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Veja como está a saúde do papa Francisco, internado há 1 mês

  • Bahia Notícias
  • 14 Mar 2025
  • 17:57h

Foto: Angelo Carconi/Ansa/Agência Lusa

O papa Francisco, de 88 anos, segue internado no hospital Gemelli, em Roma, para tratar um quadro de pneumonia bilateral. De acordo com a Sala de Imprensa da Santa Sé, o pontífice “passou uma noite tranquila”, conforme nota divulgada nesta sexta-feira (14).

Na quinta-feira (13), médicos do hospital levaram um bolo com velas ao quarto do papa para celebrar os 12 anos de seu pontificado à frente da Igreja Católica. Além disso, Francisco recebeu centenas de mensagens enviadas por crianças e jovens de escolas, associações e institutos religiosos.

Durante a tarde, ele participou dos exercícios espirituais da Cúria Romana por videoconferência, conectando-se com a Sala Paulo VI. Após a atividade, retomou a terapia respiratória.

O papa segue alternando ventilação mecânica não invasiva com oxigenação por cânulas nasais durante o dia. Segundo o boletim, seu quadro clínico permanece estável, mas ainda complexo.

Um novo informe médico está previsto para o início da noite desta sexta-feira.

Julgamento do caso Mariana acaba em Londres com vítimas pedindo justiça

  • Por Marina Izidro | Folhapress
  • 13 Mar 2025
  • 16:48h

Foto: Matthew Pover / Divulgação

Monica dos Santos, ex-moradora de Bento Rodrigues, Minas Gerais, divide a própria vida entre antes e depois da tragédia de Mariana.

"A Monica até 5 de novembro de 2015 era uma. Hoje, é a Monica na qual as empresas transformaram," disse à Folha. "Perdi tudo. Casa, roupas, projetos de vida, sonhos."

Após o rompimento da barragem do Fundão, Monica se formou em direito para entender o caso e representar afetados em negociações com as empresas envolvidas. A advogada veio a Londres acompanhar a reta final de uma ação civil em curso na Justiça da Inglaterra. O julgamento terminou nesta quinta-feira (13).

O desastre de Mariana ocorreu com o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineração de minério de ferro operada pela empresa Samarco, pertencente às multinacionais BHP, de origem anglo-australiana, e da brasileira Vale. Provocou a morte de 19 pessoas e espalhou lama tóxica por quase 700 km, de Minas Gerais até o oceano Atlântico.

A ação inglesa busca responsabilizar a BHP, usando como base o direito ambiental brasileiro. A corte ouviu testemunhas e especialistas em direito civil, cocietário e ambiental e questões geotécnicas. O caso tramita na Inglaterra porque a BHP era listada no país quando o rompimento ocorreu.

O processo reúne cerca de 641 mil vítimas –sendo 21 mil membros de comunidades tradicionais quilombolas e indígenas– e 31 municípios. Os pedidos de indenização se aproximam dos 36 bilhões de libras (R$ 270 bilhões em valores de hoje).

Outros 15 municípios deixaram a ação inglesa por terem aceitado o acordo brasileiro de repactuação assinado em outubro no valor de R$ 170 bilhões, envolvendo empresas, União, estados de Minas Gerais e Espírito Santo e comunidades atingidas.

Do valor pago por Samarco, Vale e BHP Billiton, foram oferecidos aos municípios R$ 6,1 bilhões ao longo de 20 anos, nove vezes menos do que na ação inglesa. Vinte e seis dos 49 municípios elegíveis aderiram, e mais de 70 mil pessoas se cadastraram em um programa indenizatório definitivo que prevê R$ 35 mil para cada.

O prefeito de Mariana, Juliano Duarte, rejeitou o acordo brasileiro.

"Não fomos ouvidos. Não tem que se falar em assinar um acordo em que não tivemos participação direta, com valores totalmente insuficientes para a realidade dos nossos municípios," disse à Folha.

"Somente 4% ficaram para 49 municípios diretamente atingidos. Após o rompimento, Mariana teve grande queda de receita. A mineração parou e levou o poder público a cancelar investimentos, programas, projetos, obras. Queremos valores que mudem a realidade de Mariana para que a cidade não seja 100% dependente da mineração como é hoje."

A sentença é aguardada no meio do ano. Se a BHP for culpada, o próximo passo, em outubro de 2026, é determinar quem tem direito à indenização e aos valores.

"Acho que o julgamento não poderia ter sido melhor para as vítimas que representamos," disse à Folha Tom Goodhead, CEO do escritório que representa os atingidos.

"A BHP começou o julgamento dizendo que não tinha nada a ver com a operação da Samarco. Todas as evidências mostraram o nível extraordinário de envolvimento que BHP e Vale tinham nas operações, tomada de decisões, maximização do lucro, avisos sobre segurança."

"Dinheiro é importante para as pessoas, mas eles [empresas] o usam como arma. A realidade de quem vive em regiões rurais de Minas Gerais e Espírito Santo é tal que, para pescadores, vendedores informais, ser oferecido a eles uma pequena quantia hoje com a condição de que abram mão de seus direitos, é algo que são forçados a aceitar. Sei de prefeitos que assinaram o acordo de repactuação não porque achassem bom negócio, sabiam que era terrível, mas tinham que pagar salários. Essas empresas se aproveitaram do desespero das vítimas e seguem fazendo isso. Acho moralmente repreensível," disse Goodhead.

Fernanda Lavarello, diretora de assuntos corporativos da BHP Brasil, diz que o foco da empresa é o acordo brasileiro.

"O que importa para a gente é o que está sendo feito no Brasil. Foi uma tragédia o que aconteceu, impactou a vida de muitas pessoas, a gente está bastante comprometido com a reparação no Brasil. Nos últimos nove anos, indenizamos 432 mil pessoas, reconstruímos casas, estamos trabalhando na reparação ambiental, escolas, infraestrutura," disse Lavarello à Folha.

"A barragem era operada pela Samarco, uma joint venture independente e autônoma. Apresentamos evidências de que não fomos informados de nenhum risco nem participamos de nada que tenha causado diretamente o rompimento," completou.

Na esfera criminal, a Justiça Federal absolveu em novembro passado Samarco, BHP Billiton e Vale, diretores, gerentes e técnicos, por "ausência de provas suficientes para estabelecer a responsabilidade criminal" dos réus. Monica entrou com um pedido de apelação contra a decisão.

"O que eu consigo perceber nesses quase dez anos é que, para essas empresas, matar compensa," disse.

"Por que? No Brasil, elas ditam as regras, falam quem são os atingidos, valor que vai ser pago, quando e se vai ser pago. Tendo a responsabilização aqui (em Londres), talvez a gente consiga mudar a decisão que inocentou os réus. A justiça, de fato, vai ser feita quando eu conseguir ver alguém atrás das grades. Só assim, a gente vai mudar as coisas."
 

Ex-presidente das Filipinas é preso acusado de crimes contra a humanidade

  • Bahia Notícias
  • 11 Mar 2025
  • 10:25h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Rodrigo Duterte, o ex-presidente das Filipinas de 2016 a 2022, foi preso ao chegar no principal aeroporto de Manila, nesta terça-feira (11). O mandado de prisão foi expedido pelo Tribunal Penal Internacional. O órgão alegou que prosseguiria com a investigação sobre suspeitas de crimes contra humanidade ligados ao papel do ex-presidente na supervisão de uma “guerra contra as drogas” que tirou a vida de milhares de filipinos.

Em Hong Kong, nesta segunda-feira (10), Duterte afirmou estar pronto para ser preso se o TPI emitisse um mandado contra ele. Além disso, o ex-líder defendeu repetidamente a política antidrogas e negou ter ordenado que a polícia matasse suspeitos de tráfico de drogas, a menos que fosse em legítima defesa.

O gabinete do presidente Ferdinand Marcos Jr. afirmou que recebeu uma cópia oficial do mandado, que foi entregue a Duterte pela polícia. Duterte está agora sob custódia, afirmou o comunicado.

Salvador Panelo, ex-conselheiro jurídico de Duterte, acusou que a prisão foi ilegal e afirmou que a polícia não permitiu que um dos advogados de Duterte se encontrasse com ele no aeroporto.

A "guerra contra as drogas" foi a política de campanha emblemática que levou Duterte ao poder em 2016 como um prefeito independente e combatente do crime, que cumpriu as promessas feitas durante discursos inflamados de matar milhares de traficantes de drogas.

Vaticano atualiza estado de saúde do papa Francisco nesta segunda-feira; confira

  • Bahia Notícias
  • 10 Mar 2025
  • 08:13h

Foto: Angelo Carconi/Ansa/Agência Lusa

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, na manhã desta segunda-feira (10), um boletim sobre o estado de saúde do papa Francisco, de 88 anos, internado desde 14 de fevereiro no Hospital Gemelli, em Roma. Segundo o comunicado, o pontífice “teve uma noite tranquila e mantém seu repouso”.

Apesar do quadro de saúde delicado, Francisco acompanhou, por videochamada, os exercícios espirituais da Cúria Romana neste domingo (9). A atividade ocorreu à tarde, na Aula Paulo VI, e foi conduzida pelo pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Padre Roberto Pasolini.

China denuncia tarifas dos EUA e reforça laços com a Rússia

  • Bahia Notícias
  • 08 Mar 2025
  • 10:16h

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez uma coletiva, nesta sexta-feira (7), alertando que Pequim, após o aumento de tarifas em todos os produtos chineses que entram nos Estados Unidos, vai responder.  Além disso, ele também defendeu a posição do país em relação às outras questões globais. 

O governo americano aumentou, na última segunda-feira (3), a tarifa em 20% sobre todos os produtos chineses. Na terça-feira (4), Pequim anunciou taxas sobre produtos agrícolas americanos, que começarão a cobrar a partir da próxima segunda-feira (10).

Entre os produtos agrícolas estão o sorgo, soja, carne suína, bovina, frutos-do-mar, frutas, vegetais e laticínios, que estarão sujeitos a um imposto adicional de até 10%. O imposto do frango, trigo, milho e algodão pode subir até 15%.

“Se cada país se concentrar em suas prioridades nacionais e acreditar apenas na força e no status, o mundo retornará à idade da pedra, os países menores e mais pobres vão pagar o preço e a ordem internacional será afetada. As grandes potências devem assumir suas responsabilidades. Não devem ser motivadas pelo lucro e intimidar os fracos”, declarou o chinês.

O ministro também falou da importância da China na África, elogiou o Brics e afirmou o peso dos países do Sul na economia do mundo. 

Trump declara suspensão de tarifa sobre o México até 2 de abril

  • Bahia Notícias
  • 07 Mar 2025
  • 17:30h

Foto: Reprodução/ Redes sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta quinta-feira (6), que o México não vai pagar tarifas sobre quaisquer bens que se enquadrem no USMCA, acordo dos Estados Unidos- México- Canadá, até 2 de abril.

"Após conversar com a presidente Claudia Sheinbaum do México, concordei que o México não será obrigado a pagar tarifas sobre qualquer coisa que se enquadre no Acordo USMCA", escreveu ele em sua página na rede social Truth.

O presidente americano retrocede duas vezes em questão de poucos dias. Na última quarta-feira (5), ele havia declarado que montadoras conforme o USMCA receberiam uma isenção de um mês das tarifas de 25% impostas aos dois maiores parceiros comerciais dos EUA.

Após anunciar essa prorrogação tarifaria para o México, mas não falou sobre a mesma ação para o Canadá, invés disso, declarou que "Justin Trudeau (Primeiro-ministro do Canadá) está usando o problemas das tarifas, que ele em grande parte causou, para se candidatar novamente a primeiro-ministro".

O Primeiro-ministro do Canadá disse, nesta quinta-feira (6), que a "guerra comercial" vai continuar, independente de possível suspensão de tarifas. Trudeau ainda falou que a conversa com Trump, que ocorreu na última quarta-feira (5), foi "pitoresca". 

Guiana denuncia Venezuela por convocar eleições em Essequibo

  • Bahia Notícias
  • 07 Mar 2025
  • 13:00h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Guiana comunicou, nesta quinta-feira (6), que pediu proteção à Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra as eleições estaduais convocadas pela Venezuela no território de Essequibo. Está área é disputada pelos dois países há mais de um século, devido à quantidade de petróleo que tem.

O Ministério das Relações Exteriores da Guiana solicitou à CIJ que "ordene à Venezuela que se abstenha de qualquer ato dentro de seu território soberano". O CIJ é o mais alto órgão judicial das Nações Unidas. 

"A Guiana considera o plano da Venezuela de realizar eleições no 'território disputado' uma violação flagrante dessa ordem", disse a declaração.

As eleições para governador estão planejadas para ocorrer em 25 de maio. Uma dessas regiões inclui o Essequibo, região de 160 mil km administrada por Georgetown e reivindicada por Caracas, que decretou o território, em 2024, como um estado. 

Dias após discussão, Zelensky declara estar pronto para trabalhar sob liderança de Trump

  • Bahia Notícias
  • 05 Mar 2025
  • 15:25h

Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, declarou estar preparado para trabalhar sob liderança de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. A afirmação foi feita alguns dias após uma discussão entre ambos, no Salão Oval da Casa Branca. O presidente da Ucrânia escreveu que valoriza o “quanto a América fez para ajudar a Ucrânia a manter sua soberania e independência”, escreveu ele em seu perfil no X.

“Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do presidente Trump para obter uma paz duradoura”, entonou o ucraniano. 

“Estamos prontos para trabalhar rápido para acabar com a guerra, e os primeiros estágios podem ser a libertação de prisioneiros e trégua no céu — proibição de mísseis, drones de longo alcance, bombas em energia e outras infraestruturas civis — e trégua no mar imediatamente, se a Rússia fizer o mesmo”, continuou ele. 

Ele também falou sobre a reunião que ocorreu na Casa Branca, e disse que não aconteceu como era esperado: “É lamentável que tenha acontecido dessa forma. É hora de consertar as coisas. Gostaríamos que a cooperação e a comunicação futuras fossem construtivas”.

Na última sexta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos e da Ucrânia discutiram na Casa Branca, sobre a condução e de uma possível fim de guerra contra a Rússia.

Trégua sem garantia de seguranças "será um fracasso", diz Zelensky

  • Bahia Notícias
  • 04 Mar 2025
  • 10:00h

Foto: Reprodução/Instagram

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que caso haja um cessar-fogo no embate Rússia-Ucrânia, sem uma "garantia de seguranças" para evitar a volta de hostilidades, estará condenado ao "fracasso". “Será um fracasso para todo o mundo se a Ucrânia se vê obrigada a um cessar-fogo sem sérias garantias de segurança”, disse Zelensky para a imprensa em Londres, no último domingo (2), onde participou de uma reunião com outros líderes europeus, que mostraram apoio ao ucraniano. 

“Imaginemos que, em uma semana (depois da possível trégua), os russos começam a nos matar de novo e nós respondemos, o que seria totalmente compreensível. O que acontecerá?”, continuou ele. 

O presidente ucraniano usou como base para sua tese o cessar-fogo que ocorreu no leste da Ucrânia em 2015 e a invasão da Rússia em fevereiro de 2022. 

“Os russos dirão o mesmo que há 10 anos, que foram os ucranianos que violaram o cessar-fogo. Traremos provas de que foram eles. E quem se beneficiará disso? Os russos e em nenhum caso nós, nem os Estados Unidos, nem o presidente americano, nem nossos colegas europeus", disse o ucraniano. 

O presidente ucraniano também relembrou que, em caso de cessar-fogo e a Ucrânia conseguir adesão da Otan, ele renunciaria. 

“Se houver Otan e o fim da guerra, significará que cumpri minha missão”, disse ele em cúpula.

Governo Milei classifica pessoas com deficiência de idiotas e débeis mentais

  • Por Mayara Paixão | Folhapress
  • 28 Fev 2025
  • 16:28h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um órgão ligado ao governo de Javier Milei e repaginado sob sua administração se referiu a pessoas com deficiência intelectuais como débeis mentais, imbecis e idiotas, todos termos considerados pejorativos e abandonados pela comunidade médica há décadas.

A menção foi feita em janeiro em um anexo interno de uma resolução no Boletim Oficial, equivalente ao Diário Oficial da União brasileiro, mas só agora veio a debate público após críticos compartilharem o trecho na rede social X. Fato que mais causou surpresa, o documento foi assinado pelo diretor da Agência Nacional de Deficiência da Argentina, o advogado Diego Orlando Spagnuolo.

Horas após o rebuliço fruto da classificação, a agência se retratou e afirmou que "a publicação dos termos não teve intenção discriminatória e se tratou apenas de um erro fruto do uso de conceitos que pertencem a uma terminologia obsoleta". O órgão diz que vai alterar o texto.

O anexo detalha condições para a concessão de pensões vitalícias a pessoas sem recursos ou impossibilitadas de trabalhar. A certa altura, categoriza pessoas com deficiência de acordo com seus níveis de QI (quociente intelectual). Do mais baixo ao mais alto, usa os seguintes termos: idiota, imbecil, débil mental (profundo, moderado e leve).

Todos os termos já não usados por organizações de saúde ao redor do mundo, entre elas a OMS (Organização Mundial da Saúde), que agora o governo Milei, na esteira de Donald Trump nos Estados Unidos, diz que abandonará. A categorização de deficiências intelectuais tampouco é feita unicamente com base no QI de um indivíduo, mas também leva em conta, por exemplo, as suas habilidades de adaptação na sociedade.

Grupos de direitos humanos já haviam questionado a Casa Rosada. Seis ONGs pediram no início deste mês que a resolução composta por esse anexo seja derrubada.

Primeiro, o grupo afirma que o documento trabalha com um conceito obsoleto e errado de invalidez. O texto do governo fala que há uma suposta porcentagem de deficiência física e intelectual que leva a pessoas inválidas para o trabalho, algo que "excede seus limites de deficiência física ou psíquica". As ONGs argumentam que classificar as pessoas como válidas ou inválidas para o trabalho é discriminatório.

Segundo, o grupo lembra que o texto usa linguagem discriminatória. "São expressões que reforçam a discriminação que historicamente existiu e que ainda hoje existe contra as pessoas com deficiência; termos como 'atraso mental', 'imbecil', 'idiota' e 'débil mental' são pejorativos e obsoletos."

O vocabulário não está muito distante de falas públicas de Milei nas redes sociais e em eventos. É comum que ele use os termos idiota e imbecil para se referir a opositores e jornalistas.

Mais recentemente, em viagem aos EUA na semana passada e durante um discurso no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Washington, o ultraliberal ficou incomodado quando seu celular recebeu uma ligação e fez o barulho da chamada, interrompendo a transmissão ao vivo que fazia em sua conta no Instagram diretamente com seu aparelho pessoal. "Imbecil, mal nascido", disse ele, reagindo.

Visivelmente incomodado, Milei afirmou que alguém estaria ligando de propósito para atrapalhar a transmissão. "Na Argentina temos muitos cabeças de polvo. Os chamamos assim porque o polvo tem o aparato digestivo na cabeça, de modo que ela está cheia de excrementos". Nos polvos, o esôfago atravessa o cérebro.

Violando a constituição, Milei nomeia dois ministros para a Suprema Corte

  • Bahia Notícias
  • 28 Fev 2025
  • 12:22h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente da Argentina, Javier Milei, nomeou, na última terça-feira (25), dois juízes para a Suprema Corte do país. A decisão do presidente viola a constituição do país, já que a indicação para ministro desta corte necessita de aprovação do Senado.

A nomeação dos dois juízes, juiz federal Ariel Lijo e o advogado Manuel Garcia-Mansilla, foi feita durante recesso do congresso, que volta às atividades neste sábado (1). A decisão gerou atritos com a oposição e até aliados, como o ex-presidente Mauricio Macri. 

Os dois nomes já haviam sido propostos por Millei em 2024, mas não haviam sido debatido no Senado. 

A Corte, atualmente, é composta por três dos cinco juízes necessários.

O texto do governo critica o Senado, falando de omissão do Senado, seguindo motivações políticas e não cumprindo o processo legal do país.

“A Câmara Alta deveria ter dado seu acordo aos candidatos propostos pelo Poder Executivo. De maneira nenhuma o Senado tem a condição de rejeitar o acordo dos candidatos propostos pelo presidente com base em preferências pessoais ou políticas dos senadores”, diz em texto. 

Vaticano informa evolução de estado do papa Francisco

  • Bahia NotíciasO Vaticano informou, nesta quarta-feira (26), a condição de saúde do papa Francisco, que apresentou uma pequena melhora nas últimas horas. O quadro deixou de ser tratado como crítico, como estava sendo tratado na última semana. O quadro
  • 27 Fev 2025
  • 16:19h

Foto: Reprodução/ Vatican News

O Vaticano informou, nesta quarta-feira (26), a condição de saúde do papa Francisco, que apresentou uma pequena melhora nas últimas horas. O quadro deixou de ser tratado como crítico, como estava sendo tratado na última semana. 

O quadro da inflamação do pulmão e resultados laboratoriais foram considerados melhores. Entretanto, a previsão de melhora, conhecida como prognóstico, está reservada.

O papa recebeu a Eucaristia nesta manhã e, à tarde, voltou a fazer algumas atividades de trabalho.

Ator Gene Hackman e esposa são encontrados mortos ao lado do cachorro em casa nos EUA

  • Bahia Notícias
  • 27 Fev 2025
  • 10:04h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Vencedor de dois Oscar, o ator Gene Hackman e a esposa, Betsy Arakawa, foram encontrados mortos, na manhã desta quinta-feira (27) na própria casa em Santa Fé, no Novo México. Segundo informações preliminares, não havia sinais imediatos de crime. A polícia, todavia, não divulgou a causa da morte do casal.

O caso continua sob investigação. “Podemos confirmar que Gene Hackman e sua esposa foram encontrados mortos na tarde de quarta-feira em sua residência na Sunset Trail. Esta é uma investigação em andamento – no entanto, no momento, não acreditamos que haja indícios de crime”, informou em comunicado o xerife do condado de Santa Fe, Adan Mendonza.

O astro de Hollywood tinha 95 anos e estava sem aparecer nas telonas há algum tempo. Ele venceu o Oscar em duas oportunidades, como Melhor Ator, em 1971 por Operação França, e como Melhor Ator Coadjuvante, em 1992 por Os Imperdoáveis. A esposa era pianista clássica e tinha 63 anos. Junto com o casal, o cachorro da família também foi encontrado morto no imóvel.

Governo Lula vê alta de juros e perda de mercado no comércio global como riscos sob Trump

  • Por Nathalia Garcia | Folhapress
  • 18 Fev 2025
  • 10:00h

Foto: Reprodução / YouTube

Juros elevados por mais tempo e perda de mercado no comércio global são alguns dos riscos mapeados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante das medidas já anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A equipe técnica do governo trabalha na elaboração de um informe de riscos para subsidiar as decisões tomadas pelas autoridades brasileiras e traçar possíveis caminhos nas negociações com os EUA.

A ideia é que esse documento, que deve ficar pronto nesta semana, se transforme em um "arquivo vivo", em permanente atualização. Ele é resultado de um estudo técnico mais amplo sobre as políticas adotadas no primeiro mandato de Trump (2017 a 2021), na gestão de Joe Biden (2021-2025) e nas propostas do segundo mandato do republicano.

Um dos principais riscos para a economia global, segundo o mapeamento, é o impacto inflacionário das políticas do governo Trump, que podem se traduzir em juros elevados por um período prolongado nos EUA e no resto do mundo.

Se o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) mantiver a taxa de juros mais alta por mais tempo, o Banco Central do Brasil deve seguir o mesmo caminho a fim de assegurar um diferencial atrativo para a economia brasileira.

Além disso, uma postura mais conservadora do Fed tende a fortalecer o dólar, afetando a taxa de câmbio de países emergentes como o Brasil.

Apesar do cenário adverso, um auxiliar do governo vê o Brasil em vantagem em relação a seus pares, justamente pelo diferencial de juros. Hoje, a taxa básica (Selic) está em 13,25% ao ano e o país lidera o ranking mundial de juros reais.

A análise do governo também considera o Brasil como um terceiro país, ou seja, observar possíveis efeitos colaterais de decisões tomadas pelos EUA em negociações com outros parceiros.

É o caso, por exemplo, de os americanos fecharem um acordo comercial com a China para expandir a venda de grãos ao mercado asiático. A negociação entre as duas grandes potências poderia reduzir o espaço do Brasil no mercado chinês, afetando as exportações do agronegócio brasileiro.

No passado, o Brasil conseguiu se beneficiar da disputa entre os dois gigantes da economia e ampliou sua parceria com a China como exportador de commodities e importador de bens industriais.

A relação, contudo, é marcada por complexidade. À medida que o Brasil se torna um destino cada vez mais relevante para os produtos chineses em um cenário de excesso de oferta, alguns segmentos da indústria brasileira sentem o peso dessa competição.

Riscos setoriais e regionais também estão no radar do governo brasileiro, especialmente em áreas nas quais o Brasil está bem posicionado, como etanol, aço e alumínio.

No caso do etanol, as exportações do Brasil para os EUA somaram US$ 181,8 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) em 2024, atrás apenas da Coreia do Sul. Os americanos, por sua vez, totalizaram cerca de US$ 50,5 milhões na venda do produto aos brasileiros.

O etanol brasileiro está no topo da lista de exemplos de disparidade tarifária citada pela Casa Branca. Na última quinta-feira (13), Trump assinou a ordem de implementação de tarifas recíprocas.

Na avaliação do governo Lula, o Brasil tem uma série de "cartas na manga" para negociar com os EUA. Uma delas é que, no agregado, o país tem déficit na balança comercial.

Segundo a Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) a partir de estatísticas americanas, entre 2014 e 2023, os EUA acumularam um superávit de US$ 263,1 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil. Apenas em 2024, o saldo positivo em bens para os americanos foi de US$ 7,3 bilhões, o sétimo maior entre seus parceiros comerciais.

Quanto à reciprocidade tarifária, um auxiliar do governo vê o Brasil em uma posição equilibrada quando se trata da tarifa efetiva e avalia que esse é um caminho a ser explorado.

Dados da Amcham mostram que, embora a tarifa média nominal brasileira para o mundo seja de 12,4%, a tarifa média efetiva ponderada sobre as importações dos EUA é de 2,7%.

"Essa diferença ocorre devido à alta participação de produtos americanos com alíquota zero nas importações brasileiras, como aeronaves e suas partes, petróleo bruto e gás natural, além do uso de regimes aduaneiros especiais -como drawback, ex-tarifário e Recof- que reduzem ou eliminam impostos sobre importações dos Estados Unidos", diz a entidade.

O resultado disso, segundo a Amcham, é que mais de 48% das exportações americanas para o Brasil entram sem tarifas, e outros 15% estão sujeitos a alíquotas de no máximo 2%.

O tema foi parte da conversa do vice-presidente Geraldo Alckmin com o senador republicano Steve Daines em reunião na última sexta (14), em Brasília.

O informe de riscos tem como foco questões macroeconômicas, sem abranger outros temas.

Na área ambiental, membros do governo Lula avaliam que o processo global de descarbonização é um caminho sem volta e que a posição antiambiental dos EUA sob Trump pode, no máximo, frear a velocidade desse movimento.

De acordo com um auxiliar do governo ouvido sob sigilo, os americanos estão abrindo mão de liderar a transição verde e cedendo espaço para outros países assumirem esse protagonismo.

Na visão dele, a China desponta como a principal candidata e, com a saída dos EUA do páreo, ganha ainda mais espaço para ocupar essa liderança.

Esse membro do governo vê também potencial de o Brasil virar líder em tecnologias centrais para a descarbonização e atrair investimentos estrangeiros em diversos segmentos, como projetos de energia eólica.

Logo em sua primeira semana no cargo, Trump suspendeu novos projetos de energia eólica no país e pausou centenas de bilhões de dólares em incentivos para energia verde.

Prefeito de NY dá aval a Trump para acessar prisão em busca de imigrantes

  • Por Victor Lacombe | Folhapress
  • 14 Fev 2025
  • 08:25h

Foto: Reprodução / YouTube

O prefeito de Nova York, Eric Adams, anunciou nesta quinta-feira (13) que vai liberar o acesso de agentes de imigração do governo federal à prisão de Rikers Island para que busquem imigrantes, Isso faz dele o primeiro político do Partido Democrata, de oposição a Donald Trump, a colaborar abertamente com a rígida política anti-imigração do novo presidente dos Estados Unidos.

Antes de fazer o anúncio, Adams se reuniu com Tom Homan, principal autoridade do governo Trump para imigração, para discutir como a cidade, a mais populosa dos EUA e onde vivem milhões de imigrantes, pode cooperar com os planos de deportação em massa do republicano.

"Vamos permitir que agentes do ICE [Serviço de Imigração dos EUA] nos auxiliem em investigações, em especial aquelas focadas em criminosos violentos e gangues", disse Adams, que foi eleito em 2021 e atualmente está cercado de acusações de corrupção.

A reunião ocorre dias depois de o Departamento de Justiça, já sob o controle da indicada de Trump, Pam Bondi, decidir arquivar as investigações que conduzia contra Adams, sob a justificativa de que fazê-lo era necessário "para que o prefeito de Nova York pudesse cooperar com os planos de imigração do presidente". A decisão fez com que uma procuradora federal de Nova York e dois funcionários da pasta da Justiça em Washington pedissem demissão em protesto.

Adams disse que vai emitir um decreto permitindo o acesso dos agentes do ICE à prisão de Rikers Island, mas ainda não está claro se uma ordem assim pararia de pé na Justiça -a cidade de Nova York tem leis rígidas proibindo a cooperação de autoridades locais com o governo federal quando o assunto é deportar, e a Câmara de Vereadores, controlada por democratas de esquerda, deve questionar a autoridade do prefeito para alterar essa política.

Até 2014, por exemplo, o próprio ICE tinha um escritório em Rikers Island que usava para facilitar deportações de imigrantes condenados por crimes. Entretanto, após a aprovação das chamadas "leis santuário" por Nova York, o órgão foi obrigado a se retirar.

Na quarta-feira (12), a secretária de Justiça, Pam Bondi, anunciou que o governo federal vai processar o estado de Nova York para derrubar uma lei que oferece a imigrantes em situação irregular a possibilidade de tirar uma carteira de motorista.

Segundo Bondi, a legislação "prejudica a capacidade do estado de cooperar com as autoridades migratórias do governo federal" e demonstra que Nova York "prioriza imigrantes ilegais, não cidadãos americanos".

Se o governo Trump for bem-sucedido no processo, vai acabar com um dos principais mecanismos por meio do qual imigrantes em situação irregular se integram à vida pública nos EUA. Isso porque não existe um documento de identificação a nível nacional no país -cada estado tem suas próprias regras e, na maioria deles, a carteira de motorista é a documentação mais comum.

Dessa forma, em estados nos quais as autoridades não pedem comprovação de status migratório regular à pessoa que busca o documento, essa se torna a porta de entrada para que um imigrante em situação irregular possa acessar uma série de serviços -como abrir uma conta bancária, entrar em programas de assistência do governo, acessar o seguro desemprego, assinar contratos de aluguel ou de compra de imóveis, e se casar, entre outros.

Uma vez derrubado esse precedente na Justiça, a vida de imigrantes em situação irregular nos EUA poderia ficar consideravelmente mais difícil, e não apenas no estado de Nova York. Se o governo Trump levar o processo até a Suprema Corte, de maioria conservadora formada pelo próprio Trump, a decisão pode valer para todo o país.