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Petrobras anuncia queda no preço da gasolina e do diesel nas refinarias

  • 09 Nov 2016
  • 10:13h

(Foto: Reprodução)

Petrobras anunciou nesta terça-feira (8) uma nova redução dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. A queda do preço do diesel será de 10,4% do e da gasolina, de 3,1%. Em outubro, a Petrobras já havia reduzido o preço da gasolina e do diesel, na primeira queda desde 2009. No entanto, a redução não foi passada pelos postos aos consumidores. Segundo a Petrobras, se a redução desta terça for integralmente repassado nas bombas ao consumidor final, o preço do diesel pode cair 6,6%, ou cerca de R$ 0,20 por litro. Já o efeito sobre os preços da gasolina seria de queda de 1,3% ou R$ 0,05 por litro. A empresa, no entanto, lembra que a queda do preço para o consumidor final não é direta, e "dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de petróleo, especialmente distribuidoras e postos de combustíveis".

Em outubro, quando a Petrobras anunciou a primeira redução, o presidente da estatal, Pedro Parente, já havia adiantado que novas reduções poderiam ser anunciadas. "Pode-se esperar um maior número de reajustes. A expectativa é que a gente possa fazer uma avaliação mais rápida dos nossos preços", disse na ocasião. Nesta terça, a Petrobras informou que metodologia definida pela empresa "prevê a revisão dos preços cobrados nas refinarias pelo menos uma vez por mês", com objetivo de "implementar uma política de preços competitivos que reflita os movimentos do mercado internacional de petróleo em períodos mais curtos".

Veja abaixo a íntegra da nota da Petrobras:

"De acordo com a política de preços anunciada pela Petrobras no dia 14/10/2016, o Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) se reuniu na tarde de hoje e decidiu reduzir o preço do diesel nas refinarias em 10,4% e da gasolina em 3,1%. A combinação de queda no preço do petróleo e derivados entre o dia 14/10 e hoje, que chega a 12,1%, e a redução da participação da companhia nas vendas ao mercado interno têm impactos sobre o nível de utilização dos ativos da Petrobras, especialmente no refino, sobre os níveis de estoques e também sobre os fluxos de importação e exportação. Essas variáveis justificaram uma correção maior nos preços do diesel que na gasolina. A metodologia definida pela Petrobras prevê a revisão dos preços cobrados nas refinarias pelo menos uma vez por mês após análise do comitê formado pelo presidente da companhia, o diretor de Refino e Gás Natural e o diretor Financeiro e de Relação com Investidores. O objetivo é fazer com que a Petrobras possa implementar uma política de preços competitivos que reflita os movimentos do mercado internacional de petróleo em períodos mais curtos. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de petróleo, especialmente distribuidoras e postos de combustíveis. Se o ajuste feito hoje for integralmente repassado, o diesel pode cair 6,6% ou cerca de R$ 0,20 por litro, e a gasolina 1,3% ou R$ 0,05 por litro."

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Multas de trânsito ficarão mais caras a partir desta terça-feira (1º)

  • 31 Out 2016
  • 12:51h

(Foto: Reprodução)

As multas de trânsito ficarão mais caras amanhã. Esse é o primeiro reajuste em 16 anos. As mudanças são resultado de uma lei sancionada pela então presidente Dilma Rousseff (PT), em maio. Além do aumento, a legislação fará outras mudanças no Código de Trânsito Brasileiro. As infrações leves são as que sofrerão maior reajuste. O valor passará de R$ 53,20 para R$ 88,38. Já as gravíssimas, hoje R$ 191,54, passarão para R$ 293,47. Dirigir ao celular passará de infração média para gravíssima. Estacionar em vaga de idosos ou deficientes, antes grave, e se recusar a fazer o teste do bafômetro, que não era infração, passam a ser gravíssimas. Atingir 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação também terá consequências graves. O tempo de suspensão do direito de dirigir será maior: o mínimo, que hoje é de um mês, passará a ser de seis meses.

Ligações interurbanas ficarão mais baratas em 587 municípios; veja lista

  • 29 Out 2016
  • 10:19h

(Foto: Reprodução)

As ligações entre 587 municípios vizinhos deixarão de ser consideradas interurbanos e passarão a ter o custo de ligação local a partir do próximo domingo (30) (veja abaixo a lista com todas as cidades). Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), essa mudança deverá proporcionar uma redução de cerca de 60% no custo da ligação. A mudança vale para 281 municípios do Sul do Brasil; 199, na região Nordeste; 69, no Sudeste; e 38, na região Norte. A alteração faz parte do novo regulamento sobre áreas locais aprovado pela Anatel e publicado pela agência reguladora em maio deste ano. De acordo com a Anatel, a economia real com a alteração depende do plano contratado pelo cliente da empresa de telefonia, mas no plano básico o custo médio do minuto passará de R$ 0,20 para R$ 0,08. Dados da Anatel de junho deste ano apontam que 25,30% dos assinantes da Oi; 9,64% da Telefônica; 8,60%  da CTBC Telecom, e 7,87% da Sercomtel utilizam os planos básicos de serviço.
 

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Aneel altera tarifa para novembro e contas de luz ficarão mais caras

  • 29 Out 2016
  • 08:52h

(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (28) que as contas de luz vão ficar mais caras no mês de novembro. O órgão alterou a cor da bandeira tarifária para amarela, o representa custo de R$ 1,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos. A mudança foi necessária pois o Operador Nacional do Sistema (ONS) informou que "a condição hidrológica está menos favorável". Com menos chuvas nos reservatórios, foi necessário acionar mais usinas termelétricas - que têm custo de produção mais alto - para a produção de energia elétrica. O sistema de bandeiras tarifárias entrou em vigor em 2015. De acordo com o G1, desde abril a cor da bandeira foi verde em todos os meses. Quando o abastecimento das usinas hidrelétricas é suficiente, a bandeira fica verde e não há cobrança adicional. A terceira bandeira é a vermelha, quando são estabelecidos dois patamares: um de R$ 3 e outro de R$ 4,50 para cada 100 kWh.

Preços de gasolina, diesel e etanol subiram na semana, aponta ANP

  • 23 Out 2016
  • 15:02h

(Foto: Reprodução)

Os preços médios dos combustíveis nos postos do país subiram nesta semana mesmo depois do anúncio da Petrobras de redução de preços do diesel e da gasolina nas refinarias, aponta levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na semana encerrada nesta sexta-feira (21), o preço médio da gasolina no país foi de R$ 3,671 o litro, quase 2 centavos acima do valor registrado na semana anterior. A ANP monitora semanalmente os preços da gasolina, etanol e diesel em todo o país. Os pesquisadores coletam os dados sobre gasolina em 5.667 postos do país. Os dados sobre etanol e diesel são coletados em 5.185 e 3.599 postos, respectivamente. Segundo o levantamento, o preço médio da gasolina ao consumidor no país passou de R$ 3,654 o litro na semana passada para R$ 3,671 o litro – uma diferença de quase 2 centavos. No diesel, a alta foi menor, de menos de um centavo (R$0,003), de R$ 3,002 o litro na semana passada para R$ 3,005 o litro nesta semana. A maior alta foi registrada no etanol, cujo preço médio do litro avançou de R$ 2,633 para R$ 2,684 – um aumento de cerca de 5 centavos. 

Beneficiário do Bolsa Família doou R$ 75 milhões para campanha, diz TCU

  • 17 Out 2016
  • 20:03h

(Foto: Reprodução)

Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que um beneficíário do Programa Bolsa Família doou R$ 75 milhões para uma campanha eleitoral deste ano. As identidades desse doador e do candidato não foram divulgadas. Esse é um dos casos de possíveis irregularidades apontados no levantamento feito pelo TCU, que levou em conta as prestações de contas dos candidatos e dados do TSE. O levantamento mostrou que R$ 1,41 bilhão das receitas e despesas das campanhas eleitorais de 2016 tem possíveis irregularidades. O valor representa mais de metade dos R$ 2,23 bilhões arrecadados por candidatos e partidos neste ano. De acordo com o TSE, há, entre os doadores, 290 falecidos.Outra suspeita apontada pelo tribunal está na doação de R$ 50 milhões por uma pessoa que não tinha renda compatível e a de um prefeito que doou R$ 60 milhões para o seu diretório municipal.  Os casos suspeitos incluem ainda uma agência de publicidade com apenas dois funcionários e que foi contratada por R$ 219 mil e outra empresa de produção, que tem entre os seus sócios um beneficiário do Bolsa Família, que recebeu R$ 3,57 milhões. As informações são resultado da parceria entre o TSE e diversos órgãos públicos para fiscalizar a prestação de contas dos candidatos. Segundo o TSE, os casos suspeitos foram encaminhados ao Ministério Público Eleitoral (MPE). Já as suspeitas envolvendo beneficiários do Programa Bolsa Família também foram compartilhadas com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS).

Após baratear gasolina, Petrobras estuda redução em preço do gás de cozinha

  • 15 Out 2016
  • 12:04h

(Foto: Reprodução)

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (14) que reduzirá os preços do diesel e da gasolina (leia mais aqui), mas pode ampliar a diminuição de outros produtos. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a estatal estuda reduzir os valores do GLP, conhecido como gás de cozinha. No dia 31 de agosto, a empresa tinha reajustado o preço do gás em 9%. O Palácio do Planalto já teria sido avisado sobre a iniciativa, mas nesta sexta o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já informou que o governo federal não vai mais interferir nos preços da empresa (entenda aqui).

Petrobras estuda reduzir o preço da gasolina

  • 28 Set 2016
  • 09:34h

(Foto: Reprodução)

Após encontro com o presidente Michel Temer, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a estatal quer tornar o preço do combustível brasileiro mais competitivo em relação ao mercado internacional e não descartou a possibilidade de uma redução no valor dos combustíveis. Ele lembrou, porém, que o assunto ainda está em discussão na direção da empresa. Parente também conversou com Temer sobre questões regulatórias e disse que, em cinco anos, a estatal deve ser a quarta ou quinta maior empresa do mundo no setor. Ele defendeu, ainda, o projeto que tramita no Congresso Nacional e retira a obrigação da estatal de ser a operadora única dos campos do pré-sal. Segundo ele, a medida é importante para o país, pois possibilita a atração de investimentos. Parente apresentou a Temer o Plano de Negócios da Petrobras 2017-2021, que prevê investimentos de US$ 74 bilhões, volume 25% menor que o previsto no plano anterior (cerca de US$ 100 bilhões). O planejamento também define que a petroleira vai sair dos setores de produção de biocombustíveis, distribuição de GLP (gás de cozinha) e produção de fertilizantes.

Petrobras deve baixar o preço da gasolina até o fim do ano

  • 21 Set 2016
  • 08:11h

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Petrobras deve anunciar até o fim do ano uma redução no preço da gasolina. Segundo apurou João Borges, editor de economia da GloboNews, a redução do preço está em estudo na companhia. A intenção é anunciar a medida junto com uma nova política de preços para os combustíveis, cujo critério será o alinhamento do preço praticado no Brasil com os do mercado internacional. Atualmente, a gasolina comercializada no Brasil está até 30% mais cara que na média dos preços no exterior, de acordo com cálculos de economistas que acompanham esse mercado. O último aumento nos preços dos combustíveis nas refinarias foi anunciado em setembro do ano passado: 6% para a gasolina e 4% para o diesel. Desde então, a Petrobras vem obtendo elevada margem de lucro com a venda de combustíveis, permitindo à empresa recuperar parte das perdas que teve no período em que o governo a obrigou a manter os preços artificialmente represados.

Governo começa hoje a pagar abono salarial 2016 a nascidos em setembro

  • 15 Set 2016
  • 08:32h

(Foto: Reprodução)

O Ministério do Trabalho começa a pagar nesta quinta-feira (15) o abono salarial do PIS/Pasep de 2016 (ano-base 2015) aos trabalhadores nascidos em setembro. O prazo para saque vai até 30 de julho de 2017. A estimativa do Ministério do Trabalho é que sejam repassados R$ 14,8 bilhões a a 22,3 milhões de trabalhadores que têm direito ao abono. De acordo com o ministério, quem nasceu entre julho e dezembro recebe o benefício neste ano. Já os nascidos entre janeiro a junho, vão receber no primeiro trimestre de 2017.

Para ter direito ao abono salarial de 2016, o trabalhador precisa:
- estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
- ter recebido remuneração mensal média de até 2 salários mínimos em 2015;
- ter exercido trabalho remunerado por pelo menos 30 dias em 2015;
- ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais

Como sacar o PIS/Pasep
- Antes de sacar o PIS, o trabalhador deverá verificar se o benefício não foi depositado diretamente na conta. Caso contrário, deve comparecer com o Cartão do Cidadão e senha cadastrada nos terminais de autoatendimento da Caixa ou em uma Casa Lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, o beneficiado pode receber o abono em qualquer agência da Caixa mediante apresentação de um documento de identificação.

- Já os participantes do Pasep (Banco do Brasil), após verificar se houve depósito na conta, devem procurar uma agência e apresentar um documento de identificação.

- As informações sobre o direito ao saque também podem ser obtidas pela Central de Atendimento Alô Trabalho – 158; pelo 0800-7260207, da Caixa; e pelo 0800-7290001, do Banco do Brasil. O valor equivale a até um salário mínimo vigente na data de pagamento, atualmente em R$ 880. Os recursos que não forem sacados retornam para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

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Tabela do IR será corrigida em 5% no ano que vem

  • 04 Set 2016
  • 09:02h

(Foto: Reprodução)

O governo vai corrigir a tabela de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 5%. O reajuste será concedido de forma linear entre todas as faixas de rendimento. A correção é inferior à projeção do governo para a inflação deste ano, de 7,2%, mas um pouco maior do que a expectativa para a inflação – medida pelo IPCA – para 2017, de 4,8%. O salário mínimo deve ficar em R$ 945,80 no ano que vem. As estimativas integram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) apresentado pelo governo na quarta-feira, 31, primeiro dia da gestão efetivada de Michel Temer na Presidência e último dia do prazo para apresentação da proposta orçamentária para 2017. O reajuste da tabela do IR é um aceno do governo para a classe média. A equipe econômica era contra a proposta, que deve reduzir ainda mais as receitas em um ano em que o déficit deve atingir R$ 139 bilhões.

 

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia admitiu que a correção da tabela do Imposto de Renda vai reduzir a arrecadação prevista para o ano que vem, mas afirmou que isso já está incluído nos cálculos feitos para o Orçamento.Por outro lado, o governo optou por não incluir as compensações que constam no projeto de lei que já tramita no Congresso Nacional, como mudanças na tributação de heranças, por exemplo. Se forem aprovadas, elas podem aumentar a arrecadação da União. “O efeito da correção da tabela do IR reduz previsão de receitas mas as compensações do projeto não estão previstas na projeção de arrecadação de 2017″, explicou. Atualmente em R$ 880, o salário mínimo deve ser reajustado em 7 48%, projeção da União para a inflação medida pelo INPC neste ano. Não haverá contribuição do PIB para o cálculo, uma vez que houve recessão em 2015. A elevação neste ano foi de 11,6% em relação a 2015, quando estava em R$ 788,00.

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Trabalhadores têm até hoje (31) para sacar abono do PIS-Pasep

  • 31 Ago 2016
  • 10:51h

(Foto: Reprodução)

Termina hoje (31) o prazo para trabalhadores sacarem o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), ano-base 2014. Segundo o Ministério do Trabalho, cerca de 1 milhão de trabalhadores ainda não sacaram o benefício, disponível nas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. O abono tem o valor de um salário mínimo, R$ 880. Podem receber a quantia os trabalhadores que tiveram a carteira assinada por pelo menos 30 dias e receberam até dois salários mínimos em 2014.

Consulta

Para saber se tem direito ao abono, o trabalhador deve ligar para o número 158, do Ministério do Trabalho. Também é possível obter informações na Caixa ou no Banco do Brasil, pelos números 0800 726 0207 e 0800 729 0001. Para consultar pela internet, é preciso acessar o site do Ministério do Trabalho e clicar no banner Abono Salarial, localizado na parte superior da tela. No local, é possível visualizar a lista dos trabalhadores que ainda não fizeram o saque, dividida por estado e município e em ordem alfabética. A página abonosalarial.mte.gov.br oferece a consulta por meio do número do PIS/Pasep ou do CPF e da data de nascimento.

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Mais de 1 milhão ainda não sacou abono; prazo termina quarta-feira (31)

  • 30 Ago 2016
  • 07:02h

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Faltando dois dias para o prazo final de saque do abono salarial relativo ao ano-base 2014, mais de um milhão de trabalhadores ainda não efetuou o saque, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (29) pelo governo federal. A data limite para buscar os valores é a próxima quarta-feira (31). Depois dessa data, informou o Ministério do Trabalho, o valor retornará para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e não estará mais disponível para saque nas agências bancárias. O benefício equivale a um salário mínimo (R$ 880). Para saber se tem direito aos recursos, o trabalhador pode fazer uma consulta na página do Ministério do Trabalho ou verificar uma lista disponibilizada pelo governo.

O coordenador geral de Seguro-Desemprego, Abono Salarial e Identificação Profissional do Ministério do Trabalho, Márcio Borges, recomenda que as pessoas não deixem para o último dia. Ele lembra que esse prazo, que se encerra na próxima quarta-feira, já foi ampliado e não será prorrogado novamente. "Sugiro aos trabalhadores que verifiquem em sua carteira de trabalho se eles têm direito ao abono e, se tiverem dúvidas, procurarem os canais de comunicação sobre o abono salarial e se informarem Ministério do Trabalho e se informarem", aconselhou o coordenador.

Quem tem direito
O governo lembrou que tem direito ao Abono Salarial ano-base 2014 quem trabalhou por pelo menos 30 dias com carteira assinada e teve salário médio de até dois salários mínimos naquele ano. Além disso, era preciso estar inscrito no PIS/Pasep há no mínimo cinco anos e ter tido o nome informado pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Como buscar os valores
No caso do PIS, o trabalhador que possuir Cartão Cidadão e senha cadastrada pode sacar o PIS nos terminais de autoatendimento da Caixa, ou em uma Casa Lotérica. Se não tiver o Cartão Cidadão, pode receber o Abono em qualquer agência da Caixa mediante apresentação de documento de identificação. Já quem recebe o Pasep precisa verificar se houve depósito na conta. Caso isso não tenha ocorrido, deve procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação.

Mais informações
A Central de Atendimento Alô Trabalho do Ministério do Trabalho, que atende pelo número 158, tem informações sobre o PIS/Pasep. Para o caso do PIS, o telefone de contato da Caixa Econômica Federal é 0800-726 02 07 e, para o Pasep, o número de telefone do Banco do Brasil é 0800-729 00 01.

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Gasto de brasileiros no exterior é o menor para meses de julho em 7 anos

  • 27 Ago 2016
  • 19:05h

(Foto: Reprodução)

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,36 bilhão em julho, o menor valor para o mês desde 2009, ou seja, em sete anos, informou o Banco Central nesta terça-feira (23). Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas lá fora somaram US$ 1,67 bilhão, a queda nos gastos foi de 18,8%. A redução das despesas de brasileiros no exterior acontece em meio à crise econômica no país, ao aumento do desemprego e à queda da renda das famílias. Também contribuem para a redução dos gastos no exterior a alta da inflação e o elevado nível de endividamento das famílias, além do dólar ainda relativamente alto frente aos últimos anos, o que encareceu passagens, estadia em hotéis e produtos comprados lá fora. A valorização do dólar também aumenta despesas com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem ainda a incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.

Olimpíada
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, informou que nos 15 primeiros dias úteis de agosto foi registrado um gasto de US$ 417 milhões no Brasil, contra US$ 297 milhões no mesmo período do ano passado – uma alta de US$ 121 milhões. “Sem dúvida, isso já é o efeito da Olimpíada”, disse Maciel.  Ele observou que os gastos com cartão de crédito serão registrados nas estatísticas nos próximos meses. “Teremos ainda repercussão [nas despesas de estrangeiros no Brasil] até setembro, muito embora o maior impacto seja nos primeiros 15 dias de agosto”, declarou. De acordo com Maciel, o gasto total dos estrangeiros no Brasil, por conta da Olimpíada, pode ser “um pouco” maior do que os US$ 200 milhões estimados pelo BC. “Nada muito fora [dessa previsão]”, acrescentou ele.

Parcial do ano
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 7,89 bilhões. Segundo o BC, é o menor valor para o período em sete anos, ou seja, desde 2009. Naquele ano, os gastos somaram US$ 5,49 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas lá fora ficaram em US$ 11,61 bilhões, a queda foi de 32%. Entre 2010 e 2014, os gastos de brasileiros no exterior subiram continuamente. Entretanto, no ano passado, com a alta de quase 50% do dólar, essas despesas caíram 32%. Até 1994, quando foi criado o Plano Real para conter a hiperinflação no país, os gastos de brasileiros no exterior não tinham atingido a barreira dos US$ 2 bilhões (pela série histórica antiga). Mas, naquele ano, quando o real foi equiparado ao dólar, as despesas somaram US$ 2,23 bilhões. Entre 1996 e 1998, elas oscilaram entre US$ 4 bilhões e US$ 5,7 bilhões. Com a maxidesvalorização cambial de 1999, o dólar ultrapassou os R$ 3 em um primeiro momento e as despesas lá fora também ficaram mais caras. O gasto voltou a recuar e, naquele ano, se aproximaram dos US$ 3 bilhões.

Despesas de estrangeiros no Brasil
De acordo com os números do Banco Central, em julho, os moradores de outros países gastaram US$ 466 milhões no Brasil – o que representa estabilidade frente ao mesmo mês do ano passado, quando totalizaram US$ 468 milhões. No mês passado, o Banco Central chegou a estimar que já haveria um incremento de despesas de estrangeiros no Brasil em julho por conta da Olimpíada. A previsão era de que seriam gastosUS$ 200 milhões no Brasil por turistas entre julho e setembro deste ano por conta do evento esportivo.

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Governo federal descarta aumento de impostos até 2017

  • Tribuna da Bahia
  • 23 Ago 2016
  • 16:22h

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O governo já decidiu que não vai aumentar impostos este ano e em 2017 para alcançar a meta fiscal. A informação foi dada hoje (23), pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ao reconhecer que a sociedade brasileira não tem mais como arcar com aumentos da carga tributária. “Já há decisão da área fazendária neste sentido seguindo orientação do presidente Michel Temer. Não haverá aumento de impostos para 2017”. Em consequência, Padilha afirmou que o projeto que cria limites para o crescimento dos gastos públicos com base na variação da taxa da inflação do ano anterior “é inegociável”. Esse cálculo está previsto no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que está sob análise do Congresso Nacional. “Não há hipótese de o governo trabalhar com a flexibilização [dos gastos]. Claro que a decisão final cabe ao Congresso, mas, se não tivermos a aprovação da contenção das despesas, nós vamos ter uma expansão muito expressiva da dívida publica. É como na casa do João, da Maria e do José: o limite do cartão de crédito e do cheque especial estourou, não tem mais como sacar [dinheiro], então temos que cortar despesas. Dói um pouco, não vai ter mais cinema, festa de final de semana”, comparou.

Padilha disse que, como o governo não vai cobrar da sociedade, a diferença para o equilíbrio das contas públicas terá que vir do cortes de despesas. “Então vamos tirar das estradas, da segurança, uma vez que os gastos com saúde e educação são mantidos constitucionalmente – não pode ser mexido, vamos tirar de onde for possível”.

Reforma da Previdência

O ministro voltou a defender a necessidade da reforma da Previdência. “Nós temos que fazer com que o Brasil seja viável no longo prazo. E há duas coisas que são absolutamente indispensáveis que sejam enfrentadas. Uma é a questão da dívida pública, daí a razão do teto, e a outra é a reforma da Previdência. Se não, em pouco anos, o sujeito chega com seu cartão de aposentadoria no banco e não terá dinheiro necessário para que o pagamento seja feito.”

Aumentos salariais

Eliseu Padilha também confirmou a decisão do governo de não negociar aumentos salariais antes que seja decidida a questão do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, uma vez que a negociação estava em desacordo com a própria base de sustentação do governo. “Essa foi uma decisão tomada durante a reunião do colegiado na última sexta-feira em São Paulo, que concluiu que não havia clima na base. Então o governo decidiu suspender [a negociação] até pelo menos depois da votação do impeachment”. A decisão, segundo Padilha, vai atingir todas as categorias que tiverem alguma ligação com o Executivo. O ministro deu as informações em entrevista, no Rio Media Center, para apresentar, ao lado do prefeito Eduardo Paes, o balanço final dos Jogos Olímpicos de 2016.

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