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A logo da empresa de telecomunicações Oi é vista em um shopping de São Paulo em outubro de 2013 (Foto: Nacho Doce/Reuters/Arquivo)
A operadora de telecomunicações Oi, em recuperação judicial, encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 656 milhões, revertendo lucro consolidado de R$ 671 milhões obtido um ano antes. No entanto, em relação ao primeiro trimestre deste ano, as perdas foram menores. Naquele período, a Oi havia registrado prejuízo de R$ 1,64 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 1,435 bilhão, queda anual de 24,4%.A dívida líquida ficou em R$ 41,4 bilhões, contra R$ 40,8 bilhões ao fim de março deste ano. O investimento no país totalizou R$ 1,215 bilhão no trimestre, 16,7% maior que um ano antes.
Recuperação judicial
A empresa anunciou em junho o pedido de recuperação, incluindo no processo um total de R$ 65,4 bilhões em dívidas. A empresa é a maior operadora em telefonia fixa do país e a quarta em telefonia móvel, com cerca de 70 milhões de clientes. O pedido veio após a Oi ter anunciado que ainda não havia obtido acordo com credores para tentar reeestruturar sua dívida, considerada impagável. Este é o maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil. Até então, o maior era o da Sete Brasil (empresa de sondas de águas ultraprofundas), que envolveu R$ 19,3 bilhões. Como a Justiça aceitou o pedido, a empresa terá um prazo para elaborar plano de recuperação e, em seguida, buscar um acordo com os credores. Segundo a Oi, o objetivo do plano de recuperação judicial “é manter a prestação do serviço com qualidade aos clientes e equacionar o endividamento”. Em comunicado na ocasião, a empresa afirmou que "todas as nossas atividades de atendimento, vendas, instalação e manutenção estão sendo desempenhadas normalmente", e ressaltou que "tudo será mantido exatamente como está combinado, inclusive nas contas dos clientes e os preços praticados pela Oi, agora sob proteção da Justiça".
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(Foto: Reprodução)
Nova linha é voltada à compra de material para construção, reforma ou ampliação de imóveis e pode ser parcelada em até 240 vezes, com seis meses de carência A Caixa Econômica Federal anunciou a oferta de 7 bilhões para o Construcard, linha de crédito para financiamento de material de construção, até o fim de 2017. O montante pode ser ampliado se houver mais demanda, segundo a instituição. O produto foi reformulado no mês passado para dar mais agilidade e segurança à operação e melhorar a qualidade do atendimento. Hoje, o saldo do Construcard é de 6,4 bilhões de reais, aos quais os 7 bilhões de reais serão somados. A linha anunciada nesta segunda-feira financiará a aquisição de materiais para construção, reforma ou ampliação de imóvel, com prazo de até 240 meses e seis meses de carência.
Também podem ser financiados móveis planejados e equipamentos para aquecimento solar. A Caixa informa que divulgará em breve novas estratégias de estímulo ao produto, como parcerias com lojistas para a oferta de descontos e premiação para os clientes que fizerem compras em seus estabelecimentos. Nos últimos meses, o banco anunciou uma série de medidas para estimular o setor de construção no sentido de liberar mais 16 bilhões de reais para construtoras e pessoas físicas. O banco reabriu o Plano Empresário – linha para financiamento das obras, paralisada desde o início de 2015. Para ter acesso ao crédito, as construtoras terão de ter 20% das unidades vendidas, patamar inferior ao exigido pelos privados, em torno de 35%, mas que já chegou a 50%. Também ampliou os limites de financiamento para imóveis novos (de 70% para 80% do valor do bem) e usados (de 60% para 70%), além de dobrar de 1,5 milhão de reais para 3,0 milhões de reais o valor limite das unidades que podem ser financiadas.
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A Receita Federal libera, a partir das 9h desta segunda-feira (8), consultas ao terceiro lote de restituições do Imposto de Renda 2016 e a lotes residuais, de quem caiu na malha fina, de 2008 a 2015. Estão incluídos no lote 1.904.205 contribuintes, totalizando R$ 2,52 bilhões em restituições. O pagamento será feito na próxima segunda-feira (15), e os valores serão corrigidos em 4,38%. Considerando também os lotes residuais (para quem caiu na malha fina, mas regularizou a situação com o Fisco), o pagamento será feito para 1,95 milhão de pessoas neste mês, no valor de R$ 2,65 bilhões. "Desse total, R$ 191.606.241,72 referem-se ao quantitativo de contribuintes de que trata o Art. 69-A da Lei nº 9.784/99, sendo 36.977 contribuintes idosos e 4.379 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave", acrescentou a Receita Federal.
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O Dia dos Pais deve movimentar R$ 4,2 bilhões em vendas no comércio. O número faz parte de uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta segunda-feira (1º). “O Dia dos Pais figura entre as seis datas comemorativas mais importantes do calendário varejista”, observou Fábio Bentes, economista da CNC. Ainda segundo ele, sapatos masculinos, tênis, CDs e DVDs devem ter maior demanda em função de preço. A expectativa é de que mais da metade das vendas do Dia dos Pais venham dos segmentos de hiper e supermercados (36,3%), vestuário e calçados (19,7%). Artigos de uso pessoal e doméstico ocupam o terceiro lugar, com 13,2%, seguidos de produtos de farmácias e perfumarias, com 10,1%. Neste ano, o Dia dos Pais será em 14 de agosto.
Emprego no comércio
O período deve ainda gerar postos de trabalho temporário. Nos cálculos da CNC, 24,2 mil vagas devem ser ofertadas em todo o comércio. De cada três vagas criadas, duas deverão ocorrer nos segmentos de hiper e supermercados. No total, apenas esse setor deve gerar 10,8 mil postos. Vestuário e acessórios devem oferecer 5,1 mil vagas. O salário médio de admissão desses trabalhadores deverá ser de aproximadamente R$ 1.198.
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A Receita Federal informou que serão liberadas na próxima segunda-feira (8), a partir das 9h, as consultas ao terceiro lote de restituições do Imposto de Renda 2016 e a lotes residuais, de quem caiu na malha fina, de 2008 a 2015. Estão incluídos nesse terceiro lote de restituição do IR deste ano 1.904.205 contribuintes, totalizando R$ 2,52 bilhões em restituições. O pagamento será feito no dia 15 de agosto. Os valores serão corrigidos em 4,38%. Considerando também os lotes residuais (para quem havia caído na malha fina, mas regularizou a situação com o Fisco), o pagamento será feito para 1,95 milhão de pessoas neste mês, no valor de R$ 2,65 bilhões. "Desse total, R$ 191.606.241,72 referem-se ao quantitativo de contribuintes de que trata o Art. 69-A da Lei nº 9.784/99, sendo 36.977 contribuintes idosos e 4.379 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave", acrescentou a Receita Federal.
- Portal Nacional de Seguros
- 30 Jul 2016
- 16:01h
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Retração economica que afeta o país torna a liberação ainda mais complexa. O governo federal anunciou que os beneficiários do INSS terão a primeira parcela do 13º salário antecipada até o dia 8 de agosto, mediante decreto divulgado no Diário Oficial desta segunda-feira (25). Após forte pressão de sindicatos e associações de defesa dos beneficiários, quem recebe da Previdência aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou salário-maternidade, terá a primeira parcela do abono anual sem descontos. Em novembro, quando o governo depositará a segunda metade da bonificação natalina, serão descontados as taxas e encargos obrigatórios. De acordo com a equipe do governo Michel Temer os segurados que recebem até um salário mínimo (R$ 880) e tem seus cartões de benefícios terminados em 1, terão suas parcelas creditadas em agosto. Quem recebe do INSS acima de R$ 880, receberá a primeira metade do 13º em setembro. Nos casos específicos de auxílio-doença e salário-maternidade, o valor do abono anual será proporcional aos meses de concessão.
Já os segurados que recebem benefícios sociais não têm direito ao abono concedido pelo executivo nacional. “Quem recebe seu benefício pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), por Lei não faz jus ao recebimento do abono, isso porque seu benefício não é previdenciário”, é o que informa Carla Oliveira, consultora jurídica da Associação Brasileira de Apoio aos Aposentados, Pensionistas e Servidores Públicos, a ASBP. Desde 2006, aposentados, pensionistas e segurados do INSS recebem a primeira parte do 13º antecipadamente. Essa medida foi adotada após acordo entre o então presidente Lula e os representantes dos beneficiários do INSS. O depósito da metade do abono passou a ser feito com a folha de agosto, com o crédito no começo do mês de setembro. De lá para cá, apenas no ano passado os depósitos da metade do abono anual não foram processados, devido à retração econômica que afetou o país.
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O governo publicou um decreto no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (25) em que estabelece para agosto o pagamento da primeira parcela do 13º para aposentados e pensionistas. A parcela de agosto será correspondente a até 50% do benefício do mês. A segunda parcela, ainda de acordo com o decreto, será paga junto com os benefícios de novembro. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em junho, já havia anunciado as datas do pagamento. Desde 2006, o governo antecipa a primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas na folha de agosto. No ano passado, porém, em meio ao ritmo fraco da economia e a consequente queda da arrecadação, o governo, ainda sob o comando da presidente afastada Dilma Rousseff, só fez o pagamento da primeira parcela em setembro. Antes dessa decisão, o governo havia anunciado que o pagamento do 13º salário daquele ano seria feito todo em novembro. Mas foi obrigado a recuar diante de protestos - o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o governo federal a fazer a antecipação. Por lei, a primeira parcela tem de ser paga até 30 de novembro de cada ano. "O 13º dos aposentados será pago no prazo ordinário. Vai ser como sempre foi, com exceção de 2015", disse Padilha na ocasião, após um reunião do grupo que discute uma proposta de reforma da Previdência, no Palácio do Planalto.
- Joana D'ark Cunha Santos | Assessoria Parlamentar
- 25 Jul 2016
- 12:29h
O encontro atrai todos os anos pesquisadores, empresários, produtores de café, estudantes e interessados de várias partes do país.(Foto: Divulgação)
Começou neste domingo (24) e vai até a próxima terça-feira (26) o 10º Encontro Nacional do Café, realizado na Fazenda Vidigal, em Barra do Choça.O encontro é realizado pela Associação dos Produtores de Café da Bahia e prefeitura Municipal de Barra do Choça e organizado pelos empresários Carlos Novaes, Gianno Brito e Valéria Barra do Choça faz parte do território do Planalto da Conquista, região produtora de café arábica que se destaca pela alta qualidade do grão em virtude do tipo de clima e solo, e que é exportado para várias partes do mundo pela suas características próprias de acidez, doçura e aroma. O encontro atrai todos os anos pesquisadores, empresários, produtores de café, estudantes e interessados de várias partes do país para a difusão de novos conhecimentos e novas tecnologias acerca da produção do café, com palestras, minicursos, estandes e também mostra de arte.
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A Caixa Econômica Federal vai levar pelo menos mais dois meses para tirar do papel o uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados. A nova linha, com condições mais favoráveis aos trabalhadores, tendo em vista que a garantia diminui o risco de os bancos tomarem calote, deveria estar em vigor desde 30 de março, quando o governo da presidente afastada Dilma Rousseff mandou a Medida Provisória (MP) ao Congresso. Mas só vai estar disponível, segundo estimativas do governo, em setembro. O trabalhador que queira usar 10% do saldo do FGTS e a totalidade da multa rescisória (de 40% sobre o total depositado pelo empregador) como garantia para um empréstimo consignado ainda não vai encontrar essa opção porque o sistema que permitiria aos bancos criar a linha não foi desenvolvido pela Caixa. O banco respondeu, em nota, que, nas próximas semanas, vai iniciar as “tratativas no âmbito técnico”, inclusive sobre a formatação do modelo operacional. Só então poderá estimar o prazo para desenvolvimento e implantação do novo serviço. “A Caixa destaca que já tem desenvolvido estudos e adotado medidas internas que independem da formatação do respectivo modelo operacional, de modo a favorecer a implantação mais qualificada desse novo processo”, afirmou a instituição. O conselho curador do FGTS, formado por representantes do governo, dos trabalhadores e dos patrões, também não fez sua parte, que era definir as condições desse empréstimo, ou seja, as taxas mensais e o número máximo de parcelas que podem ser cobrados nas operações. Segundo o coordenador-geral do FGTS no Ministério do Trabalho, Bolivar Moura Neto, a decisão sobre as características desses empréstimos só deve sair em setembro. Nesta quarta-feira, o conselho curador se reúne, mas o assunto não está na pauta. Uma das propostas é que os juros do consignado com garantia do FGTS sejam semelhantes aos cobrados nas operações para os aposentados do INSS, de 2,34% ao mês.
No entanto, segundo Moura Neto, o conselho curador só quer bater o martelo sobre a taxa quando for possível que os trabalhadores contratem a operação no dia seguinte, o que depende da Caixa. Os bancos cobram juros menores – em comparação com outras linhas – nos empréstimos consignados porque os descontos são feitos diretamente na folha de pagamento. No caso dos trabalhadores da iniciativa privada, porém, havia resistência por parte das instituições financeiras por conta do risco de os empregados serem demitidos. Os bancos eram mais restritivos aos trabalhadores da iniciativa privada por conta desse risco. A maior parte do consignado é destinada a funcionários públicos e aposentados e pensionistas do INSS, que respondem por mais de 90% do que foi desembolsado. Juro maior. O risco de calote por causa da demissão também encarecia as operações para os trabalhadores do setor privado que pagaram, em média, 43,9% de juros ao ano, em maio, segundo dados do Banco Central, enquanto os funcionários públicos e beneficiários do INSS pagaram 27,7% e 30,7% no período, respectivamente. Mesmo assim, as taxas foram menores do os 53,9% cobrados, em média, nas operações de crédito pessoal. Mesmo sendo usados como “caução” nos empréstimos consignados, os recursos do FGTS não ficarão bloqueados na conta do trabalhador. Ele poderá usar, por exemplo, para moradia ou doença quando ele for demitido, seguindo as regras do fundo. Os 10% do total mais a multa só serão destinados ao pagamento do consignado caso haja necessidade desse montante para quitar o resto do empréstimo no momento da demissão. Colocar em “banho-maria” a operacionalização do empréstimo consignado com garantia do FGTS também foi uma forma de conter as críticas à medida dentro do conselho curador do fundo. “Estamos dando uma corda para o trabalhador se enforcar”, diz Luige Nese, da Confederação Nacional de Serviços (CNS). Ao propor a medida, o governo Dilma estimou que se apenas 10% do total do FGTS mais as multas por demissão sem justa causa fossem usados, seriam injetados R$ 17 bilhões na economia.

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O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou nesta quarta-feira (20), que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, vai encaminhar ao Congresso, até o fim do ano, propostas para a reforma trabalhista e para regulamentar o processo de terceirização no país. Ainda deve fazer parte do pacote um projeto para tornar permanente o Programa de Proteção ao Emprego, criado na gestão de Dilma Rousseff em caráter provisório. "A nossa legislação trabalhista é da década de 40, quando o trabalhador ia para uma planta de fábrica cumprir jornada de trabalho. Na década de 70, novas atividades econômicas foram incorporadas na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. A CLT virou uma colcha de retalhos que permite interpretações subjetivas", disse Nogueira, durante café da manhã com jornalistas nesta quarta. Segundo o ministro, a reforma trabalhista deverá contemplar uma legislação "simplificada e clara", mas não permitirá o parcelamento das férias e do décimo terceiro salário. Ele disse que a reforma será feita sem retirar os "direitos básicos" dos trabalhadores. "O trabalhador não vai ter nenhum prejuízo com a atualização", declarou. De acordo com Nogueira, porém, a reforma trabalhista prestigiará a negociação coletiva para tratar de temas como salário e tamanho da jornada dos trabalhadores - indicando que a CLT poderá ser flexibilizada nesse sentido.
Terceirização
Sobre a terceirização, o ministro do Trabalho informou que a proposta do governo contemplará a regulamentação de contratos de "serviço especializado", mas não deu mais detalhes sobre o assunto. Segundo ele, o governo ouvirá os trabalhadores, os empregadores e especialistas, e buscará uma proposta próxima do "consenso". Questionado por jornalistas se o governo do presidente em exercício, Michel Temer, apoia oprojeto que passou na Câmara, que permite que qualquer atividade seja terceirizada, ele não respondeu. Esse projeto aguarda votação do Senado. O ministro disse, entretanto, que pontos do projeto que passou na Câmara poderão ser aproveitados na proposta do governo - mas não esclareceu quais. Atualmente, uma súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST) prevê que as empresas só podem subcontratar serviços para o cumprimento das chamadas atividades-meio, mas não atividades-fim. Ou seja, uma universidade particular pode terceirizar serviços de limpeza e segurança, mas não contratar professores terceirizados.
PPE
O ministro disse ainda que o governo pretende tornar permanente o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que permite a redução da jornada de trabalho e de salários de funcionários de empresas em dificuldades financeiras para evitar demissões. Atualmente, o PPE tem data para acabar: 31 de dezembro de 2017. Após o fim deste ano, nenhuma nova empresa poderia aderir ao programa e mesmo aquelas que já estão dentro teriam o benefício extinto no final do ano que vem. O objetivo do governo, segundo Nogueira, é enviar um projeto de lei aoCongresso propondo a permanência do programa após essa data. O governo informou, ainda que pretende que outros setores, como o de serviços, passem a acessar mais o PPE. Atualmente, apenas uma empresa do setor de serviços participa do programa. "O Brasil está saindo da crise, retomando o crescimento, a empregabilidade e a confiança do mercado. As empresas não precisarão mais do PPE, mas o programa estará à disposição do trabalhador. Estamos lançando um grande programa de qualificação profissional", declarou o ministro do Trabalho. Lançado há pouco mais de um ano, o PPE foi criado para frear as demissões no país em meio ao agravamento da crise econômica. Para participar, as empresas têm que atender aos critérios de um 'índice' de geração de empregos e precisarão esgotar primeiro a utilização do banco de horas e períodos de férias, inclusive coletivas. O PPE permite a diminuição temporária de até 30% das horas de trabalho, com redução proporcional do salário pago pelo empregador, para empresas de todos os setores em dificuldades financeiras. A diferença do salário é parcialmente compensada pelo governo, que vai pagar 50% da perda com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Essa compensação está limitada a R$ 900,84, que corresponde a 65% do maior benefício do seguro-desemprego, que é de R$ 1.385,91. Os recursos são repassados às empresas pela Caixa Econômica Federal.
'Pente fino' no seguro-desemprego
Nogueira informou ainda que o governo pretende levar adiante e um "pente fino" nos beneficiários do seguro-desemprego para evitar fraudes, a exemplo do que já está sendo feito com o auxílio-doença e aposentadorias por invalidez. O ministro do Trabalho disse que o governo vai trabalhar para acabar com as filas na concessão do seguro-desemprego.
Emprego formal negativo em junho
O Ministério do Trabalho informou ainda que o resultado do emprego formal registrará mais demissões do que contratações em junho deste ano. Deste modo, será o décimo quinto mês com fechamento de vagas. Apesar disso, o ministro disse que os resultados negativos estão menores do que no ano passado. "Já chegamos no fundo, no marco zero, e agora estamos na primeira marcha, retomando emprego", declarou ele.
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Mais de 1,5 milhão de contribuintes recebem hoje a restituição do Imposto de Renda. Foram creditados R$ 2,7 bilhões. O lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física contempla restituições de 2016 e também dos exercícios de 2008 a 2015. No segundo lote deste ano, foram atendidos 1,490 milhão de contribuintes, totalizando mais de R$ 2,5 bilhões. Do valor total dos lotes, R$ 951,6 milhões se referem aos contribuintes que, por lei, têm preferência no recebimento da restituição. São 477.147 contribuintes idosos e 51.310 contribuintes portadores de alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.
Telefones
Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá entrar em contato com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento: 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Os valores restituídos são corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerer, por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no serviço virtual de atendimento da Receita, o e-CAC, em Extrato do Processamento da DIRPF. Para facilitar a consulta às declarações, a Receita disponibiliza aplicativo para tablets e smartphones. Com ele, será possível analisar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do Imposto de Renda Pessoa Física e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.
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Feijão, manteiga e leite elevaram o custo da cesta básica em 27 capitais brasileiras de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada em junho de 2016 e divulgada nesta quarta-feira, 6, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Salvador ocupou a 25ª posição entre as cidades pesquisadas como uma das cestas mais baratas do país. Mas a capital baiana apresentou o segundo maior aumento de feijão (72,73%) em relação a maio último . O maior reajuste da leguminosa foi registrado em Aracaju (106,96% ) e em terceiro lugar, Porto Velho (69,86%). O tomate, por outro lado, sofreu redução de -26,01% na capital baiana, alimento que também sofreu reduções em outras cidades como João Pessoa (-24,31%) e Maceió (-18,35%). O valor da cesta básica registrada em Salvador foi de R$ 365,77, com uma variação mensal de 3,29%. O valor da cesta representa 45,18% do salário mínimo líquido ou 91h26m de trabalho para obter este valor.
Aumentos
Em junho, o custo do conjunto de alimentos básicos aumentou em 26 das 27 capitais do Brasil. Neste período, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 101 horas e 09 minutos, maior do que a jornada calculada para maio, de 97 horas. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo após o desconto da Previdência Social, é possível verificar que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu no mês passado, quase metade dos vencimentos (49,98%) para comprar os mesmos produtos que, no mês de maio, representavam 47,93%. do salário mínimo.
Salário
De acordo com o Dieese, em junho, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.940,24. O valor é 4,48 vezes o salário em vigor, de R$ 880. O valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 27 capitais. Em junho, o maior valor foi registrado em São Paulo (R$ 469,02). A diferença entre o salário mínimo real e o necessário subiu de maio para junho. No mês anterior, o ideal era que o mínimo fosse de R$ 3.777,93.
Variações
De janeiro e junho de 2016, as 27 cidades tiveram alta, com maiores variações em Goiânia (25,59%), Aracaju (23,22%) e Belém (19,13%), e menores em Manaus (4,41%), Curitiba (6,31%) e Florianópolis (9,24%).
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A partir deste mês, em Vitória da Conquista, só haverá voos até às 19h. O voo pernoite da Passaredo em Conquista deve ser cancelado.(Foto: Reprodução)
Diante da crise e a consequente queda na demanda, as companhias Azul e Passaredo, que atuam nos aeroportos no interior baiano, estão reduzindo ou remanejando a programação de voos em algumas cidades. Segundo informou a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), responsável pela gestão dos aeroportos regionais, houve este ano redução de voos em Barreiras, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Feira de Santana e Valença. A partir deste mês, em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, só haverá voos até às 19h. O voo pernoite da Passaredo em Conquista deve ser cancelado. Já a Azul Linhas Aéreas divulgou nota comunicando que deve manter a quantidade atual de voos, cancelando a programação antiga da companhia que previa o fim das operações na cidade
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Os defensores de uma idade mínima de aposentadoria para mulheres menor que a de homens argumentam que elas trabalham mais –somando as tarefas domésticas– e recebem menos ao longo da vida profissional.Por outro lado, a expectativa de vida delas é superior à dos homens (78,8 e 71,6, respectivamente). Logo, elas receberiam o benefício por mais tempo do que seus parceiros. Pesquisa do IBGE mostra que, entre 2000 e 2010, a participação da mulher no mercado de trabalho e os salários pagos a elas cresceram, mas continuaram inferiores aos dos homens.O rendimento médio real da população feminina passou de R$ 959 em 2000 para R$ 1.074 em 2010, enquanto o dos homens foi de R$ 1.471 para R$ 1.587, segundo o estudo Estatísticas de Gênero.
Já a taxa de atividade –proporção de pessoas empregadas ou procurando colocação– das mulheres subiu de 50,1% para 54,6% no período, enquanto a dos homens caiu de 79,7% para 75,7%. Ao mesmo tempo, a jornada total de trabalho delas –incluindo as atividades domésticas– soma 56,4 horas semanais, quase cinco horas superior à masculina, de acordo com dados do IBGE. Uma das propostas discutidas pelo governo do presidente interino, Michel Temer, com as centrais foi a a redução na diferença para aposentadoria entre homens e mulheres. Em artigo para a Folha 2014, o atual secretário da Previdência, Marcelo Abi-Ramia Caetano, disse reconhecer os argumentos a favor de regras diferentes, mas discordar que o problema deva ser resolvido na aposentadoria."Afinal, o que a Previdência tem a ver com discriminação de gênero?", escreveu.
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Cerca de 1,4 milhão de trabalhadores ainda não sacaram o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) referente ao ano-base 2014, divulgou o Ministério do Trabalho. O prazo para retirar o benefício acaba amanhã. De acordo com o balanço mais recente do Ministério do Trabalho, até o último dia 24, 94,14% dos 23,6 milhões de trabalhadores que têm direito ao abono salarial sacaram o dinheiro. O benefício, equivalente a um salário-mínimo (R$ 880), é pago a empregados que tenham trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2014 e tenham recebido até dois salários-mínimos por mês nesse período. O trabalhador também precisa estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido os dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Até agora, foram sacados R$ 18,3 bilhões. Os recursos não sacados retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O abono salarial é um dos benefícios pagos pelo FAT, que também custeia o seguro-desemprego, os cursos de qualificação profissional feitos em parceria com os governos estaduais e a participação na receita dos órgãos e entidades para os trabalhadores públicos e privados. Destinado a trabalhadores da iniciativa privada, o PIS é pago na Caixa Econômica Federal. Quem possuir o Cartão Cidadão pode sacar o benefício em casas lotéricas ou em terminais de autoatendimento da Caixa. Quem não tiver o cartão, pode receber o dinheiro em qualquer agência do banco, desde que leve documento de identificação. Empregados domésticos não têm direito ao benefício, porque o PIS é recolhido somente por empresas privadas. Destinado a servidores públicos, o Pasep é pago pelo Banco do Brasil. O dinheiro costuma ser depositado diretamente na conta. Caso o crédito não tenha sido feito, o trabalhador pode ir a qualquer agência da instituição financeira e apresentar um documento de identificação. Em caso de dúvidas, os beneficiários do PIS podem ligar para a Central de Atendimento da Caixa Econômica, no telefone 0800-726-0207. Quem tem direito ao Pasep pode obter informações no telefone 0800-729-0001, do Banco do Brasil.
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