- Bahia Notícias
- 06 Jul 2025
- 12:42h
Imagem Ilustrativa | Foto: Reprodução
Um integrante do alto escalão do governo de Israel afirmou neste sábado (5), sob condição de anonimato, que “nenhuma decisão” foi tomada até o momento em relação à proposta de cessar-fogo aceita na véspera pelo Hamas. O plano, mediado pelos Estados Unidos, com apoio de Egito e Catar, prevê uma trégua de 60 dias nos ataques à Faixa de Gaza.
A expectativa é que o gabinete de segurança de Israel se reúna em breve para deliberar sobre o acordo. A decisão acontece na véspera da viagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a Washington, onde ele deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (7).
Na sexta (4), o grupo Hamas anunciou que aceita o esboço apresentado pelos mediadores internacionais. Segundo uma fonte palestina envolvida nas negociações, o plano prevê uma trégua de dois meses, durante a qual o Hamas libertaria metade dos reféns israelenses ainda vivos, em troca da libertação de presos palestinos atualmente detidos em Israel.
Também nesta sexta, o Hamas disse estar pronto para “começar imediatamente” a discutir os detalhes da implementação do cessar-fogo. A Jihad Islâmica, aliada do Hamas em Gaza, declarou apoio às tratativas, mas pediu garantias quanto ao cumprimento do plano.
Em declaração à imprensa, o presidente Donald Trump afirmou não estar ciente da resposta formal do Hamas, mas mostrou otimismo: “Precisamos acabar com isso. É necessário que algo seja feito por Gaza”, disse.
- Por Luciano Trindade | Folhapress
- 06 Jul 2025
- 10:38h
Foto: Reprodução Getty Images
A confiança dos brasileiros em relação à seleção nacional está baixa. A pouco menos de um ano do início da próxima Copa do Mundo, que ocorrerá nos Estados Unidos, no Canadá e no México, pesquisa Datafolha mostra que 33% da população aposta que a equipe comandada pelo italiano Carlo Ancelotti, recém-chegado, vai alcançar o troféu na América do Norte.
A marca representa o percentual mais baixo da série histórica, iniciada há três décadas, com questionamentos semelhantes sobre o tema feitos pelo instituto. Antes do último Mundial, disputado no Qatar em 2022, 54% apostavam suas fichas no elenco então comandado por Tite.
No levantamento mais recente, o Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, distribuídas em 136 municípios de todo o Brasil. A pesquisa foi realizada nos dias 10 e 11 de junho de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Aferida pelo Datafolha desde 1994, a opinião dos brasileiros sobre o vencedor do Mundial tivera em 2018 a pior marca registrada até então para a seleção verde e amarela. Às vésperas da edição realizada na Rússia, 48% acreditavam que o título ficaria com a equipe pentacampeã mundial.
O número ainda refletia a frustração vivida pelos brasileiros na Copa do Mundo de 2014, quando o Brasil jogava em casa e terminou sua campanha de forma desastrosa: na semifinal, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari foi massacrada pela Alemanha e perdeu por 7 a 1. Depois, na disputa do terceiro lugar, nova derrota, 3 a 0 para a Holanda.
Antes de 2018, o índice jamais havia ficado abaixo de 56%, registrado em 1994, às vésperas da edição em que o Brasil conquistou o tetracampeonato nos Estados Unidos. O maior otimismo foi registrado em 2006, antes do Mundial disputado na Alemanha: a equipe brasileira chegou com 83% de confiança, otimismo impulsionado com a conquista do penta, em 2002, e com bons resultados na sequência.
Depois de ter atingido seu ápice, a expectativa dos brasileiros em relação à seleção passou a cair, ainda que com algumas oscilações. O índice foi de 64% em 2010, 68% em 2014, 48% em 2018 e 54% em 2022 até atingir agora os 33%.
A equipe canarinho, que era quase uma unanimidade nacional, passou a gerar dúvidas em metade do país e desinteresse em outra parte. O número de brasileiros que não souberam opinar sobre quem vai vencer a Copa de 2026 também foi de 33%.
O percentual de indecisos é maior entre as mulheres, 43% contra 23% dos homens, com margem de erro de três pontos para mais ou para menos nesse recorte.
A divisão por faixa etária mostra que os jovens, com idade entre 16 e 24 anos, apresentam maior confiança na seleção (39%) do que aqueles com 60 anos ou mais (28%). A margem de erro nesse recorte é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos.
Algumas pessoas do primeiro grupo nem eram nascidas ou tinham apenas um ano de idade na última vez em que o Brasil foi campeão mundial, em 2002. Depois disso, o país teve como sua campanha mais longa na Copa aquela que lhe rendeu o frustrante quarto lugar de 2014 e amargou quatro eliminações nas quartas: 2006, 2010, 2018 e 2022. Mesmo assim, o sentimento deles é mais otimista.
Os mais velhos, que guardam na memória não só os fracassos recentes, mas também os tempos de glória do passado, estão mais pessimistas.
O cruzamento entre preferências políticas e expectativa na Copa revela uma diferença importante. A confiança de que o Brasil será campeão entre aqueles que pretendem votar na próxima eleição presidencial em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de 42% --a margem de erro é de quatro pontos.
Entre aqueles que declaram intenção de voto no ex-presidente Jair Bolsonaro, 29% citam o Brasil favorito --também com margem de erro de quatro pontos.
No grupo daqueles que pretendem ter voto em branco ou nulo, 26% apostam no Brasil campeão em 2026, e 47% não souberam responder. A margem de erro é de seis pontos nesse recorte.
Independentemente do campo político, além do Brasil, a equipe mais citada na pesquisa foi a Argentina, campeã do último Mundial, em 2022, com 9% dos palpites. A Espanha aparece em terceiro, com 8%. Vice na última Copa, a França foi a quarta mais citada, com 6%.
Das três equipes mais citadas além do Brasil, apenas a Argentina confirmou sua vaga na Copa do Mundo de 2026, com a melhor campanha da América do Sul. A equipe alviceleste lidera as Eliminatórias do continente, com 35 pontos em 16 jogos.
O Brasil também se classificou no começo do mês passado, na segunda partida de Ancelotti à frente da equipe, com vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai.
A classificação amenizou as críticas que ecoam desde a queda nas quartas de final do Mundial no Qatar e ganharam mais força ao longo do novo ciclo, no qual o Brasil passou a conviver com troca de técnicos em meio a uma crise institucional na CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
- Por Laura Intrieri | Folhapress
- 06 Jul 2025
- 08:30h
Foto: Lula Marques/Agência PT
O PT chega às eleições internas neste domingo (6) enfrentando ao menos dois desafios estruturais: o envelhecimento de seus filiados e a concentração de seu poder em governos de estaduais no Nordeste.
Pessoas de até 34 anos representam apenas 8,32% dos filiados, segundo levantamento feito pela Folha com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em 2010, essa faixa etária compunha 25,46% dos militantes petistas --uma redução de 17,14 pontos percentuais em 14 anos. No mesmo período, o conjunto dos partidos brasileiros perdeu cerca 10 pontos percentuais de filiados nesse estrato, indo de 19,31% a 9,36%.
O partido tem quatro candidaturas para o comando da direção nacional: o favorito, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP) e apoiado pelo presidente Lula; Valter Pomar, Romênio Pereira e o deputado federal Rui Falcão (SP).
A disputa ocorre enquanto partido de Lula, mesmo tendo reconquistado o Palácio do Planalto, opera com uma estrutura partidária profundamente transformada por quase uma década de crises.
As lideranças, por outro lado, não foram renovadas de modo a acompanhar e responder a tais mudanças, de acordo com Marco Antônio Teixeira, cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).
"O PT certamente passa por um processo de envelhecimento, e isso é percebido porque os principais nomes do partido hoje em dia ainda são os que participaram da própria fundação do PT. Naquela época, eles eram 'os jovens' da legenda", diz.
Dados obtidos pela coluna Painel mostram que o pleito da legenda terá 4,3% dos candidatos com menos de 30 anos --os comandos estaduais e municipais também serão escolhidos neste domingo.
O PL, partido de Jair Bolsonaro (PL), que abriga figuras como o deputado federal Nikolas Ferreira, teve um respiro e, de 2022 a 2024, elevou a fatia de filiados com menos de 34 anos de 7,48% para 9,1%.
A Operação Lava Jato marca um divisor de águas na trajetória do PT. Entre 2014 e 2018, o partido perdeu a presidência com o impeachment de Dilma Rousseff, viu sua bancada federal cair de 68 para 56 deputados --o menor número desde 1998-- e perdeu o governo de Minas Gerais, segundo estado mais populoso do país.
A queda foi ainda mais expressiva considerando que o PT havia atingido seu recorde de 91 deputados federais em 2002, no primeiro ano de governo Lula.
A volta de Lula à Presidência foi uma vitória, mas, considerando-se os governos estaduais, a legenda, que já governou 23,7% da população brasileira, hoje administra 14,6%, sem nenhum estado fora do Nordeste.
Mesmo com o retorno do petista ao Palácio do Planalto, a bancada federal se recuperou apenas parcialmente, com 67 deputados em 2022. Fortaleza é a única capital com prefeito do PT: Evandro Leitão, um político egresso do PDT.
"A paulada da Lava Jato foi forte e o PT vai sentir isso durante muito tempo, ainda mais porque não se renovou", avalia Teixeira.
No Congresso, episódios recentes expõem a dificuldade com o encolhimento da bancada. Nas votações sobre o aumento do IOF, partidos com 14 ministérios se uniram à oposição e votaram contra o governo.
Os 383 votos a favor da derrubada dos decretos de Lula contaram com mais da metade dos votos de PP (que deu 100% dos seus votos contra Lula), União Brasil (97% da bancada), Republicanos (95%), MDB (93%) e PSD (60%).
Entre os partidos de esquerda, 94% da bancada do PDT votou contra o governo. No PSB de Alckmin, a rebelião ficou em 60%.
A sucessão de Lula quando o petista deixar a política permanece uma incógnita. Não há consenso em torno de figuras já cotadas para assumir o lugar, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O envelhecimento do partido permitiu que a geração fundadora mantivesse controle sobre a máquina partidária, bloqueando renovações genuínas, de acordo com o professor da FGV.
"Pensar no futuro pós-Lula é urgente, mas, quando você vê lideranças novas, quem são? A [vereadora] Luna Zarattini, aqui em São Paulo, que vem de uma família de políticos [neta do ex-deputado Ricardo Zarattini (1935-2017)]. O [vereador de Belo Horizonte] Pedro Rousseff, sobrinho da Dilma", diz.
"O PT teve dificuldade de ingressar naquilo em que a juventude hoje está dialogando, que são as redes sociais, o TikToks, o Instagram", aponta Teixeira.
Ele aponta que, enquanto isso, grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) e coletivos como o movimento negro capturam a atenção dos mais novos com pautas específicas.
"Os movimentos da esquerda têm mais essa característica de trabalhar com as identidades, enquanto os movimentos mais da direita são mais temáticos. O debate do empreendedorismo, por exemplo, que hoje pega muito jovens, principalmente por conta do trabalho com aplicativo, não é um debate liderado pelo PT", afirma o professor.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 04 Jul 2025
- 16:37h
Foto: Victor Piemonte/STF
Dois dias depois de o governo, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), ingressar no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a validação do decreto que aumentava a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), oito partidos decidiram protocolar ação com objetivo contrário, o de assegurar a validade da decisão tomada pelas duas casas do Congresso.
A ação protocolada por União Brasil, Republicanos, Progressistas, PSDB, Solidariedade, Podemos, PRD e Avante busca fazer com que o Supremo Tribunal Federal reconheça que o Congresso Nacional agiu dentro dos limites constitucionais ao barrar o decreto presidencial que reajustou as alíquotas do IOF.
Os partidos afirmam que a ação busca “evitar decisões judiciais conflitantes” em instâncias inferiores e garantir “segurança jurídica” para empresas, consumidores e agentes do mercado de crédito.
Assim como havia acontecido com a ação protocolada pelo Psol para reverter a derrubada do decreto pelo Congresso, e com a iniciativa da AGU no mesmo sentido, a iniciativa conjunta dos oito partidos também deve ser direcionada ao ministro Alexandre de Moraes. O ministro foi sorteado inicialmente para ser o relator da ação impetrada pelo Psol.
A ação que será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes passou a contar também com a participação do PL. O partido pediu para integrar, como terceira parte interessada, a ação do governo no STF contra a decisão do Congresso. A legenda solicitou, nesta quinta (3), o seu ingresso como amicus curiae (ou amigo da Corte).
O partido justificou que deveria ser aceito no processo pois conta com ampla representação no Congresso Nacional. Além disso, segundo a sigla, a figura do amicus curiae “revela-se como instrumento de abertura do Supremo Tribunal Federal à participação popular na atividade de interpretação e aplicação da Constituição”.
A figura do amicus curiae, embora não seja parte no processo, pode fornecer subsídios ao julgador, e no caso do PL, a participação será no sentido de defender a decisão do Congresso de aprovar o projeto de decreto legislativo.
- Por Claudinei Queiroz | Folhapress
- 04 Jul 2025
- 14:33h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A morte da brasileira Juliana Marins no monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, está provocando uma pequena revolução no turismo local. Nesta quinta-feira (3), o Ministério do Turismo local anunciou que intensificará os protocolos de segurança em todas as trilhas do país asiático, principalmente, no Monte Rinjani.
Essa decisão ocorreu após uma revisão dos protocolos de segurança e supervisão com o Ministério do Meio Ambiente, a Basarnas (Agência de Busca e Salvamento) e governos locais.
"Evitamos que este incidente se repita. O ministério aumentará a supervisão e avaliação para garantir que todas as atividades em atrações turísticas extremas sigam os regulamentos e padrões aplicáveis por meio de monitoramento", disse o vice-ministro para desenvolvimento de destinos e infraestrutura, Haryanto Dhanutirto, à imprensa local.
Entre as ações a serem tomadas está intensificar a fiscalização de agências de viagens certificadas, de operadores e guias turísticos para melhorar os aspectos de segurança e proteção nas atrações extremas.
De acordo com Dhanutirto, o Ministério do Turismo também propôs a construção de um centro de resgate e treinamento para carregadores e guias de montanha para desenvolver suas competências de resgate.
"Para acompanhamento a médio prazo, equipamentos adicionais de comunicação de emergência serão fornecidos para postos de apoio, guias, carregadores e outros", acrescentou.
Outros esforços a médio prazo incluirão a adição de equipamentos de emergência em postos de apoio como uma etapa inicial de salvamento antes da chegada da equipe oficial de resgate, treinamento em resgate de emergência para guias de montanha e carregadores, e digitalização da Rota Rinjani 360 para materiais de orientação para alpinistas, informou o oficial.
A longo prazo, o governo planeja construir postos de apoio adicionais na rota de escalada e equipar cada posto com equipamentos de resgate de emergência.
"Também colaboraremos com a Basarnas para garantir que guias turísticos e carregadores tenham passado por treinamento de segurança e proteção para fornecer primeiros socorros aos turistas antes da chegada da equipe SAR", acrescentou Dhanutirto.
Paralelamente, a polícia da ilha de Lombok anunciou na segunda (30) que já ouviu testemunhas e inspecionou o local onde Juliana caiu para tentar identificar se houve qualquer tipo de irregularidade na morte dela.
O corpo da publicitária chegou ao Brasil na noite de terça (1º), trazido pela FAB (Força Aérea Brasileira), que fez o transporte de Guarulhos (SP) até a Base Aérea do Galeão, na zona norte do Rio.
No dia seguinte, o Instituto Médico Legal do Rio realizou uma nova autópsia. Segundo o Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, o exame começou às 8h30 e durou pouco menos de duas horas e meia.
Dois peritos legistas da Polícia Civil conduziram o exame, que foi acompanhado por um perito da Polícia Federal, um assistente técnico da família e pela irmã de Juliana, Mariana Marins. O laudo preliminar deve ser entregue em até sete dias.
E nesta sexta-feira (4) será realizado o velório no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ), cidade onde ela vivia com a família. A cerimônia de despedida será aberta ao público até meio-dia e depois será restrita à família e amigos das 12h30 às 15h. Na sequência, o corpo será cremado.
- Bahia Notícias
- 04 Jul 2025
- 12:30h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal do Distrito Federal a suspensão imediata do Concurso Público Unificado (CNU) de 2025, cujo edital foi divulgado em 30 de junho. O órgão aponta que o certame foi lançado sem a correção das falhas estruturais apontadas em ação civil pública ajuizada há uma semana e sem adoção de medidas capazes de garantir o cumprimento efetivo das cotas raciais no certame.
Para o MPF, a suspensão imediata do concurso pode evitar prejuízos à efetividade da política de ações afirmativas e aos candidatos cotistas.
De acordo com o órgão, embora mencione a ampliação do percentual de cotas, o novo edital mantém uma série de problemas já registrados na primeira edição do CNU, em 2024. Há previsão para sorteio de vagas para aplicação proporcional das cotas raciais nos casos em que o número de vagas ofertadas for inferior ao mínimo legal, sem transparência quanto aos critérios adotados nem mecanismos de controle externo. Segundo MPF, isso compromete a efetividade da ação afirmativa e a segurança jurídica dos candidatos cotistas.
O documento não cita, de forma expressa, o cadastro de reserva proporcional por modalidade de cota, o que impede o monitoramento da convocação de candidatos ao longo do prazo de validade do concurso e fragiliza o cumprimento da reserva legal. Há falta de clareza sobre a publicidade das listas classificatórias específicas e sobre o ranqueamento contínuo. Além disso, foi mantida a diretriz de que as decisões das comissões de heteroidentificação permanecem definitivas e não exigem motivação individualizada. Isso contraria os princípios do contraditório, da ampla defesa e da motivação dos atos administrativos.
Para o MPF, o concurso deve ser suspenso até que a União comprove que adotou as medidas necessárias para sanar as falhas. A edição de 2025 do CNU oferece 3.652 vagas distribuídas em nove blocos temáticos, abrangendo órgãos da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional.
ENTENDA O CASO
O MPF recebeu uma série de reclamações de candidatos que prestaram o CNU em 2024, principalmente em relação às políticas de ações afirmativas, incluindo falhas no processo de hereoidentificação de candidatos cotistas, falta de transparência, dificuldades para apresentação de recursos e violação ao direito ao contraditório, entre outras.
Para evitar a repetição dos problemas na edição de 2025, em 25 de julho, o órgão apresentou à Justiça Federal do Distrito Federal ação civil pública contra a Fundação Cesgranrio e a União, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), apontando todos os problemas estruturais do edital, pedindo a sua correção e a comprovação da adoção das medidas. Cinco dias depois do ajuizamento da ACP, o edital da nova edição do certame foi publicado sem que as medidas tenham sido adotadas.
- Bahia Notícias
- 04 Jul 2025
- 10:20h
Foto: Instagram
A defesa de Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, apresentou um recurso contra a decisão provisória que concedeu a Murilo Huff a guarda unilateral do pequeno Léo, fruto da relação do artista com a Rainha da Sofrência, morta em 2021.
De acordo com o portal LeoDias, o agravo ao processo foi apresentado à Justiça na quinta-feira (3), dia em que a defesa de dona Ruth apresentou uma nota repudiando a exposição ao neto.
No pronunciamento oficial, o advogado Robson Cunha afirmou que a decisão "contraria frontalmente o parecer do Ministério Público, que manifestou de forma contrária à concessão da tutela de urgência requerida pelo genitor, demonstrando a fragilidade dos fundamentos apresentados pelo juízo".
O representante ainda afirmou que há provas que vão mudar totalmente o curso do processo iniciado por Huff.
"Tenham certeza que AGORA é que esse processo será iniciado. Existem muitas informações e PROVAS que vão mudar TOTALMENTE o curso dessa ação. Não se deixem enganar com o silêncio da avó, ele existe para proteger um bem maior, que é a vida do Léo. Ela tem se mantido firme aos ataques injustos que vem sofrendo e assim ficará até o final."
ENTENDA O CASO
Na última quinta-feira (3) detalhes da decisão judicial foram divulgadas pelo portal LeoDias. De acordo com a publicação, a decisão teria sido tomada por negligências cometidas por parte da avó, Ruth, e pela não preferência de criação por “família extensa”.
Casos de negligência por parte da vó também teriam sido apresentados ao juiz, entre eles, mensagens de dona Ruth omitindo informações médicas sobre o neto a Murilo. A mãe de Marília Mendonça também teria sido acusada de alienação parental, prejudicando o vínculo da criança com o genitor.
O cantor obteve a guarda provisória do filho, Léo, após a audiência com dona Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, realizada na segunda-feira, 30 de junho, no Fórum Cível de Goiânia, Goiás.
O filho de Huff vivia com a avó em Goiânia desde novembro de 2021, após a morte de Marilia. A guarda do pequeno era compartilhada, e, de acordo com a defesa de Huff, o sertanejo mantém contato frequente com o filho, ajustando a agenda de shows para cumprir a paternidade.
- Por Adriana Fernandes, Bruno Boghossian e Julianna Sofia | Folhapress
- 04 Jul 2025
- 08:23h
Foto: Agência Senado
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, defendeu a limitação dos supersalários e informou que já conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmando que seria bom aprovar o projeto que trata do tema.
"Estou totalmente a favor de limitar o que se chama de indenizações para os juízes de uma maneira geral, que é o que a gente chama de extrateto, que está em discussão no Senado. Eu mesmo já falei com o presidente Alcolumbre que seria muito bom aprovar", disse Barroso, ao C-Level Entrevista, novo videocast semanal da Folha de S.Paulo.
O ministro defendeu, no entanto, que há extras no salário dos juízes que são justificáveis e necessários para não haver, segundo ele, desfalque na prestação do serviço jurisdicional. Barroso citou o adicional de férias que fica fora do teto do funcionalismo, que é pago aos juízes quando substituem as férias dos colegas. "Se ele vai trabalhar mais, ele tem direito a um extra."
O presidente do STF disse que é a favor de o Congresso dizer quais verbas podem ultrapassar o teto de forma legítima, e acabar com penduricalhos indevidos. "Sou totalmente a favor dessa limitação [dos penduricalhos]", disse.
Os chamados penduricalhos são os pagamentos adicionais, como auxílios e verbas indenizatórias, recebidos por servidores públicos, como juízes e membros do Ministério Público, além de seus salários regulares. Esses valores, por vezes, não são considerados parte da remuneração principal e podem não ser contabilizados no teto salarial constitucional do funcionalismo público, que é o salário de ministro do STF -hoje, em R$ 46.366,19.
O presidente do STF ressaltou que não há nenhuma decisão sua que tenha contribuído para o aumento dos penduricalhos. "A única decisão que eu tenho até hoje foi exatamente para cortar os penduricalhos para o futuro, porque para o passado eu não tenho competência para retirar, e só judicialmente", disse o ministro ao ser perguntado sobre o fato de o Judiciário ter hoje mais privilégios do que em 2023, quando ele assumiu a presidência do STF.
Barroso argumentou que tomou uma decisão administrativa, com apoio do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), proibindo que os tribunais concedam os benefícios. Segundo ele, o aumento dos penduricalhos não "pode entrar na sua conta".
"Fiz o que eu podia fazer, resolvi o problema para frente. Na minha gestão, não tem absolutamente nenhuma medida que tenha aumentado penduricalhos. A única medida minha que, em alguma medida, repercutiu sobre qualquer área de direitos e vantagens foi dizer, repetindo o que está na Constituição, que juízes e membros do Ministério Público têm igualdade de situação. Na minha conta não entra", justificou.
Ele admitiu, no entanto, que, nos estados, é possível terem ocorrido abusos "aqui e ali". " O que eu fiz foi exigir que, como os benefícios não podem mais ser dados por decisão administrativa, só se o Poder Judiciário, atuando jurisdicionalmente com recurso até o Supremo, autorizar, é que é possível."
O projeto dos supersalários já tramita no Congresso desde 2016, mas sofre resistência do funcionalismo público, sobretudo dos juízes e dos procuradores do Ministério Público. O texto lista quais tipos de pagamentos podem ficar de fora do teto.
A proposta foi aprovada pelo Senado em 2016 e só foi votada pela Câmara em 2021. Desde então, está parada à espera de que os senadores analisem as alterações feitas pelos deputados.
O assunto ganhou nova força em dezembro, quando o governo Lula tentou limitar as verbas indenizatórias recebidas por agentes públicos por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição). Esse texto propunha que só poderiam ultrapassar o teto salarial do funcionalismo os benefícios autorizados expressamente em lei complementar de caráter nacional. Do contrário, seriam declarados ilegais.
O Congresso, contudo, alterou o projeto diante da pressão. Pela nova redação, as verbas existentes foram liberadas até a aprovação de lei ordinária sobre o tema. Esse projeto de lei está desde novembro de 2023 sob a relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO), ex-líder do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Na entrevista, o presidente do STF fez questão de ressaltar que o Judiciário, nos últimos 22 anos, se tornou mais relevante na vida brasileira. "Houve um aumento expressivo da judicialização no Brasil de uma maneira geral, tanto no Supremo como nas instâncias inferiores. O Judiciário passou a ser, portanto, um Poder mais relevante na vida brasileira, que desagrada mais gente. E que, portanto, virou alvo de mais críticas e insatisfações", disse.
Para ele, algumas das críticas são injustas, mas ponderou que o Judiciário precisa melhorar sua atuação. "Algumas são justas e a gente precisa consertar. E outras são injustas e vêm como consequência de uma certa má vontade dos interesses que são contrariados", afirmou.
Barroso disse que não se impressiona muito com pesquisas de opinião pública que mostram críticas ao Judiciário. "A importância de um tribunal não pode ser aferida mesmo em pesquisas de opinião pública. A gente interpreta a Constituição e com frequência desagrada muita gente. Quando eu mesmo determinei a desintrusão de uma terra indígena que tinha sido invadida, tinha 5.000 invasores e 1.000 indígenas. Se fizerem uma pesquisa na região, vou perder de 5 a 1 em termos de prestígio, mas a vida não pode ser aferida assim".
- Por Victoria Bechara e Laila Nery | Folhapress
- 03 Jul 2025
- 18:35h
Foto: Reprodução/ Instagram
O marido da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), o coronel Aginaldo Oliveira, foi exonerado do cargo de secretário municipal de Segurança Pública de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município na terça-feira (1°). O documento informa que a saída ocorreu a pedido do próprio Aginaldo.
O coronel da Polícia Militar do Ceará tinha se afastado do cargo para acompanhar Zambelli, que fugiu para a Itália. O pedido foi feito em 21 de maio. Ele alegou "motivo de doença de pessoa da família" para tirar licença até 29 de junho.
O prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PSD), falou sobre a saída de Aginaldo nas redes sociais. "Quero agradecer ao coronel pelos serviços prestados e pelo trabalho realizado à frente da nossa segurança. Reafirmo que seguimos firmes com o nosso compromisso de garantir mais segurança para toda a população da nossa Caucaia", escreveu.
Zambelli fugiu do Brasil no fim de maio pela fronteira com a Argentina. Ela está na Itália e foi incluída na lista vermelha da Interpol. Com isso, a deputada licenciada pode ser presa a qualquer momento.
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, afirmou ao UOL que a captura da deputada pode levar meses. "Ela se encontra foragida. Depois de quase três semanas, não se tem ainda nenhuma informação concreta da localização dela", disse.
A polícia recebeu informações de que Zambelli e o marido estariam em Nápoles. Antes, ela teria alugado um apartamento em Roma.
A deputada federal revelou ter deixado o Brasil no início de junho. O comunicado se deu menos de um mês depois de ela ter sido condenada a dez anos de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) por invasão aos sistemas institucionais do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com o auxílio do hacker Walter Delgatti.
Zambelli, já considerada importante aliada do bolsonarismo, já enfrentava na Justiça outros processos. Em janeiro, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) decidiu cassar o seu mandato por desinformação eleitoral.
Dois meses depois, o STF formou maioria para condená-la a cinco anos de prisão em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal durante episódio em que a parlamentar ameaçou atirar em um homem, nos Jardins, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
- Bahia Notícias
- 03 Jul 2025
- 16:20h
Foto: Reprodução / Agência Brasil
O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, deve deixar o comando da estatal em breve. Segundo apuração da Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, Fabiano já redigiu uma carta de renúncia que será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Seu mandato termina em agosto e, para permanecer no cargo, dependeria de recondução pelo governo.
A saída ocorre em meio à pressão da Casa Civil, comandada pelo ministro Rui Costa, que cobra um plano de reestruturação da estatal. A proposta prevê o fechamento de agências em todo o país e medidas para reduzir os custos operacionais da empresa, que acumulou prejuízo de R$ 2,6 bilhões no ano passado.
A reestruturação prevê, além do Plano de Demissão Voluntária (PDV) em curso — que pode desligar cerca de 4 mil funcionários —, a possível extinção de outras 8 a 10 mil vagas com o encerramento de unidades físicas. A estimativa é economizar R$ 1 bilhão, além dos R$ 800 milhões já esperados com o PDV.
Fabiano, no entanto, resiste à adoção de medidas mais severas. Ele argumenta que os cortes podem comprometer projetos sociais da estatal, como a abertura de agências em comunidades vulneráveis. Só no Rio de Janeiro, mais de 50 favelas foram contempladas com novas unidades nos últimos anos.
Apesar das pressões, o ministro Rui Costa afirmou por meio de sua assessoria que não defende demissões em massa. Segundo interlocutores, sua orientação é pela "racionalização dos gastos", e não pelo enxugamento radical do quadro funcional.
Os Correios têm sido alvo de disputas políticas entre partidos da base aliada. Mesmo com o rombo financeiro, a empresa conseguiu um empréstimo junto ao Banco dos Brics e planeja investir R$ 5 bilhões nos próximos anos. O prejuízo mais recente é atribuído à "taxa das blusinhas", mudança nas regras de importação de compras internacionais, que teria impactado significativamente o volume de encomendas processadas.
- Bahia Notícias
- 03 Jul 2025
- 14:40h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) vai instaurar um inquérito para investigar o ataque hacker sofrido pela C&M Software, empresa que presta serviços de conexão para instituições financeiras depois do ataque de terça-feira (01) estimado com o prejuízo de R$ 1 bilhão.
O ataque causou instabilidade no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o Pix, revelando vulnerabilidades na segurança de empresas responsáveis pela mensageria do sistema. A informação foi confirmada pelo Metrópoles, após apuração com fontes ligadas ao caso.
Há indícios de que os criminosos desviaram ao menos R$ 400 milhões, acessando contas de instituições financeiras por meio da invasão aos sistemas da C&M. Uma das instituições atingidas foi a BMP, provedora de serviços bancários digitais.
A C&M Software confirmou ao Metrópoles que foi vítima direta do ataque e afirmou, por meio de nota, que os sistemas críticos da empresa seguem operando normalmente. A companhia também declarou estar colaborando com as autoridades competentes, como o Banco Central (BC) e a Polícia Civil de São Paulo.
Como medida de precaução, o Banco Central determinou o desligamento das conexões da C&M com as instituições afetadas. Já a BMP esclareceu que o ataque atingiu apenas recursos de sua conta reserva junto ao Banco Central, sem impactos para os clientes da plataforma.
- Por Folhapress
- 03 Jul 2025
- 12:35h
Foto: Reprodução/TV Globo
Condenado nesta quarta-feira (2) por duas acusações de transporte para prostituição, envolvendo duas ex-namoradas, mas inocentado de três outras acusações mais graves, envolvendo tráfico sexual e extorsão, Sean Diddy Combs permanecerá preso até a definição de sua sentença.
O rapper americano escapou da prisão perpétua e pode ser sentenciado no máximo a 20 anos de prisão, tempo que irá considerar os quase 10 meses que o magnata da música já passou preso após ter sido detido em setembro de 2024. A informação foi anunciada pelo juiz Arun Subramanian nesta tarde.
Subramanian também negou o pedido de fiança feito pela defesa do artista após o anúncio de seu veredito e revelou que a sentença deve ser definida até outubro.
Embora não seja uma absolvição, já que a sentença ainda pode lhe impor até duas décadas preso, Diddy comemorou o veredito com euforia. Ele sorriu para sua família e advogados, fez um gesto de oração e agradeceu ao júri num sussurro logo após o anúncio feito nesta manhã.
Durante a tarde, ao retornar ao tribunal, sua empolgação foi reduzida pelos novos anúncios.
Ao longo do processo foram avaliados imagens e vídeos relacionados às acusações contra o magnata da música -dentre eles o do espancamento de Ventura, em 2016, no corredor de um hotel, enquanto ela tentava fugir de uma orgia-, acompanhando também argumentos da defesa e da promotoria.
A crise envolvendo Diddy se estende desde novembro de 2023, quando Ventura acusou o músico de abuso e tráfico sexual. A ação foi retirada no dia seguinte, após as partes chegarem a um acordo milionário confidencial.
- Bahia Notícias
- 03 Jul 2025
- 10:10h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, propaganda e uso dos extratos de cogumelo da linha Mushdrops, produzidos pela empresa Mush Mush Club. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (01). A determinação atinge os produtos identificados como Juba de Leão, Reishi, Cordyceps, Chaga e Turkey Tail, todos vendidos em formato de gotas. Além da proibição, a agência também determinou a apreensão dos itens.
Segundo a Anvisa, os produtos estavam sendo vendidos como se fossem medicamentos, embora não tenham registro ou regularização sanitária. “Assim, não é possível garantir a segurança de uso desses produtos, nem saber a sua procedência e o controle de riscos durante a sua produção”, informou a agência.
A Anvisa ressaltou ainda que a empresa não possui Autorização de Funcionamento (AFE) para fabricar medicamentos, o que impede a legalidade da comercialização dos extratos.
No mercado, os cogumelos da linha Mushdrops são divulgados como "superalimentos" que supostamente auxiliam no bem-estar físico e mental. Entre os efeitos prometidos estão controle da ansiedade, melhora da imunidade, aumento de energia, qualidade do sono e função respiratória. Em publicações nas redes sociais, a empresa afirma que os cogumelos não provocam alterações de percepção e não causam “onda”.
“Esses cogumelos não causam alterações na percepção, mas ajudam o corpo a funcionar melhor”, diz a empresa em um post no Instagram.
As informações foram apuradas pela Folha de S.Paulo que tentou contato com a Mush Mush Club por meio do WhatsApp, e foi informada de que o setor jurídico responderia. O site da empresa estava fora do ar nesta quarta-feira (02), mas o perfil no Instagram permanecia ativo.
A Anvisa também alertou que a medida vale para qualquer pessoa física ou jurídica — incluindo veículos de comunicação — que comercialize ou divulgue os produtos em questão.
- Por Cátia Seabra e Victoria Azevedo | Folhapress
- 03 Jul 2025
- 08:31h
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez chegar ao Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (2), sua irritação com as críticas de que tem sido alvo nas redes sociais, em mais um capítulo da crise que abala a relação do governo Lula (PT) com a cúpula do Congresso Nacional.
Em Portugal para o 13º Fórum de Lisboa, Motta reclamou especialmente do fato de Lula e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terem falado em quebra de acordo sobre a tramitação do aumento de alíquotas IOF (Imposto sobre Operação Financeira). O deputado nega que tenha se comprometido com a proposta do governo.
Também em Lisboa, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sugeriram a interlocutores do governo um aceno ao presidente da Câmara, na tentativa de restabelecimento de um diálogo com Motta.
Alertada por emissários do governo sobre esse descontentamento e já contrariada com o teor de vídeos contrários ao presidente da Câmara, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) disse repudiar os ataques a Motta.
Nas redes, ela disse que a disputa política faz parte da democracia, mas que "nada disso autoriza os ataques pessoais e desqualificados nas redes sociais contra o presidente da Câmara".
"Não é assim que vamos construir as saídas para o Brasil, dentre as quais se destaca a justiça tributária", afirmou.
Gleisi e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), já tinham ouvido queixas do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), com quem se reuniram na noite de segunda-feira (30). Assim como a ministra, Guimarães defendeu Motta, afirmando que o revés sofrido pelo governo na votação do IOF não pode ser usado como justificativa para ataques pessoais.
"Reitero minha solidariedade ao presidente Hugo Motta, que, como qualquer representante em uma democracia plena, tem o direito de defender suas convicções", afirmou Guimarães.
Aliados de Motta afirmam que as declarações embutem um medo do governo de novas derrotas na Câmara, onde tramitam pelo menos seis pautas de interesse governista.
Participante do fórum, o ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, engrossou o esforço conciliatório a ser conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O magistrado é o relator da ação protocolada pelo governo com o objetivo de reativar o decreto sobre o IOF.
Em Lisboa, onde conversou com ministros da corte, Messias elogiou a capacidade de diálogo de Motta e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ambos responsáveis pela inclusão da derrubada do decreto em pauta sem que o governo tenha sido informado.
"Tenho certeza que todos nós, em conjunto, com a liderança do presidente Lula, que já sinalizou que deve ter um encontro com os dois no retorno do [encontro dos] Brics, nós vamos encontrar uma saída", disse Messias.
O ministro do STF Gilmar Mendes, com quem Messias conversou, foi um dos que propuseram uma conciliação.
No Brasil, no entanto, Lula classificou como "absurda" a decisão do presidente da Câmara de colocar em votação a derrubada do decreto do aumento do imposto, alegando que houve descumprimento de acordo.
"O erro, na minha opinião, foi o descumprimento de um acordo, que tinha sido feito no domingo [8 de junho] à meia-noite na casa do presidente [da Câmara] Hugo Motta. Lá estavam vários ministros, deputados, o ministro [Fernando] Haddad com sua equipe e, quando chega na terça-feira, o presidente da Câmara tomou uma decisão que eu considerei absurda", disse o petista, durante entrevista na Bahia.
O projeto que susta os decretos foi aprovado pela Câmara por 383 votos favoráveis e 98 contrários. No plenário do Senado, a aprovação foi simbólica, ou seja, sem a contagem de votos.
Lula também disse que não há ruptura. "O presidente da República não rompe com o Congresso".
As declarações do petista acentuaram a irritação de Motta, segundo relato de aliados do presidente da Câmara. Apesar disso, interlocutores do deputado afirmam que a decisão de levar o tema à pauta conferiu a ele visibilidade nacional, ainda que ele receba a pecha de traidor nas redes sociais.
De acordo com relatos, Motta reforçou a aliados em Lisboa, após a entrevista, que não firmou nenhum compromisso em torno dos textos, mas que não iria contestar o presidente da República nas redes sociais.
Sua relação com o governo azedou após ele informar à noite, pelas redes sociais, a decisão de submeter o decreto à votação já no dia seguinte. Embora tenha conversado com integrantes do governo, Motta não avisou que essa era sua intenção. Segundo aliados, Lula encarou esse comportamento como uma traição. Procurado, o presidente da Câmara não se manifestou.
- Bahia Notícias
- 02 Jul 2025
- 18:35h
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O número de desastres causados por chuvas intensas no Brasil triplicou entre 2020 e 2023 em comparação com toda a década de 1990, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (30). Foram 7.539 ocorrências nos últimos quatro anos, contra 2.335 nos anos 1990, apresentando aumento de 222,8%.
Os dados integram o relatório "Temporadas das Águas: O Desafio Crescente das Chuvas Extremas", parte da série Brasil em Transformação, produzido pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica com coordenação do programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Entre os eventos registrados estão enxurradas, inundações, temporais e deslizamentos de solo, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, onde o volume de chuvas tem sido cada vez mais intenso.
“O estudo mostra que o aumento já está em curso. A mudança no regime de chuvas é real e vem se confirmando com base em dados de longo prazo”, afirmou o pesquisador Ronaldo Christofoletti, líder da pesquisa.
As projeções do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) indicam que, até 2100, o volume de chuvas pode aumentar em até 30% no Sul e Sudeste, enquanto pode cair até 40% no Norte e Nordeste, agravando desigualdades climáticas e riscos de desastres.
Segundo dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), entre 1991 e 2023 foram registrados 26.767 desastres climáticos associados às chuvas. Desses, 64% foram hidrológicos, com predominância de enxurradas (55%) e inundações (35%). Já os eventos meteorológicos corresponderam a 31%, com temporais representando 75% desse grupo. Os desastres geológicos, como deslizamentos, somaram apenas 5%.