- Tech Tudo
- 17 Mai 2020
- 17:01h
Brasileiros apostam em sexting para apimentar a relação durante o isolamento social da pandemia — Foto: Luciana Maline/TechTudo
O aplicativo de namoro Happn divulgou uma pesquisa, na última quarta-feira (13), que mostra que 31% dos usuários brasileiros praticaram sexting durante a quarentena. Ou seja, um terço dos entrevistados confirmou que enviou ou recebeu mensagens, fotos e vídeos eróticos por meios digitais durante o período de isolamento, para esquentar o clima com os parceiros em tempos de distanciamento social. A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 11 de maio, e entrevistou 1.117 pessoas de diferentes regiões do país por meio de uma enquete enviada dentro do aplicativo Happn. Do total, 16% afirmaram que enviaram mensagens eróticas, 10% praticaram o sexting por meio de fotos e 5% através de vídeos. 15% dos entrevistados revelaram que praticaram sexting pela primeira vez durante a quarentena. O interesse sexual dos usuários também mira no período pós-quarentena. 73% dos participantes brasileiros se declararam ansiosos por um encontro íntimo ou sexual nos dias pós-confinamento. No entanto, a maioria concordou que é necessário esperar até o fim da pandemia para encontrar seus parceiros com segurança.
Por outro lado, a pesquisa também mostrou que o interesse romântico está em alta durante o isolamento. 62% dos participantes declararam que desejam encontrar um relacionamento sério após a pandemia, e que a solidão imposta pela quarentena foi um dos motivos que levaram à inclinação a um romance no futuro. Outra informação obtida com a pesquisa mostra que os usuários estão aproveitando os momentos a sós para redescobrir o prazer consigo mesmo. 72% das pessoas afirmaram que aderiram ao chamado “self-love” na quarentena. A pandemia também serviu de assunto na hora de puxar papo com os pretendentes pelo aplicativo. 35% dos brasileiros utilizaram os hábitos comuns durante o isolamento como forma de iniciar uma conversa com alguém. Na sequência, aparece um tópico mais tradicional na hora da paquera: a indicação de filmes e séries, com 34%. Em terceiro lugar no ranking de principais assuntos do chat, surge novamente a crise causada pela pandemia, com 27%. Por último, aparecem atividades físicas e músicas, com 23% e 22%, respectivamente.
CONTINUE LENDO
- Redação
- 17 Mai 2020
- 16:53h
Entre os municípios contemplados estão Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Camacan, Conceição do Coité, Cruz das Almas e Esplanada | Foto: Divulgação/GOVBA
Vinte e quatro municípios do interior da Bahia com Unidades de Pronto Atendimento (UPA) destinadas a pacientes suspeitos de coronavírus receberão 26 ambulâncias do governo do estado. A ação reforça o combate à epidemia e dá mais segurança e agilidade, caso haja necessidade de transferências para unidades de maior complexidade. O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirma que foram investidos cerca de R$ 4 milhões na aquisição dos veículos do tipo picape. “Já entregamos 12 unidades e nesta semana faremos as demais entregas, que foram uma determinação do Governador Rui Costa”, diz o secretário.Os municípios contemplados são: Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Camacan, Conceição do Coité, Cruz das Almas, Esplanada, Gandu, Ilhéus, Ipiaú, Irecê, Itabuna, Itacaré, Jaguaquara, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Morro de Chapéu, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santa Maria da Vitória, Serrinha, Tucano e Itaparica.
(Foto: Reprodução)
Apesar de fiscalizações recentes da Prefeitura de Conquista, através da gerência de posturas, o Blog do Rodrigo Ferraz deu um giro no Bairro Brasil, na tarde de ontem (sábado) e percebeu muitos ‘furos’ do decreto municipal em meio a pandemia do coronavírus. O que a gente visualizou foram bares funcionando normalmente, na maior ‘tranquilidade’, e algumas barbearias e salões de beleza também. “A gente percebeu um trabalho da secretaria de serviços públicos no início do decreto, mas parece que a coisa ‘afrouxou’ e hoje temos visto muitas pessoas se aglomerando em bares”, disse um morador. Na zona rural as denúncias também são grandes.
- Informações do G1/BA
- 17 Mai 2020
- 14:23h
Secretaria da Agricultura adota medidas para ajudar produtores rurais na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia
Há mais de dois meses a população enfrenta a pandemia do coronavírus, que afetou todos os setores, inclusive a produção rural na Bahia. O secretário de agricultura, Lucas Costa, contou sobre o escoamento da produção até os créditos financeiros para produtores rurais. "No início a gente teve alguns problemas com travamento de estradas e deslocamentos de trabalhadores. Entramos em contato com os prefeitos, com os outros órgãos de responsabilidade, a Seinfra do estado, a gente conseguiu sanar esse tipo de problema", disse Lucas. O secretário explicou que houve preocupações em alguns setores, por causa da demanda de deslocamento e também a economia do mercado.
"A cultura do melão, que está em plena safra, precisa de um deslocamento de funcionários muito grande. No início houve um certo pânico, travando as estradas, mas a gente conseguiu sanar. O outro setor que a gente se preocupou muito foi o setor dos laticínios, já que esse é extremamente sensível mercadologicamente falando, porque são produtos perecíveis. Então a gente limpou com o Sindileite, com os próprios produtores ligado a essa cadeia. Já que a maior parte do comércio, que seria com restaurantes e pizzarias, que os grandes laticínios absorvem a parte dessa demanda de produção, não prejudicando os produtores no início da cadeia, que aqui eles tem um mercado maior com relação aos outros mercados, que foram menos abalados com a Covid-19", explicou.
De acordo com o secretário, os caminhoneiros tiveram assistência em relação a postos, restaurantes e também a mecânica, já que os caminhões precisam de manutenção.
"A gente tem que produzir no campo e essa produção tem que chegar à cidade. Essa produção se conectou muito forte com a Seinfra, buscando sempre uma assessoria com relação a postos, a restaurante, inclusive a mecânica, porque os caminhões precisam de manutenção. Hoje, a gente não tem mais relatos com relação a problemas em logística. Também com as importações, a questão marítima está atuando, não temos problemas em relação a isso. Tivemos uma preocupação também com as frutas, mas vale lembrar que a maior produção nossa vem no segundo semestre e a gente não sabe como vai estar até lá", relatou Lucas.
O secretário disse ainda, que no início da pandemia, houve um aumento muito grande na procura de acerola e laranja. Segundo ele, a população entendeu que precisava de produtos com vitamina c, que ajudam na prevenção de gripe.
"A gente quer ver se existe alguma distorção, por exemplo, se o tomate caia no Ceasa e aumente no supermercado. No início, a gente teve um aumento muito grande na laranja e na acerola. Porque? Vitamina c e gripe. A população entendeu que seria importante ter um estoque, depois se acomodou. A gente vê interferem cia no algodão, na queda de preços na bolsa de Nova York, mas como a produção nossa é vendida de forma futura, a maioria dos contratos já estavam fechados. A soja em relação ao campo, a gente vê um preço nominal alto, quando se compara a preço polarizado está menor que o ano passado, mas o preço nominal em real alto. Os produtores não estão reclamando em relação a preço, é uma questão mercadológica ativa", explicou o secretário.
Com relação aos créditos financeiros, o secretário disse que há pedidos para órgãos competentes para que prorroguem os financiamentos, até que a situação da pandemia se normalize.
"Algumas culturas, cadeias, tiveram seu fluxo de caixa abalados, então tiveram seu pagamento comprometido com relação aos financiamentos rurais. A gente sabe da importância e vem pedindo não só ao Ministério da Agricultura, como também ao da Economia e aos bancos, que prorroguem esses financiamentos, por um prazo pelo menos para que volte a normalidade para facilitar com que o produtor pague essas fontes. A gente precisa ter acesso a novos créditos", completou Lucas.
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) abriu um canal de comunicação para que os produtores possam tirar dúvidas, o "Fala Produtor", através do telefone (71) 99980-5994.
CONTINUE LENDO
Foto: Revista Veja
Em nota enviada à imprensa neste domingo (17), o senador Flávio Bolsonaro reagiu às acusações de Paulo Marinho de que ele sabia com antecedência da Operação Furna da Onça, que atingiu Fabrício Queiroz (leia mais aqui). O filho do presidente Jair Bolsonaro acusou Marinho de ter se deixado tomar pela ambição e de querer sua vaga no Senado Federal.
"O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena. Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Doria e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição. É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado", disse.
Flávio questionou o momento das acusações de Paulo Marinho e disse que o empresário está "desesperado" e sem votos.
"Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás? Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos", completou.
A troca de acusações teve início com a reportagem publicada nestre domingo pelo jornal "Folha de S.Paulo" na qual o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, afirma que o filho do presidente foi alertado com antecedência pela Polícia Federal sobre a operação que teria como alvo seu ex-assessor Fabrício Queiroz.
- João Batista de Castro Júnior. Professor do Curso de Direito da Universidade do Estado da Bahia, campus Brumado. Juiz Federal. Doutor em Linguística e Cultura pela Universidade Federal da Bahia. Ex-Promotor de Justiça. Ex-Presidente da União dos Juízes Fe
- 17 Mai 2020
- 11:33h
Foto: Arquivo Pessoal I João Batista de Castro Júnior
Na virada da década de 70 pra de 80, quando saía da rua Olavo Bilac, onde morava, para ir ao famoso Armarinho Ipiranga, na Coronel Zequinha, onde trabalhavam meus tios maternos, eu nunca punha os pés na calçada do Centro Espírita Obreiros do Porvir, que ficava nos fundos da Igreja Matriz, porque, prisioneiro da desinformação, ficava receoso de que algum espírito endemoninhado pudesse pular nas minhas costas e não sair mais.
6 anos depois entrava eu ali como adepto recebido acolhedoramente pelo já septuagenário Sr. Edgar Spínola Teixeira, primo em 1º grau do educador Anísio Teixeira, e por Sr. Dionísio, um negro sem grande formação escolarizada, mas dono de sabedoria notavelmente incomum. Eram os dois pilares daquela entidade, embora com visões um pouco distintas no trato prático da Doutrina Espírita, circundados por personalidades operosas como Dr. Allan, da Codevasf, Lizete, Dona Carmelita, Letícia, entre outras.
Esses foram alguns dos momentos mais enriquecedores de minha vida na Terra, sem jamais ter esquecido que para ali tinha sido levado por uma inestimável amiga, Dona “Roxa”, ao argumento de que se encerrara meu rápido estágio na religião que ela ainda hoje professa, a Umbanda, em cujos cultos eu vira um universo arrebatadoramente enternecedor, onde a tocante reverência a Jesus se faz num quesito esquecido em muitas religiões cristãs oficiais: o humilde anonimato.
Sim, numerosos membros de famílias guanambienses ditas tradicionais, carregando desarranjos psíquicos para os quais não encontravam solução nos ambientes religiosos tradicionais ou mesmo nos meios científicos, foram, sobretudo nas décadas de 70 e 80, buscar socorro nas práticas umbandistas, embora às escondidas. Formava-se então um quadro rico à observação da Antropologia das Religiões: aqueles negros e negras, mesmo intimamente cientes de que seu empenho cristão não era uma alforria contra as algemas do duradouro preconceito social e racial neste País, se desdobravam em orações e nos trabalhosos fenômenos de incorporação para ao final estamparem inacreditável alegria por fazer caridade em favor de quem, a partir dali, ia fingir não vê-los nas ruas a fim de evitar até um mero cumprimento.
Nesse ponto é que entra o grandioso papel missionário de Dona Toinha em Guanambi: rica empresária branca alocada no mais alto estrato socioeconômico local, tomou a si, mesmo sem ter mediunidade ostensiva, a tarefa de fundar uma comunidade negra de Umbanda na década de 60. Foi seu nome de peso que blindou essa religião de ser abertamente achincalhada, desrespeitada e vilipendiada, tendo sido ainda sob sua influência de proteção social que, direta ou indiretamente, se formaram trabalhadores memoráveis como Helena Maria da Conceição, conhecida como Dona Helena, também falecida no mês de maio. A data de partida de ambas não é obra do acaso, mas das insondáveis tramas quânticas do Universo. É o mês dos Pretos Velhos, que não só elas como várias outras mulheres guanambienses extraordinárias tanto cultuaram naqueles memoráveis terreiros que pertencem a uma história local infelizmente ainda não escrita.
Num dos livros produzidos pela mediunidade de Divaldo Franco, o espírito do médico Bezerra de Menezes revela que não poucas vezes teve que se valer desses espaços de Umbanda para uso de técnicas desobsessivas porque não tinha encontrado recepção à mediunidade de incorporação em centros espíritas perdidos em discussões abstratas, o que só reafirma que se o Espiritismo, substantivo masculino, foi o pai formador de nomes na maioridade espiritual da teoria científica que a evolução planetária termina cobrando, a Umbanda, palavra feminina, foi sempre a mãe preta a oferecer o regaço tépido e o leite do consolo místico a não poucos filhos colaços inexperientes e desordenados.
A baixa visibilidade social do trabalho resume o fadário de mulheres como Dona Toinha: seu legado, na Terra, não teve grandes aplausos, mas inegavelmente estará distribuído de forma capilar nas redes emocionais de cada um dos seus beneficiários, sobretudo os mais pobres, que, desprovidos de qualquer acesso à saúde antes do SUS, vinham não só do sofrido Pé do Morro como das zonas rurais e urbanas de Municípios vizinhos, em caminhonetes carregadas, na busca de atendimentos gratuitos, saindo dali com aquela felicidade risonha, mas silenciosa, a portar nas mãos a indicação de banhos de rosas, de ervas e nomes de defumadores, ainda inebriados pelo poder dos majestosos cânticos conhecidos como “pontos”.
Não há o que lamentar, entretanto, na partida de Dona Toinha. Sua vocação para o trabalho prossegue, pois, ao deixar para trás sua carcaça somática, ela, que sempre soube o valor das lutas no mundo terreno e no terreno do mundo espiritual, se juntará muito em breve às legiões que estão se formando na pátria espiritual em prol da atual transição planetária anunciada por todas as religiões, mas que não se fará sem dor e testemunhos do sacrifício.
Oxalá seu exemplo de singular e desconhecida coragem e dedicação, inspirado no Cristianismo Apostólico, possa servir de estímulo definitivo aos que se preparam para voltar em breve ao palco terrestre com a missão de renová-lo.
Jesus a abençoe, minha querida Dona Toinha. Obrigado por tudo.
Vitória da Conquista, 16 de maio de 2.020.
CONTINUE LENDO
- Vinícius Lisboa
- 17 Mai 2020
- 10:21h
Foto: Pixarbay
A crise global causada pelo novo coronavírus “está exacerbando as dificuldades da população LGBTI”, reconheceu a Organização das Nações Unidas (ONU) em um comunicado divulgado em abril. A ONU explicou na época que essa minoria “muitas vezes encontra discriminação e estigmatização ao buscar serviços de saúde, e é mais vulnerável à violência e outras violações dos direitos humanos”. No Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, comemorado hoje (17), LGBTIs ouvidos pela Agência Brasil que trabalham no acolhimento a essa população chamam a atenção para o cruzamento dessa forma de discriminação com as dificuldades enfrentadas por todos diante da maior pandemia das últimas décadas.
Gestora de uma rede de apoio emocional que já realizou mais de 100 atendimentos a LGBTIs no Rio de Janeiro, a vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Marcelle Esteves, ouve diariamente os desabafos de pessoas que perderam seu sustento com a crise, tiveram que se confinar em lares em que não são aceitas e sofrem violências físicas e psicológicas por parte das próprias famílias.
“A gente atende os mais variados públicos. Desde aquele indivíduo que é estudante e mora com os pais até aquele que já tem o seu escritório e nesse momento perde o seu sustento e fica refém dos familiares. E qual escolha ele tem? Volta para a família? Vai para a rua?”, lamenta s psicóloga, que atende com frequência casos de depressão. “A autonomia financeira é primordial. Sem ela, você fica sem o seu direito de escolha, fica refém do outro, e muitos acabam reféns de suas próprias famílias”.
Uma pesquisa internacional realizada com 3,5 mil homens gays, bissexuais e transexuais pelo aplicativo de relacionamentos Hornet confirma a percepção da psicóloga. Segundo noticiado pela Fundação Thomson Reuters, na terça-feira (12), 30% dos entrevistados responderam que não se sentem seguros em casa durante o isolamento. Marcelle destaca, entretanto, que a violência é ainda mais severa contra a população transexual, que tem sua identidade negada por familiares. “Tenho jovens em atendimento que preferem ir para a rua e correr o risco de se contaminar, porque não estão suportando ficar nas suas casas”.
Mesmo que a LGBTfobia já tenha sido declarada crime pelo Supremo Tribunal Federal (STF), muitas vítimas relatam dificuldades em denunciar familiares próximos, como pais e mães, e se veem sem ter onde buscar abrigo após uma denúncia, conta Marcelle, que muitas vezes tenta aconselhar as vítimas a buscar amigos. “É importante que essa pessoa rompa com esse círculo de violência, se não ela pode acabar sendo morta”.
Além do acolhimento e aconselhamento de vítimas de violência doméstica, o Grupo Arco-Íris tem reunido doações para atender com cestas básicas a um cadastro de 3 mil LGBTIs em situação de extrema vulnerabilidade no estado do Rio de Janeiro. Desde que o isolamento social começou, Marcelle conta que os pedidos de ajuda para ter o que comer não pararam de chegar. Entre as situações mais difíceis está a de parte da população trans que, excluída do mercado de trabalho, depende da prostituição para sobreviver.
Na Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro, o trabalho desenvolvido para a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho se tornou “quase impossível”, lamenta o coordenador, Nélio Giorgini. Com o pai internado em uma unidade de terapia intensiva há 14 dias, com covid-19, Nélio conta que vive desde março o período de trabalho mais intenso desde 2017, quando assumiu o cargo.
“O que tem vindo até nós são relatos desesperadores”, desabafa. “São pessoas que estão passando fome, pessoas que precisam de abrigo”, diz ele, que não deixa de comemorar vitórias pontuais, como a contratação recente de um jovem trans por uma rede de hipermercados.
A coordenadoria tem ajudado na distribuição de cestas básicas, confeccionou máscaras e trabalha em busca de vagas em abrigos municipais para pessoas LGBTIs desabrigadas e em situação de rua. Além disso, estão previstas reuniões com a iniciativa privada para buscar apoio e emprego para essa população, além da ajuda a iniciativas como a Casa Nem, que abriga pessoas trans em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro. O abrigo é mantido por doações e a mobilização de ativistas criou um financiamento coletivo para receber ajuda no período da pandemia.
Fundador da Casa 1, lar de acolhimento para a população LGBTI na capital paulista, Iran Giusti percebeu com a crise, um retorno de ex-moradores que já haviam se estabelecido fora do acolhimento. “Aumentou significativamente por conta das demissões. Como, em geral, esses jovens têm uma baixa escolaridade, os trabalhos em que atuavam eram essencialmente os de serviços que deixaram seus funcionários completamente desamparados”, conta Giusti, que têm ajudado essas pessoas com questões como a obtenção do auxílio emergencial. “Como os jovens que já estavam acolhidos e acolhidas entraram em confinamento, infelizmente, não conseguimos receber novos”.
Giusti narra histórias parecidas com a que Marcelle ouve no acolhimento online no Rio de Janeiro. “Percebemos uma mudança no perfil de quem pede ajuda, sendo agora jovens com um perfil de maior independência, que trabalhavam, estudavam e conseguiam conviver relativamente bem com a família. Com o isolamento, muitas situações ficaram insustentáveis”.
Um grupo de especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas emitiu um comunicado conjunto no último dia 14 em que pede atenção dos países à saúde e às violações de direitos humanos da população LGBTI no contexto da pandemia. O documento destaca em um trecho que, “ao ficar em casa, crianças, adolescentes e adultos LGBTI se veem obrigados a suportar uma exposição prolongada a membros da família que podem não aceitá-los, o que aumenta as taxas de violência doméstica, agressões físicas e emocionais, assim como danos à saúde mental”.
No comunicado publicado em abril, a ONU já havia chamado atenção para uma tendência de acirramento de problemas sociais. “A covid-19 está criando um círculo vicioso em que altos níveis de desigualdade alimentam sua disseminação, que, por sua vez, aprofunda as desigualdades”, dizia um trecho do documento.
No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou em abril uma cartilha sobre prevenção ao coronavírus voltada especificamente para a população LGBTI.
O texto afirma que “Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros estão expostos ao novo coronavírus da mesma forma que o resto da população. Ainda assim, muitas dessas pessoas vivem num contexto de extrema vulnerabilidade social, o que pode influenciar no acesso a direitos como a saúde”.
Além das recomendações gerais de higiene e distanciamento social, a cartilha recomenda questões específicas, como a atenção ao cancelamento de cirurgias eletivas, citando as do processo transexualizador.
CONTINUE LENDO
- Redação
- 17 Mai 2020
- 09:53h
Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz (Foto: Reprodução/Instagram)
Um dos apoiadores mais próximos durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, o empresário Paulo Marinho, 68, relatou em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, que o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente, soube com antecedência da Operação Furna de Onça, deflagrada pela Polícia Federal em 14 de dezembro de 2018 e que tinha como alvo o seu assessor Fabrício Queiroz. À colunista, Marinhou contou que, na véspera, dia 13, pela manhã, ele e Flávio se encontraram já com os advogados Christiano Fragoso e Victor Alves. “Ele estava absolutamente transtornado. E esse advogado, Victor, dizendo ao advogado Christiano que tinha conversado com o Queiroz na véspera e que o Queiroz tinha dado a ele acesso às contas bancárias para ele checar as acusações que pesavam contra o Queiroz”, afirma. “O Victor estava absolutamente impressionado com a loucura do Queiroz, que tinha feito uma movimentação bancária de valores absolutamente incompatíveis com tudo o que ele poderia imaginar”.
Segundo Mônica Bergamo, os policiais teriam segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a candidatura de Bolsonaro. O delegado-informante também teria aconselhado ainda Flávio a demitir Fabrício Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de deputado federal de Jair Bolsonaro em Brasília. Foi depois de ter relatado o caso Queiroz para o empresário que Flávio contou do dia em que foi avisado antecipadamente sobre a operação que teria como alvo seu ex-funcionário. Um encontro teria ocorrido na Superintendência da Polícia Federal, na praça Mauá, no Rio de Janeiro. Nele estavam o ex-coronel Miguel Braga, atual chefe de gabinete de Flávio no Senado, o advogado Victor Alves e Val Meliga, que segundo Marinho era “da confiança do Flávio e irmã de dois milicianos que foram presos na Operação Quatro Elementos”. “O delegado saiu de dentro da superintendência. Na calçada —eu estou contando o que eles me relataram—, o delegado falou: ‘Vai ser deflagrada a Operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio [o filho do presidente era deputado estadual na época]. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz [Nathalia], que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro [que ainda era deputado federal] em Brasília’”, relatou. Logo após a entrevista ser publicada, Marinho postou o lema de campanha de Moro no Twitter: “Verdade acima de tudo. Fazer a coisa certa acima de todos.”
CONTINUE LENDO
- Informações do G1/BA
- 17 Mai 2020
- 09:40h
Bahia registra mais de mil casos de coronavírus em 24h e número chega a 8.128 — Foto: Comando Conjunto Bahia / Divulgação
O número de casos do coronavírus registrado na Bahia subiu para 8.314, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) na noite deste sábado (16). As mortes chegam a 285.
Segundo informações da Sesab, os cinco novos óbitos foram registrados em Salvador, Seabra e Várzea da Roça. Confira os casos:
282º óbito – mulher, 83 anos, residente em Várzea da Roça, sem comorbidades. Veio a óbito no dia 11/05, em hospital público do município.
283º óbito – homem, 39 anos, residente em Salvador, sem comorbidades. Faleceu dia 11/05, em hospital da rede particular do município.
284º óbito – mulher, 80 anos, residente em Salvador, tendo as seguintes comorbidades: hipertensão arterial, diabetes, doença respiratória crônica e doença renal crônica. Veio a óbito no dia 09/05, em hospital público no município.
285º óbito – mulher, 54 anos, residente em Salvador, tendo comorbidades: hipertensão arterial, diabetes, doença renal crônica e obesidade. Faleceu no dia 09/05, em hospital público no município. 286º óbito – homem, 79 anos, residente em Seabra, portador das seguintes comorbidades: hipertensão arterial, e doença renal crônica. Faleceu dia 14/05, em hospital da rede particular de Salvador. Do total do número de mortes, 184 ocorreram em Salvador. As outras 100 foram em Adustina (1); Água Fria (1); Anagé (1); Araci (1); Belmonte (1); Buerarema (3); Camaçari (4); Capim Grosso (3); Catu (1); Coaraci (1); Feira de Santana (2); Gandu (1); Gongogi (2); Ibirataia (1); Ilhéus (17); Ipiaú (3); Itaberaba (1); Itabuna (10); Itagibá (1); Itapé (1); Itarantim (1); Itapetinga (2); Jacobina (1); Jequié (3); Jitaúna (1); Juazeiro (2); Lauro de Freitas (5); Maragogipe (1); Maraú (1); Mirante (1); Mundo Novo (1); Muritiba (1); Nilo Peçanha (1); Paramirim (1); Porto Seguro (1); Ribeira do Pombal (1); São Francisco do Conde (1); São Sebastião do Passé (1); Seabra (1); Simões Filho (3); Ubaitaba (1); Uruçuca (5); Utinga (1); Várzea da Roça (1); Vera Cruz (1); Vereda (1) e Vitória da Conquista (4). Estes números contabilizam todos os registros de janeiro até as 17h desta sexta.De acordo com a Sesab, na Bahia, dos 1.228 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para Covid-19, 625 possuem pacientes internados.
De acordo com a Sesab, na Bahia, dos 1.228 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para Covid-19, 625 possuem pacientes internados. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 512 leitos exclusivos para o coronavírus, 310 possuem pacientes internados. Cabe ressaltar que novos leitos serão abertos progressivamente mediante o aumento da demanda.
Dos 8.314 casos confirmados, 2.151 já encontram-se recuperados e 5.877 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.
- Pimenta
- 17 Mai 2020
- 09:28h
(Foto: Reprodução)
Mais um policial militar do sul da Bahia não resistiu ao novo coronavírus. O sargento Robenison Evangelista, da 61ª Companhia Independente da Polícia Militar em Ubaitaba, morreu nesta sexta-feira (15), em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de um hospital de Salvador, para onde foi transferido em estado grave, no início do mês. Os familiares de Robenison Evangelista moram nas cidades de Ubaitaba e Aurelino Leal. O sargento deixa esposa e dois filhos. Ele estava na Polícia Militar da Bahia há mais de 20 anos e estaria no considerado grupo de risco por ser diabético. Evangelista é o terceiro policial militar do sul da Bahia que morre ao contrair o novo coronavírus. Os outros policiais mortos foram Wilson Moura, de 40 anos, que morava em Buerarema, mas trabalhavam em Itabuna; e Leonardo Batista da Conceição, de 36 anos, que era de Itabuna, mas estava lotado no Batalhão da Polícia Militar em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia. Wilson faleceu no dia 3 deste mês e Leonardo morreu no último dia 9, depois de internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Luís Eduardo Magalhães
Caso ocorreu em um complexo de lazer na orla norte da cidade turística da Bahia. Agentes da prefeitura dispersaram público e donos de cabana foram advertidos.(Foto TV Santa Cruz)
Moradores de Porto Seguro, no sul da Bahia, ignoraram o isolamento social e se aglomeraram para comprar cerveja na promoção. O caso, de acordo com testemunhas que fizeram o vídeo, ocorreu na sexta-feira (15).
O isolamento social é necessário neste momento de pandemia como forma de evitar a disseminação do coronavírus.
Com caixas de engradados de cervejas vazias, o público se aglomerou na entrada do complexo de lazer da orla norte do município. As testemunhas informaram que as pessoas estavam em busca de uma liquidação de cerveja de 600 ml que era vendida por R$2 e estava prestes a vencer.
As pessoas não respeitaram o distanciamento mínimo, apesar da maioria usar máscara. A dispersão das pessoas foi realizada ela Guarda Municipal e por agentes da Secretaria Municipal de Serviços Públicos. O público foi informado que a venda não poderia ser feita pessoalmente, apenas por delivery.
A barraca que fazia a venda foi advertida e os donos do espaço explicaram que as vendas eram para ser feitas apenas com entrega na casa do consumidor e que se surpreendeu com a quantidade de pessoas que foram para a porta do complexo de lazer. Os donos da cabana informaram que após o caso, eles só farão as vendas por delivery.
A aglomeração ocorreu no mesmo dia que a prefeita da cidade anunciou a prorrogação do decreto que determinava o fechamento do comércio por mais 15 dias com o intuito de conter o avanço do coronavírus. O decreto é válido até 31 de maio.
Até a manhã deste sábado, foram contabilizados, em Porto Seguro, mais de 40 casos confirmados da Covid-19 com uma morte.
Foto: Reprodução Google
A aprovação dos baianos em relação a atuação dos prefeitos do estado no combate ao coronavírus chegou a 53% em maio, de acordo com pesquisa realizada pelo DataPoder 360, em parceria com o jornal A Tarde e a Associação Comercial da Bahia, divulgada neste sábado (16).
O índice subiu quatro pontos em relação ao último mês, quando os que consideravam boa ou ótima a condução eram 49%; 29% classificam como como regular e 17% como ruim ou péssimo.
No Brasil, a média de avaliação positiva é de 35% em maio. Em abril, era de 29%.
Reprodução I Google
Com o estado de calamidade pública decretado no país devido a pandemia do coronavírus, o governo está autorizado a aumentar o gasto público para combate da situação, ainda que descumpa a meta fiscal para 2020. Segundo dados da Secretaria do Tesouro Direto brasileiro, até esta semana, o governo gastou 26% do valor autorizado para controlar a crise. As informações são do Metrópoles.
Uma série de medidas vêm sendo adotadas, usando o crédito disponível para combater a Covid-19. Segundo os números disponibilizados pela Secretaria, a previsão é que R$ 258,5 bilhões sejam usados para controlar e combater a pandemia no Brasil. Até a última quinta-feira (14), R$ 67,7 bilhões foram utilizados, o que corresponde a 26,2% do orçamento.
Segundo o órgão, o ritmo dos gastos está respeitando o processo orçamentário, “sendo natural a existência de um intervalo entre a autorização do gasto e o efetivo pagamento”. A Secretaria do Tesouro Direto disse ainda que, as políticas para combate do coronavírus possuem diferentes prazos com despesas específicas para cada um, ajustando-os enquanto durar o estado de calamidade.
“As pessoas mais pobres não têm uma fonte de renda, não recebem o auxílio do governo [devido à demora da liberação dos recursos] e têm dificuldade em alimentar a família. É uma economia de guerra. Não pode demorar. Se demorar muito, pode criar uma convulsão social muito grande”, posicionou o economista e professor de finanças públicas da Universidade de Brasília, Newton Marques.
Na contabilização dos gastos, R$ 36 bilhões foram destinados ao auxílio emergencial. A previsão é que, no total, sejam usados R$ 123,9 bilhões com a medida. Outro grande gasto são os financiamentos para pagamentos de salários, que, até agora, usou R$ 17 bilhões, podendo utilizar, segundo o orçamento, R$ 34 bilhões.
O presidente Jair Bolsonaro, sem partido, declarou na última quinta-feira (14) que “a União não tem como continuar pagando”, se referindo ao auxílio emergencial. Na opinião do economista, dois motivos podem ter incentivado a fala do governante. “Pode ser dois motivos: primeiro, pode ser só uma provocação do Executivo; ou, o segundo motivo, que o governo não está tendo os devidos cuidados para que a liberação dos recursos ocorra de forma rápida para que a população, principalmente a de baixa renda, não sofra mais”, explicou.
O Brasil declarou estado de calamidade pública no dia 18 de março, através do Senado. Cerca de um mês depois, o governo liberou o pagamento do auxílio emergencial para os cidadãos registrados. A partir da próxima segunda-feira (18), uma nova parcela do benefício será distribuída.
(Foto: BRF)
Fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apreenderam cinco veículos fazendo transporte interestadual clandestino de passageiros. As apreensões foram feitas nesta semana, em ação conjunta com a PRF, a PM/BA, Vigilâncias Sanitárias do estado da Bahia e do município de Vitória da Conquista. Os veículos foram parados na BR-116/BA, próximo à Vitória da Conquista e cercanias. No total, 94 passageiros foram transbordados para ônibus regulares. Foram constatadas diversas irregularidades nos veículos como ausência de itens obrigatórios de segurança e itens com defeitos, como pneus carecas e para-brisas trincados. A Agência reforça o alerta sobre os riscos de embarcar em transporte clandestino e ainda do perigo maior neste momento, de contágio pela COVID-19, pois esses veículos não cumprem os protocolos sanitários adotados pelas empresas regulares. A fiscalização da Agência segue mobilizada e intensificando o trabalho na região. Em caso de dúvidas o usuário pode entrar em contato com a ANTT por meio do número 166 ou do e-mail [email protected]
- Redação
- 16 Mai 2020
- 09:29h
(Foto: Reprodução)
Pelo menos 13 trabalhadores de uma empresa de linhas de transmissão de energia que atua em Guanambi tiveram os testes rápidos para Covid-19 testados para positivo. Foram aplicados cerca de 120 testes rápidos nos trabalhadores que vieram de Piauí, Maranhão, Alagoas e outros que vieram de cidades de Minas Gerais. Agora os materiais coletados foram encaminhados para o Lacen, Laboratório Central da Bahia, em Salvador para a confirmação oficial.