Região: Mais um casal é preso por transportar cerca de 16 kg de cocaína

  • Informações da PRF
  • 12 Ago 2021
  • 11:43h

Droga apreendida com casa em Itapetinga | Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal prendeu, em flagrante, na tarde desta quarta-feira (11), um casal que transportava 16,5 quilos de cocaína, uma pistola 380, munições e quase R$ 2 mil. O motorista do carro de passeio informou que saíram do interior de Minas Gerais com destino a Itabuna, no sul da Bahia.

O motorista, de 31 anos, fez uma manobra perigosa ao encontrarem uma viatura da PRF, quando trafegavam pela rodovia em Itapetinga, no sudoeste da Bahia. Na tentativa de fuga, o condutor do carro de passeio quase provocou um acidente. Ao ser interceptados, o homem alegou que estavam retornando de uma festa de aniversário em Minas Gerais.

Os policiais suspeitaram da versão e decidiram fazer um levantamento mais detalhado. Eles descobriram que o motorista do carro de passeio já tinha sido preso por porte de arma de fogo. Durante as buscas, os policiais encontraram os tabletes de cocaína no painel do veículo.

O casal foi preso por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Os dois e o material apreendido foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Itapetinga. A ação da PRF contou com a apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil de Itapetinga.

Morre o ator Tarcísio Meira, aos 85 anos, em decorrência da Covid-19

  • Redação
  • 12 Ago 2021
  • 11:18h

João Coragem, um dos personagens mais emblemáticos vividos por Tarcísio Meira | Foto: Arquivo Globo)

O ator Tarcísio Meira, de 85 anos, teve a morte confirmada nesta quinta-feira (12), após seis dias de internação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência da Covid-19.

A informação foi confirmada pelo assistente pessoal do casa, Tadeu Lima, ao site da revista Quem. 

O veterano deu entrada na unidade com um quadro mais delicado que o de Glória Menezes, que também faz tratamento no mesmo hospital. 

Tarcísio, que estava na UTI do Albert Einstein, foi intubado e fazia tratamento com a diálise contínua, um procedimento que tem como objetivo filtrar as toxinas presentes no sangue por meio de uma máquina.

O ator havia sido vacinado com as duas doses da vacina contra a Covid-19, e segundo a nora do artista, Mocita Fagundes, que é casada com Tarcísio Filho, o casal foi infectado por um descuido.

Senado aprova projeto que suspende prova de vida do INSS até o fim do ano

  • Washington Luiz | Folhapress
  • 12 Ago 2021
  • 11:12h

(Foto: Reprodução)

Senadores aprovaram nesta quarta-feira (11) a suspensão da prova de vida para os beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) até 31 de dezembro deste ano devido à pandemia. O projeto segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Anualmente, a comprovação deve ser feita nos bancos onde o segurado recebe o pagamento ou nas agências do INSS. Esse procedimento estava suspenso desde março do ano passado, mas voltou a ser exigido em junho deste ano.

O relator do texto, senador Jorge Kajuru (Podemos-GO), reconheceu que o mecanismo é importante para evitar fraudes, mas defendeu que ele deve ser suspenso em razão dos riscos provocados pela Covid-19.

“Não se justifica, no entanto, neste momento tão grave de crise sanitária, que a prevenção a possíveis fraudes fique acima da preservação da vida de milhões de brasileiros, com o risco de corte do benefício a que fazem jus, valores estes que garantem a sua própria subsistência e de sua família”, argumentou.

De acordo com o INSS, até junho, dos 36 milhões de segurados, 23,6 milhões já haviam realizado a prova de vida.

A proposta inicial mantinha a comprovação para este ano, mas permitia que os aposentados e pensionistas pudessem enviar os documentos comprobatórios por meios eletrônicos ou pelos Correios. O trecho foi retirado na Câmara dos Deputados e acatado pelos senadores.

"O mais acertado para o momento atual é promover a suspensão de tal procedimento, até 31 de dezembro de 2021, esperando que até lá os brasileiros já estejam imunizados pela vacinação [contra a covid-19], razão pela qual somos favoráveis ao acolhimento do novo texto proposto pela Câmara dos Deputados", completou Kajuru.

Pelas regras do projeto, a partir de 2022, todos os bancos deverão usar sistemas de biometria para realizar a prova de vida dos segurados e dar preferência máxima de atendimento para os beneficiários com mais de 80 anos ou com dificuldades de locomoção. A intenção é evitar demoras e exposição dos idosos a aglomerações.

O texto também autoriza que a prova de vida seja realizada por representante legal ou por procurador do beneficiário, legalmente cadastrado no INSS. A primeira via da procuração não será cobrada.

Além disso, o projeto determina que as ligações telefônicas realizadas de telefone fixo ou móvel que visem à solicitação dos serviços deverão ser gratuitas e serão consideradas de utilidade pública.

Enquanto o projeto não for sancionado, os beneficiários do INSS devem continuar a fazer a prova de vida conforme as regras do instituto para evitar o corte do pagamento. Para informações sobre o calendário, o beneficiário pode entrar em contato com a instituição onde recebe os benefícios ou ligar para o telefone 135.

Em agosto, segundo o cronograma do INSS, será a vez de quem teria que fazer a comprovação em julho e agosto de 2020.

 

A maior parte dos segurados pode fazer a prova de vida no banco responsável por pagar o benefício, preferencialmente na agência onde a conta foi aberta. É necessário levar um documento de identidade com foto, que pode ser o RG, a carteira de motorista ou a carteira de trabalho.
 

Alguns bancos também permitem que a prova de vida seja feita por meio de biometria, nos caixas eletrônicos ou nos seus próprios aplicativos, se o beneficiário já tiver a biometria cadastrada.
 

Quem não puder ir ao banco por dificuldades de locomoção ou por motivo de doença pode fazer a prova de vida por meio de um procurador cadastrado no INSS. Para idosos com mais de 80 anos, é possível solicitar o atendimento em casa, também por meio do telefone 135.

Aqueles que perderem a data precisam ir presencialmente ao banco fazer a regularização.

Após seis meses do fim do prazo, o benefício é encerrado por falta da renovação da senha e será preciso recorrer ao Meu INSS para a reativação.

Caso o pagamento só esteja bloqueado ou o benefício esteja suspenso, o beneficiário deve ir ao banco e realizar a prova de vida. Com isso, o benefício pode ser reativado e os pagamentos liberados.

Venda de livros no primeiro semestre aumenta 48,5% em relação a 2020

  • Agência Brasil
  • 12 Ago 2021
  • 09:44h

Levantamento foi realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros | Foto: Reprodução

O mercado de livros nacional encerrou o primeiro semestre do ano com venda de 28 milhões de exemplares, o que representa alta de 48,5% em relação aos 18,9 milhões vendidos no mesmo período de 2020.

Em termos de valor, o faturamento alcançou R$ 1,19 bilhão, cerca de 39,9% a mais que os R$ 846,2 milhões apurados no acumulado até julho do ano passado. O preço médio no período recuou 5,78%, passando de R$ 44,86 para R$ 42,26.

O Painel do Varejo de Livros no Brasil foi divulgado nesta quarta (11) pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), a partir de pesquisa feita pela Nielsen BookScan. De acordo com o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira, a alta registrada reflete dois momentos distintos do mercado, apontando, em 2021, para um setor livreiro mais consolidado, contra um mercado atingido duramente pela pandemia de covid-19, em 2020, com as medidas de isolamento social impostas pelas autoridades sanitárias para impedir a disseminação da doença.

“São situações muito diferentes. Isso cria uma base de comparação muito desfavorável”, analisou Pereira. Para ele, importante é olhar o que está acontecendo em 2021, tendo em vista que a base de comparação com 2020 é deprimida, devido à pandemia. Ele acredita que daqui para frente vão começar a ser vistos dados que mostrarão quando “começou a virar a curva e experimentar o crescimento”.

Redescoberta

Segundo Marcos da Veiga Pereira, desde setembro de 2020, o aumento do consumo de livros vem demonstrando resultados positivos, fruto de ações promocionais, oferta de bons lançamentos e o estreitamento do relacionamento com os leitores nas redes sociais: “com a pandemia, a gente teve uma oportunidade que foi a redescoberta da leitura e essa redescoberta foi possibilitada pelo atendimento, principalmente naquele primeiro momento, do varejo online”.

O comparativo entre o sétimo período de 2021 (21 de junho a 18 de julho) e o período imediatamente anterior (de 24 de maio a 20 de junho) revela crescimento no mercado livreiro nacional de 26% de vendas em volume e de 23,7% em valor. “Essa é uma ótima notícia! O movimento de leitura continua fortalecido. Agora, a gente está vivendo um momento em que tem a reconexão com a leitura, tem a reabertura das livrarias. Então, a gente tem uma responsabilidade como indústria de manter a leitura em alta. Essa é a minha preocupação permanente”.

O presidente do Snel disse que durante muito tempo o varejo foi passivo. A pandemia fez com que o setor livreiro ficasse mais ativo, no sentido de procurar os leitores, de conhecer melhor os consumidores. Pereira considera difícil o mercado continuar crescendo em dois dígitos, porque vai ter uma base de comparação cada vez mais forte. Apesar disso, apostou que comparando 2021 com 2020, o setor fechará o ano com mais de 20% de expansão.

Nova reunião entre APLB e governo sobre aulas presenciais acaba sem acordo

  • Redação
  • 12 Ago 2021
  • 08:30h

Impasse na educação do estado continua | Foto: Reprodução Instagram

O impasse sobre o retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino continua após o Sindicato dos Professores (APLB) e os representantes do governo não chegarem em um acordo durante a reunião que aconteceu nesta quarta-feira (11).

O sindicato reforça que os professores retornem às salas somente 15 dias após receberem a segunda dose da vacina contra a Covid-19. “Pedimos ao governo que garantisse a conclusão da vacinação dos profissionais de ensino até o dia 10 de setembro, mas não houve acordo. O governador segue irredutível na decisão de manter as escolas abertas, mesmo sem estrutura nas unidades e vários casos de contaminação de professores e alunos após a volta presencial”, enfatiza Rui Oliveira,  coordenador-geral da APLB.

Estiveram presentes na reunião os secretários de Educação, Jerônimo Rodrigues e de Relações Institucionais, Luiz Caetano.

As aulas no modelo híbrido para o Ensino Médio tiveram início no dia 26 de julho, e para o Ensino Fundamental começaram na última segunda-feira (9), ambas com baixa adesão dos professores.

Mudanças na legislação eleitoral podem trazer impactos profundos nas eleições de 2022

  • Claudia Cardozo
  • 12 Ago 2021
  • 08:05h

(Foto: Reprodução)

A cada dois anos, o Congresso debate reformas na legislação eleitoral brasileira. Entretanto, as propostas discutidas neste ano para a eleição de 2022 podem trazer um impacto de maior proporção no pleito para formação do parlamento e na escolha para representantes dos poderes executivos. A primeira proposta, e a mais polêmica, versava sobre a transformação do voto eletrônico em voto impresso. O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19 não foi aprovado na noite da última terça-feira (10) por não atingir o número mínimo de votos dos deputados. Na noite desta quarta-feira (11), a Câmara dos Deputados rejeitou a proposta do chamado distritão e retomou as coligações.

De acordo com a advogada eleitoralista Érica Teixeira, toda essa discussão perpassa por uma necessidade de promoção de uma reforma política no país, e no atual momento, está fincado em três eixos: modificação do sistema eleitoral adotado para composição do parlamento, instituição do voto preferencial ou ranqueado para findar o segundo turno, e o voto impresso, que foi rejeitado pela Câmara dos Deputados. As propostas são relatadas pela deputada Renata Abreu, do Podemos. “São mudanças estruturais que reposicionam os partidos políticos no cenário nacional. E precisamos destacar que nossa Constituição é democrática e pluripartidária, obrigando qualquer cidadão que queira se candidatar a estar filiado a um partido”, contextualiza.

 Superado o debate do voto impresso, a maior discussão no Congresso passou a ser a adoção do chamado Distritão. “Hoje, nós temos o modelo híbrido, que é o proporcional ao somado ao majoritário, em que, para votos de deputados e vereadores, se faz um cômputo de votos baseado em legenda. Esse sistema pretere o voto do candidato para um voto que privilegia a legenda partidária ou coligações, que já havia acabado nas eleições de 2020, mas agora querem retomar”, explica a advogada. A eleitoralista acrescenta que a Constituição Federal privilegia partidos e a mudança para o distritão mudaria o cômputo dos votos para uma forma mais individualizada, para eleger os que obtiverem maioria dos votos.

O procurador-regional Eleitoral da Bahia, Cláudio Gusmão, sinaliza que o distritão puro não é adotado na maioria das democracias do mundo e também acredita que a modificação pode impactar efetivamente na escolha dos representantes. “Na Bahia, nós temos 63 deputados estaduais, e assim, seria eleito o mais votado. Mas seria o mais justo?”, questiona. “Nós temos um sistema eleitoral que combina o chamado coeficiente eleitoral com o coeficiente partidário. O número de votos válidos é dividido pelo número de cadeiras. Se tiver 100 mil votos válidos, e dez vagas, o coeficiente eleitoral vai ser 10 mil votos para eleger um parlamentar. No atual sistema, um candidato com 8 mil votos, somados os votos do partido e de outros candidatos, vai ser eleito”, explana. Ele lembra que, devido a este cálculo, o deputado federal Tiririca, ao ser eleito, permitiu que cinco candidatos de candidaturas inexpressivas pudessem garantir, pois seu número de votos representava cinco vezes o coeficiente eleitoral. “Esse sistema permite que candidatos com campanha inexpressiva do mesmo partido ou coligação possam ser eleitos”, pontua Gusmão. Para o procurador-regional Eleitoral, o ideal seria um distritão misto, com destinação de metade das vagas preenchidos pelo sistema proporcional e a outra metade, com o sistema distrital. 

O advogado eleitoralista Jarbas Magalhães também avaliou a proposta do distritão como danosa para o sistema eleitoral. Ele destaca que a Bahia tem 39 cadeiras na Câmara dos Deputados, e com o distritão, somente as candidaturas mais robustas, com mais recursos, poderiam se viabilizar em uma eleição majoritária. “Eu, particularmente, vejo vários problemas, pois passaria a se focar na pessoa do candidato e enfraqueceria os partidos políticos, além de tornar mais caro a eleição e mitigar o acesso das minorias ao parlamento. “Com o distritão, a maioria dos votos seria perdida. No atual sistema, ainda que o candidato não seja eleito, o voto do eleitor contribui para que aquele partido eleja algum candidato”, frisa Jarbas Magalhães.

 A maior preocupação de Jarbas e Érica era com a possibilidade de sufocamento de candidaturas que representam as minorias em direito no país, que mais precisam de representatividade nos parlamentos. A eleitoralista Érica Teixeira é categórica ao dizer que esse ponto é muito importante e precisa ser salientado. “Para além do custo da modificação do nosso sistema eleitoral, que seria muito alto, impactaria diretamente na protagonização dos representantes políticos”. Para ela, os especialistas e cientistas políticos estão esquecendo que todo programa de governo é baseado em conteúdo programático, e quando se enfraquece um partido político para o voto distrital, se enfraquece o conteúdo programático de um partido. “E isso faz com que outras figuras políticas ganhem ainda mais força e se crie conflitos de forma muito mais acirrada”, sinaliza. 

 Érica rememora que o partido político tem um papel de representatividade e é composto por muitas vontades e ideias. “Temos que lembrar que uma democracia só existe por ser feita por um conglomerado de muitos e de heterogeneidade. Toda vez que se suprime essa sistemática de cômputo de votos, que privilegia um pouquinho de cada grupo, se tem um Estado mais democratico, um Estado mais participativo e um parlamento mais participativo. Muito provavelmente com o fim do sistema proporcional e com a criação do distritão, só se fortaleceria quem já está forte no cenário nacional e enfraqueceria as minorias, os novos representantes, as pessoas que não têm tanto acesso às verbas do fundo eleitoral, e essa concentração de poder poderia ser muito perigosa, em um cenário, que, em tese, deveria ser democrático”, avalia.

Neste modelo, as candidaturas femininas estariam mais fragilizadas ainda. “Já temos poucas mulheres no parlamento. Não temos mais do que 15% deste espaço de representação. Com o distritão, se poderia ter menos mulheres nesse espaço público, pois o custeio da campanha feminina é feito majoritariamente com verba pública”, afirma Érica Teixeira. Segundo a especialista, os partidos políticos teriam a missão de proteger essas candidaturas, mas em caso de enfraquecimento das siglas, seria “dar poder a quem já tem poder nesses espaços públicos de representação”.

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

As eleições municipais de 2020 foram realizadas sem as coligações partidárias. E agora, a Câmara aprovou a possibilidade de partidos se unirem novamente em campanhas. Érica Teixeira afirma que as coligações surgiram para firmar alianças e ganhar forças e formar um bloco político para ganhar uma eleição. “O retorno das coligações não é o problema. O problema é como essas alianças são feitas, se são coerentes. A aliança política é importante, porque dá uma força para representatividade, mas pode ser perigosa se for feita de forma incoerente. É preciso pensar no que pode ser feito para corrigir esse descompasso”, provoca a advogada eleitoralista. O vai e volta nas leis eleitorais, segundo Jarbas Magalhães, representam uma “insegurança jurídica” também. “O fim da coligação foi uma coisa boa, pois veio para fortalecer os partidos, diminuir o número de legendas, que torna a governabilidade inviável. Além disso, as coligações promoviam um voto distorcido. A pessoa gostaria de votar em um candidato pela proposta, mas esse candidato está ligado a uma sigla da coligação, da qual ele não coaduna com as propostas. Com isso, o eleitor mudava o voto”, pontua.

 Outra polêmica é a proposta do voto preferencial ou ranqueado. O procurador-regional Eleitoral afirma que a criação de uma lista de preferência para findar o segundo turno para os cargos do executivo ainda é incerta. “Ningué sabe ao certo como esse sistema poderia funcionar. Ele é adotado em alguns países da Europa e em Nova York, mas não se sabe como funcionaria por aqui”, sinaliza. Jarbas Magalhães sintetiza que o voto favorável seria uma lista de ordem de preferência dos eleitores. “Desta forma, se elegeria o candidato menos rejeitado, mas seria uma confusão que só atrapalharia o processo eleitoral”, analisa. A medida, se vingar, só será colocada em execução em 2024. O argumento que esse procedimento diminuiria os custos das eleições e de campanhas, para Érica Texeira, não apresenta fundamento. Ela também diz que não há garantias que de os eleitores analisarão mais de uma candidatura para poder votar em mais candidatos. “O eleitor brasileiro já não gosta de escolher um candidato. Será que ele vai escolher dois, três ou quatro? Para além disso, há efeitos práticos no dia das eleições, no período eleitoral e na repercussão orçamentária e política dos anos posteriores que precisam ser avaliados”, pondera.

 O FANTASMA DO VOTO IMPRESSO

Ainda que a proposta de voto impresso tenha sido arquivada, o fantasma dele pode permanecer por muitos anos nos corredores do Congresso. O advogado Jarbas Magalhães acredita que no futuro o tema voltará a ser debatido. “Esse questionamento existe desde a criação das urnas eletrônicas. Em outros momentos, o voto impresso ocorreu através de lei ordinária, como no estado de Sergipe e em São Paulo, mas de modo que o eleitor não tinha acesso ao comprovante. O voto impresso ia para uma urna de lona. Só que a impressora travava toda hora e se quebrava o sigilo do voto. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade dessas leis e teve muita resistência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Agora, tentaram emplacar o texto como uma PEC para driblar o entendimento do STF de que o voto impresso era inconstitucional”, narra Jarbas Magalhães. O tema, segundo ele, voltará a ser discutido pela ideologização das urnas.

 Para Cláudio Gusmão, “todo sistema eleitoral é passível de aperfeiçoamento, de melhora, de ampliação dos requisitos de segurança,  e de legitimação”. Porém, para ele, os motivos atuais invocados para instauração do voto impresso “não subsistem". “Podemos discutir a implantação do voto impresso, mas não sob essa perspectiva de uma conspiração, de uma manobra para beneficiar candidato A,. B ou C”, salienta o procurador-regional Eleitoral da Bahia. “O sistema eleitoral brasileiro demanda alterações para  torná-lo mais racional, e dentro desse conjunto, a urna eletrônica e o sistema de apuração é o que há de melhor. Não é algo que justifique essa iniciativa com esse fundamentos, até porque, a gente nunca sabe se o que foi sugerido vai ser efetivamente aprovado, pois pode ter emendas, destaques, por exemplo”, declara. Gusmão lembra que a biometria não era algo indispensável, mas foi instituída para garantir mais segurança para “evitar que uma pessoa vote no lugar da outra, ou de pessoas já falecidas e exerça o sufrágio em nome dela”.

 RAIZ DE TODO MAL?

Os especialistas são unânimes em declarar a segurança das urnas eletrônicas e também da necessidade de se realizar uma reforma política. Porém, reconhecem que tal proposta não há de sair do parlamento atual brasileiro. “Toda eleição, temos uma mudança nas leis eleitorais. Uma reforma anterior não consegue se manter por duas eleições e questões importantes não são levadas à sério como as cotas. A preocupação dos legisladores é garantir suas reeleições, são propostas para manter os que já estão lá, pois eles não irão fazer uma reforma autofágica”, avalia Jarbas Magalhães.O eleitoralista afirma que o país precisa de uma reforma política que trate de questões sensíveis. “Mas é difícil enfrentar esse tema sob os olhos de quem vai ser diretamente afetado pela situação. Eles foram eleitos com esse sistema e farão de tudo para manter a permanência”, assevera. Magalhães avalia que é melhor manter o sistema atual, com todos os problemas que tem, do que se levar para frente as propostas que estão sendo debatidas. Cláudio Gusmão vai além e defende o fim das reeleições, por ser um “celeiro de problemas” e que é preciso “enxugar a legislação”, como a Lei da Ficha Limpa, que abre várias teses de aplicação do que seria uma condenação por improbidade administrativa.

Urandi: Homem é preso em rodovia da BA após ser flagrado com 130 kg de cloridrato de cocaína em escondidos em carro

  • Informações do G1/BA
  • 12 Ago 2021
  • 07:27h

(Foto: PRF)

Um homem de 44 anos foi preso na quarta-feira (11), na BR-122, trecho da cidade de Urandi, no sudoeste da Bahia, após ser flagrado transportando 130 Kg de cloridrato de cocaína em um carro.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a droga estava escondida no assoalho do veículo veículo.

Ainda de acordo com a PRF, uma equipe da corporação realizava fiscalização, quando abordou o veículo na altura do Km-850 da rodovia.

Após desconfiar das informações apresentadas pelo motorista, os policiais decidiram fazer uma fiscalização mais minuciosa no carro, momento no qual foi encontrada a droga escondida em um compartimento secreto do assoalho do veículo.

Aos policiais, o homem, que reside em Lagarto (SE), relatou que pegou os tabletes de cocaína em Montes Claros (MG) e levaria para Fortaleza (CE).

A PRF encaminhou a ocorrência para a Delegacia da Polícia Civil de Guanambi. O o homem responderá pelo crime de tráfico de drogas, que tem pena prevista de cinco a 15 anos de prisão.

Concurso do Banco do Brasil tem 1,5 milhão de inscritos e se torna o maior da história

  • Redação
  • 12 Ago 2021
  • 07:09h

Concurso oferece 4.480 vagas de escriturários. As inscrições terminaram no dia 7 de agosto e as provas acontecem no dia 26 de setembro | Foto: Reprodução

O concurso do Banco do Brasil para vagas de escriturários recebeu 1.655.420 inscrições. É o maior concurso da história do país, segundo a Fundação Cesgranrio, organizadora do processo seletivo.

Foram 1.613.886 inscritos para o cargo de Escriturário – Agente Comercial, que oferece 2 mil vagas, mais 2 mil de cadastro de reserva. Para o cargo de Escriturário – Agente de Tecnologia, foram 41.534 inscritos para concorrer a 240 vagas e 240 para cadastro de reserva.

As inscrições terminaram no dia 7 de agosto e realização das provas está prevista para o dia 26 de setembro. O processo seguirá os protocolos de prevenção à Covid-19, de acordo com as regras do edital.

“Os números de candidatos superaram as nossas expectativas. A procura por uma vaga no Banco do Brasil nos deixa orgulhosos por termos cumprido o objetivo de atrair novos talentos, em nível nacional”, afirma Ênio Mathias, vice-presidente corporativo do Banco do Brasil.

No Edital 2021, assim como nos editais anteriores do Banco do Brasil, há a previsão legal de reserva de 5% das vagas às pessoas com deficiência, além de 20% das vagas para cumprimento da cota para pessoa preta ou parda.

A remuneração inicial é de R$ 3.022,37, para jornada de 30 horas semanais, ajuda alimentação/refeição de R$ 831,16 por mês, e cesta alimentação, no valor mensal de R$ 654,87, na forma do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT.

VLI assina Pacto Global da ONU e agora integra a maior iniciativa voluntária de sustentabilidade corporativa do mundo

  • Ascom | VLI
  • 11 Ago 2021
  • 18:40h

A companhia se compromete a seguir 10 princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção | Foto: Ascom VLI

A VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – assina o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e reforça o compromisso de continuar promovendo os 10 princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção, além de atuar em prol do alcance dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). Com cerca de 15 mil participantes, em quase 170 países, a iniciativa conta com aproximadamente 1.300 membros no Brasil. 

Os 10 princípios nasceram em 2000, junto com o Pacto: as empresas devem apoiar e respeitar a proteção de direitos humanos reconhecidos internacionalmente; assegurar-se da não participação em violações destes direitos; apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva; eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório; abolição efetiva do trabalho infantil; eliminar a discriminação no emprego; apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais; desenvolver iniciativas para promover mais responsabilidade ambiental; incentivar o desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis; combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina. 

O Pacto é a maior iniciativa voluntária de sustentabilidade corporativa do mundo, com missão de alcançar os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável em 2030. Ele se soma a outros esforços promovidos pela VLI ao longo dos seus dez anos de atuação e demonstra a intensificação da jornada de sustentabilidade da companhia. “A VLI trabalha para deixar legado para seus diferentes públicos. Quando ela se une formalmente a outras empresas para fazer parte do Pacto, esse compromisso, já genuíno, é reforçado”, pontua Maria Clara Fernandes, gerente de Responsabilidade Social da VLI.  De acordo com ela, a sustentabilidade passa pelo cotidiano de todos na companhia. “Quando olhamos os 10 temas que estamos priorizando, vemos que eles estão na operação, no dia a dia, são responsabilidade de todos”.

Os ODS buscam assegurar os direitos humanos, acabar com a pobreza, lutar contra a desigualdade e a injustiça, alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas, agir contra as mudanças climáticas, bem como enfrentar outros dos maiores desafios de nossos tempos. As empresas que integram o Pacto Global da ONU são parceiras no alcance destes objetivos e, ao integrá-los em sua estratégia de negócio, reforçam o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e as gerações futuras.

Sobre a VLI 

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para trabalhar pela revista Você S/A, a VLI também foi eleita a mais inovadora empresa de transporte e logística, pelo Prêmio Valor Inovação Brasil 2020, e conquistou o 1º lugar na categoria Transporte e Logística das Melhores, da IstoÉ Dinheiro. A VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Sobre a Rede Brasil do Pacto Global da ONU

A Rede Brasil do Pacto Global foi criada em 2003, e hoje é a terceira maior do mundo, com cerca de 1,3 mil membros. Os mais de 40 projetos conduzidos no país abrangem, principalmente, os temas: Água e Saneamento, Alimentos e Agricultura, Energia e Clima, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Engajamento e Comunicação. Para mais informações, siga @pactoglobalbr nas mídias sociais e visite o website  www.pactoglobal.org.br.

Sobre o Pacto Global das Nações Unidas

Como uma iniciativa especial do Secretário-Geral da ONU, o Pacto Global das Nações Unidas é uma convocação para que as empresas de todo o mundo alinhem suas operações e estratégias a dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Lançado em 2000, o Pacto Global orienta e apoia a comunidade empresarial global no avanço das metas e valores da ONU por meio de práticas corporativas.

Ilhéus: PF e CGU afirmam que secretaria de saúde desconsiderou aviso de fraude

  • Francis Juliano
  • 11 Ago 2021
  • 17:33h

(Foto: BNews)

A Operação Nefanda, deflagrada na manhã desta quarta-feira (11), aponta que a secretaria de saúde de Ilhéus, no Litoral Sul, foi alertada sobre as fraudes no contrato de um abrigo para infectados de Covid-19.  Segundo a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU), que investigam o caso, a pasta foi responsável por todo o processo de licitação.

O superintendente da CGU, Ronaldo Machado, diz que mesmo avisada pelo setor jurídico da prefeitura de problemas na dispensa de licitação, a secretaria de saúde ilheense decidiu levar adiante o processo. “A própria procuradoria já havia alertado sobre algumas irregularidades, principalmente sobre a falta de experiência da empresa, e ainda assim foi levado a cabo essa contratação irregular”, disse Machado em coletiva de imprensa.

Funcionários da secretaria devem ser ouvidos ainda nesta quarta como parte das investigações do caso. De acordo com o delegado da PF, Anderson Alves, a prestação do serviço ainda tinha falhas. A contratação, segundo ele, só se encarregava de pagar funcionários. As demais despesas, o que incluía energia e até produtos de higiene, eram pagos pela prefeitura. 

Proporção de amostras da variante delta do Brasil triplica em quatro semanas

  • Cláudia Collucci | Folhapress
  • 11 Ago 2021
  • 16:22h

(Foto: Reprodução)

Em quatro semanas, triplicou a proporção da variante delta identificada em amostras do Sars-CoV-2 depositadas pelo Brasil na plataforma internacional Gisaid, que reúne dados genômicos de 172 países.

No dia 27 de julho, ela representava 12,8% das amostras; agora, são 38,5%. A variante gama (antiga P.1) responde hoje por 60%; há quatro semanas, representava quase 90% das amostras.

Na capital do Rio de Janeiro, a delta responde por 45% das amostras analisadas pela Secretaria Estadual da Saúde. No estado, por 26%. A alta taxa de transmissibilidade fez com que o governo suspendesse as aulas presenciais da rede estadual em 36 municípios, pelo menos até sexta-feira (13).

Em São Paulo, apesar de a delta representar 23,5% das amostras sequenciadas pelo Instituto Adolfo Lutz, o governo paulista mantém seu plano de flexibilização das atividades econômicas. Em entrevista coletiva no último dia 4, o governador João Doria (PSDB) afirmou que a liberação será gradual, segura e sob protocolos.

Para o virologista Maurício Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, não há dúvida sobre o avanço da delta no país, mas os dados da plataforma Gisaid precisam ser olhados com cautela, porque pode haver um viés de amostragem.

"Os grupos que estão sequenciando fazem um pré-screening [das amostras] e estão tendendo a sequenciar o que não é P.1 [gama]. Ou seja, está havendo uma preferência por sequenciar delta", afirma, dizendo o assunto foi discutido nesta terça (10) em um grupo de virologistas.

Na sua opinião, o crescimento da variante delta era esperado, mas ainda não é tão preocupante. "Está aumentando, mas não temos uma explosão de casos."

No mundo, a variante delta já representa 90% das amostras sequenciadas, segundo relatório publicado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) no domingo (8).

Devido ao rápido avanço da delta dentro e fora das Américas, a organização recomenda que os países revisem seus planos e se preparem para um eventual aumento de casos e de internações por Covid-19, incluindo necessidade de terapia intensiva com suporte, como hemodiálise.

Para Nogueira, há algumas hipóteses que explicariam o ritmo de avanço mais lento da variante delta no Brasil, em relação a outros países em que ela dominou rapidamente o território.

Um delas é a competição biológica com a variante gama. "Tivemos muita gente doente com a gama recentemente, o que gerou uma imunidade de rebanho", explica.

O aumento da velocidade da vacinação contra a Covid-19 no país também seria uma outra possibilidade. Por fim, o fato de o Brasil ser um país de dimensões continentais impede uma dispersão tão rápida como se vê na Inglaterra e em Israel, por exemplo.

Para o virologista Gúbio Soares, professor da Universidade Federal da Bahia, a dispersão da delta no Brasil dependerá também da forma como estados e municípios vão gerenciar a situação, por exemplo, avançando na vacinação, não permitindo grandes aglomerações e intensificando os alertas sobre o uso de máscara.

"O grande perigo são as festas. Já estão programando Carnaval, Réveillon. Isso é um perigo, é muito cedo para esse tipo de abertura. A delta depende muito de aglomeração [para se espalhar]."

A Prefeitura de São Paulo está investigando os 40 dos 93 contaminados pela variante delta na cidade e concluiu que apenas 3 deles estavam com a imunização completa, com duas doses da vacina contra a Covid-19. Outras 14 tomaram apenas uma dose. O restante ainda não foi vacinado.

Apesar da presença da variante na capital, a Secretaria Municipal da Saúde diz que o número de casos não apresentou curva de crescimento na última semana. Nesta terça (10), 90% do público elegível, maior de 18 anos, havia recebido pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Um pouco mais de um terço (37%) está com o esquema vacinal completo.

Confiança do agronegócio apresenta alta no segundo trimestre

  • Redação
  • 11 Ago 2021
  • 15:17h

A indústria de insumos teve a maior alta de confiança | Foto: Reprodução

O índice de confiança do agronegócio registrou alta no segundo trimestre do ano, conforme divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O indicador marcou 119,9 pontos no período, o que representa alta de 2,4 pontos em relação aos três primeiros meses do ano. Pela metodologia do índice, pontuações acima de 100 são consideradas como um cenário de otimismo entre os empresários da cadeia agropecuária.

Segundo o diretor do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Roberto Betancourt, a confiança acompanha os sinais de retomada da economia, abatida pela crise gerada pela pandemia de covid-19. “O recuo da taxa de câmbio no trimestre também melhorou a situação das empresas com custos em dólar, como é o caso de diversos segmentos de insumos agropecuários”, destaca.

Segmentos

A indústria de insumos teve a maior alta de confiança (9,2 pontos), marcando 117,1 pontos no segundo trimestre de 2021. Segundo a análise do indicador, as vendas antecipadas para a safra 2021/22 ajudaram a melhorar a confiança dos empresários. Além disso, os fertilizantes e defensivos agrícolas registram alta nos preços.

Apesar de manterem um patamar maior de confiança (121,4 pontos), os produtores agrícolas registraram queda de 6,5 pontos no índice do segundo trimestre. Entre os fatores relacionados à diminuição do otimismo está a estiagem que, de março a maio, prejudicou as lavouras de milho. Os preços dos grãos, que estavam em um patamar elevado, registraram queda e as recentes altas na taxa básica de juros influenciaram o custo dos financiamentos.

Seguindo o caminhão do feijão e arroz, café com leite deve ficar mais caro para o brasileiro

  • Redação
  • 11 Ago 2021
  • 13:43h

Aumento é consequência da seca e recentes geadas que atingiram o país | Foto: Reprodução

Se o tradicional almoço do brasileiro, com feijão e arroz, ficou mais caro, agora é a vez do café com leite também ter reajuste nos valores e pesar no bolso dos consumidores. O aumento é consequência da seca e das recentes geadas que atingiram o país.

Os fenômenos climáticos afetaram a produção no campo e devem pressionar os preços nos supermercados. No entanto, a magnitude dos reajustes e a velocidade ainda são uma incógnita.

No caso do café, por exemplo, a safra deste ano já era impactada pela escassez de chuva. As geadas em julho, nos estados de Minas Gerais e São Paulo, complicou ainda mais a situação.

Líder espírita Divaldo Franco é internado em hospital de Salvador

  • Redação
  • 11 Ago 2021
  • 11:46h

(Foto: Reprodução)

O líder espírita Divaldo Franco, foi hospitalizado na noite desta terça-feira (10), em Salvador. O baiano de 94 anos, está internado no Hospital São Rafael, no bairro de São Marcos. A informação foi confirmada pela Mansão do Caminho, obra social fundada por Divaldo.

Segundo a assessoria, ele deu entrada no hospital para realizar exames em decorrência de uma infecção urinária. Ainda de acordo com a Mansão do Caminho, o quadro de saúde do médium é estável e, até o momento, ele não deve passar por cirurgia.

No ano passado, Divaldo Franco foi hospitalizado em São Paulo, para uma cirurgia de correção de três hérnias de disco,

Brumado: A Pandemia, a Folia e a Insanidade

  • Daniel Simurro
  • 11 Ago 2021
  • 10:52h

(Foto: Ilustrativa)

Num mundo cada vez mais insano, onde a lucidez deveria ser uma referência, o que vemos é o despertar das síndromes, de uma Burnout que desestimula, de uma violência atroz que dilacera os lares e de uma procura desesperada pela felicidade que, cada vez mais, parece confinada à eterna efemeridade.

Então, nesse contexto, a sanidade chega a ser utópica, pois por nada se perde o equilíbrio, que faz os abismos entre as nossas esperanças e a nossa realidade ser ainda mais profundo. Então uma nova lógica coletiva pode estar sendo inaugurada que é a da “insanidade sã”, já que o mundo atual faz com que admitamos que a ansiedade, o medo, as incertezas, a tristeza, o ódio e tantas outras adversidades nos conscientizem que somos simples seres humanos.

Brumado acabou entrando nesse ambiente essa semana, já que o anúncio da possibilidade da realização da festa momesca fez com que muitos ficassem motivados a desfrutarem do reino da alegria.

Só que não existe a mínima lógica para tal “insanidade”, pois, primeiramente o prefeito municipal, defensor intrasigente da austeridade, sempre se mostrou avesso ao Carnaval e quando o fez, foi, ao que tudo indica, para obter ganhos eleitorais, então, partindo desse pressuposto, a realização do carnaval em 2022 seria uma afronta ao racional.

Que o brumadense gosta da folia isso é inegável, tanto que o município ostentou por muito tempo o título de melhor carnaval do interior baiano, mas, em tempos de pandemia e suas variantes implacáveis, se anunciar a realização da festa seria zombar das famílias e dos seus entes queridos que se foram.

Infelizmente, para os que ainda esperam estar sãos, ainda não é tempo de alegria plena, pois, por mais que a morte venha sendo banalizada, não se pode vulgarizá-la, como se nada tivesse acontecido e os Ubiratans, os Clementes, os Jurassis, os Jonas e tantos outros que se foram sejam apenas partes do passado.

A alegria tem que ser buscada sim, pois a vida está tão dura que ter que ser contrabalanceada, temos sim que nos alegrar, mas com a devida medida existencial, mas se realizar um carnaval após esse período tão nefasto que ainda nem acabou, seria realmente um atestado de insanidade brutal.

No fundo é uma discussão inócua, que surgiu na mente nervosa de um midiático provocador que gosta de “ver o circo pegar fogo” e depois sair correndo como um menino malino se deliciando com as chamas ardendo.

Muitos são apaixonados pela “festa da carne” e isso têm que ser levado em conta, mas num momento como esse seria assumir a postura de um pandego e “bater palma para maluco dançar”. Então quem sabe, por que não, em 2023 ou 2024, onde, provalmente a pandemia já acabou e aí, se poderá comemorar, pois como diz o poeta "a vida continua".