- Bahia Notícias
- 30 Out 2026
- 18:16h
Foto: Marcos Corrêa/PR
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) tem defendido a redução de pena do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, os magistrados esperam que Alexandre de Moraes paute a ação que prevê a revisão da pena no plenário da Corte.
Especialistas especulam que a ação, que pode analisar a constitucionalidade da pena, reduziria o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado de sete anos para 2 anos e 3 meses. Como o ex-presidente foi preso em 22 de novembro de 2025, e já cumpriu quase um ano da pena em regime fechado, ele poderia ser libertado no fim de 2027 ou início de 2028.
Os juízes ouvidos pela coluna de Bergamo explicam que a iniciativa do STF serviria para diminuir a tensão com o Senado, que, a partir do próximo ano, terá 28 senadores do PL e mais 22 divididos em outros partidos pró-impeachment de ministros do Supremo, como União Brasil, Republicanos, PP, Novo, Missão e Podemos.
As novas regras de cumprimento da pena definiriam o fim da prisão de Bolsonaro em regime fechado ao mesmo tempo que ajudaria a esvaziar propostas que preveem anistia para os crimes que ele cometeu.
A Lei da Dosimetria foi aprovada em dezembro de 2025 pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, com aval do próprio STF. Contudo, foi suspensa, ainda em maio, após a derrubada do veto de Lula, sob o argumento de que o plenário da Suprema Corte deveria julgar o mérito das ações de inconstitucionalidade que questionam a nova norma antes que ela de fato passasse a ser considerada para a redução das penas.
- Por Claudinei Queiroz e Ideídes Guedes | Folhapress
- 30 Out 2026
- 16:48h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Toda a tensão vivida pelos eleitores do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, no último domingo (25), refletiu-se em instituições escolares nos dias seguintes, com crianças fazendo bullying político contra os colegas.
A maioria dos casos aos quais a Folha de S.Paulo teve acesso é de filhos de apoiadores de Bolsonaro direcionando ofensas, ameaças e xingamentos a estudantes filhos de defensores do candidato petista, que se reelegeu.
Mas também há reclamações do lado oposto, como a de um estudante de 16 anos do Centro Educacional 6 do Gama, no Distrito Federal. Ele afirmou nas redes sociais ter sofrido perseguição na escola após o primeiro turno da eleição por apoiar Flávio Bolsonaro e precisou mudar de unidade de ensino.
Na ocasião, a governadora Celina Leão (PP) pediu à Secretaria de Estado de Educação que apurasse a denúncia. A deputada distrital eleita Estéfane Sampaio (Republicanos) foi à escola pedir a transferência do aluno. A atuação dela gerou um embate com o deputado distrital Gabriel Magno (PT), que criticou a abordagem à direção e aos professores.
Procurada, a secretaria afirmou que a Polícia Civil investiga o caso e que foi aberto um procedimento administrativo para apurar os fatos e eventuais responsabilidades.
Nesta semana, em Foz do Iguaçu (PR), um estudante de 12 anos teria sido cercado e chamado de "petista nojento", segundo relato da mãe no Instagram.
"É profundamente revoltante e doloroso testemunhar até onde o extremismo e a intolerância chegaram no nosso país. Quando o ódio político ultrapassa a esfera do debate e passa a violentar psicologicamente crianças no ambiente escolar, fica claro que perdemos todos os parâmetros de humanidade e convivência democrática", desabafou a mãe.
Em um comentário à postagem, outra mãe disse ter sido perguntada pela filha de seis anos: "Mamãe, por que querem matar o Lula?". Ela questionou de onde a filha tinha tirado aquilo e a resposta foi: "Meu amigo disse que vai pegar o Lula e enfiar uma faca nele".
Em mais de 2.800 comentários, vários outros pais relataram o mesmo problema. Alguns petistas disseram ter pedido para os filhos não tripudiarem dos que pensavam diferente, como uma mãe de Salvador (BA), onde o presidente Lula teve apoio maciço.
Na capital paulista, pelo menos duas escolas estão enfrentando casos de bullying político. Na Escola do Futuro, da zona sul, um pai contou à Folha de S.Paulo que a filha de 12 anos ficou aos prantos após ser cercada e pressionada por outros alunos, na segunda-feira.
Ele diz que o perfil dos pais de alunos da escola é de apoiadores de Bolsonaro, de classe média-alta e evangélicos. Afirma nunca ter se envolvido em confusão com ninguém por diferenças políticas e ideológicas e diz ter falado para os dois filhos seguirem a mesma linha.
Por esse motivo, declara ter ficado mais revoltado com os ataques à filha. Sua principal reclamação é que a escola nada teria feito para evitar o problema. Quando a estudante foi reclamar, ele conta, a orientadora pedagógica não chamou os alunos provocadores e só falou para ela que não era para discutir política na escola.
Na quarta-feira (28), ele voltou a procurar a reportagem e relatou que a filha reclamou de novos ataques a um professor, quando ele teria respondido: "Ué, você é petista mesmo? Então faz o L".
Em nota enviada à Folha de S.Paulo, a Escola do Futuro afirmou não tolerar ofensas, intimidações ou discriminação entre estudantes, por qualquer motivo, inclusive em razão das opiniões políticas de suas famílias.
"Na segunda-feira, a equipe de orientação educacional recebeu o relato de um estudante sobre ofensas verbais feitas por colegas e também recolheu, em salas de aula, adesivos de conteúdo político-partidário. A equipe interveio no mesmo dia, conversou com as turmas envolvidas e deixou claro que esse tipo de conduta não é aceito na escola", diz a nota.
A instituição destaca que não adota posicionamento político-partidário e preza pelo respeito às diferenças, ao diálogo e à convivência, com ações de prevenção ao bullying. "Todos os estudantes recebem o mesmo respeito e a mesma proteção, independentemente das convicções de suas famílias."
O outro caso é do tradicional Colégio Bandeirantes, também da zona sul paulistana. Um empresário postou um vídeo nas redes sociais revoltado pelo bullying sofrido pela filha adolescente.
No depoimento, ele conta que uma aluna falou que a filha dele deveria ser estuprada por apoiar Lula. E outra menina, que é bolsista, foi chamada de gorda e de escrota. No desabafo, ele afirma que a culpa não é dos alunos que praticam bullying, mas dos pais.
Nesta quinta (29), o Bandeirantes enviou um comunicado aos pais afirmando que os conflitos também podem ser oportunidades de aprendizado e que a escola não pretende determinar o que os alunos devem pensar.
Uma nota com o mesmo teor foi enviada à reportagem, na qual a escola diz ter ouvido os estudantes envolvidos no episódio para esclarecer os fatos, promover o diálogo e buscar a recomposição das relações. Ela reforça que não admite qualquer forma de intimidação, provocação ou desrespeito e que todos os posicionamentos políticos devem ser tratados com respeito.
"O Bandeirantes trabalha a igualdade política por meio de atividades que ensinam os alunos a compreender seus direitos, participar das decisões coletivas, respeitar opiniões diferentes e perceber que todas as pessoas devem ter voz nos assuntos que afetam a comunidade", diz a nota.
A política de supostamente aceitar os conflitos é criticada pelo pai da adolescente. Ele diz que permitir manifestação de crianças no fundamental, sem maturidade emocional, está criando situações de bullying. Segundo contou à Folha de S.Paulo, ele se reuniu com a direção do colégio nesta quinta para propor mudança nessa política, o que foi negado.
Ele afirma que os dirigentes negaram que a filha dele tivesse sofrido bullying e até sugeriram que ele a tirasse da escola, uma vez que não gostava da política da instituição. O empresário fala que não quer processar o colégio nem os pais da estudante agressora, mas está consultando um advogado para saber qual rumo tomar.
A reprodução dos discursos de ódio dos adultos prejudica o desenvolvimento da sociabilidade das crianças, afirma a psicóloga Vera Rocha Resende, mestre e doutora em psicologia clínica pela PUC-SP.
"Prejudica a concepção de mundo, de vida, implantando raízes muito negativas. Na consciência dessas crianças, quando se divide o mundo em nós e eles, nós somos ótimos, eles, não; nós vamos para o céu, eles, não. Acho que a gente precisaria reeducar esses adultos que estão produzindo esse tipo de comportamento nos filhos", diz Resende.
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- Bahia Notícias
- 30 Out 2026
- 14:40h
Foto: Ricardo Stuckert - PR / Divulgação
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília encaminhou, nesta segunda-feira (26), um relatório diplomático a órgãos governamentais norte-americanos, como o Departamento de Estado, classificando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições como "definitiva" e "surpreendente".
O documento pontuou que o pleito ocorreu de maneira majoritariamente pacífica, apesar de registros pontuais de dificuldades operacionais em algumas regiões. O documento obtido pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (30), indica que a extensão do horário de votação por duas horas foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve impacto insignificante no resultado final.
Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados no texto, apenas 34 mil votos (cerca de 0,03% do total) foram depositados após as 17h, montante insuficiente para alterar a margem de cerca de 4,4 milhões de votos que consolidou a eleição do petista frente ao senador Flávio Bolsonaro.
O parecer da representação diplomática ressaltou ainda a validação do pleito por missões internacionais, ressaltando que observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) declararam não ter "nenhuma dúvida sobre os resultados".
Embora aliados do candidato derrotado e o próprio Flávio tenham classificado o desfecho como "impossível de aceitar", o relatório observou que lideranças do campo conservador reconheceram publicamente o resultado das urnas.
No entanto, a avaliação técnica da embaixada contrasta com as declarações públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem questionado reiteradamente a lisura do processo eleitoral brasileiro.
Na segunda-feira (26), o republicano declarou que "A impressão que passou para o mundo foi terrível. Eleições precisam ser indiscutíveis". Já nesta quinta-feira (29), Trump voltou a criticar a votação, embora tenha indicado que pretende dialogar com o presidente reeleito. "Vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma vergonha", afirmou.
Ao ser questionado sobre quem considerava o vencedor legítimo, o mandatário norte-americano evitou resposta direta: "Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha".
- Por Caio Spechoto, Mariana Brasil e Catia Seabra | Folhapress
- 30 Out 2026
- 12:01h
Foto: Reprodução Bahia Notícias
O presidente Lula (PT) decidiu não se envolver no enredo político da fuga de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado ao Planalto, para os Estados Unidos.
A avaliação no Planalto é de que uma intervenção do petista seria despropositada, porque Flávio estaria se desgastando com a história e, por isso, não haveria sentido em arriscar uma crise diplomática com o presidente americano, Donald Trump, por causa do adversário político.
A determinação foi mantida mesmo depois de os jornais americanos The Wall Street Journal e The New York Times afirmarem que Trump ajudou Flávio a fugir para os EUA.
O jato particular em que Flávio viajou foi providenciado, segundo as duas publicações, por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca —informação também sustentada por um aliado de Flávio à Folha.
Miller estreitou laços com a família Bolsonaro quando esteve no comando da Gettr, rede social conservadora. Em setembro de 2021, chegou a ser interrogado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, em investigação sobre atos golpistas conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após participar de conferência organizada por Eduardo Bolsonaro, na qual também se encontrou com Jair Bolsonaro, então presidente da República.
Flávio partiu rumo aos Estados Unidos após ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26) a entregar seus passaportes —ele é alvo de inquérito que apura seu envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro com bets. O senador passou por Argentina e Equador antes de chegar ao território norte-americano.
Auxiliares de Lula têm repetido que eventuais providências relacionadas à fuga de Flávio cabem ao Judiciário, não à Presidência da República. O chefe do governo tem demonstrado, em conversas internas, preferir dedicar seu tempo a outros assuntos –ele acaba de ser reeleito e precisa esquadrinhar sua nova gestão. Também tenta evitar que as negociações sobre o tarifaço fiquem ainda mais difíceis.
Um integrante do alto escalão diz que a fuga foi tão absurda que não deveria ser elemento com potencial de desencadear qualquer crise para Lula.
O governo brasileiro pretende preservar a relação comercial com os Estados Unidos e manter as negociações em curso, mesmo com as notícias que ligam o governo americano à fuga de Flávio. A avaliação interna é de que não convém colocar o episódio no centro da relação entre os dois governos.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, aliados do petista avaliam que Flávio Bolsonaro tenta atrair Lula para uma armadilha para sabotar a relação entre o petista e Trump, descrita como boa por ambos. Por esse raciocínio, o candidato derrotado busca provocar o presidente brasileiro para que ele tome uma atitude ou dê uma declaração que estresse sua relação com o presidente americano.
Na quarta-feira (28), o senador do PL divulgou uma carta em que se proclamava "verdadeiro presidente do Brasil". Depois, atualizou o documento e referiu-se a si mesmo como "líder do Brasil". Ele afirma, sem apresentar prova nenhuma, que a eleição brasileira foi fraudada. Na segunda (26), Flávio havia dito que desistiria de anular a eleição na Justiça e declarou que não fugiria do país.
Trump até o momento não reconheceu explicitamente a vitória de Lula e disse que a eleição brasileira foi uma vergonha. Apesar disso, ele afirma que conversará com o brasileiro. De acordo com Trump, o próprio Lula pediu que ele não tomasse lado na disputa.
A orientação dada aos auxiliares de Lula é não alimentar uma polêmica em torno da fuga de Flávio e manter uma postura pragmática. Integrantes do governo avaliam que Lula saiu fortalecido da reeleição e não precisa cobrar de Trump o reconhecimento da vitória, ainda não expressado pelo presidente americano.
Na avaliação de um auxiliar do Planalto, cobrar publicamente o reconhecimento poderia transmitir uma imagem de fragilidade que o Brasil não precisa assumir. Um diplomata do Itamaraty afirma que, neste momento, as providências relacionadas à saída de Flávio do país cabem ao Judiciário, e não ao presidente da República.
O governo também considera relevante o fato de partidos de diferentes espectros políticos, inclusive o PL, terem reconhecido a vitória de Lula. Outro reconhecimento considerado importante pelo governo foi o do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
O grupo político do chefe do governo brasileiro diz acreditar que a ida do adversário para o exterior tende a dispersar seu eleitorado. No domingo (25), Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos para presidente da República e perdeu para Lula por 3,6 pontos percentuais.
Diversos aliados de Lula relataram à Folha a avaliação de que a fuga de Flávio Bolsonaro é benéfica para o presidente reeleito. Em seu aniversário de 81 anos, o petista citou o episódio como um dos mais vergonhosos da história do Brasil.
A análise é de que o senador abandonou um patrimônio eleitoral imenso e desorganizou a oposição, que agora precisará construir uma nova opção de poder –ou seja, um nome forte e incontestável em seu campo político para disputar a próxima eleição presidencial contra o grupo de Lula.
- Bahia Notícias
- 30 Out 2026
- 10:06h
Foto: Alejandro Zambrana / STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (29) devolver ao ministro André Mendonça a relatoria das investigações sobre o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já o caso envolvendo o Banco Master permanecerá sob responsabilidade da Presidência da Corte por mais 90 dias.
No período, Fachin ficará encarregado de analisar medidas urgentes relacionadas ao processo, como pedidos de revisão de prisões preventivas e questões sobre a regularidade da tramitação. A decisão ainda será submetida ao plenário do STF para referendo.
Fachin havia assumido os processos em setembro, em meio à crise interna entre os ministros, e suspendido novas decisões de Mendonça sobre os casos. A mudança provocou um impasse, com pedidos das defesas relacionados à liberdade de investigados, desbloqueio de bens e até autorização para exames médicos aguardando análise.
Há cerca de duas semanas, Mendonça havia encaminhado um ofício ao presidente do STF cobrando uma definição sobre a relatoria dos inquéritos. No despacho desta quinta, Fachin justificou a medida pela necessidade de garantir a continuidade da atividade jurisdicional, respeitando as regras de competência e as decisões do plenário.
A indefinição sobre os processos vinha gerando preocupação entre investigadores, advogados e magistrados, diante da possibilidade de atrasos em medidas relacionadas às apurações. O caso Master, por sua vez, seguirá sob responsabilidade de Fachin durante o prazo estabelecido.
- Bahia Notícias
- 30 Out 2026
- 08:02h
Foto: Amanda Ercília / GOVBA
Treze municípios baianos estão com decretos de Situação de Emergência em vigor devido aos impactos das fortes chuvas. A lista da Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) foi atualizada com a inclusão de Rio Real e Ribeirão do Largo.
As cidades atingidas são Eunápolis, Ilhéus, Itambé, Itanhém, Jussiape, Lajedão, Medeiros Neto, Pindobaçu, Porto Seguro, Ribeirão do Largo, Rio Real, Serrinha e Vereda. A Sudec acompanha as localidades e presta apoio técnico às administrações municipais.
- Bahia Notícias
- 29 Out 2026
- 18:16h
Foto: Divulgação / PM-BA
A Polícia Militar da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (29), a 10ª edição da Operação Força Total, mobilizando suas unidades em uma atuação coordenada em todo o estado. A ação ostensiva é direcionada com base em dados de inteligência para áreas de maior incidência criminal na capital, região metropolitana e interior.
Em nota oficial, a PM-BA destacou que “cada abordagem, cada patrulhamento e cada intervenção têm um propósito: reduzir as oportunidades para o crime e proteger o direito das pessoas de trabalhar, estudar, circular e viver com tranquilidade”.
Nesta quinta, a concentração das unidades para o briefing da operação ocorreu na Praça do Dique do Cabrito, no Alto do Cabrito, em Salvador.
- Bahia Notícias
- 29 Out 2026
- 16:14h
Foto: TCE-MT / Divulgação
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (29). A prisão ocorreu no âmbito da Operação Tomada de Contas, que apura suspeitas de irregularidades na gestão de contratos públicos e na liberação de pagamentos dentro do órgão de controle estadual.
Segundo informações do g1, a Polícia Federal cumpre seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e envolvem mais de 180 policiais federais, além de determinar o bloqueio de bens dos investigados e a quebra de sigilos bancários e fiscais. A assessoria do TCE-MT foi procurada para se manifestar sobre a ação, mas ainda não enviou posicionamento.
A apuração indica que a suspensão arbitrária de contratos administrativos teria sido utilizada como instrumento de pressão contra empresas fornecedoras do tribunal. Os investigadores também identificaram indícios de favorecimento na liberação de verbas públicas e movimentações financeiras atípicas nas contas de servidores públicos, incluindo saques frequentes em espécie realizados nas dependências da própria instituição.
- Bahia Notícias
- 29 Out 2026
- 14:11h
Foto: TV Cultura
O cantor Caetano Veloso teve uma vitória na Justiça do Rio de Janeiro contra a Meta, responsável pelo Facebook. A empresa teve o pedido de efeito um suspensivo negado na ação movida pelo artista baiano contra a influenciadora digital bolsonarista Carla Castro.
De acordo com a coluna Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', a Justiça negou o pedido para afastar a ordem judicial que obriga a plataforma a inserir um código de identificação digital em conteúdo ofensivo publicado no Instagram contra o tropicalista.
Na gravação, a influenciadora, que é mãe da deputada federal eleita Julia de Castro, associava o artista ao uso de drogas e fazia acusações sobre seu padrão de vida e o uso de dinheiro público. A 14ª Vara Cível da Capital ordenou a remoção do vídeo em até 24 horas e a identificação da responsável pelo perfil.
O Facebook chegou a argumentar da decisão, afirmando que a obrigação de inserir o código, conhecido como hash, seria tecnicamente inadequada e poderia impor à plataforma um monitoramento permanente de publicações.
O relator do caso, desembargador Alexandre Eduardo Scisínio, da 15ª Câmara de Direito Privado do TJ do Rio, entendeu, porém, que a ordem não exige fiscalização contínua nem rastreamento de futuras republicações. O mérito do recurso ainda será julgado pelo colegiado da 15ª Câmara.
Segundo a publicação, após notícias de descumprimento da ordem inicial, a 14ª Vara Cível aumentou o valor da multa diária contra o Facebook de R$ 300 para R$ 2.000, com teto máximo fixado em R$ 200 mil.
Esta é a segunda ação movida por Caetano referente as eleições. O cantor também entrou com um processo contra o deputado Lucas Pavanato e o jornalista Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, por declarações referente a Lei Rouanet.
- Bahia Notícias
- 29 Out 2026
- 12:08h
Foto: Reprodução / Record TV
O ator Sérgio Hondjakoff usou o tamanho do próprio órgão genital como argumento para negar a acusação de assédio feita por Ana Bruna em A Fazenda 18. Em conversa com Ariela, ele afirmou que não teria como a participante sentir seu pênis durante um abraço.
“Eu tenho micropênis, meu pênis é pequeno. Para ela sentir meu pênis na parte de baixo do corpo dela, eu devia estar com vontade de fazer xixi”, declarou.
Ana Bruna relatou que se sentiu desconfortável durante um abraço do ator, que estaria usando apenas cueca e olhando para seu corpo. Em outra conversa, ela disse que Hondjakoff teria movimentado o órgão genital durante o contato físico.
A participante também relatou incômodo com os olhares do colega em outras ocasiões e levou a situação à produção do programa. Ao comentar o caso, a apresentadora Adriane Galisteu afirmou que as atitudes do ator chegaram “bem perto do limite”, mas avaliou que, naquele momento, não justificavam sua expulsão.
Após a repercussão, Hondjakoff pediu desculpas às mulheres confinadas. “Peço perdão pra todas as mulheres da casa. Sou homem, tenho meus equívocos e às vezes eu erro”, afirmou.
- Bahia Notícias
- 29 Out 2026
- 10:04h
Foto: Divulgação / Ascom-PCBA
Um homem de 61 anos foi preso preventivamente nesta quarta-feira (28), no bairro Recreio, em Vitória da Conquista, investigado por importunação sexual contra um adolescente de 15 anos à época dos fatos, em 2024. Segundo a Polícia Civil (PC-BA), o suspeito conheceu a vítima durante uma corrida por aplicativo.
Após o trajeto, ele conseguiu o número de telefone do adolescente e passou a enviar mensagens de cunho sexual, além de imagens e vídeos íntimos por meio de um aplicativo de mensagens. As investigações apontaram ainda que o homem insistia em manter contato com a vítima.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva, autorizada pela Justiça. Após a captura, o investigado foi levado ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), em Vitória da Conquista, onde permanece à disposição da Justiça.
A prisão foi realizada por equipes da 8ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), com base nas apurações do Núcleo da Criança e do Adolescente, vinculado à 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior.
- Bahia Notícias
- 29 Out 2026
- 08:28h
Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP
A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quarta-feira (28) o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 investigados pelas fraudes financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB). As irregularidades foram investigadas na primeira fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com relatório de indiciamentos, Vorcaro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master que causam prejuízos ao BRB.
"Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição", concluiu a PF.
Vorcaro foi preso em março deste ano e está custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal.
Além de Vorcaro, também estão na lista de indiciados o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e Augusto Lima, ex-sócio do Master. As informações são da Agência Brasil.
Todos os investigados foram acusados dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Prejuízo
De acordo com os investigadores da PF, o prejuízo já apurado é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Parte das perdas foi provocada por carteiras de créditos inexistentes, que estavam em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master, e que fez transações com o BRB.
"Há, portanto, aproximadamente R$ 2,7 bilhões em perdas já formalizadas e reconhecidas, não se tratando de estimativa abstrata ou de risco meramente eventual", afirmou a PF.
Após concluir a primeira parte da Operação Compliance Zero, os investigadores enviaram o relatório de indiciamentos à Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogação das investigações por mais 60 dias.
O prazo será utilizado para conclusão dos exames periciais que estão pendentes e apresentação de um relatório complementar de investigação.
Outro lado
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro negou que as operações do BRB com a Tirreno tenham causado prejuízo ao banco público.
Na avaliação dos advogados, um ano após o início das investigações, a PF se "limita a repetir a mesma narrativa" e não conseguiu avançar nas investigações.
"O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo", afirmou a defesa.
- Por Vitor Antonio, Italo Nogueira e Marcela Canavarro | Folhapress
- 28 Out 2026
- 18:14h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No último domingo, 4.442 municípios registraram queda na abstenção em relação ao primeiro turno, o que significou um aumento de quase 3 milhões de eleitores que decidiram sair de casa para votar. Tanto Lula (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) devem ter pego fatias desses votos, bem como de adversários e de brancos e nulos do primeiro turno.
Em todo o país, 79,7% dos municípios tiveram queda na abstenção no segundo turno. Das 102 cidades com mais de 200 mil eleitores, houve queda em 90%.
Nesse conjunto de grandes cidades, o petista cresceu, em média, 5,7 pontos percentuais. Já no total das cidades do Brasil com redução de abstenção, Flávio venceu na maioria, mas Lula ampliou sua participação em 4,3 pontos percentuais, em média, em relação à primeira rodada.
A campanha do petista se mobilizou para angariar eleitores ausentes. Entre os 10,4 milhões de votos que ele teve a mais em relação à primeira rodada, apenas uma parte vem da abstenção. Ainda que Lula tivesse alcançado todos os eleitores que decidiram votar só no segundo turno, o número seria inferior à vantagem final que abriu sobre Flávio, de 4,4 milhões.
No quadro geral do país, o petista ampliou a margem de votos ou diminuiu a desvantagem sobre o candidato do PL em 97% dos municípios, como mostrou a Folha de S.Paulo.
Já Flávio Bolsonaro perdeu votos nominais em alguns locais em que o comparecimento de eleitores aumentou. Esse cenário é mais nítido na região Norte, onde estão 88% dos 25 municípios com maiores quedas de votos no candidato do PL entre aquelas que reduziram a abstenção. As outras cidades com baixas contundentes de votos em Flávio ficam no Sudeste (8%) e no Nordeste (4%).
No total de cidades onde a abstenção caiu, o candidato do PL obteve a maioria dos votos em 2.379, enquanto Lula atraiu novos eleitores em 2.250 delas. O petista recebeu a maioria dos votos em apenas 171, ou 3,85% do total de municípios que registraram queda nas ausências de eleitores.
Grandes cidades como Camaçari e Salvador, ambas na Bahia, tiveram queda de 4,82 e 4,37 pontos percentuais, respectivamente. A capital baiana registrou restrição à circulação de eleitores por falta de transporte e o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do estado chegou a decretar a prisão do secretário municipal de Transportes, Pablo Souza, no domingo (25), mas a ordem foi revogada.
A cidade de Tacuru (407 km de Campo Grande) teve a maior queda proporcional na abstenção. Lá, os eleitores ausentes passaram de 33,4% para 24,4% e a margem de vantagem de Lula se ampliou em 4,31 pontos percentuais.
Narandiba (605 km de São Paulo) registrou a segunda maior queda relativa na abstenção no país (de 19,87% para 11,73%), e Lula diminuiu sua diferença para Flávio em 5,88 pontos percentuais, mesmo com a vitória do filho de Jair Bolsonaro.
Lauro de Freitas (região metropolitana de Salvador) também teve problemas com transporte público. Mesmo assim, a ausência caiu de 22,9% para 17,3% (5,6 pontos percentuais), deixando a cidade no 24º lugar de queda de ausentes.
O aumento da abstenção foi mais percebido na região Norte. Itaubal (80 km de Macapá), por exemplo, aumentou a ausência de eleitores de 17,19% no primeiro turno para 41,01% no segundo. Cutias (106 km de Macapá) registrou movimento semelhante, com alta de 17,60% para 40,36%. Nos dois turnos, Lula venceu nestas cidades.
Entre os municípios com mais de 200 mil habitantes, Macapá, um dos locais em que Lula conseguiu a virada sobre Flávio, aumentou em 5,96 pontos percentuais o total de eleitores ausentes.
Abrigando cidades que tiveram forte aumento na abstenção e maior redução nos votos nominais para Flávio Bolsonaro, a região Norte teve um saldo final de 14,1 mil novos eleitores para o candidato do PL, com incremento de votos apenas no Pará e em Rondônia.
Mesmo assim, Lula venceu no Norte com uma diferença aproximada de 1.000 votos, macrorregião onde havia perdido no primeiro turno. O presidente conquistou 474 mil novos eleitores na região no último domingo –só no Pará, foram mais de 263 mil votos extras.
- Bahia Notícias
- 28 Out 2026
- 16:57h
Foto: Reprodução / CNN
O senador Flávio Bolsonaro pousou às 10h30 desta quarta-feira (28) em Miami, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. O candidato à Presidência da República deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), em direção à Argentina e por volta das 22h50, após cruzar a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.
A viagem ocorreu após a Polícia Federal solicitar a entrega do passaporte do senador, medida que foi acatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O filho de Jair Bolsonaro descumpriu a medida que solicitava a entrega até às 11h desta terça.
A entrada de Flávio em território argentino foi registrada com documentos de viagem válidos e sem impedimentos legais, informou a autoridade migratória. Ele teria ficado em uma fazenda em Foz do Iguaçu antes de viajar.
Segundo o Estadão, a aeronave utilizada pelo senador é um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que havia chegado ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). Conforme informações do serviço de rastreamento Flightradar24, o avião partiu somente na madrugada de quarta-feira, às 0h18.
INVESTIGAÇÕES
Flávio é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. A medida de apreensão do passaporte foi emitida no âmbito deste caso, que segue tramitando em sigilo de justiça.
Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Bahia Notícias
- 28 Out 2026
- 14:23h
Foto: Vittor Sales / Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou, em nota nesta quarta-feira (28), que não há mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus endereços.
"Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão", diz a nota. O Bahia Notícias, com base em informações do g1, publicou que a mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília seria alvo de um mandado de busca e apreensão.
Flávio Bolsonaro deixou o país nessa terça-feira (27). A saída do país aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do parlamentar.