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Universidades dos EUA aconselham estudantes estrangeiros que estejam de férias a voltarem ao país antes da posse de Trump

  • Bahia Notícias
  • 30 Nov 2024
  • 14:00h

Foto: Reprodução/Divulgação

Universidades dos Estados Unidos têm a estudantes e funcionários estrangeiros que estejam de férias, que retornem ao país antes que o presidente eleito, Donald Trump, tome posse, em 20 de janeiro de 2025.

As promessas de campanha do republicano abrangem, entre outros pontos, deportações em massa de estrangeiros, o que preocupa as universidades, que temem que seus alunos possam vir a ser prejudicados.

À BBC, a professora da universidade do Colorado, Chloe East, afirmou que “todos os estudantes estrangeiros estão preocupados neste momento”. Isso porque Trump prometeu implementar a maior operação de deportação da histórica, utilizando o Exército estadunidense para isso.

Funcionários ligados ao governo afirmaram ser possível que sejam construídas grandes instalações de detenção para imigrantes sem documentos à espera da deportação. De acordo com o Portal de Imigração de Educação Superior, mais de 400 mil estudantes sem documentação estão matriculados no ensino superior dos EUA. 

A Universidade de Massachusetts emitiu neste mês um alerta de viagem para seus estudantes e professores estrangeiros, para que retornem ao campus antes que Trump assuma a presidência. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade Wesleyana também emitiram alertas de viagem. Já a Universidade de Yale está organizando um seminário online para responder a preocupações de alunos sobre políticas de imigração de Trump.

Yamandú Orsi deve levar nova geração da esquerda ao poder no Uruguai

  • Por Mayara Paixão | Folhapress
  • 25 Nov 2024
  • 11:07h

Foto: Reprodução / X

Todas as eleições às quais concorreu ele venceu, diz um aliado próximo de Yamandú Orsi, 57, como se a apertada vitória nas eleições para presidente do Uruguai, de acordo com as projeções, fosse a mera ordem natural das coisas. Orsi era conhecido, mas nunca havia tido tamanha projeção.

O homem que em março do próximo ano assumirá a Presidência em um contexto simbólico importante no país -os 40 anos de retorno da democracia- foi por duas gestões consecutivas (2015-2020 e 2020-2024) governador do departamento de Canelones, que com 520 mil habitantes (15% da população nacional) circunda Montevidéu no mapa.

Formado professor de história, ele cresceu trabalhando com o pai em um armazém da região e também ali começou a militar na Frente Ampla, o agrupamento de forças de esquerda e centro-esquerda fundado em 1971, quando Orsi ainda era criança. Não ter nascido na capital Montevidéu tem sido um dos motes de sua campanha.

Desde a redemocratização, nenhum outro presidente do Uruguai era de outra região que não Montevidéu. De Julio María Sanguinetti, 88, o primeiro eleito nas urnas, passando por José "Pepe" Mujica, 89, que é padrinho político de Orsi, até o atual presidente, Luis Lacalle Pou, 51, todos haviam nascido no centro do poder. Orsi fugiu à lógica

No prólogo que fez em um livro sobre outro de seus "professores", como chama o ex-governador de Canelones Marcos Carámbula, ele escreve sobre o objetivo compartilhado de "promover e alimentar narrativas para além das fronteiras montevideanas".

E faz autocrítica inclusive para a Frente Ampla: "Os frente-amplistas começaram a processar um novo relato do qual faz parte entender que não há apenas um interior, mas muitos e bem distintos".

Foi um argumento muito usado em sua campanha para apontar que Orsi seria uma peça-chave para fortalecer a articulação entre o Uruguai rural e o urbano -a ver o que ele fará nos próximos cinco anos.

Com Orsi a esquerda voltará ao poder após uma janela de cinco anos ocupada por Lacalle Pou, quem interrompeu 15 anos consecutivos da Frente na Presidência ao ser eleito em 2019.

O futuro presidente pertence à mesma força política de Mujica, o MPP (Movimento de Participação Popular), que, fundado em 1989, marcou a entrada dos ex-guerrilheiros tupamaros na política institucional.

Orsi é uma renovação de antigos quadros nacionalmente conhecidos, como Tabaré Vázquez, morto em 2020, e Pepe Mujica, a velha guarda da esquerda uruguaia. Chama Pepe de uma espécie de professor, mas a bem da verdade é muito diferente do "maestro".

Conhecido por seus discursos com quê filosófico, Pepe Mujica sempre aderiu à arte do improviso. Na última eleição municipal no Brasil, em outubro, enviou vídeos de apoio a vários candidatos da esquerda. Gravava-os assim: um assessor colocava à sua frente um papel com o nome do(a) candidato e pronto, Mujica começava a falar para a câmera do celular como se conhecesse aquela pessoa de longa data.

Bem distante da espontaneidade, Orsi chegou a reservar um dia no primeiro turno da campanha, derrubando agendas, para preparar o discurso que faria no momento do resultado. As palavras pareciam milimetricamente calculadas.

Na noite do domingo que antecedeu o segundo turno, quando ele participou de um debate televisionado com o adversário Álvaro Delgado (Partido Nacional), não fugiu do script previamente acordado para eixos temáticos. Delgado fez várias perguntas para que Orsi respondesse, mas ele não respondeu a nenhuma.

Durante os próximos cinco anos, uma centro-esquerda renovada, mas ainda altamente influenciada pela velha guarda, governará o Uruguai. E Orsi terá inevitavelmente que sair do roteiro para lidar com desafios domésticos, mas também os internacionais --este último um tema no qual até aqui demonstrou pouco traquejo político.

Primeiro transplante de pulmão duplo robótico é realizado nos EUA

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 24 Nov 2024
  • 08:03h

Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

O primeiro transplante de pulmão duplo totalmente robótico do mundo foi realizado no NYU Langone Health, nos Estados Unidos. A inovação marca um avanço significativo na cirurgia robótica e consolida o centro médico acadêmico como referência global nesse procedimento.
 

Segundo informações divulgadas pelo NYU Langone Health, a cirurgia foi liderada pela médica Stephanie H. Chang, professora associada do Departamento de Cirurgia Cardiotorácica da NYU Grossman School of Medicine e diretora do Programa de Transplante de Pulmão do NYU Langone Transplant Institute.
 

A equipe transplantou os pulmões de Cheryl Mehrkar, uma paciente de 57 anos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), uma condição progressiva que dificulta a respiração. O procedimento utilizou o sistema robótico Da Vinci Xi em todas as etapas, uma tecnologia que permite maior precisão e reduz o trauma para o paciente.
 

A técnica envolveu pequenas incisões entre as costelas, o que possibilitou a remoção do pulmão afetado, a preparação do local cirúrgico e o implante dos novos pulmões de maneira minimamente invasiva.
 

O transplante ocorreu em 22 de outubro de 2024, apenas quatro dias após Cheryl ser incluída na lista de espera, após meses de avaliação médica realizada por Jake G. Natalini, professor assistente do Departamento de Medicina, e por Luis F. Angel, diretor médico de transplante de pulmão do NYU Langone Transplant Institute.
 

A cirurgia foi coordenada por Stephanie Chang, com o auxílio de Travis C. Geraci, professor assistente do Departamento de Cirurgia Cardiotorácica, e Eugene A. Grossi, titular da cátedra Stephen B. Colvin de Cirurgia Cardiotorácica.
 

"Estou muito grata ao doador e à sua família por me darem outra chance de vida", declarou Mehrkar em uma publicação do NYU Langone Health. Ela foi diagnosticada com DPOC em 2010, e sua condição piorou após uma infecção por Covid-19 em 2022.
 

Ao longo de sua vida, Mehrkar foi ativa, trabalhando como instrutora de mergulho, motociclista e conquistando o cinturão preto de caratê junto com seu marido, com quem possuía um dojo. Após se aposentar do caratê, tornou-se técnica voluntária de emergência em um departamento de bombeiros no condado de Dutchess, em Nova York, e segue contribuindo com sua comunidade.
 

Mehrkar compartilhou que, por muito tempo, foi informada de que não estava doente o suficiente para um transplante. No entanto, a equipe do NYU Langone Health focou na sua qualidade de vida, e ela expressou sua gratidão aos médicos e enfermeiros por lhe darem esperança.
 

"É um privilégio poder ajudar os pacientes a retornarem a uma vida saudável", disse Chang. "Com esses sistemas robóticos, o objetivo da equipe é minimizar o impacto dessa cirurgia importante, reduzir a dor pós-operatória e oferecer os melhores resultados possíveis", completou.
 

Em 2023, o NYU Langone Transplant Institute realizou 76 transplantes de pulmão e foi reconhecido por retirar rapidamente os pacientes da lista de espera e por sua alta taxa de sobrevivência. O centro é líder global em cirurgia robótica, realizando mais de 2.000 procedimentos assistidos por robô anualmente, além de treinar cirurgiões de todo o mundo.

Acusados por invasão do Capitólio contam com perdão de Trump no início do governo

  • Por Julia Chaib | Folhapress
  • 22 Nov 2024
  • 11:43h

Foto: Reprodução/Youtube

O presidente eleito Donald Trump pode fazer do perdão a acusados no âmbito da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, uma de suas primeiras medidas à frente do governo dos Estados Unidos.

Pelo menos é com isso que contam algumas das 1.500 pessoas acusadas de crimes relacionados à tentativa de impedir que o então eleito, Joe Biden, fosse confirmado presidente da República.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, a anistia aos condenados pelo episódio não precisa de autorização do Legislativo. O presidente americano tem, segundo a Constituição, poderes para perdoar qualquer pessoa que tenha sido acusada de um crime federal.

Durante a campanha, o presidente eleito afirmou mais de uma vez que perdoaria os condenados que "fossem inocentes". Ele não detalhou como fará isso, mas, segundo estudiosos ouvidos pela Folha, basta um ato de Trump para livrar seus apoiadores das penas impostas.

O republicano tomará posse em 20 de janeiro do ano que vem. Cerca de 1.500 pessoas foram acusadas de crimes que incluem invasão de propriedade, agressão a policiais e conspiração sediciosa. Delas, ao menos 600 foram condenadas.

Trata-se da maior investigação da história do FBI, que trata de crimes federais, ocorrida após Trump se recusar a aceitar a derrota em 2020 e insuflar apoiadores ao dizer, sem provas, que houve fraude na eleição.

Com a expectativa de perdão, desde o dia 6 de novembro, quando Trump foi declarado vencedor, advogados de acusados têm usado a vitória do republicano para pedir adiamento ou anulação de suas condenações. Outros já escreveram diretamente ao presidente eleito pedindo a clemência.

O jornal The New York Times informou que a defesa de Joseph Biggs, um dos líderes do grupo extremista de direita Proud Boys (garotos orgulhosos), que teve papel relevante na invasão ao Congresso, enviou uma carta a Trump no dia seguinte à eleição com a solicitação de perdão.

Biggs cumpre pena de 17 anos por conspiração sediciosa. Segundo o veículo, outros integrantes do grupo pretendem fazer o mesmo.

A maior das penas impostas até agora foi de 22 anos de cárcere, imposta a Enrique Tarrio, um dos líderes do grupo. Tarrio é tratado como um dos mentores da conspiração e da insurreição.

Num outro caso, a defesa de Christopher Carnell, réu de 21 anos da Carolina do Norte, pediu à Justiça o adiamento de uma audiência do caso, que estava marcada para a semana passada. A juíza do Distrito de Columbia, Beryl Howell, negou a solicitação.

O argumento do pedido foi o perdão prometido por Trump. "O Sr. Carnell, que entrou no Capitólio aos 18 anos de forma não violenta em 6 de janeiro, espera ser aliviado da acusação criminal que está enfrentando quando a nova administração assumir o cargo", escreveu o advogado de Christopher Carnell no ofício à Justiça.

Trump afirmou em março deste ano que pretendia perdoar os invasores, a quem se referiu mais de uma vez como patriotas e prisioneiros políticos. "Estou disposto a perdoar muitos deles", escreveu Trump na plataforma Truth Social, em março. "Não posso dizer por cada um, porque alguns deles, provavelmente, perderam o controle."

Depois, o republicano repetiu ter a intenção de perdoar os acusados e disse que faria isso ainda nos primeiros dias à frente do governo.

Essa possibilidade preocupa advogados e cientistas políticos, que veem no eventual perdão uma forma de Trump driblar decisões judiciais e dar um salvo-conduto a esse tipo de comportamento.

"Se isso ocorrer, representa uma violação aos princípios da democracia", avalia Vincent Hutchings, professor de ciência política da Universidade de Michigan. "Esse poder de perdão deveria ser concedido pela Justiça, não pelo presidente."

Hutchings acredita que Trump levará adiante sua promessa. "Não vejo razão para ele não cumpri-la."

A invasão ao Capitólio ocorreu no dia da diplomação de Biden, semanas depois de Trump ter insistido que as eleições de 2020 tinham sido fraudadas. Mais de 140 policiais foram agredidos no 6 de Janeiro. Ao menos cinco pessoas morreram durante a invasão ou em consequência dela. A estimativa é de que os revoltosos causaram um prejuízo equivalente a mais de R$ 13 milhões.

A ação obrigou a Câmara e o Senado a trancarem suas portas e a paralisarem a sessão que deveria confirmar a vitória de Biden. A invasão aconteceu poucos minutos depois de o próprio Trump, durante manifestação na capital do país, Washington, insuflar ativistas a se dirigirem até a sede do Legislativo.

Falsa enfermeira engana 2 hospitais, atende 60 pacientes e acaba presa

  • Por Folhapress
  • 16 Nov 2024
  • 11:35h

Foto: Reprodução / Freepik

Uma mulher de 44 anos foi presa por fingir ser enfermeira e atender ao menos 60 pacientes em dois hospitais da Califórnia, nos Estados Unidos.

Amanda Leeann Porter foi contratada neste ano. O centro médico São José de Providence informou à imprensa dos EUA que não sabia que a mulher não tinha licença para atuar como enfermeira. As informações foram publicadas pela emissora CBS News.

Por um mês, entre 8 de abril e 8 de maio, Porter cuidou de cerca de 60 pacientes. O hospital descobriu que ela utilizava os dados de uma enfermeira que não morava na Califórnia, de acordo com o departamento de polícia da cidade de Burbank.

Porter foi acusada de três crimes: roubo de identidade, falsidade ideológica e furto qualificado. Durante a investigação, a polícia de Burbank descobriu que Porter já havia sido presa pela polícia de Los Angeles por uma violação semelhante no Hospital Henry Mayo Newhall, em Santa Clarita.

A mulher foi indiciada e está detida sem direito a fiança. O centro médico São José de Providence afirmou que "está comprometido com a qualidade e a segurança para garantir o melhor atendimento possível para nossos pacientes". A unidade de saúde esclareceu que a enfermeira falsa estava em treinamento sob a supervisão de um enfermeiro durante esse período.

Os detetives acreditam que outros hospitais locais possam ter contratado Porter. O departamento de polícia pediu a qualquer pessoa com informações sobre casos semelhantes no sul da Califórnia denuncie às autoridades.

Lula afirma que situação de Nicolás Maduro na Venezuela “não é problema do Brasil”

  • Bahia Notícias
  • 12 Nov 2024
  • 12:24h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o chefe de estado venezuelano Nicolás Maduro não é “problema do Brasil”. Segundo o líder brasileiro, ele não pode “ficar se preocupando com a Venezuela” e ainda afirmou que cabe à população venezuelana cuidar do seu chefe de governo.

As declarações de Lula foram dadas durante uma entrevista à emissora de televisão RedeTV!, que foi ao ar neste domingo (10). Até então, o presidente vinha adotando uma posição de abstenção quando perguntado sobre o tema. Desta vez, no entanto, o chefe de estado foi enfático quanto ao tema

“Eu aprendi que a gente tem que ter muito cuidado quando a gente vai tratar de outros países e de outros presidentes. Eu acho que o Maduro é um problema da Venezuela, não é um problema do Brasil”, respondeu o presidente após um questionamento do senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

Nicolás Maduro vem sendo pressionado por órgãos internacionais a divulgar as atas eleitorais do pleito nacional deste ano, do qual afirma ter saído vencedor com mais de 52% dos votos, enquanto a oposição, representada pelo candidato Edmundo González, afirma ter vencido o pleito com cerca de dois terços dos votos.

O Brasil, em agosto, emitiu um comunicado junto à Colômbia pedindo que Maduro divulgasse as atas eleitorais do pleito. O Conselho Nacional Eleitoral do país, no entanto, afirma que foi alvo de ataques hackers e que, por isso, não pode divulgar as informações. Desde então, Maduro vem atacando agentes internacionais que contestam a sua vitória.

O Brasil não ficou de fora destes ataques. Aliados de Maduro atacaram diversas vezes o país, com montagens e ameaças, dizendo que o Brasil estava adotando uma posição intervencionista. Até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi atacado, sendo chamado, por um ministro de Maduro, de não-transparente.

Trump já conversa com Putin e Zelensky sobre conflito, afirma jornal

  • Bahia Notícias
  • 12 Nov 2024
  • 10:10h

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, teria entrado em contato com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, para conversar, individualmente, acerca do conflito entre as duas nações, que já dura quase três anos.

Segundo o jornal norte-americano Washington Post, o presidente eleito dos EUA teria conversado com Putin na última quinta-feira, e, durante a conversa, teria pedido ao líder russo que não escalasse o conflito. Além disso, Trump teria mencionado uma “considerável presença militar norte-americana na Europa, durante a conversa.

De acordo com o periódico, Trump, antes disso, já teria conversado com o presidente ucraniano, na quarta-feira (6). Durante o telefonema, o futuro presidente dos Estados Unidos teria afirmado a Zelensky que o país permaneceria ao lado dos ucranianos no conflito.

ABERTURA E CONDIÇÕES PARA O FIM DA GUERRA

Na sexta-feira (8), o governo russo já havia confirmado que Putin estava aberto a discutir a questão da guerra com Trump, mas isso não significava que o país estaria disposto a alterar as suas condições para a resolução do conflito.

Os termos do líder russo já haviam sido explicitados em junho deste ano. Para ele, a Ucrânia deveria abandonar as suas intenções de se juntar à OTAN e retirar todas as suas tropas do território de quatro regiões que a Rússia reivindicou.

Em contrapartida, Zelensky rejeitou veementemente a proposta e afirmou que aceitar estas condições seria equivalente à capitulação. O líder ucraniano, por sua vez, apresentou um “plano de vitória”, que inclui pedidos de apoio militar adicional do ocidente.

Trump deve dificultar exportação de biocombustível brasileiro

  • Por Folhapress
  • 12 Nov 2024
  • 08:31h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O novo governo de Donald Trump, novamente eleito à Presidência dos Estados Unidos no pleito desta terça-feira (5), trará desafios para a transição energética e para exportação de biocombustíveis brasileiros, segundo especialistas reunidos no painel "Incentivos aos Biocombustíveis", da terceira edição do Seminário Energia Limpa.

Promovido pela Folha de S.Paulo, o evento ocorreu no último dia 6. Teve patrocínio da Apex, agência estatal de incentivo à competitividade das empresas brasileiras, e apoio das montadoras BYD e Toyota e da siderúrgica ArcelorMittal.

"As perspectivas se tornam mais desafiadoras, porque há uma clara intenção de um fechamento maior da economia americana", disse Floriano Pesaro, diretor de gestão corporativa da Apex.

Pesaro apontou como empecilhos as barreiras tarifárias prometidas pelo presidente eleito. Trump disse na campanha que "tarifa" é a palavra mais bonita do dicionário" e prometeu aumentar as taxas em 10% a 20% sobre praticamente todas as importações dos EUA, incluindo as que vêm de países aliados.

O Brasil exportou US$ 252 milhões (R$ 1,4 bilhão) em etanol e US$ 70 milhões (R$ 403 milhões) em biodiesel para os Estados Unidos em 2023, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Somando os dois produtos, o país foi o terceiro maior comprador do Brasil no ano passado, atrás de Coreia do Sul e Países Baixos.

Rosana Santos, diretora-executiva do think tank E+ Transição Energética, descreveu a mudança climática como "questão de vida ou morte" e apontou preocupação com a eleição de Trump, já que o líder se opõe a iniciativas de descarbonização da economia.

"Vai ser bem mais desafiante, porque a gente tinha começado a ver algumas partes dos Estados Unidos ajudando nessas negociações internacionais sobre biocombustíveis, e eu não sei como vai ficar isso agora", afirmou. "É importante que o Brasil tenha aliados internacionais nessas negociações."

ROTA NACIONAL

O Brasil tem enorme potencial para produção de biocombustíveis, como etanol e biometano, por isso os palestrantes enfatizaram a necessidade de o país buscar uma rota nacional de redução de emissões, sem tentar mimetizar iniciativas estrangeiras.

"No lugar do gás natural, a gente pode usar o biometano, não precisa em todos os casos chegar no hidrogênio [como faz a Europa]", argumentou Rosana Santos, do E+ Transição Energética, apontando que a transição energética feita no Brasil, pelo menos no caso da siderurgia, pode ter características próprias.

O biometano é gerado a partir da purificação do biogás, produto da decomposição natural de lixo, esterco e subprodutos da agricultura. De características semelhantes ao GNV, pode ser utilizado como combustível para veículos.

A troca do gás natural pelo biometano pode reduzir em 80% a emissão de gases do efeito estufa, consideradas todas as etapas do processo produtivo, e por isso esse biocombustível entrou na mira de empresas que buscam descarbonizar seus processos.

Centros de logística usados para exportação de biocombustíveis podem ser integrados à indústria local, sugeriu ainda Rosana, citando o Porto do Pecém, no Ceará. "Aquele hidrogênio pode ser usado para descarbonizar indústrias de aço, cimento e tijolos no entorno do porto", diz.

Segundo Alessandro Gardemann, fundador da Geo Biogás & Carbon, a Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro pelo presidente Lula (PT), ajuda na descarbonização ao induzir a demanda por biocombustíveis no Brasil.

A lei estabelece que a mistura de etanol à gasolina passará a ser de 22% a 27%, podendo chegar a 35%, e prevê aumentos anuais na porcentagem de biodiesel misturado ao diesel.

"A lei foi clara ao criar uma âncora de demanda futura, [dando] segurança e previsibilidade para os investidores", afirmou o executivo. "Tem tudo para acontecer. Mas a gente [setor privado] tem que garantir qualidade e disponibilidade."

Em 2021, o Brasil tinha 755 plantas de biogás em operação, aumento de 16% com relação ao ano anterior. No mesmo período, a produção cresceu 10%, segundo levantamento do Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás.

Ainda assim, a Associação Brasileira de Biogás e Biometano estima que o potencial de produção de biogás no território nacional é quase 40 vezes maior que a produção atual –84 bilhões de metros cúbicos por ano, contra 2,3 bilhões.

O executivo da Geo Biogás & Carbon acrescentou que os produtos da transição energética terão de chegar a preço competitivo ao consumidor. "A sociedade não está disposta a pagar pela inflação verde", diz. "Esse negócio de custar cinco, sete vezes mais, não vai acontecer".

Eleitores que não se identificam com nenhum partido atingem recorde nos EUA

  • Por Júlia Barbon | Folhapress
  • 08 Nov 2024
  • 07:25h

Fila de votação em Washington, nos EUA | Foto: Reprodução / Record TV

A cada eleição americana, reacende-se o debate sobre a histórica polarização do país. Pois, desta vez, os eleitores que dizem não se identificar com nenhum dos dois tradicionais partidos atingiram seu recorde e superaram os democratas de forma inédita em 20 anos.

O cenário neste pleito é praticamente de terços: 35% dos que foram às urnas afirmam ser afinados com o partido de Donald Trump, 34% se caracterizam como independentes -número que cresceu oito pontos percentuais em relação a 2020- e 31% declaram apoio a legenda de Kamala Harris.

É o que mostra uma pesquisa de boca de urna feita pela Edison Research com 22 mil pessoas que votaram na terça-feira (5) ou antecipadamente, em parceria com os veículos ABC News, CBS News, CNN e NBC News. Os resultados são preliminares, e a margem de erro é de dois pontos percentuais.

Diante de um eleitorado cristalizado e de uma disputa que se prometia acirrada, o grupo volátil foi tratado como precioso pelas campanhas. Na reta final, gerou até uma corrida por participações dos dois candidatos em podcasts, que alcançam semanalmente quase metade dos jovens de 18 a 34 anos nos Estados Unidos.

Esse é um dos grupos que menos se sentem representados pelos partidos Republicano e Democrata: 55% dessa faixa etária não se identifica com nenhum deles e 38% se declara independente, segundo outro relatório da empresa de pesquisas.

Embora variem muito, esses votantes chamados independentes em geral se inclinaram aos democratas nas últimas duas décadas, e desta vez não foi diferente. A boca de urna indica que 49% deles votaram por Kamala e 46% optaram por Trump, que, apesar disso, melhorou seu desempenho em relação a 2020.

Nesse período, esse público só deu maioria aos republicanos duas vezes. Em 2012, preferiram Mitt Romney a Barack Obama. Em 2016, deram mais votos a Trump do que a Hillary Clinton, mas daquela vez também migraram de forma recorde a candidatos da terceira via, com 12%.

Mas outra pesquisa, a Gallup, realizada ano a ano, mostra outro lado da moeda. Primeiro, indica que os americanos em geral (não só aqueles que vão votar) já são a maior força faz tempo. Eles ultrapassaram o número de apoiadores dos dois principais partidos pela primeira vez em 1991 e continuaram a superá-los desde então, exceto em alguns anos entre 2004 e 2008.

E quem mais perdeu apoio nesse período foram os democratas, historicamente o maior grupo político. No ano passado, pela primeira vez, ligeiramente mais independentes tendiam ao vermelho republicano do que ao azul democrata, o que segundo os pesquisadores provavelmente está relacionado à impopularidade do presidente Joe Biden.

Outro destino dos eleitores que não se identificam com nenhum dos partidos é, possivelmente, a terceira via. Seus candidatos ficam muito longe de ganhar, mas costumam ser acusados de influenciar o resultado ao tirar votos cruciais de um ou de outro lado em colégios eleitorais específicos.

Neste ano, além de Trump e Kamala, outros 24 postulantes concorreram à Casa Branca. Entre eles estavam Jill Stein (Partido Verde), focada em mudanças climáticas e justiça social; Chase Oliver (Libertário), defensor das liberdades individuais e da redução do Estado; e o independente Robert Kennedy Jr., que cancelou sua campanha mas apareceu nas cédulas de alguns locais -e se tornou um vocal apoiador de Trump.

Todos os postulantes alternativos acabaram somando apenas 1,5% dos votos depositados nas urnas, pouco na comparação histórica. A campanha de Kamala se mostrou particularmente preocupada com Stein e outro candidato de esquerda na reta final.

Em 2016, a candidata do Partido Verde e o libertário Gary Johnson, que obtiveram respectivamente 1% e 3% dos votos, foram acusados de prejudicar a campanha de Hillary Clinton, reunindo dezenas de milhares de votos que acabaram dando vitória a Trump, por exemplo, em Wisconsin.

O azarão que chegou mais perto de se tornar presidente dos Estados Unidos foi o falecido bilionário Ross Perot, que conseguiu 18,9% dos votos populares e foi apontado como responsável pela vitória do democrata Bill Clinton contra o ex-presidente republicano George H. W. Bush.

É difícil medir seu real impacto. Esses candidatos costumam negar o "roubo de votos", argumentando que oferecem aos eleitores uma opção ideológica alternativa aos dois grupos hegemônicos. Outra ponderação é que os americanos que não se sentem representados nem sempre migram a esses candidatos. Muitas vezes nem saem de casa para votar.

Donald Trump alcança votos para ser eleito, aponta imprensa dos Estados Unidos

  • Bahia Notícias
  • 06 Nov 2024
  • 08:30h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Após quatro anos, Donald Trump vai voltar para a Casa Branca para ser o 47º presidente dos Estados Unidos. O indicativo foi feito pela Associated Press (AP), por volta das 4h25 desta quarta-feira (6), horário de Brasília.

Segundo as projeções, o Republicano superou a candidata do Partido Democrata, Kamala Harris, ao atingir a maioria dos 538 delegados do Colégio Eleitoral.

Ao todo, Trump já emplacou 267 dos 270 delegados necessários, enquanto Harris soma 224. 

Mulher é presa no Irã por protestar nua em universidade

  • Bahia Notícias
  • 04 Nov 2024
  • 12:33h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Uma estudante iraniana foi detida após protestar apenas de roupas íntimas do lado de fora da Universidade Livre de Teerã, na capital do país. O episódio, que ocorreu no sábado (2/11), rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. Este incidente se dá pouco mais de dois anos após a morte de Mahsa Amini, que provocou protestos violentos em todo o Irã.

O vídeo registra a jovem, de calcinha e sutiã, sentada na escada do pátio enquanto um zelador ao seu lado faz uma ligação. Em seguida, ela se levanta e caminha por alguns metros na avenida.

Em seguida, a jovem é abordada por mulheres usando burcas que a forçaram a entrar em um carro. Ela teria tirado as roupas para protestar contra os guardas da universidade, que lhe solicitaram que respeitasse o uso do hijab e a rasgaram.

A universidade sustenta que a jovem estudante é mãe de dois filhos e sofre de problemas psicológicos devido à separação do companheiro. Ela foi levada à delegacia de polícia antes de ser enviada ao hospital.

Biden faz ato final de campanha por Kamala na cidade de sua infância

  • Por Folhapress
  • 03 Nov 2024
  • 08:11h

Biden faz ato final de campanha por Kamala na cidade de sua infância

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi neste sábado (2) à cidade onde passou sua infância para fazer seu último ato de campanha em favor da candidata democrata e atual vice, Kamala Harris, a três dias da eleição.

Biden escolheu ir à Scranton, na Pensilvânia, um dos chamados estados-pêndulo que podem decidir a disputa contra o oponente do Partido Republicano, Donald Trump.

Na cidade onde cresceu antes que sua família se mudasse para Delaware, seu berço político, Biden se reuniu com trabalhadores sindicalizados, um eleitorado no qual ele tem popularidade.

"Estou muito orgulhoso em estar de volta", disse Biden. O presidente falou sobre o apoio que ele e Kamala deram aos sindicatos e sobre seu orgulho em ter sido o primeiro líder americano a participar de um piquete, e suas iniciativas para recuperar pensões.

O presidente dos EUA também falou sobre o risco de que Trump, se eleito, acabe com o programa de saúde originário do Affordable Care Act--lei federal, conhecida como Obamacare, que busca possibilitar atendimento médico financeiramente acessível a todos os americanos.

"Não se esqueçam de onde vieram", afirmou Biden na visita à cidade em que viveu antes de iniciar a carreira política que já dura mais de cinquenta anos.

Biden desistiu da corrida eleitoral pela Presidência em julho, após um desempenho desastroso em um debate com Trump, mas não teve uma presença constante na campanha de Kamala.

No início da campanha o presidente chegou a participar de vários eventos, enquanto sua vice procurava animar os democratas, mas foi deixado de lado em razão de receios relacionados à sua idade avançada, sua propensão a cometer gafes e a sua baixa taxa de aprovação entre os americanos.

O acerto na adoção dessa estratégia ficou patente no começo da semana após Biden ter chamado apoiadores de Trump de lixo, o que ofuscou parcialmente o discurso final de Kamala para milhares de apoiadores em Washington.

Posteriormente, Biden fez esclarecimentos sobre sua fala, mas o episódio foi considerado um revés na reta final da disputa pela Casa Branca.

Denúncias falsas de fraude eleitoral nos EUA ganham força com Trump e Musk

  • Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
  • 31 Out 2024
  • 08:42h

Foto: Reprodução / Flickr / Wikimedia Commons

A disseminação de teorias da conspiração sobre supostas fraudes eleitorais teve crescimento vertiginoso nos Estados Unidos na reta final da eleição presidencial, que será realizada em 5 de novembro.
 

Segundo levantamento da Newsguard, na semana passada foram detectados 15 novos temas falsos sobre roubo na eleição, que ganharam inúmeras versões e que são espalhados por meio de 963 sites e 793 contas em redes sociais.
 

Participam também na disseminação dessas denúncias inventadas ou não comprovadas 1.283 sites hiperpartidários que "fingem" ser noticiosos, com nomes parecidos com veículos tradicionais. O número de "mentiras novas" é mais do que o dobro da média semanal em agosto e setembro, que foi de seis.
 

Entre os principais impulsionadores de desinformação sobre fraude eleitoral estão a campanha de Donald Trump e Elon Musk, o dono do X (ex-Twitter) e um dos maiores apoiadores do republicano.
 

Somente nesta quarta-feira (30) a campanha de Trump divulgou duas supostas denúncias de tentativa de supressão de votos no estado da Pensilvânia, já desmentidas.

Na terça (29), Trump postou no X: "Uau! O condado de York, na Pensilvânia, recebeu milhares de formulários de registro de eleitores potencialmente fraudulentos". A publicação teve mais de 1 milhão de visualizações em algumas horas.
 

As autoridades locais haviam afirmado que tinham detectado inconsistências em alguns formulários e estão examinando, como fazem com todos os documentos. Mas Trump não esperou o resultado e afirmou que há milhares deles fraudados.
 

Em 2020, só no estado da Pensilvânia, Trump e sua campanha entraram com 43 ações denunciando supostas fraudes eleitorais -eles perderam todas.
 

Também na terça, Trump ganhou um reforço importante na disseminação de suspeitas infundadas sobre a integridade eleitoral nos EUA. Steve Bannon, ex- assessor do republicano, saiu da prisão e já voltou a fazer seu podcast The War Room, classificado em estudo da Brookings Institution como um dos principais veiculadores de desinformação eleitoral. Bannon cumpriu pena de quatro meses de reclusão.
 

"Todos os dias após 5 de novembro serão um novo Stalingrado [famosa batalha da Segunda Guerra Mundial]", disse Bannon em sua reestreia. "Se eles não conseguirem tirar a vitória de Trump, eles vão tentar anular a eleição e fazer algo para deslegitimar sua vitória."
 

Analistas acreditam que apoiadores de Trump estejam preparando o terreno para contestar o resultado da eleição, caso o republicano não vença. Em 2020, a contestação da eleição presidencial levou apoiadores de Trump a atacarem o Capitólio na tentativa de evitar que o resultado fosse certificado.
 

Os hispânicos, que são 19% da população americana, estão entre os maiores alvos da desinformação.
 

Segundo Laura Zommer, fundadora do FactChequeado, agência de checagem de conteúdo em espanhol nos EUA, entre os principais temas da desinformação eleitoral em língua espanhola estão falsas narrativas sobre imigrantes indocumentados chegando do México e se registrando de forma ilegal para votar na eleição.
 

Outra narrativa que tem se disseminado nas comunidades hispânicas é dizer que a candidata democrata, Kamala Harris, é comunista e vai implantar o comunismo nos EUA -usando como suposta prova disso o fato de que o pai dela, Donald Harris, era um professor de economia na Universidade da Califórnia em Berkeley que estudava o marxismo.
 

"Trata-se de desinformação que reverbera em certas comunidades por causa das ditaduras de esquerda latino-americanas, como Venezuela e Nicarágua", disse Zommer à reportagem. Segundo levantamento do FactChequeado, o America PAC, fundo de campanha pró-Trump bancado por Elon Musk, gastou ao menos US$ 73 mil para difundir conteúdo com desinformação eleitoral nos estados-pêndulo de Geórgia e Nevada.
 

O America PAC também disseminou imagens manipuladas em que a candidata democrata aparece com um uniforme de comandante soviética e é chamada de "camarada Kamala". Musk postou inúmeras vezes em sua conta no X, que tem 200 milhões de seguidores, que imigrantes em situação ilegal iriam votar.
 

Segundo a média das pesquisas, o eleitorado latino continua a ser majoritariamente democrata, mas Trump vem ganhando apoio entre eleitores hispânicos.
 

Um dos vídeos que viralizaram nos últimos dias mostrava um homem destruindo cédulas com votos em Trump na Pensilvânia e xingando o líder republicano. O material, que foi desmentido por autoridades do condado e do próprio Partido Republicano, foi impulsionado por agentes russos, segundo autoridades do governo.
 

Outro tema que tem viralizado --e que foi disseminado pela campanha de Trump e por Musk-- aponta para números maiores de eleitores registrados em relação a pessoas habilitadas a votar no Michigan. Autoridades já informaram que as listas são filtradas antes da votação.

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Parlamento de Israel bane agência da ONU para refugiados palestinos

  • Por Guilherme Botacini | Folhapress
  • 29 Out 2024
  • 10:10h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O Parlamento de Israel aprovou o banimento da UNRWA, a agência da ONU para refugiados palestinos, de seu território nesta segunda-feira (28).

"Funcionários da UNRWA envolvidos em atividades terroristas contra Israel precisam ser responsabilizados. Como evitar uma crise humanitária é também essencial, auxílio humanitário precisa continuar disponível em Gaza agora e no futuro", afirmou o gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, em perfil no X.

O diretor da agência, Philippe Lazzarini, disse que a decisão "vai apenas aprofundar o sofrimento dos palestinos, especialmente em Gaza".

Já o conselheiro de imprensa da organização, Adnan Abu Hasna, afirmou à rede qatari Al Jazeera (também banida de Israel) que a proibição de operações da agência é uma "escalada sem precedentes" que significará o colapso da oferta de ajuda humanitária na área.

"Se as Nações Unidas não estão dispostas a limpar o terrorismo e integrantes do Hamas desta organização, então temos que tomar medidas para assegurar que eles não firam nosso povo nunca mais", disse a parlamentar israelense Sharren Haskel.

A UNRWA emprega dezenas de milhares de pessoas e providencia serviços de educação, saúde e ajuda humanitária a milhões de palestinos na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.

A agência foi criada em 1949 e começou a operar em 1950. A fundação da UNRWA estava diretamente ligada à necessidade de providenciar auxílio a palestinos deslocados pelos conflitos que terminaram pelo estabelecimento do Estado de Israel.

Há hoje cerca de 5,9 milhões de palestinos considerados refugiados -pessoas e seus descendentes que perderam seu lugar de residência, de acordo com o critério da ONU. A grande maioria deles está em nações do Oriente Médio.

As tensas relações entre Israel e a UNRWA são hoje um dos pontos mais agudos da crise mais ampla de Tel Aviv com as Nações Unidas.

Israel acusou a agência da ONU de possuir no seu quadro de funcionários pessoas que participaram dos ataques do Hamas no dia 7 de outubro de 2023 que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza, hoje amplificada para o Oriente Médio como um todo.

Segundo Tel Aviv, 190 teriam algum elo com o Hamas, e 12 estariam envolvidos de alguma forma nos atentados de outubro. Em agosto, a UNRWA demitiu 9 funcionários afirmando que eles poderiam ter vínculo com os ataques.

"Para nove pessoas, as evidências foram suficientes para concluir que elas podem ter tido envolvimento nos ataques de 7 de outubro", disse na ocasião Farhan Haq, o porta-voz adjunto da ONU. Os funcionários em questão foram demitidos.

Um comandante do Hamas no Líbano morto em setembro por um ataque aéreo israelense seria empregado pela organização, e outro comandante, morto em Gaza neste mês, havia se infiltrado como funcionário de ajuda humanitária.

A acusação gerou suspeição de parte da comunidade internacional em relação à imagem da UNRWA, e vários dos principais doadores da agência, entre eles os EUA e países europeus, anunciaram a suspensão de contribuições.

Em maio, a agência fechou sua sede em Jerusalém Oriental depois que um incêndio atingiu o local. Philippe Lazzarini, diretor da entidade, escreveu no X na ocasião que funcionários da UNRWA e de outras agências da ONU estavam no local no momento em que os incêndios foram provocados, e que o recinto continuaria fechado "até que a segurança necessária seja restabelecida".

Israel inicia ataques com fortes explosões em direção à capital do Irã

  • Bahia Notícias
  • 26 Out 2024
  • 16:20h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O Exército de Israel confirmou o início de ataques direcionados ao Irã. Segundo relatos da imprensa local, associada ao regime, fortes explosões foram registradas em Teerã e nas áreas adjacentes à capital. As informações foram publicadas pela Folha de São Paulo na noite desta sexta-feira (25).

A agência de notícias iraniana Fars informou que diversos estrondos foram ouvidos nas proximidades de Teerã e na cidade vizinha de Karaj. Até o momento, não há um pronunciamento oficial do governo iraniano sobre os acontecimentos.

As Forças de Defesa de Israel emitiram um comunicado afirmando que, "em resposta aos meses de ataques incessantes do regime iraniano contra o Estado de Israel, neste momento as forças estão realizando ataques de precisão em alvos militares no Irã.

O comunicado também reforça que "como qualquer país soberano, Israel tem o direito e a responsabilidade de se defender." As Forças Armadas destacaram que "todas as capacidades de ataque e defesa estão plenamente mobilizadas."

Além disso, a rede americana Fox News relatou que o governo dos Estados Unidos foi informado sobre os ataques israelenses pouco antes do início das operações.

Essa ofensiva de Israel é vista como uma retaliação ao lançamento de aproximadamente 200 mísseis pelo Irã, ocorrido no início de outubro, que foi apresentado como uma resposta pela morte de Hassan Nasrallah, então líder do Hezbollah, grupo xiita libanês sustentado e armado pelo Irã, que também é aliado do Hamas.