Bicho e outros jogos a um passo da legalidade
- 14 Nov 2016
- 15:01h
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(Foto: Reprodução)
O jogo do bicho, cassinos e caça-níqueis estão a um passo da legalização. Há dois projetos engatilhados, um do Senado e outro da Câmara. Adiante, as duas casas vão fundir ambos num só. O do Senado teve como presidente da comissão Otto Alencar. E o da Câmara teve como relator Elmar Nascimento (DEM). Está prontinho e carimbado para votação. Deve ir a plenário ainda este ano. É cheio de detalhes, mas no atacado, segundo Elmar, o governo pretende arrecadar R$ 30 bilhões no primeiro ano e R$ 60 bilhões a partir do quinto.
Veja as questões principais:
Jogo do bicho — Os interessados vão se credenciar no governo federal e depois nas secretarias de Segurança, fundar empresas, apresentar garantias financeiras, buscar alvarás nas prefeituras e fixar os seus pontos. Vão pagar impostos normais, além de uma taxa.
Cassinos — Ficou definido que estados com população de até 15 milhões de habitantes terão direito a um cassino; de 15 milhões a 25 milhões – casos da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais –, dois; e acima disso (só São Paulo), até três.
Ganhos adicionais — Elmar diz que, além dos impostos, haverá ganhos adicionais, como no caso dos estados que terão cassinos: vão abrir as portas para um turismo internacional que hoje não existe. – Eu particularmente defendo que, dos dois da Bahia, um fique em Salvador e outro em Ilhéus, para revitalizar aquela parte da Bahia, muito sofrida após a pane do cacau.
Interessados — Há grupos interessados na Bahia. Elmar diz ter sido procurado por representantes do Las Vegas Sand Corporation, do magnata Sheldon Adelson e do grupo que controla o Monticello Grand Casino, o maior do Chile.



















