para as crianças, mas elas pediram ajuda para, se possível, confraternizar com suas famílias. Então pensamos em oferecer uma cesta básica e um presente para cada uma por meio de um financiamento coletivo. Arrecadamos R$ 23 mil e pudemos acrescentar esta ceia, que é um lanche, na verdade”, explica Cleone Santos, uma das fundadoras do grupo. “Elas só pensam nas famílias, e por isso tivemos a ideia de pensar nelas por meio deste presente, que é um kit de beleza”, continua. A campanha foi lançada em uma plataforma online no dia 30 de outubro e tinha um mês de prazo. A arrecadação para 200 cestas básicas, ao valor de R$ 70 cada, e de 200 kits de beleza, ao custo de R$ 30 cada, ganhou repercussão nas redes sociais e a meta de R$ 20 mil foi alcançada e ultrapassada. A confraternização com a entrega das cestas aconteceu na tarde de sexta-feira (21) no Parque da Luz.
Às vésperas do Natal, uma das épocas em que as pessoas mais precisam de dinheiro, um morador de Palmas deu um exemplo de honestidade. Gabriel Oliveira caminhava pela quadra 104 Sul, quando encontrou uma carteira com mais de R$ 400, cartões de crédito e documentos pessoais. Ao invés de ficar com o dinheiro, ele fez um vídeo para encontrar a dona, conseguiu devolver e fez questão de recusar a recompensa. "O que é dela, é dela", afirmou. A dona da carteira é a biomética Maria Alves. Era uma quarta-feira, horário de almoço. Ela deitou em um banco da praça dos Girassóis para descansar. Ficou por alguns minutos e saiu. Ela acredita que perdeu a carteira no local. "Eu praticamente rodei a praça inteira na possilidade de achar pelo menos os meus documentos porque o dinheiro a gente trabalha e consegue de novo. Mas documento dá um trabalho danado para retirá-los", contou. Apesar de achar que perdeu a carteira na praça, de alguma forma o objeto foi parar em outra quadra, no meio da rua. Mas, o objeto acabou voltando para a dona. Isso aconteceu graças ao Gabriel. Ele estava trabalhando quando, por acaso, viu o objeto vermelho caído no chão e pegou. Quando percebeu que dentro tinha mais de R$ 400, a ideia nunca foi ficar com o dinheiro. "O que é dela, é dela. O que é meu, é meu. Não tive nenhum interesse de ficar com esse dinheiro. Quando ela chegou, queria me dar uma quantia em dinheiro, eu não aceitei. A gente tem que fazer o melhor não pensando em recompensa", disse. Gabriel procurou um número de telefone na carteira, como não encontrou, gravou um vídeo. Nas imagens, ele diz. "Encontrei essa carteira na 104 Sul com R$ 402,30, com o nome de Maria Alves de Jesus, com documentos pessoais, dois cartões de banco. Quem conhecer essa moça, entre em contato comigo". Ele postou o vídeo, menos de uma hora depois de achar a carteira e em 15 minutos a informação chegou até Maria. "Um colega meu me falou me passou o vídeo e falou: 'Maria, é você'? Eu falei: 'Sim, é'. Como tinha o número do Gabriel no vídeo, eu fiz a ligação e fui até o local indicado onde ele estava para buscá-la", contou ela. O encontro para a entrega da carteira aconteceu no mesmo dia. "No momento que eu entreguei a carteira para ela, eu estava com meu coração acelerado, nervoso um pouco. Quando eu entreguei, senti uma paz no meu coração. Eu a vi com uma cara assustada, cansada, preocupada. Quando ela me abraçou, foi uma coisa inexplicável". De lá para cá, eles continuam falando por mensagem. "Gratidão, orgulho e admiração, esses são os sentimentos que tenho por esse rapaz", agradeceu ela.
"Não tivemos outra opção senão abandonar tudo e deixar a Venezuela porque ficou impossível viver lá. Para a gente, não importava o destino, só importava escapar de uma situação que se tornou alarmante em meio a qual não dava mais para sobreviver". Com essas palavras e os olhos marejados por não conseguir esconder a emoção diante de tudo que passou até se instalar com a família em Salvador, o imigrante venezuelano Jesus, de 46 anos, retrata o drama de ter largado tudo para trás em seu país para fugir de uma crise política e econômica que só faz aumentar com o tempo. Agora, tenta uma vida melhor para ele, a esposa e o filho de apenas 12 anos. Jesus foi um dos 30 venezuelanos trazidos no final de outubro, do estado de Roraima, onde os imigrantes atravessam a fronteira para o Brasil. A transferência dele para a Bahia ocorreu durante a 14ª etapa do processo de interiorização dos imigrantes — ação da Operação Acolhida, iniciada pelo Governo Federal, em parceria com a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) e outras entidades para ajudar venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida em outros estados brasileiros. Do total de estrangeiros que vieram para a Bahia, 25 foram para Alagoinhas e 5 residem em Salvador. O processo de interiorização deles foi viabilizado pela Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil), que, além de viabilziar emprego para os estrangeiros, custeia o aluguel dos imóveis onde ficam por três meses — até janeiro de 2019. A entidade disse que buscou locais acessíveis para eles, para que possam se manter mesmo depois do fim do auxílio. A AVSI informou que vieram 5 famílias para a Bahia — com 7 crianças, ao todo — e 3 homens solteiros. A entidade diz que conseguiu emprego para 8 pessoas, que incluem todos os chefes de família e os solteiros num mesma empresa que atua em Salvador e Alagoinhas. Afirma que contratou uma profissional em Alagoinhas para auxiliar 2 deles na busca por emprego e que mantém contato também com uma família (3 venezuelanos) que conta com o auxílio de membros de uma igreja que estão frequentando na cidade. A entidade diz que os que não têm emprego formal contam com o apoio para moradia, alimentação e intermediação de mão-de-obra, a partir da elaboração de currículo e contatos locais para fazerem entrevistas. Jesus, a mulher e o filho, que moravam em Caracas, capital da Venezuela, chegaram a Roraima em 24 de agosto. Junto com os demais conterrâneos, ficaram em um abrigo até serem trazidos para a capital baiana, no dia 24 de outubro. Em Salvador, eles moram no bairro do Saboeiro. Jesus está empregado — atua como técnico de ar-condicionado numa empresa de bebidas. Diz já ter 30 anos de experiência como técnico em consertos de eletrodomésticos e eletroeletrônicos — inclusive, colocou uma placa na janela de casa com essa informação para que possa ser acionado por vizinhos para a realização de algum serviço. A esposa, Nellys, de 43 anos, ainda está à procura de uma ocupação. "Aqui na Bahia, em Salvador, tem muito amor humano. As pessoas são muito acolhedoras. Ficamos felizes e, ao mesmo tempo, preocupados, porque nos tratam melhor aqui do que no nosso próprio país", destaca Jesus. O país vizinho, do presidente Nicolás Maduro, vive a maior recessão de sua história e, sem perspectiva de melhora, o número de imigrantes só aumenta. Segundo a ONU, que já considera o êxodo como o maior deslocamento de pessoas na história recente da América Latina, cerca de 3 milhões de venezuelanos vivem no exterior, dos quais pelo menos 2,3 milhões deixaram a Venezuela a partir de 2015. Em 2018, cerca de 5,5 mil pessoas deixaram o país por dia, e a previsão da ONU é que, haverá 5,3 milhões de migrantes e refugiados venezuelanos até o final de 2019. Na Venezuela, Jesus era empresário e a esposa trabalhava como cozinheira, mas ele conta que foi, aos poucos, perdendo tudo. Diz que chegaram a ficar com dificuldades até para comprar comida, por causa da inflação que afeta o país desde outubro de 2017 e que, conforme o Fundo Monetário Internacional (FMI), pode chegar a 10.000.000% em 2019. "Lá, quem era de classe média alta virou nada, perdeu praticamente tudo. Agora, imagine quem era das classes menos favorecidas. Quem trabalha um mês lá, ganha um salário de 4.500 bolívares, enquanto 1 kg de tomate já estava custando 3.500 bolívares", afirma. Então, não tivemos outra alternativa. Precisávamos sair, seja para onde fosse: Colômbia, Peru, Brasil... E não é fácil deixar o seu país, sem saber o que vai conseguir". Ao contrário de muitos conterrâneos, vieram para o Brasil sem vender a casa onde moravam na Venezuela, para terem para onde voltar caso a vida aqui não desse certo. Ao chegarem em território brasileiro, no entanto, ficaram sabendo que o imóvel havia sido saqueado por criminosos. "Não vendemos a casa lá porque seria o lugar para onde voltaríamos caso a gente não conseguisse se manter aqui. Teríamos, assim, para onde voltar. Mas já aqui recebi uma foto de como a nossa casa ficou: parte foi destruída e tudo foi saqueado", diz, mostrando a imagem do que restou da residência na tela do celular. O filho, de 12 anos, conseguiu bolsas de estudo em Salvador para fazer aulas de natação e karatê. O menino tem um problema cardíaco e precisa fazer atividades regulares. Ele só não conseguiu ainda vaga em uma escola da capital para poder continuar os estudos.
Pelo menos oito grandes volumes contendo cestas básicas e presentes de Natal destinados a crianças carentes que enviaram cartas ao Papai Noel solidário foram levados durante uma invasão a uma agência dos Correios em Guarujá, no litoral de São Paulo. A Polícia Federal investiga o caso e pede que denúncias para localizar os responsáveis sejam feitas. O crime ocorreu durante a madrugada, enquanto a agência estava fechada, informou a polícia neste domingo (23). A suspeita é que pelo menos dois homens tenham acessado por meio de uma janela a unidade, localizada na avenida Santos Dumont, bairro Sítio Paecara, Distrito de Vicente de Carvalho, e permanecido no local por poucos minutos. Os alvos, conforme apurado pelo G1, eram as encomendas enviadas por meio de doações voluntárias ao projeto "Papai Noel nos Correios". Ao longo do último mês, as cartinhas enviadas por crianças de até 10 anos foram colocadas à disposição de pessoas que pudessem atender aos pedidos - a maioria deles era referente à mantimentos para a família.Metade do conteúdo levado são cestas básicas que seriam entregues nos próximos dias aos destinatários na região. A outra metade era de presentes solicitados por outras crianças também por meio do projeto solidário da instituição. Todas as encomendas foram doadas nos últimas semanas por voluntários que "adotaram" uma cartinha.A Polícia Federal informou que procura pelos responsáveis pelo crime, assim como pelas encomendas levadas. Denúncias, mesmo que anônimas, podem ser feitas ao plantão da Delegacia da PF em Santos (13) 3213-1800 ou então também pelo telefone da Polícia Militar (190). As instituições também recebem doações para repor as que foram furtadas.
Uma mulher relatou que foi abusada por João de Deus entre 2009 e 2010 cerca de 20 vezes durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás. Ela contou sobre os abusos em entrevista exclusiva ao Fantástico e mostrou os registros que fez na época em um diário. O médium está preso suspeito de abusar de mulheres que procuravam tratamento espiritual. Ele nega as acusações.A mulher contou que ficou deprimida e chegou a pensar em suicídio na época em que foi abusada pelo médium. “Eu pensava: gente, não é possível que isso não vai ter fim”, disse. A vítima relatou que tinha 20 anos na época dos abusos e mantinha um diário – único espaço em que se sentia confortável para falar sobre o que passou. Em um dos registos, ela escreveu: “A vez que ele foi mais longe”. “Ele ficava com o pênis dele passando no meu ventre. Colocava no meio das minhas nádegas”, disse.Outro trecho do caderno mostra quando ela registrou uma ordem do médium, pedindo que ela prometesse que não iria perder peso. Em um terceiro momento, ela contou que ele havia prometido pagar pela formatura dela. A vítima disse ainda que chegou a reclamar para o próprio João de Deus, se mostrando desconfortável com a situação. “Eu reclamei: cara, você está me deixando doente. Eu estou ficando cada vez pior. Mas ele: ‘Não. Você é forte’”, contou. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) informou que o diário dela, cartas e passagens entregues por outras mulheres servem como documentos e farão parte das denúncias. A engenheira Gleice Lima, brasileira que mora em Chicago, nos Estados Unidos da América (EUA), contou que já esteve em Abadiânia para passar por tratamento espiritual com João de Deus. Na época, ela tinha recebido diagnóstico de leucemia que, mais tarde, descobriu que estava errado. A mulher contou que, na época, o médium disse que ela estava muito mal e, por isso, precisaria ficar em Abadiânia. Ela disse que, ainda no hotel onde ela estava hospiedada, João de Deus a forçou a fazer sexo oral nele, mas ela cuspiu no médium. A partir de então, ela disse que começou a ser ameaçada. "Ele falou: 'você fica quieta, menina. A partir de hoje você não vai falar nada, você não vai embora. Se você falar para alguém, alguma coisa muito ruim vai acontecer com o seu filho'. Eu sabia que se ele quisesse me ver definhar e ele fizesse alguma coisa para mim, eu tinha certeza que ia acontecer", contou. Ainda em Abadiânia, mesmo em meio ao medo, Gleice disse que conheceu um lituano deficiente auditivo que também procurava cura pelas mãos de João de Deus. Eles se apaixonaram, foram morar juntos e tiveram um filho. Segundo Gleice, durante o tempo que ficou lá, o médium pedia que ela se aproximasse dele, se oferecendo para desenvolver a mediunidade dela, se tornando membro do grupo de assistentes pessoais dele. Ela contou que ficou dois anos lá e observou o médium de perto. "Uma vez eu vi ele escondendo uma arma em um dos sofás no escritório dele. [...] Ele participava de garmpos de ouro no Pará, garimpos de esmeralda, isso em áreas indígenas e coisas do tipo", relatou.
Pollyana Diniz e Alexsandro Souza estão entre as vítimas localizadas — Foto: Reprodução Facebook
A equipe de resgate que trabalha nas buscas na Cachoeira do Zé Pereira, em São João Batista do Glória (MG), encontrou três corpos do grupo que desapareceu em uma tromba d'água, na tarde deste sábado (22), quando fazia rapel. Uma mulher já havia sido encontrada no início da manhã. Outros dois homens ainda não foram localizados. O incidente aconteceu quando um grupo de quatro pessoas descia um paredão utilizado para rapel no local, que é de difícil acesso e fica no bairro rural das Palmeiras. Segundo familiares das vítimas, que acompanham as buscas, os outros dois desaparecidos são um casal que nadava na cachoeira. A primeira vítima a ser identificada foi Pollyana Diniz, de 26 anos. De acordo com amigos, ela estudou na PUC-Campinas e morava na cidade paulista desde os tempos de faculdade. Ainda segundo amigos, ela havia acabado de tirar férias do trabalho e estava no local da tragédia passeando. Uma tia de Pollyana informou ao G1 que o velório da jovem está marcado para começar às 6h desta segunda-feira (24), na cidade de Passos (MG). As outras vítimas foram reconhecidas como Mariana de Melo Horta, de 23 anos, Alexsandro Antônio Pereira de Souza, de 32 anos, e Maurílio Pádua Silveira, de 30 anos. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Passos (MG).De acordo com a repórter Graziela Fávaro, da EPTV, afiliada da Rede Globo, o último corpo foi encontrado em um pequeno riacho em uma fazenda na zona rural de São João Batista do Glória.
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (23) pelo jornal "Folha de S.Paula" indica que o brasileiro está otimista com a economia às vésperas da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro.Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados acham que a situação da economia vai melhorar nos próximos meses. Em agosto, eram 23%.O índice é o mais alto da série histórica iniciada em 1997, quando o presidente era Fernando Henrique Cardoso.Para 9%, a economia brasileira vai piorar (eram 31% em agosto), e 24% acham que a situação vai ficar como está (em agosto, eram 41%).O Datafolha ouviu 2.077 pessoas em 130 municípios nos dias 18 e 19 de dezembro. Veja outras conclusões:
Expectativas dos entrevistados
67% acreditam que estarão em uma situação melhor nos próximos meses
6% acham que situação vai piorar
25% acham que situação vai ficar como está
Desemprego
47% acreditam que o desemprego vai cair
29% acham que vai aumentar
21% acreditam que continuará no mesmo patamar
Inflação
para 35%, a inflação vai cair
para 27%, vai aumetar
33% acreditam em estabilidade de preços
Poder de compra
43% acham que seu poder de compra vai aumentar
18% acham que vai diminuir
36% acham que vai ficar como está
Situação econômica no país
20% acham que o Brasil melhorou nos últimos meses
37% acham que piorou
42% acham que está na mesma
Vida pessoal
20% acham que sua vida econômica melhorou nos últimos meses
30% acham que piorou
49% acham que ficou como estava
Crise econômica
50% acham que a crise econômica vai acabar logo e o país voltará a crescer
42% acham que a crise ainda deve demorar para acabar
5% acham que a crise já acabou e o Brasil está crescendo de novo
O vídeo de uma grávida sendo agredida e empurrada contra a calçada por dois policiais militares repercutiu nas redes sociais, durante esta semana. A agressão contra a gestante ocorreu quando a vítima, de 23 anos, conversava com a guarnição sobre a detenção do marido. Preferindo não se identificar, a gestante contou à Rede Amazônica que a confusão com a polícia ocorreu no último fim de semana, logo depois do esposo ser detido por suspeita de violência doméstica. "Como eu e meu esposo estávamos discutindo, os vizinhos chamaram a polícia e falaram que a briga tinha sido aqui, aí eles subiram e entraram no meu apartamento. Aí já levaram meu marido detido, dizendo que tinha maus-tratos no cachorro e que o cachorro havia sido ameaçado da janela", conta a grávida. Segundo a mulher, o marido foi algemado dentro de casa e neste momento ela pediu para ir com eles até a delegacia. "Eu falei: 'por favor moço, me leva junto na viatura e vou levar os documentos dele'. Aí ele falou que eu não ia...Eles entraram dentro da viatura, foi na hora que eu fiquei na frente do veículo", diz. As imagens, feitas por moradores vizinhos, mostram a grávida segurando um filho no colo e conversando com dois PMs. Na sequência um dos policiais puxa a jovem pelo cabelo e a joga contra calçada do residencial. Moradores então gritam pedindo para os policiais pararem. Em entrevista, a gestante conta que, quando caiu no chão, um líquido escorreu por suas pernas e ela pensou ter perdido o bebê. "Na hora que eu caí no chão desceu um líquido, aí eu comecei sentir fortes dores no pé da barriga. Só que eu cheguei na maternidade e eles fizeram o serviço deles e disseram que o bebê estava bem. Isso já me deu um alívio", afirma.
A Polícia Rodoviária informou que uma briga dentro do carro provocou o acidente que matou o motorista, de 27 anos, e que deixou o irmão dele, um adolescente de 17, ferido na tarde deste sábado (22) em Rifaina (SP). O veículo desgovernado caiu da ponte sobre o Rio Grande. O menor segue internado na Santa Casa de Pedregulho (SP), mas não corre risco de morrer. O hospital informou que o paciente está consciente e o estado de saúde é estável. Segundo o policial rodoviário Rafael Alexsander, o jovem disse que puxou o volante das mãos do irmão, no momento em que ele jogou o carro contra outro veículo que seguia no sentido contrário, durante uma discussão. O trecho é de pista simples. Alexsander afirmou que as vítimas seguiam de Rifaina em direção a Sacramento (MG) pela Rodovia Cândido Portinari (SP-333). O carro derrubou quatro pilares da mureta de concreto e caiu no rio, que chega a 40 metros de profundidade. O adolescente conseguiu nadar e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros. O motorista, Bruno de Jesus Batista, ficou preso no automóvel e morreu afogado. O corpo dele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) em Franca (SP). Os bombeiros usaram tambores vazios para fazer o veículo flutuar e, com a ajuda de um barco, conseguiram levá-lo até à margem. Em seguida, cerca de 12 homens puxaram o carro com uma corda. O trabalho de resgate durou cinco horas. Peritos estiveram no local e a Polícia Civil investigará as causas do acidente. A rodovia ficou parcialmente interditada durante cinco horas e houve congestionamento. A pista foi liberada por volta de 18h.
O juiz Liciomar Fernandes da Silva, ao determinar a prisão de João de Deus por posse ilegal de arma de fogo, afirmou que as investigações apontam que o médium “chefia uma organização criminosa que atua principalmente na cidade de Abadiânia”, no Entorno do Distrito Federal. O investigado é acusado de abuso sexual por centenas de mulheres que o procuraram para tratamento espiritual, foi indiciado por um caso e está preso desde o último dia 16 de dezembro. Ele nega os crimes. O magistrado, ainda na determinação de prisão, também autorizou buscas em cinco endereços relacionados ao médium. Quatro dos mandados foram cumpridos em Abadiânia, onde fica a Casa Dom Inácio de Loyola – local dos atendimentos espirituais e onde teriam ocorrido os abusos –, e um deles em Itapaci, na região norte de Goiás. Nas últimas buscas, a Polícia Civil encontrou esmeraldas, medicamentos e uma mala com R$ 1,2 milhão na casa do médium. O dinheiro foi localizado em um porão, acessado por um fundo falso em um armário.Em buscas anteriores, policiais já haviam encontrado mais R$ 400 mil em moedas nacional e estrangeiras, além de armas, também na casa dele - o que motivou o pedido de prisão, concedido pelo magistrado. A defesa de João de Deus, que sempre negou as acusações de crimes sexuais, criticou as novas buscas e nova prisão (veja nota na íntegra ao fim da reportagem). "A nova busca e apreensão foi determinada com base em denúncia anônima e foi genérica, o que é inadmissível", afirmou o advogado Alberto Toron. O defensor acrescentou, neste sábado em mensagem à TV Anhanguera, que “muito do dinheiro encontrado tem a ver com antigas doações”. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) levantou que há 255 vítimas em potencial. As mulheres que procuraram o órgão para denunciara os abusos teriam entre 9 e 67 anos nas datas dos crimes. Desses casos, o órgão acredita que 112 prescreveram. Os promotores pretendem ouvir João de Deus ainda na semana que vem e denunciá-lo em seguida. Junto com o inquérito já fechado pela Polícia Civil, o órgão deve juntar outros casos recentes, ainda deste ano. "Além do inquérito da Polícia Civil, o MP pretende agregar outros três fatos: dois crimes de violação sexual mediante fraude e um de estupro de vulnerável", explicou o promotor Luciano Meireles.
O rapaz detido suspeito de esfaquear um homem em Iperó (SP), na noite de quinta-feira (20), foi solto nesta sexta-feira (21) e usou o Facebok para provocar a família da vítima. Segundo a Guarda Civil Municipal de Iperó, na noite do crime uma equipe foi acionada e seguiu para o Pronto Atendimento da cidade, onde um paciente deu entrada com ferimentos de faca. Na unidade, os guardas descobriram que a vítima era moradora do bairro Bela Vista. A equipe foi até o local, onde foi informada pelos moradores de que um homem havia golpeado a vítima com uma faca. O agressor, que até então não havia sido identificado, também teria sido encaminhado ao pronto-socorro. Ainda segundo a GCM, os guardas da Unidade Pré-Hospitalar de Sorocaba, cidade vizinha, foram avisados sobre o crime e informaram que um rapaz com ferimentos deu entrada no local. Ele foi preso em flagrante, levado para a delegacia de Boituva (SP) e solto nesta sexta-feira. No entanto, segundo a família da vítima, que está internada com ferimentos graves, o rapaz comemorou a liberdade nas redes sociais.
Às vésperas do Natal, uma história de honestidade sensibilizou os moradores do Lins (SP) nesta sexta-feira (21). Uma mulher achou no centro da cidade uma carteira com R$ 500 e não mediu esforços para devolver o dinheiro.Simone Aparecida da Silva Pereira, de 41 anos, é mãe de sete filhos, que sustenta com o auxílio-doença que recebe da Previdência - está afastada do trabalho após sofrer um aneurisma e uma trombose, segundo ela. A renda da família é complementada por outro salário mínimo que o marido ganha como ajudante geral. Simone conta que, por conta das despesas - como o aluguel mensal de R$ 500 -, não teria dinheiro para comprar presentes para os filhos. Mas, mesmo assim, não pensou em ficar com o dinheiro. “Não vou conseguir dar presente pros meus filhos neste ano, os gastos com saúde deixaram a vida muito apertada pra nossa família. Mas isso não justifica a gente ficar com algo que não é nosso, nem conseguiria dormir se eu pegasse aquele dinheiro”, explica a pensionista. Simone conta que caminhava com um de seus filhos nas proximidades do Calçadão de Lins quando avistou a carteira no chão. Segundo a mulher, a carteira já estava aberta e foi possível ver que havia dinheiro dentro. “Percebi que já tinha gente mal-intencionada olhando pra carteira e corri pra pegar. E daí já pedi pro meu filho chamar a Polícia Militar, que estava passando pelo local. Não pensei em outra coisa a não ser achar o dono”, explica. A carteira foi entregue aos policiais, que fizeram a contagem do dinheiro e, através dos documentos, conseguiram localizar a proprietária da carteira, Liliane Nakamura.Os policiais também promoveram um encontro entre Simone e Liliane no Calçadão de Lins para a entrega da carteira e do dinheiro. A dona da carteira agradeceu o gesto e deu uma gratificação para a mulher. Simone Pereira diz que já reservou essa gratificação para garantir o Natal de seus filhos. Segundo ela, como são muitas lembrancinhas a serem compradas – pelo menos sete –, ela vai procurar os presentes numa loja do tipo “R$ 1,99”. “Só tenho meus filhos e a honestidade, e espero que isso sirva de lição pra eles. Sempre ensinei que eles não podem pegar um lápis sequer que não seja deles”, diz Simone.