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- Bahia Notícias
- 23 Mar 2026
- 10:25h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os países da América Latina e do Caribe tenham acesso a todas as etapas das cadeias de valor dos minerais críticos existentes na região. Segundo ele, esses recursos podem ajudar os países a “reescreverem a história”, utilizando suas próprias riquezas para promover desenvolvimento interno, em vez de enriquecer outras nações.
Segundo a Agência Brasil, a declaração foi feita por meio de discurso lido pelo chanceler brasileiro Mauro Vieira no sábado (21), durante a 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino?Americanos e Caribenhos (Celac), em Bogotá.
“Temos a oportunidade de reescrever a história da região, sem repetir o erro de permitir que outras partes do mundo enriqueçam às nossas custas. A adoção de um marco regional, com parâmetros comuns mínimos, aumentaria nosso poder de barganha junto a investidores”, declarou o presidente.
Lula lembrou que a América Latina detém a segunda maior reserva de minerais críticos e terras raras do mundo e que esses insumos são essenciais para a fabricação de chips, baterias e painéis solares, componentes centrais da revolução digital e da transição energética.
Nesse sentido, defendeu que os países da região participem de todas as etapas relacionadas a esses minérios, desde a extração até o produto final, incluindo processos de beneficiamento e reciclagem.
Integração regional
Lula também destacou a importância do fortalecimento da integração regional, o que, segundo ele, é fundamental no atual cenário de instabilidade política e geopolítica. Para o presidente, o enfraquecimento da articulação entre os países da região aumenta a vulnerabilidade a pressões externas e limita a capacidade de resposta a desafios comuns.
“A América Latina e o Caribe não cabem no quintal de ninguém”, afirmou Lula, por meio do discurso lido pelo chanceler.
“Quando caminhamos juntos, somos capazes de sobreviver às turbulências da economia e da geopolítica mundial. A Celac representa o maior esforço já feito para afirmar a identidade própria da América Latina e do Caribe no cenário internacional”, acrescentou.
O presidente também defendeu a ampliação do comércio intrarregional, a integração das cadeias produtivas e o fortalecimento de blocos como o Mercosul, afirmando que a integração regional é um instrumento para ampliar a soberania e o desenvolvimento dos países da região.
Diálogo com outros países
Ao tratar da presidência da Celac exercida pela Colômbia, Lula destacou a manutenção do diálogo com a China, a União Europeia e a África. “Esses países e blocos veem na América Latina e no Caribe um potencial que nós mesmos não sabemos reconhecer e aproveitar. É um paradoxo que uma região com tantos recursos ainda padeça de tantos males”, disse.
“Somos potências em energia, biodiversidade e agricultura. Mas o que predomina neste quadrante do planeta são sociedades profundamente desiguais e tecnologicamente dependentes. O que nos falta para romper esse ciclo de subdesenvolvimento é liderança política”, acrescentou.
Infraestrutura
Lula também defendeu a integração da infraestrutura regional. “Precisamos de rotas por terra, água e ar, do Atlântico ao Pacífico, por onde produtos possam circular e cidadãos possam transitar”, afirmou.
Ele ressaltou a necessidade de interligação das redes elétricas dos países da região, o que, segundo o presidente, garantirá e reduzirá o custo da oferta de energia.
“Em um mundo com bloqueios marítimos e cortes no abastecimento de insumos, essa integração é ainda mais importante”, disse.
Crime organizado
No discurso lido por Mauro Vieira, Lula enfatizou que uma região desarticulada favorece o crime organizado, e que isso reforça ainda mais a necessidade de colaboração entre os países da América Latina e do Caribe para atingir toda a cadeia de comando das organizações criminosas, sobretudo as esferas mais elevadas.
“Esse problema não é só latino?americano, é global. É fundamental conter a fraude, o fluxo de armas que vem de países ricos, combater a lavagem de dinheiro realizada em paraísos fiscais e regular o uso de criptomoedas. Ações pontuais geram resultados momentâneos. Apenas o fortalecimento das nossas instituições garante soluções duradouras”, afirmou.
Segundo Lula, o Projeto de Lei Antifacção, iniciativa do governo brasileiro para enfrentar as organizações criminosas, busca dar mais agilidade e eficiência às investigações, asfixiar o financiamento das facções e aprimorar os mecanismos de responsabilização de grupos ultraviolentos.
“Nosso objetivo é melhorar a articulação entre as polícias e reforçar o papel da Polícia Federal no combate a organizações criminosas e milícias privadas com atuação interestadual e internacional”, concluiu o presidente.
- Bahia Notícias
- 02 Mar 2026
- 14:50h
Foto: Reprodução / Band
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) demonstrou interesse em conversar com o senador Flávio Bolsonaro. A declaração foi feita durante entrevista exibida neste domingo (1º) no programa Canal Livre, da Band.
Durante a participação, Valdemar também avaliou o cenário político na Bahia e projetou avanço da oposição no estado nas próximas eleições. Segundo ele, o grupo político trabalha com a expectativa de conquistar uma das cadeiras baianas no Senado Federal.
- Por Carlos Villela | Folhapress
- 09 Fev 2026
- 07:19h
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou o presidente eleito de Portugal, António José Seguro, pelo resultado do pleito neste domingo (8).
O brasileiro disse, em um post na rede social X, que a vitória ocorreu "numa eleição que se desenvolveu de forma pacífica e representa a vitória da democracia num momento tão importante para a Europa e o mundo".
O presidente afirmou também que o resultado "consolida a posição de Portugal de apoio ao acordo Mercosul-União Europeia"
"O Brasil seguirá trabalhando em parceria com o presidente eleito e o primeiro-ministro Luís Montenegro pelo fortalecimento das relações bilaterais históricas entre nossos países, em defesa do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável", completou.
Com 98,6% das urnas apuradas, Seguro, do Partido Socialista, derrotou o ultradireitista André Ventura por 66,6% a 33,4%.
Ventura apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na tentativa fracassada à reeleição em 2022, e é crítico de Lula. Em 2024, às vésperas da eleição legislativa, afirmou que proibiria a entrada do presidente brasileiro no país durante as comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, caso fosse escolhido primeiro-ministro.
"Eu garanto-vos que, se eu for primeiro-ministro, o senhor Lula da Silva ficará no aeroporto. E, se insistir, vai para uma cadeia", disse Ventura em ato de campanha.
Ventura havia recebido apoio de Eduardo Bolsonaro após chegar ao segundo turno em janeiro, postando uma foto dos dois junto a Santiago Abascal, líder do Vox, da ultradireita da Espanha.
- Por Folhapress
- 27 Out 2025
- 08:30h
Fotos: Ricardo Stuckert / PR
A reunião do presidente Lula (PT) com Donald Trump, neste domingo (26), levou esquerda e direita –em especial os aliados de Jair Bolsonaro (PL)– a disputarem narrativas sobre o significado do encontro e a relação com o presidente dos Estados Unidos.
Lula e Trump se reuniram em Kuala Lumpur, na Malásia, para discutir as tarifas impostas sobre os produtos brasileiros. O presidente dos EUA fez elogios tanto ao petista quanto a Bolsonaro, o que levou cada espectro a focar no próprio benefício do encontro —apesar de setores da direita reconhecerem desconforto no bolsonarismo e ganhos políticos do atual presidente na relação com o americano.
Antes da reunião, Trump foi questionado em entrevista coletiva sobre Bolsonaro. Ele disse se sentir mal pela situação do ex-presidente, de quem sempre gostou, mas não quis responder mais sobre o assunto. "Não é da sua conta", disse a uma jornalista que perguntou se Bolsonaro seria um dos tópicos da conversa.
Após o encontro, o presidente dos EUA divulgou uma foto ao lado de Lula e escreveu: "É uma grande honra estar com o presidente do Brasil. Acho que conseguiremos fechar bons negócios para ambos os países. Sempre tivemos um bom relacionamento —e acho que continuará assim".
Bolsonaristas repercutiram o elogio de Trump ao ex-presidente e ignoraram os afagos a Lula. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está desde março nos EUA articulando sanções contra autoridades brasileiras, alegou um suposto desconforto do petista com a declaração do americano.
Outros influenciadores bolsonaristas buscaram difundir a tese de que, apesar do encontro, o governo brasileiro ainda não avançou nas negociações pelo fim do tarifaço.
"Deve ser a terceira reunião e os caras que atacam diariamente Trump se fazem de idiotas para enganar outros idiotas", escreveu Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro pelo PL e também filho do ex-presidente. Na postagem, ele ironizava uma fala do chanceler Mauro Vieira sobre o encontro ter sido positivo, mas sem ter dado início, ainda, às negociações.
A cientista política Juliana Fratini, doutora pela PUC-SP, avalia que aliados de Bolsonaro estão reféns da aliança com Trump e não podem criticá-lo por se encontrar com Lula. Eles correriam o risco, inclusive, de maior fragilidade nas articulações internacionais, já que parte da própria direita admite que Lula saiu lucrando com o avanço das negociações.
Além disso, tanto na esquerda quanto em setores da direita há uma compreensão de que a atuação de Eduardo nos EUA beneficiou Lula por permitir que o presidente se colocasse como defensor da soberania nacional, ativo explorado por aliados do petista.
"Os bolsonaristas estão dependentes do trumpismo e dos movimentos de direita internacionais para manter o fôlego. Não vão reclamar, não querem atrito. Sabem que, se irritarem Trump, podem perder o prestígio que possuem junto a ele", disse à Folha de S.Paulo.
Aliados de Eduardo já iniciaram, na própria noite de sábado (25), uma movimentação em sua defesa nas redes sociais, antecipando possíveis ataques diante de um eventual avanço das negociações pelo tarifaço.
"Eduardo é um guerreiro silencioso, que trabalha nos bastidores com lealdade e coragem. Sua missão nunca foi apenas um mandato, mas a defesa de um ideal. Diferentemente de muitos que hoje trabalham para desmerecer o grande trabalho que ele fez, e continua fazendo por todos nós", afirmou o deputado federal Mário Frias (PL-RJ).
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou o encontro de Lula e Trump como "sensacional, pois fica provado que o tarifaço nunca foi culpa do Eduardo Bolsonaro e sim do Lula".
Já na esquerda a reunião foi usada para destacar a atuação diplomática de Lula. O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) afirmou que o encontro "resultou no restabelecimento do diálogo e da parceria entre Brasil e Estados Unidos, superando divergências anteriores orquestradas pelos traidores da pátria".
Presidente nacional do PT, Edinho Silva disse que os problemas do planeta só serão resolvidos "com mais diálogo e não em imposições" e elogiou a postura de Lula. Crítico de Trump, a quem chama de fascista, ele disse à Folha de S.Paulo no início do mês que o Brasil busca manter a relação cordial com os EUA: "Estamos dialogando com o governante da época", argumentou.
Para Fratini, a postura da esquerda a respeito da reunião mostra que "de olho nos ganhos políticos e econômicos a partir de uma boa relação com Trump, o interesse por um bom relacionamento se torna mais forte do que o desdém".
A cientista política menciona incoerência, por parte da esquerda, em celebrar elogios de Trump a Lula. "Se o benefício fosse exclusivo para o opositor, Bolsonaro, ele [Trump] seria chamado de fascista", disse. "O mesmo ocorre quando a esquerda brasileira se alia a ditaduras como a venezuelana ou a cubana, sem nem de longe ser ditatorial como estas. Faz por interesses econômicos e arregimentação de poderes políticos."
- Bahia Notícias
- 25 Out 2025
- 12:20h
Foto: Reprodução / Justiça Federal
A Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) encaminhou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) uma investigação que cita o juiz federal Eduardo Appio como suspeito em um caso de furto de garrafas de champanhe em um supermercado de Blumenau (SC). A informação foi divulgada pela NSC TV, que teve acesso ao boletim de ocorrência que deu origem à apuração.
Embora atue na 18ª Vara Federal de Curitiba (PR), o magistrado reside em Blumenau. Em 2023, Appio atuou em processos da Operação Lava Jato, mas foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e posteriormente transferido de forma definitiva da função.
O juiz alegou que o episódio foi resultado de um “mal-entendido”, afirmou que sempre pagou por todas as suas despesas e informou que pretende ingressar com ações de reparação. O advogado que representa o magistrado informou que não se manifestaria sobre o caso.
O TRF-4 confirmou ter sido comunicado oficialmente pela Polícia Civil na tarde de quinta-feira (23), por meio de e-mail. Em resposta, o tribunal informou que não comenta investigações envolvendo magistrados, devido ao sigilo dos procedimentos.
- Por Folhapress
- 25 Out 2025
- 08:44h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Em visita oficial à Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a relação bilateral "muda de patamar" após reunião com o primeiro-ministro Anwar Ibrahim, em Putrajaya, sede do governo. Esse foi o primeiro encontro de um presidente brasileiro ao país do Sudeste Asiático em 30 anos.
Na oportunidade, os representantes firmaram acordos de cooperação que miram setores estratégicos da indústria de semicondutores, tecnologia e inovação. Ainda, segundo o Planalto, além da retomada do comércio de carne de frango, foram autorizadas importações de pescados, gergelim, melão e maçã.
Em 2024, o comércio entre os dois países somou US$ 5,8 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 2,7 bilhões. Em setembro de 2025, o fluxo atingiu US$ 487,2 milhões, sendo US$ 346,4 milhões em exportações do Brasil, com destaque para minério de ferro (37%) e óleo bruto (28%).
Durante a cerimônia, Lula criticou a paralisia de instituições multilaterais, disse que o Conselho de Segurança da ONU "não funciona mais" e voltou a classificar a situação em Gaza como genocídio. Ele também chamou a COP30, em Belém, de "COP da verdade", cobrando a implementação de compromissos climáticos que serão firmados no evento que ocorrerá em novembro.
Anwar Ibrahim afirmou ter política com Lula e o descreveu como liderança com "consistência na defesa dos mais pobres", dizendo esperar uma cooperação que extrapole o comércio e alcance cultura e desenvolvimento humano.
Ainda na Malásia, Lula deve participar, no domingo (26), do 47º encontro da cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), em Kuala Lumpur. Essa será a primeira vez de um chefe de Estado brasileiro no encontro do bloco.
- Por Folhapress
- 23 Out 2025
- 10:02h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Em discurso feito durante sua viagem a Jacarta, na Indonésia, Lula exaltou o "sul global" e alfinetou as políticas protecionistas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às vésperas do encontro com o americano.
O presidente do Brasil está no país asiático para uma visita de Estado em retribuição àquela feita pelo líder Prabowo Subianto em julho deste ano. É a primeira parada no continente, sendo a próxima uma visita a Kuala Lumpur, na Malásia, para a cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático, em português).
Sem mencionar o líder dos EUA nominalmente, o presidente afirmou que os países do "sul global" devem buscar alianças entre eles e diminuir a dependência de outras nações.
"Nós queremos multilateralismo e não unilateralismo, nós queremos democracia comercial e não protecionismo", disse Lula.
"O que está acontecendo nesse momento na política e na economia demonstra cada vez mais que nós precisamos discutir as similaridades que existem entre os dois países."
O petista também destacou o papel importante da Ásia na sua agenda e disse que os países do continente estão entre as suas prioridades. Neste ano, o presidente recebeu no Brasil visita dos líderes da Indonésia e da Índia e viajou à China, ao Japão e ao Vietnã.
No final de sua fala, Lula disse ainda que irá disputar novamente a presidência em 2026. "Eu vou disputar um quarto mandato no Brasil. Então, estou lhe dizendo que ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas estou preparado para disputar outras eleições", afirmou o presidente brasileiro ao líder Subianto.
Lula está no país para firmar parceria em áreas estratégicas para o governo. Foram assinados acordos em áreas como estatística, agricultura, energia, ciência, tecnologia e promoção comercial.
Além da visita de Estado oficial, o presidente ainda participará também de encontros com empresários locais em um intercâmbio que também terá a participação de empreendedores brasileiros.
Lula faz a viagem para a Ásia acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Um dos principais objetivos nas trocas com líderes da região é desenhar alternativas às taxas impostas por Trump ao Brasil e a diversos países do mundo, entre eles aqueles do sudeste asiático.
Na próxima parada do presidente brasileiro, na Malásia, o petista fará uma reunião bilateral com Trump no domingo (26), que será o principal compromisso de Lula em seu giro pela Ásia.
É esperado que no encontro entre os líderes brasileiro e americano sejam discutidas as tarifas impostas por Trump ao país e outras medidas relacionadas às autoridades brasileiras, como a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e a restrição de circulação imposta ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a seus familiares na visita que fariam para eventos relacionados à Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Também é esperado que temas paralelos sejam discutidos, como os recentes ataques americanos a embarcações venezuelanas e o risco de uma incursão militar dos EUA no país sul-americano, o que, na visão do governo, poderia causar instabilidade na região e, com isso, afetar o Brasil.
- Por Carolina Linhares | Folhapress
- 17 Out 2025
- 14:25h
Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na noite desta quinta-feira (16), que "o povo venezuelano é dono do seu destino" e que presidente de outro país "não tem que dar palpite", em referência à tensão crescente entre o governo dos Estados Unidos sob Donald Trump e a Venezuela.
Lula discursou no 16º Congresso do PC do B, no centro de convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O presidente se sentou ao lado da presidente do PC do B, a ministra Luciana Santos (Ciência e Tecnologia). O evento teve ainda a presença de representantes dos partidos comunistas da China e de Cuba.
Segundo Lula, a direita convenceu o povo brasileiro de que a esquerda é a favor do aborto, defende bandido fora da cadeia e quer que o Brasil se torne uma Venezuela. "O Brasil nunca vai ser a Venezuela", disse o presidente, logo antes de criticar a ação de Trump, sem mencionar o presidente dos EUA.
"Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na Venezuela. O Brasil nunca vai ser a Venezuela, e a Venezuela nunca vai ser o Brasil. Cada um será ele", disse.
"O que nós defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino. E não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite do que vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba. Cuba não é um país de exportação de terrorista", emendou.
Logo antes, Lula afirmou que, entre 2002 e 2010, na sua primeira passagem pelo Palácio do Planalto, a América do Sul viveu "seu melhor momento político, ideológico e social". Ele mencionou os presidentes de esquerda com quem convivia na época, citando inclusive Hugo Chávez na Venezuela.
Nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e sua contraparte americana, o secretário de Estado, Marco Rubio, se encontraram nos Estados Unidos. Este foi o primeiro encontro dos chefes da diplomacia dos países desde que os presidentes Trump e Lula iniciaram contatos, no mês passado.
Na quarta (15), o presidente americano disse ter autorizado a CIA, a agência de espionagem com longo histórico de interferência na América Latina, a realizar operações secretas e letais dentro da Venezuela com o objetivo de derrubar Maduro do poder.
A Venezuela pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que declare ilegais os ataques feitos pelos EUA contra embarcações próximas à costa do país e que emita uma declaração em defesa da soberania de Caracas, segundo carta obtida pela agência de notícias Reuters nesta quinta-feira.
Os ataques foram ordenados pelo presidente americano como parte de uma operação militar para, segundo o republicano, coibir o narcotráfico -embora o Caribe não seja a principal rota de entrada de drogas ilícitas nos EUA, e sim o Oceano Pacífico e a fronteira com o México.
Em Caracas, Maduro afirmou que, embora a CIA tenha sido historicamente associada a golpes de Estado em diversos países, "nunca antes um governo havia declarado publicamente ter feito ordens à agência para matar, derrubar e destruir nações".
Ainda no evento do PC do B, Lula afirmou que a extrema direita cresceu no mundo, enquanto os setores progressistas diminuíram, o que ele atribuiu a uma dificuldade de linguagem e de comunicação. "Nós nos distanciamos do povo", resumiu.
Participaram do evento a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais); o ministro Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social); o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), do PSD; o ministro Wolney Queiroz (Previdência Social), do PDT; o presidente do PT, Edinho Silva; o prefeito do Recife e presidente do PSB, João Campos; a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP); e uma série de parlamentares de siglas de esquerda.
Edinho também comentou o que chamou de ameaças do presidente dos EUA à América Latina. "É inaceitável as ameaças que foram feitas ontem contra o governo da Venezuela e o povo venezuelano", disse.
A presidente do PC do B repudiou as ingerências dos EUA na Venezuela e afirmou que "se precipita um clima de guerra no Caribe". "Estamos sob ataque de um país que se julga dono do mundo", emendou.
Luciana Santos e João Campos reforçaram a aliança do PC do B e do PSB com Lula para a eleição de 2026.
- Bahia Notícias
- 14 Out 2025
- 18:20h
Foto:Mario Agra / Câmara dos Deputados Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O deputado federal Eduardo Bolsonaro respondeu, nesta segunda-feira (13), a um corte de entrevista do senador Ciro Nogueira, na qual o parlamentar afirmou que o deputado teria causado "prejuízos gigantescos" ao Brasil durante sua atuação nos Estados Unidos. Segundo Eduardo, a atuação dele representou apenas um prejuízo aos interesses pessoais do senador.
"Prezado Ciro Nogueira, o prejuízo foi gigantesco para o seu plano pessoal; não se pode confundir o seu interesse com o do Brasil. Compadeço-me do seu sentimento, pois também foi um grande prejuízo para mim. A diferença é que estou disposto a sacrificar os meus interesses pessoais pelo Brasil", escreveu Eduardo em seu perfil no X, antigo Twitter.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro respondeu, nesta segunda-feira (13), a um corte de entrevista do senador Ciro Nogueira, na qual o parlamentar afirmou que o deputado teria causado "prejuízos gigantescos" ao Brasil durante sua atuação nos Estados Unidos. Segundo Eduardo, a atuação dele representou apenas um prejuízo aos interesses pessoais do senador.
"Prezado Ciro Nogueira, o prejuízo foi gigantesco para o seu plano pessoal; não se pode confundir o seu interesse com o do Brasil. Compadeço-me do seu sentimento, pois também foi um grande prejuízo para mim. A diferença é que estou disposto a sacrificar os meus interesses pessoais pelo Brasil", escreveu Eduardo em seu perfil no X, antigo Twitter.
- Por Michele Oliveira | Folhapress
- 14 Out 2025
- 14:32h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13), em Roma, que o Brasil não tem problema com Israel, mas sim com o premiê Binyamin Netanyahu.
Ao ser questionado se o acordo de paz em Gaza abriria espaço para o Brasil melhorar suas relações diplomáticas com Israel, o presidente afirmou que "o Brasil não tem problema com Israel". "O Brasil tem problema com Netanyahu. A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa", declarou.
"Nós sabemos que o povo judeu não concordava em muita parte com aquela guerra. Eu estou feliz porque, veja, eu não sei se é definitivo ou não, mas eu estou feliz porque é um começo muito promissor", declarou o presidente sobre o andamento do processo de paz, que nesta segunda teve um avanço importante com a libertação dos reféns pelo grupo terrorista Hamas e, em contrapartida, a soltura de quase 2.000 prisioneiros palestinos por Israel.
"O fato de o presidente Trump ter ido a Israel, ter ido ao Parlamento e ter falado, é um sinal muito importante. E agora vai ter reunião no Egito com os países da Europa. Eu acho importante. Eu espero que aqueles que ajudaram Israel na sua posição de virulência agora ajudem a ter uma paz definitiva", afirmou Lula.
Brasil e Israel vivem uma crise diplomática sem precedentes, e o governo Lula se firmou como uma das vozes mais críticas à campanha militar israelense em Gaza. Desde o ano passado, após uma série de rusgas, o Brasil não tem embaixador em Israel, assim como o país do Oriente Médio está sem representante de alto nível em Brasília.
As declarações ocorreram após discurso do presidente na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, na capital italiana. Em sua fala, Lula disse que "a fome é irmã da guerra, seja ela travada com armas e bombas ou com tarifas e subsídios". "Conflitos armados, além do sofrimento humano e da destruição da infraestrutura, desorganizam cadeia de insumos e de alimentos", declarou. "Da tragédia em Gaza à paralisia da Organização Mundial do Comércio, a fome tornou-se sintoma d o abandono das regras e das instituições multilaterais."
O evento acontece até sexta (17) na sede da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Lula foi o terceiro a falar, após o diretor-geral da entidade, Qu Dongyu, e o rei do Lesotho, Letsie 3o. Entre as autoridades presentes no plenário, o chefe de governo de Bangladesh, Muhammad Yunus, com quem Lula teria uma bilateral em seguida.
O principal dia do fórum será na quinta (16), quando estarão presentes o papa Leão 14 e as principais autoridades italianas, o presidente Sergio Mattarella e a primeira-ministra Giorgia Meloni. A cerimônia é marcada pela comemoração dos 80 anos da FAO.
Antes, o presidente participou de reunião sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa do Brasil lançada no G20 do Rio, no ano passado. O encontro foi liderado pelo Brasil pela Espanha.
No fim de julho, a FAO anunciou que o Brasil saiu do Mapa da Fome, por ter menos de 2,5% da população em risco de subnutrição ou sem acesso à alimentação suficiente no triênio de 2022 a 2024. O país havia voltado para o Mapa da Fome pelos resultados entre 2019 a 2021.
Pela manhã, Lula foi recebido pelo papa Leão 14, no Palácio Apostólico, no Vaticano. Foi o primeiro encontro entre os dois desde que o americano Robert Prevost foi eleito, em maio.
Na breve reunião, de menos de meia hora, Lula convidou o papa para a COP30, a conferência de clima da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontece em novembro em Belém. O papa respondeu que não poderá participar devido aos compromissos com o Jubileu, mas garantiu a representação do Vaticano em Belém.
Lula viaja acompanhando da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Dias ( Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar).
Não há previsão de encontros entre o presidente e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que deverá participar, no Egito, da reunião de líderes sobre o acordo de paz entre Hamas e Israel. O petista voltará nesta tarde ao Brasil.
- Por Marianna Holanda | Folhapress
- 24 Set 2025
- 14:40h
Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil
Parlamentares e aliados de Jair Bolsonaro (PL) minimizaram a fala do presidente Donald Trump sobre o presidente Lula (PT) em discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (23). Eles afirmam que não se trata de um gesto concreto e que dificilmente haverá reversão das tarifas impostas pelo governo americano ou melhora da crise entre os dois países após conversa entre seus líderes.
Nas horas que seguiram o surpreende discurso do americano, parte dos bolsonaristas ficou sem reação, buscando entender quais são os próximos passos, já que Trump é conhecido por sua imprevisibilidade. Reservadamente, disseram não poder calcular se haveria prejuízo ao grupo político.
Um aliado disse ver prejuízo ao grupo político e teme que Lula possa abrir uma porta de diálogo que até então só existia com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o empresário Paulo Figueiredo.
Na avaliação geral, o discurso dos bolsonaristas é de que a crise poderia até mesmo piorar após uma conversa entre eles, ainda que seja mais controlada por telefonema.
Eles afirmam que há mais divergências do que convergências entre os dois líderes, e isso ficaria exposto num diálogo entre os dois --cujos discursos na ONU tiveram trocas de críticas. Citam a postura pró-Palestina de Lula contra a pró-Israel de Trump, a proximidade com a gestão do antecessor Joe Biden, o Judiciário brasileiro, dentre outros pontos.
"[Lula] será cobrado sobre o projeto de anistia. E aí? Cheque. Lula termina o dia de hoje em uma posição política infinitamente pior do que começou", disse Figueiredo.
Eles também cogitaram diferentes explicações para a postura elogiosa do americano ao petista. Dentre os argumentos, há o de que o gesto Trump seria, na verdade, calculado e uma forma de estratégia de negociação. O objetivo seria de expor o presidente brasileiro que, chamado para uma reunião publicamente, não teria como não participar.
O governo brasileiro tem enfrentado barreiras para buscar diálogo com a administração Trump, que impôs duras tarifas a produtos brasileiros, após intensa articulação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e do empresário Paulo Figueiredo. Este é primeiro e maior gesto desde que a crise começou, no início de julho.
Após o discurso de Trump, Eduardo foi às redes para destacar os momentos de sua fala em que criticou o governo brasileiro, por suposta perseguição judicial e por supostamente interferir em direitos de cidadãos americanos, praticando censura.
"Tudo isso é um prenúncio do que estará sobre a mesa num eventual encontro entre Trump e Lula que, se confirmado, seria certamente no Salão Oval. E Lula não terá escolha: terá de ir. Note bem, será no momento, no local e nos termos que Trump escolheu -sendo que o Itamaraty está anulado, sem poder alinhar previamente a reunião", escreveu o deputado federal.
O encontro, contudo, deve ser por telefonema, segundo o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores). O gesto foi interpretado por bolsonaristas como fuga.
"Lula acaba de ter a oportunidade de ficar frente a frente com Trump, mas já está arrumando desculpas para fugir. Procura-se o Presidente da República", disse Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Eles dizem que Trump faria com Lula o mesmo que fez com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, no Salão Oval. À época, o próprio Lula se referiu ao episódio como uma humilhação e cena grotesca.
A tese bolsonarista também ecoa em parte em integrantes do governo petista. Mesmo tendo visto o gesto de Trump como uma vitória para o brasileiro, eles temem que o americano use o diálogo entre os dois como uma forma de pressionar e até humilhar o líder petista.
Os dois tiveram uma breve interação na manhã desta terça-feira (23) pouco antes de o republicano discursar na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Trump sugeriu, e Lula aceitou, uma conversa para a próxima semana. O encontro foi divulgado pelo presidente americano ao final de sua fala, em que ele também disse que gostou do brasileiro e que teve uma "excelente química" com o petista.
- Bahia Notícias
- 15 Ago 2025
- 12:01h
Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a defender, nesta quarta-feira (14), que autoridades americanas ampliem sanções contra lideranças políticas brasileiras, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo ele, ambos “já estão no radar” dos Estados Unidos.
Em entrevista à BBC News Brasil, o parlamentar afirmou que Motta poderia evitar punições caso paute o processo de anistia, enquanto, no caso de Alcolumbre, citou a tramitação de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já conta, segundo ele, com 41 assinaturas no Senado.
"Se no futuro nada for feito, talvez aí a gente tenha também o Alcolumbre e o Hugo Motta figurando nessa posição (de sofrer sanções). O que eu sei é o seguinte: eles já estão no radar, e as autoridades americanas têm uma clara visão do que está acontecendo no Brasil e sabem que, por exemplo, o processo de anistia depende de ser iniciado pela mesa do presidente Hugo Motta", disse Eduardo.
Eduardo também reiterou que defende sanções contra familiares de Moraes, citando a esposa do ministro como seu “braço financeiro” e sugerindo que ela seja alvo da Lei Magnitsky, legislação americana que permite punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos.
O deputado argumenta que medidas desse tipo seriam necessárias para “isolar” Moraes e “restaurar a harmonia entre os Poderes”. Ele disse estar disposto a “ir às últimas consequências” para afastar o ministro.
Ao comentar o impacto econômico da tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, Eduardo afirmou que “a liberdade vale mais que a economia” e que o Brasil “merece” as sanções por ser, em sua visão, “uma ditadura”.
Em julho, o parlamentar já havia acusado Moraes de ordenar o bloqueio das contas bancárias de sua esposa, Heloísa Bolsonaro, sem justificativa legal. Na mesma linha, em entrevista ao Financial Times, ele declarou que o governo americano poderia responder à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com novas sanções e restrições de vistos a autoridades brasileiras.
- Bahia Notícias
- 28 Jul 2025
- 10:10h
Foto: Arquivo / Agência Brasil
O número de governos autoritários, as chamadas autocracias, superou o de democracisas ao redor do mundo. É o que aponta o Relatório da Democracia 2025, do Instituto V-Dem, ligado à Universidade de Gotemburgo, na Suécia, divulgado na última semana. Os dados do estudo evidenciam que o mundo tinha, ao final de 2024, 88 democracias e 91 autocracias, uma inversão em relação ao ano anterior.
Anualmente, o instituto publica dados sobre a situação da democracia no mundo. De acordo com o relatório, cerca de três em cada quatro pessoas no mundo, ou 72% (5,8 bilhões de pessoas), vivem atualmente em autocracias. O percentual é o mais elevado desde 1978, considerando os 179 países pesquisados em 2024. As informações são da Agência Brasil.
O levantamento considera autocracia o regime político em que o poder está concentrado em uma pessoa ou grupo político, com pouco ou nenhum controle democrático, e liberdades civis e políticas restringidas. No caso da democracia, há eleições multipartidárias, livres e justas; graus satisfatórios de sufrágio, liberdade de expressão e liberdade de associação e restrições judiciais e legislativas ao Poder Executivo são cumpridas, juntamente com a proteção das liberdades civis e a igualdade perante a lei.
Segundo o texto, os regimes autocráticos estão concentrados no Oriente Médio, norte de África, Ásia do Sul e Central, e na África Subsariana. Já os países democráticos são mais comuns na Europa Ocidental e na América do Norte, assim como em algumas partes do Leste Asiático e do Pacífico, na Europa do Leste e na América do Sul.
O levantamento coloca a desinformação e a polarização política entre as principais ameaças às democracias. Conforme o estudo, a desinformação é utilizada pelos governos autocráticos para inflacionar propositadamente sentimentos negativos na população e criar um sentimento de desconfiança.
Já a polarização reduz a confiança nas instituições governamentais, cenário que aumentou significativamente em nove países, considerando eleições ocorridas em 2024.
“Estudos sugerem que a polarização se torna frequentemente uma ajuda para os governos espalharem a desinformação, enfraquecendo a democracia. Se a polarização for elevada, os cidadãos estão mais dispostos a trocar os princípios democráticos por outros interesses ou a ajudar o seu lado a ganhar. A votação do Brexit e as eleições presidenciais de 2016 nos EUA são dois exemplos proeminentes em que este padrão se verificou”, aponta o estudo.
- Bahia Notícias
- 26 Jun 2025
- 18:20h
Foto: José Cruz/Agência Brasil
A cúpula do PSDB trabalha para se reunir com Ciro Gomes na próxima semana. A conversa deve ter como conteúdo para que Ciro volte à legenda após 28 anos. Ele deixou a legenda em 1997.
Uma parte do partido acredita que o caminho para Ciro é concorrer tanto para o governo do Ceará quanto para a cadeira de presidente da República. Outra parte do PSDB não acredita em Ciro como uma opção viável para o Palácio do Planalto.
Segundo informações de Bela Megale, a ponte de Ciro para voltar ao partido se chama Tasso Jereissati, ex-governador que apoiou Ciro em sua candidatura ao governo do Ceará em 1990.
Ciro Gomes saiu do PSDB em 1997, e se filiou a diversos partidos, como PPS, PSB, PROS e, mais recentemente, o PDT, que se mantém nos últimos 10 anos.
- Por Mariana Brasil | Folhapress
- 26 Jun 2025
- 12:20h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez novas críticas a Donald Trump durante evento nesta quarta-feira (25), comparando-o ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele sugeriu que o americano fosse mais chefe de Estado e "menos internet".
"Nesse mundo conturbado, o mundo em que você tem o presidente dos Estados Unidos, que deveria brigar pelo discurso, deveria pensar o que falar, deveria ser menos internet e ser mais chefe de Estado, deveria pensar mais em livre comércio, no multilateralismo, deveria pensar muito mais na paz", declarou.
Por meio das redes sociais na segunda-feira (23), Trump anunciou um cessar-fogo na guerra entre Israel e Irã, após 12 dias de troca de fogo aéreo.
"O que que a gente vê todo santo dia da imprensa? Necessidade de uma desgraçada [sic] de uma manchete. Nós já tivemos presidente assim, e vocês sabem que já tivemos. Ou seja, o que menos interessa é a verdade. O que menos interessa é o interesse do do país. O que mais interessa são interesses escusos", disse Lula.
Em outro momento, ao comentar a guerra do Oriente Médio, o brasileiro também afirmou querer "passar longe" do conflito entre Teerã e Tel Aviv. "Não quero encrenca na minha vida. Eu sou da paz, não quero guerra", declarou.
O presidente criticou o uso de dinheiro empenhado em guerras, em paralelo aos índices mundiais de fome, e disse acreditar que o mundo está "de ponta cabeça". "Que prazer eu tenho em destruir uma ponte, em matar uma pessoa, que não é possível recuperar? Esse mundo tem que ser repensado", disse.
Em outra menção aos Estados Unidos, Lula queixou-se de o país não reconhecer o Brasil como produtor de milho, e cobrou ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que reforce a imagem brasileira na área para os americanos. "Eles têm que saber a grandeza do nosso país."
As falas foram feitas após participação do presidente na 2ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, junto ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, onde o governo aprovou nesta a elevação do percentual do etanol na gasolina, em meio a preocupações com o efeito da instabilidade no Oriente Médio para o preço dos combustíveis.