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- Por Folhapress
- 22 Jun 2024
- 11:13h
Foto: Reprodução / Instagram
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (21) que a Rússia vai continuar a desenvolver seu arsenal de armas nucleares, que é hoje o maior do mundo, com o objetivo de preservar o equilíbrio mundial entre os países.
Putin deu um discurso durante uma cerimônia de formatura de oficiais militares no Kremlin. Ele disse ainda que seu governo continuará equipando os soldados que lutam na guerra da Ucrânia com os equipamentos mais avançados disponíveis.
"Planejamos fortalecer a tríade nuclear para garantir nossa capacidade de dissuasão e o equilíbrio de poder no mundo", afirmou o presidente. A tríade nuclear é a capacidade de um país de lançar bombas atômicas por mar, terra e ar.
Putin voltou a Moscou depois de visitar a Coreia do Norte e o Vietnã nos últimos dias. Na quinta-feira (20), ele advertiu a Coreia do Sul de que o país cometeria um "grande erro" se enviasse armas para a Ucrânia, e que Moscou poderia responder enviando equipamento militar para a Coreia do Norte.
Seul levantou a possibilidade de armar Kiev depois da visita de Putin a Pyongyang, onde o líder russo se encontrou com o ditador Kim Jong-un e assinou um pacto de defesa mútua com a ditadura norte-coreana. Os termos do acordo estipulam que, caso um dos países seja atacado, o outro virá ao seu socorro, e prevê mais cooperação militar.
Putin também disse durante a visita que pode fornecer mísseis de precisão para Pyongyang como retaliação pela autorização dada pelos Estados Unidos e seus aliados para que a Ucrânia use armas ocidentais contra alvos na Rússia.
Como resposta, a Coreia do Sul, apoiada diplomatica e militarmente por Washington, convocou o embaixador russo para explicações, e aventou a possibilidade de entregar armas à Ucrânia, que está em guerra contra a Rússia.
"Enviar armas letais para zonas de combate na Ucrânia seria um grande erro", disse Putin, em visita ao Vietnã. "Se isso acontecer, tomaremos a decisão correspondente, que não deverá agradar os líderes atuais da Coreia do Sul", acrescentou.
"Aqueles que enviam [mísseis para a Ucrânia] acham que não estão lutando contra nós, mas já disse, inclusive em Pyongyang, que nos reservamos o direito de fornecer armas a outras regiões do mundo, em relação aos nossos acordos com a Coreia do Norte, ressaltou Putin. "Não descarto essa possibilidade."
Os EUA consideraram a declaração de Putin preocupante. O Departamento de Estado ressaltou que o envio de armas russas ao país comunista asiático "poderia desestabilizar a península coreana, dependendo do tipo de arma, e violar as resoluções do Conselho de Segurança que a própria Rússia apoiou".
O ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que, na reunião com o embaixador russo Gueorgui Zinoviev, instou a Rússia a "agir de maneira responsável". O órgão afirmou que o apoio militar de Moscou a Pyongyang inevitavelmente traria um "impacto negativo nas relações" entre Rússia e Coreia do Sul.
De acordo com a embaixada russa, Zinoviev teria dito que "tentativas de intimidar a Rússia são inaceitáveis". "O embaixador disse que a cooperação entre [Moscou e Pyongyang] não tem como alvo nenhum outro país".
- Bahia Notícias
- 21 Jun 2024
- 13:30h
Foto: KCNA
A Coreia do Sul afirmou nesta quinta-feira (20) que irá reconsiderar a possibilidade de fornecer armas à Ucrânia. A decisão gera polêmica pois acontece depois que os líderes da Coreia do Norte e da Rússia assinaram um pacto de defesa mútua em caso de guerra.
A declaração foi dada pelo conselheiro Nacional de Segurança da Coreia do Sul, Chang Ho-jin. “O governo expressou sérias preocupações e condenou o acordo abrangente de parceria estratégica assinado ontem entre a Coreia do Norte e a Rússia”, afirmou o conselheiro.
De acordo com a CNN Brasil, o acordo é uma reedição de um outro pacto feito entre os dois países durante a Guerra Fria, quando concordaram em fornecer assistência militar em caso de ataque aos seus países.
REAÇÃO DE PUTIN
O líder russo, Vladimir Putin fez uma declaração relacionada à ação tomada pelos sul-coreanos, durante entrevista coletiva no Vietnã. Putin afirmou que não tem nada como o que se preocupar sobre o pacto entre russos e norte-coreanos.
“A República da Coreia não tem nada com que se preocupar, porque nossa assistência militar sob o tratado que assinamos só surge se a agressão for realizada contra um dos signatários. Até onde eu sei, a Coreia do Sul não está planejando uma agressão contra a Coreia do Norte”, declarou o chefe de estado russo.
Putin ainda alertou contra o fornecimento de armas à Ucrânia: “Isso seria um erro muito grande”, destacou. O presidente ainda mencionou que, caso isso aconteça, “também tomaremos decisões apropriadas que dificilmente agradarão à atual liderança da Coreia do Sul”.
- Por Folhapress
- 19 Jun 2024
- 07:45h
Foto: Reprodução / YouTube / Gustavo Petro
O governo da Colômbia anunciou nesta terça-feira (18) que vai regularizar a situação imigratória de até 540 mil venezuelanos residentes em território colombiano. A medida tem como alvo pessoas que são pais ou responsáveis de menores de idade que vivem no país.
De acordo com números oficiais, mais de 2,8 milhões de venezuelanos moram na Colômbia, que foi o país que mais recebeu pessoas que fugiram da grave crise econômica e humanitária pela qual atravessa a Venezuela desde a chegada ao poder do ditador Nicolás Maduro.
Ao todo, até setembro de 2023, quase 8 milhões de pessoas deixaram a Venezuela desde o início da crise, de acordo com o alto comissariado das Nações Unidas para refugiados, o Acnur --cerca de 20% da população.
O governo colombiano estima que a nova onde de regularizações vai beneficiar adultos responsáveis por cerca de 270 mil crianças e adolescentes venezuelanos que moram na Colômbia. Em 2019, o governo do presidente Ivan Duque deu cidadania colombiana a quase 30 mil menores de idade residentes no país que corriam o risco de ficarem apátridas.
"A permissão especial para ficar no país busca integrar pais e responsáveis, pessoas que cuidam dos menores de idade que vivem na Colômbia", disse em entrevista coletiva o diretor da agência de imigração do governo Gustavo Petro, Carlos Fernando Garcia.
De acordo com o governo brasileiro, mais de 125 mil migrantes venezuelanos passaram pela Operação Acolhida, a iniciativa conjunta da Acnur e do Exército Brasileiro para receber pessoas que atravessam a fronteira e chegam em Roraima. Em 2023, o governo Lula (PT) aprovou a solicitação de refúgio de mais de 70 mil venezuelanos depois de uma força-tarefa do Conare (Comitê Nacional para Refugiados).
- Por Folhapress
- 03 Jun 2024
- 09:03h
Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil
Um assessor do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu confirmou neste domingo (2) que Israel aceitou os termos gerais de um acordo para interromper a guerra na Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
Em entrevista ao jornal britânico The Sunday Times, o assessor de Relações Exteriores de Netanyahu, Ophir Falk, disse que a proposta de Biden "não é um bom acordo, mas queríamos muito libertar os reféns, todos os reféns, e por isso aceitamos".
"Muitos detalhes precisam ser acertados, e nada mudou em relação às exigências israelenses de que os reféns devem ser soltos e que o Hamas deve ser destruído como uma organização terrorista genocida", afirmou Falk, que repetiu que "não haverá cessar-fogo permanente até que todos nossos objetivos sejam atingidos".
A proposta de Biden, que o presidente americano anunciou na última sexta-feira (31) como sendo um plano apresentado por Tel Aviv, prevê três fases até que a guerra seja encerrada.
Na primeira, haveria um cessar-fogo completo por seis semanas, Israel retiraria todas as tropas das áreas habitadas da Faixa de Gaza, e reféns sequestrados pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro seriam libertados em troca da soltura de centenas de prisioneiros palestinos. Ao mesmo tempo, passaria a haver um fluxo de 600 caminhões de ajuda humanitária entrando em Gaza por dia, de acordo com Biden.
Na segunda fase, o Hamas e Israel negociariam um fim permanente para a guerra, e o cessar-fogo continuaria em vigor durante essas negociações. Esse ponto contraria aquele que tem sido o principal mantra de Netanyahu e da cúpula do gabinete de guerra israelense desde o início do conflito —de que a guerra só terminaria com a destruição completa do Hamas e com a erradicação de seu controle político e militar sobre a Faixa de Gaza.
Com efeito, horas depois do discurso de Biden, o gabinete de Netanyahu disse em uma publicação no X que a proposta "permite que Israel prossiga com a guerra até que todos seus objetivos sejam atingidos, incluindo a destruição das capacidades governamentais e militares do Hamas", em uma aparente contradição dos termos divulgados pelo presidente americano.
A terceira fase consistiria de um plano de reconstrução do território palestino. A proposta já foi entregue ao Hamas pelo Qatar, disse a Casa Branca. Em comunicado, a facção afirmou que vê o plano de forma positiva.
Ao longo dos últimos meses, uma série de propostas de cessar-fogo mediadas pelos EUA, Qatar e Egito não tiveram sucesso —em fevereiro, Biden chegou a dizer que Israel havia concordado com uma pausa nos ataques pelo mês do Ramadã, considerado sagrado para muçulmanos, mas não houve interrupção dos bombardeios em Gaza.
No discurso em que apresentou o acordo, Biden disse que as negociações levariam a um "dia seguinte" para a Faixa de Gaza sem o Hamas no poder, mas não está claro como isso seria possível. Depois de meses de bombardeios e mais de 36 mil palestinos mortos em Gaza, o Hamas não dá sinais de que perdeu a coesão e a capacidade de agir como grupo.
A facção terrorista foi responsável pelos ataques contra Israel em 7 de outubro, que deixaram 1.200 mortos e serviram de estopim para o conflito atual.
O governo Netanyahu, que chegou ao poder desta vez graças à coalizão mais à direita da história do país, sofre pressão de partidos extremistas, que disseram que abandonarão o governo se um acordo que "poupe o Hamas" for aceito.
No domingo, o Qatar condenou a decisão do parlamento israelense da última quarta-feira (29) de iniciar a tramitação de uma lei que classifica a agência da ONU para Refugiados Palestinos, a UNRWA, como uma organização terrorista.
Tel Aviv acusou o braço das Nações Unidas que atua em Gaza e na Cisjordânia de ter ligação com o Hamas e com os ataques de 7 de outubro, o que levou uma série de países ocidentais a suspender seu financiamento da agência. Em abril, uma investigação independente apontou que Israel não produziu provas para sustentar a acusação.
- Por Folhapress
- 01 Jun 2024
- 13:07h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou em um discurso nesta sexta-feira (31) que vai apoiar uma nova proposta de cessar-fogo no conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza apresentada por Tel Aviv. A oferta envolve a interrupção dos ataques em troca da libertação dos reféns ainda em poder do Hamas. Biden instou o grupo terrorista a aceitar a proposta, dizendo que "é hora de a guerra acabar e o dia seguinte começar".
Até aqui, negociações entre as partes em guerra mediadas pelo Egito, Qatar e EUA não prosperaram, com exceção de um cessar-fogo de uma semana entre novembro e dezembro de 2023. Tanto Israel quanto o Hamas acusam um ao outro de intransigência e de exigências implausíveis. O governo do premiê Binyamin Netanyahu não se manifestou sobre a fala de Biden.
A nova proposta de trégua consiste de três fases. Na primeira, haveria um cessar-fogo completo por seis semanas, Israel retiraria todas as tropas da Faixa de Gaza e reféns sequestrados pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro seriam libertados em troca da soltura de centenas de prisioneiros palestinos. Ao mesmo tempo, passaria a haver um fluxo de 600 caminhões de ajuda humanitária entrando em Gaza por dia, de acordo com Biden.
Na segunda fase, o Hamas e Israel negociariam um fim permanente para a guerra, e o cessar-fogo continuaria em vigor durante essas negociações. Esse ponto contraria aquele que tem sido o principal mantra de Netanyahu e da cúpula do gabinete de guerra israelense desde o início do conflito —de que a guerra só terminaria com a destruição completa do Hamas e com a erradicação de seu controle político e militar sobre a Faixa de Gaza.
A terceira fase consistiria de um plano de reconstrução do território palestino. A proposta já foi entregue ao Hamas pelo Qatar, disse a Casa Branca.
Biden também se dirigiu à liderança israelense. "Eu sei que alguns em Israel não concordam com esse plano e querem que a guerra continue sem data para acabar. Algumas dessas pessoas estão no governo. Elas deixaram claro que querem ocupar Gaza, que querem continuar guerreando por anos e que os reféns não são prioridade", afirmou Biden no discurso. "Eu insto líderes em Israel a apoiar esse acordo, não importa a pressão."
A fala do presidente americano foi interpretada pela imprensa israelense como um comunicado direto à população do país. Foi a primeira vez que detalhes da oferta de cessar-fogo foram publicadas pela mídia de Israel, uma vez que o governo tinha censurado a discussão do plano por jornais e emissoras de rádio e TV.
Depois dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro, que deixaram 1.200 israelenses mortos, bombardeios de Tel Aviv em Gaza já mataram mais de 36 mil palestinos. Na sexta, as forças israelenses afirmam que concluíram suas operações na área de Jabalia, no norte de Gaza. Agora, as tropas estão avançando para Rafah, no sul, com o objetivo de atacar o que consideram ser o último reduto significativo dos batalhões do Hamas.
Israel alegou ter encontrado esconderijos com lançadores de foguetes, outras armas e túneis do grupo terrorista no centro de Rafah, pressionando uma ofensiva para desmantelar unidades de combate militantes que, segundo eles, estão entrincheiradas na cidade na fronteira com o Egito.
Em um comunicado sobre mais de duas semanas de intensos combates em Jabalia, o Exército israelense disse que as tropas concluíram sua operação e se retiraram para se preparar para outras operações em Gaza. Grande parte do território densamente povoado está em ruínas.
O Hamas havia dito um dia antes que estaria pronto para um acordo, incluindo a troca de reféns por prisioneiros palestinos detidos em Israel, desde que os israelenses parassem a guerra.
Em Jabalia, um distrito urbano lotado de refugiados e seus descendentes desde a guerra de fundação de Israel em 1948, o Hamas transformou a "área civil em um reduto de combate fortificado", disse o comunicado militar israelense, que segue afirmando que suas tropas mataram centenas de militantes em combates de curta distância.
Jabalia foi devastada, mas destacou a dificuldade de Israel em destruir as unidades do Hamas. Houve semanas de intensos combates na região nas fases iniciais da campanha israelense e, em janeiro, o Exército disse ter matado todos os comandantes do grupo terrorista e eliminado as formações de combate do grupo governante de Gaza na área
À medida que a guerra se arrasta e a infraestrutura de Gaza é amplamente destruída, a desnutrição se espalhou entre os 2,3 milhões de habitantes, à medida que as entregas de ajuda diminuíram drasticamente, e a ONU (Organização das Nações Unidas) alertou sobre uma fome iminente.
A Jordânia sediará uma conferência internacional de emergência em 11 de junho para trabalhar na resposta humanitária à guerra, em coordenação com o Egito e a ONU.
O Hamas publicou nesta sexta (31) imagens de ataques contra o Exército israelense em Rafah, na Faixa de Gaza, perto da fronteira contra o Egito.
Os combatentes do Hamas demonstraram a sua força contínua em Rafah na semana passada, lançando mísseis no centro comercial de Israel, Tel Aviv, pela primeira vez em meses, no domingo.
No mesmo dia, um ataque aéreo israelense que visava dois comandantes do Hamas provocou um incêndio que matou 45 pessoas que se abrigavam em tendas ao lado do complexo atingido pelos jatos.
- Por Folhapress
- 01 Jun 2024
- 11:05h
Reprodução / Redes Sociais
Jennifer Lopez cancelou a turnê "This Is Me... Live", programada para acontecer nos próximos meses na América do Norte. A informação foi divulgada na newsletter da cantora, nesta sexta-feira (31).
Lopez afirmou que o cancelamento dos shows aconteceu para que ela pudesse passar mais tempo com sua família. Segundo o site da revista Variety, a turnê sofria com baixa procura por ingressos e há notícias de que seu casamento com o ator Ben Affleck vive uma crise.
"Estou completamente com o coração partido e devastada por decepcionar vocês. Por favor, saibam que eu não faria isso se não sentisse que era absolutamente necessário. Eu prometo que vou compensar vocês e estaremos todos juntos novamente", afirmou Lopez.
Ao Variety, fontes próximas à cantora disseram que o cancelamento não aconteceu por causa das vendas fracas de ingressos. Segundo elas, em algumas cidades os shows tinham grande procura —como Orlando, Miami, Chicago e Toronto—, mas em outros lugares, diz o site, muitas entradas ainda estavam à venda.
Em abril, Lopez já havia cancelado sem fazer alarde sete apresentações da turnê, que seria a sua primeira excursão na América do Norte em cinco anos. Além disso, os shows a princípio seriam baseados em seu álbum mais recente, "This Is Me... Now", lançado neste ano, e depois passaram a destacar os maiores hits da cantora.
A turnê cancelada de Lopez foi anunciada em fevereiro, quando ela lançou o último disco acompanhado por dois filmes. Ela também é protagonista do longa-metragem "Atlas", da Netflix, que discute os perigos da tecnologia.
Recentemente, duas das maiores cantoras do Brasil, Ivete Sangalo e Ludmilla, cancelaram suas turnês devido à baixa procura por ingressos.
- Bahia Notícias
- 20 Mai 2024
- 07:59h
Foto: Mohammed Ali Marizad
O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, morreu aos 63 anos na queda de um helicóptero, informou o ministério das Relações Exteriores do Irã nesta segunda-feira (20).
Raisi, que foi eleito em 2021 e tinha mandato até 2025, era a 2ª pessoa mais importante do Irã, atrás apenas do aiatolá Ali Khamanei, líder supremo do Irã e de quem o atual presidente era um protegido e possível sucessor – segundo o blog da Sandra Cohen, do G1, a morte de Raisi deve disparar uma disputa feroz pelo cargo.
Segundo a imprensa oficial iraniana, o helicóptero caiu numa região montanhosa do Irã em razão das más condições climáticas durante um voo que trazia Raisi e outras autoridades do vizinho Azerbaijão.
A queda ocorreu entre as aldeias de Pir Davood e Uzi, na província iraniana de Azerbaijão Oriental, cerca de 600 quilômetros a noroeste de Teerã, a capital iraniana.
Além de Raisi, a queda matou o chanceler do Irã, Hossein Amirabdollahian.
A aeronave transportava, ainda, Malek Rahmati, governador da província iraniana do Azerbaijão Oriental; e Hojjatoleslam Al Hashem, líder religioso.
As mortes dos dois não foram confirmadas, mas, mais cedo, a imprensa oficial informou não haver sinal de sobreviventes no local da queda.
Buscas levaram cerca de 12 horas
A queda do helicóptero ocorreu por volta das 13h (no horário local, 6h no de Brasília), mas a aeronave só foi encontrada cerca de 12 horas depois.
Além das dificuldades de acesso, o tempo ruim dificultava os trabalhos de resgate. O helicóptero só foi avisado cerca de 12 horas depois, na madrugada desta segunda, por integrantes do Crescente Vermelho iraniano, depois que um drone enviado pela Turquia identificou locais de calor.
Inicialmente, o ministro do Interior iraniano informou que o helicóptero que levava o presidente levava um pouso forçado. Mais tarde, a imprensa oficial informou que a aeronave havia sofrido um acidente em razão das más condições climáticas.
- Por Folhapress
- 19 Mai 2024
- 11:44h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Embora os partidos Democrata e Republicano ainda não tenham feito as convenções que vão oficializar como candidatos à Casa Branca dos Estados Unidos o atual presidente, Joe Biden, e seu antecessor, Donald Trump, os dois já estão se enfrentando em discursos para seus eleitorados em eventos pelo país.
Neste sábado (18), Trump foi recebido em Dallas, no Texas, no Fórum de Liderança da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). Falando para os membros da associação, o republicano disse que Biden é "de longe, o pior presidente da história do país" e rotulou o oponente de "completo mentiroso".
"Você está demitido, vá embora daqui, Joe", disse o empresário, entre risadas dos membros da plateia, a quem garantiu que Biden viria atrás de suas armas de fogo, em referência à pauta democrata de maior controle de acesso a armamentos. Ainda segundo Trump, Biden é corrupto e uma "ameaça à democracia".
O candidato prometeu desfazer as regulamentações de armas implementadas pelo democrata. "No meu segundo mandato, vamos reverter cada ataque de Biden à Segunda Emenda", disse, referindo-se ao trecho da Constituição dos EUA que garante o acesso a armas.
Biden, por sua vez, participou de um evento em Atlanta, na Geórgia, estado onde venceu por uma pequena margem em 2020. "Nossa democracia está realmente em risco", alertou o democrata a um grupo de seguidores reunidos no restaurante Mary Mac's Tea Room, que tem um proprietário afro-americano, público-chave para a sua campanha rumo às eleições de novembro.
"Meu adversário não é um bom perdedor, mas é um perdedor", disse Biden, sob aplausos. "Ele não está apenas obcecado por ter perdido em 2020, está perturbado. Trump não está se candidatando para liderar o país, e sim por vingança", afirmou.
- Por Folhapress
- 12 Mai 2024
- 12:46h
Foto: Reprodução / Robyn Beck
O ator Will Smith e o comediante Chris Rock teriam feito as pazes de maneira secreta, mais de dois anos depois de Smith dar um tapa na cara de Rock durante a cerimônia de entrega do Oscar em 2022.
Segundo uma entrevista de um amigo de ambos, Cedric the Entertainer, para o tabloide britânico Mirror, o ator e o comediante superaram o episódio --Rock perdoou Smith e a dupla agora quer olhar para a frente. Cedric se disse orgulhoso da trégua e que Smith é "um ser humano sólido".
Cedric atribuiu o tapa à uma questão pessoal entre ambos, que estaria relacionada a provações de Rock sobre o casamento de Smith. Ele disse ainda que espera que Smith recupere sua imagem pública com o lançamento do filme "Bad Boys 4" nas próximas semanas, a primeiro produção significativa com o ator desde o tapa.
"Mas a questão é quando acontece algo pessoal, e eu sempre digo que um tapa é mais pessoal do que um soco. E então, quando alguém bate em uma pessoa, você percebe que algo muito pessoal está acontecendo ali. E isso é o que não sabíamos como público", disse Cedric ao Mirror.
"Nós apenas vimos o resultado e então decidimos que era algo. E era nisso que eu estava confiante. Eu estava confiante de que ambos entendiam o que estava acontecendo naquele momento e que conseguiriam superar isso. E Durante a cerimônia do Oscar, Smith levantou da cadeira na e bateu no comediante, que estava no palco e havia feito uma piada com Jada Pinkett Smith, mulher do protagonista de "King Richard". Depois, Smith voltou à sua cadeira e gritou duas vezes "tire o nome da minha mulher da porra da sua boca".
Rock tinha brincado com a aparência da mulher de Will Smith, dizendo que ela parecia uma personagem de "G.I. Jane 2", que é careca. Jada Pinkett Smith sofre de alopécia, doença genética que leva a perda de cabelo, e desde 2018 fala frequentemente sobre o assunto nas redes sociais.
O clima na cerimônia ficou tenso, já que não estava claro se o movimento de Smith havia sido em tom de piada ou não. Um silêncio constrangedor de vários segundos se seguiu e Rock parecia abalado, ainda que continuasse sorrindo. "Aí está um grande momento de televisão ao vivo", ele disse.
- Por Folhapress
- 02 Mai 2024
- 17:35h
Foto: Reprodução / Wikimedia Commons
A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou nesta quarta-feira (1º) um projeto de lei que codifica uma definição controversa de antissemitismo que pode cercear críticas ao Estado de Israel em escolas e universidades americanas. O texto segue agora para o Senado, onde seu futuro é incerto.
A legislação foi aprovada por 320 votos a favor e 91 contrários, com apoio do Partido Republicano e de alguns democratas. O texto adota a definição de antissemitismo proposta pela Aliança Internacional de Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês) como oficial e determina que ela seja utilizada pelo governo federal no âmbito da aplicação de leis contra a discriminação no sistema educacional americano.
A aprovação é uma resposta aos protestos universitários em diversas instituições de ensino dos EUA contra o apoio de Washington a Tel Aviv na guerra na Faixa de Gaza. Desde o início do conflito, com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, 34.568 palestinos foram mortos e 77.765 ficaram feridos nos ataques de Israel ao território.
Em resposta, estudantes de universidades americanas de elite organizaram protestos pedindo, entre outras coisas, que suas instituições deixem de investir em empresas israelenses. Alguns dos atos tem sido criticados como antissemitas, especialmente por membros do Partido Republicano.
A definição da IHRA adotada na lei é a seguinte: antissemitismo é "uma certa percepção sobre judeus que pode ser expressada como ódio aos judeus. Manifestações retóricas e físicas de antissemitismo são direcionadas contra pessoas judias e não judias, sua propriedade privada, e contra instituições comunitárias e religiosas judias".
A IHRA cita ainda uma série de exemplos que se encaixam nessa designação --a lei aprovada pela Câmara dos EUA inclui explicitamente esses exemplos. Alguns deles são criticados por especialistas por impedir certas críticas a Israel, o que a ONG nega.
Nos exemplos, a IHRA afirma que é antissemita "negar aos judeus seu direito de autodeterminação, ao afirmar, por exemplo, que o Estado de Israel é uma iniciativa racista", e também "aplicar dois pesos e duas medidas ao exigir de Israel um comportamento não esperado de outros países democráticos". Essa frase em especial dialoga com argumentos de apoiadores de Israel, que afirmam que nenhum outro país seria criticado se reagisse a um ataque da forma como Tel Aviv reage.
A IHRA diz ainda que é antissemita comparar ações de Israel com políticas dos nazistas na Alemanha --foi o que fez, por exemplo, o presidente Lula (PT) em fevereiro, ao dizer que as mortes de civis em Gaza se assemelham às ações de Adolf Hitler contra os judeus. A fala causou uma crise diplomática com o governo Binyamin Netnayahu.
A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), tradicional organização de defesa dos direitos civis nos EUA, afirmou em uma nota que já existe legislação que proíbe discriminação antissemita em instituições de ensino que recebem verba do governo federal, e que a lei aprovada na Câmara "é desnecessária e teria o efeito de congelar a liberdade de expressão em universidades ao equiparar, de maneira incorreta, críticas a Israel com antissemitismo".
- Bahia Notícias
- 26 Abr 2024
- 18:25h
Foto: The Royal Family/ Instagram
Em tratamento contra um câncer, o quadro do Rei Charles III, de 75 anos, teria apresentado uma piora significativa, de acordo com o site The Daily Beast, da Inglaterra, o que fez com que os detalhes do funeral do monarca fossem atualizados.
Segundo a publicação, uma fonte próxima da família real britânica teria informado que a saúde do rei é preocupante e por isso, os detalhes do funeral são atualizados constantemente em um roteiro que conta com centenas de páginas.
“É claro que ele está determinado a vencer a doença e eles estão apostando tudo nisso. Todos continuam otimistas, mas ele está realmente muito mal, mais do que estão deixando transparecer”, disse uma fonte próxima ao Daily Beast.
A cerimônia começou a ser organizada logo após o funeral da rainha Elizabeth II, mãe de Charles, que faleceu aos 96 anos em setembro de 2022. “Os planos foram revisados e estão sendo atualizados constantemente", disse.
Até o momento os representantes da família real não se pronunciaram sobre o estado de saúde do rei Charles III. Além do câncer enfrentado pelo filho da Rainha Elizabeth, a família real lida com o tratamento da princesa Kate Middleton, de 42 anos, que também foi diagnosticada com um câncer no início do ano.
- Por Tamara Nassif | Folhapress
- 21 Abr 2024
- 18:03h
Foto: Pixabay
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, neste sábado (20), um projeto de lei que pode proibir o TikTok, companhia chinesa, em todo o país.
A medida foi incluída em um pacote mais amplo que prevê US$ 95 bilhões em ajuda a Taiwan, Israel e Ucrânia, aliados importantes dos EUA, e ainda precisa passar pelo Senado para virar lei.
Foram 360 deputados favoráveis contra 58, demonstrando uma coalização bipartidária para pressionar uma mudança na presidência do aplicativo chinês. O objetivo é que a empresa-mãe do TikTok, a ByteDance, venda a plataforma para um proprietário norte-americano em até um ano, ou então enfrentará uma proibição doméstica.
A rede social conta com 170 milhões de usuários nos Estados Unidos.
- Bahia Notícias
- 19 Abr 2024
- 09:20h
Foto: Reprodução / TV Globo
Israel lançou um ataque contra o Irã, segundo informações dos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira (18). De acordo com o jornal The New York Times, autoridades isralenses confirmaram a investida sob condição de anonimato. Além disso, explosões foram ouvidas próximas de uma base militar.
No último sábado, o Irã lançou mais de 300 mísseis e drones em um ataque contra Israel. Desde então, o governo israelense avaliava uma resposta militar.
Já a imprensa iraniana revelou que três que sobrevoavam a área de Isfahan foram abatidos. A região fica a 450 km de Teerã e tem instalações nucleares. O espaço aéreo chegou a ser fechado, e voos foram cancelados.
Ainda conforme uma autoridade do Irã, não houve ataque com mísseis e o sistema de defesa foi ativado. As explosões ouvidas na região seriam resultado da ação do sistema de defesa.
- Após ataque do Irã por drones, comunidade internacional vê com preocupação novo conflito no Oriente Médio
- Guilherme Goulart/Metrópoles
- 15 Abr 2024
- 12:26h
Foto:Redes sociais/Reprodução/Metrópoles
Sob a ameça de escalada na guerra do Oriente Médio, o Gabinete de Guerra de Israel se mostrou favorável a responder ao ataque do Irã, na noite do último sábado (13/4). No dia seguinte, Benny Gantz, um dos membros do Gabinete de Guerra, afirmou, em comunicado oficial, que os iranianos pagarão pela ofensiva militar.
“Construiremos uma coalizão regional e cobraremos o preço do Irã da maneira e no momento certos para nós”, ameaçou Gantz.
Israel, já em guerra contra o Hamas, foi atingido por mais de 300 projéteis disparados por Teerã, entre drones, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. Uma base da força aérea em Nevatim, no sul do país, também sofreu danos.
A tensão na região assusta a comunidade internacional, que pede “prudência”. Segundo a RFI, chefes de Estado e de governo de todo o mundo, a Otan e o G7 fizeram apelos em prol de uma desescalada de tensão. “É essencial que o conflito no Oriente Médio não se torne incontrolável”, defendeu a aliança atlântica.
O Conselho de Segurança fez reunião de emergência neste domingo (14/4). E o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou no sábado “a grave escalada” e pediu “o fim imediato das hostilidades”.
Líderes do G7, grupo formado por Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Japão e União Europeia, também se reúnem em videoconferência para discutir estratégias no sentido de evitar crise militar maior.
Entre os países árabes, Egito, Catar, Arábia Saudita e Jordânia alertaram para uma escalada de violência no Oriente Médio e pediram “contenção” a Israel e Irã. A China e a Rússia se uniram aos apelos, pedindo “calma” e resolução do conflito por meio de “vias políticas e diplomáticas”.
Os Estados Unidos fizeram reunião de emergência com a equipe encarregada de segurança nacional, mas reforçou o apoio a Israel. “O nosso compromisso com a segurança de Israel diante das ameaças do Irã é inabalável”, escreveu o presidente americano, Joe Biden, na rede social X.
“Caso encerrado”
De acordo com a RFI, após o ataque, o Irã considera o caso encerrado. Segundo Teerã, a investida foi uma resposta ao bombardeio israelense ao consulado iraniano em Damasco, na Síria, em 1° de abril, que deixou sete mortos, entre eles, um comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã.
O chefe das Forças Armadas iranianas, Mohammad Bagheri, indicou que o ataque contra Israel na noite de sábado “atingiu todos os seus objetivos” e que Teerã não tem “nenhuma intenção” de dar sequência à operação.
“O caso pode ser considerado encerrado”, anunciou a missão iraniana na ONU, em uma mensagem divulgada três horas após a investida.
No entanto, o presidente iraniano, Ebrahim Raïssi, preveniu que, em caso de “comportamento imprudente” de Israel, a próxima operação iraniana será ainda maior do que a de sábado. “A punição do agressor foi realizada”, afirmou.
Contra-ataque
O porta-voz das Forças Armadas Israelenses, Daniel Hagari, indicou que Israel “frustrou” o ataque iraniano interceptando 99% dos projéteis. O ministro israelense da Defesa, Yoav Gallant, pontuou que, com a ajuda dos Estados Unidos e de outros países parceiros, Israel conseguiu defender seu território.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz, disse que haverá resposta ao Irã. Na tarde desse domingo (14/4), o gabinete de segurança israelense se reuniu para debater sobre como será o contra-ataque.
- Bahia Notícias
- 26 Mar 2024
- 12:31h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Um navio cargueiro colidiu e derrubou a ponte Francis Scott Key, em Baltimore, nos Estados Unidos. O acidente aconteceu por volta das 1h30 desta terça-feira (26) (2h30, no horário de Brasília).
Com a colisão, a embarcação pegou fogo e acabou afundando. Além disso, diversos veículos caíram na água. As autoridades acreditam que pelo menos 20 pessoas podem estar no rio. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. Veja o vídeo que mnostra o momento que a ponte desaba:
De acordo com a Autoridade de Transporte de Mariland, todas as pistas foram fechadas em ambas as direções na ponte de 2,6km. As equipes de emergência procuram pelo menos sete veículos que caíram, de acordo com Kevin Cartwright, diretor de comunicações do Corpo de Bombeiros de Baltimore. Nesta época do ano, a água no rio Patapsco tem uma temperatura média de -1°C.
Ele garantiu que as equipes estavam trabalhando “metodicamente e com segurança” para garantir que “todos que operam aqui no local estejam seguros e que possamos progredir sem causar danos adversos a ninguém”.
“Nosso foco agora é tentar resgatar e recuperar essas pessoas”, afirmou Cartwright. Ele apontou que é muito cedo para saber quantas pessoas foram afetadas, mas acredita que é um “evento em desenvolvimento com vítimas em massa”.
NAVIO DE CINGAPURA
Após uma análise inicial, o chefe da comunicação dos bombeiros aponta que parecia haver “alguma carga ou retentores pendurados na ponte”, o que criava condições inseguras e instáveis e isso complicava a operação de resgate.
O navio cargueiro se chama Dali e tem 299, 92 metros de comprimento por 48,2 metros de largura. Ele viajava com a bandeira de Cingapura. A embarcação saiu às 1h de Baltimore (horário local) e seguiria para a capital do Sri Lanka, Colombo.
O Synergy Marine Group, gestor do navio, informou que todos os membros da tripulação, incluindo dois pilotos, foram encontrados. Não há relatos de feridos.