MC Gui já perdeu um contrato e teve dois shows cancelados nesta terça-feira (22) após por ter feito um vídeo em que ria de uma menina em um trem da Disney. Na gravação, ele e amigos riem enquanto o cantor filma a menina, visivelmente incomodada. Após a repercussão negativa nas redes sociais, uma loja, uma escola de idiomas e uma prefeitura que tinham contratos com o cantor anunciaram cancelamento e se manifestaram contra a atitude. A loja Black Nine California, que vendia produtos licenciados do artista, informou nesta terça (22) o rompimento com o cantor. "Informamos que a partir de hoje não venderemos mais a marca do Gui (MC Gui). Nós não compactuamos com qualquer tipo de preconceito, muito menos quando se trata de uma criança", escreveu a loja em seu Instagram oficial. A escola de idiomas CNA em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, cancelou o show que o cantor faria no dia 31 de outubro. "Foi solicitado o cancelamento do show do cantor MC Gui. Reforçamos que qualquer situação que vá contra nossos princípios em nenhuma hipótese é aceita", publicou a escola. A prefeitura de Cambuquira, em Minas Gerais, também cancelou um show do cantor. Na nota, a prefeitura de Cambuquira (MG) comunicou que o evento previsto para o dia 2 de novembro não será realizado.
A Polícia Civil do RJ prendeu, na manhã desta terça-feira (22), 20 suspeitos de planejar invadir o Estádio do Maracanã, na noite de quarta-feira (23), para o jogo Flamengo x Grêmio, válido pela partida de volta da semifinal da Libertadores. Ainda há presos no interior do estado que não foram incluídos na conta. Ao todo, 27 pessoas são procuradas. A polícia também busca conduzir 89 pessoas para intimação, a mando do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos. Até as 9h, um homem tinha morrido em Manguinhos, e outros dois foram baleados no Jacarezinho - um deles dentro de um ônibus. Segundo as investigações, o grupo estava disposto a enfrentar a polícia, apesar do policiamento reforçado, e também assaltaria outros torcedores no caminho para o estádio. A investigação monitorou redes sociais e detectou a movimentação de grupos que afirmavam ter falsificado ingressos e se preparavam para roubar torcedores e invadir o estádio. Há áudios dos suspeitos desafiando as forças de segurança e conversas em que planejam ataques. Num dos grupos de troca de mensagens, havia pelo menos 150 pessoas marcando local de encontro para cometer os crimes. De acordo com informações da polícia, todos os procurados são investigados por formação de quadrilha. Mais de 100 equipes da polícia dão apoio à ação. Os agentes cumprem mandados judiciais na capital, Baixada Fluminense, Região dos Lagos, Região Serrana e Grande Rio. O Batalhão Especial de Policiamento de Estádio (Bepe) vai reforçar o planejamento de segurança e terá efetivo de 800 policiais. O perímetro de segurança também foi estendido no entorno do estádio.
O Brasil teve uma queda de 22% no número de mortes violentas registradas nos primeiros oito meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Somente em agosto, houve 3,1 mil assassinatos, contra 3,9 mil no mesmo mês do ano passado. Já no período que engloba os oito meses, foram 27.517 mortes violentas — 7,9 mil a menos que o registrado de janeiro a agosto de 2018 (35.422). A tendência de queda nos homicídios do país tem sido mostrada pelo G1 desde o balanço de 2018 – a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%. Já no 1º semestre deste ano, a queda foi de 22% – percentual que se mantém. O número de assassinatos, porém, continua alto: 114 pessoas morreram por dia, em média, no país em 2019.O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados apontam que:
o país teve 27,5 mil assassinatos de janeiro a agosto, 22% a menos que em 2018
houve 7.905 mortes a menos na comparação dos dois anos
todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no período
três estados mantiveram uma queda superior a 30% no ano: Ceará, Rio Grande do Norte e Acre
Um homem explodiu o quintal de casa ao tentar matar baratas com gasolina, veneno em spray e fogo, em Enéas Marques, no sudoeste do Paraná. As câmeras de monitoramento da casa registraram o acidente. As imagens mostram o gramado do quintal explodindo após o homem jogar fósforos em uma fossa de onde estavam saindo as baratas. “Fiquei pasmo e tremendo por causa do susto”, disse o caminhoneiro Cesar Schmitz. Segundo Schmitz, ele jogou veneno em spray no local para tentar matar as baratas. Quando o produto acabou, ele jogou gasolina "Coloquei um pouco de gasolina e comecei a riscar o fósforo”, contou. Ele afirmou que acredita que o gás metano do veneno em spray com o fogo causou a explosão. O homem e os cachorros, que também estavam no quintal, não se machucaram. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a gasolina e o gás spray são produtos altamente inflamáveis e, por isso, nunca devem ficar próximos ou ter contato com o fogo. “Podem causar explosão e incêndio de grandes proporções se for utilizado dentro de casa. Além do perigo à vida de quem está próximo”, destacou a tenente Ana Hansen. Outras embalagens também contam com produtos inflamáveis e oferecem riscos, como spray de cabelo, tintas e desodorantes, segundo os bombeiros. Hansen orienta ainda que essas substâncias sejam manipuladas com cuidado e que fiquem longe de crianças. Schmitz disse que não imaginava que um acidente como este poderia acontecer. "Na hora você não pensa e acabou acontecendo. Pode acontecer com qualquer um. Se eu sonhasse que aquilo era perigoso eu jamais ia fazer", contou. Com a explosão, segundo o caminhoneiro, os canos de um dos banheiros da casa também estouraram. O caso aconteceu na sexta-feira (18). Conforme Schmitz, ele conseguiu terminar de limpar tudo apenas nesta segunda-feira (21).Schmitz explicou que enviou o vídeo para um amigo, mas não imaginava que o caso ia viralizar na internet."Achei uma loucura, mas achei boa a viralização do vídeo porque pode servir de alerta. Eu nunca imaginei que ia dar essa explosão", revelou.O caminhoneiro disse ainda, em tom descontraído, que finalmente todas as baratas morreram.
A manicure Luciana Mota presenciou a queda do avião de dentro de um carro estacionado na manhã desta segunda-feira (21) na Rua Minerva, no bairro Caiçara, Região Noroeste de Belo Horizonte. O automóvel de Luciana foi destruído no acidente, mas ela escapou ilesa. “Escutei o barulho de uma batida bem fraquinha. Na hora que eu olhei, nossa, o avião caiu. Aí, ele explodiu na minha frente”, contou. Luciana disse que, depois disso, ficou sem reação, e em questão de segundos percebeu que dava para sair do veículo. “Veio aquela explosão para cima do meu carro. Eu não tinha nem o que fazer. Eu não tinha pra onde ir. Eu fiquei dentro do carro. Ai só abaixei e fiquei esperando para ver o que ia acontecer. Quando vi que ainda dava para sair, abri a porta do passageiro e saí correndo”, descreveu ela. A manicure estava deixando a academia que fica em frente ao local do acidente. Três pessoas morreram e três foram levadas feridas para o hospital.
O vice-presidente Hamilton Mourão destacou nesta segunda-feira (21) as dificuldades para lidar com o óleo que aparece no litoral do Nordeste e disse que, no momento, "o máximo" que o governo pode fazer "é ter gente capacitada" para recolher os resíduos, já que não se consegue identificar as causa da mancha de óleo. Segundo Mourão, o governo adotou as medidas cabíveis, contudo, "faltou comunicar" de forma mais eficiente o trabalho realizado. Mourão, que está no exercício da Presidência com a viagem de Jair Bolsonaro à Ásia e ao Oriente Médio, deu a declaração ao sair de seu gabinete no Palácio do Planalto. Ele foi questionado se o governo foi omisso ao lidar com as manchas, já que a Justiça Federal em Pernambuco concedeu, no domingo (20), uma liminar determinando que o governo federal dê início, em 24 horas, à implementação de uma série de medidas para recolher o óleo que atinge o litoral e proteger áreas sensíveis do estado. Segundo a Marinha, desde o dia 2 de setembro, foram recolhidas mais de 600 toneladas de resíduos no litoral nordestino. O presidente em exercício declarou que o governo adotou todas as medidas previstas no plano nacional de contingência, firmado em 2013, no governo Dilma Rousseff. Mourão ainda frisou empecilhos para conter o avanço das manchas, já que não se consegue identificar a origem, o que dificulta prever quanto óleo ainda chegará às praias. "É um caso único na história do mundo, não temos notícia. Diferente daquelas manchas de petróleo que avançam pelo mar, as próprias medidas de contenção são complicadas. O máximo que a gente pode fazer, hoje, é ter gente capacitada para recolher esse óleo que chega nas praias, e é isso que nós estamos fazendo", disse Mourão. "Não há uma previsibilidade porque não se consegue detectar a mancha. Pode vir aí a Nasa, pode vir quem quiser que não consegue enxergar isso aí. É um ministério", acrescentou. O vice-presidente também, que terá uma reunião à tarde para discutir as medidas adotadas pelo governo federal até o momento, disse que é preciso manter a busca para identificar a causa, intencional ou não, do derramamento de óleo no mar. Mourão ressaltou que o governo adotou os protocolos do Plano Nacional de Contingência, firmado em 2013, e que tomou as medidas previstas. Ele lembrou que a Justiça Federal já analisou o caso. Em decisão no domingo (20), a juíza Telma Maria deu 15 dias para o MPF especificar quais outras ações o órgão quer que sejam adotadas em relação às manchas de óleo. Para o vice-presidente, faltou ao governo comunicar melhor as ações adotadas até o momento. "A juíza já analisou, já mostrou que o governo desde 2 de setembro acionou os protocolos correspondentes. Apenas mais uma vez faltou comunicar melhor isso aí", declarou o vice-presidente à tarde.
Um avião de pequeno porte, prefixo PR-ETJ, caiu na manhã desta segunda-feira (21) no bairro residencial Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte, e deixou ao menos três mortos e três feridos. O local da queda fica a 1,3 quilômetro da cabeceira do Aeroporto Carlos Prates, que opera voos particulares e é dedicado à formação de pilotos. A aeronave tinha acabado de decolar do terminal, com destino a Ilhéus (BA).O acidente ocorreu na esquina das ruas Minerva com Belmiro Braga, mesma região onde, em 13 de abril, outro avião caiu e causou uma morte. Nesta segunda, três carros foram atingidos durante a queda da aeronave e pegaram fogo. A área foi tomada por muita fumaça preta, que podia ser vista de vários pontos da cidade. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre os mortos está um ocupante do avião, um pedestre e outra pessoa que estava em um dos carros atingido pela aeronave. Os feridos, entre eles o piloto, foram levados em estado grave para o Hospital João XXIII. Segundo o coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho, subcomandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os três feridos ficaram com grande parte do corpo queimado.
Uma menina de 8 anos morreu ao cair do 18° andar do prédio no domingo (20) no Centro de Balneário Piçarras, Litoral Norte catarinense. Brenda Silva chegou a ser socorrida pela família e levada para o pronto atendimento, mas não resistiu aos ferimentos. A informação foi confirmada pela prefeitura do município. Segundo a polícia, o prédio está em construção. O pai da criança trabalha nas obras do edifício e levou a família para conhecer as instalações. A menina estava correndo pelo local, quando se desequilibrou e caiu. O corpo da criança foi enterrado na manhã desta segunda-feira (21) no Cemitério Municipal de Balneário Piçarras.A NSC TV entrou em contato com a empresa responsável pelo edifício, mas até esta publicação não obteve retorno.
“Eu quero me entregar completamente como escrava pra você. Quero que você me use do jeito que você quiser e de todas as formas”. “Estou disposta a fazer tudo o que você me mandar. E a cumprir com as punições caso eu te desobedeça. Serei eternamente sua escrava”. Esses depoimentos foram feitos por mulheres que estavam sendo ameaçadas e coagidas por um homem acima de qualquer suspeita, mas que, segundo a polícia, era na verdade um estuprador em série. Roney Schelb escolhia suas vítimas nas redes sociais. Ele se aproximava das mulheres e prometia pagar por nudes - fotos e vídeos sensuais -, enviava falsos recibos de transferência bancária e depois que recebia as primeiras imagens, começavam as chantagens. “Ele fazia uma promessa que variava de 4 a 10 mil reais apenas para algumas fotografias e alguns vídeos em poses sensuais. Só que, já de posse desses vídeos, de posse dessas fotografias, ele utilizava para extorquir as vítimas, alegando que iria divulgar isso para familiares, iria divulgar isso para amigos, e no seu local de trabalho”, conta delegado. “A primeira coisa que eu pensei foi na minha família. Como eles iriam me olhar depois disso”, relembra vítima. “Ele pedia muito arquivo durante o dia. Eram mais de vinte vídeos e fotos todos os dias.
E era obrigado a mandar”, fala outra. Roney era líder em um grupo de jovens da renovação carismática, de uma igreja católica, em Muriaé, zona da mata mineira. Mas, de acordo com a investigação da polícia civil, toda essa religiosidade era parte de um personagem criado por ele. E ele teria criado vários. Os outros tinham nome, sobrenome e até perfis nas redes sociais. Que, de acordo com os investigadores, foram criados pra que ele conseguisse enganar e estuprar mulheres. Ele controlava cinco perfis falsos em redes sociais e aplicativos de troca de mensagens. A vítima acreditava que estava conversando com várias pessoas, mas na verdade todas as mensagens eram escritas por Roney. “Achávamos que se tratava de uma quadrilha, de uma organização de favorecimento à prostituição, sendo que a pessoa agia sozinha”, explica o delegado. Numa palestra para os jovens da igreja, ele chegou a citar o livro “Cinquenta Tons de Cinza”.Na história um milionário elabora um contrato de submissão com uma mulher. A polícia encontrou um contrato de escravidão consentida - com elementos que lembram o contrato do filme - na casa do suspeito. O documento, assinado por uma das vítimas, diz que ela teria que fazer tudo que ele quisesse, sem limites. O contrato criado por Roney estabelecia que as mulheres autorizassem que ele as agredisse com a força que quisesse e a qualquer momento. “É uma aberração jurídica, não há qualquer fundamento prático, legal, pra ele obrigar uma pessoa a assinar esse tipo de contrato. É uma coisa que não existe no mundo jurídico”, diz o delegado. A investigação começou depois que uma das mulheres decidiu procurar a delegacia de crimes cibernéticos. Com um mandado de busca e apreensão, a polícia foi até a casa de Roney, na região metropolitana de Belo Horizonte, e encontrou, um arquivo detalhado com todas as informações das vítimas - tratadas por ele como escravas sexuais. Ao todo, 173 mulheres, de 12 estados. “Ele sabia onde eu trabalhava. Ele sabia o nome da minha mãe. Ele sabia qual igreja a minha mãe frequentava. Então assim, sabia praticamente tudo”, lamenta vítima. “Falava com a gente que ia matar nossa família”, completa outra. Os investigadores descobriram que várias mulheres foram obrigadas a se encontrar pessoalmente com ele e então foram estupradas. “Queria ter relação comigo e gravar todo o dia, mesmo eu não querendo. Eu não podia falar nem pra minha melhor amiga. Porque se ele ficasse sabendo que eu tava falando pra alguém, ele poderia vir atrás de mim”, chora vítima. As vítimas dizem ainda que ele as obrigava a fazer sexo sem preservativo. “Você ainda não fez exames médicos?”, questiona o repórter. “Não. Ainda não tive essa coragem. É o que mais me apavora”, admite uma das mulheres. Mulheres de outros estados também eram chantageadas pela internet. A polícia identificou oito menores de idade entre as vítimas. Roney negou todas as acusações: “Quando se fala em estupro se imagina atos de violência ou alguma coisa do tipo. Eu nunca fiz nada disso, eu sou inocente e a minha defesa o meu advogado está fazendo de tudo pra conseguir provar isso”.Ele vai responder por diversos crimes de estupro e violação sexual mediante fraude. ”Era um cidadão sádico, que praticou um grande número de crimes. Crimes contra a dignidade sexual das mulheres. Crimes contra a humanidade. Uma vez que ele fazia essas mulheres de escravas, da forma mais covarde e assustadora que tivemos notícias”, afirma Magno Machado, da Delegacia de Investigação de Crimes Cibernéticos. “Uma pessoa ser violentada, dessa maneira que a gente foi, eu acho que ninguém consegue imaginar. A dor que era, porque eu não dormia, eu não trabalhava, eu não comia. Por causa das ameaças dele. Espero muito que a justiça seja feita, porque o que ele fez com a gente não é humano não. Obrigar a gente a fazer as coisa, não é humano”, conta mulher.
Apesar de ter sido revogado por Jair Bolsonaro, o horário de verão – ou a falta dele – agitou as redes sociais na madrugada deste domingo (20). No Twitter, centenas de usuários relataram que os celulares adiantaram automaticamente em 1 hora e questionaram o horário certo. O problema já era previsto. Na última sexta-feira, o Google havia publicado um anúncio oficial em seu blog recomendando que usuários de Android no Brasil alterassem as configurações automáticas de data e hora; saiba como fazer isso. O SindiTelebrasil, que representa as operadoras de telefonia, informou que “as empresas realizaram testes na rede e não foram identificados problemas na alteração de horário". "Vale ressaltar que há alterações que não ocorrem na rede das operadoras, e sim em aplicativos externos instalados nos aparelhos." Na sexta-feira, a entidade havia informado que as operadoras "desprogramaram a alteração do horário de verão em suas plataformas, de acordo com o novo decreto presidencial".
O corpo de Maria das Graças Rodrigues, de 70 anos, síndica do edifício que desabou na terça-feira (15) em Fortaleza, foi resgatado dos escombros no fim da tarde deste sábado (19). Segundo o Corpo de Bombeiros, Maria era última pessoa que estava desaparecida sob os escombros, e a operação de busca por pessoas foi encerrada. "Foram retiradas nove vítimas. Graças ao bom Deus resgatamos com vida sete pessoas. Com isso declaramos encerrada a operação de resgate no edifício", afirmou o comandante. Após o encerramento da ação de resgate, os bombeiros civis e militares realizaram um ato solene em homenagem às nove vítimas da tragédia. Eles distribuíram flores entre familiares e voluntários que acompanharam o trabalho dos socorristas.Conforme o comandante Eduardo Holanda, outros servidores assumirão a responsabilidade sobre a área do desabamento para retirada de escombros, recolhimento de pertences dos moradores e devolução dos itens aos sobreviventes e familiares.Mais cedo, por volta das 10h40, o corpo do cuidador de idosos José Eriverton Laurentino Araújo, de 44 anos, também foi removido do local pelos bombeiros. Ele trabalhava para Vicente de Paula e Izaura Marques Menezes, ambos também mortos no desastre.
A emoção tomou conta do Hospital e Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste nesta sexta-feira (18). Após 12 anos internada, Letícia Kerollen de Souza Oliveira, de 14, recebeu alta médica da unidade. Diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME) desde 1 ano e 7 meses de vida, ela contrariou as primeiras expectativas, ganhou alta, e se despediu da “família” de médicos e enfermeiros que a acompanhou durante todo seu crescimento.Lele, como é chamada pelos entes queridos, morava em Coari quando apresentou os primeiros sintomas da doença degenerativa. Primeiro, vieram as convulsões, depois os desmaios e a dificuldade para respirar. Passou oito anos no leito da Unidade de Terapia Itensiva (UTI) e realizou o sonho de ser liberada, na tarde desta sexta, para morar no conforto do lar. “Eles falavam que ela nunca ia poder sair da UTI"“Só sairia se ela tivesse cuidado domiciliar, que na época não existia. Foi um momento muito difícil para nós”, contou a mãe Irlene de Souza, sobre a descoberta do diagnóstico. Irreversível, a doença exige diversos cuidados especiais – como aparelho de respiração, sugador, sonda alimentar e fraldas – além de profissionais como terapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e enfermeiro. A mãe dará continuidade ao tratamento de Lele na residência, em Manaus, com auxílio do programa Melhor em Casa, que fornece serviços de uma equipe multidisciplinar. Para Irlene, a alta do hospital é a “realização de um sonho, graças a Deus e a todos do hospital que cuidaram dela desde bebezinha”. Segundo a técnica em enfermagem Núbia Belfort, a adolescente saiu poucas vezes da unidade de saúde. Com o fim da internação na UTI, uma equipe médica acompanhou Lele uma vez ao shopping e à igreja durante o Natal, além de pequenos passeios na frente do pronto-socorro. Com a saída dela nesta sexta-feira, todos profissionais ficaram comovidos. “A gente nunca pensou que esse dia fosse chegar. Eu trabalhei com ela desde quando chegou na UTI. Para mim, ela é como uma filha”, contou Núbia, emocionada com tamanha alegria. "Ainda pequena, ela dizia que queria sair, ver o sol e fazer churrasco". Para o pediatra Luiz Afonso, é um acontecimento histórico para o Amazonas e para o Brasil. A expectativa de vida é em torno de 20 anos. Darmos alta a um paciente com este tipo de doença é difícil, por conta de todo contexto, onde a criança precisa de respirador, de enfermeiros e uma equipe multi”, contou.
A vida no hospital. Crescer sem poder se movimentar ou sequer respirar sem ajuda de aparelhos, não é tarefa fácil. Apesar das dificuldades, Letícia sempre foi uma criança alegre, vaidosa e otimista em relação ao tratamento, conforme relatos da equipe médica. Segundo a equipe, Letícia sempre teve o “máximo de humanização possível”. Médicos e enfermeiros realizavam brincadeiras, passeios e, inclusive, cuidados com a beleza. “Ela estuda, tem aulas no quarto e faz provas. Ela é muito inteligente e extremamente vaidosa. Ama pintar as unhas, passar maquiagem, fazer ‘chapinha’ e usar lacinhos. É uma menina normal, só não tem os movimentos”, contou a fisioterapeuta Morgana Peixoto. Os exercícios ao longo dos anos foram essenciais para alcançar o resultado de agora. “Todas as crianças aqui [com a mesma condição] tem a face 100% paralisada, mas a Letícia consegue sorrir. Ela responde muito bem ao tratamento de fisioterapeuta e fonoaudiologia”,
Quase nove meses após a tragédia da Vale, em Brumadinho (MG), os bombeiros informaram, neste sábado (19), que mais um corpo foi encontrado na área do desastre. Trata-se de uma vítima masculina, ainda sem identificação. De acordo com o último balanço das autoridades, 251 mortes foram confirmadas, e as buscas seguem por 19 pessoas. Esses números devem ser atualizados somente após a identificação do corpo encontrado nesta manhã. Há possibilidade, por exemplo, de que a vítima já tinha sido reconhecida por meio de algum fragmento corpóreo. No início da tarde, a Polícia Civil informou que os trabalhos iniciais de identificação já estavam sendo feitos por uma equipe no local. Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, o corpo está íntegro e foi localizado a cerca de 3 metros de profundidade, em uma área chamada pelos militares de "Remanso 3". Segundo ele, está área fica entre a barragem B1, que se rompeu no dia 25 de janeiro na mina do Córrego do Feijão, e o Rio Paraopeba. Aihara afirma que as buscas neste local eram dificultadas pelo acúmulo de destroços, a exemplo de eixos de caminhão e pedaços de trator. O tenente destaca a satisfação dos militares no encontro de cada corpo resgatado. "Sinceramente, é uma sensação de dever cumprido com aquilo que a gente tinha prometido para as famílias. Só quando você acredita muito no trabalho, com a equipe muito motivada e comprometida, você consegue encontrar um corpo com 268 dias de busca", afirmou. O corpo foi encontrado às 10h18 deste sábado, após busca visual com apoio de máquinas. "O 'Remanso 3' já era considerado uma área de prioridade graças ao trabalho de inteligência, o que mostra que o trabalho está sendo bem assertivo", disse o tenente.
Um vídeo gravado na terça-feira (15), momentos após o desabamento do Edifício Andrea, mostra um dos engenheiros, identificado como Carlos, e um dos pedreiros saindo dos escombros em meio a uma nuvem de poeira. Nas imagens, é possível ver o engenheiro, de camisa clara e manga longa, deixando local pela entrada do estacionamento do prédio falando ao celular e com a mão na cabeça, andando diante dos escombros. Logo depois, curiosos começam a chegar próximo ao prédio.Um outro vídeo divulgado anteriormente também mostra os funcionários da empresa de reformas no momento em que o prédio desabou. Nas imagens, que podem ser vistas acima, é possível identificar cinco pessoas correndo no instante em que o prédio ruiu.
O Corpo de Bombeiros do Ceará confirmou nesta sexta-feira (18) o sétimo óbito no desabamento do edifício Andrea, em Fortaleza. A sétima vítima foi identificada como Vicente de Paula Menezes, de 86 anos.Ele era casado com Izaura Marques Menezes, 81 anos, e pai de Roseane, de 55 anos, ambas também vítimas do desabamento. Vicente é ainda avô de Fernando Marques, o primeiro sobrevivente retirado dos escombros do edifício Andrea. Além das sete mortes confirmadas, duas pessoas seguem desaparecidas e sete foram resgatadas com vida. O comandante do Corpo de Bombeiros do Ceará, Eduardo Holanda, afirmou que uma das pessoas que era considerada desaparecida não estava no condomínio no momento do desabamento, reduzindo o número de possíveis vítimas."Nós trabalhamos com as pessoas reclamadas [cujos familiares afirmam que a pessoa estava no condomínio no momento do incidente]. No primeiro dia veio um irmão dizendo que a pessoa estava trabalhando aqui [no edifício Andrea], como técnico de ar-condicionado, mas ele não estava. Ele inclusive já foi encontrado [em outro local, não sob os escombros do edifício]", explica o comandante responsável pela operação. O edifício Andrea desabou às 10h28 de terça-feira (15), minutos após uma obra de reparo no condomínio. Um vídeo obtido pelo G1 mostra um pedreiro destruindo uma coluna antes do colapso da estrutura. Cinco pessoas aparecem no vídeo, das quais quatro sobrevivem.