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- Bahia Notícias
- 10 Set 2024
- 16:04h
Foto: Jemal Countess / Getty Images
James Earl Jones, icônico ator e dublador, faleceu nos Estados Unidos aos 93 anos. Ele é conhecido mundialmente por ser a voz original de dois dos personagens mais marcantes da história do cinema, Darth Vader, da saga Star Wars, e Mufasa, de O Rei Leão. A sua morte foi confirmada nesta segunda-feira (9) por seus representantes à imprensa americana. Jones faleceu em sua residência no condado de Dutchess, em Nova York, cercado por sua família.
Além de sua carreira lendária no teatro e no cinema, Jones faz parte do restrito grupo de artistas que conquistaram o cobiçado EGOT, título dado a quem vence os principais prêmios da indústria do entretenimento: Emmy, Grammy, Oscar e Tony. Ao longo de sua carreira, ele acumulou três prêmios Tony, dois prêmios Emmy e um Grammy. Em 2012, foi homenageado com um Oscar honorário por sua contribuição ao cinema.
Jones deu vida ao Darth Vader na trilogia original de Star Wars e voltou ao papel em diversas produções da franquia, incluindo Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, Rogue One: Uma História Star Wars e Star Wars: Rebels.
Outro papel marcante de sua carreira de dublagem foi o de Mufasa, o sábio e majestoso leão de O Rei Leão, filme da Disney lançado em 1994. A voz de Jones como Mufasa se tornou sinônimo de autoridade e amor paternal, sendo tão marcante que o ator foi chamado para reprisar o papel no remake de 2019.
- Bahia Notícias
- 10 Set 2024
- 12:01h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Edmundo González, o candidato da oposição na Venezuela, chegou a Espanha após o seu pedido de asilo ser aceito pelo país europeu. Há uma semana, o candidato teve um mandado de prisão expedido pela Justiça venezuelana e estava foragido desde então.
O candidato da oposição chegou a Madri, capital da Espanha, no domingo (8), em uma aeronave da Força Aérea Espanhola, após deixar a Venezuela durante a noite do Sábado (8). O candidato era alvo de um mandado de prisão solicitado pelo Ministério Público e aceito pela Justiça venezuelana por se recusar a prestar depoimentos no Supremo do país acerca das eleições de 28 de julho.
De acordo com informações da vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, o regime chavista concedeu salvos-condutos à González para garantir “a tranquilidade e a paz política no país”.
De acordo com a rede de notícias norte-americana Bloomberg, o candidato da oposição passou mais de um mês refugiado na embaixada da Holanda após as eleições de 28 de julho. De acordo com a oposição, González saiu vitorioso do pleito com dois terços dos votos, enquanto que, para o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), aliado do regime, Nicolás Maduro foi reeleito com 51% dos votos.
De acordo com María Corina Machado, a líder da oposição no país, o exílio de González foi aceito para preservar a sua integridade. “Sua vida corria perigo, e as crescentes ameaças, citações judiciais, ordens de apreensão e até tentativas de chantagem e de coação, das quais ele foi objeto, demonstram que o regime não tem escrúpulos nem limites em sua obsessão de silenciá-lo”, afirmou a política.
Segundo o ministro das Relações Exteriores Espanhol, José Manuel Albares, González embarcou em um vôo da Força Aérea Espanhola após contatos entre os dois governos e o cumprimento dos trâmites legais, a vice-presidente venezuelana confirmou a informação e afirmou que com a extradição, a paz política no país poderia voltar a prevalecer.
Em nota postada em suas redes sociais, González afirmou que tomou a decisão para que “as coisas mudem” e que o país possa construir uma nova etapa de sua história.
- Por Folhapress
- 09 Set 2024
- 12:25h
Foto: Reprodução X (Twitter)
As forças de segurança da ditadura venezuelana que cercavam a embaixada da Argentina em Caracas abandonaram a área neste domingo (8), depois que o candidato da oposição nas eleições presidenciais, Eduardo González, deixou o país em direção à Espanha.
A informação foi inicialmente publicada por meios locais e confirmada pela Folha com membros do governo Lula (PT), que estão acompanhando a situação na missão diplomática. O Brasil se responsabilizou pelo edifício desde que o regime chavista expulsou os diplomatas argentinos do país.
Segundo o portal venezuelano Efecto Cocuyo, a embaixada também teve seu fornecimento de energia restabelecido —seis membros da oposição estão asiladas ali.
O regime liderado pelo ditador Nicolás Maduro anunciou no sábado (7) que havia retirado de forma unilateral a custódia brasileira sobre a missão, num gesto foi criticado por diversos países da região.
Brasília, por sua vez, afirmou que permaneceria responsável pelo local até que Buenos Aires designasse um novo país para representar seus interesses em Caracas.
O cerco imposto pela ditadura à embaixada começou na noite de sexta (6) e elevou a tensão entre os seis asilados no local. Entre eles está o membro da campanha de María Corina Machado, maior liderança da oposição ao regime de Maduro no país.
Pedro Urruchurtu Noselli, que está asilado ali desde 20 de março, publicou em seu perfil no Instagram imagens de homens armados e encapuzados que, segundo ele, limitaram o acesso à embaixada.
No fim da noite de sábado (7), Noselli escreveu que se "completavam 24 horas do assédio contínuo à residência" e da interrupção do fornecimento de energia ao prédio.
O caso gerou forte preocupação no governo Lula.
Neste domingo, o candidato que desafiou Maduro nas eleições de 28 de julho, Edmundo González, desembarcou na Espanha após ter recebido asilo político do país europeu.
Autoridades europeias informaram que, pouco depois do pleito, ele pediu abrigo para a embaixada da Holanda em Caracas. Depois, trasladou-se para a missão diplomática da Espanha. Após receber um salvo-conduto do regime, deixou o país.
A crise política na Venezuela se agravou desde as eleições de 28 de julho. As autoridades eleitorais controladas pelo chavismo declararam Maduro vencedor, mas o resultado foi prontamente questionado pela oposição e por líderes regionais.
A oposição criou um site para publicar cópias das atas eleitorais que comprovariam que González saiu vitorioso no voto popular.
Maduro tem sido pressionado a divulgar as atas em poder do governo, mas até o momento isso não aconteceu.
- Por Vitor Moreno | Folhapress
- 08 Set 2024
- 07:27h
Foto: Divulgação / Niko Tavernise
Nicole Kidman, 57, não estava presente na premiação do Festival de Veneza, neste sábado (7), por um motivo triste. A atriz deixou às pressas o evento, no qual foi eleita a melhor atriz pelo filme "Babygirl", ao saber da morte da mãe, Janelle Ann Kidman.
A informação foi dada pela diretora do longa, Halina Reijn, que subiu ao palco do Grande Palácio do Lido quando o nome da atriz foi chamado. Ela leu uma mensagem deixada por Kidman para a ocasião. "A colisão entre a vida e a arte é devastadora, e meu coração está partido", afirmou.
No texto, ela dedicou a honraria recebida no festival a Janelle. "Estou em choque e preciso ir para [perto da] minha família, mas este prêmio é para ela", escreveu a atriz. "Ela me moldou, me guiou e me fez. Estou extremamente grata de poder dizer o nome dela a todos vocês por meio de Halina."
A diretora encerrou sua participação com uma breve mensagem para a atriz. "Nós amamos você, Nicole", disse.
Um representante de Kidman confimou a morte à revista americana People. "A família está de coração partido e pede privacidade neste momento", complementou.
Em entrevistas, a atriz já comentou que tinha uma boa relação com a mãe. "Mamãe não necessariamente teve a carreira que queria, mas estava determinada a garantir que suas filhas tivessem oportunidades iguais ", disse ao Sydney Morning Herald em 2020. "Isso me deu minha vida. E ela me deu minha vida, ela e meu pai."
- Bahia Notícias
- 06 Set 2024
- 18:35h
Foto: Reprodução/TV Estatal Norte-Coreana
O regime da Coreia do Norte, comandado pelo presidente King Jong-Un, teria executado entre 20 e 30 autoridades do país por não terem evitado cerca de quatro mil mortes durante inundações e deslizamentos de terra que assolaram a província de Chagang, no noroeste do país.
De acordo com a emissora de televisão local Chosun TV, o governo ainda destacou que “aqueles que causem baixas inaceitáveis serão punidos rigorosamente”, atribuindo a culpa do ocorrido na província aos líderes que foram executados.
Horas após a notícia ser divulgada, jornais de diversos países do mundo já haviam publicado diversas reportagens sobre o ocorrido.
ENCHENTES QUE ASSOLARAM O PAÍS
As enchentes começaram no final do mês de julho e se estenderam durante as primeiras semanas de agosto. O próprio Kim Jong-Un se dirigiu até a região para auxiliar nas atividades da região.
Analistas da política norte-coreana afirmaram, à época, que esta era uma nova forma do regime mostrar que o líder se preocupa com o seu povo e tentar eximir o ditador da culpa pelas enchentes, o que também poderia ser interpretado no caso das execuções desta semana.
- Bahia Notícias
- 02 Set 2024
- 13:16h
Foto: Bahia Notícias
Mark Chávez, um dos médicos envolvidos no fornecimento de cetamina para Matthew Perry, se declarou culpado em um caso relacionado à morte do ator. Perry, conhecido por seu papel como Chandler na série "Friends", faleceu aos 54 anos devido ao uso da substância.
De acordo com a Quem, Chávez fechou um acordo com os promotores e pagou uma fiança de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 280 mil). No acordo, ele também concordou em cessar a prática da medicina, entregar seu passaporte e colaborar com investigações conduzidas por diversas agências governamentais.
Em sua confissão, o médico admitiu ter vendido 20 frascos de cetamina a Matthew Perry a preços que variavam até US$ 2 mil (R$ 11 mil) por frasco, embora o preço habitual da droga seja de cerca de US$ 12 (R$ 67). Chávez forneceu a substância ao médico pessoal de Perry, Salvador Plasencia, que, por sua vez, repassava a droga ao ator.
Segundo as autoridades, Chávez também admitiu ter desviado cetamina de sua clínica anterior e obtido mais da substância através de representações falsas a um distribuidor atacadista, usando uma receita fraudulenta em nome de um ex-paciente sem o seu consentimento.
Outras pessoas envolvidas no caso incluem Jasveen Sangha, apelidada de "rainha da cetamina", e seu intermediário Erik Fleming, além do assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwamasa, que administrou a dose fatal. Todos foram presos e acusados de conspiração para vender cetamina. Enquanto Iwamasa e Fleming se declararam culpados, Sangha e Plasencia negaram as acusações. As penas para os cinco indivíduos, caso condenados, podem variar de 10 anos a prisão perpétua.
- Por Guilherme Botacini | Folhapress
- 29 Ago 2024
- 18:18h
Foto: Reprodução / MST
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, convidou o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) para enviar "uma brigada de mil homens e mulheres" para produzir no país.
Maduro fez o convite em pronunciamento durante reunião com lideranças políticas do país e entidades convidadas, como o caso do movimento agrário.
"Convido o MST a vir com centenas de seus agricultores produzir na Venezuela com sua experiência com os assentamentos", afirmou o ditador, antes de repetir o pedido em português e dar as boas-vindas ao "povo brasileiro com a revolução bolivariana" e dizer que fala "português perfeito".
Maduro também fez referência a João Pedro Stedile, dirigente do MST a quem chamou de amigo, e usou um boné do movimento que ganhou de presente no início do evento da deputada estadual Rosa Amorim (PT-PE).
A organização brasileira já havia sido uma das entidades simpáticas ao chavismo convidadas pelo regime para acompanhar a eleição no país, no dia 28 de julho, há um mês. Além do MST, foram chamados a Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) e representantes no Brasil da Assembleia Internacional dos Povos e da Alba Movimentos (Aliança Bolivariana Pelos Povos da Nossa América).
No início de abril as entidades assinaram com outros grupos um manifesto que endossava as ideias do regime venezuelano e afirmavam existir uma campanha para "difamar o processo eleitoral venezuelano".
A nota classificou María Corina Machado, principal adversária política de Maduro e inabilitada a disputar o pleito pelo regime, como representante da extrema direita e bolsonarista.
Alguns dias depois da eleição, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota em que chamava a disputa eleitoral venezuelana de "jornada pacífica, democrática e soberana". Caracas agradeceu o apoio do partido.
O presidente Lula (PT) afirmou discordar da nota publicada pelo partido. "Eu não penso igual à nota. Mas eu não sou da direção do PT. O problema da Venezuela será resolvido pela Venezuela", afirmou, na ocasião.
Antes dessa manifestação de divergência, porém, o presidente havia dito que a sigla "fez o que tem de fazer", sem julgar a posição petista. "O PT não tem de pedir para o governo para fazer as coisas", declarou Lula em 30 de julho, em entrevista a uma afiliada da TV Globo em Mato Grosso.
A reeleição de Maduro, chancelada pela suprema corte chavista do país, tem sido uma pedra no sapato do governo Lula, que mudou de opinião sobre a eleição no vizinho, cujo regime é um histórico aliado petista desde Hugo Chávez, morto em 2013.
Em uma de suas primeiras declarações, o presidente brasileiro afirmou não ver "nada de anormal" no processo eleitoral venezuelano. Com o tempo, e após pressão por posicionamento sobre o pleito, Lula chegou a dizer que Caracas era um "regime muito desagradável" com "viés autoritário" e, por fim, que Maduro estava "devendo explicações", afirmando que não reconhecia o ditador como vencedor.
Desde a votação, uma série de países denunciaram a fraude na eleição e não reconheceram a vitória de Maduro, entre eles os EUA, União Europeia, Chile e Argentina, entre outros.
O pleito é contestado pela oposição, parte da comunidade internacional e organizações independentes, que pedem a divulgação detalhada das atas eleitorais, discriminadas por município, seção eleitoral e mesas de votação.
O regime aumentou a perseguição à oposição, que divulgou parte das atas em um site apontando derrota de Maduro, com intimações e prisões, e diz que as atas divulgadas são falsas -embora grupos internacionais e pesquisadores independentes apontem indícios de veracidade nos documentos.
Um mês após a eleição, a oposição voltou às ruas para protestas contra o regime. María Corina, que teria saído da clandestinidade para endossar o ato, afirmou que faria o regime ceder com os protestos.
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- Por Folhapress
- 24 Ago 2024
- 10:27h
Guerra no Leste Europeu | Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil
A Ucrânia e a Rússia realizaram uma troca de prisioneiros de guerra que libertou 115 soldados cativos de cada lado, anunciaram neste sábado (24) Moscou, Kiev e os Emirados Árabes Unidos, que mediaram o acordo.
Com 230 soldados libertos no total, essa é a maior troca de prisioneiros desde janeiro deste ano, quando cada lado recebeu de volta 195 homens. No mês passado, outro acordo permitiu que 190 prisioneiros no total voltassem a seus países.
Milhares de soldados foram libertados em mais de 50 trocas desde o começo da invasão russa, em fevereiro de 2022. Em julho, os dois países disseram que os prisioneiros libertos estavam doentes e precisariam passar por avaliação psicológica.
- Bahia Notícias
- 21 Ago 2024
- 15:26h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ex-deputado republicano George Santos, filho de imigrantes brasileiros, foi sentenciado à prisão após admitir a culpa de duas acusações de fraude nos Estados Unidos. O juiz responsável pelo caso estimou uma pena entre seis e oito anos para Santos.
O ex-deputado, de 36 anos, compareceu a um tribunal de Nova York nesta segunda-feira (19), onde admitiu ser culpado de fraude através de comunicação eletrônica, roubo de identidade agravado por usar informações de funcionários de campanha e uso indevido de fundos de campanha.
Embora o juiz já tenha estimado uma pena, a declaração definitiva está marcada para o dia 7 de fevereiro. Com o acordo de confissão de culpa, Santos também deverá restituir ao menos 374 mil dólares (cerca de R$ 2 milhões).
“Lamento profundamente a minha conduta e o dano que ela causou, e admito total responsabilidade por minhas ações”, disse Santos em uma declaração lida ao tribunal. Ele admitiu ter roubado e solicitado auxílio-desemprego ao qual não tinha direito e reconheceu ter feito declarações falsas e omissões em demonstrações financeiras enviadas ao Conselho de Ética da Câmara e à Comissão Federal Eleitoral.
HISTÓRICO DO EX-CONGRESSISTA
Em dezembro de 2023, Santos se tornou o primeiro membro do Congresso a ser expulso em mais de vinte anos e apenas o sexto na história estadunidense. Seu mandato de apenas onze meses foi marcado por controvérsias, supostas mentiras e alegações de fraude.
Ele foi eleito em 2022 por um distrito que abrange partes de Long Island e do Queens em Nova York. Durante a campanha se denominou “a pura personificação do sonho americano”, por ser um filho assumidamente gay de imigrantes brasileiros na cidade de Nova York, que ascendeu em Wall Street antes de entrar para a política.
Desde que apareceu na cena política americana, Santos enfrentou uma série de acusações que questionavam sua suposta carreira em Wall Street, sua formação universitária, ascendência judaica e a morte de sua mãe nos ataques de 11 de setembro.
O Comitê de Ética da Câmara dos EUA o investigou em 2023 após várias alegações de que estaria envolvido em atividades ilegais durante a sua campanha de 2022, além de ter mentido para o Congresso e ter se envolvido em má conduta sexual.
O relatório divulgado o acusava de usar indevidamente fundos de campanha para benefício pessoal, gastando o dinheiro em viagens, aplicações de botox, dívidas de cartão de crédito, além de assinaturas em sites de conteúdo adulto.
- Bahia Notícias
- 21 Ago 2024
- 13:04h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, acusou a líder da oposição María Corina Machado de ter pacto com o diabo e com o homem mais rico do mundo, o empresário estadunidense Elon Musk.
O ataque de Maduro ocorre em meio a uma disputa sobre quem teria vencido as eleições gerais de 28 de julho. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, aliado ao presidente, afirma que Maduro foi reeleito.
Por outro lado, a oposição, liderada por Machado e pelo candidato opositor a Maduro, Edmundo González, contesta o resultado, assim como uma série de autoridades mundiais e o Carter Center, principal observador eleitoral que acompanhou o pleito.
“Não deixo a política ao ego de um indivíduo que acredita ser sobrenatural e faz pactos satânicos com Elon Musk e a igreja satânica de Detroit, como faz María ‘violência’ Machado”, afirmou o presidente. María Corina Machado não se pronunciou sobre o caso.
PROVOCAÇÕES CONTRA MUSK
No começo do mês de agosto, após acusações de Musk de que as eleições da Venezuela haviam sido fraudadas, e após o empresário ofender o venezuelano, chamando-o de “ditador” e de “burro”, Maduro convidou o empresário ao país, para que os dois lutassem.
“Você quer brigar? Vamos lutar, Elon Musk, estou pronto. sou filho de Bolívar e Chávez. Não tenho medo”, afirmou o político Venezuelano. No dia seguinte, Elon Musk afirmou pela rede social X, da qual é dono, que aceitava a proposta. “Ele vai amarelar”, afirmou em um post. Musk ainda chegou a impor condições para a disputa: “Se eu ganhar, ele renuncia ao cargo de ditador da Venezuela. Se ele vencer, eu dou a ele uma carona grátis para Marte”.
A resposta de Maduro foi incisiva: “Ele aceitou o desafio que propus. Elon Musk, vamos lutar. Se eu te vencer, Elon Musk, eu aceito a viagem para Marte, mas você vem comigo”.
- Bahia Notícias
- 18 Ago 2024
- 14:14h
Foto: Reprodução / Instagram
O astro francês Alain Delon morreu aos 88 anos. A notícia foi confirmada neste domingo (18) por sua família. “Alain Fabien, Anouchka, Anthony e [seu cão] Loubo lamentam profundamente o falecimento de seu pai. Ele morreu tranquilamente em sua casa em Douchy, rodeado pelos seus três filhos e pela sua família. A família pede que respeitem sua privacidade neste momento de luto extremamente doloroso”, dizia a nota enviada pelos filhos do ator à imprensa francesa.
Delon participou de mais de 90 produções cinematográficas, com cineastas como Louis Malle, Michelangelo Antonioni, Jean-Luc Godard, Jean-Pierre Melville, Luchino Visconti, René Clément e Jacques Deray.
O presidente francês, Emmanuel Macron, lamentou a morte do ator, afirmando em postagem no X que Delon “encarnou papéis lendários e fez o mundo sonhar”. “Melancólico, popular, secreto, foi mais que uma estrela: um monumento francês.”
AJUDA PARA MORRRER
Alain Delon vivia recluso. Ele não fazia mais aparições públicas após sofrer um AVC em 2019. Em 2021, o ator surprendeu a todos ao afirmar, em suas redes sociais, hoje desativadas, que gostaria de morrer por meio de um suicídio assistido.
De acordo com a Rolling Stone, a ideia era realizar o procedimento na Suíca, onde o suicídio assistido não é crime desde a década de 1940. No entanto, em meio a uma disputa entre os três filhos do artista por sua herança, o desejo de Delon não foi respeitado.
- Bahia Notícias
- 12 Ago 2024
- 11:35h
Foto: Divulgação / Vatican Media
O Papa Francisco orou, na manhã deste domingo (11), pelos familiares e pelas vítimas do acidente aéreo ocorrido na tarde de sexta-feira (9), em Vinhedo, no interior de São Paulo. A queda do avião da Voepass Linhas Aéreas matou 62 pessoas, sendo 58 passageiros e quatro tripulantes a bordo do voo 2283, que tinha como destino final o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
"Rezemos também pelas vítimas do trágico acidente aéreo ocorrido no Brasil", disse o Papa Francisco à multidão reunida na Praça São Pedro, durante a tradicional bênção de domingo (11), na cidade do Vaticano.
Em nota divulgada hoje, o Vaticano destacou, baseado em informações da empresa que operava a aeronave, que entre as vítimas havia quatro pessoas com dupla cidadania: três da Venezuela e uma cidadã de Portugal.
O Vaticano lembrou ainda que este acidente foi o mais grave no país, desde o ocorrido em 2007. Na ocasião, a aeronave da empresa TAM Linhas Aéreas, não conseguiu pousar na pista do aeroporto de Congonhas (SP), e explodiu ao bater no prédio da TAM Express. Nesse acidente, morreram 199 pessoas.
Investigações.
A duas caixas-pretas do avião da Voepass, contendo gravações de voz e dados do voo 2283, passam por análise de técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) da Força Aérea Brasileira (FAB), após serem recuperadas no local da queda, o condomínio residencial Recanto Florido, em Vinhedo.
Em uma entrevista coletiva no município paulista, neste domingo, o chefe do Cenipa, brigadeiro do ar Marcelo Moreno, confirmou que os conteúdos de voz e de dados dos dois gravadores estão integralmente preservados e foram acessados pela equipe técnica do órgão, que dará continuidade às investigações.
- Por Folhapress
- 09 Ago 2024
- 15:20h
Foto: Reprodução / X
O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, cancelou os planos de visitar a Ásia Central nesta sexta-feira (9) e, em vez disso, liderará medidas de precaução, após um alerta sem precedentes para um mega terremoto na costa do Pacífico, após o sismo de magnitude 7,1 de quinta-feira.
É a primeira vez que as autoridades japonesas emitem um aviso desse tipo após a implementação de um novo sistema de alertas em decorrência do devastador terremoto ocorrido no país em 2011, que desencadeou o acidente nuclear de Fukushima.
"Decidi ficar no país pela próxima semana ou mais para garantir que nossos preparativos e comunicações estejam em ordem", disse Kishida em uma coletiva de imprensa, embora o aviso não tenha dado um prazo ou chamado para evacuações.
"Mas é a primeira vez que é emitido e acredito que as pessoas possam estar se sentindo ansiosas com isso", acrescentou. "Consequentemente, decidi cancelar minha visita planejada à Ásia Central e à Mongólia."
O governo pode tentar realizar as reuniões com os líderes regionais online, disse a emissora pública NHK. A visita ao Cazaquistão, Uzbequistão e Mongólia estava originalmente marcada para ocorrer de sexta a segunda-feira.
O aviso da agência meteorológica alerta para uma maior probabilidade de um grande terremoto na fossa de Nankai, uma trincheira no fundo do oceano ao longo da costa do Pacífico do Japão, onde terremotos anteriores desencadearam tsunamis enormes.
Não indicou que um terremoto definitivamente aconteceria, mas incentivou as pessoas a estarem prontas para evacuar, se necessário.
O Japão estima em 70% a 80% a probabilidade de um terremoto de magnitude 8 ou 9 ocorrer na fossa nos próximos 30 anos, de acordo com o Ministério da Infraestrutura.
- Por Folhapress
- 05 Ago 2024
- 12:09h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou neste domingo (4) que não há mandados de prisão contra María Corina Machado e Edmundo González Urrutía , principais figuras da oposição ao regime do ditador Nicolás Maduro.
"Eu quero conhecer as ordens [de prisão], vê-las, porque não existem", afirmou Saab, uma das principais autoridades do regime, em entrevista à rádio venezuelana Caracol publicada neste domingo (4).
O procurador-geral confirmou que existe uma investigação em andamento para identificar pessoas responsáveis por incêndios criminosos em prédios públicos com pessoas dentro, mas não citou os nomes dos investigados
"Todo aquele dirigente que faça um chamado a fatos vinculados a atos de terrorismo será detido", afirmou Saab.
Após o pleito, o próprio Saab chegou a acusar Corina de envolvimento em um suposto ataque contra o sistema eleitoral. Outras figuras de alto escalão do regime vinham pedindo a prisão da líder opositora, inabilitada para concorrer nas eleições presidenciais, e de González, nome escolhido para substituí-la à frente da candidatura da oposição.
Diante das ameaças públicas de prisão, o governo da Costa Rica ofereceu asilo a Corina, González e outras figuras da oposição. Em artigo publicado no Wall Street Journal na quinta-feira (1º), a líder opositora escreveu que poderia ser detida a qualquer momento.
Corina e González têm convocado manifestações para denunciar uma suposta fraude eleitoral nas eleições do último domingo (28). O regime afirma já ter prendido mais de 1.200 pessoas nos protestos, enquanto a ONG Human Rights Watch (HRW) afirmou ter recebido relatos de que mais de 20 pessoas teriam sido mortas nas manifestações.
"Vinte mortes causadas pela própria violência dos manifestantes", disse Saab à rádio Caracol, citando os dados da HRW. Ele negou que as forças de segurança estejam cometendo violência nos protestos e acusou os manifestantes de usarem tinta vermelha ou molho de tomate para simularem ferimentos.
No sábado (3), Corina discursou diante de milhares de apoiadores em um protesto em Caracas no sábado (3); González não participou do ato. "Nunca estivemos tão fortes", disse a opositora, reiterando a acusação de fraude eleitoral.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou a reeleição de Maduro com 52% dos votos, contra 43% de González, com 97% das urnas apuradas. No entanto, o órgão não apresentou resultados discriminados por zona eleitoral e mesa de votação.
A oposição afirma ter tido acesso a esses documentos e os publicou em um site, declarando González vitorioso com 67% dos votos, e 80% das mesas de votação contabilizadas.
- Primeiras reações após eleição mostram que Maduro pode enfrentar isolamento internacional ainda maior do que em mandatos anteriores
- Junio Silva/Metrópoles
- 30 Jul 2024
- 14:28h
Foto:Carlos Becerra/Getty Images
Apesar da vitória de Nicolás Maduro nas eleições da Venezuela, no último domingo (28/7), diversas declarações de líderes internacionais indicam que o chefe de Estado venezuelano pode enfrentar isolamento ainda maior do que nos dois mandatos anteriores.
Minutos após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciar que o líder chavista havia vencido o candidato da oposição, Edmundo González, a eleição passou a ser contestada por autoridades internacionais, que se pronunciaram contra os números divulgados.
Líderes de países como Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Alemanha, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, Itália, Panamá, Peru, Reino Unido, Uruguai, Equador, Guatemala e El Salvador, além da União Europeia, repudiaram o resultado e pediram apuração transparente dos votos.
Assim como durante a campanha presidencial, o herdeiro político de Hugo Chávez voltou a cobrar, no primeiro discurso após a vitória, que a comunidade internacional não interfira nos assuntos internos da Venezuela.
Como resposta às críticas recebidas, o governo de Nicolás Maduro iniciou o movimento de romper laços diplomáticos com alguns países liderados por autoridades que questionaram sua reeleição.
Menos de 24 horas após a vitória, a Venezuela exigiu que diplomatas e funcionários dos consulados de Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai se retirassem “de maneira imediata” do país.
Relação tensa com aliados
Antes do pleito, a preocupação da comunidade internacional quanto à confiabilidade e liberdade da votação fez com que Nicolás Maduro subisse o tom contra governos com quem mantém bom trânsito na América Latina.
O presidente da Venezuela atacou o Brasil e fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas. Na ocasião, Maduro declarou que nenhum boletim de urna é auditado durante as eleições brasileiras.
Nem mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escapou dos ataques de Maduro, que sugeriu um “chá de camomila” após o petista se mostrar assustado com uma declaração do líder chavista, que falou em “banho de sangue” caso não vencesse as eleições.
Apesar dos ataques, o governo brasileiro foi cauteloso e mostrou neutralidade ao comentar a vitória de Maduro. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou que acompanharia “com atenção o processo de apuração”, sem contestar ou parabenizar a reeleição do chavista.
Apoio de peso
Ainda que parte da comunidade internacional tenha rejeitado a reeleição, alguns governos reconheceram a vitória de Maduro, entre eles dois grandes atores internacionais.
Por meio do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o governo de Vladimir Putin felicitou a vitória do presidente linha dura e se mostrou confiante na continuidade do “desenvolvimento das relações russo-venezuelanas em todas as áreas”.
A China seguiu a mesma linha e disse estar “disposta a enriquecer a associação estratégica” com a Venezuela após a reeleição de Maduro.
Outros países, como Bolívia, Cuba, Honduras, Irã, Nicarágua, Guiné-Bissau, Sérvia e Honduras, também reconheceram o triunfo de Maduro nas eleições.