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Frente de esquerda e centro impede vitória da ultradireita na França

  • Por Folhapress
  • 08 Jul 2024
  • 10:11h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

FOLHAPRESS) - A coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP) surpreendeu no segundo turno das eleições legislativas francesas, neste domingo (7), e tornou-se o maior bloco parlamentar em uma França partida em três. O pleito foi marcado pela ascensão da ultradireita, pelo forte comparecimento às urnas (67%, o maior desde 1981) e pelo temor de quebra-quebra.

Com quase 100% da apuração (falta apenas a contagem dos votos no exterior), a NFP somava 181 assentos na Assembleia Nacional, seguida pela coalizão Juntos, do presidente Emmanuel Macron, com 166 cadeiras, e pela antes favorita Reunião Nacional (RN), de ultradireita, com 143 deputados. Antes, esses blocos tinham, respectivamente, 150, 250 e 89 assentos. Outros partidos de direita ficaram com 60 cadeiras; outros de esquerda, com 13 vagas.

Na nova composição da Assembleia Nacional, portanto, nenhum dos grupos nem sequer se aproximou da maioria absoluta de 289 dos 577 deputados, o que implica a necessidade de alianças ao menos pontuais para o próximo governo e ameaça criar um impasse político na França, a duas semanas do início das Olimpíadas de Paris.

Macron não se pronunciou oficialmente até a última atualização deste texto. Segundo assessores, o presidente aconselhou prudência à esquerda. Seu pupilo, o atual premiê Gabriel Attal, 35, anunciou renúncia.

O segundo turno da eleição foi marcado por mais de 200 desistências de candidatos de esquerda em favor de candidatos do centro, e vice-versa, para tentar impedir a vitória de rivais de ultradireita. Essa manobra é conhecida como "frente republicana" —e teve sucesso nesta votação.

Os números surpreendem pela quantidade de assentos maior que a prevista para a bancada do centro governista e permitem prever que a esquerda indicará o sucessor de Attal.

Há ainda, no entanto, indecisão sobre qual será o nome sugerido. Há muitas disputas internas na NFP. Jean-Luc Mélenchon, 72, é o líder do maior partido da frente, a França Insubmissa. Mas é visto como radical demais por muitos. Seu discípulo Manuel Bompard, 38, mais moderado, é uma opção.

Outras possibilidades seriam Olivier Faure, 55, líder do Partido Socialista, e a ecologista Marine Tondelier, 37, que ganhou prestígio durante a campanha. O intelectual Raphaël Glucksmann, 44, filho do renomado filósofo André Glucksmann (1937-2015), teve um bom desempenho na eleição para o Parlamento Europeu, em junho, mas seu grupo é minoritário na NFP.

Mélenchon foi o primeiro a se pronunciar. Sem chegar a pleitear explicitamente o cargo de primeiro-ministro, pediu a renúncia de Attal —que a anunciou horas depois— e descartou coalizão com os macronistas. "Saúdo aqueles que se mobilizaram, porta a porta, para convencer e arrancar um resultado que diziam impossível. Nosso povo descartou a solução do pior. É um alívio para a maioria das pessoas em nosso país", disse Mélenchon.

Ele também defendeu a revogação da reforma das aposentadorias imposta em 2023 por Macron, passando a idade mínima, de modo geral, de 62 para 64 anos. "Recusamos entrar em negociação com o partido do presidente para fazer alianças, sobretudo depois de ter combatido sem descanso há sete anos sua política abuso social e de inação ecológica", afirmou o líder.

Mélenchon é uma figura controversa mesmo na esquerda. É acusado de extremismo e até de antissemitismo, devido à sua posição pró-Palestina em relação ao conflito em Gaza. Ele nega ser antissemita.

O presidente da RN, Jordan Bardella, afirmou após a divulgação das pesquisas de boca de urna que Macron e Attal "jogaram a França nos braços da extrema esquerda". "Privaram a França de qualquer resposta a suas dificuldades cotidianas. Os arranjos eleitorais entre um presidente isolado e uma extrema esquerda incendiária não levarão o país a lugar algum. A pergunta é: o que eles vão fazer? Mas um vento de esperança surgiu e ele nunca mais vai parar", disse Bardella, que, se o favoritismo da RN tivesse se confirmado, seria o mais provável nomeado pelo partido ao cargo de primeiro-ministro.

Marine Le Pen, madrinha política de Bardella e adversária de Macron na eleição presidencial, afirmou que o atual líder está "em uma situação insustentável e vai ter que administrar a situação que impôs aos franceses. "A maré está subindo. Não subiu o bastante desta vez, mas continua subindo. Nossa vitória, na verdade, foi adiada", disse ela em referência pouco velada à próxima disputa pelo Palácio do Eliseu.

A possível chegada da ultradireita ao poder, pela primeira vez desde o regime colaboracionista com o nazismo, na Segunda Guerra Mundial, elevou a tensão política na França nas últimas semanas. Houve episódios ocasionais de violência. A porta-voz do governo, Prisca Thevenot, e auxiliares foram agredidos esta semana quando colavam cartazes.

O medo levou muitos comerciantes a protegerem suas vitrines com tapumes e barreiras, inclusive na Champs-Elysées, a avenida mais famosa de Paris. Viralizou um vídeo mostrando a instalação de proteção na fachada da loja da marca de luxo Louis Vuitton.

O Ministério da Justiça havia anunciado um contingente excepcional de 30 mil policiais nas ruas francesas, devido ao temor de vandalismo. Após a divulgação das primeiras projeções com a vitória da esquerda, tumultos foram registrados em grandes centros urbanos, como Paris, Nantes, Lyon e Rennes.

O pleito foi convocado no início de junho por Macron, após o mau resultado do governo nas eleições para o Parlamento Europeu. A decisão de dissolver a Assembleia Nacional causou perplexidade, uma vez que ele possuía uma maioria relativa de 250 deputados até o final de seu mandato, em 2027.

 

O primeiro fim de semana das férias escolares de verão na França teve uma diferença importante em relação aos anos anteriores. Os franceses pegaram a estrada, mas 3,3 milhões dentre eles deixaram para trás votos por procuração para o segundo turno. Na França, votar é facultativo, mas é permitido autorizar outra pessoa a depositar sua cédula na urna.

O número recorde de votos por procuração —quatro vezes maior que na eleição anterior, em 2022— era um indicador do grande interesse despertado por este pleito fora de época.

Nos últimos dias, centenas de intelectuais, artistas, jornalistas e esportistas se pronunciaram publicamente em favor da frente republicana. A Folha ouviu algumas dessas personalidades esta semana na place de la République, tradicional ponto de manifestações políticas na capital francesa.

O jornalista Edwy Plenel, ex-diretor de redação do jornal Le Monde e fundador do site de jornalismo investigativo Médiapart, qualificou de irresponsável a decisão de Macron de dissolver a Assembleia Nacional e convocar a eleição, no início de junho.

"A oposição [de esquerda] não teve tempo de se organizar de verdade. [Macron] é como um juiz de futebol que diz ao time que ganhou uma partida: segue o jogo, a bola está no seu pé, pode fazer outro gol. E é bem possível que a extrema-direita faça esse gol", comparou Plenel.

Para ele, o risco é que chegue ao poder um grupo político "apoiado pelo imperialismo russo, um regime neofascista que apoia madame Le Pen". Ele se refere à líder da RN, Marine Le Pen, 55, que declarava publicamente sua admiração pelo líder russo, Vladimir Putin, até a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Plenel advertiu para o risco de, além de Rússia e China, dois outros membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas —França e EUA— passarem a ter governos antidemocráticos, em caso de vitória do partido de Le Pen na eleição legislativa francesa e do republicano Donald Trump na eleição presidencial americana, em novembro.

Julia Cagé, uma das economistas mais respeitadas da França, disse à reportagem que a vitória da RN seria "catastrófica sob todos os pontos de vista".

"Veja o que aconteceu no Brasil com Bolsonaro", afirmou Cagé, autora de um livro sobre a história eleitoral francesa, escrito com o marido, Thomas Piketty, outro economista de renome. "Será um desastre para a universidade, para a liberdade de pensamento, para a independência da mídia, para os direitos das mulheres."

Alguns jogadores da seleção francesa de futebol masculino, atualmente disputando a Eurocopa na Alemanha, conclamaram os eleitores a votar contra a ultradireita. Entre eles, o maior ídolo da França, Kylian Mbappé, e o atacante Marcus Thuram.

O pai de Marcus é Lilian Thuram, campeão mundial com a França em 1998 e conhecido pelo engajamento político. À Folha, Lilian disse se orgulhar do posicionamento do filho. "Na minha época, Jean-Marie Le Pen [pai de Marine e fundador da RN] já dizia que na seleção francesa havia jogadores demais com a pele negra. Não há nada de novo. A ideia da RN é dizer que, se você não é branco, você não é totalmente francês."

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Mulher é presa após derramar 60 mil litros de vinho e causar prejuízo de R$ 13 milhões após demissão na Espanha

  • Bahia Notícias
  • 29 Jun 2024
  • 12:30h

Foto: Reprodução/El País

Uma mulher foi presa por sabotar a empresa da qual foi demitida ao derramar 60 mil litros de vinho e causar um prejuízo de cerca de R$ 13 milhões. A ex-funcionária foi dispensada do cargo dois dias antes do ocorrido e violou os barris dos três vinhos mais comercializados da vinícola.

 

De acordo com informações do jornal espanhol El País, o caso aconteceu no dia 18 de fevereiro deste ano, dois dias após a mulher ter sido demitida da vinícola Cepa 21. A suspeita teria aberto, propositalmente, cinco barris que derramaram cerca de 60 mil litros de vinho tinto, causando um prejuízo estimado de 2,5 milhões de euros.

 

Segundo a Guarda Civil de Valladolid, cidade onde o caso aconteceu, os barris continham os três vinhos mais comercializados pela empresa. A mulher foi presa nesta quinta-feira (27) pela própria Guarda Civil, mas após ter se negado a prestar qualquer declaração sobre o caso, foi liberada e deve responder ao processo em liberdade.

General golpista na Bolívia é preso e acusa presidente de ter preparado autogolpe

  • Por Victor Lacombe | Folhapress
  • 27 Jun 2024
  • 10:16h

Foto: Divulgação/Exército da Bolívia

O general golpista Juan José Zúñiga foi preso nesta quarta-feira (26) depois de liderar uma tentativa de golpe de Estado na Bolívia contra o presidente Luis Arce. Falando com jornalistas durante a prisão, ele disse que agiu a mando de Arce, que teria tentado um autogolpe.
 

Zúñiga cercou o palácio presidencial por horas com tropas e veículos blindados e disse durante o cerco que estava lá para "expressar seu descontentamento" e que precisava haver uma troca ministerial. Ele chegou a se encontrar com Arce, que ordenou que o general se retirasse, demitiu os chefes das Forças Armadas e nomeou seus substitutos. O novo comandante do Exército reiterou a ordem, e as tropas esvaziaram a praça.
 

O general Zúñiga foi destituído do cargo de comandante do Exército na última terça-feira (25) por Arce depois de fazer uma série de ameaças contra o ex-presidente Evo Morales. Evo e Arce, antigos aliados, são hoje rivais políticos e devem se enfrentar nas urnas em 2025.

Em uma entrevista na segunda-feira (24), o militar disse que Evo "não pode mais ser presidente desse país". "Caso cheguemos a isso", continuou, "não permitirei que ele pisoteie a Constituição, que desobedeça o mandato do povo". Afirmou ainda que "as Forças Armadas são o braço armado do povo, o braço armado da pátria".
 

Evo respondeu que ameaças desse tipo não têm precedente na democracia e pressionou o governo Arce, dizendo que se a fala não fosse desautorizada pelo presidente e pelo ministro da Defesa, "estará comprovado que na verdade estão autorizando um autogolpe". Zúñiga foi removido do comando do Exército no dia seguinte.
 

De acordo com o jornal boliviano El Deber, Zúñiga disse ao ser preso que conversou com Arce antes da tentativa de golpe. "O presidente me disse que a situação está muito crítica, que era preciso algo para levantar sua popularidade." O general teria então perguntado ao presidente: "colocamos os blindados na rua?", ao que Arce teria dito "coloque". Zúñiga não apresentou evidências para sustentar a afirmação.

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Aumentar arsenal nuclear da Rússia preserva equilíbrio de poder no mundo, diz Putin

  • Por Folhapress
  • 22 Jun 2024
  • 11:13h

Foto: Reprodução / Instagram

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (21) que a Rússia vai continuar a desenvolver seu arsenal de armas nucleares, que é hoje o maior do mundo, com o objetivo de preservar o equilíbrio mundial entre os países.

Putin deu um discurso durante uma cerimônia de formatura de oficiais militares no Kremlin. Ele disse ainda que seu governo continuará equipando os soldados que lutam na guerra da Ucrânia com os equipamentos mais avançados disponíveis.

"Planejamos fortalecer a tríade nuclear para garantir nossa capacidade de dissuasão e o equilíbrio de poder no mundo", afirmou o presidente. A tríade nuclear é a capacidade de um país de lançar bombas atômicas por mar, terra e ar.

Putin voltou a Moscou depois de visitar a Coreia do Norte e o Vietnã nos últimos dias. Na quinta-feira (20), ele advertiu a Coreia do Sul de que o país cometeria um "grande erro" se enviasse armas para a Ucrânia, e que Moscou poderia responder enviando equipamento militar para a Coreia do Norte.

Seul levantou a possibilidade de armar Kiev depois da visita de Putin a Pyongyang, onde o líder russo se encontrou com o ditador Kim Jong-un e assinou um pacto de defesa mútua com a ditadura norte-coreana. Os termos do acordo estipulam que, caso um dos países seja atacado, o outro virá ao seu socorro, e prevê mais cooperação militar.

Putin também disse durante a visita que pode fornecer mísseis de precisão para Pyongyang como retaliação pela autorização dada pelos Estados Unidos e seus aliados para que a Ucrânia use armas ocidentais contra alvos na Rússia.

Como resposta, a Coreia do Sul, apoiada diplomatica e militarmente por Washington, convocou o embaixador russo para explicações, e aventou a possibilidade de entregar armas à Ucrânia, que está em guerra contra a Rússia.

"Enviar armas letais para zonas de combate na Ucrânia seria um grande erro", disse Putin, em visita ao Vietnã. "Se isso acontecer, tomaremos a decisão correspondente, que não deverá agradar os líderes atuais da Coreia do Sul", acrescentou.

"Aqueles que enviam [mísseis para a Ucrânia] acham que não estão lutando contra nós, mas já disse, inclusive em Pyongyang, que nos reservamos o direito de fornecer armas a outras regiões do mundo, em relação aos nossos acordos com a Coreia do Norte, ressaltou Putin. "Não descarto essa possibilidade."

Os EUA consideraram a declaração de Putin preocupante. O Departamento de Estado ressaltou que o envio de armas russas ao país comunista asiático "poderia desestabilizar a península coreana, dependendo do tipo de arma, e violar as resoluções do Conselho de Segurança que a própria Rússia apoiou".

O ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que, na reunião com o embaixador russo Gueorgui Zinoviev, instou a Rússia a "agir de maneira responsável". O órgão afirmou que o apoio militar de Moscou a Pyongyang inevitavelmente traria um "impacto negativo nas relações" entre Rússia e Coreia do Sul.

De acordo com a embaixada russa, Zinoviev teria dito que "tentativas de intimidar a Rússia são inaceitáveis". "O embaixador disse que a cooperação entre [Moscou e Pyongyang] não tem como alvo nenhum outro país".

Após pacto entre Coreia do Norte e Rússia, Coreia do Sul considera fornecer armas à Ucrânia

  • Bahia Notícias
  • 21 Jun 2024
  • 13:30h

Foto: KCNA

A Coreia do Sul afirmou nesta quinta-feira (20) que irá reconsiderar a possibilidade de fornecer armas à Ucrânia. A decisão gera polêmica pois acontece depois que os líderes da Coreia do Norte e da Rússia assinaram um pacto de defesa mútua em caso de guerra.

A declaração foi dada pelo conselheiro Nacional de Segurança da Coreia do Sul, Chang Ho-jin. “O governo expressou sérias preocupações e condenou o acordo abrangente de parceria estratégica assinado ontem entre a Coreia do Norte e a Rússia”, afirmou o conselheiro.

De acordo com a CNN Brasil, o acordo é uma reedição de um outro pacto feito entre os dois países durante a Guerra Fria, quando concordaram em fornecer assistência militar em caso de ataque aos seus países.

REAÇÃO DE PUTIN

O líder russo, Vladimir Putin fez uma declaração relacionada à ação tomada pelos sul-coreanos, durante entrevista coletiva no Vietnã. Putin afirmou que não tem nada como o que se preocupar sobre o pacto entre russos e norte-coreanos.

“A República da Coreia não tem nada com que se preocupar, porque nossa assistência militar sob o tratado que assinamos só surge se a agressão for realizada contra um dos signatários. Até onde eu sei, a Coreia do Sul não está planejando uma agressão contra a Coreia do Norte”, declarou o chefe de estado russo.

Putin ainda alertou contra o fornecimento de armas à Ucrânia: “Isso seria um erro muito grande”, destacou. O presidente ainda mencionou que, caso isso aconteça, “também tomaremos decisões apropriadas que dificilmente agradarão à atual liderança da Coreia do Sul”.

Colômbia vai regularizar até 540 mil imigrantes venezuelanos no país

  • Por Folhapress
  • 19 Jun 2024
  • 07:45h

Foto: Reprodução / YouTube / Gustavo Petro

O governo da Colômbia anunciou nesta terça-feira (18) que vai regularizar a situação imigratória de até 540 mil venezuelanos residentes em território colombiano. A medida tem como alvo pessoas que são pais ou responsáveis de menores de idade que vivem no país.
 

De acordo com números oficiais, mais de 2,8 milhões de venezuelanos moram na Colômbia, que foi o país que mais recebeu pessoas que fugiram da grave crise econômica e humanitária pela qual atravessa a Venezuela desde a chegada ao poder do ditador Nicolás Maduro.
 

Ao todo, até setembro de 2023, quase 8 milhões de pessoas deixaram a Venezuela desde o início da crise, de acordo com o alto comissariado das Nações Unidas para refugiados, o Acnur --cerca de 20% da população.
 

O governo colombiano estima que a nova onde de regularizações vai beneficiar adultos responsáveis por cerca de 270 mil crianças e adolescentes venezuelanos que moram na Colômbia. Em 2019, o governo do presidente Ivan Duque deu cidadania colombiana a quase 30 mil menores de idade residentes no país que corriam o risco de ficarem apátridas.
 

"A permissão especial para ficar no país busca integrar pais e responsáveis, pessoas que cuidam dos menores de idade que vivem na Colômbia", disse em entrevista coletiva o diretor da agência de imigração do governo Gustavo Petro, Carlos Fernando Garcia.
 

De acordo com o governo brasileiro, mais de 125 mil migrantes venezuelanos passaram pela Operação Acolhida, a iniciativa conjunta da Acnur e do Exército Brasileiro para receber pessoas que atravessam a fronteira e chegam em Roraima. Em 2023, o governo Lula (PT) aprovou a solicitação de refúgio de mais de 70 mil venezuelanos depois de uma força-tarefa do Conare (Comitê Nacional para Refugiados).

Israel aceita termos gerais de proposta de Biden para encerrar guerra em Gaza, diz assessor de Netanyahu

  • Por Folhapress
  • 03 Jun 2024
  • 09:03h

Foto: Reprodução / YouTube / CNN Brasil

Um assessor do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu confirmou neste domingo (2) que Israel aceitou os termos gerais de um acordo para interromper a guerra na Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Em entrevista ao jornal britânico The Sunday Times, o assessor de Relações Exteriores de Netanyahu, Ophir Falk, disse que a proposta de Biden "não é um bom acordo, mas queríamos muito libertar os reféns, todos os reféns, e por isso aceitamos".

"Muitos detalhes precisam ser acertados, e nada mudou em relação às exigências israelenses de que os reféns devem ser soltos e que o Hamas deve ser destruído como uma organização terrorista genocida", afirmou Falk, que repetiu que "não haverá cessar-fogo permanente até que todos nossos objetivos sejam atingidos".

A proposta de Biden, que o presidente americano anunciou na última sexta-feira (31) como sendo um plano apresentado por Tel Aviv, prevê três fases até que a guerra seja encerrada.

Na primeira, haveria um cessar-fogo completo por seis semanas, Israel retiraria todas as tropas das áreas habitadas da Faixa de Gaza, e reféns sequestrados pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro seriam libertados em troca da soltura de centenas de prisioneiros palestinos. Ao mesmo tempo, passaria a haver um fluxo de 600 caminhões de ajuda humanitária entrando em Gaza por dia, de acordo com Biden.

Na segunda fase, o Hamas e Israel negociariam um fim permanente para a guerra, e o cessar-fogo continuaria em vigor durante essas negociações. Esse ponto contraria aquele que tem sido o principal mantra de Netanyahu e da cúpula do gabinete de guerra israelense desde o início do conflito —de que a guerra só terminaria com a destruição completa do Hamas e com a erradicação de seu controle político e militar sobre a Faixa de Gaza.

Com efeito, horas depois do discurso de Biden, o gabinete de Netanyahu disse em uma publicação no X que a proposta "permite que Israel prossiga com a guerra até que todos seus objetivos sejam atingidos, incluindo a destruição das capacidades governamentais e militares do Hamas", em uma aparente contradição dos termos divulgados pelo presidente americano.

A terceira fase consistiria de um plano de reconstrução do território palestino. A proposta já foi entregue ao Hamas pelo Qatar, disse a Casa Branca. Em comunicado, a facção afirmou que vê o plano de forma positiva.

Ao longo dos últimos meses, uma série de propostas de cessar-fogo mediadas pelos EUA, Qatar e Egito não tiveram sucesso —em fevereiro, Biden chegou a dizer que Israel havia concordado com uma pausa nos ataques pelo mês do Ramadã, considerado sagrado para muçulmanos, mas não houve interrupção dos bombardeios em Gaza.

No discurso em que apresentou o acordo, Biden disse que as negociações levariam a um "dia seguinte" para a Faixa de Gaza sem o Hamas no poder, mas não está claro como isso seria possível. Depois de meses de bombardeios e mais de 36 mil palestinos mortos em Gaza, o Hamas não dá sinais de que perdeu a coesão e a capacidade de agir como grupo.

A facção terrorista foi responsável pelos ataques contra Israel em 7 de outubro, que deixaram 1.200 mortos e serviram de estopim para o conflito atual.

O governo Netanyahu, que chegou ao poder desta vez graças à coalizão mais à direita da história do país, sofre pressão de partidos extremistas, que disseram que abandonarão o governo se um acordo que "poupe o Hamas" for aceito.

No domingo, o Qatar condenou a decisão do parlamento israelense da última quarta-feira (29) de iniciar a tramitação de uma lei que classifica a agência da ONU para Refugiados Palestinos, a UNRWA, como uma organização terrorista.

Tel Aviv acusou o braço das Nações Unidas que atua em Gaza e na Cisjordânia de ter ligação com o Hamas e com os ataques de 7 de outubro, o que levou uma série de países ocidentais a suspender seu financiamento da agência. Em abril, uma investigação independente apontou que Israel não produziu provas para sustentar a acusação.

Biden apoia nova proposta israelense de cessar-fogo e insta Hamas a aceitar

  • Por Folhapress
  • 01 Jun 2024
  • 13:07h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou em um discurso nesta sexta-feira (31) que vai apoiar uma nova proposta de cessar-fogo no conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza apresentada por Tel Aviv. A oferta envolve a interrupção dos ataques em troca da libertação dos reféns ainda em poder do Hamas. Biden instou o grupo terrorista a aceitar a proposta, dizendo que "é hora de a guerra acabar e o dia seguinte começar".

Até aqui, negociações entre as partes em guerra mediadas pelo Egito, Qatar e EUA não prosperaram, com exceção de um cessar-fogo de uma semana entre novembro e dezembro de 2023. Tanto Israel quanto o Hamas acusam um ao outro de intransigência e de exigências implausíveis. O governo do premiê Binyamin Netanyahu não se manifestou sobre a fala de Biden.

A nova proposta de trégua consiste de três fases. Na primeira, haveria um cessar-fogo completo por seis semanas, Israel retiraria todas as tropas da Faixa de Gaza e reféns sequestrados pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro seriam libertados em troca da soltura de centenas de prisioneiros palestinos. Ao mesmo tempo, passaria a haver um fluxo de 600 caminhões de ajuda humanitária entrando em Gaza por dia, de acordo com Biden.

Na segunda fase, o Hamas e Israel negociariam um fim permanente para a guerra, e o cessar-fogo continuaria em vigor durante essas negociações. Esse ponto contraria aquele que tem sido o principal mantra de Netanyahu e da cúpula do gabinete de guerra israelense desde o início do conflito —de que a guerra só terminaria com a destruição completa do Hamas e com a erradicação de seu controle político e militar sobre a Faixa de Gaza.

A terceira fase consistiria de um plano de reconstrução do território palestino. A proposta já foi entregue ao Hamas pelo Qatar, disse a Casa Branca.

Biden também se dirigiu à liderança israelense. "Eu sei que alguns em Israel não concordam com esse plano e querem que a guerra continue sem data para acabar. Algumas dessas pessoas estão no governo. Elas deixaram claro que querem ocupar Gaza, que querem continuar guerreando por anos e que os reféns não são prioridade", afirmou Biden no discurso. "Eu insto líderes em Israel a apoiar esse acordo, não importa a pressão."

A fala do presidente americano foi interpretada pela imprensa israelense como um comunicado direto à população do país. Foi a primeira vez que detalhes da oferta de cessar-fogo foram publicadas pela mídia de Israel, uma vez que o governo tinha censurado a discussão do plano por jornais e emissoras de rádio e TV.

Depois dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro, que deixaram 1.200 israelenses mortos, bombardeios de Tel Aviv em Gaza já mataram mais de 36 mil palestinos. Na sexta, as forças israelenses afirmam que concluíram suas operações na área de Jabalia, no norte de Gaza. Agora, as tropas estão avançando para Rafah, no sul, com o objetivo de atacar o que consideram ser o último reduto significativo dos batalhões do Hamas.

Israel alegou ter encontrado esconderijos com lançadores de foguetes, outras armas e túneis do grupo terrorista no centro de Rafah, pressionando uma ofensiva para desmantelar unidades de combate militantes que, segundo eles, estão entrincheiradas na cidade na fronteira com o Egito.

Em um comunicado sobre mais de duas semanas de intensos combates em Jabalia, o Exército israelense disse que as tropas concluíram sua operação e se retiraram para se preparar para outras operações em Gaza. Grande parte do território densamente povoado está em ruínas.

O Hamas havia dito um dia antes que estaria pronto para um acordo, incluindo a troca de reféns por prisioneiros palestinos detidos em Israel, desde que os israelenses parassem a guerra.

Em Jabalia, um distrito urbano lotado de refugiados e seus descendentes desde a guerra de fundação de Israel em 1948, o Hamas transformou a "área civil em um reduto de combate fortificado", disse o comunicado militar israelense, que segue afirmando que suas tropas mataram centenas de militantes em combates de curta distância.

Jabalia foi devastada, mas destacou a dificuldade de Israel em destruir as unidades do Hamas. Houve semanas de intensos combates na região nas fases iniciais da campanha israelense e, em janeiro, o Exército disse ter matado todos os comandantes do grupo terrorista e eliminado as formações de combate do grupo governante de Gaza na área

À medida que a guerra se arrasta e a infraestrutura de Gaza é amplamente destruída, a desnutrição se espalhou entre os 2,3 milhões de habitantes, à medida que as entregas de ajuda diminuíram drasticamente, e a ONU (Organização das Nações Unidas) alertou sobre uma fome iminente.

A Jordânia sediará uma conferência internacional de emergência em 11 de junho para trabalhar na resposta humanitária à guerra, em coordenação com o Egito e a ONU.

O Hamas publicou nesta sexta (31) imagens de ataques contra o Exército israelense em Rafah, na Faixa de Gaza, perto da fronteira contra o Egito.

Os combatentes do Hamas demonstraram a sua força contínua em Rafah na semana passada, lançando mísseis no centro comercial de Israel, Tel Aviv, pela primeira vez em meses, no domingo.

No mesmo dia, um ataque aéreo israelense que visava dois comandantes do Hamas provocou um incêndio que matou 45 pessoas que se abrigavam em tendas ao lado do complexo atingido pelos jatos.

Jennifer Lopez cancela turnê após baixas vendas e cita 'mais tempo com a família'

  • Por Folhapress
  • 01 Jun 2024
  • 11:05h

Reprodução / Redes Sociais

Jennifer Lopez cancelou a turnê "This Is Me... Live", programada para acontecer nos próximos meses na América do Norte. A informação foi divulgada na newsletter da cantora, nesta sexta-feira (31).
 

Lopez afirmou que o cancelamento dos shows aconteceu para que ela pudesse passar mais tempo com sua família. Segundo o site da revista Variety, a turnê sofria com baixa procura por ingressos e há notícias de que seu casamento com o ator Ben Affleck vive uma crise.
 

"Estou completamente com o coração partido e devastada por decepcionar vocês. Por favor, saibam que eu não faria isso se não sentisse que era absolutamente necessário. Eu prometo que vou compensar vocês e estaremos todos juntos novamente", afirmou Lopez.
 

Ao Variety, fontes próximas à cantora disseram que o cancelamento não aconteceu por causa das vendas fracas de ingressos. Segundo elas, em algumas cidades os shows tinham grande procura —como Orlando, Miami, Chicago e Toronto—, mas em outros lugares, diz o site, muitas entradas ainda estavam à venda.
 

Em abril, Lopez já havia cancelado sem fazer alarde sete apresentações da turnê, que seria a sua primeira excursão na América do Norte em cinco anos. Além disso, os shows a princípio seriam baseados em seu álbum mais recente, "This Is Me... Now", lançado neste ano, e depois passaram a destacar os maiores hits da cantora.
 

A turnê cancelada de Lopez foi anunciada em fevereiro, quando ela lançou o último disco acompanhado por dois filmes. Ela também é protagonista do longa-metragem "Atlas", da Netflix, que discute os perigos da tecnologia.
 

Recentemente, duas das maiores cantoras do Brasil, Ivete Sangalo e Ludmilla, cancelaram suas turnês devido à baixa procura por ingressos.

Presidente do Irã morre em queda de helicóptero

  • Bahia Notícias
  • 20 Mai 2024
  • 07:59h

Foto: Mohammed Ali Marizad

O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, morreu aos 63 anos na queda de um helicóptero, informou o ministério das Relações Exteriores do Irã nesta segunda-feira (20).

Raisi, que foi eleito em 2021 e tinha mandato até 2025, era a 2ª pessoa mais importante do Irã, atrás apenas do aiatolá Ali Khamanei, líder supremo do Irã e de quem o atual presidente era um protegido e possível sucessor – segundo o blog da Sandra Cohen, do G1, a morte de Raisi deve disparar uma disputa feroz pelo cargo.

Segundo a imprensa oficial iraniana, o helicóptero caiu numa região montanhosa do Irã em razão das más condições climáticas durante um voo que trazia Raisi e outras autoridades do vizinho Azerbaijão.
A queda ocorreu entre as aldeias de Pir Davood e Uzi, na província iraniana de Azerbaijão Oriental, cerca de 600 quilômetros a noroeste de Teerã, a capital iraniana.

Além de Raisi, a queda matou o chanceler do Irã, Hossein Amirabdollahian.
A aeronave transportava, ainda, Malek Rahmati, governador da província iraniana do Azerbaijão Oriental; e Hojjatoleslam Al Hashem, líder religioso. 

As mortes dos dois não foram confirmadas, mas, mais cedo, a imprensa oficial informou não haver sinal de sobreviventes no local da queda.

Buscas levaram cerca de 12 horas

A queda do helicóptero ocorreu por volta das 13h (no horário local, 6h no de Brasília), mas a aeronave só foi encontrada cerca de 12 horas depois.

Além das dificuldades de acesso, o tempo ruim dificultava os trabalhos de resgate. O helicóptero só foi avisado cerca de 12 horas depois, na madrugada desta segunda, por integrantes do Crescente Vermelho iraniano, depois que um drone enviado pela Turquia identificou locais de calor.

Inicialmente, o ministro do Interior iraniano informou que o helicóptero que levava o presidente levava um pouso forçado. Mais tarde, a imprensa oficial informou que a aeronave havia sofrido um acidente em razão das más condições climáticas.

Biden e Trump trocam ofensas em eventos de campanha antecipados

  • Por Folhapress
  • 19 Mai 2024
  • 11:44h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Embora os partidos Democrata e Republicano ainda não tenham feito as convenções que vão oficializar como candidatos à Casa Branca dos Estados Unidos o atual presidente, Joe Biden, e seu antecessor, Donald Trump, os dois já estão se enfrentando em discursos para seus eleitorados em eventos pelo país.

Neste sábado (18), Trump foi recebido em Dallas, no Texas, no Fórum de Liderança da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). Falando para os membros da associação, o republicano disse que Biden é "de longe, o pior presidente da história do país" e rotulou o oponente de "completo mentiroso".

"Você está demitido, vá embora daqui, Joe", disse o empresário, entre risadas dos membros da plateia, a quem garantiu que Biden viria atrás de suas armas de fogo, em referência à pauta democrata de maior controle de acesso a armamentos. Ainda segundo Trump, Biden é corrupto e uma "ameaça à democracia".

O candidato prometeu desfazer as regulamentações de armas implementadas pelo democrata. "No meu segundo mandato, vamos reverter cada ataque de Biden à Segunda Emenda", disse, referindo-se ao trecho da Constituição dos EUA que garante o acesso a armas.

Biden, por sua vez, participou de um evento em Atlanta, na Geórgia, estado onde venceu por uma pequena margem em 2020. "Nossa democracia está realmente em risco", alertou o democrata a um grupo de seguidores reunidos no restaurante Mary Mac's Tea Room, que tem um proprietário afro-americano, público-chave para a sua campanha rumo às eleições de novembro.

"Meu adversário não é um bom perdedor, mas é um perdedor", disse Biden, sob aplausos. "Ele não está apenas obcecado por ter perdido em 2020, está perturbado. Trump não está se candidatando para liderar o país, e sim por vingança", afirmou.

Depois de tapa no Oscar, Chris Rock e Will Smith fizeram as pazes, diz amigo

  • Por Folhapress
  • 12 Mai 2024
  • 12:46h

Foto: Reprodução / Robyn Beck

O ator Will Smith e o comediante Chris Rock teriam feito as pazes de maneira secreta, mais de dois anos depois de Smith dar um tapa na cara de Rock durante a cerimônia de entrega do Oscar em 2022.
 

Segundo uma entrevista de um amigo de ambos, Cedric the Entertainer, para o tabloide britânico Mirror, o ator e o comediante superaram o episódio --Rock perdoou Smith e a dupla agora quer olhar para a frente. Cedric se disse orgulhoso da trégua e que Smith é "um ser humano sólido".
 

Cedric atribuiu o tapa à uma questão pessoal entre ambos, que estaria relacionada a provações de Rock sobre o casamento de Smith. Ele disse ainda que espera que Smith recupere sua imagem pública com o lançamento do filme "Bad Boys 4" nas próximas semanas, a primeiro produção significativa com o ator desde o tapa.
 

"Mas a questão é quando acontece algo pessoal, e eu sempre digo que um tapa é mais pessoal do que um soco. E então, quando alguém bate em uma pessoa, você percebe que algo muito pessoal está acontecendo ali. E isso é o que não sabíamos como público", disse Cedric ao Mirror.
 

"Nós apenas vimos o resultado e então decidimos que era algo. E era nisso que eu estava confiante. Eu estava confiante de que ambos entendiam o que estava acontecendo naquele momento e que conseguiriam superar isso. E Durante a cerimônia do Oscar, Smith levantou da cadeira na e bateu no comediante, que estava no palco e havia feito uma piada com Jada Pinkett Smith, mulher do protagonista de "King Richard". Depois, Smith voltou à sua cadeira e gritou duas vezes "tire o nome da minha mulher da porra da sua boca".
 

Rock tinha brincado com a aparência da mulher de Will Smith, dizendo que ela parecia uma personagem de "G.I. Jane 2", que é careca. Jada Pinkett Smith sofre de alopécia, doença genética que leva a perda de cabelo, e desde 2018 fala frequentemente sobre o assunto nas redes sociais.
 

O clima na cerimônia ficou tenso, já que não estava claro se o movimento de Smith havia sido em tom de piada ou não. Um silêncio constrangedor de vários segundos se seguiu e Rock parecia abalado, ainda que continuasse sorrindo. "Aí está um grande momento de televisão ao vivo", ele disse.

Câmara dos EUA aprova lei com definição controversa de antissemitismo

  • Por Folhapress
  • 02 Mai 2024
  • 17:35h

Foto: Reprodução / Wikimedia Commons

A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou nesta quarta-feira (1º) um projeto de lei que codifica uma definição controversa de antissemitismo que pode cercear críticas ao Estado de Israel em escolas e universidades americanas. O texto segue agora para o Senado, onde seu futuro é incerto.  

A legislação foi aprovada por 320 votos a favor e 91 contrários, com apoio do Partido Republicano e de alguns democratas. O texto adota a definição de antissemitismo proposta pela Aliança Internacional de Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês) como oficial e determina que ela seja utilizada pelo governo federal no âmbito da aplicação de leis contra a discriminação no sistema educacional americano.

A aprovação é uma resposta aos protestos universitários em diversas instituições de ensino dos EUA contra o apoio de Washington a Tel Aviv na guerra na Faixa de Gaza. Desde o início do conflito, com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, 34.568 palestinos foram mortos e 77.765 ficaram feridos nos ataques de Israel ao território.

Em resposta, estudantes de universidades americanas de elite organizaram protestos pedindo, entre outras coisas, que suas instituições deixem de investir em empresas israelenses. Alguns dos atos tem sido criticados como antissemitas, especialmente por membros do Partido Republicano.

A definição da IHRA adotada na lei é a seguinte: antissemitismo é "uma certa percepção sobre judeus que pode ser expressada como ódio aos judeus. Manifestações retóricas e físicas de antissemitismo são direcionadas contra pessoas judias e não judias, sua propriedade privada, e contra instituições comunitárias e religiosas judias".

A IHRA cita ainda uma série de exemplos que se encaixam nessa designação --a lei aprovada pela Câmara dos EUA inclui explicitamente esses exemplos. Alguns deles são criticados por especialistas por impedir certas críticas a Israel, o que a ONG nega.

Nos exemplos, a IHRA afirma que é antissemita "negar aos judeus seu direito de autodeterminação, ao afirmar, por exemplo, que o Estado de Israel é uma iniciativa racista", e também "aplicar dois pesos e duas medidas ao exigir de Israel um comportamento não esperado de outros países democráticos". Essa frase em especial dialoga com argumentos de apoiadores de Israel, que afirmam que nenhum outro país seria criticado se reagisse a um ataque da forma como Tel Aviv reage.

A IHRA diz ainda que é antissemita comparar ações de Israel com políticas dos nazistas na Alemanha --foi o que fez, por exemplo, o presidente Lula (PT) em fevereiro, ao dizer que as mortes de civis em Gaza se assemelham às ações de Adolf Hitler contra os judeus. A fala causou uma crise diplomática com o governo Binyamin Netnayahu.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), tradicional organização de defesa dos direitos civis nos EUA, afirmou em uma nota que já existe legislação que proíbe discriminação antissemita em instituições de ensino que recebem verba do governo federal, e que a lei aprovada na Câmara "é desnecessária e teria o efeito de congelar a liberdade de expressão em universidades ao equiparar, de maneira incorreta, críticas a Israel com antissemitismo". 

Rei Charles III tem piora em quadro de saúde e detalhes do funeral são atualizados, diz site

  • Bahia Notícias
  • 26 Abr 2024
  • 18:25h

Foto: The Royal Family/ Instagram

Em tratamento contra um câncer, o quadro do Rei Charles III, de 75 anos, teria apresentado uma piora significativa, de acordo com o site The Daily Beast, da Inglaterra, o que fez com que os detalhes do funeral do monarca fossem atualizados.

Segundo a publicação, uma fonte próxima da família real britânica teria informado que a saúde do rei é preocupante e por isso, os detalhes do funeral são atualizados constantemente em um roteiro que conta com centenas de páginas.

“É claro que ele está determinado a vencer a doença e eles estão apostando tudo nisso. Todos continuam otimistas, mas ele está realmente muito mal, mais do que estão deixando transparecer”, disse uma fonte próxima ao Daily Beast.

A cerimônia começou a ser organizada logo após o funeral da rainha Elizabeth II, mãe de Charles, que faleceu aos 96 anos em setembro de 2022. “Os planos foram revisados e estão sendo atualizados constantemente", disse.

Até o momento os representantes da família real não se pronunciaram sobre o estado de saúde do rei Charles III. Além do câncer enfrentado pelo filho da Rainha Elizabeth, a família real lida com o tratamento da princesa Kate Middleton, de 42 anos, que também foi diagnosticada com um câncer no início do ano.

Câmara dos EUA aprova projeto que pode proibir TikTok no país; texto ainda vai para o Senado

  • Por Tamara Nassif | Folhapress
  • 21 Abr 2024
  • 18:03h

Foto: Pixabay

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, neste sábado (20), um projeto de lei que pode proibir o TikTok, companhia chinesa, em todo o país.
 

A medida foi incluída em um pacote mais amplo que prevê US$ 95 bilhões em ajuda a Taiwan, Israel e Ucrânia, aliados importantes dos EUA, e ainda precisa passar pelo Senado para virar lei.
 

Foram 360 deputados favoráveis contra 58, demonstrando uma coalização bipartidária para pressionar uma mudança na presidência do aplicativo chinês. O objetivo é que a empresa-mãe do TikTok, a ByteDance, venda a plataforma para um proprietário norte-americano em até um ano, ou então enfrentará uma proibição doméstica.
 

A rede social conta com 170 milhões de usuários nos Estados Unidos.