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- Jornal Estado de Minas
- 13 Nov 2021
- 11:54h
(Reprodução)
A Caixa Econômica Federal confirmou na noite desta sexta-feira, 12, para dia 17 de novembro o início do pagamento do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família. De acordo com a instituição, a migração dos beneficiários de um programa para o outro será feita automaticamente, dispensando a renovação do cadastro ou ida até uma agência do banco.Ainda segundo a organização, o antigo cartão e a conta do Caixa Tem continuarão funcionado, inclusive para saques, pagamentos, transferências e outros serviços. Um novo aplicativo, intitulado também de Auxílio Brasil, substituirá o anterior. Em novembro, 14,6 milhões de famílias serão atingidas pela mudança. Confira o calendário:
O NIS é o Número de Identificação Social atribuído pela Caixa Econômica Federal para identificar pessoas cadastradas em programas sociais.
A confirmação do início do pagamento ocorre no momento em que o governo tenta obter a aprovação da PEC dos precatórios, que vai abrir espaço no Orçamento para bancar um auxílio de R$ 400, como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro.A PEC liberará R$ 91,6 bilhões de espaço no Orçamento de 2022, o que seria essencial para conseguir o valor divulgado pelo político.
Para isso, o governo propôs adiar o pagamento dos precatórios (dívidas que o governo é obrigado a pagar por decisão judicial) e alterar a correção do teto de gastos.
- NaTelinha
- 12 Nov 2021
- 18:44h
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Funcionários da TV Tribuna, afiliada da Band em Recife (PE), acusam a emissora de não pagar os salários em dia. Os colaboradores alegam que a empresa só repassou parte do salário de setembro com um kit composto por duas bandejas de ovos, linguiça, uma ave natalina e um espetinho, que teria sido permuta, que consiste em uma troca de serviços, no caso, segundo apurou o NaTelinha, os itens teriam sido doados por um anunciante do canal. A falta de salários, teoricamente, se deve à notícia de todas as contas do grupo terem sido bloqueadas para pagar processos e dívidas com os credores da empresa. Em meio à insatisfação que toma conta da instituição, uma das proprietárias da rede de televisão continua publicando normalmente em suas redes sociais vídeos ouvindo música e bebendo com amigos.
(Reprodução)
A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) prorrogou o prazo para clientes de baixa renda, cadastrados na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), negociarem dívidas. A ação seria realizada até sábado, 13 de novembro, e segue até o dia 13 de janeiro de 2022.
Segundo a Coelba, a promoção acontece pela primeira vez na Bahia e permite a quitação de débitos com descontos de até 36% no valor total, assim como parcelamento em até 18 vezes. Também não são cobrados juros, correções e multas.
Interessados devem acessar o portal da empresa e clicar no link "negociação de dívidas" para realizar o processo de forma virtual. Além disso, o serviço pode ser realizado via Whatsapp (71 3270-6350) e pelo telefone, no número 116.
Os consumidores que obedecem aos requisitos também têm acesso aos descontos nas unidades de atendimento presencial.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (11), em evento no Palácio do Planalto, que o governo decidiu desonerar a folha de pagamentos de 17 setores da economia por mais dois anos.
Esses 17 setores são os que mais empregam na economia brasileira. A desoneração perderia a validade no fim deste ano.
Nesta quarta (10), o deputado federal Marcelo Freitas (PSL-MG) protocolou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um relatório favorável ao projeto de lei que prorroga a desoneração.Defensores do texto argumentam que, sem a desoneração, os setores teriam dificuldade em manter empregos, o que agravaria a crise econômica.
Bolsonaro anunciou a prorrogação após se reunir com representantes do setor produtivo, no Palácio do Planalto. Ele discursou durante o lançamento de um programa de combate à fome. Ao falar da desoneração, o presidente lembrou que "emprego é alimentação".
"Quando se fala em alimentação, emprego, é alimentação. Quem não tem emprego, tem dificuldade de se alimentar, obviamente. Reunido com a Tereza Cristina [ministra da Agricultura], com o nosso prezado ministro Paulo Guedes [Economia] e mais de uma dezena de homens e mulheres representantes do setor produtivo do Brasil, resolvemos prorrogar por mais dois anos a questão que tem a ver com a desoneração da folha", afirmou Bolsonaro.
- Correio 24h
- 11 Nov 2021
- 12:11h
(Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Cerca de 85 mil segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) têm até hoje (11) para agendar a perícia médica. Eles foram convocados pela operação pente-fino do órgão para verificar possíveis irregularidades e terão o benefício suspenso se não passarem por nova perícia.
Em 27 de setembro, o INSS convocou 95.588 segurados para agendarem perícia médica até 11 de novembro. Segundo o instituto, até agora somente 10.397 marcaram o exame, com 85.191 passíveis de perderem o auxílio de incapacidade temporária.
A relação completa dos convocados pode ser consultada no Diário Oficial da União. Desde julho, o órgão está enviando cartas a 170 mil segurados. As perícias começaram em agosto. Quem recebe a notificação tem 30 dias, a contar da data informada pelos Correios, para agendar o procedimento.
De acordo com o INSS, as pessoas convocadas por meio do Diário Oficial não foram localizadas nos endereços da base de dados do órgão ou receberam a carta de notificação, mas não marcaram a perícia.
O exame pode ser agendado de três formas: pelo aplicativo Meu INSS, pela Central de Atendimento 135 ou pela página do INSS na internet. O beneficiário deve levar os seguintes documentos no dia da perícia: carteira de identidade, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), exames médicos recentes que comprovem a incapacidade de trabalhar e laudo com nome do médico, registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), código da doença/CID (classificação internacional) e a descrição da doença.
- por Juca Guimarães | Folhapress
- 04 Out 2021
- 12:30h
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
O Banco Central criou um pacote de novas regras para garantir mais segurança nas transações por meio do Pix. A principal delas, que é o limite de transferência de valor no período da noite, vale a partir desta segunda (4). As demais vão entrar em vigor no dia 16 de novembro.
O limite estabelecido para transferência é de R$ 1.000, no horário das 20h às 6h. A regra é para as transações entre pessoas físicas, incluindo os MEIs (microempreededores individuais).
Também será possível pedir a ampliação, porém, este tipo de alteração não será automática - também como medida de segurança para inibir, por exemplo, sequestro-relâmpago-- e o banco terá entre 24 e 48 horas para atender o pedido.
Outra medida de segurança é a possibilidade de cadastro de contatos que poderão receber Pix acima de R$ 1.000 a qualquer hora do dia. Neste caso, a alteração também só vale após 24 horas do pedido.
No final de dezembro de 2020, havia 56 milhões de usuários de Pix, segundo o BC, já no final de agosto de 2021, último balanço divulgado, são 106,6 milhões. O aumento se deve à praticidade. O Pix não tem tarifa, é concluído na hora e quem manda o dinheiro só precisa da chave do favorecido, que pode ser um email, o número do celular, o CPF ou uma senha aleatória.
Com isso, atraiu também golpistas. Em janeiro, o pesquisador William Douglas de Almeida, 36 anos, que faz pós-doutorado na USP, teve seus dados utilizados por uma quadrilha que tentou dar um golpe por meio da modalidade. O golpe começou com a clonagem do seu WhatsApp.
"Eu estava vendendo um apartamento e entraram em contato fingindo ser o site onde eu tinha cadastrado o imóvel pedindo uma confirmação de dados. Assim que fiz isso, a quadrilha começou a se passar por mim e pedir dinheiro para os meus contatos", conta.
Na mensagem, os golpistas diziam que não estavam conseguindo fazer um pagamento via Pix de R$ 1.130 e pediam ajuda com a promessa de devolução do dinheiro no dia seguinte. "Por sorte, ninguém depositou."
Por ser instantâneo, o Pix passou a ser uma alternativa para o uso do cartão de débito. Para os comerciantes também é mais atrativo porque não tem taxa", diz Caio Mastrodomênico, analista econômico da Vallus Capital. Ele avalia que, com mais regras de segurança, o Pix será uma ferramenta ainda mais popular entre os usuários de bancos, principalmente aqueles que têm receio de golpe nos caixas.
Dica para ter mais segurança é conferir dados antes da transação Antes de usar o Pix para mandar dinheiro para alguém, é importante seguir algumas precauções, como orienta Ricardo Hiraki, analista financeiro e diretor da Plano, Fintech de Educação Financeira. "Tem que conferir quem é o destinatário e sempre desconfiar de pedidos de dinheiro urgente".
Segundo ele, os golpistas contam histórias que, geralmente, "deixam a gente ansioso e aflito para ajudar".
Outra dica é entrar em contato com o amigo ou parente que "pede" a grana, por telefone, para confirmar se a mensagem é real.
Foi o que fez pedagoga e auxiliar de RH Dalva Helena Rocha, 46. Ela foi vítima de golpe via Pix no mês de junho. Primeiro, recebeu uma mensagem via "WhatsApp da irmã" dizendo que tinha mudado o número do telefone e pedindo dinheiro.
"Eu desconfiei e liguei para a minha irmã em outro número e ela disse que não era ela. Eu voltei na conversa do WhatsApp e, quando disse que sabia que era um golpe, eles começaram a rir."
No entanto, Dalva chegou a fazer três transferências. Uma delas de quase R$ 400. Depois, registrou boletim de ocorrência proteger seus dados.
Confira as novas regras, a partir desta segunda-feira (4), três importantes mudanças começam a valer:
1 - Limite de transferência
Entre 20h e 6h, o limite de transferência via Pix será de R$ 1.000
A regra também vale para TED (Transferência Eletrônica Disponível)
2 - Ampliação
O cliente poderá pedir a ampliação do limite, porém a aprovação do pedido será entre 24h e 48h após a solicitação
3 -Transferência camarada
Outra possibilidade é cadastrar contatos que poderão receber Pix acima de R$ 1.000 a qualquer hora. Neste caso, a alteração também só vale após 24 horas da solicitação
Outras mudanças para novembro
Bloqueio por cautela
Em caso de suspeita, o banco vai poder bloquear o crédito na conta do destinatário do Pix. De dia, este bloqueio será de 30 minutos e, à noite, de uma hora. Quem estiver recebendo o Pix será avisado sobre o bloqueio temporário
Alerta de laranjas
Os usuários de Pix terão que passar por etapas extras de confirmação da operação, nas transações envolvendo contas marcadas no DICT, inclusive para fins de eventual recusa a seu processamento, combatendo assim a utilização de contas de aluguel ou "laranjas".
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- por LARISSA GARCIA | Folhapress
- 02 Out 2021
- 10:00h
Foto: Macelo Casal Jr./Agência Brasl
O BC (Banco Central) diz ter adotado mecanismos complementares de monitoramento dos sistemas das instituições financeiras participantes do Pix, sistema de pagamentos instantâneos. A medida foi tomada após vazamento de chaves por falha na rede do Banese (Banco do Estado de Sergipe) na quarta-feira (30), que expôs informações de 395 mil pessoas.
De acordo com a autarquia, uma das iniciativas foi reforçar o tratamento de consultas no sistema de chaves em volumes atípicos.
Em comunicado aos acionistas, o Banese afirmou que sua área técnica detectou consultas indevidas a dados de chaves exclusivamente do tipo telefone de pessoas que não eram clientes. As informações foram conseguidas a partir de duas contas bancárias de clientes do banco.
Segundo a autoridade monetária, o Banese também implementou medidas para reparar a falha identificada no sistema, que “não seguia integralmente as determinações previstas no Manual de Segurança do Pix”.
“Do lado do BC, foram implementados mecanismos complementares de monitoramento aplicáveis a todas as instituições participantes do Pix, que inclui reforço no tratamento de consultas em volumes atípicos”, afirmou o BC em nota.
Além disso, a autarquia esclareceu que não houve falha no sistema do BC.
“Não foi explorada nenhuma vulnerabilidade em qualquer sistema do BC. O hacker acessou as informações utilizando a infraestrutura tecnológica do sistema do Banese, explorando falhas graves de segurança no aplicativo da instituição”, alegou.
“Em suma, quem acessou o DCIT [diretório administrado pela autarquia] foi o próprio participante Banese. O desconhecido não autorizado jamais teve acesso direto aos sistemas do BC”, completou.
O BC ressaltou que as medidas já adotadas reduzem o risco de outro vazamento de dados.
Para Rafael Stark, presidente da fintech Stark Bank, o sistema do Pix é seguro. "O vazamento é uma falha exclusiva do banco Banese", afirmou.
O especialista levantou algumas hipóteses que podem levar a vazamentos de chaves Pix.
"Caso haja vazamento interno por funcionários maliciosos, apenas uma melhora na governança e alto controle de acesso às informações podem evitar isso", ressaltou.
"Se o vazamento ocorre em razão de clientes maliciosos do banco fazendo varreduras das chaves do Pix por bots, chutando o número do telefone até que se encontre uma chave válida, por exemplo, cabe ao banco monitorar clientes com excesso de tentativas de chaves inválidas e bloquear o acesso do cliente", pontuou.
O Banese afirmou que possivelmente o hacker obteve as informações mediante engenharia social.
"Nesse caso, cabe ao banco orientar os clientes apenas a falarem através dos canais oficiais do Banco e nunca através de SMS, email ou links enviados de fontes desconhecidas", alertou Stark.
O criminoso que utiliza engenharia social engana a sua vítima ao se passar por uma instituição ou site confiável e faz com que ela forneça os dados.
Peterson dos Santos, especialista em segurança de dados e presidente da empresa de tecnologia Trio, não atribui o vazamento à falta de segurança do sistema do Pix.
Ele ressalta que a implementação do novo meio de pagamento foi muito rápida. "Por isso estão aprimorando diariamente a capacidade de evitar fraudes e com certeza isso continuará acontecendo durante os próximos meses", disse.
Para o especialista, os dados contidos nas chaves não são sensíveis. "Não há motivos para supervalorizar o vazamento e desacreditar de um projeto da magnitude do Pix e com todas as suas implicações diretas na vida de toda a população", ponderou.
Victor Hugo Pereira Gonçalves, presidente da Sigilo, instituto especializado em proteção de dados e segurança da informação, frisou que a chave Pix é um dado pessoal e o seu vazamento constitui infração do artigo 46 da Lei Geral de Proteção de Dados.
"Infelizmente, institucionalmente, o BC e a ANPD [Autoridade Nacional de Proteção de Dados] não tem feito nada, mas a situação é grave e requer atenção. Não está claro dentro das regras do Pix quais são os mecanismos de segurança adotados", ponderou.
Em sua visão, a estrutura desenvolvida para as chaves é insegura e não gera confiança. "Ela demanda que cada instituição desenvolva sua parte e isso gera risco ainda maior. No caso do Banese talvez tenha sido o desenvolvimento que tenha dado brecha para o vazamento", afirmou.
Nesta sexta-feira (1º), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que o aumento das fraudes no Pix está mais relacionado à reabertura da economia do que com as regras aplicadas ao sistema de pagamentos instantâneos.
Em evento virtual promovido pelo Morgan Stanley, ele ressaltou que o BC promoveu mudanças no Pix para evitar fraudes e outros crimes.
"Criamos um novo segmento do Pix só para evitar fraudes. Claro, houve um aumento no número de fraudes, mas isso está mais relacionado à reabertura da economia do que a forma como fazemos", disse.
Campos Neto se referia às mudanças recentes implementadas pelo BC nas regras do Pix para aumentar a segurança e reduzir a vulnerabilidade dos sistemas às ações de criminosos em fraudes, sequestros e outros crimes.
Foi determinado, por exemplo, o limite de R$ 1.000 para operações em canais digitais com Pix e TED (Transferência Eletrônica Disponível) entre pessoas físicas à noite, que começa a valer em 4 de outubro.
Além disso, na semana passada, o BC publicou norma que permite que o banco retenha uma operação suspeita de fraude por até 72 horas, medida que passa a valer em 16 de novembro.
*
PRINCIPAIS MUDANÇAS SOBRE SEGURANÇA NO PIX
COMO ERA
- Limites: igual ao da TED em qualquer horário
- Operações suspeitas: o banco não podia reter nenhuma operação e a liquidação tinha que ser feita na hora
- Pedido de aumento de limite: cada banco tinha uma política
- Cadastro de contas: não era permitido
COMO FICA
- Limites: padrão de R$ 1.000 entre 20h e 6h, podendo ser modificado pelo cliente; medida também vale para TED e transferência no WhatsApp
- Operações suspeitas: o banco pode reter uma operação suspeita no Pix por 30 minutos durante o dia ou 60 minutos à noite para análise de risco
- Pedido de aumento de limite: o banco deve atender o pedido entre 24 horas e 48 horas após a solicitação
- Cadastro de contas: o cliente pode cadastrar contas previamente no Pix para fazer transações acima do limite estabelecido, mas mantendo o valor para as demais operações; o registro em canal digital deve ser feito 24 horas antes
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- Bahia Notícias
- 30 Set 2021
- 07:40h
Foto: Reprodução
Ambev anunciou na nesta terça-feira (28), que vai aumentar o preço de sua cervejas. A empresa que é detentora de marcas como Brahma, Skol, Antarctica, Bohemia e Stella Artois deve reajustar os valores já a partir de 1º de outubro.
Em comunicado enviado para clientes e distribuidores, a cervejaria informou que a alteração vai seguir a variação da inflação, dos custos, câmbio e carga tributária. De acordo com a cervejaria, o reajuste pode variar entre regiões, marcas, embalagens e segmentos.
A Ambev, que concentra 60% de participação de mercado no Brasil, não informou qual será a faixa de reajustes. De acordo com a a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), o aumento de preços deve ser alinhado com a inflação acumulada nos últimos 12 meses, ou seja, em torno de 10%.
- Redação
- 17 Set 2021
- 07:34h
Municípios foram responsáveis por mais da metade dos R$ 895 milhões produzidos pelo setor na Bahia | Foto: Klayfe Photography
Os municípios de Caetité (18%), Jacobina (17%) e Itagibá (16%) responderam por 51% da produção mineral baiana comercializada no mês de agosto. A variação em relação ao mesmo mês de 2020 foi de 58%, saindo de R$ 566 milhões para R$ 895 milhões. Os dados foram divulgados no Sumário Mineral de setembro, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).
Além desses três municípios, responsáveis por mais da metade da produção mineral comercializada, também se destacam Jaguarari, Sento Sé, Piatã, Barrocas, Andorinha, Juazeiro e Brumado.
Atualmente gerando 13.467 empregos diretos no estado, o setor de mineração está em franca expansão mesmo com a crise econômica. A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) no mês de agosto já registrou uma arrecadação de R$ 91,6 milhões na Bahia. O número ultrapassa o valor de R$ 57 milhões, representando um crescimento de 60% em relação ao mesmo período de 2020.
O resultado coloca a Bahia em terceiro lugar no ranking nacional de arrecadação de CFEM, atrás apenas de Pará e Minas Gerais. A expectativa é que, já em setembro, o valor ultrapasse os R$ 94 milhões arrecadados durante todo o ano de 2020. Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
“Atualmente temos o ferro, o ouro e o níquel como os principais bens minerais produzidos na Bahia, e junto a outros completam uma grande variedade que nos anima num crescimento contínuo e sustentável do setor”, avalia o secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Nelson Leal.
Ainda de acordo com a ANM, somente no mês de agosto 74 alvarás de pesquisa foram protocolados na instituição, assim como 152 requerimentos de pesquisa.
- Com informações da Agência Câmara de Notícias
- 15 Set 2021
- 06:58h
O texto tramita na Câmara dos Deputados e será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) | Foto: Reprodução
O Projeto de Lei 1987/21 proíbe os bancos de cobrar tarifa de pessoas naturais e microempreendedores individuais (MEIs) para uso do Pix, seja nas operações de pagamento ou de recebimento de valores, sob qualquer modalidade (compra ou transferência). O texto tramita na Câmara dos Deputados.
A proposta é do deputado Júnior Mano (PL-CE) e altera a Lei 12.865/13, que trata dos arranjos de pagamento no sistema financeiro, entre outros assuntos.
Atualmente, as regras tarifárias do Pix estão definidas em uma resolução do Banco Central. A norma permite que os bancos cobrem tarifa dos clientes pessoa natural ou MEI nos casos de recebimento de recursos, com a finalidade de compra. Nas demais situações, o serviço é gratuito.
Para Júnior Mano, a isenção tarifária deve ser aplicada em qualquer caso, pois as transferências referem-se quase sempre a valores baixos. “Devemos nos lembrar de que estamos tratando de cidadãos brasileiros, muitas vezes desempregados, que utilizam o sistema para receber suas vendas de itens de pequeno valor”, disse.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
- Leonardo Vieceli/Folhapress
- 14 Set 2021
- 15:04h
(Fotos: PB Agora)
O volume do setor de serviços no país avançou 1,1% em julho, na comparação com junho. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com o desempenho, o setor de serviços está 3,9% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e alcançou seu patamar mais elevado desde março de 2016. ?
Entre janeiro e julho de 2021, o setor acumulou alta de 10,7%. Em período maior, de 12 meses, houve elevação de 2,9%.
A alta de 1,1% de junho para julho foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas: serviços prestados às famílias (3,8%), acumulando um ganho de 38,4% entre abril e julho, e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%), com crescimento de 4,3% nos últimos três meses. Em sentido oposto, vieram os serviços de informação e comunicação (-0,4%); os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%); e os outros serviços (-0,5%).
O IBGE ainda informou que, em relação a julho de 2020, o volume de serviços cresceu 17,8%. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam uma alta de 18% nessa base de comparação.?
Ao longo da pandemia, a prestação de serviços diversos foi bastante prejudicada no país. Isso ocorreu porque o setor reúne atividades que dependem da circulação de clientes, do contato direto e de aglomerações. Hotéis, bares, restaurantes e eventos fazem parte dessa lista.
Serviços ligados à área de tecnologia e informação, por sua vez, tiveram estímulo com o isolamento social para frear o coronavírus.
Agora, com a vacinação contra a Covid-19 e a reabertura da economia, as atividades que dependem do contato direto com clientes apostam em uma melhora dos negócios. Fatores como o desemprego e a inflação em alta, por outro lado, desafiam a retomada consistente do setor, já que abalam o poder de compra de parte das famílias.
Além de apresentar o desempenho de serviços, o IBGE também já divulgou os balanços de outros dois indicadores setoriais referentes a julho: produção industrial e vendas do comércio.
Conforme o instituto, a produção das fábricas caiu 1,3% frente a junho. Já o comércio subiu 1,2%.
Setor de serviços
Variação frente ao mês anterior, em %
jan.2021 0,7
fev.21 4
mar.21 -3
abr.21 0,9
mai.21 1,9
jun.21 1,8
jul.21 1,1
Fonte: IBGE
- Redação
- 14 Set 2021
- 11:58h
Pela regra, cada bomba deve indicar qual é a marca do fornecedor | Foto: Reprodução
O governo federal estipulou que postos de combustíveis que exibem marcas de distribuidoras específicas, como BR ou Shell, podem vender combustíveis de outras empresas. Ou seja, não há mais a necessidade de fidelidade à bandeira.
regulamentação da venda foi publicada, nesta terça-feira (14), no Diário Oficial da União (DOU). As regras regulamentam a Medida Provisória (MP), publicada no último dia 12 de agosto pelo Presidência da República.
Pela regra, cada bomba deve indicar qual é a marca do fornecedor. A identificação também deve estar no painel de preços. Com isso, o consumidor deve poder identificar de forma fácil a origem do combustível que está comprando e poder escolher entre as diferentes marcas.
O objetivo é que a medida traga maior concorrência para o setor. O governo estima uma queda de R$ 0,50 por litro da gasolina, por exemplo.
- Redação
- 10 Set 2021
- 07:42h
O setor gerou mais de 194 mil empregos diretos na Região nos meses de abril, maio e junho | Foto: Reprodução/ABF
O setor de franquias apresentou recuperação no 2º trimestre deste ano, mantendo assim sua trajetória rumo a níveis pré-pandemia. É o que indica a Pesquisa Trimestral de Desempenho realizada pela ABF (Associação Brasileira de Franchising).
Segundo o estudo, feito em parceria com a empresa de pesquisas AGP, o faturamento no 2º trimestre chegou a R$ 41,140 bilhões de abril a junho deste ano. A variação foi de -35,7% de 2019 para 2020 e de +48,4% para 2021.
Levando em conta essa receita do franchising, houve recuperação significativa no trimestre pesquisado, quando comparado ao ápice dos efeitos da pandemia (em 2020).
Na região Nordeste, o cenário é semelhante e aponta um crescimento de 50,6% no faturamento geral das redes de franquias, cuja receita alcançou mais de R$ 6,2 bilhões no período pesquisado. O resultado é bem superior à variação do ano passado frente a 2019, que foi de -31%. Já em número de unidades, o mercado nordestino expandiu 7,9%, com um total de 25.457 operações.
Para o diretor da Regional da ABF Nordeste, Candido Espinheira, o mercado local se adequou ao novo cenário e está respondendo positivamente. “O mercado de franchising nordestino é resiliente e se adaptou rapidamente aos novos tempos. Resistimos firmes e dignos, provando com profissionalismo e inteligência a capacidade das redes de franquias e isso evitou danos maiores. Com a flexibilização das medidas de distanciamento social e a melhora, mesmo que gradual, em alguns indicadores econômicos, sentimos um impacto positivo na economia e com isso vamos em frente”, afirma o diretor.
A pesquisa da ABF aponta alguns segmentos que se destacaram na Região Nordeste no 2º trimestre analisado frente a igual período de 2020. Os mais impactados pela pandemia, Entretenimento e Lazer, Hotelaria e Turismo começaram sua recuperação nos meses pesquisados, com variações positivas superiores a 800% e 600%, respectivamente. Ambos foram beneficiados por medidas como a reabertura das atividades econômicas não essenciais e o avanço da vacinação, além de haver uma forte demanda reprimida. É importante ressaltar, porém, que esse resultado foi conseguido em relação a uma base muito deprimida no 2º tri de 2020.
Em relação aos empregos, de acordo com a pesquisa, o setor no Nordeste gerou mais de 194 mil empregos diretos nos meses de abril, maio e junho. Isso representou um crescimento de 0,4% frente ao mesmo período do ano passado.
A maioria dos pontos da Região atua nos mercados de Saúde, Beleza e Bem-Estar (24%) Serviços e Outros Negócios (17,2%), e Alimentação Food Service (14,6%), o que demonstra a diversidade e a versatilidade do franchising nordestino.
- Redação
- 08 Set 2021
- 07:26h
(Foto: Reprodução)
El Salvador se tornou nesta terça-feira (7) o primeiro país a adotar o bitcoin como moeda legal, embora tenha sofrido problemas iniciais quando o governo teve que desconectar uma carteira digital para lidar com a demanda.
A mudança significa que as empresas devem aceitar o pagamento em bitcoin junto com o dólar americano, que tem sido a moeda oficial de El Salvador desde 2001 e permanecerá com curso legal.
Ainda não está claro se as empresas serão penalizadas se não aceitarem o bitcoin, de acordo com reportagem da Agência Brasil.
O presidente Nayib Bukele, que pressionou pela adoção da criptomoeda, pediu ajuda aos usuários que já haviam baixado o aplicativo apoiado pelo governo, para testar se ele estava então funcionando corretamente.
"Você poderia por favor tentar se registrar e postar nos comentários se há algum erro ou se todo o processo funciona bem?" o presidente escreveu no Twitter.
Bukele disse que o uso do bitcoin ajudará os salvadorenhos a economizar 400 milhões de dólares por ano em comissões para remessas, ao mesmo tempo que dará acesso a serviços financeiros para quem não tem conta bancária.
No entanto, os mais pobres podem ter dificuldade em acessar a tecnologia necessária para fazer o bitcoin funcionar em El Salvador, onde quase metade da população não tem internet e muitos mais têm acesso esporádico.
Outros dizem que a mudança pode alimentar a lavagem de dinheiro e a instabilidade financeira. Isso já turvou as perspectivas de mais de 1 bilhão de dólares em financiamento que El Salvador está buscando do Fundo Monetário Internacional (FMI).
No início da terça-feira, os salvadorenhos que tentavam baixar a carteira digital Chivo, que o governo promoveu, prometendo 30 dólares em bitcoin para cada usuário, descobriram que ela não estava disponível em lojas de aplicativos populares. Em seguida, Bukele tuitou que o governo o havia desconectado temporariamente para lidar com a demanda.
Pesquisas indicam que os salvadorenhos estão preocupados com a volatilidade da criptomoeda, que pode perder centenas de dólares em valor por dia.
Antes do lançamento, El Salvador comprou 400 bitcoins no valor de cerca de 20 milhões de dólares, disse Bukele, ajudando a elevar o preço da moeda para acima de 52.000 dólares pela primeira vez desde maio. Horas depois, no entanto, havia enfraquecido cerca de 4%, para 50.516 dólares.
- Larissa Garcia | Folhapress
- 03 Set 2021
- 08:14h
(Fotocomposição: Brumado Urgente)
O BC (Banco Central) publicou, nesta quinta-feira (2), as regras do serviço de saque e troco em dinheiro com o Pix, que estarão disponíveis no comércio e em caixas eletrônicos a partir de 29 de novembro.
Ambos possibilitarão a retirada de recursos em espécie, mas o Pix Saque é uma transação exclusivamente para saque e o Pix Troco está associado a uma compra ou prestação de serviço. No último caso, ao adquirir um produto, por exemplo, o cliente passa um valor superior para receber o restante em dinheiro.
No troco, o cliente receberá um extrato com o valor do saque e da compra.
"Para ter acesso aos recursos em espécie, basta que o cliente faça um Pix para o agente de saque, em dinâmica similar à de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code mostrado ao cliente ou a partir do aplicativo do prestador do serviço", detalhou o BC em nota.
De acordo com o BC, o limite para saque e troco no Pix será de R$ 500 durante o dia e de R$ 100 entre 20h e 6h. "Haverá, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do Pix trabalhem com limites inferiores a esses valores caso considerem mais adequado aos seus fins", afirmou a autarquia.
A adesão à nova ferramenta é opcional. Assim, o comerciante poderá escolher se quer ou não oferecer o serviço.
O cliente também poderá retirar dinheiro em caixas eletrônicos de qualquer banco que ofereça saque no Pix, não só na instituição em que tem conta.
"A oferta dos dois novos produtos da agenda evolutiva do Pix aos usuários da ferramenta é opcional, cabendo a decisão final aos estabelecimentos comerciais, às empresas proprietárias de redes de ATMs e às instituições financeiras que possuem seus próprios ATMs", ressaltou.
"O serviço permitirá que o cliente retire dinheiro em qualquer ATM [caixa eletrônico] que ofereça o saque com o Pix, não só no caixa do seu banco. Dessa forma os caixas eletrônicos não servirão apenas aos seus clientes, mas a toda rede bancária", disse o chefe da Gerência de Gestão e Operação do Pix, Carlos Eduardo Brandt.
A instituição também poderá escolher se quer ou não disponibilizar o instrumento em sua rede de caixas eletrônicos.
"Mesmo os estabelecimentos que oferecem pagamento com Pix poderão escolher se vão oferecer ou não o saque e o troco", afirmou Brandt.
A retirada de recursos será gratuita para o cliente que fizer até oito transações. A partir da nona, poderá ser cobrada tarifa.
"Essa tarifa poderá ser negociada com o banco, apenas determinamos que ela não poderá ser maior que o menor valor cobrado no saque tradicional", ressaltou o técnico do BC.
O comerciante que disponibilizar os serviços receberá entre R$ 0,25 e R$ 0,95 por operação. O valor poderá ser negociado com o banco com o qual o lojista tem relacionamento dentro deste intervalo.
O BC argumenta que a oferta do serviço diminuirá os custos dos estabelecimentos com gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os comerciantes ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços, no que chamou de “efeito vitrine”.
Apesar das vantagens para o lojista, o BC ponderou que a remuneração seria um incentivo a mais para a adesão, já que o dono do negócio terá custos para adaptar sistemas e fazer treinamento da equipe.
"O principal benefício é para o consumidor, que terá mais uma alternativa para sacar dinheiro", ressaltou o chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro, Angelo Duarte.
O comércio terá flexibilidade para escolher como vai oferecer o serviço. O dono do estabelecimento poderá definir, por exemplo, quais cédulas quer repassar ou determinar horários.