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Oito vítimas de massacre em escola de Suzano continuam internadas

  • 15 Mar 2019
  • 17:06h

Foto: Maiara Barbosa/G1

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo divulgou, na manhã desta sexta-feira (15), que cinco estudantes vítimas do massacre da Escola Raul Brasil continuam internados em hospitais da rede estadual de saúde. Outros três sobreviventes estão internados em hospitais de Suzano. O massacre terminou com dez pessoas mortas, sendo cinco estudantes, duas funcionárias da escola e o tio de um dos criminosos. Os assassinos se mataram após o massacre. Nesta sexta, estavam no Hospital das Clínicas de São Paulo, com estado de saúde estável, Adna Isabella Bezerra de Paula, de 16 anos; Anderson Carrilho de Brito, de 15 anos; e Murillo Gomes Louro Benite, de 15 anos. Adna está na UTI. Ela era namorada do Douglas Celestino, o estudante que saiu da escola e voltou para salvar a namorada. Atingido, ele morreu no hospital e foi enterrado nesta quinta-feira. Anderson Carrilho também está na UTI. Murilo Gomes está na enfermaria. Jenifer da Silva Cavalcante, de 15 anos, e Leonardo Martinez Santos, de 16 anos, estão internados no Hospital de Clínicas Luzia de Melo, em Mogi das Cruzes. Os dois passaram por cirurgia, mas a situação de Jenifer é mais delicada. Foi retirada uma bala do abdômen dela, colocada uma bolsa de colostomia, mas ainda há uma bala alojada perto do pescoço da adolescente.

Internados em Suzano

Em Suzano, Guilherme Ramos do Amaral, de 14 anos, está na Santa Casa de Suzano e vai ser liberado em breve. "Já recebi alta do médico e daqui a pouco estou indo pra minha casa", afirmou o estudante. José Vitor Ramos Lemos e Samuel Silva Félix estão no Hospital Santa Maria. José Vitor chegou a ficar com um machado encravado no ombro. O machado foi retirado, e o estado de saúde dele é estável. Samuel Silva Félix deve passar por uma cirurgia para a retirada do projétil alojado na perna no início da tarde desta sexta (15).

Suspeito de envolvimento em ataque à escola se apresenta à Justiça

  • 15 Mar 2019
  • 14:02h

Foto: Roberto Casimiro/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo

O adolescente de 17 anos, suspeito de ter participado do planejamento do massacre da escola de Suzano (SP), chegou ao Fórum da cidade por volta das 10h50 desta sexta-feira (15) acompanhado da mãe e da polícia por medida de segurança. De acordo com a polícia, ele também é ex-aluno da Escola Estadual Raul Brasil e foi colega de classe de um dos assassinos. O adolescente negou participação no crime. No Fórum, o adolescente foi ouvido pelo promotor da Vara da Infância e Juventude. A polícia fez buscas na casa dele e apreendeu desenhos e jogos de videogame. A perícia fará uma varredura em sites de compras pela internet para verificar se ele adquiriu pela internet algum objeto relacionado ao ataque. A polícia também vai periciar o material e preparar um relatório, que será entregue à Justiça no fim do dia. É com base nisso e no depoimento do adolescente que o MP vai preparar uma nova manifestação e encaminhar à juíza, para decidir. Ao final do depoimento, ele foi liberado. Depois, ele vai para a sala de audiência de apresentação. Na tarde desta quinta-feira (14), o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, afirmou que tinha pedido à Justiça a apreensão do jovem e aguardava decisão da Vara da Infância e Juventude. Segundo a polícia, o material relacionado à participação do adolescente já tinha sido recolhido pelos investigadores. O dono do estacionamento onde os assassinos guardaram o carro alugado para esconder as armas teria informado para a polícia sobre a participação de uma terceira pessoa, segundo o delegado. "Ainda não confirmamos a informação, estamos submetendo a fotografia do adolescente ao responsável pelo estacionamento para confirmar. Temos outros dados que fazem crer que esse indivíduo participou pelo menos da fase de planejamento." Os assassinos Guilherme T. Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, mataram sete pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, na quarta-feira (13). Um deles baleou e matou o próprio tio, em uma loja de automóveis. A investigação aponta que, depois do ataque na escola, um dos assassinos matou o comparsa e, em seguida, se suicidou. A polícia diz que os dois tinham um "pacto", segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.

Coaf aponta depósito de R$ 100 mil na conta de suspeito de matar Marielle

  • 15 Mar 2019
  • 10:46h

Foto: Reprodução/TV Globo

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou um depósito de R$ 100 mil, em dinheiro, na conta do policial reformado Ronnie Lessa, denunciado pelo assassinato de Marielle e Anderson. O Ministério Público citou esse relatório em um pedido de bloqueio dos bens de Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, também preso. O depósito foi feito na boca do caixa, no dia 9 de outubro de 2018, sete meses depois do crime. O MP pediu o bloqueio para garantir a indenização por danos morais e materiais às famílias da vereadora e do motorista. Além do relatório, o MP cita no pedido a lancha, apreendida em Angra dos Reis em nome de uma pessoa que seria “laranja” de Ronnie Lessa, os automóveis do PM reformado (um deles, um Infinity avaliado em R$ 150 mil), e a casa dele, localizada em um “condomínio luxuoso na Barra da Tijuca”. Tudo isso, segundo o Ministério Público, seria incompatível com a renda de um policial militar reformado. O pedido de arresto foi aceito pelo juiz Gustavo Kalil, da 4ª Vara Criminal, na mesma decisão em que recebeu a denúncia do MP e decretou a prisão de Ronnie Lessa e Elcio Queiroz.A defesa de Ronnie Lessa afirmou desconhecer esse depósito.

Projeto de lei quer tornar obrigatória leitura da Bíblia antes das aulas em escolas de Balneário Camboriú

  • NSC TV
  • 15 Mar 2019
  • 09:05h

Foto: Alvarelio Kurossu, Arquivo NSC

Um projeto de lei em tramitação na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, no Litoral Norte, quer tornar obrigatória a leitura de trechos da Bíblia, diariamente, antes das aulas em todas as escolas municipais da cidade. A proposta teve parecer favorável da Procuradoria do legislativo municipal e foi aprovada pela Constituição de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa, mas ainda não tem data para ser votada. O autor da proposta é o vereador Omar Tomalih (PSB), presidente da Câmara. Ele é evangélico, mas diz que a leitura da Bíblia não tem relação com religião. "A Bíblia é um manual que está em mais de 90% dos lares brasileiros, onde ela prega valores, princípios e bons costumes. É isso que nós queremos ensinar. Nós não estamos pregando religião alguma. Nós queremos que seja criada uma nova geração, baseada nesses valores e nesses princípios", disse Omar Tomalih (PSB). O vereador Lucas Gottardo (PSB) é contra. Ele elaborou projeto para substituir a leitura da Bíblia pela da Constituição Federal no início das sessões do legislativo. A proposta ainda não foi votada. Para o legislador, a escola e a Câmara não são lugares para a leitura da Bíblia, ainda que ele acredite que ela contribua com valores e princípios. "Contribui e contribui muito, mas nós temos os espaços adequados para que essa contribuição chegue até o indivíduo. Isso eu entendo que vem de uma base familiar, ela tem um local apropriado, ela tem a igreja, onde ela tem a liberdade de escolher o segmento dela", disse.

Outras cidades

A mesma discussão já ocorreu em outras cidades catarinenses. Em Içara, no Sul, foi aprovado em 2015 um projeto semelhante ao de Balneário Camboriú. No mesmo ano, os vereadores de Florianópolis decidiram que todas as escolas deveriam ter exemplares da bíblia em destaque na biblioteca. Nos dois casos, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) considerou as duas leis inconstitucionais.

STJ manda soltar novamente presos por desastre da Vale

  • 15 Mar 2019
  • 08:02h

Foto: Reprodução/TV Globo

O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu na noite desta quinta-feira (14), uma liminar que garante a libertação dos 13 funcionários da Vale e da Tuv Sud, presos nesta tarde, em Belo Horizonte, por decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Na decisão, o ministro reconheceu a ilegalidade da prisão temporária, alegando que os investigados já foram ouvidos durante a prisão temporária inicial, e os funcionários da Vale, inclusive, foram afastados da empresa, demonstrando a desnecessidade da prisão. Cordeiro estendeu a decisão também aos funcionários da Tuv Sud, empresa que atestou a segurança da barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, da Vale, que se rompeu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no dia 25 de janeiro. Três funcionários da Vale e dois da TUV SUD foram presos no dia 27 de janeiro e soltos no dia 5 de fevereiro. Outros oito funcionários da Vale - quatro técnicos e quatro gerentes, dois deles executivos - foram presos em 15 de fevereiro e soltos no dia 27. Nos dois casos, o relaxamento da prisão foi por decisão do Superior Tribunal de Justiça, que considerou as prisões desnecessárias. Nesta quarta-feira (13), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que os investigados deveriam ficar na cadeia o tempo que faltava para completar 30 dias de prisão temporária. Segundo a defesa de alguns dos presos, eles vão passar a noite na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e as duas mulheres na penitenciária Estêvão Pinto, em Belo Horizonte. Todos devem ser libertados pela manhã.

Polícia pede apreensão de adolescente suspeito de participar de planejamento do massacre de escola de Suzano

  • 14 Mar 2019
  • 20:08h

Foto: Maiara Barbosa/G1

O delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, afirmou nesta quinta-feira (15) que a polícia pediu à Justiça a apreensão de um adolescente de 17 anos, que teria participado do planejamento do massacre da escola de Suzano nesta quarta-feira (13). Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25,mataram oito pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, na cidade da Grande São Paulo. De acordo com a polícia, o adolescente suspeito de ter participado da elaboração do crime é ex-aluno da escola, e foi colega de classe de Monteiro. "A terceira pessoa é um adolescente, a apreensão dele já foi sugerida ao juiz da infância e da juventude e o material relacionado com a participação dele já está arrecadado", disse Fontes. "Estamos aguardando a manifestação da Justiça. Pode ser a qualquer momento", complementa o delegado. O dono do estacionamento onde a dupla guardou o carro teria informado para a polícia sobre a participação de uma terceira pessoa, informou o delegado. "Ainda não confirmamos a informação, estamos submetendo a fotografia do adolescente ao responsável pelo estacionamento para confirmar. Temos outros dados que fazem crer que esse indivíduo participou pelo menos da fase de planejamento." De acordo com Fontes, a investigação aponta que a motivação do massacre é por reconhecimento da comunidade e para aparecer na mídia: "Esse foi o principal objetivo, não tinha outro", diz delegado. "Não se sentiam reconhecidos, queriam demonstrar que podiam agir como [o massacre em] Columbine, nos Estados Unidos, com crueldade e com um caráter trágico para que fossem mais reconhecidos do que eles", afirmou o delegado. Tal informação foi relatada à polícia por testemunhas próximas a Guilherme, que seria o líder da dupla. "Pessoas que estavam próximas dele e obtiveram essa informação diretamente dele". Para o delegado, a questão do bullying é pouco representativa, pois foi citada em apenas uma parte da investigação e "não é significativo". A polícia trabalha com a questão do reconhecimento e vingança na motivação da morte do tio. "Na realidade ele estava se sentido não reconhecido pelo tio, apesar de o tio ter contratado ele para trabalhar na empresa, mas ter que demitir posteriormente porque ele estava praticando pequenos furtos", explicou o delegado. Segundo a polícia, a investigação aponta que eles não pretendiam fazer ataques em outras escolas. "Todo material colhido não demonstra que eles fariam ou tentariam fazer outros ataques em outras escolas", afirmou o delegado. Fontes também alegou que ainda não há nenhuma relação direta com a "deep web". "No momento não vamos revelar como era feita a comunicação. O que posso indicar é que a maioria das conversas deles eram pessoais, travaram poucas conversas através da internet. Não tenho nenhuma evidência, até o presente momento, de que eles estivessem consultando a 'deep web', para poder ter material suficiente para executar o que executaram".

Nº de mortos em Brumadinho chega a 203; 105 pessoas seguem desaparecidas

  • 14 Mar 2019
  • 15:11h

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Subiu para 203 o número de mortes confirmadas em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (14) pela Defesa Civil, 105 pessoas continuam desaparecidas. No dia 25 de janeiro deste ano, a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, matando dezenas de pessoas e contaminando o Rio Paraopeba, um dos afluentes do Rio São Francisco. Os rejeitos devastaram a área administrativa da mineradora, incluindo o refeitório, onde muitos trabalhadores almoçavam na hora do rompimento. Após varrer a mineradora, a lama atingiu comunidades de Brumadinho destruindo casas, inclusive uma pousada, a atingindo propriedades rurais.

Números da tragédia

•203 mortos identificados (veja a lista)

•105 desaparecidos (veja a lista)

•395 localizados

Bolsonaro diz que dorme com arma do lado da cama no Palácio da Alvorada

  • Folha de S. Paulo
  • 14 Mar 2019
  • 14:04h

Foto: Isac Nóbrega/PR

 O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (13) que dorme com uma arma ao lado de sua cama, no Palácio da Alvorada. A informação foi dada pela manhã, em um café com jornalistas no Palácio do Planalto, para o qual a Folha foi convidada.Segundo ele, há riscos no Alvorada, apesar do esquema forte de segurança. Com isso, Bolsonaro disse que só consegue dormir sabendo que tem uma arma ao seu lado. A declaração foi dada antes da divulgação do episódio em Suzano (Grande SP) no qual dois atiradores deixaram ao menos oito mortos, incluindo cinco alunos. Questionado, o presidente disse que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro  compreende seu gesto de dormir com arma. O presidente  disse ainda que um projeto de lei deve ser enviado ao Congresso tratando do porte de arma. De acordo com o presidente, a regra não pode ser tão "rígida" como atualmente. Ele não deu mais detalhes sobre o texto. Em janeiro, ele editou um decreto que trata da posse de armas. O texto, entre outras coisas, estende o prazo de validade do registro de armas de 5 para 10 anos e cria pré-requisitos objetivos que precisam ser apresentados a um delegado da Polícia Federal para autorização da posse. As declarações de Bolsonaro sobre a arma no Alvorada foram dadas em um café da manhã com jornalistas. A Folha foi convidada. Participaram também do encontro Renata Lo Prete (TV Globo), Fernando Mitre (TV Bandeirantes), Mariana Godoy (Rede TV), Carlos Nascimento (SBT), Thiago Contreira (TV Record), Fernando Rodrigues (Poder 360), Carlos di Franco (O Estado de S. Paulo), Leonardo Cavalcanti (Correio Braziliense), Rufolgo Lago (Istoé), Paulo Enéias (Crítica Nacional) e Rui Fabiano

Assassinos planejaram massacre por mais de 1 ano, aponta investigação

  • 14 Mar 2019
  • 12:58h

Foto: TV Globo/Reprodução

Os assassinos que mataram oito pessoas e depois se mataram na quarta-feira (13) durante o massacre numa escola de Suzano, região metropolitana de São Paulo, planejaram o crime por um mais de um ano, apontam as investigações preliminares da Polícia Civil. Outras 11 pessoas ficaram feridas, sendo que uma está em estado grave. Ainda de acordo com os policiais, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, pretendiam matar mais pessoas do que as 13 vítimas fatais do massacre de Columbine, ocorrido em 1999 nos Estados Unidos. Em abril, esse crime completará 20 anos. A polícia de Suzano investiga o caso para tentar esclarecer as reais motivações que levaram Guilherme e Luiz entrarem armados na Escola Estadual Raul Brasil e atirarem e golpearem com machado alunos e funcionários. Antes, um deles matou o tio numa loja.Após a matança, os assassinos, que eram alunos da escola, morreram. Segundo a polícia, Guilherme atirou em Luiz e depois se suicidou com a chegada da Polícia Militar (PM).

Flávio Bolsonaro usa tragédia de Suzano para criticar maioridade e desarmamento

  • Daniel Carvalho | Folhapress
  • 14 Mar 2019
  • 08:06h

Foto: Sergio Moraes/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) usou a tragédia ocorrida em uma escola em Suzano (SP) nesta quarta-feira (13) para criticar a maioridade penal e o estatuto do desarmamento. "Meus sentimentos a todos os familiares das vítimas covardemente assassinadas no colégio em Suzano. Mais uma tragédia protagonizada por menor de idade e que atesta o fracasso do malfadado estatuto do desarmamento, ainda em vigor", disse o senador às 15h52, sete minutos antes de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ir às redes sociais falar sobre o assunto. "Presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atentado ocorrido hoje na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos!", escreveu Bolsonaro, seis horas após mais de seis horas de silêncio. Oito pessoas, sendo ao menos seis alunos, morreram em um ataque a tiros na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira.  Segundo a Polícia Militar, quatro estudantes e dois funcionários foram mortos no local e outros dois alunos morreram após serem levados a hospitais da região. Os disparos foram feitos quando dois homens encapuzados atiraram contra os alunos e, em seguida, se mataram. Eles foram identificados como Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17.  Seguidores de Flávio no Twitter criticaram a manifestação do senador. "Era melhor não ter falado nada", escreveu Alessio Esteves. "Presta solidariedade, mas quer defender a bandeira política, francamente que vergonha desses políticos, de todos os políticos", escreveu uma internauta que se identifica apenas como Fabiana. A tragédia reacendeu no Congresso a discussão sobre dois projetos polêmicos. Pelo lado governista, voltou-se a discussão da proposta, segundo a qual jovens menores de 18 anos, mas maiores de 16 anos, poderão ser condenados pela prática de crimes graves, já foi aprovada na Câmara e está parada no Senado desde 2015. Pelo lado da oposição, pediu-se celeridade na apreciação de um decreto legislativo que susta o decreto do presidente Jair Bolsonaro que facilita a posse de armas. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), começou a articular a apresentação de um requerimento de urgência para que a proposta de diminuir a idade para que um jovem possa ser condenado seja votada rapidamente. "Está parado. É só pautar. Vamos para o voto. Não pode ter assunto que o Senado desconheça desistir. Vamos para o plenário, colocar argumentação, expor para a sociedade brasileira", disse Olímpio à Folha de S.Paulo. O senador defende com outros colegas que o Senado priorize pautas de segurança e corrupção, enquanto a Câmara trata da reforma da Previdência. Segundo Olímpio, o grupo já selecionou 21 projetos que podem ser apreciados. O assunto interrompeu as votações na CCJ (comissão de Constituição e Justiça) na manhã desta quarta-feira com informações ainda desencontradas. No momento da sessão, por exemplo, acreditava-se que os dois atiradores eram menores de idade. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que o presidente Jair Bolsonaro estimulou a violência durante as eleições e ao editar um decreto que facilita a posse de armas. "Fiz campanha de rua em rua, de porta em porta. A coisa que mais me assustava era ver crianças fazendo o gesto de que estavam com uma arma na mão. O gesto da violência, o gesto e a forma de como resolver as suas pendências. Portanto, não podemos descartar que o estímulo à violência pela via institucional é um problema que precisamos combater", afirmou o senador, que cobrou também a apreciação de um decreto legislativo apresentado pela oposição, que susta o decreto de Bolsonaro. "Estamos aqui diante da consequência que é armar pessoas, estimular que resolvam suas diferenças através da eliminação do causador e diante de um decreto que autoriza cada cidadão a ter até quatro armas dentro de casa", disse Carvalho. O Major Olímpio contestou o colega, afirmando que as armas usadas no crime desta manhã seriam ilegais. O que tem a ver a cueca com as calças? Esse discurso que eu ouvi agora não tem a menor pertinência", afirmou Olímpio. "O decreto do Bolsonaro simplesmente garantiu posse legítima [de arma]. Não é nem o porte. Isso nós vamos votar depois. E a população quer isso mesmo. A população botou Bolsonaro como presidente da República para ser um impulsionador de garantias para o cidadão, para que não tenhamos tragédias desta natureza", afirmou o líder do partido do presidente da República. "Se cada cidadão brasileiro pode ter na sua residência quatro armas, como prevê esse decreto apresentado pelo presidente da República, a chance de nós termos episódios como esse cresce enormemente", disse o senador Humberto Costa (PT-PE). "Não é exatamente ampliando a possibilidade de as pessoas terem armas, a posse de armas, que nós vamos acabar com a posse ilegal e com a posse irregular", disse Costa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), manifestou-se apenas por uma postagem no Twitter. "É com perplexidade que recebi, a notícia do tiroteio no Colégio Estadual Raul Brasil, em Suzano-SP.  Eu me solidarizo às famílias das vítimas e espero que as reais causas dessa tragédia sejam descobertas", afirmou.

Cadernos de assassinos de Suzano tinham táticas de jogo de combate e regras de conduta na escola

  • 14 Mar 2019
  • 07:04h

Foto: GloboNews/Reprodução

A polícia encontrou dois cadernos no carro usado pelos assassinos da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. Um dos cadernos trazia uma série de desenhos de armas, nomes de jogos de internet e táticas de jogos de combate que o participante deve cumprir. Entre as táticas estava: "depois disso pode mandar seu exército atacar, é exército meio fraco, mas se fizer rápido o inimigo não vai ter tempo de fazer muitas defesas. Outro caderno, que seria de Guilherme Tauci Monteiro, tinha uma lista de regras de conduta da escola como "proibido o uso de celular em sala de aula, proibido fumar e colaborar com a organização e limpeza dos ambientes".Os assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – eram ex-alunos do colégio. A investigação aponta que, depois do ataque, ainda dentro da escola, Guilherme matou Henrique e, em seguida, se suicidou. A polícia diz que os dois tinham um "pacto" segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam. Cinco dos mortos são alunos do ensino médio, com idade entre 15 e 17 anos, de acordo com o secretário de Segurança Pública de SP. Entre as vítimas, há ainda duas funcionárias do colégio, uma delas a coordenadora. O dono de uma locadora de veículos próximo ao local, que era tio de um dos assassinos, foi morto pouco antes do ataque. Também há registro de 11 feridos.

CPF vira documento único de acesso a dados e benefícios do governo

  • Veja
  • 13 Mar 2019
  • 19:04h

O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que transforma o CPF em documento de localização das informações dos cidadãos nos sistemas da administração pública federal. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira, 12. Com a mudança, vai ser possível apresentar o CPF no lugar do número de carteira de trabalho, PIS/Pasep, certificado de alistamento militar, número de matrícula para aluno de universidades públicas federais e até mesmo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).  No caso da CNH, contudo, o motorista será obrigada a carregar a carteira enquanto dirige, já que esta é uma exigência legal. O porte da CNH pode ser feito tanto pelo documento físico quanto via aplicativo para celular.O ato presidencial estabelece que os órgãos e as entidades da administração pública federal terão três meses para a adequação dos sistemas e procedimentos de atendimento ao cidadão e doze meses para consolidar os cadastros e as bases de dados a partir do número do CPF. Apesar da mudança, o decreto não prevê a criação de um documento único físico.   Além da determinação sobre o CPF, o texto atualizado confirma a dispensa — já definida por lei — do reconhecimento de firma e da autenticação em documentos produzidos no país perante órgãos públicos. Para o secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, o decreto vem para eliminar várias exigências que, com os avanços tecnológicos de hoje, não fazem mais sentido. “É cada vez mais comum acessar diversos serviços com uma conta só. Então, por que precisamos de tantos documentos diferentes para acessar um serviço nos órgãos do governo?”, ressaltou. Segundo o Ministério da Economia, a medida é mais um passo na direção da consolidação de um cadastro que vai reunir os dados do cidadão a partir da integração das plataformas digitais do governo, a fim de criar uma rede de confiança entre órgãos do Poder Executivo Federal. “Com a utilização de soluções de tecnologia, o governo federal vem simplificando os processos e os procedimentos de atendimento aos usuários dos serviços públicos e propiciando melhores condições para o compartilhamento das informações”, disse a pasta em nota. 

Senador diz que tragédia em Suzano seria evitada se professores estivessem armados

  • Matheus Simoni
  • 13 Mar 2019
  • 16:10h

(Facebook/Reprodução)

O senador Major Olímpio (PSL-SP) disse hoje (13) que o massacre que vitimou dez pessoas na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, teria sido evitado caso os funcionários da escola estivessem com armas. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o parlamentar defendeu a revogação do estatuto do desarmamento e a redução da maioridade penal. "Se os professores estivessem armados, e se os serventes estivessem armados, essa tragédia de Suzano teria sido evitada", disse Olímpio durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. "Se tivesse um cidadão com arma regular dentro da escola, professor, servente, um policial militar aposentado, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia. Vamos, sem hipocrisia, chorar os mortos e discutir a legislação, e onde estamos sendo omissos", completou. O massacre foi protagonizado por dois atiradores que mataram 8 pessoas e tiraram a própria vida em seguida. 23 pessoas foram levadas a hospitais. Entre elas, há pessoas que ficaram feridas e outras que passaram mal após o ataque.

'Ninguém sabia quem era Marielle antes de ela ter sido morta', diz Eduardo Bolsonaro

  • O Globo
  • 13 Mar 2019
  • 15:12h

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira que o assassinato da vereadora Marielle Franco não se distingue de outros homicídios ocorridos no Brasil. No mesmo dia em que uma operação da Polícia Civil do Rio prendeu e apontou dois suspeitos de terem praticado o crime, o parlamentar afirmou que há "um desespero" para relacionar o crime ao seu pai. Questionado sobre o envolvimento de sua família com ex-policiais — parentes de milicianos foram lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio —, o parlamentar afirmou que não há qualquer tipo de relação com criminosos.— Eu não tenho nenhum envolvimento com a milícia. Qual envolvimento vão falar? Foto de Jair Bolsonaro? Ele tira 1 milhão de fotos por ano com todo mundo. Será que se eu tirar uma foto com um policial, eu vou ser responsável por tudo que ele fizer? Igual à questão da medalha. Flávio deu a medalha em 2004. O cara é suspeito de alguma coisa agora e querem associar com o Flávio. Para mim, isso aí é…Tem uma parte da imprensa, nem sempre grande imprensa, mas às vezes a imprensa alternativa que se presta a esse trabalho sujo, muito financiada pelos últimos governos que cai no descrédito ao tentar fazer esse tipo de relação. É um desespero para tentar dizer que Bolsonaro tem culpa no cartório. Quem era Marielle? Estou falando com todo o respeito. Ninguém conhecia quem era Marielle Franco antes de ela ter sido assassinada. Depois, todo mundo começou a conhecer porque foi dada uma grande notoriedade. Agora, pelo amor de Deus, tentar fazer essa relação é mais do que absurda, é repugnante — disse Eduardo Bolsonaro. — Nem acompanhei, gente. Esse caso de assassinato é como vários outros casos de assassinato, como os outros 62 mil casos que a gente tem no Brasil. É óbvio que a gente quer que ele seja elucidado e que quem cometeu vá preso. Não tem nada de diferente. Se a pessoa matar a mim, a você e qualquer pessoa de outro partido é a mesma coisa. Uma vida que foi embora. Não tem essa de passar a mão na cabeça, porque… Isso aí está muito acima de questão política, pelo amor de Deus — disse Eduardo.  Perguntado sobre o fato de o delegado das investigações ter confirmado que a filha de um dos suspeitos namorou um dos filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo disse que não era o seu caso. — Olha, eu não vou falar nome de ex-namorada, mas eu procurei aqui e nenhuma delas é filha de PM, não. Se essa informação for verdade, não sou eu não. Perguntado se era um dos seus irmãos, ele respondeu: — Tem que perguntar para meus irmãos. Sei lá, né, será que namorou mesmo? Meio estranho isso aí, mas tudo bem.

Polícia divulga identidade dos assassinos que mataram 8 em escola

  • 13 Mar 2019
  • 14:03h

Foto: Arquivo pessoal

A polícia divulgou os nomes dos assassinos que mataram 8 pessoas, sendo 4 adolescentes, na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo. São eles: Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Os dois cometeram suicídio em seguida. Castro completaria 26 anos no próximo sábado.O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13). Quatro dos mortos no local são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola.