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Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira (25) que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anule a condenação do caso do triplex e mande a ação para análise da Justiça Eleitoral. O pedido foi feito por conta da decisão tomada há duas semanas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que crimes comuns (como corrupção e lavagem de dinheiro) conexos a crimes eleitorais (como caixa dois) devem ser analisados pela Justiça Eleitoral e não pela Justiça Federal. Na avaliação da defesa de Lula, no processo do triplex há menções a suspeitas de crimes eleitorais, embora o Ministério Público tenha apenas mencionado corrupção e lavagem. Na semana passada, a Segunda Turma do STF entendeu que mesmo que o MP não mencione, a competência é da Justiça Eleitoral se os fatos estiverem claros nos autos. No pedido feito nesta segunda, a defesa de Lula pede que o relator no STJ, ministro Felix Fischer, leve esse tema para discussão na Quinta Turma do STJ. A expectativa é que a turma analise na próxima semana, dia 2 de abril, o recurso de Lula contra condenação no caso triplex (entenda mais abaixo). "Requer-se o conhecimento desta postulação e o enfrentamento da matéria de ordem pública aqui versada. (...) Requer-se, ainda, ante a incompetência absoluta, ratione materiae, da tramitação e do julgamento da Ação Penal nº 5046512-94.2016.4.04.7000 nas instâncias ordinárias, seja declarada a nulidade de todos os atos praticados pelos órgãos judiciários incompetentes, com a consequente remessa do processo à Justiça Eleitoral, para que a matéria seja deduzida perante o juiz natural da causa e por este julgada", diz o pedido.
- Brumado Urgente
- 24 Mar 2019
- 10:38h
O grupo participou de um encontro num dos restaurantes mais badalados de Brumado neste sábado (Foto: Divulgação)
Apesar de faltar cerca de 19 meses para o pleito municipal de 2020, as articulações de bastidores, especialmente no grupo oposicionista, se mostram cada vez mais dinâmicas. Dentre os nomes que surgem neste cenário, o do médico pediatra e ex-prefeito Geraldo Azevedo (sem partido) é um dos que mais vem causando repercussão no meio político local. Mostrando já uma solidez em seu grupo de aliados que conta com quadros representativos da política, tendo o destaque para o deputado estadual Vitor Bonfim (PR), que é um forte aliado do ex-prefeito, inclusive já está fazendo a interlocução com o governo do estado, para facilitar o trânsito de Geraldo na busca de novas conquistas e avanços para o município por meio de ações da gestão de Rui Costa. Outros dois nomes desse grupo que se estabelecem como parceiros de peso são o do empresário Welinton dos Santos Silva, o popular “Tiazinha” e do ex-vereador Agno Meira, que é uma forte liderança agrária e mantém um bom diálogo com os moradores do meio rural. Ainda se destacam o assessor parlamentar Amilcar Gama e o advogado criminalista Samuel Milhazes. Neste final de semana, mostrando que as suas intenções de disputar a cadeira de prefeito em 2020 são irreversíveis, o grupo fez questão de se reunir num dos restaurantes mais badalados da cidade e ainda postar fotos do encontro nas redes sociais, o que acendeu ainda mais as discussões, elevando ainda mais o clima pré-eleitoral. Para comprovar a postura resoluta e inflexível, o grupo já contratou até um marqueteiro que já está na cidade para começar a construir a campanha visando a vitória nas urnas, o que fará com que os outros grupos oposicionistas comecem também a se articular nesse sentido, o que, se vier a ocorrer, mostra que a união das oposições estaria cada vez mais distante.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), travaram nesta sexta-feira (22) e sábado (23) um duelo de declarações à distância sobre a articulação para a votação da reforma da Previdência. Bolsonaro estava em viagem oficial ao Chile, e Maia, no Brasil.Medida considerada prioritária pela equipe econômica para recuperar as contas do país, a reforma da Previdência muda as regras de aposentadoria para trabalhadores da iniciativa privada e do funcionalismo público. O governo também enviou ao Legislativo um projeto que trata dos militares.As propostas ainda não começaram a tramitar na Câmara dos Deputados por enfrentarem resistência dos partidos, incluindo o PSL, de Bolsonaro, que reclamam da falta de diálogo com o Palácio do Planalto.Um dos principais articuladores da reforma no Congresso, Rodrigo Maia tem demandado mais empenho do governo para estruturar a base aliada e se irritou nos últimos dias com ataques nas redes sociais.A polêmica começou na quinta-feira (21). Segundo o jornal "O Estado de S.Paulo", Maia teria telefonado para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e avisado que deixaria a articulação após publicação de post do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), com críticas a ele. Em entrevista ao jornal “O Globo” na sexta, Maia sinalizou que vai esperar o Planalto tomar as rédeas da articulação.
Veja como foi a troca à distância de declarações entre Bolsonaro e Maia:
Sexta-feira
17h - Bolsonaro, em entrevista no Chile
"Eu quero saber o motivo que ele está saindo [da articulação da Previdência]. (...) Estou sempre aberto ao diálogo. Eu estou fora do Brasil, mas quero saber qual o motivo, mais nada. Eu não dei motivo para ele sair."Questionado pela imprensa, então, sobre como trazer Maia "de volta" para a articulação, respondeu que era preciso conversar."Só conversando, não é? Você nunca teve uma namorada? E quando ela quis embora, o que você fez para ela voltar? Conversou? (...) Estou à disposição para conversar com o Rodrigo Maia, sem problema nenhum".O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), travaram nesta sexta-feira (22) e sábado (23) um duelo de declarações à distância sobre a articulação para a votação da reforma da Previdência. Bolsonaro estava em viagem oficial ao Chile, e Maia, no Brasil.Medida considerada prioritária pela equipe econômica para recuperar as contas do país, a reforma da Previdência muda as regras de aposentadoria para trabalhadores da iniciativa privada e do funcionalismo público. O governo também enviou ao Legislativo um projeto que trata dos militares.As propostas ainda não começaram a tramitar na Câmara dos Deputados por enfrentarem resistência dos partidos, incluindo o PSL, de Bolsonaro, que reclamam da falta de diálogo com o Palácio do Planalto.Um dos principais articuladores da reforma no Congresso, Rodrigo Maia tem demandado mais empenho do governo para estruturar a base aliada e se irritou nos últimos dias com ataques nas redes sociais.A polêmica começou na quinta-feira (21). Segundo o jornal "O Estado de S.Paulo", Maia teria telefonado para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e avisado que deixaria a articulação após publicação de post do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), com críticas a ele. Em entrevista ao jornal “O Globo” na sexta, Maia sinalizou que vai esperar o Planalto tomar as rédeas da articulação.
21h - Rodrigo Maia, em entrevista à TV Globo
"Ele [Bolsonaro] precisa ter um engajamento maior. Ele precisa ter mais tempo pra cuidar da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter, porque, senão, a reforma não vai andar." Maia afirmou que iria continuar cumprindo o seu papel. "O meu papel eu vou continuar cumprindo, coordenando dentro da Câmara a aprovação da reforma e (...) colocando de forma clara na figura do presidente da República a responsabilidade dele [de] conduzir, por parte do governo, a aprovação da reforma."
Sábado
10h - Rodrigo Maia ao chegar para reunião do PPS, em Brasília
"É importante que o governo acerte na articulação. E ele não pode terceirizar a articulação como ele estava fazendo.""Quer dizer, transfere para o presidente da Câmara e para o presidente do Senado uma responsabilidade que é dele e fica transferindo e criticando: 'Ah, a velha política está me pressionando, estão me pressionando'. Então ele precisa assumir essa articulação, porque ele precisa dizer o que é a nova política", disse Rodrigo Maia ao chegar para reunião do PPS, em Brasília.
10h - Bolsonaro, em café da manhã em evento no Chile
"Alguns, não são todos, não querem largar a velha política, que infelizmente nos colocou nesta situação bastante crítica em que nos encontramos."Bolsonaro disse ainda que, mesmo estando "calado" e fora do Brasil, ocorrem atritos no país.
12h - Bolsonaro, em pronunciamento conjunto com presidente do Chile, Sebastian Piñera
"Temos preocupações, sim, com as discussões que ocorrem por ocasião da reforma da Previdência e queremos aprová-la.""Entendemos que é o único caminho que temos para alavancar o Brasil juntamente com outros países da América do Sul para o lugar de destaque que nós merecemos estar. (...) Eu confio na maioria dos parlamentares que essa não é uma questão de governo, mas sim uma questão de Estado. É uma questão para nós, no Brasil, não enfrentarmos situações que outros países enfrentaram, como na Europa."
15h - Bolsonaro, antes de embarcar de volta ao Brasil
"O que é articulação? O que está faltando eu fazer? O que foi feito no passado? Eu não seguirei o mesmo destino de ex-presidentes, pode ter certeza disso", disse o presidente. "A bola está com ele [Rodrigo Maia]. Eu já fiz a minha parte. Entreguei. E o compromisso dele, regimental, é despachar e o projeto andar dentro da Câmara. Nada falei contra Rodrigo Maia, muito pelo contrário. Estou achando que está havendo um tremendo mal-entendido. O Brasil é maior do que todos nós. O Rodrigo Maia, eu nunca o critiquei, eu não o critiquei. Não sei por que ele de repente está se comportando dessa forma um tanto quanto agressiva", afirmou o presidente.
15h13 - Maia, em São Paulo
"Eu vivo num país democrático, e dentro daquilo que vocês me perguntam, e que a sociedade me demanda, eu falo o que acredito. Sem nenhum tipo de agressão a ninguém, né? Até porque eu não uso as redes sociais para agredir ninguém." "Eu uso as redes sociais para dar informação aos meus eleitores, à sociedade brasileira. Assim tenho me portado desde que assumi meu primeiro mandato de deputado federal e na Presidência da Câmara."
Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo
A Justiça condenou, nesta quinta-feira (21), o promotor Cassio Roberto Conserino a pagar indenização de R$ 60 mil por danos morais ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados de Lula pediram indenização de R$ 1 milhão. A decisão foi tomada pelo juiz Anderson Fabrício da Cruz, da 3ª Vara Cível de São Bernardo do Campo. O motivo da condenação, que cabe recurso por parte do réu, foi a divulgação de uma “piada” sobre Lula em uma rede social do promotor. “O réu reproduziu e divulgou em sua página pessoal no Facebook uma publicação ofensiva onde lhe aponta como um ‘Encantador de Burros’, o que demonstra a intenção de perseguição pessoal e a motivação de abalar seus direitos da personalidade.” Segundo os advogados do ex-presidente, “o réu teria abusado de forma dolosa das prerrogativas do cargo de Promotor de Justiça para assumir as investigações sobre o caso “Bancoop”, sem a observância do princípio do Promotor Natural, com a finalidade de causar-lhe constrangimento público e danos à sua honra, imagem e reputação através de acusações criminais descabidas que foram alardeadas através dos meios de comunicação social, como a Revista Veja, ainda antes da conclusão do procedimento investigatório.” No processo, o promotor se defendeu alegando “que compartilhou no Facebook a imagem citada pelo autor, mas com o único intuito de fazer uma piada ou brincadeira”. E “que não houve qualquer violação ao princípio do Promotor Natural no caso ‘Bancoop’, conforme reconhecido pelo CNMP e pela Corregedoria Geral do Ministério Público do Estado de São Paulo.” Ele ainda afirmou que “apenas exerceu sua função enquanto Promotor de Justiça sem qualquer intenção de promover o constrangimento ou humilhação do autor. Já, com relação à entrevista concedida à revista Veja, defendeu que houve possível excesso e eventual malícia, mas por parte do entrevistador, pois, não teria se comprometido a denunciar o autor e tampouco o fez antes da conclusão do procedimento investigatório.”No texto da decisão, o juiz afirma que “cabe destacar, ainda, que o réu é reincidente na violação dos direitos da personalidade alheios, consoante se verifica da sentença (...) proferida pelo juízo da 6ª Vara Cível da Comarca de Santos, (...) que lhe condenou ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil por ter praticado fatos análogos aos discutidos nestes autos. Entretanto, aparentemente, a referida condenação não surtiu o efeito pedagógico esperado.”
Foto: Mateus Bonomi/AGIF/AFP
O ex-presidente Michel Temer foi preso em São Paulo na manhã desta quinta-feira (21) pela força-tarefa da Lava Jato. Os agentes ainda tentam cumprir um mandado contra Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia. Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro. Preso, Temer é levado para o Aeroporto de Congonhas, onde vai embarcar em um voo e será levado ao Rio de Janeiro. Desde quarta-feira (20), a Polícia Federal (PF) tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira atrasou. O G1 ligou para a defesa de Temer, mas até as 11h25 os advogados não haviam atendido a ligação. Ainda não está claro a qual processo se referem os mandados contra Temer e Moreira Franco. O ex-presidente Michel Temer responde a dez inquéritos. Cinco deles tramitavam no Supremo Tribunal Federal (STF), pois foram abertos à época em que o emedebista era presidente da República e foram encaminhados à primeira instância depois que ele deixou o cargo. Os outros cinco foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso em 2019, quando Temer já não tinha mais foro privilegiado. Por isso, assim que deu a autorização, o ministro enviou os inquéritos para a primeira instância.Entre outras investigações, Temer é um dos alvos da Lava Jato do Rio. O caso, que está com o juiz Marcelo Bretas, trata das denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. O empresário disse à Polícia Federal que pagou R$ 1 milhão em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do presidente Michel Temer. A Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de Angra 3.Michel Temer (MDB) foi o 37º presidente da República do Brasil. Ele assumiu o cargo em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff, e ficou até o final do mandato, encerrado em dezembro do ano passado. Eleito vice-presidente na chapa de Dilma duas vezes consecutivas, Temer chegou a ser o coordenador político da presidente, mas os dois se distanciaram logo no começo do segundo mandato.Formado em direito, Temer começou a carreira pública nos anos 1960, quando assumiu cargos no governo estadual de São Paulo. Ao final da ditadura, na década de 1980, foi deputado constituinte e, alguns anos depois, foi eleito deputado federal quatro vezes seguidas. Chegou a ser presidente do PMDB por 15 anos
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez críticas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, nesta quarta-feira (20). O parlamentar afirmou que Moro "conhece pouco a política" e está "passando" daquilo que é sua responsabilidade como ministro. Sobre as declarações do presidente da Câmara, Moro afirmou que apresentou, em nome do governo, "um projeto de lei inovador e amplo contra crime organizado, contra crimes violentos e corrupção, flagelos contra o povo brasileiro". "A única expectativa que tenho, atendendo aos anseios da sociedade contra o crime, é que o projeto tramite regularmente e seja debatido e aprimorado pelo Congresso Nacional com a urgência que o caso requer. Talvez alguns entendam que o combate ao crime pode ser adiado indefinidamente, mas o povo brasileiro não aguenta mais", afirmou Moro. Maia deu as declarações ao ser questionado sobre a postura de Sérgio Moro em relação ao andamento do pacote que enviou à Câmara com propostas de combate à corrupção, ao crime organizado, e a crimes violentos. A proposta de Moro, que contém três projetos, foi encaminhada ao Congresso em fevereiro. “Eu acho que ele conhece pouco a política. Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro, funcionário do presidente Bolsonaro. O presidente Bolsonaro é que tem que dialogar comigo. Ele está confundindo as bolas. Ele não é presidente da República. Ele não foi eleito para isso. Está ficando uma situação ruim para ele, porque ele tá passando daquilo que é a responsabilidade dele”, disse Rodrigo Maia. Em outro momento da entrevista, Maia afirmou que o pacote de Sérgio Moro é uma cópia da proposta encaminhada à Câmara, no ano passado, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O magistrado liderou uma comissão de juristas, que elaborou projeto para combater crime organizado e tráfico de armas e drogas. Maia acrescentou que a Câmara vai analisar o pacote de Moro e a proposta da comissão de juristas de maneira conjunta. Mas que isso vai acontecer, “no momento adequado”, depois de os deputados votarem a reforma da Previdência. “O projeto é importante. Aliás ele tá copiando o projeto do ministro Alexandre de Moraes. Copia e cola. Então, não tem nenhuma novidade. Poucas novidades no projeto dele. Nós vamos apensar um ao outro. O projeto prioritário é o do ministro Alexandre de Moraes”, declarou o presidente da Câmara.Na última sexta-feira (15), Rodrigo Maia determinou a criação de um Grupo de Trabalho para analisar os projetos em um prazo de 90 dias.
Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL):
- Ótimo/bom: 34%
- Regular: 34%
- Ruim/péssimo: 24%
- Não sabe/não respondeu: 8%
A avaliação positiva do presidente caiu 15 pontos percentuais desde a posse. Em fevereiro, segundo a pesquisa, 19% consideravam o governo "ruim/péssimo"; 30%, "regular"; e 39% o avaliavam como "bom/ótimo". A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 16 e 19 de março. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O Senado aprovou nesta terça-feira (19) um projeto que obriga o agressor a ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) em caso de violência doméstica ou familiar.A proposta altera a Lei Maria da Penha e já foi aprovada pela Câmara, mas, como foi modificada pelos senadores, será novamente analisada pelos deputados. Pela proposta, o agressor condenado deverá pagar os custos do SUS com os serviços prestados à vítima. Ainda conforme o projeto, os recursos ressarcidos serão destinados ao ente público ao qual pertence a unidade de saúde que prestou o atendimento à mulher. Esse foi um dos pontos modificados pelo Senado em relação ao texto aprovado pela Câmara. Pela proposta enviada pelos deputados, o dinheiro seria revertido ao fundo de saúde do estado ou município responsável pela unidade de saúde que atendeu a vítima.
- Bernardo Caram | Folhapress
- 19 Mar 2019
- 20:12h
Bernardo Caram | Folhapress
O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro para extinguir cargos, funções e gratificações na administração pública atingiu em cheio a área de Educação, principalmente as universidades públicas federais. Das 21.000 vagas eliminadas pelo governo, ao menos 13.710 estavam sob a guarda de instituições de ensino, o que corresponde a 65% do total do corte. Foram extintos cargos de direção, funções comissionadas de coordenação de cursos e outras gratificações concedidas a professores. Entidades representativas do setor criticam a medida. O detalhamento sobre as áreas mais afetadas pela eliminação dos postos na administração federal foi omitido pelo governo quando divulgou à imprensa as informações sobre a medida na quarta-feira (13). O material apresentado pelo Ministério da Economia não especificava as pastas atingidas e não explicava o significado das siglas e legislações às quais o decreto faz referência.Após a publicação da medida, em entrevista com o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, o jornal Folha de S.Paulo perguntou duas vezes quais as áreas mais afetadas pelo corte.Na primeira tentativa, o secretário afirmou que, proporcionalmente, o Ministério da Economia abriu mão do maior número de cargos. Na segunda, a resposta foi que muitas funções são transversais e podem ser usadas por diferentes ministérios, o que dificulta o mapeamento preciso. As vagas cortadas são uma espécie de adicional pago a servidores públicos que ganham uma função extra, como um posto de coordenação, chefia de departamento ou direção. Sob o argumento de que iniciaria uma ampla reforma de Estado, com enxugamento da máquina pública, o governo colocou o corte de 21 mil cargos entre as principais metas a serem batidas nos primeiros 100 dias de gestão de Bolsonaro. O decreto determina a extinção imediata de 2.449 postos em instituições de ensino que hoje estão vagos, mas poderiam ser ocupados a qualquer momento. Outras 11.261 funções gratificadas atualmente em uso deixarão de existir em 31 de julho. Seus ocupantes serão exonerados ou dispensados. Análise do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) aponta, por exemplo, que foram eliminadas todas as funções gratificadas das recém-criadas universidades federais de Catalão (GO), Jataí (GO), Rondonópolis (MT), Delta do Parnaíba (PI) e Agreste de Pernambuco (PE). Embora defenda salários mais altos sem os chamados "penduricalhos" para professores, o presidente do Andes, Antonio Gonçalves, diz que a retirada dos cargos vai desestimular os profissionais da área. Gonçalves afirma que o impacto será grande porque a carreira já é desestruturada e tem defasagem salarial. Para ele, o governo usa o argumento de combate a privilégios para promover um desmonte do Estado. "Isso explicita a política educacional do governo, que é de ataque às instituições de ensino superior. Estão colocando esse plano em curso", disse. A vice-presidente do Proifes (Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico), Luciene Fernandes, afirma que a medida gera um alvoroço nas universidades. "Em qualquer país que preza pelo desenvolvimento, a Educação deveria ter prioridade. Começar a gestão com um decreto que enxuga as universidades é bastante temerário", afirmou. Procurado, o Ministério da Economia, que mapeou e definiu os cargos extintos, afirmou que o corte não vai comprometer a prestação de serviços públicos. "A expectativa é que o setor público se torne mais eficiente. Isso porque, em paralelo a essa medida, estão em curso outras ações de simplificação administrativa, desburocratização e readequação da força de trabalho", informou a pasta. O Ministério da Educação informou que o decreto foi elaborado pelo Ministério da Economia, que tem competência para consolidar as informações publicadas. De acordo com a pasta, 25% das funções gratificadas das universidades federais criadas em 2018 foram extintas. O ministério ressalta que, nesse caso, trata-se de instituições que ainda não entraram em funcionamento.
Foto: Evan Vucci/AP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no início da tarde desta terça-feira (19) que quer o governo de Jair Bolsonaro na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), organização militar comum de defesa, com 28 países-membros. Trump e Bolsonaro deram declaração à imprensa após encontro e almoço na Casa Branca, em Washington. "Como disse tenho a intenção de designar o Brasil como um aliado fora da Otan especial e até um aliado dentro da Otan, isso poderia melhorar nossa cooperação. Nossas nações estão trabalhando juntas para proteger o povo do terrorismo do crime transnacional e do tráfico de drogas, armas e pessoas, algo que é prioridade", disse Trump.
(Foto: Brendan Smialowski / AFP)
O presidente Jair Bolsonaro chegou de carro à Casa Branca na tarde desta quarta-feira, e foi recebido pelo presidente Donald Trump, que o esperava na entrada. Trump confirmou que Venezuela será um dos temas centrais do encontro e disse que apoiará a entrada do Brasil na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Elogiando a campanha de Bolsonaro, o americano disse que os dois países nunca estiveram tão próximos quanto agora. O filho do presidente brasileiro, Eduardo Bolsonaro, estava presente no encontro, mas o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, não participou. — O Brasil e os Estados Unidos nunca estiveram mais próximos do que estamos agora. Temos uma grande aliança com a Brasil, a maior do que jamais tivemos. O comércio que temos com o Brasil não é tao bom quanto deveria ser — disse Trump, elogiando a campanha do presidente brasileiro. — É um prazer para mim termos aqui o grande presidente Bolsonaro, que está fazendo um grande trabalho. A campanha dele foi incrível. Algumas pessoas disseram que lembraram da nossa campanha quando pensaram na campanha dele. Os dois presidentes trocaram camisas de futebol. — É uma satisfação estarmos nos Estados Unidos depois de algumas dácadas de presidentes antiamericanos. O Brasil mudou a partir de 2019. E obviamente temos muito a conversar, muita coisa a oferecer um para o outro para o bem dos nossos povos — concordou Bolsonaro. No encontro, os dois chefes de Estado irão discutir ainda como trabalhar juntos em temas regionais, mas também em outros temas de fora da região, como Irã, China e Coreia do Norte. Sobre a Venezuela, Trump disse que os dois países têm opções de diferentes. — Para nós, está tudo sobre a mesa — disse o presidente americano a jornalistas, sobre a Venezuela. — Não discutimos ainda sobre como o Brasil pode ser envolvido em um esforço militar, vamos falar sobre isso hoje (quarta-feira). Falaremos de Venezuela, de comércio, de uma série de coisas. Os Estados Unidos querem que o Brasil deixe a lista de nações mais favorecidas da Organização Mundial de Comercial (OMC) em troca de apoio para a entrada na OCDE. A proposta foi apresentada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lightizer. Na segunda-feira, um funcionário do alto escalão do governo Trump disse que os EUA vão 'fazer tudo o que puderem' para ajudar Brasil a entrar na OCDE . O encontro será uma “oportunidade histórica para reformular as relações hemisféricas com este eixo Norte-Sul” , afirmou nesta segunda-feira um funcionário de alto escalão do governo Trump. Em seu primeiro discurso público nos Estados Unidos, um dia antes, Bolsonaro se comparou diversas vezes ao presidente americano e afirmou que os dois países têm população conservadora, o que pode sustentar acordos: — O povo brasileiro é muito parecido com o americano. Conservador, temente a Deus, e portanto cristão, e não aceitava mais crescimento da esquerda — disse, reiterando que o Brasil tem um "presidente amigo dos Estados Unidos". No discurso, por dez minutos de improviso e em português, Bolsonaro lembrou que, nas últimas décadas, "era tradição no Brasil eleger um presidente de mãos dadas com a corrupção e inimigos dos EUA". — Juntos, podemos fazer muito, e essa união, até pela proximidade Brasil-Estados Unidos, pode ter certeza, alavancaremos mais ainda não só a nossa economia, bem como os valores que ao longo dos últimos anos foram deixados para trás. Na segunda-feira, o presidente brasileiro disse ainda que os dois países devem, juntos, "resolver a questão da Venezuela": — Temos alguns assuntos que estamos trabalhando em conjunto, reconhecendo obviamente a capacidade econômica, bélica, entre outros, dos Estados Unidos — afirmou. — Temos que resolver a questão da nossa Venezuela. A Venezuela não pode continuar do jeito que se encontra. Aquele povo tem que ser libertado. E contamos com apoio norte-americano para que esse objetivo seja alcançado. Juntos podemos fazer muito.
- Matheus Simoni I Metro1
- 19 Mar 2019
- 09:10h
Foto: Alan Santos/PR
A avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) diminuiu de 40% para 37%, segundo dados divulgados pela pesquisa mensal da XP Investimentos, feita em parceria com o Instituto de pesquisas sociais, políticas e econômicas (Ipespe). O índice está dentro da margem de erro, que é de 3,2%. Já o grupo que avalia a gestão ruim ou péssima subiu de 17% para 24%.Os números foram divulgados hoje (18) e apontam ainda a queda na expectativa de um mandato com gestão positiva: de 60% para 54%. Já os que esperam uma administração ruim ou péssima subiram de 15% para 20%. A pesquisa ouviu mil entrevistados, de 11 a 13 de março. A pesquisa também avaliou os efeitos da divulgação do vídeo que ganhou o apelido de "golden shower" nas redes sociais do presidente. As imagens sexuais que Bolsonaro compartilhou no Carnaval chegaram ao conhecimento de 72% dos entrevistados. 59% a julgaram inadequada, ante 27% que a acharam adequada. Para 64% dos entrevistados. é necessária uma mudança no sistema de aposentadorias. O número é o mesmo da pesquisa do mês passado. De quatro categorias de propostas de mudanças na reforma da Previdência — idade mínima; servidores públicos; policiais, bombeiros e professores; e militares —, a que enfrenta maior resistência é a fixação de idade mínima: 51% concordam, enquanto 46% discordam do mecanismo. A dos militares é a que tem menor resistência. Apenas 29% discordam de mudar as regras para os fardados, ao passo que 55% apoiam.
Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaroassinou um decreto para dispensar o visto de visita para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que viajarem ao Brasil.O decreto foi publicado nesta segunda-feira (18), em uma edição extra do "Diário Oficial da União". De acordo com a Embratur, a medida é inédita. A publicação acontece em meio à viagem de Bolsonaro a Washington(EUA), onde o presidente se reunirá, nesta terça (19), com Donald Trump. O decreto editado por Bolsonaro entrará em vigor em 17 de junho deste ano e é "unilateral", ou seja, não vale para brasileiros que viajarem aos quatro países.
- Metro1
- 18 Mar 2019
- 10:09h
Em evento de exibição do seu filme Jardim das Aflições, em um hotel nos Estados Unidos, Olavo de Carvalho, filósofo tido como guru do bolsonarismo, se disse pessimista com o novo governo.Segundo Olavo, "se o governo continuar como está por mais seis meses, acabou". Apoiador de Jair Bolsonaro durante as eleições, Olavo disse não saber quais são as ideias políticas do presidente, mas que o apoia por ele ser "um homem honesto e não ser ladrão". "Mesmo se o Bolsonaro fosse dono de um bordel, ele seria menos perigoso que o (candidato petista) Fernando Haddad. Por isso, o povo votou nele, não por causa de suas ideias políticas, que até hoje não sei quais são; ele fala de um assunto ou outro, mas nunca vi uma concepção geral, uma ideologia", disse. Organizada pelo financista Gerald Brant, um dos primeiros apoiadores de Bolsonaro em Wall Street, a exibição teve a presença de expoentes da direita americana como Sebastian Gorka, que foi vice-assistente de Trump, e Thomas Shannon, ex-embaixador no Brasil e terceiro no Departamento de Estado. O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e admirador das ideias de Olavo de Carvalho, também esteve presente.
Foto: Isaac Amorim/MJSP
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou nesta sexta-feira (15) um sistema com dados de homicídios, roubos, furtos e outros crimes cometidos em todo o país desde 2015. O sistema, disponível no site da pasta, reúne informações de boletins de ocorrência de todos estados e do Distrito Federal. Os dados são enviados ao ministério, que analisa e valida os números antes da publicação. Neste momento, as informações disponíveis são de 2015 até outubro de 2018. De acordo com o ministério, atualizações com dados mais recentes serão feitas sempre na primeira quinzena de cada mês. Há previsão de que outras modalidades de crime sejam incluídas nas estatísticas.
Estão disponíveis no sistema estatísticas sobre os seguintes crimes:
- Homicídio doloso;
- Roubo de veículo;
- Furto de veículo;
- Roubo de carga;
- Roubo a instituição financeira;
- Estupro;
- Lesão corporal seguida de morte;
- Latrocínio;
- Tentativa de homicídio.
Desde o começo de 2018, o G1 tem uma ferramenta similar que monitora mês a mês os dados de homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte – que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais. O projeto, dentro do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, está mais atualizado que a nova plataforma apresentada pelo governo. Os dados de 2018 já estão fechados (o sistema apresentado nesta sexta pelo ministério tem números até outubro apenas).