Uma decisão da Justiça suspendeu uma determinação anterior que tinha obrigado a desocupação em 24 horas da Uesb [Universidade Estadual do Sudoeste], em Vitória da Conquista (ver aqui). A última medida foi sancionada neste sábado (26), pela desembargadora Marinez Freitas Cerqueira. A magistrada salientou ser necessário um tempo maior para a desocupação. No entanto, não há definição quanto ao tempo de liberação do espaço. Com isso, os manifestantes continuam os protestos contra projetos do governo Temer, como a PEC 55 [mesma 241, que limita gastos em até 20 anos] e a reforma do ensino médio. A unidade está ocupada desde o dia 21 de outubro, informou o G1. As ocupações na Uesb continuam nos campi de Jequié e Itapetinga, que não foram referidos nas decisões judiciais.
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (28) a Operação Reis do Gado, que tem como alvo uma organização criminosa que atuava no Tocantins, praticando crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, usando dissimulação e ocultação de lucros ilícitos no patrimônio de membros da família do governador do estado, Marcelo Miranda, que foi um dos alvos de condução coercitiva. O governador foi conduzido coercitivamente. . São cumpridos 108 mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), sendo 8 de prisção temporária, 24 de condução coercitiva e 76 de busca e apreensão na capital, Palmas e na cidade de Araguaína (TO), além de Goiânia (GO), Brasília (DF), Caraguatatuba (SP), Canãa dos Carajás, Redenção, Santa Maria, São Felix do Xingu e Sapucaia, todos na Pará. Entre os mandados, estão sendo cumpridos condução coercitiva e busca e apreensão no apartamento do pai do governador, Brito Miranda, e e de prisão temporária do secretário de Infraestrutura, Sérgio Leão. De acordo com a apuração, havia um esquema de fraudes em contratos de licitações com empresas de familiares e de pessoas de confiança do governador, que teria movimentado no mínimo um montante de mais de R$ 200 milhões efetivamente lavados. Para ocultar o dinheiro, eram feitas de transações imobiliárias fraudulentas, contratos de gaveta e manobras fiscais ilegais, o que incluía a compra de fazendas e de grandes quantidades de gado.
Parte do valor foi destinada à formação de caixa dois para campanhas realizadas no Estado. Algumas das transações financeiras chamaram a atenção dos policiais, por causa da desproporcionalidade, que indicam a intenção de disfarçar as grandes movimentações ilícitas do grupo. Em um dos casos, identificou-se um contrato de compra de gado cujo volume não caberia dentro da propriedade onde supostamente deveria ser abrigado o rebanho. A técnica foi apelidada pelos investigadores como “Gados de Papel”. Outro caso envolve contrato de prestação de serviços entre o governo e uma empresa de transportes aéreos, cujos valores são tão elevados que, dimensionadas em horas de voo, fariam os aviões a serem abastecidos no ar, para que se pudesse cumprir o valor integral do contrato. Os investigados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva, fraudes à licitação e organização criminosa. O nome da operação “Reis do gado” se deve aos principais investigados serem grandes pecuaristas no Estado do Pará, e a utilização do gado para lavagem de dinheiro desviado. Mais detalhes serão divulgados em entrevista coletiva às 10h na sede da PF em Palmas/TO. É a terceira vez que um governador é alvo de mandado no Tocantins: o ex-governador Sandoval Cardoso (SD), antecessor de Miranda, foi preso em outubro durante a operação Ápia, quando o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) foi conduzido coercitivamente. A operação Reis do Gado tem conexões com a Ápia: os empreiteiros Luiz Pires e Rossine Aires são novamente alvo de mandado.
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- Por Rodrigo Ferraz
- 28 Nov 2016
- 08:13h
Um grave acidente foi registrado na tarde deste domingo (27) na BR-116, próximo a cidade de Boa Nova, distante cerca de 90 km de Vitória da Conquista. Segundo informações obtidas pela nossa reportagem, quatro carretas pegaram fogo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda está no local e não confirmou se houve óbito. Grande parte da carga foi saqueada. A qualquer momento mais informações.
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá mudanças significativas. O exame não servirá mais para tirar certificação do ensino médio, não aceitará “treineiros” (estudantes que fazem a prova para conhecer antes de prestar “para valer”) e, também, oferecerá o benefício da isenção de taxa somente por três vezes para um mesmo candidato. As decisões vêm sendo tomadas pelo Ministério da Educação (MEC) com a finalidade de baratear os custos da prova, que chegaram a R$ 650 milhões este ano. O anúncio oficial do novo Enem será feito após a segunda aplicação do exame, que será nos dias 3 e 4 de dezembro. A prova passará a servir apenas como método de acesso ao ensino superior. Para tirar a certificação do ensino médio, o MEC reativará o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que havia sido substituído pelo Enem há três anos. Das 990 mil pessoas inscritas para esta finalidade no Enem 2016, apenas 7% conseguiu atingir os níveis mínimos para aprovação. Além disso, o Enem não terá mais a possibilidade de prestar como “treineiro” – normalmente estudantes do 1º ou 2º anos do ensino médio que desejem testar seus conhecimentos e o formato da prova antes de prestar “para valer”. Foram 1 milhão de inscritos nesta categoria no último exame, todos incluídos nos gastos. A secretária executiva do Inep, Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou que serão aplicados simulados específicos para os treineiros com base no modelo do Enem. Outra medida que as alterações buscam atingir é a redução da taxa de abstenção do exame, que este ano atingiu 30% – número mais alto dos últimos anos.
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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta sexta-feira (25) pelo IBGE aponta que a proporção de domicílios com coleta de esgoto no Brasil passou de 63,5%, em 2014, para 65,3%, em 2015. Isso equivale a um aumento de de 1,9 milhão domicílios que passaram a ter o serviço, totalizando 44,5 milhões em todo o país. As regiões que tiveram os maiores aumentos na proporção de domicílios com esgoto em um ano foram a Centro-Oeste, com crescimento de 6,8 pontos percentuais, e a Sul, com 3,2 pontos percentuais. As demais registraram aumentos de 1,7 (Nordeste), 1,4 (Norte) e 0,9 ponto percentual (Sudeste). As Regiões Norte (22,6%), Nordeste (42,9%), Centro-Oeste (53,2%) e Sul (65,1%), seguem com percentuais de domicílios com acesso a coleta de esgoto inferiores à média nacional. A Região Sudeste, por sua vez, continua sendo a de maior cobertura desse serviço, com 88,6% dos lares atendidos.
Água tratada
Também segundo a Pnad, em 2015, foi registrado um aumento de 876 mil domicílios atendidos pela rede de abastecimento de água em relação a 2014, representando um aumento de 1,5%. Esse serviço contempla 58,1 milhões de domicílios, ou 85,4% dos lares do país. A Região Norte, onde 60,2% dos domicílios são atendidos, registrou o maior aumento nesse total (3,0%). Nas demais regiões, as proporções de atendimento pela rede geral foram: Nordeste (79,7%); Sudeste (92,2%); Sul (88,3%); e Centro-Oeste (85,7%). Todas elas tiveram aumento.
Coleta de lixo
Ainda em relação a 2015, o IBGE concluiu que o número de domicílios atendidos por coleta de lixo é de 61,1 milhões, o que representa um aumento, em termos relativos, de 1,5% em comparação com 2014. Atendendo a 89,8% do total de unidades domiciliares do país, a cobertura desse serviço em 2015 é equivalente à observada em 2014. A Região Sudeste registrou a maior proporção de domicílios com lixo coletado (96,4%), e a Região Norte, a menor (78,6%), seguida pela Região Nordeste (79,1%).
Iluminação elétrica
O número de domicílios serviço de iluminação elétrica cresceu 1,6% de 2014 para 2015, atingindo um total de 67,8 milhões, ou 99,7% do total do país. O IBGE contabiliza as casas com luz elétrica independente de a energia ser proveniente de uma rede geral ou obtida de outra forma, como gerador, por exemplo. Em 2015, a Região Norte possuía a menor proporção de unidades domiciliares com iluminação elétrica (98,2%), ainda que tenha obtido o maior crescimento em relação a 2014 (3,3%). Nas demais regiões, as proporções de atendimento foram superiores a 99%, chegando a 100% dos domicílios na Sudeste.
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O número de detentos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)chegou a 1.123 neste ano, número 26% maior do que em 2015, quando 890 participaram. Os presos do Complexo da Mata Escura, em Salvador, assistiram nesta sexta-feira (25) a aula ministrada pelo professor e secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal, como preparação para as provas, que serão realizadas nos dias 13 e 14 de dezembro. Desde o ano passado, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) promove aulões de revisão nos presídios. O projeto é uma oportunidade de sonhar com um futuro diferente e apostar na ressocialização através da educação. Além de Salvador, internos de complexos penitenciários de Feira de Santana, Itabuna e Lauro de Freitas receberam dicas de Redação e Produção de Texto de Jorge Portugal. “Aqui sai o secretário e entra o professor. Nos meus quase 40 anos de ensino, relembraria três momentos marcantes nessa trajetória, e esse certamente é um deles. Esse programa de ressocialização é um dos mais geniais do Governo da Bahia e que tem trazido resultados concretos, detentos que passaram em universidades públicas e particulares”, afirma o secretário. Em 2015, quatro detentos foram selecionados pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). A aprovação é uma possibilidade de já planejar o futuro, mesmo durante o cumprimento da pena. Caso estejam em regime semiaberto, em que podem sair e voltar para os presídios, eles recebem autorização de um juiz para frequentar a universidade.
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Dados do Conselho Nacional de Justiça obtidos pelo G1 mostram que há hoje 189 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas no país, a grande maioria em liberdade – o dobro do registrado um ano atrás (96 mil). Os números constam do Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei. O CNJ deve disponibilizar ainda neste ano uma ferramenta online – similar à do Cadastro Nacional de Adoção – para o público acessar os dados de todo o Brasil. Os adolescentes hoje no cadastro respondem por 222 mil atos infracionais – isso porque um mesmo jovem pode ser responsabilizado por mais de um delito. São 49.717 por tráfico de drogas (22,4% do total). Logo atrás aparecem os que respondem por roubo qualificado (21,1%). Os dados mostram ainda que há 225 mil medidas socioeducativas aplicadas – neste caso, o número também é maior que o de adolescentes, pois um juiz pode aplicar mais de uma medida ao mesmo tempo. De acordo com o cadastro, 36,5% das medidas se referem à liberdade assistida e outras 35,7% à prestação de serviços à comunidade. Do total de medidas aplicadas, 29.794 são de internação sem atividades externas (o que representa 13,2%). Isso tem feito com que unidades fiquem superlotadas, como no Rio. Para o advogado Ariel de Castro Alves, coordenador da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana-SP, os dados podem ser explicados, em parte, pelo aumento de programas de liberdade assistida e de serviços à comunidade em municípios que até então não contavam com essas medidas. Isso se deu principalmente com a implantação de Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), responsáveis por supervisionar os programas. Alves diz, no entanto, que a discussão da redução da maioridade, aprovada na Câmara e em voga na campanha eleitoral, e um aumento de notícias de crimes envolvendo menores também ajudaram a alavancar apreensões e medidas aplicadas. "Existe uma pressão sobre o Poder Judiciário para aplicar medidas, especialmente de privação de liberdade", afirma. A juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Sandra Aparecida Torres tem a mesma opinião. “Houve um aumento indiscutível da violência como um todo. E isso tem feito com que a sociedade tenha um anseio por mais rigor, por mais punição. Há todo um movimento que permeia o Senado e a Câmara pela redução da maioridade penal. Isso parece ter mobilizado a todos”, afirma.
Tanto Sandra quanto Alves ressaltam, no entanto, que não acreditam que a redução da maioridade possa reverter a tendência de aumento da criminalidade infanto-juvenil. Sandra diz que em países onde houve a redução da maioridade não houve diminuição. “A exclusão social, ou a falta de políticas públicas, é que reflete diretamente no aumento da criminalidade”, afirma a juíza. “No Brasil, preconiza-se em relação ao adolescente privado de liberdade uma medida com caráter de socioeducação, porque se entende que ele ainda está em formação. Mas, na prática, isso não acontece. Os estabelecimentos prisionais pouco se diferem daqueles onde há o cumprimento de medidas para menores.” Ariel de Castro Alves afirma ainda que, em momentos de crise econômica como o vivido no momento, a expectativa é que haja, de fato, um aumento na criminalidade, especialmente entre os mais jovens. "Ninguém nasce bandido. Os adolescentes são fruto do meio em que vivem. E com a falta de emprego e a concorrência desleal do tráfico, que oferece uma rápida ascenção econômica, fica difícil", diz. Segundo ele, é preciso repensar o sistema e criar mecanismos que criem oportunidades aos adolescentes, como programas de aprendiz.
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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio divulgada, nesta sexta-feira (25), pelo IBGE registrou uma queda na renda dos trabalhadores brasileiros. A primeira dos últimos 11 anos. O apartamento novo tem 30 metros quadrados. Ionas e Bianca estão felizes, mas as lembranças da antiga casa não cabem lá. “Dois quartos, sala, garagem, tinha uma área na parte de trás livre. É complicado, a redução foi quase metade do tamanho da casa”, diz Ionas Gimenes, vendedor. Quem olha para o apartamento deles enxerga um retrato do Brasil. Em 2015, segundo o IBGE, o número de domicílios com máquina de lavar aumentou 5,7%. Enquanto a máquina trabalha, o casal navega no celular. O uso de internet no Brasil aumentou em 2015. Foram quase 7 milhões de internautas a mais que em 2014, aumento de 7,1%. E eles dois confirmam uma mudança de hábito registrada na pesquisa: a internet está cada vez mais na telinha do celular.
Pela primeira vez diminuiu o número de casas que têm computadores: redução de 3,4% em relação a 2014. A casa de Ionas ainda tem um computador, que atualmente é muito utilizado para juntar poeira. “Faz uns três meses que eu não tenho o trabalho nem de colocar na tomada. Quando eu preciso de uma tela grande é só ligar a televisão”, conta Ionas. Televisão que está no quarto, junto com um monte de caixas que têm armário desmontado, jogo de panelas, exaustor. As cadeiras não estão na caixa, porque estão em cima do colchão. A explicação para tudo isso a gente vai encontrar guardada numa gaveta. Dentro de uma caixinha tem um retrato para todo esse aperto. A renda dos brasileiros caiu pela primeira vez nos últimos 11 anos. De acordo com a pesquisa, o rendimento do trabalho caiu 5% na média, passou de R$ 1.950 para R$ 1.853. “Eu trabalho por comissão e estou ganhando menos, porque eu trabalho na área do varejo, o varejo teve uma grande queda”, afirma Ionas “Eu ganho por comissão também. Se a loja bate cota eu ganho, então, está difícil ganhar”, diz Bianca de Oliveira Rodrigues, auxiliar administrativa. E não adianta olhar para cima para fugir dessa realidade. Em 2015, brasileiros de todas as classes sociais ficaram um pouquinho mais pobres. A renda caiu em todos os segmentos. A metade mais rica teve uma queda maior do que a metade mais pobre do país. Com isso, a desigualdade no Brasil caiu, mantendo a tendência que vem desde 2004. Entre todos esses números, o Ionas e a Bianca seguem a vida. Somando rendas, dividindo o espaço. O resultado dessa conta não foi divulgado. Porque a pesquisa do IBGE ainda não mede o amor. “Só pra nós dois está ótimo”, afirma Bianca.
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Foi assinado nesta sexta-feira (25) um acordo de cooperação para criar a Comissão Interinstitucional no Rio de Janeiro sobre Aprendizagem (Cierja), que reúne órgãos do Poder Judiciário estadual e da Justiça do Trabalho com o objetivo de integrar as varas da infância e promover a inserção dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no mercado de trabalho, por meio da Lei da Aprendizagem (10.097/2000). Pela lei, empresas que tenham a partir de sete empregados têm a obrigação de ter entre 5% e 15% do número de trabalhadores na modalidade. Segundo a juíza Raquel Chrispino, responsável pela Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância, da Juventude e do Idoso (Cevij), do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a aproximação entre o Judiciário Estadual e a Justiça do Trabalho começou no ano passado, quando o TJRJ assinou o protocolo pela erradicação do trabalho infantil. “Durante 10 meses tivemos reuniões com esse grupo e resolvemos trabalhar num projeto para aproximar as varas de infância do Rio de Janeiro. São os juízes da infância se aproximando desse grupo da Justiça do Trabalho para a gente unir a nossa necessidade de vaga com a oferta de vagas que eles tem para dar para gente”.
A assinatura do acordo ocorreu durante o seminário A Lei do Aprendiz e a inserção de adolescentes em conflito com a lei no mercado de trabalho, organizado pela Cevij. A comissão já conta com o TJRJ, o Tribunal Regional do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho da região, a Superintendência Regional do Trabalho do Rio de Janeiro e a Associação dos Magistrados do Trabalho. De acordo com Raquel, o Ministério Público e a Defensoria estaduais também demostraram interesse em aderir, bem como as entidades do Sistema S. No seminário, foi colocado que 43% dos adolescentes em conflito com a lei respondem por ato infracional análogo ao tráfico de drogas e que a evasão escolar nessa parcela dos jovens chega a 70%. “A gente tem uma esperança de que isso seja o início de uma política que daqui a dois ou três anos possa modificar bastante o cenário e a expectativa dos juízes, que estão vivendo um problema muito grave e sem opções. Então eles acabam tendo que aplicar medidas de interação e socioeducativas inefetivas. A liberdade assistida não é efetiva, na semiliberdade e na internação falta perspectiva para esses jovens. Então, quando eles são liberados, saem e voltam a fazer o que estava errado. A aplicação da Lei da Aprendizagem é uma chance nesse contexto”. Atualmente o Rio de Janeiro tem 900 adolescentes internados e 4 mil em semiliberdade que, de acordo com Raquel, poderiam ingressar no programa de aprendizagem. A procuradora do Ministério Público do Trabalho Dulce Martini Torzecki explica que o estado possui 90 mil vagas para a aprendizagem e menos da metade estão ocupadas. “Ainda temos um déficit muito grande de cumprimento da cota aqui no Rio de Janeiro. Nacionalmente também, mas aqui a situação ainda precisa de um olhar dos órgãos públicos, as empresas alegam que não têm onde acomodar os aprendizes. Teve uma modificação legislativa, que prevê a possibilidade dele fazer um curso de aprendizagem sem estar dentro da empresa, que é a cota social ou cumprimento alternativo da cota. Quem cumprir essa cota poderá ter uma elasticidade maior para cumprir a obrigação”. A Lei da Aprendizagem prevê multa para a empresa que não cumprir a cota. O juiz do trabalho André Gustavo Bittencourt Villela destaca que, apesar de ser uma alternativa, a contratação de adolescentes deve ser vista como uma exceção, conforme prevê a Constituição Federal. “A ideia do aprendiz é que ele seja preparado, é um aprimoramento da educação. Mas eu não posso pensar em um menor na condição de aprendiz como empregado. Existe uma cota a ser cumprida pelas empresas, mas a gente não deve naturalizar o trabalho do menor de 18 anos como sendo uma questão que vai resolver os problemas. Os problemas vão ser resolvidos por políticas públicas do Estado. E quando o Estado não atua, a gente vai ter que substituir isso por ações da sociedade civil. Essa comissão é o Poder Judiciário colando-se a esse processo para oferecer uma alternativa”.
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Duas cidades banhadas pelo mar tão sedutoras e naturalmente planejadas para uma vida saudável. Florianópolis, a capital de Santa Catarina, é a segunda mais dinâmica do Brasil, depois de Brasília, no mapa do Ministério da Saúde. Já o Rio de Janeiro, no mapa, nem aparece tão bem colocado assim, mas na cidade todos os caminhos nos levam para infinitas possibilidades de aventuras e transformações. O Paulo Rodrigues Costa Neto descobriu o melhor remédio para se livrar da depressão e vestiu a camisa de atleta. O professor de história passou dois anos sem sair de casa. Perdeu o emprego e ganhou 90 quilos. A mãe do Paulo surgiu com a solução que mudou radicalmente a vida dele: “Ela achou que a solução dos meus problemas seria uma bicicleta! Como ela mesma diz, pedalando os problemas ficam para trás e me fez acompanhá-la nos eventos de pedal que ela pratica”, conta. Paulo não conseguiu acompanhar a mãe. O excesso de peso era um obstáculo quase insuperável. Não para ele! Foram muitas tentativas. O primeiro desafio do Paulo foi tentar dar uma volta em uma pracinha, que fica em frente à casa dele. Mas o Paulo não conseguiu. Faltou fôlego, mas ele foi persistente. Continuou treinando, ganhou resistência. E hoje o Paulo consegue pedalar cento e 170 quilômetros em apenas um dia! Pedalando, o Paulo emagreceu 30 quilos. Passou de 190 para 157 kg. “ Eu acredito que todo aquele que tenha essa vontade vá conseguir porque eu com esse corpo consigo. E esse é o objetivo do grupo”, conta Paulo.
O percentual da população que se autodeclara parda no país quase se igualou à de brancos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, divulgada nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, a população residente era composta por 45,2% de pessoas de cor branca, 45,1% de pardos e 8,9% de pretos. Segundo a Pnad, não houve alteração significativa dessa distribuição quando comparada à do ano anterior, mas, desde 2004, houve redução da população branca e aumento das demais. A partir de 2006, a participação da população branca passou a ser inferior à das populações parda e preta em conjunto. “Em 2015, a participação da população parda praticamente se igualou à da branca”, diz o estudo. Em números absolutos, eram 92,636 milhões de brancos, 92,310 milhões de pardos e 18,153 milhões de pretos que se autodeclararam assim, em 2015.
Conforme a Pnad, 76,7% da população da região Sul declarou-se de cor branca. Essa proporção foi de 21,2% na Norte e de 26,4% na Nordeste. Nestas regiões, a maioria se declarou parda, com 70,2% e 62,0%, respectivamente. Em todas as regiões, o percentual de mulheres que se declararam brancas foi superior ao de homens brancos. No Brasil, 46,4% das mulheres e 44,0% dos homens se declararam brancos.
População
Segundo os dados da Pnad, a população residente no Brasil foi estimada em 204,9 milhões de pessoas em 2015, um crescimento de 0,8% em comparação com o ano anterior, ou 1,7 milhão de pessoas a mais. Os maiores aumentos ocorreram nas regiões Norte (1,4%) e Centro-Oeste (1,5%). O Sudeste possui a maior população, de 85,9 milhões de pessoas (41,9% do total). A Pnad também constatou o envelhecimento da população, com a redução nas faixas até 24 anos de idade. A partir do grupo de 25 a 39 anos de idade, houve crescimento, em especial da população de 60 anos ou mais de idade, que, em 2004, era de 9,7% e, em 2015, atingiu 14,3%. Sudeste e Sul registraram os maiores percentuais de idosos (15,7% e 16%, respectivamente), e o Norte, o menor (10,1%). Em 2015, as mulheres representavam 51,5% (105,5 milhões), enquanto os homens, 48,5% (99,4 milhões). A única região em que os homens alcançaram uma proporção maior que a das mulheres foi a Norte (49,6% para as mulheres e 50,4% para os homens). As mulheres são maioria nos grupos de idade mais altas, e os homens, nas mais baixas. Até o grupo de 20 a 24 anos de idade, os homens eram 19% do total da população residente (23,4% em 2004), e as mulheres, 18,2% (22,9% em 2004). A partir dos 25 anos de idade, a situação se inverte. Em 2015, as mulheres de 60 anos ou mais de idade correspondiam a 8% da população total (5,4% em 2004), enquanto os homens representavam 6,3% (4,3% em 2004).
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Foto: Julia Vigné / Bahia Notícias
A demanda gerada pela judicialização sobre impasses na área de saúde representam cerca de 70% dos processos do Judiciário baiano, informou nesta sexta-feira (15) a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargadora Maria do Socorro. A maior parte dos casos, segundo ela, envolvem medicamentos, próteses e procedimentos em geral. A desembargadora esteve no lançamento da Câmara de Saúde, lançada pelo TJ-BA e pela Secretaria de Saúde (Sesab) durante evento no Shopping Bela Vista. O tem como objetivo reduzir os casos de judicialização, quando os cidadãos ingressam com processos judiciais na busca pelo direito a receber medicamentos custeados pelo Estado. De acordo com Maria do Socorro, o diferencial do projeto é que ele reúne todos os órgãos públicos relacionados com o tema, como a Procuradoria-Geral do Estado, o Ministério Público, a Defensoria, a Sesab e até representantes da prefeitura de Salvador. Na Câmara, as audiências de conciliação terão duração de duas horas e, caso o magistrado acredite que pode ser solucionado, o processo será encaminhado ao órgão competente. No início, as ações analisadas só envolverão o Sistema Único de Saúde (SUS) que envolvam casos de Salvador. A intenção é que, quando for solucionado, o medicamento seja distribuído para o requerente em até 24 horas.
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Levantamento feito pelo governo federal e municípios mostra que 855 cidades estão em situação de alerta ou de risco para epidemias de dengue, chikungunya e zika neste verão. Esse grupo, equivalente a 37,4% dos municípios pesquisados, apresenta altos índices de criadouros do Aedes aegypti, vetor das três doenças. O número, 18% menor do que o apontado no levantamento de 2015, causou um misto de apreensão e frustração entre autoridades sanitárias. A expectativa era de que a redução fosse maior, principalmente por causa da grande discussão em torno da microcefalia, má-formação congênita associada à infecção pelo zika. Todo aparato montado ao longo deste ano, as visitações feitas nos domicílios, trouxeram um impacto menor do que o esperado. A consequência é a de que o Brasil se prepara para enfrentar um verão com dez capitais com número de criadouros do mosquito muito acima do que é considerado seguro e com o risco de maior circulação do chikungunya, uma doença que pode se tornar crônica, provocar dores e ser incapacitante. Ao apresentar os dados, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, reconheceu que a redução de criadouros foi menor do que o desejado e responsabilizou os municípios e a população:
"Por isso que o presidente do Conselho de Secretários Municipais está aí. Para que motive os municípios a participar de uma forma mais efetiva. Não há força pública capaz de combater o mosquito. Ou a população se engaja ou nós não vamos conseguir vencer essa batalha." O ministro voltou a dizer que a maior preocupação deste ano é com chikungunya. "Qualquer crescimento do número de criadouros representa o risco de mais pessoas atingidas. E é uma doença incapacitante, gera muitas dores, as pessoas requisitam auxílio-doença, custa caro para o governo. Nossa preocupação é sensibilizar a população, para que se proteja, para que use repelentes, para que evite a exposição ao mosquito", disse. Embora os resultados obtidos ao longo do ano sejam pouco animadores, Barros afirmou esperar que o trabalho de combate ao mosquito nos próximos meses seja eficaz. Questionado se haveria uma epidemia no País de chikungunya no próximo ano, ele afirmou: "Mesmo se os casos dobrarem, teremos 500 mil casos. Não é uma epidemia para o Brasil, mas é uma preocupação", disse. O levantamento, batizado de Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), foi feito em 2.284 dos 3.704 municípios considerados aptos para fazer a pesquisa, por terem mais de 2 mil imóveis. A pesquisa é feita por adesão. Barros afirmou haver uma proposta de se transformar, para o próximo ano, o LIRAa em obrigatório a todos os municípios. "Todos têm de colaborar." O trabalho deste ano mostra que nas regiões Nordeste e Sul, a maior parte dos criadouros foram encontradas em depósitos de água, como tonéis tambores e caixas. No Nordeste e Centro-Oeste, depósitos maiores foram encontrados em depósitos de lixo. O Sudeste foi a única região em que a maior parte dos criadouros estava em depósitos domiciliares. No Nordeste, metade dos municípios está em situação de alerta ou de risco. Entre elas, destaque para as capitais Rio Branco, Belém, Boa Vista e Manaus. No Nordeste, o número é ainda mais preocupante: 63,2% das cidades estão em situação de risco ou de alerta. Capitais estão nesta lista: Aracaju, Salvador, Recife. No Centro-Oeste, 21,5% dos municípios visitados estão em condição de risco e alerta. No grupo com essa classificação estão as capitais Cuiabá (em situação de risco)e Goiânia. No Sudeste, Vitória está em situação de alerta. Ao todo, 22,9% das cidades que fizeram o LIRAa estão em situação de alerta e risco. São Paulo, Rio estão em situação considerada satisfatória.
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O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (24) que apenas 1,8% da população brasileira doa sangue. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de que pelo menos 1% da população seja doadora de sangue, a pasta ressaltou que trabalha constantemente para aumentar o índice, uma vez que não há substituto do sangue. Com esse objetivo, o ministério está apoiando a iniciativa desenvolvida pela Uber, em parceria com 40 hemocentros, de 25 cidades do país, para estimular a doação de sangue. "Precisamos expandir essa compreensão e doar sangue de forma regular, voluntária e solidária. Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, mas o sangue é insubstituível. Por isso, as doações são fundamentais o ano inteiro", reforçou o ministro Ricardo Barros.
Em 2015, cerca de um milhão de pessoas doaram sangue pela primeira vez, o que representa 38% do total das doações. Já outras 1,6 milhão de pessoas, ou 62% do total, retornaram para doar. Durante o período, foram realizadas 3,7 milhões de coletas de bolsa de sangue no país, resultando em 3,3 milhões de transfusões. Apesar disso, os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Hemorrede Pública Nacional encontram-se com os estoques no limite, apresentando dificuldades na manutenção dos estoques estratégicos e necessitando de mais doadores. "Embora o sistema brasileiro seja uma referência internacional, é fundamental fazer a manutenção e a ampliação permanente das doações", lembrou a coordenadora-substituta de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rosana Nothen. A Campanha Nacional de Doação de Sangue tem como slogan "Doar sangue é compartilhar vida" e tem o objetivo de constituir uma cultura solidária de doação de sangue espontânea na população brasileira, independentemente das características individuais e de o doador conhecer ou não a pessoa que precisa de sangue.
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- Blog da Resenha Geral
- 26 Nov 2016
- 12:00h
O oficial de Justiça entregou a intimação para reintegração de posse aos integrantes do movimento Ocupa UESB, na tarde dessa sexta-feira (25). A liminar concedida pelo juiz Ricardo Frederico Campos determina que o prédio da Universidade em Vitória da Conquista seja desocupada de forma pacífica até as 16 horas deste sábado (26), estando permitido o emprego de força policial em último caso. A notícia foi recebida com festa pelo Movimento contrário às ocupações, Liberta Uesb, que requereu a liminar. Através de nota, o Liberta Uesb declarou que “deseja que os invasores atendam voluntaria e pacificamente os termos da decisão judicial, respeitando o poder jurisdicional manifestado e que deixem o local livre para a retomada e o desenvolvimento das atividades que lhe competem”. Confira a nota na íntegra:
A comunidade acadêmica da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia alcançou uma vitória significativa para a consolidação de um espaço democrático. O Poder Judiciário, a partir de parecer favorável do Ministério Público, reconheceu a ilegalidade do movimento que invadiu o campus da UESB e que privou, no período de pouco mais de um mês, estudantes e servidores de terem acesso a universidade. O Juiz da Vara da Fazenda Pública de Vitória da Conquista proferiu uma decisão liminar, que determinou a “desocupação” de maneira voluntária e pacífica aos invasores do campus, no prazo de 24 horas, a contar dessa sexta-feira (25). Os autores da ação de reintegração de posse (integrantes do Liberta Uesb) acompanharam a Oficiala de Justiça designada ao encaminhamento dessa intimação. No entanto, nenhum representante do movimento se dispôs a assinar o mandado, mesmo tendo eles ciência de seu inteiro teor e ainda deliberado a respeito em assembleia. A Oficiala declarou o ato de intimação cumprido, uma vez que o conteúdo da ação e da decisão foi exposto aos seus destinatários, de tal modo, que os invasores têm até às 16 horas desse sábado (26/11) para desocuparem voluntariamente o campus, estando permitido o emprego de força policial em último caso. O Movimento Liberta Uesb deseja que os invasores atendam voluntaria e pacificamente os termos da decisão judicial, respeitando o poder jurisdicional manifestado e que deixem o local livre para a retomada e o desenvolvimento das atividades que lhe competem. Salientamos ainda que nossas ações foram tomadas através de meios institucionais, com respeito ao Estado democrático de Direito e com o apoio maciço da população conquistense. Dessa forma nos manteremos sempre vigilantes, para que a liberdade prevaleça no ambiente acadêmico.
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