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- Bahia Notícias
- 26 Out 2024
- 16:20h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Exército de Israel confirmou o início de ataques direcionados ao Irã. Segundo relatos da imprensa local, associada ao regime, fortes explosões foram registradas em Teerã e nas áreas adjacentes à capital. As informações foram publicadas pela Folha de São Paulo na noite desta sexta-feira (25).
A agência de notícias iraniana Fars informou que diversos estrondos foram ouvidos nas proximidades de Teerã e na cidade vizinha de Karaj. Até o momento, não há um pronunciamento oficial do governo iraniano sobre os acontecimentos.
As Forças de Defesa de Israel emitiram um comunicado afirmando que, "em resposta aos meses de ataques incessantes do regime iraniano contra o Estado de Israel, neste momento as forças estão realizando ataques de precisão em alvos militares no Irã.
O comunicado também reforça que "como qualquer país soberano, Israel tem o direito e a responsabilidade de se defender." As Forças Armadas destacaram que "todas as capacidades de ataque e defesa estão plenamente mobilizadas."
Além disso, a rede americana Fox News relatou que o governo dos Estados Unidos foi informado sobre os ataques israelenses pouco antes do início das operações.
Essa ofensiva de Israel é vista como uma retaliação ao lançamento de aproximadamente 200 mísseis pelo Irã, ocorrido no início de outubro, que foi apresentado como uma resposta pela morte de Hassan Nasrallah, então líder do Hezbollah, grupo xiita libanês sustentado e armado pelo Irã, que também é aliado do Hamas.
- Bahia Notícias
- 26 Out 2024
- 14:03h
Foto: Reprodução / Getty Images
Hackers chineses que teriam invadido o sistema da empresa de telecomunicações dos Estados Unidos Verizon tinham como alvo dados dos telefones usados ??pelo ex-presidente Donald Trump e seu companheiro de chapa, o senador J.D. Vance, segundo publicação realizada nesta sexta-feira (25) pelo jornal americano "The New York Times".
De acordo com o G1, a reportagem informou que investigadores estão trabalhando para determinar que dados - se houve efetivamente uma violação - foram obtidos. As fontes falaram ao "Times" sob condição de anonimato.
De acordo com autoridades, a equipe de campanha da chapa republicana à Casa Branca foi informada esta semana que o candidato presidencial e seu companheiro de chapa estavam entre várias pessoas, dentro e fora do governo, cujos números de telefone foram alvos da infiltração nos sistemas telefônicos da Verizon.
No entanto, ainda não está claro se os hackers conseguiram, por exemplo, obter acesso a mensagens de texto, especialmente àquelas enviadas por canais não criptografados.
Um porta-voz da campanha republicana não confirmou ou negou que os telefones usados ?por Trump e Vance foram alvos, mas criticou a Casa Branca e a vice-presidente Kamala Harris, e procurou culpá-los pelo incidente em uma declaração.
No início deste ano, autoridades de segurança descobriram a presença de um grupo de hackers afiliado à China, chamado Salt Typhoon, em sistemas de telecomunicações americanos, mas os investigadores determinaram apenas recentemente que os hackers estavam mirando números de telefone específicos.
De acordo pessoas familiarizadas com a investigação, a infiltração dos hackers se estende além da campanha política de 2024, com diversas pessoas supostamente sendo alvos, e a apuração sobre a extensão do hacking e qualquer dano à segurança nacional está em seus estágios iniciais.
- Bahia Notícias
- 21 Out 2024
- 12:00h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A atriz norte-americana Jennifer Lawrence está esperando pelo seu segundo filho. A estrela da franquia ‘Jogos Vorazes’ (2012) e ‘Que Horas Eu Te Pego?’ (2023) já é mãe de Cy Maroney, de 2 anos.
A informação foi confirmada pela assessoria da atriz à revista ‘Vogue’ neste domingo (20), após a artista ser vista em um jantar com uma barriguinha à mostra, no último sábado (19).
Jennifer é casada com Cooke Maroney, diretor de uma galeria de arte em Nova York, desde outubro de 2019. A estrela é conhecida pelos seus papéis em grandes proporções, além da franquia ‘Jogos Vorazes’, Lawrence participou de ‘Passengers’ (2016), ‘O Lado Bom da Vida’ (2012) e ‘Mãe!’ (2017).
- Bahia Notícias
- 21 Out 2024
- 10:12h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, neste domingo (20), que o novo chefe da delegação brasileira na cúpula do Brics, em Kazan, na Rússia. O chefe da pasta, o ministro Mauro Vieira representará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o chefe do Executivo sofrer um acidente doméstico.
Lula sofreu um acidente doméstico em Brasília, no último sábado (19), e deu entrada no Hospital Sírio-Libanês com um corte na nuca. Segundo avaliação médica, o caso não é grave, mas o presidente recebeu orientações para não realizar viagens aéreas de longa distância.
O presidente embarcaria no final da tarde deste domingo (20) ao lado de Vieira e o ministro Alexandre Silveira para a Rússia. Em nota, o Itamaraty informou que o ministro das Relações Exteriores embarca na noite deste domingo, enquanto Lula participará virtualmente da sessão de chefes de Estado da cúpula.
- Por Folhapress
- 20 Out 2024
- 14:14h
Foto: Reprodução / TV Globo
Um dia após a residência de veraneio do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu ser atingida por um drone, Israel atacou neste domingo (20) o que diz ter sido o quartel-general de inteligência do grupo extremista Hezbollah em Beirute, capital do Líbano.
Além disso, informações da Faixa de Gaza dizem que as autoridades locais ainda tentam resgatar corpos de escombros após uma ofensiva israelense que matou dezenas de pessoas.
Ao menos 87 pessoas estão mortas ou desaparecidas após um ataque aéreo em Beit Lahiya, no norte de Gaza, na noite deste sábado (19), segundo o Ministério da Saúde no território palestino.
Essa é uma das mais altas taxas de mortes para um único ataque em meses. Israel disse que estava investigando relatos sobre o incidente.
O ataque marca uma intensificação da ofensiva israelense sobre a facção palestina Hamas em Gaza e sobre o Hezbollah, que é apoiado pelo Irã, no Líbano.
Na quinta (17), Israel matou o líder do Hamas, Yahya Sinwar, o que abriu a possibilidade de iniciar negociações de cessar-fogo e interromper um conflito que se escala há mais de um ano no Oriente Médio.
Com a aproximação das eleições dos Estados Unidos, autoridades e diplomatas que atuam na região dizem que Israel está tentando blindar suas fronteiras por meio de ações militares e garantir que os rivais não se reagrupem.
Também se prepara para retaliar um ataque a mísseis feito pelo Irã no início do mês, embora Washington pressione para que não sejam atacadas instalações energéticas ou nucleares iranianas.
Netanyahu disse neste sábado que foi alvo de uma tentativa de assassinado pelo Hezbollah, que diz ser um representante do Irã na região.
Em uma ligação ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o premiê reiterou que Israel irá tomar decisão baseada em seus próprios interesses.
O drone foi lançado contra a casa de Netanyahu na cidade de Cesareia (norte do país), segundo autoridades locais. O premiê não estava na residência, e o ataque não provocou vítimas, disse o seu porta-voz.
Segundo a rede qatari Al Jazeera, o drone atingiu a propriedade. Autoridades israelenses, porém, não confirmam a informação. "Um drone foi disparado contra a casa do primeiro-ministro em Cesareia. O premiê e sua esposa não estavam presentes. Não houve vítimas", limitaram-se a dizer em comunicado.
O governo de Israel rejeitou diversas tentativas dos Estados Unidos, seu principal aliado, de mediar um cessar-fogo tanto em Gaza como no Líbano.
Em Gaza, o Ministério da Saúde disse que operações de resgate após o ataque em Beit Lahiya estavam sendo dificultados por problemas de comunicação e pelas operações militares israelenses em andamento.
Israel disse que o ataque atingiu um alvo do Hamas e questionou uma contagem inicial de mortes de 73 pessoas divulgado pela facção. Quase 5.000 palestinos deixaram a região por meio de rotas designadas, segundo um porta-voz dos militares israelenses.
A ofensiva de Israel, iniciada após os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, deixou a maioria dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza desalojados, provocou fome e destruiu hospitais e escolas.
"Cenas horríveis que se desenrolam em Gaza, em meio a conflitos, ataques implacáveis de Israel e uma crise humanitária cada vez pior", postou o enviado de paz da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, na rede social X.
No Líbano, Israel intensificou o bombardeamento do sul de Beirute a partir da tarde de sábado. No domingo, disse que a sua força aérea atacou o quartel-general da inteligência do Hezbollah em Beirute, bem como uma oficina subterrânea para a produção de armas.
Jatos de combate mataram três comandantes do Hezbollah, incluindo Alhaj Abbas Salameh, uma figura importante no comando sul do grupo, disseram os militares israelenses em um comunicado.
Os militares libaneses disseram no domingo que três dos seus soldados foram mortos num ataque israelita a um veículo do exército no sul do Líbano.
- Bahia Notícias
- 17 Out 2024
- 13:18h
Foto: Andrew D. Bernstein/Divulgação
O prisioneiro Daniel Green, condenado à prisão perpétua por assassinar o pai de Michael Jordan, astro da NBA, poderá ser libertado e declarado inocente. Vinte e oito anos após o crime, o juiz Gregory Weeks solicitou, na última terça-feira (15), a liberdade condicional de Green, acreditando que ele não participou do assassinato ocorrido em 1993.
"O fato de que o juiz que presidiu meu julgamento pediu minha liberdade condicional é significativo. Isso diz muito sobre o caso, e eu estou extremamente grato", declarou Daniel Green em entrevista à ABC News.
A solicitação do juiz aconteceu durante uma comissão na Carolina do Norte. Gregory Weeks alegou que novos exames forenses no veículo de James Jordan apresentaram resultados negativos ou inconclusivos para o DNA de Daniel Green, informações que foram omitidas durante o julgamento original. Weeks afirmou estar "atormentado" por essa omissão há três décadas.
ENTENDA O CASO DO ASSASSINATO DE JAMES JORDAN
Em 1996, Daniel Green e Larry Demery foram condenados à prisão perpétua após confessarem o assassinato de James Jordan. De acordo com o depoimento de Demery, ele e Green planejavam roubar um motel quando se depararam com o carro de Jordan.
James Jordan teria acordado durante o crime e perguntado o que estava acontecendo. Em seguida, os dois homens atiraram nele e, após identificar a vítima, abandonaram o corpo em um bosque. "Acho que matamos o pai de Michael Jordan", teria dito Demery a Green após o crime.
Daniel Green, atualmente com 49 anos, cumpre sua pena em uma prisão na Carolina do Norte.
- Por Folhapress
- 15 Out 2024
- 09:20h
Foto: Reprodução / YouTube / Euronews
A cidade se chama Donetsk, tem 900 mil habitantes e está localizada no leste da Ucrânia. A maior parte da região está sob o controle da Rússia desde 2014 e é um dos mais ativos campos de batalha do conflito iniciado em fevereiro de 2022.
E foi também um dos locais visitados pela jornalista inglesa Zanny Minton Beddoes, diretora de redação da revista The Economist e que publicou um recente retrato minucioso da confusa situação em que civis e militares ucranianos convivem com a guerra contra um inimigo maior e mais poderoso.
Deu para saber, por exemplo, que Vlad é um capitão que antes do conflito era fotógrafo de casamentos. Ele comanda 42 militares bem próximos à linha de combate contra os russos. Vlad diz que os feridos de sua equipe são tratados no local em que se machucam porque a Rússia não respeita a Convenção de Genebra, que proíbe atirar em ambulâncias ou veículos que tenham estampada uma cruz vermelha.
A artilharia dos dois lados é dominada pelos drones. A região é uma planície a perder de vista com a monotonia da paisagem só quebrada pelas montanhas de entulho retirado desde o século 19 de dentro das minas de carvão.
Não muito longe dali Zanny Monton Beddoes encontrou dois soldados insatisfeitos e dispostos a falar mal da Ucrânia pela qual lutavam. Afirmaram ser desprezados por seus superiores, que os enviavam em missão mal-armados e sem munições. Disseram ainda que foram encarregados de tomar conta de um equipamento caro, embora não tivessem armas adequadas para se protegerem.
Não é esse, no entanto, o padrão. Há os veteranos que herdaram na Ucrânia as habilidades do antigo soldado soviético. Ou os inexperientes que são beneficiados pela doação de moderno material bélico, que parte de doadores ricos que atuam em conjunto com um setor industrial de armas de formação recente.
Um dos especialistas disse à jornalista da revista que, com os combates em curso, a Ucrânia tem hoje o mais competente Exército europeu. E que esse lado positivo não é desconhecido das avaliações feitas pela Otan -a aliança militar ocidental- à qual o país deseja entrar como forma de se proteger das agressões de Moscou.
Ivan Buriak, um soldado de 33 anos, é um dos militares que preenche a imagem de competência do atual Exército ucraniano. Ele se especializou na pilotagem de drones e se tornou um comandante de nível intermediário entre os operadores de naves não tripuladas. Os drones são hoje um dos tópicos da tecnologia de ponta da Guerra da Ucrânia. A Economist nada diz sobre os mísseis hipersônicos que a Rússia tem em seus arsenais.
Um dos especialistas consultados temperou a ideia de que os ucranianos seriam os únicos a estarem cansados dessa guerra e correrem o risco de serem derrotados por pura exaustão. A verdade é que o mesmo cansaço também atinge os russos, que em termos comparativos enfrentam ainda o desgaste político do presidente Vladimir Putin.
Por fim, Zanny Minton Beddoes discorre sobre os efeitos no conflito das eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos. Ela diz ter conversado sobre o assunto com Mike Pompeo, secretário de Estado no governo de Donald Trump. Segundo ele, se o republicano vencer, será um desastre para a Ucrânia.
- Por Folhapress
- 14 Out 2024
- 15:35h
Foto: YouTube
Os advogados de Sean "Diddy" Combs, preso por abuso sexual e extorsão, entre outras acusações, garantiram que seu caso seja investigado em sigilo de justiça. A data do julgamento do rapper ficou marcada para 5 de maio de 2025.
Para os advogados de Diddy, o vazamento de informações sobre o caso, em especial um vídeo do rapper espancando a ex-namorada, Cassie Ventura, teria sido feito de propósito para "desestabilizar o tribunal".
A defesa também destacou a maneira que a busca e apreensão foi realizada na casa do rapper. Segundo os advogados, ela foi "realizada intencionalmente, para maximizar a exposição da mídia". Eles criticaram a força excessiva usada contra os filhos de Diddy e outros vazamentos feitos pela promotoria com o objetivo de "manchar a reputação de Sr. Combs antes do julgamento".
Diddy está detido desde o dia 16 de setembro, no Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn, em Nova York. Seu advogado, Marc Agnifilo, contou um pouco da rotina do rapper para a revista americana People.
Segundo Agnifilo, a parte mais difícil é a comida. Diddy começa o dia às 6h com um café da manhã com cereais, frutas, torradas e um bolo. Às 11h, o almoço, geralmente uma combinação de uma proteína com uma massa ou salada. O jantar é servido após às 16h.
O rapper tem permissão para receber visitas, e já foi visitado por sua mãe, Janice Combs, e suas filhas gêmeas, D'Lila e Jessie. Diddy tem, ainda, mais cinco filhos que ainda não o visitaram.
O rapper, ainda, teve o privilégio de conversar com a família quando chegou ao tribunal no dia 10 de setembro, ao contrário da maioria dos réus criminais. Seus familiares foram vaiados durante a audiência.
- Bahia Notícias
- 14 Out 2024
- 07:21h
Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil
Um foi preso com armas de fogo no último sábado (12), próximo a um comício de Trump em Coachella, na Califórnia, conforme autoridades locais.
Segundo informações do departamento do xerife do condado de Riverside, o homem de 49 anos estava em um carro em um ponto de controle perto do evento de campanha.
Os investigadores também indicaram que ele estava com armas ilegais, incluindo uma pistola carregada, uma espingarda e um carregador de alta capacidade.
"Foi levado sob custódia sem incidentes e posteriormente autuado no Centro de Detenção John J. Benoit por posse de arma de fogo carregada e posse de um carregador de alta capacidade. O incidente não impactou a segurança do ex-presidente Trump ou dos participantes do evento", informa um comunicado.
O suspeito foi detido, mas foi liberado após pagamento de fiança no valor de US$ 5 mil.
- Por Diogo Bercito | Folhapress
- 13 Out 2024
- 12:02h
Foto: Reprodução
Os bombardeios israelenses sobre o Líbano transformaram a vizinha Síria —até há pouco tempo um país do qual se queria fugir— em receptora de milhares de pessoas.
Mais de 400 mil já deixaram o território libanês rumo ao sírio desde 23 de setembro, quando a ofensiva de Tel Aviv se intensificou. A maior parte deles, cerca de 300 mil, é de refugiados sírios, forçados a retornar para o inferno da guerra civil do qual tinham conseguido escapar.
"O fato de que tantos estão decidindo voltar para uma das grandes catástrofes humanitárias atuais mostra o nível de medo e de desespero que existe hoje no Líbano", diz Will Todman. Especializado na questão dos refugiados sírios, Todman é membro sênior do CSIS (Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais), com base em Washington.
A guerra civil na Síria remonta a 2011. Começou com protestos pacíficos contra o ditador Bashar al-Assad. A repressão do regime radicalizou a oposição, e as potências se envolveram, em especial Estados Unidos e Rússia —Moscou é um antigo aliado de Assad. Surgiram grupos terroristas, como o Estado Islâmico, agravando a situação. Mais de 500 mil morreram.
O conflito levou 6,5 milhões a deixar o país, a maior parte em territórios vizinhos. Cerca de 1,5 milhão foi para o Líbano. É a primeira vez que os sírios voltam ao seu país de origem em números tão expressivos — e de modo tão veloz.
Os ataques israelenses, que Tel Aviv afirma visarem a milícia extremista Hezbollah, já deixaram mais de 2.000 mortos no Líbano. Além disso, a vida dos refugiados sírios na última década não foi fácil. Eles não têm acesso a serviços básicos no país vizinho. Não têm nem direito a trabalhar, com exceção de setores específicos, como a agricultura. Isso faz com que estejam, nas palavras de Todman, "entre os grupos mais vulneráveis" vivendo no Líbano.
A situação piorou à medida que o país afundou no que o Banco Mundial descreve como uma das piores crises econômicas do mundo desde o século 19. Desde então, afirma Todman, políticos libaneses têm usado os refugiados como "bodes expiatórios", fomentando um crescente sentimento popular antissírio.
Com os bombardeios israelenses, os sírios estão no fim da fila para receber auxílio. Há relatos de locadores expulsando sírios de suas casas para abrigar famílias libanesas e de abrigos que se recusam a recebê-los, sob o argumento de não terem espaço.
Não há muitas informações confiáveis sobre o êxodo sírio. Analistas, porém, estimam que seja um movimento formado por, em grande parte, mulheres e crianças. Homens evitam voltar porque, uma vez em seu país, podem ser recrutados para o Exército —e teriam de lutar contra as forças rebeldes na guerra civil. Os combates arrefeceram, e Assad já cantou vitória. Mas o regime ainda não controla todo o território.
O trajeto em si já é perigoso, afirma Carlos Naffah, especialista na questão dos refugiados sírios no Líbano. O caminho entre Beirute e Damasco passa pelo vale do Beqaa, um dos alvos dos bombardeios israelenses. Tel Aviv já chegou a atacar a região do controle de passagem na fronteira.
De modo simplificado, a ditadura síria controla hoje as regiões centrais, incluindo a fronteira com o Líbano. Isso significa cerca de 70% do território. Forças rebeldes ocupam o noroeste, enquanto grupos curdos estabeleceram suas bases no nordeste. Há também alguns bolsões do Estado Islâmico, apesar de enfraquecidos.
Mesmo assim, segundo Naffah, a situação é mais estável do que no Líbano. "Temos que admitir que hoje a Síria é mais segura do que aqui", afirma. Ele fala de Beirute, por telefone, em um dos poucos momentos em que há sinal de celular. "Na Síria, você ainda pode ir de um vilarejo para o outro, enquanto no Líbano hoje nós temos medo de pegar a estrada."
Naffah menciona, também, algo que muitos brasileiros residentes no Líbano têm dito à reportagem: o isolamento do país. A fronteira sul, com Israel, é intransitável. A outra é com a Síria. Fora isso, a solução é pegar um avião no aeroporto de Beirute —que pode ser bombardeado e fechado a qualquer momento, como aconteceu no passado.
"Vamos ficar presos em uma situação catastrófica, num país que não tem agricultura nem reserva de grãos", afirma. "Será uma grande Gaza."
- Bahia Notícias
- 10 Out 2024
- 15:20h
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (9), que 7 mil brasileiros que vivem no Líbano manifestaram interesse em deixar o país por conta dos recentes conflitos entre Israel e o grupo radical Hezbollah.
Segundo o ministro, a repatriação depende de diversos fatores, e por isso ele pensa ser improvável que todos acabem retornando ao Brasil. Conforme Vieira, a projeção mais realista e concreta é de que cerca de 3 mil pessoas sejam repatriadas.
“Há alguns meses, começamos um trabalho de alertar a população sobre os problemas e dificuldades que poderiam advir da expansão do conflito na Palestina para os países da região e cerca de 7 mil pessoas disseram que eventualmente teriam o interesse em sair”, afirmou o ministro ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.
Conforme o ministro, este número não é absoluto e não significa que todos os pleiteantes sairão. De acordo com ele, várias situações podem interferir no processo, como a presença de familiares que não possam sair ou até mesmo a evolução do conflito. Mesmo assim, o ministro ainda afirmou que a missão será maior do que a realizada em 2023 para resgatar cidadãos na faixa de Gaza, quando aproximadamente 1.560 pessoas foram resgatadas.
Segundo o governo brasileiro, a prioridade nas listas de resgate é de mulheres, crianças, idosos e brasileiros não residentes no Líbano.
Até o momento, a operação já resgatou 456 pessoas e 6 animais por meio de dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB). Um terceiro voo chegou a Beirute na manhã desta quarta-feira e deve voltar ao Brasil até o fim do dia.
Ao ser questionado acerca da posição brasileira em frente ao conflito, o ministro ressaltou que a vontade do Brasil é de manter a sua tradição diplomática de promover a paz e o diálogo. Ele ainda afirmou que “ninguém sai ganhando de uma guerra”.
- Bahia Notícias
- 08 Out 2024
- 14:15h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
O prefeito da cidade de Chilpancingo, no México, foi assassinado e decapitado no domingo (6), seis dias após assumir o cargo. A morte de Alejandro Arcos foi anunciada nesta segunda-feira (7), pela presidente do país Claudia Sheinbaum. O Partido Revolucionário Institucional (PRI), ao qual Arcos pertencia, pediu justiça sob este “crime covarde”. últ
Vale lembrar que, no último dia 3 de outubro, o secretário municipal Francisco Tápia foi executado na mesma cidade.
Segundo informações da imprensa local, o Ministério Público Federal poderá investigar as motivações do crime.
“Sobre o lamentável acontecimento com o presidente municipal de Chilpancingo (…) estão sendo feitas as investigações necessárias para descobrir qual foi o motivo e, claro, para fazer as prisões correspondentes”, declarou Sheinbaum em sua coletiva de imprensa matinal.
De acordo com o Metrópoles, a presidente também informou que as autoridades federais estão trabalhando em conjunto com as do estado de Guerrero, onde fica Chilpancingo. “Estamos vendo se é necessário levar o caso à Procuradoria-Geral da República”, disse.
- Bahia Notícias
- 08 Out 2024
- 08:38h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (7), dia que marcou um ano do ataque do Hamas a Israel, que ele deveria receber 100% do voto judeu nas eleições estadunidenses de novembro. Em entrevista ao programa de rádio “Sid & Friends”, o republicano afirmou: “ninguém fez mais pelo povo judeu do que eu”.
No programa, o ex-presidente reafirmou o que tem dito nas últimas semanas: que os ataques jamais teriam ocorrido se ele fosse o presidente dos Estados Unidos. A declaração foi dada semanas após o ex-presidente afirmar que se não fosse eleito, “a culpa seria dos judeus”.
A declaração de Trump, dada durante um discurso na Cúpula Nacional do Conselho Israel-Americano em Washington, gerou polêmica, principalmente porque, em todas as pesquisas e nas últimas duas eleições que disputou, o ex-presidente obteve derrotas significativas entre os eleitores judeus.
Na entrevista ao programa de rádio, Trump ainda criticou o presidente Joe Biden, democrata, e que derrotou Trump nas eleições de 2020: “Esse cara é o pior presidente de política externa da história. Veja o que aconteceu com a Ucrânia. Veja o que aconteceu com 7 de outubro, isso nunca teria acontecido se eu estivesse lá. Nunca teria acontecido. Nem uma chance”.
- Por Leonardo Volpato | Folhapress
- 05 Out 2024
- 13:13h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Eminem, 51, vai ser avô. Filha dele, Hailie Jade Scott, 28, está grávida do primeiro herdeiro. E a revelação da novidade aconteceu por meio de um novo clipe lançado pelo músico no qual mostra o momento que foi surpreendido por ela com uma camisa escrito "vovô" e um ultrassom do bebê.
Em vídeo divulgado na última quinta (3), Eminem revela imagens de arquivo pessoal com sua família para o hit "Temporary", que no YouTube já conta com mais de 4 milhões de visualizações.
Mais para o final do clipe, Hailie entrega ao pai a imagem do bebê em sua barriga, o que o deixa literalmente de queixo caído e olhos arregalados.
Hailie é casada com Evan McClintock, um amor antigo. Ambos se conheceram em 2016 na universidade e ficaram noivos em 2023. Em 2022, o rapaz tomou coragem para pedir a mão da filha a Eminem, segundo a People.
- Por Victor Lacombe | Folhapress
- 01 Out 2024
- 14:29h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
A pouco mais de um mês para as eleições presidenciais nos Estados Unidos, o jornal americano The New York Times publicou um editorial nesta segunda-feira (30) declarando voto na candidata do Partido Democrata à Casa Branca, a vice-presidente Kamala Harris.
O artigo vem depois que o jornal publicou editoriais defendendo a desistência de Joe Biden da corrida eleitoral, em junho, e se posicionando em longo texto contra a volta de Donald Trump ao poder em julho, dizendo que o ex-presidente "não está apto a liderar".
O New York Times, fundado em 1851, tradicionalmente se posiciona em editoriais a favor de candidatos à Presidência —e não apoia um candidato republicano desde 1956, quando declarou voto em Dwight Eisenhower.
No texto publicado nesta segunda, o jornal se debruça principalmente sobre o que entende ser perigoso para a democracia americana caso Trump volte à Casa Branca. Diz que "é difícil de imaginar um candidato menos merecedor do cargo de presidente dos EUA do que Donald Trump", e que essa razão, "a despeito de discordâncias políticas", faz de Kamala Harris "a única escolha patriótica" para o cargo.
Sobre Kamala, o texto diz que "ela não é a candidata perfeita para cada eleitor, em especial aqueles frustrados e irritados com a incapacidade do governo de consertar o que está quebrado: do nosso sistema de imigração a escolas públicas e violência armada. Mas instamos o povo americano a comparar o histórico [de Kamala] com o de seu oponente".
O jornal contrasta o passado da vice-presidente como procuradora com as condenações de Trump na Justiça, que o republicano diz serem resultado de perseguição política. Também aponta falas do ex-presidente que indicariam que ele pretende "destruir os valores, desafiar as normas e desmontar as instituições que tornaram nosso país forte".
"Trump e seus apoiadores descreveram um plano para 2025 que daria a ele poder de executar suas promessas e ameaças mais extremas. Promete, por exemplo, transformar a burocracia do governo federal e o Departamento de Justiça em armas para atacar seus inimigos políticos."
No campo da política externa, o jornal afirma que Kamala representa uma continuidade na tradição americana de cultivar aliados que protegem interesses dos EUA ao redor do mundo, enquanto Trump, que costuma elogiar líderes como Vladimir Putin, da Rússia, Viktor Orbán, da Hungria, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte, ameaça destruir alianças democráticas.
O editorial conclui pedindo que "aqueles que enxergam o governo Trump com nostalgia ou sentem que suas vidas não melhoraram muito nos últimos três anos [do governo Biden] reconheçam que seu primeiro mandato foi um alerta, e que um segundo seria muito mais destrutivo. Kamala Harris é a única opção".