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- Por Folhapress
- 26 Out 2023
- 17:29h
Foto: Forças de Defesa de Israel
No 20º dia da guerra entre Israel e Hamas, as forças armadas israelenses confirmaram que realizam uma incursão terrestre na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (26), para atacar instalações do grupo extremista. A ação é considerada "relativamente grande", segundo a agência de notícias Reuters. Novos bombardeios de Israel atingem 250 locais do Hamas.
O Exército de Israel disse que tanques e infantaria entraram no norte da Faixa de Gaza matando "muitos" combatentes do Hamas e destruindo infraestruturas militares e posições antitanques. O comunicado foi feito no X (antigo Twitter).
A operação decorreu sob o controle da Brigada Givati, uma das cinco unidades de infantaria do exército do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi feita em preparação para as "próximas fases de combate", se referindo a uma ofensiva terrestre total.
Os militares afirmaram também que a incursão tinham como alvo postos antitanque criados pelo grupo extremista. O comunicado israelense ressalta que as suas forças saíram de Gaza no final do ataque.
Houve um telefonema entre Netanyahu e Biden nesta quinta-feira (25). O líder dos EUA quer que primeiro-ministro de Israel garanta a segurança dos mantidos em cativeiro e tente garantir a sua libertação antes do início de uma guerra terrestre.
Netanyahu mencionou que os preparativos estariam na fase final e que o gabinete de guerra israelense tomará uma decisão unânime sobre quando proceder.
O primeiro-ministro disse que a população de Gaza "não envolvida" com o Hamas deve deixar as áreas a serem invadidas por Israel. A saída de cidadãos da Faixa de Gaza pelas fronteiras com Israel é proibida pelo país comandado por Netanyahu. A passagem de Rafah, que divide Gaza com o Egito, também está fechada.
Ele também afirmou que "nenhuma conciliação política" será feita com o Hamas e que o objetivo de Israel é "conduzir o país para uma vitória esmagadora". O dia e a hora da invasão terrestre não será informado ao público para "garantir a segurança" dos membros do Exército.
Vamos começar uma operação terrestre. Quero dizer para vocês que o momento do Exército é definido pelo gabinete de guerra e pelo chefe do Estado Maior. Estamos atuando para ter as melhores condições. Quando entrarmos em Gaza, quando começar a guerra, não haverá nada que nos detenha até alcançar o objetivo. Só temos uma coisa para o Hamas: o fogo
Benjamin Netanyahu
NOVOS BOMBARDEIOS DE ISRAEL ATINGEM 250 LOCAIS DO HAMAS
As Forças de Defesa de Israel declararam que aviões militares atacaram mais de 250 locais pertencentes ao Hamas na Faixa de Gaza.
Os locais incluíam centros de comando, túneis e lançadores de foguetes que foram "colocados no coração de áreas civis que dispararam contra o território israelense durante a guerra", de acordo com as IDF (na sigla em inglês).
A Marinha israelense afirmou ter atacado um posto de lançamento de mísseis terra-ar do Hamas na cidade de Khan Younis.
O Exército de Netanyahu afirmou que o local de lançamento de mísseis estava "localizado ao lado de uma mesquita e de um jardim de infância, o que é mais uma prova de que o Hamas utiliza deliberadamente civis".
As Forças de Defesa de Israel atacaram várias áreas de Tal al-Hawa, no centro de Gaza, com ataques aéreos, causando o início de um enorme incêndio. A informação foi divulgada pelo canal de TV Al Jazeera.
NOVO PRAZO PARA EVACUAÇÃO DE GAZA
O Ministério da Defesa de Israel propõe prolongar a evacuação das comunidades que vivem ao longo da cerca de Gaza e da sua fronteira norte com o Líbano até ao final de dezembro, informou a emissora pública israelense.
Na semana passada, o governo israelense comunicou à ONU sobre a ordem dada para os palestinos migrarem do norte para o sul da Faixa de Gaza. Cerca de 1,1 milhão de pessoas vivem no norte tornando "impossível tal movimento", segundo o porta-voz das Nações Unidas.
O chefe do escritório político e de relações internacionais do Hamas, Basem Naim, disse à Al Jazeera que os palestinos em Gaza não deixariam sua terra natal. "Temos duas opções: derrotar essa ocupação ou morrer em nossas casas", disse.
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- Bahia Notícias
- 26 Out 2023
- 13:19h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
O homem suspeito pelo tiroteio que matou 22 pessoas e feriu outras dezenas na cidade de Lewiston, no Maine, nos Estados Unidos, é instrutor de armas de fogo treinado na reserva do Exército. O caso aconteceu na noite desta quarta-feira (25).
De acordo com boletim da polícia de Lewiston, Robert Card tem 40 anos e é da cidade de Bowdoin. Ele teria entrado em um restaurante e em um boliche, em Lewiston, e disparado um rifle. As autoridades preferiram não oficializar o número de mortos e feridos, mas diversos sites norte-americanos falam entre 15 e 22 mortes. O homem continua foragido.
Conforme divulgado, Robert Card relatou problemas de saúde mental. Ele dizia ouvir vozes e chegou a ameaçar “atirar” em uma instalação militar na cidade de Saco. O homem acabou internado em um centro por duas semanas, entre julho e agosto.
- Por Guilherme Botacini | Folhapress
- 26 Out 2023
- 07:15h
Foto: Reprodução/Gabinete do Xerife do Condado de Androscoggin
Ao menos 22 pessoas foram mortas por atirador na cidade de Lewiston, a segunda mais populosa do estado do Maine, com cerca de 38 mil pessoas (cerca de 800 km a nordeste de Washington), na noite desta quarta-feira (25), segundo a polícia do município afirmou à imprensa local.
O número total de mortos e quantos estão feridos ainda não está claro. As comunicações públicas das polícias e autoridades da região falam em "múltiplas ocorrências" atendidas, que se iniciaram às 20h, no horário local.
Segundo a polícia local, as forças de segurança estavam lidando com uma ocorrência em um restaurante e em uma pista de boliche. A polícia do condado de Androscoggin, onde fica Lewiston, publicou uma foto de um homem branco segurando o que parece ser um rifle de longo alcance, não incomum em massacres recentes nos Estados Unidos.
A polícia de Lewiston publicou imagem do suspeito, Robert Card, 40, segundo as forças de segurança locais. Ele ainda está à solta, e ainda não há qualquer informação sobre a motivação para o ataque.
O hospital Central Maine Medical Center afirmou que sua equipe estava "reagindo a um episódio de atirador em massa com múltiplas vítimas" e estava em contato e coordenação com outros hospitais da região para receber os pacientes.
De acordo com a CNN americana, citando fontes na polícia local, de 50 a 60 pessoas estão feridas nos incidentes, embora ainda não esteja claro quantas delas foram atingidas por tiros. "Por favor, evitem as estradas para permitir o acesso dos socorristas aos hospitais", disse a polícia.
Justin Juray, proprietário da pista de boliche onde as autoridades disseram que ocorreu o ataque, afirma que havia cerca de 100 a 150 pessoas, incluindo 20 crianças, na pista de boliche no momento em que o agressor entrou atirando com um rifle.
Dezenas de estudantes se abrigam no último andar da biblioteca do Bates College, uma faculdade privada local, mantendo-se abaixados entre as estantes de livros enquanto procuram atualizações sobre o caso pelas redes sociais.
O presidente americano, Joe Biden, foi informado sobre o caso, ligou para a governadora democrata do estado, Janet Mills, e ofereceu "auxílio federal completo" para lidar com o ataque, de acordo com a Casa Branca.
"Estou ciente e fui informada sobre a situação em Lewiston. Insto todas as pessoas na área a seguir as instruções das autoridades estaduais e locais. Continuarei monitorando a situação e mantendo contato próximo com os responsáveis pela segurança pública", afirmou a governadora.
O procurador-geral, Merrick Garland, foi informado sobre o ataque e funcionários do FBI, a polícia federal americana, estão no Maine auxiliando as autoridades locais.
A população do pequeno estado do Maine é pouco acostumado a ver muitos homicídios. Segundo dados do CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o estado registrou uma taxa de homicídios de 1,7 para cada 100 mil habitantes em 2021, o que fez do Maine a terceira menor taxa entre os 50 estados.
Com 22 mortes, o episódio de hoje já soma mais óbitos do que em todo o ano de 2021 (20) e o total de mortes registradas em 2020 (21).
Os Estados Unidos convivem com ataques de atiradores com múltiplas mortes nos últimos anos, algo que tem instigado discussões sobre o acesso a armas no país e a mudanças na estratégia de abordagem das forças policiais.
Casos como o massacre de Uvalde, no Texas, em maio de 2022, que deixou 19 crianças e 2 adultos, gerou indignação entre defensores de maior controle armas. Na ocasião, Biden questionou em entrevista coletiva quando o país iria "enfrentar o lobby das armas".
Além disso, relatório posterior sobre a atuação da polícia apontou "erros sistêmicos" da abordagem e falta de liderança adequada, que colaboraram para o alto número de mortes.
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- Por Paula Soprana, Cristiano Martins e Nicholas Pretto | Folhapress
- 22 Out 2023
- 13:35h
Foto: Reprodução /Bahia Notícias
Quase metade das mortes de crianças e adolescentes palestinas registradas neste século em conflitos na Faixa de Gaza ocorreu nas duas últimas semanas, durante a guerra entre Israel e Hamas. Foram mortos ao menos 1.524 menores na região no atual confronto, ou 46,7% do total de 3.265 jovens vítimas desde o ano 2000.
O número óbitos de pessoas com menos de 18 anos em 15 dias de guerra é quase três vezes o total de menores mortos no ano com mais vítimas até então. Em 2014, 548 crianças e adolescentes foram vítimas de uma ofensiva de Israel para destruir foguetes e túneis em Gaza.
A reportagem cruzou dados de mortes de menores de 18 anos na Faixa de Gaza, registrados pela B'Tselem, organização israelense de direitos humanos, com as informações de mortes recentes divulgadas pela Ocha, agência das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, que considera estimativas do Ministério da Saúde de Gaza e faz esse mesmo recorte etário.
As duas organizações têm bases historicamente semelhantes e contabilizam vítimas consequentes do confronto bélico na região, mortas por explosões ou armas de fogo.
O boletim da ONU que inclui informações sobre menores, de quinta-feira (19), só traz atualização sobre crianças e jovens palestinos. Das mortes em Gaza, cerca de 40% das vítimas desde o dia 7 de outubro são menores de idade.
Do lado de Israel, autoridades locais estimam que 20 dos 705 mortos que tiveram os nomes identificados sejam crianças. A maioria morreu na ofensiva do Hamas a Israel há 15 dias.
Ao todo, o confronto tirou a vida de aproximadamente 5.800 pessoas, sendo 1.400 israelenses, e 4.449 palestinos, de acordo com autoridades locais.
A proporção de mortes palestinas é historicamente maior do que a de israelenses no confronto entre as duas partes. De 2000 até o início da atual guerra, foram 145 crianças e adolescentes israelenses mortos, sendo 90 em Israel, 51 na Cisjordânia e 4 em Gaza, de acordo com a B'Tselem.
No mesmo período, são 2.290 menores palestinos mortos, sendo 1.741 em Gaza, 537 na Cisjordânia e 12 em Israel.
Dados anteriores ao atual conflito indicam que foram 765 crianças de 0 a 12 anos e 976 adolescentes de 13 a 17 anos. No geral, 415 meninas e 1.326 meninos palestinos.
A morte de crianças foi uma das preocupações expressas na resolução proposta pelo Brasil no Conselho de Segurança da ONU. Com 12 votos favoráveis de 15 possíveis, o texto só não passou porque recebeu veto dos Estados Unidos, que destacaram o direito de Israel se defender.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a mencionar as mortes de menores na sexta, em pronunciamento por vídeo, quando também classificou o ataque de Hamas de terrorista pela primeira vez.
"Hoje quando o programa [Bolsa Família] completa 20 anos, fico lembrando que 1.500 crianças já morreram na Faixa de Gaza. Que não pediram para o Hamas fazer ato de loucura que fez, de terrorismo, atacando Israel, mas também não pediram que Israel reagisse de forma insana e as matasse. Exatamente aqueles que não têm nada a ver com a guerra, que só querem viver, brincar, que não tiveram direito de ser crianças", disse no vídeo.
Desde o início da guerra, cerca de 1 milhão de pessoas se deslocaram em Gaza: mais de 527 mil estão nas 147 estruturas emergenciais de abrigo montadas pelas Nações Unidas, a maioria na região central ou sul de Gaza.
Com o cerco à região, a crise humanitária se acentuou diante da escassez de água, alimentos, combustíveis e medicamentos.
Vinte caminhões de ajuda internacional conseguiram autorização para cruzar a fronteira do Egito e entraram na região neste sábado (21) para fornecer mantimentos aos civis. Cerca de 200 caminhões ainda aguardam o sinal verde para a passagem.
Ao menos 210 pessoas ainda seguem reféns do Hamas, incluindo israelenses e estrangeiros, de acordo com as forças do país. O grupo liberou duas reféns americanas na sexta.
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- Por Igor Gielow | Folhapress
- 20 Out 2023
- 11:15h
Foto: Ilustração / Sarah Myers / Marinha dos EUA
Um navio de guerra americano interceptou mísseis lançados pelo que a Marinha dos EUA acredita ser rebeldes houthis do Iêmen, uma facção xiita apoiada pelo Irã que disputa o poder no país ao sul da península Arábica.
Segundo o Pentágono, os mísseis eram provavelmente direcionados a Israel, ao norte. Os EUA prometeram apoiar o Estado judeu em sua guerra contra o Hamas, grupo terrorista palestino que matou 1.300 israelenses em um ataque devastador no dia 7 passado.
Segundo relatos à imprensa americana, CNN à frente, o destróier lançador de mísseis guiados USS Carney abateu de dois a três mísseis vindos da costa de uma região dominada pelos houthis. A Marinha dos EUA faz patrulhas constantes em toda a região, como no mar da Arábia em que o incidente ocorreu nesta quinta (19). O problema é o momento.
O governo de Joe Biden enviou para o Mediterrâneo oriental, junto à costa israelense, um grupo de porta-aviões, com um segundo a caminho. O motivo alegado é dissuadir o Irã de se envolver na guerra que Israel trava contra o Hamas, que é apoiado por Teerã.
Como fiador do Hamas e do Hizbullah, ainda mais poderoso grupo anti-Israel baseado no sul do Líbano, o Irã foi alertado de que o poder de fogo naval americano poderia atingir seus prepostos -ou mesmo o país persa, embora essa seja uma hipótese escalatória por ora apenas na lista de temores.
Com efeito, o Hizbullah está promovendo ataques seguidos no norte de Israel desde que a situação regional se agravou, visando estabelecer limites de lado a lado, o que pode dar errado e disparar um conflito maior. Nesta quinta, houve nova e intensa troca de fogo, com os libaneses enviando cerca de 20 foguetes contra posições de Israel, a maior barragem na crise atual.
Os houthis do Iêmen vivem uma guerra civil com o regime autoritário local desde 2014. No ano seguinte, a Arábia Saudita, rival do Irã, interveio em favor da ditadura acossada do país árabe. Segundo a ONU, talvez 80% dos 4,5 milhões de iemenitas foram deslocados de suas casas pela guerra, que matou algo como 350 mil pessoas.
Desde que a China promoveu a reaproximação entre Riad e Teerã, algo consumado no restabelecimento de relações diplomáticas neste ano, o esforço para pôr fim ao conflito foi intensificado -uma delegação houthi foi recebida na Arábia Saudita no mês passado.
Agora, a guerra em Israel jogou areia em todo o processo, ainda que haja uma linha aberta entre iranianos e sauditas, os verdadeiros poderes por trás dos beligerantes. O episódio com o navio gera apreensão, caso sejam confirmadas a autoria e a intenção, devido ao clima geral no Oriente Médio, onde os EUA têm cerca de 30 mil militares estacionados.
Na véspera, o presidente russo, Vladimir Putin, havia jogado com essa preocupação ao dizer que caças armados com mísseis hipersônicos passariam a patrulhar uma área do mar Negro, 1.300 km ao norte, com capacidade de monitorar e alvejar os navios americanos no Mediterrâneo oriental -notadamente, o mais novo e maior porta-aviões dos EUA, o USS Gerald Ford.
O navio do incidente desta quinta, o USS Carney, havia entrado no mar Vermelho na quarta vindo do canal de Suez (Egito), segundo a Marinha americana para "ajudar a estabilidade do Oriente Médio". Os mísseis que interceptou vieram da costa do antigo Iêmen do Norte, dominada pelos houthis.
O incidente eleva o temor de que a guerra em Israel se transforme num sangrento conflito regional. Os sauditas vinham se aproximando de Tel Aviv, a quem não reconhecem, na esteira dos acordos do Estado judeu com países como os Emirados Árabes Unidos, em 2020.
A ação do Hamas teve o condão de colocar em risco todo o plano, dado que país árabe algum pode ser visto como muito amigo de Israel neste momento em que civis palestinos morrem sob bombas na Faixa de Gaza, hipocrisia de todos os lados à parte.
O incidente no Iêmen traz ecos do ataque terrorista com um bote suicida contra o USS Cole, um destróier da mesma classe do USS Carney. Em 2000, um ano antes do 11/9, a rede terrorista Al Qaeda de Osama bin Laden (1957-2011) conseguiu matar 37 marinheiros no navio com uma explosão, que danificou seu casco, enquanto o Cole abastecia em Aden, porto no Iêmen.
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- Bahia Notícias
- 20 Out 2023
- 09:08h
Foto: Reprodução /Bahia Notícias
Novas informações sobre a biografia de Britney Spears têm sido divulgadas nos últimos dias. Além de revelar que havia feito um aborto porque Justin Timberlake não queria “ser pai”, a cantora deu mais detalhes sobre seu relacionamento com o artista.
Desta vez, ela contou que o término do relacionamento de ambos foi traumático. De acordo com Spears, Timberlake a deixou “devastada” e pensando em abandonar a carreira quando decidiu terminar o namoro por mensagens de texto.
Em outra parte do livro, Britney conta que a mídia a tratou como uma "prostituta que partiu o coração do menino de ouro da América", enquanto, na verdade, ela "estava em coma na Louisiana enquanto ele corria feliz por Hollywood".
Até o momento, Justin não se pronunciou sobre nenhuma das acusações feitas pela ex-companheira.
- Por Jéssica Maes | Folhapress
- 18 Out 2023
- 13:19h
Foto: Reprodução / Youtube
Faltando pouco mais de seis semanas para a COP28, a conferência do clima da ONU, especialistas apontam que a guerra entre Israel e o Hamas deve prejudicar avanços nas negociações. O maior evento climático do mundo ocorre a partir de 30 de novembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos —país do Oriente Médio, região do conflito.
A previsão é de que haja um impacto negativo na priorização das pautas climáticas, assim como aconteceu em 2022, diante da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Além de ter dividido as atenções da diplomacia mundial, o conflito no Leste Europeu resultou no aumento do consumo de carvão (que é extremamente poluente) por países europeus que dependiam dos russos para o fornecimento de gás (combustível fóssil menos sujo do que o carvão).
Para o diplomata Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente, esse fenômeno vai se repetir na COP deste ano. "[A guerra vai] reduzir ainda mais a prioridade do tema ambiental e tornar mais difícil do que já era chegar a um consenso mínimo para avançar nas negociações", avalia.
"No caso do Oriente Médio, [o conflito] torna pouco provável qualquer pressão sobre os produtores de petróleo para reduzir a produção. Ao contrário, fará com que americanos e europeus gestionem em favor do aumento da produção para evitar aumento inflacionário de preços."
Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede que reúne mais de 90 organizações socioambientais, aponta que o ambiente já não era o mais favorável, considerando que a própria COP tem batalhas internas de negociação.
Entre elas, estão a falta de financiamento dos países ricos para reparar os danos causados por eventos climáticos extremos nos países pobres e a ausência de metas mais ambiciosas para frear a crise do clima.
"A COP é um espaço que precisa ter acordos e boa vontade para avançar. Com duas guerras acontecendo, fica bem mais difícil coordenar esse desejo coletivo", afirma.
Eduardo Viola, professor de relações internacionais do Instituto de Estudos Avançados da USP e da Fundação Getulio Vargas, avalia que a guerra Israel-Hamas "cria mais um fator de erosão da cooperação global" e se reflete no tipo de ação adotada pelos países.
"Até a invasão russa da Ucrânia, por exemplo, o mantra do mundo democrático, particularmente no Ocidente, era a transição energética. Desde a Guerra da Ucrânia, o que domina o mundo é a segurança energética. E atingir a segurança energética, em princípio e no curto prazo, é mais fácil retomando o uso do carbono e aumentando a exploração de petróleo. É isso que está acontecendo no mundo", diz.
Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente e copresidente do Painel Internacional de Recursos Naturais da ONU, aponta, no entanto, que a agenda da COP já foi definida e que não será possível fugir da discussão dos pontos centrais do evento.
"Vai se viabilizar um debate sobre os recursos de financiamento climático, os famosos US$ 100 bilhões [que os países ricos prometeram a países pobres para investir em ações climáticas, mas ainda não pagaram], a discussão da estruturação do fundo de perdas e danos [criado na COP27], que segue como prioridade", enumera.
Ela destaca, ainda, o principal item na pauta: a elaboração do texto final do primeiro Global Stocktake, um inventário mundial das ações contra a crise climática.
"[Há] uma ambição que está aquém da discussão climática do mundo. Isso é uma coisa importante, porque as negociações agora estão acontecendo com os eventos climáticos acontecendo. Então, não é mais um debate em teoria, é um debate real", diz.
As tensões no Oriente Médio se somam a uma prévia baixa expectativa de ambientalistas a respeito dos resultados desta conferência.
O país sede é uma potência petroleira que produz, em média. 3,2 milhões de barris por dia. Os combustíveis fósseis representam boa parte da riqueza dos Emirados Árabes: 30% do Produto Interno Bruto e 13% das exportações vêm diretamente da indústria do petróleo e gás. Os dados são do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
Além disso, a presidência da COP28 está nas mãos de Sultan al-Jaber —que é chefe da Adnoc, a companhia estatal de petróleo do país. A escolha foi duramente criticada por especialistas, que veem conflito de interesses na posição.
Jaber será o responsável por conduzir as negociações na cúpula, que terá participação ímpar da indústria petroleira: neste ano, pela primeira vez, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) terá um estande na COP.
QUESTÕES DE SEGURANÇA
A organização da COP28 espera receber mais de 70 mil participantes, incluindo chefes de Estado, autoridades governamentais e diferentes membros da sociedade civil, como representantes de setores privados, acadêmicos e jovens ativistas.
Dúvidas sobre a segurança da realização de um evento desta dimensão —e onde é esperada a presença de diversos líderes mundiais— surgem naturalmente com a relativa proximidade ao conflito. Apesar disso, a organização não admite ter preocupações a respeito disso e nem tratar, por exemplo, de um possível adiamento da conferência.
Um porta-voz da chefia da COP28 disse que os organizadores estão focados "na concretização de ações climáticas tangíveis e ambiciosas". Disse, ainda, que a presidência "está ansiosa para realizar uma COP segura e inclusiva a partir do final de novembro".
Os especialistas ouvidos pela reportagem concordam que é difícil que qualquer mudança drástica seja implementada por causa da guerra Israel-Hamas. "Acho muito improvável o adiamento ou suspensão da COP pois até agora os combates estão limitados a Faixa de Gaza, bastante afastada da zona do Golfo", avalia Ricupero.
Teixeira lembra que a cúpula de 2015, quando foi firmado o Acordo de Paris, aconteceu duas semanas depois dos atentados terroristas na casa de shows Bataclan e nos arredores do estádio Stade de France.
"Pode acontecer como em Paris, com medidas de segurança adicionais", diz. "A COP aconteceu no antigo aeroporto de Paris, o Le Bourget [nos arredores da capital francesa], com um sistema de segurança extremamente restritivo de acesso a pessoas não credenciadas."
A ex-ministra afirma, porém, que ainda é cedo para fazer uma avaliação mais incisiva. "Temos que aguardar os reflexos [da guerra] nos próximos dias, no próximo mês. A COP só começa dia 30 de novembro. A pré-COP agora e ela está mantida", aponta, referindo-se ao evento ministerial que acontece em 30 e 31 de outubro na capital dos Emirados Árabes, Abu Dhabi.
Astrini pontua que a existência do conflito na mesma região da COP28 pode fazer com que alguns presidentes desistam de comparecer, mas não acredita que o evento possa ser um alvo. "Os Emirados não estão diretamente envolvidos na guerra, então um ataque à COP seria um atentado contra o planeta todo", afirma.
COP29 JÁ É IMPACTADA POR CONFLITOS
Ainda que o conflito Israel-Hamas se resolva rapidamente, o tópico da segurança não deve deixar de influenciar as discussões climáticas. Isso porque, enquanto já é quase certo que a COP30, em 2025, vai acontecer no Brasil, a edição de 2024 do evento ainda não tem uma sede definida.
De acordo com o rodízio regional adotado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), a COP29 deveria acontecer no Leste Europeu.
Para isso, os 23 países que compõem o bloco regional na COP devem concordar unanimemente com o país-anfitrião –e, após o início da Guerra da Ucrânia, a Rússia se opôs a qualquer membro da União Europeia como sede.
Com isso, Armênia e Azerbaijão eram os principais candidatos, mas a tomada de Baku do enclave de Nagorno-Karabakh aumentou as tensões entre os dois países e com a Rússia.
A Alemanha, como sede da UNFCCC, é a opção padrão caso os países não cheguem a um acordo. E, neste caso, os Emirados Árabes permaneceriam como detentores da presidência.
Porém, de acordo com o jornal Financial Times, os Emirados só aceitariam permanecer na chefia se também puderem sediar o evento. Existe, portanto, a possibilidade de que o país petroleiro receba a cúpula por dois anos seguidos, em um período crucial para os esforços para deter as mudanças climáticas.
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- Por Folhapress
- 17 Out 2023
- 17:29h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu, nesta terça-feira (17), ao seu homólogo iraniano, Ebrahim Raisi, que uma eventual liberação de reféns pelo Hamas poderia servir de moeda de troca para encerrar os bombardeios de Israel à Faixa de Gaza. De acordo com a Presidência da República, o mandatário recebeu um telefonema do iraniano, cujo país financia a organização terrorista palestina.
Na conversa, Raisi teria defendido o fim dos bombardeios e do cerco à Faixa de Gaza. A região tem sido alvo de intensos ataques pelo Exército de Israel desde que o Hamas se infiltrou em território israelense em um ataque surpresa em 7 de outubro que deixou pelo menos 1.400 cidadãos do Estado judeu mortos. A reação de Tel Aviv, por sua vez, já levou cerca de 3.000 mortes de palestinos.
Comunicado do Planalto afirma que, Lula, por sua vez, fez um apelo para que o Irã convença o Hamas a libertar todos os reféns como uma espécie de gesto simbólico para persuadir Israel a interromper os bombardeios. O petista também teria reforçado a importância de um consenso entre a comunidade internacional para a criação de um corredor humanitário.
Raisi não foi o único líder do Oriente Médio a falar com Lula nesta terça. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, também participou de uma ligação com o brasileiro. Também segundo nota da Presidência, os líderes concordaram que os ataques a civis que vêm ocorrendo na região são inaceitáveis.
Lula teria pedido ainda ajuda com o resgate dos brasileiros presos em Gaza, ao que Erdogan teria se disposto a ajudar no que fosse preciso.
- Por Folhapress
- 17 Out 2023
- 07:29h
Foto:Reprodução CNN/Bahia Notícias
A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse nesta segunda-feira (16) que a Faixa de Gaza vai sofrer uma "catástrofe" em 24 horas se não receber ajuda humanitária imediata.
Território está bloqueado devido à ausência de um acordo entre Israel e o Egito. O chefe regional da OMS, Ahmed Al Mandhari, disse que "restam 24 horas de água, eletricidade e combustível" em Gaza e classificou o que está por vir como uma "verdadeira catástrofe".
A Faixa de Gaza tem sido bombardeada de forma incessante por Israel desde que o grupo extremista Hamas atacou o território israelense em 7 de outubro. Segundo o Ministério da Saúde da Palestina, pelo 2.700 pessoas morreram em Gaza desde então.
Dois dias após o ataque do Hamas, Israel ordenou um "cerco total" à Faixa de Gaza. Medida fez com que o abastecimento de água, energia, combustível e comida fosse cortado no território.
GAZA DIZ NÃO RECEBER ÁGUA HÁ 10 DIAS
O Ministério do Interior da Palestina afirmou nesta segunda que a Faixa de Gaza não recebe um litro de água potável há 10 dias. Neste domingo (15), o governo de Israel anunciou ter retomado o abastecimento de água a uma parte do território.
Decisão de retomar abastecimento foi aprovada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Joe Biden, publicou o ministro de Energia israelense, Israel Katz.
"Essa ação vai resultar no deslocamento da população civil para o sul da Faixa de Gaza e vai permitir reforçar o cerco geral, tornando mais fácil para as Forças de Defesa de Israel operarem e destruírem a infraestrutura do Hamas", escreveu Katz nas redes sociais.
ONU alertou neste domingo que 2 milhões de pessoas estavam sem água potável na região. "As pessoas agora são forçadas a usar água suja de poços, aumentando os riscos de doenças transmitidas pela água. Gaza também está sob um apagão de eletricidade desde 11 de outubro, o que afeta o abastecimento", disse a entidade em comunicado.
Imagem: REUTERS/7.out.2023-Elizabeth Frantz/UOL
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a eventual ocupação da Faixa de Gaza por Israel seria um "grande erro" e defendeu a criação de um Estado Palestino. Ele também afirmou que o Hamas, autor dos ataques a Israel, deve ser extinto. O embaixador de Israel na ONU respondeu Biden.
O que Biden disse
Biden disse estar confiante de que Israel agirá conforme as "regras de guerra" e que não privará os palestinos de mantimentos essenciais à vida, como água e medicamentos. As declarações foram em entrevista ao programa 60 Minutes, da TV CBS.
"Estou confiante de que os inocentes de Gaza poderão ter acesso a medicamentos, alimentos e água."
- O democrata culpou o Hamas pela situação crítica de Gaza e afirmou que o grupo extremista precisa ser "totalmente eliminado" pelo exército de Israel. Entretanto, ponderou que a ocupação de Gaza pelas forças israelenses seria um "erro".
"Veja, o que aconteceu em Gaza, na minha opinião, é de responsabilidade do Hamas. Os elementos extremistas não representam a totalidade do povo palestino. E penso que seria um erro que Israel ocupasse Gaza novamente."
- Joe Biden também defendeu a necessidade de "haver um caminho para a formação de um Estado Palestino".
- O presidente norte-americano acusou o governo do Irã de financiar grupos extremistas como o Hamas e o Hezbollah, mas ressaltou que ainda não tem "nenhuma evidência" de que o regime iraniano "tinha conhecimento dos ataques" perpetrados pelo Hamas em Israel no último dia 7.
- Desde a deflagração da guerra na semana passada, os Estados Unidos se posicionaram em defesa do Estado israelense e prometeram dar suporte ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyah.
Além de enviar dois porta-aviões de guerra para a costa israelense, os EUA também enviaram armas e munições para Israel, além de reforçarem sua presença militar naquele país, embora a Casa Branca tenha afirmado que não pretende enviar seus soldados para o combate.
Embaixador de Israel na ONU responde EUA
O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, respondeu ao aviso do presidente dos EUA, Joe Biden, de que ocupar Gaza depois de destruir o Hamas seria um "grande erro", dizendo que Israel "não tem interesse" em governar os palestinos.
Erdan também agradeceu a Biden por compreender a necessidade de Israel de destruir o grupo extremista Hamas.
"Obrigado, presidente Biden, por reconhecer o que Israel tem dito desde que ocorreu o bárbaro massacre do Hamas: o objetivo de Israel é a eliminação total das capacidades do Hamas."
Gilad Erdan, embaixador de Israel na ONU
Mortos na guerra entre Israel e Hamas
- O conflito entre Israel e Hamas já deixou mais de 4 mil mortos, segundo as informações oficiais divulgadas por autoridades dos dois lados.
- O número de mortos em Gaza não para de subir com os bombardeios israelenses. O Ministério da Saúde da Palestina fala em 2.670 mortos até a manhã deste domingo.
- Israel contabiliza mais de 1.400 mortos nos ataques terroristas do Hamas da semana passada. Pelo menos 126 pessoas foram feitas reféns pelo Hamas, mas este número pode ser maior.
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- Por Diogo Bachega | Folhapress
- 15 Out 2023
- 08:00h
Foto: Divulgação Leia mais em: https://www.diariodolitoral.com.br/mundo/disney
A Walt Disney Company doou US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) para organizações que fornecem ajuda humanitária aos afetados pela guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
"No rescaldo dos ataques terroristas horríveis que visaram judeus em Israel no fim de semana passado, devemos fazer o que pudermos para apoiar as pessoas inocentes que estão passando por tanta dor, violência e incerteza —especialmente as crianças", disse Bob Iger, CEO da Walt Disney Company.
"Condenamos esses ataques, o ódio que os motivou e todos os atos de terrorismo, e continuaremos trabalhando para encontrar mais maneiras de fornecer apoio na região e homenagear as vítimas, suas famílias e todos aqueles afetados por esta guerra."
A empresa doou US$ 1 milhão para a Magen David Adom, o serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel, e mais US$ 1 milhão para outras organizações sem fins lucrativos na região dedicadas a ajudar crianças.
A Disney também disse que vai dobrar as doações de funcionários da empresa, até o limite de US$ 25.000.
No dia 7 de outubro, o grupo extremista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, atacou Israel, causando centenas de mortes. O conflito entre Israel e Hamas já causaram mais de 2.000 mortes entre Israel e Gaza.
Além da Disney, a Paramount Global já havia se posicionado publicamente sobre o conflito. Além disso, mais de 700 pessoas da indústria do entretenimento assinaram uma carta aberta condenando o Hamas e exigindo o retorno seguro dos reféns detidos em Gaza. Celebridades como Gal Gadot, Dwayne Johnson, Natalie Portman e Noah Schnapp também se pronunciaram.
- Por IGOR GIELOW/Bahia Notícias
- 13 Out 2023
- 18:19h
Foto: Hannah Mckay/EPA/Agência Lusa
Em mais uma ampliação do escopo internacional da crise criada pelo mega-ataque terrorista do Hamas contra Israel no sábado (7), o Reino Unido anunciou que irá enviar dois navios, aviões de patrulha, três helicópteros e uma companhia de fuzileiros navais para o Mediterrâneo.
Assim como Washington, que deslocou seu mais poderoso porta-aviões para a costa israelense, Londres disse que quer demonstrar apoio inequívoco a Tel Aviv na crise. A região onde fica Israel hoje era o antigo mandato britânico na Palestina, cuja divisão há 75 anos disparou a primeira das diversas guerras na região.
Os presidentes russo, Vladimir Putin, e turco, Recep Tayyip Erdogan, criticaram a ação americana como inflamatória da crise. Nesta quinta, Israel foi acusado de destruir pistas dos aeroportos de Damasco e de Aleppo, na Síria, outra medida criticada por Putin.
- Por Folhapress
- 13 Out 2023
- 14:18h
Foto: Reprodução / CNN Brasil
A HRW (Human Rights Watch), uma das mais importantes organizações de direitos humanos do mundo, acusou Israel de usar armas de fósforo branco nos ataques contra a Faixa de Gaza e o Líbano, em meio à guerra deflagrada contra o Hamas, após ser alvo de ataques terroristas do grupo extremista no último sábado (7).
A ONG disse ter verificado vídeos que mostram "múltiplas explosões aéreas de fósforo branco" feitas pelo exército israelense sobre o porto de Gaza e em duas localidades rurais na fronteira entre Israel e o Líbano, nos dias 10 e 11 de outubro.
Para a entidade, o uso desse tipo de arma "coloca os civis em risco de ferimentos graves e de longa duração", além de "violar princípios da lei humanitária internacional".
Esse tipo de armamento é proibido pela ONU (Organização das Nações Unidas) e seu uso pode ser configurado crime de guerra. O fósforo branco inflama de maneira espontânea após ter contato com o oxigênio livre no ar. Em contato com a pele, ele provoca queimaduras severas, pode corroer os ossos e provocar a falência múltipla dos órgãos. A cicatrização de ferimentos causados por fósforo branco também é considerada difícil.
"Sempre que o fósforo branco é usada em áreas com alta concentração de civis, representa um elevado risco de queimaduras excruciantes e sofrimento para toda a vida daqueles que são atingidos", afirma Lama Fakih, diretora do Oriente Médio e Norte da África da HRW
O Ministério da Defesa da Palestina também acusou Israel de usar fósforo branco na Faixa de Gaza, uma região que abriga mais de dois milhões de civis.
Israel ainda não se manifestou sobre a acusação de usar esse tipo de armamento.
Anteriormente, a HRW denunciou "violações" cometidas pelo Hamas e por Israel na guerra. A entidade condenou a invasão do território israelense pelos extremistas, mas também repudiou a resposta violenta do país liderado por Benjamin Netanyahu.
CONFLITO ENTRE ISRAEL E HAMAS
O conflito entre Israel e Hamas já dura seis dias e, segundo as informações oficiais divulgadas por autoridades dos dois lados, já deixou pelo menos 2.600 mortos.
O Ministério da Saúde da Palestina fala em 1.300 mortos em Gaza, enquanto Israel cita mais de 1.300 mortos.
Na última terça (10), Israel afirmou ter encontrado 1.500 corpos de membros do Hamas, mas não deu detalhes. Os cadáveres, segundo o governo israelense, estavam no sul do país.
A ONU afirma que os bombardeios israelenses danificaram 12.600 prédios e forçaram mais de 260 mil palestinos a deixarem suas casas. Brasileiros no país relatam que a situação é cada vez mais dramática, porque as fronteiras seguem fechadas e itens como água e comida estão acabando.
BRASILEIROS NA FAIXA DE GAZA
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou nesta quinta-feira (12) ter identificados 20 brasileiros, "em sua maioria mulheres e crianças", interessados em ser retirados da Faixa de Gaza. Alguns deles estão numa escola, onde receberam alimentos, colchões e roupas de cama.
A Embaixada do Brasil em Tel Aviv solicitou formalmente ao governo de Israel que não bombardeie a escola.
O Escritório de Representação do Brasil em Ramala, cidade palestina na Cisjordânia, disse que contratou veículos para levar os brasileiros até a fronteira com o Egito. O transporte será feito "tão logo seja possível a passagem por Rafa", informou o Itamaraty.
O Ministério disse ainda que negocia com autoridades egípcias para que a entrada dos brasileiros e de seus familiares vindos de Gaza seja permitida.
BRASILEIROS RESGATADOS DE TEL AVIV
Três aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) já deixaram Tel Aviv, em Israel, com brasileiros resgatados, informou o Itamaraty.
O último voo deixou Israel com destino a Guarulhos (SP) nesta quinta com 69 pessoas. Com isso, o número de resgatados chegará a 494 pessoas.
O Itamaraty informou ainda que mais dois voos estão previstos até domingo (15).
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- Bahia Notícias
- 13 Out 2023
- 07:48h
Foto: Diogo Zacarias / MF
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que ainda é cedo para apontar quais serão os prováveis impactos econômicos para a economia mundial do atual confronto militar entre Israel e o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, no Oriente Médio. A informação é da Agência Brasil.
“Estamos acompanhando muito de perto a forma como a situação evolui. Especialmente, como ela está afetando os mercados petrolíferos, mas ainda é muito cedo para dizer [algo] em termos de [potenciais] impactos econômicos”, declarou Georgieva a jornalistas que estão acompanhando a reunião anual do FMI, que acontece em Marrakech, no Marrocos - o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participa do evento.
Destacando que vários países têm sido afetados por catástrofes naturais, como o próprio Marrocos, onde, em setembro, um terremoto matou milhares de pessoas, e também por guerras “que causam perdas trágicas de vidas civis e um enorme sofrimento”, Georgieva disse que o mundo, “ainda enfraquecido pelo baixo crescimento econômico” global, passa por “choques graves que estão se tornando o novo normal”.
“Esta é uma nova nuvem no horizonte já não mais ensolarado da economia mundial. Uma nova nuvem desnecessária e que escurece o horizonte”, acrescentou a diretora-geral do FMI, lembrando que, em virtude do confronto entre Israel e Hamas, os preços do petróleo vêm flutuando nos mercados internacionais. “Vimos alguns altos e baixos nos preços do petróleo [ao longo da semana], como reação dos mercados. Estamos monitorando isso de perto.”
CONFLITO
No último sábado (7), o Hamas, grupo islâmico de resistência ao avanço israelense sobre o território palestino e que controla a Faixa de Gaza, deflagrou o mais ousado ataque contra o território israelense em décadas, atingindo civis e militares indistintamente, pela terra e pelos céus. A ofensiva provocou uma severa reação militar de Israel, que passou a bombardear ininterruptamente a Faixa de Gaza – um estreito pedaço de terra de cerca de 41 quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de largura, banhada pelo Mar Mediterrâneo, onde vivem cerca de 2,2 milhões de palestinos.
Em seis dias de conflito, as autoridades palestinas afirmam já ter contabilizado ao menos 1.417 mortos em Gaza. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 340 mil moradores de Gaza já tiveram que deixar suas casas e comunidades.
Israel, por sua vez, garante que mais de 1,3 mil pessoas de várias nacionalidades já morreram em consequência do ataque inicial do Hamas e dos mísseis que o grupo palestino continua lançando contra comunidades israelenses próximas à fronteira.
- Por Folhapress
- 12 Out 2023
- 17:15h
Foto: Reprodução / X (ragipsoylu)
Itamaraty pede que Israel não bombardeie abrigo de brasileiros, Dino deve acionar Barroso sobre mandado de prisão de líder do CV, ceca na Amazônia paralisa transporte pelos rios e outras notícias para começar esta quinta-feira (12).
GUERRA ISRAEL-HAMAS
Brasil pede que Israel não bombardeie abrigo de seus cidadãos em Gaza. Escola católica que já foi atacada vira refúgio para 13 dos 28 brasileiros que aguardam repatriação.
GUERRA ISRAEL-HAMAS
Ataques elevam tensão e temor de segunda frente no norte de Israel. Hamas lança foguete de maior alcance, Hizbullah troca tiros e alerta de infiltração soa na região.
O FUTURO DA ESQUERDA
Polarização e evangélicos tornam Palestina e ditaduras terreno minado para a esquerda. Governo Lula tenta se equilibrar entre tradição da diplomacia brasileira e pressões da política interna.
HISTÓRIAS DA POLÍTICA
Lula viu pavor de aliados em noite do 1º turno e buscou abafar susto com Bolsonaro
Desempenho do então presidente fez 'cair ficha' do PT quando foi selada a prorrogação da campanha
RIO DE JANEIRO
Dino diz que deve acionar Barroso sobre sumiço de mandado de prisão de líder do CV. Dados de Wilton Quintanilha saíram do sistema nacional de foragidos; ministro da Justiça afirma que possível infiltração do crime organizado será apurada.
INDÍGENAS
Governo Lula ignora há 6 meses recomendação do MPF para emergência em saúde na Terra Indígena Mundurucu. Contaminação de indígenas por mercúrio do garimpo ilegal e falta de assistência motivaram pedido da Procuradoria; Saúde não responde.
ATAQUE A ESCOLA
Feridos em ataque a escola em Poços de Caldas passam por cirurgia, e estado é muito grave. Adolescentes de 13 anos foram golpeados a facadas por ex-aluno; outro jovem, de 14 anos, morreu.
MERCADO
Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte pelos rios
Rios Negro e Madeira registram menores níveis de água de série histórica
COTIDIANO
Aparecida espera 250 mil fiéis para celebrações da Padroeira do Brasil
Ao todo, sete missas serão realizadas nesta quinta-feira (12) no Santuário Nacional
COTIDIANO
Thiago Brennand é condenado a 10 anos de prisão por estupro. Defesa nega acusação, diz que decisão se baseou na palavra da vítima e que vai recorrer.
EDUCAÇÃO
Com mensalidade de R$ 15 mil, Avenues São Paulo é vendida para grupo britânico. Nord Anglia Education compra escola paulistana e unidade de Nova York do grupo.
ILUSTRADA
Por que Israel tem tantas raves como a Universo Paralello, que foi atacada. Cidades como Tel Aviv, um oásis de liberdade em meio a tantos estados ditatoriais, impulsionou as festas nos desertos do país.
MERCADO
Novo golpe desvia dinheiro do Pix pelo celular. Fraude já fez mais de 6.300 vítimas no Brasil, segundo dados da empresa de segurança online Kaspersky.
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