Identificado conquistense que morreu vítima de coronavírus, ele residia em Itabuna e trabalhava na Caixa

  • BRF
  • 14 Mai 2020
  • 10:59h

(Foto: Reprodução Redes Sociais)

Foi identificado como Cristiano Ferraz Soares o bancário natural de Vitória da Conquista que faleceu vítima de coronavírus na cidade de Itabuna. Segundo informações de familiares, ele ficou internado durante cerca de 19 dias no Hospital Calixto Midlej Filho, mas, infelizmente, não resistiu. Cristiano era funcionário da Caixa Econômica Federal em Itabuna.

“Não tenham medo!” é a mensagem do Apocalipse

  • Carta Capital
  • 14 Mai 2020
  • 10:22h

(RIA SOPALA / PIXABAY)

Nos últimos dias a palavra “Apocalipse”, conectada com a hashtag #fimdomundo, ganhou as mídias sociais. Isto foi estimulado pelo clima catastrófico em torno da pandemia global de coronavírus somado a um tal barulho no céu que foi ouvido em diferentes partes do mundo e à erupção do vulcão Krakatoa (Indonésia), que havia provocado um tsunami mortal em 2018. A esta perspectiva se juntam as mensagens de alguns pregadores religiosos que fazem uma leitura terrorista do tempo que estamos vivendo. Da boca e do teclado deles saem afirmações como: a covid-19 é maldição de Deus, ela cumpre um propósito, um recado de Deus; o coronavírus é um anjo da morte de Deus que veio para fazer justiça contra o comunismo, a liberação da homossexualidade e as “sujeiras” da TV e do cinema; Deus está prestes a expurgar muitos pecados do planeta com este vírus, ainda há tempo de arrependimento. Não é a primeira vez (e possivelmente não será a última) que a ideia de um deus vingativo é relacionada ao Apocalipse e ao fim do mundo. O imaginário coletivo está povoado destas ideias e a cada catástrofe partilhada por mais de um continente, ele é acionado. Isto é resultado de uma compreensão de deus baseada em ideologias de domínio e retribuição, e numa leitura equivocada do livro da Bíblia denominado Apocalipse. A palavra vem do grego e não quer dizer destruição ou fim do mundo, mas sim “revelação”. Apocalipse é a revelação, “véu tirado”, ação que torna possível enxergar o que está escondido. No caso do livro bíblico, temos um texto na forma de carta, pela qual Deus revela aos seguidores de Jesus coisas que eles não conseguiam enxergar diante de momentos muito difíceis de perseguição e morte pelo Império Romano. É a revelação divina de fatos de um presente que deveriam ser compreendidos e vividos com a memória do passado e com a projeção do futuro.

A autoria do Apocalipse é atribuída ao apóstolo João (ou a um de seus seguidores), que, segundo o próprio livro, era um preso do Império na Ilha de Patmos. Nesse sentido, João não estava fazendo previsões para o nosso futuro. Ele escreveu para os cristãos daquele tempo (cerca de 90 anos depois de Jesus) que estavam sofrendo, como ele, a perseguição dos romanos. A intenção era animar as comunidades para que elas não desistissem e continuassem fiéis ao caminho de Jesus. Ele falou do futuro próximo daqueles grupos, de que Deus não deixaria tanto sofrimento por tanto tempo.

A perseguição do Império Romano resultava do fato de que o imperador era o Senhor do Mundo, como um deus (Apocalipse 13 e 14), enquanto os cristãos diziam o contrário: “Jesus é o Senhor dos Senhores!” (Apocalipse 10 e 17). Este não era um conflito apenas conceitual já que todos deviam prestar culto ao imperador (Apocalipse 13. 8-15). Assim, ajudado pela religião, o imperador montou todo um sistema que controlava a vida do povo (Apocalipse 13) e que explorava as pessoas pobres para manter o luxo das elites (Apocalipse 18).

Para os cristãos, Deus é um só e, por causa disso, ele é Pai de todas as pessoas, então todas são irmãs. Por isso, em nome da sua fé, eles procuravam viver como irmãos: colocavam seus bens em comum, diziam que todos eram iguais, condenavam os ricos que exploravam os trabalhadores, não apoiavam o sistema injusto do Império Romano (tudo isto está expresso nas páginas do Novo Testamento da Bíblia). As comunidades diziam: “Jesus é o Senhor e a nossa vida é cumprir a vontade dele!” mas, fora delas, quem dominava era o Imperador de Roma. Daí tanta perseguição!

Há muita coisa difícil de compreender no Apocalipse pois a carta foi escrita de forma enigmática, com palavras e símbolos que só os cristãos poderiam decifrar, pois diziam respeito à situação de perseguição em que se encontravam. Assim, ela pode ser enviada da prisão. Para se entender hoje tantas imagens, números, símbolos, só mesmo conhecendo a memória da caminhada do povo com Deus (no Antigo Testamento) e mergulhando na realidade vivida por aquelas pessoas, naquele momento e lugar, muito diferente da nossa.

O Apocalipse, portanto, não é nem nunca foi uma previsão de acontecimentos do nosso futuro. Tanto é que o fim do mundo já foi muitas vezes previsto com base nele e não aconteceu. Porém, é uma mensagem de ânimo para cristãos que estavam sofrendo muito naquele tempo e lugar e precisavam de esperança de que o sofrimento iria terminar logo. “Não tenham medo!” é expressão recorrente em todo o livro.

De qualquer forma, as palavras do Apocalipse para aquelas pessoas servem para nós. Quando a carta foi escrita, muita gente desistia de manter sua fé por causa do sofrimento, com medo dos romanos ou porque pensava que as dificuldades não tinham solução. O texto serve, portanto, para encorajar a resistirmos diante das mazelas experimentadas hoje.

Serve também para alertar sobre o “Anticristo”, aquele que engana os cristãos como se fosse o Cristo, ensinando e praticando valores contrários a ele, com base no egoísmo, na violência e na falta de amor e misericórdia, em apoio ao Império.

O Apocalipse diz que mesmo no sofrimento é preciso ficar firmes, não se deixar dominar pelo medo, que paralisa e fragiliza, pois a justiça vai ser realizada e a paz será plena! Para isto, é preciso tirar o véu que não permite enxergar o presente, livrar-se de todo engano que esconde a realidade. Isto significa ver o coronavírus como desafio à saúde pública e a políticas econômicas mais justas e inclusivas. Representa tirar o véu que esconde a destruição do meio ambiente pelos Impérios de hoje e desenvolver mais cuidado com ele. Implica identificar os Anticristos que usam a fé para manter sistemas que geram morte, especialmente daqueles que os Impérios excluem por classe, raça, gênero e etnia. Isto é revelação do presente para alimentar o futuro com muita esperança de dias melhores.

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Roberto Jefferson, o bandido de estimação do bolsonarismo

  • por Fernando Duarte I Bahia Notícias
  • 14 Mai 2020
  • 09:50h

Foto: Reprodução I Twitter

“Bandido bom é bandido morto”. Essa é uma concepção muito comum entre os brasileiros e chegou ao seu grau máximo de expressão com a chegada ao Planalto de um pregador formal do tema, o presidente Jair Bolsonaro. Porém esse mote só é válido para bandidos pobres, mesmo que eles não tenham sido condenados pela Justiça. Basta ver que um dos grandes expoentes recentes dessa nova direita do Brasil é o ex-deputado federal Roberto Jefferson.

Midiático, o cacique do PTB ganhou o estrelato quando veio a público denunciar o episódio que ficou conhecido como “mensalão do PT”. À época, o então parlamentar jogou no ventilador um esquema de compra de votos na Câmara dos Deputados, algo que o submundo da política sempre acusou existir. A diferença era a profissionalização do balcão de negócios, algo até então inédito. Roberto Jefferson, então, conquistou a fama e também a alcunha de justiceiro anti-PT e anti-Lula.

No entanto, ele nunca foi herói. Para usar um termo popularizado pelo próprio PT no auge do mensalão, Roberto Jefferson se lambuzou com as benesses concedidas pelo governo de maneira extraoficial e antirrepublicana. Tanto que foi condenado nessa ação penal a mais de sete anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como era necessário se manter “por cima da carne seca”, o ex-deputado deixou o legado político para a filha, Cristiane Brasil, que chegou a protagonizar a indigesta nomeação para o Ministério do Trabalho, barrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Passado o momento aula de história, voltamos para 2020. Roberto Jefferson reapareceu como um baluarte da democracia ao defender em uma histriônica entrevista com um blogueiro da direita conservadora que existia um complô para um golpe contra Bolsonaro. O bate-papo, transmitido no YouTube, foi assistido ao vivo pelo presidente, numa espécie de metalinguagem do constrangimento. Ali foi a senha pública de que o cacique do PTB tinha, oficialmente, aderido ao governo, na aproximação de Bolsonaro com o centrão.

Roberto Jefferson cumpriu pena? Sim. Pagou pelos crimes? É relativo. Para quem acredita na lógica do “bandido bom é bandido morto”, provavelmente não. Mas agora ele é um bandido de estimação do bolsonarismo, com direito a aplausos e celebrações pelas denúncias “bombásticas” contra os adversários políticos dessa claque. Merece palanque e tem todos os méritos para voltar aos holofotes – afinal, falta de pudor nunca foi problema. É contradição que chama?

Este texto integra o comentário desta quarta-feira (13) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios A Tarde FM, Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Alternativa FM Nazaré e Candeias FM. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle Podcasts e TuneIn.

Boquira, Morro do Chapéu e Ruy Barbosa registram seus primeiros casos da Covid-19

  • BN
  • 14 Mai 2020
  • 08:43h

(Foto: Reprodução)

Os municípios de Boquira, Morro do Chapéu e Ruy Barbosa registraram, nesta quarta-feira (13) seus primeiros casos confirmados do novo coronavírus, segundo o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Com esses registros, a Bahia chegou a 183 cidades com casos da Covid-19. A prefeitura de Boquira, localizado na Bacia do Paramirim, informou que seu primeiro caso trata-se de um caminhoneiro de 42 anos, que retornou do Pará no dia 3 de maio com sintomas gripais. Segundo a gestão municipal, neste momento, o homem encontra-se assintomático e em isolamento domiciliar, tendo assinado termo de responsabilidade para permanecer em casa durante o período de 14 dias. Em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, a prefeitura comunicou que o contaminado encontra-se internado no Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, mas sem sintomas compatíveis com a definição de caso suspeito do Ministério da Saúde. A Vigilância Epidemiológica do município está mapeando os contatos do paciente e realizando uma investigação para conter o avanço do novo coronavírus. Já no município de Ruy Barbosa, localizado no Piemonte do Paraguaçu, a gestão municipal não divulgou qualquer detalhamento do único caso confirmado na cidade até agora. Entretanto, segundo o último boletim divulgado pela prefeitura, há ainda três casos suspeitos, aguardando resultados de exames.

Nesta quarta, o município de Conceição do Almeida também registrou seu primeiro caso do novo coronavírus, fato antecipado pelo Bahia Notícias. Entretanto, o contágio ainda não encontra-se registrado no boletim divulgado diariamente pela Sesab.

Estudo do IHME projeta quase 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil até agosto

  • FolhaPe
  • 14 Mai 2020
  • 08:38h

(Foto: Reprodução)

Um dos principais modelos utilizados pela Casa Branca para monitorar os números sobre o novo coronavírus projetou um cenário bastante sombrio para os brasileiros nos próximos meses. Segundo dados divulgados esta semana pelo IHME, instituto de métrica da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, 88.305 pessoas podem morrer por conta da Covid-19 no Brasil até 4 de agosto. O modelo usa uma janela de intervalo ampla, que no caso brasileiro varia de 30.302 a 193.786 mortes no período, mas indica que a curva de óbitos só aumenta até lá. As projeções mostram que o pico de mortes diárias no Brasil deve acontecer em 1 de julho, com 1.024 óbitos em 24 horas. Assim como a projeção total, a previsão de mortes diárias também obedece uma variação que aqui fica entre 182 e 2.613. Somente nesta terça-feira (12), o Brasil registrou 881 mortes em decorrência do coronavírus, novo recorde diário. Ao todo, são mais de 12,4 mil mortes e 176 mil infectados no País, que ultrapassou a França e se tornou o sexto com mais casos confirmados no mundo.

Em junho, mostra o instituto usado como diretriz na Casa Branca, o número de mortes no Brasil estará na casa dos 27 mil e, quando o pico diário chegar, um mês depois, o patamar total de mortos deve saltar para 57 mil. A partir de então, a curva de mortes diárias começaria a cair, mas chegaria a agosto ainda na ordem de quase 780 vítimas por dia.

O modelo utilizado pela Casa Branca ganhou notoriedade em 31 de março, quando o presidente Donald Trump fez seu primeiro discurso sombrio e visto como realista durante a pandemia que, inicialmente, ele minimizava. Na ocasião, Trump disse que estavam previstas de 100 mil a 240 mil mortes nos EUA até agosto, mesmo com a adoção das medidas de distanciamento social.

Esses números já foram revisados para baixo e para cima algumas vezes, a depender da flexibilização da curva de transmissão – e do relaxamento das regras de distanciamento social em diversos estados americanos.

Caso o isolamento não fosse cumprido, disse o presidente americano à época, esse número poderia chegar a 2,2 milhões de vítimas. Naquele momento, os EUA registravam 3.700 mortes. Hoje já são mais de 82,8 mil mortes e 1,37 milhão de casos confirmados.

O instituto também faz previsão sobre a quantidade de recursos médicos, como leitos de UTI e respiradores, que os países vão precisar durante os períodos de pico. No caso brasileiro, em 1 de julho deve faltar pelo menos sete mil leitos de UTI, já que serão necessários 11.168 e estarão disponíveis apenas 4.060. Os respiradores necessários no mês de pico, julho, serão 9.800, mas o índice do IHME não mostra quantos estarão disponíveis.

O presidente Jair Bolsonaro tem sido foco de preocupação entre líderes políticos e especialistas em todo mundo por insistir em minimizar a pandemia e ser contrário às regras de distanciamento social. Aliado do brasileiro, Trump já sinalizou que pode tomar medidas como a suspensão de voos do Brasil para os EUA caso a situação no país sul-americano continue a piorar.

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Eleições 2020: O que esperar da campanha eleitoral sem o ‘corpo a corpo’ tradicional?

  • Estela Marques
  • 14 Mai 2020
  • 08:07h

Especialistas em Ciência Política, História e Comunicação avaliam possibilidades que políticos podem aderir para o pleito de 2020 | Foto: Reprodução

A campanha eleitoral começa oficialmente apenas em 16 de agosto, e tem muita água pra rolar até lá. Não é da pandemia do novo coronavírus de que estamos falando, mas, sem dúvidas a crise sanitária impõe mudanças ao tradicional “corpo a corpo” que marca as campanhas – principalmente das eleições municipais, como a de 2020. As medidas de distanciamento social, recomendadas desde o início da pandemia e que devem ordenar as atividades sociais até que se tenha uma vacina contra o novo coronavírus, põem em xeque, por exemplo, a realização das convenções partidárias. O evento, que deve acontecer entre 5 de julho e 5 de agosto, costuma reunir correligionários e candidatos em torno dos nomes que disputarão o pleito pelo partido. Plataformas digitais e investimento em campanha digital parecem ser as únicas alternativas capazes de viabilizar o passo a passo eleitoral. “As redes sociais seriam os grandes caminhos: mostrar cara, falar, dar entrevistas em rádio. O pré-candidato só não pode pedir voto nesse momento. Mas dar entrevista, postagem e se manifestar sobre questão de interesse pra sociedade, para o eleitor, podem ser feitos. E reuniões com correligionários do partido, buscando programa de governo, podem ser realizadas com as limitações que são do momento, e não do Direito Eleitoral”, sugere o professor Jaime Barreiros, da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O especialista sugere plataformas como Google Meets, Zoom, além das lives em sites de redes sociais – entre os quais YouTube e Instagram. Essas ferramentas podem ser usadas até para substituir a conversa com eleitores em um bairro popular, ou um almoço ou jantar que alguém poderia promover para apresentar seu candidato. “Vai perder interação, mas vai tentar falar através desses canais aquilo que faria na reunião com seus amigos”, observa o cientista político Paulo Fábio Dantas.

Alternativa democrática?

A alternativa parece democrática, quando vista de longe, mas a análise mais de perto chama a atenção para pontos importantes. A desigualdade se manifesta já na partida, por exemplo.

O historiador político Carlos Zacarias observa que, se podem existir candidatos com recursos para disseminar seu rosto nas redes sociais, há outros que não têm as mesmas condições. Não por habilidade tecnológica, mas devido à capacidade financeira mesmo. Principalmente no que diz respeito à disputa no Legislativo.

“A eleição, se dando nesse termos, pra alguns vai ser absolutamente normal, mas pra outros vai ser um entrave, revestida de profundo obstáculo, porque não vão poder fazer isso. E também não vão poder fazer a campanha da forma anterior, tradicional. Na ausência das redes sociais, dos meios tecnológicos, haverá de funcionar de alguma maneira”, observa.

Numa situação como essa, a tendência é que cada vez mais postulantes ao cargo de vereador tentem colar sua imagem à daqueles que concorrem à prefeitura. A dependência à estrutura dos partidos também é cenário que está no horizonte, embora não exista perspectiva de que esses candidatos sejam incorporados à estrutura de divulgação dos partidos.

Segundo Zacarias, os partidos brasileiros funcionam sob comando de caciques, e eles próprios determinam quem vai estar na linha de frente ou não. A tendência de um cenário desigual como esse é a baixa renovação da Casa Legislativa dos municípios.

“Os mais visualizados vão ser aqueles que já estão na Câmara, que quiserem renovar seus mandatos, e certamente vão usufruir de mais recursos partidários, mais vinculação de seus nomes às candidaturas à majoritária. E os que forem renovados vão surgir muito desse contexto de dinheiro, de capacidade de projetar sua imagem através de disparos e alcançar eleitorado mais distante”, avalia Zacarias.

De acordo com professor Jaime Barreiros, não há o que fazer para garantir equidade nesse contexto. Até porque a igualdade total é “utopia”, “fantasia”.

“Em toda e qualquer eleição alguns candidatos saem na frente. Os mais conhecidos, os que têm mais recursos, mais tempo de propaganda. Naturalmente existe desigualdade. Numa situação como essa, e numa eleição em que é necessária presença do candidato ao eleitor, se torna mais complicado para quem não é mais conhecido. Para isso não tem solução. A tendência é que os candidatos mais conhecidos sejam mais favorecidos”, acrescenta.

Todo mundo tem acesso?

A igualdade é utópica não só do ponto de vista dos políticos, mas também sob o aspecto das cidades, que são o foco do pleito de 2020. O professor Camilo Aggio, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD), chama a atenção para as estruturas tecnológicas dos municípios.

“Muitos não possuem quantidade expressiva de acesso à internet, ou o acesso é bastante precário. Em muitos municípios, pequenas cidades em torno de Jequié, no sertão baiano, em áreas rurais e áridas, muita gente ainda depende de conexão via rádio, profundamente lenta. O próprio carregamento de imagens pesadas é um impeditivo”, pondera.

O desafio para essas regiões é pensar uma lógica de substituição da presencialidade. Como alcançar no meio online as pessoas que seriam atingidas pelas ações presenciais? Aggio acredita que, num país desigual como o Brasil no que diz respeito ao acesso à internet, a assimetria ainda é grande.

Para o pesquisador pesa também a tradição do “corpo a corpo” no interior. É tradição, ele lembra.

Até mesmo por isso Aggio chama a atenção para a necessidade de que existam políticas de isolamento realmente efetivas. O professor avalia que o grande desafio vai ser sanitário.

“Essas pessoas estão disputando atenção pública e adesões, os candidatos de modo geral, e vai haver grande pressão para saírem nas ruas e baterem nas portas”, observa.

O que fazer, então?

Se a pandemia do novo coronavírus impede o tradicional “corpo a corpo” e a campanha digital não é democrática, o que poderia ser feito para garantir que os candidatos partam de um ponto equivalente? A resposta pode estar no meio termo, de acordo com o cientista político Paulo Fábio Dantas.

Isso quer dizer que não é nem manter o calendário eleitoral, nem deixar o pleito municipal para 2022. O adiamento por tanto tempo, inclusive, é antidemocrático porque passaria a ter prefeitos e vereadores com mandatos para os quais não foram eleitos; abriria precedente perigoso num país que vive instabilidade política; e coloca em risco a autonomia que os pleitos municipais alcançaram em relação às eleições gerais.

Paulo Fábio sugere que seja adiado para outubro e novembro o período de campanha eleitoral. Nesse cenário, poderia ser reavaliada a possibilidade de debates e visitas a bairros.

“Estaríamos em outro clima. Em agosto está muito perto e as medidas que poderiam tomar seriam muito poucas. Mas se a campanha for em outubro e novembro, acho possível o ‘corpo a corpo’. Vai ter máscara, mas não será mais uma coisa impeditiva”, avalia.

O professor pondera que uma decisão como essa exigira articulação complexa da Justiça Eleitoral. Por exemplo, no tempo destinado à apuração dos votos, na realização de primeiro e segundo turnos, no período recursal, e na posse dos eleitos.

Paulo Fábio sugere também a ampliação do horário eleitoral na televisão, para que fossem incluídos debates entre os candidatos.

“É possível adiar por 30 dias que seja para ter um tempo de campanha melhor? É possível repensar a questão do horário eleitoral para ampliar esse espaço? São duas linhas de raciocínio que, imagino, não vão depender da iniciativa de um candidato ou partido, mas soluções institucionais para que essa situação seja enfrentada sem aquela solução fácil, oportunista”, acrescenta.

 

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ACM Neto diz que vai despachar de casa até receber resultado de teste do novo coronavírus

  • Redação
  • 14 Mai 2020
  • 08:04h

Foto: Max Haack/Secom PMS Foto: Max Haack/Secom PMS

O chefe-de-gabinete da prefeitura de Salvador, Kaio Moraes, testou positivo para o novo coronavírus. A notícia foi confirmada pelo prefeito ACM Neto nas redes sociais e em nota da Secretaria de Comunicação do Município. Por ser uma pessoa com quem trabalha diretamente, ACM Neto suspendeu a agenda e anunciou que vai despachar em casa. Kaio Morais é o segundo auxiliar do prefeito, nesta semana, a contrair a Covid-19. Na última terça-feira, o subchefe de gabinete, Matheus Simões, também testou positivo. O prefeito se submeteu a exame na noite desta quarta-feira e aguarda resultado.Por seu lado, o secretário de Saúde, Leo Prates, enfrenta o problema da pandemia em casa. O gestor confirmou que seus dois cunhados, as duas irmãs e os dois filhos contraíram a Covid-19. “Peço ao meu bom Deus que me ilumine! Me dê forças para seguir em frente!”, ressaltou. Prates já concluiu o exame e testou negativo.

Conquista: Além de 2 médicos, outros funcionários do Hospital de Base também estão com coronavírus

  • BRF
  • 14 Mai 2020
  • 07:59h

(Foto: Reprodução)

A situação é de alerta e combate ao coronavírus em Vitória da Conquista. Um dos principais equipamentos públicos do interior do Nordeste, o Hospital Geral de Conquista, já registrou casos de funcionários que testaram positivo ao COVID-19. Além de 2 médicos, incluindo o diretor da unidade, outros trabalhadores do hospital estão com o vírus.

Dom Basílio recebe ambulância para o transporte de pacientes com Covid-19

  • Informações do Blog Regional
  • 13 Mai 2020
  • 19:36h

(Foto: Divulgação)

O município de Dom Basílio passou a contar, a partir de segunda-feira (11) com mais uma ambulância totalmente equipada para o transporte de pacientes graves. "Esperamos não precisar, mas caso ocorra, a nossa população contará com uma ambulância mais confortável para pacientes e profissionais”. Disse Valmor Félix, Secretário de Saúde de Dom Basílio. Além de contar com aparelhos utilizados em UTI como monitor multiparamétrico, a ambulância também conta com respirador, desfibrilador, bomba de infusão, oxímetro de pulso, dentre outros. Diante da pandemia da COVID-19 que o Brasil enfrenta, o prefeito Roberval solicitou uma adaptação, transformando uma ambulância simples em uma de suporte intermediário que inicialmente ficará à disposição do Hospital de Dom Basílio para transportar pacientes acometidos com a COVID-19. Agora a população de Dom Basílio conta com uma frota de 7 (sete) ambulâncias.
 

Conquista: moradora de Itarantim morre no Hospital de Base vítima de coronavírus

  • Redação
  • 13 Mai 2020
  • 17:42h

(Foto: Reprodução)

Uma mulher de 63 anos que faleceu no último dia 11 de maio, no Hospital Geral de Vitória da Conquista, testou positivo para o Coronavírus covid-19. O resultado foi divulgado na tarde desta quarta-feira (13), pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Itarantim, município de onde ela veio. A paciente teria dado entrada no Hospital Regional de Itarantim, com sinais clínicos de Síndrome Respiratória. Ela foi transferida via regulação para o Hospital Geral de Vitória da Conquista e evoluiu para óbito ao chegar no referido hospital, tendo como suspeita diagnóstica covid-19. Foi feito a coleta da amostra e enviado ao Lacen e na tarde de hoje saiu o resultado positivo para o covid-19.De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Itarantim, publicadas no Blog do Eddy, todas as providências cabíveis já foram tomadas e que foi realizado todo o protocolo do exigido pelo Ministério da Saúde, com; Afastamento e Monitoramento da equipe de saúde que prestou atendimento à vítima, higienização do hospital, velório, cemitério e monitoramento dos familiares da vítima.

Pastor na BA diz que coronavírus é bom para que pessoas se convertam a Jesus e pede desculpas após repercussão

  • Informações do G1/BA
  • 13 Mai 2020
  • 17:31h

Pastor diz que coronavírus 'é bom para que o povo se converta a Jesus'; depois pede desculpas. — Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um pastor de Santo Antônio de Jesus, cidade a cerca de 190 quilômetros de Salvador, usou as redes sociais na internet para publicar um vídeo no qual agradece pelos casos da Covid-19 porque, segundo ele, isso ajudará que as pessoas se convertam em Jesus Cristo. Depois da repercussão, ele fez outra postagem pedindo desculpas. No Brasil, até esta quarta, 179.457 pessoas tiveram testes confirmados para a Covid-19. Já o número de mortos chega a 12.531. Na Bahia, conforme o último boletim da Secretaria de Saúde (Sesab), os casos ultrapassam os 6 mil, com 225 mortes. O pastor Gilberto Passos faz parte da Igreja Caminho ao Deus Vivo (ICDV). O primeiro vídeo, disponibilizado no Facebook pessoal dele foi publicado na semana passada, mas apagado horas depois. O G1 tenta contato com o pastor Gilberto Passos desde segunda-feira (11), mas ainda não conseguiu falar com ele.Na publicação que ele apagou, ele comentou que as "materialidades" da vida afastam as pessoas de Jesus Cristo e questionou a eficácia da medicina. Foi nessa ocasião que ele comentou: "Obrigado, Jesus. Aumenta mais o corona mesmo'. Importante porque só assim essas desgraças desse pessoal se conserta [sic], deixa o pecado, se converte em Jesus Cristo”.

'Marrr Morsssooo!': Negativo para Covid-19, Bolsonaro usou nomes falsos como ‘Airton’ e ‘Rafael’

  • Redação
  • 13 Mai 2020
  • 15:49h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro usou os pseudônimos “Airton Guedes” e “Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz” para fazer os exames do novo coronavírus. Em todos os três exames, os resultados deram negativo para a Covid-19. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a identificação foi assegurada a partir dos números dos documentos pessoais, como RG e CPF, e data de nascimento. Esses dados indicam que os exames seriam, mesmo, do presidente. Os resultados foram divulgados depois de decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinar ampla divulgação dos documentos. Os exames foram entregues pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Anitta nega candidatura à Presidência e recebe ameaças por falar sobre política

  • Bianca Andrade
  • 13 Mai 2020
  • 15:48h

"Depois de tudo que passei pra chegar aqui, não tem ameaça certa", desabafou a funkeira | Foto: Instagram

A cantora Anitta entrou em um ciclo de “tira casaco, bota casaco” protagonizado por Jaden Smith no filme Karatê Kid. A indecisão dos internautas levou a artista a desabafar em suas redes sociais. Se antes a funkeira era criticada por não falar sobre política e comentar os principais casos do Brasil, agora a artista passou a ser ameaçada por demonstrar interesse no assunto. Após boatos de que a artista teria interesse em seguir a carreira política, a cantora desmentiu a história e revelou que está apenas fazendo o papel dela como cidadã que é de informar seus seguidores. 

“Eu não sei de onde isso surgiu, eu acho que isso surgiu de uma entrevista na qual me perguntaram se eu aceitaria um cargo público […] e eu falei que eu nunca digo nunca pra nada, mas que eu aceitaria desde que eu estivesse estudada, preparada para exercer o papel que eu teria que exercer. Talvez esse boato veio dessa entrevista, mas não confere”. A funkeira ainda desabafou, afirmando que vem recebendo ameaças por falar sobre o assunto em suas redes sociais. “Os fãs estão falando que estão de saco cheio que estou falando de política. Cara, é muito importante. A gente não pode fechar os olhos pras coisas que acontecem no nosso país. A gente tem esse poder de mudar e se eu consigo falar com tanta gente, acho que nada mais prudente do que usar essa visibilidade pra uma parada importante”, começou a cantora. Na última sexta-feira (8), Anitta realizou uma live com a comentarista da CNN Brasil, Gabriela Prioli, para debater o tema e virou piada na web ao não saber quais eram os três poderes. “Se alguém estiver pensando em me ameaçar, dá uma assistida no meu documentário, pra ver que nada mais me assusta nesse mundo. Depois de tudo que passei pra chegar aqui, não tem ameaça certa”. Um dos últimos feitos da Poderosa foi enfrentar o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) para falar sobre a proposta feita pelo parlamentar que prejudicaria o recolhimento dos direitos autorais dos autores e compositores. Anitta e outros artistas se posicionaram contra a MP 910.

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Paulinha Leite diz ter ganhado mais de 36 vezes na loteria e lembra maior prêmio: '274 mil'

  • QUEM
  • 13 Mai 2020
  • 15:26h

(Foto: Reprodução)

A ex-BBB Paulinha Leite, de 33 anos, é uma mulher de sorte. A ex-sister diz já ter ganhado na loteria mais de 36 vezes. Esta semana, ela contou a seus seguidores no Instagram que ganhou mais uma vez. Em conversa com Quem, ela afirmou que, desde pequenininha, é muito ligada ao universo dos números. "Eu sonhava com números, fechava os olhos e via os números. Minha mãe me conta, eu mesma não lembro. Quando fui ficando mais velha, decidi jogar uma vez na Mega-Sena e na primeira vez que joguei já ganhei a quadra. Então, comecei a pegar esses números que via em placas de carro e sonhava e fui jogando", disse. Mas não é só na loteria que Paulinha anda de mãos dadas com a sorte. Quando participou do BBB 11, ela ganhou um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, um carro e uma moto. "Ganhei todos os prêmios de sorte dentro do reality. Quando saí de lá, no dia seguinte, comprei uma raspadinha e ganhei 10 mil reais. E assim fui acreditando na minha sorte. Acho que tudo também é uma questão de pensamento positivo, acho que tudo aquilo que você fala você atrai", explicou.

A sorte na loteria é tanta que ela conta que quando ganhou pela 36ª vez, parou de contar. "Sempre faço muita quadra na Mega-Sena ou então acerto 14 pontos na Lotofácil. Já dei números para os meus seguidores no Instagram por quatro vezes, sugeri quatro jogos diferentes e as pessoas ganharam. Mas nessas quatro vezes não joguei, então não conto como se tivesse ganhado", disse, aos risos. "O maior prêmio que ganhei até hoje foi 274 mil reais numa quina que fiz na Mega da Virada. Acho que foi em 2016. Comprei um terreno para investir no setor de imóveisPaulinha atribui sua sorte a Deus. "Acho que Ele me deu essa sorte, atribuo também à fé que tenho e à minha capacidade de determinar que vou conseguir uma coisa e conseguir", afirmou ela, que ri do ditado popular: 'sorte no jogo, azar no amor'. "Estou bem na área do amor", garantiu. A ex-sister diz que todos se assustam com sua sorte nos jogos. "Pessoas próximas a mim ficam falando: 'como é que pode?' (risos) Não sei como é que pode, sei que acontece. Mas o que as pessoas não entendem é que todo mundo quer ganhar na loteria, mas nem todo mundo joga. Você só vai ganhar se você jogar. Já joguei várias vezes e não ganhei nada. Mas chama atenção a quantidade que já ganhei. Só que a quantidade que não ganhei também é alta, então acho que a pessoa tem que jogar e acreditar. Eu sou muito daquele ditado: 'se for para ser seu vai ser'. E eu tenho certeza de que ainda vou acertar a Mega-Sena. Vou continuar jogando até conseguir ganhar o prêmio principal", garantiu.

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Governo Federal estuda estender o auxílio emergencial de R$600 para mais de três meses

  • Redação
  • 13 Mai 2020
  • 14:52h

(Foto: Reprodução)

O coronavoucher, auxílio de R$ 600 dado pelo governo federal a trabalhadores informais microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados durante a crise, pode ser estendido para além dos três meses a que teria como validade inicial. Segundo o jornal O Globo, atualmente o Ministério da Economia estuda duas formas para aumentar o prazo para o auxílio. A primeira é prorrogar o benefício por um período de dois a dois meses. O segundo seria criar um programa de renda básica para ser implementado no momento em que o pico da pandemia passar no país. Oficialmente, o governo não comenta o assunto.