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- Por Folhapress
- 23 Mar 2025
- 09:28h
Foto: Angelo Carconi/Ansa/Agência Lusa
O papa Francisco apareceu neste domingo (23) ao público pela primeira vez desde que foi internado no hospital Agostino Gemelli, em Roma, há 37 dias. Por volta das 12h (8h de Brasília), ele foi a uma varanda do quinto andar da estrutura.
O pontífice deixará o hospital ainda hoje, segundo sua equipe médica anunciou no sábado (22).
Pouco antes de o papa aparecer, havia sido divulgado o texto do Angelus, a oração que costuma fazer aos domingos, da janela do Palácio Apostólico, para os fiéis reunidos na praça São Pedro. Foi o sexto domingo que o Angelus foi anunciado por escrito.
Desde as primeiras horas desta manhã, pessoas começaram a se aglomerar na entrada do hospital, sob a varanda, em torno da estátua do papa João Paulo 2º, morto em 2005, que foi internado diversas vezes ali. Por semanas, fiéis deixaram velas, flores, rosários e outros objetos em homenagem a Francisco, além de rezarem por sua recuperação.
Aos 88 anos, o pontífice está curado da pneumonia bilateral e superou ao menos quatro crises respiratórias graves. Segundo a equipe médica, em dois desses momentos ele correu risco de morrer.
O tratamento para eliminar totalmente a infecção polimicrobiana continuará na Casa Santa Marta, sua residência oficial no Vaticano, onde o papa deverá ficar em convalescença por ao menos mais dois meses, além de passar por reabilitação motora e respiratória.
No período, os médicos recomendam que ele não encontre grandes grupos nem se esforce demais. Ainda é incerto como ele vai participar, daqui a quatro semanas, das celebrações da Páscoa, o momento mais importante do calendário para o cristianismo.
A alta foi decidida pelos médicos depois de constatada a estabilidade de seu quadro clínico, nas duas semanas anteriores. Nos últimos dias, estava em diminuição o uso de oxigênio artificial, por meio de ventilação mecânica não invasiva e cateter nasal. O papa jamais foi intubado, disseram os médicos.
Mesmo internado, segundo o Vaticano, o papa manteve parcialmente seu trabalho, despachando documentos e nomeações com colaboradores próximos, como o cardeal Pietro Parolin. No entanto, precisou declinar de participar de celebrações ligadas ao Jubileu da Igreja, que ocorre a cada 25 anos, além de deixar de recitar o Angelus.
No domingo dia 16 tinha sido divulgada a primeira foto do pontífice desde que entrou no hospital. Ele apareceu quase de costas, olhando para o altar da capela que faz parte de sua suíte no décimo andar, e com a mão direita inchada, devido à falta de mobilidade.
Dez dias antes, havia ocorrido a primeira manifestação sem ser por escrito. Na noite do dia 6, o Vaticano divulgou um áudio gravado pelo papa em que ele agradecia os fiéis da praça São Pedro pelas orações. A voz ofegante confirmava a fragilidade de seu estado de saúde.
Francisco foi internado em 14 de fevereiro para tratar sintomas de uma bronquite. Realizados os primeiros exames, recebeu o diagnóstico de infecção polimicrobiana nas vias respiratórias, causada por fungos, bactérias e vírus. Em seguida, uma tomografia revelou que o papa também sofria de pneumonia nos dois pulmões. Além da idade, o quadro foi considerado complexo pelos médicos devido a doenças respiratórias crônicas e à mobilidade restrita.
- Bahia Notícias
- 22 Mar 2025
- 10:10h
Foto: Reprodução/Redes sociais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou, nesta sexta-feira (21), que esteja procurando uma guerra com a China. Entretanto, disse estar preparado para o caso de acontecer. A declaração do presidente foi feita na Casa Branca.
“Nós não queremos uma guerra potencial com a China”, iniciou o líder norte-americano. “Mas, se quiséssemos, estaríamos bem equipados para lidar com isso”, completou ele.
Na última quinta-feira (20), houve rumores sendo ventilados entre uma possível guerra entre os dois países após reportagem do The New York Times que divulgava um possível plano ultrassecreto dos EUA entregue pelo Pentágono. Além disso, também foi publicado que Elon Musk iria ter acesso a esses arquivos nesta sexta-feira (20)
Em plano, tinham detalhes de possíveis planos de retaliações dos EUA caso fossem atacados pela Chian, além de possíveis alvos no território chinês.
O dono do X e da Tesla, após visitar o Pentágono, negou ter recebido quaisquer informações de uma possível guerra com o país chinês.
- Por Folhapress
- 16 Mar 2025
- 10:06h
Foto: Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invocou neste sábado (15) uma lei do século 18 para determinar deportações em massa com o argumento de que o território americano está sendo invadido por integrantes do Tren de Arágua, grupo criminoso venezuelano que ao longo dos últimos anos vem se espalhando por outros países. Horas depois, a medida foi suspensa de forma temporária pela Justiça.
A chamada Lei dos Inimigos Estrangeiros (Alien Enemies Act, em inglês), criada em 1798, permite que as autoridades americanas detenham e deportem imigrantes em períodos de guerra declarada contra outras nações.
A lei prevê deportações durante "qualquer invasão ou incursão predatória perpetrada, tentada ou ameaçada contra o território dos Estados Unidos por qualquer nação ou governo estrangeiro".
Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump afirmou que membros do Tren de Arágua estariam "conduzindo uma guerra irregular e tomando ações hostis contra os Estados Unidos" com o objetivo de desestabilizar o país.
No mês passado, o governo americano classificou a gangue venezuelana e outros grupos ligados ao narcotráfico de organizações terroristas.
A medida anunciada neste sábado mira cidadãos venezuelanos a partir dos 14 anos que supostamente tenham decidido integrar o Tren de Arágua, estejam nos Estados Unidos e não sejam naturalizados ou portadores de residência permanente.
Segundo o comunicado da Casa Branca, esses imigrantes estão "sujeitos a serem apreendidos, contidos, segurados e removidos como inimigos estrangeiros".
Mais tarde, o juiz federal James Boasberg emitiu uma decisão suspendendo a deportação de cinco imigrantes venezuelanos e restringindo, por ao menos 14 dias, a aplicação da medida anunciada por Trump.
O magistrado afirmou que a Lei dos Inimigos Estrangeiros "não oferece base para a declaração do presidente tendo em vista que os termos invasão e incursão predatória na realidade têm relação com atos hostis perpetrados por qualquer nação e que sejam equivalentes a uma guerra".
Caso a suspensão seja revertida na Justiça, a medida anunciada por Trump permitiria, em tese, que o Executivo federal ordenasse a deportação de imigrantes sem precisar obter permissão de um juiz especializado no tema.
Antes do anúncio de Trump, a Lei dos Inimigos Estrangeiros havia sido acionada somente em três períodos históricos: a guerra Anglo-Americana (1812-1815), a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Durante a Segunda Guerra Mundial, essa lei foi usada para justificar o envio de descendentes de japoneses, americanos e italianos para campos de detenção em solo americano.
- Bahia Notícias
- 14 Mar 2025
- 17:57h
Foto: Angelo Carconi/Ansa/Agência Lusa
O papa Francisco, de 88 anos, segue internado no hospital Gemelli, em Roma, para tratar um quadro de pneumonia bilateral. De acordo com a Sala de Imprensa da Santa Sé, o pontífice “passou uma noite tranquila”, conforme nota divulgada nesta sexta-feira (14).
Na quinta-feira (13), médicos do hospital levaram um bolo com velas ao quarto do papa para celebrar os 12 anos de seu pontificado à frente da Igreja Católica. Além disso, Francisco recebeu centenas de mensagens enviadas por crianças e jovens de escolas, associações e institutos religiosos.
Durante a tarde, ele participou dos exercícios espirituais da Cúria Romana por videoconferência, conectando-se com a Sala Paulo VI. Após a atividade, retomou a terapia respiratória.
O papa segue alternando ventilação mecânica não invasiva com oxigenação por cânulas nasais durante o dia. Segundo o boletim, seu quadro clínico permanece estável, mas ainda complexo.
Um novo informe médico está previsto para o início da noite desta sexta-feira.
- Por Marina Izidro | Folhapress
- 13 Mar 2025
- 16:48h
Foto: Matthew Pover / Divulgação
Monica dos Santos, ex-moradora de Bento Rodrigues, Minas Gerais, divide a própria vida entre antes e depois da tragédia de Mariana.
"A Monica até 5 de novembro de 2015 era uma. Hoje, é a Monica na qual as empresas transformaram," disse à Folha. "Perdi tudo. Casa, roupas, projetos de vida, sonhos."
Após o rompimento da barragem do Fundão, Monica se formou em direito para entender o caso e representar afetados em negociações com as empresas envolvidas. A advogada veio a Londres acompanhar a reta final de uma ação civil em curso na Justiça da Inglaterra. O julgamento terminou nesta quinta-feira (13).
O desastre de Mariana ocorreu com o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineração de minério de ferro operada pela empresa Samarco, pertencente às multinacionais BHP, de origem anglo-australiana, e da brasileira Vale. Provocou a morte de 19 pessoas e espalhou lama tóxica por quase 700 km, de Minas Gerais até o oceano Atlântico.
A ação inglesa busca responsabilizar a BHP, usando como base o direito ambiental brasileiro. A corte ouviu testemunhas e especialistas em direito civil, cocietário e ambiental e questões geotécnicas. O caso tramita na Inglaterra porque a BHP era listada no país quando o rompimento ocorreu.
O processo reúne cerca de 641 mil vítimas –sendo 21 mil membros de comunidades tradicionais quilombolas e indígenas– e 31 municípios. Os pedidos de indenização se aproximam dos 36 bilhões de libras (R$ 270 bilhões em valores de hoje).
Outros 15 municípios deixaram a ação inglesa por terem aceitado o acordo brasileiro de repactuação assinado em outubro no valor de R$ 170 bilhões, envolvendo empresas, União, estados de Minas Gerais e Espírito Santo e comunidades atingidas.
Do valor pago por Samarco, Vale e BHP Billiton, foram oferecidos aos municípios R$ 6,1 bilhões ao longo de 20 anos, nove vezes menos do que na ação inglesa. Vinte e seis dos 49 municípios elegíveis aderiram, e mais de 70 mil pessoas se cadastraram em um programa indenizatório definitivo que prevê R$ 35 mil para cada.
O prefeito de Mariana, Juliano Duarte, rejeitou o acordo brasileiro.
"Não fomos ouvidos. Não tem que se falar em assinar um acordo em que não tivemos participação direta, com valores totalmente insuficientes para a realidade dos nossos municípios," disse à Folha.
"Somente 4% ficaram para 49 municípios diretamente atingidos. Após o rompimento, Mariana teve grande queda de receita. A mineração parou e levou o poder público a cancelar investimentos, programas, projetos, obras. Queremos valores que mudem a realidade de Mariana para que a cidade não seja 100% dependente da mineração como é hoje."
A sentença é aguardada no meio do ano. Se a BHP for culpada, o próximo passo, em outubro de 2026, é determinar quem tem direito à indenização e aos valores.
"Acho que o julgamento não poderia ter sido melhor para as vítimas que representamos," disse à Folha Tom Goodhead, CEO do escritório que representa os atingidos.
"A BHP começou o julgamento dizendo que não tinha nada a ver com a operação da Samarco. Todas as evidências mostraram o nível extraordinário de envolvimento que BHP e Vale tinham nas operações, tomada de decisões, maximização do lucro, avisos sobre segurança."
"Dinheiro é importante para as pessoas, mas eles [empresas] o usam como arma. A realidade de quem vive em regiões rurais de Minas Gerais e Espírito Santo é tal que, para pescadores, vendedores informais, ser oferecido a eles uma pequena quantia hoje com a condição de que abram mão de seus direitos, é algo que são forçados a aceitar. Sei de prefeitos que assinaram o acordo de repactuação não porque achassem bom negócio, sabiam que era terrível, mas tinham que pagar salários. Essas empresas se aproveitaram do desespero das vítimas e seguem fazendo isso. Acho moralmente repreensível," disse Goodhead.
Fernanda Lavarello, diretora de assuntos corporativos da BHP Brasil, diz que o foco da empresa é o acordo brasileiro.
"O que importa para a gente é o que está sendo feito no Brasil. Foi uma tragédia o que aconteceu, impactou a vida de muitas pessoas, a gente está bastante comprometido com a reparação no Brasil. Nos últimos nove anos, indenizamos 432 mil pessoas, reconstruímos casas, estamos trabalhando na reparação ambiental, escolas, infraestrutura," disse Lavarello à Folha.
"A barragem era operada pela Samarco, uma joint venture independente e autônoma. Apresentamos evidências de que não fomos informados de nenhum risco nem participamos de nada que tenha causado diretamente o rompimento," completou.
Na esfera criminal, a Justiça Federal absolveu em novembro passado Samarco, BHP Billiton e Vale, diretores, gerentes e técnicos, por "ausência de provas suficientes para estabelecer a responsabilidade criminal" dos réus. Monica entrou com um pedido de apelação contra a decisão.
"O que eu consigo perceber nesses quase dez anos é que, para essas empresas, matar compensa," disse.
"Por que? No Brasil, elas ditam as regras, falam quem são os atingidos, valor que vai ser pago, quando e se vai ser pago. Tendo a responsabilização aqui (em Londres), talvez a gente consiga mudar a decisão que inocentou os réus. A justiça, de fato, vai ser feita quando eu conseguir ver alguém atrás das grades. Só assim, a gente vai mudar as coisas."
- Bahia Notícias
- 11 Mar 2025
- 10:25h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Rodrigo Duterte, o ex-presidente das Filipinas de 2016 a 2022, foi preso ao chegar no principal aeroporto de Manila, nesta terça-feira (11). O mandado de prisão foi expedido pelo Tribunal Penal Internacional. O órgão alegou que prosseguiria com a investigação sobre suspeitas de crimes contra humanidade ligados ao papel do ex-presidente na supervisão de uma “guerra contra as drogas” que tirou a vida de milhares de filipinos.
Em Hong Kong, nesta segunda-feira (10), Duterte afirmou estar pronto para ser preso se o TPI emitisse um mandado contra ele. Além disso, o ex-líder defendeu repetidamente a política antidrogas e negou ter ordenado que a polícia matasse suspeitos de tráfico de drogas, a menos que fosse em legítima defesa.
O gabinete do presidente Ferdinand Marcos Jr. afirmou que recebeu uma cópia oficial do mandado, que foi entregue a Duterte pela polícia. Duterte está agora sob custódia, afirmou o comunicado.
Salvador Panelo, ex-conselheiro jurídico de Duterte, acusou que a prisão foi ilegal e afirmou que a polícia não permitiu que um dos advogados de Duterte se encontrasse com ele no aeroporto.
A "guerra contra as drogas" foi a política de campanha emblemática que levou Duterte ao poder em 2016 como um prefeito independente e combatente do crime, que cumpriu as promessas feitas durante discursos inflamados de matar milhares de traficantes de drogas.
- Bahia Notícias
- 10 Mar 2025
- 08:13h
Foto: Angelo Carconi/Ansa/Agência Lusa
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, na manhã desta segunda-feira (10), um boletim sobre o estado de saúde do papa Francisco, de 88 anos, internado desde 14 de fevereiro no Hospital Gemelli, em Roma. Segundo o comunicado, o pontífice “teve uma noite tranquila e mantém seu repouso”.
Apesar do quadro de saúde delicado, Francisco acompanhou, por videochamada, os exercícios espirituais da Cúria Romana neste domingo (9). A atividade ocorreu à tarde, na Aula Paulo VI, e foi conduzida pelo pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Padre Roberto Pasolini.
- Bahia Notícias
- 08 Mar 2025
- 10:16h
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez uma coletiva, nesta sexta-feira (7), alertando que Pequim, após o aumento de tarifas em todos os produtos chineses que entram nos Estados Unidos, vai responder. Além disso, ele também defendeu a posição do país em relação às outras questões globais.
O governo americano aumentou, na última segunda-feira (3), a tarifa em 20% sobre todos os produtos chineses. Na terça-feira (4), Pequim anunciou taxas sobre produtos agrícolas americanos, que começarão a cobrar a partir da próxima segunda-feira (10).
Entre os produtos agrícolas estão o sorgo, soja, carne suína, bovina, frutos-do-mar, frutas, vegetais e laticínios, que estarão sujeitos a um imposto adicional de até 10%. O imposto do frango, trigo, milho e algodão pode subir até 15%.
“Se cada país se concentrar em suas prioridades nacionais e acreditar apenas na força e no status, o mundo retornará à idade da pedra, os países menores e mais pobres vão pagar o preço e a ordem internacional será afetada. As grandes potências devem assumir suas responsabilidades. Não devem ser motivadas pelo lucro e intimidar os fracos”, declarou o chinês.
O ministro também falou da importância da China na África, elogiou o Brics e afirmou o peso dos países do Sul na economia do mundo.
- Bahia Notícias
- 07 Mar 2025
- 17:30h
Foto: Reprodução/ Redes sociais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta quinta-feira (6), que o México não vai pagar tarifas sobre quaisquer bens que se enquadrem no USMCA, acordo dos Estados Unidos- México- Canadá, até 2 de abril.
"Após conversar com a presidente Claudia Sheinbaum do México, concordei que o México não será obrigado a pagar tarifas sobre qualquer coisa que se enquadre no Acordo USMCA", escreveu ele em sua página na rede social Truth.
O presidente americano retrocede duas vezes em questão de poucos dias. Na última quarta-feira (5), ele havia declarado que montadoras conforme o USMCA receberiam uma isenção de um mês das tarifas de 25% impostas aos dois maiores parceiros comerciais dos EUA.
Após anunciar essa prorrogação tarifaria para o México, mas não falou sobre a mesma ação para o Canadá, invés disso, declarou que "Justin Trudeau (Primeiro-ministro do Canadá) está usando o problemas das tarifas, que ele em grande parte causou, para se candidatar novamente a primeiro-ministro".
O Primeiro-ministro do Canadá disse, nesta quinta-feira (6), que a "guerra comercial" vai continuar, independente de possível suspensão de tarifas. Trudeau ainda falou que a conversa com Trump, que ocorreu na última quarta-feira (5), foi "pitoresca".
- Bahia Notícias
- 07 Mar 2025
- 13:00h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Guiana comunicou, nesta quinta-feira (6), que pediu proteção à Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra as eleições estaduais convocadas pela Venezuela no território de Essequibo. Está área é disputada pelos dois países há mais de um século, devido à quantidade de petróleo que tem.
O Ministério das Relações Exteriores da Guiana solicitou à CIJ que "ordene à Venezuela que se abstenha de qualquer ato dentro de seu território soberano". O CIJ é o mais alto órgão judicial das Nações Unidas.
"A Guiana considera o plano da Venezuela de realizar eleições no 'território disputado' uma violação flagrante dessa ordem", disse a declaração.
As eleições para governador estão planejadas para ocorrer em 25 de maio. Uma dessas regiões inclui o Essequibo, região de 160 mil km administrada por Georgetown e reivindicada por Caracas, que decretou o território, em 2024, como um estado.
- Bahia Notícias
- 05 Mar 2025
- 15:25h
Foto: Reprodução/Redes sociais
O presidente Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, declarou estar preparado para trabalhar sob liderança de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. A afirmação foi feita alguns dias após uma discussão entre ambos, no Salão Oval da Casa Branca. O presidente da Ucrânia escreveu que valoriza o “quanto a América fez para ajudar a Ucrânia a manter sua soberania e independência”, escreveu ele em seu perfil no X.
“Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do presidente Trump para obter uma paz duradoura”, entonou o ucraniano.
“Estamos prontos para trabalhar rápido para acabar com a guerra, e os primeiros estágios podem ser a libertação de prisioneiros e trégua no céu — proibição de mísseis, drones de longo alcance, bombas em energia e outras infraestruturas civis — e trégua no mar imediatamente, se a Rússia fizer o mesmo”, continuou ele.
Ele também falou sobre a reunião que ocorreu na Casa Branca, e disse que não aconteceu como era esperado: “É lamentável que tenha acontecido dessa forma. É hora de consertar as coisas. Gostaríamos que a cooperação e a comunicação futuras fossem construtivas”.
Na última sexta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos e da Ucrânia discutiram na Casa Branca, sobre a condução e de uma possível fim de guerra contra a Rússia.
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2025
- 10:00h
Foto: Reprodução/Instagram
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que caso haja um cessar-fogo no embate Rússia-Ucrânia, sem uma "garantia de seguranças" para evitar a volta de hostilidades, estará condenado ao "fracasso". “Será um fracasso para todo o mundo se a Ucrânia se vê obrigada a um cessar-fogo sem sérias garantias de segurança”, disse Zelensky para a imprensa em Londres, no último domingo (2), onde participou de uma reunião com outros líderes europeus, que mostraram apoio ao ucraniano.
“Imaginemos que, em uma semana (depois da possível trégua), os russos começam a nos matar de novo e nós respondemos, o que seria totalmente compreensível. O que acontecerá?”, continuou ele.
O presidente ucraniano usou como base para sua tese o cessar-fogo que ocorreu no leste da Ucrânia em 2015 e a invasão da Rússia em fevereiro de 2022.
“Os russos dirão o mesmo que há 10 anos, que foram os ucranianos que violaram o cessar-fogo. Traremos provas de que foram eles. E quem se beneficiará disso? Os russos e em nenhum caso nós, nem os Estados Unidos, nem o presidente americano, nem nossos colegas europeus", disse o ucraniano.
O presidente ucraniano também relembrou que, em caso de cessar-fogo e a Ucrânia conseguir adesão da Otan, ele renunciaria.
“Se houver Otan e o fim da guerra, significará que cumpri minha missão”, disse ele em cúpula.
- Por Mayara Paixão | Folhapress
- 28 Fev 2025
- 16:28h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um órgão ligado ao governo de Javier Milei e repaginado sob sua administração se referiu a pessoas com deficiência intelectuais como débeis mentais, imbecis e idiotas, todos termos considerados pejorativos e abandonados pela comunidade médica há décadas.
A menção foi feita em janeiro em um anexo interno de uma resolução no Boletim Oficial, equivalente ao Diário Oficial da União brasileiro, mas só agora veio a debate público após críticos compartilharem o trecho na rede social X. Fato que mais causou surpresa, o documento foi assinado pelo diretor da Agência Nacional de Deficiência da Argentina, o advogado Diego Orlando Spagnuolo.
Horas após o rebuliço fruto da classificação, a agência se retratou e afirmou que "a publicação dos termos não teve intenção discriminatória e se tratou apenas de um erro fruto do uso de conceitos que pertencem a uma terminologia obsoleta". O órgão diz que vai alterar o texto.
O anexo detalha condições para a concessão de pensões vitalícias a pessoas sem recursos ou impossibilitadas de trabalhar. A certa altura, categoriza pessoas com deficiência de acordo com seus níveis de QI (quociente intelectual). Do mais baixo ao mais alto, usa os seguintes termos: idiota, imbecil, débil mental (profundo, moderado e leve).
Todos os termos já não usados por organizações de saúde ao redor do mundo, entre elas a OMS (Organização Mundial da Saúde), que agora o governo Milei, na esteira de Donald Trump nos Estados Unidos, diz que abandonará. A categorização de deficiências intelectuais tampouco é feita unicamente com base no QI de um indivíduo, mas também leva em conta, por exemplo, as suas habilidades de adaptação na sociedade.
Grupos de direitos humanos já haviam questionado a Casa Rosada. Seis ONGs pediram no início deste mês que a resolução composta por esse anexo seja derrubada.
Primeiro, o grupo afirma que o documento trabalha com um conceito obsoleto e errado de invalidez. O texto do governo fala que há uma suposta porcentagem de deficiência física e intelectual que leva a pessoas inválidas para o trabalho, algo que "excede seus limites de deficiência física ou psíquica". As ONGs argumentam que classificar as pessoas como válidas ou inválidas para o trabalho é discriminatório.
Segundo, o grupo lembra que o texto usa linguagem discriminatória. "São expressões que reforçam a discriminação que historicamente existiu e que ainda hoje existe contra as pessoas com deficiência; termos como 'atraso mental', 'imbecil', 'idiota' e 'débil mental' são pejorativos e obsoletos."
O vocabulário não está muito distante de falas públicas de Milei nas redes sociais e em eventos. É comum que ele use os termos idiota e imbecil para se referir a opositores e jornalistas.
Mais recentemente, em viagem aos EUA na semana passada e durante um discurso no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Washington, o ultraliberal ficou incomodado quando seu celular recebeu uma ligação e fez o barulho da chamada, interrompendo a transmissão ao vivo que fazia em sua conta no Instagram diretamente com seu aparelho pessoal. "Imbecil, mal nascido", disse ele, reagindo.
Visivelmente incomodado, Milei afirmou que alguém estaria ligando de propósito para atrapalhar a transmissão. "Na Argentina temos muitos cabeças de polvo. Os chamamos assim porque o polvo tem o aparato digestivo na cabeça, de modo que ela está cheia de excrementos". Nos polvos, o esôfago atravessa o cérebro.
- Bahia Notícias
- 28 Fev 2025
- 12:22h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O presidente da Argentina, Javier Milei, nomeou, na última terça-feira (25), dois juízes para a Suprema Corte do país. A decisão do presidente viola a constituição do país, já que a indicação para ministro desta corte necessita de aprovação do Senado.
A nomeação dos dois juízes, juiz federal Ariel Lijo e o advogado Manuel Garcia-Mansilla, foi feita durante recesso do congresso, que volta às atividades neste sábado (1). A decisão gerou atritos com a oposição e até aliados, como o ex-presidente Mauricio Macri.
Os dois nomes já haviam sido propostos por Millei em 2024, mas não haviam sido debatido no Senado.
A Corte, atualmente, é composta por três dos cinco juízes necessários.
O texto do governo critica o Senado, falando de omissão do Senado, seguindo motivações políticas e não cumprindo o processo legal do país.
“A Câmara Alta deveria ter dado seu acordo aos candidatos propostos pelo Poder Executivo. De maneira nenhuma o Senado tem a condição de rejeitar o acordo dos candidatos propostos pelo presidente com base em preferências pessoais ou políticas dos senadores”, diz em texto.
- Bahia NotíciasO Vaticano informou, nesta quarta-feira (26), a condição de saúde do papa Francisco, que apresentou uma pequena melhora nas últimas horas. O quadro deixou de ser tratado como crítico, como estava sendo tratado na última semana. O quadro
- 27 Fev 2025
- 16:19h
Foto: Reprodução/ Vatican News
O Vaticano informou, nesta quarta-feira (26), a condição de saúde do papa Francisco, que apresentou uma pequena melhora nas últimas horas. O quadro deixou de ser tratado como crítico, como estava sendo tratado na última semana.
O quadro da inflamação do pulmão e resultados laboratoriais foram considerados melhores. Entretanto, a previsão de melhora, conhecida como prognóstico, está reservada.
O papa recebeu a Eucaristia nesta manhã e, à tarde, voltou a fazer algumas atividades de trabalho.