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- Lucas Arraz / Fernando Duarte
- 02 Mai 2019
- 16:02h
(Divulgação)
Aliado do PT há três administrações na Bahia, o senador Otto Alencar (PSD) defendeu, ainda que de maneira discreta, uma eventual candidatura do governador Rui Costa (PT) ao Palácio do Planalto em 2022. Presidente do PSD baiano, Otto sugeriu, nesta quinta-feira (2), que “Rui preenche todos os pré-requisitos para governar bem o Brasil”. O petista foi citado com mais intensidade como um nome possível na disputa pela vaga de candidato do PT no próximo pleito nacional (lembre aqui). “A Bahia precisa ter um presidente da República. Nós não tivemos ainda. [Rui] É um bom governador, de um estado importante da federação, muito aplicado na gestão, na área política. Acho que tem vontade, é jovem, com posições muito claras de governar como governa aqui, numa posição de centro-social”, avaliou Otto, eleito para o Senado em 2014, quando Rui chegou ao Palácio de Ondina pela primeira vez. De acordo com o senador, o governador baiano tem um perfil similar ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do ponto de vista de posicionamento político. “Ele faz um governo bom, como Lula fez. Lula é do PT, de esquerda, e não fez um governo de esquerda. Lula fez um governo para o povo e não discriminou nenhuma área, nenhum setor da sociedade brasileira para participar do governo dele. Tanto que escolheu José Alencar para ser vice. Não vejo no Brasil condições de se governar nos extremos. O país amadureceu com a democracia. Se você ver os presidentes que deram certo foram nessa direção”, completou o social-democrata.
- Redação
- 02 Mai 2019
- 07:47h
(Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
O governador da Bahia, Rui Costa, tem virado uma alternativa do PT para a presidência da República em 2022, segundo a coluna do Estadão. De acordo com a publicação, cresce no PT a turma que defende um maior protagonismo Rui Costa nos destinos do partido. A ideia é apostar nele, à frente do maior colégio eleitoral do Nordeste, como alternativa para a eleição. Em entrevista nesta semana à rádio Metrópole, o senador Jaques Wagner (PT) afirmou, no entanto, que o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é o candidato natural do PT em 2022
- Redação
- 29 Abr 2019
- 07:36h
(Foto: Divulgação)
Cresce o número de parlamentares que quer incluir agentes de segurança, como policiais civis e federais, nas regras propostas para os militares, de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. Além do Capitão Augusto, presidente da bancada da bala, que tem 307 membros, o deputado Nicoletti (PSL-RR) prepara emenda nesse sentido. O governo estipulou idade mínima de 55 anos para a aposentadoria de integrantes da PF e de outras corporações. O Capitão Augusto, que é policial militar, também prega reduzir o tempo de contribuição de sua categoria e dos bombeiros de 35 anos para 30.
- Redação
- 23 Abr 2019
- 17:57h
(Foto: Reprodução)
A pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex de Guarujá, em São Paulo, será reduzida 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, após julgamento e decisão, por unanimidade, dos ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Antes a pena havia sido fixada para Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) era de 12 anos e 1 mês de prisão.
- Redação Brumado Urgente
- 16 Abr 2019
- 15:48h
(Foto: Brumado Urgente)
Em visita a Salvador nesta terça-feira (16), os vereadores brumadenses Rey de Domingão (PSB) que é o líder do prefeito na Casa Legislativa; Wanderley Amorim (PDT) e Palito (PSD) tiveram um encontro com o chefe de gabinete da SETRE - Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Everaldo Augusto, que exerce a presidência do PC do B na Bahia. O encontro teve como interlocutor o jovem advogado brumadense Thadeu Santana (PC do B), que confirmou que irá lançar a sua pré-candidatura a prefeito de Brumado. Muito habilidoso politicamente e com ótimo relacionamento entre as lideranças da capital do minério, Thadeu, que é filho do ex-prefeito Agamenon Santana, vem sendo um bom anfitrião para os políticos de Brumado que vão em busca de avanços e conquistas para o município. Com livre trânsito na política estadual, Santana mostra uma habilidade no diálogo, o que facilita a sua interlocução. Atualmente filiado ao PCdoB, Thadeu Santana, iniciou a sua carreira política na gestão pública estadual, onde atuou na coordenação de Esporte da Bahia e recentemente na coordenação administrativa da Sudesb. Na oportunidade os edis brumadenses conheceram mais de perto os vários projetos da SETRE em especial na economia solidária, na qualificação profissional e na área de esportes. Os vereadores saíram satisfeitos da visita e otimistas sobre a possibilidade de obterem, por meio de projetos apresentados, novas conquistas e investimentos para Brumado.
Pesquisa Datafolha, publicada na madrugada deste sábado (13) no site do jornal “Folha de S.Paulo”, aponta que 32% dos brasileiros acham que a atuação do Congresso Nacional é ruim ou péssima, 22% aprovam e 41% consideram regular. Segundo o instituto, o índice de aprovação é o maior patamar já aferido em início de legislatura. Em 2015, 11% aprovavam. Em 2007, percentual era de 16%.
Atuação do Congresso
- Ótimo ou bom: 22%
- Regular: 41%
- Ruim ou péssimo: 32%
- Não sabem: 5 %
O Datafolha ouviu 2.086 pessoas nos dias 2 e 3 de abril em 130 municípios de todo o Brasil. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Em dezembro, o Datafolha perguntou o que a população esperava do novo Congresso: 56% afirmaram ter expectativa ótima ou boa; 28% regular e 8% ruim ou péssima. 8% não souberam responder.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (9) pelo jornal "Folha de S.Paulo" aponta que a aprovação do governo Jair Bolsonaro quase dobra quando são considerados apenas os seguidores do presidente nas redes sociais.Neste recorte, 62% dos entrevistados afirmaram ao instituto que consideram até agora o governo "ótimo" ou "bom". Entre os usuários das redes que não acompanham os perfis de Bolsonaro, a taxa de "ótimo/bom" é de 23%. Ao ouvir a população em geral – considerando-se quem segue e quem não segue Bolsonaro em redes sociais, além dos entrevistados que não estão conectados nessas mídias digitais –, 32% disseram que o governo até agora é ótimo/bom, 33%, regular, e 30%, ruim/péssimo. O Datafolha ouviu 2.086 pessoas entre os dias 2 e 3 de abril. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desde a campanha, Bolsonaro aposta na estratégia de se comunicar diretamente com seus eleitores por meio das redes sociais, inclusive, por meio de transmissões ao vivo.
Após três meses do governo Jair Bolsonaro, pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (8) pelo jornal "Folha de S.Paulo" indica que,
- para 40% dos entrevistados, a corrupção vai aumentar;
- para 35%, vai diminuir;
- para 21%, vai continuar como está;
- 3% disseram que não sabem.
O instituto ouviu 2.086 pessoas entre os últimos dias 2 e 3. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.Em dezembro, a menos de um mês da posse de Bolsonaro e ainda no governo Michel Temer (MDB), o Datafolha apurou que, naquele momento, 58% julgavam que a corrupção iria diminuir e 19% consideravam que iria aumentar.
Por região
A percepção sobre o aumento da corrupção é maior na região Nordeste, segundo a pesquisa Datafolha:
- Nordeste: 51%
- Sudeste: 38%
- Sul: 35%
- Centro-Oeste/Norte: 35%
Segundo voto declarado
De acordo com o Datafolha, 54% dos que declararam voto em Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial do ano passado julgam que a corrupção vai diminuir; entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), 59% consideram que vai aumentar.
Eleitores de Jair Bolsonaro
- Vai diminuir: 54%
- Vai aumentar: 25%
- Vai ficar como está: 18%
- Não sabe: 3%
Eleitores de Fernando Haddad
- Vai aumentar: 59%
- Vai ficar como está: 24%
- Vai diminuir: 15%
- Não sabe: 2%
Votaram em branco, nulo ou nenhum
- Vai aumentar: 54%
- Vai ficar como está: 25%
- Vai diminuir: 18%
- Não sabe: 3%
- Assessoria Parlamentar
- 08 Abr 2019
- 10:34h
(Foto: Divulgação)
Um ano após a prisão de Lula, o líder da bancada comunista na Câmara, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), protesta contra o encarceramento político do ex-presidente. “Uma prisão injusta, sem qualquer prova de que o Lula tenha cometido crime. Calaram Lula para tentar calar o nosso povo. É cada vez mais necessário gritar Lula Livre para mostrar que não aceitamos que o Brasil seja vendido”, afirma. O parlamentar denuncia que direitos fundamentais foram negados a Lula. “O direito de concorrer à eleição presidencial ficando cada vez mais evidente que esse era o objetivo daqueles que o condenaram. Não deixam Lula falar com advogados, que tratam do seu processo. Lula também não dá entrevistas, como muitos presos fazem. Cometeram violação de direitos humanos quando não permitiram, que o ex-presidente acompanhasse o velório do seu irmão”. Daniel, que é coordenador da bancada da Bahia na Câmara, fala da importância na formação de uma frente que aglutine os movimentos sociais, populares, forças progressistas em prol do Lula Livre e contra o projeto do atual governo, de conteúdo fascista, que estimula o ódio e violência e ataca a previdência pública.“Não temos nada o que comemorar nestes 100 dias de governo Bolsonaro, existe um cenário de desconfiança, sem popularidade, que trabalha com uma agenda privatista. É neste momento que estamos, mais do que nunca, nas ruas dialogando com o povo para dizer que Lula é o âncora de um projeto democrático e popular, símbolo da defesa da democracia, dos direitos do trabalhadores e dos mais pobres. Não vamos abandonar essa luta”.
Foto: Isac Nóbrega/PR
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (7) pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL):
- Ótimo/bom: 32%
- Regular: 33%
- Ruim/péssimo: 30%
- Não sabe/não respondeu: 4%
A pesquisa ouviu 2.086 pessoas com mais de 16 anos, em 130 municípios, nos dias 2 e 3 abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. É a pior avaliação para um presidente da República no início de primeiro mandato desde 1990. Fernando Collor (então no PRN) tinha 19% de reprovação após três meses, contra 16% de FHC (PSDB), 10% de Lula (PT) e 7% de Dilma (PT). A ex-presidente é quem tinha a melhor avaliação: 47% de ótimo/bom em 2011. Lula tinha 43%, contra 39% de FHC e 36% de Collor. Na manhã deste domingo, na entrada do Palácio da Alvorada (residência oficial da Presidência, em Brasília), Bolsonaro foi questionado sobre o resultado da pesquisa. "Datafolha? Não vou perder tempo para comentar pesquisa Datafolha que disse que eu ia perder para todo mundo no segundo turno. Tem um item lá que diz que Lula e Dilma são mais inteligentes do que eu. Valeu Datafolha", afirmou.
Foto: Guilherme Mazui/G1
O vice-presidente Hamilton Mourão disse neste domingo (7) em evento nos Estados Unidos que, se o governo Jair Bolsonaro "errar demais", a "conta" irá para as Forças Armadas.Ele fez a afirmação em resposta a uma pergunta sobre a presença de militares no governo durante um painel da Brazil Conference, em Boston, evento organizado por estudantes da Universidade de Harvard e do Massachussetts Institute of Technology (MIT). Neste domingo, foi divulgada pesquisa do instituto Datafolha, segundo a qual a avaliação do governo é a pior de um presidente em início de mandato desde 1990. Questionado por um estudante sobre a possibilidade de a presença de vários militares em cargos e funções de governo "corroer" a “unidade” e a “legitimidade” das Forças Armadas, Mourão afirmou que o governo não pode errar demais. “Se o nosso governo falhar, errar demais – porque todo mundo erra –, mas se errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas. Daí a nossa extrema preocupação”, declarou o vice. Ele também se referiu a uma conversa com Bolsonaro no dia do segundo turno da eleição, depois de confirmada a vitória nas urnas. "E as palavras que o presidente falou no domingo à noite, no dia 28 de outubro, quando fomos eleitos. Ele olhou pra mim e disse assim: ‘Nós não podemos errar’”, afirmou Mourão. O vice-presidente disse que as Forças Armadas "não estão no poder", embora dois militares tenham sido eleitos [Bolsonaro e ele]. “O presidente Bolsonaro, 30 anos fora das Forças Armadas, ele é um político, mais político do que um militar, mas carrega dentro de si obviamente toda aquela formação que nós tivemos”, afirmou. Segundo Mourão, os militares chamados a compor o governo estão todos na reserva, e as Forças Armadas “continuam com a sua missão constitucional de defesa da Pátria”.
- Bahia Notícias
- 06 Abr 2019
- 10:09h
O programa Bolsa Família será remodelado pelo governo Bolsonaro. Entre as mudanças sofridas está a incorporação do décimo-terceiro salário, como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, além de um novo nome. Segundo a Veja, o programa também será expandido.
Bernardo Caram | Folhapress
A Receita Federal informou nesta sexta-feira (5) que abriu sindicância para apurar as circunstâncias do acesso de dois servidores a informações fiscais do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal "O Globo". De acordo com a nota da Receita, após ter sido identificado o acesso às informações de Bolsonaro e de familiares do presidente, foi aberta uma sindicância, que concluiu não haver motivação legal para a iniciativa."Por esta razão, a Receita notificou a Polícia Federal ao mesmo tempo em que iniciou procedimento correicional, visando apurar responsabilidade funcional dos envolvidos", diz o texto da nota.Em fevereiro, a Receita Federal abriu investigação interna para apurar o vazamento de documentos em que auditores propunham uma investigação fiscal do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e da mulher dele.
Íntegra da nota
NOTA À IMPRENSA
A Receita Federal informa que, após identificar o acesso a informações fiscais do Sr. Presidente da República e de integrantes de sua família, por dois servidores, o órgão abriu sindicância para apurar as circunstâncias em que esse acesso foi realizado.
A sindicância concluiu que não havia motivação legal para o acesso e, por esta razão, a Receita notificou à Polícia Federal ao mesmo tempo em que iniciou procedimento correicional, visando apurar responsabilidade funcional dos envolvidos.
- Daniel Carvalho | Folhapress
- 06 Abr 2019
- 07:04h
Daniel Carvalho | Folhapress
Em discurso a servidores durante a inauguração de uma ouvidoria no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (5), Jair Bolsonaro pediu desculpas pelas "caneladas", disse não ter nascido para ser presidente e que seu cargo "é só problema"."Desculpem as caneladas, não nasci para ser presidente, nasci para ser militar. Mas, no momento, estou nesta condição de presidente e, junto com vocês, nós podemos mudar o destino do Brasil. Sozinho não vou chegar a lugar nenhum", afirmou Bolsonaro.Aos funcionários do Planalto, o presidente afirmou que, "daqui a um tempo" será "mortal como todos" e que, em seu cargo, "é só problema"."Não tenho qualquer ambição. Não me sobe à cabeça o fato de ser presidente. Eu me pergunto, eu olho pra Deus e falo: o que eu fiz para merecer isso? É só problema, mas temos como ir em frente, temos como mudar o Brasil."Bolsonaro comentou as declarações em entrevista após a cerimônia. Ele afirmou que sabia das dificuldades do cargo e brincou quando questionado se já havia aprendido a ser presidente."A gente tem que se virar, né? Para não ser engolido."Ainda no discurso, o presidente disse que nunca esperou chegar no posto em que está. Disse que, na eleição, tinha contra ele "imprensa, fake news, tempo de televisão, recurso de campanha".Ouviu de servidores gritos de "amém" e "glória a Deus" e reagiu."Eu até queria fazer uma sugestão, já que falaram amém. Eu sei que o estado é laico, eu sei disso, mas se puder colocar aí o João 8:32, eu agradeceria. Aqui é o local adequado. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", afirmou, antes de cortar a fita de inauguração da ouvidoria.O presidente disse que o Brasil vai deixar de ser "o país da chacota" e criticou a esquerda."Acredito, sem querer ser o salvador da Pátria, apesar de me chamar Messias, que se fosse outro presidente aqui, estaria uma hora dessas conversando com [o ditador Nicolás] Maduro lá na Venezuela. Quando nossos irmãos nem rato tem para comer mais", afirmou o presidente.Bolsonaro também falou que é preciso lutar pela democracia -"temos que lutar pelo bem maior que nós temos, que é a nossa liberdade"- e valorizar "os valores da família"."Quem não quer ter família, sem problema nenhum. Agora, a família existe, é a célula da sociedade. Uma família sadia é uma sociedade sadia, é um país com perspectiva de futuro. Da maneira como vinha sendo tratado até pouco tempo não tínhamos perspectiva de mudar o Brasil", disse Bolsonaro.
- Fernando Duarte
- 05 Abr 2019
- 14:09h
Foi há um ano, no final de um 5 de abril, que os rumos políticos do Brasil tiveram um marco decisivo para as eleições que aconteceriam em outubro de 2018. Um dia antes o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão de que condenados em segunda instância poderiam ser presos para a execução penal. Próximo às 17h daquele dia, o então juiz Sérgio Moro determinou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse preso para cumprir a pena de 12 anos e um mês. As consequências desse episódio ainda não foram totalmente digeridas. O ex-presidente foi preso dois dias depois, após o prazo determinado por Moro, em um apoteótico ato em São Bernardo do Campo, construído com muitos simbolismos para transformá-lo em um mártir. A construção narrativa de que havia perseguição política contra Lula ganhou corpo, porém não tomou a proporção esperada pelo seu entorno. Encarcerado em Curitiba (PR), Lula assistiu de longe a ascensão de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, enquanto a esquerda viu ruir as investidas de um Fernando Haddad tardiamente apresentado como candidato e incapaz de controlar o ímpeto da direita conservadora, que chegou ao poder, pela primeira vez, pela via democrática. Ao longo dos últimos meses, Lula não deixou de ser o maior líder político da história recente do Brasil. No entanto, perdeu completamente a aura mítica que durante tanto tempo teve, ao menos para a esquerda. Os feitos da história do ex-presidente não foram esquecidos. Assim como os eventuais mal feitos durante o tempo em que esteve no poder ou muito próximo a ele. Por essas razões existe tanta controvérsia em torno dele.Se Lula estivesse livre, seria ele presidente do Brasil? Se Lula pudesse ter sido candidato, Bolsonaro chegaria tão forte nas urnas? Se Lula fosse inocente, o Judiciário brasileiro estaria cometendo um irreparável erro? Se Lula fosse culpado, estariam todos aqueles que acreditam nele ludibriados pelo canto de uma sereia? Essas perguntas talvez nunca sejam completamente respondidas. São tantas versões para a verdade – e tantas verdades escondidas – que será preciso gerações para entender o que aconteceu em 2018 no país. O ex-presidente nunca foi apenas um vilão ou um herói. Nesse ponto, ele pode ser equiparado a todos os outros nomes envolvidos nesse trecho da história recente do Brasil. Sérgio Moro, depois de determinar a prisão de Lula, aceitou ser ministro daquele tratado como maior beneficiário do encarceramento do petista. É “bandido” para uns e “mocinho” para outros. Bolsonaro se aproveitou do cenário de terra arrasada da esquerda para chegar ao poder. Enquanto uns o tratam como herói, outros o consideram vilão. Fernando Haddad, considerado a marionete eleitoral de Lula, está do lado “certo” ou “errado”? São tantos questionamentos difíceis de responder. No futuro, quando tivermos amadurecido o suficiente para entender tudo o que se passou, passaremos por revisionismos históricos? Tomara que isso não aconteça. Uma coisa é certa: quando dormimos no dia 4 de abril de 2018, não tínhamos a plena noção do quanto o dia seguinte seria relevante para o Brasil. Este texto integra o comentário desta sexta-feira (5) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM e RB FM.