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Nº de mortos em Brumadinho chega a 203; 105 pessoas seguem desaparecidas

  • 14 Mar 2019
  • 15:11h

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Subiu para 203 o número de mortes confirmadas em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (14) pela Defesa Civil, 105 pessoas continuam desaparecidas. No dia 25 de janeiro deste ano, a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, matando dezenas de pessoas e contaminando o Rio Paraopeba, um dos afluentes do Rio São Francisco. Os rejeitos devastaram a área administrativa da mineradora, incluindo o refeitório, onde muitos trabalhadores almoçavam na hora do rompimento. Após varrer a mineradora, a lama atingiu comunidades de Brumadinho destruindo casas, inclusive uma pousada, a atingindo propriedades rurais.

Números da tragédia

•203 mortos identificados (veja a lista)

•105 desaparecidos (veja a lista)

•395 localizados

Bolsonaro diz que dorme com arma do lado da cama no Palácio da Alvorada

  • Folha de S. Paulo
  • 14 Mar 2019
  • 14:04h

Foto: Isac Nóbrega/PR

 O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (13) que dorme com uma arma ao lado de sua cama, no Palácio da Alvorada. A informação foi dada pela manhã, em um café com jornalistas no Palácio do Planalto, para o qual a Folha foi convidada.Segundo ele, há riscos no Alvorada, apesar do esquema forte de segurança. Com isso, Bolsonaro disse que só consegue dormir sabendo que tem uma arma ao seu lado. A declaração foi dada antes da divulgação do episódio em Suzano (Grande SP) no qual dois atiradores deixaram ao menos oito mortos, incluindo cinco alunos. Questionado, o presidente disse que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro  compreende seu gesto de dormir com arma. O presidente  disse ainda que um projeto de lei deve ser enviado ao Congresso tratando do porte de arma. De acordo com o presidente, a regra não pode ser tão "rígida" como atualmente. Ele não deu mais detalhes sobre o texto. Em janeiro, ele editou um decreto que trata da posse de armas. O texto, entre outras coisas, estende o prazo de validade do registro de armas de 5 para 10 anos e cria pré-requisitos objetivos que precisam ser apresentados a um delegado da Polícia Federal para autorização da posse. As declarações de Bolsonaro sobre a arma no Alvorada foram dadas em um café da manhã com jornalistas. A Folha foi convidada. Participaram também do encontro Renata Lo Prete (TV Globo), Fernando Mitre (TV Bandeirantes), Mariana Godoy (Rede TV), Carlos Nascimento (SBT), Thiago Contreira (TV Record), Fernando Rodrigues (Poder 360), Carlos di Franco (O Estado de S. Paulo), Leonardo Cavalcanti (Correio Braziliense), Rufolgo Lago (Istoé), Paulo Enéias (Crítica Nacional) e Rui Fabiano

Assassinos planejaram massacre por mais de 1 ano, aponta investigação

  • 14 Mar 2019
  • 12:58h

Foto: TV Globo/Reprodução

Os assassinos que mataram oito pessoas e depois se mataram na quarta-feira (13) durante o massacre numa escola de Suzano, região metropolitana de São Paulo, planejaram o crime por um mais de um ano, apontam as investigações preliminares da Polícia Civil. Outras 11 pessoas ficaram feridas, sendo que uma está em estado grave. Ainda de acordo com os policiais, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, pretendiam matar mais pessoas do que as 13 vítimas fatais do massacre de Columbine, ocorrido em 1999 nos Estados Unidos. Em abril, esse crime completará 20 anos. A polícia de Suzano investiga o caso para tentar esclarecer as reais motivações que levaram Guilherme e Luiz entrarem armados na Escola Estadual Raul Brasil e atirarem e golpearem com machado alunos e funcionários. Antes, um deles matou o tio numa loja.Após a matança, os assassinos, que eram alunos da escola, morreram. Segundo a polícia, Guilherme atirou em Luiz e depois se suicidou com a chegada da Polícia Militar (PM).

Flávio Bolsonaro usa tragédia de Suzano para criticar maioridade e desarmamento

  • Daniel Carvalho | Folhapress
  • 14 Mar 2019
  • 08:06h

Foto: Sergio Moraes/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) usou a tragédia ocorrida em uma escola em Suzano (SP) nesta quarta-feira (13) para criticar a maioridade penal e o estatuto do desarmamento. "Meus sentimentos a todos os familiares das vítimas covardemente assassinadas no colégio em Suzano. Mais uma tragédia protagonizada por menor de idade e que atesta o fracasso do malfadado estatuto do desarmamento, ainda em vigor", disse o senador às 15h52, sete minutos antes de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ir às redes sociais falar sobre o assunto. "Presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atentado ocorrido hoje na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos!", escreveu Bolsonaro, seis horas após mais de seis horas de silêncio. Oito pessoas, sendo ao menos seis alunos, morreram em um ataque a tiros na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira.  Segundo a Polícia Militar, quatro estudantes e dois funcionários foram mortos no local e outros dois alunos morreram após serem levados a hospitais da região. Os disparos foram feitos quando dois homens encapuzados atiraram contra os alunos e, em seguida, se mataram. Eles foram identificados como Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17.  Seguidores de Flávio no Twitter criticaram a manifestação do senador. "Era melhor não ter falado nada", escreveu Alessio Esteves. "Presta solidariedade, mas quer defender a bandeira política, francamente que vergonha desses políticos, de todos os políticos", escreveu uma internauta que se identifica apenas como Fabiana. A tragédia reacendeu no Congresso a discussão sobre dois projetos polêmicos. Pelo lado governista, voltou-se a discussão da proposta, segundo a qual jovens menores de 18 anos, mas maiores de 16 anos, poderão ser condenados pela prática de crimes graves, já foi aprovada na Câmara e está parada no Senado desde 2015. Pelo lado da oposição, pediu-se celeridade na apreciação de um decreto legislativo que susta o decreto do presidente Jair Bolsonaro que facilita a posse de armas. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), começou a articular a apresentação de um requerimento de urgência para que a proposta de diminuir a idade para que um jovem possa ser condenado seja votada rapidamente. "Está parado. É só pautar. Vamos para o voto. Não pode ter assunto que o Senado desconheça desistir. Vamos para o plenário, colocar argumentação, expor para a sociedade brasileira", disse Olímpio à Folha de S.Paulo. O senador defende com outros colegas que o Senado priorize pautas de segurança e corrupção, enquanto a Câmara trata da reforma da Previdência. Segundo Olímpio, o grupo já selecionou 21 projetos que podem ser apreciados. O assunto interrompeu as votações na CCJ (comissão de Constituição e Justiça) na manhã desta quarta-feira com informações ainda desencontradas. No momento da sessão, por exemplo, acreditava-se que os dois atiradores eram menores de idade. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que o presidente Jair Bolsonaro estimulou a violência durante as eleições e ao editar um decreto que facilita a posse de armas. "Fiz campanha de rua em rua, de porta em porta. A coisa que mais me assustava era ver crianças fazendo o gesto de que estavam com uma arma na mão. O gesto da violência, o gesto e a forma de como resolver as suas pendências. Portanto, não podemos descartar que o estímulo à violência pela via institucional é um problema que precisamos combater", afirmou o senador, que cobrou também a apreciação de um decreto legislativo apresentado pela oposição, que susta o decreto de Bolsonaro. "Estamos aqui diante da consequência que é armar pessoas, estimular que resolvam suas diferenças através da eliminação do causador e diante de um decreto que autoriza cada cidadão a ter até quatro armas dentro de casa", disse Carvalho. O Major Olímpio contestou o colega, afirmando que as armas usadas no crime desta manhã seriam ilegais. O que tem a ver a cueca com as calças? Esse discurso que eu ouvi agora não tem a menor pertinência", afirmou Olímpio. "O decreto do Bolsonaro simplesmente garantiu posse legítima [de arma]. Não é nem o porte. Isso nós vamos votar depois. E a população quer isso mesmo. A população botou Bolsonaro como presidente da República para ser um impulsionador de garantias para o cidadão, para que não tenhamos tragédias desta natureza", afirmou o líder do partido do presidente da República. "Se cada cidadão brasileiro pode ter na sua residência quatro armas, como prevê esse decreto apresentado pelo presidente da República, a chance de nós termos episódios como esse cresce enormemente", disse o senador Humberto Costa (PT-PE). "Não é exatamente ampliando a possibilidade de as pessoas terem armas, a posse de armas, que nós vamos acabar com a posse ilegal e com a posse irregular", disse Costa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), manifestou-se apenas por uma postagem no Twitter. "É com perplexidade que recebi, a notícia do tiroteio no Colégio Estadual Raul Brasil, em Suzano-SP.  Eu me solidarizo às famílias das vítimas e espero que as reais causas dessa tragédia sejam descobertas", afirmou.

Cadernos de assassinos de Suzano tinham táticas de jogo de combate e regras de conduta na escola

  • 14 Mar 2019
  • 07:04h

Foto: GloboNews/Reprodução

A polícia encontrou dois cadernos no carro usado pelos assassinos da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. Um dos cadernos trazia uma série de desenhos de armas, nomes de jogos de internet e táticas de jogos de combate que o participante deve cumprir. Entre as táticas estava: "depois disso pode mandar seu exército atacar, é exército meio fraco, mas se fizer rápido o inimigo não vai ter tempo de fazer muitas defesas. Outro caderno, que seria de Guilherme Tauci Monteiro, tinha uma lista de regras de conduta da escola como "proibido o uso de celular em sala de aula, proibido fumar e colaborar com a organização e limpeza dos ambientes".Os assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – eram ex-alunos do colégio. A investigação aponta que, depois do ataque, ainda dentro da escola, Guilherme matou Henrique e, em seguida, se suicidou. A polícia diz que os dois tinham um "pacto" segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam. Cinco dos mortos são alunos do ensino médio, com idade entre 15 e 17 anos, de acordo com o secretário de Segurança Pública de SP. Entre as vítimas, há ainda duas funcionárias do colégio, uma delas a coordenadora. O dono de uma locadora de veículos próximo ao local, que era tio de um dos assassinos, foi morto pouco antes do ataque. Também há registro de 11 feridos.

CPF vira documento único de acesso a dados e benefícios do governo

  • Veja
  • 13 Mar 2019
  • 19:04h

presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que transforma o CPF em documento de localização das informações dos cidadãos nos sistemas da administração pública federal. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira, 12. Com a mudança, vai ser possível apresentar o CPF no lugar do número de carteira de trabalho, PIS/Pasep, certificado de alistamento militar, número de matrícula para aluno de universidades públicas federais e até mesmo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).  No caso da CNH, contudo, o motorista será obrigada a carregar a carteira enquanto dirige, já que esta é uma exigência legal. O porte da CNH pode ser feito tanto pelo documento físico quanto via aplicativo para celular.O ato presidencial estabelece que os órgãos e as entidades da administração pública federal terão três meses para a adequação dos sistemas e procedimentos de atendimento ao cidadão e doze meses para consolidar os cadastros e as bases de dados a partir do número do CPF. Apesar da mudança, o decreto não prevê a criação de um documento único físico.   Além da determinação sobre o CPF, o texto atualizado confirma a dispensa — já definida por lei — do reconhecimento de firma e da autenticação em documentos produzidos no país perante órgãos públicos. Para o secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, o decreto vem para eliminar várias exigências que, com os avanços tecnológicos de hoje, não fazem mais sentido. “É cada vez mais comum acessar diversos serviços com uma conta só. Então, por que precisamos de tantos documentos diferentes para acessar um serviço nos órgãos do governo?”, ressaltou. Segundo o Ministério da Economia, a medida é mais um passo na direção da consolidação de um cadastro que vai reunir os dados do cidadão a partir da integração das plataformas digitais do governo, a fim de criar uma rede de confiança entre órgãos do Poder Executivo Federal. “Com a utilização de soluções de tecnologia, o governo federal vem simplificando os processos e os procedimentos de atendimento aos usuários dos serviços públicos e propiciando melhores condições para o compartilhamento das informações”, disse a pasta em nota. 

Senador diz que tragédia em Suzano seria evitada se professores estivessem armados

  • Matheus Simoni
  • 13 Mar 2019
  • 16:10h

(Facebook/Reprodução)

O senador Major Olímpio (PSL-SP) disse hoje (13) que o massacre que vitimou dez pessoas na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, teria sido evitado caso os funcionários da escola estivessem com armas. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o parlamentar defendeu a revogação do estatuto do desarmamento e a redução da maioridade penal. "Se os professores estivessem armados, e se os serventes estivessem armados, essa tragédia de Suzano teria sido evitada", disse Olímpio durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. "Se tivesse um cidadão com arma regular dentro da escola, professor, servente, um policial militar aposentado, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia. Vamos, sem hipocrisia, chorar os mortos e discutir a legislação, e onde estamos sendo omissos", completou. O massacre foi protagonizado por dois atiradores que mataram 8 pessoas e tiraram a própria vida em seguida. 23 pessoas foram levadas a hospitais. Entre elas, há pessoas que ficaram feridas e outras que passaram mal após o ataque.

'Ninguém sabia quem era Marielle antes de ela ter sido morta', diz Eduardo Bolsonaro

  • O Globo
  • 13 Mar 2019
  • 15:12h

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira que o assassinato da vereadora Marielle Franco não se distingue de outros homicídios ocorridos no Brasil. No mesmo dia em que uma operação da Polícia Civil do Rio prendeu e apontou dois suspeitos de terem praticado o crime, o parlamentar afirmou que há "um desespero" para relacionar o crime ao seu pai. Questionado sobre o envolvimento de sua família com ex-policiais — parentes de milicianos foram lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio —, o parlamentar afirmou que não há qualquer tipo de relação com criminosos.— Eu não tenho nenhum envolvimento com a milícia. Qual envolvimento vão falar? Foto de Jair Bolsonaro? Ele tira 1 milhão de fotos por ano com todo mundo. Será que se eu tirar uma foto com um policial, eu vou ser responsável por tudo que ele fizer? Igual à questão da medalha. Flávio deu a medalha em 2004. O cara é suspeito de alguma coisa agora e querem associar com o Flávio. Para mim, isso aí é…Tem uma parte da imprensa, nem sempre grande imprensa, mas às vezes a imprensa alternativa que se presta a esse trabalho sujo, muito financiada pelos últimos governos que cai no descrédito ao tentar fazer esse tipo de relação. É um desespero para tentar dizer que Bolsonaro tem culpa no cartório. Quem era Marielle? Estou falando com todo o respeito. Ninguém conhecia quem era Marielle Franco antes de ela ter sido assassinada. Depois, todo mundo começou a conhecer porque foi dada uma grande notoriedade. Agora, pelo amor de Deus, tentar fazer essa relação é mais do que absurda, é repugnante — disse Eduardo Bolsonaro. — Nem acompanhei, gente. Esse caso de assassinato é como vários outros casos de assassinato, como os outros 62 mil casos que a gente tem no Brasil. É óbvio que a gente quer que ele seja elucidado e que quem cometeu vá preso. Não tem nada de diferente. Se a pessoa matar a mim, a você e qualquer pessoa de outro partido é a mesma coisa. Uma vida que foi embora. Não tem essa de passar a mão na cabeça, porque… Isso aí está muito acima de questão política, pelo amor de Deus — disse Eduardo.  Perguntado sobre o fato de o delegado das investigações ter confirmado que a filha de um dos suspeitos namorou um dos filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo disse que não era o seu caso. — Olha, eu não vou falar nome de ex-namorada, mas eu procurei aqui e nenhuma delas é filha de PM, não. Se essa informação for verdade, não sou eu não. Perguntado se era um dos seus irmãos, ele respondeu: — Tem que perguntar para meus irmãos. Sei lá, né, será que namorou mesmo? Meio estranho isso aí, mas tudo bem.

Polícia divulga identidade dos assassinos que mataram 8 em escola

  • 13 Mar 2019
  • 14:03h

Foto: Arquivo pessoal

A polícia divulgou os nomes dos assassinos que mataram 8 pessoas, sendo 4 adolescentes, na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo. São eles: Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Os dois cometeram suicídio em seguida. Castro completaria 26 anos no próximo sábado.O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13). Quatro dos mortos no local são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola.

Brasil: Adolescentes atiram dentro de escola e matam 8 pessoas

  • 13 Mar 2019
  • 13:02h

Foto: Reprodução/TV Globo

Dois adolescentes encapuzados mataram oito pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), e cometeram suicídio em seguida. Quatro das vítimas que morreram no local são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola. O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13).

Resumo

  • Atiradores mataram 8 pessoas e se mataram em seguida
  • Os atiradores e as vítimas ainda não foram identificados
  • 23 pessoas foram levadas a hospitais. Entre elas, há pessoas que ficaram feridas e outras que passaram mal após o ataque
  • Ainda não se sabe o motivo do ataque e o vínculo dos atiradores com a escola
  • Uma testemunha disse que viu um deles com arma de fogo e outro, com uma faca
  • A PM encontrou no local um revólver 38, uma besta (um artefato com arco e flecha), objetos que parecem ser coquetéis molotov e uma mala com fios
  • Antes de os autores do ataque entrarem na escola, um homem foi baleado em uma loja de veículos nas proximidades. A polícia ainda apura se há relação entre os dois crime.

Dentro da escola, a polícia encontrou uma besta (um tipo de arco e flecha) e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Há ainda uma mala com fios, e o esquadrão antibombas foi chamado. A instituição foi isolada pela polícia e há muitos alunos e funcionários chorando ao redor. O coronel Salles, comandante-geral da PM, disse à imprensa que, antes de entrar na escola, os atiradores balearam um homem em comércio próximo à escola. Mais cedo, a capitão Cibele, da comunicação da PM, um carro da polícia estava a caminho desse comércio, quando passou perto da escola e ouviu gritos dos alunos. "Policiais estavam indo para esse primeiro chamado e ouviram gritos das crianças. Foram então até a escola, onde os dois criminosos acabaram se matando", disse ela.

Sobe para 201 o número de mortos identificados no desastre da Vale em Brumadinho

  • 13 Mar 2019
  • 11:05h

Foto: Reprodução/Rede Globo

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, nesta terça-feira (12), que subiu para 201 o número de mortes confirmadas no desastre da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a corporação, 107 pessoas continuam desaparecidas. No dia 25 de janeiro deste ano, a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, matando dezenas de pessoas e contaminando o Rio Paraopeba, um dos afluentes do Rio São Francisco. Os rejeitos devastaram a área administrativa da mineradora, incluindo o refeitório, onde muitos trabalhadores almoçavam na hora do rompimento. A usina ITM de beneficiamento também foi atingida, assim como vagões de trens e veículos que estavam na empresa. Após varrer a mineradora, a lama atingiu comunidades de Brumadinho destruindo casas, inclusive uma pousada, a atingindo propriedades rurais. Até a noite desta terça-feira, 201 corpos foram identificados pela Polícia Civil. A busca por desaparecidos continua em Brumadinho, com 136 bombeiros militares em serviço. Nesta terça, o Corpo de Bombeiros atuou com 20 frentes de trabalho, 81 máquinas pesadas, cão farejador, uma aeronave e dois drones.

Números da tragédia

Suspeito de engravidar cunhada de 11 anos falou para menina não se preocupar por ter 'útero pequeno', diz polícia

  • Carlos Dias
  • 13 Mar 2019
  • 08:06h

Foto: Arquivo pessoal

O servente de 39 anos suspeito de engravidar a cunhada quando ela tinha 11 anos, em Jundiaí (SP), chegou a dizer para a menina não se preocupar porque "ela tinha o útero pequeno". O relato foi feito pela vítima à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que também contou que ele não teria usado preservativo.Investigadores da DDM e guardas municipais o prenderam depois que a Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva. Ele foi localizado no Jardim Novo Horizonte, na segunda-feira (11). A menina, hoje com 12 anos, já teve o filho, que está com aproximadamente oito meses de vida. De acordo com a delegada, Renata Yumi Ono, o servente de pedreiro, que não terá identidade revelada para não identificar a criança, foi detido em casa. Ainda segundo a polícia, a vítima está em um abrigo. Já o filho dela está sob cuidados médicos. O rapaz confessou os atos com a menina em depoimento à polícia. O caso foi registrado como estupro de vulnerável e o servente pode pegar até 15 anos de prisão. Os abusos aconteciam na casa da irmã da vítima, com quem a menina também morou com o cunhado. O caso chegou à polícia depois que a irmã da menina flagrou o marido tocando a vítima, a levou para o hospital e a unidade comunicou à polícia.

Polícia encontra 117 fuzis M-16 incompletos na casa de amigo do suspeito de atirar em Marielle e Anderson Gomes

  • 13 Mar 2019
  • 07:13h

Foto: Divulgação

A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou 117 fuzis incompletos, do tipo M-16, na casa de um amigo do policial militar Ronnie Lessa no Méier, na Zona Norte do Rio.De acordo com investigações da DH e Ministério Público, Lessa foi responsável por atirar na vereadora Marielle Franco e no motorista Anderson Gomes no dia 14 de março de 2018. As armas, todas novas, estavam desmontadas em caixas em um guarda-roupas - só faltavam os canos. Segundo o secretário de Polícia Civil, Marcos Vinícius Braga, esta é a maior apreensão de fuzis da história do Rio, superando inclusive a feita no aeroporto Internacional do Rio em 2017 - na ocasião, foram encontradas 60 armas vindas dos EUA dentro de aquecedores de piscinas. Em 2019, a PM apreendeu, de 1º de janeiro até esta segunda, 100 fuzis. O dono da casa, Alexandre Mota de Souza, afirmou para os policiais que Ronnie, seu amigo de infância, entregou as caixas, e pediu para guardá-las e não abrí-las. Alexandre acabou preso, entretanto, sob a suspeita de tráfico de armas. A polícia chegou nele rastreando um barco que seria de Ronnie e estaria em seu nome. "Alexandre é amigo do Lessa há anos e ele fez apenas um favor em colocar essas encomendas, porque ele não sabia do que se tratava, no seu apartamento. Ele ficou surpreso ao saber do conteúdo, mas ele não tem nada a ver com esse episódio lamentável da vereadora", disse seu advogado. Na manhã desta terça-feira (12), a polícia cumpriu um dos 32 mandados de busca e apreensão da Operação Lume na residência. No Méier, os policiais encontraram grande quantidade de armas - incluindo fuzis - e 500 munições no endereço de Alexandre. Os agentes também acharam R$ 112 mil na operação, sendo R$ 50 mil na casa dos pais de Ronnie e R$ 60 mil em seu carro."Dá para fazer muito fuzil", diz um dos agentes que participam da ação. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil encontrou o arsenal em caixas, espalhadas em armários e em cômodos de uma casa no Méier, na Zona Norte do Rio. A polícia investiga se Lessa trafica armas e escondia lá o material.

PM reformado e ex-PM são presos suspeitos de participação nos assassinatos de Marielle e Anderson

  • 12 Mar 2019
  • 11:05h

Foto: Reprodução/TV Globo

Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, por volta das 4h30 desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. A força-tarefa que levou à Operação Lume diz que eles participaram dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os crimes completam um ano nesta quinta-feira (14).

Filósofa Márcia Tiburi decide sair do Brasil após sofrer ameaças

  • ISTOÉ
  • 12 Mar 2019
  • 10:11h

Candidata ao governo do Rio de Janeiro, Marcia Tiburi (PT) não está mais no Brasil desde dezembro do ano passado. A escritora, ativista e filósofa alega que o país não era mais seguro para ela continuar fazendo o seu trabalho e optou pela saída. Ela, assim como ex-deputado Jean Wyllys (PSOL), afirma que recebeu ameaças de morte. As informações são do site Universa. Tiburi, em entrevista ao Universa, diz que não pensa em voltar a morar no Brasil. Segundo ela, a falta de segurança, especialmente na época da campanha eleitoral e de fake news criadas contra ela. Agora, a escritora está lançando o livro ‘Delírio de Poder’, contando os bastidores de sua campanha para governadora do Rio de Janeiro pelo PT. “A minha vida virou um inferno desde o episódio da Rádio Guaíba (quando se recusou a participar de uma entrevista com Kim Kataguiri, do DEM-SP). Você não tem ideia da quantidade de ameaça de morte que eu recebi pela internet”, conta Tiburi. A escritora e filósofa conta que não podia mais sair de casa, que só andava de carro blindado e que seus eventos passaram a ter segurança reforçada, mas que uma manifestação do Movimento Brasil Livre (MBL) em Maringá (PR) mudou sua opinião sobre continuar no Brasil. “Teve um momento que o MBL fez uma página sobre um evento que eu ia fazer em Maringá, queriam até proibir o evento e foi muita gente lá para me apoiar em reação. Nesse dia, estava todo mundo tão assustado que os organizadores providenciaram uma segurança armada que revistou todas as mochilas e bolsas das pessoas. Como que eu como escritora, vou viver em um lugar onde tem milícias midiáticas, milícias armadas me atacando e também atacando o conforto e a segurança dos meus leitores?”, afirmou. Marcia Tiburi passou três meses em Pittsburgh (EUA) fazendo residência em uma universidade. No dia 14 de março, ela tem um evento em Nova York para falar em nome da vereadora assassinada Marielle Franco e depois seguirá para outros compromissos em Paris.