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- Bahia Notícias
- 17 Out 2024
- 13:18h
Foto: Andrew D. Bernstein/Divulgação
O prisioneiro Daniel Green, condenado à prisão perpétua por assassinar o pai de Michael Jordan, astro da NBA, poderá ser libertado e declarado inocente. Vinte e oito anos após o crime, o juiz Gregory Weeks solicitou, na última terça-feira (15), a liberdade condicional de Green, acreditando que ele não participou do assassinato ocorrido em 1993.
"O fato de que o juiz que presidiu meu julgamento pediu minha liberdade condicional é significativo. Isso diz muito sobre o caso, e eu estou extremamente grato", declarou Daniel Green em entrevista à ABC News.
A solicitação do juiz aconteceu durante uma comissão na Carolina do Norte. Gregory Weeks alegou que novos exames forenses no veículo de James Jordan apresentaram resultados negativos ou inconclusivos para o DNA de Daniel Green, informações que foram omitidas durante o julgamento original. Weeks afirmou estar "atormentado" por essa omissão há três décadas.
ENTENDA O CASO DO ASSASSINATO DE JAMES JORDAN
Em 1996, Daniel Green e Larry Demery foram condenados à prisão perpétua após confessarem o assassinato de James Jordan. De acordo com o depoimento de Demery, ele e Green planejavam roubar um motel quando se depararam com o carro de Jordan.
James Jordan teria acordado durante o crime e perguntado o que estava acontecendo. Em seguida, os dois homens atiraram nele e, após identificar a vítima, abandonaram o corpo em um bosque. "Acho que matamos o pai de Michael Jordan", teria dito Demery a Green após o crime.
Daniel Green, atualmente com 49 anos, cumpre sua pena em uma prisão na Carolina do Norte.
- Por Folhapress
- 15 Out 2024
- 09:20h
Foto: Reprodução / YouTube / Euronews
A cidade se chama Donetsk, tem 900 mil habitantes e está localizada no leste da Ucrânia. A maior parte da região está sob o controle da Rússia desde 2014 e é um dos mais ativos campos de batalha do conflito iniciado em fevereiro de 2022.
E foi também um dos locais visitados pela jornalista inglesa Zanny Minton Beddoes, diretora de redação da revista The Economist e que publicou um recente retrato minucioso da confusa situação em que civis e militares ucranianos convivem com a guerra contra um inimigo maior e mais poderoso.
Deu para saber, por exemplo, que Vlad é um capitão que antes do conflito era fotógrafo de casamentos. Ele comanda 42 militares bem próximos à linha de combate contra os russos. Vlad diz que os feridos de sua equipe são tratados no local em que se machucam porque a Rússia não respeita a Convenção de Genebra, que proíbe atirar em ambulâncias ou veículos que tenham estampada uma cruz vermelha.
A artilharia dos dois lados é dominada pelos drones. A região é uma planície a perder de vista com a monotonia da paisagem só quebrada pelas montanhas de entulho retirado desde o século 19 de dentro das minas de carvão.
Não muito longe dali Zanny Monton Beddoes encontrou dois soldados insatisfeitos e dispostos a falar mal da Ucrânia pela qual lutavam. Afirmaram ser desprezados por seus superiores, que os enviavam em missão mal-armados e sem munições. Disseram ainda que foram encarregados de tomar conta de um equipamento caro, embora não tivessem armas adequadas para se protegerem.
Não é esse, no entanto, o padrão. Há os veteranos que herdaram na Ucrânia as habilidades do antigo soldado soviético. Ou os inexperientes que são beneficiados pela doação de moderno material bélico, que parte de doadores ricos que atuam em conjunto com um setor industrial de armas de formação recente.
Um dos especialistas disse à jornalista da revista que, com os combates em curso, a Ucrânia tem hoje o mais competente Exército europeu. E que esse lado positivo não é desconhecido das avaliações feitas pela Otan -a aliança militar ocidental- à qual o país deseja entrar como forma de se proteger das agressões de Moscou.
Ivan Buriak, um soldado de 33 anos, é um dos militares que preenche a imagem de competência do atual Exército ucraniano. Ele se especializou na pilotagem de drones e se tornou um comandante de nível intermediário entre os operadores de naves não tripuladas. Os drones são hoje um dos tópicos da tecnologia de ponta da Guerra da Ucrânia. A Economist nada diz sobre os mísseis hipersônicos que a Rússia tem em seus arsenais.
Um dos especialistas consultados temperou a ideia de que os ucranianos seriam os únicos a estarem cansados dessa guerra e correrem o risco de serem derrotados por pura exaustão. A verdade é que o mesmo cansaço também atinge os russos, que em termos comparativos enfrentam ainda o desgaste político do presidente Vladimir Putin.
Por fim, Zanny Minton Beddoes discorre sobre os efeitos no conflito das eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos. Ela diz ter conversado sobre o assunto com Mike Pompeo, secretário de Estado no governo de Donald Trump. Segundo ele, se o republicano vencer, será um desastre para a Ucrânia.
- Por Folhapress
- 14 Out 2024
- 15:35h
Foto: YouTube
Os advogados de Sean "Diddy" Combs, preso por abuso sexual e extorsão, entre outras acusações, garantiram que seu caso seja investigado em sigilo de justiça. A data do julgamento do rapper ficou marcada para 5 de maio de 2025.
Para os advogados de Diddy, o vazamento de informações sobre o caso, em especial um vídeo do rapper espancando a ex-namorada, Cassie Ventura, teria sido feito de propósito para "desestabilizar o tribunal".
A defesa também destacou a maneira que a busca e apreensão foi realizada na casa do rapper. Segundo os advogados, ela foi "realizada intencionalmente, para maximizar a exposição da mídia". Eles criticaram a força excessiva usada contra os filhos de Diddy e outros vazamentos feitos pela promotoria com o objetivo de "manchar a reputação de Sr. Combs antes do julgamento".
Diddy está detido desde o dia 16 de setembro, no Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn, em Nova York. Seu advogado, Marc Agnifilo, contou um pouco da rotina do rapper para a revista americana People.
Segundo Agnifilo, a parte mais difícil é a comida. Diddy começa o dia às 6h com um café da manhã com cereais, frutas, torradas e um bolo. Às 11h, o almoço, geralmente uma combinação de uma proteína com uma massa ou salada. O jantar é servido após às 16h.
O rapper tem permissão para receber visitas, e já foi visitado por sua mãe, Janice Combs, e suas filhas gêmeas, D'Lila e Jessie. Diddy tem, ainda, mais cinco filhos que ainda não o visitaram.
O rapper, ainda, teve o privilégio de conversar com a família quando chegou ao tribunal no dia 10 de setembro, ao contrário da maioria dos réus criminais. Seus familiares foram vaiados durante a audiência.
- Bahia Notícias
- 14 Out 2024
- 07:21h
Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil
Um foi preso com armas de fogo no último sábado (12), próximo a um comício de Trump em Coachella, na Califórnia, conforme autoridades locais.
Segundo informações do departamento do xerife do condado de Riverside, o homem de 49 anos estava em um carro em um ponto de controle perto do evento de campanha.
Os investigadores também indicaram que ele estava com armas ilegais, incluindo uma pistola carregada, uma espingarda e um carregador de alta capacidade.
"Foi levado sob custódia sem incidentes e posteriormente autuado no Centro de Detenção John J. Benoit por posse de arma de fogo carregada e posse de um carregador de alta capacidade. O incidente não impactou a segurança do ex-presidente Trump ou dos participantes do evento", informa um comunicado.
O suspeito foi detido, mas foi liberado após pagamento de fiança no valor de US$ 5 mil.
- Por Diogo Bercito | Folhapress
- 13 Out 2024
- 12:02h
Foto: Reprodução
Os bombardeios israelenses sobre o Líbano transformaram a vizinha Síria —até há pouco tempo um país do qual se queria fugir— em receptora de milhares de pessoas.
Mais de 400 mil já deixaram o território libanês rumo ao sírio desde 23 de setembro, quando a ofensiva de Tel Aviv se intensificou. A maior parte deles, cerca de 300 mil, é de refugiados sírios, forçados a retornar para o inferno da guerra civil do qual tinham conseguido escapar.
"O fato de que tantos estão decidindo voltar para uma das grandes catástrofes humanitárias atuais mostra o nível de medo e de desespero que existe hoje no Líbano", diz Will Todman. Especializado na questão dos refugiados sírios, Todman é membro sênior do CSIS (Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais), com base em Washington.
A guerra civil na Síria remonta a 2011. Começou com protestos pacíficos contra o ditador Bashar al-Assad. A repressão do regime radicalizou a oposição, e as potências se envolveram, em especial Estados Unidos e Rússia —Moscou é um antigo aliado de Assad. Surgiram grupos terroristas, como o Estado Islâmico, agravando a situação. Mais de 500 mil morreram.
O conflito levou 6,5 milhões a deixar o país, a maior parte em territórios vizinhos. Cerca de 1,5 milhão foi para o Líbano. É a primeira vez que os sírios voltam ao seu país de origem em números tão expressivos — e de modo tão veloz.
Os ataques israelenses, que Tel Aviv afirma visarem a milícia extremista Hezbollah, já deixaram mais de 2.000 mortos no Líbano. Além disso, a vida dos refugiados sírios na última década não foi fácil. Eles não têm acesso a serviços básicos no país vizinho. Não têm nem direito a trabalhar, com exceção de setores específicos, como a agricultura. Isso faz com que estejam, nas palavras de Todman, "entre os grupos mais vulneráveis" vivendo no Líbano.
A situação piorou à medida que o país afundou no que o Banco Mundial descreve como uma das piores crises econômicas do mundo desde o século 19. Desde então, afirma Todman, políticos libaneses têm usado os refugiados como "bodes expiatórios", fomentando um crescente sentimento popular antissírio.
Com os bombardeios israelenses, os sírios estão no fim da fila para receber auxílio. Há relatos de locadores expulsando sírios de suas casas para abrigar famílias libanesas e de abrigos que se recusam a recebê-los, sob o argumento de não terem espaço.
Não há muitas informações confiáveis sobre o êxodo sírio. Analistas, porém, estimam que seja um movimento formado por, em grande parte, mulheres e crianças. Homens evitam voltar porque, uma vez em seu país, podem ser recrutados para o Exército —e teriam de lutar contra as forças rebeldes na guerra civil. Os combates arrefeceram, e Assad já cantou vitória. Mas o regime ainda não controla todo o território.
O trajeto em si já é perigoso, afirma Carlos Naffah, especialista na questão dos refugiados sírios no Líbano. O caminho entre Beirute e Damasco passa pelo vale do Beqaa, um dos alvos dos bombardeios israelenses. Tel Aviv já chegou a atacar a região do controle de passagem na fronteira.
De modo simplificado, a ditadura síria controla hoje as regiões centrais, incluindo a fronteira com o Líbano. Isso significa cerca de 70% do território. Forças rebeldes ocupam o noroeste, enquanto grupos curdos estabeleceram suas bases no nordeste. Há também alguns bolsões do Estado Islâmico, apesar de enfraquecidos.
Mesmo assim, segundo Naffah, a situação é mais estável do que no Líbano. "Temos que admitir que hoje a Síria é mais segura do que aqui", afirma. Ele fala de Beirute, por telefone, em um dos poucos momentos em que há sinal de celular. "Na Síria, você ainda pode ir de um vilarejo para o outro, enquanto no Líbano hoje nós temos medo de pegar a estrada."
Naffah menciona, também, algo que muitos brasileiros residentes no Líbano têm dito à reportagem: o isolamento do país. A fronteira sul, com Israel, é intransitável. A outra é com a Síria. Fora isso, a solução é pegar um avião no aeroporto de Beirute —que pode ser bombardeado e fechado a qualquer momento, como aconteceu no passado.
"Vamos ficar presos em uma situação catastrófica, num país que não tem agricultura nem reserva de grãos", afirma. "Será uma grande Gaza."
- Bahia Notícias
- 10 Out 2024
- 15:20h
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (9), que 7 mil brasileiros que vivem no Líbano manifestaram interesse em deixar o país por conta dos recentes conflitos entre Israel e o grupo radical Hezbollah.
Segundo o ministro, a repatriação depende de diversos fatores, e por isso ele pensa ser improvável que todos acabem retornando ao Brasil. Conforme Vieira, a projeção mais realista e concreta é de que cerca de 3 mil pessoas sejam repatriadas.
“Há alguns meses, começamos um trabalho de alertar a população sobre os problemas e dificuldades que poderiam advir da expansão do conflito na Palestina para os países da região e cerca de 7 mil pessoas disseram que eventualmente teriam o interesse em sair”, afirmou o ministro ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.
Conforme o ministro, este número não é absoluto e não significa que todos os pleiteantes sairão. De acordo com ele, várias situações podem interferir no processo, como a presença de familiares que não possam sair ou até mesmo a evolução do conflito. Mesmo assim, o ministro ainda afirmou que a missão será maior do que a realizada em 2023 para resgatar cidadãos na faixa de Gaza, quando aproximadamente 1.560 pessoas foram resgatadas.
Segundo o governo brasileiro, a prioridade nas listas de resgate é de mulheres, crianças, idosos e brasileiros não residentes no Líbano.
Até o momento, a operação já resgatou 456 pessoas e 6 animais por meio de dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB). Um terceiro voo chegou a Beirute na manhã desta quarta-feira e deve voltar ao Brasil até o fim do dia.
Ao ser questionado acerca da posição brasileira em frente ao conflito, o ministro ressaltou que a vontade do Brasil é de manter a sua tradição diplomática de promover a paz e o diálogo. Ele ainda afirmou que “ninguém sai ganhando de uma guerra”.
- Bahia Notícias
- 08 Out 2024
- 14:15h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
O prefeito da cidade de Chilpancingo, no México, foi assassinado e decapitado no domingo (6), seis dias após assumir o cargo. A morte de Alejandro Arcos foi anunciada nesta segunda-feira (7), pela presidente do país Claudia Sheinbaum. O Partido Revolucionário Institucional (PRI), ao qual Arcos pertencia, pediu justiça sob este “crime covarde”. últ
Vale lembrar que, no último dia 3 de outubro, o secretário municipal Francisco Tápia foi executado na mesma cidade.
Segundo informações da imprensa local, o Ministério Público Federal poderá investigar as motivações do crime.
“Sobre o lamentável acontecimento com o presidente municipal de Chilpancingo (…) estão sendo feitas as investigações necessárias para descobrir qual foi o motivo e, claro, para fazer as prisões correspondentes”, declarou Sheinbaum em sua coletiva de imprensa matinal.
De acordo com o Metrópoles, a presidente também informou que as autoridades federais estão trabalhando em conjunto com as do estado de Guerrero, onde fica Chilpancingo. “Estamos vendo se é necessário levar o caso à Procuradoria-Geral da República”, disse.
- Bahia Notícias
- 08 Out 2024
- 08:38h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (7), dia que marcou um ano do ataque do Hamas a Israel, que ele deveria receber 100% do voto judeu nas eleições estadunidenses de novembro. Em entrevista ao programa de rádio “Sid & Friends”, o republicano afirmou: “ninguém fez mais pelo povo judeu do que eu”.
No programa, o ex-presidente reafirmou o que tem dito nas últimas semanas: que os ataques jamais teriam ocorrido se ele fosse o presidente dos Estados Unidos. A declaração foi dada semanas após o ex-presidente afirmar que se não fosse eleito, “a culpa seria dos judeus”.
A declaração de Trump, dada durante um discurso na Cúpula Nacional do Conselho Israel-Americano em Washington, gerou polêmica, principalmente porque, em todas as pesquisas e nas últimas duas eleições que disputou, o ex-presidente obteve derrotas significativas entre os eleitores judeus.
Na entrevista ao programa de rádio, Trump ainda criticou o presidente Joe Biden, democrata, e que derrotou Trump nas eleições de 2020: “Esse cara é o pior presidente de política externa da história. Veja o que aconteceu com a Ucrânia. Veja o que aconteceu com 7 de outubro, isso nunca teria acontecido se eu estivesse lá. Nunca teria acontecido. Nem uma chance”.
- Por Leonardo Volpato | Folhapress
- 05 Out 2024
- 13:13h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Eminem, 51, vai ser avô. Filha dele, Hailie Jade Scott, 28, está grávida do primeiro herdeiro. E a revelação da novidade aconteceu por meio de um novo clipe lançado pelo músico no qual mostra o momento que foi surpreendido por ela com uma camisa escrito "vovô" e um ultrassom do bebê.
Em vídeo divulgado na última quinta (3), Eminem revela imagens de arquivo pessoal com sua família para o hit "Temporary", que no YouTube já conta com mais de 4 milhões de visualizações.
Mais para o final do clipe, Hailie entrega ao pai a imagem do bebê em sua barriga, o que o deixa literalmente de queixo caído e olhos arregalados.
Hailie é casada com Evan McClintock, um amor antigo. Ambos se conheceram em 2016 na universidade e ficaram noivos em 2023. Em 2022, o rapaz tomou coragem para pedir a mão da filha a Eminem, segundo a People.
- Por Victor Lacombe | Folhapress
- 01 Out 2024
- 14:29h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
A pouco mais de um mês para as eleições presidenciais nos Estados Unidos, o jornal americano The New York Times publicou um editorial nesta segunda-feira (30) declarando voto na candidata do Partido Democrata à Casa Branca, a vice-presidente Kamala Harris.
O artigo vem depois que o jornal publicou editoriais defendendo a desistência de Joe Biden da corrida eleitoral, em junho, e se posicionando em longo texto contra a volta de Donald Trump ao poder em julho, dizendo que o ex-presidente "não está apto a liderar".
O New York Times, fundado em 1851, tradicionalmente se posiciona em editoriais a favor de candidatos à Presidência —e não apoia um candidato republicano desde 1956, quando declarou voto em Dwight Eisenhower.
No texto publicado nesta segunda, o jornal se debruça principalmente sobre o que entende ser perigoso para a democracia americana caso Trump volte à Casa Branca. Diz que "é difícil de imaginar um candidato menos merecedor do cargo de presidente dos EUA do que Donald Trump", e que essa razão, "a despeito de discordâncias políticas", faz de Kamala Harris "a única escolha patriótica" para o cargo.
Sobre Kamala, o texto diz que "ela não é a candidata perfeita para cada eleitor, em especial aqueles frustrados e irritados com a incapacidade do governo de consertar o que está quebrado: do nosso sistema de imigração a escolas públicas e violência armada. Mas instamos o povo americano a comparar o histórico [de Kamala] com o de seu oponente".
O jornal contrasta o passado da vice-presidente como procuradora com as condenações de Trump na Justiça, que o republicano diz serem resultado de perseguição política. Também aponta falas do ex-presidente que indicariam que ele pretende "destruir os valores, desafiar as normas e desmontar as instituições que tornaram nosso país forte".
"Trump e seus apoiadores descreveram um plano para 2025 que daria a ele poder de executar suas promessas e ameaças mais extremas. Promete, por exemplo, transformar a burocracia do governo federal e o Departamento de Justiça em armas para atacar seus inimigos políticos."
No campo da política externa, o jornal afirma que Kamala representa uma continuidade na tradição americana de cultivar aliados que protegem interesses dos EUA ao redor do mundo, enquanto Trump, que costuma elogiar líderes como Vladimir Putin, da Rússia, Viktor Orbán, da Hungria, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte, ameaça destruir alianças democráticas.
O editorial conclui pedindo que "aqueles que enxergam o governo Trump com nostalgia ou sentem que suas vidas não melhoraram muito nos últimos três anos [do governo Biden] reconheçam que seu primeiro mandato foi um alerta, e que um segundo seria muito mais destrutivo. Kamala Harris é a única opção".
- Por Giuliana Saringer | Folhapress
- 30 Set 2024
- 08:08h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Uma guerra total no Oriente Médio "deve ser evitada", afirmou neste domingo (29) o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em meio a novos ataques do exército israelense que deixaram quase 50 mortos no Líbano e atingiram alvos em Gaza e em locais mais distantes, como o Iêmen.
Biden opinou sobre um conflito maior. Ao ser questionado por um jornalista sobre a possibilidade de evitar um conflito mais amplo na região, Biden respondeu: "Deve ser evitado. Realmente deve ser evitado".
Líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, foi morto neste sábado (28). Ontem, Biden deixou claro seu apoio aos atos do governo de Benjamin Netanyahu. Em comunicado, afirmou que "Nasrallah e o grupo terrorista que ele liderava, o Hezbollah, foram responsáveis pela morte de centenas de norte-americanos em um reinado de terror de quatro décadas".
CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO
Novos ataques de Israel no Líbano neste domingo (29) deixaram ao menos 77 mortos em diferentes regiões do país. No fim da tarde, os israelenses também anunciaram um bombardeio contra instalações do grupo paramilitar Houthi em um porto do Iêmen.
Cidades ao sul e ao nordeste do país foram atingidas, diz o Ministério da Saúde do Líbano. Um dos bombardeios atingiu Sidon, a principal cidade do sul, onde 24 pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas. Em Baalbek-Hermel foram 21 mortes e 47 feridos. Em Ain al-Delb, 32 morreram e 53 ficaram feridos, apontou o órgão na rede social X.
No Iêmen, os alvos foram os houthis —grupo aliado ao Hezbollah, ao Irã e ao Hamas nos conflitos regionais. Foram atingidas "usinas de energia e um porto marítimo usado para importar petróleo, que foram usados pelos houthis para transferir armas iranianas para a região, além de suprimentos militares e petróleo", diz o comunicado das Forças de Defesa de Israel. Ainda não há informação de vítimas civis.
- Bahia Notícias
- 27 Set 2024
- 16:23h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O número de argentinos vivendo abaixo da linha da pobreza aumentou no primeiro semestre de 2024, de acordo com levantamento do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O estudo, que abrange 31 aglomerados urbanos do país sul-americano, aponta que 52,9% dos argentinos estão em situação de pobreza.
Os novos dados reforçam a pressão sobre o presidente Javier Milei, que completou 10 meses de governo em setembro. No período, a Argentina segue passando por uma forte crise econômica e social, com dívidas elevadas, reservas internacionais escassas, câmbio enfraquecido e uma inflação na casa dos 236%.
Durante os seis primeiros meses da gestão de Milei, 3,4 milhões de pessoas ingressaram na faixa de pobreza, atingindo um total de 15,7 milhões de habitantes, um aumento de 11,2% em relação ao segundo semestre de 2023, quando 12,3 milhões de pessoas estavam nesta situação. O critério utilizado pelo Indec para classificar um cidadão abaixo da linha da pobreza foi o rendimento das famílias e o acesso a necessidades essenciais, como alimentos, vestimenta, transporte, educação e saúde.
Ainda conforme a pesquisa, 5,4 milhões de argentinos, ou 18,1% da população, estão em situação de indigência no país, 1,9 milhão a mais que no levantamento do segundo semestre de 2023, quando o número correspondia a 3,5 milhões de pessoas (11,9% da população). O Indec classifica como situação de indigência as pessoas que não têm acesso a uma cesta de alimentos suficiente para suprir as necessidades diárias de energia e proteína.
SITUAÇÃO ECONÔMICA DA ARGENTINA
Desde que Javier Milei assumiu o poder na Argentina, em dezembro de 2023, o índice mensal de preços caiu dos 25,5% quando assumiu para 4,2% em agosto deste ano. Ainda assim, o acumulado dos últimos 12 meses é de 236,7%. No entanto, o presidente argentino ainda trata esta queda inflacionária como um dos trunfos de sua gestão.
Milei tem uma política econômica focada no corte de gastos e no ajuste de contas públicas durante o seu mandato até aqui. A sua ideia é de que, melhorando a parte fiscal, a economia argentina exalará mais confiança a investidores, o que facilitará investimentos privados no país.
O chamado ‘Plano Motosserra’ de Milei determinou uma desvalorização do câmbio, paralisação de obras públicas e o corte de subsídios em tarifas de serviços essenciais. No entanto, ao mesmo tempo, em que a inflação desacelerou, a base de comparação subiu: desde o ano passado, os preços de água, gás, luz e transporte público estão bem mais altos.
Conforme planejado, apesar da impopularidade de suas ações, Milei viu as reservas de dólar aumentarem e a Argentina registrar o seu primeiro superávit fiscal desde 2008. Especialistas analisam, no entanto, que o câmbio permanece instável, as reservas não tem crescido rapidamente o bastante e a dívida pública continua a ser um problema. Com isso, o cenário a longo prazo começa a preocupar até quem inicialmente apoiou as medidas de Milei.
- Por Folhapress
- 25 Set 2024
- 09:49h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Sam Neill, 77, compartilhou com os fãs boas notícias sobre seu tratamento contra o linfoma angioimunoblástico, tipo raro e agressivo de câncer no sangue. Ele foi diagnosticado com a doença em 2022.
O intérprete de Alan Grant na franquia "Jurassic Park" festejou o fato de que a enfermidade está retrocedendo. "Estou em remissão. Vou [para o tratamento] uma vez por mês agora. Mas costumava ser três vezes por mês", contou ele à jornalista Kate Thornton, 51, em entrevista ao seu podcast "White Wine Question Time".
Neill diz que sua qualidade de vida melhorou muito com o sucesso do tratamento. "Como você pode ver, estou trabalhando duro e aproveitando muito a vida. Às vezes ainda tenho uns três ou quatro dias horríveis depois, mas, depois, tudo fica bem. Eu me animo, vou para a academia e tudo mais."
Para o ator, tamanha melhora em seu quadro clínico só foi possível graças aos avanços obtidos pela medicina recente. "Se isso tivesse acontecido comigo há 20 anos, eu não estaria aqui para falar com você. Sou muito grato não apenas pelo maravilhoso atendimento que recebi de médicos, enfermeiros e outros, mas também pelos avanços que foram feitos no tratamento dessas doenças nos últimos anos."
- Por Folhapress
- 23 Set 2024
- 08:04h
Foto: Reprodução / ABC News
Donald Trump disse neste domingo (22) que não deve concorrer novamente à Casa Branca se perder as eleições deste ano para Kamala Harris. A declaração do ex-presidente dos Estados Unidos, que tem 78 anos, foi feita à apresentadora Sharyl Attkinson no programa Full Measure.
"Não, eu acho que não. Eu acho que... que vai ser só isso", disse Trump quando questionado se ele disputará a eleição novamente em 2028, caso perca para Kamala.
"Eu não vejo isso de jeito nenhum", acrescentou o republicano sobre lançar outra candidatura à Presidência, afirmando que espera vencer as eleições deste ano, marcadas para o dia 5 de novembro.
Trump é o candidato a presidente mais velho da história dos Estados Unidos após Joe Biden desistir da tentativa de reeleição, e terá 82 anos nas eleições de 2028.
Biden tem 81 anos e foi pressionado pelo Partido Democrata a sair da disputa após um desempenho considerado desastroso que teve em debate com Trump em junho deste ano. O presidente apoiou Kamala, 59, para sucedê-lo como candidata do partido.
A vice-presidente está à frente de Trump nas pesquisas eleitorais, segundo média apontada pelo site FiveThirtyEight, ainda que por uma vantagem pequena, de 48,4% a 45,5%.
Neste sábado (21), Kamala aceitou o convite para um novo debate, na CNN, contra Trump em 23 de outubro, a menos de 15 dias das eleições americanas. O republicano, porém, disse que é tarde demais para debater novamente com a adversária.
Em um comunicado, a chefe da campanha de Kamala, Jen O'Malley Dillon, disse que a candidata do Partido Democrata "está pronta para outra oportunidade de dividir o palco com Donald Trump" e que ele "não deveria ter problemas em aceitar esse debate".
Trump, que estava na tarde deste sábado em um evento de campanha na Carolina do Norte, disse que já participou de dois debates e que o primeiro, contra Joe Biden na CNN, "foi muito justo" —na ocasião, o formato determinava que os dois moderadores não fariam checagem de fatos do que era dito pelos candidatos.
"Eles [a CNN] foram muito criticados pelos lunáticos da esquerda radical por serem muito justos. Em outras palavras, eles não serão justos novamente", disse Trump no evento.
Kamala rebateu neste domingo. Em um evento de arrecadação de recursos para a campanha, na cidade de Nova York, ela disse que Trump deveria aceitar a proposta de debate porque dois os candidatos "devem isso ao povo americano e aos eleitores".
"Nós deveríamos debater novamente", disse a candidata. "Meu oponente está arranjando um motivo para evitar [outro debate]".
- Por Folhapress
- 20 Set 2024
- 14:00h
Foto: Reprodução / YouTube
O Oriente Médio permaneceu sob tensão entre a noite de quinta-feira (19) e a manhã de sexta (20), quando Israel lançou dezenas de bombardeios contra o que diz serem lançadores de foguetes do Hezbollah no sul do Líbano —país que foi palco de explosões de pagers e walkie-talkies nos últimos dias.
O grupo libanês, por sua vez, disse que seus combatentes dispararam um míssil guiado contra tropas em Metula, uma cidade israelense na fronteira frequentemente alvo da facção ao longo do último ano.
De acordo com o Exército de Tel Aviv, dezenas de foguetes foram lançados contra o sul de Israel nas últimas horas —no total, cerca de 130, segundo o jornal local Times of Israel. Uma rádio israelense relatou que moradores de várias cidades no norte do país foram instruídos pelos militares a ficar perto de abrigos antiaéreos.
Pessoas da área de segurança do Líbano afirmaram à agência de notícias Reuters que este último foi o mais intenso ataque de Israel desde o início das hostilidades entre o grupo extremista e o Estado judeu, em outubro do ano passado. Naquele mês, bombardeios na fronteira entre os dois países passaram a ser constantes devido à guerra na Faixa de Gaza, na qual o Hezbollah está ao lado do Hamas contra Tel Aviv.
O aumento dos bombardeios fez a Unifil, missão de paz da ONU no Líbano, afirmar na manhã desta sexta que nas últimas 12 horas houve "uma intensificação pesada das hostilidades" em toda a fronteira entre o Líbano e Israel e na área de operações do órgão.
"Estamos preocupados com o aumento crescente da tensão ao longo da Linha Azul e instamos todos os atores a conter a situação imediatamente", disse o porta-voz da entidade, Andrea Tenenti, referindo-se à linha que delimita a fronteira entre o Líbano e Israel estabelecida em 2000 para marcar o limite da retirada de Tel Aviv, que havia invadido o vizinho em 1982 atrás de uma liderança palestina ali exilada.
Fontes de segurança do Líbano afirmam que os ataques aéreos israelenses desta sexta atingiram pelo menos três vilas no sul do país, sem mencionar possíveis vítimas. Já os bombardeios de quinta teriam deixado quatro pessoas feridas —não estava claro imediatamente se eram membros do Hezbollah.