Sistema de cobrança bancária por chat é pioneiro no Brasil | Foto: Reprodução
Os clientes do Banco do Brasil (BB) agora podem emitir, consultar e alterar boletos bancários pelo WhatsApp. Pioneiro no Brasil, o sistema de cobrança bancária por chat foi lançado nesta semana e, segundo a instituição financeira, beneficiará principalmente pequenos empreendedores.
Para usar a ferramenta, o cliente deve acessar o WhatsApp do BB e iniciar uma conversa com o especialista PJ, o assistente virtual do banco no aplicativo, digitando “#PJ”. Em seguida, basta escrever “Preciso registrar um boleto” para aparecerem instruções na tela de conversas.
O aplicativo pedirá as informações do pagante (CPF, nome, endereço, complemento) e os detalhes de pagamento (valor, vencimento). O boleto é gerado assim que as informações forem confirmadas, com o cliente podendo encaminhá-lo ao destinatário.
O recurso também permite a realização de consultas, quando o usuário digita “Preciso consultar um boleto. Os documentos podem ser alterados com o comando “Preciso alterar um boleto”. As duas opções permitem a geração de um PDF para compartilhamento.
No ano passado, o BB foi o primeiro banco a oferecer um assistente especializado em pessoa jurídica no WhatsApp. Além das transações da cobrança, o assistente faz atendimentos sobre crédito, capital de giro, desconto de títulos, desconto de cheques, folha de pagamentos, conta corrente, cartão de crédito e suporte técnico. A ferramenta também permite consultas de saldo, de extrato e de limite do cartão.
No 1º semestre deste ano o setor faturou R$ 5 bilhões; no mesmo período de 2020, o índice era de R$ 2,9 bilhões | Mineradora em Itagibá. Foto: Divulgação
Com a alta registrada na quantidade de empregos gerados pela mineração baiana, até o mês de julho de 2021, o faturamento do setor já havia batido a marca dos R$ 5 bilhões, contra o índice de R$ 2,9 bilhões atingido no mesmo período do ano passado, representando um crescimento de 73% na receita, segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
O bom resultado contribui para movimentar a economia local dos municípios a médio e longo prazo, com promoção a negócios em extensas cadeias produtivas, geração de empregos e aumento da arrecadação tributária, entre outros benefícios socioeconômicos.
Com relação à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que é a contrapartida financeira paga pelas empresas mineradoras à União, aos Estados, Municípios, a Bahia é o terceiro maior arrecadador do país. As mineradoras baianas já pagaram, até agosto deste ano, mais de R$ 91 milhões, quase o mesmo montante de todo o ano passado, que foi de R$ 94 milhões.
Em Jaguarari, no norte do estado, por exemplo, esta contribuição cresceu 161%, indo de R$ 3,2 milhões no primeiro semestre de 2020 para R$ 8,5 milhões no mesmo período de 2021. Outro caso expressivo foi o de Caetité, cuja CFEM passou de R$ 72 mil para R$ 2,5 milhões. Um crescimento de 3500%. Dos valores recolhidos, os municípios mineradores recebem 60%, os afetados pela atividade mineral 15%, os estados 15% e a União fica com os 10% restantes.
“A melhor característica do dinheiro da CFEM é que ele é dinheiro novo. Ele não vem com restrições. O município pode identificar as áreas de maior necessidade e utilizar o valor da melhor forma. Pode ser para educação, segurança, saúde, logística, ou qualquer setor que for representar maior ganho social para sua população”, disse o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antônio Carlos Tramm
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) debaterá o tema | Foto: divulgação Fecomércio-BA
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado tem reunião deliberativa semipresencial, na terça-feira (24), às 10h, com sete itens na pauta de votações. Entre eles, o substitutivo do senador Angelo Coronel (PSD-BA) a projeto que proíbe a cobrança de tarifas mínimas nas contas de água, esgoto, energia elétrica e telecomunicações.
Da senadora Rose de Freitas (MDB-ES), o Projeto de Lei (PL) 1.905/2019 altera a Lei de Tarifas de Energia Elétrica (8.631, de 1993), a Lei Geral de Telecomunicações (9.472, de 1997) e a Lei de Saneamento Básico (11.445, de 2007) para vedar a cobrança de um valor fixo em caso de consumo inferior a limites estipulados pela prestadora do serviço público.
Também pode ser votado o PL 3.951/2019, que apresenta regras para posse, trânsito e uso de dinheiro em espécie no Brasil.
A proposta é de autoria do senador Flávio Arns (Podemos-PR) e já recebeu voto favorável do relator, Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O texto proíbe transações com dinheiro em espécie em quatro formas distintas: operações acima de 10 mil reais; pagamento de boletos acima de R$ 5 mil; circulação acima de R$ 100 mil, ressalvado o transporte por empresas de valores; e posse acima de R$ 300 mil, salvo situações específicas.
Conforme Flávio Arns, o projeto foi formulado com base nas “Novas Medidas contra a Corrupção”, do professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Michael Mohallem. Segundo Arns, o objetivo é prevenir crimes de lavagem ou ocultação de bens e valores, além da utilização dos sistemas econômicos para a prática dos atos ilícitos. A CAE é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).
O Sebrae em Vitória da Conquista promove, de 31 de agosto a 2 de setembro, dois circuitos de palestras como o tema “Novo mercado: inovação e oportunidade para crescer”. Seis cidades do sudoeste baiano receberão os eventos nos três dias.
O primeiro circuito acontece nos municípios de Jequié, Guanambi e Vitória da Conquista. O palestrante Daniel Godri vai abordar como a inovação pode ajudar os empreendedores e empresários nesse momento e ainda oferecer ferramentas para ajudar as empresas a identificarem as oportunidades no mercado, dessa forma, colaborando com o desenvolvimento e crescimento das empresas.
O segundo circuito vai discutir a mesma temática com a presença do palestrante Ricardo Lemos. Serão contemplados pelo evento, neste primeiro momento, o município de Poções, Itororó e Livramento de Nossa Senhora.
As palestras acontecerão de forma presencial, respeitando os limites de ocupação descritos nos decretos municipais. Podem se inscrever empresários de Micro e Pequenas empresas e Microempreendedores Individuais, MEI.
• Confira os palestrantes dos circuitos de Palestras “Novo Mercado: inovação e oportunidade para crescer”:
O deputado federal Waldenor Pereira expôs com muita intensidade seus argumentos (Foto: Reprodução Youtube)
A Taxa do Lixo ainda está no rol das polêmicas. Na manhã desta quarta-feira (18) o deputado federal Waldenor Alves Pereira Filho (PT-BA) foi abordado por um munícipe durante sua passagem pelo Parlamento Conquistense, onde recebeu uma homenagem pelos 40 anos do Partido dos Trabalhadores em Vitória da Conquista. Questionado sobre o projeto que vem de Brasília, Waldenor Pereira disse que “o Município tem autonomia, ela é inconstitucional”. “Ela não pode decidir pelo Estado e pelo Município. Tanto é, tanto é que o projeto vai ser apreciado pela Câmara de Vereadores.
Aí lhe pergunto se a Câmara de Vereadores não aprovar a prefeita vai poder instituir a cobrança sem aprovação da Câmara de Vereadores? Claro que não”, salientou. “Em reportagens anteriores eu recomendei, eu até tenho esperança que a prefeita Sheila, ela própria possa recuar nessa iniciativa, porque tenho certeza que vai ser muito ruim para ela e para aqueles que defenderem aqui na Câmara de Vereadores”, completou. Em veiculações na mídia a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade, do Democratas, prometeu não recuar.
Confira abaixo a entrevista que o deputado concedeu à imprensa, onde ele expôe as suas sólidas argumentações
O preço do café que chega à mesa do consumidor deve aumentar entre 35% e 40% até o fim de setembro. A estimativa é da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que aponta uma série de fatores para explicar a iminente alta do preço, como a queda da produtividade devido às condições climáticas adversas e a maior demanda do mercado externo.
“Este ano, há uma soma de fatores como não se via desde o início da década de 1990. O dólar está extremamente alto, o que, ao mesmo tempo que eleva os custos de produção, amplia a demanda externa [ao tornar o produto brasileiro financeiramente mais atraente]. Além disso, após colhermos uma excelente safra em 2020, a produção, que este ano já seria menor, foi prejudicada pela falta de chuvas e por sucessivas geadas”, disse à Agência Brasil o diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio, apontando as condições climáticas como o principal fator para a redução da produção.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra atual não deve ultrapassar 48,8 milhões de sacas de 60 kg de grãos. Se atingida, esta marca representará um resultado 22,6% inferior ao da temporada anterior. Situação que, conforme alertam os técnicos da empresa pública, pode se agravar caso a seca em regiões produtoras se prolongue por mais tempo.
Segundo Inácio, os produtores já esperavam colher um volume de grãos menor do que o do ano passado. Isto porque uma das características do cultivo do café é a bienalidade, ou seja, o fato de intercalar um ano de alta produtividade com outro de menor volume. Contudo, a intensidade da seca e/ou geadas que atingiram as principais regiões de cultivo do país obrigaram o setor a reduzir ainda mais suas expectativas iniciais.
Os estados mais afetados são Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Em algumas localidades, principalmente do sul mineiro, lavouras foram inteiramente destruídas por geadas. Fato que motivou o Conselho Monetário Nacional (CMN) a reservar R$ 1,32 bilhão para linhas especiais de crédito do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) destinadas a socorrer produtores prejudicados pelas geadas.
A dimensão exata das consequências para o setor cafeeiro da seca e das fortes geadas registradas este ano ainda está sendo avaliada. Contudo, em nota, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que levantamentos preliminares indicam que só as geadas atingiram cerca de 200 mil hectares de cafezais (cada hectare corresponde, aproximadamente, a um campo de futebol oficial).
Além dos estragos diretos, as condições climáticas adversas geram incertezas quanto ao desempenho da próxima safra. O que também contribuiu para a alta dos preços da commodity. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-USP), nessa terça-feira (17), a saca do café arábica tipo 6 (entregue na cidade de São Paulo) estava sendo comercializada a R$ 1.032,50. Há um ano, a mesma saca era vendida a R$ 566,51.
“Com tudo isto, a indústria é pressionada a repassar o preço ao varejo”, acrescentou Inácio, destacando que, entre dezembro de 2020 e julho de 2021, os custos da matéria-prima utilizada no plantio aumentou, em média, 82%. Já o preço do café, segundo ele, subiu, nas prateleiras, no mesmo período, cerca de 16%, menos que outros produtos alimentícios considerados básicos, como o arroz e o óleo de soja. “Mas este aumento de 35% a 40% que estamos estimando é considerando o momento atual. Se não tivermos chuvas dentro dos próximos dois meses, quando ocorre a florada, isto tende a ser ainda maior.”
No boletim de acompanhamento do setor que divulgou na semana passada, a Conab aponta que, “nos próximos meses de 2021, o retorno das chuvas em volumes satisfatórios torna-se fundamental para amenizar os danos já causados pela seca e pelas geadas e para sustentar a florada da safra a ser colhida em 2022”, aponta a Conab.
Apesar das adversidades que os produtores enfrentam no campo, as exportações brasileiras seguem em alta, motivadas pela taxa de câmbio do real em relação ao dólar e pela alta dos preços pagos no mercado externo. Cerca de 70% de toda produção nacional é vendida para outros países.
De janeiro a julho, o Brasil exportou cerca de 25,2 milhões de sacas de café, o que corresponde a um aumento de 11,3% em comparação ao mesmo período de 2020. Segundo a Conab, historicamente, o volume exportado durante o segundo semestre do ano tende a ser ainda maior, mesmo que a quebra da produção e as incertezas climáticas para a safra de 2022 limitem o resultado final. Inclusive, a companhia aponta que, entre maio e julho, o volume exportado caiu mês a mês, em parte devido à “limitação da oferta interna diante da quebra da produção deste ano”.
Papel-moeda representa apenas 3% dos recursos disponíveis no país | Foto: Reprodução
É incomum encontrar quem ainda vai a um banco sacar dinheiro para fazer pagamentos. As transações digitais, seja por meio de transferências, cartões ou Pix, facilitam o dia a dia e já fazem parte da rotina de muitos consumidores. E em alguns anos, os brasileiros terão mais uma forma de lidar com o dinheiro. Será lançado o real digital, que está atualmente em estudo pelo Banco Central (BC). O dinheiro digital será emitido pelo BC.
De acordo com dados do BC, em junho de 2021, o total de papel-moeda em poder das pessoas era de R$ 283 bilhões, enquanto o volume de depósitos à vista (dinheiro depositado em conta-corrente, sem remuneração pelo banco) era de R$ 333 bilhões. Ao acrescentar a esse valor outras formas de liquidez, como os depósitos remunerados, operações compromissadas (compra e recompra de ativos com pagamento de juros) e títulos públicos federais, havia um total de R$ 8,9 trilhões disponíveis de forma digital. Ou seja, apenas cerca de 3% dos recursos disponíveis para as operações no país estão na forma de papel-moeda.
O Banco Central diz que a criação do real digital não tem o objetivo de eliminar de vez o papel-moeda, mas a tendência é que seu uso se reduza mais. “A intenção é que o dinheiro em papel conviva com o real digital ainda por muitos anos. No entendimento do BC, à medida que a população se torne mais confortável com os novos meios de pagamentos digitais, o uso do dinheiro no formato de papel se reduzirá naturalmente”, ressaltou, em nota à Agência Brasil.
Ainda não há previsão para o lançamento do real digital. “O que temos é um horizonte de trabalho, de discussões e de testes que deve durar de dois a três anos. Ao fim desse período, o BC deverá ter reunidas as condições necessárias para decidir sobre a conveniência e o melhor formato para a emissão de um real digital”, declarou a instituição.
Como será a moeda digital?
O BC tem trabalhado para estabelecer as bases para o desenvolvimento da CBDC [Central Bank Digital Currency, em inglês].
A moeda digital será garantida pelo BC e as instituições financeiras vão apenas guardar o dinheiro para o cliente que optar pela nova modalidade.
Entre as diretrizes estão a ênfase no desenvolvimento de modelos inovadores a partir de evoluções tecnológicas, como contratos inteligentes (smart contracts), internet das coisas (IoT) e dinheiro programável; a previsão de uso em pagamentos de varejo; e a capacidade para realizar operações online e, eventualmente, offline.
Moedas digitais no mundo
Segundo informações do Banco Central, as Bahamas foram o primeiro país a lançar oficialmente seu CBDC, o Sand dollar, em outubro de 2020. A China tem um projeto-piloto em algumas cidades e fará testes com visitantes estrangeiros nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim de 2022.
O banco central dos Estados Unidos, o Fed, e a Digital Dollar Foundation, trabalham para lançar a moeda digital também. Outros países, como Coreia do Sul, Japão e Suécia, também estudam o lançamento da CBDC.
niciativas são incentivadas pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) | Foto: CBPM
A chamada “bioeconomia” tem se tornado uma realidade cada vez mais presente no mundo atual. Grandes gestoras de fundos financeiros apontam que seus clientes têm se preocupado com o impacto da sustentabilidade nos seus portfólios. Esta mudança tem sido impulsionada por uma maior compreensão de como os princípios de ESG (sigla em inglês para melhores práticas ambientais, sociais e de governança) podem afetar o crescimento econômico, os mercados financeiros e a sociedade como um todo.
Seguindo essa premissa, mineradoras baianas vêm apostando em inovações que apresentam resultados positivos na busca por sustentabilidade, ação essa incentivada pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), que exige um comprometimento socioambiental das empresas com as quais fecha parceria.
“É preciso reforçar os investimentos em inovação. Quando nós investimos em inovação, pesquisa, ciência, foi quando houve grandes avanços no país. A sustentabilidade para mim é associar o uso racional do meio ambiente com a comida na mesa das pessoas, com a possibilidade de uma vida digna”, diz Antonio Carlos Tramm, presidente da CBPM.
A Atlantic Nickel, por exemplo, dentro das operações em Itagibá, utiliza um circuito próprio de reaproveitamento que permite o retorno de 90% da água captada em cavas, pilhas, planta de beneficiamento e outras áreas, possibilitando a reutilização no processo produtivo. Isso faz com o que o consumo de água nova represente 10% do total, preservando a disponibilidade hídrica do Rio das Contas e do Rio do Peixe, que favorecem o abastecimento das comunidades locais.
A empresa possui, ainda, uma estação de tratamento físico-químico de água que é composto por um sistema de floculação, coagulação e filtragem, obtendo uma eficiência média de 95% na remoção de impurezas. Além disso, a empresa mantém em funcionamento constante duas estações de tratamento de efluentes, uma doméstica e outra industrial.
Outro projeto implementado pela empresa é o reaproveitamento de restos de alimentos, transformando tudo o que iria para o lixo em um composto orgânico que ajuda a garantir o reflorestamento de espécies nativas de Mata Atlântica. Tudo aquilo que não é consumido é devidamente separado e transportado para o Centro de Triagem de Resíduos da empresa. Desde o início do projeto, 2.750 quilos de restos alimentares já foram transformados em 550 kg de composto orgânico. Isto porque o processo de compostagem reduz os resíduos alimentares em 80%, o que significa que a cada 10 quilos recolhidos, dois viram composto.
O principal objetivo da Atlantic Nickel com a produção do composto orgânico é a utilização do produto no seu viveiro que produz 30 mil mudas anualmente, destinadas à recuperação de áreas e programas de educação ambiental com a comunidade. O espaço concentra a produção de espécies nativas da Mata Atlântica, como Pau Brasil, Jacarandá da Bahia, Pau Ferro, Ingá de Metro e Copaíba, todas plantadas dentro da Área de Preservação Permanente e da Área de Reserva Legal da unidade operacional.
Yamana Gold economizou mais de 25 milhões de kW em energia desde 2019
Visando, principalmente, a minimização do impacto ambiental, redução do consumo de energia e a possibilidade de tornar as operações mais eficientes em termos de uso de energia não renovável, a Yamana Gold desenvolveu o “Projeto de Automação do Sistema de Ventilação das Minas Subterrâneas” que já gerou uma economia de mais de 25 milhões kW para a empresa desde que foi finalizado, em 2019. Essa redução equivale ao consumo de quase 11 mil residências durante um ano e reflete as políticas e práticas ambientais da empresa.
Antes da automação, os ventiladores das minas precisavam ser ligados ou desligados manualmente e, devido ao tamanho da propriedade e das minas, nem sempre era possível fazer esse desligamento. Hoje, os ventiladores são comandados direto da Central de Controle da Mina. Dessa forma, lugares onde não há funcionários, ou que não haverá atividade durante o turno, são desligados através do comando remoto e religados quando há programação para atividade no local.
Atualmente, 100% da frota principal de ventiladores e 78% dos ventiladores secundários possuem automação. Além de medidas para economia de energia, a Yamana também controla indicadores ambientais de redução do consumo de água, óleo diesel e da geração de resíduos sólidos não recicláveis.
Na visão do diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil, Eduardo Athayde, não haverá mais recurso para empresas que não se enquadram nos padrões de ESG. “Mas é importante notar que não existe um manual padrão. A ESG vive e é impulsionada pela criatividade dos gestores. Quem melhor usar sua criatividade para implantar o ESG vai sair na frente e competir melhor. Mas competir em uma nova visão, que não separa a economia e a ecologia”, afirma
Com um acumulado de 51% de reajuste em 2021, a Petrobras aumentou pela 9ª vez o preço da gasolina. O valor médio do litro do combustível passou de R$ 2,69 para R$ 2,79 nas refinarias, e já beira a casa dos R$ 7 para o consumidor final.
Em entrevista ao bahia.ba nesta quinta-feira (12), o presidente do Sindicombustíveis Bahia (Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado), Walter Tannus, reforçou a critica aos reajustes da Petrobras e acusou a população de ser omissa à política de preços da estatal, que faz os reajustes baseados no preço do barril de petróleo em dólar.
“Sempre fomos contra essa política de preço adotada no governo Temer, de a Petrobras reajustar o preço do combustível no Brasil acompanhando a variação do dólar no barril do petróleo. Não houve ressonância da sociedade, que ficou omissa em sua grande maioria, com poucos se manifestando contra. Agora estamos pagando o preço. Estamos vendo a consequência dessa política altamente equivocada”, afirmou.
Com esse cenário, Tannus relatou que o setor de revenda vive seu pior momento da história. “Estamos muito preocupados. Cada dia que passa, analisando os dados, estamos vendo que a queda no consumo é grande. Vários postos trocaram de mão, como costumamos dizer. Ou seja, trocou de proprietário. Temos postos também fecharam. Talvez essa seja a pior situação que a revenda já viveu desde sua existência”, relatou.
Ao longo da pandemia de Covid-19, cerca de 5 mil pessoas que atuavam no setor foram demitidas na Bahia. Quando se leva em consideração as lojas de conveniência e os restaurantes, o Sindicombustíveis aponta para o fechamento de mais de 10 mil postos de trabalhos.
“Cabe à sociedade brasileira civil e organizada protestar, e não apenas o revendedor. O barril do petróleo está a 70 dólares, com tendência de mais alta. Temos o real perdendo o valor em relação ao dólar, o que faz essa tendência de alta do combustível da gasolina continuarem alta. Os revendedores já não sabem mais o que fazer. Já enxugaram, demitiram. Dificilmente se encontra uma conveniência aberta 24hs. É uma situação que preocupa bastante e que não conseguimos enxergar um horizonte positivo no futuro”, desabafou
Concurso oferece 4.480 vagas de escriturários. As inscrições terminaram no dia 7 de agosto e as provas acontecem no dia 26 de setembro | Foto: Reprodução
O concurso do Banco do Brasil para vagas de escriturários recebeu 1.655.420 inscrições. É o maior concurso da história do país, segundo a Fundação Cesgranrio, organizadora do processo seletivo.
Foram 1.613.886 inscritos para o cargo de Escriturário – Agente Comercial, que oferece 2 mil vagas, mais 2 mil de cadastro de reserva. Para o cargo de Escriturário – Agente de Tecnologia, foram 41.534 inscritos para concorrer a 240 vagas e 240 para cadastro de reserva.
As inscrições terminaram no dia 7 de agosto e realização das provas está prevista para o dia 26 de setembro. O processo seguirá os protocolos de prevenção à Covid-19, de acordo com as regras do edital.
“Os números de candidatos superaram as nossas expectativas. A procura por uma vaga no Banco do Brasil nos deixa orgulhosos por termos cumprido o objetivo de atrair novos talentos, em nível nacional”, afirma Ênio Mathias, vice-presidente corporativo do Banco do Brasil.
No Edital 2021, assim como nos editais anteriores do Banco do Brasil, há a previsão legal de reserva de 5% das vagas às pessoas com deficiência, além de 20% das vagas para cumprimento da cota para pessoa preta ou parda.
A remuneração inicial é de R$ 3.022,37, para jornada de 30 horas semanais, ajuda alimentação/refeição de R$ 831,16 por mês, e cesta alimentação, no valor mensal de R$ 654,87, na forma do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT.
Aumento é consequência da seca e recentes geadas que atingiram o país | Foto: Reprodução
Se o tradicional almoço do brasileiro, com feijão e arroz, ficou mais caro, agora é a vez do café com leite também ter reajuste nos valores e pesar no bolso dos consumidores. O aumento é consequência da seca e das recentes geadas que atingiram o país.
Os fenômenos climáticos afetaram a produção no campo e devem pressionar os preços nos supermercados. No entanto, a magnitude dos reajustes e a velocidade ainda são uma incógnita.
No caso do café, por exemplo, a safra deste ano já era impactada pela escassez de chuva. As geadas em julho, nos estados de Minas Gerais e São Paulo, complicou ainda mais a situação.
Previsão está em sondagem feita pelo Sebrae | Foto: Reprodução
Os micro e pequenos empreendedores do setor de serviços esperam aumentar as contratações nos próximos três meses. De acordo com a Sondagem Econômica das Micro e Pequenas, feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Fundação Getulio Vargas (FGV), 17,3% dos empreendedores acreditam que aumentarão o quadro de pessoal nos próximos três meses. Esse é o melhor resultado desde outubro de 2013.
A pesquisa também mostrou que, pelo quarto mês consecutivo, o Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas de Serviços (MPE-Serviços) subiu 4,1 pontos, em julho, e atingiu 96,3 pontos, o maior nível desde janeiro de 2020 (96,8 pontos).
De acordo com o Sebrae, a expectativa de geração de emprego e a recuperação da confiança do setor de serviço, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19, ocorrem devido ao avanço da vacinação e a redução dos casos da doença no país.
Segmentos
O resultado do setor apresenta diferenças por segmentos, e a maior contribuição positiva veio dos serviços prestados às famílias. A confiança das empresas prestadoras de serviços profissionais e demais serviços também cresceu. Apesar disso, serviços de transporte e de informação e comunicação recuaram 3,5 pontos e 2,4 pontos, respectivamente.
Segundo o Sebrae, os serviços de informação e comunicação estão entre os poucos que haviam se beneficiado durante a pandemia e agora estão arrefecendo. Os serviços de transportes ainda oscilam, já que a circulação de pessoas para o trabalho e para as escolas, por exemplo, ainda não retornou à situação do período pré-pandemia.
Comércio e Indústria
O incremento da confiança dos Serviços (4,1 pontos), somado ao do Comércio (5,2 pontos) e Indústria (2,8 pontos), fez com que o Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE), que agrega as MPE dos três setores, subisse 4,1 pontos em julho, atingindo 100 pontos, seu melhor resultado desde dezembro de 2013, quando registrou 100,2 pontos. Foi o quarto mês seguido de expansão do IC-MPE.
Nos últimos quatro meses, a confiança subiu 18,5 pontos na média geral e ficou 16,1 pontos acima de julho do ano passado.
As compras realizadas na internet e aplicativos movimentou R$ 135,1 bilhões, com alta de 46,5% | Foto: REprodução
As compras realizadas por meio do sistema de cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 52% no segundo trimestre de 2021 quando comparado ao mesmo período do ano passado. No total foram negociados R$ 609,2 bilhões no período, de acordo com dados divulgados nesta segunda (9) pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento.
Transações
Em quantidade de transações, foram registrados 7,1 bilhões de pagamentos com cartões nos meses de abril, maio e junho, o equivalente a 55 mil por minuto, 53,9% a mais do que no ano anterior.
O cartão de crédito foi o meio de pagamento que apresentou o maior valor transacionado no segundo trimestre, registrando R$ 371,3 bilhões, com crescimento de 53%, seguido do cartão de débito que movimentou R$ 214 bilhões (+ 42,3%), e do cartão pré-pago, R$ 23,9 bilhões, o que representa alta de 214,3%.
Exterior
Os gastos com cartões no exterior cresceram 62% depois de seis trimestres consecutivos de queda. Segundo os dados, o volume movimentado foi de US$ 708 milhões, o equivalente a R$ 3,7 bilhões. As compras realizadas por estrangeiros no Brasil somaram US$ 492,7 milhões (R$ 2,6 bilhões), uma alta de 73,6%.
Segundo a Abecs, o resultado é reflexo de um cenário de maior abertura da economia, com a flexibilização das medidas de isolamento social em combate à pandemia, levando em consideração que a comparação é feita com o segundo trimestre do ano passado, período de maior impacto na crise.
1º semestre de 2021
De acordo com o levantamento da entidade, quando avaliado o primeiro semestre do ano, os pagamentos com cartões cresceram 33,2% ao somarem R$ 1,2 trilhão. O cartão de crédito movimentou R$ 707,2 bilhões (alta de 30,8%), o cartão de débito, R$ 418,4 bilhões (alta de 30,3%), e o cartão pré-pago, R$ 41,8 bilhões (alta de 183,2%). Ao todo foram 3,6 bilhões de pagamentos com cartões no período, o que representa um crescimento de 30,5% em comparação com o primeiro semestre de 2020.
Compra por aplicativo
Os dados mostram ainda que o uso de cartões para o pagamento em compras na internet e aplicativos movimentou R$ 135,1 bilhões no segundo trimestre, com alta de 46,5%. No acumulado do semestre, o valor movimentado chegou a R$ 255,2 bilhões, com alta de 41,2%. O destaque foi o mês de abril, que registrou avanço de 60% dos pagamentos online.
Com R$ 110 milhões em contratos de fornecimento de energia no mercado livre, a comercializadora Argon Energia pediu recuperação judicial nesta quinta (5), alegando dificuldades para comprar os volumes que se comprometeu a entregar diante da disparada dos preços provocada pela crise hídrica.
O pedido reforça alertas sobre o risco de uma nova onda de calotes nesse mercado, onde geradores e consumidores negociam contratos bilaterais de fornecimento, com o cenário de preços altos, que deve se manter até o fim do ano.
A Argon não comenta o pedido, alegando confidencialidade, mas a reportagem apurou que entre os credores há outras comercializadoras, geradoras de energia e clientes como a Gol Linhas Aéreas, a Rio Preto Hotéis e a Rio JV Partners, da rede hoteleira Hyatt.
É a primeira empresa do segmento a recorrer à recuperação judicial após o início da crise hídrica, mas nas últimas semanas, compradores de energia no mercado livre começaram a receber cartas de outras comercializadoras informando dificuldades para honrar os contratos.
Os primeiros alertas levaram o diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) Efraim Cruz a solicitar à CCEE (Câmara Comercializadora de Energia Elétrica) informações sobre os contratos de diversas comercializadoras.
Ele quer que a câmara responsável pela gestão do mercado repasse informações sobre os contratos de uma série de comercializadoras e alerte sobre eventuais indícios de possibilidade de inadimplência elevada que possam gerar risco ao mercado.
Comercializadoras são empresas que atuam como intermediárias no mercado de energia, comprando contratos de eletricidade de geradores para vender aos consumidores finais, como indústrias, shoppings ou redes de varejo, por exemplo.
Segundo os dados da CCEE, há hoje 421 empresas habilitadas para atuar como comercializadoras no mercado livre, que vem apresentando forte crescimento nos últimos anos, como alternativa das empresas para fugir do aumento na conta de luz.
O mercado funciona como uma bolsa de energia, na qual vendedores, compradores e intermediários negociam contratos de suprimento. Ao fim de cada mês, a CCEE calcula quanto foi o consumo e promove a liquidação dos contratos.
Quando uma empresa não consegue comprovar a entrega, é obrigada a recorrer ao mercado de curto prazo e pagar o PLD (preço de liquidação de diferenças). Com o recrudescimento da crise hídrica, o preço usado nessa liquidação disparou, atingindo o valor máximo de R$ 583,88 na última semana de junho.
"Algumas comercializadoras apostaram numa curva de preços que não se concretizou", explica Ricardo Lima, que foi do conselho de administração da CCEE. "Apostaram que os preços não subiriam e, agora, se veem sem condições de comprar volumes suficientes para cumprir seus compromissos."
A princípio, o prejuízo de eventuais calotes é do cliente, que terá que pagar a diferença na hora da liquidação. Mas em outros momentos semelhantes, parte do rombo caiu no colo de todos os participantes do mercado, já que vítimas de calotes judicializaram a questão.
Ainda não é possível identificar o tamanho do problema, que começará a surgir na liquidação de julho, concluída apenas em setembro. Mas os alertas levam o mercado a pedir pelo reforço nas regras prometido pela Aneel na última onda de calotes, em 2019.
A CCEE tem duas propostas de reforço. Uma delas eleva as exigências para a habilitação de novas comercializadoras, com o estabelecimento de patrimônio líquido mínimo e a proibição de que sócios que já tiveram empresas monitoradas por condutas atípicas abram novas comercializadoras.
A medida impediria uma prática conhecida no mercado como "Revalida", na qual agentes que já tiveram problemas compram participação em alguma das diversas comercializadoras hoje inativas para voltar a operar.
A outra proposta melhora a avaliação de risco das operações, define condutas atípicas e estabelece sanções mais pesadas para agentes que não conseguirem cumprir seus compromissos.
"Um ambiente de contratação livre com agentes com capacidade de negociação, operações adimplentes e solvência financeira contribui inclusive para expansão do mercado livre e impulsiona a expansão econômica e atração de investimentos", defende a câmara, em uma das notas técnicas.
O advogado Luis Souza, sócio no Souza, Mello e Torres Advogados, destaca que no mercado financeiro é necessário que as corretoras façam depósitos de garantias, que definirão sua capacidade de operar com ações e outros títulos.
"Isso não existe no setor elétrico, então tem comercializadoras que dizem ter lastro e vendem a energia, mas a CCEE só terá ideia no dia da liquidação", afirma, defendendo a adoção de reforços de segurança.
O problema, ressalta, ocorre porque o sistema brasileiro é bastante dependente da energia hídrica, o que amplia o risco de volatilidade de preços. Em mercados mais térmicos, os riscos são menores.
Em nota enviada à reportagem, a CCEE disse que "tem acompanhado o cenário atual e atuará de acordo com a regulamentação vigente para mitigar possíveis impactos no mercado multilateral" e que o reforço na segurança é prioridade.
"Com o objetivo de aprimorar e reforçar a segurança de mercado, a instituição tem desenvolvido propostas para tornar os critérios de participação no mercado de energia mais rígidos e aplicar boas práticas do mercado financeiro, por exemplo, para garantir a liquidez", afirmou.
Procurada, a Aneel não havia se manifestado sobre o assunto até a publicação deste texto. A Abraceel (Associação Brasileira das Comercializadoras de Energia) disse na quarta que não conseguiria comentar o assunto esta semana por dificuldades de agenda.
Argon Energia disse que, "por questões de confidencialidade, não se posicionará sobre o assunto".
O valor total dos impostos pagos pela população do país superou R$ 1,5 trilhão. O total é referente aos valores dos impostos federais, estaduais e municipais pagos desde o primeiro dia do ano até 01 de agosto. Em relação ao ano passado, o brasileiro está pagando mais impostos em 2021, já que o valor de R$ 1,5 trilhão só foi atingido, em 2020, no mês de setembro. A apuração é da Associação Comercial de São Paulo (ASCP), que aponta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Geral de Preços (IGP) como responsáveis pela carga tributária. O IPCA subiu 8,6% nos últimos 12 meses e o IGP registrou 33% de aumento, no mesmo período.